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Aparelho Respiratório Ciências Fisiológicas Aparelho respiratório (Junqueira e Carneiro, 2008) Epitélio respiratório (Junqueira e Carneiro, 2008) Fossas Nasais Vestíbulo; Área respiratória; Área olfatória. Vestíbulo Revestido por epitélio estratificado pavimentoso (pele da face); Contém vibrissas; Presença de glândulas sebáceas. Segmento respiratório da cavidade nasal Revestido por epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado (epitélio respiratório), composto por: Células ciliadas: células colunares altas com cílios; Células caliciformes: síntese e secreção de muco; Células em escova: presença de microvilosidades; Células granulares pequenas: parecidas com as células basais, mas apresentam grânulos secretórios; Células basais: Células-tronco. Área respiratória Epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado. Lâmina própria subjacente é fixada ao periósteo do osso adjacente. Parede medial do segmento respiratório, o Septo nasal é lisa, paredes laterais são pregueadas pela presença de conchas (cornetos) Funções da mucosa do segmento respiratório: - Aquecer, umedecer e filtrar o ar inspirado. Área olfatória Epitélio pseudo-estratificado sem células caliciformes Localizado nas paredes nasais laterais e mediais contínuas. Revestida por mucosa olfatória especializada. Lâmina própria diretamente contígua ao periósteo do osso adjacente. Tecido conjuntivo com inúmeros vasos sanguineos e linfáticos, nervos olfatórios amielínicos, nervos mielínicos, além de glândulas olfatórias. O epitélio olfatório é composto por: Células olfatórias, neurônios bipolares; Células de sustentação ou de suporte; Células basais; Células em escova. Área olfatória Epitélio olfatório (Junqueira e Carneiro, 2008) Células olfatórias Vesícula olfatória; Cílios: Membranas ciliares possuem proteínas de ligação aos odorantes (receptores olfatórios); - Nervo olfatório. Células de sustentação Células mais numerosas do epitélio olfatório, ocupam a posição mais apical no epitélio. Possuem microvilosidades e número abundante de mitocôndrias. Possuem grânulos de lipofuscina. Fornecem suporte metabólico e físico às células olfatórias. Células em escova Presença de grandes microvilosidades em superfície apical. Superfície basal está em contato sináptico com fibras nervosas que penetram na lâmina basal. Parecem estar envolvidas na transdução da estimulação sensorial geral da mucosa. Células basais São células redondas, pequenas e localizadas próximas da lâmina basal. Citoplasma com poucas organelas. Função: célula-tronco. Glândulas olfatórias (Glândulas de Bowman) Glândula serosa tubuloalveolares ramificadas. Ductos curtos compostos por células cúbicas atravessam o epitélio olfatório até a superfície epitelial. Secreção serosa serve como solvente para substâncias odoríferas. Presença de nervos olfatórios em combinação com as glândulas olfatórias na lâmina própria. Nervos evidentes devido ao diâmetro relativamente grande de cada fibra amielínica. Seios paranasais Espaços repletos de ar nos ossos das paredes da cavidade nasal. Revestidos por epitélio respiratório. Produção de muco = Infecções Faringe A faringe conecta as cavidades nasal e oral à laringe e as esôfago. Função: passagem de ar e alimentos. Divisão: - Nasofarine (posterior à cavidade nasal; - Orofaringe (posterior à cavidade oral). Tubas auditivas conectam a nasofaringe às orelhas médias. Presença de tecido linfático e nódulos linfáticos na parede da nasofaringe. Laringe Localizada entre a orofaringe e a traquéia. Segmento tubular complexo formado por placas de cartilagem hialina e elástica de forma irregular. Epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado e estratificado pavimentoso (superfície luminal das pregas vocais e a maior parte da epiglote) O tecido conjuntivo contém glândulas mucosserosas mistas) Função: Condução de ar e fonação. Traquéia A traquéia estende-se da laringe até a porção média do tórax, onde se divide em dois brônquios principais (primários). Traquéia Constituição: - Mucosa: epitélio pseudo-estratificado ciliado e lâmina própria rica em fibras elásticas; tecido conjuntivo frouxo Submucosa: tecido conjuntivo ligeiramente mais denso que a lâmina própria; glândulas seromucosas cujos ductos se abrem na luz traqueal. Camada cartilaginosa: Composta de cartilagem hialina em forma de C; feixes de músculo liso (face posterior)(músculo traqueal) Adventícia: Tecido conjuntivo frouxo que liga a traqueia a estruturas adjacentes. Traquéia (Ross, 2008) Epitélio da traquéia Principais tipos celulares: Células ciliadas: Tipo celular mais numeroso, Movimento de varredura coordenado (escada rolante mucociliar); Células mucosas: Entremeadas entre as células ciliadas e também através de todo epitélio. Aumentam durante a irritação crônica das vias respiratórias; Células em escova: São células colunares que apresentam microvilosidades rombas. Célula receptora; Células granulares pequenas: representantes respiratórios da classe geral das células enteroendócrinas do intestino e derivados do intestino. Epitélio da traquéia Célula em escova Célula granular (Ross, 2008) Traquéia (Junqueira e Carneiro, 2008) Traquéia http://antares.ucpel.tche.br/atlas/sistemas/respiratorio/ Brônquios Brônquio principal direito: Mais largo e mais curto que o esquerdo. Divide-se em 3 ramos brônquicos lobares. Brônquio principal esquerdo: Divide-se em 2 ramos brônquicos lobares. Brônquios Inicialmente os brônquios apresentam a mesmas características histológicas da traquéia. À medida que se tornam intrapulmonares a estrutura da parede brônquica se modifica. Brônquio Constituição da parede brônquica: Mucosa: Epitélio pseudo-estratificado, mesma composição da traquéia; Muscular: Camada contínua de musculo liso; Submucosa: Tecido conjuntivo relativamente frouxo, presença de glândulas e tecido adiposo unilicular; Camada cartilaginosa: Placas de cartilagem descontínuas; Adventícia: tecido conjuntivo moderadamente denso contínuo com o das estruturas adjacentes. Brônquio (Junqueira e Carneiro, 2008) Brônquio (Junqueira e Carneiro, 2008) Bronquíolo Cada lóbulo pulmonar e suprido por um bronquíolo. Os ácinos pulmonares são unidades de estruturas menores que constituem os lóbulos. Cada ácino consiste em um bronquíolo terminal e em bronquíolos respiratórios e alvéolos que ele aera. Bronquíolo Os broquíolos são ductos condutores de ar que medem 1mm ou menos de diâmetro. Brônquio Bronquíolo terminal Bronquíolo respiratório Bronquíolos Inicialmente constituidos por epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado. À medida que se ramificam se transformam em epitélio simples colunar ciliado. Presença de células caliciformes em bronquíolos maiores. Não há presença de placas de cartilagem. Presença de camada relativamente espessa de músculo liso. Bronquíolos Os bronquíolos pequenos apresentam epitélio simples cúbico e células de clara entre as células ciliadas. Células de clara: Não apresentam cilios. Produção de agente tensoativo, lipoproteína que impede a adesão luminal. Produção de proteína das célula de clara (componente das secreções das vias respiratórias) Células de Clara (Ross, 2008) Bronquíolo terminal (Junqueira e Carneiro, 2008) (Junqueira e Carneiro, 2008) Bronquíolo terminal Bronquíolo respiratório Primeira porção da árvore brônquica que permite troca gasosa. (Junqueira e Carneiro, 2008) Alvéolos (de 150 a 250 milhões em cada pulmão) Locais onde ocorre a troca gasosa, apresentam aproximadamente 0,2 mm de diâmetro. Espaços aéreos terminais do sistema respiratório. São circundados por uma rede de capilares contínuos. Alvéolos Ductos alveolares: vias respiratórias alongadas. Quase não têm paredes, apenas alvéolos como limites periféricos. Presença de músculo liso nos septos intra-alveolares; Sacos alveolares: Espaços circundados por grupamentos de alvéolos. Geralmente surgem ao término de um ducto alveolar.Alvéolos Os alvéolos são circundados e separados uns dos outros por uma delgada camada de tecido conjuntivo que contem capilares sanguíneos (Septo alveolar ou Parede septal). Epitélio alveolar Composição: células alveolares tipo I (pneumócitos tipo I) e tipo II (pneumócitos tipo II) e ocasionalmente células em escova. Pneumócito tipo I Células pavimentosas extremamente finas que revestem a maior parte do epitélio (95%). São ligadas entre si por junções oclusivas. Estas células não tem capacidade de divisão celular. Pneumócito tipo II Também conhecidas como células septais. São células secretoras. Estas células (cúbicas) estão entremeadas com as células do tipo I, mas tendem a se congregar nas junções. Revestem cerca de 5% do epitélio. Citoplasma possue grânulos, ricos em fosfolipídeos, lipídeos neutros e proteínas (para produção de surfactante). São progenitoras das células do tipo I. Pneumócito tipo II (Ross, 2008) Células em escova Podem ser encontradas na parede alveolar. Pequeno número. Função: receptores que monitoram a qualidade do ar no pulmão. Alvéolos pulmonares (Junqueira e Carneiro, 2008) Septo alveolar Barreira hematoaérea. Células e produtos celulares através dos quais os gases se difundem entre os compartimentos alveolar e capilar. Septo interalveolar (Ross, 2008) Barreira hematoaérea Constituição: - fina camada de surfactante, uma célula epitelial do tipo I e sua lâmina basal, e uma célula endotelial capilar e sua lâmina basal. Frequentemente estas duas lâminas basais se fundem. Existem fibras e células de tecido conjuntivo entre estas duas lâminas que ampliam a barreira hematoaérea (porção delgada e porção espessa) . Barreira hematoaérea Constituição: - fina camada de surfactante, uma célula epitelial do tipo I e sua lâmina basal, e uma célula endotelial capilar e sua lâmina basal. Frequentemente estas duas lâminas basais se fundem. Existem fibras e células de tecido conjuntivo entre estas duas lâminas que ampliam a barreira hematoaérea (porção delgada e porção espessa) . Porção delgada: Onde ocorre a maior parte das trocas gasosas. Barreira hematoaérea Constituição: - fina camada de surfactante, uma célula epitelial do tipo I e sua lâmina basal, e uma célula endotelial capilar e sua lâmina basal. Frequentemente estas duas lâminas basais se fundem. Existem fibras e células de tecido conjuntivo entre estas duas lâminas que ampliam a barreira hematoaérea (porção delgada e porção espessa) . Porção espessa: Local onde há acúmulo de líquido tecidual. Os vasos linfáticos no tecido conjuntivo dos bronquíolos terminais drenam o líquido que se acumula na porção espessa do septo. Pulmão (Junqueira e Carneiro, 2008) Pulmão (Junqueira e Carneiro, 2008) Secreção de Surfatante (Junqueira e Carneiro, 2008) Surfactante Diminui a tensão superficial alveolar (dipalmitoilfosfatidilcolina – DPPC) e participa ativamente da eliminação de materiais estranhos. Proteínas do Surfactante Proteína A: Mais abundante. Secreção de surfactante. Modula as respostas imunes a vírus, bactérias e fungos; Proteína B: Adsorção e disseminação de surfactante na superfície do epitélio alveolar. Proteína C: menos de 1%. Orientação da DPPC no surfactante. Proteína D: Participa da resposta inflamatória local, modula resposta alégica a antígenos inalados. Circulação sanguínea (Junqueira e Carneiro, 2008) Resumo das características histológicas da árvore brônquica (Ross, 2008)