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com limitações associadas 
a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade 
do indivíduo em responder adequadamente às demandas da 
sociedade nos seguintes aspectos: Há uma tendência a mudar o 
termo Deficiência Mental por Transtorno Mental. (BRASIL, 2004).
Doença Mental
Não deve ser confundida com deficiência intelectual, a 
diferença é que na doença mental a pessoa perde a noção de si 
mesma e da realidade a sua volta. Pode ser mais branda ou mais 
severa ocasionando muitas vezes dificuldade de raciocínio lógico e 
concentração. Essas pessoas apresentam humor variado e grande 
dificuldade de relacionamento. São as psicoses, as depressões, 
a síndrome do pânico, as esquizofrenias. Esses casos devem ser 
tratados com medicação e com atendimento terapêutico. A doença 
mental não é caracterizada como deficiência, mas como doença. 
Apesar de ser um quadro diferente da deficiência mental, algumas 
pessoas possuem as duas patologias. Por exemplo, é possível 
que uma pessoa tenha deficiência intelectual associada a um 
quadro depressivo, assim como a doença mental mais grave pode 
ocasionar um limite intelectual. 
Fonte: Disponível em: <http://novaprojeto.blog.terra.com.br>. 
Acesso em: 31 jul. 2012.
Agora que você já estudou sobre as diversas nomenclaturas que 
diferenciam a pessoa com deficiência mental e intelectual e da doença mental, 
já é capaz de discernir, as características de cada uma e resolver a seguir as:
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
Atividade de Estudos: 
1) Estudamos os diferentes conceitos sobre a deficiência mental 
e intelectual e a doença mental. De acordo com o que foi 
estudado como você vê compreende essas diferenças?
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A PAdronizAção do sujeito
A padronização do sujeito é definida pela construção social da época em 
que a sociedade está inserida. A sociedade atual vem se ajustando as novas 
formas de enfrentamento pelo respeito e dignidade ao ser humano, mesmo 
que seja de uma forma vagarosa. Compreende-se que mudar a subjetividade 
das esferas familiares, sociais e escolares requer tempo e muitos estudos, 
para que o se deseje seja alcançado.
Como o ser humano é único e padrão para a humanidade não existe, 
o que se procura é uma busca de igualdade, e justiça social para todos e 
também para a pessoa com deficiência. Assim sabemos que você educando 
já tem conhecimento das diversas declarações que de alguma forma estão 
voltadas para a inserção da pessoa com deficiência no âmbito social, escolar e 
voltadas para a dignidade dessas pessoas.
Para contextualizar o que estamos estudando, apresentaremos seguir a 
Declaração de Montreal.
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A ConjunturA dA tríAde FAmíliA, esColA e deFiCiênCiA inteleCtuAl Capítulo 1 
DECLARAÇÃO DE MONTREAL SOBRE 
A DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Montreal – Canadá OPS/OMS - 06 DE OUTUBRO DE 2004
TRADUÇÃO: Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade, 
Novembro de 2004
[...]DECLARAMOS QUE:
As Pessoas com Deficiência Intelectual, assim como outros 
seres humanos, nascem livres e iguais em dignidade e direitos. 
[...] A deficiência intelectual é entendida de maneira 
diferenciada pelas diversas culturas o que faz com a comunidade 
internacional deva reconhecer seus valores universais de 
dignidade, autodeterminação, igualdade e justiça para todos. 
Os Estados têm a obrigação de proteger, respeitar e garantir 
que todos os direitos civis, políticos, econômicos, sociais e 
culturais e as liberdades das pessoas com deficiência intelectual 
sejam exercidos de acordo com as leis nacionais, convenções, 
declarações e normas internacionais de Direitos Humanos. Os 
Estados têm a obrigação de proteger as pessoas com deficiências 
intelectuais contra experimentações científicas ou médicas, sem 
um consentimento informado, ou qualquer outra forma de violência, 
[...] maus tratos ou castigo cruel, desumano ou degradante. (como 
as torturas).
[...]. 5-A.[...]. B [...]
6- A. As pessoas com deficiências intelectuais têm os mesmos 
direitos que outras pessoas de tomar decisões sobre suas próprias 
vidas. Mesmo que algumas pessoas possam ter dificuldades de 
fazer escolhas, formular decisões e comunicar suas preferências, 
elas podem tomar decisões acertadas para melhorar seu 
desenvolvimento pessoal, seus relacionamentos e sua participação 
nas suas comunidades. Em acordo consistente com o dever de 
adequar o que está estabelecido no parágrafo 5 B, as pessoas 
com deficiências intelectuais devem ser apoiadas para que 
tomem suas decisões, as comuniquem e estas sejam respeitadas. 
Conseqüentemente, quando os indivíduos têm dificuldades para 
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
tomar decisões independentes, as políticas públicas e as leis 
devem promover e reconhecer as decisões tomadas pelas pessoas 
com deficiências intelectuais. Os Estados devem providenciar os 
serviços e os apoios necessários para facilitar que as pessoas com 
deficiências intelectuais tomem decisões significativas sobre as 
suas próprias vidas. B.[...] Qualquer interdição deverá ser por um 
período de tempo limitado, sujeito as revisões periódicas e, com 
respeito apenas a estas decisões, pelas quais será determinada 
uma autoridade independente, para determinar a capacidade legal.
Montreal, 06 de outubro de 2004. 
Fonte: Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_ 03/
mpv/2163-41.htm>. Acesso em: 2 ago. 2012.
Atividade de Estudos: 
1) Você acabou de ler alguns trechos que são muitos pertinentes 
sobre nossos estudos da deficiência intelectual. Como você 
percebe a aplicabilidade dessa declaração no atual momento 
social e escolar da pessoa com deficiência intelectual?
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A ConjunturA dA tríAde FAmíliA, esColA e deFiCiênCiA inteleCtuAl Capítulo 1 
AlgumAs ConsiderAções
Caro pós graduando, neste capítulo você aprendeu sobre as relações 
familiares escolares, as nomenclaturas, e os parâmetros estabelecidos sobre 
o que é ser normal e anormal. 
Convido-o para o próximo capítulo com certeza, com os subsídios do que 
foi estudado no capítulo II, você estará mais envolvido com o termo deficiência 
intelectual, então você irá aprender mais sobre como o ambiente pode 
influenciar a personalidade, o mito e o papel da família.
Para refletirmos sobre o capítulo estudado temos duas sugestões: um 
filme e um livro.
Filme: Meu