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Psicologia no transito

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – UNESA
PSICOLOGIA
INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA
Arthur Pavão
Carlos Eduardo
Eduarda
Filipe Aguiar
Jéssica Oliveira 
Júlia Almeida
PSICOLOGIA NO TRÂNSITO
Macaé
2020
Considerações Iniciais:
A psicologia do trânsito é uma área da psicologia que investiga os comportamentos humanos no trânsito, os fatores e processos externos e internos, conscientes e inconscientes que os provocam e o alteram. (Conselho Federal de Psicologia, 2000, p. 10).
Essa é uma área da psicologia que vêm crescendo e ganhando visibilidade no meio científico nos últimos anos, pois o psicólogo torna-se figura indispensável no entendimento do comportamento no trânsito, bem como nos processos de avaliação psicológica que são realizadas a fim de estabelecer uma concessão no que diz respeito às práticas e direitos de conduzir veículos.
A esfera de estudo da psicologia do trânsito é constituído de três sistemas principais: o homem, a via e o veículo. Sendo o homem o subsistema mais complexo e, portanto, tem maior probabilidade de desorganizar o sistema como um todo. A psicologia do trânsito estuda os comportamentos humanos no trânsito e os fatores e processos internos e externos, conscientes e inconscientes que os provocam ou os alteram, de modo que engloba a todos os usuários, como pedestres, ciclistas, motoristas.
Deve-se considerar, ainda, que as graduações de psicologia, em aspectos gerais, não apresentam disciplinas específicas, cursos de aperfeiçoamento ou experiências que propiciem embasamento sobre a área, o que dificulta a expansão e crescimento desse trabalho. Desse modo, as produções e materiais acerca dessa temática ainda é um tanto escassa, o que dificulta na identificação e no trabalho de fomentar a psicologia do trânsito como um campo de atuação desse profissional.
A origem da Psicologia no Trânsito:
Desde o surgimento dos primeiros automóveis, a preocupação com a segurança de seus condutores, fez-se presente entre profissionais da área da saúde e entre legisladores, pois havia a necessidade de reduzir e prevenir acidentes no trânsito.
O início do fenômeno da condução humana de veículos automotores, após a fabricação do primeiro automóvel, na Alemanha, em 1866, despertou uma preocupação relacionada às atitudes necessárias para a condução segura deste novo meio de locomoção. 
No entanto, foi apenas no ano de 1880, que os exames de aptidão para condutores, especialmente profissionais do volante, passaram a ser exigidos  e, posteriormente, no ano de 1900, o médico italiano L. Patrizi, chamou a atenção, pela primeira vez, sobre a necessidade de se realizar exames psicológicos nos condutores de automóveis, a fim de controlar de forma especial a “constância de sua atenção” 
Psicologia do Trânsito no Brasil: a Legislação Nacional de Trânsito e a Inclusão do Psicólogo no Processo de Obtenção da CNH:
No caso do Brasil, a avaliação psicológica voltada para os condutores automotivos ocorreu em função de forte influência estrangeira e, após percorrer um longo caminho, que compreende desde as primeiras aplicações de exames psicológicos, até a regulamentação da psicologia enquanto profissão, no ano de 1962 e a posterior consolidação da psicologia do trânsito. 
No início do século XX, caminhões e automóveis começaram a circular pelo Brasil, impulsionaram a economia, ao mesmo tempo em que, surgiam as primeiras preocupações relacionadas aos modernos meios de locomoção, como a segurança e a saúde de seus condutores.
As autoridades à época passaram então a implementar medidas preventivas, como seleções médica e psicotécnica rigorosas, com o intuito de restringir pessoas consideradas predispostas a cometer acidentes de trânsito, tornando assim a concessão da habilitação, um privilégio adquirido por aqueles que provavam sua capacidade de conduzir os veículos, sem representar perigo à sua própria segurança ou a terceiros, como já acontecia em outros países.
Denota-se assim, que a preocupação inicial ao se buscar estruturar o sistema de habilitação para condução automotiva no Brasil, restringia-se inicialmente à preocupação de que, algumas pessoas poderiam significar um risco maior ao volante, despertando profissionais para a necessidade de realizarem avaliações de condutores, no intuito de identificar e proibir tais pessoas de conduzir automóveis e garantir um trânsito mais seguro.
Esse foi um marco histórico, pois havia uma forte demanda social e científica, justificando o processo de avaliação psicológica para os condutores do Brasil na época e, com isso, a psicologia começou a contribuir para e com o trânsito, formando um campo de trabalho e uma área de atuação profissional que, posteriormente, seria chamada de Psicologia do Trânsito. 
O primeiro Código Nacional de Trânsito, instituído pelo Decreto-lei nº 2.994/1941, estabeleceu os exames para obtenção da habilitação para condutor de veículo, sendo esses de características fisiológicas, patológicas e psicológicas. A partir de então, foi instituída a verificação periódica das condições mínimas de capacidade física e psíquica dos motoristas. Essa medida evidenciava o caráter preventivo do exame psicológico.
Todavia, não se tratava de uma legislação de caráter definitivo, uma vez que, após oito meses de sua implementação, o primeiro Código Nacional de Trânsito sofreu sua primeira alteração.
O Código foi alterado pelo Decreto-lei nº 3.651/41 (Brasil, 1941) que criou o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), órgão máximo normativo e consultivo que atualmente coordena o Sistema Nacional de Trânsito e é responsável pela elaboração de importantes resoluções que regem a atuação dos psicólogos, junto aos órgãos de trânsito.
Com o passar dos anos, novas evidências surgiam, sobre a importância da seleção psicotécnica de motoristas para a diminuição de acidentes, sendo que, alguns profissionais já atuavam na avaliação de condições psicológicas, para dirigir, aplicando testes. Mas, foi no ano de 1962 que a profissão de psicólogo, no Brasil, foi reconhecida pela Lei número 4.119, de 27 de agosto do ano supracitado e regulamentada pelo Decreto número 53.464, de 21 de janeiro de 1964.
No ano de 1968, com os avanços da legislação de trânsito e com o crescimento e reconhecimento da profissão psicóloga(o), foi regulamentada, a criação dos serviços psicotécnicos nos Departamentos de trânsito dos estados, inserindo de forma definitiva as(os) psicólogas(os) em seu processo de avaliação para concessão da CNH, tornando o mesmo obrigatório até os dias atuais.
Esta exigência reconheceu a importância dos fatores psicológicos na segurança viária, principalmente para serem avaliados no processo de habilitação; além do mais, ampliou o mercado de trabalho para o psicólogo, cuja profissão havia sido regulamentada em 1962.
Para uma melhor compreensão dos fatos mais relevantes durante a evolução da Psicologia do Trânsito no Brasil, segundo Hoffman & Cruz (2003, p. 17- 29) e Silva (2010), segue-se a divisão destes, em quatro grandes etapas, respeitando-se sua relevância, como veremos a seguir:
1ª) Período das Primeiras Aplicações de Técnicas e Exames Psicológicos, até a Regulamentação da Psicologia como Profissão (1924 - 1962), que inclui: a instrumentalização do conhecimento psicológico no meio pedagógico;  a produção científica  no meio acadêmico das faculdades e universidades; a introdução progressiva do conhecimento oriundo da psicologia industrial e do trabalho, no mundo social do trabalho; seleção e orientação de ferroviários em São Paulo, realizadas pelo Engenheiro Roberto Mange, (marco potencial ao desenvolvimento da Psicologia do Trânsito, por ser um dos primeiro setores do mundo social do trabalho a fazer uso da Psicologia, ainda que por profissionais não especializados); promulgação da Lei nº 4.119 de 27 de agosto de 1962 (ano da regulamentação da profissão de Psicólogo); extensão do exame psicotécnico para todos os candidatos interessados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 
2ª) Consolidação da Psicologia do Trânsito como Disciplina Científica(1963-1985): o conceito genérico Psicologia Aplicada perde força, uma vez que os problemas psicológicos passam a ser encarados segundo condições metodológicas diferenciadas; o exame psicotécnico é reconhecido como uma das possibilidades de avaliar a personalidade, mas não como único método disponível da Psicologia aplicada à sociedade; a Psicologia Industrial é incrementada por outras áreas da Psicologia e aperfeiçoa suas práticas; o tratamento clínico passa a ser umas das principais áreas de atuação e intervenção do psicólogo; aumento das pesquisas sobre validade e fidedignidade  dos testes psicológicos comercializados; a psicologia amplia seus horizontes com as preocupações sobre o cotidiano e  problemas comunitários, realizando assessorias para programas governamentais e não governamentais; aprovação, em 1966, do novo Código Nacional de Trânsito (em substituição ao de 1941), ratificando com mais força a obrigatoriedade de introdução dos exames psicológicos  para obtenção da CNH; criação em 1974 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologias (CRPs), pela Lei nº5.766 de 1974, órgãos-chave de incentivo à luta e ao desenvolvimento da Psicologia do Trânsito no Brasil; nomeação do psicólogo Reinier J.A. Rozestraten, em 1981, para presidir a Comissão Especial do Exame Psicológico para Condutores; presença maior e mais forte de temas ligados à Psicologia do Trânsito e Segurança Viária, nos meios universitários.
3ª) Desenvolvimento e expansão da Psicologia do Trânsito em Ações Interdisciplinares (1985-1998): aumento da sensibilidade da população brasileira e da administração pública para avaliar o fator humano em acidentes; mobilização dos psicólogos do trânsito (em especial daqueles vinculados aos DETRANs), para assumirem o papel de profissionais responsáveis por pensar a segurança viária brasileira; início de uma reflexão crítica sobre a imagem desgastada e desacreditada dos psicólogos dos departamentos de trânsito, rotulados como “psicometristas” ou “testólogos”; realização de Congressos nacionais e internacionais reacendendo as discussões entre psicólogas(os) e demais profissionais que compõe o sistema trânsito, sobre condições técnicas e políticas e promovendo avanços científicos sobre o tema; criação da Associação Nacional de Psicologia do Trânsito; criação do primeiro curso interdisciplinar de trânsito em Campo Grande – MS; anteprojeto de Lei propondo o novo Código de Trânsito Brasileiro, em 1993, enviado ao Congresso Nacional.
4ª) Diversidade de Caminhos para Ações Efetivas da Psicologia do Trânsito (1998 -): promulgação do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997, entrando em vigor em janeiro de 1998, que proporcionou grande debate nacional sobre circulação humana e se constituiu em um marco para os psicólogos repensarem o seu papel frente às decorrências socais e técnicas dele advindas, assim como apresentou uma visão mais ampliada do trânsito, enfatizando saúde, segurança e educação; intensificação de estudos e análises do trânsito a partir dos seres humanos; os problemas da circulação humana passam a ser percebidos como um problema, não apenas de segurança pública, mas também como uma realidade que demanda políticas de saúde e de educação; dados sobre acidentes, eventos estressantes e transtornos socioeconômicos e psicológicos, relacionados ao trânsito, motivam a inclusão da psicologia nos debates sobre políticas públicas acerca da circulação humana; promulgação da Resolução nº 80/98, do CTB, exigindo que psicólogos possuíssem formação de Psicólogo Perito Examinador , para atuar na avaliação psicológica de candidatos à obtenção da CNH; maior envolvimento dos Conselhos Federal e Regionais de Psicologia na discussão  sobre a responsabilidade social da Psicologia e dos psicólogos em relação às questões de circulação e do trânsito, especialmente àquelas ligadas  a políticas de planejamento urbano, meio ambiente, saúde, educação, a fim de contribuir para a melhoria contínua da qualidade de intervenção profissional do psicólogo do trânsito.
Cabe ressaltar que, posteriormente, outros avanços de grande relevância aconteceram e reforçaram a importância da Psicologia do Trânsito no Brasil, como é o caso das Resoluções nº 80/1998, nº 267/2008, nº 283/2008 e n° 327/2009 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) , que dispunham sobre o exame de aptidão física e mental, avaliação psicológica e o credenciamento de entidades públicas e privadas (DENATRAN, 2019).
No ano de 2012, entrou em vigor a nova Resolução nº 425/2012, em vigor atualmente, referente aos exames exigidos para concessão de CNH, revogando as resoluções anteriores e sendo mais uma vez alterada pelas Resoluções nº 517/2005, nº 460/2013 e nº 583/2016 (DENATRAN, 2019).
A Resolução nº 425/2012 do CONTRAN, estabelece em seus artigos 5º, 6º e 7º:
Art. 5º Na avaliação psicológica deverão ser aferidos, por métodos e técnicas psicológicas, os seguintes processos psíquicos:
I - tomada de informação;
II - processamento de informação;
III - tomada de decisão;
IV - comportamento;
V – autoavaliação do comportamento;
VI - traços de personalidade.
Art. 6º Na avaliação psicológica serão utilizadas as seguintes técnicas e
instrumentos:
I - entrevistas diretas e individuais;
II - testes psicológicos, que deverão estar de acordo com resoluções vigentes do
Conselho Federal de Psicologia - CFP, que definam e regulamentem o uso de testes
psicológicos;
III - dinâmicas de grupo;
IV - escuta e intervenções verbais.
Parágrafo único. Para realização da avaliação psicológica, o psicólogo
responsável deverá se reportar às Resoluções do Conselho Federal de Psicologia que instituem
normas e procedimentos no contexto do Trânsito e afins.
Art. 7º A avaliação psicológica do candidato portador de deficiência física
deverá ser realizada de acordo com as suas condições físicas.
 
Com relação ao Conselho Federal de Psicologia (CFP), este publicou, a Resolução n.º 012/00, de 20 de dezembro de 2000, que institui o Manual para Avaliação Psicológica de Candidatos à Carteira Nacional de Habilitação e Condutores de Veículos Automotores (CFP, 2019), estabelecendo que:
o perfil psicológico do candidato a CNH e do condutor de veículos automotores deve considerar Nível Intelectual capaz de analisar, sintetizar e estabelecer julgamento diante de situações problemáticas (somente para as categorias C, D, E); 
Nível de atenção capaz de discriminar estímulos e situações adequados para a execução das atividades relacionadas à condução de veículos; Nível psicomotor capaz de satisfazer as condições práticas de coordenação entre as funções psicológicas e as áreas audiovisuomotoras; Personalidade, respeitando as características de adequação exigidas por cada categoria;
 Nível psicofísico, considerando a possibilidade de adaptação dos veículos automotores para deficientes físicos (CFP, 2000).
 
A referida Resolução, buscou sistematizar de forma mais objetiva as características do candidato avaliado, a função do avaliador de selecionar entre os testes/instrumentos disponíveis, os mais adequados e subjacentes para atender aos critérios psicométricos, garantindo sua validade e precisão.
Subsequentemente, por meio da Resolução nº 007/2003, o CFP definiu a Avaliação Psicológica como:
“um processo técnico-científico, que consiste na coleta de dados, estudos e interpretação dos fenômenos psicológicos dos indivíduos, sendo que, para sua realização, o psicólogo poderá utilizar instrumentos como: entrevistas, testes, observações, dinâmicas, entre outras.”  
 
Há ainda a Resolução nº 002/2003, também do CFP, que determina que os testes psicológicos são procedimentos sistemáticos, de observação e registro de amostras de comportamentos e respostas de indivíduos com o objetivo de descrever e/ou mensurar características e processos psicológicos, compreendidos tradicionalmente nas áreas: emoção/afeto, cognição/inteligência, motivação, personalidade, psicomotricidade, atenção, memória, percepção, dentre outras, nas suas mais diversas formas de expressão, segundopadrões definidos pela construção dos instrumentos.
No ano de 2018, o CFP publicou a Resolução nº 009/2018, que estabelece diretrizes para a realização de Avaliação Psicológica no exercício profissional da psicóloga e do psicólogo, regulamenta o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos - SATEPSI e revoga as Resoluções n° 002/2003, nº 006/2004 e n° 005/2012 e Notas Técnicas n° 01/2017 e 02/2017.
Nesta Resolução o CFP, em seu Art. 1., traz uma nova definição de Avaliação Psicológica, a saber:
“Art. 1º - Avaliação Psicológica é definida como um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos, composto de métodos, técnicas e instrumentos, com o objetivo de prover informações à tomada de decisão, no âmbito individual, grupal ou institucional, com base em demandas, condições e finalidades específicas” (CFP, 2018).
 
Desta forma o Conselho Federal de Psicologia passou a regulamentar, a orientar e a fiscalizar não apenas os Psicólogos do Trânsito, com legislações específicas para as avaliações psicológicas e específicas para a área do trânsito, mas também fortalecendo sua atuação e reforçando a relevância dos testes psicológicos, avaliando a qualidade técnico-científica destes instrumentos, que só poderão ser utilizados se aprovados e constantes no SATEPSI.
Subsequentemente, em 07 de fevereiro de 2019, o CFP publicou a Resolução nº 001/2019, que institui normas e procedimentos para a perícia psicológica no contexto do trânsito e revoga as Resoluções nº 007/2009 e nº 009/2011.
 A Resolução nº 01/2019 é um trabalho realizado pelo Sistema Conselhos de Psicologia, e visa criar uma linguagem comum entre as resoluções do CONTRAN e do CFP. Atualmente, a Resolução nº 425 do CONTRAN está passando por revisão, e nela serão incluídas as alterações constantes na Resolução CFP nº 01/2019 (CFP, 2019).
As principais alterações desta resolução dizem respeito à nomenclatura do trabalho da(o) psicóloga(o) nesse contexto, que passa a ser compreendida como uma perícia psicológica:
“A perícia psicológica é uma avaliação psicológica direcionada a responder demanda legal específica. É um processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas - métodos, técnicas e instrumentos - reconhecidas pela Psicologia. No contexto do trânsito, ela deve ser realizada por psicóloga(o) qualificada(o) no assunto” (CFP, 2019)”.
 
 Ainda, conforme a Resolução citada, as habilidades mínimas do candidato à CNH e do condutor de veículos automotores, que deverão ser avaliadas, são:
I - Quanto aos aspectos cognitivos:
a) atenção concentrada;
b) atenção dividida;
c) atenção alternada;
d) memória visual;
e) inteligência.
II - Quanto ao juízo crítico/comportamento:
a) Deverá ser avaliada(o) por meio de entrevista e criação de situações hipotéticas que versem sobre reações/decisões adequadas às situações no trânsito, tempo de reação, assim como a capacidade para perceber quando as ações no trânsito correspondem ou não a decisões ou comportamentos adequados, sejam eles individuais ou na relação com a(o) outra(o). Ainda, a(o) psicóloga(o) deverá obter informações a respeito do histórico da(o) candidata(o) com relação a acidentes de trânsito e opiniões sobre cidadania e mobilidade humana e urbana.
III - Quanto aos traços de personalidade:
a) impulsividade adequada, não podendo estar exacerbada ou muito diminuída;
b) agressividade adequada, não podendo estar exacerbada ou muito diminuída;
c) ansiedade adequada, não podendo estar exacerbada ou muito diminuída.
 
E, por fim, o resultado da perícia passará a ser o atestado psicológico, conforme Resolução CFP nº 04/2019.
Denota-se o empenho dos órgãos competentes em qualificar a área de avaliação psicológica no contexto do trânsito, ampliando sua eficiência e orientando os profissionais sobre a importância e a necessidade de contínuo aprimoramento profissional e das legislações pertinentes, com o intuito de promover o desenvolvimento ético da psicologia, como ciência e profissão.
As técnicas de avaliação psicológica no contexto do trânsito, tem a finalidade de auxiliar a identificação de adequações psicológicas mínimas necessárias para o uso seguro da habilidade de dirigir, sendo esta remunerada ou não, desse modo, os testes psicológicos têm sido utilizados como recurso para identificar a habilidade e também para prever a probabilidade de um indivíduo de se envolver em acidentes.
Assim, a avaliação psicológica realizada pelo Psicólogo do Trânsito, no Brasil, tornou-se parte integrante e fundamental do processo de identificação de habilidades específicas de cada indivíduo que pretende conduzir um veículo automotor, renovar ou mudar de categoria sua habilitação, classificando-os como aptos, inaptos ou temporariamente inaptos, de acordo com seu desempenho e apenas após serem aprovados nesta etapa, poderão seguir adiante.
O que é a Psicologia do Trânsito e o que faz o Psicólogo do Trânsito?
A Psicologia do Trânsito, assim como as Psicólogas(os) do Trânsito são, popularmente conhecidas(os), em função da obrigatoriedade da realização de testes psicológicos, junto aos Centros de Formação de Condutores (CFCs), pelos candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e na avaliação psicológica para renovação da mesma, no caso de condutores que exercem atividades remuneradas ao volante e nos casos de mudança de categoria da CNH. 
No entanto, esta área da psicologia, bem como, as atividades do psicólogo do trânsito junto aos CFCs, não se limita, necessária e unicamente, à aprovação ou reprovação de candidatos à CNH.
A Psicologia do Trânsito é uma área da Psicologia, destinada ao estudo dos comportamentos humanos no trânsito e dos fatores e processos internos e externos, conscientes e inconscientes, relacionados às próprias habilidades, às outras pessoas e aos eventos do meio que os provocam ou os alteram.
As (os) psicólogas(os) especialistas em trânsito têm em mãos um procedimento, que objetiva realizar avaliações, fazendo uso de ferramentas que sejam devidamente testadas e validadas, para destrinchar as variáveis existentes na estrutura psicológica do condutor.
Para tanto, estes profissionais possuem legislações específicas e constantemente atualizadas, que norteiam, regem e fiscalizam suas práticas, estabelecendo quais procedimentos e práticas são adequadas à finalidade ou não, e o que deve ser investigado durante o processo de avaliação de condutores.
A Resolução nº 425/2012, do CONTRAN, determina quais os processos psíquicos que deverão ser aferidos, pelos psicólogos do trânsito, quando da avaliação de condutores nos CFCs e clínicas credenciadas, dividindo-os de acordo com suas especificidades, conforme descrito a seguir:
Na avaliação psicológica deverão ser aferidos, por métodos e técnicas psicológicas, os seguintes processos psíquicos, (CONTRAN, 2012):
“Tomada de Informação: atenção, atenção difusa ou vigilância, atenção concentrada seletiva, atenção distribuída, detecção, discriminação e identificação de sinais e situações específicas de trânsito.
Processamento de Informação: orientação espacial e avaliação de distância, conhecimento cognitivo de leis e regras de circulação de trânsito, identificação significativa de sinais e situações específicas de trânsito, inteligência, memória, juízo crítico ou julgamento que levem a comportamentos seguros no trânsito.
Tomada de Decisão: capacidade para escolher dentre as várias possibilidades que são oferecidas no ambiente do trânsito, o comportamento seguro para a situação que se apresenta.
Comportamento: comportamentos adequados às situações que deverão incluir tempo de reação simples e complexo, coordenação viso e áudio-motora, coordenação em quadros motores complexos, aprendizagem e memória motora; capacidade para perceber se suas ações no trânsito correspondem ou não ao que se pretendia fazer.
Traços de Personalidade: equilíbrioentre os diversos aspectos emocionais da personalidade; Socialização: valores, crenças, opiniões, atitudes, hábitos e afetos que considerem o ambiente de trânsito como espaço público, de convívio social que requer cooperação e solidariedade com os diferentes protagonistas da circulação; Ausência de traços psicopatológicos não controlados que podem gerar, com grande probabilidade, comportamentos prejudiciais à segurança de trânsito para si e ou para outros.
 A referida Resolução ainda destaca:
[...] Para realização da avaliação psicológica, o psicólogo responsável por ela deverá se reportar às Resoluções do Conselho Federal de Psicologia que instituem normas e procedimentos para a avaliação psicológica no contexto do trânsito.
 
Este ciclo de processos não é um sistema fechado, capaz de explicar todos os comportamentos dos participantes do trânsito. No entanto, as etapas resultam da divisão didática de um processo contínuo, cujos limites muitas vezes são difíceis de serem indicados, mas que constituem uma espécie de roteiro para a construção de uma psicologia do trânsito.
 Portanto, à(ao) psicóloga(o) do trânsito, cabe, muito mais do que avaliar o ciclo básico de habilidades necessárias para que um indivíduo aprenda a dirigir de forma segura e possa assim conquistar sua CNH, mas também compreender os fatores humanos, o conteúdo emocional que este carrega, suas histórias e experiências, que podem contribuir ou então, se tornarem impeditivas para o ato de conduzir um veículo automotor, e auxiliá-lo nesse processo. 
O exame psicotécnico é historicamente a atividade mais conhecida da Psicologia do Trânsito por ter se tornado uma intervenção obrigatória em 1962, entretanto esta não deve ser a única prioridade deste profissional, cujas ações na busca de diagnósticos e soluções para os problemas relacionados à circulação humana foram intensificadas a partir de 1997, com o início da aprovação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o que realça a importância do trânsito de forma mais humanizada. 
Em linhas gerais, a avaliação psicológica no trânsito, objetiva avaliar aspectos cognitivos (atenção, memória, inteligência), juízo crítico/comportamento e traços de personalidade de cada indivíduo.
 Funções Psicológicas e Cognitivas Existentes no Ato de Dirigir.
 A aprendizagem veicular exige do aprendiz a manifestação de capacidades e a aquisição de habilidades motoras, sensoriais, cognitivas e de informações sobre o trânsito, com suas implicações técnicas, preventivas, defensivas e punitivas.
As funções cognitivas, quando relacionadas à direção veicular, incluem “memória, atenção, avaliação sistemática do ambiente e outras habilidades visuoespaciais, verbais e de processamento de informações, tomada de decisões e resolução de problemas. Estas funções devem se processar de modo dinâmico (PIRITO, 1999, p. 27 apud BALBINOT, ZARO & TIMM, 2011, p. 14).
Levando-se em consideração a importância do papel do condutor, enquanto participante do sistema trânsito, é fundamental que este se encontre em condições de realizar o ato de conduzir um veículo automotor, garantindo sua segurança e a dos demais envolvidos, necessitando para tanto, encontrar-se em condições de agir, pensar e sentir de forma plena e assim, satisfazer as condições necessárias exigidas para tal.
 Denota-se que muitos recursos e funções psicológicas e cognitivas estão envolvidas no processo de aprendizagem e de condução de veículos, de forma dinâmica e simultaneamente.
Para melhor análise, segue abaixo quais são as principais tarefas envolvidas/exigidas no ato de dirigir, de forma a explicitar os campos funcionais envolvidos e quais atividades são requisitadas a cada um destes:
 
	Campo Funcional
	Tarefas Demandadas
	Percepção
	Detectar objetos; perceber movimentos; estimar velocidade.
	Atenção
	Focar a atenção; varredura do campo perceptivo; atenção seletiva; reagir a eventos inesperados.
	Habilidades Motoras
	Desempenhar manobras com alto nível de complexidade (por ex., estacionar o carro em uma vaga de difícil acesso); manuseio dos diferentes controles do veículo.
	Outros processos cognitivos e comportamentais envolvidos na interação com outros usuários do ambiente viário
	Prever o comportamento dos outros usuários da via, a partir da observação; comportar-se de maneira previsível; Capacidade de negociar a entrada num fluxo ou numa interação.
 
O esquema apresentado evidencia a importância da integridade e também da integração das funções cognitivas e psicológicas, como atenção, percepção e habilidades motoras na execução segura e responsável, da condução de veículos automotores.
Neste sentido, ressaltam que, os novos condutores, por ainda não haverem desenvolvido estratégias para oportunizar a procura visual, como faz um motorista mais experiente, estão mais suscetíveis a acidentes, o que pode ser explicado pelas demandas cognitivas elevadas, presentes no ato de dirigir, em pessoas que ainda não seriam capazes de priorizar um adequado domínio cognitivo visual, em função da sobrecarga que o processo em si acarreta. E que, a propensão ao cometimento de erros, também é atribuída à inexperiência dos condutores.
Especialistas afirmam que causas diretas e indiretas que podem levar o condutor a um comportamento falho, que resultará em acidentes.
Dentre as causas diretas estão: o problema ou erro de reconhecimento e identificação de sinais de trânsito, distâncias ou obstáculos; erros de processamento de informações de regulamentação de circulação, previstas no Código de Trânsito Brasileiro e erros de tomada de decisão ou erros de execução de manobras.
Já, entre as causas indiretas, os autores fazem referência às condições e estados do condutor que afetam suas habilidades, na utilização de processamento da informação, imprescindível ao ato de dirigir. Estas causas envolvem fatores como: o uso de substâncias tóxicas; comportamentos interferentes (ligar o rádio, telefonar, etc.); a busca intencional de riscos e emoções intensas (exteriorizadas, geralmente, pela velocidade).
Diante da vasta gama de funções psicológicas evocadas durante o ato de conduzir um veículo automotor, os aspectos atencionais podem ser considerados um dos mais importantes, uma vez que muitas fontes de distração circundam os motoristas e aprendizes a motoristas.
Ressalta-se que, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei nº 9.593/1997 (BRASIL,1997), em seu Artigo 28, determina: “O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito”.
A atenção pode ser entendida como a atitude psicológica em que há a concentração da atividade psíquica em um estímulo específico, seja este uma sensação, uma percepção, uma representação, um afeto ou desejo, a fim de elaborar conceitos e um raciocínio.
A fim de reforçar ainda mais a importância da atenção ao volante, pode-se citar um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia Allianz (Allianz Center for Technology), em Munique, na Alemanha, que estudou as causas e as consequências da distração.
“[...] Motoristas subestimam o quanto as suas funções mentais se dispersam. Três quartos dos entrevistados para a pesquisa do Centro de Tecnologia, admitiram que às vezes ficam divagando enquanto estão dirigindo. Estas perturbações internas são muitas vezes causas de acidentes do tipo “olhei, mas não vi”. Numa situação como esta, o motorista está olhando para a via à frente, mas, a sua mente está em outro lugar (O TEMPO, 2014).”
 
De acordo com artigo publicado no site do Jornal O Tempo (2014), os especialistas alertam que o risco de ocorrer um acidente aumenta a partir do momento em que os olhos se desviam da via à frente, as mãos ficam fora do volante e os pensamentos se dispersam daquilo que está acontecendo no trânsito.
Destaca-se ainda, as condições e estados do motorista que afetam negativamente a habilidade deste para realizar funções de processamento da informação na tarefa de dirigir com segurança. Referenciando um estudo realizado na Universidade de Indiana, nos EstadosUnidos, em 1977, o autor descreve estas condições e estados, dividindo-os em dois grupos.
No primeiro grupo estão os estados e condições, temporários ou permanentes, relacionados à fonte físico-fisiológica, que debilitam o sistema nervoso, os órgãos dos sentidos, a função normal do organismo e as deficiências motoras (como álcool, drogas, sono, fadiga, doenças crônicas, etc.) e que afetam processos psíquicos elementares, causando acidentes.
O segundo grupo é o de condições e estados constituídos por estados emocionais de diversos tipos, como: raiva, stress, ansiedade, agressividade, estar apressado e angustiado etc.
“[...] Como é lógico, muitos destes estados estão diretamente ligados à personalidade. No entanto, o grau de sua influência sobre os processos psíquicos básicos também pode ser apenas temporário ou permanente. As atitudes estão intimamente ligadas a estes estados, pois sempre há nelas, ao lado de um componente cognitivo, um componente emocional e ainda um componente social (ROZESTRATEN, 2015, p.105).”
 
Mais dois grupos são colocados como condições psíquicas que podem afetar as fases dos processos psíquicos básicos do comportamento no trânsito: a inteligência, exigida para compreender o trânsito e solucionar situações difíceis, sem causar acidentes e sem infringir normas de trânsito e, o grupo que se prende especialmente à formação, à educação, à experiência e a familiaridade com as situações do trânsito, fatores básicos, diretamente ligados à memória, à aprendizagem e à experiência vivida.
A percepção também é contemplada sendo definida como um processo relacionado à atenção, e que, muitas vezes são confundidas. O processo de interpretar, selecionar e organizar as informações obtidas sensorialmente refere-se à percepção. Esse é o construto que propicia sentido, a partir de conhecimentos passados, aos objetos captados pela atenção.
Perceber movimentos e objetos é fundamental para evitar acidentes, bem como a varredura do campo perceptivo.
Muito além de perceber movimentos, o ato de dirigir exige processar corretamente as informações ilimitadas oferecidas pelo trânsito, é um processo complexo, que envolve múltiplas funções psicológicas, atenção, o comportamento do condutor, suas escolhas e prioridades, além de questões do meio e riscos inerentes a esse conjunto diverso e rico.
Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (2005), a pouca concentração ou a falta de atenção ao conduzir um veículo altera o tempo normal de reação–comportamento que ocasiona riscos no trânsito. A alteração da concentração e o retardo nos reflexos podem estar associados a alguns fatores como: ter participado de discussões familiares, no trabalho ou por outro motivo; usar medicamentos que modificam o comportamento; ficar muito tempo sem dormir ou dormir muito mal; ingerir alimentos pesados que acarretam sonolência; consumir bebidas alcóolicas ou usar drogas. 
E, certamente, a ansiedade está diretamente ligada a estes fatores. A ansiedade é uma reação do organismo diante de situações percebidas pelo indivíduo, como estressantes, que desencadeia uma série de reações físicas, cognitivas e comportamentais, que quando sentida em alta frequência e intensidade, revela um estado emocional desagradável e prejudicial para a qualidade de vida.  
O Psicólogo do Trânsito na Preparação dos Candidatos à CNH na Prova de Baliza: contribuições para a redução da ansiedade.
A regulamentação da profissão Psicólogo, no Brasil, e a inserção dos Psicólogos Especialistas em Trânsito, nas atividades inerentes ao contexto de concessão da Carteira Nacional de Habilitação possibilitou a estes profissionais aprofundar seus conhecimentos sobre o comportamento e demais fatores humanos que influenciam os condutores e, consequentemente o trânsito.
Por Psicologia, entende-se a ciência que estuda as funções mentais, a personalidade e o comportamento dos seres humanos, analisando seus pensamentos e suas emoções, realizando diagnósticos, prevenção e tratamento de transtornos e distúrbios mentais, emocionais e de comportamento.
A Resolução do CONTRAN nº267/2008 (CONTRAN, 2008), determinou quais elementos deveriam ser efetivamente validados pelo Psicólogo Especialista em Trânsito, como sendo: tomada de informação; processamento de informação; tomada de decisão; comportamento; autoavaliação do comportamento e traços de personalidade.
Posteriormente, no intuito de ampliar a eficiência das avaliações e perícias psicológicas, o Conselho Federal de Psicologia, através da Resolução nº 07/2009 (CFP, 2009), determinou a realização de entrevistas, observações e técnicas que se enquadrem nessa nova visão.
Segundo a Resolução nº07/2009 do CFP, a entrevista psicológica é:
[...] uma conversação dirigida a um propósito definido de avaliação. Sua função básica é prover o avaliador de subsídios técnicos acerca da conduta, comportamentos, conceitos, valores e opiniões do candidato, completando os dados obtidos pelos demais instrumentos utilizados (CFP, 2009).
 
A avaliação psicológica de candidatos à CNH é regulamentada atualmente pela Resolução Nº 001/2019 do CFP, que Revogou a Resolução 07/2009, e veio trazer recomendações a respeito a respeito da avaliação psicológica pericial no trânsito, determinando como imprescindível a observação, por parte do psicólogo perito, do ambiente, quanto à sua adequação em termos acústicos, de climatização, iluminação, ventilação e livre de interferências que possam prejudicar a perícia psicológica, devendo a(o) psicóloga(o) seguir as determinações constantes nas resoluções vigentes do Conselho Nacional de Trânsito.
De acordo com a Resolução CFP Nº 09/2018, que estabelece diretrizes, para a realização Avaliação Psicológica, esta é definida como:
[...] um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos, composto de métodos, técnicas e instrumentos, com o objetivo de prover informações à tomada de decisão, no âmbito individual, grupal ou institucional, com base em demandas, condições e finalidades específicas. (CFP, 2019).
  
Denota-se diante do exposto, que são inúmeros os fatores humanos e as variáveis, que podem influenciar e interferir no desempenho do ato de dirigir.
O que pode ser detectado/diagnosticado através da entrevista e da avaliação psicológica dos condutores e, em especial, dos candidatos à primeira CNH.
Uma das regras fundamentais para uma boa condução é estar totalmente focado no ato de dirigir. Qualquer fator que tire sua concentração afete seu estado emocional ou psicológico pode representar riscos, como por exemplo, sentir ansiedade ou nervosismo intenso.
Sugere-se, portanto, evitar conduzir um automóvel, nessas ocasiões.
No entanto, na prática, isso não se aplica, quando da realização de provas práticas para concessão da CNH. Sabe-se que situações de avaliação e de testagem podem despertar ansiedade nos indivíduos, o que envolve certo grau de sofrimento e prejuízo em seu desempenho. Mas, mesmo sob forte estresse e ansiedade, os candidatos à primeira habilitação, realizam a prova de Baliza e até mesmo, de percurso, sem que o fato de estarem emocionalmente abalados e, portanto, sofrendo deficiências sensoriais mentais e motoras, seja levado em consideração.
Para os órgãos de trânsito e especialistas, o motorista deve evitar dirigir, quando estiver se sentindo estressado, ansioso, nervoso, ou cansado, todavia, os candidatos à primeira CNH, realizam a prova da Baliza e são avaliados (e reprovados), quando estão visivelmente abalados emocionalmente, sem que esse fator, seja sequer levado em consideração e sem que este receba qualquer forma de apoio, suporte ou preparação psicológica. Ou mesmo, que a propensão ou tendência ansiosa, sejam devidamente abordados ou mesmo detectados durante a avaliação psicológica que precede tais etapas do processo de concessão da CNH.
A metodologia usada na Psicologia do Trânsito não difere essencialmente da metodologia usada em outras áreas da psicologia. Esta metodologia é científica na medida em que procura descobrir relações existentes entre estímulos ou variáveis independentes(V.I) e comportamento ou variáveis dependentes (V.D).
Assim, o grau de certeza científica obtida depende principalmente de três fatores: grau de controle que se tem sobre a V.I.; a relação que o estímulo ou a situação tem com a realidade do trânsito; o tamanho da amostra e sua adequação em relação ao problema estudado. As relações assim descobertas entre V.I. e V.D., são chamadas normas ou leis psicológicas.
Para tal, o psicólogo do trânsito poderá se utilizar de métodos e técnicas variadas, no intuito de diagnosticar, tratar ou mesmo prevenir crises de ansiedade, que possam influenciar negativamente o processo de obtenção da primeira CNH.
Dentre estes, estão os métodos observacional ou experimental, que viabilizam ao profissional, detectar problemas e formular hipóteses que poderão guiar hipóteses e orientações, sistematizando ações que busquem solucionar os problemas.
No caso do método observacional, a observação natural (sem categorização ou registros) ou sistematizada (realizando instrumentos de registro físico das observações, como testes ou vídeos), pode permitir estudo de correlação entre os resultados das observações e fornece uma melhor imagem do motorista ou de um determinado grupo de motoristas.
Já no caso do método experimental, considerado um método científico mais seguro, a base se dá a partir de uma certa quantidade de observações e reflexões e normalmente é montado para verificar uma hipótese na qual se prevê variação do comportamento (V.D.), em função de um ou mais estímulos (V.I), manipulados pelo experimentador.
Além dos métodos referenciados anteriormente, existem vários outros, como o método clínico, que procura estudar um caso individual mais a fundo ou ainda o método fenomenológico que procura averiguar a própria vivência psicológica do indivíduo, no momento em que participa do trânsito, sua maneira particular de perceber, sentir e viver o trânsito.
Como exemplo, pode-se sugerir que, ao detectar, através da avaliação psicológica do candidato (testes, entrevistas e auto relato) ou através do relato do instrutor do CFC, que um candidato é ansioso, o psicólogo, poderá levantar a hipótese de que este seria mais propenso a reprovar na prova de Baliza, e assim, orientar esse candidato, orientar seu instrutor e ainda, sistematizar ações terapêuticas adequadas ao seu caso, auxiliando-os na solução do problema.
Ao reunir os conhecimentos de suas muitas áreas, o Psicólogo do Trânsito pode contribuir ainda mais positivamente com o candidato à primeira habilitação, auxiliando em especial aqueles diagnosticados como ansiosos ou que se declaram como tal, durante a entrevista de avaliação psicológica, a ajustar-se à situação, utilizando-se de técnicas para controle e diminuição da ansiedade.
A ênfase do trabalho deste profissional, que outrora recaía na avaliação psicológica dos requerentes à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), tem sido direcionada a uma atuação ampla e interdisciplinar, com incremento de ações nas áreas da educação no trânsito, na prevenção de acidentes, na capacitação da equipe técnica e mesmo no atendimento a usuários. A avaliação psicológica é uma das possibilidades de atuação do psicólogo do trânsito, mas, não a atividade central (ALCHIERI et al., 2006, p. 56).
O Psicólogo do Trânsito, ao deparar-se com tais casos, pode utilizar técnicas de enfrentamento da ansiedade, como forma de auxiliar os indivíduos por ela acometidos, a controlar os reflexos emocionais, que atrapalham sua atuação ao volante, durante as provas de Baliza.
Técnicas de relaxamento muscular e controle da respiração diafragmática podem aliviar sintomas como a tensão muscular e a taquicardia, o que pode ser rapidamente aprendido durante poucas sessões, podendo ser inclusive praticado em casa.
Outras técnicas terapêuticas, também podem ser utilizadas como: registro de pensamentos negativos, através do auto monitoramento em situações de ansiedade; orientação para habilidades sociais, que podem melhorar a relação entre o instrutor do CFC e o aluno; análise de verbalizações negativas relacionadas à Baliza, modificando crenças e diminuindo a importância dada a esse momento, o que reduz a ansiedade; elevar a autoestima e a autoconfiança, reduzindo o padrão perfeccionista, que elicia a ansiedade; bem como técnicas cognitivo comportamentais, que podem ser realizadas durante as aulas, dentro do carro.  
O uso de estratégias terapêuticas, ajustadas à cada situação e a cada caso, por parte do Psicólogo do Trânsito pode contribuir para reduzir a ansiedade e promover as condições psíquicas, físicas e cognitivas necessárias para a obtenção da CNH, ao mesmo tempo em que pode ampliar a atuação deste profissional dentro e fora dos CFCs, no que diz respeito à propagação da importância desta área da psicologia.
Para o Conselho Federal de Psicologia (2000), abrem-se novos espaços para a realização de outras atividades, como, por exemplo, a elaboração de pesquisas no campo dos processos psicológicos/psicossociais/psicofísicos, assim como amplia-se a colaboração com as demais profissões na elaboração/implantação de ações de engenharia e operação de tráfego; ergonomia e aprimora-se o desenvolvimento de ações socioeducativas, a análise dos acidentes de trânsito e se enriquecem as sugestões de como evitar e/ou atenuar suas incidências.
As relações entre DETRANs, CFCs e clínicas credenciadas, com os Psicólogos Especialistas em Trânsito e com seus clientes, poderia sofrer modificações valiosas, que beneficiariam a todos os envolvidos.
E por fim, o Psicólogo do Trânsito cumpriria com sua tarefa mais importante: auxiliar pessoas a compreender e a encontrar o melhor caminho para resolver seus transtornos e distúrbios mentais, emocionais e de comportamento, contribuindo com a cultura de saúde mental no trânsito, do início ao fim do processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se observar que a inclusão do Psicólogo no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) evidenciou a existência de uma preocupação com a segurança no trânsito, relacionada à conduta dos motoristas, a fim de que estes não representassem uma ameaça à sua segurança e à segurança de terceiros. 
Com isto, a Psicologia do Trânsito, consolida-se como uma área de extremo valor, não apenas para contribuir com a segurança no trânsito e com a diminuição de acidentes, mas também para o estudo e a compreensão dos processos e dos eventos relacionados ao comportamento humano no trânsito, avaliando condutores, elaborando diretrizes educacionais e contribuindo na constituição de políticas públicas que garantam a equidade, a qualidade e o bem-estar de todos.
No que se refere à Avaliação Psicológica de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), foi possível constatar que há divergências com relação à sua eficiência e sua eficácia, sendo questionada em alguns países, a aplicação do exame psicotécnico de forma pura e simples, sem levar em consideração a amplitude e a complexidade do comportamento humano e suas alterações, e, na maioria das vezes, ignorando questões psicossociais e de saúde mental, que podem influenciar o desempenho dos candidatos à CNH, no processo de obtenção desta.
O ser humano é considerado o subsistema mais complexo no sistema de trânsito, capaz de influenciar e ser influenciado pelos inúmeros fatores presentes no ato de aprender a conduzir um veículo. E mais, o aprendizado é influenciado por processos psicológicos, que podem culminar no mal desempenho dos candidatos na realização de provas práticas, como é o caso da Baliza.
Pode-se constatar que, apesar das divergências, o exame psicotécnico é uma ferramenta de suma importância, pois permite ao psicólogo Especialista em trânsito, observar e diagnosticar traços de personalidade do candidato à CNH, a fim de verificar suas habilidades, déficits e distúrbios psicológicos. No entanto, o que ocorre é que ao limitar-se à mera aplicação de testes psicológicos, atividade mais reconhecida da Psicologia do Trânsito, a situação emocional deste, acabapor ser desconsiderada.
Levando-se em consideração as funções cognitivas e psicológicas intrínsecas ao ato de dirigir, existe a necessidade de que o aprendiz veicular se encontre em condições de fazê-lo pensando, sentindo e agindo de forma plena e dinâmica, considerando as implicações técnicas, preventivas, defensivas e punitivas, presentes no ato de dirigir.
Sabendo-se que diante da situação de testagem, que circunda a obtenção da habilitação para dirigir, é natural que muitos candidatos apresentem estados e condições emocionais alterados, que debilitem o sistema nervoso, motor e os órgãos dos sentidos e os processos psíquicos, como é o caso daqueles que são acometidos pela ansiedade de forma intensa e desproporcional.
Embora a ansiedade seja uma reação natural do organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras e estressantes, nos casos que esta é sentida em alta frequência e intensidade, seus prejuízos são reais e evidentes, provocando inúmeras e significativas alterações no funcionamento do corpo humano, prejudicando a visão, os músculos, a respiração. Pode provocar ainda, náuseas, tonturas, dificuldade de evocar memória, dificuldade de concentração, dentre tantos outros sintomas que causam sofrimento e ocasionam prejuízos no desempenho e nos demais aspectos da vida do indivíduo. 
Como consequência, a ansiedade pode influenciar de forma negativa o comportamento, as ações e o desempenho durante a realização da prova de Baliza, estando o indivíduo, naquele momento, sem condições de conduzir um automóvel e, muito menos, de estacioná-lo entre as balizas, como exige a prova.
Subsequentemente, ocorre a reprovação na prova prática de Baliza, uma vez que estes sintomas tornam a atuação do condutor, incompatível com o ato de conduzir um automóvel. 
Diante disso, percebe-se que o papel do Psicólogo Especialista em Trânsito precisa evoluir, no que diz respeito as funções mentais, a personalidade e a comportamento, dos candidatos à CNH.
Valendo-se de exames psicotécnicos não apenas para mensurar aptidões, habilidades e a capacidade do indivíduo de conduzir um automóvel, mas também para diagnosticar desajustes pessoais e desequilíbrios emocionais que possam vir a ser projetados no desempenho das provas. 
Torna-se viável ao profissional, reunir conhecimentos das muitas áreas da Psicologia, como a Psicopatologia e/ou a Psicologia Clínica e oferecer subsídios aos candidatos ansiosos, para que se ajustem à situação e aprendam, com o Psicólogo, a controlar e diminuir a ansiedade, conduzindo-os a um melhor desempenho e, consequentemente à aprovação na prova de Baliza. 
O uso de estratégias terapêuticas, aliadas ao processo de avalição psicológica de candidatos à CNH, poderá trazer inúmeros benefícios a todos aqueles envolvidos no processo de habilitação.
Os CFC’s poderão oferecer um serviço a mais e mais humanizado, como o serviço de orientação psicológica aos candidatos encaminhados pelo psicólogo diagnosticados como ansiosos durante o exame psicotécnico, e que assim o desejarem. Ao mesmo tempo, os demais profissionais envolvidos nesse processo, como os instrutores dos CFC’s, poderão obter o melhor desempenho de seus alunos durantes as aulas e até mesmo, quem sabe, aprender com o Psicólogo, dicas de como abordar um aluno ansioso.               
Os Psicólogos Especialistas em Trânsito, passariam a ter um maior espaço nesse processo, ampliando suas atuações, contribuindo para a saúde mental dos candidatos à CNH e ainda, colaborando na formação de melhores condutores, reduzindo o número de casos de acidentes de trânsito. 
E os candidatos à CNH, além de apresentarem um melhor desempenho na prova de Baliza e conquistarem a aprovação, aprenderiam que a ansiedade é passível de ser controlada, tornando-se mais saudáveis, com uma maior autoestima e autoconfiança, o que certamente se refletirá em seu comportamento no trânsito.
 
REFERÊNCIAS
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