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Livro Eletrônico
Aula 04
Auditoria Contábil e Fiscal p/ ISS-Curitiba (Auditor Fiscal) Com
Videoaulas - Pós-Edital
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
 
 
 
 
 1 
 
 
Sumário 
Introdução ......................................................................................................................... 2 
Cronograma de Aulas ........................................................................................................................ 3 
Motivação da Aula ............................................................................................................................ 5 
1. Contextualização ........................................................................................................... 6 
2. Fraude e Erro ................................................................................................................. 8 
3. Risco de Auditoria ........................................................................................................ 23 
4. Relevância na Auditoria ............................................................................................... 33 
4.1 に Relevância como Característica da Evidência de Auditoria ................................................... 33 
4.2 に Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria ............................................... 35 
5. Lista de Questões de Concursos Anteriores .................................................................. 42 
6. Gabarito....................................................................................................................... 60 
7. Questões de Concursos Anteriores Resolvidas e Comentadas ...................................... 61 
8. Respostas das questões subjetivas ............................................................................. 110 
9. Resumo em mapas, esquemas e tópicos .................................................................... 113 
10. Bibliografia .............................................................................................................. 118 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
Aula 04
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 2 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Oノ=が ;マキェラゲ Sラ Eゲデヴ;デYェキ; CラミI┌ヴゲラゲが デ┌Sラ HWマい 
 
Éà Iラマà ェヴ;ミSWà ゲ;デキゲa;N?ラà ケ┌Wà キミキIキ;マラゲà ;à ケ┌キミデ; ;┌ノ;à Sラà ミラゲゲラà さCUR“O DE AUDITORIA Pっ I““ 
CURITIBAざく 
M;キゲà┌マ;à┗W┣がàミ?ラàエ=がàヮヴ;デキI;マWミデWがàエキゲデルヴキIラàSWàケ┌WゲデロWゲàS;àH;ミI;àUFPRàヴWノ;Iキラミ;S;ゲà;ラゲàデWマ;ゲà
SWゲデ;àミラゲゲ;à;┌ノ;くàPラヴàWゲゲWàマラデキ┗ラがàデヴ;H;ノエ;マラゲàIラマàケ┌WゲデロWゲàSWàSキaWヴWミデWゲàラヴェ;ミキ┣;Sラヴ;ゲく 
 
 
 Havendo qualquer dificuldade na compreensão da teoria ou na resolução dos 
exercícios, não deixe de entrar em contato conosco pelo fórum de dúvidas e 
também por meio de nossas redes sociais! Vamos à nossa aula! 
 
Tonyvan Carvalho (@professortonyvancarvalho) 
G┌キノエWヴマWà“;ミデげáミミ;àふをヮヴラaくェ┌キノエWヴマWゲ;ミデ;ミミ;ぶ 
 
 
 
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 3 
 
CRONOGRAMA DE AULAS 
VWテ;マラゲàIラマラàゲWヴ=àラàIヴラミラェヴ;マ;àSラàミラゲゲラàI┌ヴゲラぎ 
 
Aula Tema Início em Progresso Porcentagem 
Aula 0 
Auditoria: conceitos, objetivos e exercícios práticos. 
Distinção entre auditoria interna, auditoria 
independente. 
- 10% 10% 
Aula 1 Auditoria Interna (NBC TI 01 e NBC PI 01) - 5% 15% 
Aula 2 
Planejamento da auditoria. Papéis de trabalho e 
documentação de auditoria. 
- 10% 25% 
Aula 3 
Amostragem: tamanho, tipos e avaliação dos 
resultados. Perícia contábil. Supervisão e controle de 
qualidade. 
- 10% 35% 
Aula 4 
Riscos da auditoria. Relevância na auditoria. Fraude e 
erro. 
- 10% 45% 
Aula 5 
Normas de execução dos trabalhos. Evidência em 
auditoria. Procedimentos de auditoria. Testes de 
observância. Testes substantivos. 
25/mar 10% 55% 
Aula 6 
Carta de responsabilidade da administração. 
Continuidade normal. Transações e eventos 
subsequentes. 
01/abr 5% 60% 
Aula 7 
Estudo e avaliação do sistema contábil e de controles 
internos. Avaliação do negócio. Partes relacionadas. 
Processamento eletrônico de dados. Estimativas 
contábeis. 
08/abr 5% 65% 
Aula 8 Pareceres de auditoria. Parágrafo de ênfase. 15/abr 10% 75% 
Aula 9 Princípios de contabilidade e estrutura conceitual 
para a elaboração e apresentação das 
22/abr 5% 80% 
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Aula Tema Início em Progresso Porcentagem 
demonstrações contábeis: NBC TSP Estrutura 
Conceitual/2016 e Resolução CFC nº 1.374/2011. 
Aula 10 
Testes nas áreas específicas das demonstrações 
contábeis. 
29/abr 5% 85% 
Aula 11 Tópicos de Auditoria Fiscal 01/mai 10% 95% 
Aula 12 Revisão em mapas e esquemas e simulado. 01/mai 5% 5% 
 
 
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MOTIVAÇÃO DA AULA 
V;マラゲàヮWミゲ;ヴà┌マàヮラ┌IラàミラàデWマ;àS;à;┌ノ;àSWàエラテWいàTWミデWàヴWゲヮラミSWヴà;ゲàヮWヴェ┌ミデ;ゲà;àゲWェ┌キヴく 
 
LISTA DE PERGUNTAS 
1. De quem é a responsabilidade pela prevenção e detecção de fraudes e erros? 
2. Qual a responsabilidade do auditor em relação à fraude? 
3. O que diferencia a fraude do erro? 
4. A quem o auditor deve comunicar a identificação de uma fraude ou suspeita de fraude? 
5. É possível o auditor se retirar do trabalho em função de fraude ou suspeita de fraude? 
6. O que define o Risco de Auditoria? 
7. O que é Risco de Detecção? 
8. O que é Risco de Distorção Relevante? 
9. O que é Risco Inerente? 
10. O que é Risco de Controle? 
11. Qual a relação entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante? 
12. O que significa relevância, no contexto das evidências de auditoria? 
13. O que é materialidade para execução de auditoria? 
14. Como se dá a determinação da materialidade em auditoria? 
ヱヵく É ヮラゲゲケ┗Wノ ヴW┗キゲ;ヴ ; マ;デWヴキ;ノキS;SWい Q┌;ミSラい 
 
“Wà ┗ラIZà ミ?ラà デWマà IWヴデW┣;à SWà ┌マ;à ラ┌à ;ノェ┌マ;ゲà S;ゲà ヴWゲヮラゲデ;ゲà ;à WゲゲWゲà ケ┌Wゲデキラミ;マWミデラゲがà ミ?ラà ゲWà
ヮヴWラI┌ヮWくàFキケ┌Wà;デWミデラàケ┌WàWゲゲWゲàデWマ;ゲàゲWヴ?ラà;HラヴS;Sラゲà;ラàノラミェラàS;à;┌ノ;àSWàエラテWぁ 
 
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1. CONTEXTUALIZAÇÃO 
De acordo com a NBC TA 240 に Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude no Contexto da 
Auditoria de Demonstrações Contábeis, a fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da 
administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para 
obtenção de vantagem injusta ou ilegal. 
O termo erro, por sua vez, refere-se a ato não intencional resultante de omissão, desatenção, ou 
má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações que resultem em 
incorreções. 
O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter 
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções 
relevantes, causadas por fraude ou erro1. Conforme descrito na NBC TA 200(R1), devido às 
limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das 
demonstrações contábeis possam não ser detectadas, apesar de a auditoria ser devidamente 
planejada e realizada de acordo com as normas. 
Os efeitos potenciais das limitações inerentes são particularmente significativos no caso da distorção 
resultar de fraude. O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é 
mais alto do que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro2. Isso porque afraude 
pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la, tais 
como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação intencional de falsas 
representações ao auditor. Tais tentativas de ocultação podem ser ainda mais difíceis de detectar 
quando associadas a um conluio. O conluio pode levar o auditor a acreditar que a evidência é 
persuasiva, quando, na verdade, ela é falsa. A capacidade do auditor de detectar uma fraude 
depende de fatores como a habilidade do perpetrador, a frequência e a extensão da manipulação, 
o grau de conluio, a dimensão relativa dos valores individuais manipulados e a posição dos indivíduos 
envolvidos. Embora o auditor possa ser capaz de identificar oportunidades potenciais de 
perpetração de fraude, é difícil para ele determinar se as distorções em áreas de julgamento como 
estimativas contábeis foram causadas por fraude ou erro. 
Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da 
administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a 
administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os registros 
 
1 áàNBCàTáàヲヴヰがà;ラàSWaキミキヴà;ゲàヴWゲヮラミゲ;HキノキS;SWゲàSラà;┌SキデラヴàWマàヴWノ;N?ラà;àaヴ;┌SWがà┌デキノキ┣;à;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàさラHデWヴàゲWェ┌ヴ;ミN;à
razoável de que as demonstrações, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro. 
Lembrem-se que, nos termos da NBC TA 200, o objetivo do auditor é obter segurança razoável de que as demonstrações 
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. 
Fiquem atentos ao fato de que há previsão normativa para as 2 sentenças. 
 
2 Há uma aparente impropriedade na sentença destacada acima (presente no corpo da NBC TA 240). O que se quer 
dizer é que o risco da distorção decorrente de FRAUDE é maior que o risco da distorção decorrente de ERRO. 
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contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de controle 
destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas por outros empregados. 
Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter atitude de 
ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os controles pela 
administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria eficazes na detecção de 
erros podem não ser eficazes na detecção de fraude. 
Nesse contexto, temos que estar atentos à questão da responsabilidade do auditor e da 
administração no que concerne à fraude. Muitas questões de prova abordam esse quesito, e tentam 
confundi-los ao afirmar que a responsabilidade pela detecção de fraudes e erro é do auditor に o que 
não é verdade! Veja: 
 
 
 
O Risco de Auditoria, conforme já apresentamos em nossa primeira aula, é o risco de que o auditor 
expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem 
distorção relevante. 
Percebam então que há risco de auditoria quando: 
1. O auditor expressa opinião INADEQUADA (não menciona que há distorção); 
2. As demonstrações CONTÊM distorção relevante. 
Na situação oposta, ou seja, o auditor opina que há distorções quando elas não estão presentes (não 
há distorção relevante), não estamos diante de um Risco de Auditoria. 
Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos 
relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. A relevância deve ser 
considerada pelo auditor quando: i) determinar a natureza, oportunidade e extensão dos 
procedimentos de auditoria; ii) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos, denominações e 
classificação das contas; e iii) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da 
informação contábil. 
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2. FRAUDE E ERRO 
A NBC TA 240 (R1) trata da responsabilidade do auditor no que se refere à fraude na auditoria de 
demonstrações contábeis. De acordo com esse normativo: 
 
As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. 
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação 
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
Você deve memorizar a distinção entre a fraude e o erro (intenção ou não do agente), pois isso é 
cobrado em provas regularmente. A NBC TI 01, que trata da Auditoria Interna, traz as definições a 
seguir esquematizadas. Esses conceitos são cobrados pelas bancas de forma indistinta, muitas vezes 
sem mencionar o escopo (auditoria independente ou interna). Atenção às palavras-chave de cada 
instituto (Fraude: omissão intencional, manipulação, adulteração; Erro: omissão não intencional, 
desatenção, desconhecimento ou má interpretação). Vejamos: 
 
 
 
 
 
 
Veja a seguir as importantes definições presentes na NBC TA 240 (R1). Veja: 
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Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela 
governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo3 para obtenção de vantagem injusta 
ou ilegal. 
Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para 
que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. 
 
Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de auditoria, o 
auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. 
Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor に distorções decorrentes de 
informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o auditor poder 
suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente 
se realmente ocorreu fraude. 
 
 
As normas determinam que o auditor não é responsável, nem pode ser responsabilizado, pela 
prevenção e detecção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis. É objetivo do 
auditor identificar e avaliar os riscos de distorção relevante decorrentes de fraude; obter evidências 
apropriadas e suficientes sobre esses riscos identificados, definindo e implantando respostas 
apropriadas; e responder adequadamente face à fraude ou suspeita de fraude. 
 
3 Dolo: conduta voluntária e intencional de alguém que, praticando ou deixando de praticar uma ação, objetiva um 
resultado ilícito ou causar dano a outrem. 
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A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é da responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração. 
 
É importante que a administração, com a supervisão geral dos responsáveis pela governança, 
enfatize a prevenção da fraude, o que pode reduzir as oportunidades de sua ocorrência, e a 
dissuasão da fraude, o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da 
probabilidade de detecção e punição. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de 
honestidade e comportamento ético, que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis 
pela governança. A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança inclui a 
consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de 
elaboração de informações contábeis, tais como tentativas da administração de gerenciar os 
resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e desempenho da 
entidade. 
Nesse processo, o auditor é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações 
contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro. Devido 
às limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes 
das demonstrações contábeis possam não ser detectadas, apesar de a auditoria ser devidamente 
planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. 
Os dispositivos delineados abaixo são comumente cobrados em provas. 
Segundo a NBC TA 240(R1): 
Respostas aos riscos avaliados de distorção relevante decorrente de fraude 
29. Ao determinar respostas globais para enfrentar os riscos avaliados de distorção relevante nas 
demonstrações contábeis, o auditor deve: 
(a) alocar e supervisionar o pessoal, levando em conta o conhecimento, a aptidão e a capacidade dos 
indivíduos que assumirão responsabilidades significativas pelo trabalho, e avaliar os riscos de distorção 
relevante decorrente de fraude; 
(b) avaliar se a seleção e a aplicação de políticas contábeis pela entidade, em especial as relacionadas 
com medições subjetivas e transações complexas, podem ser indicadores de informação financeira 
fraudulenta decorrente de tentativa da administração de manipular os resultados; e 
(c) incorporar elemento de imprevisibilidade na seleção da natureza, época e extensão dos 
procedimentos de auditoria. 
Esclarecendo: ;à ;ノケミW;à さ;ざà ;Iキマ;à ミラゲà Sキ┣à ケ┌Wà ;à ゲ┌ヮWヴ┗キゲ?ラà Sラà ヮWゲゲラ;ノà SW┗Wà ゲWヴà aWキデ;à ノW┗;ミSラà Wマà
consideração seu conhecimento, aptidão e capacidade (e não de maneira indistinta). A norma 
complementa ainda que a extensão da supervisão reflete a avaliação dos riscos e da capacidade dos 
membros da equipe, ou seja, quanto maior o risco e a capacidade do membro da equipe, maior deve 
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ゲWヴà ;à ゲ┌ヮWヴ┗キゲ?ラà ヮラヴà ヮ;ヴデWà Sラà ;┌Sキデラヴくà Cラマà ヴWノ;N?ラà <à ;ノケミW;à さIざがà ;à ミラヴマ;à IラマヮノWマWミデ;à ケ┌Wà Yà
importante incorporar um elemento de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos de auditoria 
a serem executados, já que indivíduos na entidade que estão familiarizados com os procedimentos de 
auditoria normalmente executados nos trabalhos podem ser mais capazes de esconder informações 
contábeis fraudulentas. 
 
Auditor sem condições de continuar o trabalho 
38. Se, como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude, o auditor 
encontrar circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade de continuar a 
realizar a auditoria, este deve: 
(a) determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à situação, inclusive se é necessário 
ou não o auditor informar à pessoa ou pessoas que aprovaram a contratação da auditoria ou, em 
alguns casos, às autoridades reguladoras. No Brasil, existem obrigações determinadas pelas 
autoridades reguladoras; 
(b) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho, quando essa saída for possível 
conforme a lei ou regulamentação aplicável; e 
(c) caso o auditor se retire: 
 (i) discutir com pessoa no nível apropriado da administração e com os responsáveis pela governança 
a saída do auditor do trabalho e as razões para a interrupção; e 
 (ii) determinar se existe exigência profissional ou legal de comunicar a retirada do auditor do 
trabalho e as razões da saída à pessoa ou pessoas que contrataram a auditoria ou, em alguns casos, 
às autoridades reguladoras. 
Esclarecendo: percebe-se que há circunstâncias, excepcionais に frise-se, em que distorções 
decorrentes de fraude (ou sua suspeita) levam o auditor a considerar retirar-se do trabalho (desde que 
a saída seja permitida por lei ou regulamento). As bancas gostam de explorar tal dispositivo, uma que 
ele reflete uma situação extrema para o auditor. Exemplos dessas circunstâncias extremas são 
apresentados no item a seguir. 
 
A54. Exemplos de circunstâncias excepcionais que podem surgir e que podem colocar em dúvida a 
capacidade do auditor de continuar a executar a auditoria incluem: 
ひ A entidade não toma a ação apropriada com referência a uma fraude, considerada pelo auditor como 
necessária nas circunstâncias, mesmo no caso em que a fraude não é relevante para as demonstrações 
contábeis. 
ひ A consideração do auditor dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude e dos resultados da 
auditoria indica risco significativo de fraude relevante e generalizada. 
ひ O auditor tem preocupação significativa quanto à competência ou integridade da administração ou 
dos responsáveis pela governança. 
 
Representações da administração 
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39. O auditor deve obter representações da administração e, quando apropriado, dos responsáveis 
pela governança, de que: 
(a) eles reconhecem sua responsabilidade pelo desenho, implementação e manutenção do controle 
interno de prevenção e detecção de fraude; 
(b) eles revelaram ao auditor os resultados da avaliação do risco da administração de que as 
demonstrações contábeis podem ter distorções relevantes decorrentes de fraude; 
(c) eles revelaram ao auditor seu conhecimento sobre a suspeita ou ocorrência de fraude afetando a 
entidade, envolvendo: 
 (i) a administração; 
 (ii) empregados com funções significativas no controle interno; ou 
 (iii) outros cuja fraude poderia ter efeito relevante nas demonstrações contábeis; e 
(d) eles revelaram ao auditor seu conhecimento de quaisquer suspeitas ou indícios de fraude que 
afetassem as demonstrações contábeis da entidade, comunicadas por empregados, ex empregados, 
analistas, órgãos reguladores ou outros. 
Esclarecendo: o termo utilizado acima (representações da administração) refere-se ao que se 
costumava chamar de さCarta de Responsabilidade da Administraçãoざ (atualmente utiliza-se a 
expressão さRepresentação Formalざぶくà áà ヴWヮヴWゲWミデ;N?ラà aラヴマ;ノà Yà ┌マ;à SWIノ;ヴ;N?ラà WゲIヴキデ;à ヮWノa 
administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidênciade 
auditoria (NBC TA 580 (R1), item 7). 
 
Comunicações à administração e aos responsáveis pela governança 
40. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a possibilidade 
de fraude, o auditor deve comunicar estes assuntos tempestivamente a pessoa de nível apropriado 
da administração que têm a responsabilidade primordial de prevenir e detectar fraude em assuntos 
relevantes no âmbito de suas responsabilidades. 
 
41. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da 
entidade, se o auditor tiver identificado ou suspeitar de fraude envolvendo: 
(a) a administração; 
(b) empregados com funções significativas no controle interno; ou 
(c) outros, cujas fraudes gerem distorção relevante nas demonstrações contábeis, o auditor deve 
comunicar tempestivamente esses assuntos aos responsáveis pela governança. Caso o auditor 
suspeite de fraude envolvendo a administração, o auditor deve comunicar essas suspeitas aos 
responsáveis pela governança e discutir com eles a natureza, época e extensão dos procedimentos de 
auditoria necessários para concluir a auditoria. 
[...] 
Comunicações às autoridades reguladoras e de controle 
43. Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve determinar se há responsabilidade 
de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade. Embora o dever profissional 
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do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente possa impedir que tais informações 
sejam dadas, as responsabilidades legais do auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade 
em algumas situações. 
Esclarecendo: o dever de manter a confidencialidade do auditor não é absoluto. Se houver 
responsabilidades legais relacionadas, por exemplo, à comunicação referente a ocorrência ou suspeita 
de fraude a terceiro fora da entidade (autoridades reguladoras e de controle), não pode o auditor se 
escusar de fazê-lo, invocando a confidencialidade da informação do cliente. 
Esquematizando os casos de comunicação de fraudes ou suspeita de fraude: 
 Comunicação à pessoa de nível apropriado da Administração: no caso de identificação de fraude ou 
sua possibilidade に ainda que não importantes. 
 Comunicação aos Responsáveis pela Governança (verbalmente ou por escrito): no caso de fraudes 
envolvendo a administração, empregados com funções significativas no controle interno ou outros 
cujas fraudes gerem distorção relevante; ou ainda quaisquer outros assuntos relacionados a fraude 
que o auditor julgar relevante para sua responsabilidade. 
 Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle: quando exigido por lei. 
[...] 
 
Características da fraude 
A1. A fraude, seja na forma de informações contábeis fraudulentas ou de apropriação indevida de 
ativos, envolve o incentivo ou a pressão para que ela seja cometida, uma oportunidade percebida para 
tal e alguma racionalidade (ou seja, dar razoabilidade a algo falso) do ato. Por exemplo: 
ひ Pode existir incentivo ou pressão para a informação financeira fraudulenta quando a administração 
sofre pressão, de fontes externas ou internas, para alcançar metas de ganhos ou resultados financeiros 
previstos (e talvez irrealistas) に em especial porque as consequências do insucesso no cumprimento dos 
objetivos financeiros para a administração podem ser significativas. Do mesmo modo, os indivíduos 
podem ter um incentivo para se apropriarem de ativos porque, por exemplo, estão vivendo além de 
suas possibilidades. 
ひ Pode haver uma oportunidade percebida de perpetrar uma fraude quando um indivíduo acredita que 
o controle interno pode ser burlado, por exemplo, porque ele ocupa um cargo de confiança ou tem 
conhecimento de deficiências específicas no controle interno. 
ひ Os indivíduos podem ser capazes de racionalizar e perpetrar um ato fraudulento. Algumas pessoas 
têm uma postura, caráter ou valores éticos que os levam a perpetrar um ato desonesto de forma 
consciente e intencional. Entretanto, mesmo indivíduos normalmente honestos podem perpetrar uma 
fraude em ambiente em que sejam suficientemente pressionados. 
[...] 
A3. Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte: 
ひàManipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou documentos 
comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações contábeis. 
ひà Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou outras 
informações significativas. 
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ひ Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação, forma de 
apresentação ou divulgação. 
Observação: cuidado com questões que afirmam que fraudes oriundas de informações contábeis 
fraudulentas decorrem exclusivamente por um ou outro dos exemplos acima listados. Vejam que há 
várias situações distintas. Atenção às palavras-chave: manipulação, falsificação, mentira ou omissão 
intencional, aplicação correta intencional. 
 
A4. Muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela administração de 
controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A administração pode perpetrar 
fraude, burlando controles intencionalmente por meio de técnicas como: 
ひàRegistrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de forma a 
manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos. 
ひàAjustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados para estimar saldos contábeis. 
ひàOmitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de eventos e operações 
que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas. 
ひàOmitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de relatório financeiro aplicável 
ou divulgações que são necessárias para a apresentação adequada. 
ひàEncobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis. 
ひ Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a situação 
patrimonial ou o desempenho da entidade. 
ひàAlterar registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais. 
[...] 
Avaliação dos fatores de risco de fraude 
A25. Exemplos de fatores de risco de fraude relacionados a informações contábeis fraudulentas e 
apropriação indevida de ativos são apresentados no Apêndice 1. Esses fatores de risco ilustrativos são 
classificados com base em três condições que geralmente estão presentes quando há fraude: 
ひ Incentivo ou pressão para perpetrar fraude. 
ひ Oportunidade percebida de cometer fraude. 
ひ Capacidade de racionalizar a ação fraudulenta. 
Fatores de risco que refletem uma atitude que permite a racionalização da ação fraudulenta podem 
não ser suscetíveis de observação pelo auditor. Contudo, o auditor pode tomar conhecimento da 
existência de tais informações. Embora os fatores de risco de fraude descritos no Apêndice 1 abranjam 
um amplo leque de situações que podem vir a ser enfrentadas pelos auditores, eles são apenas 
exemplos e outros fatores de risco podem existir. 
Observação: o fator de risco é um indicativo (ou possibilidade) de incentivo ou pressão para ocorrência 
de fraude, não indicando necessariamente sua existência. Eles PODEM, muitas vezes, indicar riscos 
relevantesdecorrentes de fraudes. 
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Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte:
ひ Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de
registros contábeis ou documentos comprobatórios que serviram de base
à elaboração de demonstrações contábeis.
ひ Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de
eventos, operações ou outras informações significativas.
ひ Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.
[...] 
Justificativa de negócio para transações significativas 
A48. Indicadores que podem sugerir que transações significativas, fora do curso normal de negócios 
da entidade ou que pareçam de outro modo não usuais podem ter sido contabilizadas com a intenção 
de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar apropriação indevida de ativos, incluem: 
ひà áà forma de tais transações parece excessivamente complexa (por exemplo, a transação envolve 
diversas entidades que compõem um grupo consolidado ou terceiros não relacionados). 
ひàáàadministração não discutiu a natureza e a contabilização de tais transações com os responsáveis 
pela governança da entidade, e há documentação inadequada. 
ひàáà;Sマキミキゲデヴ;N?ラàWゲデ=àS;ミSラàマ;キゲàZミa;ゲWà<àミWIWゲゲキS;SWàSWàデヴ;デ;マWミデラàIラミデ=HキノàWゲヮWIケaキIラàSラàケ┌Wà<à
razão econômica subjacente da operação. 
ひàTヴ;ミゲ;NロWゲàケ┌WàWミ┗ラノ┗;マàヮ;ヴデWゲàヴWノ;Iキラミ;S;ゲàミ?ラàIラミゲラノキS;S;ゲがàキミIノ┌ゲキ┗WàWミデキS;SWゲàIラマàヮヴラヮルゲキto 
específico, não foram adequadamente revisadas ou aprovadas pelos encarregados da governança da 
entidade. 
ひàTヴ;ミゲ;NロWゲàケ┌WàWミ┗ラノ┗Wマàヮ;ヴデWゲàヴWノ;Iキラミ;S;ゲàミ?ラàキSWミデキaキI;S;ゲà;ミデWヴキラヴマWミデWàラ┌àヮ;ヴデWゲàケ┌Wàミ?ラàデWマà
a substância ou a capacidade financeira para arcar com a transação sem a ajuda da entidade sob 
auditoria. [Grifos não constantes no original] 
 
Esquematizamos a seguir algumas das informações trazidas nos dispositivos acima apresentados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Apêndice 1 da NBC TA 240 (R1) traz exemplos de fatores de risco de fraude relacionados a 
informações contábeis fraudulentas e apropriação indevida de ativos. Como visto acima, esses 
fatores de risco ilustrativos são classificados com base em três condições que geralmente estão 
presentes quando há fraude: incentivo ou pressão para perpetrar fraude; oportunidade percebida 
de cometer fraude; e capacidade de racionalizar a ação fraudulenta. O esquema abaixo traz alguns 
dos exemplos previstos no Apêndice 1 do normativo. 
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“;HWマラゲàケ┌WàWゲゲ;àキミaラヴマ;N?ラàミ?ラàYàS;ゲàマ;キゲàa=IWキゲàSWàゲWヴàさSキェWヴキS;ざがàミラàWミデ;ミデラàヮヴラ┗;ゲàヴWIWミデWゲà
(2018) cobraram trechos dessa parte da NBC TA 240 (R1). 
 
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(VUNESP/ SEFAZ SP に AFR に 2002) Examine os conceitos a seguir. 
1 - Ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, 
registros e demonstrações contábeis. 
2 - Ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação de fatos na 
elaboração de registros e demonstrações contábeis. 
Nos termos das normas brasileiras de contabilidade, os conceitos acima identificam, 
respectivamente, 
a) Erro e fraude. 
b) Fraude e descaminho. 
c) Descaminho e suborno. 
d) Fraude e conluio. 
e) Fraude e erro. 
Comentários: 
Questão facílima. Basta ter em mente o seguinte: 
O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação 
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
Fraude: ato INTENCIONAL (envolve manipulação, adulteração, falsificação...). 
Erro: ato NÃO INTENCIONAL (envolve desatenção, desconhecimento, má interpretação...). 
Gabarito: E. 
(FCC/ ISS Teresina に 2016) Nos trabalhos de auditoria independente na Companhia Distribuidora 
de Frutas e Legumes do Estado referente ao exercício de 2015, o auditor constatou que, no mês 
de novembro de 2015, foram contabilizadas duas notas fiscais de vendas com valores adulterados, 
para mais, em R$ 240.000,00. De acordo com as evidências obtidas pelo auditor, as notas fiscais 
foram adulteradas, com o objetivo de encobrir desvio de mercadorias no estoque. Segundo a NBC 
TA 240, este fato caracteriza 
(A) erro na escrituração contábil. 
(B) omissão de prejuízos. 
(C) fraude. 
(D) aumento de receita de vendas 
(E) burla no controle interno. 
Comentários: 
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Segundo a NBC TA 240 ふRヱぶがàさas distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de 
fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não 
intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeisざ. 
No mesmo sentido, a NBC TI 01 define fraude e erro: 
12.1.3.2 に O termo さaヴ;┌SWざ ;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de 
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e 
demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. [Grifo nosso] 
 
Atentem-se à seguinte frase do enunciadoぎàさas notas fiscais foram adulteradas, com o objetivo de 
encobrir desvioくくくざくàOヴ;がàficam muito claro que estamos diante de uma FRAUDE. 
Gabarito: C. 
 
(CESGRANRIO に PETROBRAS に Auditor Júnior に 2018) Em muitas organizações, as fraudes 
envolvem a burla pela administração da entidade de controles que aparentemente estão 
funcionando com eficácia. Dessa forma, atos praticados por gestores e administradores podem 
ajudar a perpetrar fraude. 
Dentre as técnicas a seguir, a que NÃO representa uma fraude típica realizada por gestores e 
administradores é a(o) 
a) alteração de registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais. 
b) apropriaçãode dinheiro recebido de clientes, após proceder ao registro contábil do 
recebimento. 
c) contratação de operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente, de 
forma a manipular os resultados operacionais. 
d) ocultação ou não divulgação de fatos que possam afetar os valores registrados nas 
demonstrações contábeis. 
e) registro de lançamentos fictícios no final do período contábil para reverter a situação 
patrimonial ou o desempenho da entidade. 
Comentários: 
A questão aborda exemplos de técnicas utilizadas pela administração para perpetrar fraudes, 
previstas na NBC TA 240 (R1). Veja: 
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A4. Muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela administração de 
controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A administração pode perpetrar 
fraude, burlando controles intencionalmente por meio de técnicas como: 
ひàRegistrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de 
forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos. 
ひà áテ┌ゲデ;ヴà キミSW┗キS;マWミデWà ;ゲà ヮヴWマキゲゲ;ゲà Wà ;ノデWヴ;ヴà ラゲà テ┌ノェ;マWミデラゲà ┌デキノキ┣;Sラゲà ヮ;ヴ;à Wゲデキマ;ヴà ゲ;ノSラゲà
contábeis. 
ひàOcultar ou não divulgar fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações 
contábeis. 
ひàEミIラHヴキr fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis. 
ひàContratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a situação 
patrimonial ou o desempenho da entidade. 
ひàAlterar registros e condições relacionados a operações significativas e não usuais. [grifos não 
constantes no original] 
Ante o exposto, conclui-se que a única técnica que NÃO representa uma fraude típica realizada 
por gestores e administradores é a apropriação de dinheiro recebido de clientes, uma vez que o 
registro contábil desse recebimento foi realizado corretamente, não havendo omissão e/ou 
manipulação dessa transação. 
Gabarito: B. 
 
(FCC/ SEFAZ SC に AUDITOR FISCAL に 2018) Considerando os procedimentos de auditoria contábil 
a serem aplicados por um Auditor Fiscal de ICMS, podem-se mencionar alguns exemplos de testes 
e situações de fraudes fiscais encontradas em que se evidenciam a Superavaliação ou Subavaliação 
de contas do Ativo Disponível do Balanço Patrimonial: 
I. Detecção de créditos nas contas do Ativo Disponível que diminuem também as Contas de Passivo 
(por exemplo: Créditos em Bancos/Caixa contra Empréstimos に no caso de pagamento/quitação 
de empréstimos devidamente comprovados documentalmente). 
II. Detecção de créditos a menor nas contas do Ativo Disponível que deixam seu saldo maior e que 
diminuem indevidamente as Contas de Despesas (por exemplo: Débitos a menor em Despesas 
contra Bancos/Caixa に no caso de Despesas serem contabilizadas por um valor menor do que o 
valor efetivo da transação). 
III. Detecção de débitos irregulares nas contas do Ativo Disponível que aumentam também 
indevidamente as Contas de Passivo (por exemplo: Débitos em Bancos/Caixa contra Empréstimos 
に no caso de Empréstimos simulados que não existiram à época ou que não existem). 
IV. Detecção de créditos irregulares nas contas do Ativo Disponível que diminuem também 
indevidamente as Contas de Receitas (por exemplo: Créditos em Bancos/Caixa contra Receitas に 
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no caso de simulação de cancelamento ou de devolução de vendas, de mercadorias que foram 
efetivamente entregues e recebidas). 
Evidenciam superavaliação ou subavaliação do ativo disponível os exemplos citados APENAS em 
(A) II, III e IV. 
(B) I e IV. 
(C) II e III. 
(D) I e III. 
(E) I, II e IV. 
Comentários: 
Segundo a NBC TA 240 (R1), さFヴ;┌SWà Yà ラà ;デラà キミデWミIキラミ;ノà SWà ┌マà ラ┌à マ;キゲà キミSキ┗ケS┌ラゲà S;à
administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para 
obtenção de ┗;ミデ;ェWマàキミテ┌ゲデ;àラ┌àキノWェ;ノざく Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do 
seguinte: 
ひà M;ミキヮ┌ノ;N?ラがà a;ノゲキaキI;N?ラà ふキミIノ┌ゲキ┗Wà SWà ;ゲゲキミ;デ┌ヴ;ぶà ラ┌à ;ノデWヴ;N?ラà SWà ヴWェキゲデヴラゲà Iラミデ=HWキゲà ラ┌à
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações contábeis. 
ひàMWミデキヴ;àラ┌àラマキゲゲ?ラàキミデWミIキラミ;ノàミ;ゲàSWマラミゲデヴ;NロWゲàIラミデ=HWキゲàSWàW┗WミデラゲがàラヮWヴ;NロWゲàラ┌àラ┌デヴ;ゲà
informações significativas. 
ひàáヮノキI;N?ラàキミIラヴヴWデ;àキミデWミIキラミ;ノàSラゲàヮヴキミIケヮキラゲàIラミデ=HWキゲàヴWノ;デキ┗ラゲà;à┗;ノラヴWゲがàIノ;ゲゲキaキI;N?ラがàaラヴマ;à
de apresentação ou divulgação. 
Analisando os itens da questão, percebe-ゲWàIノ;ヴ;マWミデWàケ┌Wがà<àW┝IWN?ラàSラàキデWマàさIざàふミ?ラàエ=àミ;S;à
de irregular, pois houve pagamento/quitação de empréstimos devidamente comprovados 
documentalmente), os demais に II, III e IV に são exemplos de atos intencionais que terão como 
consequência a subavaliação ou superavaliação das contas do Disponível. 
Portanto, alternativa correta é A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A administração pode perpetrar fraude, burlando controles intencionalmente 
por meio de técnicas como: 
ひ Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do
período contábil, de forma a manipular resultados operacionais ou
alcançar outros objetivos.
ひ Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados
para estimar saldos contábeis.
ひ Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações
contábeis, de eventos e operações que tenham ocorrido durante o
período das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas.
ひ Omitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de
relatório financeiro aplicável ou divulgações que são necessárias para a
apresentação adequada.
ひ Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas
demonstrações contábeis.
ひ Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir
erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
ひ Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e
não usuais.
 
 
 
 
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3. RISCO DE AUDITORIA 
O Risco de Auditoria é tratado primordialmente na NBC TA 200 (R1), motivo pelo qual apresentamos 
diversos conceitos relacionados ao tema em nossa primeira aula. Há outras normas que acabam 
abordando o tópico de forma direta ou indireta, como é o caso da NBC TA 315 (R1) に Identificação e 
Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu 
Ambiente, e da NBC TA 330 (R1) に Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. 
O objetivo do auditor, segundo a NBC TA 315, é identificar e avaliar os riscos de distorção relevante 
independentemente se causada por fraude ou erro, nos níveis da demonstração contábil e das 
afirmações, por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente, inclusive do controle 
interno, proporcionando assim uma base para o planejamento e implementação das respostas aos 
riscos identificados. 
Deve-se planejar e realizar a auditoria de forma tal que seja obtida segurança razoável para emitir 
uma opinião adequada sobre as demonstrações financeiras. Essa opinião é decorrente de um 
trabalho que foi planejado para obter segurança razoável, mas não absoluta, de que as 
demonstrações não contêm distorção relevante. Se a segurançanão é absoluta, então existe algum 
risco de que as demonstrações tenham algum erro que o auditor não conseguiu detectar durante a 
auditoria (Boynton et al), sendo sua responsabilidade reduzir tal risco a um nível aceitavelmente 
baixo. 
Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando 
as demonstrações financeiras contiverem distorção relevante, ou seja, é o risco de que o auditor 
possa inadvertidamente não modificar sua opinião sobre demonstrações financeiras que contêm 
distorções relevantes. 
Como dissemos na contextualização, na situação oposta, ou seja, quando o auditor opina que há 
distorções e elas não estão presentes (não há distorção relevante), não estamos diante de um Risco 
de Auditoria. 
Percebe-se que o risco de auditoria está relacionado de forma inversamente proporcional à 
segurança pretendida para o trabalho de auditoria, ou seja, quanto maior o risco, menor será a 
segurança do auditor e quanto menor o risco, maior será a segurança do trabalho. Na prática, o 
risco de auditoria é inevitável. Cabe ao auditor decidir qual o tamanho do risco que ele está disposto 
a tolerar para chegar uma conclusão sobre os demonstrativos financeiros (TCE, 2012). 
É neste contexto que a abordagem de auditoria baseada em risco orienta os auditores na coleta de 
evidências, de modo a permitir alcançar o desejado grau de segurança das conclusões do trabalho, 
ou seja, reduzir o risco de emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações financeiras que 
apresentam distorções relevantes. 
O risco de auditoria é uma função do risco de distorção relevante e do risco de detecção, a seguir 
discriminados. 
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O risco de distorção relevante é composto dos riscos inerente e de controle. Esses são os chamados 
riscos da entidade, e existem independentemente da auditoria. Representam o risco de que as 
demonstrações financeiras contenham distorções relevantes, antes da auditoria. 
O risco inerente é a suscetibilidade de afirmações da administração a respeito de transações, saldos 
contábeis ou divulgações conterem distorções relevantes, pressupondo que não haja controles 
relacionados. 
O risco de controle é a possibilidade de que os controles internos adotados pela administração não 
sejam eficazes para prevenir, detectar e corrigir tempestivamente distorções nas afirmações que, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, possam ser relevantes. 
Já o risco de detecção se relaciona com os procedimentos que são determinados pelo auditor para 
reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. É, portanto, função da eficácia do 
procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. 
Podemos afirmar que os riscos de distorção relevante são os riscos da ENTIDADE enquanto que o 
risco de detecção é risco do AUDITOR. 
 
 
Para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo, o auditor: 
a) avalia os riscos de distorção relevante, que envolve o risco inerente e o risco de controle; e 
b) controla o risco de detecção, estabelecendo a extensão (quantidade ou amostra) de 
procedimentos substantivos necessários, bem como a natureza e a época em que deverão ser 
realizados. Isso pode ser conseguido realizando procedimentos que respondam aos riscos 
identificados de distorção relevante, em nível de demonstrações financeiras e de afirmações para 
classes de transações, saldos contábeis e divulgações (IFAC, 2010). 
 
A seguir, apresentaremos さミ;à┗Wキ;ざ os principais tópicos da NBC TA 200 (R1) que dizem respeito ao 
risco de auditoria. Sempre que necessário, faremos os esclarecimentos devidos: 
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: 
[...] 
(c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada 
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é 
uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
[...] 
 
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(e) Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir 
o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente 
que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. 
[...] 
(n) Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham 
distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no 
nível das afirmações: 
(i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; 
(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre 
uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e 
corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. 
[...] 
Esclarecendo: como dissemos anteriormente, os riscos de distorção relevante são os riscos da 
ENTIDADE enquanto que o risco de detecção é risco do AUDITOR. Atentem-se às palavras-
chave de cada espécie do riゲIラàSWà;┌Sキデラヴキ;ぎàヴキゲIラàSWàSWデWIN?ラàふさprocedimentos executados 
não detectem ┌マ;à SキゲデラヴN?ラざぶきà ヴキゲIラà SWà SキゲデラヴN?ラà ヴWノW┗;ミデWà ふさSWマラミゲデヴ;NロWゲà IラミデWミエ;マà
distorção antes da auditoriaざぶきà ヴキゲIラà キミWヴWミデWà ふさ;aキヴマ;N?ラà ゲ┌ゲIWデケ┗Wノà ;à SキゲデラヴN?ラà ヴWノW┗;ミデWà
antes da consideração de quaisquer controlesざぶきà ヴキゲIラà SWà IラミデヴラノWà ふさSキゲデラヴN?ラà ケ┌Wà ヮラゲゲ;à
ocorrer em uma afirmação não seja prevenida, detectada e corrigida pelo controle internoざぶく 
 
Risco de auditoria 
A34. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de 
detecção. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção de 
informações necessárias para essa finalidade e evidências obtidas ao longo de toda a auditoria. 
A avaliação dos riscos é antes uma questão de julgamento profissional que uma questão 
passível de mensuração precisa. 
 
A35. Para fins das NBCs TA, o risco de auditoria não inclui o risco de que o auditor possa 
expressar uma opinião de que as demonstrações contábeis contêm distorção relevante 
quando esse não é o caso. Esse risco geralmente é insignificante. Além disso, o risco de 
auditoria é um termo técnico relacionado ao processo de auditoria; ele não se refere aos riscos 
de negócio do auditor, tais como perda decorrente de litígio, publicidade adversa ou outros 
eventos surgidos em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis. 
 
Risco de distorção relevante 
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A36. Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis: 
ひ no nível geral da demonstraçãocontábil; e 
ひ no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações. 
 
A37. Riscos de distorção relevante no nível geral da demonstração contábil referem-se aos 
riscos de distorção relevante que se relacionam de forma disseminada às demonstrações 
contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. 
 
A38. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação são avaliados para que se 
determine a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria 
necessários para a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. Essa evidência 
possibilita ao auditor expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis em um nível 
aceitavelmente baixo de risco de auditoria. Os auditores usam várias abordagens para cumprir 
o objetivo de avaliar os riscos de distorção relevante. Por exemplo, o auditor pode fazer uso de 
um modelo que expresse a relação geral dos componentes do risco de auditoria em termos 
matemáticos para chegar a um nível aceitável de risco de detecção. Alguns auditores julgam 
tal modelo útil no planejamento de procedimentos de auditoria. 
 
A39. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação consistem em dois componentes: 
risco inerente e risco de controle. O risco inerente e o risco de controle são riscos da entidade; 
eles existem independentemente da auditoria das demonstrações contábeis. 
Observação: o esquema apresentado abaixo permite uma melhor visualização do risco de 
auditoria e suas espécies. 
 
A40. O risco inerente é mais alto para algumas afirmações e classes relacionadas de 
transações, saldos contábeis e divulgações do que para outras. Por exemplo, ele pode ser mais 
alto para cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas 
contábeis sujeitas à incerteza significativa de estimativa. Circunstâncias externas que dão 
origem a riscos de negócios também podem influenciar o risco inerente. (...). 
 
A41. O risco de controle é uma função da eficácia do desenho (controles estabelecidos), da 
implementação e da manutenção do controle interno pela administração no tratamento dos 
riscos identificados que ameaçam o cumprimento dos objetivos da entidade, que são 
relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis da entidade. Contudo, o controle 
interno, independentemente da qualidade da sua estrutura e operação, pode reduzir, mas não 
eliminar, os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, por causa das 
limitações inerentes ao controle interno. Essas limitações incluem, por exemplo, a possibilidade 
de erros ou equívocos humanos, ou de controles contornados por conluio ou burla inapropriada 
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da administração. Portanto, algum risco de controle sempre existe. As NBCs TA oferecem as 
condições nas quais existe a exigência, ou a possibilidade de escolha pelo auditor, de testar a 
eficácia dos controles na determinação da natureza, época e extensão de procedimentos 
substantivos a serem executados. 
Observação: SWゲデ;I;マラゲàラàデWヴマラàさ“EMPREざ に utilizado acima. Já alertamos que, em muitos 
casos, podemos considerar falsoゲà Wミ┌ミIキ;Sラゲà SWà ケ┌WゲデロWゲà ケ┌Wà a;ノ;マà ケ┌Wà さゲWマヮヴWざà エ=à
determinado tipo de situação. Temos aqui uma exceção, uma vez que a norma assevera que 
さum risco de controle sempre existeざく Isso por conta das limitações inerentes ao trabalho do 
auditor. 
 
Risco de detecção 
A44. Para um dado nível de risco de auditoria, o nível aceitável de risco de detecção tem uma 
relação inversa com os riscos avaliados de distorção relevante no nível da afirmação. Por 
exemplo, quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir, 
menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são as evidências 
de auditoria exigidas. 
Esclarecendo: percebe-se que há relação INVERSA entre o Risco de Detecção e o Risco de 
Distorção Relevante (no nível da afirmação). Tenhamos em mente que o auditor pode 
influenciar somente o Risco de Detecção (lembrem-se que o risco de distorção relevante é o 
risco da entidade). Por isso, se houver um alto risco de distorção relevante presente, o auditor 
deve tolerar um baixo risco de detecção, agindo assim no sentido de coletar evidências 
persuasivas e aplicar procedimentos efetivos. 
 
A45. O risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos 
que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. 
Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo 
auditor. Assuntos como: 
ひ planejamento adequado; 
ひ designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho; 
ひ aplicação de ceticismo profissional; e 
ひ supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia do 
procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa 
selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente um procedimento 
de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. 
 
A46. A NBC TA 300 e a NBC TA 330 estabelecem exigências e fornecem orientação sobre o 
planejamento da auditoria das demonstrações contábeis e as respostas do auditor aos riscos 
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avaliados. O risco de detecção, porém, só pode ser reduzido, não eliminado, devido às 
limitações inerentes de uma auditoria. Portanto, sempre existe risco de detecção. 
Observação: da mesma maneira que ocorre com o Risco de Controle (uma das espécies do 
risco de distorção relevante), não é possível eliminar totalmente o Risco de Detecção, de 
maneira que sempre existe risco de detecção. Tanto para o risco de controle, quanto para o 
risco de detecção, a causa para a impossibilidade de eliminação é a mesma: a limitação 
inerente da auditoria. 
 
Limitação inerente da auditoria 
A47. O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto, 
não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de 
distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria tem limitações 
inerentes, e, como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao 
auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de 
conclusivas. As limitações inerentes de uma auditoria originam-se da: 
ひ natureza das informações contábeis; 
ひ natureza dos procedimentos de auditoria; e 
ひ necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e a 
um custo razoável. [Grifos não constantes no original] 
 
Finalmente, apresentaremos algumas definições presentes na NBC TA 315 (R1), relacionadas ao 
Risco de Auditoria. 
4. Para fins das normas de auditoria, os termos têm os seguintes significados: 
[...] 
(b) Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta 
de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar 
seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias 
inadequadas. 
[...] 
(d) Procedimentos de avaliação de riscos são os procedimentos de auditoria aplicados para a 
obtenção do entendimento da entidade e do seu ambiente, incluindo o controle interno da 
entidade, para a identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante, 
independentementese causados por fraude ou erro, nos níveis das demonstrações contábeis e 
das afirmações. 
(e) Risco significativo é o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no 
julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria. 
 
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(VUNESP/ DESENVOLVE に Auditor に 2014) Risco de auditoria é o risco de que 
a) o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis 
contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção 
relevante e do risco de detecção. 
b) os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível 
aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante. 
c) os procedimentos inadequadamente executados pelo auditor para a condução da auditoria a 
um nível aceitável e, também, não apresentecondições de evidenciar e detectar operações que 
envolvam riscos que possam ser caracterizadas como relevantes. 
d) o auditor apresente sua opinião de auditoria de forma contundente a respeito de pontos 
relevantes das demonstrações contábeis sobre as quais possua apenas conhecimento superficial. 
e) o auditor expresse sua opinião de auditoria de forma superficial sobre distorções nas 
demonstrações contábeis. 
Comentários: 
Questão aborda o conceito de Risco de Auditoria. Você deve ficar atento às palavras-chaves: 
さopinião inadequadaざàWàさdistorção relevanteざく Segundo a NBC TA 200 (R1): 
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: 
[...] 
(c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada 
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma 
função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
Gabarito: A. 
 
(CESPE に AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS に 2019) A emissão de opinião inadequada do auditor sobre 
demonstrações contábeis finais que contenham distorção relevante caracteriza o risco 
a) de auditoria. 
b) de controle. 
c) de detecção. 
 d) de distorção relevante. 
 e) inerente. 
Comentários: 
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Mais uma que aborda a definição do Risco de Auditoria. Segundo a NBC TA 200 (R1): 
Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada 
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma 
função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
As demais assertivas dizem respeito às espécies do Risco de Auditoria. 
Portanto, alternativa correta é A. 
 
(FCC/ ISS Teresina に Auditor Fiscal に 2016) O risco de distorção relevante é o risco de que as 
demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Segundo a NBC TA 
200, podem ocorrer no nível 
(A) geral da demonstração contábil e no nível da afirmação para classes de transações, saldos 
contábeis e divulgações. 
(B) de controle das normas e registros contábeis e no nível dos processos operacionais e 
administrativos. 
(C) da implementação e manutenção do controle interno e no nível da afirmação para classes de 
transações, saldos contábeis e divulgações. 
(D) de controle das normas e registros contábeis e no nível da afirmação para classes de 
transações, saldos contábeis e divulgações. 
(E) geral da demonstração contábil e no nível dos processos operacionais e administrativos. 
Comentários: 
Questão trata dos níveis em que pode ocorrer os Riscos de Distorção Relevante. De acordo com a 
NBC TA 200 (R1): 
Item A36. Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis: 
 No nível geral da demonstração contábil; e 
 No nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações. 
Gabarito: A. 
 
(FCC/ ALESE に Analista Legislativo - Contabilidade に 2018) A NBC TA 200, que estabelece os 
objetivos gerais do auditor independente e a condução da auditoria em conformidade com 
normas de auditoria, definiu alguns termos e expressões de relevância para interpretação destas 
Normas. De acordo com a referida NBC TA 200, 
a) risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada 
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma 
função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
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b) asseguração razoável é, no contexto da auditoria de demonstrações econômico-financeiras da 
entidade, a interpretação de dados desta natureza, flexibilizada pelo ceticismo profissional. 
c) risco de distorção relevante é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para 
reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente 
que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto, com outras distorções. 
d) risco de detecção é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante 
antes da auditoria. 
e) ceticismo profissional é postura do auditor que reflete a maneira de processar, cautelosamente, 
informação expressa em termos financeiros, a respeito de eventos econômicos positivos ocorridos 
em períodos passados, relativamente a uma entidade específica. 
Comentários: 
Questão aborda aspectos gerais da NBC TA 200, especialmente aqueles ligados ao Risco de 
Auditoria. Vamos analisar cada assertiva: 
Letra A に Correta (nosso gabarito): trata-se da definição exata do Risco de Auditoria. 
Letra B に Errada. Vimos anteriormente que asseguração razoável é um nível elevado, mas não 
absoluto de segurança. 
Letra C に Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de detecção. 
Letra D に Errada. Assertiva traz o conceito do Risco de distorção relevante. 
Letra E に Errada. Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta 
para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação 
crítica das evidências de auditoria. 
Gabarito: A. 
 
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4. RELEVÂNCIA NA AUDITORIA 
Podemos estudar a chamada Relevância da Auditoria sob 2 aspectos. O primeiro diz respeito à 
relevância como atributo, ou característica, da evidência de auditoria. A segunda está relacionada à 
materialidade no planejamento e na execução da auditoria. Nesse último caso, muitas vezes as 
expressões relevância e materialidade são usadas de forma indistinta. 
4.1 に RELEVÂNCIA COMO CARACTERÍSTICA DA EVIDÊNCIA DE AUDITORIA 
Ao estabelecer e executar procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar a relevânciae a 
confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria. A qualidade de toda 
evidência de auditoria é afetada pela relevância e confiabilidade das informações em que ela se 
baseia. 
Percebam então que a relevância é uma das características da evidência de auditoria, que afeta 
diretamente sua qualidade. Devemos recordar que a medida de qualidade da evidência de auditoria 
é chamada de Adequação, enquanto a medida de quantidade é denominada Suficiência. 
Vejamos abaixo a definição de relevância, trazida pela NBC TA 500 (R1) に Evidência de Auditoria. 
Adiantamos que se trata de um conceito abstrato, de difícil assimilação. Saibam, porém, que quando 
aparece em provas geralmente exige-se a literalidade do que consta na norma. 
A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento de auditoria 
e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância das informações a serem 
utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste. Por exemplo, se a 
finalidade de um procedimento de auditoria é testar para verificar se há superavaliação na existência 
ou valorização das contas a pagar, testar as contas a pagar registradas pode ser um procedimento 
de auditoria relevante. Por outro lado, para testar se há subavaliação na existência ou valorização 
das contas a pagar, testar as contas a pagar registradas não seria relevante, mas testar informações 
como desembolsos subsequentes, faturas não pagas, faturas de fornecedores e exceções apontadas 
nos relatórios de recebimento de mercadorias podem ser relevantes. 
Um dado conjunto de procedimentos de auditoria pode fornecer evidência relevante para certas 
afirmações, mas não para outras. Por exemplo, a inspeção de documentos relacionados com a 
cobrança de contas a receber após o fim do período pode fornecer evidência de auditoria referente 
à existência e valorização, mas não necessariamente ao corte. Similarmente, a obtenção de 
evidência de auditoria referente a uma afirmação específica, por exemplo, a existência de estoque, 
não substitui a obtenção de evidência de auditoria referente a outra afirmação, por exemplo, a 
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valorização desse estoque. Por outro lado, evidência de auditoria de diferentes fontes ou de 
diferente natureza pode ser relevante para a mesma afirmação. 
A evidência de auditoria tem natureza cumulativa e é obtida principalmente a partir dos 
procedimentos realizados durante o curso do trabalho. Como vimos acima, a relevância está 
associada à adequação da evidência de auditoria. Adequação é a medida da qualidade da evidência 
de auditoria, isto é, sua relevância e sua confiabilidade para fornecer suporte às conclusões em que 
se fundamenta a opinião do auditor. 
 
 
(CS UFG に Auditor (UFG) に 2017) A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a 
finalidade do procedimento de auditoria e, quando apropriado, sobre a afirmação da 
administração em consideração. A relevância das informações a serem utilizadas como evidência 
de auditoria pode ser afetada 
a) pela direção do teste. 
b) pelas fontes de evidência. 
c) pelas amostras disponíveis. 
d) pela natureza da transação. 
Comentários: 
Questão aborda aspecto pontual acerca da relevância em auditoria, que pode ser afetada pelo 
teste a ser aplicado pelo auditor na busca de evidências para fundamentar a sua opinião. A 
evidência é relevante se for relacionada, de forma clara e lógica, aos critérios e objetivos da 
auditoria; que expõe apenas aquilo que tem importância dentro do contexto e que deve ser levado 
em consideração em face dos seus objetivos. 
Segundo a NBC TA 500(R1): 
Relevância 
A27. A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento de 
auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância das informações a 
serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste. [Grifo 
nosso] 
Nesse tipo de questão, deve ser observada a literalidade da norma, pois é exatamente assim que 
as bancas costumam cobrar. 
Portanto, alternativa correta é A. 
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4.2 に MATERIALIDADE NO PLANEJAMENTO E NA EXECUÇÃO DA AUDITORIA 
A NBC TA 320 (R1) に Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria trata da 
responsabilidade do auditor independente de aplicar o conceito de materialidade no planejamento 
e na execução de auditoria de demonstrações contábeis. 
O objetivo do auditor é aplicar o conceito de materialidade adequadamente no planejamento e na 
execução da auditoria. 
IミキIキ;ノマWミデWがà ;à ミラヴマ;à SWノキマキデ;à ラà ケ┌Wà Yà IラミゲキSWヴ;Sラà さDキゲデラヴN?ラà RWノW┗;ミデWざがà ;ノYマà SWà ;ヮヴWゲWミデ;ヴà
outros importantes conceitos. 
 
Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões 
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. 
 
Julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas, e são 
afetados pela magnitude e natureza das distorções, ou a combinação de ambos. 
 
Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demonstrações 
contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações 
financeiras comuns a usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de 
distorções sobre usuários individuais específicos, cujas necessidades podem variar 
significativamente. 
 
Percebam que に nesse contexto に relevância, materialidade e concretude são sinônimos. 
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é 
afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das 
demonstrações contábeis. Vejam então que não há uma regra (ou valor) pré-definida sobre o que é 
material ou relevante em auditoria. 
O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e 
na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se 
houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor 
independente. 
Mas, afinal, o que é materialidade? 
Para fins das normas de auditoria, materialidade para execução da auditoria significa o valor ou 
valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis 
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como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções 
não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações 
contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da auditoria refere-se, também, 
ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de materialidade para classes 
específicas de transações, saldos contábeis e divulgações. 
A definição acima não é nada intuitiva. Saibam, porém, que não há muito como fugir da literalidade 
desse conceito nas provas da nossa matéria. 
Podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir do qual o Auditor 
começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos a serem executados, 
ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção identificada. Em outraspalavras, 
a materialidade é o montante máximo pelo qual o auditor considera que as demonstrações 
contábeis possam estar distorcidas, sem que isso seja materialmente relevante para os seus 
utilizadores. 
A determinação de materialidade para execução de testes não é um cálculo mecânico simples e 
envolve o exercício de julgamento profissional. É afetado pelo entendimento que o auditor possui 
sobre a entidade, atualizado durante a execução dos procedimentos de avaliação de risco, e pela 
natureza e extensão de distorções identificadas em auditorias anteriores e, dessa maneira, pelas 
expectativas do auditor em relação a distorções no período corrente. 
Assim como ocorre com o planejamento da auditoria propriamente, o auditor deve revisar a 
materialidade para as demonstrações contábeis como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de 
materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso de 
tomar conhecimento de informações durante a auditoria que o teriam levado a determinar 
inicialmente um valor diferente. Em outras palavras, a determinação da materialidade não é algo 
imutável. 
O auditor deve incluir na documentação de auditoria os seguintes valores e fatores considerados 
em sua determinação: 
(a) materialidade para as demonstrações contábeis como um todo; 
(b) se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos 
contábeis ou divulgação; 
(c) materialidade para execução da auditoria; e 
(d) qualquer revisão ラIラヴヴキS;àミラゲàキデWミゲàノキゲデ;Sラゲà;Iキマ;àふさ;ざà;àさIぶ com o andamento da auditoria. 
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Apresentaremos a seguir algumas definições presentes na NBC TA 320 (R1), usualmente cobradas 
em provas. 
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade no 
contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a estrutura de 
relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que: 
 Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões 
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis; 
 Julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas, e são 
afetados pela magnitude e natureza das distorções, ou a combinação de ambos; e 
 Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demonstrações contábeis 
são baseados em considerações sobre as necessidades de informações financeiras comuns a 
usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de distorções sobre usuários 
individuais específicos, cujas necessidades podem variar significativamente. 
A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL に Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação 
de Demonstrações Contábeis indica que, para entidade com fins lucrativos, considerando que 
são os investidores que fornecem o capital de risco para o empreendimento, o fornecimento de 
demonstrações contábeis que atendam suas necessidades atendem, também, a maioria das 
necessidades dos outros usuários das demonstrações contábeis. 
 
4. A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e 
é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários 
das demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma que os usuários: 
(a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de contabilidade e a 
disposição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável diligência; 
(b) entendem que as demonstrações contábeis são elaboradas, apresentadas e auditadas 
considerando níveis de materialidade; 
(c) reconhecem as incertezas inerentes à mensuração de valores baseados no uso de 
estimativas, julgamento e a consideração sobre eventos futuros; e 
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(d) tomam decisões econômicas razoáveis com base nas informações das demonstrações 
contábeis. 
 
6. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre as distorções que são 
consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para: 
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco; 
(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e 
(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria. 
 
A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece necessariamente 
um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão 
sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias relacionadas a algumas distorções 
podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de 
materialidade. Não é praticável definir procedimentos de auditoria para detectar todas as 
distorções que poderiam ser relevantes somente por sua natureza. No entanto, a consideração 
da natureza das potenciais distorções nas divulgações é relevante para o planejamento dos 
procedimentos de auditoria para tratar os riscos de distorção relevante. Adicionalmente, ao 
avaliar o efeito de todas as distorções não corrigidas sobre as demonstrações contábeis, o 
auditor deve considerar não apenas a magnitude, mas, também, a natureza de distorções não 
corrigidas, e as circunstâncias específicas de sua ocorrência. 
Esclarecendo: cuidado com questões que afirmam que há um valor mínimo para classificação 
da relevância ou materialidade. Como vimos acima, não se determina necessariamente um 
さヮキゲラざà ヮ;ヴ;àマ;デWヴキ;ノキS;SWくà Iゲゲラà ヮラヴケ┌Wà as circunstâncias relacionadas a algumas distorções 
podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite global 
de materialidade. 
 
9. Para fins das normas de auditoria, materialidade para execução da auditoria significa o valor 
ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações 
contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que 
as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as 
demonstrações contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da 
auditoria refere-se, também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou 
níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações. 
Esclarecendo: podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir 
do qual o Auditor começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos 
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a serem executados, ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção 
identificada. 
 
10. Ao estabelecer a estratégia global de auditoria, o auditor deve determinar a materialidade 
para as demonstrações contábeiscomo um todo. Se, nas circunstâncias específicas da entidade, 
houver uma ou mais classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação para as 
quais se poderia razoavelmente esperar que distorções de valores menores que a materialidade 
para as demonstrações contábeis como um todo influenciem as decisões econômicas dos 
usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis, o auditor deve determinar, também, 
o nível ou níveis de materialidade a serem aplicados a essas classes específicas de transações, 
saldos contábeis e divulgações. 
Esclarecendo: durante o planejamento da auditoria o auditor deve determinar a materialidade 
geral (para as demonstrações contábeis como um todo). Caso haja necessidade, o auditor 
determina também níveis de materialidade específicos. Esses níveis são, de acordo com a 
norma, menores que a materialidade geral. 
 
11. O auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de 
avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de 
procedimentos adicionais de auditoria. 
 
A1. [...] A materialidade e os riscos de auditoria são levados em consideração durante a 
auditoria, especialmente na: 
(a) identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante; 
(b) determinação da natureza, época e extensão de procedimentos adicionais de auditoria; e 
(c) avaliação do efeito de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações 
contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. 
 
A2. A identificação e a avaliação dos riscos de distorção relevante envolve o uso de julgamento 
profissional para identificar as classes de transações, os saldos contábeis e as divulgações, 
incluindo divulgações qualitativas, cuja distorção pode ser relevante (ou seja, em geral, 
distorções são consideradas relevantes se puder ser razoavelmente esperado que elas 
influenciem as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações 
contábeis como um todo). Ao considerar se distorções em divulgações qualitativas podem ser 
relevantes, o auditor pode identificar fatores relevantes, tais como: 
 as circunstâncias da entidade para o período (por exemplo, a entidade pode ter se envolvido 
na combinação de negócios significativa durante o período); 
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 a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo mudanças nessa estrutura (por 
exemplo, nova norma para apresentação de relatório financeiro pode exigir novas divulgações 
qualitativas que sejam significativas para a entidade); 
 divulgações qualitativas que são importantes para os usuários das demonstrações contábeis 
devido à natureza da entidade (por exemplo, divulgações de risco de liquidez podem ser 
importantes para os usuários das demonstrações contábeis de instituição financeira). 
 
A3. No caso de entidade do setor público, os legisladores e reguladores são frequentemente os 
principais usuários das demonstrações contábeis. Além disso, as demonstrações contábeis 
podem ser utilizadas para se tomar outras decisões que não sejam econômicas. A 
determinação da materialidade para as demonstrações contábeis como um todo (e, se 
aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos 
contábeis ou divulgação) em uma auditoria das demonstrações contábeis de entidade do 
setor público é, portanto, influenciada por lei, regulamentação ou outra autoridade e pelas 
necessidades de informações financeiras de legisladores e do público em relação a programas 
do setor público. 
Esclarecendo: podemos inferir que a determinação da materialidade em entidades do setor 
público é diferente em relação a entidades privadas. Isso decorre das necessidades específicas 
de usuários (legisladores, etc.), da própria função pública (em que por vezes o interesse 
econômico é secundário), e também por previsões legais ou regulamentares. 
 
A13. Planejar a auditoria somente para detectar distorção individualmente relevante 
negligencia o fato de que as distorções individualmente irrelevantes em conjunto podem levar 
à distorção relevante das demonstrações contábeis e não deixa margem para possíveis 
distorções não detectadas. A materialidade para execução da auditoria (que, conforme 
definição, é um ou mais valores) é fixada para reduzir a um nível adequadamente baixo a 
probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto nas 
demonstrações contábeis excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como 
um todo. Da mesma forma, a materialidade para execução da auditoria relacionada a um nível 
de materialidade determinado para classe específica de transações, saldos contábeis ou 
divulgação é fixada para reduzir a um nível adequadamente baixo a probabilidade de que as 
distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto nessa classe específica de transações, 
saldos contábeis ou divulgação excedam o nível de materialidade para essa classe específica de 
transações, saldos contábeis ou divulgação. A determinação de materialidade para execução 
de testes não é um cálculo mecânico simples e envolve o exercício de julgamento profissional. 
É afetado pelo entendimento que o auditor possui sobre a entidade, atualizado durante a 
execução dos procedimentos de avaliação de risco, e pela natureza e extensão de distorções 
identificadas em auditorias anteriores e, dessa maneira, pelas expectativas do auditor em 
relação a distorções no período corrente. 
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(VUNESP/ IPSM SJC に Analista de Gestão Municipal / Contabilidade に 2018) Suponha que, ao 
auditar determinada entidade, se descubra, dentre seus registros operacionais, que, no conjunto 
de demonstrações contábeis consta a informação de uma Receita de Vendas no valor de 
R$ 1.000.000; mas, na verdade, esse recebimento foi fruto do ganho de um processo judicial pela 
empresa. Esse fato configura um problema do ponto de vista de sua materialidade, em função 
a) de seu potencial de alterar decisões dos usuários. 
b) da norma da objetividade. 
c) do princípio da entidade e do postulado da continuidade. 
d) da norma da consistência dentre os períodos. 
e) de já ter ocorrido o recebimento. 
Comentários: 
Questão cobra o conhecimento do item 2, da NBC TA 320. Veja mais uma vez: 
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade no 
contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a estrutura de 
relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que: 
 Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões econômicas 
de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis [...]; 
Gabarito: A. 
 
(CESPE/ Polícia Científica PE に Ciências Contábeis に 2016) Acerca de auditoria de demonstrações 
contábeis, assinale a opção correta. 
c) O conceito de materialidade é objetivo, de utilização obrigatória e está expressamente 
determinado nas Normas Brasileiras de Contabilidade. 
Comentários: 
Vamos analisar somente a alternativa C, uma vez que as demais estão fora do escopo dos temas 
tratados neste relatório. 
Como dissemos, não há uma regra (ou valor) pré-definida sobre o que é マ;デWヴキ;ノàラ┌àヴWノW┗;ミデWくàさA 
determinação de materialidade pelo auditoré uma questão de julgamento profissional e é afetada 
pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das 
demonstrações contábeisくざàふIデWマàヴà- NBC TA 320 R1). Assim, podemos entender a assertiva em 
comento como INCORRETA, uma vez que o conceito de materialidade não é objetivo. 
Gabarito: assertiva ERRADA. 
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5. LISTA DE QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES 
 
 
 
 
1. (VUNESP/ TJ SP に Contador Judiciário に 2019) 
Segundo as normas brasileiras de auditoria interna, é correto afirmar que 
;ぶàラàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato intencional ou não de omissão e manipulação de transações 
e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
b) os testes de observância visam à obtenção de segurança absoluta de que os controles 
internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto 
ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. 
c) esta deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e 
erros, obrigando-se a informá-la, em reunião presencial, de maneira ostensiva, sobre quaisquer 
indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. 
d) esta deve ser documentada apenas por meio de registros elaborados em meio físico, que 
devem ser organizados e arquivados na sede da organização auditada de forma sistemática e 
racional. 
e) os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de 
controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as 
circunstâncias o exigirem. 
 
2. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に Gestão Tributária に 2018) 
Quanto aos riscos de auditoria, um exemplo de risco de controle é: 
a) a não presença de um funcionário no caixa, o que pode facilitar furtos. 
b) quando, mesmo havendo um funcionário no caixa, este cometer erros. 
c) quando o auditor, ao fazer testes, usa amostras muito pequenas. 
d) quando o desenvolvimento tecnológico pode tornar um produto obsoleto. 
e) quando oscilações financeiras comprometem o patrimônio da empresa. 
 
3. (VUNESP/ PAULIPREV に Controlador Interno に 2018) 
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さJ┌ノェ;マWミデos sobre a materialidade são estabelecidos levando-se em consideração as 
circunstâncias envolvidas e são afetados pela percepção que o auditor tem das necessidades 
dos usuários das demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção, ou 
por ┌マ;àIラマHキミ;N?ラàSWà;マHラゲくざàふNBC-TA 200 (R1)) 
Esse texto está ligado ao conceito fundamental de materialidade, a respeito do qual é correto 
afirmar que 
a) em geral, as distorções, inclusive as omissões, são consideradas relevantes se for razoável 
esperar que, individual ou conjuntamente, elas influenciem as decisões econômicas dos 
usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. 
b) a opinião do auditor considera as demonstrações contábeis em todas as suas partes e, 
portanto, o auditor é responsável pela detecção de distorções, ainda que não sejam relevantes 
para as demonstrações contábeis como um todo. 
c) é aplicado pelo auditor apenas no planejamento da auditoria, pois, na fase de execução, 
deve vigorar o princípio do conservadorismo, o qual determina que qualquer distorção nas 
demonstrações contábeis deve conduzir a uma opinião negativa. 
d) julgamentos sobre materialidade são feitos em termos abstratos, apartados das 
circunstâncias concretas envolvidas, e são afetados pela magnitude e natureza das distorções, 
ou pela combinação de ambos. 
e) na avaliação da materialidade, é considerado o possível efeito de distorções sobre usuários 
individuais específicos, visto que suas necessidades podem variar significativamente. 
 
4. (VUNESP/ IPSM SJC に Analista de Gestão Municipal / Contabilidade に 2018) 
Suponha que, ao auditar determinada entidade, se descubra, dentre seus registros 
operacionais, que, no conjunto de demonstrações contábeis consta a informação de uma 
Receita de Vendas no valor de R$ 1.000.000; mas, na verdade, esse recebimento foi fruto do 
ganho de um processo judicial pela empresa. Esse fato configura um problema do ponto de 
vista de sua materialidade, em função 
a) de seu potencial de alterar decisões dos usuários. 
b) da norma da objetividade. 
c) do princípio da entidade e do postulado da continuidade. 
d) da norma da consistência dentre os períodos. 
e) de já ter ocorrido o recebimento. 
 
5. (VUNESP/ Pref. Registro に Analista Contábil に 2018) 
O conceito de ____________ é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da 
auditoria, e na avaliação do efeito ______________ na auditoria e de distorções não corrigidas, 
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se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor 
independente. 
Com base nas Normas Brasileiras Contabilidade, no que tange a procedimentos de auditoria, 
assinale a alternativa que completa a frase, correta e respectivamente. 
;ぶàáマラゲデヴ;àぐàS;àゲWノWN?ラàWゲデ;デケゲデキI; 
HぶàPヴラIWSキマWミデラàSWà;┌Sキデラヴキ;àぐàSラゲàヮヴラIWゲゲラゲà;ミ;ノキゲ;Sラゲ 
IぶàPヴラェヴ;マ;àSWà;┌Sキデラヴキ;àぐàS;àノWキtura dos controles internos 
SぶàRキゲIラàぐàSラゲàWヴヴラゲàS;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラ 
WぶàM;デWヴキ;ノキS;SWàぐàSWàSキゲデラヴNロWゲàキSWミデキaキI;S;ゲ 
 
6. (VUNESP/ CGM São Paulo - Auditor Municipal de Controle Interno に 2015) 
Na revisão da materialidade no decorrer do processo de auditoria, se o auditor concluir que é 
apropriada a materialidade mais baixa para as demonstrações contábeis tomadas em conjunto 
(e, se aplicável, para o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, 
saldos contábeis ou divulgação) do que inicialmente determinado, o auditor deve 
a) definir um novo nível de materialidade para execução da auditoria, independentemente da 
natureza e da extensão dos procedimentos adicionais. 
b) informar as pessoas envolvidas que não é possível realizar a auditoria com a materialidade 
previamente determinada, uma vez que a materialidade nunca pode ser revisada para baixo. 
c) revisar a materialidade para execução da auditoria e solicitar aprovação do superior imediato 
para a execução dos novos níveis adotados, não sendo necessário, nesse momento, verificar a 
adequação dos procedimentos adicionais. 
d) perguntar para os envolvidos nos trabalhos qual seria o nível mais adequado para a definição 
da nova materialidade. 
e) determinar se é necessário revisar a materialidade para execução da auditoria e se a 
natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria continuam 
apropriados. 
 
7. (VUNESP/ TJ SP に Contador Judiciário に 2015) 
É responsabilidade do auditor 
a) prevenir e detectar erros e fraudes. 
b) identificar e avaliar os riscos de distorções relevantes, exceto se houver fraude. 
c) jamais se retirar do trabalho, mesmo se houver suspeita de fraude. 
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d) em caso de suspeita de fraude, comunicar-se com acionistas ou contratantes da auditoria, 
mas nunca com as autoridades reguladoras, tendo em vista o sigilo do trabalho. 
e) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis não contêm distorções 
relevantes. 
 
8. (VUNESP/ DESENVOLVE に Auditorに 2014) 
Risco de auditoria é o risco de que 
a) o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações 
contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de 
distorção relevante e do risco de detecção. 
b) os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível 
aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante. 
c) os procedimentos inadequadamente executados pelo auditor para a condução da auditoria 
a um nível aceitável e, também, não apresentecondições de evidenciar e detectar operações 
que envolvam riscos que possam ser caracterizadas como relevantes. 
d) o auditor apresente sua opinião de auditoria de forma contundente a respeito de pontos 
relevantes das demonstrações contábeis sobre as quais possua apenas conhecimento 
superficial. 
e) o auditor expresse sua opinião de auditoria de forma superficial sobre distorções nas 
demonstrações contábeis. 
 
9. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に Gestão Tributária に 2015) 
Segundo a NBC TA 200, o risco de auditoria é função dos riscos 
a) de amostragem e de aderência. 
b) inerentes e sistemáticos. 
c) sistemáticos e não sistemáticos. 
d) de distorções relevantes e de detecção. 
e) de aderência e materialidade. 
 
10. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に TI に 2015) 
O risco que está intimamente relacionado com a natureza, a época e a extensão dos 
procedimentos realizados pelo auditor é denominado risco 
a) inerente. 
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b) de controle. 
c) de detecção. 
d) anômalo. 
e) de aderência. 
 
11. (VUNESP/ Pref. SP に AMCI に Geral に 2015) 
Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção 
relevante antes da auditoria. Nesse caso, a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma 
transação, saldo contábil ou divulgação a uma distorção que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer 
controles relacionados, refere-se a um risco 
a) de controle. 
b) de opinião. 
c) subjetivo. 
d) inerente. 
e) de procedimento. 
 
12. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) 
Entre os riscos envolvidos em uma auditoria, o único que existe apenas em função da realização 
do trabalho de auditoria é o risco 
a) residual. 
b) de controle. 
c) de detecção. 
d) de distorção relevante. 
e) inerente. 
 
13. (CESPE に Analista Portuário (EMAP) /Financeira e Auditoria Interna に 2018) 
Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução dos 
trabalhos do auditor, julgue o item que se segue. 
Quando da avaliação do risco de detecção, o auditor deve levar em conta que a organização 
está exposta ao risco independentemente de quaisquer ações gerenciais que possam reduzir a 
probabilidade de sua ocorrência ou seu impacto 
 
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14. (CESPE - Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) - 2018) 
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 
Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na análise de risco é a extensão 
da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. 
 
15. (CESPE - Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) - 2018) 
 Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 
 Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase de 
planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações relacionadas aos 
procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a complexidade das transações 
e das operações. 
 
16. (CESPE - Analista de Controle (TCE-PR)/Contábil - 2016) 
A respeito dos procedimentos preliminares de auditoria relacionados à identificação e 
avaliação de riscos, assinale a opção correta. 
a) Todas as informações obtidas pelo auditor em auditorias prévias na mesma entidade 
auditada terão de ser consideradas na avaliação de riscos. 
b) No exame dos riscos decorrentes do uso da tecnologia de informação, cabe exclusivamente 
ao auditor a tarefa de verificar a fidedignidade dos relatórios eletrônicos que forem gerados. 
c) As conclusões e os pareceres da auditoria interna a respeito das demonstrações contábeis 
são considerados irrelevantes para o auditor independente. 
d) Os riscos de negócio devem constituir declarações da administração, explícitas ou não, 
incorporadas às demonstrações contábeis. 
e) Procedimentos analíticos de avaliação de riscos incluem a análise de informações como, por 
exemplo, a relação entre compras e volume de produtos em estoque. 
 
17. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis/Fiscalização - 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
Risco inerente consiste na possibilidade de que uma afirmação a respeito de uma classe de 
transação seja distorcida; risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de 
uma transação, saldo contábil ou divulgação. 
 
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18. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) 
Julgue os itens a seguir, acerca de fraudes e erros nas organizações. 
I Todos os empregados devem ser igualmente supervisionados, mas deve-se dedicar especial 
atenção àqueles que possuem pouco conhecimento, pouca aptidão para o cargo ocupado e 
que não aceitam assumir responsabilidades extras. 
II Processos e controles automáticos descartam o erro não intencional e, por isso, evitam a 
fraude. 
III A escolha ou mudança nas políticas contábeis da entidade, em especial aquelas subjetivas e 
em transações complexas, pode indicar fraude nas informações financeiras. 
IV A incorporação de elementos de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos de 
auditoria ajuda a reduzir fraudes. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
e) II, III e IV. 
 
19. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) 
O contador de determinada empresa considerou, equivocadamente, o valor bruto das vendas 
de longo prazo, em vez do lucro dessas vendas, na apuração do valor da reserva de lucros a 
realizar a ser registrado no patrimônio líquido da entidade. Uma auditoria independente nas 
demonstrações contábeis identificou, além da referida distorção de registro, uma falsificação 
de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de estoques, o que gerou 
distorção no valor do ativo. Essas foram as únicas distorções encontradas nas demonstrações 
contábeis. 
Na situação hipotética descrita no texto, o auditor estará correto se concluir que 
a) parte do lucro obtido foi distribuída indevidamente. 
b) o resultado do exercício apresentou distorções em razão de mudanças de práticas contábeis. 
c) as demonstrações contábeis apresentam distorções relevantes. 
d) as demonstrações contábeis espelham fielmente a situação econômica da empresa. 
e) o balanço patrimonial carece de notas explicativas. 
 
20. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS)- 2018) 
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O contador de determinada empresa considerou,equivocadamente, o valor bruto das vendas 
de longo prazo, em vez do lucro dessas vendas, na apuração do valor da reserva de lucros a 
realizar a ser registrado no patrimônio líquido da entidade. Uma auditoria independente nas 
demonstrações contábeis identificou, além da referida distorção de registro, uma falsificação 
de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de estoques, o que gerou 
distorção no valor do ativo. Essas foram as únicas distorções encontradas nas demonstrações 
contábeis. 
Na situação hipotética constante do texto, o auditor 
a) deverá provocar o Poder Judiciário no caso de identificar ou suspeitar de fraude. 
b) poderia garantir que não houve fraude nem erro somente se tivesse acesso a uma 
amostragem mais robusta. 
c) será responsabilizado, junto com a diretoria da empresa, em caso de fraude. 
d) deverá emitir parecer de auditoria excluindo a responsabilidade do contador quanto à 
fraude. 
e) não poderá garantir que o trabalho de auditoria realizado está livre de fraude. 
 
21. (CESPE - Analista Judiciário (TRE TO)/Contabilidade / Administrativa - 2017) 
João, analista judiciário de um tribunal regional eleitoral, apresentou prestação de contas de 
uma viagem realizada para representar o respectivo órgão público. Durante a revisão dos 
documentos, em um procedimento de auditoria interna, ficou constatado que, dos dezoito 
recibos de táxi apresentados por ele, oito tinham o nome e a assinatura do mesmo taxista; 
entretanto, desses oito, apenas cinco haviam sido preenchidos integralmente pelo taxista; no 
preenchimento dos valores dos demais, percebia-se claramente a caligrafia de João. Ao ser 
questionado pela auditoria interna, ele respondeu que preenchera os valores nos recibos a 
pedido do taxista, que estava apressado. João afirmou, ainda, haver registrado as quantias 
devidamente pagas por ele em dinheiro. 
Nessa situação hipotética, à luz dos conceitos de erro e fraude adotados pelas Normas 
Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria interna (NBC TI 01), o auditor, inicialmente, 
deverá classificar o ato como indicativo de 
a) erro, por ser ato não intencional e não conter má-fé. 
b) erro, por ser ato intencional, porém não conter má-fé. 
c) fraude e erro, por ser ato intencional, mas não conter má-fé. 
d) fraude, por ser ato não intencional, mas conter má-fé. 
e) fraude, por ser ato intencional, mesmo que não tenha má-fé. 
 
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22. (CESPE に Inspetor de Controle Externo (TCE-RN)/Administração, Contabilidade, Direito ou 
Economia - 2015) 
Com relação a técnicas, procedimentos e relatórios de auditoria, julgue o item a seguir. 
A infringência a leis e regulamentos, detectada pelo auditor e não corrigida ou comunicada 
pela organização prestadora de serviços, e passível de afetar entidades usuárias, não autoriza 
o auditor a comunicar os fatos aos órgãos reguladores ou fiscalizadores. 
 
23. (CESPE に PCie PE に Perito Criminal に Ciências Contábeis に 2016) 
A respeito da detecção de fraudes em auditorias, assinale a opção correta. 
a) Em regra, o auditor não deve aceitar como legítimos os registros e documentos da entidade 
auditada. 
b) Toda distorção detectada pelo auditor nas demonstrações contábeis é considerada fraude. 
c) A responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é primordialmente do auditor. 
d) Devido às limitações inerentes à auditoria, é inevitável o risco de que distorções relevantes 
não sejam detectadas. 
e) A inserção intencional de distorções nas demonstrações contábeis para a obtenção de 
vantagem injusta ou ilegal constitui fator de risco de fraude. 
 
24. (FCC に Auditor Fiscal に SEFAZ GO に 2018) 
Fatores de risco para a ocorrência de fraude são pressões/incentivos, oportunidades ou 
atitudes/racionalizações que ocorrem naturalmente nos mercados, mas que acabam por 
favorecer o surgimento de distorções relevantes e intencionalmente causadas nas 
demonstrações contábeis. A alternativa que contém, respectivamente, uma pressão/incentivo, 
uma oportunidade e uma atitude/racionalização reconhecidas nas normas como fatores de risco 
é: 
a) Mudança previstas nos planos de benefícios dos empregados / obrigações financeiras pessoais 
/ relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com acesso a dinheiro. 
b) Alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada por declínio da margem de 
retorno / garantias pessoais em dívidas da entidade / partes significativas da remuneração 
atreladas a metas agressivas de performance. 
c) Demissões previstas de empregados / ativos pequenos sem identificação clara de propriedade 
/ mudança do estilo de vida de funcionários com acesso a ativos. 
d) Tolerância a pequenos roubos / remuneração incompatível com a expectativa / grandes 
quantias em dinheiro em mãos. 
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e) Segregação inadequada de funções / investigação inadequada da vida pregressa de candidatos 
a empregos / falta de conciliação completa de ativos. 
 
25. (FCC - Analista Legislativo (ALESE)/Contabilidade / Apoio Técnico Administrativo - 2018) 
A NBC TA 240, que trata da Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, no contexto da 
Auditoria das Demonstrações Contábeis, estabelece quais são os objetivos do auditor. De 
acordo com esta NBC, encontram-se entre os objetivos do auditor 
a) reparar, sempre que possível, distorções relevantes nas demonstrações contábeis, 
decorrentes de fraudes, minimizando as consequências para a empresa. 
b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, 
decorrente de fraude, bem como responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de 
fraude identificada durante a auditoria. 
c) comunicar ao Ministério Público distorções relevantes nas demonstrações contábeis, 
decorrentes de fraudes, e, tratando-se de instituição ligada ao mercado de valores mobiliários, 
solicitar, justificadamente, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
d) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude identificada em relação a 
tributos não lançados ou não pagos, exceto quanto àqueles devidos na qualidade de 
responsável ou substituto tributário, comunicando o fato à Fazenda Pública interessada. 
e) obter evidências de auditoria sobre os riscos identificados de distorção relevante e 
decorrente de fraude, comunicando o resultado da auditoria ao Banco Central do Brasil, em 
prazo não superior a 30 dias, quando se tratar de evidências obtidas junto a instituições 
financeiras. 
 
26. (FCC - Analista Legislativo (ALESE)/Contabilidade / Apoio Técnico Administrativo - 2018) 
De acordo com a NBCTA 240, que regula a Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, 
no contexto da Auditoria das Demonstrações Contábeis, as distorções nestas demonstrações 
a) podem originar-se de fraude leve ou de fraude grave, sendo que o fator que distingue uma 
da outra é que a fraude grave é dolosa, enquanto que a fraude leve não o é. 
b) só podem originar-se de fraude leve, de fraude grave ou de erro inescusável, sendo que na 
fraude grave há dolo, na fraude leve não há dolo, mas há culpa grave, e no erro há culpa leve. 
c) só podem originar-se de fraude in eligendo, de fraude in vigilando, de erro inescusável e de 
erro escusável, sendo que as duas modalidades de fraude não são intencionais, pois não são 
praticadas pela administração, mas pelos responsáveis pela governança, enquanto que os erros 
inescusáveis são intencionais e se revestem de características dolosas. 
d) também podem originar-se de fraude presumida, decorrente de culpa in eligendo, que 
ocorre quando se preenchem os quadros da empresacom funcionários destinados a praticar 
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atos fraudulentos, ou de culpa in vigilando, que ocorre quando se exerce incentivo ou pressão 
sobre funcionários para que eles passem a praticar ou tolerar a prática de ato fraudulento. 
e) podem originar-se de fraude ou erro, sendo que o fator distintivo entre fraude e erro está 
no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas 
demonstrações contábeis. 
 
27. (FCC - Analista em Gestão (DPE AM)/Ciências Contábeis/ Especializado de Defensoria - 2018) 
Analisando uma série de notas fiscais em processos relativos a adiantamentos de fundos, o 
servidor encarregado do controle interno lembrou-se de ter visto o nome do mesmo 
estabelecimento comercial em outro processo que já havia sido aprovado. 
Ele procedeu à recuperação do processo no arquivo e, comparando documentos, pôde 
averiguar que se tratava da imagem do mesmo cupom fiscal juntado em duas prestações de 
contas. 
Acerca dessa situação hipotética, 
a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua memória, pois excedeu a 
amplitude definida no planejamento de auditoria, tendo o desarquivamento e a análise do 
documento ocorrido fora das hipóteses previstas nas normas de auditoria. 
b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em relação à primeira prestação 
de contas de adiantamento, haja vista a sua aprovação. 
c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude, que, por configurar crime, deve 
ser de imediato comunicada à autoridade policial. 
d) apenas da narrativa acima não se conclui que ocorreu fraude, mas o papel pode constituir 
evidência de auditoria em processo administrativo. 
e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance supre o vício de duplicidade. 
 
28. (FCC - Analista Judiciário (TRT 24ª Região)/Contabilidade/ Administrativa - 2017) 
De acordo com a conceituação prevista na NBC TA 240, que trata da responsabilidade do 
auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, 
a) demonstrações contábeis devem ser consideradas fraudulentas apenas quando decorram 
de manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou documentos 
comprobatórios que serviram de base à sua elaboração. 
b) fatores de risco de fraude, quando detectados e documentados pelo auditor, devem ser 
relatados como evidência da ocorrência de fraude, ou, no mínimo, de distorção relevante. 
c) o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente veda 
qualquer espécie de comunicação de identificação de fraude a autoridades de supervisão. 
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d) fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para 
que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. 
e) a aplicação incorreta, intencional, dos princípios contábeis relativos a valores, classificação, 
forma de apresentação ou divulgação poderá ensejar distorção significativa decorrente de 
erro, não caracterizando, contudo, fraude.. 
 
29. (FCC - Analista Judiciário (TRF 3ª Região)/Contadoria / Apoio Especializado - 2016) 
Nos termos da NBC TA 240, considere: 
I. Erro que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
II. Distorção decorrente de informações fraudulentas. 
III. Distorção decorrente de apropriação indébita de ativos. 
É distorção intencional pertinente para o auditor o que consta em 
a) I e III, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) II e III, apenas. 
 
30. (FCC - Auditor Fiscal da SEFAZ MA - 2016) 
Na auditoria realizada na companhia distribuidora de peças e acessórios para veículos leves e 
pesados, o auditor registrou as seguintes constatações: 
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como 
receitas de aplicações financeiras. 
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do ICMS 
referente a compras para comercialização. 
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto no 
pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente. 
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na 
tesouraria da empresa. 
Segundo as Normas de Auditoria, as constatações registradas pelo auditor caracterizam, 
respectivamente, 
a) fraude, erro, fraude e fraude. 
b) erro, fraude, fraude e fraude. 
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c) erro, fraude, erro e fraude. 
d) fraude, fraude, erro e erro. 
e) erro, fraude, fraude e erro. 
 
31. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) / Auditoria de Tecnologia da 
Informação/Controle Externo - 2015) 
Um analista de sistemas alterou uma informação sobre o faturamento de uma empresa 
diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de informação que deveria utilizar. 
Apesar de não ser essa a intenção do analista, a alteração gerou distorção nos registros da 
empresa em relação a sua realidade fiscal. Referente ao ato do analista e a responsabilidade 
do auditor independente das demonstrações contábeis que identificou a situação, é correto 
afirmar que 
a) não é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
fraude. 
b) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
fraude. 
c) é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
erro. 
d) é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu erro. 
e) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
erro. 
 
32. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE)/Auditoria Governamental / Controle Externo - 
2015) 
NラàW┝;マWàS;ゲàIラミデ;ゲàH;ミI=ヴキ;ゲàЪàB;ミIラゲàCラミデ;àMラ┗キマWミデラàSラàB;ノ;ミNラàP;デヴキマラミキ;ノàS;àEマヮヴWゲ;à
de Distribuição de Gás e Gasolina para os hospitais estaduais, o auditor independente 
constatou que o encarregado da tesouraria da entidade desviou R$ 90.000,00 para conta 
bancária própria. Para justificar-se, foi apresentada ao auditor a quitação de uma duplicata 
ヴWaWヴWミデWà;à┌マ;àIラマヮヴ;àaキIデケIキ;くà“Wェ┌ミSラà<ゲàNラヴマ;ゲàSWàá┌Sキデラヴキ;àЪàNBCàTáゲがàラà;デラàヮヴ;デキI;Sラà
pelo encarregado da tesouraria caracteriza 
a) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do auditor independente. 
b) um roubo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do controle interno da 
entidade. 
c) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é dos responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração. 
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d) um desvio de ativo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do conselho fiscal da 
entidade. 
e) uma evidência de auditoria que produz distorções irrelevantes nas demonstrações contábeis 
da entidade. 
 
33. (FCC に TRT 11ª Região に An. Judiciário/Contabilidade に 2017) 
De acordo com a NBC TA 240 (R1), no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, a 
responsabilidade do auditor em relação à fraude é EXCETO: 
a) O ceticismo profissional é um dos requisitos para o trabalho de auditoria considerando o 
potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecero fato de que 
procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção 
de fraude. 
b) A discussão entre os membros da equipe de trabalho para determinar os assuntos que 
devem ser comunicados aos membros da equipe, deve enfatizar especialmente como e em que 
pontos as demonstrações contábeis da entidade são suscetíveis de distorção relevante 
decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode ocorrer. 
c) Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o auditor 
deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de receitas, avaliar 
que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses riscos. 
d) O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da administração vir 
a burlar os controles, precisa aplicar outros procedimentos de quando há riscos adicionais 
específicos de que a administração possa burlar os controles não cobertos pelos 
procedimentos já aplicados. 
e) Nos casos em que o auditor identifique a ocorrência de fraudes ou obtido informações que 
indiquem a possibilidade de fraude, o auditor deve, exclusivamente, comunicar estes assuntos 
de maneira formal ao principal da entidade, desde que este não seja o responsável pela 
governança. 
 
34. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) 
Com relação às afirmações e aos riscos relativos às demonstrações financeiras, assinale a opção 
correta. 
a) Os riscos e as afirmações se relacionam às demonstrações de maneira parcial. 
b) Os riscos se relacionam de forma generalizada às demonstrações financeiras como um todo. 
c) A existência é uma afirmação restrita às transações de contas que englobam bens tangíveis. 
d) A ocorrência é uma afirmação que se refere a todos os saldos iniciais. 
e) As afirmações e os riscos restringem-se às contas de resultado nas demonstrações. 
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35. (CESPE - Auditor (FUB) - 2013) 
De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução 
CFC n.º 986/2003, julgue o item que se segue. 
A diferença estabelecida entre o erro e a fraude decorre da relevância do ato em termos do 
impacto que pode provocar como resultado de omissão que afete registros e relatórios tanto 
em termos físicos como monetários. 
 
36. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização - 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
O auditor deve preparar respostas gerais para tratar dos riscos que podem advir de distorções 
relevantes constatadas na auditagem de demonstrações contábeis. Esse procedimento 
contribuirá para que o auditor defina e execute procedimentos apropriados, como testes e 
investigações, com o objetivo de obter evidências de auditoria. 
 
37. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização - 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
O nível aceitável de risco de detecção está diretamente relacionado com os riscos avaliados de 
distorção relevante no nível da afirmação. Desse modo, quanto menores forem os riscos de 
distorção relevante que o auditor pensa existir, menor será o risco de detecção que pode ser 
aceito. 
 
38. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/2016/ Administração/Administrativa - 2016) 
Com relação ao planejamento da auditoria, julgue o item subsequente. 
Para a determinação do risco de auditoria, o auditor deve avaliar o ambiente de controle da 
entidade, que compreende, entre outros aspectos, a definição das competências e 
responsabilidades de cada setor ou empregado, bem como o sistema de aprovação e registro 
das transações. 
 
39. (CESPE - Contador (DPU) - 2016) 
Acerca dos procedimentos e testes de auditoria no setor público, julgue o seguinte item. 
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A correta aplicação dos procedimentos de auditoria por parte do auditor elimina o risco de 
detecção. 
 
40. (CESPE に Auditor (FUB) - 2013) 
No que se refere ao planejamento de auditoria e suas etapas, julgue o próximo item. 
O risco inerente deve ser avaliado desconsiderando-se a existência de controles na instituição; 
por sua vez, o risco de controle é avaliado quanto à vulnerabilidade do sistema de controles 
internos. O risco de detecção, diferentemente, relaciona-se ao fato de o auditor não descobrir 
eventuais erros ou irregularidades relevantes por não estarem inclusos na pauta do trabalho 
realizado. 
 
41. (CESPE に TCU に Auditor Federal de Controle Externo/Auditoria Governamental/Controle 
Externo に 2015) 
Julgue o item, acerca das normas técnicas de auditoria. 
O risco de auditoria é a possibilidade de o auditor, por algum motivo alheio a sua vontade, vir 
a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis 
significativamente incorretas. Para fins de análise, o risco de auditoria divide-se em três 
componentes: risco inerente, risco de controle e risco de detecção. 
 
42. (FGV に ISS Recife / Auditor Fiscal に 2014) 
Sobre a produção e detecção de fraude, analise as afirmativas a seguir. 
I. O auditor, que realiza auditoria de acordo com as normas, deve garantir que as 
demonstrações contábeis como um todo não apresentem distorções relevantes, causadas por 
fraude ou erro. 
II. O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais baixo do 
que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro. 
III. A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela 
governança da entidade e por sua administração. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa II estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
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43. (FEPESE - Analista Legislativo (CM Palhoça)/Contador - 2015) 
As diferenças entre erro e fraude descritas nos manuais são normalmente as seguintes: 
;ぶà Oà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ;ヮノキI;-se a ato não intencional de omissão e/ou manipulação de 
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e 
demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monWデ=ヴキラゲくàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-
se a ato intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos 
na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações 
e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
HぶàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e 
operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. OàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato não-
intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na 
elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e 
operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
IぶàT;ミデラàラàデWヴマラàさaヴ;┌SWざàケ┌;ミデラàラàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;マ-se a atos intencionais de omissão e/ 
ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, 
informações e demonstraçõescontábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
Sぶà T;ミデラà ラà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ラ┌à さWヴヴラざà ;ヮノキI;マ-se a atos não-intencionais de omissão, 
desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, 
informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, 
tanto em termos físicos quanto monetários. 
WぶàOàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e 
operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
coミデ=HWキゲがà デ;ミデラàWマàデWヴマラゲàaケゲキIラゲàケ┌;ミデラàマラミWデ=ヴキラゲくàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-se a ato não-
intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na 
elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e 
operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
 
44. (CESPE に TCE PR に Analista de Controle に Administração に 2016) 
Assinale a opção correta, com referência à determinação da materialidade e da relevância no 
planejamento e na execução da auditoria. 
a) No caso de entidades com fins lucrativos, as demonstrações contábeis tidas como relevantes 
para o público em geral podem não ser relevantes para os investidores que fornecem o capital 
de risco para o empreendimento. 
b) Na determinação da materialidade, o auditor deve pressupor que os usuários do relatório 
de auditoria desconhecem os negócios e a atividade da entidade auditada. 
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c) É indispensável determinar um valor mínimo para a classificação de relevância das distorções 
encontradas. 
d) Nas auditorias das demonstrações contábeis, a definição de materialidade para entidades 
públicas segue as mesmas regras e condições adotadas para as entidades privadas. 
e) Determinada distorção pode ser considerada irrelevante em termos materiais, ainda que 
afete a decisão de um usuário específico da informação contábil. 
 
45. (CESPE に TCE PA に Analista de Controle Externo に Direito に 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
No planejamento da auditoria, os pisos de valores adotados para determinar a materialidade 
para as demonstrações contábeis como um todo podem ser superiores aos utilizados para 
transações específicas; dependem de como distorções de valores menores possam influenciar 
as decisões dos usuários dessas informações. 
 
 
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6. GABARITO 
 
 
1. E 
2. B 
3. A 
4. A 
5. E 
6. E 
7. E 
8. A 
9. D 
10. C 
11. D 
12. C 
13. ERRADO 
14. CERTO 
15. ERRADO 
16. E 
17. ERRADO 
18. C 
19. C 
20. E 
21. E 
22. ERRADO 
23. D 
24. C 
25. B 
26. E 
27. D 
28. D 
29. E 
30. C 
31. E 
32. C 
33. E 
34. B 
35. ERRADO 
36. CERTO 
37. ERRADO 
38. CERTO 
39. ERRADO 
40. CERTO 
41. CERTO 
42. ANULADA 
43. E 
44. E 
45. CERTO 
 
 
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7. QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES RESOLVIDAS E COMENTADAS 
 
1. (VUNESP/ TJ SP に Contador Judiciário に 2019) 
Segundo as normas brasileiras de auditoria interna, é correto afirmar que 
;ぶàラàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato intencional ou não de omissão e manipulação de transações 
e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
b) os testes de observância visam à obtenção de segurança absoluta de que os controles 
internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto 
ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. 
c) esta deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e 
erros, obrigando-se a informá-la, em reunião presencial, de maneira ostensiva, sobre quaisquer 
indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. 
d) esta deve ser documentada apenas por meio de registros elaborados em meio físico, que 
devem ser organizados e arquivados na sede da organização auditada de forma sistemática e 
racional. 
e) os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de 
controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as 
circunstâncias o exigirem. 
Comentários 
Vamos analisar as assertivas que dizem respeito aos temas estudados na aula de hoje. Reparem 
que a questão cobra, dentre outros, conceitos de Fraude e Erro no escopo da auditoria interna. 
A: ERRADA. Vimos e revimos que o fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser 
intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações 
contábeis. 
C: ERRADA. A primeira parte está correta に de fato a auditoria interna deve assessorar a 
administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros. O erro está na parte 
que diz que a comunicação deve ser feita em reunião presencial e de forma ostensiva. De 
acordo com a NBC TI 01, essa comunicação deve ser feita sempre por escrito, de forma 
reservada. 
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F;ノラ┌àWマàさゲWェ┌ヴ;ミN;à;Hゲラノ┌デ;ざàテ=àヮラSWàSWゲI;ヴデ;ヴà;à;ノデWヴミ;デキ┗;àふノWデヴ;àBàWヴヴ;S;). O erro da D está 
no fato de que os a auditoria interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, 
elaborados em meio físico ou eletrônico. A letra E está de acordo com o que prevê a NBC TI 01. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
2. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に Gestão Tributária に 2018) 
Quanto aos riscos de auditoria, um exemplo de risco de controle é: 
a) a não presença de um funcionário no caixa, o que pode facilitar furtos. 
b) quando, mesmo havendo um funcionário no caixa, este cometer erros. 
c) quando o auditor, ao fazer testes, usa amostras muito pequenas. 
d) quando o desenvolvimento tecnológico pode tornar um produto obsoleto. 
e) quando oscilações financeiras comprometem o patrimônio da empresa. 
Comentários 
Questão bem interessante, que foge ao padrão usual de cobrança da literalidade das normas. 
Vamos iniciar relembrando o conceito de risco de controle. 
O risco de controle é a possibilidade de que os controles internos adotados pela administração 
não sejam eficazes para prevenir, detectar e corrigir tempestivamente distorções nas 
afirmações que, individualmente ou em conjunto com outras distorções, possam ser 
relevantes. 
áゲàノWデヴ;ゲàさCざがàさDざàWàさEざàヮラSWマàゲWヴàWノキマキミ;S;ゲàSWàヮヴラミデラがà┌マ;à┗W┣àケ┌Wàミ?ラàデWマàミ;S;à;à┗WヴàIラマà
o Risco de Controle. NoゲàヴWゲデ;à;┗;ノキ;ヴà;ゲàノWデヴ;ゲàさáざàWàさBざ. 
Ora, vejam que に no caso apresentado に o controle a ser considerado é a presença do 
funcionário no caixa. Na letra A, não há um controle efetivo (o que aproxima o caso do Risco 
Inerente - suscetibilidade de afirmações da administração a respeito de transações, saldos 
contábeis ou divulgações conterem distorções relevantes, pressupondo que não haja controles 
relacionados). Já no caso da letra さBざàふミラゲゲラàェ;H;ヴキデラぶがàエ=à┌マàIラミデヴラノWàふヮヴWゲWミN;àSラàa┌ミIキラミ=ヴキラà
no caixa) incapaz de prevenir ou corrigir erros (espécie de distorção). 
G;H;ヴキデラぎ さBざく 
3. (VUNESP/ PAULIPREV に Controlador Interno に 2018) 
さJ┌ノェ;マWミデラゲà ゲラHヴWà ;à マ;デWヴキ;ノキS;SWà ゲ?ラà Wゲデ;HWノWIキSラゲà ノW┗;ミSラ-se em consideração as 
circunstâncias envolvidas e são afetados pela percepção que o auditor tem das necessidades 
dos usuáriosdas demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção, ou 
ヮラヴà┌マ;àIラマHキミ;N?ラàSWà;マHラゲくざàふNBC-TA 200 (R1)) 
Esse texto está ligado ao conceito fundamental de materialidade, a respeito do qual é correto 
afirmar que 
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 63 
 
a) em geral, as distorções, inclusive as omissões, são consideradas relevantes se for razoável 
esperar que, individual ou conjuntamente, elas influenciem as decisões econômicas dos 
usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. 
b) a opinião do auditor considera as demonstrações contábeis em todas as suas partes e, 
portanto, o auditor é responsável pela detecção de distorções, ainda que não sejam relevantes 
para as demonstrações contábeis como um todo. 
c) é aplicado pelo auditor apenas no planejamento da auditoria, pois, na fase de execução, 
deve vigorar o princípio do conservadorismo, o qual determina que qualquer distorção nas 
demonstrações contábeis deve conduzir a uma opinião negativa. 
d) julgamentos sobre materialidade são feitos em termos abstratos, apartados das 
circunstâncias concretas envolvidas, e são afetados pela magnitude e natureza das distorções, 
ou pela combinação de ambos. 
e) na avaliação da materialidade, é considerado o possível efeito de distorções sobre usuários 
individuais específicos, visto que suas necessidades podem variar significativamente. 
Comentários 
Diz a NBC TA 320 (R1)がàWマàゲW┌àキデWマàヲがàケ┌Wぎàさembora a estrutura de relatórios financeiros discuta 
materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que: 
ひà distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões 
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis (logo a letra A está 
correta に nosso gabarito). 
Diz ainda que: 
ひà julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envolvidas - (letra D 
incorreta); 
ひà テ┌ノェ;マWミデラゲà ゲラHヴWà ケ┌;キゲà ;ゲゲ┌ミデラゲà ゲ?ラà ヴWノW┗;ミデWゲà ヮ;ヴ;à ラゲà ┌ゲ┌=ヴキラゲà S;ゲà SWマラミゲデヴ;NロWゲà
contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações financeiras 
comuns a usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de distorções sobre 
usuários individuais específicos, cujas necessidades podem variar significativamente. - (letra 
E incorreta). 
Faltou comentarmos as alternativas B e C. Vejamos: 
BぎàERRáDáがà┌マà┗W┣àケ┌WàさA opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um 
todo e, portanto, o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam 
relevantes para as demonstrações contábeis como um todoざàふキデWマàヶがàNBCàTáàヲヰヰàRヱがàin fine). 
Cぎà ERRáDáがà ┌マ;à ┗W┣à ケ┌Wà さo conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no 
planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas 
na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na 
formação da opinião no relatório do auditor independenteざàふキデWマàヵàNBCàTáàンヲヰàRヱぶく 
G;H;ヴキデラぎ さAざく 
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4. (VUNESP/ IPSM SJC に Analista de Gestão Municipal / Contabilidade に 2018) 
Suponha que, ao auditar determinada entidade, se descubra, dentre seus registros 
operacionais, que, no conjunto de demonstrações contábeis consta a informação de uma 
Receita de Vendas no valor de R$ 1.000.000; mas, na verdade, esse recebimento foi fruto do 
ganho de um processo judicial pela empresa. Esse fato configura um problema do ponto de 
vista de sua materialidade, em função 
a) de seu potencial de alterar decisões dos usuários. 
b) da norma da objetividade. 
c) do princípio da entidade e do postulado da continuidade. 
d) da norma da consistência dentre os períodos. 
e) de já ter ocorrido o recebimento. 
Comentários 
De acordo com o item 2, da NBC TA 320. 
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade no 
contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a estrutura de 
relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que: 
 Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões 
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis [...]; 
Gabarito, portanto, é a letra A. As demais assertivas são, em certa medida, absurdas. 
G;H;ヴキデラぎ さAざく 
5. (VUNESP/ Pref. Registro に Analista Contábil に 2018) 
O conceito de ____________ é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da 
auditoria, e na avaliação do efeito ______________ na auditoria e de distorções não corrigidas, 
se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor 
independente. 
Com base nas Normas Brasileiras Contabilidade, no que tange a procedimentos de auditoria, 
assinale a alternativa que completa a frase, correta e respectivamente. 
;ぶàáマラゲデヴ;àぐàS;àゲWノWN?ラàWゲデ;デケゲデキI; 
HぶàPヴラIWSキマWミデラàSWà;┌Sキデラヴキ;àぐàSラゲàヮヴラIWゲゲラゲà;ミ;ノキゲ;Sラゲ 
IぶàPヴラェヴ;マ;àSWà;┌Sキデラヴキ;àぐàS;àノWキデ┌ヴ;àSラゲàIラミデヴラノWゲàキミデWヴミラゲ 
SぶàRキゲIラàぐàSラゲàWヴヴラゲàS;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラ 
WぶàM;デWヴキ;ノキS;SWàぐàSWàSキゲデラヴNロWゲàキSWミデキaキcadas 
Comentários 
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Questão aborda o item 5 da NBC TA 320 (R1). Veja: 
5. O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da 
auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não 
corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório 
do auditor independente. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
6. (VUNESP/ CGM São Paulo - Auditor Municipal de Controle Interno に 2015) 
Na revisão da materialidade no decorrer do processo de auditoria, se o auditor concluir que é 
apropriada a materialidade mais baixa para as demonstrações contábeis tomadas em conjunto 
(e, se aplicável, para o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, 
saldos contábeis ou divulgação) do que inicialmente determinado, o auditor deve 
a) definir um novo nível de materialidade para execução da auditoria, independentemente da 
natureza e da extensão dos procedimentos adicionais. 
b) informar as pessoas envolvidas que não é possível realizar a auditoria com a materialidade 
previamente determinada, uma vez que a materialidade nunca pode ser revisada para baixo. 
c) revisar a materialidade para execução da auditoria e solicitar aprovação do superior imediato 
para a execução dos novos níveis adotados, não sendo necessário, nesse momento, verificar a 
adequação dos procedimentos adicionais. 
d) perguntar para os envolvidos nos trabalhos qual seria o nível mais adequado para a definição 
da nova materialidade. 
e) determinar se é necessário revisar a materialidade para execução da auditoria e se a 
natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria continuam 
apropriados. 
Comentários 
Como dissemos ao longo da aula, o auditor deve revisar a materialidade para as 
demonstrações contábeis como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade 
para classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso de tomar 
conhecimento de informações durante a auditoria que o teriam levado a determinar 
inicialmente um valor diferente. 
De acordo com a NBC TA 320 (R1): 
Revisão no decorrer da auditoria 
12. O auditor deve revisar a materialidade para as demonstraçõescontábeis como um todo 
(...). 
13. Se o auditor concluir que é apropriada a materialidade mais baixa para as demonstrações 
contábeis tomadas em conjunto (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes 
específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) do que inicialmente determinado, o 
auditor deve determinar se é necessário revisar a materialidade para execução da auditoria 
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e se a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria continuam 
apropriados. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
7. (VUNESP/ TJ SP に Contador Judiciário に 2015) 
É responsabilidade do auditor 
a) prevenir e detectar erros e fraudes. 
b) identificar e avaliar os riscos de distorções relevantes, exceto se houver fraude. 
c) jamais se retirar do trabalho, mesmo se houver suspeita de fraude. 
d) em caso de suspeita de fraude, comunicar-se com acionistas ou contratantes da auditoria, 
mas nunca com as autoridades reguladoras, tendo em vista o sigilo do trabalho. 
e) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis não contêm distorções 
relevantes. 
Comentários 
A responsabilidade principal pela prevenção e detecção da fraude é da responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração (e não do auditor) に letra A errada. 
De acordo com a NBC TA 240 (R1), é objetivo do auditor, dentre outros, identificar e avaliar os 
riscos de distorção relevante decorrente de fraude に letra B errada. 
Vimos que há circunstâncias excepcionais em que distorções decorrentes de fraude (ou sua 
suspeita) levam o auditor a considerar retirar-se do trabalho (desde que a saída seja permitida 
por lei ou regulamento) に letra C errada. Veja: 
38. Se, como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude, o 
auditor encontrar circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade de 
continuar a realizar a auditoria, este deve: 
(...) 
(b) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho, quando essa saída for 
possível conforme a lei ou regulamentação aplicável; e 
Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve determinar se há 
responsabilidade de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade 
(entidade reguladora, por exemplo) に letra D errada. 
A letra E nos traz o objetivo do auditor, previsto na NBC TA 200 (R1) に por isso é nosso gabarito. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
8. (VUNESP/ DESENVOLVE に Auditor に 2014) 
Risco de auditoria é o risco de que 
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 67 
 
a) o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações 
contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de 
distorção relevante e do risco de detecção. 
b) os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível 
aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante. 
c) os procedimentos inadequadamente executados pelo auditor para a condução da auditoria 
a um nível aceitável e, também, não apresentecondições de evidenciar e detectar operações 
que envolvam riscos que possam ser caracterizadas como relevantes. 
d) o auditor apresente sua opinião de auditoria de forma contundente a respeito de pontos 
relevantes das demonstrações contábeis sobre as quais possua apenas conhecimento 
superficial. 
e) o auditor expresse sua opinião de auditoria de forma superficial sobre distorções nas 
demonstrações contábeis. 
Comentários 
Questão aborda o conceito de Risco de Auditoria. Você deve ficar atento às palavras-chaves: 
さopinião inadequadaざàWàさdistorção relevanteざくà“Wェ┌ミSラà;àNBCàTáàヲヰヰàふRヱぶぎ 
13. Para fins das NBCs TA, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: 
[...] 
(c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria 
inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de 
auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
A letra B traz o conceito de Risco de detecção. As letras C, D e E são absurdas! 
G;H;ヴキデラぎ さAざく 
9. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に Gestão Tributária に 2015) 
Segundo a NBC TA 200, o risco de auditoria é função dos riscos 
a) de amostragem e de aderência. 
b) inerentes e sistemáticos. 
c) sistemáticos e não sistemáticos. 
d) de distorções relevantes e de detecção. 
e) de aderência e materialidade. 
Comentários 
Como vimos e revimos, o risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e 
do risco de detecção. 
O risco de distorção relevante é composto dos riscos inerente e de controle. Esses são os 
chamados riscos da entidade, e existem independentemente da auditoria. 
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Já o risco de detecção se relaciona com os procedimentos que são determinados pelo auditor 
para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. É, portanto, função da eficácia do 
procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. 
G;H;ヴキデラぎ さDざく 
10. (VUNESP/ Pref. São José dos Campos に Auditor de Tributos に TI に 2015) 
O risco que está intimamente relacionado com a natureza, a época e a extensão dos 
procedimentos realizados pelo auditor é denominado risco 
a) inerente. 
b) de controle. 
c) de detecção. 
d) anômalo. 
e) de aderência. 
Comentários 
Vimos que o risco de detecção se relaciona com os procedimentos que são determinados pelo 
auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. Ele é, portanto, função da 
eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
11. (VUNESP/ Pref. SP に AMCI に Geral に 2015) 
Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção 
relevante antes da auditoria. Nesse caso, a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma 
transação, saldo contábil ou divulgação a uma distorção que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer 
controles relacionados, refere-se a um risco 
a) de controle. 
b) de opinião. 
c) subjetivo. 
d) inerente. 
e) de procedimento. 
Comentários 
Questão bem direta, que apresenta no enunciado o conceito do Risco Inerente. Bastava bater 
ラàラノエラàミラàデヴWIエラàさantes da consideração de quaisquer controles relacionadosざàヮ;ヴ;àIエWェ;ヴà;ラà
gabarito. 
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Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção 
relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das 
afirmações: 
 Risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
 contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
 conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; 
G;H;ヴキデラぎ さDざく 
12. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) 
Entre os riscos envolvidos em uma auditoria, o único que existe apenas em função da realização 
do trabalho de auditoria é o risco 
a) residual. 
b) de controle. 
c) de detecção. 
d) de distorção relevante. 
e) inerente. 
Comentários 
Como dissemos em nossa aula, os riscos de distorção relevante são os riscosda ENTIDADE 
enquanto que o risco de detecção é risco do AUDITOR. Só com esse entendimento já podemos 
chegar ao nosso gabarito (letra C). Vejamos abaixo os conceitos do risco de detecção, bem 
como das demais espécies de risco de auditoria presentes nas assertivas. 
Segundo a NBC TA 200 (R1): 
13. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: 
[...] 
Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada 
quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma 
função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
[...] 
Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o 
risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que 
possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. 
[...] 
Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção 
relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das 
afirmações: 
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(i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; 
(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre 
uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e 
corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. [grifo nosso] 
O Risco Residual não aparece nas normas de auditoria independente, porém é apresentado 
pelas normas de auditoria governamental (do TCU notadamente) e também pela doutrina, 
conforme descrito a seguir: 
Os riscos são avaliados em duas dimensões, uma antes e outra após a aplicação de controles, 
conforme a seguir (BRASIL, 2009): 
ひàRキゲIラàキミWヴWミデWぎàYàラàヴキゲIラàSラàミWェルIキラがàSラàヮヴラIWゲゲラàラ┌àS;à;デキ┗キS;SWがàキミSWヮWミSWミデWàSラゲàIラミデヴラノWゲà
internos administrativos adotados. 
ひàRキゲIラàヴWゲキS┌;ノぎàYàラàヴキゲIo que remanesce após a mitigação por controles internos. 
Assim, o risco residual é a parcela do risco inerente que permanece após a implementação de 
atividades administrativas que permitam reduzir a probabilidade e/ou impacto do evento, de 
modo a evitar, reduzir, compartilhar ou, ainda, aceitar o risco. 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
13. (CESPE に Analista Portuário (EMAP) /Financeira e Auditoria Interna に 2018) 
Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução dos trabalhos 
do auditor, julgue o item que se segue. 
Quando da avaliação do risco de detecção, o auditor deve levar em conta que a organização está 
exposta ao risco independentemente de quaisquer ações gerenciais que possam reduzir a 
probabilidade de sua ocorrência ou seu impacto 
CラマWミデ=ヴキラゲ 
Item errado. 
Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o 
risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que 
possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. 
O enunciado fala em ações gerenciais que possam reduzir a chance de ocorrência do risco. Ora, 
tais ações estariam ligadas à implantação de controles internos (cujos responsabilidade é da 
administração da entidade). 
Dessa maneira, o risco que leva em conta a exposição independente de ações gerenciais (ou 
controles internos) é o Risco Inerente. Veja: 
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Risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados. 
Gabarキデラぎ さERRADOざく 
14. (CESPE - Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) - 2018) 
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 
Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na análise de risco é a extensão 
da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. 
CラマWミデ=ヴキラゲ 
Item certo. Questão trata dos Riscos da Auditoria Interna, tema apresentado em aula anterior, 
mas que possui correlação com o assunto desta nossa aula. 
Segundo a NBC TI 01, a análise dos riscos é feita na fase de planejamento, estando relacionado 
à possibilidade de não se atingir o objetivo dos trabalhos de forma satisfatória. A norma cita 
ainda os aspectos que devem ser considerados durante a análise dos riscos. Veja: 
12.2.2 に Riscos da Auditoria Interna 
12.2.2.1 に A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos 
trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo 
dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: 
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da 
Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações 
e das operações; 
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. 
[grifo nosso] 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
15. (CESPE - Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) - 2018) 
 Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria. 
 Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase de 
planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações relacionadas aos 
procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a complexidade das transações 
e das operações. 
CラマWミデ=ヴキラゲ 
Item errado. Questão parecida com a anterior, que trata dos aspectos que devem ser 
considerados durante a análise dos riscos da auditoria interna. Veja mais uma vez: 
12.2.2 に Riscos da Auditoria Interna 
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12.2.2.1 に A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos 
trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo 
dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: 
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da 
Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das 
transações e das operações; [grifo nosso] 
OàWヴヴラàSラàキデWマàWゲデ=àミ;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàさミ?ラà;デヴWノ;Sラゲà;ラゲàヴキゲIラゲざくàPWノラàW┝ヮラゲデラà;Iキマ;がà;à┗WヴキaキI;N?ラà
e a comunicação de limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria aplicados é sim um 
aspecto relacionado à análise dos riscos da auditoria interna. 
G;H;ヴキデラぎ さERRADOざく 
16. (CESPE - Analista de Controle (TCE-PR)/Contábil - 2016) 
A respeito dos procedimentos preliminares de auditoria relacionados à identificação e 
avaliação de riscos, assinale a opção correta. 
a) Todas as informações obtidas pelo auditor em auditorias prévias na mesma entidade 
auditada terão de ser consideradas na avaliação de riscos. 
b) No exame dos riscos decorrentes do uso da tecnologia de informação, cabe exclusivamente 
ao auditor a tarefa de verificar a fidedignidade dos relatórios eletrônicos que forem gerados. 
c) As conclusões e os pareceres da auditoriainterna a respeito das demonstrações contábeis 
são considerados irrelevantes para o auditor independente. 
d) Os riscos de negócio devem constituir declarações da administração, explícitas ou não, 
incorporadas às demonstrações contábeis. 
e) Procedimentos analíticos de avaliação de riscos incluem a análise de informações como, por 
exemplo, a relação entre compras e volume de produtos em estoque. 
CラマWミデ=ヴキラゲ 
Como dissemos ao longo da aula, há outras normas に que não a NBC TA 200 (R1) que abordam 
o tópico Risco de Auditoria. É o caso da NBC TA 315 (R1), cujos entendimentos são cobrados 
nesta questão (difícil, frise-se). Analisando cada alternativa: 
Letra A) ERRADA. Ao utilizar informações obtidas em experiências prévias junto à entidade, o 
auditor deve determinar se as informações obtidas em períodos anteriores continuam 
relevantes. Isso significa que ele não deve considerar todas as informações obtidas (como diz 
a assertiva), mas apenas aquelas que continuam relevantes. Veja: 
9. Quando o auditor pretende usar as informações obtidas em sua experiência prévia junto à 
entidade e em procedimentos de auditoria executados em auditorias anteriores, o auditor deve 
determinar se as mudanças que ocorreram desde a auditoria anterior podem afetar a sua 
relevância para a auditoria corrente. 
A20. O auditor independente deve determinar se as informações obtidas em períodos 
anteriores continuam relevantes, caso ele pretenda usar essas informações na auditoria 
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corrente. Isso porque mudanças no ambiente de controle, por exemplo, podem afetar a 
relevância das informações obtidas no ano anterior [grifo nosso] 
Letra B) ERRADA. A norma diz que a administração pode tomar ações para enfrentar riscos 
específicos ou pode decidir aceitar um risco que pode surgir em decorrência de sistemas de 
informação novos ou remodelados. Portanto, não cabe exclusivamente ao auditor (como diz a 
assertiva) a tarefa de verificar a fidedignidade dos relatórios eletrônicos que forem gerados. 
Veja: 
4. Os riscos relevantes quanto à fidedignidade das demonstrações contábeis incluem eventos 
externos e internos, transações ou circunstâncias que possam ocorrer e afetar adversamente a 
capacidade da entidade de iniciar, registrar, processar e reportar dados financeiros compatíveis 
com as afirmações da administração nas demonstrações contábeis. A administração pode 
iniciar planos, programas ou ações para enfrentar riscos específicos ou pode decidir aceitar 
um risco por causa do custo ou de outras considerações. Os riscos podem surgir ou se modificar 
em decorrência de circunstâncias tais como: (...) Sistemas de informação novos ou remodelados 
(...). (NBC TA 315 R1, Apêndice 1, item 4). 
Letra C) ERRADA. Ao contrário do que menciona a alternativa, obter entendimento da função 
de auditoria interna contribui para que o auditor independente obtenha entendimento da 
entidade e do seu ambiente, inclusive do controle interno. Veja: 
Função de auditoria interna 
A113. Se a entidade tem função de auditoria interna, obter entendimento dessa função 
contribui para que o auditor obtenha entendimento da entidade e do seu ambiente, inclusive 
do controle interno, em particular o papel que a auditoria interna desempenha no 
monitoramento do controle interno sobre as demonstrações contábeis. Esse entendimento, 
juntamente com as informações obtidas por meio das indagações do auditor independente, 
conforme item 6(a) desta Norma, também podem fornecer informações que sejam diretamente 
relevantes para a identificação e avaliação de riscos de distorção relevante pelo auditor. [grifo 
nosso] 
Letra D) ERRADA. Hラ┌┗Wà ;à キミ┗Wヴゲ?ラà ミラゲà IラミIWキデラゲà SWà さ;aキヴマ;NロWゲざà ;ラà キミ┗Yゲà SWà さヴキゲIラà SWà
ミWェルIキラざくàVWテ;ぎ 
4. Para fins das normas de auditoria, os termos têm os seguintes significados: 
Afirmações são declarações da administração, explícitas ou não, que estão incorporadas às 
demonstrações contábeis, utilizadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de 
distorções potenciais que possam ocorrer. 
Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de 
ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar 
seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias 
inadequadas.[...][grifo nosso] 
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Letra E) CORRETA. Apesar de não trazer a literalidade da norma (que só menciona a relação 
entre vendas e estoque), esse foi o gabarito considerado pela banca. Veja o que diz a NBC TA 
315 (R1): 
Procedimentos analíticos 
A14. Procedimentos analíticos realizados como procedimentos de avaliação de risco podem 
identificar aspectos da entidade que o auditor não tinha conhecimento e pode auxiliar na 
avaliação de risco de distorções relevantes para fornecer uma base para planejar e 
implementar respostas para esses riscos. Procedimentos analíticos realizados como 
procedimentos de avaliação de riscos podem incluir informações financeiras ou não 
financeiras, por exemplo, a relação entre vendas e a área total do espaço de vendas ou 
volume dos produtos vendidos. [Grifos nossos] 
Portanto, alternativa correta é E. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
17. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis/Fiscalização - 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
Risco inerente consiste na possibilidade de que uma afirmação a respeito de uma classe de 
transação seja distorcida; risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de 
uma transação, saldo contábil ou divulgação. 
Comentários 
Item claramente ERRADO, uma vez que trouxe conceitos incompletos e, em alguma medida, 
invertidos. Vejamos: 
O risco relacionado à suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação (segunda parte do enunciado) é o risco inerente (e não de controle). 
Faltou falar que o risco inerente é a suscetibilidade a uma distorção relevante に antes de 
considerados quaisquer controles relacionados. A primeira parte da questão poderia dizer 
respeito ao risco de controle, caso mencionasse que afirmação estivesse distorcida (de maneira 
relevante) em função da não prevenção/detecção/correção pelos controles internos da 
entidade. 
G;H;ヴキデラぎ さERRADOざく 
18. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) 
Julgue os itens a seguir, acerca de fraudes e erros nas organizações. 
I Todos os empregados devem ser igualmente supervisionados, mas deve-se dedicar especial 
atenção àqueles que possuem pouco conhecimento, pouca aptidão para o cargo ocupado e 
que não aceitam assumir responsabilidades extras. 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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II Processos e controles automáticos descartam o erro não intencional e, por isso, evitam a 
fraude. 
III A escolha ou mudança nas políticas contábeis da entidade, em especial aquelas subjetivas e 
em transações complexas, pode indicar fraude nas informações financeiras. 
IV A incorporação de elementos de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos de 
auditoria ajuda a reduzir fraudes. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
e) II, III e IV. 
CラマWミデ=ヴキラゲ 
Questão aborda aspectos relacionados a fraudes e erros, previstos na NBC TA 240 (R1). Vamos 
avaliar a seguir cada assertiva: 
Item I に ERRADO. A norma diz que a supervisãodo pessoal deve ser feita levando em 
consideração seu conhecimento, aptidão e capacidade. A norma complementa ainda que a 
extensão da supervisão reflete a avaliação dos riscos e da capacidade dos membros da equipe, 
ou seja, quanto maior o risco e a capacidade do membro da equipe, maior deve ser a supervisão 
por parte do auditor. Veja: 
29. Ao determinar respostas globais para enfrentar os riscos avaliados de distorção relevante 
nas demonstrações contábeis, o auditor deve: 
(a) alocar e supervisionar o pessoal, levando em conta o conhecimento, a aptidão e a 
capacidade dos indivíduos que assumirão responsabilidades significativas pelo trabalho, e 
avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude; 
Item A35. A extensão da supervisão reflete a avaliação do auditor dos riscos de distorção 
relevante decorrente de fraude e da capacidade dos membros da equipe que executa o 
trabalho. 
Item II に ERRADO. É meio óbvio imaginar que um processo ou controle automatizado reduza o 
risco de um ato não intencional (erro). Ocorre que, de acordo com a norma, isso não elimina a 
possibilidade de que pessoas venham a burlar inadequadamente esse tipo de processo に o que 
poderia caracterizar a fraude. Vejamos o que diz a NBC TA 240 (R1): 
Item A42. (...) a consideração pelo auditor dos riscos de distorção relevante, associado aos 
controles sobre lançamentos contábeis que possam ser inapropriadamente burlados, é 
importante, já que processos e controles automáticos podem reduzir o risco de erro não 
intencional, mas não superar o risco de que os indivíduos possam burlar inadequadamente 
tais processos automáticos, por exemplo, mudando os valores que são automaticamente 
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transferidos para o razão geral ou para o sistema de informação financeira. Além disso, no caso 
que se usa TI para transferir informações de forma automática, pode haver pouca ou nenhuma 
evidência visível de tal intervenção nos sistemas de informação. 
Item III - CORRETO. Esse item está alinhado à NBC TA 240(R1), vejamos: 
Respostas aos riscos avaliados de distorção relevante decorrente de fraude 
[...] 
29. Ao determinar respostas globais para enfrentar os riscos avaliados de distorção relevante 
nas demonstrações contábeis, o auditor deve: 
(a) alocar e supervisionar o pessoal, levando em conta o conhecimento, a aptidão e a 
capacidade dos indivíduos que assumirão responsabilidades significativas pelo trabalho, e 
avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude (ver itens A34 e A35); 
(b) avaliar se a seleção e a aplicação de políticas contábeis pela entidade, em especial as 
relacionadas com medições subjetivas e transações complexas, podem ser indicadores de 
informação financeira fraudulenta decorrente de tentativa da administração de manipular 
os resultados; e 
(c) incorporar elemento de imprevisibilidade na seleção da natureza, época e extensão dos 
procedimentos de auditoria (ver item A36). [Grifo nosso] 
Item IV: CORRETO. Mais um que está de acordo com o previsto na NBC TA 240(R1). Vejamos 
abaixo: 
Imprevisibilidade na seleção de procedimentos de auditoria 
A36. É importante incorporar um elemento de imprevisibilidade na seleção da natureza, 
época e extensão dos procedimentos de auditoria a serem executados, já que indivíduos na 
entidade que estão familiarizados com os procedimentos de auditoria normalmente 
executados nos trabalhos podem ser mais capazes de esconder informações contábeis 
fraudulentas. Isso pode ser conseguido, por exemplo: 
ひàE┝WI┌デ;ミSラàヮヴラIWSキマWミデラゲàゲ┌Hゲデ;ミデキ┗ラゲàWマàゲ;ノSラゲàIラミデ=HWキゲàゲWノWIキラミ;SラゲàWà;aキヴマ;NロWゲàミ?ラà
testadas de outra forma em função da sua materialidade ou risco. 
ひàM┌S;ヴà; época em que seriam esperados os procedimentos de auditoria. 
ひàUゲ;ヴàSキaWヴWミデWゲàマYデラSラゲàSWà;マラゲデヴ;ェWマくà 
ひàE┝WI┌デ;ヴàヮヴラIWSキマWミデラゲàSWà;┌Sキデラヴキ;àWマàノラI;キゲàSキaWヴWミデWゲàラ┌àゲWマà;ミ┎ミIキラàヮヴY┗キラくà[grifo nosso] 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
19. (CESPE に Auditor do Estado (CAGE RS) に 2018) 
O contador de determinada empresa considerou, equivocadamente, o valor bruto das vendas 
de longo prazo, em vez do lucro dessas vendas, na apuração do valor da reserva de lucros a 
realizar a ser registrado no patrimônio líquido da entidade. Uma auditoria independente nas 
demonstrações contábeis identificou, além da referida distorção de registro, uma falsificação 
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de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de estoques, o que gerou 
distorção no valor do ativo. Essas foram as únicas distorções encontradas nas demonstrações 
contábeis. 
Na situação hipotética descrita no texto, o auditor estará correto se concluir que 
a) parte do lucro obtido foi distribuída indevidamente. 
b) o resultado do exercício apresentou distorções em razão de mudanças de práticas contábeis. 
c) as demonstrações contábeis apresentam distorções relevantes. 
d) as demonstrações contábeis espelham fielmente a situação econômica da empresa. 
e) o balanço patrimonial carece de notas explicativas. 
Comentários 
Questão aborda aspectos relacionados aos conceitos de distorções relevantes, fraude e erro. 
De acordo com a NBC TA 200 (R1), さDキゲデラヴN?ラàYà;àSキaWヴWミN;àWミデヴWàラà┗;ノラヴがà;àIノ;ゲゲキaキI;N?ラがà;à
apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a classificação, 
a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de acordo com a estrutura 
de relatório financeiro aplicável (...)ざ. 
Segundo a NBC TA 320 (R1) に Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria, 
さdistorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for razoavelmente 
esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões 
econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeisざく 
Em outros termos, uma distorção relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que 
possam ser tomadas pelos usuários, tomando por base に por exemplo に fraudes ou erros 
encontrados nas demonstrações contábeis. 
No caso do enunciado, percebemos que: 
1) O contador de determinada empresa considerou, equivocadamente, o valor bruto das 
vendas de longo prazo, em vez do lucro dessas vendas, na apuração do valor da reserva de 
lucros a realizar a ser registrado no patrimônio líquido da entidade. 
Ora, estamos diante de um erro (não há indícios sobre manifesta intenção do contador). 
2) Houve falsificação de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de 
estoques, o que gerou distorção no valor do ativo. 
Há fortes indícios da ocorrência de uma fraude. Reparem nos termos さfalsificaçãoざ, さsubtração 
indevidaざ. 
Como essas duas distorções afetam tanto o patrimônio líquido quanto os estoques devido ao 
erro e à fraude detectados pelo auditor, podemos inferir que as demonstrações contábeis 
apresentam distorções relevantes. 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
20. (CESPE に Auditor do Estado (CAGE RS) に 2018) 
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O contador de determinada empresa considerou, equivocadamente, o valor bruto das vendas 
de longo prazo, em vez do lucro dessas vendas, na apuração do valor da reserva de lucros a 
realizar a ser registrado no patrimônio líquido da entidade. Uma auditoria independente nas 
demonstrações contábeis identificou, além da referida distorção de registro, uma falsificação 
de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de estoques, o que gerou 
distorção no valor do ativo. Essas foram as únicas distorções encontradas nas demonstrações 
contábeis.Na situação hipotética constante do texto, o auditor 
a) deverá provocar o Poder Judiciário no caso de identificar ou suspeitar de fraude. 
b) poderia garantir que não houve fraude nem erro somente se tivesse acesso a uma 
amostragem mais robusta. 
c) será responsabilizado, junto com a diretoria da empresa, em caso de fraude. 
d) deverá emitir parecer de auditoria excluindo a responsabilidade do contador quanto à 
fraude. 
e) não poderá garantir que o trabalho de auditoria realizado está livre de fraude. 
Comentários 
Como vimos na questão anterior, há に no caso apresentado に fortes indícios da ocorrência de 
fraude. Vejam que houve falsificação de notas fiscais de saída, com a respectiva subtração 
indevida de estoques, o que gerou distorção no valor do ativo. Por esse motivo nosso gabarito 
é a letra E. Vejamos os comentários das demais assertivas: 
Letra A) ERRADA. Nesse caso, o auditor deve comunicar a pessoa com nível apropriado da 
administração. É o que diz a NBC TA 240 (R1). Veja: 
Comunicações à administração e aos responsáveis pela governança 
40. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a 
possibilidade de fraude, o auditor deve comunicar estes assuntos tempestivamente a pessoa 
de nível apropriado da administração que têm a responsabilidade primordial de prevenir e 
detectar fraude em assuntos relevantes no âmbito de suas responsabilidades. [Grifo nosso] 
Vamos relembrar os casos de comunicação de fraudes ou suspeita de fraude: 
 Comunicação à pessoa de nível apropriado da Administração: no caso de identificação de 
fraude ou sua possibilidade に ainda que não importantes. 
 Comunicação aos Responsáveis pela Governança (verbalmente ou por escrito): no caso de 
fraudes envolvendo a administração, empregados com funções significativas no controle 
interno ou outros cujas fraudes gerem distorção relevante; ou ainda quaisquer outros 
assuntos relacionados a fraude que o auditor julgar relevante para sua responsabilidade. 
 Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle: quando exigido por lei. 
Letra B) ERRADA. Assertiva, de certa forma, absurda. As informações passadas no enunciado 
revelam indícios concretos da ocorrência de um erro (contador considerou, equivocadamente, 
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o valor bruto das vendas de longo prazo em vez do lucro...) e uma fraude (falsificação de notas 
fiscais de saída, com a respectiva subtração indevida de estoques...). Ainda, mesmo utilizando 
uma amostra mais robusta, o auditor não poderia fornecer segurança absoluta (ou garantia) 
da não existência de distorções relevantes ocasionadas por fraude e erro. Isso em virtude da 
limitação inerente da auditoria. 
Letra C) ERRADA. Não há previsão de responsabilização ou mesmo corresponsabilização do 
auditor em caso de fraude. As normas delimitam a responsabilidade do auditor nesse contexto. 
“Wェ┌ミSラà ;à NBCà Táà ヲヴヰふRヱぶがà さo auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de 
auditoria é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, 
como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro (...)ざ. 
Dessa forma, se o auditor seguir corretamente as normas de auditoria, ele não será 
responsabilizado pela não detecção de fraudes e erros porque há limitações inerentes na 
auditoria e, além disso, a responsabilidade primeira pela prevenção e identificação de fraudes 
e/ou erros é da própria administração da entidade. Complementando as informações, veja 
como esse tema está disposto na NBC TA 200(R1): 
A54. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria, há um risco inevitável de que 
algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas, embora a 
auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de 
auditoria. Portanto, descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações 
contábeis, resultante de fraude ou erro, não indica por si só, uma falha na condução de uma 
auditoria em conformidade com as normas de auditoria. Contudo, os limites inerentes de uma 
auditoria não são justificativas para que o auditor se satisfaça com evidências de auditoria 
menos que persuasivas. Se o auditor executou ou não uma auditoria em conformidade com as 
normas de auditoria é determinado pelos procedimentos de auditoria executados nas 
circunstâncias, a suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas como resultado 
desses procedimentos e a adequação do relatório do auditor com base na avaliação dessas 
evidências considerando os objetivos gerais do auditor. 
Letra D) ERRADA. Assertiva carece de qualquer previsão normativa. Em todo caso, seria mais 
indicado incluir no relatório (parecer) a responsabilidade do contador quanto à fraude do que 
o contrário (como afirma a questão). 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
21. (CESPE - Analista Judiciário (TRE TO)/Contabilidade / Administrativa - 2017) 
João, analista judiciário de um tribunal regional eleitoral, apresentou prestação de contas de 
uma viagem realizada para representar o respectivo órgão público. Durante a revisão dos 
documentos, em um procedimento de auditoria interna, ficou constatado que, dos dezoito 
recibos de táxi apresentados por ele, oito tinham o nome e a assinatura do mesmo taxista; 
entretanto, desses oito, apenas cinco haviam sido preenchidos integralmente pelo taxista; no 
preenchimento dos valores dos demais, percebia-se claramente a caligrafia de João. Ao ser 
questionado pela auditoria interna, ele respondeu que preenchera os valores nos recibos a 
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pedido do taxista, que estava apressado. João afirmou, ainda, haver registrado as quantias 
devidamente pagas por ele em dinheiro. 
Nessa situação hipotética, à luz dos conceitos de erro e fraude adotados pelas Normas 
Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria interna (NBC TI 01), o auditor, inicialmente, 
deverá classificar o ato como indicativo de 
a) erro, por ser ato não intencional e não conter má-fé. 
b) erro, por ser ato intencional, porém não conter má-fé. 
c) fraude e erro, por ser ato intencional, mas não conter má-fé. 
d) fraude, por ser ato não intencional, mas conter má-fé. 
e) fraude, por ser ato intencional, mesmo que não tenha má-fé. 
Comentários 
O enunciado nos dá elementos que indicam claramente a intenção do agente em adulterar (ou 
manipular) os registros de comprovação das despesas efetuadas. Ora, o próprio agente 
preencheu um documento que deveria ter sido preenchido por terceiro. Por esse motivo, 
estamos diante de uma fraude. Vejamos mais uma vez o conceito de fraude à luz da norma de 
auditoria interna. 
12.1.3.2 に Oà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de 
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e 
demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
áàケ┌Wゲデ?ラàS;àさマ=-aYざがàデヴ;┣キS;àヮWノ;àH;ミI;àミ;ゲà;ゲゲWヴデキ┗;ゲがàYàキミSキaWヴWミデWàヮ;ヴ;à;àキSWミデキaキI;N?ラàS;à
fraude (ou do erro). A nós, cabe avaliar se houve ou não intenção do agente em praticar o ato. 
Nosso gabarito, portanto só pode ser a letra E. As demais assertivas fazem confusão com a 
relação a seguir apresentada: 
 
 
Gabarito: さEざ. 
22. (CESPE に Inspetor de Controle Externo (TCE-RN)/Administração, Contabilidade, Direito ou 
Economia 2015) 
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Com relação a técnicas, procedimentos e relatórios de auditoria, julgue o item a seguir.A infringência a leis e regulamentos, detectada pelo auditor e não corrigida ou comunicada 
pela organização prestadora de serviços, e passível de afetar entidades usuárias, não autoriza 
o auditor a comunicar os fatos aos órgãos reguladores ou fiscalizadores. 
Comentários 
Item errado. Contrariando o que fora mencionado no item, as responsabilidades legais do 
auditor podem se sobrepor ao dever de confidencialidade em algumas situações, permitindo-
lhe que comunique tais fatos aos órgãos reguladores ou fiscalizadores, segundo os itens 43 e 
A65, da NBC TA 240. Veja: 
Comunicações às autoridades reguladoras e de controle 
43. Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve determinar se há 
responsabilidade de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade. 
Embora o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do 
cliente possa impedir que tais informações sejam dadas, as responsabilidades legais do 
auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade em algumas situações. 
A65. O dever profissional do auditor de manter a confidencialidade das informações do cliente 
pode impedir que ele relate a fraude a uma parte fora da entidade cliente. Contudo, a 
responsabilidade legal do auditor e, em certas circunstâncias, o dever de confidencialidade 
pode ser passado por cima por estatuto, lei ou tribunais de direito. No Brasil, o auditor de 
instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de 
supervisão. Em outros segmentos o auditor também tem dever de relatar distorções nos casos 
em que a administração e os responsáveis pela governança deixam de adotar ações corretivas. 
[grifo nosso] 
G;H;ヴキデラぎ さERRADOざく 
23. (CESPE に PCie PE に Perito Criminal に Ciências Contábeis に 2016) 
A respeito da detecção de fraudes em auditorias, assinale a opção correta. 
a) Em regra, o auditor não deve aceitar como legítimos os registros e documentos da entidade 
auditada. 
b) Toda distorção detectada pelo auditor nas demonstrações contábeis é considerada fraude. 
c) A responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é primordialmente do auditor. 
d) Devido às limitações inerentes à auditoria, é inevitável o risco de que distorções relevantes 
não sejam detectadas. 
e) A inserção intencional de distorções nas demonstrações contábeis para a obtenção de 
vantagem injusta ou ilegal constitui fator de risco de fraude. 
Comentários 
Vamos avaliar abaixo cada assertiva: 
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Letra A: ERRADA. O auditor deve manter postura de ceticismo profissional, o que não significa 
que não deve aceitar como legítimos os registros da entidade. Pelo contrário, a NBC TA 240 
(R1) diz que: 
13. A não ser que existam razões para crer o contrário, o auditor deve aceitar os registros e 
os documentos como legítimos. Caso as condições identificadas durante e auditoria levem o 
auditor a acreditar que um documento pode não ser autêntico ou que os termos no documento 
foram modificados sem que o fato fosse revelado ao auditor, este deve investigar o caso. 
Letra B: ERRADA. Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos 
responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de 
vantagem injusta ou ilegal. Há distorções ocasionadas, por exemplo, por erro (que não envolve 
intenção do agente). 
Letra C: ERRADA. Trata-se de pegadinha clássica. Já vimos algumas vezes em nosso curso que 
a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração (e não do auditor). 
Letra D: CORRETA. Nos termos da NBC TA 240 (R1): 
5. O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter 
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções 
relevantes, causadas por fraude ou erro. Conforme descrito na NBC TA 200, devido às 
limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções 
relevantes das demonstrações contábeis podem não ser detectadas, apesar de a auditoria ser 
devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. 
Letra E: ERRADA. A assertiva traz o conceito de Fraude propriamente, e não de Fator de Risco 
de Fraude. 
G;H;ヴキデラぎ さDざく 
24. (FCC - Auditor Fiscal に SEFAZ GO - 2018) 
Fatores de risco para a ocorrência de fraude são pressões/incentivos, oportunidades ou 
atitudes/racionalizações que ocorrem naturalmente nos mercados, mas que acabam por 
favorecer o surgimento de distorções relevantes e intencionalmente causadas nas 
demonstrações contábeis. A alternativa que contém, respectivamente, uma pressão/incentivo, 
uma oportunidade e uma atitude/racionalização reconhecidas nas normas como fatores de 
risco é: 
a) Mudança previstas nos planos de benefícios dos empregados / obrigações financeiras 
pessoais / relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com acesso a dinheiro. 
b) Alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada por declínio da margem 
de retorno / garantias pessoais em dívidas da entidade / partes significativas da remuneração 
atreladas a metas agressivas de performance. 
c) Demissões previstas de empregados / ativos pequenos sem identificação clara de 
propriedade / mudança do estilo de vida de funcionários com acesso a ativos. 
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d) Tolerância a pequenos roubos / remuneração incompatível com a expectativa / grandes 
quantias em dinheiro em mãos. 
e) Segregação inadequada de funções / investigação inadequada da vida pregressa de 
candidatos a empregos / falta de conciliação completa de ativos. 
Comentários 
Questão bem recente, que traz um tópico nunca cobrada até então! Como a banca pegou o 
Apêndice 1 da NBC TA 240(R1) para fundamentar a resposta e era a primeira vez que isso 
aparecia numa prova de Auditoria da Área Fiscal, apelidei-a de questão さTエW ┘;ノニキミェ SW;Sざ - 
NÍVEL HARD! Você até poderia analisar as assertivas pela lógica, mas ela é muito mais pela 
さSWIラヴWH;ざくàPラヴàキゲゲラàYà;デY natural tomar um susto com ela na primeira leitura. 
A NBC TA 240(R1) define Fatores de risco de fraude como sendo eventos ou condições que 
indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade 
para que ela ocorra. 
Os fatores de risco de fraude identificados no Apêndice 1 da norma são exemplos de fatores 
que podem ser enfrentados pelos auditores em uma grande variedade de situações. São 
apresentados, separadamente, exemplos relacionados aos dois tipos de fraude relevantes para 
o auditor: informações contábeis fraudulentas e apropriação indevida de ativos. 
Para cada um destes tipos de fraude, os fatores de risco são classificados ainda com base nas 
três condições geralmente presentes quando ocorrem distorções relevantes decorrentes de 
fraude: 
(a) Incentivo ou pressão para perpetrar fraude. 
(b) Oportunidade percebida de cometer fraude. e 
(c)Capacidade de racionalizar a ação fraudulenta (atitudes/racionalizações). 
Embora os fatores de risco abranjam um amplo leque de situações, eles são apenas exemplos 
e, portanto, o auditor pode identificar fatores de risco adicionais ou diferentes. 
Diz a norma que nem todos estes exemplos são relevantes em todas as circunstâncias e alguns 
podem ter mais ou menos significado em entidades de tamanho diferente ou com 
características de propriedade ou circunstâncias diferentes. A ordem dos exemplos de fatores 
de risco fornecidos não se destina a refletir sua importância relativa ou a frequência da 
ocorrência. 
Vejamos o que diz a norma: 
Apêndice1 
[...] 
Fatores de risco relacionados a distorções decorrentes de apropriação indevida de ativos 
também são classificados segundo as três condições geralmente presentes quando há fraude: 
incentivo/pressão, oportunidade e atitude/racionalização. Alguns dos fatores de risco 
relacionados a distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas também podem 
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estar presentes quando ocorrerem distorções originárias de apropriação indevida de ativos. Por 
exemplo, o monitoramento ineficaz da administração e outras deficiências no controle interno 
podem estar presentes quando existirem distorções decorrentes de informação contábil 
fraudulenta ou apropriação indevida de ativos. 
Incentivos/Pressões 
Obrigações financeiras pessoais podem criar pressão sobre a administração ou empregados 
com acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo para que se apropriem 
indevidamente de tais ativos. Relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com 
acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo podem motivar esses empregados a 
apropriar-se indevidamente de tais ativos. Por exemplo, relações adversas podem ser criadas 
pelo seguinte: 
ひ Demissões conhecidas ou previstas de empregados. 
ひ Mudanças recentes ou previstas na forma de remuneração ou nos planos de benefícios dos 
empregados. 
ひ Promoção, remuneração ou outras recompensas incompatíveis com as expectativas. 
Oportunidades 
Certas características ou circunstâncias podem aumentar a suscetibilidade dos ativos à 
apropriação indevida. Por exemplo, as oportunidades de apropriação indevida de ativos 
aumentam quando existe o seguinte: 
ひGヴ;ミSWゲàケ┌;ミデキ;ゲ de dinheiro em mão ou processadas. 
ひIデWミゲàSWàWゲデラケ┌WàIラマàデ;マ;ミエラàヮWケ┌WミラがàIラマà;ノデラà┗;ノラヴàラ┌àWマà;ノデ;àヮヴラI┌ヴ;く 
ひà áデキ┗ラゲà a;IキノマWミデWà Iラミ┗Wヴゲケ┗Wキゲがà デ;キゲà Iラマラà デケデ┌ノラゲà ;ラà ヮラヴデ;Sラヴがà Sキ;マ;ミデWゲà ラ┌à Iエキヮゲà SWà
computador. 
ひ Ativos fixos de tamanho pequeno, comercializáveis ou sem identificação clara de 
propriedade. 
O controle interno inadequado sobre os ativos pode aumentar a suscetibilidade de apropriação 
indevida dos ativos. Por exemplo, a apropriação indevida de ativos pode ocorrer por causa do 
seguinte: 
ひ“WェヴWェ;N?ラàキミ;SWケ┌;S;àSWàa┌ミNロWゲàラ┌àSWà┗WヴキaキI;NロWゲàキミSWヮWミSWミデWゲく 
ひ“┌ヮWヴ┗キゲ?ラàェWヴ;ノà キミ;SWケ┌;S;àSラゲàェ;ゲデラゲàS;à;ノデ;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラがàデ;キゲàIラマラà┗キ;ェWミゲàWàラ┌デヴラゲà
reembolsos. 
ひ“┌ヮWヴ┗キゲ?ラàェWヴ;ノàキミ;SWケ┌;S;àヮWノ;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラàSラゲàWマヮヴWェ;SラゲàヴWゲヮラミゲ=┗Wキゲàヮラヴà;デivos, por 
exemplo, supervisão ou monitoramento inadequado de locais remotos. 
ひIミ┗Wゲデキェ;N?ラàキミ;SWケ┌;S;àS;à┗キS;àヮヴWェヴWゲゲ;àSWàI;ミSキS;デラゲà;àWマヮヴWェラゲàIラマà;IWゲゲラà;à;デキ┗ラゲく 
ひRWェキゲデヴラゲàキミ;SWケ┌;SラゲàヴWaWヴWミデWゲà;ラゲà;デキ┗ラゲく 
ひ“キゲデWマ;àキミ;SWケ┌;SラàSWà;┌デラヴキ┣;N?ラàWà;ヮヴラ┗;ção de operações (por exemplo, em compras). 
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ひ“;ノ┗;ェ┌;ヴS;ゲàaケゲキI;ゲàキミ;SWケ┌;S;ゲàSWàSキミエWキヴラがàキミ┗WゲデキマWミデラがàWゲデラケ┌Wàラ┌à;デキ┗ラゲàaキ┝ラゲくà 
ひF;ノデ;àSWàIラミIキノキ;N?ラàIラマヮノWデ;àWàデWマヮWゲデキ┗;àSWà;デキ┗ラゲく 
ひF;ノデ;àSWàSラI┌マWミデ;N?ラà デWマヮWゲデキ┗;àWà;ヮヴラヮヴキ;S;àSWà デヴ;ミゲ;NロWゲがàヮラヴàW┝Wマplo, créditos por 
devolução de mercadoria. 
ひF;ノデ;àSWàaYヴキ;ゲàラHヴキェ;デルヴキ;ゲàヮ;ヴ;àWマヮヴWェ;Sラゲàケ┌WàW┝WI┌デ;マàa┌ミNロWゲ-chave de controle. 
ひEミデWミSキマWミデラàキミ;SWケ┌;SラàSWàデWIミラノラェキ;àS;àキミaラヴマ;N?ラàヮWノ;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラがàラàケ┌WàヮラゲゲキHキノキデ;à
aos empregados de tecnologia da informação perpetrar apropriação indevida. 
ひCラミデヴラノWゲà キミ;SWケ┌;Sラゲàヮ;ヴ;àラà;IWゲゲラà;àヴWェキゲデヴラゲà;┌デラマ;デキ┣;Sラゲがà キミIノ┌キミSラàラゲàIラミデヴラノWゲàWàラà
exame dos registros de eventos dos sistemas computadorizados. 
Atitudes/racionalizações 
ひàF;ノデ;àSWàIラミゲキSWヴ;N?ラàWマàヴWノ;N?ラà<àミWcessidade de monitorar ou reduzir riscos relacionados 
com apropriações indevidas de ativos. 
ひàF;ノデ;àSWàIラミゲキSWヴ;N?ラàWマàヴWノ;N?ラà;ラàIラミデヴラノWàキミデWヴミラàゲラHヴWà;ヮヴラヮヴキ;N?ラàキミSW┗キS;àSWà;デキ┗ラゲà
por burlar os controles existentes ou por omissão em tomar medidas corretivas sobre 
deficiências no controle interno. 
ひàCラミS┌デ;àケ┌Wà キミSキケ┌WàSWゲ;ェヴ;Sラàラ┌à キミゲ;デキゲa;N?ラàIラマà;àWミデキS;SWàラ┌àラà デヴ;デ;マWミデラàSWàゲW┌ゲà
empregados. 
ひàMudanças na conduta ou estilo de vida que possam indicar que ativos foram indevidamente 
apropriados. 
ひàTolerância de pequenos roubos. [grifo nosso]` 
Pelos trechos destacados acima, percebemos que a associação correta é aquela prevista na 
LWデヴ;àさIざàふミラゲゲラàェ;H;ヴキデラぶく 
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G;H;ヴキデラぎ さCざく 
25. (FCC - Analista Legislativo (ALESE)/Contabilidade / Apoio Técnico Administrativo - 2018) 
A NBC TA 240, que trata da Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, no contexto da 
Auditoria das Demonstrações Contábeis, estabelece quais são os objetivos do auditor. De 
acordo com esta NBC, encontram-se entre os objetivos do auditor 
a) reparar, sempre que possível, distorções relevantes nas demonstrações contábeis, 
decorrentes de fraudes, minimizando as consequências para a empresa. 
b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, 
decorrente de fraude, bem como responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de 
fraude identificada durante a auditoria. 
c) comunicar ao Ministério Público distorções relevantes nas demonstrações contábeis, 
decorrentes de fraudes, e, tratando-se de instituição ligada ao mercado de valores mobiliários, 
solicitar, justificadamente, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
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d) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude identificada em relação a 
tributos não lançados ou não pagos, exceto quanto àqueles devidos na qualidade de 
responsável ou substituto tributário, comunicando o fato à Fazenda Pública interessada. 
e) obter evidências de auditoria sobre os riscos identificados de distorção relevante e 
decorrente de fraude, comunicando o resultado da auditoria ao Banco Central do Brasil, em 
prazo não superior a 30 dias, quando se tratar de evidências obtidas junto a instituições 
financeiras. 
Comentários 
Questão aborda os objetivos específicos do auditor em relação à fraude. Segundo a NBC TA 
240(R1): 
10. Os objetivos do auditor são: 
(a) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis 
decorrente de fraude; 
(b) obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os riscos identificados de 
distorção relevante decorrente de fraude, por meio da definição e implantação de respostas 
apropriadas; e 
(c) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identificada durante a 
auditoria.[grifo nosso] 
Pelo exposto, especialmente trechos em negrito acima destacados, nosso gabarito é a letra B. 
As demais assertivas todas carecem de previsão normativa. 
Cabe ressaltar que a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos 
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Já o auditor que realiza 
auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter segurança razoável 
de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, 
causadas por fraude ou erro. Conforme descrito na NBC TA 200, devido às limitações inerentes 
da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações 
contábeis podem não ser detectadas, apesar de a auditoria ser devidamente planejada e 
realizada de acordo com as normas de auditoria. 
G;H;ヴキデラぎ さBざく 
26. (FCC - Analista Legislativo(ALESE)/Contabilidade / Apoio Técnico Administrativo - 2018) 
De acordo com a NBCTA 240, que regula a Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, 
no contexto da Auditoria das Demonstrações Contábeis, as distorções nestas demonstrações 
a) podem originar-se de fraude leve ou de fraude grave, sendo que o fator que distingue uma 
da outra é que a fraude grave é dolosa, enquanto que a fraude leve não o é. 
b) só podem originar-se de fraude leve, de fraude grave ou de erro inescusável, sendo que na 
fraude grave há dolo, na fraude leve não há dolo, mas há culpa grave, e no erro há culpa leve. 
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c) só podem originar-se de fraude in eligendo, de fraude in vigilando, de erro inescusável e de 
erro escusável, sendo que as duas modalidades de fraude não são intencionais, pois não são 
praticadas pela administração, mas pelos responsáveis pela governança, enquanto que os erros 
inescusáveis são intencionais e se revestem de características dolosas. 
d) também podem originar-se de fraude presumida, decorrente de culpa in eligendo, que 
ocorre quando se preenchem os quadros da empresa com funcionários destinados a praticar 
atos fraudulentos, ou de culpa in vigilando, que ocorre quando se exerce incentivo ou pressão 
sobre funcionários para que eles passem a praticar ou tolerar a prática de ato fraudulento. 
e) podem originar-se de fraude ou erro, sendo que o fator distintivo entre fraude e erro está 
no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas 
demonstrações contábeis. 
Comentários 
Distorção, nos termos da NBC TA 200 (R1), さé a diferença entre o valor, a classificação, a 
apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a classificação, 
a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de acordo com a estrutura 
de relatório financeiro aplicável. As distorções podem originar-ゲWàSWàWヴヴラàラ┌àaヴ;┌SWざ. 
Segundo a NBC TA 240 (R1), さas distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se 
de fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não 
intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeisざ. 
Questão extraída literalmente da norma supracitada. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
27. (FCC - Analista em Gestão (DPE AM)/Ciências Contábeis/ Especializado de Defensoria - 2018) 
Analisando uma série de notas fiscais em processos relativos a adiantamentos de fundos, o 
servidor encarregado do controle interno lembrou-se de ter visto o nome do mesmo 
estabelecimento comercial em outro processo que já havia sido aprovado. 
Ele procedeu à recuperação do processo no arquivo e, comparando documentos, pôde 
averiguar que se tratava da imagem do mesmo cupom fiscal juntado em duas prestações de 
contas. 
Acerca dessa situação hipotética, 
a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua memória, pois excedeu a 
amplitude definida no planejamento de auditoria, tendo o desarquivamento e a análise do 
documento ocorrido fora das hipóteses previstas nas normas de auditoria. 
b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em relação à primeira prestação 
de contas de adiantamento, haja vista a sua aprovação. 
c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude, que, por configurar crime, deve 
ser de imediato comunicada à autoridade policial. 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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 89 
 
d) apenas da narrativa acima não se conclui que ocorreu fraude, mas o papel pode constituir 
evidência de auditoria em processo administrativo. 
e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance supre o vício de duplicidade. 
Comentários 
Questão traz uma situação hipotética, a qual nos cabe analisar para então julgarmos as 
assertivas. Ora, o enunciado não menciona, nem de forma expressa e nem tampouco implícita, 
que houve intenção de quem quer que seja para a ocorrência da divergência apurada pelo 
servidor do controle interno. De fato há uma distorção (mesma nota fiscal utilizada em mais 
de um processo de prestação de contas), no entanto não há elementos no enunciado que nos 
façam concluir se estamos diante de fraude (ato intencional) ou erro (ato não intencional). Em 
realidade, o enunciado não fala nada sobre o momento da prática do ato que ocasionou a 
distorção, limitando-se somente a falar sobre o momento em que foi detectada a divergência. 
Vamos então avaliar cada assertiva. 
Letras A e B に alternativas absurdas. O servidor deve usar os meios que estiver ao seu alcance 
para coletar evidências de auditoria. Independente de aprovação prévia, a distorção deve ser 
documentada e relatada. 
Letra C に para concluirmos sobre a ocorrência de fraude o enunciado deveria trazer elementos 
que nos fizessem crer que houve manifesta intenção de um agente para a ocorrência do desvio 
apurado. Sobre a comunicação à polícia, não há nada a esse respeito nas normas de auditoria. 
Letra D に nosso gabarito. Alternativa está perfeita. Não se pode concluir pela ocorrência de 
fraude e os documentos analisados devem constituir evidência de auditoria. 
Letra E に mais uma absurda. É lógico que uma simples assinatura de quem quer que seja 
(superior ou não) não supre o vício observado pelo controlador interno. Nesse cenário, seria 
mais o caso de se instaurar processo administrativo, respeitando o direito ao contraditório e à 
ampla defesa, para posterior adoção de providências cabíveis. 
G;H;ヴキデラぎ さDざく 
28. (FCC に Analista Judiciário (TRT 24ª Região)/Contabilidade/ Administrativa に 2017) 
De acordo com a conceituação prevista na NBC TA 240, que trata da responsabilidade do 
auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, 
a) demonstrações contábeis devem ser consideradas fraudulentas apenas quando decorram 
de manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou documentos 
comprobatórios que serviram de base à sua elaboração. 
b) fatores de risco de fraude, quando detectados e documentados pelo auditor, devem ser 
relatados como evidência da ocorrência de fraude, ou, no mínimo, de distorção relevante. 
c) o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente veda 
qualquer espécie de comunicação de identificação de fraude a autoridades de supervisão. 
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d) fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para 
que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. 
e) a aplicação incorreta, intencional, dos princípios contábeis relativos a valores, classificação, 
forma de apresentação ou divulgação poderá ensejar distorção significativa decorrente de 
erro, não caracterizando, contudo, fraude. 
Comentários 
Questão trata de aspectos gerais da NBC TA 240 (R1). Vamos avaliar cada assertiva. 
LWデヴ;à áぎà INCORRETáくà Q┌Wゲデ?ラà SWà ;┌Sキデラヴキ;à ┌ゲラ┌à ;à W┝ヮヴWゲゲ?ラà さ;ヮWミ;ゲざがà Wマà ヴWェヴ;がà テ=à ヮラSWà
SWゲIラミaキ;ヴàふI┌キS;Sラàヮラキゲàエ=àI;ゲラゲàWマàケ┌Wà;àヮヴルヮヴキ;àミラヴマ;à┌デキノキ┣;ヴà┗ラI=H┌ノラゲàIラマラàさゲラマWミデWざがà
さ;ヮWミ;ゲざがàWtc.). O item A3 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito に grifos nossos) traz exemplos 
de situações que ocasionam informações fraudulentas. Além da situação trazida na assertiva, 
há outras に o que a torna incorreta. 
Item A3. Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte: 
 Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de registros contábeis ou 
documentos comprobatórios que serviram debase à elaboração de demonstrações 
contábeis. 
 Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos, operações ou 
outras informações significativas. 
 Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores, classificação, 
forma de apresentação ou divulgação. 
Letra B: INCORRETA. A assertiva erra ao dizer que fatores de risco de fraude identificados 
DEVEM (necessariamente) ser relatados (ou considerados como) fraude. Pela inteligência dos 
itens 11 e 24 da NBC TA 240 (R1), vemos claramente que o fator de risco é um indicativo (ou 
possibilidade) de incentivo ou pressão para ocorrência de fraude, não indicando 
necessariamente sua existência. Eles PODEM, muitas vezes, indicar riscos relevantes 
decorrentes de fraudes. Vejamos: 
Item 11. Para efeito desta Norma, os termos abaixo têm os seguintes significados: 
(...) Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão 
para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. 
Item 24. O auditor deve avaliar se as informações obtidas com outros procedimentos de 
avaliação de risco e atividades relacionadas realizadas indicam a presença de um ou mais 
fatores de risco de fraude. Embora os fatores de risco de fraude não indiquem necessariamente 
a sua efetiva existência, eles muitas vezes estão presentes em ocorrências de fraude e, 
portanto, podem indicar riscos de distorção relevante decorrente de fraude. 
Letra C: INCORRETA. Vimos em questão anterior que o auditor DEVE comunicar a ocorrência 
de fraude à administração da entidade (ou aos responsáveis pela governança, quando há 
envolvimento da própria administração). Percebemos que a comunicação a pessoas da própria 
entidade (administração e responsáveis pela governança) é um dever, e não uma faculdade do 
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auditor. A questão que se coloca é em relação à comunicação para pessoas de fora da entidade. 
Em regra, o auditor tem o dever profissional de respeitar a confidencialidade da informação do 
cliente. No entanto, há casos em que a responsabilidade legal do auditor se sobrepõe ao dever 
de confidencialidade, gerando a necessidade de comunicação da ocorrência de fraude a 
terceiros de fora da entidade, como é o caso de autoridades de supervisão (reguladores ou de 
controle). É o que se extrai dos itens 43 e A65 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcritos に grifos 
nossos). 
Item 43. Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude, deve determinar se há 
responsabilidade de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade. Embora 
o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente possa 
impedir que tais informações sejam dadas, as responsabilidades legais do auditor podem 
sobrepor-se ao dever de confidencialidade em algumas situações. 
Item A65. O dever profissional do auditor de manter a confidencialidade das informações do 
cliente pode impedir que ele relate a fraude a uma parte fora da entidade cliente. Contudo, a 
responsabilidade legal do auditor e, em certas circunstâncias, o dever de confidencialidade 
pode ser passado por cima por estatuto, lei ou tribunais de direito. No Brasil, o auditor de 
instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de 
supervisão. Em outros segmentos o auditor também tem dever de relatar distorções nos casos 
em que a administração e os responsáveis pela governança deixam de adotar ações corretivas. 
Letra D: CORRETA, nos termos exatos do item 11 da NBC TA 240 (R1) に apresentado acima. 
Letra E: INCORRETA. Vimos acima exemplos de situações que ocasionam informações 
fraudulentas. A aplicação incorreta intencional de princípios contábeis está nesse rol (item A3 
da NBC TA 240 R1). Assertiva, portanto, erra ao falar que se trata de situação de ERRO. 
G;H;ヴキデラぎ さDざく 
29. (FCC - Analista Judiciário (TRF 3ª Região)/Contadoria / Apoio Especializado - 2016) 
Nos termos da NBC TA 240, considere: 
I. Erro que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
II. Distorção decorrente de informações fraudulentas. 
III. Distorção decorrente de apropriação indébita de ativos. 
É distorção intencional pertinente para o auditor o que consta em 
a) I e III, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) II e III, apenas. 
Comentários 
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Questão recorrente nas provas de auditoria, independentemente de banca examinadora ou 
área. Aqui, você deve observar a intenção do agente quando da realização de cada constatação 
pelo auditor. Ressalte-ゲWàケ┌WがàゲWェ┌ミSラà;àNBCàTáàヲヴヰがàWゲヮWIキaキI;マWミデWàキデWマàヲがàさas distorções 
nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. O fator distintivo entre 
fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta 
WマàSキゲデラヴN?ラàミ;ゲàSWマラミゲデヴ;NロWゲàIラミデ=HWキゲざくàáノYマàSキゲゲラがàさfraude é o ato intencional de um ou 
mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, 
que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Dois tipos de distorções 
intencionais são pertinentes para o auditor に distorções decorrentes de informações 
contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativosざ. 
Para ajudá-los com a memorização, segue mapa mental que consolida as informações previstas 
na NBC TI 01: 
 
 
O Erro, por definição, é ato não intencional (logo o item I é descartado). A Fraude com a qual o 
auditor está preocupado é aquela que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. 
Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor に distorções decorrentes 
de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Logo os itens II e 
III são intencionais e pertinentes para o auditor. 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
30. (FCC - Auditor Fiscal da SEFAZ MA - 2016) 
Na auditoria realizada na companhia distribuidora de peças e acessórios para veículos leves e 
pesados, o auditor registrou as seguintes constatações: 
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como 
receitas de aplicações financeiras. 
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do ICMS 
referente a compras para comercialização. 
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto no 
pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente. 
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IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na 
tesouraria da empresa. 
Segundo as Normas de Auditoria, as constatações registradas pelo auditor caracterizam, 
respectivamente, 
a) fraude, erro, fraude e fraude. 
b) erro, fraude, fraude e fraude. 
c) erro, fraude, erro e fraude. 
d) fraude, fraude, erro e erro. 
e) erro, fraude, fraude e erro. 
Comentários 
Questão se resolve somente pelos conceitos de Fraude, trazidos na NBC TA 240 (R1), transcritos 
abaixo (grifos nossos). 
2. As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. O fator 
distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação 
subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
Item 11. Para efeito desta Norma, os termos abaixo têm os seguintes significados: 
(a) Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis 
pela governança, empregadosou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem 
injusta ou ilegal. 
Percebam então que a fraude é um ato intencional, que envolve dolo para obtenção de alguma 
vantagem injusta ou ilegal. O erro, por sua vez, é não intencional. Esquematizando: 
 
 
Somente com os conceitos acima podemos facilmente resolver a questão, vejamos. 
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores contabilizados como 
receitas de aplicações financeiras. 
Não há qualquer menção à intenção do agente que ocasionou a distorção. Logo, estamos 
diante de ERRO. 
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II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no livro apuração do ICMS 
referente a compras para comercialização. 
さáS┌ノデWヴ;N?ラàヮ;ヴ;àマ;キゲざàテ=àミラゲàキミSキI;àケ┌Wàエラ┌┗WàキミデWミN?ラàSラà;ェWミデWがàヮラヴデ;ミデラàWゲデ;マラゲàSキ;ミデWà
de FRAUDE (futuros auditores da área estadual verão isso acontecer bastante na prática). 
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi concedido desconto no 
pagamento com atraso de duplicatas a receber efetuado pelo cliente. 
Ora, desatenção do funcionário só pode ser ERRO. Não houve, no caso, intenção do agente. 
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de justificar saque na 
tesouraria da empresa. 
Opa, falou em registro fictício com objetivo (palavra-chave) de justificar um saque estamos 
diante de FRAUDE! 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
31. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) / Auditoria de Tecnologia da 
Informação/Controle Externo - 2015) 
Um analista de sistemas alterou uma informação sobre o faturamento de uma empresa 
diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de informação que deveria utilizar. 
Apesar de não ser essa a intenção do analista, a alteração gerou distorção nos registros da 
empresa em relação a sua realidade fiscal. Referente ao ato do analista e a responsabilidade 
do auditor independente das demonstrações contábeis que identificou a situação, é correto 
afirmar que 
a) não é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
fraude. 
b) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
fraude. 
c) é responsabilidade do auditor a prevenção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
erro. 
d) é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu erro. 
e) não é responsabilidade do auditor a detecção desse tipo de ocorrência e o analista cometeu 
erro. 
Comentários 
A questão trata de uma situação em que devemos avaliar a intenção do agente ao realizar o 
ato. No caso em tela, um analista de sistemas alterou uma informação sobre o faturamento de 
uma empresa diretamente nos bancos de dados, sem o uso do sistema de informação que 
deveria utilizar. Enunciado diz que não era essa a intenção do analista, de onde se conclui que 
houve um erro. 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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A responsabilidade primária pela prevenção e detecção da fraude e erro é dos responsáveis 
pela governança da entidade e da sua administração. Dessa forma, esse tipo de ocorrência não 
é responsabilidade do auditor. O auditor é responsável por obter segurança razoável de que as 
demonstrações, como um todo, não contém distorção relevante causadas por fraude ou erro. 
 
Gabaヴキデラぎ さEざく 
32. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE)/Auditoria Governamental / Controle Externo - 
2015) 
NラàW┝;マWàS;ゲàIラミデ;ゲàH;ミI=ヴキ;ゲàЪàB;ミIラゲàCラミデ;àMラ┗キマWミデラàSラàB;ノ;ミNラàP;デヴキマラミキ;ノàS;àEマヮヴWゲ;à
de Distribuição de Gás e Gasolina para os hospitais estaduais, o auditor independente 
constatou que o encarregado da tesouraria da entidade desviou R$ 90.000,00 para conta 
bancária própria. Para justificar-se, foi apresentada ao auditor a quitação de uma duplicata 
referente a uma compra fictícia. Segundo às Normas SWàá┌Sキデラヴキ;àЪàNBCàTáゲがàラà;デラàヮヴ;デキI;Sラà
pelo encarregado da tesouraria caracteriza 
a) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do auditor independente. 
b) um roubo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do controle interno da 
entidade. 
c) uma fraude, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é dos responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração. 
d) um desvio de ativo, cuja responsabilidade pela prevenção e detecção é do conselho fiscal da 
entidade. 
e) uma evidência de auditoria que produz distorções irrelevantes nas demonstrações contábeis 
da entidade 
Comentários 
No caso em tela, o auditor independente constatou que o encarregado da tesouraria da 
entidade desviou R$ 90.000,00 para conta bancária própria, ou seja, ele quis に de forma 
intencional に causar desfalque na Banco Conta Movimento da entidade. Por isso estamos 
diante de uma fraude! Para justificar esse desembolso, apresentou a quitação de uma duplicata 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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referente a uma compra fictícia. Mais uma vez fica clara a intenção do agente em perpetrar o 
desfalque. 
Adicionalmente, como vimos em nossa aula, a principal responsabilidade pela prevenção e 
detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração (e 
não do auditor!). 
G;H;ヴキデラぎ さCざく 
33. (FCC に TRT 11ª Região に An. Judiciário/Contabilidade に 2017) 
De acordo com a NBC TA 240 (R1), no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, a 
responsabilidade do auditor em relação à fraude é EXCETO: 
a) O ceticismo profissional é um dos requisitos para o trabalho de auditoria considerando o 
potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecer o fato de que 
procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção 
de fraude. 
b) A discussão entre os membros da equipe de trabalho para determinar os assuntos que 
devem ser comunicados aos membros da equipe, deve enfatizar especialmente como e em que 
pontos as demonstrações contábeis da entidade são suscetíveis de distorção relevante 
decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode ocorrer. 
c) Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o auditor 
deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de receitas, avaliar 
que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses riscos. 
d) O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da administração vir 
a burlar os controles, precisa aplicar outros procedimentos de quando há riscos adicionais 
específicos de que a administração possa burlar os controles não cobertos pelos 
procedimentos já aplicados. 
e) Nos casos em que o auditor identifique a ocorrência de fraudes ou obtido informações que 
indiquem a possibilidade de fraude, o auditor deve, exclusivamente, comunicar estes assuntos 
de maneira formal ao principal da entidade, desde que este não seja o responsável pela 
governança. 
Comentários 
Questão trata de aspectos gerais da NBC TA 240 (R1). Vamos analisar cada assertiva. 
Letra A: CORRETA, nos exatos termos do item 8 da norma (abaixo transcrito に grifos nossos). 
Item 8. Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter 
atitude de ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os 
controles pela administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria 
eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude. Os requerimentos 
desta Norma destinam-se a auxiliar o auditor na identificaçãoe avaliação dos riscos de 
distorção relevante decorrente de fraude e na elaboração de procedimentos para detectar tal 
distorção. 
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Letra B: CORRETA, nos termos do item 15 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito に grifos nossos). 
Item 15. A NBC TA 315 requer a discussão entre os membros da equipe de trabalho e que o 
sócio (ou responsável técnico) do trabalho determine os assuntos que devem ser comunicados 
aos membros da equipe não envolvidos na discussão. Essa discussão deve enfatizar 
especialmente como e em que pontos as demonstrações contábeis da entidade são suscetíveis 
de distorção relevante decorrente de fraude, inclusive como a fraude pode ocorrer. A discussão 
deve ocorrer deixando de lado a possível convicção dos membros da equipe de trabalho de que 
a administração e os responsáveis pela governança são honestos e íntegros. 
Letra C: CORRETA nos termos do item 26 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito に grifos nossos). 
Item 26. Na identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude, o 
auditor deve, com base na presunção de que há riscos de fraude no reconhecimento de receitas, 
avaliar que tipos de receita, operações ou afirmações de receita geram esses riscos. O item 47 
especifica a documentação requerida no caso em que o auditor conclui que a presunção não é 
aplicável nas circunstâncias do trabalho e, portanto, não identifica o reconhecimento de 
receitas como um risco de distorção relevante decorrente de fraude. 
Letra D: CORRETA nos termos do item 33 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito に grifos nossos). 
Item 33. O auditor deve determinar se, para responder aos riscos identificados da 
administração vir a burlar os controles, o auditor precisa aplicar outros procedimentos de 
auditoria além dos mencionados anteriormente (isto é, quando há riscos adicionais específicos 
de que a administração possa burlar os controles não cobertos pelos procedimentos aplicados 
para atender as exigências do item 32). 
Letra E: ERRADA pelo que extraímos dos itens 40 e 41 da NBC TA 240 (R1) (abaixo transcrito に 
grifos nossos). 
Item 40. Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a 
possibilidade de fraude, o auditor deve comunicar estes assuntos tempestivamente a pessoa 
de nível apropriado da administração que têm a responsabilidade primordial de prevenir e 
detectar fraude em assuntos relevantes no âmbito de suas responsabilidades. 
Item 41. A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na 
administração da entidade, se o auditor tiver identificado ou suspeitar de fraude envolvendo a 
administração; empregados com funções significativas no controle interno; ou outros, cujas 
fraudes gerem distorção relevante nas demonstrações contábeis, o auditor deve comunicar 
tempestivamente esses assuntos aos responsáveis pela governança. Caso o auditor suspeite 
de fraude envolvendo a administração, o auditor deve comunicar essas suspeitas aos 
responsáveis pela governança e discutir com eles a natureza, época e extensão dos 
procedimentos de auditoria necessários para concluir a auditoria. 
Logo, meus amigos, a assertiva erra ao dizer que a comunicação é feita exclusivamente ao 
principal da entidade (erro tosco, em certa medida) e desde que não seja responsável pela 
governança. Vimos acima que a comunicação deve ser feita tempestivamente à administração 
da entidade e, em alguns casos, diretamente aos responsáveis pela governança (notadamente 
nos casos de envolvimento da administração na fraude identificada). 
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G;H;ヴキデラぎ さEざく 
34. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) 
Com relação às afirmações e aos riscos relativos às demonstrações financeiras, assinale a opção 
correta. 
a) Os riscos e as afirmações se relacionam às demonstrações de maneira parcial. 
b) Os riscos se relacionam de forma generalizada às demonstrações financeiras como um todo. 
c) A existência é uma afirmação restrita às transações de contas que englobam bens tangíveis. 
d) A ocorrência é uma afirmação que se refere a todos os saldos iniciais. 
e) As afirmações e os riscos restringem-se às contas de resultado nas demonstrações. 
Comentários 
Questão difícil, que mistura conhecimento da NBC TA 200 (R1) e da NBC TA 315 (R1). Vamos 
analisar cada assertiva a seguir: 
Letra A) ERRADA. Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis: no nível geral 
da demonstração contábil e no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis 
e divulgações. Assim, Riscos de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis 
referem-se aos riscos que se relacionam de forma generalizada às demonstrações contábeis 
como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. 
Letra B) CORRETA. Riscos de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis 
referem-se aos riscos que se relacionam de forma generalizada às demonstrações contábeis 
como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. 
Para analisar as letras C e D, é preciso saber que, de acordo com a NBC TA 315 (R1), as 
afirmações usadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções potenciais 
que possam ocorrer podem se enquadrar nas seguintes categorias: 
(a) afirmações sobre classes de transações e eventos e divulgações relacionadas, para o período 
sob auditoria: 
 (i) ocorrência に transações e eventos que foram registrados ou divulgados ocorreram e tais 
transações e eventos são da entidade に letra D errada; 
 (ii) integralidade に todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram 
registrados; e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas 
demonstrações contábeis foram incluídas; 
 (iii) exatidão に valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram 
registrados adequadamente, e respectivas divulgações foram apropriadamente mensuradas 
e descritas; 
 (iv) corte に as transações e eventos foram registrados no período contábil correto; 
 (v) classificação に as transações e eventos foram registrados nas contas corretas; 
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 (vi) apresentação に transações e eventos estão apropriadamente agregados ou 
desagregados e claramente descritos, e as respectivas divulgações são relevantes e 
compreensíveis no contexto dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável; 
(b) afirmações sobre saldos de contas e divulgações relacionadas no fim do período: 
 (i) existência に ativos, passivos e elementos do patrimônio líquido existem に letra C errada; 
 (ii) direitos e obrigações に a entidade detém ou controla os direitos sobre ativos e os passivos 
são obrigações da entidade; 
 (iii) integralidade に todos os ativos, passivos e patrimônio líquido que deviam ser registrados 
foram registrados, e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas 
demonstrações contábeis foram incluídas; 
 (iv) exatidão, valorização e alocação に ativos, passivos e patrimônio líquido estão incluídos 
nas demonstrações contábeis nos valores apropriados e quaisquer ajustes resultantes de 
valorização ou alocação estão adequadamente registrados, e as respectivas divulgações 
estão apropriadamente mensuradas e descritas; 
 (v) classificação に ativos, passivos e patrimônio líquido foram registrados nas contas 
adequadas; 
 (vi) apresentação に ativos, passivos e patrimônio líquido estão adequadamente agregados 
ou desagregados e claramentedescritos, e respectivas divulgações são relevantes e 
compreensíveis no contexto dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável. 
Letra C) ERRADA. A afirmação de existência abrange ativos (não somente os tangíveis), 
passivos e elementos do patrimônio líquido. 
Letra D) ERRADA. A afirmação de ocorrência verifica se transações e eventos que foram 
registrados ou divulgados ocorreram e tais transações e eventos são da entidade. 
Letra E) ERRADA. Tanto as afirmações quanto os riscos podem afetar as contas de ativo, 
passivo e patrimônio líquido de forma indistinta. 
G;H;ヴキデラぎ さBざく 
35. (CESPE - Auditor (FUB) - 2013) 
De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução 
CFC n.º 986/2003, julgue o item que se segue. 
A diferença estabelecida entre o erro e a fraude decorre da relevância do ato em termos do 
impacto que pode provocar como resultado de omissão que afete registros e relatórios tanto 
em termos físicos como monetários. 
Comentários 
Item errado. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não 
intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. Não há 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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 100 
 
que se falar em relevância do ato, ou mesmo impacto potencial, para se diferenciar a fraude 
do erro. A NBC TI 01 (Auditoria Interna) define fraude e erro: 
12.1.3.2 に Oà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de 
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e 
demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
12.1.3.3 に Oà デWヴマラà さWヴヴラざà ;ヮノキI;-se a ato não-intencional de omissão, desatenção, 
desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, informações e 
demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos 
físicos quanto monetários.[grifo nosso] 
Veja a diferença entre ato intencional e não intencional: 
 
 
Gabarito: さERRADOざく 
36. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização - 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
O auditor deve preparar respostas gerais para tratar dos riscos que podem advir de distorções 
relevantes constatadas na auditagem de demonstrações contábeis. Esse procedimento 
contribuirá para que o auditor defina e execute procedimentos apropriados, como testes e 
investigações, com o objetivo de obter evidências de auditoria. 
Comentários 
Item certo. Essa informação está em conformidade com a NBC TA 330 (R1) に Resposta do 
Auditor aos Riscos Avaliados. Dependendo das repostas gerais dos riscos das distorções 
relevantes, o auditor irá avaliar quais os procedimentos a serem realizados, objetivando obter 
evidência de auditoria apropriada e suficiente. Veja: 
Respostas gerais 
5. O auditor deve planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados 
de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis. 
[...] 
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 101 
 
6. O auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria, cuja natureza, 
época e extensão se baseiam e respondem aos riscos avaliados de distorção relevante no nível 
de afirmações. 
8. O auditor deve planejar e realizar testes de controle para obter evidência de auditoria 
apropriada e suficiente quanto à efetividade operacional dos controles relevantes (...). 
A1. As respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das 
demonstrações contábeis podem incluir: 
ひàWミa;デキ┣;ヴàヮ;ヴ;à;àWケ┌キヮWàSWà;┌Sキデラヴキ;à;àミWIWゲゲキS;SWàSWàマ;ミデWヴàラàIWデキIキゲマラàヮヴラaキゲゲキラミ;ノき 
ひàSWゲキェミ;ヴàヮWゲゲラ;ノàマ;キゲàW┝ヮWヴキWミデWàラ┌à;ケ┌WノWゲàIラマàエ;HキノキS;SWゲàWゲヮWIキ;キゲàラ┌à┌ゲ;ヴàWゲヮWIキ;ノキゲデ;ゲき 
ひàaラヴミWIWヴàマ;キゲàゲ┌pervisão; 
ひàキミIラヴヮラヴ;ヴàWノWマWミデラゲà;SキIキラミ;キゲàSWàキマヮヴW┗キゲキHキノキS;SWàミ;àゲWノWN?ラàSラゲàヮヴラIWSキマWミデラゲà;SキIキラミ;キゲà
de auditoria a serem executados; 
ひàWaWデ┌;ヴà;ノデWヴ;NロWゲàェWヴ;キゲàミ;àミ;デ┌ヴW┣;がàYヮラI;àラ┌àW┝デWミゲ?ラàSラゲàヮヴラIWSキマWミデラゲàSWà;┌Sキデラヴキ;à
como, por exemplo, executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em 
data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter 
evidência de auditoria mais persuasiva. [Grifos nossos] 
Portanto, item certo. 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
37. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização - 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
O nível aceitável de risco de detecção está diretamente relacionado com os riscos avaliados de 
distorção relevante no nível da afirmação. Desse modo, quanto menores forem os riscos de 
distorção relevante que o auditor pensa existir, menor será o risco de detecção que pode ser 
aceito. 
Comentários 
Item errado. Ao contrário do que fora mencionado no item, o nível aceitável de risco de 
detecção está inversamente relacionado com os riscos avaliados de distorção relevante no 
nível da afirmação. Então, quanto maiores forem os riscos de distorção relevante que o 
auditor pensa existir, menor será o risco de detecção que pode ser aceito, nos termos da NBC 
TA 200 (R1). Veja: 
Risco de detecção 
A42. Para um dado nível de risco de auditoria, o nível aceitável de risco de detecção tem uma 
relação inversa com os riscos avaliados de distorção relevante no nível da afirmação. Por 
exemplo, quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir, 
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 102 
 
menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são as evidências 
de auditoria exigidas. [grifo nosso] 
G;H;ヴキデラぎ さERRADOざく 
38. (CESPE - Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/2016/ Administração/Administrativa - 2016) 
Com relação ao planejamento da auditoria, julgue o item subsequente. 
Para a determinação do risco de auditoria, o auditor deve avaliar o ambiente de controle da 
entidade, que compreende, entre outros aspectos, a definição das competências e 
responsabilidades de cada setor ou empregado, bem como o sistema de aprovação e registro 
das transações. 
Comentários 
Item certo. Essa informação está alinhada com a já revogada NBC T 11 e consolidada por 
posicionamentos doutrinário acerca do risco. Vejamos o que diz a NBC T 11: 
11.2.3.3 に Para determinar o risco da auditoria, o auditor deve avaliar o ambiente de controle 
da entidade, compreendendo: 
a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade; 
b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados, especialmente quanto 
a limites de autoridade e responsabilidade; 
c) as políticas de pessoal e segregação de funções; 
d) a fixação, pela administração, de normas para inventário, para conciliação de contas, 
preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais; 
e) as implantações, modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada, bem 
como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados; 
f) o sistema de aprovação e registro de transações; 
g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos; e 
h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. 
Sabemos que em Auditoria, a cobrança de dispositivos de normas já revogadas, infelizmente, 
é comum. Em muitoscasos, como esse, a doutrina acaba perpetuando alguns entendimentos 
desses normativos. 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
39. (CESPE - Contador (DPU) - 2016) 
Acerca dos procedimentos e testes de auditoria no setor público, julgue o seguinte item. 
A correta aplicação dos procedimentos de auditoria por parte do auditor elimina o risco de 
detecção. 
Comentários 
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 103 
 
Item errado. Segundo a NBC TA 200 (R1), o risco de detecção só pode ser reduzido, não 
eliminado, devido às limitações inerentes de uma auditoria. Portanto, sempre existe risco de 
detecção. 
G;H;ヴキデラぎ さERRADOざく 
40. (CESPE に Auditor (FUB) - 2013) 
No que se refere ao planejamento de auditoria e suas etapas, julgue o próximo item. 
O risco inerente deve ser avaliado desconsiderando-se a existência de controles na instituição; 
por sua vez, o risco de controle é avaliado quanto à vulnerabilidade do sistema de controles 
internos. O risco de detecção, diferentemente, relaciona-se ao fato de o auditor não descobrir 
eventuais erros ou irregularidades relevantes por não estarem inclusos na pauta do trabalho 
realizado. 
Comentários 
Item certo. Questão trata dos três riscos que compõem o risco de auditoria. Segundo a NBC TA 
ヲヰヰふRヱぶがà さRisco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria 
キミ;SWケ┌;S;àケ┌;ミSラà;ゲàSWマラミゲデヴ;NロWゲàIラミデ=HWキゲàIラミデキ┗WヴWマàSキゲデラヴN?ラàヴWノW┗;ミデWざ. O risco de 
auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
O Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham 
distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no 
nível das afirmações: 
(i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; 
(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre 
uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e 
corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. 
Já o Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para 
reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção 
existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. 
Portanto, apesar de não literais, os conceitos trazidos no item em comento estão alinhados às 
definições normativas. 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
41. (CESPE に TCU に Auditor Federal de Controle Externo/Auditoria Governamental/Controle 
Externo に 2015) 
Julgue o item, acerca das normas técnicas de auditoria. 
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 104 
 
O risco de auditoria é a possibilidade de o auditor, por algum motivo alheio a sua vontade, vir 
a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis 
significativamente incorretas. Para fins de análise, o risco de auditoria divide-se em três 
componentes: risco inerente, risco de controle e risco de detecção. 
Comentários 
Item certo. “Wェ┌ミSラà;àNBCàTáàヲヰヰふRヱぶがàさRisco de auditoria é o risco de que o auditor expresse 
uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem 
SキゲデラヴN?ラ ヴWノW┗;ミデWざく O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do 
risco de detecção. 
Já o Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham 
distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no 
nível das afirmações: 
(i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo 
contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; 
(ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre 
uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, 
individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e 
corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. 
Apesar de não literais, os conceitos trazidos no item em análise estão alinhados às definições 
normativas. 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
42. (FGV に ISS Recife / Auditor Fiscal に 2014) 
Sobre a produção e detecção de fraude, analise as afirmativas a seguir. 
I. O auditor, que realiza auditoria de acordo com as normas, deve garantir que as 
demonstrações contábeis como um todo não apresentem distorções relevantes, causadas por 
fraude ou erro. 
II. O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais baixo do 
que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro. 
III. A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela 
governança da entidade e por sua administração. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa II estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
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 105 
 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentários 
I. Item errado. Cabe ao auditor obter segurança razoável de que as demonstrações não contém 
distorções relevantes causadas por fraude e erro. Essa garantia, ou segurança absoluta, não 
existe em Auditoria. Veja: 
O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter 
segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções 
relevantes, causadas por fraude ou erro. [...] ( NBC TA 240(R1), item 5) (grifo nosso) 
II. Item errado, pois o risco decorrente de fraude é mais alto do que o risco decorrente de erro. 
Veja: 
[...] O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais alto 
do que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro. Isso porque a fraude pode 
envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la, tais 
como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação intencional de 
falsas representações ao auditor. [...] (NBC TA 240(R1), item 6) (grifo nosso). 
III. Item correto. Veja mapa mental a seguir: 
 
Portanto, o único item correto é o III. Como não havia assertiva que refletisse isso, a questão 
foi anulada. 
Gabarito: anulada. 
43. (FEPESE - Analista Legislativo (CM Palhoça)/Contador - 2015) 
As diferenças entre erro e fraude descritas nos manuais são normalmente as seguintes: 
;ぶà Oà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ;ヮノキI;-se a ato não intencional de omissão e/ou manipulação de 
transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e 
demonstrações contábeキゲがàデ;ミデラàWマàデWヴマラゲàaケゲキIラゲàケ┌;ミデラàマラミWデ=ヴキラゲくàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-
se a ato intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos 
na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações 
e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
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HぶàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e 
operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
contábeis, tanto WマàデWヴマラゲàaケゲキIラゲàケ┌;ミデラàマラミWデ=ヴキラゲくàOàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato não-
intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na 
elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e 
operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
IぶàT;ミデラàラàデWヴマラàさaヴ;┌SWざàケ┌;ミデラàラàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;マ-se a atos intencionais de omissão e/ 
ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, 
informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 
Sぶà T;ミデラà ラà デWヴマラà さaヴ;┌SWざà ラ┌à さWヴヴラざà ;ヮノキI;マ-se a atos não-intencionais de omissão, 
desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, 
informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, 
tanto em termos físicos quanto monetários. 
WぶàOàデWヴマラàさaヴ;┌SWざà;ヮノキI;-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e 
operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações 
Iラミデ=HWキゲがà デ;ミデラàWマàデWヴマラゲàaケゲキIラゲàケ┌;ミデラàマラミWデ=ヴキラゲくàOàデWヴマラàさWヴヴラざà;ヮノキI;-se a ato não-
intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na 
elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e 
operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 
Comentários 
Bastava ler a primeira linha (ou menos) de cada assertiva para chegar rapidamente ao gabarito. 
Bastava saber que a fraude é ato intencional, enquanto o erro é ato não intencional. Segundo 
a NBC TI 01: 
 
 
G;H;ヴキデラぎ さEざく 
44. (CESPE に TCE PR に Analista de Controle に Administração に 2016) 
Assinale a opção correta, com referência à determinação da materialidade e da relevância no 
planejamento e na execução da auditoria. 
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 107 
 
a) No caso de entidades com fins lucrativos, as demonstrações contábeis tidas como relevantes 
para o público em geral podem não ser relevantes para os investidores que fornecem o capital 
de risco para o empreendimento. 
b) Na determinação da materialidade, o auditor deve pressupor que os usuários do relatório 
de auditoria desconhecem os negócios e a atividade da entidade auditada. 
c) É indispensável determinar um valor mínimo para a classificação de relevância das distorções 
encontradas. 
d) Nas auditorias das demonstrações contábeis, a definição de materialidade para entidades 
públicas segue as mesmas regras e condições adotadas para as entidades privadas. 
e) Determinada distorção pode ser considerada irrelevante em termos materiais, ainda que 
afete a decisão de um usuário específico da informação contábil. 
Comentários 
Questão aborda aspectos gerais da materialidade e da relevância no planejamento e na 
execução da auditoria, segundo a NBC TA 320. Analisando cada alternativa: 
Letra A: ERRADA. A norma diz que, para entidades com fins lucrativos, informações que 
atendam às necessidades dos investidores são relevantes (ou também atendem às 
necessidades) para o público em geral. Veja o que diz a NBC TA 320 (R1). A assertiva fez 
confusão com a relação apresentada pelo normativo. 
さáàNBCàTGàE“TRUTURáàCONCEITUáLàに Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação 
de Demonstrações Contábeis indica que, para entidade com fins lucrativos, considerando que 
são os investidores que fornecem o capital de risco para o empreendimento, o fornecimento 
de demonstrações contábeis que atendam suas necessidades atendem, também, a maioria 
das necessidades dos outros usuários das demonstrações contábeisざ. [Grifos nosso] 
Letra B: ERRADA. A NBC TA 320 (R1) diz o contrário. Veja: 
4. A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional 
e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos 
usuários das demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma que 
os usuários: 
a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de contabilidade e a 
disposição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável diligência 
(...); 
Letra C: ERRADA. Essa é uma pegadinha que as bancas gostam de aplicar. As normas dizem o 
contrário, ou seja, a determinação da materialidade no planejamento da auditoria não 
estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, 
individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes. Isso porque as 
circunstâncias relacionadas a algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como 
relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de materialidade. Veja: 
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 108 
 
6. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre as distorções que são 
consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para: 
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco; 
(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e 
(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria. 
A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece necessariamente 
um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão 
sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias relacionadas a algumas distorções 
podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de 
materialidade. Não é praticável definir procedimentos de auditoria para detectar todas as 
distorções que poderiam ser relevantes somente por sua natureza. No entanto, a consideração 
da natureza das potenciais distorções nas divulgações é relevante para o planejamento dos 
procedimentos de auditoria para tratar os riscos de distorção relevante. Adicionalmente, ao 
avaliar o efeito de todas as distorções não corrigidas sobre as demonstrações contábeis, o 
auditor deve considerar não apenas a magnitude, mas, também, a natureza de distorções não 
corrigidas, e as circunstâncias específicas de sua ocorrência. 
Letra D: ERRADA. A NBC TA 320 (R1) traz considerações específicas para entidades do setor 
público. Grosso modo, a determinação da materialidade nesse tipo de entidade é influenciada 
por lei, regulamento ou outra autoridade. Vejamos: 
A3. No caso de entidade do setor público, os legisladores e reguladores são frequentemente os 
principais usuários das demonstrações contábeis. Além disso, as demonstrações contábeis 
podem ser utilizadas para se tomar outras decisões que não sejam econômicas. A 
determinação da materialidade para as demonstrações contábeis como um todo (e, se 
aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos 
contábeis ou divulgação) em uma auditoria das demonstrações contábeis de entidade do 
setor público é, portanto, influenciada por lei, regulamentação ou outra autoridade e pelas 
necessidades de informações financeiras de legisladores e do público em relação a programas 
do setor público. 
Letra E: CORRETA. Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes devem considerar as 
necessidades comuns a usuários como um grupo. Nesse contexto, não se considera o possível 
efeito de distorções sobre usuários individuais específicos. Veja: 
2. A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de materialidade no 
contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Emboraa estrutura de 
relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes, ela em geral explica que: 
[...] 
 Julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demonstrações 
contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações financeiras 
comuns a usuários como um grupo. Não é considerado o possível efeito de distorções sobre 
usuários individuais específicos, cujas necessidades podem variar significativamente. 
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G;H;ヴキデラぎ さEざく 
45. (CESPE に TCE PA に Analista de Controle Externo に Direito に 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
No planejamento da auditoria, os pisos de valores adotados para determinar a materialidade 
para as demonstrações contábeis como um todo podem ser superiores aos utilizados para 
transações específicas; dependem de como distorções de valores menores possam influenciar 
as decisões dos usuários dessas informações. 
Comentários 
Bastava 
Item correto, pelo que consta na parte final do item 6, bem como pelo que consta no item 2, 
ambos da NBC TA 320 (R1). 
Item 6. (...) A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece 
necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em 
conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias relacionadas a 
algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam 
abaixo do limite de materialidade (...) 
Item 2. (...) julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para os usuários das 
demonstrações contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de 
informações financeiras comuns a usuários como um grupo. 
G;H;ヴキデラぎ さCERTOざく 
 
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8. RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS 
1) De quem é a responsabilidade pela prevenção e detecção de fraudes e erros? 
Resposta: A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é da responsáveis pela 
governança da entidade e da sua administração. 
 
2) Qual a responsabilidade do auditor em relação à fraude? 
Resposta: O auditor, por sua vez, é responsável por obter segurança razoável de que as 
demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude 
ou erro. 
 
3. O que diferencia a fraude do erro? 
Resposta: O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a 
ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. 
Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela 
governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou 
ilegal. O Erro é ato não intencional. 
 
4. A quem o auditor deve comunicar a identificação de uma fraude ou suspeita de fraude? 
Resposta: 
 Comunicação à Administração: no caso de identificação de fraude ou sua possibilidade に 
ainda que não importante. 
 Comunicação aos Responsáveis pela Governança (verbalmente ou por escrito): no caso de 
fraudes envolvendo a administração, empregados com funções significativas no controle 
interno ou outros cujas fraudes gerem distorção relevante; ou ainda quaisquer outros 
assuntos relacionados a fraude que o auditor julgar relevante para sua responsabilidade. 
 Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle: quando exigido por lei. 
 
5. É possível o auditor se retirar do trabalho em função de fraude ou suspeita de fraude? 
Resposta: Sim. Se, como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude, o 
auditor encontrar circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade de continuar 
a realizar a auditoria, ele deve: i. determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à 
situação; ii) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho, quando essa saída for 
possível conforme a lei ou regulamentação aplicável. 
 
6. O que define o Risco de Auditoria? 
Resposta: Risco de que o auditor expresse uma OPINIÃO de auditoria INADEQUADA quando as 
demonstrações contábeis contiverem DISTORÇÕES RELEVANTES. 
O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. 
 
7. O que é Risco de Detecção? 
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Resposta: É o risco de que os PROCEDIMENTOS EXECUTADOS PELO AUDITOR para reduzir o risco de 
auditoria a um nível aceitavelmente baixo NÃO DETECTEM uma distorção existente que possa ser 
relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. É também conhecido como 
RISCO DO AUDITOR. 
 
8. O que é Risco de Distorção Relevante? 
Resposta: É o Risco de que as demonstrações contábeis contenham distorções relevante ANTES DA 
AUDITORIA. Também é conhecido como RISCO DA ENTIDADE e é composto pelo Risco Inerente e 
pelo Risco de Controle. 
 
9. O que é Risco Inerente? 
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SキゲデラヴNロWゲがàANTE“ DE QUAI“QUER CONTROLE“ RELACIONADO“く 
 
10. O que é Risco de Controle? 
Resposta: É o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe 
de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em 
conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo 
CONTROLE INTERNO DA ENTIDADE. O risco de controle é uma função da eficácia do desenho 
(controles estabelecidos), da implementação e da manutenção do controle interno pela 
administração. 
 
11. Qual a relação entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante? 
Resposta: Há uma relação INVERSA entre o Risco de Detecção e o Risco de Distorção Relevante. O 
auditor só pode influenciar o Risco de Detecção (risco do auditor). Dessa maneira, se houver um alto 
risco de distorção relevante presente, o auditor deve tolerar um baixo risco de detecção, agindo no 
sentido de coletar evidências persuasivas e aplicar procedimentos efetivos. 
 
12. O que significa relevância, no contexto das evidências de auditoria? 
Resposta: A relevância é uma das características da evidência de auditoria, que afeta diretamente 
sua qualidade. A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento 
de auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A relevância das informações a 
serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste. 
13. O que é materialidade para execução de auditoria? 
Resposta: Não há uma regra pré-SWaキミキS;àゲラHヴWàラàケ┌WàYàマ;デWヴキ;ノàラ┌àヴWノW┗;ミデWくàさA determinação de 
materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do 
auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeisくざ 
P;ヴ;àaキミゲàS;ゲàミラヴマ;ゲàSWà;┌Sキデラヴキ;がàさmaterialidade para execução da auditoria significa o valor ou 
valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis 
como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções 
não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações 
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contábeis como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da auditoria refere-se, também, 
ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de materialidade para classes 
WゲヮWIケaキI;ゲàSWàデヴ;ミゲ;NロWゲがàゲ;ノSラゲàIラミデ=HWキゲàWàSキ┗┌ノェ;NロWゲくざ 
Podemos entender a materialidade como um valor (ou faixa de valores) a partir do qual o Auditor 
começa a se preocupar no momento de selecionar os testes e procedimentos a serem executados, 
ou ainda no momento de classificar como relevante uma distorção identificada. Em outras palavras, 
a materialidade é o montante máximo pelo qual o auditor considera que as demonstrações 
contábeis possam estar distorcidas, sem que isso seja materialmente relevante para os seus 
utilizadores. 
 
14. Como se dá a determinação da materialidade em auditoria? 
Resposta: O auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de 
avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de 
procedimentos adicionais de auditoria. 
Adicionalmente, temos que a determinação de materialidade para execução de testes não é um 
cálculo mecânico simples e envolve o exercício de julgamento profissional. É afetado pelo 
entendimento que o auditor possui sobre a entidade, atualizado durante a execução dos 
procedimentos de avaliação de risco, e pela natureza e extensão de distorções identificadas em 
auditorias anteriores e, dessa maneira, pelas expectativas do auditor em relação a distorções no 
período corrente. 
 
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RWゲヮラゲデ;ぎà“キマくàOà;┌SキデラヴàSW┗WàヴW┗キゲ;ヴà;àマ;デWヴキ;ノキS;SWàヮ;ヴ;à;ゲàSWマラミゲデヴ;NロWゲàIラミデ=HWキゲàIラマラà┌マà
デラSラàふWがàゲWà;ヮノキI=┗Wノがàラàミケ┗Wノàラ┌àミケ┗WキゲàSWàマ;デWヴキ;ノキS;SWàヮ;ヴ;àIノ;ゲゲWゲàWゲヮWIケaキI;ゲàSWàデヴ;ミゲ;NロWゲがàゲ;ノSラゲà
Iラミデ=HWキゲàラ┌àSキ┗┌ノェ;N?ラぶàミラàI;ゲラàSWàデラマ;ヴàIラミエWIキマWミデラàSWàキミaラヴマ;NロWゲàS┌ヴ;ミデW ; ;┌Sキデラヴキ;àケ┌Wàラà
デWヴキ;マàノW┗;Sラà;àSWデWヴマキミ;ヴàキミキIキ;ノマWミデWà┌マà┗;ノラヴàふラ┌à┗;ノラヴWゲぶàSキaWヴWミデWく 
 
 
 
 
 
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9. RESUMO EM MAPAS, ESQUEMAS E TÓPICOS 
 
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A administração pode perpetrar fraude, burlando controles intencionalmente 
por meio de técnicas como: 
ひ Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do
período contábil, de forma a manipular resultados operacionais ou
alcançar outros objetivos.
ひ Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos utilizados
para estimar saldos contábeis.
ひ Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações
contábeis, de eventos e operações que tenham ocorrido durante o
período das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas.
ひ Omitir, dificultar ou deturpar divulgações requeridas pela estrutura de
relatório financeiro aplicável ou divulgações que são necessárias para a
apresentação adequada.
ひ Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas
demonstrações contábeis.
ひ Contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir
erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da entidade.
ひ Alterar registros e condições relacionados a operações significativas e
não usuais.
Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do seguinte:
ひ Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de
registros contábeis ou documentos comprobatórios que serviram de
base à elaboração de demonstrações contábeis.
ひ Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de
eventos, operações ou outras informações significativas.
ひ Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.
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10. BIBLIOGRAFIA 
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Programa de aprimoramento profissional em Auditoria - 
proaudi. Auditoria Governamental. Brasília, DF. 2011. Disponível 
em:<http://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/curso-de-auditoria-governamental-1.htm>. Acesso 
em 25 de fevereiro de 2019. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Portaria 280/2010. Normas de Auditoria do Tribunal de 
Contas da União, Brasília, DF, 08 de dezembro de 2010. Disponível em: 
<http://www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/Docs/judoc/PORTN/20100218/PRT2003-090.doc>. Acesso 
em 25 de fevereiro de 2019. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Glossário de termos do controle externo. Brasília, 2012. 
Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/comunidades/fiscalizacao-e-controle/normas-de-
auditoria-do-tcu/>. Acesso em 25 de fevereiro de 2019. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA に de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 240(R1) に Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude, no Contexto 
da Auditoria de Demonstrações Contábeis. Disponível em: < 
http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2016/NBCTA240(R1)&arquivo=NBC
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_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA に de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 200 (R1) に OBJETIVOS GERAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE E A 
CONDUÇÃO DA AUDITORIA EM CONFORMIDADE COM NORMAS DE AUDITORIA. Disponível em: 
<http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2016/NBCTA200(R1)&arquivo=NB
CTA200(R1).doc>. Acesso em 25 de fevereiro de 2019. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA に de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 500(R1) に Evidência de auditoria. Disponível em: < 
http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2016/NBCTA500(R1)&arquivo=NBC
TA500(R1).doc>. Acesso em 25 de fevereiro de 2019. 
 
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas, 
2012. 
 
ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016. 
 
 
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