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PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS

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PRESCRIÇÃO E LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICAMENTOS
PRESCRIÇÃO
A prescrição ou receita é uma ordem, neste caso, dada ao tutor para seguir as ordens prescritas em relação ao seu animal. A prescrição deve ser escrita manualmente ou pode ser digitada, mas sempre deve ser feita por um profissional habilitado (médicos, médicos veterinários e dentistas) e sempre deve conter sua assinatura e seu, no caso do medico veterinário, CRMV. Não deve ser escrita com canetas coloridas e não pode haver rasuras.
Trata-se de um documento, documento este que deve ser prescrito com muito cuidado e sabedoria, pois o profissional que estará prescrevendo terá total responsabilidade do que foi prescrito, por este motivo é muito importante que o diagnóstico seja feito corretamente, que a posologia seja prescrita de forma adequada para o animal em questão e que o profissional tenha conhecimento do medicamento que está prescrevendo.
A prescrição pode prescrever tanto medicamento, quanto um hábito a ser seguido (prescrição higiênica), hábito este que vai contribuir para a evolução da melhora do paciente, como por exemplo, condições de repouso, limpeza de ferimentos e etc.
Para uma prescrição ser completa e ser feita corretamente, ela deve possuir as seguintes partes:
1. Cabeçalho: nome do profissional e CRMV ou nome da clínica, endereço profissional completo, incluindo cidade e estado.
2. Superscrição: identificação do animal (nome, espécie, raça, idade, sexo) e identificação do proprietário e seu endereço.
3. Inscrição: indica a via de administração. No caso da veterinária, na maioria das vezes será indicação via oral ou de uso tópico por se tratar de vias em que o proprietário pode administrar.
4. Subscrição: prescrição do medicamento (nome, posologia, forma e quantidade a ser comprada)
5. Indicação ou instrução: instrui o proprietário em como administrar o medicamento. Indica a freqüência e duração do tratamento; via de administração (opcional). Não deve conter abreviações.
6. Assinatura profissional: assinatura do profissional, local e data. Se o cabeçalho for de uma clínica e não identificar o profissional, deve-se aplicar carimbo com o nome do profissional e seu CRMV.
No caso de prescrição de medicamentos, há 3 tipos: medicamentos farmacopeicos, que são medicamentos inscritos na farmacopéia brasileira; medicamentos magistrais, que são aqueles medicamentos manipulados, preparados na farmácia com a posologia, forma farmacêutica e composição que o profissional requeriu; e especialidades farmacêuticas, que são os medicamentos fornecidos pela indústria farmacêutica e que são aprovadas em órgãos governamentais.
Há também 3 classificações de medicamentos que são importantes saber a diferença entre eles. Medicamento de referência, é patenteada, é ‘’de marca’’ e possui sua eficácia, segurança e qualidade comprovada cientificamente pela ANVISA; medicamento similar, possui marca ou nome comercial, tem o mesmo princípio ativo, mesma forma farmacêutica e mesma concentração que o de referência, porém a embalagem pode ser diferente e não pode substituir um medicamento de referência prescrito; e medicamento genérico, o qual o nome é o nome do seu próprio princípio ativo.
NORMAS DA ANVISA
A ANVISA possui listas que estabelecem um regulamento técnico de substâncias e medicamentos controlados. Possui listas A, B, C, D, E e F, podendo serem subdivididas e antimicrobianos. As principais são:
· Lista A (substâncias entorpecentes, entorpecentes de uso permitido com concentração especial e psicotrópicas): venda sob prescrição médica; notificação de receita A; cor amarela; pode conter apenas 5 ampolas e para outras formas farmacêuticas, quantidade suficiente para 30 dias.
· Lista B (subst. psicotrópicas, psicotrópicas anorexígenas): venda sob prescrição médica; notificação de receita B e B2; cor azul; quantidade suficiente para 60 dias no caso de psicotrópicos, e no caso de psicotrópicos anorexígenas, 30 dias.
· Lista C (neurolépticos, anticonvulsivantes, antidepressivos, anti-inflamatórios seletivos da COX-2, cetamina, etomidato, propofol, etc.): receita de controle especial; cor branca; receita com duas vias (uma para farmácia e uma para o proprietário).
· Antimicrobianos: venda sob prescrição médica; receita comum, porém deve apresentar 2 vias; validade de 10 dias; tratamentos prolongados 90 dias, deve conter prescrição de ‘’uso contínuo’’.
NORMAS DO MAPA
O artigo 1° do MAPA proíbe a importação, comercialização, uso e produção de substâncias naturais ou artificiais com anabolizantes hormonais para fins de crescimento e ganho de peso de bovinos de abate. No artigo 2º faculta a importação, a produção, a comercialização e o uso de anabolizantes hormonais ou assemelhados, naturais ou sintéticos, com atividades estrogênica, androgênica e progestogênica, exclusivamente para fins terapêuticos, de sincronização do estro, de transferência de embriões, de melhoramento genético e de pesquisa experimental em medicina veterinária. E em seu artigo 3º menciona que os produtos citados no artigo 2º poderão se usados somente mediante recomendação e orientação do médico veterinário.
Também há listas semelhantes ao da ANVISA. Listas A, B, C, e D; listas A e C são subdivididas. Estas listas funcionam de maneira semelhante ao da ANVISA, precisam de notificações de receita e há casos em que precisa-se de notificação de receita de 3 vias, uma para o médico veterinário que prescreveu, uma para o paciente/proprietário e uma para o estabelecimento que forneceu o produto. Tudo dentro das normas do MAPA. Entre os medicamentos que fazem parte destas listas está: tramadol, codeína, benzodiazepínicos, barbitúricos, substâncias anabolizantes, entre outros.