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o tRabalho docente e o desenvolvImento 
cognItIvo com o defIcIente Intelectual
O processo de ensino e aprendizagem para os alunos com deficiência 
intelectual, é um grande desafio para os profissionais da educação, que devem 
procuram subsídios que possam auxiliá-los, nas suas práticas pedagógicas. 
Pois, de acordo com Coll, Marchesi, Palacios&Colls (2010, p. 210),
A educação se propõe a ampliar a capacidade dos alunos: 
que eles aprendam não apenas estes ou aqueles conteúdos 
e habilidades, mas que aumentem a capacidade de fazer 
coisas por si mesmos e sua capacidade de aprender. 
Com tal propósito, transcende-se a noção de inteligência 
como conjunto supostamente fixo de aptidões e, portanto, 
deixa-se para trás também a noção de deficiência mental 
como déficit e limitação fixa nessas aptidões. Ao contrário, 
ressalta-se o desenvolvimento dinâmico das capacidades e 
o impulso que a educação pode e deve proporcionar a esse 
desenvolvimento.
76
 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
O docente que 
trabalha como o 
deficiente intelectual 
deve compreender 
suas necessidades 
e competências, 
desenvolvendo 
estratégias e 
habilidades que 
favoreçam seu 
aprendizado.
O docente que trabalha como o deficiente intelectual deve compreender 
suas necessidades e competências, desenvolvendo estratégias e habilidades 
que favoreçam seu aprendizado.
As atitudes desenvolvidas pelos profissionais da educação seja ela 
inclusiva ou não, depende de inúmeros fatores que poderão auxiliá-los para 
que suas práticas pedagógicas sejam positivas.
O profissional da educação deve estar atento aos preceitos sociais que 
advêm nas esferas familiares e sociais desses sujeitos, como uma forma de 
entendê-los dentro do contexto escolar, pois, de acordo Vygotsky (1997, p. 200),
[...] uma educação ideal só é possível com base em um 
ambiente social orientado de modo adequado e que os 
problemas essenciais da educação só podem ser resolvidos 
depois de solucionada a questão social em toda sua 
plenitude. Daí deriva também a conclusão de que o material 
humano possui uma infinita plasticidade se o meio social 
estiver organizado de forma correta. A própria personalidade 
não deve ser entendida como uma forma acabada, mas como 
uma forma dinâmica de interação que flui permanentemente 
entre o organismo e o meio.
Os profissionais que estão envolvidos com a educação inclusiva devem 
estar cientes da importância das relações familiares e sociais nas quais esses 
sujeitos estão inseridos.Todavia, o papel da escola é oferecer subsídios para 
que aconteça realmente uma prática escolar para “todos”, principalmente na 
formação adequada aos docentes e no atendimento às famílias. Para que 
isso ocorra, a escola poderá contar com um auxílio muito importante, que é a 
Declaração de Salamanca.
a declaRação de salamanca e o PRofessoR
Quando estudamos sobre a declaração de Salamanca, verificamos que a 
amplitude da mesma é muito importante, no que diz respeito ao profissional de 
educação inclusiva, pois, sobre a capacitação de professores, a Declaração 
de Salamanca (1994, p. 38) elucida que
A capacitação de professores especializados deverá 
ser reexaminada com vista a lhes permitir o trabalho em 
diferentes contextos e o desempenho de um papel-chave 
nos programas relativos às necessidades educacionais 
especiais. Seu núcleo comum deve ser um método geral 
que abranja todos os tipos de deficiências, antes de se 
especializar numa ou várias categorias de deficiência [...]. 
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Reflexões sobRe a Inclusão escolaR Capítulo 4 
A instituição escolar é 
a principal articuladora 
da educação inclusiva.
Os professores devem estar aptos a atender as deficiências que 
por ventura tenham na sala de aula, com seu planejamento voltado as 
necessidades dos alunos com deficiência intelectual e com as adaptações dos 
conteúdos em sintonia com a realidade da instituição escolar. Nesse contexto, 
esclarece Moll (1996, p. 349), 
Enquanto o planejamento do professor deve avançar do 
geral para o concreto, a aprendizagem das crianças deve se 
desenvolver de ações pré-concebidas até à simbolização do 
conhecimento que elas obtêm por meio de suas pesquisas, 
resultando finalmente em uma formulação linguística de 
relações. Atividades iniciais devem orientadas em direção à 
orientação concreta.
Mesmo que os planejamentos para a ação pedagógica do professor 
possam auxiliá-los, é necessário que o mesmo tenha conhecimento do aluno 
com deficiência intelectual de maneira bem particularizada, para que sua forma 
de planejar seja pensada, especificamente, para aquele sujeito e aquele tipo 
de atividade que ele necessite ser estimulado.
A escola deve estar ciente, juntamente com o corpo docente e com 
a família do deficiente intelectual, para que suas políticas internas sejam 
voltadas de forma que auxiliem o professor e que o mesmo tenha apoio nas 
suas práticas pedagógicas, numa troca constante de informações entre todos 
os envolvidos com a educação inclusiva.
A instituição escolar é a principal articuladora da educação inclusiva, pois, 
de acordo com Silva; Rampazzo e Piassa (2009, p. 53), 
A escola possui a vantagem de ser uma das instituições 
sociais em que é possível o encontro das diferentes 
presenças. Ela é também um espaço sociocultural 
marcado por símbolos, rituais, crenças, culturas e valores 
diversos. Essas possibilidades do espaço educativo 
escolar precisam ser vistas na sua riqueza, no seu 
fascínio. Sendo assim, a questão da diversidade cultural 
na escola deveria ser vista no que de mais fascinante ela 
proporciona às relações humanas.
A escola deve ser exemplo no respeito às diferenças, e no contexto da 
educação inclusiva, mesmo que ainda precise aprimorar para uma inclusão 
escolar plena, a instituição escolar ainda é um dos maiores subsídios que a 
sociedade tem e precisa para a pessoa com deficiência intelectual. É por meio 
da escola que esse sujeito vai poder ter acesso às demais esferas sociais, 
como constituir sua própria família e ter acesso ao mercado de trabalho.
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
a escola como medIadoRa do sujeIto com 
defIcIêncIa Intelectual e a socIedade
A mudança de paradigma de educação, depois das declarações 
deflagradas sobre e para a Inclusão escolar, é necessária para que o 
profissional da educação também faça uma reflexão sobre suas ações 
pedagógica. É imprescindível que profissionais estejam realmente imbuídos 
das suas funções, propostos a fazer mudanças necessárias para uma 
concepção de educação inclusiva. No entanto, o profissional da educação não 
é apenas mais um sujeito cumpridor de suas atribuições profissionais, também 
é um agente transformador da sociedade, e como tal deverá perceber que a 
pessoa com deficiência intelectual é capaz de fazer parte dessa sociedade. É 
papel da escola e do professor levar a sociedade compreender que o deficiente 
intelectual é capaz de se desenvolver o contribuir com seu trabalho.
A escola ainda é quem melhor faz a mediação entre a pessoa com 
deficiência intelectual e seus contextos familiares e sociais. Nesse sentido,Skliar 
(1999 apud SILVA; RAMPAZZO e PIASSA, 2009, p. 70) esclarece:
Escolas inclusivas partem do pressuposto de que todas 
as crianças podem aprender e fazer parte da vida escolar 
e comunitária. A diversidade é um valor e acredita-se que 
fortaleça ainda mais a escola e ofereça a todos os seus 
membros maiores oportunidades de aprendizagem.
A instituição escolar deve trabalhar os aspectos sociais em forma de 
conscientização das capacidades dessas pessoas. Sobre isso:
Deverão