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Principios de exodontia -Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea 6ª Edição - Hupp

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finais sejam feitas.
Modificações para Extração de Dentes Decíduos
Raramente é necessário remover dentes decíduos antes que a reabsorção radicular
substancial tenha ocorrido. Entretanto, quando a remoção é necessária, ela deve ser feita
com grande quantidade de cuidado porque as raízes dos dentes decíduos são longas e
delicadas e sujeitas a fratura. Isso é especialmente verdadeiro por causa dos dentes
sucessores que causam reabsorção das porções coronárias da estrutura radicular e assim
as enfraquece. Os fórceps normalmente usados são os fórceps universais superior e inferior,
nº 150S e o nº 151S. Eles são posicionados e forçados apicalmente de maneira usual, com
movimentos firmes e lentos na direção vestibular e, depois, para a lingual.
Movimentos de rotação podem ser usados, mas devem ser mínimos e usados
criteriosamente em dentes multirradiculares. O cirurgião-dentista deve ter muita atenção a
direção de menor resistência e remover o dente nesta direção. Se as raízes do molar
decíduo abraçam a coroa do pré-molar permanente, o cirurgião-dentista deve considerar
seccionar o dente. Raramente, as raízes seguram a coroa dos pré-molares permanentes de
forma firme o suficiente para fazer com que sejam amolecidos ou extraídos.
Cuidados com o alvéolo pós-extração
Uma vez que o dente foi removido, o alvéolo requer cuidado apropriado. O alvéolo deve ser
debridado apenas se necessário. Se lesão periapical é visível na radiografia pré-operatória e
não houver granuloma preso ao dente quando este é removido, a região periapical deve ser
curetada cuidadosamente com uma cureta periapical para remover o granuloma ou cisto. Se
algum resíduo é obvio, como cálculo, amálgama, ou fragmento de dente permanecer no
alvéolo, ele deve ser gentilmente removido com cureta ou ponta do aspirador (Fig. 7-69).
Entretanto, se não há nem lesão periapical nem debris, o alvéolo não deve ser curetado. Os
remanescentes do ligamento periodontal e o das paredes ósseas sangrantes estão nas
melhores condições para gerar cura rápida. Curetagem vigorosa desse alvéolo produz
apenas lesão adicional e pode atrasar a cicatrização.
FIGURA 7-69 Fragmento de amálgama foi deixado no alvéolo
dentário após a extração porque o cirurgião-dentista falhou ao
inspecionar e debridar o campo cirúrgico.
As corticais ósseas bucolinguais e linguais expandidas devem ser comprimidas de volta à
configuração original. Pressão digital deve ser aplicada às corticais vestibulolinguais para
comprimir as lâminas gentilmente, mas firmemente, na sua posição original. Isso ajuda a
prevenir espículas ósseas que podem ter sido causadas por expansão excessiva da lâmina
vestibular, especialmente depois da extração do primeiro molar. Deve-se tomar cuidado para
não reduzir muito o alvéolo, se a colocação de implantes é planejada ou possível no futuro.
Em alguns casos, nenhuma redução deve ser feita, se os implantes são planejados.
Se dentes forem removidos devido a doença periodontal, pode haver acúmulo excessivo
de tecido de granulação ao redor da bainha gengival. Se este for o caso, atenção especial
deve ser dada para remover este tecido de granulação com a cureta, tesoura de tecido ou
pinça hemostática. As arteríolas de tecido de granulação têm pequena ou nenhuma
capacidade de retração ou constrição, o que leva a sangramento enfadonho, se excesso de
tecido de granulação é deixado no local.
Finalmente, o osso deve ser palpado através da mucosa que o cobre para procurar
qualquer projeção óssea afiada. Se existir alguma, a mucosa deve ser rebatida e as pontas
afiadas alisadas criteriosamente com uma lima para osso ou aparados com alicate.
Controle inicial da hemorragia é conseguido usando uma gaze úmida de 5 x 5 cm
colocada sobre o alvéolo da extração.
A gaze deve ser posicionada de tal forma que o paciente consiga ocluir os dentes, ela se
encaixa no espaço previamente ocupado pela coroa do dente. A pressão da oclusão do
dente é localizada na gaze e transmitida para o alvéolo. Esta pressão resulta em hemostasia.
Se a gaze é simplesmente colocada na região oclusal, a pressão aplicada ao alvéolo
sangrante é insuficiente para atingir hemostasia adequada (Fig. 7-70). Uma gaze maior (7,5 x
7,5 cm) pode ser necessária se vários dentes forem extraídos e o arco oposto é edêntulo.
FIGURA 7-70 A, Após a extração de um único dente, existe um
pequeno espaço em que a coroa do dente estava localizada. B, Uma
gaze (5x5 cm) é dobrada ao meio e colocada no espaço. Quando o
paciente morde a gaze, a pressão é transmitida diretamente à
gengiva e ao alvéolo. C, Se um pedaço grande de gaze é usado, a
pressão será nos dentes e não na gengiva ou no alvéolo.
A extração de múltiplos dentes de uma vez é um procedimento mais complexo e é
discutido no Capítulo 8.
	Parte II: Princípios da Exodontia
	Introdução
	Capítulo 6: Instrumentação para Cirurgia Oral Básica
	Incisando o tecido
	Elevando o mucoperiósteo
	Afastando o tecido mole
	Apreendendo o tecido mole
	Controlando hemorragias
	Removendo o osso
	Removendo tecido mole de cavidades ósseas
	Suturando o tecido mole
	Mantendo a boca aberta
	Aspirando
	Mantendo campos cirúrgicos em posição
	Irrigando
	Extraindo dentes
	Sistema de bandeja de instrumentos
	Capítulo 7: Princípios da Exodontia de Rotina
	Avaliação médica pré-cirúrgica
	Controle da dor e da ansiedade
	Indicações para remoção dos dentes
	Contraindicações para a remoção do dente
	Avaliação clínica dos dentes para remoção
	Exame radiográfico do dente a ser removido
	Preparação do paciente e do cirurgião-dentista
	Posição da cadeira para extrações
	Princípios mecânicos envolvidos na extração dentária
	Princípios do uso das alavancas e do fórceps
	Procedimento para extração fechada
	Técnicas específicas para remoção de cada dente
	Cuidados com o alvéolo pós-extração