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MÓDULO III ESCOLA TÉCNICA PRÓ-EDUCAR TÉCNICAS RESTAURADORAS Prof. Rafael José Santos Rodrigues rafaeljsrodrigues@gmail.com A Ergonomia em Odontologia objetiva a simplificação do trabalho, prevenção da fadiga e maior conforto tanto ao profissional quanto ao paciente. • Racionalização do trabalho • Eliminação de manobras não produtivas • Maior produtividade • Maior rendimento • Maior conforto • Segurança ao paciente Rundcrantz et al. (1980) – 72% CDs relataram dor ou desconforto no pescoço, ombros ou cabeça. Keresuo et al. (2000) – 70% CDs apresentaram sintomas musculoesqueletais. Maior prevalência em mulheres. Síndrome do túnel do carpo Problema associado com a flexão contínua e extensão do pulso. Dor nos ombros e pescoço Tensão ou flexão dos ombros por mais de 1 hora por dia. Dores nas costas e pescoço Extensão ou elevação dos braços por um longo período de tempo. Dores na porção inferior das costas Torção do corpo por um longo período de tempo. Chasteen, 1989 • O meio de trabalho deve se adaptar ao operador, ao invés do operador ter que se adaptar ao meio fixo. • Não há a necessidade do profissional manter postura semelhante a uma estátua, mas deve seguir regras para auxiliar na obtenção de conforto. • A mudança frequente de posição é a chave para evitar ou prevenir distúrbios da coluna. • Movimento 1 – Movimento de dedos. Ex.: Preparo de canal. • Movimento 2 – Movimento de punhos. Ex.: Preparo cavitário. • Movimento 3 – Movimento de dedos, punhos e cotovelos (antebraço). É importante que ele ocorra dentro do espaço ideal de pega. Ex.: Pegar a caneta de alta rotação no equipo. • Movimento 4 – Movimentos de todo o braço. Espaço máximo de pega. Ex.: Abrir a gaveta de um armário auxiliar quando ela está ligeiramente além do círculo funcional de trabalho. • Movimento 5 – Torções do corpo e deslocamento. Ex.: Pegar o sugador por cima do paciente, do lado do assistente. • Movimentos 4 e 5 – São os que mais cansam e os que mais tempo consomem (maior atividade muscular, nova acomodação da visão e novo enfoque no campo operatório. Podem ser eliminados com o trabalho de um auxiliar. • A superfície operatória deve ser acomodada em direção ao operador. Área do operador ou Operacional Área estática Área do Auxiliar Área de transferência Referências a partir da cabeça do paciente. Círculos funcionais de trabalho do consultório. Zona ou área do operador • É onde se localiza o CD, ao lado direito do paciente (Destros) e ao lado esquerdo do paciente (Canhotos). • Quase sempre o profissional se posiciona às 9 horas. • O operador é capaz de se mover dentro desta zona para melhor visibilidade. • 12 horas – visão direta em superfície vestibular de dentes anteriores • 8 horas – visão direta em superfície oclusal de dentes inferiores posteriores do lado direito. Zona ou área do auxiliar • Área de atividades auxiliares, onde estão situados armários com os instrumentos e materiais usados, aparelhos auxiliares, sugador e outros equipamentos. • Os armários e equipamentos não devem interferir com a correta posição do auxiliar. • A posição do auxiliar varia de 2 a 4 horas para os destros, geralmente estando a 3 horas, e de 8 a 10 horas para os canhotos. Zona ou área estática • Situada na região atrás da cadeira. • Localizada na posição de 12 a 2 horas para os destros e de 10 a 12 horas para os canhotos. • Geralmente utilizada para colocar equipamento auxiliar, como: amalgamador, ultra-som, fotopolimerizador, etc. • Pode ser ocupada pelo operador em certas manobras raras. MOVIMENTO DESGASTE DO OPERADOR PRODUTIVIDADE • As superfícies de trabalho para colocação dos instrumentos devem estar à frente e acima do paciente, na zona frontal de transferência. • Os antebraços do operador devem estar paralelos ao solo ou levemente elevados quando em posição de trabalho. • A assistente deve estar assentada em frente ao operador para melhor visão do campo operatório. 1. Evitar exagerar as torções, inclinações laterais e para frente da coluna vertebral. 2. Trabalhar com todos os membros descontraídos. 3. Manter os braços e cotovelos próximos ao tronco. 4. Manter os antebraços aproximadamente na horizontal, apoiados o melhor possível. 5. O operador não deve ter que levantar os braços ou inclinar-se para trabalhar na boca do paciente. 6. O paciente deve sempre que possível ser colocado em posição supina. 7. Manter assentado formando um ângulo entre a coxa e a perna de 90º, podendo chegar a 115o no máximo. Quanto maior for o ângulo, maior será a compressão da circulação venosa (surgimento de varizes). 8. A postura ergonomicamente correta, para o trabalho da odontologia é também chamada de “postura de controle de dedos” ou “postura de pianista”. 9. Os pés devem estar totalmente apoiados no chão (posição de equilíbrio). 10. As costas e o pescoço do operador devem estar retas, com o topo dos ombros paralelos ao solo. 11. Quanto à inclinação, manter o posicionamento sentado com a postura média no sentido antero-posterior. 12. A distância da cabeça do operador à boca do paciente deve ser de 30 a 40 cm abaixo dos seus olhos. 13. A distância média do refletor ao campo operatório deve ser de 80 cm aproximadamente. 14. O auxiliar deve assumir a tarefa de acomodar a cabeça do paciente, afastar língua e bochechas, realizar a sucção de sangue e saliva e colocar o quadrante desejado sempre em visão direta ao operador. Posições ideais do CD e Auxiliar Posicionamento da assistente Sincronização de pernas 15. Para trabalho na maxila, o paciente deve estar na posição supina e o encosto de cabeça deve estar inclinado para trás. 16. Para trabalho na mandíbula, encosto de cabeça reto em relação à cadeira. VANTAGENS 1. Visão direta do campo operatório. 2. A língua do paciente se desloca para trás, fechando a faringe. 3. Menor desejo de deglutição. 4. Menor risco de engolir materiais ou instrumentos. 5. Joelhos e pernas do paciente estarão no mesmo nível da cabeça, sem bloquear a circulação. Paciente assentado Vias digestiva e respiratória abertas Paciente deitado Vias digestiva e respiratória fechadas Sentar-se corretamente Costas retas e apoiadas ao encosto Posicionar o paciente na cadeira de acordo com o trabalho a ser executado Cotovelos juntos ao corpo Ter tudo a um alcance mínimo Utilizar sugador de alta potência Seleção de equipamento adequado para executar procedimentos a quatro mãos Bandejas previamente organizadas para cada tipo de tarefa Evitar longas horas de trabalho sem descanso Evitar procedimentos repetitivos