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Jorge Guilherme dos Santos Vieira1 SCHWARZ, Christian A; KROKER, Valdemar. O desenvolvimento natural da igreja: guia prático para cristãos e igrejas que se decepcionaram com receitas mirabolantes de crescimento. Curitiba: Ed. Evangélica Esperança, c1996. 128 p. 2 Christian A. Schwarz é pesquisador, palestrante e autor de best-sellers. Seus livros foram traduzidos para 41 idiomas. Schwarz é fundador e presidente do Instituto de Desenvolvimento Natural da Igreja (NCD Internacional). A pesquisa global de seu instituto fornece insights essenciais sobre o desenvolvimento da religião cristã. Resumo expositivo: A distribuição do conteúdo, mostra o norte prático e teórico, apresentando o desenvolvimento natural de uma comunidade. Schwarz apresenta na introdução que a grande gama do conteúdo que trata de edificação de comunidade, traz certas dicas, que são aparentemente simples, mas falham quando colocados em prática, o autor aponta que tais falhas são atribuídas as próprias forças do ser humano. Ele aponta que o ser humano devia valer-se do poder Divino e ferramentas por Ele dada. O ser humano procura sozinho em sua força limitada fazer o trabalho eficaz, o que o autor chama de força do ser humano pó pecador, a “forma tecnocrática.” O livro, O Desenvolvimento natural da igreja, apresenta um conteúdo que não olha apenas para os lindos frutos que uma árvore pode dá, mas tem por objetivo ter uma visão holística, vendo cada detalhe da árvore, as folhas, galhos e até mesmos as raízes submersas. Para Schwarz, valer-se da natureza faz com que absorvamos muitos ensinos, Cristo fazia uso da natureza quando falava por parábolas, devemos usar e “abusar” da potência natural, em que a Biologia denomina como “reprodução.” Na primeira carta aos Coríntios, Paulo escreve algo que liga exatamente a isso, no verso seis ele diz “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.” Em suma, essa é uma ideia importantíssima, que precisamos alicerçar em nosso coração. O Desenvolvimento Natural da Igreja, nos apresenta uma proposta não utópica, também não é autossuficiente, a ideia principal é mostrar primeiro o agir do Eterno. A qualidade ao executar as atividades para DEUS, é o que particularmente mais me chamou a 1 Formado em Administração de Empresas e graduando em Teologia pela Faculdade Adventista da Bahia. guilhermevieira- adv7@hotmail.com 2 Resenha crítica submetido como parte dos requisitos necessários para aprovação na matéria Met. Cresc. Igreja do curso de Teologia na Faculdade Adventista da Bahia. atenção, para isso faz-se necessário o investimento significativo de tempo, sair do conforto das mesmice, rumo ao confronto das mudanças, que nos proporcionará robustez para vida, e sempre se preocupar ao executar o que a de melhor para Deus. Análise crítica: O livro tem um conteúdo muito bom e de grande valia. De acordo com a minha cosmovisão a estrutura, a distribuição e as ordens dos capítulos não foram bem alocadas. Por exemplo, as Oito marcas de qualidade (parte 1), a caminhada inicial com tal proposta e basicamente na segunda metade do livro são apresentadas as dificuldades “reais” das comunidades e de algumas dicas “bem elaboradas” de crescimento (parte 4). Seguindo essa linha, o mais interessante seria distribuir a parte 1 como parte 4, tendo em vista que essa pode ser considerada um alicerce teológico do desenvolvimento natural da igreja que apresenta as contrariedades que uma comunidade pode sofrer ao ir para o lado demasiadamente monismo por um lado, ou dualismo pelo outro, por exemplo. Tal paradoxo poderia ser a Primeira parte do livro. Seguido de As oito marcas de qualidade como parte dois e assim segue. Ao meu ver, seguindo essa linha de pensamento, podemos ter como start a fundamentação levando a aplicação, do sistêmico para o prático. Outro ponto que eu gostaria de destacar além da estrutura, é a “escassez” ou pouco uso dos textos bíblicos, em um conteúdo escrito com quase 130 páginas, temos menos de 30 referencias bíblicas, é basicamente uma citação de um texto bíblico a cada cinco páginas e meia. Entendo eu que podemos trabalhar ideias cristãs sem colocar de forma evidente a base bíblica (textos), mas tentar defender uma aproximação não esclarecida de três ou quatro versículos por exemplo, raramente terá uma base concreta. O autor procura compensar tal “escassez” com inúmeras analogias retiradas da natureza, como mencionado no segundo parágrafo dessa resenha. Aplicação: Schwarz diz, “a nossa tarefa não é produzir crescimento de igreja (quantidade de membros), mas liberar o potencial natural (qualidade dos membros) que Deus já colocou na igreja.” Por vezes somos impulsionados e movidos a números e pouco nos preocupamos com o discipulado, quando você discípula de maneira eficiente, tem-se então uma membresia mais qualificada para desenvolver de forma natural o crescimento da igreja, sem fardo, mas com muito amor e carinho, porquê foi mostrado para cada membro que mais importante é preparar cada ovelha a preparar as novas que estão vindo, não quero descartar os alvos numéricos, apenas mostrar que não adianta termos um número gritante de batismo em um ano, e termos o dobro de dissidência em seguida.