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Acrescenta ainda 
Sassaki (2005) que 
o termo deficiência 
intelectual é 
principalmente 
em virtude 
especificamente 
ao funcionamento 
intelectual e não o da 
mente como um todo.
degraus, a incapacidade de uma pessoa com deficiência mental/intelectual 
para entender explicações conceituais, a incapacidade de uma pessoa surda 
para captar ruídos e falas. Configura-se, assim, a situação de desvantagem 
imposta às pessoas COM deficiência através daqueles fatores ambientais que 
não constituem barreiras para as pessoas SEM deficiência. 
Foram necessárias muitas discussões para que os pesquisadores 
chegassem a uma terminologia que pudesse definir o que atualmente se 
compreende como deficiência intelectual, e uma forma que não preconizasses 
o preconceito, acerca das terminologias. Acrescenta Sassaki, (2009, p. 2),
[...] sobre os vocábulos deficiência mental e deficiência 
intelectual. Ao longo da história, muitos conceitos existiram 
e a pessoa com esta deficiência já foi chamada, nos círculos 
acadêmicos, por vários nomes. Mas, atualmente, quanto ao 
nome da condição, há uma tendência mundial (brasileira 
também) de se usar o termo deficiência intelectual.
O termo deficiência intelectual foi gradativamente surgindo, por meio de 
estudos e discussões, e hoje é um conceito oficializado, aponta Sassaki, 
(2009, p.3), 
A expressão deficiência intelectual foi oficialmente utilizada 
já em 1995, quando a Organização das Nações Unidas 
(juntamente com The NationalInstituteofChild Health 
andHumanDevelopment, The Joseph P. Kennedy, Jr. 
Foundation, e The 1995 SpecialOlympics World Games).” 
Ainda esclarece Sassaki (2009 p.3) “...realizou em Nova 
York o simpósio chamado INTELLECTUAL DISABILITY: 
PROGRAMS, POLICIES, AND PLANNING FOR THE 
FUTURE (Deficiência Intelectual: Programas, Políticas e 
Planejamento para o Futuro). 
Desde a década de 1995, o termo Deficiência Intelectual já é usado, 
começando a fazer parte do cotidiano das classes médica, familiar e escolar. 
Acrescenta ainda Sassaki (2005) que o termo deficiência intelectual é 
principalmente em virtude especificamente ao funcionamento intelectual e não 
o da mente como um todo.
A partir de 2006 o termo utilizado é PcD - Pessoa com 
Deficiência, ou seja, o ser humano vem antes da deficiência é uma 
procura de valorização desses sujeitos.
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A ConjunturA dA tríAde FAmíliA, esColA e deFiCiênCiA inteleCtuAl Capítulo 1 
Mesmo sendo uma convergência mundial, demorou para que o uso da 
nomenclatura deficiência intelectual passasse a ser implementada alguns 
países, e mesmo no Brasil ainda existe uma tendência da utilização do termo 
“deficiência mental” à deficiência intelectual. 
Você estudou sobre os processos que envolvem a relação da família, 
escola e as nomenclaturas sobre pessoas com deficiência intelectual. A seguir, 
convidamos você a refletir sobre o que aprendeu , realizando as atividades de 
estudos.
Na continuidade estudaremos a relação família e escola coligada a sociedade.
Atividades de Estudos: 
1) No decorrer desse capítulo, apresentamos um breve resgate 
sobre o histórico da deficiência intelectual na relação com a 
sociedade e família. A partir de seus estudos descreva como 
os indivíduos com deficiência intelectual eram tratados pelos 
seus familiares.
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2) A criança com deficiência intelectual aprende a partir do 
momento que se cria condições para ele se desenvolver. 
Liste algumas práticas que poderão contribuir para esse 
desenvolvimento.
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
3) Em suas leituras você percebeu que o conceito de incapacidade 
estava ligado diretamente as pessoas com deficiência 
intelectual. E hoje, como é compreendida essa deficiência pela 
sociedade? Descreva suas conclusões.
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relAção FAmíliA, esColA e soCiedAde
A família muda a cada nova geração, desde a Idade Média (século V 
ao século XV). Antigamente as famílias com poder aquisitivo melhor tinham 
condições de pagar professores particulares para que seus filhos recebessem 
a educação formal, dentro de suas próprias residências. Com a disseminação 
da instituição escolar em esferas particulares e públicas, esse tipo de educação 
passou a ser institucionalizada. Com isso as famílias passaram para a agência 
social, “escola” ,a tarefa que antes era feito dentro de seus próprios domicílios.
Até chegarmos aos patamares de uma coletividade em que a pessoa 
com deficiência intelectual pudesse conviver com os demais membros da 
sociedade, muitos estudos e discussões aconteceram. Nesse sentido sustenta 
Marques (1994, p. 97)
[...] Implicitamente para a mudança da condição de 
subalternidade de seus internos em relação à sociedade em 
geral, que teve difundido e fortalecido seu poder de controle 
e discriminação sobre os desviantes, que representavam, 
em última instância, uma ameaça à ordem social 
ideologicamente estabelecida.
A sociedade que antes chamava o deficiente intelectual com 
o termo “desviante” ainda não estava “pronta” para conviver com 
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A ConjunturA dA tríAde FAmíliA, esColA e deFiCiênCiA inteleCtuAl Capítulo 1 
[...] “o direito a 
educação tem suas 
raízes remotas 
nas especulações 
filosóficas e científicas 
dos séculos XVII 
e XVIII, que se 
desenvolveram de tal 
forma que provocaram 
a mais fecunda 
revolução intelectual 
de que se tem notícia.”
esses sujeitos. O medo era de que a ordem social que consideravam 
adequadas pudesse ser ameaçada por essas pessoas. Diante dessas 
circunstâncias, sustenta-se o direito de que todo cidadão seja respeitado, 
pois segundo NISKIER (1997, p. 31),[...] “o direito a educação tem suas 
raízes remotas nas especulações filosóficas e científicas dos séculos 
XVII e XVIII, que se desenvolveram de tal forma que provocaram a mais 
fecunda revolução intelectual de que se tem notícia.”
Nesse contexto, a educação deixa de ser apenas um “bem” da família com 
estrutura econômica adequada, passando a pertencer a todos independente 
a condição econômica, conforme escreve NISKIER (1997, p. 31), “Mais 
precisamente, no século XVIII, um novo modo de agir e de pensar determinou 
outras concepções sobre o mundo e a liberdade, sobre as instituições e a 
igualdade”. 
A partir do momento que o conceito de igualdade começa a refletir na 
estrutura social, a escola como instituição começa a se estabelecer. A sociedade 
e as famílias buscam compreender