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DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS DE 2 A 6 ANOS

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DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS DE 2 A 6 
ANOS
Aula: 08/04/2020
Enfa. Fatima Cristina R.Pereira
DESENVOLVIMENTO FISICO MOTOR:
2 A 6 ANOS
A criança de 2 a 6 anos é incrivelmente ativa e surpreendente. Atrai a atenção dos adultos com suas
novas habilidades e perguntas inusitadas. Vive em um mundo onde fantasia e realidade se confundem.
A criança pré-escolar apresenta um contínuo crescimento físico, mas não tão rápido como o fora
no período anterior. Já no aspecto motor há o aperfeiçoamento das habilidades motoras globais (dos
grandes movimentos) e finas.
A resposta é que as áreas sensório-motoras estão mais desenvolvidas, funcionando mais ou menos assim: “quero e posso fazer”. Além disso, os ossos e músculos estão mais fortes e há um aumento na capacidade respiratória. Todos esses fatores dependem de variações como herança genética e oportunidades do meio.
Por volta dos três anos as crianças normalmente começam a perder a forma roliça característica dos bebês e assumem a aparência mais esguia e atlética da infância. Entre um e três anos, com o desenvolvimento dos músculos abdominais, a barriga grande da criança se fortalece.
Alongam-se o tronco, os braços e as pernas, e a cabeça ainda permanece relativamente grande, mas as demais partes do corpo vão se amoldando e ficando mais parecidas com as de um adulto.
Quanto às habilidades motoras finas, elas também avançam consideravelmente, e nessa fase a maioria das crianças já pode: servir leite no prato, comer com talheres ou usar o banheiro sozinha, vestir-se com ajuda, recortar sobre a linha; desenhar uma pessoa quase completa e com mais detalhes.
Por volta dos três anos, a preferência no uso das mãos fica evidenciada.
Outro aspecto importante para o desenvolvimento físico infantil diz respeito aos padrões de
sono. Geralmente, as crianças no início desse período ainda dormem bem à noite e tiram uma
soneca ao dia. É comum, por volta dos cinco anos, ocorrerem rituais para retardar o sono. A primeira
dentição se completa entre os 30 e 36 meses e começa a cair, e é substituída por volta dos cinco
aos seis anos.
Características 
2 anos e meio
• Anda na ponta dos pés; salta com os pés juntos. Ao passear na rua, corre à frente do acompanhante ou deixa-se ficar para trás.
• Empurra um brinquedo, mantendo-o no caminho desejado.
• Corre, galopa e requebra ao ritmo de uma música.
• É capaz de transportar um objeto frágil.
3 anos
• Caminha e tem segurança e agilidade nos pés.
• Anda mais do que corre; é capaz de se equilibrar momentaneamente sobre um pé.
• Atira uma bola sem perder o equilíbrio.
• Galopa, salta, anda e corre ao som de música.
• Revela um aumento de tensão e pode cair ou tropeçar.
4 anos
• Muito ativa, tem um raio de ação maior.
• Corre pelas escadas para baixo e para cima. Corre velozmente no triciclo.
• Gosta de atividades que exigem equilíbrio. É capaz de transportar uma xícara com líquido sem entornar.
• Prefere brincar com blocos grandes e constrói estruturas mais complicadas.
• Atira uma bola, levantando o braço acima do ombro.
• Desenha objetos com pouco pormenor.
• É capaz de imitar a figura de um quadrado (copia aos 4 anos e meio).
• Ao pintar, trabalha com precisão durante algum tempo, mas muda de ideia.
• Faz bonecos toscos e letras.
• Gosta de ver seu nome escrito nos desenhos que faz e começa a copiar.
• Pode ter a noção do número de letras do nome e pode desenhar primeiro duas letras e marcá-las no modelo para não se enganar. Identifica várias letras. Utiliza a tesoura e tenta cortar em linha reta.
• Constrói estruturas grandes e complicadas, combinando numerosas formas de maneira simétrica.
• Amarra os sapatos e abotoa os botões da frente.
• Dedilha no piano com ambas as mãos.
5 anos
• Há maior facilidade e melhor domínio da atividade física geral e mais economia de movimento.
• O domínio dos grandes músculos continua a ser maior do que o dos pequenos.
• Brinca no mesmo lugar durante períodos mais longos, mas muda de postura, de pé para a de sentado ou de cócoras.
• Gosta de pular cercas e muda frequentemente de atividade. Salta de cima de uma mesa.
• Gosta de dar movimento a uma história que está contando. Corre, salta por cima da mesa e das cadeiras ou mete-se por baixo delas. Atira coisas, inclusive lama e neve, e começa a utilizar mais as mãos do que os braços para agarrar uma bola, mas falha com frequência.
• Desce escadas colocando alternadamente um pé em cada degrau e salta alternadamente sobre um e outro pé.
• Constrói com blocos, geralmente no chão, edifica torres de vários andares ou estruturas baixas, de plano irregular, com caminhos e pequenos cercados.
• Manipula areia, fazendo estradas e casas. Modela objetos de barro.
• Gosta de colorir figuras com lápis de cores e de colar coisas simples, mas o faz desajeitadamente.
• Faz um desenho representando o contorno de uma figura (faz, em geral, uma em cada página) e
reconhece que ficou “esquisito”.
• Pinta sobre um cavalete ou no chão, com pincéis grandes e em grandes folhas de papel. Pode gostar de fazer letras dessa maneira.
• É capaz de amarrar os sapatos e de abotoar e desabotoar os botões da roupa que consegue ver. Coloca bem os dedos sobre as teclas do piano e pode experimentar tocar acordes.
• Esta é a idade focal, visualmente. A criança tende a sentar-se com o tronco direito, com o trabalho diretamente em frente de si. Tem consciência da totalidade de espaço, mas não o abrange todo ao mesmo tempo. Em vez disso, move-se de um ponto restrito para o
próximo.
• Pode prestar atenção em qualquer coisa sem olhar diretamente para ela – pode olhar através dela ou mesmo olhar em uma direção diferente.
5 anos e meio
• Pede que troque seu triciclo por uma bicicleta; muitas crianças experimentam, com agrado, andar de bicicleta.
• Muitas crianças mostram interesse em aprender a desenhar o seu nome próprio e gostam de sublinhar letras maiúsculas e palavras, em um livro de seu conhecimento.
• Pode copiar, de maneira reconhecível, o interior de um triângulo dividido.
• Mais visualidade experimental do que aos cinco anos, porém pode perder facilmente a orientação
e desse modo inverter números ou letras.
6 anos
• Estende braços e pernas ao andar.
• Muito ativa; quase constantemente em movimento. Atividade por vezes desastrada; a criança exagera e dá um trambolhão.
• O corpo está em equilíbrio ativo, quando anda de balanço, pratica jogos de atividade entoando canções ou salta ao som da música.
• Entretém-se com frequência lutando, dando cambalhotas, engatinhando, brincando de luta com outra criança e brincando de pegador.
• Muda os blocos grandes e peças do mobiliário de um lugar para o outro, para fazer casa, e salta para cima ou para dentro delas. Atira bolas para cima ou de encontro a uma parede e às vezes consegue agarrá-las antes de cair no chão.
• Experimenta andar de patins, saltar em comprimento com corrida e fazer exercício de barras.
• Alguns meninos entretêm-se bastante fazendo escavações.
• Gosta de andar e balançar-se nos muros.
• Começa bem muitos de seus trabalhos, mas precisa de ajuda e orientação para completá-los.
• Mostra-se agora mais decidida, ainda que, vez ou outra, ainda hesitante, mas maneja ferramentas e materiais.
• Corta e cola papel para fazer livros e caixas.
• É capaz de desenhar letras minúsculas, mas as faz muitas vezes ao contrário.
• Em geral é capaz de desenhar o nome próprio.
• Pode necessitar do dedo para seguir a leitura.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO:
2 A 6 ANOS
Cognitivo: adjetivo
1.relativo ao conhecimento, à cognição.
2.LINGÜÍSTICA
relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio.
Segundo Jean Piaget (1967), a criança de 2 a 6 anos desenvolve o pensamento pré-operatório.
Para o autor, o aparecimento da função simbólica (capacidade de empregar símbolos e signos que substituem as coisas, observada na linguagem, no jogo simbólico, na imitação indireta ou representativa) traz modificações na conduta afetiva e intelectual da criança.
Considerando ainda o desenvolvimento cognitivo, crianças entre 4 e 5 anosdesenvolvem uma teoria
da mente, ou seja, uma teoria sobre como sua própria mente e a dos outros funcionam e como as
pessoas são afetadas por suas crenças e sentimentos.
Outro indício da referida teoria é a capacidade de uma criança contar uma mentira; para isso,
ela tem que ser capaz de imaginar o que a outra pessoa poderia pensar, ou seja, é um sinal de
desenvolvimento cognitivo. Ainda sobre a teoria da mente, pode-se destacar a distinção entre a
fantasia e realidade; apesar de as crianças de 2 a 3 anos já conseguirem distinguir entre eventos
reais e imaginários, as crianças de 4 a 6 anos nem sempre têm certeza de que o que imaginam
não é o real, por isso muitas vezes as crianças dessa fase agem como se os monstros de sua
imaginação existissem.
Dessa forma, graças à linguagem, a criança no estádio pré-operatório torna-se capaz de reconstruir
suas ações passadas sob a forma de narrativas e de antecipar suas ações futuras pela representação
mental (palavras, números ou imagens atribuindo significado), ou seja, pode-se dizer que esse é o ponto
de partida do pensamento propriamente dito. Por exemplo, a criança no estádio pré-operatório pode
pensar e pedir a sua bola, sem estar olhando para ela. Ela se lembra da bola (tem uma representação mental da bola) e intencionalmente a procura.
Nessa fase, o jogo simbólico ou brincar de faz de conta são
preponderantes nas atividades das crianças.
Características do estádio pré-operatório
Raciocínio finalista
Raciocínio animista
Raciocínio artificialista
Egocentrismo
Pensamento pré-lógico e intuitivo
Não tem noção de conservação
Não tem noção de reversibilidade
No raciocínio finalista a criança entende que não há acaso na natureza porque tudo é feito para aspessoas, inclusive as crianças; por exemplo, a criança diz: “Em Santos tem mar, para as pessoas nadarem” ou “As estrelas estão no céu para a gente olhar pela luneta”. A partir dessas frases, que ilustram o pensamento infantil, fica claro que as crianças entendem que o ser humano está no centro do universo e os “fenômenos” acontecem com a finalidade de atendê-los.
Raciocínio animista é a tendência das crianças de conceberem as “coisas” como vivas e dotadas de intenção. Por exemplo, uma criança diz: “O sol se põe porque foi dormir” ou “Mãe, por que é que a vela sempre fica com medo quando eu sopro?”. Observe, nos dois exemplos, que a criança descreveu os fenômenos a partir do próprio referencial, usando atributos humanos para explicá-los: humanos dormem – sol dorme; humanos tremem quando têm medo – vela tem medo.
O raciocínio artificialista é o fato de a criança entender que as coisas foram construídas pelo homem ou por atividade divina operando do mesmo modo que a fabricação humana. Por exemplo, uma criança ao provar um abacaxi azedo diz: “Mãe, botaram limão nesse abacaxi”.
O egocentrismo, além de conferir à criança raciocínios dessa ordem, também a faz pensar que cada um de seus sentimentos, de suas percepções ou explicações é compartilhado por todas as pessoas. Isso faz com que uma menina, por exemplo, ache que sua avó adoraria ganhar uma boneca de presente de aniversário.
Assim, uma criança no estádio pré-operatório é capaz de reconhecer que há a mesma quantidade de suco em dois copos idênticos. Entretanto, se o suco de um dos copos é colocado integralmente em outro copo mais alto e estreito, a criança dirá que no copo mais alto e estreito tem mais suco, mesmo considerando que a transposição tenha sido feita em sua frente.
Esse exemplo explicita que o pensamento da criança não tem noção de conservação (a quantidade do suco mudou com a mudança de copo) e é limitada pela irreversibilidade, que é a incapacidade de compreender que uma operação pode ter dois ou mais sentidos (quando a criança puder pensar em restaurar o estado original do suco despejando-o de volta ao outro copo, a criança perceberá que a quantidade de suco em ambos os copos é a mesma).
Na psicologia de Sigmund Freud, Desenvolvimento psicossexual é o elemento central da teoria psicanalítica dos instintos, para a qual os seres humanos, desde o nascimento, possuem uma libido (energia sexual) instintiva que se desenvolve através de cinco estágios. Cada estágio - oral, anal, fálico, latente ou de latência e genital - é caracterizado por uma zona erógena, que é a fonte de unidade da libido. Freud propôs que se a criança experimentou frustração sexual em relação a qualquer estágio de desenvolvimento psicossexual, ele ou ela iriam experimentar ansiedade que persistem na vida adulta como uma neurose, um transtorno mental funcional.
Fase oral
Fase anal
Fase fálica
Fase latente
Fase genital
Freud observou que durante as fases previsíveis de desenvolvimento na primeira infância, o comportamento da criança é orientado para certas partes do seu corpo, por exemplo, a boca durante a amamentação, o ânus durante o treinamento. Ele propôs que a neurose do adulto (transtorno mental funcional), muitas vezes está enraizada na sexualidade infantil, por isso, dizia que comportamentos adultos neuróticos eram manifestações da fantasia sexual na infância e desejo. Isso é porque os seres humanos nascem como "perversos polimorfos", as crianças podem obter prazer sexual de qualquer parte de seus corpos e que a socialização direciona os impulsos libidinais instintivos para a heterossexualidade adulta.
Desenvolvimento psicossexual freudiano
Fase oral
A primeira fase do desenvolvimento psicossexual é a fase oral, que vai desde o nascimento até os 18 meses de idade, em que a boca da criança é o foco de gratificação libidinal derivado do prazer de se alimentar no seio da mãe, e da exploração oral do seu ambiente, ou seja, a tendência em colocar objetos na boca. O id domina, porque nem o ego nem o super ego estão ainda totalmente desenvolvidos, e, uma vez que a criança não tem personalidade (identidade), cada ação é baseada em princípio do prazer. No entanto, o ego infantil está se formando durante o estágio oral; dois fatores contribuem para sua formação: no desenvolvimento de uma imagem de corpo, a criança é discreta do mundo externo; por exemplo, a criança compreende a dor quando é aplicada ao seu corpo, identificando, assim, os limites físicos entre seu corpo e meio ambiente; experimentar uma gratificação atrasada leva à compreensão de que comportamentos específicos satisfazem algumas necessidades, como por exemplo chorar gratifica certas necessidades.
Fase anal
Ver artigo principal: Estágio anal
Entre a idade de 1 e 3 anos, a atenção da criança passa a se voltar para os processos de eliminação. Quando os pais começam o treinamento de usar o vaso sanitário, a criança pode ganhar aprovação ou expressar rebeldia ou agressão "segurando" ou "liberando". Assim, um treinamento rude pode causar uma fixação que pode se atrelar à personalidade. 
Fase fálica
Freud teorizou que o estágio fálico se desenvolvia entre a idade de 3 e 6 anos. Neste período, haveria um interesse sexual maior que faria com que a criança se sentisse fisicamente atraída ao seu genitor de sexo oposto. Em homens, a atração leva ao Complexo de Édipo, quando meninos sentem uma rivalidade com seu pai pelo amor da mãe. Em mulheres, o fenômeno foi chamado de Complexo de Electra, mas Freud recusou essa denominação porque a considerou dispensável. Chamou o fenômeno apenas de Complexo de Édipo Feminino.
Fase latente
De acordo com Freud, existe um período de latência dos 6 anos até a puberdade. Neste período, o desenvolvimento psicossexual está suspenso. Portanto, é um momento sereno comparado com os seis primeiros anos de vida. O estágio de latência é resultado em parte das tentativas dos pais de punir ou desencorajar a atividade sexual em seus filhos. Caso a supressão parental tenha sucesso, as crianças reprimirão seu impulso sexual, dirigindo sua energia psíquica para a escola, as amizades e outras atividades não sexuais.
Fase genital
O estágio genital começa na puberdade, quando um aumento das energias sexuais ativa todos os conflitos não resolvidos dos anos anteriores. Este ressurgimento éa razão pela qual a adolescência pode ser povoada de emoção e conflitos.

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