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Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
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Atividades Rítmicas Expressivas: Dança 
História da Modalidade 
Movimentos utilizados no Body Combat 
e na Ginástica Aeróbica 
Professora: Andreia Veiga Canedo 
Professora Estagiária: Joana Filipa Pinto Correia 
 
 
Escola Básica e Secundária 
Rodrigues de Freitas 
Ano Letivo 2011/2012 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
1 
 
Índice 
1. História da Dança ............................................................................................................. 2 
1.1. Conteúdos da Dança ........................................................................................................ 2 
1.2. Movimentações em grupo ................................................................................................. 4 
2. História do Body Combat .................................................................................................. 6 
2.1. Golpes básicos ................................................................................................................. 7 
3. História da Aeróbica .......................................................................................................... 9 
3.1. Algumas datas importantes .............................................................................................. 9 
3.2. A Música ........................................................................................................................... 9 
3.3. Estrutura musical ............................................................................................................ 10 
3.4. Tempos musicais ............................................................................................................ 10 
3.5. Padrões do movimento ................................................................................................... 11 
3.6. Princípios da Dança ........................................................................................................ 12 
3.6.1. Princípio da perna livre ............................................................................................. 12 
3.6.2. Princípio da perna de liderança ................................................................................ 12 
3.6.2.1. Tipos de liderança .................................................................................................... 12 
3.7. Principais movimentos utilizados na Ginástica Aeróbica ................................................ 13 
4. Bibliografia ...................................................................................................................... 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
2 
 
 
1. História da Dança 
A dança pode ser considerada como uma forma 
de manifestação humana antiga, que foi surgindo ao 
longo dos anos, a partir dos movimentos e da linguagem 
dos gestos dos antepassados expressando assim, o que 
sentiam em relação a seu mundo e as coisas que 
aconteciam à sua volta. Segundo VERDERI (2000) a 
dança tem caminhado na história e abarcado vários 
ramos da humanidade, criando estilos diversificados e 
ganhando corpo no ramo educacional. A dança existia para expressar a corporeidade dos 
homens, e graças à sua evolução ao longo dos tempos, hoje podemos usufruir dos seus 
movimentos, da sua magia, da sua expressão e plasticidade para os alunos. 
Segundo Galhahue e Donnelly (2008, p. 588), a dança é uma forma de movimento 
expressivo através do qual as crianças são estimuladas a comunicar os seus pensamentos, 
sentimentos e ideias. 
A dança permite-nos elaborar os nossos próprios pensamentos e sentimentos a respeito 
de nós mesmos e também das pessoas que nos cercam, possibilitando-nos o entendimento das 
suas relações com a natureza, com o meio social e a reestruturação dos seus valores e, 
finalmente, a elaboração das ações de movimentos significativos, permitindo-nos trabalhar em 
conjunto com as diferenças e limites de cada um. 
 
 
1.1. Conteúdos da Dança 
a) Corpo – O conhecimento do mapa corporal envolve uma consciência do próprio corpo e 
o dos outros. Implica o desenvolvimento da concentração e da noção das 
potencialidades corporais (posições; posturas; equilíbrios; etc.). 
 
b) Relação - Este fator dá-nos a possibilidade de relacionar diferentes partes do corpo 
umas com as outras, assim como relacionar o nosso corpo com o dos outros e com 
outras coisas que põem em equação um conjunto interessante de possibilidades: a 
criação de solos, duos, trios, pequenos grupos, pequenas danças com objetos. 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
3 
 
c) Espaço – Mesmo quando não nos movemos, o corpo produz uma postura, uma forma, 
uma presença no espaço. Quando se movimenta, o corpo indica sempre uma direção, 
um foco, um volume, um lugar, um caminho. 
Existem dois tipos de espaço: 
1) Espaço pessoal - que nos pertence dentro do limite da nossa movimentação num dado 
lugar; 
2) Espaço geral - que vive fora das fronteiras do corpo e se dirige em todas direções, 
limitado apenas pelos contornos do espaço em que nos encontramos. 
Existem também os níveis do movimento assim como um vasto grupo de pontos, 
padrões direcionais e volumétricos a explorar (próximo/distante; níveis; direções; 
trajetórias; etc.) 
 
d) Energia - Todos os movimentos podem ser alterados e enriquecidos com mudanças de 
energia. Podem ser movimentos cortantes, suaves, fortes ou leves, tensos ou soltos. 
Podem fluir livremente ou estar em vários equilíbrios. Podem ser diretos ou com 
contornos e torções. A energia do movimento é como o sal e a pimenta, dá-nos o “sabor 
do movimento”. Envolve fatores de tempo, peso, espaço e fluidez que conferem ao 
movimento as suas qualidades. 
 
e) Tempo/Ritmo – Consciência que cada um tem acerca do ritmo. Saber encontrar os 
diferentes ritmos de uma mesma música e de músicas diferentes. 
 
f) Expressão Corporal - Transmissão de sentimentos, emoções, através do movimento 
corporal em sintonia com a representação do rosto. 
 
g) Postura Corporal - Possibilidade de adquirir diferentes posições corporais. Podem por 
exemplo ser posições abertas ou fechadas e encontrarem-se em níveis superior, inferior 
ou médio. 
 
h) Criatividade - Capacidade de produção, que um indivíduo manifesta através da sua 
originalidade inventiva. 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
4 
i) Coreografia - É um conjunto de frases de movimento (conjunto de ações motoras) 
organizado com princípio, meio e fim. A coreografia deverá ser elaborada com o 
acompanhamento musical, respeitar o seu ritmo e criar situações facilitadoras de êxito. 
Poderá ser de um estilo específico ou com alternância de estilos. 
 
 
Elaboração da coreografia 
 1 tempo musical 
 Contra-tempo – “e” 
 4 tempos (em músicas quaternárias) – 1 compasso 
 2 compassos - 8 tempos – 1 frase 
 32 tempos – 1 bloco musical 
 
 
 
 
1.2. Movimentações em grupo 
 
a) Em roda 
 De mãos dadas, os alunos andam lateralmente (invertem o 
sentido a um sinal sonoro); 
 Experimentar outras formas de deslocamento (cruzando e 
descruzando as pernas, saltitando, combinando passos com 
saltos, etc); 
 Serpentear os colegas, invertendo o sentido do movimento (uns por entre os outros); 
 Com a variação das frases musicais deslocam-se para “irem ao centro”, alargarem a 
roda, curvarem-se, sentarem-se, levantarem-se, etc; 
 Com duas rodas concêntricas, a andar em sentidos opostos; 
 Com duas rodas concêntricas, a um sinal sonoro, a roda de dentro passa para fora e 
vice-versa; 
 Partindo a posição de “roda” evoluir para outras posições (fila, coluna, diagonal, 
quadras, etc). 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
5b) Em fila 
 “Seguir o chefe” imitando os elementos que o este for executando; 
 Mudar o sentido na movimentação; 
 
c) Em coluna 
 “Seguir o chefe” da respetiva coluna, devendo todos imitar os 
elementos que este for executando; 
 Em uma, duas, três ou quatro colunas, os alunos passam de uma 
coluna para as outras; 
 Duas colunas frente a frente, os alunos avançam e recuam, 
movimentando-se lateralmente em simetria cruzando-se e 
evoluindo para duas rodas, para triângulos, etc. 
 
d) Em quatro 
 Dançando voltados para o centro, para o par da esquerda ou para o par da direita, a um 
sinal do professor, os alunos mudam de direção; 
 Passagem da formação em quatro para a fila ou para a coluna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
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2. História do Body Combat 
 
O Body Combat foi criado por Nathalie Leivas em 2000 na Nova Zelândia. Esta 
modalidade consiste numa combinação movimentos, socos, chutos, joelhadas e deslocamentos 
derivados de várias atividades consideradas de autodefesa e artes marciais, como de Boxe, 
Kickboxing, Full Contact, Karaté, Thai-Chi, Taekwondo e outras técnicas de combate. Contudo, 
apesar da sua origem, o Body Combat não é uma técnica de combate em si mesmo, mas sim 
uma modalidade de Fitness especialmente indicada para trabalhar a força, a flexibilidade e a 
resistência. 
A combinação dos movimentos e as posições desenvolvidas a partir destas disciplinas 
de autodefesa, sendo acompanhada por música altamente motivante e é feita numa rotina de 
grande adrenalina recorrendo a movimentos dinâmicos e explosivos que reduzem o stresse, 
melhoram o condicionamento cardiovascular, a coordenação motora, força muscular, agilidade e 
flexibilidade. 
A diferença básica entre o Body Combat e de artes marciais é que os exercícios 
utilizados intercalam o treino físico e o combate (golpes), e não há contato físico, portanto, a 
possibilidade de lesões é mínima. Os participantes aprendem os gestos técnicos, que podem ser 
utilizados numa situação de autodefesa, e ao mesmo tempo geram um grande consumo calórico, 
melhorando seu condicionamento. Apesar de ser um desporto muito intenso e onde se praticam 
técnicas de autodefesa, é muito seguro, pois s golpes são aplicados em adversários imaginários, 
onde cada aluno poderá dar asas à sua imaginação. 
As características marcantes desta modalidade são as músicas altamente motivantes e 
as coreografias com movimentos poderosos de socos e chutos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 1 - Movimentos de Body Combat 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
7 
 
2.1. Golpes básicos 
 
a) Posição base 
 Transferir o peso do corpo para a perna da frente; 
 Na posição de afundo, libertar o calcanhar de trás; 
 Manter o peito aberto e os abdominais contraídos. 
 
b) Socos 
Jab 
Soco em linha aplicado com a mão que está à frente da base (geralmente a mão esquerda) 
 Visualizar o rosto do adversário; 
 Manter a guarda alta. 
Cruzado 
Soco em linha aplicado com a mão que está atrás da base (geralmente a mão direita) 
 Visualizar o rosto do adversário; 
 Manter a guarda alta. 
Gancho 
Soco em gancho aplicado com ambas as mãos na altura do rosto 
 Visualizar o rosto do adversário; 
 Manter a guarda alta. 
Hook 
(gancho baixo) 
Soco em gancho aplicado com ambas as mãos na altura do corpo (Fígado, baço e estomago) 
 Visualizar o rosto do adversário; 
 Manter os cotovelos fechados ao lado do tronco; 
Manter a guarda alta. 
Upper cut 
(corte para acima) 
Soco em gancho aplicado com ambas as mãos em forma ascendente em direção do queixo 
 Visualizar o queixo do adversário; 
 Manter os cotovelos fechados ao lado do tronco; 
 Manter a guarda alta. 
 
c) Chutos 
Chuto lateral 
 Grande passada com os pés apontados para fora; 
 Impulsionar o pé tendo a sensação da propulsão; 
 Direcionar o olhar para o alvo antes do golpe; 
 Realizar um movimento explosivo e controlar o retorno; 
 Pousar o pé suavemente flexionando os joelhos. 
Chuto frontal 
 Manter o peso do corpo sobre a perna base; 
 Fletir o joelho; 
 Manter os abdominais contraídos; 
 Focar o chuto frontal e a retração do mesmo; 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
8 
 Voltar para à posição base. 
Chuto à retaguarda 
 Manter o peso do corpo sobre a perna base; 
 Manter os abdominais contraídos; 
 Focar o chuto à retaguarda e a retração do mesmo; 
 Olhar por cima do ombro. 
 Voltar para à posição base. 
Roundhouse kick 
(chuto circular) 
 Grande passada com os pés apontados para fora; 
 Impulsionar o pé tendo a sensação da propulsão; 
 Direcionar o olhar para o alvo antes do golpe; 
 Fletir o joelho; 
 Realizar um movimento explosivo e controlar o retorno; 
 Pousar o pé suavemente flexionando os joelhos. 
 
d) Joelhos 
Joelho com salto 
 Força nas pernas; 
 Saltar para cima e não para frente; 
 Executar o movimento com precisão e agressividade; 
 Ser rápido; 
 Contrair os músculos; 
 Alcançar com as mãos com o joelho; 
 Manter os abdominais contraídos e um bom equilíbrio; 
 Sair do chão e usar a propulsão para subir o joelho. 
 
e) Deslocamentos 
Tesouras laterais 
 Passo sem deslocamento; 
 No primeiro tempo saltar para cima com os dois membros inferiores; 
 Realizar a receção com um pé à frente e outro atrás ou com as 
pernas afastadas lateralmente, trocando as suas posições (de 
avançado e recuado/ juntando ou afastando) na realização do 
próximo salto. 
Tesouras frontais 
Deslocamento lateral  Partir da posição base; 
 Deslocamento utilizando o “passo caçado”; 
 Manter sempre a guarda alta. 
Deslocamento frontal 
Salto à corda 
 Encontrar um ritmo confortável e manter a velocidade constante; 
 Imaginar os movimentos circulares em torno dos punhos. 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
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3. História da Aeróbica 
 
O termo aeróbica foi criado por um médico do Texas (E.U.A.) chamado kenneth H. 
Cooper, para dá nome a um conjunto de exercícios que ele mesmo desenvolveu para a 
prevenção de doenças cardiovasculares. O Dr. Kenneth Cooper publica, em 1968, um livre onde 
descreveu e explicou o seu sistema de exercícios, denominado “aeróbica”. 
Um ano mais tarde, Jackie Sorenson, baseando-se no sistema de exercícios deste 
médico, desenvolveu a dança aeróbica, que consistia num conjunto de rotinas ou pequenas 
coreografias de dança que tinham como objetivo central melhorar a capacidade cardiovascular 
das pessoas. 
Durante as duas décadas seguintes (1979-1990), esta modalidade foi-se expandindo. 
Para isso, muito contribuíram Howard e Karen Schwartz que através da criação de um quadro 
competitivo devidamente regulamento, fizeram da ginástica aeróbica um desporto. Em 1983, 
Howard e Karen Shwartz organizaram um Festival Internacional de Fitness (Sport Fitness 
Internacional) para darem a conhecer a sua criação que se dominava desporto aeróbico. Este 
festival internacional foi o ponto de partida para a realização do primeiro Campeonato Nacional 
de Aeróbica, em 1984. 
 
 
3.1. Algumas datas importantes 
1989 – Howard Schwartz fundou a Federação Internacional de Competição Aeróbica 
1990 – Primeiro Campeonato do Mundo de Aeróbica 
1995 – A Federação Internacional de Ginástica organiza o primeiro campeonato do 
mundo de ginástica aeróbica 
1996 - A Federação Internacional de Ginástica adota formalmente a ginástica aeróbica 
como uma disciplina da ginástica 
 
 
3.2. A Música 
A música numa aula de aeróbica torna-a mais alegre e motivadora, e também fornece os 
elementos fundamentais para a execução de uma coreografia. De facto, não conhecer as 
estruturas musicais nem saber como se trabalha no tempo da música, impede uma prática 
correta desta modalidade, mesmo que se executem todos os passos corretamente. 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora:Joana Correia 
10 
As aulas coreografadas utilizam a música como forma de marcação para o ritmo dos 
movimentos que compõem a coreografia. Esta marcação está relacionada com a intensidade do 
exercício, pois determina a velocidade dos movimentos utilizados através da definição do espaço 
de tempo existente entre eles. Assim, para uma música com uma velocidade alta, a intensidade 
será correspondentemente elevada e o efeito inverso ocorre com músicas mais lentas. Outro 
fator importante em relação a esta marcação diz respeito à continuidade do exercício que é 
alcançada graças ao facto de não existirem pausas nem quebras de intensidade no ritmo de 
treino estipulado pela música, o que podemos considerar essencial visto estarmos a tratar de 
atividades aeróbias. Além de ressaltar a importância da música no que se refere à continuidade 
e intensidade do treino, devemos ainda lembrar o seu papel fundamental na motivação e 
estimulação dos alunos, pois ela torna os exercícios agradáveis e o ambiente estimulante. 
 
 
3.3. Estrutura musical 
O princípio básico que rege a teoria musical gira em torno das pulsações ou batidas que 
sentimos ou ouvimos quando a música está a tocar. É em cima desta pulsação constante que 
realizamos os movimentos da aula, sendo possível observar que cada pulsação corresponde a 
um gesto motor. Geralmente, a criatividade de cada professor também pode ser utilizada no 
sentido de criar variações rítmicas dentro da coreografia. 
 
 
3.4. Tempos musicais 
Cada batida que ouvimos ou sentimos na música é chamada de tempo musical. Os 
tempos musicais decorrem de acordo com um padrão de intervalo regular e constante 
denominado métrica. Muitas vezes a pulsação da música não é audível pelo facto de não 
existirem instrumentos de marcação desta base. No entanto, os tempos musicais podem ser 
sentidos porque a métrica musical assim o define. 
As músicas de aeróbica possuem sempre uma marcação bem definida dos tempos 
musicais existentes. Assim, o primeiro aspeto que devemos ter em consideração no treino 
musical refere-se à alternância entre batidas fortes e fracas na música. As batidas musicais 
fortes são as mais importantes pois dão início aos movimentos. Elas ocorrem nos tempos 
ímpares enquanto as fracas ocorrem nos tempos pares. 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
11 
3.5. Padrões de movimento 
Os padrões de movimento podem ser divididos em cinco categorias, se considerarmos 
sequências de 4 tempos musicais. 
 
a) Sem toques e com apoios consecutivos alternados 
Ocorre sempre uma transferência de peso entre as pernas sem a existência de toques. 
Dentro desta categoria são encontrados: 
 Marcha; 
 Mambo; 
 Passo em V. 
 
b) Sem toques e com apoios simultâneos 
Não existem toques durante o movimento, mas os apoios são feitos com uma divisão 
equilibrada do peso entre as pernas, como por exemplo: 
 Saltitos; 
 Polichinelos. 
 
c) Toque nos 2º e 4º tempos (apoio - toca) 
Os apoios realizam-se nos tempos ímpares da música e os toques nos tempos pares. 
 Step-touch/step-cruza/step-joelho, etc.; 
 Balanço com os tempos musicais 1 e 3 em baixo. 
 
d) Toque no 4º tempo (3 apoios - toca) 
É uma variação da categoria anterior, onde os toques ocorrem no 4º tempo da música, 
como nos seguintes movimentos: 
 Grapevine; 
 Duplo step-touch; 
 Marcha frente - 3t e toca. 
 
e) Toque nos 1º e 3º tempos (toca - apoio) 
Os toques realizam-se nos tempos ímpares e os apoios nos pares. 
 Toque à frente, lado ou atrás; 
 Balance com os tempos musicais 1 e 3 em cima. 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
12 
 
3.6. Princípios da Dança 
3.6.1. Princípio da perna livre – norma que sinaliza que um dos membros está livre e 
pronto para realizar o movimento seguinte. Assim, a realização de determinados 
movimentos exige que o movimento seguinte comece com o membro inferior 
direito ou com membro inferior esquerdo obrigatoriamente e não de forma 
arbitrária. 
 
3.6.2. Princípio da perna de liderança – Ao iniciar a marcha com o membro inferior 
direito, o seu apoio deve coincidir com as batidas fortes, assumindo-se como 
membro de liderança, isto é, todos os movimentos devem iniciar-se nas batidas 
fortes. 
 
3.6.2.1. Tipos de liderança 
a) Passo de liderança alternada – Passo em que, após o seu término, temos 
como membro inferior livre o contrário ao que iniciou o movimento. 
Ex. Realiza o “passo e toque” iniciando o movimento com o membro inferior 
direito, o toque é realizado com o membro inferior esquerdo, logo é este que 
está pronto para realizar o movimento seguinte. 
 
b) Passo de liderança simples – Passo em que se inicia o movimento com 
um membro inferior e, após o seu término o membro livre é o membro 
inferior que iniciou o movimento. 
Ex. Realiza o passo em V começando o movimento com o membro inferior 
direito. Repara nos apoios consecutivos alternados. Começaste um passo 
com o membro inferior direito e quando terminas, o membro livre continua a 
ser o direito. 
 
c) Passo de liderança neutra – Passo em que se inicia o movimento com um 
membro inferior e, após o seu término, o membro inferior livre não está 
definido, podendo começar-se o próximo movimento com qualquer membro 
inferior. 
Ex. Recomeça a marcha com o membro inferior livre e no tempo da música 
dá um salto a pés juntos. Após o salto, não temos nenhuma liderança 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
13 
definida e, como tal, podemos iniciar o movimento com qualquer um dos 
membros inferiores. 
 
 
3.7. Principais movimentos utilizados na Ginástica Aeróbica 
 
Marcha 
Exigências técnicas: 
 Realizar os apoios consecutivos e alternados; 
 Iniciar a receção pelo terço anterior do pé e 
desenrolar até ao calcanhar; 
 Cada apoio ocupa um tempo. 
 
 Passo de liderança simples com um ciclo de duas batidas. 
 
 
Corrida 
Exigências técnicas: 
 Realizar os apoios consecutivos e alternados, com 
uma fase de voo (semelhante à corrida em pista); 
 Iniciar a receção pelo terço anterior do pé; 
 Cada apoio ocupa um tempo. 
 
 Passo de liderança simples com um ciclo de duas batidas. 
 
 
 
Passo-e-toque (Step touch) 
Exigências técnicas: 
 Realizar o deslocamento lateral, ao primeiro tempo 
o membro inferior livre afasta-se lateralmente e ao 
segundo tempo o membro inferior contrário junta-se 
tocando no primeiro. 
 
 Passo de liderança alternada com um ciclo de duas batidas. 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
14 
 
Passo Cruzado (Grapewine) 
Exigências técnicas: 
 Realizar o deslocamento lateral (no primeiro tempo 
afastamento lateral e no segundo tempo 
cruzamento por trás do outro membro inferior); 
 No terceiro tempo o membro inferior que iniciou o 
passo (perna de liderança) volta a executar um 
afastamento lateral e no quarto tempo o outro 
membro inferior junta-se ao primeiro, realizando um 
toque. 
 
 Passo de liderança alternada com um ciclo de quatro batidas. 
 
 
Passo em V 
Exigências técnicas: 
 Realizar quatro apoios consecutivos alternados, 
desenhando um V no chão; 
 A partir da posição de pés juntos, realizar os 
primeiros dois apoios para a frente (afastados); 
 Realizar o mesmo movimento para trás, 
regressando à posição inicial. 
 
 Passo de liderança simples com um ciclo de quatro batidas. 
 
 
Balanços 
Exigências técnicas: 
 Executar uma transferência de peso de um apoio 
para o outro; 
 O membro inferior livre encontra-se em extensão. 
 
 Passo de liderança alternada com um ciclo de duas batidas. 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
15 
Mambo 
Exigências técnicas: 
 Deslocar o membro inferior de liderança em trajeto 
diagonal para a frente do pé do outro membro e 
para trás, com apoios consecutivos alternados.Passo de liderança simples com um ciclo de duas batidas. 
 
 
Chá-chá-chá 
Exigências técnicas: 
 Deslocamento lateral, realizando três movimentos 
em duas batidas; 
 O membro inferior de liderança realiza dois apoios 
consecutivos (em simultâneo com as duas batidas 
da música) e o outro membro inferior realiza um 
apoio no contratempo (no “e”). 
 
 Passo de liderança alternada com um ciclo de duas batidas. 
 
 
Chuto 
Exigências técnicas: 
 Realizar uma elevação do membro inferior, 
chutando à frente (primeiro tempo), voltando depois 
à posição inicial (segundo tempo). 
 
 
 Passo de liderança alternada com um ciclo de duas batidas. 
 
 
Pónei 
Exigências técnicas: 
 Deslocamento lateral realizando três movimentos 
de grande impacto em dois tempos, havendo um 
passo no contratempo musical (“1 e 2”); 
 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
16 
 
 
 
Tesouras 
Exigências técnicas: 
 Passo sem deslocamento; 
 No primeiro tempo saltar para cima com os dois 
membros inferiores; 
 Realizar a receção com um pé à frente e outro 
atrás, trocando as suas posições (de avançado e 
recuado) na realização do próximo salto. 
 
 Passo de liderança neutra com um ciclo de duas batidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Realizar com o membro inferior de liderança, um 
salto pequeno para o lado, no primeiro tempo 
musical, após a receção (no contra tempo); 
 Realizar a receção em dois tempos, mas com três 
apoios alternados. 
 Passo de liderança alternada com duas batidas. 
Unidade didática: Dança 
 
 
Professora: Joana Correia 
17 
 
4. Bibliografia 
 
 BATISTA, P., RÊGO, L., AZEVEDO, A. (2011). Em movimento 10/11/12. Um estilo de vida. 
Edições Asa; 
 COSTA, A. & COSTA, M. (2006). Educação Física 7/8/9. Porto: Areal Editores; 
 COSTA, A. & COSTA, M. (2009). Educação Física 7/8/9. Livro de regras. Porto: Areal Editores; 
 Les Miles International Ltd (2010). Body Combat. Consult. 2 de fev 2012, disponível em 
http://pt.scribd.com/doc/50551129/Body-Combat-45-Notas.

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