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1:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA
receber, de mentes humanas, toda essa defe­
rência, esse respeito que acham que mere­
cem. Será que isso é semelhança com Cristo? 
(PC [MM 1965] 68; RH, 04/09/1900).
“Tende em vós o mesmo sentimento que 
houve também em Cristo Jesus.” Ele mor­
reu para fazer expiação e para Se tornar um 
modelo para todo aquele que quiser ser Seu 
discípulo. Será que o egoísmo encontrará 
entrada no coração de vocês? E será que 
aqueles que não colocam diante de si a Jesus 
como modelo exaltarão os méritos de vocês? 
Vocês não possuem quaisquer méritos, a 
não ser os que vêm através de Jesus Cristo. 
Será o orgulho ainda alimentado depois de 
vocês terem visto a Divindade Se humilhar? 
Mesmo depois de o Mestre, como homem, 
Se degradar até que não houvesse ponto mais 
baixo ao qual pudesse descer? “Espantai-vos 
[...], ó céus”, e assombrai-vos, ó moradores 
da Terra, de que esta seja a retribuição feita 
a nosso Senhor! Que desprezo! Que perver­
sidade! Que formalismo! Que orgulho! Que 
esforços feitos para exaltar o ser humano 
e glorificar o eu, quando o Senhor da gló­
ria, em nosso favor, Se humilhou, agonizou 
e morreu a vergonhosa morte sobre a cruz 
(RH, 04/09/1900)!
Cristo não podia ter vindo à Terra com 
a glória que possuía nas cortes celestiais. 
Seres humanos pecadores não teriam supor­
tado a cena. Ele velou Sua divindade com 
os trajes da humanidade, mas não renun­
ciou a Sua divindade. Sendo um Salvador 
divino-humano, Ele veio para Se colocar à 
frente da raça caída, a fim de partilhar da 
experiência deles, da infância à idade adulta 
(RH, 15/06/1905).
Cristo não trocou a divindade pela huma­
nidade, mas revestiu Sua divindade com a 
humanidade (RH, 29/10/1895).
(Jo 14:30; Lc 1:31-35; ICo 15:22, 45; 
Hb 4:15). Tenha cuidado, extremo cuidado, 
ao se demorar sobre a natureza humana de 
Cristo. Não O apresente perante as pessoas
como um homem com propensões para o 
pecado. Ele é o segundo Adão. O primeiro 
Adão foi criado como um ser puro e sem 
pecado, sem mácula de pecado sobre si; ele 
era à imagem de Deus. Poderia cair, e de fato 
caiu ao transgredir. Devido ao pecado, sua 
posteridade nasceu com propensões ineren­
tes para a desobediência. Mas Jesus Cristo 
era o Filho unigénito de Deus. Ele tomou 
sobre Si a natureza humana e foi tentado em 
todos os pontos em que o homem é tentado. 
Ele poderia ter pecado; poderia ter caído, 
mas nem por um momento houve nEle uma 
propensão má. Ele foi assaltado por tenta­
ções no deserto como Adão foi assaltado por 
tentações no Éden.
Evite toda questão relativa à humanidade 
de Cristo que esteja sujeita a ser mal enten­
dida. A verdade e a suposição estão muito 
próximas uma da outra. Ao tratar da huma­
nidade de Cristo, você deve vigiar ao máximo 
cada afirmação, para que suas palavras não 
sejam interpretadas como se significassem 
mais do que sugerem, e assim você perca 
ou anuvie a clara concepção de Sua humani­
dade combinada com a divindade. Seu nas­
cimento foi um milagre de Deus, pois o anjo 
disse: “Eis que conceberás e darás à luz um 
filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 
Este será grande e será chamado Filho do 
Altíssimo; Deus, o Senhor, Lhe dará o trono 
de Davi, Seu pai; Ele reinará para sempre 
sobre a casa de Jacó, e o Seu reinado não 
terá fim. Então, disse Maria ao anjo: Como 
será isto, pois não tenho relação com homem 
algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre 
ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te 
envolverá com a Sua sombra; por isso, tam­
bém o Ente santo que há de nascer será cha­
mado Filho de Deus” (Lc 1:31-35).
Estas palavras não se referem a nenhum 
ser humano, exceto o Filho do infinito Deus. 
Nunca, de nenhuma forma, deixe sobre a 
mente humana a mais leve impressão de que 
repousou sobre Cristo qualquer mácula de
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COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - JOÃO 1:14
corrupção ou inclinação para a corrupção, ou 
de que Ele de algum modo tenha cedido à 
corrupção. Ele foi tentado cm todos os pon­
tos como o homem é tentado, mas é chamado 
de "Ente santo”. E um mistério sem expli­
cação para os mortais o fato de que Cristo 
pudesse ser tentado em todos os pontos como 
nós o somos e, ainda assim, ser sem pecado. 
A encarnação de Cristo sempre foi e sempre 
permanecerá um mistério. As coisas revela­
das nos pertencem, a nós e a nossos filhos, 
mas que todo ser humano esteja alerta con­
tra o tornar Cristo totalmcntc humano, como 
um de nós; pois isso não pode ser. Não nos 
é necessário saber o momento exato em que 
a humanidade se combinou com a divin­
dade. Devemos conservar nossos pés sobre a 
Rocha, Cristo Jesus, como sendo Deus reve­
lado na humanidade.
Percebo que há perigo em abordar 
assuntos que se demorem sobre a huma­
nidade do Filho de Deus. Ele Se humi­
lhou quando viu que Se achava em figura 
humana, para que pudesse compreender a 
força de todas as tentações com as quais o 
homem é assediado.
O primeiro Adão caiu; o segundo Adão Se 
apegou firmemente a Deus e a Sua Palavra 
sob as circunstâncias mais probantes, e Sua 
fé na bondade, na misericórdia e no amor de 
Seu Pai não vacilou nem por um só momento. 
“Está escrito” era Sua arma de resistência e 
é a espada do Espírito que todo ser humano 
deve usar. “Já não falarei muito convosco, 
porque aí vem o príncipe do mundo; e ele 
nada tem em Mim" - nada que reaja favora­
velmente à tentação. Em nenhuma ocasião 
houve resposta favorável a suas múltiplas ten­
tações. Nenhuma vez Cristo pisou no terreno 
de Satanás, para lhe dar qualquer vantagem. 
Satanás nada encontrou nEle que encora­
jasse seus avanços (Carta 8, 1895).
(Mt 27:54; lTm 3:16). Mas, embora 
a divina glória de Cristo fosse por algum 
tempo velada e eclipsada pelo fato de Ele
haver assumido a humanidade, Ele não dei­
xou de ser Deus quando Se tornou homem. 
O humano não tomou o lugar do divino, nem 
o divino, do humano. Este é o mistério da 
piedade. As duas expressões, “o humano” e 
"o divino”, eram, em Cristo, íntima e inse­
paravelmente uma só, porém tinham uma 
individualidade distinta. Embora Cristo 
tenha Se humilhado para Se tornar homem, 
a Divindade ainda era Sua. Sua divindade 
não podia ser perdida enquanto Ele per­
manecesse fiel e verdadeiro à Sua lealdade. 
Cercado de tristeza, sofrimento e poluição 
moral, desprezado e rejeitado pelo povo a 
quem haviam sido confiados os oráculos do 
Céu, Jesus ainda podia falar de Si mesmo 
como o Filho do Homem que está no Céu. 
Ele estava pronto a tomar outra vez Sua gló­
ria divina quando Sua obra na Terra esti­
vesse feita.
Houve ocasiões nas quais Jesus, enquanto 
em carne humana, Se manifestou como o 
Filho de Deus. A divindade irrompeu através 
da humanidade, e foi vista pelos sacerdotes 
e pelas autoridades que zombavam dEle. Foi 
ela reconhecida? Alguns reconheceram que 
Ele era o Cristo, mas a maior parte daque­
les que nessas ocasiões especiais foram for­
çados a ver que Ele era o Filho de Deus, 
recusaram-se a recebê-Lo. A cegueira deles 
loi proporcional à sua obstinada resistência 
à convicção.
Quando a glória inerente de Cristo trans­
parecia, era demasiado intensa para que 
Sua pura e perfeita humanidade a ocultasse 
inteiramente. Os escribas e fariseus não O 
reconheciam com palavras, mas sua inimi­
zade e seu ódio eram restringidos quando 
a majestade dEle resplandecia. A verdade, 
obscurecida como estava por um véu de 
humilhação, falava a cada coração com 
inequívoca evidência. Foi isso que levou às 
palavras de Cristo: “Vós sabeis” quem “Eu 
sou” [cf. Jo 7:28; 8:28] Homens e demônios 
eram compelidos, pela irradiação de Sua
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Héber
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