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ARTIGO - As Consequências Psicológicas do Abandonno no Idoso

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FACULDADE CATHEDRAL 
FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA 
 
 
AS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS DO ABANDONO NO 
IDOSO 
 
ANA CLAUDIA SOUSA SILVA 
JANILCE CAMPOS MORAIS 
LAURICE TAÍS ARAÚJO RÊGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BOA VISTA 
2013 
ANA CLAUDIA SOUSA SILVA 
JANILCE CAMPOS MORAIS 
LAURICE TAÍS ARAÚJO RÊGO 
 
AS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS DO ABANDONO NO 
IDOSO 
 
 
 
 
 
 
 Projeto realizado para a obtenção da nota do 
1º bimestre da disciplina de Tópicos em 
Psicologia do desenvolvimento, ministrada 
pelo Profº. Esp. Servulo dos Santos Silva. 
 
 
 
 
 
BOA VISTA 
2013 
1 OBJETIVOS 
1.1 Objetivo Geral 
Apresentar o resultado do trabalho do psicólogo no processo de enfrentamento do 
abandono do idoso. 
1.2 Objetivos Específicos 
 Expor à sociedade sobre a criticidade e a vulnerabilidade que o abandono 
representa ao idoso. 
 
 Abordar as fases do abandono no idoso. 
 
 Avaliar à realização de planos de ação que atuem no enfrentamento do 
abandono do idoso. 
 
 
2 JUSTIFICATIVA 
Este trabalho tem como intuito informar à sociedade sobre, o comportamento do 
idoso a partir do abandono, tendo em vista que, este é um dos maiores causadores de 
patologias associadas ao psicoemocional, evidenciando dessa forma a não promoção 
da saúde e bem-estar para com os idosos. 
Conforme Koogan (2002), o Brasil está atualmente entre os dez países de maior 
população idosa do mundo. As previsões estatísticas indicam ainda, que em 2025, o 
Brasil ocupará o sexto lugar nessa classificação, com cerca de 32 milhões de pessoas 
com mais de 60 anos de idade (KOOGAN, 2002). 
De acordo com os índices de idosos constituintes em nossa sociedade, 
percebemos a necessidade de abordarmos um tema pouco promovido nas discussões 
acadêmicas, comunitárias e sociais como um todo. 
Para Fraiman, “o envelhecimento não é somente um momento na vida do 
indivíduo, mas um processo extremamente complexo, que sem explicações tanto para a 
pessoa que o vive como para a sociedade que o assiste” (FRAIMAN apud CONVERSO; 
IARTELLI, 2007). 
O abandono do idoso constitui-se indubitavelmente, como um dos grandes e 
significativos desencadeadores de patologias relacionados ao estado emocional do 
indivíduo, implicando paulatinamente, em uma saúde debilitada. 
Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é definida como “o 
completo bem estar físico, psíquico e social, ocorrendo conjuntamente, e não apenas a 
ausência de doenças ou enfermidades” (OMS apud MARCOS, p.5). 
Sendo assim, acredita-se que o interesse neste fim, consolida-se com o real 
intuito de proporcionar à sociedade, um conhecimento arraigado nos preceitos éticos e 
sociais que as pesquisas de campo, exploratória e, bibliográficas científicas requerem, 
bem como, a prestação de serviço público, ás sociedades boavistense e acadêmicas. 
Acerca da pesquisa exploratória, Gil (2002): 
Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o 
problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se 
dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou 
a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo 
que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado 
(GIL, 2002, p. 41). 
 
Contudo, fomentando a valorização e implementação de ações sociais, políticas 
públicas dentre outras ações, que beneficie o apoio psicossocial e emocional aos idosos 
abandonados no município de boa vista. 
 
 
3 O IDOSO E AS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS 
PROVENIENTES DO CONTEXTO DO ABANDONO 
As consequências psicológicas do abandono no idoso referem-se às co-
morbidades do abandono, e, por conseguinte, às formas de enfrentamento mais 
eficazes que o psicólogo elaborará de acordo com os mecanismos psicoterapêuticos 
a sua disposição. 
No intuito de conhecer a dinâmica dessas consequências, as patologias 
inerentes às últimas são desencadeadas de modo silencioso por este fator precípuo, 
o abandono, porém, diagnosticadas em sua maioria em um estado com 
sintomatologias elevadas. 
É relevante salientar que, um idoso abandonado não é somente aquele que 
não possui família ou cuidadores. Muitas vezes o idoso com uma família e 
cuidadores pode sim estar em situação de abandono. 
Segundo Brasil (2007), “a violência intrafamiliar pode se manifestar de várias 
formas e com diferentes graus de severidade. O abandono/negligência é 
caracterizado pela falta de atenção para atender às necessidades da pessoa idosa” 
(BRASIL, 2007, p. 44 – 46). O conceito de abandono provém da percepção que o 
próprio idoso tem de seu contexto biopsicossocial. 
As doenças psicológicas com maior incidência em idosos abandonados são a 
depressão e as demências. Os primeiros sintomas destas patologias são 
visualizados a partir da compreensão da solidão, tanto pelos idosos, quanto pelas 
pessoas que “os cercam”. 
A solidão emerge a partir da percepção do idoso de estar sem ninguém que o 
cuide, ou lhe dê atenção. “Nestas condições facilmente se verificam estados 
emocionais caracterizados por uma tristeza profunda e por sinais de depressão” 
(FÉLIX, 2011). 
 
 
4 A DEPRESSÃO NO IDOSO ABANDONADO 
A depressão é uma doença que não escolhe faixa etária. Sendo assim, na 
fase idosa ela pode ser mais devastadora, principalmente no que tange aos idosos 
abandonados, pois estes visualizarão a situação mediante uma conotação 
deformada e sem nenhuma perspectiva de melhora devido à realidade em que 
encontram-se. 
“A característica mais importante da depressão nos idosos é de que ela 
assume muitas formas” (COHEN apud COHEN, 1995, p. 117). A terminologia 
depressão tem uma conotação deturpada devido ao fato de referir-se a uma gama 
de estados que os sinais e sintomas podem apresentar (COHEN, 1995). 
Conforme o autor acima citado, o quadro da depressão pode ser apresentado 
mediante cinco aspectos (COHEN, 1995: 119 - 120): 
 
Sentimento: deprimido, triste, melancólico, na fossa. 
Pensamentos: expressões de desespero, inutilidade, culpa, de que nada é 
interessante; pensamentos de suicídio, morte; dificuldade para pensar ou se 
concentrar. 
Comportamento: fuga do envolvimento social, menos ativo, irritável. 
Físico: sono agitado, falta de apetite, perda de peso, cansaço, impulso 
sexual reduzido. 
Atividade: dificuldade para realizar as tarefas e atividades normais. 
 
Entende-se desta forma que, a depressão é desencadeada por múltiplos 
aspectos. Ou seja, “há um entrecruzamento de vários fatores: psicológicos, 
biológicos, sociais, culturais, econômicos, familiares, entre outros que fazem com 
que a depressão se manifeste em determinado sujeito” (BRASIL, 2007, p. 103). 
Sendo assim, aos idosos abandonados, a depressão apresenta-se como um 
notório fator de risco. Os fatores de risco “são os acontecimentos internos ou 
externos que colocam em perigo o equilíbrio psíquico” (MORAGAS, 2010, p. 97). E, 
dessa forma, a vulnerabilidade psicossocial em que os mesmos estão, contribui para 
que um quadro já complexo torne-se ainda mais desafiador no que concerne às 
possibilidades de tratamento. 
Conforme Brasil (2007), o tratamento da depressão tem como objetivo: 
 
À promoção da saúde e a reabilitação psicossocial; à prevenção de 
recorrências, a piora de outras doenças presentes e do suicídio; a melhora 
cognitiva e funcional; e ajuda para que a pessoa idosa possa lidar com suas 
dificuldades. A associação entre essas opções aumenta o potencial de 
resposta (p.105). A psicoterapia para as pessoas idosas não é diferente da 
indicada em qualquer outra idade, mas necessita de algumas adaptações 
técnicas e conceituais. Possuem altas taxas de eficácia em especial as 
terapias centradas em problemas presentes, pois fornecem a pessoa 
recursos adicionais para enfrentamento de problemas. A psicoterapia é um 
tratamento eficaz, ajuda o indivíduo a desenvolver recursos internospara 
lidar com seus problemas e dificuldades. Essa técnica só pode ser praticada 
por profissional de saúde capacitado e preparado (p.106). 
 
Dessa forma, a qualidade de vida do idoso abandonado seria resgatada, 
possibilitando numa perspectiva mais ampla, a visualização menos sofrida e 
dolorosa de sua real situação. 
 
 
5 AS DEMÊNCIAS NO IDOSO ABANDONADO 
As demências constituem-se como um grave corpo patológico gradativo 
devido as suas várias tipologias reversíveis e irreversíveis e, ao modo como ela 
atinge o indivíduo idoso, deixando-o paulatinamente, mediante uma disfunção em 
seu quadro neurobiológico, dependente e sem autonomia em suas atividades 
diárias. 
A sintomatologia mais frequente nos quadros demenciais reversíveis são 
relacionados causuisticamente com os seguintes fatores patológicos e co-mórbidos: 
“neurobiológicos (hidrocefalia de pressão normal, tumor e hematoma subdural 
crônico), infecciosos (Meningite crônica, AIDS, neurossífilis), nutricionais (deficiência 
de vitamina B12, ácido fólico, tiamina e niacina) e alcoolismo crônico” (BRASIL, 
2007:109). 
No entanto, no que refere-se às doenças demenciais irreversíveis, os 
sintomas são mais difíceis de serem detectados pois, com o passar do tempo, eles 
tornam-se complexos tanto para diagnosticá-los quanto para tratá-los, 
paliativamente. 
Os tipos de demências irreversíveis mais visualizadas são a doença de 
Alzheimer (DA) e demência vascular. A doença de Alzheimer (DA) “é uma doença 
cerebral degenerativa primária (...). Têm como características perda de memória e 
declínio cognitivo lento e progressivo” (Brasil, 2007, p. 108 – 109). 
O tratamento da DA tem como intuito estabelecer uma melhora e/ou 
estabilidade na qualidade de vida do paciente por ela acometido através de 
utilização de fármacos, associada à psicoterapia de apoio. 
“Os sintomas e o sofrimento podem ser diminuídos, pode ser amparada a 
capacidade de reação e preservada a dignidade do paciente e da família. Devem ser 
esses os objetivos de qualquer plano de tratamento” (COHEN, 1995, p.165). 
 No que concerne aos idosos abandonados com DA, a psicoterapia 
funcionaria como uma terapêutica que visaria o resgate social, no sentido de retirá-
los da zona de risco e vulnerabilidade social, bem como dar-lhes o conforto de 
serem cuidados, aceitos e valorizados. 
A demência vascular na maioria dos casos apresenta-se abruptamente 
mediante um acidente vascular cerebral. “A demência vascular não é uma doença, 
mas sim, um grupo heterogêneo de síndromes com vários mecanismos vasculares e 
mudanças cerebrais relacionados a diferentes causas e manifestações clínicas” 
(BRASIL, 2007:111). 
Sobre a demência vascular, o autor acima citado corrobora que: 
 
Demência, para fins diagnósticos, é uma síndrome caracterizada pelo 
comprometimento de múltiplas funções corticais superiores (...). O 
comprometimento das funções cognitivas é usualmente acompanhado e, às 
vezes, antecedido por alterações psicológicas, do comportamento e da 
personalidade. Para o diagnóstico é essencial que tais déficits causem 
significativo comprometimento das atividades profissionais, ocupacionais e 
sociais do indivíduo (...). O tratamento das pessoas com demência deve ser 
iniciado assim que é feito o diagnóstico, havendo maior possibilidade de 
resposta. A pessoa idosa com suspeita de demência, (...), deverá ser 
encaminhada para a atenção especializada, respeitando-se os fluxos de 
referência e contra-referência locais e mantendo sua responsabilização pelo 
acompanhamento (BRASIL, 2007, p. 112 – 113). 
 
 Contudo, aos pacientes que estão sitos em uma contextualização de risco 
eminente, é necessário haver toda uma estrutura que possibilite um diagnóstico 
conciso, e um tratamento eficaz. Tendo em vista que, um tratamento eficaz, é aquele 
no qual possibilita a amenização ou mesmo, a erradicação dos fatores de risco para 
que a intervenção psicoterápica tenha seus objetivos alcançados mediante o plano 
de enfrentamento da doença ou síndrome, visando primordialmente, o bem-estar 
biopsicossocial do idoso abandonado. 
 
 
6 COMPORTAMENTO EMOCIONAL, AFETIVIDADE, 
VULNERABILIDADE E FRAGILIDADE 
 
O envelhecimento é uma fase natural na vida de qualquer ser humano e traz 
consigo o amadurecimento, as transformações físicas, psicológicas, sociais, 
espirituais e as vivências de crises nas mudanças, que na maioria das vezes não 
são escolhidas pela pessoa idosa e sim pelo meio em que vive, emergindo 
resistências, negação e tentativa de fuga dos desafios. 
O comportamento emocional do idoso abandonado tanto institucional como 
domiciliar é um sentimento de estar sozinho, de solidão, de perdas, de inutilidade 
entre outros e a falta do apoio, carinho, afeto, atenção, compreensão e aconchego 
da própria família os tornam ainda mais fragilizados tanto emocionalmente como 
fisicamente. 
 As situações que levam ao abandono são provocadas pela condição de 
fragilidade do idoso, que pode passar a depender de outras pessoas, pela perda da 
autonomia e da independência, pelo esfriamento dos vínculos afetivos e pela 
conduta do grupo de relações ou ausência dele. Porém há uma subjetividade pois 
em algumas situações depende muito do idoso no que se refere ao enfrentamento 
de tal situação que pode gerar um sentimento de abandono ou não, depende muito 
das circunstâncias objetivas e subjetivas de cada indivíduo. 
Além do abandono na velhice ser um sentimento de tristeza e de solidão, 
provocado por circunstâncias relativas a perdas, as quais se refletem basicamente 
em deficiências funcionais do organismo e na fragilidade das relações afetivas e 
sociais, que por sua vez conduzem a um distanciamento, podendo levar ao 
isolamento social, pode também desencadear um quadro psicopatológico que pode 
ser construído nas relações consigo mesmo e com o meio em que vive, que por sua 
vez pode-se originar de herança genética ou da influência do meio social onde estão 
inseridas. (FRAGOSO et al., 2003). 
O estar sozinho, desamparado, desprotegido, o ser esquecido, deixado pelos 
filhos, deixado de lado, desvalorizado, desconsiderado, isolado, negligenciado, 
afastado da família, excluído da sociedade e do convívio familiar, o sentimento de ter 
perdido o amor dos filhos, perda da autonomia, são sentimentos que fazem parte do 
cotidiano da maioria dos idosos abandonados seja em uma instituição ou domicilio 
possibilita a fragilização psicológica desses indivíduos desencadeando ao 
desenvolvimento de doenças psicossomáticas e psicopatológicas de variadas faces, 
na medida em que os espaços profissionais, sociais e familiares diminuem 
gradualmente, á medida que os anos vão passando. 
 A depressão é a psicopatologia mais frequente em idosos abandonados. 
Conforme Araújo (2003): 
 
 (...) é uma manifestação de sintomas inter-relacionados a fatores psíquicos, 
orgânicos, hereditários, sociais, econômicos, religiosos, entre outros, vem 
se apresentando na sociedade pós-moderna com índice bastante elevado, 
ocasionando um sofrimento que interfere significativamente na diminuição 
da qualidade de vida, na produtividade e incapacitação social do indivíduo, 
atingindo desde crianças a pessoas idosas, rompendo fronteiras de idade, 
classe socioeconômica, cultura, raça e espaço geográfico. (ARAÚJO et 
al.,2003, p.183). 
 
 
 Essa manifestação de sintomas é sofrida pelos idosos abandonados, 
justamente pelo sentimento de solidão, de perdas, de despersonalização, de 
desvalorização, amargura, melancolia, falta de afetividade da parte de seus 
familiares que os levam á essa patologia. (CASARA et al.,2004). 
A família é o meio natural de inserção do ser humano. Quando há ausência 
ou rompimento dessa inserção, o idoso vive com o sentimento de solidão, 
depressivo. A família é a esperança do idoso como forma de manutenção das 
relações familiares e das possibilidades de evitar o isolamento 
 podendo ser uma solução paraevitar o sentimento de abandono, mas não garante 
necessariamente que esse sentimento não exista. Pelo contrário, depende dos 
vínculos estabelecidos ao longo da vida e da força dessas relações. 
Independente do idoso ser “abandonado” ou não em uma instituição ou 
domicílio, a família precisa e deve apoiá-lo, dar atenção, cuidado, afeto, 
compreendê-lo e acompanhar o seu idoso em todo o processo de adaptação, pois a 
preocupação com o mesmo dará a tranquilidade e segurança para uma melhor 
adequação á nova realidade que se encontra. 
 
 
7 O ENFRENTAMENTO DO ABANDONO 
O momento de ruptura com os laços afetivos até então estabelecidos, implica 
a necessidade do enfrentamento no sentido de estabelecer novas relações. 
Esse idoso encontra-se fragilizado, devido à perda de papéis ocupacionais e 
às perdas afetivas, que provocam diferentes graus de ansiedade, isso depende da 
história pessoal, da disponibilidade de suporte afetivo, do nível social e dos valores 
de cada um. 
O individuo idoso, aquele que vive a última etapa do ciclo vital, circunstâncias 
essa que por si só restringe as perspectivas de futuro e de vida, sente ainda mais 
agravado o seu estado de velhice, por não saber o que fazer dos seus dias, por 
estar sempre entre o aborrecido e melancólico. Toda essa situação leva o idoso a 
um desequilíbrio social, pois suas relações interpessoais ficam comprometidas, com 
consequências psíquicas e biológicas, levando-o não raras vezes, à dependência e 
ao alheamento. 
Conforme Aguiar (2010) analisa-se que a demanda de idosos em situação de 
abandono requer um olhar nas particularidades vivenciadas na relação 
sujeito/idoso/família, que acabam vivenciando outras situações anteriores ao 
abandono dos vínculos familiares e institucional, quando, por exemplo: 
 
 A família deixa de ampará-lo com as devidas necessidades (banho, comida, 
remédio no horário, levar ao medico, roupas limpas, etc.) 
 Deixar de dar assistência em todas e quaisquer dificuldade; 
 Abandonar no hospital, na rua, em casa; 
 Negar o acesso à saúde, tais como fornecimento de medicamento, 
atendimento domiciliar em saúde; 
 Violar o direito de acesso ao transporte público gratuito; 
 Não respeitar sua condição peculiar e suas limitações; 
 Algumas dessas situações, aparentemente pode não parecer ser tão 
graves, no entanto podem expressar em outra forma, outro tipo de 
abandono, ainda mais cruel, por não ser aparentes, são mais difícil de 
serem identificados, e por vez acabam sendo toleradas. (AGUIAR, 2010, 
p.108). 
 
Portanto a situação do abandono do idoso não consiste em apenas não ter 
uma família, ou ser abandonado por esta, mas sim, de um modo geral estar 
desamparado, vivenciando uma situação de vulnerabilidade e risco social, ao estar 
inserido em um contexto de desproteção de seus direitos fundamentais. 
Em se tratando de envelhecimento, se comparar o Brasil com vários países 
desenvolvidos, constatam-se diferenças marcantes principalmente por três aspectos 
fundamentais: o tempo que a população levou para envelhecer; e como se dá o 
processo de envelhecimento individual; e as condições para viver a velhice. 
 A Europa levou cem anos para envelhecer. No Brasil, isso se deu em 
três décadas, a partir de 1970. Esse processo acelerado dificulta à 
sociedade, ao estado, à família e ao próprio idoso no preparo e as 
providências para enfrentar a velhice de forma digna; 
 As fases de vidas anteriores à velhice, as condições, o modo de vida, e 
ainda, os fatores internos que determinam o processo individual de 
envelhecimento são muito distintos entre as pessoas; 
 A situação socioeconômica da maioria da população brasileira que 
envelhece é precária, não lhe oferecendo meios para atender 
satisfatoriamente às necessidades básicas para viver na velhice. A 
sociedade e o estado também não dispõem dos meios adequados e 
não estão aptos a promover a preparação do indivíduo para a velhice, 
a manter a inserção social do idoso e a garantir, por meio de políticas 
sociais, o mínimo necessário para a sua subsistência. 
Devido a essa complexidade fisiológica, psicológica e social, é muito difícil 
compreender a velhice, delinear seu inicio e até mesmo conceituá-la. 
O processo de envelhecimento não só representa muito mais que uma 
simples mudança na vida do idoso, como também a mudança de seu ambiente físico 
para outro. Representa a necessidade que o idoso tem para estabelecer novas 
relações em todos os aspectos desse novo ambiente. O idoso considera-se 
abandonado, ansioso e com medo. O abandono no idoso faz a troca do meio e 
provoca a passagem de um mundo amplo e público para um mundo restrito e 
privado, fazendo com que o idoso se recolha a estado mutismo, perdendo sua vez 
no diálogo, ficando relegados à “suave violência do silêncio” (WINKIN apud PRETI 
apud CASARA, 2004). 
Isso é provocado pelo abandono que acaba segregando os idosos, 
condenando-os a uma vida isolada, silenciosa, introspectiva. 
As conversas ficam escassas, cortam-se as marras com a família e com a 
comunidade, quase sempre com resultados desastrosos. 
Circunstâncias essas que lhes impõe a perda dos laços diretos com seu 
contexto histórico, suas referências pessoais e, principalmente, com suas relações 
familiares. A perda dessas relações faz com que o idoso sinta o abandono com a 
quebra dessas relações com os seus, suas experiências vividas, com seus papéis, 
ocorrendo, assim, mudanças progressivas nas crenças que o idoso tem a seu 
respeito e a respeito dos outros que lhe são significativos (WINKIN apud PRETI 
apud CASARA, 2004). 
Essas perdas influenciam consequentemente no acreditar em si mesmo e nas 
condições que ainda tem que enfrentar para se manter e se sentir vivo. Elas se 
confirmam no momento que o idoso é abandonado, deixando para trás os papéis 
desempenhados onde, ao não ter perspectivas para reassumi-los, acaba 
percebendo que o seu eu não o mais personaliza, tornando-se, mais um entre os 
membros de um grupo coletivo. Dessa forma, deixa de ser reconhecido como 
sempre foi, para ser mais um. 
 
 
8 A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO ABANDONO DO IDOSO 
O processo de envelhecimento, é singular, assim como o grau de conflitos 
que representa o avançar da idade também está relacionado com a trajetória 
pessoal. Sabe-se que o trabalho do psicólogo não se baseia só na modificação da 
condição biológica ou de condições sociais, mas fundamenta-se na expectativa de 
mudanças internas que permitam viver melhor aquilo que se apresenta como conflito 
assim como lidar com as novas possibilidades que se revelam. 
Na diversidade do trabalho aqui apresentado, observa-se um traço comum: o 
psicólogo utilizando a grupalidade como um recurso terapêutico. O grupo entre 
idosos torna-se uma potência no qual o saber psicológico serve justamente para 
intermediar construções de laços sociais ao atribuir ao velho um lugar de sujeito, 
local de enfrentamento de confrontos numa sociedade que exclui como a nossa. 
Os participantes desses grupos, narram suas historias de vida - como 
atravessam e foram atravessados por angústias, sofrimentos e alegrias – são 
constantemente solicitados a se posicionarem, possibilitando assim a compreensão 
de antigas experiências e a modificação de formas atuais de sentir e lidar com seu 
cotidiano. (ARAÚJO et al., 2003). 
Assim o profissional da psicologia poderá ser visto rompendo barreiras 
institucionais, estabelecendo parcerias com serviços e estabelecimentos da própria 
comunidade para ampliar o campo de pertinência na velhice e fazer funcionar, na 
prática, a idéia de rede social. Nesse sentido, cabe ao psicólogo garantir na sua 
atuação a especificidade de seu saber para que assim possa trabalhar ele mesmo, 
em equipes interdisciplinares. (ARAÚJO et al., 2003). 
Procura-se dar maior visibilidade às práticas psicológicas focadas no 
envelhecimento humano, convidando os leitores – os futuros interlocutores– a 
compartilharem dos conhecimentos e experiências aqui expressos, com o propósito 
de fortalecer ainda mais a luta para a integração do idoso como cidadão. 
Renunciando assim, essa imagem maravilhosa que congela a possibilidade de lidar 
com árdua riqueza das contradições, encarando os idosos como coparticipantes, é 
uma postura essencial. A conversa entre o trabalho visa mapear atuações e 
subjetividades, e, oferecer a possibilidade de construir novos conhecimentos a partir 
deste. (ARAÚJO et al., 2003; CASARA, 2004). 
A psicoterapia em grupos vem propiciar maior identificação e conduzir a uma 
concepção de um grupo saudável e ativo, onde vê-se possibilidades de viverem 
novas experiências e participar de novas atividades e de resgatar o sentido da 
existência, utilizando assim, a coletividade como um dos recursos terapêuticos. O 
idoso ingressa no grupo com intuito de enfrentar problemas individuais. Os idosos 
encaram junto com a coordenação do psicólogo, a constituição de coletivo ativo com 
a responsabilidade de refletir sobre as situações que ali se colocam sobre a vida de 
cada um. Esse grupo abre a possibilidade de proporcionar, entre outras coisas, um 
espaço para: 
a. Estabelecer novas relações que criam um caminho e estímulo para se 
vincularem a novos projetos; 
b. Superar o sentimento de exclusão e de afastamento da vida social, 
elevando a autoestima e o sentido de pertinência ao ver e ser visto pelo 
outro; 
c. Um maior contato com a realidade social; 
d. Ressignificar a própria historia; 
e. Mudanças de percepção através da construção de esquemas coletivos de 
elaboração; 
f. Redefinições de formas de socialização e de descoberta de identidade 
para os indivíduos que sofreram ou estão sofrendo intensas modificações 
em seu modo de viver; 
g. A vivência de diversos sentimentos, como admiração, ciúmes, rivalidade e 
inveja, numa situação protegida na qual estes podem ser vividos e 
elaborados; 
h. A segurança propiciada pela presença do psicólogo facilita o 
compartilhamento da intimidade. 
 
 
9 DISCUSSÃO 
De acordo com Machado et al. (2010) o abandono do idoso é um tipo de 
violência caracterizado pela negligência a este indivíduo por parte de seus familiares 
e/ou cuidadores, concernente aos cuidados básicos, que desencadeiam patologias e 
co-morbidades de natureza psíquica e emocional, levando o idoso a sentir-se sem 
apoio e abandonado. “A violência ou negligência pode ocorrer com qualquer idoso, 
em qualquer relacionamento, incluindo aquele que há expectativa de confiança ou 
onde alguém ocupa uma posição de poder ou autoridade”. (MACHADO et al., 2010, 
p.11). 
Segundo Brasil (2007), “a violência intrafamiliar pode se manifestar de várias 
formas e com diferentes graus de severidade. O abandono/negligência é 
caracterizado pela falta de atenção para atender às necessidades da pessoa idosa” 
(BRASIL, 2007, p. 44 – 46). 
É possível visualizar que, o idoso abandonado sente-se marginalizado no que 
refere-se ao contexto social. O convívio com as demais pessoas sejam elas 
familiares, amigos e parentes faz com que o idoso tenha bem-estar e qualidade de 
vida, pois o convívio social possibilita ao ser humano a troca de experiências e 
conhecimentos acerca da vida e dos acontecimentos cotidianos. 
Isto possibilita ao idoso a constante elaboração e reelaboração de situações 
anteriormente ignoradas; logo, fazendo com que o indivíduo idoso mantenha em 
constante atividade os seus aspectos cognitivos, intelectuais e emocionais. Este, o 
aspecto emocional mantém-se ativo a partir das constantes elaborações e 
reelaborações, em virtude da fase idosa representar o momento de constantes 
reflexões, onde acredita-se ser possível a concretização de anseios anteriormente 
pensados. 
Sobre a representação da qualidade de vida do idoso abandonado Aranha 
(2003) corrobora que: 
 
 Estudar e tentar entender as possíveis representações é algo um tanto 
complexo, que envolve não só o conhecimento dos meios sociais nos quais 
os indivíduos encontram-se inseridos, mas também a estrutura psíquica que 
os sustentam e os resultados deste processo. (ARANHA apud SOUZA et 
al., 2010, p. 10). 
 
No entanto, ao idoso abandonado, a abstinência do convívio social, as 
elaborações e reelaborações, o anseio em concretizar alguma idealização são 
aspectos, ou melhor, tornam-se aspectos inexistentes na práxis na qual o idoso 
abandonado encontra-se. É relevante salientar que encontra-se, forçadamente, por 
consequência de um contexto em que predominou a negligência. 
No contexto do abandono, percebe-se que o idoso está sujeito a diversos 
tipos de patologias, a saber, depressão e demências. Estas implicam, 
principalmente, em prejuízos e desequilíbrio às instâncias, psíquica e 
psicossomática, do próprio idoso abandonado. “O comprometimento das funções 
cognitivas é usualmente acompanhado e, às vezes, antecedido por alterações 
psicológicas, do comportamento e da personalidade”. (BRASIL, 2007, p. 112 – 113). 
Pode-se inferir que mediante o trabalho psicoterápico realizado pelo 
Psicólogo capacitado, ao idoso que fora abandonado será possibilitado, caso o 
mesmo queira, um tratamento psicológico que visa criar recursos internos que eleve-
o a sentir-se capaz de enfrentar o estado no qual ainda se encontra. 
“A investigação acerca da qualidade de vida do idoso gradativamente ganha 
mais espaço na área da saúde, uma vez que, com o aumento desta população, 
cresce também a necessidade de se conhecer e compreender tal assunto”. (SOUZA, 
2010, et al., p. 11). 
E, diante dessa perspectiva, o Psicólogo atuará no sentido do enfrentamento 
à ausência de qualidade de vida ao idoso abandonado. Desse modo, o foco do 
trabalho do Psicólogo não será a qualidade de vida em si, mas sim, tê-la como uma 
ferramenta a ser implantada no cotidiano do idoso que fora abandonado a fim de 
que o mesmo reencontre a sua identidade, ou mesmo, crie-a a partir de agora, 
propiciando-lhe condição de vida digna e salutar com o enfoque em sua reinserção 
social. 
O abandono na velhice é um sentimento de tristeza e solidão, onde na 
maioria das vezes é provocado por diversas circunstâncias em decorrência da 
própria velhice. Por exemplo, as situações de fragilidade em que o idoso com sua 
incapacidade funcional é gradativamente isolado do convívio familiar, fazendo com 
que aumente o sentimento de dependência e de um ser totalmente incapaz. 
 O idoso sente, percebe e sofre com a situação do abandono, levando ao 
impedimento de viver e conviver plenamente e de permanecer inserido na família e 
na sociedade, isso devido à fragilidade funcional, afetiva e social, podendo levar a 
um distanciamento de tudo e de todos, culminando em um isolamento social. 
Para Casara (2004), o sentimento de abandono está relacionado: 
 Ao estar indefeso, a falta de intimidade compartilhada e a 
pobreza de afetos e de comunicação tendem a mudar 
estímulos de interação social e de interesse com a própria vida. 
(CASARA, 2004, p. 08). 
 
É de fundamental importância que a família esteja presente na vida do idoso, 
pois sem o devido apoio o idoso se sente muito sozinho, levando a mudança de seu 
comportamento emocional e é preciso todo um cuidado especial da família para com 
o idoso para que ele se sinta importante e útil para sua família e a sociedade. 
A família é uma construção social influenciada pela cultura e contexto 
histórico, sendo uma instituição importante para a organização humana na 
sociedade. Nessa construção são encontrados vários aspectos como a afetividade, 
solidariedade, sentimentos e ações presente na maioria das famílias. E, quando 
nessa família tem um idoso, esses sentimentos precisam e devem ser mais 
aflorados para com esse idoso e também precisam saber lidar e adaptar com as 
diferenças desse idoso. 
Para Brêtas et al. (2007), as adaptações no âmbito familiar serão mais ou 
menos fáceis: 
 
Dependendo das relaçõesafetivas desenvolvidas pelos seus 
membros, construídas no decorrer da convivência. Assim, o idoso 
poderá ser respeitado ou não pelos seus familiares, dependendo das 
histórias individuais e coletivas vividas pelos membros de cada família. 
(BRÊTAS et al., 2007, p.07). 
 
Em estudos realizados referentes ao abandono do idoso constatou-se que há 
diversas formas de abandono, assim como: o abandono asilar, abandono 
institucional e outros, conforme pesquisa bibliográfica evidenciou-se que o abandono 
do idoso não fica restrito somente nas ruas, asilo, hospitais ou em instituições 
sociais. 
 O abandono do idoso está inserido em todos os contextos, principalmente no 
âmbito familiar que é para ser um lugar de acolhimento para o idoso, o mesmo 
sente-se abandonado na sua própria casa. Esse abandono fica sendo evidenciado 
nas ruas, hospital, nas instituições sociais e na própria casa do idoso. 
Segundo Aguiar (2010) analisou, a demanda de idoso em situação de 
abandono requer um olhar das particularidades vivenciadas na relação sujeito/ 
idoso/ família, que acabam vivenciando outras situações anteriores ao abandono 
dos vínculos familiares e institucionais. 
Em relação ao abandono do idoso no âmbito familiar percebe-se que esse 
abandono é imperceptível para os familiares. A família não percebe esse abandono, 
mas o indivíduo idoso sim percebe o abandono. 
O abandono do idoso é difícil de ser definido porque quase sempre o próprio 
idoso minimiza esse abandono com explicações sociais ou atribuindo a fatores 
externo da vida dos seus familiares e cuidadores (WILSON; GORZONI, 2008, 
p.200). 
 Portanto a situação do abandono do idoso não consiste em apenas ter uma 
família, ou ser abandonado por esta, mas sim, de modo geral estar desamparado, 
vivenciando uma situação de vulnerabilidade e risco social, ao estar inserido em um 
contexto de desproteção dos seus direitos fundamentais. (AGUIAR, 2010). 
A atuação do Psicólogo no abandono do idoso é imprescindível, pois o 
mesmo vai atuar sobre o ambiente do idoso com base nos conhecimentos 
oferecidos pela psicologia da percepção e por estudos sobre satisfação, motivação e 
atitudes. O psicólogo vai dar suporte à família e ao próprio idoso abandonado, 
proporcionando assim condições para que o idoso possa viver bem no seu 
ambiente. (SCHAIE; SCHOOLER apud NERI, 2000). 
 
 
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A elaboração e execução da pesquisa bibliográfica concernente à atuação do 
psicólogo frente às consequências psicológicas do idoso em situação de abandono 
caracterizaram-se, pelo aprendizado acerca desta temática ainda pouco explorada. 
Assim, esta pesquisa foi estruturada a partir de aportes teóricos que tinham como 
objeto de estudo, temáticas afins. 
Desde a delimitação do tema, decidiu-se efetuar uma pesquisa que 
representasse de forma objetiva e clara, toda a problemática envolta do mesmo, 
bem como as possibilidades de enfrentamento a partir da psicoterapia escolhida, 
(onde em sua maioria opta-se pela terapia grupal), analisada e realizada pelo 
Psicólogo. Desse modo, percebeu-se a relevância da ação psicoterápica do 
profissional competente e eficaz em sua atividade e, portanto, sensível ao contexto 
exposto. 
Pôde-se observar que, o idoso abandonado é aquele que não recebe os 
cuidados, atenção e o acolhimento inerentes e necessários à sua condição 
decorrente de um processo biológico natural que, em seus pormenores, pode eliciar 
um processo psicossocial não construtivo ao seu bem-estar. Logo, a situação do 
idoso abandonado representa um estado de demasiada vulnerabilidade e criticidade, 
pois o mesmo viverá como um “refém” suscetível às mazelas biopsicossociais 
provenientes do abandono. 
Constatou-se que, cientificamente não existem fases do abandono do idoso. 
Porém, há momentos e/ou estados (solidão, sentir-se sozinho, afastar-se do 
convívio social espontaneamente ou energicamente) na vida do idoso abandonado, 
que predizem aspectos emocionais que podem vir a fomentar o desencadeamento 
de patologias prejudiciais à manutenção da saúde psíquica salutar. 
No que tange aos planos de ação que visem à execução de políticas públicas 
ao resgate social e à melhoria da qualidade de vida do idoso abandonado, foi 
imperceptível a visualização dos mesmos no decorrer do processo de pesquisa 
bibliográfica. Portanto este projeto tem como um de seus significativos objetivos, a 
fomentação de planos de ação para a implantação de políticas públicas que 
ratifiquem a necessidade da atividade do Psicólogo, como um profissional 
imprescindível ao resgate do bem-estar biopsicossocial do idoso abandonado. 
Contudo, este trabalho nos proporcionou o conhecimento pormenorizado e 
fundamentado teoricamente no que concerne ao abandono do idoso. Imprimiu-nos a 
visão elucidada e explanada sobre o trabalho, e, o dinamismo da atividade do 
Psicólogo ao idoso nesta situação. 
Dessa forma, evidenciou-nos que o conhecimento é um saber construído 
paulatinamente e diariamente, onde o compromisso na atividade em grupo eleva-
nos a acreditar que uma atividade assim realizada, agrega epistemologias cada vez 
mais complexas ao constructo dos acadêmicos que anseiam, verdadeiramente, 
serem profissionais competentes na atividade a realizarem. 
 
 
 
 
 
11 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaboração do Projeto FEV MARÇ ABRIL MAIO JUNH 
Elaboração do Tema do Projeto X 
Efetuação dos Objetivos, da Justificativa 
e do Cronograma X x x x 
Entrega da Primeira Parte do Projeto X 
Realizar a obtenção de Dados referente 
à Pesquisa de Campo elaborando a sua 
Qualificação. X x 
Quantificação dos investimentos na 
Elaboração do Projeto (Impressão 
R$19,25; Encadernação R$ 2,50. Total: 
R$ 21,75). x X X 
 Dar continuidade à elaboração 
Bibliográfica do Projeto. x X X X 
Apresentar o Projeto na Faculdade. X X 
12 REFERÊNCIAS 
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situação de abandono: demanda para o serviço social no âmbito do Ministério 
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