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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: ESPAÇO DE INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL
Alessandra dos Santos
Andreza Cipriano Coelho
Jucelaine Izabel Inácio
Fátima Regina Ferreira de Lima
RESUMO
Este artigo científico tem por principal objetivo discorrer acerca da Educação de Jovens e Adultos enquanto espaço digital e social. Durante um longo período da história, a educação voltada para os Adultos foi caracterizada pela aplicação dos conhecimentos escolares apenas para a burguesia, ocorrendo um processo de discriminação. Com o decorrer do processo histórico direito passou a ser de todas as pessoas, principalmente adultos, eu por diversos motivos não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos durante sua infância, na idade certa. Dentre os principais objetivos estão o de conhecer o histórico da Eja, alguns aspectos legais que a envolvem e compreender o processo de inclusão social e digital que ocorre dentro desta modalidade de ensino.
Palavras-chave: Adultos. Digital. Educação. Jovens. Social.
1 INTRODUÇÃO
A educação escolar é um direito de todo brasileiro. Para que assim fosse, houve no decorrer da história educacional brasileira, diversas lutas sociais, pois por muito tempo apenas as pessoas que possuíam um poder aquisitivo maior é que tinha acesso a educação, ocorrendo um longo processo de discriminação, porém hoje esta realidade mudou, a educação tornou-se gratuita e um direito de todos.
Este artigo é  resultado de uma pesquisa bibliográfica minuciosa referente a Educação de Jovens e Adultos e o processo de inclusão digital e social. Tem como principal objetivo conhecer os aspectos relevantes que envolvem esta importante modalidade de ensino no que tange a inserção de aulas de informática para esse público, bem como na questão social, de estar em um grande grupo, conhecer o tempo e o espaço a qual está inserida, bem como buscar mudar de forma crítica, ativa e positiva sua vida através dos conhecimentos adquiridos.
Visa-se discorrer também sobre o breve histórico da Eja e os aspectos legais que a envolve.
O tema é relevante porque especifica uma modalidade de ensino da qual os pedagogos atuam, seja no processo de alfabetização dos adultos ou no exercício profissional de supervisão e orientação escolar, além de se conhecer uma modalidade de ensino que tem auxiliado milhares de brasileiros a adquirirem seu diploma de educação básica.
2 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: ESPAÇO DE INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL
A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino presente no atual contexto educacional brasileiro e se destina àqueles que não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa.
2.1 LEVANTAMENTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM NÍVEL DE BRASIL
A Educação de Jovens e Adultos como se apresenta no atual contexto social brasileiro passou por um complexo processo, iniciado com a vinda dos jesuítas para o país, pois o primeiro público que alfabetizaram foram os adultos. Tinham o objetivo de catequizar os mesmos, porém não tinham conhecimento da língua portuguesa, para isso foram alfabetizados em português, dando início ao processo educacional brasileiro. 
Foram os jesuítas que construíram escolas, seminários e conventos, monopolizando a educação durante décadas, até serem expulsos do país. Durante um longo período a educação fora deixada de lado, passando a ser valorizada apenas na época do Império, com a chegada real ao país. Abriram-se escolas para o ensino de adultos, mas em caráter assistencialista, onde mais uma vez a igreja passou a tomar conta da educação, e as escolas ensinavam as pessoas a atender os interesses da realeza, onde aprendiam como fazer comida ou arrumar a moradia real. (SOUZA, 2007).
A Constituição de 1824 trouxe o ensino gratuito para a população, porém, poucos tinham a garantia de educação. As meninas, filhas dos burgueses, recebiam tutoras em suas casas, auxiliando na leitura e compreensão das letras, aqueles que não tinham condições ficavam sem estudar, apesar da lei lhes garantir. Era dever das províncias ofertar o ensino de Adultos, sendo ofertada em cunho religioso. (SOUZA, 2007).
Na República quase não se ouviu falar em educação voltada para os adultos, apenas na década de 30, quando se criou o Plano Educacional, tomando força 20 anos depois, com a criação da educação tecnicista e tradicionalista, surgindo neste contexto Paulo Freire com sua educação transformadora, libertadora, buscando uma educação voltada para o popularismo, sendo realmente criada a Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos, visando acabar com o analfabetismo que assolava grande parte do país, visando uma educação com olhar mais político e social, (SOUZA, 2007).
No período da Ditadura Militar é criado o MOBRAL -Movimento Brasileiro de Alfabetização, durando até 1985 quando acabou o regime. Dez anos mais tarde surge o Programa de Alfabetização Solidária, onde milhares de pessoas passaram a alfabetizar-se, ou garantiram a continuidade dos estudos (SOARES, 1996).
A Educação de Jovens e Adultos viveu um processo de amadurecimento que veio transformando a compreensão que dela tínhamos poucos anos atrás. A Educação de Jovens e Adultos é melhor percebida quando a situamos hoje como Educação Popular (GADOTTI; ROMÃO, 2005, p.15).
Não demorou muito para que a LDB -Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 introduzisse a EJA como uma modalidade de ensino gratuito e que deveria ser ofertado em todo o território nacional. Atualmente a EJA é aplicada em quase todos os municípios e aqueles que não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa hoje o podem fazer.
2.2 EJA: ASPECTOS LEGAIS 
A EJA é uma modalidade de ensino destinada aos jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de cumprir seus estudos na idade certa, sendo um direito garantido em lei, descrita no artigo 208, inciso II, que todos possuem direito e acesso ao Ensino Fundamental gratuito, inclusive para as pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa. (BRASIL, 1988)
Com a influência da pedagogia freiriana, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB, passou a definir a educação de Jovens e Adultos como uma modalidade de ensino que deve atender as necessidades educacionais dos indivíduos, valorizando suas experiências de vida, que participam do mundo e dele dispõem, sendo uma formação diferenciada das crianças e adolescentes, por isso a LBD, diz que a Educação de Jovens e Adultos é uma formação contínua e permanente. (BRASIL, 1996).
Dentre as principais funções do Eja está a de levar o indivíduo a reconhecer seus direitos civis e sociais; exercer seu direito de cidadania, e ´
Fazer uma prática pedagógica que oportunize o desenvolvimento de competências que permitam aos alunos avanços qualitativos, no uso de recursos para a resolução de problemas frente a novas situações, implica na necessidade de refletirmos sobre diversas questões. (SANTA CATARINA, 2005, p.38).
Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais (2010, p.45-57) a Educação de Jovens e Adultos possui três funções, enquanto modalidade de ensino, a função reparadora, a equalizadora e a qualificadora.
A função reparadora é aquela que quebra as barreiras sociais, garantindo o direito dos jovens e adultos estarem frequentando uma escola pública e gratuita, com qualidade educacional e buscar uma sociedade livre de preconceitos e discriminações. A função equalizadora é aquela que oferece novas oportunidades ao indivíduo em viver num mundo letrado, levando em consideração as experiências vividas, levando em consideração as experiências culturais, dando a oportunidade de crescerem socialmente e adquirirem um emprego melhor. Já a educação qualificadora permite ao educando o desenvolvimento integral, a busca pelo novo, pelo interesse, onde o aprender não seja através da memorização, mas sim da aquisição do conhecimento, e, a escola deve oportunizar esse desenvolvimento, despertando o senso de responsabilidade, criatividade, autonomia, garantindo-lhe uma educação de qualidade, uma participação na sociedade, onde seu direito de cidadaniaseja exercido. 
A educação de adultos vai se movendo na direção ao de educação popular na medida em que a realidade começa a fazer algumas exigências à sensibilidade e a competência cientifica dos educadores e educadoras. Uma destas exigências tem a ver com a compreensão crítica dos educadores do que vem ocorrendo na cotidianidade do meio popular. (GADOTTI, 2003, p.14).
Ao professor, parte integrante e importante neste processo, cabe o dever de fornecer ao aluno uma boa convivência em sala de aula, aceitá-lo com suas limitações e dificuldades, bem como lhe fornecer uma educação libertadora, onde suas experiências sejam utilizadas como instrumento de trabalho no processo de ensino-aprendizagem. Desta forma, a escola tem a função de garantir um estudo de qualidade para os Jovens e Adultos, onde esses possam conviver dignamente no meio social com conhecimento escolar. (GADOTTI, 2005).
2.3 ESCOLA: ESPAÇO DE INCLUSÃO DIGITAL
A tecnologia se faz cada vez mais presente no atual contexto educacional brasileiro. Na escola ela é apresentada através das TIC’s –Tecnologias da Informação e da Comunicação, ou, do Conhecimento, sendo entendidas como os instrumentos utilizados no cotidiano escolar que auxiliam o professor na transmissão de seus conhecimentos curriculares e culturais. Essa tecnologia pode ser o computador, Datashow, rádio, DVDs, aparelhos de som, pendrive, entre outros. Sobre as TIC’s Mendes (2008, p.01) afirma ser:
Um conjunto de recursos tecnológicos que, se estiverem integrados entre si, podem proporcionar a automação e/ou a comunicação de vários tipos de processos existentes nos negócios, no ensino e na pesquisa científica, na área bancária e financeira, etc. Ou seja, são tecnologias usadas para reunir, distribuir e compartilhar informações, como exemplo: sites da Web, equipamentos de informática (hardware e software), telefonia, quiosques de informação e balcões de serviços automatizados.
A escola é um espaço de inclusão digital. Os alunos já trazem consigo seus celulares, tablets, cabendo ao educador a melhor forma de trabalhar esta tecnologia. Com os alunos do ensino regular torna-se um fator desafiador, pois, grande parte deles estão na escola apenas porque o conselho tutelar ou os pais obrigam, e, querem fazer uso da tecnologia apenas para estar nas redes sociais, já na Educação de Jovens e Adultos, pode e deve ser utilizada de forma diferenciada, pois, muitos dos que ali estão querem recuperar o tempo escolar perdido.
Faz-se saliente destacar que o educador possui papel imprescindível neste contexto. É dele a função de realizar um planejamento que contemple as necessidades educativas, o conhecimento digital aos alunos, fazendo-os perceber que o seu celular é muito mais que um aparelho, e, sim, que podem fazer uso dele para a pesquisa, leitura, adquirir conhecimentos amplos.
O uso da informática na educação exige em especial um esforço constante do educador para transformar a simples utilização do computador numa abordagem educacional que favoreça efetivamente o processo de conhecimento do aluno. Dessa forma, a interação com os objetos de aprendizagem, o desenvolvimento de seu pensamento hipotético e dedutivo, de sua capacidade de interpretação e análise da realidade tornam-se privilegiados e a emergência de novas estratégias cognitivas do sujeito é viabilizada (OLIVEIRA, 2007, p. 62)
A inclusão digital nada mais é que a democratização do acesso às tecnologias da informação, onde o aluno da Educação de Jovens e Adultos vai aprender a utilizar o computador, ter domínio deste e utilizá-lo em seu cotidiano. A inclusão digital na EJA deve ser vista como o ensino pela valorização, informação, e, formação individual, pois, são seres capazes de transformar as informações adquiridas através das TIC’s em conhecimentos variados, que levarão consigo para a vida toda. (LAZARTE, 2000, p.51).
É propício ressaltar que a inclusão digital está ligada ao pensamento freiriano, pois, a internet, por exemplo, está aí para ajudar o aluno a solucionar tarefas cotidianas, dá acesso a cibercultura, principalmente pelas classes menos favorecidas. Ou seja, o processo de inclusão vincula-se às condições de acesso à internet, percebendo que a exclusão digital amplia muito a exclusão social.
Dentro da perspectiva freiriana de educação emancipatória, perpassa a consciência de que somos seres inconclusos e, mediante as velocidades das inovações tecnológicas, a construção da identidade dos sujeitos se dá através da intersubjetividade processada via internet (SILVA; BURGOS, 2010).
A EJA tem a função de preparar os alunos para exercer o seu direito de cidadania e principalmente qualificá-los para o mercado de trabalho, sendo assim é indispensável levar os conhecimentos tecnológicos, pois, sabe-se que grande parte das instituições, empresas, solicitam currículos impressos, digitalizados, ou através de e-mail, sendo que muitos adultos, principalmente aqueles que possuem uma idade mais avançada, além que não ter acesso à tecnologia, quando a tem, possui dificuldade em utilizá-la.
Mas, há necessidade de se pensar se é função da escola introduzir na Educação de Jovens e Adultos a Tecnologia Educacional, onde afirma-se que sim. Se o aluno da escola regular possui aula de informática, o aluno da EJA também possui, pois a educação igualitária e gratuita é destinada à todos, e, todos são iguais perante a lei.
Faz-se saliente destacar que apesar de haver a necessidade de se introduzir na Eja a era digital, poucas escolas possuem condições ou têm profissionais para tal exercício. Os municípios possuem uma estrutura física diferenciada, com computadores e materiais acessíveis, como é o caso de Balneário Camboriú e Itajaí. Já o Estado de Santa Catarina desativou em grande parte das escolas o acesso a informatização, onde os computadores estão amontoados na sala de informática e quando se tem acesso não há internet para utilizá-los,nsem sequer contratam profissionais para atuarem frente a escola.
Por um lado a tecnologia está aí para ser introduzida, utilizada e deflagrada e por outro está distante pela ausência de políticas públicas e investimentos que facilitem aos alunos vivenciar e usufruir das TIC’s.
2.4 ESCOLA: ESPAÇO DE INCLUSÃO SOCIAL
A Educação de Jovens e Adultos veio para auxiliar o sujeito que não teve a oportunidade de estudar na idade certa a concluir os seus estudos ou ingressar no mundo da leitura.
Analisando o contexto social e educacional brasileiro pode-se afirmar que há um aumento significativo de pessoas que buscam o EJA para terminar o Ensino Fundamental ou Médio. São eles que veem na educação o interesse e a esperança que terem dias melhores, compreendendo que para crescer na vida há necessidade de se concluir um curso médio.
É triste saber que muitos não possuem acesso ao conhecimento, pois são obrigados pelas condições sociais a desde cedo ingressar no mercado de trabalho para auxiliar os pais na difícil tarefa de manter a família. Há aquelas senhoras que devido ao machismo de uma determinada época não eram liberadas por seus esposos para estudarem, apenas os afazeres domésticos e a criação dos filhos. Ainda há aquele malandro, que brincou durante anos na escola de ensino regular, desistiu e hoje percebe que para ser alguém na vida precisa mudar de vida, a começar pelo voltar a estudar.
Neste sentido Pereira (2012, p.11) destaca que:
O ingresso ou reingresso de idosos na escola corresponde a “... um processo de dupla libertação: a libertação do passado opressor de abandono da escola por exigências do trabalho ainda na infância, para ajudar a família e se manter, e a libertação do presente opressor, em uma sociedade que marginaliza aqueles que chegam a essa idade, associando a velhice a um período marcado somente por processos de dependência, impotência e debilidades
Os públicos são distintos, mas cada qual com o único sonho de ser alguém na vida e o EJA pode e deve proporcionar a esse alunado a realização deste sonho, além de introduzi-los no espaço social.
Infelizmente no Brasil hoje vocêé rotulado pelo que ganha, modo que se veste, de falar e principalmente pelo nível de instrução que possui e, para ser introduzido nesta sociedade há necessidade de se aprofundar os estudos, as bases de conhecimento e esta é a função do EJA.
Muitos deles buscam a escola não apenas para estudar, mas se sentir aceito nesta sociedade que tanto rotula e exclui, e ali na escola constrói amizades, cria vínculos, é introduzida na sociedade. Mendana (2015, p.58) afirma que: “É comum os adultos procurarem grupos culturais, religiosos e de lazer, indo ao encontro de seus interesses e na expectativa de realização pessoal e de constituição de sua sociabilidade”.
É na escola que passa a ter acesso ao meio social, conviver nele e ali aprender, se desenvolver. A educação para Jovens e Adultos propicia participação ativa de forma íntegra na sociedade.
[...] compete à própria pessoa idosa entender a sua inserção e o papel que desempenha nessa sociedade, percebendo suas necessidades, reivindicando o respeito aos seus direitos, a sua cidadania, contribuindo para uma nova visão do idoso e um esboço de outro paradigma de velhice. (OLIVEIRA, 2013, p. 81).
Desta forma é possível entender que a educação possui um lugar de destaque e importante no processo de inserção social de um sujeito, superando sua condição social, os preconceitos e a marginalização, onde através da ação pedagógica, passam a compreender o seu papel frente a escola, no espaço escolar, bem como na sociedade. Ali aprenderá a ser um ator social, possibilitando dar- lhe a oportunidade de mudar sua realidade social, a realidade de seu país, tornando-se um sujeito ativo e com aprendizado acerca de sua cidadania e papel social. 
A escola é uma instituição de prática social, construída a partir das relações entre sujeitos em todos seus ambientes e ali passa a conhecer o seu espaço e tempo, a compreender seu papel social, de que forma mudam sua realidade, seu país e compreender que são seres humanos de direitos, adquirindo forças para lutarem contra estereótipos, tendo um olhar amplo social acerca de sua velhice, compreendendo que nunca é tarde para buscar conhecimentos e vivenciá-los. Oliveira (2013, p.83) ainda ressalta que a educação enquanto espaço de inclusão social “permite que o homem constantemente aprenda, tornando-se possível pensar em uma transformação cultural e na própria sociedade”.
O convívio social escolar traz a troca de vivências, experiências, análises e reflexões críticas, além de conhecimentos amplos, trazendo um olhar novo, construindo cidadãos, que antes se sentiam excluídos e marginalizados, em seres atuantes e conscientes. 
3 MATERIAIS E MÉTODOS
Buscar conhecimento é um fator primordial na vida de qualquer sujeito. Desde o surgimento do homem o conhecimento o tem acompanhado e o auxiliado a sobreviver, conhecimento esse que foi passado de geração em geração e auxiliado as pessoas a buscarem novas formas de conhecimento, formas de conhecer, inovar.
Neste projeto visou-se buscar o conhecimento acerca da modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos e o processo de inclusão social e digital.
Para buscar o conhecimento proposto, foi necessário fazer um planejamento acerca do que se iria pesquisar, tema, objetivos a serem alcançados, a problemática, metodologia e qual a melhor forma de pesquisa onde buscou-se utilizar dentre tantas a bibliográfica.
Entende-se por pesquisa bibliográfica o levantamento de obras literárias, artigos, revistas, panfletos, entre outros acerca do tema. Já Gil (1999, p.42) destaca que a pesquisa: 
Tem um caráter pragmático é um “processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para os problemas mediante o emprego de procedimentos científicos.
Esta pesquisa além de bibliográfica pode ser caracterizada como explanatória, pois facilitou a construção de ideias bem como a formação de sínteses e hipóteses.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Desenvolver um trabalho frente a educação de Jovens e Adultos deve ser muito prazeroso, visto que este público vai a escola a fim de recuperar o tempo perdido, de buscar conhecimento, pois sabem que a sociedade exige isso para se adquiri um bom emprego e viver dignamente. 
É evidente que o aluno que ingressa na Educação de Jovens e Adultos está sedento por conhecimento, pois, muitos querem ingressar numa universidade e outros ainda buscar um emprego melhor, novas qualificações, para isso o educador precisa compreender a importância que possui na formação desses sujeitos.
Construir o conhecimento sobre a Educação de Jovens e Adultos nos fez perceber o quão importante é o papel do pedagogo na formação desse sujeito. Com a leitura compreendeu-se que muitos deles não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa, mas possuem esse direito, e temos a função também de fazer esse direito valer na prática.
Com esta pesquisa foi possível constatar que a tecnologia é necessária frente a instituição escolar, que as salas informatizadas precisam estar presentes também para o público da EJA, que precisam conhecer o conhecimento através da era digital, como fazer currículo, utilizar a internet e principalmente fazer pesquisas que o auxiliam em seu dia a dia, adquirindo conhecimentos através da leitura digital. Porém constatou-se também que muitas escolas não oferecem esse ensino, não tem um profissional especializado ou internet acessível a todos.
Ainda percebeu-se que o adulto tem interesse em frequentar o EJA e acima de tudo vivenciando socialmente essa cultura, conversar, expor suas ideias e ali o espaço é propício para buscar e transmitir conhecimento. Desta forma conclui-se que a Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino que auxilia e muito no desenvolvimento educacional do sujeito que não conseguiu concluir seus estudos na idade certa.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A Educação escolar é um processo importante na vida de qualquer sujeito que adentra o ambiente escolar a fim de adquirir conhecimentos. E esse processo se torna ainda mais significativo se é um adulto que está buscando conhecimento após um longo período de perdas educacionais.
A Educação de Jovens e Adultos veio para ficar e está auxiliando a vida de milhares de pessoas, que não puderam estudar na idade certa e agora tem a oportunidade de adquirir tais conhecimentos.
Como educadoras sabemos a importância que este ensino traz para cada um deles, ainda mais no introduzir a tecnologia digital em suas vidas e proporcionar-lhes o convívio social dentro da instituição que aprenderão e conviverão também em sociedade. 
REFERÊNCIAS
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GADOTTI, Moacir (org.)... (et al.). Educação de Jovens e Adultos: a experiência do MOVA. São Paulo: Instituto Paulo Freire. 2005.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1999.
LAZARTE, L. Ecologia Cognitiva na Sociedade da Informação. Ciência da informação, Brasília, v.29, n.2, 2000.
MENDAÑA, D. T.; CASTRO, M. A. C. D. de. Educação de jovens e adultos e inclusão social: uma análise dos artigos publicados no periódico “educar em revista”. Revista Ciências Humanas – Universidade de Taubaté, v. 8, n. 1, edição 14, Taubaté: 2015
MENDES Alexandre. Conceito de TIC’s. Disponível em: <imasters.com.br/artigo/8278/gerencia-de-ti/tic-muita-gente-esta-comentando-mas-voce-sabe-o-que-e/>. Acesso em 05. Mai. 2019.
OLIVEIRA, I. B. de. Reflexões acerca da organização curricular e das práticas pedagógicas na EJA. Educar, Curitiba, n. 29, 2007.
OLIVEIRA, R. de C. da S. A pesquisa sobre o idoso no Brasil: diferentes abordagens sobre educação nas teses e dissertações (de 2000 a 2009). “Acta Scientiarum. Education, v. 35, n.1. Maringá: 2006.
PEREIRA, J. M. M. AEscola do Riso e do Esquecimento: Idosos na Educação de Jovens e Adultos. Revista Educação em Foco – Universidade Federal de Juiz de Fora, v. 16, n. 2,p. 11-38, Juiz de Fora/MG: setembro/2011-fevereiro/2012
SANTA CATARINA. Proposta Curricular de Santa Catarina. Disponível em <http://www.propostacurricular.sed.sc.gov.br/site>. Acesso em 02. Mai. 2019.
SILVA, A. C.; BURGOS, M. P. Inclusão digital na EJA - trilhando os caminhos da autonomia. In: I Congresso Internacional da Cátedra UNESCO de educação de jovens e adultos, 2010, João Pessoa. I Congresso Internacional da Cátedra UNESCO de educação de jovens e adultos. João Pessoa: Editora Universitária, 2010. Disponível em: http://www.catedraunescoeja.org/GT12/COM/COM012.pdf. Acesso em 05. Mai. 2019.
SOARES, Leôncio José Gomes. A Educação de Jovens e Adultos: momentos históricos e desafios atuais. Revista Presença Pedagógica, v. 2, nº 11, Dimensão, set/out 1996. 
SOUZA, Maria. A. Educação de Jovens e Adultos. Curitiba: Ibepex, 2007.

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