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“Confiabilidade é a probabilidade de um dispositivo desempenhar seu propósito adequadamente durante o tempo desejado, sob as condições operativas encontradas” DEFINIÇÃO Probabilidade Desempenho adequado Tempo Condições de operação Nesta definição existem 4 conceitos importantes: Em nossa sociedade moderna, os engenheiros são responsáveis pelo planejamento, projeto e construção de produtos que vão de simples aparelhos a sistemas extremamente complexos. A falha destes, pode causar efeitos que vão da inconveniência e irritação a impactos bastante severos para a sociedade e meio ambiente. Portanto, é fundamental saber o quão confiável e seguro são os produtos que utilizamos. INTRODUÇÃO Na avaliação da confiabilidade são obtidos diversos índices de confiabilidade. A definição de um nível adequado de confiabilidade é uma tarefa difícil, pois depende do sistema e das consequências associadas aos diversos modos de falha. Em muitos casos não é importante definir um nível absoluto de confiabilidade, e sim, o quanto a confiabilidade de um sistema é melhorada por dólar investido. INTRODUÇÃO Custo incremental da Confiabilidade CUSTO INCREMENTAL Custo do investimento Confiabilidade 1,0 C R C R C R Confiabilidade Custo Custo do investimento Custo da interrupção Custo do ciclo de vida CUSTO DO CICLO DE VIDA Custo incremental da Confiabilidade Regra Nº 1 – Eventos Independentes Dois eventos são independentes se a ocorrência de um não afeta a probabilidade de ocorrência do outro. LEIS DAS PROBABILIDADES Regra Nº 2 – Eventos mutuamente exclusivos Dois eventos são mutuamente exclusivos ou disjuntos se eles não podem ocorrer no mesmo instante. Regra Nº 3 – Eventos complementares Quando um deles ocorrer o outro não pode ocorrer. Um evento é o complemento do outro e, portanto, a soma dos dois é igual a unidade. Regra Nº 4 – Eventos condicionais Eventos condicionais são aqueles eventos que ocorrem condicionados à ocorrência de outro evento ou eventos. Regra Nº 5 – Simultaneidade de Eventos Matematicamente isto é conhecido como a Interseção de dois eventos, expresso como (A B), (A e B) ou (A x B). Eventos independentes Se dois eventos são independentes, por definição a probabilidade da ocorrência de um deles não afeta a probabilidade de ocorrência do outro. P(A | B) = P(A) e P(B | A) = P(B) P(A B) = P(A) x P(B) Eventos dependentes P(A B) = P(A | B) x P(B) = P(B | A) x P(A) LEIS DAS PROBABILIDADES Regra Nº 6 – Ocorrência de pelo menos um de dois Eventos Matematicamente isto é conhecido como a União de dois eventos, expresso como (A B), (A ou B) ou (A+B). LEIS DAS PROBABILIDADES Regra Nº 6 – Ocorrência de pelo menos um de dois Eventos - União A B S P(A B) = P(A) + P(B) a) Eventos independentes e mutuamente exclusivos LEIS DAS PROBABILIDADES b) Eventos independentes e não mutuamente exclusivos P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B) = P(A) + P(B) – P(A) x P(B) A B S Ocorrência de pelo menos um de dois Eventos - União Eventos dependentes e não mutuamente exclusivos Neste caso temos a forma geral: P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B) P(A B) = P(A) + P(B) – P(A | B) x P (B) P(A B) = P(A) + P(B) – P(B | A) x P (A) A B S Regra Nº 6 – Ocorrência de pelo menos um de dois Eventos - União LEIS DAS PROBABILIDADES Considere a probabilidade de se retirar uma carta vermelha num baralho, ou uma carta com figura, ou ambas. Cartas no baralho = 52 Cartas vermelhas (A) = 26 => P(A) = 26/52 Cartas com figuras (B) = 12 => P(B) = 12/52 Eventos dependentes e não mutuamente exclusivos, logo: P(A B) = P(A) + P(B) – P(A | B) x P(B) P(A / B) = 6/12 (probabilidade de ser uma carta vermelha dado que a carta é uma figura) P(A B) = 26/52 + 12/52 – (6/12 x 12/52) = 8/13 ou P(A B) = P(A) + P(B) – P(B | A) x P(A) P(B / A) = 6/26 (probabilidade de ser uma figura dado que é uma carta vermelha) P(A B) = 26/52 + 12/52 – (6/26 x 26/52) = 8/13 LEIS DAS PROBABILIDADES A ocorrência de um evento pode estar condicionada à ocorrência de um número i de eventos Bi que são mutuamente exclusivos. P(A B1) = P(A | B1) x P(B1) P(A B2) = P(A | B2) x P(B2) ... P(A Bi) = P(A)= P(A | Bi) x P(Bi) LEIS DAS PROBABILIDADES Regra Nº 7 – Aplicação da Probabilidade condicionada P(A) = P(A Bi), como os eventos são dependentes: P(A) = P(A | Bi) x P(Bi) A B1 S B2 B3 B4 B6 Bi B5 que é a equação para cálculo das probabilidades condicionadas. LEIS DAS PROBABILIDADES Regra Nº 7 – Aplicação da Probabilidade condicionada Teorema de Bayes: LEIS DAS PROBABILIDADES O mercado de um certo equipamento é dividido entre dois fabricantes F1 e F2, que possuem 70% e 30%, respectivamente. O padrão mínimo de qualidade (pqm) é alcançado por 90% dos equipamentos F1 e 80% de F2. Para cada 100 equipamentos comprados no mercado quantos terão o pqm? Se o equipamento possui o pqm qual a probabilidade dele ser fabricado por F2? Aplicação do Teorema de Bayes: B1 = equipamento fabricado por F1 B2 = equipamento fabricado por F2 P(A) = P(A | Bi) x P(Bi) = P(A | B1) x P(B1) + P(A | B2) x P(B2) = 0,9 x 0,7 + 0,8 x 0,3 = 0,87 De cada 100 equipamentos comprados, em média, 87 terão o pqm. P(B1) = 0,7 P(B2) = 0,3 P(A | B1) = 0,9 P(A | B2) = 0,8 ii. P(B2 | A) = P(A | B2) x P(B2) / P(A) = 0,8 x 0,3/0,87 = 0,276 P(B1 | A) = 1 – P(B2 | A) = 1 – 0,276 = 0,724 A = o equipamento possui o pqm Aplicação do Teorema de Bayes: PROBABILIDADE CONDICIONADA Considere um sistema com dois componentes, A e B, a dois estados: funcionamento e falha. Assuma que o sistema falha apenas se ambos falharem. Deduza a probabilidade do sistema falhar, se QA e QB são as probabilidades de falha dos componentes. P(sist. falha) = P(sist. falha | B não falha) x P(B não falha) + P(sist. falha | B falha) x P(B falha) P(sist. falha) = 0 x (1 – QB) + (QA x QB) = QA x QB P(sist. falha) = P(sist. falha | A não falha) x P(A não falha) + P(sist. falha | A falha) x P(A falha) P(sist. falha) = 0 x (1 – QA) + (QB x QA) = QA x QB A B Sistema Paralelo OU Considere um sistema com dois componentes, A e B, a dois estados: funcionamento e falha. Assuma que o sistema funciona apenas se ambos funcionarem. Deduza a probabilidade do sistema funcionar se RA e RB são as probabilidades de funcionamento dos componentes. P (sist. func.) = P(sist. func. | B não func.) x P(B não func.) + P(sist. func. | B func.) x P(B func.) P (sist. func.) = 0 x (1 – RB) + RA x RB = RA x RB P (sist. func.) = P(sist. func. | A não func.) x P(A não func.) + P(sist. func. | A func.) x P(A func.) P (sist. func.) = 0 x (1 – RA) + RB x RA = RA x RB Sistema Série OU B A PROBABILIDADE CONDICIONADA CONCEITOS DE MODELAGEM DE REDE A definição da confiabilidade de um sistema dependerá do desempenho de cada parte componente do mesmo. De uma forma geral, o número de elementos necessários para operar corretamente um sistema determina o seu grau de redundância. A) Sistema Série Os componentes são ditos que estão em série, sob o ponto de vista de confiabilidade, se a operação de todos eles é necessária para que o sistema opere corretamente (não se tem redundância). b) Sistema Paralelo Os componentes são ditos que estão em paralelo, sob o ponto de vista de confiabilidade, se a operação de apenas um deles é necessária para que o sistema opere corretamente (sistema totalmente redundante). COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS Sistema Série RA RB A B 1 2 RS S 1 2 RS = RA x RB Conseqüentemente: QS = 1 – RS = 1 – RA x RB De uma forma generalizada, para n elementos em série: RS = Ri QS = 1 – Ri COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS Sistema Paralelo QP = QA x QB Consequentemente: RP = 1 – QP = 1 – QA x QB De uma forma generalizada,para n elementos em paralelo: QP = Qi RP = 1 – Qi QP P 1 2 QA QB A B 1 2 COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS Para a confecção final de um determinado produto é necessário que este percorra cinco processos seguidamente. No caso da probabilidade de falha de cada processo ser de 0,02 determine a probabilidade do produto ser produzido com qualidade. Matéria Prima 0,02 1 Sistema Série: RS = Ri Qi = 0,02 => Ri = 1 – 0,02 => Ri = 0,98 RS = 0,9039 QS = 1 – 0,9039 QS = 0,0961 0,02 2 0,02 3 0,02 4 0,02 5 COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS Um sistema é constituído por 4 componentes em paralelo, possuindo as seguintes confiabilidades: 0,99 ; 0,95 ; 0,98 e 0,97. Qual é a probabilidade de falha e sucesso do sistema? Exercício Sistema Paralelo: QP = (1 – R1)(1 – R2)(1 – R3)(1 – R4) QP = (1 – 0,99)(1 – 0,95)(1 – 0,98)(1 – 0,99) QP = 3x10-7 RP = 1 – QP = 1 – 3x10-7 RP = 0,9999997 COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS Resumo Sistema Série: Generalizando: Sistema Paralelo: Generalizando: RA RB A B 1 2 QA QB A B 1 2 SISTEMA SÉRIE-PARALELO Calcular a probabilidade de falha e sucesso dos sistemas a seguir considerando probabilidade de sucesso igual a Ri e probabilidade de falha igual a Qi. 1 2 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 A B A: RA = R1x R2x R3x R4 5 6 7 8 B: RB = R5x R6x R7x R8 QA = 1 – RA = 1 – R1x R2x R3x R4 QB = 1 – RB = 1 – R5x R6x R7x R8 Qeq = QA x QB Qeq = (1 – R1x R2x R3x R4)(1 – R5x R6x R7x R8) Ri = 0,9 => Qeq = 0,1183 Req = 1 – Qeq = 1 – 0,1183 = 0,8817 SISTEMA SÉRIE-PARALELO 1 2 5 6 3 4 Q3Q4 1 – ( ) R1R2 1 – [ ] x R5R6 1 – ( ) [ ] = Qeq Q3 (1 – R3) ) R1R2 1 – [ ] x R5R6 1 – ( ) [ ] = Qeq (1 – R4) Q4 Qeq = [1 – R1R2(R3 + R4 – R3R4)] x (1 – R5R6) Req = 1 – Qeq SISTEMAS PARCIALMENTE REDUNDANTES Sub-sistema Não redundante 1 2 3 4 5 6 7 São necessários pelo menos 2 elementos operando para que o sistema funcione. SISTEMAS PARCIALMENTE REDUNDANTES Sub-sistema Não redundante 1 2 3 4 5 6 7 Quanto ao elemento equivalente 9, sabe-se que são necessários pelo menos 2 elementos operando, tem-se: R9 = R4xR5xR6 + R4xR5xQ6 + R4xQ5xR6 + Q4xR5xR6 Q9 = Q4xQ5xQ6 + Q4xQ5xR6 + Q4xR5xQ6 + R4xQ5xQ6 = 1 – R9 Quando R4 = R5 = R6 = R e Q4 = Q5 = Q6 = Q, tem-se: R9 = R3 + 3xR2xQ Elemento 9 SISTEMAS PARCIALMENTE REDUNDANTES Sub-sistema Não redundante 1 9 7 8 Q2xQ3 R9 = R3 + 3xR2xQ Q8 = Q2xQ3 => R8 = 1 – Q8 = 1 – Q2xQ3 SISTEMAS PARCIALMENTE REDUNDANTES Q11 = Q7xQ10 = Q7x(1 – R10) = Q7x(1 – R1xR8xR9) = Q7x(1 – R1x(1 – Q2xQ3)xR9) = Q7x(1 – R1xR9 + R1xR9xQ2xQ3) Q11 = Q7 – R1xR9xQ7 + R1xR9xQ2xQ3xQ7 R10 = R1xR8xR9 10 7 11 Q11 = Q7xQ10 SISTEMAS COM UNIDADE EM STAND BY Em alguns tipos de sistemas, as unidades de backup se encontram em estados de não operação (stand by), sendo requisitadas a operarem apenas quando o elemento em operação falhar. TR-B TR-A Concessionária Cargas (Operando) (Stand-by) SISTEMAS COM UNIDADE EM STAND BY a) Chaveamento com sucesso (perfeito) TR-B TR-A Concessionária Cargas (Operando) (Stand by) Neste caso existe a possibilidade da unidade stand by operar corretamente quando requisitada, como também de falhar durante a manobra de chaveamento. Estes dois casos são conhecidos como: a) Chaveamento com sucesso (perfeito) b) Chaveamento com insucesso. SISTEMAS COM UNIDADE EM STAND BY Considere a condição em que o elemento de chaveamento tenha uma probabilidade de sucesso. Com isso, existem duas condições, que são: chaveamento ok (sucesso) chaveamento não ok (falha) Pelo fato da existência de uma condição, deve-se aplicar o conceito de probabilidade condicional. SISTEMAS COM UNIDADE EM STAND BY TR-B TR-A Concessionária Cargas SISTEMAS COMPLEXOS A B E C D Existem vários métodos para resolver este problema: Probabilidade Condicional (*) Minimal Cut Set Tie Set; Conexão de Matrizes; Árvore de Eventos; Portas Lógicas E/OU; Outros PROBABILIDADE CONDICIONAL P(sist. Ñfunc.) = P(sist. Ñfunc. | E func.) x P(E func.) + P(sist. Ñfunc. | E Ñfunc.) x P(E Ñfunc.) QEQ = (QEQ’) x RE + (QEQ’’) x QE QEQ = [1 – (1 – QAQB)(1 – QCQD)] x RE + [(1 – RARC)(1 – RBRD)] x QE Utilizando apenas probabilidade de falha (Q) e considerando: QA = QB = QC = QD = QE = Q QEQ = 2Q2 + 2Q3 – 5Q4 + 2Q5 A E B C D A B C D A B C D E => funcionando ( ’ ) E => falhado ( ’’ ) ()(|)() (|) ()() Ç´ == iii i PABPABPB PBA PAPA 1 (|)() (|) (|)() = ´ = ´ å ii i n jj j PABPB PBA PABPB 5 5 Si i1 RR(0,98) = == Õ 4 Pi1234 i1 QQQQQQ = ==´´´ Õ n Si i RR = = Õ 1 SAB RRR =´ SS Q=1-R Õ n Pi i=1 Q=Q PAB Q=Q×Q PP R=1-Q P(sist. falhar | chaveamento OK) P(chav eamento OK) ´+ P(sist. falhar | chaveamento OK) P(chav eamento OK) ´ Q Q(A) Q(B) Ps Q(A) Ps =´´+´ Q Q(A) Q(B) Ps Q(A) (1–Ps) =´´+´ Q Q(A) – Q(A) Ps [1 – Q(B)] =´´ P(sist. falhar) =