Logo Passei Direto
Buscar

Artrologia: Tipos de Articulações e Trabalho Muscular

Unidade didática sobre Artrologia (Cinesiologia). Apresenta objetivos e conteúdos: tipos de articulações (fibrosas, cartilaginosas, sinoviais), contração muscular isotônica e isométrica, articulações, músculos e movimentos do tronco e dos membros, alterações de movimento e orientações de estudo.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

EA
D
Artrologia
2
1. OBJETIVOS
•	 Conhecer	e	identificar	os	tipos	de	articulações.
•	 Conhecer	e	definir	as	formas	de	trabalho	muscular.
•	 Compreender	as	articulações,	os	músculos	e	as	 funções	
do	tronco	e	dos	membros.
•	 Analisar	cada	possibilidade	de	movimento	em	cada	arti-
culação.
2. CONTEÚDOS
•	 Articulações	fibrosas,	cartilaginosas	e	sinoviais.
•	 Contração	muscular	isotônica.
•	 Contração	muscular	isométrica.
•	 Articulações,	músculos	e	movimentos	das	articulações	do	
membro	superior.
© Cinesiologia86
•	 Articulações,	músculos	e	movimentos	das	articulações	do	
membro	inferior.
•	 Articulações,	músculos	e	movimentos	das	articulações	do	
tronco.
•	 Principais	alterações	nos	movimentos.	
3. SUGESTÕES PARA O ESTUDO DA UNIDADE
Antes	de	 iniciar	o	estudo	desta	unidade,	é	 importante	que	
você	leia	as	orientações	a	seguir:
1)	 Ao	longo	desta	unidade,	você	estudará	as	ações	muscu-
lares.	Desse	modo,	sempre	que	as	for	analisar,	você	deve	
lembrar-se	dos	conceitos	de	músculo	agonista,	músculo	
antagonista	e	músculo	sinergista,	explicados	no	texto.	
2)	 Leia	os	livros	da	bibliografia	indicada	para	que	você	am-
plie	e	aprofunde	seus	horizontes	teóricos.	Esteja	sempre	
com	o	material	 didático	em	mãos	e	discuta	a	unidade	
com	seus	colegas	e	com	o	tutor.	
3)	 Estude	este	material	didático	conferindo	as	referências	
com	as	explicações	dadas.
4. INTRODUÇÃO À UNIDADE
Na	primeira	unidade,	estudamos	os	conceitos	cinesiológicos,	
ou	seja,	os	conceitos	mecânicos	que	regem	os	movimentos.	Tive-
mos	a	oportunidade	de	rever	os	planos	anatômicos	e	os	eixos	de	
movimentos	estudando	cada	movimento	que	ocorre	nesses	pla-
nos	e	eixos.
Agora	que	 já	conhecemos	alguns	conceitos	da	Cinesiologia,	
segmentarmente	 estudaremos,	 nesta	 unidade,	 o	 corpo	 humano,	
abordando	as	estruturas	 importantes	para	a	 função.	 Inicialmente,	
veremos	os	conceitos	de	Artrologia	já	estudados	em	Anatomia;	fare-
mos	uma	explanação	suficiente	para	entendermos	este	estudo.	Não	
temos,	aqui,	o	objetivo	de	fazer	um	estudo	anatômico	como	o	reali-
Claretiano - Centro Universitário
87© U2 - Artrologia
zado	no	caderno	específico	deste	tema,	mas	analisaremos	o	que	for	
de	maior	relevância	para	entendermos	os	movimentos.
Você	pode	notar	alguma	diferença	entre	os	conceitos	anatô-
micos	e	os	funcionais,	mas	é	 importante	explicar	que	a	Anatomia	
realiza	uma	análise	morfológica	enquanto	a	Cinesiologia	realiza	uma	
análise	funcional,	o	que	pode	trazer	entendimentos	diferentes.
Inicialmente,	vamos	rever	alguns	conceitos	da	artrologia	fun-
cional	relembrando	os	componentes	importantes	das	diferentes	ar-
ticulações.	Depois,	estudaremos	as	articulações	de	cada	segmento	
–	isto	é,	do	tronco	e	dos	membros	superiores	e	inferiores	–	e	cada	
possibilidade	 de	 movimento	 osteocinemático	 e	 artrocinemático,	
bem	como	a	aplicação	desses	conceitos	na	sua	prática	profissional.
Desejamos,	a	você,	êxito	nos	estudos	e	nas	atividades!
5. SISTEMA ARTICULAR
A	 Artrologia	 (do	 grego	 artron,	 que	 significa	 "juntura")	 ou	
Sindesmologia	é	a	parte	da	Anatomia	que	estuda	as	articulações	
(MIRANDA,	 2008).	Os	ossos,	 em	 conjunto,	 formam	o	esqueleto,	
mantido	 em	 conexão	 pelos	 elementos	 estruturais	 que,	 por	 sua	
vez,	compõem	as	articulações.
O	sistema	articular	integra,	junto	aos	sistemas	esquelético	e	
muscular,	o	aparelho	locomotor.	As	articulações	são	classificadas	
pelos	tipos,	baseados	nos	tecidos	que	as	compõem	e	na	liberdade	
de	movimento,	 e	 sua	mobilidade	depende	do	 tipo	de	elemento	
que	está	 interposto	entre	os	ossos,	que	pode	ser	tecido	fibroso,	
cartilagem	ou	líquido	sinovial.	Recordando	a	Anatomia,	temos	as	
articulações fibrosas,	cartilaginosas e sinoviais (Quadro 1).
As	articulações	fibrosas,	conhecidas	no	ponto	de	vista	fun-
cional	 como	 sinartroses,	 têm	 como	 característica	 a	 mobilidade	
reduzida,	e	sua	conexão	é	realizada	por	um	tecido	conjuntivo	fi-
broso. Existem	dois	tipos	de	sinartroses,	que	são	as	sindesmoses, 
como	a	articulação	tibiofibular,	e	as	suturas,	como	as	dos	ossos	do	
crânio,	ilustrada	na	Figura 1.
© Cinesiologia88
Figura	1	Suturas do crânio.
	
Figura	2	Sínfise pubiana.
As	 articulações	 cartilaginosas	 têm	 a	 cartilagem	 como	 ele-
mento	entre	os	ossos,	e	são	chamadas,	no	ponto	de	vista	funcional,	
de	anfiartrose	pela	sua	pouca	mobilidade,	sendo	classificadas	em:	
sincondroses,	nas	quais	os	ossos	são	unidos	por	cartilagem	hiali-
na,	como	a	sincondrose	esfeno-occiptal,	e	as	sínfises,	nas	quais	os	
ossos	unem-se	por	uma	cartilagem	fibrosa,	como	a	sínfise	pubiana	
e	os	discos	intervertebrais.
As	 articulações	 sinoviais,	 ilustrada	 na	 Figura 3,	 são	 as	mais	
complexas	e móveis,	sendo	responsáveis	pelos	movimentos	corpo-
rais.	Mas	para	que	essa	mobilidade	exista,	é	necessário	que	os	ossos	
que	se	articulam	estejam	livres	para	deslizarem	entre	si	ao	longo	dos	
movimentos.	Assim,	a	maior	característica	dessas	articulações	é	a	
presença	do	líquido	sinovial,	como	veremos	no	Quadro 1.
Os	ossos	são	unidos	pela	cápsula	articular,	na	qual	há	uma	
cavidade	em	que	está	o	líquido	sinovial;	as	superfícies	desses	os-
sos	são	revestidas	por	cartilagem,	o	que	favorece	o	deslizamento.	
Assim,	todas	as	articulações	sinoviais	possuem,	como	característi-
cas,	a	presença	de	cápsula	articular,	cartilagem	articular,	cavidade	
articular	e	 líquido	sinovial,	e,	além	disso,	algumas	possuem	 liga-
mentos,	discos	e	meniscos.
Claretiano - Centro Universitário
89© U2 - Artrologia
Fonte:	STEWART	(2004,	p.	70).
Figura	 3	Articulação sinovial (Joint cavity = cavidade articular; Joint capsule = cápsula 
articular; Hyaline cartilage = cartilagem hialina). 
A	cápsula	sinovial	pode,	em	algumas	articulações,	ser	reforçada	
em	sua	camada	externa	(membrana	fibrosa)	por	ligamentos	chama-
dos	"ligamentos	capsulares".	Há,	também,	ligamentos	separados	da	
cápsula,	chamados	"ligamentos	extracapsulares".	Quando	esses	liga-
mentos	estão	dentro	da	articulação,	são	chamados	"intra-articulares",	
como	os	ligamentos	cruzado	anterior	do	joelho	e	cruzado	posterior	do	
joelho.	A	função	dos	ligamentos	é	impedir	movimentos	excessivos.	
Ligamentos Cruzados e Meniscos
Ligamento cruzado posterior
Ligamento cruzado anterior Meniscos
Medial
Lateral
Figura	 4	Articulação do joelho, com ligamentos cruzados anterior, posterior e meniscos 
medial e lateral.
© Cinesiologia90
A	 função	 dos	 discos	 presentes	 nas	 articulações	 temporo-
mandibular	e	esternoclavicular	e	a	dos	meniscos	encontrados	no	
joelho,	como	vimos	na	Figura 4,	é	melhorar	a	congruência	entre	as	
superfícies	articulares,	melhorar	o	deslizamento	entre	as	superfí-
cies	articulares	e	absorver	impacto.
Quadro 1	Classificação	morfológica	e	funcional	das	articulações.
CLASSIFICAÇÃO 
MORFOLÓGICA
CLASSIFICAÇÃO 
FUNCIONAL MOBILIDADE SUBDIVISÃO EXEMPLO
Fibrosa Sinartrose Diminuída
Sindesmose
Sutura
Tibiofibular
Suturas	
cranianas
Cartilaginosa Anfiartrose Pouca
Sincondroses
Sínfises
Esfeno-
occiptal
Sínfise	
pubiana
Sinoviais Diartrose	ou	Diartrodial Ampla
Anaxial
Monoaxial
Trocoide
Biaxial
Triaxial
Sacroilíaca
Cotovelo
Rádio-ulnar	
proximal
Rádiocárpica
Ombro	e	
Quadril
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Como	vimos	na	Unidade	1,	as	articulações	também	são	clas-
sificadas	no	ponto	de	vista	funcional,	considerando	o	grau	de	liber-
dade	de	movimentos.	Assim,	temos	as	articulações	anaxiais,	que	
não	possuem	eixo	de	movimentos;	as	monoaxiais,	que	se	movi-
mentam	em	torno	de	um	eixo;	as	biaxiais,	que	se	movimentam	em	
torno	de	dois	eixos;	e	as	triaxiais,	que	realizam	o	movimento	em	
torno	de	três	eixos.	Essa	classificação	está	relacionada	à	morfologia	
da	articulação,	ou	seja,	ao	formato	de	sua	superfície	articular.	As	
articulações	anaxiais	são	planares,	isto	é,	as	superfícies	ósseas	que	
se	articulam	são	planas,	ocorrendo,	apenas,	o	movimento	de	des-
lizamento,	e	possuem	mobilidade	reduzida,	como,	por	exemplo,	a	
sacroilíaca	e	as	articulações	intercárpicas,	ilustradas	na	Figura 5.
Claretiano - Centro Universitário
91© U2 - Artrologia
Figura5	Exemplo de articulação plana.
As	 articulações	 monoaxiais	 podem	 ser	 do	 tipo	 gínglimo,	
como	podemos	observar	na	Figura 6	 (também	chamado	de	"do-
bradiça"	por	apresentarem	semelhança	com	esse	sistema)	quando	
permitirem	flexão	e	extensão,	como,	por	exemplo,	o	cotovelo	e	as	
interfalangeanas	da	mão.	Podem	ser,	 também,	do	 tipo	 trocoide,	
como	vemos	na	Figura 7	(ou	pivô),	em	que	uma	superfície	articular	
em	forma	de	um	pivô	gira	sobre	outra	–	a	articulação	radio-ulnar	
proximal.
Figura	6	Exemplo de articulação gínglimo. Figura	7	Exemplo de articulação trocoide.
As	articulações	biaxiais	podem	ser	do	tipo	selar,	como	po-
demos	observar	na	Figura Tal	nome	é	dado	por	causa	da	sua	for-
© Cinesiologia92
ma,	que	 tem	o	mesmo	formato	de	uma	sela	de	montaria,	pois	
as	superfícies	são	côncavas	em	um	plano	e	convexas	em	outro,	
além	de	 se	articularem	sob	uma	superfície	que	possui	as	mes-
mas	características,	apesar	de	a	superfície	côncava	se	encaixar	na	
convexa	e	vice-versa.	Um	bom	exemplo	é	a	articulação	carpome-
tacarpiana	do	polegar;	os	movimentos	que	ocorrem	nesse	 tipo	
articular	são	de	flexão	e	extensão,	de	abdução	e	adução,	como	
também	de	rotação,	que	ocorre	pela	combinação	de	movimen-
tos.	
As	articulações	biaxiais	também	podem	ser	do	tipo	condilar	
ou	elipsoide,	em	que	uma	superfície	de	forma	condilar	ou	ovoide	
se	articula	com	outra	de	forma	elíptica,	permitindo	o	movimento	
em	dois	planos:	flexão	–	extensão	e	abdução	–	adução,	como,	por	
exemplo,	a	articulação	radiocárpica	do	punho	vista,	exemplificada,	
na	Figura 9.
Figura	8 Exemplo de articulação selar. Figura	9	Exemplo de articulação condilar.
As	articulações	triaxiais	são	do	tipo	esferoide,	ou	seja,	per-
mitem	maior	mobilidade	devido	a	forma	de	suas	superfícies	arti-
culares,	em	que	uma,	em	forma	de	esfera,	se	articula	com	outra,	
em	forma	côncava	(receptáculo),	sendo	exemplos	as	articulações	
do	ombro	e	do	quadril;	os	movimentos	que	ocorrem	nessas	articu-
lações	são	de	flexão	e	extensão,	de	abdução	e	adução,	de	rotação	
medial	e	lateral,	de	abdução	e	adução	horizontal	e	de	circundução.	
Observe	a	Figura 10.
Claretiano - Centro Universitário
93© U2 - Artrologia
Figura	10	Exemplo de articulação esferoide.
6. ARTICULAÇÕES E SEUS MOVIMENTOS
Agora	que	já	recordamos	as	características	funcionais	das	ar-
ticulações	e	já	as	classificamos	sob	os	pontos	de	vista	morfológico	
e	funcional,	estudaremos	as	articulações	e,	sobre	estas,	realizare-
mos	uma	análise	cinesiológica,	o	que	é,	na	verdade,	a	essência	da	
nosso	Caderno de Referência de Conteúdo,	uma	vez	que	você	irá	
trabalhar	numa	área	em	que	o	movimento	é	fundamental.
As	articulações	e	os	ossos	formam	um	sistema	de	alavanca,	
cujo	movimento	(artrocinemática	e	osteocinemática)	é	produzido	
por	uma	força	que,	por	sua	vez,	é	gerada	pelo	músculo	esquelético,	
como	vimos	na	unidade	anterior.	Toda	ação	neurofisiológica	envol-
vida	no	trabalho	muscular	será	estudada	em	detalhes	na	Unidade	
3,	porém,	é	importante	vermos	as	formas	de	contração	muscular	e	
seus	efeitos	nos	segmentos	ósseos.
Os	músculos	 esqueléticos	 são	 os	 executores	 primários	 do	
sistema	 nervoso	 (motores	 primários),	 compostos	 por	 proteínas	
contráteis	e	por	uma	rede	de	tecido	conjuntivo	que	se	unem	a	um	
tendão	e	formam	um	importante	conjunto	que	transfere	a	tensão	
(força)	gerada	para	o	osso.	Existem	interações	celulares	significati-
vas	que	determinam	a	resposta	fisiológica	do	músculo.
© Cinesiologia94
A	estrutura	básica	do	músculo	esquelético	é	composta	por	fi-
bras	 musculares	 individuais	 (células	 musculares),	 subdivididas	 em	
miofibrilas,	sarcômeros	e,	finalmente,	actina	e	miosina.	O	tecido	con-
juntivo	que	circunda	o	músculo	inteiro	é	denominado	epimísio,	os	fei-
xes	de	fibras	musculares	(fascículos)	são	circundados	pelo	perimísio,	e	
cada	fibra	muscular	individual	é	circundada	pelo	endomísio.
Para	Whiting	 e	 Zernicke	 (2001),	 as	 fibras	musculares	 pos-
suem	capacidade	contrátil	e	podem	encurtar-se	até	a	metade	do	
seu	comprimento	em	repouso.
A	maior	e	mais	 frequente	fonte	de	força	gerada	dentro	do	
corpo	se	dá	pela	contração	muscular,	com	forças	passivas	adicio-
nais	ocorrendo	pela	tensão	de	fáscias,	que	são	ligamentos	e	estru-
turas	não	contráteis	do	músculo.	As	forças	musculares	podem	ser	
representadas,	para	a	simplificação,	como	atuando	em	um	ponto	
do	 corpo,	mas	 é	 sempre	 importante	 lembrar	 que	muitas	 forças	
complexas	ocorrem	na	função.	Normalmente,	os	músculos	contra-
em-se	em	grupo,	pois	a	contração	de	um	único	músculo	poderia	
gerar	movimentos	estereotipados,	como,	por	exemplo:	se	na	fle-
xão	do	cotovelo	houvesse,	apenas,	a	contração	do	bíceps	braquial,	
haveria	a	supinação	do	antebraço	e	a	flexão	do	ombro.	Por	 isso,	
ocorre	um	trabalho	simultâneo	de	vários	músculos	e	tecidos	(WHI-
TING;	ZERNICKE,	2001).
Podemos,	então,	classificar	os	músculos	como	agonistas,	an-
tagonistas,	sinergistas	e	fixadores:
1)	 Agonistas	(do	grego	agon	–	"competição"):	motor	princi-
pal	do	movimento.
2)	 Antagonistas	(do	grego	anti	–	"contra"):	possui	ação	ana-
tômica	oposta	ao	agonista	para	controlar	o	movimento.
3)	 Sinergista	(do	grego	syn	–	"junto";	ergon	–	"trabalho"):	são	
músculos	auxiliares	atuando	como	o	motor	secundário	de	
um	movimento;	contraem-se	ao	mesmo	tempo	que	o	ago-
nista	e	evitam	que	movimentos	indesejáveis	ocorram.
4)	 Fixadores:	estabilizam	as	diversas	partes	do	corpo	para	
que	a	ação	principal	ocorra.
Claretiano - Centro Universitário
95© U2 - Artrologia
Segundo	 Smith,	Weiss	 e	 Lehmkuhl	 (1997),	 alguns	 autores	
descrevem,	apenas,	os	músculos	agonistas,	antagonistas	e	siner-
gistas,	incluindo,	nesse	último	grupo,	os	fixadores.
Como	vimos,	os	músculos	exercem	força	nos	segmentos	ós-
seos	por	meio	da	contração	muscular,	podendo,	talvez,	gerar	mo-
vimento,	 o	 que,	 eventualmente,	 pode	não	ocorrer,	 embora	 seja	
importante	entender	que,	na	verdade,	sempre	que	um	músculo	se	
contrai,	haverá	uma	força	aplicada	em	sua	origem	e	sua	inserção,	
sendo	essa	a	força	de	tração.
Um	músculo	pode	se	contrair	sem	que	haja	movimento	ar-
ticular;	a	 isto	chamamos	de	contração	 isométrica (do	grego isos 
–	"igual"; metro –	"medida").	 Isto	pode	ser	obtido	aplicando	re-
sistência	e	força	 iguais,	e	é	muito	utilizado	no	fortalecimento	de	
músculos	que	atuam	em	articulações	que,	por	algum	motivo,	não	
podem	ser	movidas,	como,	por	exemplo,	o	caso	de	presença	de	
dor	 ou	 de	 alguma	 alteração	 degenerativa,	 como	 a	 osteoartrose	
(desgaste	da	cartilagem	hialina).	A	contração	isométrica	também	
ocorre	em	ações	cotidianas,	como,	por	exemplo,	para	alcançar	a	
frente	com	a	mão.	A	escápula	necessita	ser	estabilizada	 indo	de	
encontro	ao	tórax	(músculos	fixadores).	
Quando	ocorre	o	movimento	articular	pela	contração	mus-
cular,	diz-se	que	houve	uma	contração isotônica (do	grego isos –	
"igual";	tônus	–	"tensão"),	e	que	esta	pode	ser	concêntrica,	quan-
do	o	músculo	se	encurta	e	ocorre	a	aproximação	da	origem	e	da	
inserção	muscular,	ou	excêntrica,	quando	o	músculo	se	alonga	e	
ocorre	o	afastamento	da	origem	e	da	inserção	muscular.
"Força	muscular"	é	um	termo	difícil	de	ser	definido,	porém,	
há	definições,	 como	a	 capacidade	do	músculo	gerar	 força,	 a	 ca-
pacidade	do	músculo	gerar	 tensão	ativa,	entre	outras.	Além	dos	
fatores	neurológicos,	metabólicos,	endócrinos	e	psicológicos,	que	
afetam	a	força	muscular,	muitos	outros	fatores	determinam	a	for-
ça	muscular	ou	uma	contração,	 como	 idade,	 sexo,	 tamanho	dos	
músculos,	comprimento	no	momento	da	contração,	alavancagem	
do	músculo	e	velocidade	de	contração;	muitos	desses	fatores	você	
verá	com	mais	detalhes	na	Unidade	3.
© Cinesiologia96
Agora	que	já	sabemos	que	os	músculos,	os	ossos	e	as	articu-
lações	formam	um	sistema	de	alavancas	e	geram	os	movimentos	
corporais,	vamos	estudar,	segmentarmente,	os	movimentos.
Relembrando	a	Anatomia,	o	corpo	humano	é	dividido	em	ca-
beça,	tronco	e	membros.	Para	melhor	compreensão	e	facilidade,	
iniciaremos	nossos	estudos	pelas	articulações	do	membro	supe-
rior;	posteriormente,estudaremos	os	membros	inferiores	e	finali-
zaremos	com	o	estudo	do	tronco.
Articulações do membro superior – ombro
O	membro	superior	é	composto	pelo	úmero,	o	rádio,	a	ulna,	
os	ossos	do	carpo,	os	metacarpos	e	as	 falanges,	e	está	preso	ao	
tronco	 por	meio	 da	 cintura	 escapular,	 formada	 pela	 escápula	 e	
pela	clavícula,	como	podemos	observar	na	Figura 11.
clavícula
escápula
úmero
ulna
rádio
carpo
metacarpos
falanges
Mão
Antebraço
Braço
Ombro = cintura 
escapular (raiz)}
}
}
Fonte:	PUTZ,	PABST,	SOBOTTA	(2006,	p.	158).
Figura	11	Ossos do membro superior.
A	união	entre	o	úmero	e	a	escápula	forma	a	articulação	gle-
noumeral ou ombro, que	é	do	 tipo	sinovial,	 triaxial	e	esferoide,	
portanto,	ela	possui	movimentos	em	todos	os	planos	e	eixos,	tor-
Claretiano - Centro Universitário
97© U2 - Artrologia
nando-se	a	articulação	com	maior	mobilidade	no	corpo,	o	que	faz	
dela	uma	articulação	instável	e	susceptível	às	lesões.
Sempre	 que	 falamos	 em	 ombro,	 devemos	 falar	 em	 cintu-
ra	escapular,	pois	o	ombro	possui	toda	mobilidade	devido	a	esse	
complexo	formado	pelo	úmero,	pela	clavícula	e	pela	escápula,	que	
se	articula	com	o	grádio-costal;	logo,	a	mobilidade	do	ombro	inclui	
a	caixa	torácica	e	a	coluna.
Considerando	a	cintura	escapular,	 temos,	então,	cinco	articu-
lações	que	devemos	considerar	para	estudo,	como	podemos	ver	na	
Figura 12:	articulação	glenoumeral	(sinovial-esferoide-triaxial)	(1);	ar-
ticulação	subacromial,	conhecida	como	uma	falsa	articulação	(2),	arti-
culação	escápulo-torácica	(plana-anaxial)	(3);	articulação	acromiocla-
vicular	(plana-anaxial)	(4)	e	articulação	esternoclavicular	(selar)	(5).
	
1
2
3
4
5
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	29).
Figura	12	Cintura escapular.
© Cinesiologia98
Figura	 13	 Articulações do ombro (1 – acromioclavicular; 2 – subacromial; 3 – 
glenoumeral).
Essa	anatomia	permite	toda	movimentação	do	ombro	(como	vi-
mos	na	Unidade	1),	ilustrado	na	Figura 13	e	possui	movimento	nos	três	
planos	e	eixos.	Esses	movimentos	serão	vistos	nas	Figuras 14	à	18:
1)	 Flexão	e	extensão	no	plano	mediano	em	torno	do	eixo	
lateral.	
2)	 Abdução	e	adução	no	plano	frontal	em	torno	do	eixo	an-
teroposterior.	
3)	 Rotação	medial	e	 lateral	no	plano	horizontal	em	torno	
do	eixo	longitudinal.	
4)	 Adução	 e	 abdução	 horizontal	 no	 plano	 horizontal	 em	
torno	do	eixo	longitudinal.
5)	 Cincundução.	
Claretiano - Centro Universitário
99© U2 - Artrologia
180º
50º
30º
a
a
b
b
90º
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	13).
Figura	14	Movimentos de extensão, flexão e adução do ombro.
180º
120º
a
c
b
d
60º
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	15).
Figura	15	Movimento de abdução do ombro.
© Cinesiologia100
30º
80º
95º
RI
0
a
b c
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	17).
Figura	16	Movimentos de rotação lateral e medial do ombro.
140º
30º
0º
a
b
c
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	19).
Figura	17	Movimentos de adução e abdução horizontal do ombro.
Claretiano - Centro Universitário
101© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	21).
Figura	18	Movimentos de circundução do ombro.
A	escápula	possui	 importantes	movimentos	que	compõem	
a	mobilidade	total	do	ombro.	São	eles:	elevação,	depressão,	ab-
dução	 (protração),	 adução	 (retração),	 rotação	 lateral	 e	 medial,	
inclinação	anterior	e	posterior	–	todos	vistos	na	Figura Esses	mo-
vimentos	 ocorrem	 devido	 ao	 deslizamento	 da	 escápula	 sobre	 o	
grádio-costal.	
A	mobilidade	do	ombro,	então,	é	obtida	pelos	movimentos	
em	conjunto	da	escápula,	da	articulação	glenoumeral	e,	também,	
© Cinesiologia102
por	 movimentos	 pequenos,	 mas	 não	 menos	 importantes,	 que	
ocorrem	nas	articulações	esternoclavicular	e	acromioclavicular.
40
39
38
37
60
40 - 45
70
15
1210
10 12
60º
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	21).
Figura	19	Movimentos da escápula. 
Como	a	articulação	do	ombro	é	formada	por	meio	da	cone-
xão	com	o	tronco,	a	mobilidade	da	coluna	vertebral	é	muito	 im-
portante	para	os	movimentos	 se	 completarem.	Assim,	para	que	
haja	a	flexão	total	e	a	abdução	total	do	ombro,	deve	ocorrer	a	in-
clinação	da	coluna	para	o	lado	oposto,	como	vimos,	anteriormen-
te,	na	Figura Quando	a	flexão	ocorre	bilateralmente,	a	coluna	to-
rácica	deve	realizar	extensão	permitindo	a	mobilidade	total.	Esse	
dado	é	muito	importante,	pois,	sempre	que	você	cuidar	de	alguém	
com	alguma	alteração	no	ombro,	deve	ficar	atento	à	mobilidade	
da	coluna	e,	também,	aos	menores	movimentos	que	ocorrem	nas	
Claretiano - Centro Universitário
103© U2 - Artrologia
articulações	esternoclavicular	e	acromioclavicular.	Se	houver	dimi-
nuição	ou	perda	desses	movimentos,	provavelmente	a	articulação	
glenoumeral	 será	 sobrecarregada,	 gerando	 alterações	 como	dor	
ou	até	instabilidade	articular.	
Importantes	ligamentos	realizam	a	estabilização	do	comple-
xo	articular	do	ombro.
A	 articulação	 esternoclavicular	 é	 sinovial	 e	 do	 tipo	 plana,	
com	movimentos	de	anteriorização,	posteriorização,	elevação,	de-
pressão	e	discretas	 rotações	que	ocorrem	na	clavícula.	É	estabi-
lizada	pela	cápsula	e	pelos	 ligamentos	esternoclavicular	anterior	
e	posterior,	interclavicular,	costoclavicular	e	disco	articular,	como	
podemos	observar	nas	Figuras 20	e	21.
A	articulação	acromioclavicular	é	do	tipo	plana	e	anaxial	e	é	
estabilizada	por	uma	cápsula	articular,	pelos	ligamentos	acromiocla-
vicular	e	coracoclaviculares	 (ligamento	trapezoide	e	 ligamento	co-
noide)	e	pelo	disco,	que	pode	estar	ausente	em	algumas	pessoas.
AC
EC
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Figura	20	Articulações esternoclavicular (EC) e acromioclavicular (AC) – visão anatômica 
superficial.
© Cinesiologia104
Ligamento esternoclavicular anterior
Ligamento interclavicular
Disco articular
Cavidade
articular
Sincondrose
esternocostal
Manúbrio
Articulação sinovial
esternocostal
Sincondrose esternal
2ª costela
Ligamento costoclavicular
Clavícula
Ligamento esternocostal radiado
1ª
costela
Cartilagens
costais
Músculo
subclávio
Fonte:	NETTER	(1996)
Figura	21	Articulação esternoclavicular.
Quedas	 sobre	o	ombro	podem	 levar	a	diferentes	graus	de	
lesões	nesses	ligamentos,	como	mostra	a	Figura Imagine	a	dificul-
dade	de	alguém	que	queira	praticar	ou	que	já	pratica	natação	com	
a	limitação	desses	movimentos!	
Figura	22	Ligamentos acromioclavicular e coracoclaviculares podem se romper.
Claretiano - Centro Universitário
105© U2 - Artrologia
O	acrômio	possui,	ainda,	um	ligamento	que	o	une	ao	proces-
so	 coracoide	 da	 escápula	 chamado	 "ligamento	 coracoacromial".	
Esse	ligamento	tem	a	função	de	evitar	a	luxação	superior	da	cabeça	
umeral,	e	forma,	junto	com	o	acrômio,	o	espaço	subacromial.	Du-
rante	o	movimento	de	abdução,	pode	ocorrer	o	impacto	do	úmero	
(tuberosidade	maior)	 nessas	 estruturas,	 originando	 sintomas	 de	
dor	ao	movimento	e	uma	importante	patologia	denominada	"Sín-
drome	do	Impacto",	que	leva	à	ruptura	dos	tendões	do	manguito	
rotador,	ilustrados	nas	Figuras 23	e	24.
Acrômio
Tendões
Rotadores
Coracóide
Ombro E
Figura	23	Anatomia do espaço subacromial.
ponto de compressão
Figura	24	Síndrome do Impacto.
© Cinesiologia106
Miranda	(2008)	menciona	que	a	articulação	escapulotoráci-
ca	é	uma	articulação	funcional	e	plana,	estabilizada	no	gradiocostal	
pelos	músculos	serrátil	anterior	e	 romboide,	que	desempenham	
papel	de	verdadeiros	ligamentos,	estabilizando	essa	articulação.
A	articulação	do	ombro	ou	glenoumeral	é	sinovial	e	dos	tipos	
esferoide	e	triaxial.	É	formada	pela	cabeça	esférica	do	úmero,	na	
qual	se	articula	com	a	cavidade	glenoide		da	escápula.	Não	há	uma	
proporção	entre	o	 tamanho	da	 cabeça	do	úmero	e	da	 cavidade	
glenoide,	 pois	 esta	 é	muito	 rasa,	 o	 que	determina	 facilidade	de	
movimento,	apesar	de	determinar,	também,	instabilidade,	exem-
plificada	na	Figura 25.
Fonte:	KAPANDJI	(19p.	31).
Figura	25	Cabeça umeral (a) é maior que cavidade glenoide (b) com estabilidade aumentada 
pelo lábio glenoidal (c).
Podemos	ver,	ainda	na	Figura 25,	que	a	característica	funcio-
nal	do	ombro	é	compensada	pela	existência	de	importantesesta-
bilizadores,	ou	seja,	estruturas	que	aumentam	a	estabilidade	da	
articulação	glenoumeral.	São	eles:	a	cápsula	fibrosa,	os	 ligamen-
tos,	o	lábio	glenoidal	e	a	presença	de	uma	pressão	negativa	dentro	
da	 articulação	 que,	 junto	 com	 a	 viscosidade	 do	 líquido	 sinovial,	
aumenta	a	estabilidade.
Claretiano - Centro Universitário
107© U2 - Artrologia
Já	os	ligamentos	da	articulação	glenoumeral	são	capsulares,	
como	os	 ligamentos	glenoumeral	superior,	médio	e	 inferior	e	os	
ligamentos	coracoumeral	e	transverso	do	úmero,	que	podem	ser	
vistos	na	Figura 26.
Figura	26	Ligamentos do ombro.
Os	ligamentos	do	ombro	possuem	um	importante	papel	na	
estabilização	da	 articulação	 glenoumeral	 e	 realizam	essa	 função	
tanto	de	maneira	estática,	ou	seja,	mantêm	a	articulação	em	mo-
mentos	de	repouso,	quanto	dinâmica,	quando	agem	mantendo	a	
articulação	estável	durante	a	movimentação.
Na	Figura 27,	 observamos	que,	 durante	 a	 abdução,	os	 liga-
mentos	glenoumeral	médio	e	inferior	ficam	tensos	e	estabilizam	a	
articulação,	mantendo,	por	meio	de	 sua	 tensão,	 a	 cabeça	umeral	
encaixada	na	glenoide	e	limitando	o	deslizamento	inferior	do	úmero	
(artrocinemática).	Já	na	rotação	lateral,	os	três	ligamentos	glenou-
merais	tensionam-se,	estabilizando	a	cabeça	do	úmero	na	glenoide	
e	 impedindo	que	haja	o	deslizamento	excessivo	do	úmero	para	a	
região	anterior	(artrocinemática),	como	mostrado	na	Figura 28.
© Cinesiologia108
Já	na	Figura 29,	notamos	que	o	ligamento	coracoumeral	se	
tensiona	tanto	na	flexão	como	na	extensão,	estabilizando	o	ombro	
nos	dois	movimentos.	Esses	conceitos	sobre	a	ação	dos	ligamentos	
do	ombro	são	importantes	para	todo	profissional	que	trabalha	na	
área	da	saúde,	pois	movimentos	extremos	em	atividades	laborais	
ou	desportivas	podem	gerar	o	alongamento	dessas	estruturas	fa-
vorecendo	a	instabilidade,	uma	vez	que	o	conjunto	de	ligamentos	
e	músculos	fornecem	estabilidade	ao	ombro	e	que	a	falha	de	um	
desses	elementos	anatômicos	pode	causar	lesões.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	39).	
Figura	27	Ligamentos glenoumeral médio e inferior relaxados (a) e tensos na abdução (b).
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	39).
Figura	28	Ligamentos glenoumerais tensos na rotação lateral (a) e relaxados em repouso (b).
Claretiano - Centro Universitário
109© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	41).
Figura	29	Ligamento coracoumeral relaxado (a), tenso na exensão (b) e tenso na flexão (c).
Os	movimentos	da	articulação	do	ombro	são	realizados	por	
três	grupos	musculares	distintos.	São	eles:
•	 Grupo	A:	músculos	que	se	originam	na	escápula	e	se	inse-
rem	no	úmero.
•	 Grupo	B:	músculos	que	se	originam	no	tronco	e	se	inse-
rem	na	escápula.
•	 Grupo	C:	músculos	que	se	originam	no	tronco	e	se	inse-
rem	no	úmero.
Para	facilitar	o	entendimento,	descreveremos	os	músculos,	
suas	 funções	e	ações	para	a	articulação	e,	posteriormente,	 suas	
origens	e	inserções.
Músculos do grupo A
1)	 Supraespinhoso:	abduz	a	articulação	do	ombro	e	estabiliza	
a	cabeça	do	úmero	na	cavidade	glenoide.	Esse	músculo	tem	
sua	ação	principal	controlando	a	força	resultante	do	deltoide	
médio,	que	tende	a	tracionar	o	úmero	para	cima	no	início	da	
© Cinesiologia110
abdução;	assim,	a	ação	conjunta	dos	dois	músculos	permite	
uma	abdução	glenoumeral	dentro	dos	padrões	fisiológicos.
2)	 Músculo redondo maior:	realiza	adução	do	úmero	e	ro-
da-o	lateralmente.
3)	 Músculos infraespinhal	 e	 redondo menor:	 realizam	
adução	e	rodam	lateralmente	o	úmero.
4)	 Músculo subescapular:	realiza	adução	e	rotação	medial	
do	úmero.
Esses	músculos,	exceto	o	redondo	maior,	formam	o	chamado	
"manguito	rotador",	que	é	muito	importante	para	a	estabilidade	do	
úmero	na	glenoide,	ou	seja,	em	conjunto,	eles	trabalham	encaixan-
do	a	cabeça	do	úmero	na	glenoide,	atuando,	principalmente,	nos	
movimentos	de	abdução	e	flexão.	São	esses	músculos	que	devem	
ser	trabalhados	em	casos	de	patologias	como	a	Síndrome	do	Impac-
to	já	citada,	e,	também,	nas	instabilidades	do	ombro	(subluxação	e	
luxação).	A	porção	longa	do	bíceps	também	possui	papel	importan-
te	na	estabilidade	glenoumeral.	Observe	as	Figuras	30	à	32.
•	 Músculo	tríceps	braquial:	estende	o	úmero	(sinergista).
•	 Músculo	bíceps	braquial:	flexiona	o	úmero.
•	 Músculo	coracobraquial:	flexiona	e	roda,	medialmente,	o	
úmero.	
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	43).
Figura	30	Ação dos músculos supraespinhos (1), infraespinhal (3) e redondo menor (4) – 
vista posterior do ombro.
Claretiano - Centro Universitário
111© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	43).
Figura	31	Ação dos músculos supraespinhos (1), subescapular (2) e cabo longo do bíceps 
(5) – vista anterior do ombro.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	43).
Figura	 32	 Ação dos músculos supraespinhos (1), subescapular (2), infraespinhoso (3), 
redondo menor (4) e cabo longo do bíceps – vista superior do ombro.
Músculos do grupo B
Para	 que	 haja	 uma	 movimentação	 correta	 na	 articulação	
glenoumeral,	é	importante	que	a	escápula	esteja	bem	estabiliza-
da	 para	 realizar	 os	movimentos	 necessários	 à	 complementação	
da	mobilidade	da	cintura	escapular.	Assim,	quando	necessário,	a	
escápula	se	move,	e,	também	quando	necessário,	ela	será	estabi-
lizada	pelas	ações	agonista	e	antagonista	dos	músculos	que	agem	
© Cinesiologia112
sobre	 ela.	 Para	 facilitar	 o	 entendimento	dos	músculos	 citados	 a	
seguir,	exceto	o	número	6,	retorne	à	Figura 20.
1)	 Músculo levantador da escápula:	eleva	e	roda,	medial-
mente,	a	escápula.
2)	 Músculos romboides maior e menor:	aduz	e	roda,	me-
dialmente,	a	escápula.
3)	 Músculo trapézio superior:	eleva	e	roda,	lateralmente,	a	
escápula,	e	inclina-a	anteriormente.
4)	 Músculo trapézio médio:	aduz	a	escápula.
5)	 Músculo trapézio inferior:	deprime	e	roda,	lateralmen-
te,	a	escápula,	e	inclina-a	posteriormente.
6)	 Músculo peitoral menor:	inclina	a	escápula	anteriormente.
O	levantador	da	escápula,	atuando	em	conjunto	com	o	tra-
pézio	superior,	realiza	a	elevação	da	escápula	sem	rotação.
Sempre	que	alguma	fibra	do	trapézio	atua,	as	outras	fibras	
agem	para	estabilizar	a	escápula,	como,	por	exemplo,	na	rotação	
lateral	da	escápula,	em	que	temos	a	ação	do	trapézio	superior	e	
inferior,	bem	como	a	estabilização	pelo	trapézio	médio;	quando	o	
trapézio	médio	aduz	a	escápula,	as	 fibras	superiores	e	 inferiores	
estabilizam-se.	Imagine	os	romboides	agindo	em	conjunto	com	o	
trapézio	médio:	a	ação	estabilizadora	das	fibras	superiores	e	infe-
riores	do	trapézio	impedirão	a	rotação	medial	da	escápula.	O	mús-
culo	trapézio	inferior	é	um	antagonista	do	peitoral	menor	e	vice-
versa	nas	ações	de	rotação	anterior	e	posterior	da	escápula.	
Músculos do grupo C
1)	 Peitoral maior:	quando	suas	fibras	superiores	e	inferio-
res	atuam	em	conjunto,	são	capazes	de	realizar	a	adu-
ção	medial	e	horizontal	do	úmero	e	a	rotação	medial	do	
úmero;	as	fibras	superiores	isoladas	rodam	medialmente	
e	flexionam	o	úmero,	e	as	inferiores	deprimem	a	cintura	
escapular	e	aduzem,	obliquamente,	o	úmero	na	direção	
do	ilíaco	oposto.	
2)	 Músculo deltoide:	abduz	(fibras	médias),	estende	(fibras	
posteriores)	e	flexiona	(fibras	anteriores)	a	articulação	gle-
Claretiano - Centro Universitário
113© U2 - Artrologia
noumeral;	as	fibras	anteriores	ainda	rodam,	medialmen-
te,	a	articulação,	e	as	posteriores	rodam	lateralmente.
3)	 Músculo grande dorsal:	 roda	medialmente,	aduz	e	es-
tende	a	articulação	do	ombro.
4)	 Músculo serrátil anterior:	 abduz	e	 roda,	 lateralmente,	
a	 escápula;	 responsável	 pela	manutenção	 da	 escápula	
contra	o	gradiocostal.
É	importante	analisar	que,	sempre	que	ocorre	um	movimen-
to	na	articulação	glenoumeral,	a	escápula	será	solicitada	ou	como	
ponto	de	apoio	(estabilizada	pelas	ações	agonistas	e	antagonistas	
dos	músculos	escapulares)	ou	se	movendo	para	completar	a	am-
plitude	de	movimento.
Os	movimentos	 ocorrem	 sempre	 em	 conjunto,	 cuja	 sequ-
ência	se	 inicia	com	o	movimento	na	glenoumeral,	na	escápula	e	
nas	articulações	acrômio	e	esternoclaviculares,	posteriormente,	e,	
finalmente,	no	tronco	(coluna).Assim,	temos	que,	durante	a	abdu-
ção,	ocorre	o	que	denominamos	"ritmo	escapulo	umeral",	ou	seja,	
o	ritmo	em	que	os	movimentos	se	alternam	entre	glenoumeral	e	
escapulo	torácica.	Vejamos,	a	seguir,	os	três	estágios	de	abdução	
que	os	músculos	do	grupo	C	realizam:	
•	 Primeiro	estágio:	de	0º	a	30º	de	abdução	–	ocorre	o	mo-
vimento	glenoumeral.
•	 Segundo	estágio:	de	30º	a	90º	de	abdução	–	ocorre	mais	
de	40º	de	movimento	na	glenoumeral	e	20º	na	escapulo	
torácica,	 com	movimentos	de	 inferiorização	na	articula-
ção	esternoclavicular.
•	 Terceiro	estágio:	de	90º	a	180º	de	abdução	–	ocorre	45º	
de	movimento	glenoumeral	e	45º	na	escapulo	torácica	e	
na	coluna	torácica	associada	aos	deslizamentos	acromio-
claviculares.
Podemos,	então,	concluir	que	as	ativações	musculares	tam-
bém	 ocorrem	 de	 maneira	 diferente,	 em	 momentos	 que	 temos	
© Cinesiologia114
maior	ou	menor	ação	de	cada	músculo,	com	a	sincronização	das	
ações	musculares.	Vamos	descrever	como	se	comportam	os	mús-
culos	nos	dois	movimentos	de	maior	amplitude:	a	flexão	e	a	ab-
dução	do	ombro.	É	 importante	 salientar	que	os	momentos	des-
critos	se	referem	aos	momentos	de	maior	ativação	dos	motores	
principais	e	que	os	músculos	estarão	sempre	ativos,	 inclusive	os	
sinergistas.
Quadro 2	Sequência	das	ações	musculares	no	decorrer	da	flexão	e	
da	sequência	das	ações	musculares	durante	a	abdução.
SEQUENCIA DAS AÇÕES MUSCULARES DURANTE A FLEXÃO
0 – 50 graus
Feixe	clavicular	do	Deltóide
Coracobraquial	
Feixe	superior	clavicular	do	peitoral	maior
60 -120 graus 
Trapézio	superior	e	inferior
Serrátil	
120 – 180 graus
Ação	importante	dos	extensores	da	Coluna
SEQUENCIA DAS AÇÕES MUSCULARES DURANTE A ABDUÇÃO
0 – 90 graus
Supra	Espinhoso
90 – 150 graus
Trapézio
Serrátil	Anterior
150 – 180 graus
Coluna
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Veja	as	Figuras 33	e	34	e	atente-se	ao	conhecimento	des-
sas	ações,	pois	elas	são	importantes	para	que	você	possa	enfati-
zar	o	trabalho	dos	músculos	ou	dos	grupos	musculares	quando	
necessário.
Claretiano - Centro Universitário
115© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	75).
Figura	 33	 Sequência da ação muscular durante a flexão – observe a sequência de 
movimentação da escápula.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	73).
Figura	 34	 Sequência da ação muscular durante a abdução – observe a sequência dos 
movimentos escapulares.
© Cinesiologia116
Para	melhorar	o	estudo,	segue	uma	tabela,	com	os	músculos	
que	agem	na	cintura	escapular	e	suas	ações,	suas	origens	e	suas	
inserções,	bem	como	as	Figuras 35	a	51,	que	também	facilitarão	
seu	conhecimento.
Quadro 3	Músculos	do	grupo	A.
MÚSCULOS DO GRUPO A
Supraespinhoso:	abduz	a	articulação	do	ombro	e	estabiliza	a	cabeça	do	úmero	
na	cavidade	glenoide.	Esse	músculo	tem	sua	ação	principal	controlando	a	força	
resultante	do	deltoide	médio,	que	tende	a	tracionar	o	úmero	para	cima	no	início	da	
abdução;	assim	a	ação	conjunta	dos	dois	músculos	permite	uma	abdução	gleno	-	
umeral	dentro	dos	padrões	fisiológicos.
Origem:	dois	terços	mediais	da	fossa	supra	espinhosa	da	escápula.
Inserção:	porção	superior	do	tubérculo	maior	do	úmero.
Músculo redondo maior:	realiza	adução	do	úmero	e	o	roda	lateralmente.
Origem: face	posterior	da	escápula,	na	margem	lateral	e	no	ângulo	inferior.
Inserção:	tubérculo	menor	do	úmero.
Músculos infra espinhal e redondo menor: realiza	adução	e	roda	lateralmente	o	
úmero.
Origem:	fossa	infra	espinhal	da	escápula.
Inserção:	faceta	medial	do	tubérculo	maior	do	úmero.
Redondo menor:	realiza	adução	e	roda	lateralmente	o	úmero.
Origem:	dois	terços	superiores	e	superfície	dorsal	da	borda	lateral	da	escápula.
Inserção:	a	faceta	mais	inferior	do	tubérculo	maior	do	úmero	e	a	cápsula	da	
articulação	do	ombro.
Músculo subescapular:	realiza	adução	e	rotação	medial	do	úmero.
Origem:	fossa	subescapular	da	escápula.
Inserção:	tubérculo	menor	do	úmero	e	cápsula	da	articulação	do	ombro.
Obs.:	Esses	músculos,	exceto	o	redondo	maior,	formam	o	chamado	“manguito	
rotador”,	muito	importante	para	a	estabilidade	do	úmero	na	glenoide,	ou	seja,	
em	conjunto	eles	atuam	encaixando	a	cabeça	do	úmero	na	glenóide,	atuando	
principalmente	nos	movimentos	de	abdução	e	flexão.	São	esses	músculos	que	devem	
ser	trabalhados	em	patologias	como	a	Síndrome	do	Impacto,	já	citada,	e,	também,	
nas	instabilidades	do	ombro	(sub-luxação	e	luxação).
Músculo tríceps braquial cabeça longa:	estende	o	úmero	(sinergista)
Origem:	tubérculo	infraglenoideo	da	escápula.
Inserção:	superfície	posterior	do	processo	do	olecrano,	da	ulna,	e	da	fascia	
antebraquial.
Claretiano - Centro Universitário
117© U2 - Artrologia
MÚSCULOS DO GRUPO A
Músculo bíceps braquial:	flexiona	o	úmero.
Origem da cabeça curta:	ápice	do	processo	coracoide	da	escápula.
Origem da cabeça longa:	tubérculo	supraglenoideo	da	escápula.
Inserção:	tuberosidade	do	rádio,	e	aponeurose	do	bíceps	braquial.
Músculo coracobraquial:	flexiona	e	roda	medialmente	o	úmero.	
Origem:	ápice	do	processo	coracóide	da	escápula.
Inserção:	superfície	medial	do	meio	da	diáfise	do	úmero	em	oposição	à	tuberosidade	
do	deltoide.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Quadro 4 Músculos do grupo B.
MÚSCULOS DO GRUPO B
Para	que	haja	a	movimentação	correta	da	articulação	gleno-umeral,	é	importante	
que	a	escápula	esteja	bem	estabilizada	para	realizar	os	movimentos	necessários	à	
complementação	da	mobilidade	do	ombro	ou	da	cintura	escapular.	Assim,	quando	
necessário,	a	escápula	se	move,	e	também	quando	necessário	ela	será	estabilizada	
pelas	ações	agonista	e	antagonista	dos	músculos	que	agem	sobre	ela.
Músculo levantador da escápula:	eleva	e	roda,	medialmente,	a	escápula.
Origem:	processos	transversos	das	primeiras	quatro	vértebras	cervicais.
Inserção:	borda	medial	da	escápula	entre	o	ângulo	superior	e	a	raiz	da	espinha.
Músculos romboides maior e menor:	aduz	e	roda,	medialmente,	a	escápula.
Origem do maior:	processos	espinhosos	da	segunda	até	a	quinta	vértebra	torácica.
Origem do menor:	ligamento	nucal,	processos	espinhosos	da	sétima	vértebra	
cervical	e	da	primeira	torácica.
Inserção do maior:	borda	medial	da	escápula	entre	a	espinha	e	o	ângulo	inferior.
Inserção do menor:	borda	medial	na	raiz	da	espinha	da	escápula.
Músculo trapézio superior:	eleva	e	roda,	lateralmente,	a	escápula,	e	inclina-a	anteriormente.
Origem:	protuberância	occipital	externa,	terço	médio	da	linha	nucal	superior,	
ligamento	nucal	e	processo	espinhoso	da	sétima	vértebra	cervical.
Inserção:	terço	lateral	da	clavícula	e	processo	do	acrômio	da	escápula.
Músculo Trapézio Médio:	aduz	a	escápula.
Origem:	processo	espinhoso	da	primeira	até	a	quinta	vértebra	torácica.
Inserção:	margem	medial	do	acrômio	e	lábio	superior	da	espinha	da	escápula.
Músculo trapézio inferior:	deprime	e	roda,	lateralmente,	a	escápula,	e	inclina-a	
posteriormente.
© Cinesiologia118
MÚSCULOS DO GRUPO B
Origem:	processo	espinhoso	da	sexta	até	a	12ª	vértebra	torácica.
Inserção: tubérculo	no	ápice	da	espinha	da	escápula.
Músculo peitoral menor:	inclina	a	escápula	anteriormente.
Origem: margens	superiores,	superfícies	externas	da	terceira,	da	quarta	e	da	quinta	costela	
próximo	às	cartilagens	e	a	partir	da	fáscia	sobre	os	músculos	intercostais	correspondentes.
Inserção:	borda	medial,	superfície	superior	do	processo	coracoide	da	escápula.
O	levantador	da	escápula,	atuando	em	conjunto	com	o	trapézio	superior,	realiza	a	
elevação	da	escápula	sem	rotação.	
Sempre	que	alguma	fibra	do	trapézio	atua,	as	outras	fibras	agem	para	estabilizar	
a	escápula,	como,	por	exemplo,	na	rotação	lateral	da	escápula,	temos	a	ação	do	
trapézio	superior	e	inferior,	e	estabilização	pelo	trapézio	médio;	quando	o	trapézio	
médio	aduz	a	escápula,	as	fibras	superiores	e	inferiores	estabilizam-se.	Imagine	os	
romboides	agindo	em	conjunto	com	o	trapézio	médio:	a	ação	estabilizadora	das	
fibras	superiores	e	inferiores	do	trapézio	impedirão	a	rotação	medial	da	escápula.	
O	músculo	trapézio	inferior	é	um	antagonista	do	peitoral	menor	e	vice	-	versa,	nas	
ações	de	rotação	anterior	e	posteriorda	escápula.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Quadro 5	Músculos	do	grupo	C.
MÚSCULOS DO GRUPO C
Peitoral maior:	atuando	em	conjunto	suas	fibras	superiores	e	inferiores	realizam	
adução	e	adução	horizontal	do	úmero	e	rotação	medial	do	úmero.	As	fibras	superiores	
isoladamente	rodam,	medialmente,	e	flexionam	o	úmero,	e	as	inferiores	deprimem	a	
cintura	escapular	e	aduzem,	obliquamente,	o	úmero	na	direção	do	ilíaco	oposto.
Origem das fibras superiores (porção	clavicular):	superfície	anterior	da	metade	
esternal	da	clavícula.
Origem das fibras inferiores (porção	esternocostal):	superfície	anterior	do	esterno,	
cartilagens	das	primeiras	seis	ou	sete	costelas	e	aponeurose	do	obliquo	externo.
Inserção das fibras superiores e inferiores:	crista	do	tubérculo	maior	do	úmero.	As	
fibras	superiores	são	mais	anteriores	e	caudais	na	crista	do	que	as	fibras	inferiores	
que	se	torcem	sobre	si	próprias	e	são	mais	posteriores	e	craniais.
Músculo deltoide:	abduz	(fibras	médias),	estende	(fibras	posteriores)	e	flexiona	
(fibras	anteriores)	a	articulação	gleno	-	umeral;	as	fibras	anteriores	ainda	rodam	
medialmente	e	as	posteriores,	lateralmente,	na	articulação.
Origem das fibras anteriores:	borda	anterior,	superfície	superior	e	terço	lateral	da	
clavícula.
Origem das fibras médias:	margem	lateral	e	superfície	superior	do	acrômio.
Origem das fibras posteriores:	lábio	inferior	da	borda	posterior	da	espinha	da	
escápula.
Claretiano - Centro Universitário
119© U2 - Artrologia
MÚSCULOS DO GRUPO C
Inserção:	tuberosidade	deltoidea	do	úmero.
Músculo grande dorsal:	roda	medialmente,	aduz	e	estende	a	articulação	do	ombro.
Origem:	processo	espinhoso	das	últimas	seis	vértebras	torácicas,	das	ultimas	três	ou	quatro	
costelas,	através	da	fáscia	toracolombar,	a	partir	das	vértebras	lombares	e	sacras;	terço	
posterior	do	lábio	externo	da	crista	ilíaca	e	uma	tira	a	partir	do	ângulo	inferior	da	escápula.
Inserção:	sulco	intertubecular	do	úmero.
Músculo serrátil anterior:	abduz	e	roda,	lateralmente,	a	escápula;	responsável	pela	
manutenção	da	escápula	contra	o	gradio	-	costal.
Origem:	superfícies	externas	e	bordas	superiores	das	oito	ou	nove	costelas	superiores.
Inserção:	superfície	costal	da	borda	medial	da	escápula.
Fonte:	Arquivo	pessoal	do	autor.
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	111).
Figura	35	Músculo supraespinhal.
Fonte:	KENDALL	(1987, p.	125).
Figura	36	Músculos infraespinhoso e redondo menor.
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	123).
Figura	37	Músculo subescapular.
© Cinesiologia120
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	109).
Figura	38	Tríceps braquial.
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	107).
Figura	39	Músculo bíceps braquial.
Claretiano - Centro Universitário
121© U2 - Artrologia
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	395).
Figura	40	Músculo da cintura escapular – vista posterior.
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	127).
Figura	41	Músculos elevador da escápula, rombóides maior e menor.
© Cinesiologia122
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	133).
Figura	42	Músculo trapézio superior e sua ação de elevação e rotação lateral da escápula.
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	130).
Figura	43	Músculo trapézio médio.
Claretiano - Centro Universitário
123© U2 - Artrologia
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	132).
Figura	44	Músculo trapézio inferior.
Peito
Maior
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	132).
Figura	45	Músculo peitoral maior.
© Cinesiologia124
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	69).
Figura	46	Músculo deltóide	– feixes anteriores	
(I e II) e médio (III).
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	69).
Figura	47	Músculo deltóide	–	feixes médio	
(III)	e posteriores	(IV,	V,	VI e VII).
Grande dorsal Redondo Maior
Grande
dorsal
Elevador
da escápula
Rombóide menor
Rombóide maior
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	115).
Figura	48	Músculo grande dorsal.
Claretiano - Centro Universitário
125© U2 - Artrologia
Vista
ântero-lateral
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	134).	
Figura	49	Músculo serrátil anterior.
TS
TS
TM
TI
GD
RM
DTP
DTM
DTA
Fonte:	COHEN	(2003/2005,	p.	746).	
Figura	 50	Músculos do ombro – visão anatômica de superfície (trapézio superior – TS; 
trapézio médio – TM; trapézio inferior – TI; grande dorsal – GD; deltoide anterior – DTA; 
deltóide médio – DTM; deltóide posterior – DTP; redondo maior – RM; tríceps – TR).
© Cinesiologia126
TS
PTMDTM
DTA
Fonte: COHEN (2003/2005, p. 746).	
Figura	51	Músculos do ombro – visão anatômica de superfície (trapézio superior – TS; 
deltóide anterior – DTA; deltóide médio – DTM; peitoral maior – PTM; serrátil anterior – ST).
Articulações do membro superior – cotovelo
O	cotovelo	é	uma	articulação	fundamental	para	complementar	
a	mobilidade	do	membro	superior,	constituindo,	junto	ao	ombro,	uma	
unidade	funcional	que	possibilita	atividades	simples,	como	pentear-se	
ou	alimentar-se,	conforme	mostradas	nas	Figuras 52	e	53.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	27).
Figura	 52	 Funções conseguidas com a 
mobilidade do ombro e cotovelo.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	83).
Figura	53	Mobilidade do cotovelo.
Claretiano - Centro Universitário
127© U2 - Artrologia
A	articulação	do	cotovelo	é	sinovial,	monoaxial,	do	tipo	gín-
glimo,	e	possui	três	articulações	contidas	em	uma	cápsula	articular	
comum	 formando	uma	unidade,	 como	podemos	observar,	 a	 se-
guir,	nas	Figuras 54	e	São	elas:
•	 Articulação	 umeroulnar:	 encontra-se	 entre	 a	 tróclea	 do	
úmero	e	a	incisura	troclear	da	ulna;	é	uma	articulação	do	
tipo	pivô,	monoaxial,	em	que	ocorre	flexão	e	extensão.
•	 Articulação	umerorradial:	encontra-se	entre	o	capítulo	do	
úmero	e	a	fóvea	da	cabeça	do	rádio,	é	do	tipo	condilar,	
biaxial,	 nas	quais	ocorrem	 flexão,	 extensão,	pronação	e	
supinação	do	antebraço.
•	 Articulação	radioulnar	proximal:	nesta,	a	cabeça	do	rádio	
articula-se	na	incisura	radial	da	ulna,	é	do	tipo	pivô,	mono-
axial,	em	que	ocorre	pronação	e	supinação	do	antebraço.
Úmero
Ulna
Rádio
Antebraço
Escápula
Clavícula
Cotovelo
Articulação umerorradial
Articulação radioulnar proximal
Articulação umeroulnar
Fonte:	STEWART	(2004,	p.	70).
Figura	54	Membro superior e articulações do ombro e cotovelo.
© Cinesiologia128
Como	a	tróclea	se	estende	mais	distalmente	que	o	capítulo,	
o	eixo	para	flexão	e	extensão	(lateral)	não	é	totalmente	vertical,	ou	
seja,	não	é	perpendicular	à	diáfise	do	úmero.	Por	essa	razão,	quan-
do	o	cotovelo	é	estendido	e	o	antebraço	supinado,	este	se	desvia	
lateralmente	em	relação	ao	úmero,	formando	um	ângulo	entre	o	
braço	e	o	antebraço	chamado	"ângulo	de	carregar".	Esse	ângulo	
varia	 entre	 os	 indivíduos,	 sendo	maior	 na	mulher	 (em	 torno	de	
14º)	do	que	no	homem	(em	torno	de	11º);	em	crianças,	esse	ângu-
lo	alcança	cerca	de	6º,	como	mostram	as	Figuras 56 e O	aumento	
desse	ângulo	é	conhecido	como	"cúbito	valgo"	e	a	diminuição,	"cú-
bito	varo",	e	pode	estar	relacionado	aos	traumas	precoces,	como	
fraturas	na	infância.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.	419).	
Figura	55 Articulação do cotovelo.
Claretiano - Centro Universitário
129© U2 - Artrologia
Fonte:	LEHMKUHL	(1987,	p.	185).
Figura	56	Ângulo de carregar.
A	articulação	é	reforçada	e	estabilizada	pela	cápsula,	comum	
às	três	articulações,	e	por	ligamentos,	sendo	os	principais:	o	cola-
teral	ulnar,	que	estabiliza,	medialmente,	a	articulação,	o	colateral	
radial,	 que	 estabiliza,	 lateralmente,	 a	 articulação,	 e	 o	 ligamento	
anular	da	cabeça	do	rádio,	que	mantém	esta	articulada	e	fixada	à	
ulna.	Observe	as	Figuras 58	e	59.
Figura	57	Ligamentos do cotovelo.
© Cinesiologia130
Figura	58	Cápsula e ligamentos do cotovelo – vista anterior.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.421).
Figura	59 Cápsula do cotovelo e cavidade articular do cotovelo – vista anterior e posterior.
Claretiano - Centro Universitário
131© U2 - Artrologia
Na	Figura 60,	percebemos	que	três articulações	mantêm	
o	rádio	alinhado	à	ulna,	permitindo	movimentos	de	pronação	e	
supinação	do	antebraço.	São	eles:	radioulnar	proximal,	média	e	
distal.
A	radioulnar	proximal,	como	já	citado,	
é	mantida	pelo	ligamento	anular;	já	na	mé-
dia,	o	rádio	e	a	ulna	estão	unidos	por	uma	
membrana	 interóssea.	 É	 uma	 clássica	 sin-
desmose.	Finalmente,	a	distal	ocorre	entre	
a	cabeçada	ulna	e	a	incisura	do	rádio	na	ex-
tremidade	distal.	
Os	 movimentos	 das	 articulações	 do	
cotovelo	são	de	flexão,	extensão,	pronação	
e	 supinação,	 sendo	 que,	 as	 duas	 últimas,	
ocorrem	no	antebraço,	nas	articulações	ra-
dioulnar	proximal,	média	e	distal.
A	 flexão	 possui	 uma	 amplitude	 que	
varia	de	120º	à	160º,	dependendo	da	massa	
muscular	 anterior,	 que	pode	 limitar	o	mo-
vimento.	Os	fatores	que	limitam	fisiologica-
mente	o	movimento	de	flexão	são:	o	conta-
to	dos	 tecidos	moles	anteriores,	o	contato	
ósseo	e	a	tensão	da	cápsula	e	dos	músculos	
extensores,	ilustrados	nas	Figuras 61 e 
A	extensão	possui	uma	amplitude	de	0º	ou	de	180º,	poden-
do	haver	alguns	graus	de	hiperextensão	em	casos	de	frouxidão	li-
gamentar.	Os	 fatores	que	 limitam	fisiologicamente	o	movimento	
de	extensão	são	o	contato	do	olecrano	com	a	fossa	olecraneana	e	
a	tensão	da	cápsula	anterior	e	dos	músculos	flexores,	mostrados	
nas	Figuras 62 e 67.
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	409).
Figura	 60 Articulações 
radioulnar proximal (RP), 
média (RM) e distal (RD).
© Cinesiologia132
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	95).
Figura	 61	 Fatores limitantes da flexão do 
cotovelo (1	 – contato dos tecidos moles; 
2 – contato ósseo da cabeça do rádio com 
úmero; 3	 – tensão da cápsula; 4 –	 tensão 
dos extensores-tríceps braquial).
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	95).
Figura	62	Fatores limitantes da extensão 
do cotovelo (1	– contato do olecrano com 
fossa olecraneana; 2 – tensão da cápsula 
anterior;	3 – tensão dos flexores).
Quadro 6	Músculos	flexores	do	cotovelo.
MÚSCULOS FLEXORES DO COTOVELO
A	flexão	do	cotovelo	é	realizada	por	três	músculos	que	tem	sua	ação	
diferenciada	dependendo	da	posição	do	antebraço;	a	amplitude	mais	eficaz	
para	força	a	dos	músculos	é	em	90º.	(Figura	62).
Inserção:	superfície	posterior	do	processo	do	olecrano	da	ulna	e	fáscia	
antebraquial.
Músculo bíceps braquial:	flexiona	o	cotovelo	e	supina	o	antebraço.
Origem da cabeça curta:	ápice	do	processo	coracoide	da	escápula.
Origem da cabeça longa:	tubérculo	supraglenoideo	da	escápula.
Inserção:	tuberosidade	do	rádio	e	aponeurose	do	bíceps	braquial.
Músculos braquial:	flexiona	o	cotovelo	e	possui	ação	com	mesma	eficiência	
independente	da	posição	do	antebraço.
Origem:	face	anterior	da	metade	inferior	do	úmero,	logo	abaixo	da	tuberosidade	
deltoidea.
Inserção:	tuberosidade	da	ulna.
Claretiano - Centro Universitário
133© U2 - Artrologia
MÚSCULOS FLEXORES DO COTOVELO
Músculo braquiorradial:	flexiona	o	cotovelo	com	maior	ação	quando	o	
antebraço	está	neutro.
Origem:	crista	supra-epicondilar	lateral	do	úmero.
Inserção:	base	do	processo	estiloide	do	rádio.	
Músculo pronador redondo	(sinergista):	flexiona	articulação	do	cotovelo	e	
prona	o	antebraço.
Origem:	epicôndilo	medial	e	processo	coronóide	da	ulna.
Inserção:	lateral	no	rádio	no	seu	ponto	médio.
Algumas	diferenças	ocorrem	nas	ações	dos	flexores	do	cotovelo:	o	braquial	
tem	eficácia	tanto	em	posição	supina	quanto	em	posição	prona	do	
antebraço;	o	braquiorradial	é	mais	eficaz	em	posição	neutra	do	antebraço	e	
o	bíceps	braquial	tem	pouca	ação	na	flexão	lenta	em	pronação.	Ele	age	com	
eficácia	na	flexão	lenta	em	supinação	e	na	contração	rápida	em	pronação	
(SMITH,	WEISS,	LEHMKUHL,	1987).
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Quadro 7	Músculos	extensores	do	cotovelo.
MÚSCULOS EXTENSORES DO COTOVELO
Tríceps braquial:	estender	o	cotovelo.
Origem da cabeça longa:	tubérculo	infraglenoideo	da	escápula.
Origem da cabeça curta:	parte	inferior	do	tubérculo	maior	na	parte	
posterior	do	úmero.
Origem da cabeça medial:	superfície	posterior	do	úmero,	abaixo	do	sulco	do	
nervo	radial.
Inserção:	superfície	posterior	do	processo	do	olecrano	da	ulna	e	fáscia	
antebraquial.
Ancôneo:	estender	o	cotovelo	–	sinergista.
Origem:	epicôndilo	lateral	do	úmero.
Inserção:	face	superior	da	parte	posterior	da	ulna.
O	tríceps	é	o	extensor	mais	potente,	com	secção	tranversal	cinco	vezes	
maior	e	duas	vezes	a	distância	de	encurtamento	do	ancôneo.
Fonte:	Arquivo	pessoal	do	autor.
Nas	Figuras 63 a 66,	bem	como	a	72,	 temos	os	músculos	
motores	da	articulação	do	cotovelo:
© Cinesiologia134
BBC
BBL
Fonte:	NETTER	(2000,	p.402)
Figura	63 Bíceps braquial cabeça curta (BBC), cabeça longa (BBL).
Fonte:	NETTER	(2000,	p.402)
Figura	64	Músculo braquial (MB).
Claretiano - Centro Universitário
135© U2 - Artrologia
BR
PR
Fonte:	NETTER	(2000,	p.416)
Figura	65	Músculos do antebraço braquiorral (BR) pronador redondo (PR).
Fonte:	NETTER	(2000,	p.403)
Figura	66 Extensores do cotovelo.
© Cinesiologia136
Como	é	possível	ver	na	Figura 67,	os	músculos	que	realizam	
a	supinação	do	antebraço	são	o	bíceps	braquial	e	o	supinador;	os	
que	realizam	a	pronação	são	os	pronadores	redondo	e	quadrado,	
sendo	o	pronador	redondo	mais	forte	do	que	o	quadrado.
Na	ação	de	supinação,	o	bíceps	tem	atuação	mais	eficaz	em	90º	
de	flexão	e,	à	medida	que	o	cotovelo	se	estende,	sua	eficácia	como	su-
pinador	diminui.	Em	90º,	a	eficácia	do	bíceps	é	quatro	vezes	maior	que	a	
do	supinador	e,	quando	o	cotovelo	é	estendido,	a	eficácia	do	bíceps	para	
a	supinação	é	a	metade	em	relação	ao	supinador.	A	amplitude	do	movi-
mento	de	supinação	é	de	cerca	de	90º,	e	a	de	pronação	é	de	85º,	como	
podemos	observar	na	Figura 68.
Fonte:	NETTER	(2000,	p.410)
Figura	67	Músculos pronadores e supinador.
Claretiano - Centro Universitário
137© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	109).
Figura	68	Movimentos de supinação e pronação do antebraço.
Quadro 8	Músculo	supinador,	músculo	pronador	redondo	e	mús-
culo	pronador	quadrado.
MÚSCULO SUPINADOR
Origem:	epicôndilo	lateral,	ligamento	colateral	radial,	ligamento	anular	e	crista	
supinadora	da	ulna.
Inserção: superfícies	volar	e	lateral	da	parte	proximal	do	rádio.
MÚSCULO PRONADOR REDONDO
Origem:	epicôndilo	medial	e	processo	coronoide	da	ulna.
Inserção:	lateral	do	rádio	no	seu	ponto	médio.	
MÚSCULO	PRONADOR	QUADRADO
Origem:	terço	distal	da	ulna	(volar).
Inserção:	terço	distal	do	rádio	(volar).
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
A	articulação	do	cotovelo	é	um	local	em	que	ocorrem	muitas	
lesões	por	esforço	repetido	(LER)	ou	doenças	osteomusculares	re-
lacionadas	ao	trabalho	(DORT).	Isto	acontece	devido	ao	fato	de	os	
músculos	que	se	inserem	e	se	originam	nessa	região	serem	muito	
utilizados	em	trabalhos	e	atividades	desportivas,	como	a	digitação,	
o	manusear	de	uma	chave	de	fendas,	 jogar	tênis	ou	vôlei,	entre	
outros	que	se	dão,	inclusive,	pela	origem	de	músculos	que	movi-
mentam	o	punho	e	os	dedos	da	mão	originados	no	cotovelo,	os	
quais	veremos	nas	Figuras 69 a 73:	
© Cinesiologia138
arco de movimento 
do cotovelo
Figura	 69	 Arco de movimento do 
cotovelo – flexão e extensão.
Figura	70	Ângulo mais eficaz para flexores é em 
90º.
Figura	 71	 Posturas e atividades repetidas por períodos 
prolongados podem provocar LER ou DORT.
Claretiano - Centro Universitário
139© U2 - Artrologia
BB
bíceps braquial (BB)
TB
bíceps braquial (BB)
Fonte:	COHEN	(2003/2005,	p.	74).	
Figuras	72	e	73	Músculos do cotovelo – bíceps braquial (BB), bíceps braquial (BB).
Articulações do membro superior – punho
São	compostas	pela	articulação	das	extremidades	distais	do	rádio	
e	do	disco	articular,	com	três	ossos	laterais	da	fileira	proximal	do	carpo,	
sendo	estes	o	escafoide,	o	semilunar	e	o	piramidal,	mostrados	na	Figura 
74,	em	que	apenas	o	escafoide	e	o	semilunar	se	articulam	com	o	rádio,	
uma	vez	que	a	ulna	está	separada	do	carpo	por	um	disco	articular.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.422).
Figura	74 Articulação do punho.
© Cinesiologia140
O	punho	é	uma	articulação	sinovial,	biaxial,	do	tipo	condilar	
ou	elipsoide,	em	que	ocorrem	os	movimentos	de	flexão	com	ampli-
tude	de	90º,	extensão	com	amplitude	de	45º,	desvio	radial	com	am-
plitude	de	15º,	desvio	ulnar	com	amplitude	de	45º	e	cincundução.
Fonte:	MARTINI,	TIMMONS,	TALLITSCH	(2009,	p.	210).
Figura	75	Movimentos de flexão e extensão do punho.
Fonte:	MARTINI,	TIMMONS,	TALLITSCH	(2009,	p.	210).
Figura	76 Movimentos de desvio radial e ulnar do punho.
Claretiano- Centro Universitário
141© U2 - Artrologia
A	articulação	do	punho	é	reforçada	pela	cápsula	articular	e	
pelos	 ligamentos	radiocarpal	palmar,	que	limita	a	extensão,	pelo	
radiocarpal	dorsal,	que	limita	a	flexão,	pelo	colateral	ulnar	do	car-
po,	que	limita	o	desvio	radial,	pelo	colateral	radial	do	carpo,	que	
limita	o	desvio	ulnar,	e	pelo	ulnocarpal	palmar,	que	limita	a	exten-
são,	 e	o	dorsal,	 que	 limita	 a	 flexão,	 como	pode-se	observar	nas	
Figuras 77 e 
Fonte:	NETTER	(2000,	p.425).
Figura	77 Ligamentos do punho – vista dorsal.
© Cinesiologia142
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	424).
Figura	78 Ligamentos do punho – vista palmar.
Quadro 9	Músculos	flexores	do	punho	e	músculos	extensores	do	punho.
MÚSCULOS FLEXORES DO PUNHO
Músculo flexor radial do carpo:	flexão	do	punho	e	desvio	radial.
Origem:	epicôndilo	medial	do	úmero.
Inserção:	base	do	segundo	metacarpo.
Músculo flexor ulnar do carpo:	Flexão	do	punho	e	desvio	ulnar.
Origem:	epicôndilo	medial	do	úmero	e	margem	interna	do	olecrano.
Inserção:	osso	pisiforme	e	base	do	quinto	metacarpo.
Músculo palmar longo:	tensiona	a	fáscia	palmar	e	auxilia	a	flexão	do	punho.
Origem:	epicôndilo	medial	do	úmero.
Inserção:	fáscia	palmar.
MÚSCULOS EXTENSORES DO PUNHO
Músculo	extensor	radial	longo	do	carpo
Origem:	crista	supraepicondilar	lateral	do	úmero.
Inserção:	base	do	segundo	metacarpo.
Claretiano - Centro Universitário
143© U2 - Artrologia
MÚSCULOS EXTENSORES DO PUNHO
Músculo extensor radial curto do carpo:
Origem:	epicôndilo	lateral	do	úmero.
Inserção:	base	do	terceiro	metacarpo.
Músculo extensor ulnar do carpo:
Origem:	epicôndilo	lateral	do	úmero.
Inserção:	base	do	quinto	metacarpo.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Vamos	destacar	seis	músculos	motores	do	punho	(do	carpo)	
que	atuam	na	articulação,	sendo	três	responsáveis	pela	 flexão	e	
três	responsáveis	pela	extensão,	ilustradas	nas	Figuras 79 a 88.
A
Fonte: LIPPERT	(19p.	301).
Figura	 79 Músculo flexor 
radial do carpo.
B
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	96).
Figura	80	Músculo flexor radial do carpo realizando flexão 
com desvio radial contra resistência manual.
© Cinesiologia144
A
Fonte: LIPPERT	(19p.	301).
Figura	81 Músculo flexor ulnar do carpo.
B
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	97).
Figura	82	Músculo flexor ulnar do carpo realizando flexão com desvio 
ulnar contra resistência manual.
Claretiano - Centro Universitário
145© U2 - Artrologia
Palmar
curto
Palmar
longo
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	89).
Figura	83	Músculo palmar longo flexiona o punho e tensiona a fáscia palmar.
Longo Curto
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	98).
Figura	84	Músculos extensor radial longo e curto do carpo.
© Cinesiologia146
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	99).
Figura	85	Músculos extensor radial longo e curto do carpo realizam extensão com desvio 
radial.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	99).
Figura	86	Músculos extensor ulnar do carpo.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	100).
Figura	87	Músculos extensor ulnar do carpo realiza extensão com desvio ulnar; ilustração 
do movimento realizado contra resistência manual.
Claretiano - Centro Universitário
147© U2 - Artrologia
Fonte:	NETTER	(2004,	p.427).
Figura	88 Músculos extensores do punho.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.429).
Figura	89 Músculos flexores do punho.
© Cinesiologia148
Como	nos	mostraram	as	Figuras 75 e 76,	os	movimentos	de	
desvio	radial	e	desvio	ulnar	são	realizados	pelos	flexores	e	exten-
sores	 em	 conjunto,	 ou	 seja,	 os	 extensores	 radiais	 longo	 e	 curto	
do	carpo,	somando	suas	respectivas	ações	com	o	flexor	radial	do	
carpo,	realizam	o	desvio	radial,	e	o	extensor	ulnar	do	carpo,	em	
conjunto	com	o	flexor	ulnar	do	carpo,	realizam	o	desvio	ulnar.
Como	fora	citado	anteriormente	no	estudo	sobre	o	cotovelo,	
vimos	que	essa	articulação	pode	ser	prejudicada	por	LER	ou	DORT.	
É	fácil	entender,	se	observarmos	que	os	músculos	que	movimen-
tam	o	punho	têm	sua	origem	no	cotovelo.	Dessa	maneira,	todos	
os	movimentos	do	punho	podem	provocar	 tensões	excessivas	e	
patologias	comuns	nessas	origens,	como,	por	exemplo,	a	epicon-
diloalgia	 lateral	do	cotovelo	 (cotovelo	do	tenista)	–	uma	afecção	
no	epicôndilo	lateral	na	qual	se	originam	todos	os	extensores	do	
punho.
Essa	 afecção	pode	acometer	 trabalhadores,	 estudantes	ou	
atletas	que	realizam	repetição	da	extensão	do	punho	ou	preensão	
palmar,	como	podemos	observar	nas	Figuras 90 e 91A.
Figura	90	O epicôndilo lateral origem dos extensores é um local de alteração
Claretiano - Centro Universitário
149© U2 - Artrologia
Figura	91 Esforço no trabalho ou esporte.
Articulações do membro superior – mão e dedos
Na	Figura 92,	podemos	ver	que	a	mão	é	constituída	pelos	ossos	do	
carpo	e	pelos	metacarpos,	e	as	falanges	formam	os	dedos.	A	face	ante-
rior	da	mão	é	denominada	"face	palmar"	e	a	face	posterior,	denominada	
"face	dorsal";	a	região	próxima	ao	polegar	é	conhecida	como	"região	tê-
nar"	e	a	próxima	ao	dedo	mínimo	é	conhecida	como	"região	hipotênar".	
Fonte:	REIDER	(20p.	106).
Figura	92	Face palmar da mão (A – prega IF distal; B – prega IF proximal; C – prega digito 
palmar; D – prega palmar distal; E – prega palmar proximal; F – nível da MCF; G – eminência 
tênar; H – eminência hipotênar).
© Cinesiologia150
Os	ossos	 que	 compõem	a	mão	 são	 os	 do	 carpo,	 divididos	
em	fileiras	e	metacarpianos.	A	primeira	fileira	do	carpo	é	formada	
pelos	ossos	escafoide,	semilunar	e	piramidal,	e	a	segunda	fileira	
é	formada	pelo	trapézio,	trapezoide,	capitato	e	hamato,	ilustrada	
nas	Figuras 93	e	94.
Os	ossos	do	carpo	possuem	pequenos	movimentos	de	des-
lizamento	entre	si	(articulações	intercarpicas),	caracterizando	arti-
culações	anaxiais	planares;	os	elementos	de	estabilização	dessas	
articulações	são	os	ligamentos	intercarpais	dorsais	e	palmares,	os	
intercarpais	interósseos	piso-hamato	e	pisometacarpal	e	o	radiado	
do	carpo.
Os	ossos	metacarpianos	são	cinco,	e,	da	mesma	maneira	que	
os	dedos,	são	contados	a	partir	do	lado	radial,	ou	seja,	o	polegar	é	
o	primeiro	dedo	e	o	mínimo	é	o	quinto	dedo.
As	 articulações	 carpometacarpianas	 (CM)	 são	 sinoviais,	
estabilizadas	pelos	ligamentos	carpometarcapais	dorsais	e	pal-
mares,	 e	 possuem	 características	 distintas:	 a	 primeira	 articu-
lação	 carpometacarpiana	 é	 biaxial	 do	 tipo	 selar,	 permitindo	
flexão-extensão	 e	 abdução-adução;	 as	 demais	 são	 planas	 e	
monoaxiais,	permitindo	flexão	e	extensão.	É	essa	característica	
da	primeira	CM	que	possibilita	a	grande	amplitude	do	polegar.	
Os	 ossos	metacarpianos	 articulam-se	 em	meio	 a	 articulações	
intermetacarpianas	 e	 são	 estabilizadas	 pelos	 ligamentos	 me-
tacarpianos,	 dorsais	 palmares	 e	 interósseos,	 como	 vimos	 nas	
Figuras 77	e	78.
Claretiano - Centro Universitário
151© U2 - Artrologia
Fonte:	NETTER	(2000,	p.426).
Figura	93	Ossos da mão e dedos – vista anterior.
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	426).
Figura	94	Ossos da mão e dedos – vista posterior.
© Cinesiologia152
A	amplitude	de	movimento	das	articulações	CM	aumenta	da	
região	radial	para	a	ulnar,	favorecendo	a	formação	da	concavidade	da	
mão,	o	que	beneficia	a	melhor	conformação	para	segurar	objetos.
Os	ossos	metacarpianos	articulam-se	com	as	falanges	proximais	
(articulações	metacarpofalangeanas	–	MF);	as	articulações	são	sino-
viais,	do	tipo	condilar	e	biaxial,	permitindo	flexão	de	90º/extensão	de	
45º,	abdução	de	30º/adução	de	30º,	cincundução	e	rotação	limitada.	
Essas	 articulações	 são	 estabilizadas	 pela	 cápsula,	 pelos	 ligamentos	
palmares,	pelos	colaterais	externos	(radial)	e	internos	(ulnar).	
São	 três	 as	 falanges	que	vão	do	 segundo	ao	quinto	dedos	
(falange	proximal,	média	e	distal)	e	duas	no	primeiro	dedo	(falange	
proximal	e	distal).	A	articulação	entre	as	 falanges	é	denominada	
"articulação	 interfalangeana"	(IF);	são	sinoviais,	do	tipo	gínglimo	
ou	troclear,	monoaxial,	permitindo	flexão	e	extensão,	estabilizadas	
pelos	 ligamentos	 colaterais	 externos	e	 internos.	A	 amplitude	de	
movimento	das	interfalangeanas	é	de	100º	para	as	interfalangea-
nas	proximais	(IFP)	e	de	90º	para	as	distais	(IFD),	a	extensãoé	de	
100º	para	as	 IFP	e	de	100º	para	as	 IFD,	podendo	haver	hiperex-
tensão	de	20º.	Essa	amplitude	pode	variar,	sendo	aumentada	do	
segundo	para	o	quinto	dedo.
Os	músculos	motores	da	mão	são	divididos	em	extrínsecos	(ori-
gem	fora	da	mão)	e	intrínsecos	(origem	e	inserção	na	mão),	e	suas	ações	
estão	demonstradas	no	Quadro 10	e	nas	Figuras 88	e	89, 95	a	101.
Quadro 10	Flexores	extrínsecos,	extensores	extrínsecos,	músculos	
intrínsecos	e	músculos	para	o	polegar.
FLEXORES EXTRÍNSECOS (Figura 89)
Flexor	superficial	dos	dedos:	flete	as	MF	e	IFP	do	II	ao	V	dedos.
Flexor	profundo	dos	dedos:	flete	as	MF,	IFP	e	IFD	do	II	ao	V	dedos.
EXTENSORES EXTRÍNSECOS (Figura 88)
Extensor	comum	dos	dedos:	estende	as	MF	do	II	ao	V	dedos.
Extensor	próprio	do	indicador:	estende	o	indicador.
Extensor	do	dedo	mínimo:	estende	o	mínimo.
Claretiano - Centro Universitário
153© U2 - Artrologia
MÚSCULOS INTRÍNSECOS (Figura 101)
Interósseos	dorsais:	abduz	as	MF	do	II	ao	IV	dedos.
Interósseos	palmares:	aduz	as	MF	dos	dedos.
Lumbricais:	flexão	da	MF	e	extensão	da	IF	do	II	ao	V	dedos.
Oponente	do	dedo	mínimo:	oponência	do	dedo	mínimo.
MÚSCULOS	PARA	O	POLEGAR
Flexor	curto	do	polegar	(intrínseco):	flexiona	as	MF.
Flexor	longo	do	polegar:	flexiona	as	IF.
Extensor	curto	do	polegar:	estende	a	MF.
Extensor	longo	do	polegar:	estende	a	IF.
Abdutor	Longo	do	polegar:	abduz	e	estende	a	CM.
Abdutor	curto	do	polegar	(intrínseco):	abduz	articulação	CM	e	MF	do	polegar.
Adutor	do	polegar	(intrínseco):	aduz	o	polegar.
Oponente	do	polegar	(intrínseco):	flexiona	e	aduz	CM	do	polegar.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Fonte:	DRAKE,	VOGL,	MITCHELL	(2005,	p.	613).
Figura	95	Movimentos da mão abdução, adução e extensão/flexão MF.
A	ação	conjunta	dos	músculos	do	punho	e	da	mão	permite	
ações	como,	por	exemplo,	segurar	firmemente	um	objeto.	Quando	
seguramos	um	objeto	(flexão	dos	dedos),	os	músculos	extensores	
do	punho	estabilizam	a	articulação	para	favorecer	a	força	de	pre-
ensão.	A	força	de	preensão	também	é	obtida	pela	ação	dos	intrín-
© Cinesiologia154
secos,	que	estabilizam	os	ossos	metacarpianos	e	a	articulação	MF.	
Essa	 força	 também	é	útil	 em	ações	 comuns,	 como	 segurar	uma	
caneta	ou	um	jornal,	como	nos	mostra	a	Figura 
Os	músculos	 extensores	 e	 flexores	 dos	 dedos	 comumente	
são	acometidos	devido	às	LER	e	às	DORT,	que	ocorrem,	principal-
mente,	em	digitadores.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	91).
Figura	96	Ação do extensor comum dos dedos, extensor do 
indicador e do dedo mínimo contra uma resistência manual.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	78).
Figura	97	Ação dos extensores do polegar.
Claretiano - Centro Universitário
155© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	93).
Figura	98	Ação do flexor superficial dos dedos contra uma 
resistência manual.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	95).
Figura	 99	Ação do flexor profundo dos dedos contra uma 
resistência manual.
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	86-87).
Figuras	100	Ação conjunta dos intrínsecos.
© Cinesiologia156
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	86-87).
Figuras	101	Ação conjunta dos intrínsecos.
7. ARTICULAÇÕES DO MEMBRO INFERIOR
Quadril
Rasch	 (1991)	menciona	que	a	articulação	do	quadril,	 tam-
bém	denominada	"articulação	coxofemoral",	é	sinovial	esferoide	e	
que,	diferente	da	articulação	glenoumeral,	possui	estabilidade	de-
vido	à	sua	estrutura	arquitetônica.	É	formada	pelo	encaixe	da	ca-
beça	do	fêmur	na	fossa	do	acetábulo	do	osso	quadril.	O	acetábulo	
é	formado	pela	união	dos	três	ossos	da	pelve	–	o	ilíaco,	o	ísquio	e	o	
púbis	–	os	quais	constituem,	cada	um	deles,	cerca	de	um	terço	do	
acetábulo.	A	fossa	do	acetábulo	é	posicionada	de	tal	modo	que	se	
direciona,	lateralmente,	para	baixo	e	para	frente,	quando	recebe	a	
cabeça	do	fêmur,	como	podemos	observar	na	Figura 1
Vale	lembrar	que	os	ossos	da	pelve	não	estão	completamen-
te	ossificados	até	meados	da	segunda	década	de	vida. 
Claretiano - Centro Universitário
157© U2 - Artrologia
Figura	102	Articulação do quadril.
Como	elementos	de	 reforço	e	de	estabilização	da	articula-
ção	do	quadril,	encontramos	a	cápsula	articular	e	os	ligamentos	da	
articulação	do	quadril.	A	cápsula	articular	está	inserida	acima	da	
margem	do	acetábulo,	antes	da	linha	intertrocantérica	e	depois	da	
crista	intertrocantérica.	Na	parte	da	frente,	em	que	é	necessário	
maior	resistência,	a	cápsula	é	bem	mais	espessa	que	na	parte	de	
trás,	como	nos	mostram	as	Figuras 103	e	104	(MIRANDA,	2000).
Os	 ligamentos	 que	 reforçam	 as	 faces	 lateral	 e	 anterior	 da	
cápsula	são:	
•	 Iliofemoral:	freia	a	extensão	do	quadril	e	limita	a	rotação	
do	 fêmur	em	 torno	do	 seu	eixo	 longitudinal,	 o	que	 im-
pede	que	o	tronco	gire	para	trás	durante	a	manutenção	
da	posição	bípede,	reduzindo	a	necessidade	de	contração	
muscular	para	manter	a	postura.
•	 Pubofemoral:	restringe	a	abdução	do	quadril,	bem	como	
a	extensão	e	a	rotação	lateral.
•	 Isquiofemoral:	limita	a	rotação	medial	do	quadril.
© Cinesiologia158
Há,	ainda,	o	ligamento	da	cabeça	do	fêmur	ou	ligamento	re-
dondo,	como	vimos	na	Figura	102,	que	estabiliza	a	cabeça	do	fê-
mur	no	interior	da	fossa	do	acetábulo.
M. reto da coxa, Tendão
Lig. pubofemoral
Canal obturatório
Membrana obturatória
Trocante menor
Lig. iliofemoral
Parte descendente
Parte transversal
Trocante maior
Fonte:	Sobotta	(1995,	p.	279).
Figuras	103	Cápsula articular e ligamentos da articulação do quadril em vista anterior.
Lig. sacrotuberal
Trocante menor
Trocante maior
Colo do fêmur
Lig. iliofemoral
Cabeça reflexa M. reto da 
coxa, TendãoCabeça reta
Tuberosidade glútea
Lig. isquio-
femoral
Lig. sacroespinhal
Fonte:	Sobotta	(1995,	p.	279).
Figuras	104 Cápsula articular e ligamentos da articulação do quadril em vista posterior.
Claretiano - Centro Universitário
159© U2 - Artrologia
Movimentos da articulação do quadril
Contrariando	a	estabilidade	que	é	inerente	à	articulação	do	
quadril,	esta	articulação	demonstra	alto	grau	de	mobilidade.	A	ar-
ticulação	do	quadril	é	triaxial,	ou	seja,	permite	três	graus	de	liber-
dade	de	movimento:	flexão	e	extensão	no	plano	sagital,	adução	e	
abdução	no	plano	frontal	e	rotações	interna	ou	medial,	externa	ou	
lateral,	no	plano	transversal	(RASCH,	1991).
Em	uma	primeira	análise,	iremos	considerar	os	movimentos	
em	que	o	ilíaco	se	mantém	fixo	e	o	fêmur	se	desloca	em	direção	
ao	ilíaco.	O	movimento	que	aproxima	as	faces	anteriores	da	coxa	
e	do	tronco	se	chama	"flexão".	Em	função	da	tensão	dos	múscu-
los	 isquiotibiais,	quanto	mais	 fletido	estiver	o	 joelho,	maior	será	
a	amplitude	de	flexão,	e	quanto	mais	estendido	estiver	o	joelho,	
mais	 limitada	será	a	amplitude	de	 flexão,	como	veremos	nas	Fi-
guras 105	e	1A	flexão	passiva	é	um	pouco	mais	ampla	do	que	a	
flexão	ativa,	uma	vez	que	os	músculos	flexores	relaxam.	A	flexão	
do	quadril	ocasiona,	frequentemente,	uma	retroversão	da	pelve.	
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.	15).
Figuras	105	e	106	Movimento de flexão do quadril.
Em	contrapartida,	segundo	Calais-Germain	 (1992),	o	movi-
mento	que	aproxima	as	faces	posteriores	da	coxa	e	do	tronco	se	
© Cinesiologia160
chama	"extensão".	Em	geral,	a	extensão	é	muito	limitada;	muitas	
vezes	é	confundida	e/ou	aumentada	por	uma	lordose	lombar.	Em	
função	da	ação	do	músculo	retofemoral,	a	amplitude	da	extensão	
será	maior	quanto	mais	estendido	estiver	o	joelho	e	mais	limitada	
quanto	mais	fletido	estiver	o	joelho,	ilustrado	na	Figura 107.
 
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.17).
Figura	107	Movimento de extensão do quadril.
O	movimento	no	qual	a	coxa	se	desloca	medialmente	se	chama	
"adução",	observado	na	Figura 1Para	ocorrer	a	adução,	é	necessário	
o	deslocamento	prévio	do	outro	membro	inferior,	o	que	tornará	sua	
realização	possível	em	um	plano	puramente	frontal.	O	movimento	
que	aproxima	as	faces	laterais	da	coxa	e	do	tronco	se	chama	"abdu-
ção".	A	abdução	que	mantém	o	fêmur	em	posição	neutra	é	limitada,	
uma	vez	que	a	parte	superior	do	colo	se	encontra	com	o	teto	do	
acetábulo.	Na	Figura 109,	podemos	observar	que,	com	uma	rotação	
externa	do	fêmur,	a	abdução	pode	ser	mais	ampla.Claretiano - Centro Universitário
161© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.21).
Figura	108	Movimento de adução do quadril.
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.19).
Figura	109	Movimento de abdução do quadril.
© Cinesiologia162
Na	articulação	do	quadril,	é	possível	observar	movimentos	
de	rotação	que	fazem	o	fêmur	girar	sobre	o	seu	eixo.	Nas Figu-
ras	110	e	111,	vemos	que	a	rotação	interna	ou	medial	do	pé	se	
orienta	medialmente;	já	nas	Figuras 112	e	113,	percebemos	que,	
na	 rotação	 externa	 ou	 lateral,	 o	 pé	 se	 orienta	 lateralmente.	 A	
rotação	externa	que	mantém	o	quadril	fletido	é	mais	ampla,	pois	
o	ligamento	iliofemoral	se	encontra	relaxado	(CALAIS-GERMAIN,	
1992).
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.23).
Figuras	110	e	111	Movimento de rotação interna do quadril.
Claretiano - Centro Universitário
163© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(2000,	p.23).
Figura	112	E	113	Movimento de rotação externa do quadril.
Rasch	(1991)	menciona	que	a	posição	do	fêmur,	por	meio	do	
colo	femoral,	a	certa	distância	da	pelve,	ajuda	a	prevenir	as	limita-
ções	de	movimento	do	quadril	que	poderiam	resultar	em	um	cho-
que	mecânico.	O	ângulo	colo-femoral-corpo	permite	que	o	corpo	
do	fêmur	se	posicione	mais	lateralmente	em	relação	à	pelve.	No	
plano	frontal,	o	ângulo	colo-corpo-femoral	normal	é	de,	aproxima-
damente,	125º,	como	veremos	na	Figura 1A	deformidade	em	que	
o	ângulo	é	maior	 (coxa	vara)	e	a	deformidade	em	que	o	ângulo	
é	menor	(coxa	valga)	causam	alterações	na	transmissão	de	forças	
para	o	fêmur	e	para	os	outros	ossos	a	partir	dele,	observado	na	
Figura 115.
© Cinesiologia164
Fonte:	KAPANDJI	(2000).
Figura	114	Plano frontal – ângulo colo-corpo-femoral normal de 125o.
Figura	115	Coxa vara e coxa valga.
Claretiano - Centro Universitário
165© U2 - Artrologia
Na	próxima	análise,	iremos	considerar	o	fêmur	como	o	pon-
to	fixo	em	que	se	desloca	o	ilíaco.	Nesse	caso,	observam-se	os	se-
guintes	deslocamentos	da	espinha	ilíaca	ântero-superior:
1)	 Para	 frente	ou	anteversão:	prolonga-se	na	coluna	 lom-
bar	por	uma	tendência	à	lordose.
2)	 Para	trás	ou	retroversão:	prolonga-se	na	região	lombar	
por	uma	tendência	à	retificação	da	lordose.
3)	 Lateralmente	ou	inclinação	lateral	externa.
4)	 Medialmente	ou	inclinação	lateral	interna.
O	ângulo	de	anteversão	é	o	ângulo	no	qual	o	colo	se	projeta	
do	fêmur	na	direção	ântero-		-posterior.	Embora	ocorra	variações	
entre	os	indivíduos,	o	valor	normal	é	de	cerca	de	12o	a	14o	(RASCH,	
1991).	Valores	acima	destes	evidenciam	uma	condição	conhecida	
como	"hiperlordose".
Figura	116	Hiperlordose lombar.
© Cinesiologia166
Rasch	(1991)	ainda	cita	que	a	articulação	do	quadril	apresenta	
sua	maior	amplitude	de	movimento	no	plano	sagital,	no	qual	se	ob-
serva	que	a	flexão	pode	chegar	a	140o	e,	a	extensão,	a	15o.	A	abdução	
pode	atingir	30o	e,	a	adução,	um	pouco	menos,	25o.	Com	o	quadril	
estendido,	os	efeitos	dos	ligamentos	estão	ativos	e	as	amplitudes	de	
rotação	medial	e	lateral	atingem	70o	e	90o,	respectivamente.
Músculos da articulação do quadril
Vinte	e	dois	músculos	atuam	sobre	a	articulação	do	quadril.	A	
seguir,	será	apresentada,	no	Quadro	11,	a	classificação	baseada	nas	
ações	desempenhadas	pelos	músculos	da	articulação	do	quadril.
Segundo	Rasch	(1991),	Calais-Germain	(1992)	e	Miranda	(2000),	
os	músculos	do	grupo	flexor	incluem	o	psoas	e	o	ilíaco,	ambos	mostra-
dos	na	Figura 117,	os	agonistas	primários	e	o	reto	da	coxa,	estes	na	Fi-
gura 1O	psoas	exerce	os	importantes	papeis	de	flexor	e	de	estabilizador	
da	articulação	do	quadril.	O	músculo	ilíaco	desempenha	papel	predo-
minante	na	flexão	do	quadril.	O	reto	da	coxa,	membro	do	grupo	quadrí-
ceps	da	coxa,	é	o	único	músculo	do	grupo	que	atua	sobre	o	quadril	como	
importante	flexor,	auxiliando	na	rotação	lateral	e	na	abdução.	
Quadro 11	Músculos	flexores	do	quadril.
MÚSCULOS FLEXORES DO QUADRIL
Reto femoral:	flexão	do	quadril,	anteroversão	da	pelve	(cadeia	cinética	fechada)	e	
extensão	do	joelho.
Origem: a	partir	da	espinha	ilíaca	ântero-inferior	e	no	sulco	acima	do	rebordo	do	
acetábulo.	
Inserção:	na	borda	proximal	da	patela	e	por	meio	do	ligamento	patelar	na	
tuberosidade	anterior	da	tíbia.
Ilíaco:	flexão	do	quadril,	rotação	lateral	do	quadril,	adução	do	quadril,	anteroversão	
da	pelve	aumentando	a	lordose	lombar.
Origem:	localizado	na	fossa	ilíaca	e	nas	espinhas	ilíacas	anteriores.
Inserção:	trocânter	menor	do	fêmur.
Psoas:	flexão	do	quadril.
Origem:	localizado	na	parede	posterior	da	cavidade	abdominal,	no	nível	dos	corpos	
vertebrais,	dos	discos	intervertebrais	e	dos	processos	transversos	de	T12	a	L5.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Claretiano - Centro Universitário
167© U2 - Artrologia
Figura	117 Músculos flexores do quadril – psoas e ilíaco.
Figura	118 Músculo reto femoral.
© Cinesiologia168
Observe,	no	Quadro 12,	que	o	grupo	extensor	do	quadril	
inclui	os	músculos	do	jarrete:	o	semimembranáceo,	o	semitendí-
neo	e	a	cabeça	longa	do	bíceps	da	coxa	–	que	é	ativa	na	extensão	
habitual	do	quadril,	enquanto	que	o	semimembranáceo	e	semi-
tendíneo	 são	 ativos	na	 extensão	 contra	 resistência.	O	músculo	
glúteo	máximo	também	é	um	potente	extensor	além	de	ser	ro-
tador	 lateral	e,	dependendo	da	face	do	músculo	em	considera-
ção,	age	como	abdutor	do	quadril	fletido	ou	adutor	contra	uma	
resistência	 de	 abdução	 (RASCH,	 1991;	 CALAIS-GERMAIN,	 1992;	
MIRANDA,	2000).
Quadro 12	Músculos	extensores	do	quadril.
MÚSCULOS EXTENSORES DO QUADRIL
Semimembranáceo:	extensão	do	quadril;	auxilia	na	rotação	medial	do	
quadril	e	é	retroversor	da	pelve	quando	o	membro	inferior	está	fixo.
Origem: tuberosidade	isquiática.
Inserção:	parte	posterior	do	côndilo	medial	da	tíbia.
Semitendíneo:	realiza	extensão	do	quadril	e	auxilia	na	rotação	medial	e	na	
adução.	Com	os	membros	inferiores	fixos,	promove	a	retroversão	da	pelve.
Origem:	tuberosidade	isquiática.
Inserção:	superfície	medial	da	parte	superior	da	tíbia;	o	mais	posterior	da	
pata	de	ganso.
Bíceps femoral:	a	cabeça	longa	atua	na	articulação	do	quadril	fazendo	
a	extensão	e	a	rotação	lateral;	com	o	membro	inferior	fixo,	promove	a	
retroversão	da	pelve	(cadeia	fechada).
Origem:	cabeça	longa	–	tuberosidade	isquiática;	cabeça	curta	–	linha	áspera	
do	fêmur.
Inserção: as	duas	porções	fundem-se	distalmente	e	vão	até	a	face	lateral	da	
cabeça	da	fíbula.
Glúteo máximo: extensor	e	rotador	lateral	do	quadril;	feixes	superiores	são	
abdutores	e	feixes	inferiores	são	adutores;	realiza	retroversão	da	pelve.
Origem:	linha	glútea	posterior,	parte	posterior	da	crista	ilíaca	e	face	
posterior	do	sacro	e	do	cóccix.
Inserção:	tuberosidade	glútea	no	fêmur	e	tracto	iliotibial.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Claretiano - Centro Universitário
169© U2 - Artrologia
Figura	119 Vista posterior do membro inferior. Músculos extensores do quadril.
No	Quadro 13,	veremos	que	o	grupo	adutor	do	quadril	é	
formado	pelo	grácil,	pelo	pectíneo	e	pelos	adutores	 longo,	cur-
to	e	magno,	vistos	nas	Figuras 118	 e	1Situados	na	 face	medial	
da	coxa,	os	adutores	formam	a	maior	parte	da	massa	muscular	
dessa	 região,	 sendo	 os	 responsáveis	 pela	 rotação	medial,	 pela	
flexão	do	quadril	e	pela	adução.	A	abertura	excessiva	dos	mem-
bros	inferiores	pode	causar	a	laceração	do	adutor	longo	próximo	
à	sua	fixação	tendínea	no	púbis	(RASCH,	1991;	CALAIS-GERMAIN,	
1992;	MIRANDA,	2000).
© Cinesiologia170
Quadro 13	Músculos	adutores	do	quadril.
MÚSCULOS ADUTORES DO QUADRIL
Pectíneo: flexão	e	adução	da	coxa;	auxilia	na	rotação	lateral	e	na	
anteroversão	da	pelve	em	cadeia	cinética	fechada.
Origem: linha	pectínea	do	púbis.
Inserção:	linha	pectínea	do	fêmur.
Adutor curto: atua	na	adução	do	quadril;	auxilia	na	flexão	e	na	rotação	
lateral	do	quadril.	Participa,	na	anteroversão	da	pelve,	em	cadeia	cinética	
fechada.
Origem:	corpo	e	ramo	inferior	do	púbis.
Inserção:	linha	pectínea	do	púbis	e	proximal	da	linha	áspera	do	fêmur.
Adutor longo: atua	na	adução	do	quadril;	auxilia	na	flexão	e	na	rotação	
lateral	do	quadril.	Participa,	na	anteroversão	da	pelve,	em	cadeia	cinéticafechada.	
Origem:	corpo	do	púbis.
Inserção: linha	áspera	do	fêmur,	na	parte	média.
Adutor magno: potente	adutor	do	quadril;	realiza	a	extensão	do	quadril	e	a	
anteroversão	da	pelve	em	cadeia	cinética	fechada.
Origem: ramo	inferior	do	púbis	e	tuberosidade	isquiática.	
Inserção:	inicia	na	linha	áspera	e	vai	até	o	côndilo	medial	do	fêmur,	no	tubérculo	
adutor.
Grácil: realiza	a	adução	do	quadril	e	auxilia	na	flexão	e	na	rotação	medial	do	
joelho.
Origem: corpo	e	ramo	inferior	do	púbis.
Insersão:	parte	superior	da	face	medial	da	tíbia;	encontra-se	em	um	ponto	
médio	da	pata	de	ganso.
Fonte: arquivo pessoal do autor.
Claretiano - Centro Universitário
171© U2 - Artrologia
Figura	120 Músculos adutores do quadril.
Rasch	 (1991),	 Calais-Germain	 (1992)	 e	 Miranda	 (2000)	
mencionam,	ainda,	que	os	músculos	abdutores	atuam,	predomi-
nantemente,	em	outras	ações	articulares,	uma	vez	que	poucas	
ações	exigem	uma	abdução	vigorosa	do	quadril.	O	músculo	glú-
teo	médio	é	o	principal	agonista	da	abdução,	e	exerce	um	papel	
importante	na	estabilização	da	pelve	durante	a	marcha.	Outros	
músculos	que	auxiliam	na	abdução	do	quadril	 quando	o	movi-
mento	encontra	resistência	ou	quando	o	quadril	está	numa	de-
terminada	posição	 incluem	o	glúteo	mínimo,	o	glúteo	máximo,	
o	reto	da	coxa,	o	sartório	e	o	tensor	da	fáscia	lata,	cujos	papeis	
dependem	da	rotação	do	quadril.	Observe	o	Quadro 
© Cinesiologia172
Quadro 14	Músculos	abdutores	do	quadril.
MÚSCULOS ABDUTORES DO QUADRIL
Glúteo médio: abdutor	do	quadril;	auxilia	na	rotação	medial	(feixes	anteriores)	
e	na	rotação	lateral	(feixes	posteriores);	inclina	a	pelve	para	o	lado	oposto	e	
equilibra-a	no	plano	frontal;	auxilia	na	flexão	do	quadril	(fibras	anteriores)	
e	na	extensão	do	quadril	(fibras	posteriores);	participa	na	anteroversão	da	
pelve	(fibras	anteriores)	e	na	retroversão	da	pelve	(fibras	posteriores)	atuando	
bilateralmente,	tomando	como	ponto	fixo	o	fêmur	e	o	glúteo	médio.	
Origem: face	externa	do	ílio,	entre	as	linhas	glúteas	anteriores	e	posteriores.
Inserção:	trocânter	maior	do	fêmur.
Glúteo mínimo: abdutor	e	rotador	medial	do	quadril;	auxilia	na	flexão	
da	coxa	e	na	inclinação	da	pelve	para	o	lado	oposto;	as	fibras	posteriores	
auxiliam	na	rotação	lateral	e	na	extensão	da	coxa.
Origem:	face	externa	do	ílio,	entre	as	linhas	glúteas	anteriores	e	posteriores.
Inserção:	face	anterior	do	trocânter.
Sartório: é	um	músculo	biarticular	que	atua	como	flexor,	abdutor	e	rotador	
lateral	do	quadril;	Realiza	a	anteroversão	da	pelve	e	auxilia	na	flexão	e	na	
rotação	medial	do	joelho.	
Origem:	espinha	ilíaca	ântero-superior.
Inserção: parte	alta	da	face	medial	da	tíbia;	o	mais	anterior	da	“pata	de	
ganso”	–	termo	que	ainda	explicaremos	nesta	unidade.
Tensor da fáscia lata: realiza	flexão,	abdução	e	rotação	medial	do	quadril;	
ajuda	a	manter	o	joelho	estendido;	estabiliza	o	tronco	sobre	a	coxa;	equilibra	
a	pelve	no	plano	frontal.
Origem: espinha	ilíaca	ântero-superior.	
Inserção:	trato	iliotibial	que	se	fixa	ao	côndilo	lateral	da	tíbia.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Claretiano - Centro Universitário
173© U2 - Artrologia
Figura	121 Vista posterior do membro inferior com destaque para os músculos 
abdutores do quadril, glúteos médio e mínimo.
Figura	122 Vista anterior do membro inferior com destaque para os músculos 
abdutores do quadril, sartório e tensor da fáscia lata.
© Cinesiologia174
Muitos	 dos	 músculos	 anteriormente	 apresentados	 contri-
buem	para	a	rotação	interna	(medial)	ou	externa	(lateral)	do	fêmur	
em	torno	de	seu	eixo	longitudinal.	Como	vimos	nas	Figuras 120,	
121	e	122,	os	glúteos	médio	e	mínimo,	o	tensor	da	fáscia	lata,	o	
grácil	e	os	adutores	longo	e	magno	podem	participar	da	rotação	
medial	do	fêmur;	já	os	músculos	que	participam	da	rotação	lateral	
são	parte	do	glúteo	máximo,	do	reto	 femoral	e	de	um	grupo	de	
seis	músculos	agrupados	como	rotadores	 laterais:	piriforme,	ob-
turador	interno,	obturador	externo,	quadríceps	femoral	e	gêmeos	
superior	e	inferior,	mostrados	nas	Figuras 119 e 1Esses	músculos	
realizam,	basicamente,	a	rotação	lateral,	porém,	o	piriforme,	o	ob-
turador	interno	e	os	gêmeos	podem	contribuir	na	abdução	do	qua-
dril	quando	este	está	fletido	(RASCH,	1991).	
Joelho
O	joelho	engloba	três	articulações,	sendo	duas	femorotibiais	
e	uma	femoropatelar.	
Os	côndilos	femorais	medial	e	lateral	fazem	contato	por	meio	
dos	meniscos	interpostos	à	face	articular	superior	da	tíbia,	consti-
tuindo,	portanto,	uma	articulação	sinovial	e	bicondilar	enquanto	
que	a	articulação	 femoropatelar	ocorre	entre	a	 face	articular	da	
patela	e	a	tróclea	femoral,	sendo	sinovial	plana.	
O	joelho	é	estabilizado	pela	cápsula	articular	fibrosa	e	pelos	
ligamentos	patelar,	colateral	tibial	(LCM),	colateral	fibular	(LCL),	cru-
zado	anterior	(LCA),	cruzado	posterior	(LCP),	transverso	do	joelho,	
menisco	femoral	anterior	e	menisco	femoral	posterior,	poplíteo	obli-
quo	e	poplíteo	arqueado.	Observe	os	ligamentos	na	Figura 123.
Os	meniscos	 são	 estruturas	 fibrocartilaginosas	 que	 repou-
sam	sobre	as	 superfícies	articulares	da	 tíbia.	Cada	 joelho	possui	
dois	meniscos,	sendo	um	medial	e	o	outro	lateral,	cujas	finalidades	
são:	aumentar	a	estabilidade	do	joelho,	favorecer	o	deslizamento	
articular	e	diminuir	o	impacto	e	o	cisalhamento	articular.	Os	me-
Claretiano - Centro Universitário
175© U2 - Artrologia
niscos	possuem	mobilidade,	podendo	se	movimentar	no	sentido	
ântero-posterior.	O	menisco	lateral	tem	a	maior	mobilidade,	pois	
se	desloca	de	9	a	12	mm.	O	medial	tem	a	menor	mobilidade,	pois	
se	desloca	cerca	de	2	a	6	mm,	sendo	o	mais	lesado	quando	ocor-
rem	entorses	–	mesmo	porque	tem	sua	fixação	na	camada	profun-
da	da	cápsula	medial	do	joelho.	
Durante	 a	marcha,	 os	meniscos	 suportam	o	peso	 corporal	
cerca	de	duas	a	quatro	vezes,	e	durante	a	flexão	do	joelho	em	ca-
deia	fechada,	a	carga	se	desloca	posteriormente,	pressionando	a	
região	(corno)	posterior	dos	meniscos.
Durante	a	extensão	e	a	flexão	dos	joelhos,	os	meniscos	são	
tracionados	anteriormente	(na	extensão)	e	posteriormente	(na	fle-
xão),	pois	há	ligações	com	os	grupos	musculares	responsáveis	por	
essa	movimentação,	fato	importante	para	o	reforço	muscular	após	
uma	lesão.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.	491).
Figura	123	Vista	anterior	do	joelho	e	principais	estruturas	estabilizadoras.
© Cinesiologia176
Fonte:	NETTER	(2004,	p.	491).
Figura	124	Vista	posterior	do	joelho	e	principais	estruturas	estabilizadoras.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.	490).
Figura	125	Vista superior do joelho demonstrando meniscos e ligamentos.
Claretiano - Centro Universitário
177© U2 - Artrologia
Os	ligamentos	possuem	um	importante	papel	na	estabiliza-
ção	dessa	articulação,	sendo	os	principais	estabilizados:	o	ligamen-
to	cruzado	anterior,	que	limita	o	deslizamento	anterior	da	tíbia,	o	
ligamento	cruzado	posterior,	que	limita	o	deslizamento	posterior	
da	tíbia,	o	ligamento	colateral	medial	ou	tibial,	que	limita	a	aber-
tura	medial	 do	 joelho	 (valgo),	 e	o	 ligamento	 colateral	 lateral	 ou	
fibular,	que	limita	a	abertura	lateral	do	joelho	(varo).
Essas	são	as	principais	ações	desses	ligamentos	que	atuam	
em	conjunto	para	manter	a	estabilidade	do	joelho	que,	por	sua	vez,	
também	depende	da	integridade	dos	meniscos.	A	lesão	de	alguma	
dessas	estruturas	pode	sobrecarregar	os	outros	estabilizadores.	
Lesões	nos	ligamentos	e	nos	meniscos	são	comuns	em	ativi-
dades	desportivas	e	estão	relacionadas	ao	movimento	que	ocorre	
no	momento	da	lesão,	ou	seja,	um	esforço	em	valgo	pode	lesar	o	
LCM	e,	um	esforço	em	varo,	o	LCA,	assim	como	as	forças	de	hipe-
rextensão	podem	causar	danos	ao	LCA	e	ao	LCP.	
No	joelho,	temos	os	movimentos	de	flexão	e	de	extensão	no	
plano	mediano	em	torno	do	eixo	lateral,	e	estes	são	acompanha-
dos	de	rotações,	ou	seja,	na	extensão,	temos	uma	rotação	lateral	
da	tíbia,	e,	na	flexão,	uma	rotação	medial	desta;	esses	movimen-
tos	 ocorrem	no	 plano	 horizontal	 em	 torno	 do	 eixo	 longitudinal,	
porém,	com	o	joelho	fletido,	as	rotações	podem	ser	obtidas	livre-mente,	conforme	ilustra	as	Figuras 126, 127 e 1
A	amplitude	de	flexão	do	joelho	varia	de	120º	a	140º	e	tem	
influência	da	posição	do	quadril,	ou	seja,	com	o	quadril	flexionado,	
a	amplitude	aumenta	pelo	relaxamento	do	músculo	reto	femoral,	
que	é	biarticular.	 Já	 a	 extensão	 tem	amplitude	de	0º	ou	180º	e	
também	é	influenciada	pela	posição	do	quadril	que,	quando	fleti-
do,	interfere	na	flexão	do	joelho	pelo	aumento	da	tensão	dos	mús-
culos	isquiotibiais,	que	são	biarticulares.	As	rotações	têm	amplitu-
de	de	45º	a	50º	para	a	externa	e	de	30	a	35º	para	a	interna,	como	
podemos	ver	nas	Figuras 127	e	1
© Cinesiologia178
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	77).
Figura	126	Eixos de movimentos do joelho.
Claretiano - Centro Universitário
179© U2 - Artrologia
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	81).
Figura	 127	Movimentos de rotação medial e lateral associados à extensão podem ser 
realizados livremente com o joelho fletido.
© Cinesiologia180
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	81).
Figura	128	Amplitude de flexão e extensão do joelho influenciada pela posição 
do quadril.
A	patela	tem	um	importante	papel,	pois,	além	de	proteger	a	arti-
culação	anterior,	aumenta	o	torque	gerado	pelo	quadríceps	e,	por	isso,	
possui	movimentação	distinta	durante	a	flexão	e	a	extensão	do	joelho.	
No	movimento	de	flexão,	a	patela	desce,	posterioriza	e	medializa,	e	no	
movimento	de	extensão,	a	patela	sobe,	anterioriza	e	lateraliza.	
Esses	movimentos	geram,	em	alguns	casos,	alterações	como	a	
hiperpressão	patelar,	que,	em	algumas	pessoas,	piora	com	a	flexão,	
originando	uma	síndrome	conhecida	como	"femoropatelar";	também	
Claretiano - Centro Universitário
181© U2 - Artrologia
pode	ocorrer	uma	instabilidade	lateral	na	qual,	em	alguns	indivíduos,	
a	patela	tende	a	se	lateralizar	mais	do	que	o	normal,	podendo	sublu-
xar	ou	luxar.	Essas	duas	alterações	são	muito	comuns	em	adolescen-
tes.	Para	sua	melhor	compreensão,	observe	as	Figuras 129,	130	e	1
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	113).
Figura	129	Movimentos patelares – posteriorização (a e b), anteriorização (c) e lateralização (d).
Fonte:	KAPANDJI	(1990,	p.	111).
Figura	130	Movimentos patelares de superiorização na extensão e inferiorização na flexão.
© Cinesiologia182
Fonte: HAMIL,	KNUTZEN	(1999,	p.	232).
Figura	131	Desvio angular do joelho – geno varo e geno valgo.
Os	músculos	 motores	 do	 joelho	 podem	 ser	 divididos	 em:	
grupo	muscular	 anterior	 da	 coxa	 (extensores)	 e	 grupo	muscular	
posterior	da	coxa	(flexores),	além	dos	músculos	da	perna,	que	são	
biarticulares.	Para	melhor	entendimento,	observe	o	Quadro 15	e	
as	Figuras 132	a	135.
Quadro 15	Músculos	extensores	do	joelho	–	quadríceps.
MÚSCULOS EXTENSORES DO JOELHO – QUADRÍCEPS
Reto	femoral
Origem: a	partir	da	espinha	ilíaca	ântero-inferior	e	no	sulco	acima	do	
rebordo	do	acetábulo.	
Inserção:	na	borda	proximal	da	patela	e	através	do	ligamento	patelar	na	
tuberosidade	anterior	da	tíbia	(TAT).
Vasto	intermédio
Origem:	nas	superfícies	anterior	e	lateral	dos	dois	terços	proximais	do	corpo	do	
fêmur.	Inserção:	na	borda	proximal	da	patela	e	através	do	ligamento	patelar	na	TAT.
Vasto	lateral
Origem:	parte	proximal	da	linha	intertrocantérica,	bordas	anterior	e	inferior	
do	trocânter	maior,	lábio	lateral	da	tuberosidade	glútea.	
Claretiano - Centro Universitário
183© U2 - Artrologia
MÚSCULOS EXTENSORES DO JOELHO – QUADRÍCEPS
Inserção:	patela	e	TAT.
Vasto	medial
Origem:	na	metade	distal	da	linha	intertrocantérica,	lábio	medial	da	linha	áspera	
do	fêmur,	parte	proximal	da	linha	supracondiliar	medial,	junto	ao	tendão	do	
adutor	magno.	
Inserção:	na	borda	proximal	da	patela,	através	do	ligamento	patelar	na	TAT.
Em	cadeia	fechada,	o	quadríceps	é	o	desacelerador	do	joelho,	controlando	
as	articulações	em	ações	como	descer	escadas	ou	aterrissar	após	salto.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Reto femoral
Tendão cortadodo reto femoral
Tendão cortadodo reto femoral
Vastointermédio
Vasto
lateral
Vasto medial
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	178).
Figura	132	Quadríceps	da	coxa.
© Cinesiologia184
Fonte:	KENDALL	(1987)	
Figura	133	Extensão do joelho contra resistência manual.
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	458).
Figura	134	Músculos da coxa vista anterior – camada superficial.
Claretiano - Centro Universitário
185© U2 - Artrologia
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	459).
Figura	135	Músculos da coxa vista anterior – camada profunda.
O	músculo	tensor	da	fáscia	lata,	que	tem	origem	na	parte	an-
terior	do	lábio	externo	da	crista	ilíaca	e	inserção	no	trato	ílio	tibial,	
possui	ação	no	joelho	pela	inserção	do	trato	ílio	tibial	no	tubérculo	
lateral	da	tíbia	(Tubérculo	de	Gerdy).
Como	podemos	observar	na	Figura 136,	a	ação	do	tensor	da	
fáscia	lata	sobre	o	joelho	é	mista,	ou	seja,	a	partir	de	30º,	partindo	
da	flexão	para	a	extensão,	esse	tensor	auxilia	a	extensão,	e	a	partir	
de	30º,	partindo	da	extensão	para	a	flexão,	auxilia	a	flexão.	Além	
disso,	o	tensor	possui	fixação	na	face	lateral	da	patela	e,	em	caso	
de	instabilidade	lateral	da	patela,	ele	deve	ser	alongado,	como	está	
descrito	no	Quadro 16 e	ilustrado	nas Figuras 137, 138 e 139.
© Cinesiologia186
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	460).
Figura	136	Músculo tensor da fáscia lata tem função mista no joelho.
Quadro 16	Músculos	flexores	do	joelho	–	ísquios	tibiais.
MÚSCULOS FLEXORES DO JOELHO – ÍSQUIOs TIBIAIS (Figuras 137, 138 e 139)
Semitendinoso:	flexiona	e	roda,	medialmente,	a	tíbia.
Origem:	tuberosidade	isquiática.	
Inserção:	na	superfície	medial	da	tíbia.	
Semimembranoso:	flexiona	e	roda,	medialmente,	a	tíbia.
Origem:	na	tuberosidade	isquiática.	
Inserção:	na	face	póstero-lateral	do	côndilo	medial	da	tíbia.	
Bíceps femoral:	flexiona	e	roda,	lateralmente,	a	tíbia.
Origem da cabeça longa:	na	parte	distal	do	ligamento	sacrotuberoso	e	na	parte	
posterior	da	tuberosidade	isquiática.	
Origem da cabeça curta:	lábio	lateral	da	linha	áspera	e	2/3	proximais	da	linha	
supracondilar.	
Inserção:	na	cabeça	da	fíbula	e	no	côndilo	lateral	de	tíbia.	
Claretiano - Centro Universitário
187© U2 - Artrologia
MÚSCULOS FLEXORES DO JOELHO – ÍSQUIOs TIBIAIS (Figuras 137, 138 e 139)
Músculo poplíteo:	flexiona	e	roda	medialmente	quando	o	joelho	está	flexionado.
Origem:	parte	anterior	do	sulco	condilar	lateral.	
Inserção:	área	triangular	solear	posterior	da	tíbia.	
Músculo gastrocnêmio: flexiona	o	joelho	em	cadeia	aberta.
Origem:	côndilo	medial	e	lateral	do	fêmur.	
Inserção:	calcâneo	posterior.
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.	
Túber
isquiático
Músculo
semitendíneo
Músculo bíceps
da coxa
Cabeça da fíbula
Pélvis e fêmur vistos de trás
Côdilo medial
semimembranáceo
Músculo
Fonte:	WIRHED	(1986,	p.	51).
Figura	137	Músculos flexores do joelho.
© Cinesiologia188
Vista lateral
Vista posterior
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	177).
Figura	138	Músculo poplíteo é um rotador medial da tíbia em flexão.
Fonte:	NETTER	(2000,	p.	461).
Figura	139	Músculos flexores do joelho.
Claretiano - Centro Universitário
189© U2 - Artrologia
Atuando	em	cadeia	fechada,	os	músculos	flexores	do	joelho	
auxiliam	em	sua	extensão,	ou	seja,	após	a	flexão,	esse	grupo	mus-
cular	atua	em	conjunto	com	o	quadríceps	realizando	a	extensão	da	
tíbia	(ísquios	tibiais)	e	do	fêmur	(gastrocnêmio),	como	nos	mostra	
a	Figura 140.
Fonte: DUFOUR	et	al.	(1989,	p.	136).
Figura	140	Ação dos ísquios tibiais e gastrocnêmio em cadeia fechada.
Tornozelo e pé 
Adaptado	à	posição	bípede,	o	pé	humano	desempenha	fun-
ções	importantes,	como	receber	o	peso	do	corpo	e	permitir	o	de-
senvolvimento	 progressivo	 dinâmico	 do	 passo	 durante	 a	marcha.	
No	entanto,	por	ser	uma	estrutura	tridimensional	variável,	o	pé	se	
encontra	deformado,	uma	vez	que	está	sujeito	às	solicitações	mecâ-
© Cinesiologia190
nicas	do	peso	do	corpo	e	às	do	calçado,	que,	frequentemente,	estão	
longe	de	ser	as	ideais	(CALAIS-GERMAIN,	1992;	MIRANDA,	2000).	
O	pé	contém	cerca	de	15%	de	todos	os	ossos	do	corpo	hu-
mano,	com	33	articulações	sinoviais,	mais	de	100	ligamentos	e	30	
músculos	agindo	sobre	o	segmento.	É	composto,	também,	por	26	
ossos,	agrupados	aossete	ossos	do	metatarso	(cuneiformes	medial,	
intermédio	e	lateral;	tálus,	calcâneo,	navicular	e	cuboide),	aos	cinco	
ossos	do	tarso	e	às	14	falanges,	conforme	nos	mostra	a	Figura 1Visto	
de	cima,	apresenta	três	regiões	(CALAIS-GERMAIN,	1992):
•	 Anteriormente:	ossos	delgados	alinhados	formando	raios	
horizontalmente	 justapostos	 e	 numerados	 a	 partir	 do	
lado	medial	de	um	a	cinco.	Cada	raio	consta	de	um	me-
tatarso	 prolongado	 por	 falanges,	 região	 essa	 conhecida	
como	"antepé".
•	 Posteriormente:	dois	ossos	volumosos	superpostos,	sen-
do	eles	o	tálus	e	o	calcâneo,	que	constituem	o	retropé	ou	
tarso	posterior.
•	 Entre	essas	duas	regiões:	encontra-se	em	uma	zona	inter-
mediária	formada	por	cinco	ossos	pequenos	(cuneiformes	
medial,	intermédio	e	lateral;	navicular	e	cuboide),	os	quais	
formam	o	mediopé	ou	tarso	anterior.	Essa	é	uma	zona	de	
junção	e	de	torção	entre	as	duas	precedentes	que	permite	
a	adaptação	ao	solo,	também	chamada	mediopé.
Os	ossos	do	pé	articulam-se	para	formar	três	arcos	estruturais	
que,	em	conjunto	com	um	sistema	complexo	de	ligamentos	e	num	
menor	grau	de	músculos,	fornecem	sustentação	interna.	Esses	arcos	
(medial,	lateral	e	transverso)	contribuem	para	a	força,	a	estabilida-
de,	a	mobilidade	e	a	elasticidade	do	pé.	Durante	a	sustentação	do	
peso	e	outros	tipos	de	carga,	os	arcos	têm	a	função	de	absorção	do	
impacto,	dissipando	energia	e	impedindo	que	ela	seja	transferida	do	
tornozelo	para	a	perna.	Nota-se,	na	Figura 142,	que	as	articulações	
Claretiano - Centro Universitário
191© U2 - Artrologia
do	pé	incluem	a	articulação	do	tornozelo	(talocrural),	as	articulações	
intertarsais,	as	tarsometatarsais,	as	metatarsofalângicas	e	as	inter-
falângicas	do	pé		(RASCH,	1991;	MIRANDA,	2000).	
Fonte:	SOBOTTA	(1995,	p.	295).
Figura	141	Esqueleto do pé – ossos do tarso, metatarso e falanges.
© Cinesiologia192
Figura	142	Articulações do pé e tornozelo.
Articulação talocrural
Essa	articulação	compreende	as	extremidades	inferiores	da	
tíbia	e	da	fíbula	com	a	porção	superior	do	tálus.	A	articulação	do	
tornozelo	é	formada	por	três	faces	articuladas	ao	tálus,	sendo	elas:	
a	face	superior,	que	se	articula	com	a	face	inferior	da	tíbia;	a	face	
lateral,	que	se	articula	com	a	face	articular	do	maléolo	fibular;	e	a	
face	medial,	que	se	articula	com	a	face	articular	do	maléolo	tibial.
A	articulação	talocrural	é	do	tipo	gínglimo,	estabilizada	pela	
cápsula	articular	e	pelos	ligamentos	colateral	medial	(deltoide)	e	
colateral	lateral.	Realiza	os	movimentos	de	dorsiflexão	e	de	flexão	
plantar	(MIRANDA,	2000).
Articulações intertarsais
Miranda	(2000)	acrescenta	que	essas	articulações	envolvem	
os	sete	ossos	do	tarso,	representados	pelas	articulações	talocalcâ-
nea,	talocalcânea-navicular,	calcaneocuboide,	cuneonavicular,	inter-
cuneiformes,	cuneocuboide	e	cuboidenavicular.	Os	movimentos	das	
articulações	 intertársicas	 são,	 basicamente,	 de	deslizamento	 e	de	
rotação,	auxiliando	e	complementando	os	movimentos	de	inversão	
Claretiano - Centro Universitário
193© U2 - Artrologia
e	de	eversão	do	pé.	Já	os	elementos	de	reforço	e	estabilização	das	
articulações	intertársicas	são	representados	pelos	ligamentos	talo-
calcâneo	 lateral,	medial	 e	 interósseo,	 talonavicular,	plantar	 longo,	
calcâneo	cuboide	plantar,	dorsais	e	plantares	das	articulações	inter-
cuneiformes	e	das	articulações	cuboide	naviculares.	
Articulações tarsometatarsais
São	 a	 união	 entre	 os	 três	 ossos	 cuneiformes,	 o	 cuboide	 e	
a	base	dos	cinco	metatarsianos.	Esse	conjunto	de	articulações	é	
também	denominado	 "articulação	de	Lisfranc”. São	articulações	
sinoviais	 planas,	 estabilizadas	 pelos	 ligamentos	 tarsometatarsais	
dorsais	 e	 plantares	 e	 pelos	 cuneometatarsais	 interósseos.	 Essas	
articulações	realizam	discretos	movimentos	de	deslizamento,	ex-
ceto	entre	o	primeiro	 cuneiforme	e	o	primeiro	osso	metatarsal,	
nos	 quais	 pode	 ocorrer,	 também,	 uma	 ligeira	 flexão	 e	 extensão	
(MIRANDA,	2000).	
Articulações metatarsofalângicas
Miranda	 (2000)	 ainda	 cita	que	essas	 articulações resultam	
da	união	entre	as	cabeças	dos	metatársicos	e	as	bases	das	falanges	
proximais	dos	dedos.	São	articulações	estabilizadas	pelas	cápsulas	
fibrosas,	pelos	ligamentos	plantares,	colaterais	e	metatarsal	trans-
verso	profundo.	Apresentam	2º	de	liberdade	de	movimento,	reali-
zando	flexão,	extensão,	abdução	e	adução.
Articulações interfalângicas do pé
Miranda	(2000)	conclui	que	essas	articulações são	em	dobra-
diça,	resultantes	da	união	das	cabeças	das	falanges	com	as	bases	
das	falanges	adjacentes.	Possuem,	como	elementos	de	estabiliza-
ção,	a	cápsula	articular,	os	ligamentos	plantares	e	os	colaterais	ex-
terno	e	interno.	Realizam,	em	alto	grau,	os	movimentos	de	flexão	
e	de	extensão,	embora	limitados	pela	ação	dos	músculos	flexores	
dos	dedos.	Observe	as	Figuras 144,	145	e	146.
© Cinesiologia194
Figura	143 Ligamentos do pé e tornozelo – vista medial.
Figura	144 Ligamentos do pé e tornozelo – vista lateral.
Claretiano - Centro Universitário
195© U2 - Artrologia
Figuras	145 Mecanismo de trauma 
mais comum do tornozelo.
Figura	146 Movimento de inversão com comprometimento 
dos feixes do ligamento colateral lateral.
Movimentos do tornozelo
O	tornozelo	normal	realiza	40º	de	flexão	plantar	e	30º	de	fle-
xão	dorsal.	Os	movimentos	da	articulação	talocrural	e	do	pé	ainda	
necessitam	ser	definidos,	porque	há	diferença	de	valores	entre	os	
autores.	“Flexão	plantar”	é	o	movimento	em	direção	à	face	plan-
tar	do	pé,	cuja	amplitude	é,	em	média,	de	50°,	sendo	efetivado,	
sobretudo	pelos	músculos	gastrocnêmios	e	sóleo.	A	dorsiflexão	é	
o	movimento	em	direção	à	face	dorsal	do	pé,	cuja	amplitude	é	em	
torno	de	20°,	nas	quais	os	músculos	atuantes	são:	o	tibial	anterior,	
o	extensor	longo	dos	dedos	e	o	fibular	terceiro.	Podemos	observar	
esses	movimentos	na	figura	a	seguir.
Esses	movimentos	ocorrem	no	plano	sagital.	Os	termos	"fle-
xão"	e	"extensão",	aqui,	devem	ser	evitados	devido	aos	conflitos	
de	definição.	Funcionalmente,	flexão	plantar	é	o	mesmo	que	ex-
tensão,	partindo	do	movimento	de	extensão	geral	do	quadril,	do	
joelho	e	do	tornozelo.	Contudo,	anatomicamente	 falando,	dorsi-
flexão	é	o	mesmo	que	extensão,	significando	movimento	em	dire-
ção	ao	lado	extensor	do	pé,	como	ilustra	a	Figura 1
© Cinesiologia196
Dorsiflexão
Posição
Neutra
Plantiflexão
Figura	147 Movimentos de dorsiflexão e extensão.
Na	Figura 148,	 vemos	os	movimentos	do	plano	 frontal,	 cha-
mados	de	"inversão"	e	"eversão".	Inversão	é	a	elevação	da	margem	
medial	do	pé	ou	a	rotação	nas	articulações	tarsais.	Girando	o	pé	de	
anterior	para	medial,	a	amplitude	máxima	desse	movimento	é	de	20°.	
Tal	movimento	é	realizado,	principalmente,	pelo	músculo	tibial	pos-
terior	e	auxiliado	pelos	músculos	gastrocnêmios,	sóleo	e	flexor	longo	
dos	dedos.	Já	a	eversão	é	o	movimento	oposto,	ou	seja,	a	elevação	da	
margem	lateral	do	pé	ou	a	rotação	das	articulações	tarsais.	Girando	
o	antepé	para	lateral,	a	amplitude	máxima	é	de	5°.	Tal	movimento	é	
realizado,	principalmente,	pelos	músculos	fibular	curto	e	longo	e	auxi-
liado	pelos	músculos	extensor	longo	dos	dedos	e	fibular	terceiro.	
Os	movimentos	no	plano	transverso	são	chamados	"adução"	
e	"abdução",	os	quais	ocorrem	no	pé	anterior	e	acompanham	a	in-
versão	e	a	eversão.	Já	a	supinação	descreve	uma	combinação	de	fle-
xão	plantar,	inversão	e	adução,	e,	finalmente,	a	pronação	traduz-se	
por	uma	combinação	entre	a	dorsiflexão,	a	eversão	e	a	abdução.	
Eversão
Inversão
Posição
Neutra
Figura	148 Movimentos de eversão e inversão.
Claretiano - Centro Universitário
197© U2 - Artrologia
Músculos
Segundo	Miranda	(2000),	os	movimentos	do	tornozelo	e	do	
pé	são	realizados	pelos	músculos	extrínsecos	e	intrínsecos.	Os	mús-
culos	extrínsecos	inserem-se	abaixo	do	joelho	até	o	pé	e	realizam	
movimentos	como	a	plantiflexão,	a	dorsiflexão,	a	eversão	e	a	inver-
são,	além	de	atuarem	na	movimentação	dos	dedos.	Os	músculos	in-
trínsecos	são	os	que	se	originam	abaixo	da	articulação	do	tornozelo,podendo	posicionar-se	na	planta	ou	no	dorso	do	pé.	Esses	músculos	
desempenham	a	movimentação	dos	dedos	e	são	subdivididos	em	
três	compartimentos:	anterior,	posterior	e	lateral.
Os	músculos	do	compartimento	anterior,	que	veremos	no	Qua-
dro 17,	também	podem	ser	denominados	“músculos	pré-tibiais”;	são	
eles:	tibial	anterior,	demonstrado	nas	Figuras 149	e	150,	extensor	lon-
go	do	hálux,	extensor	longo	dos	dedos	e	fibular	terceiro,	os	quais	são	
inervados	pelo	nervo	 fibular	profundo	e	pela	artéria	 tibial	anterior,	
sendo	esta	responsável	pelo	suprimento	sanguíneo	dessa	região.	A	
ação	primária	desses	músculos	é	realizar	a	extensão	do	tornozelo	e	
controlar	a	redução	da	flexão	plantar	do	tornozelo	excentricamente.	
Para	maior	compreensão,	observe	ainda	as	Figuras 151, 152 e	153.
Quadro 17	Músculos	do	compartimento	anterior	que	atuam	sobre	
as	articulações	do	pé	e	do	tornozelo.
MÚSCULOS DO COMPARTIMENTO ANTERIOR
Tibial anterior:	dorsiflexão	da	talocrural	e	inversão	da	talocalcânea.
Origem:	côndilo	lateral	e	face	lateral	da	tíbia.
Inserção:	osso	cuneiforme	medial	e	base	do	primeiro	osso	metatarsal.
Extensor longo do hálux:	estende	o	hálux	e	auxilia	na	dorsiflexão	da	talocrural	e	na	
inversão	da	talocalcânea.
Origem:	face	anterior	da	fíbula	e	membrana	interóssea.
Inserção:	base	da	falange	distal	do	hálux.
Extensor longo dos dedos: dorsiflexão	da	talocrural	e	eversão	da	talocalcânea;	estende	as	
metatarsofalângicas	e	as	interfalângicas.
Origem:	côndilo	lateral	da	tíbia,	parte	superior	da	fíbula	e	membrana	interóssea.	
Inserção:	falanges	média	e	distal	dos	quatro	últimos	dedos.	
Fibular terceiro:	dorsiflexão	da	talocrural	e	eversão	da	talocalcânea;	levanta	a	margem	
lateral	do	pé.
Origem:	terço	inferior	da	face	anterior	da	fíbula	e	membrana	interóssea.	
Inserção:	base	do	quinto	osso	metatarsal.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor
© Cinesiologia198
Metatársico	I Cuneiforme
medial
Fonte:	KENDALL	(1987, p.	158).
Figuras	149	e	150	Músculo tibial anterior.	
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	157).
Figura	151	e	152	Músculo extensor longo do hálux.
Claretiano - Centro Universitário
199© U2 - Artrologia
dedos
Extensor
longo dos 
Fibular
terceiro
Galcâneo
Ext. curto dos dedos
Ext. curto
do hálux
Ext. curto dedos
Ext. longo dedos
Ext. longo
dos dedos
Fibular terceiro
Fonte:	KENDALL	(1987,	p.	155).
Figura	153	Músculo extensor longo dos dedos.
© Cinesiologia200
Os	músculos	do	compartimento	posterior	estão	divididos	em	
dois	grupos.	O	grupo	superficial	 inclui	o	sóleo	e	os	gastrocnêmios	
medial	e	lateral	–	designados	em	um	conjunto	como	o	tríceps	su-
ral	–	além	do	plantar	longo,	que	poderão	ser	vistos	na	Figura 1Os	
gastrocnêmios	e	o	sóleo	são	flexores	plantares	poderosos,	enquanto	
o	plantar	longo	contribui	pouco	para	a	função	por	ser	um	músculo	
muito	longo	e	fino,	semelhante	a	um	tendão	em	toda	sua	extensão.	
Os	músculos	do	compartimento	posterior	superficial	recebem	iner-
vação	do	nervo	tibial	e	suprimento	sanguíneo	da	artéria	tibial	poste-
rior.	Observe	o	Quadro 18,	para	maior	entendimento.
Quadro 18	Músculos	do	compartimento	posterior	(grupo	superfi-
cial),	que	atuam	sobre	as	articulações	do	pé	e	tornozelo.
MÚSCULOS DO COMPARTIMENTO POSTERIOR (GRUPO SUPERFICIAL) 
Gastrocnêmio:	atua	na	flexão	plantar	da	talocrural	e	na	inversão	
talocalcânea;	eleva	o	calcanhar	durante	a	marcha	e	contribui	na	flexão	do	
joelho.
Origem:	face	posterior	dos	côndilos	femorais.
Inserção:	face	posterior	do	calcâneo,	através	do	tendão	calcâneo.
Sóleo:	atua	na	flexão	plantar	talocrural	e	na	inversão	talocalcânea;	estabiliza	
a	perna	sobre	o	pé.
Origem:	para	o	músculo	solear	da	tíbia.	
Inserção:	superfície	posterior	do	calcâneo,	no	tendão	do	calcâneo.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
O	 sóleo	 e	 o	 gastrocnêmio	 formam,	 juntos,	 uma	 unidade	 funcio-
nal,	às	vezes	denominada	de	 tríceps	sural.	Os	estudos	 realizados	
coincidem	bastante	no	sentido	de	afirmar	que	a	força	máxima	do	
gastrocnêmio	e	sóleo	pode	exercer	um	esforço	voluntário	de,	apro-
ximadamente,	450	kg	(RASCH;		BURKE,	1977,	p.	375).	
Claretiano - Centro Universitário
201© U2 - Artrologia
Figura	154	Músculos	gastrocnêmio	e	sóleo.
Os	músculos	 do	 compartimento	 posterior	 profundo	 são	 o	
flexor	longo	do	hálux,	o	flexor	longo	dos	dedos,	o	tibial	posterior	e	
o	plopíteo,	que	atua	na	articulação	do	joelho,	descritos	no	Quadro 
19 e ilustrados nas Figuras 155, 156 e 1Cada	músculo	está	cruzado	
com	cada	articulação	do	tornozelo.	Esses	músculos	 também	são	
inervados	pelo	nervo	tibial	e	 recebem	suprimento	sanguíneo	da	
artéria	tibial	posterior,	contribuem	para	a	flexão	plantar	e	estão	lo-
calizados	posteriormente.	Todavia,	a	principal	ação	do	flexor	longo	
do	hálux	e	do	flexor	longo	dos	dedos	é	realizar	a	flexão	do	hálux	e	
dos	quatro	dedos	laterais,	respectivamente.	
© Cinesiologia202
Quadro 19	Músculos	do	compartimento	posterior	(grupo	profundo)	
que	atuam	sobre	as	articulações	do	pé	e	do	tornozelo.
MÚSCULOS DO COMPARTIMENTO POSTERIOR (GRUPO PROFUNDO) 
Flexor longo do hálux:	promove	a	flexão	do	hálux;	auxilia	na	flexão	plantar	da	talocrural	e	
na	adução	da	talocalcânea;	auxilia	na	inversão	do	pé	e	sustenta	o	arco	longitudinal	do	pé.
Origem:	parte	inferior	da	face	posterior	da	fíbula	e	parte	inferior	da	membrana	interóssea.
Inserção:	base	da	falange	distal	do	hálux.
Flexor longo dos dedos:	flete	as	quatro	últimas	metatarsofalângicas	e	inerfalângicas;	
atua	na	flexão	plantar;	auxilia	na	inversão	talocalcânea;	sustenta	o	arco	longitudinal	
do	pé	e	participa	na	adução	talocalcânea.
Origem:	face	posterior	da	tíbia,	abaixo	da	linha	do	músculo	solear.
Inserção:	nas	falanges	distais	dos	quatro	últimos	dedos.
Tibial posterior: potente	inversor	da	talocalcânea;	auxilia	na	flexão	plantar	talocrural	
e	eleva	a	margem	medial	do	pé.
Origem:	face	posterior	da	tíbia	e	fíbula,	e	membrana	interóssea.	
Inserção:	na	tuberosidade	do	osso	navicular	nos	ossos	cuneiformes	e	na	base	dos	
ossos	metatarsais.	
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Figura	155	Músculo flexor longo do hálux. Figura	156	Músculo flexor longo dos dedos.
Claretiano - Centro Universitário
203© U2 - Artrologia
Figura	157	Músculo tibial posterior.
O	compartimento	lateral	contém	os	músculos	responsáveis	
pela	 realização	da	 eversão	do	 tornozelo.	 Esses	músculos	 consis-
tem	nos	fibulares	longo	e	curto,	como	nos	mostra	as	Figuras 158	
e	1Como	num	grupo,	o	nervo	fibular	superficial	 fornece	o	supri-
mento	primário,	bem	como	a	artéria	fibular.	Uma	lesão	no	nervo	
fíbular	comum,	antes	da	sua	decisão	nos	componentes	fibulares	
superficial	e	profundo,	logo	abaixo	da	cabeça	da	fíbula,	resultará	
na	incapacidade	dos	flexores	dorsais	e	dos	eversores	do	tornozelo	
de	realizarem	suas	funções.	Essa	condição	é	denominada	“pé	em	
gota”	ou	“pé	caído”.
© Cinesiologia204
Quadro 20	Músculos	do	compartimento	lateral	que	atuam	sobre	
as	articulações	do	pé	e	do	tornozelo.
MÚSCULOS DO COMPARTIMENTO LATERAL
Fibular longo:	eversão	da	talocalcânea;	auxilia	na	flexão	plantar,	eleva	a	margem	
lateral	do	pé,	abaixa	a	margem	medial	e	participa	na	abdução.
Origem:	cabeça	da	fíbula.
Inserção:	base	do	primeiro	osso	metatarsal	e	primeiro	cuneiforme.
Fibular curto:	eversão	da	talocalcânea;	auxilia	na	flexão	plantar	e	eleva	a	margem	
lateral	do	pé.
Origem:	parte	inferior	da	face	lateral	da	fíbula.
Inserção:	base	do	quinto	metatarsal.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Figura	158	Músculo fibular longo. Figura	159	Músculo fibular curto.
Claretiano - Centro Universitário
205© U2 - Artrologia
Segundo	Miranda	(2000),	os	músculos	do	pé	são	distribuídos	
em	quatro	regiões:	dorsal	do	pé	(Figura 160),	plantar	medial,	plan-
tar	lateral	e	plantar	central.	Os	músculos	intrínsecos	localizados	no	
dorso	do	pé	são	os	extensores	curtos	dos	dedos	e	do	hálux,	sendo	
responsáveis	pela	extensão	do	primeiro	ao	quinto	dedos.	Os	mús-
culos	intrínsecos	da	região	plantar	medial	são:	o	abdutor	do	hálux,	
o	flexor	curto	do	hálux	e	o	adutor	do	hálux.	A	região	plantar	lateral	
é	formada	pelos	músculos	abdutor	do	dedo	mínimo,flexor	curto	
do	dedo	mínimo	e	oponente	do	dedo	mínimo;	já	a	região	plantar	
central	é	formada	pelos	músculos	flexor	curto	dos	dedos,	quadra-
do	plantar,	quatro	lumbricais,	três	interósseos	plantares	e	quatro	
interósseos	dorsais.
Rasch	(1991)	afirma	que,	apesar	do	agrupamento	anatômi-
co,	os	músculos	dos	 três	 grupos	da	 região	plantar	 são	mais	 fre-
quentemente	classificados	por	suas	camadas,	que	são	evidentes	
durante	uma	dissecção	desde	a	primeira	até	a	quarta	camada.	
A	camada	mais	superficial	(primeira,	ilustrada	na	Figura 161)	
é	formada	pelos	músculos	abdutor	do	hálux,	flexor	curto	dos	de-
dos	e	abdutor	do	dedo	mínimo,	os	quais	 se	originam,	 todos,	do	
calcâneo.	A	segunda	camada	(Figura 162)	compõe-se	do	quadrado	
plantar	e	dos	lumbricais.	O	quadrado	plantar	insere-se	no	tendão	
do	flexor	longo	dos	dedos,	auxiliando	esse	músculo	no	movimento	
de	flexão	e	alterando	sua	linha	de	tração	para	aproximá-lo	do	eixo	
longitudinal	do	pé.
A	terceira	camada	(Figura 163)	é	constituída	pelo	flexor	curto	
do	hálux,	pelo	flexor	curto	do	dedo	mínimo	e	pelo	adutor	do	hálux.	
A	quarta	 camada	 (Figura 164)consiste	nos	músculos	 interósseos	
dorsais	e	nos	plantares.	Os	interósseos	dorsais	abduzem	os	dedos	
e	ajudam	a	fletir	a	falange	proximal	e	a	estender	as	falanges	dis-
tais.	Os	interósseos	plantares	aduzem	do	terceiro	ao	quinto	dedos,	
fletem	a	falange	proximal	e	estendem	as	distais.	
© Cinesiologia206
Figura	160	Músculos da região dorsal do pé.
Figura	161	Músculos da região plantar do pé (camada I).
Claretiano - Centro Universitário
207© U2 - Artrologia
Figura	162	Músculos da região plantar do pé (camada II).
Figura	163	Músculos da região plantar do pé (camada III).
© Cinesiologia208
Figura	164	Músculos da região plantar do pé (camada IV).
8. COLUNA VERTEBRAL 
O	movimento	dos	membros	superiores	e	dos	membros	 in-
feriores,	em	qualquer	atividade,	provoca	a	transmissão	de	forças	
à	 coluna	vertebral	que,	por	 sua	vez,	 fornece	 sustentação	para	a	
postura	ereta,	protege	a	medula	espinhal	e	é	local	para	a	fixação	
de	músculos,	além	de	transferir	e	atenuar	cargas	da	cabeça	e	do	
tronco	para	os	membros	inferiores	e	vice-versa.
Na	Figura 165,	veremos	que	a	coluna	vertebral	é	composta	
por	33	vértebras,	das	quais	24	se	unem	para	formar	uma	coluna	
flexível.	Possui	 três	 curvaturas	 fisiológicas:	 torácica	ou	curvatura	
primária	(presente	já	ao	nascimento),	lombar	ou	curvatura	secun-
dária,	que	se	desenvolve	em	resposta	às	forças	exercidas	sobre	os	
corpos	dos	lactentes	quando	estes	começam	a	sustentar	a	cabeça	
e	a	se	sentar,	e	a	cervical,	ilustradas	também	na	Figura 1
Claretiano - Centro Universitário
209© U2 - Artrologia
Figura	165 Coluna vertebral.
Figura	166 Curvaturas fisiológicas da coluna vertebral.
© Cinesiologia210
Segundo	Miranda	(2000),	a	sustentação	e	a	proteção	da	co-
luna	 vertebral	 são	 realizadas,	 em	 parte,	 pelas	 estruturas	 articu-
lares,	as	quais	apresentam	dois	tipos	de	articulações.	As	sínfeses	
cartilagíneas,	 encontradas	 ao	 longo	 da	 coluna	 vertebral	 do	 áxis	
ao	 sacro,	 são	 formadas	 por	 discos	 fibrocartilaginosos	 que	 se	 in-
terpõem	entre	os	corpos	de	vértebras	adjacentes	(Figura 167).	As	
principais	 funções	do	disco	 são	amortecer	 choques,	 igualar	 ten-
sões,	 promover	o	deslocamento	de	uma	 vértebra	 sobre	 a	outra	
e	unir	dois	corpos	vertebrais	adjacentes.	Vale	ressaltar	que	esses	
discos	fibrocartilaginosos	degeneram-se	com	a	idade.
Figura	167 O disco fibrocartilaginoso intervertebral.
Miranda	(2000)	e	Rasch	(1991)	mencionam	que	a	forma	do	
disco	está	relacionada	com	os	corpos	vertebrais	que	por	ele	são	se-
parados	e	que	a	sua	espessura	varia	com	sua	localização	na	coluna	
e	entre	as	diferentes	seções	do	mesmo	disco.	Na	região	torácica,	
os	discos	têm	uma	espessura	quase	uniforme,	enquanto	nas	áre-
as	cervical	e	lombar	são	mais	espessos	na	frente,	o	que	contribui	
para	as	curvaturas	fisiológicas	da	coluna	vertebral.	As	espessuras	
dos	discos	variam	de	acordo	com	a	sua	região,	sendo	que	a	lombar	
possui	9	mm,	a	torácica	5	mm	e	a	cervical	3	mm.	Atribui-se,	aos	
discos,	25%	do	comprimento	da	coluna	vertebral.
Miranda	 (2000)	 ainda	 afirma	 que	 o	 disco	 é	 composto	 por	
duas	partes	funcionais.	Observe	a	Figura 168:
Claretiano - Centro Universitário
211© U2 - Artrologia
•	 Parte periférica ou anel fibroso:	é	a	parede	do	disco	for-
mada	por	uma	malha	fibroelástica	que	envolve	o	núcleo	
pulposo.
•	 Parte central ou núcleo pulposo:	 material	 gelatinoso,	
transparente,	composto	por	até	90%	de	água	e	colágeno.
Figura	168 As divisões funcionais do disco intervertebral (1 – anel fibroso; 2 – núcleo pulposo).
Durante	o	movimento	de	flexão	da	coluna	vertebral,	o	nú-
cleo	pulposo	projeta-se	anteriormente	e	o	anel	fibroso	sofre	com-
pressão	anterior	e	tração	posterior.	Já	no	movimento	de	extensão,	
o	núcleo	pulposo	projeta-se	anteriormente	e	o	anel	fibroso	sofre	
compressão	posterior	e	tração	anterior.
Nas	inclinações	laterais	ou	na	flexão	lateral,	o	núcleo	pulpo-
so	projeta-se	para	o	lado	oposto	da	inclinação	e	o	anel	fibroso	é	
comprimido	no	 lado	côncavo	da	 curvatura	e	 tracionado	no	 lado	
convexo	da	curvatura.	Durante	as	rotações,	o	núcleo	pulposo	so-
fre	uma	 forte	 compressão	e	o	 aumento	da	pressão	 intranuclear	
proporcional	ao	grau	de	rotação.	Já	no	anel	fibroso,	há	tensão	nas	
fibras	orientadas	na	direção	da	rotação	e	menos	tensão	nas	fibras	
orientadas	na	direção	oposta	(MIRANDA,	2000).	
© Cinesiologia212
INFORMAÇÃO: 
As rotações promovem aumento na pressão intradiscal, estreitam o 
espaço articular e criam uma força de atrito no plano horizontal de ro-
tação. Isto faz com que o disco seja mais susceptível à lesão quando 
ocorre a transição da rotação de um sentido para o sentido oposto.
 
A	hérnia	de	disco,	demonstrada	na	Figura 169,	ocorre	quando	
o	anel	 fibroso	não	mais	possui	resistência	suficiente	para	manter	a	
forma	do	disco.	Pode	ocorrer	o	extravasamento	posterior,	com	a	com-
pressão	da	medula	espinhal,	ou	o	extravasamento	lateral,	com	a	com-
pressão	das	raízes	nervosas	que	emergem	do	forame	de	conjugação.
Figura	169 Hérnia de disco.
Rasch	(1991)	apresenta-nos	o	segundo	tipo	de	articulação	da	
coluna	vertebral:	a	articulação	sinovial	encontrada	entre	os	proces-
sos	 articulares	 de	 vértebras	 adjacentes.	 A	 flexibilidade	 da	 coluna	
está	diretamente	relacionada	à	orientação	dessas	articulações	umas	
com	as	outras,	sendo	que	a	orientação	muda	de	região	para	região.
Claretiano - Centro Universitário
213© U2 - Artrologia
A	 sustentação	 ligamentosa	da	 coluna	 vertebral	 provém	de	
seis	estruturas,	demonstradas	na	Figura 1Três	desses	ligamentos	
são	como	bandas	contínuas,	que	vão	do	occipital	ao	sacro.	O	liga-
mento	longitudinal	anterior,	à	frente	dos	corpos	vertebrais,	é	um	
freio	para	a	extensão	da	coluna;	já	o	ligamento	longitudinal	poste-
rior,	situado	exatamente	atrás	dos	corpos	vertebrais,	e	o	ligamento	
supraespinhal,	situado	atrás	das	espinhas,	são	freios	para	a	flexão	
da	 coluna	 vertebral.	 Durante	 a	 flexão,	 o	 ligamento	 longitudinal	
posterior	recebe	uma	pressão	do	núcleo	distal	(CALAIS-GERMAIN,	
1992).
Figura	170 Ligamentos da coluna vertebral.
Os	demais	ligamentos	são	descontínuos.	Entre	duas	lâminas,	
por	exemplo,	está	o	ligamento	elástico	flavo	ou	amarelo,	cujas	ex-
tensibilidade	e	elasticidade	permitem	a	separação	das	lâminas	du-
rante	a	flexão	da	coluna	vertebral;	entre	duas	espinhas	se	encontra	
o	 ligamento	 interespinhal,	que	conecta	os	processos	espinhosos	
© Cinesiologia214
adjacentes;	e,	finalmente,	entre	dois	processos	transversos	super-
postos,	se	encontram	os	ligamentos	intertransversários,	cujas	in-
clinações	 laterais	da	 coluna	 vertebral	os	 colocam	sob	 tensão	do	
lado	convexo	(RASCH,	1991;	CALAIS-GERMAIN,	1992).
Articulações da coluna vertebral
Segundo	Miranda	(2000),	as	articulações	da	coluna	vertebral	
dividem-se	em:
1)	 Intervertebrais:	 articulações	 dos	 corpos	 vertebrais	 (Fi-
gura 172),	articulações	dos	arcos	vertebrais,	articulaçõesatlantoaxiais	 (Figura 171),	 articulações	 lombosacrais	 e	
articulações	sacrococcígeas.
2)	 Costovertebrais:	articulações	das	cabeças	das	costelas,	
articulações	costotransversárias	(Figura 173).
3)	 Craniovertebral ou	atlantoccipital.
4)	 Articulação sacroilíaca.
Figura	171 Articulação atlantoaxial.
Claretiano - Centro Universitário
215© U2 - Artrologia
Figura	172 Articulações entre os corpos vertebrais.
Figura	173 Articulações costovertebrais.
© Cinesiologia216
Movimentos da coluna vertebral
Graças	 à	 mobilidade	 da	 coluna	 vertebral,	 o	 tronco	 pode	
efetuar	movimentos	nos	três	planos:	flexão	(cervical	45o,	 lombar	
75o-95o)	 e	 extensão	 (cervical	 60o,	 lombar	 35o),	 inclinação	 lateral	
(cervical	45o,	lombar	40o)	e	rotação	(cervical	80o).	Dependendo	de	
alguns	 fatores	 que	 variam	 segundo	 a	 região,	 esses	movimentos	
não	têm	a	mesma	amplitude	em	todos	os	níveis	vertebrais,	como,	
por	exemplo,	a	forma	das	vértebras,	a	altura	dos	discos	em	relação	
à	altura	dos	corpos	e	a	presença	de	costelas.
Calais-Germain	 (1992)	 menciona	 que	 esses	 movimentos,	
como	a	flexão	do	quadril	sem	a	flexão	do	tronco,	devem	ser	dife-
renciados	daqueles	que	movimentam	o	tronco	em	bloco	sobre	os	
quadris	e	podem	ser	alcançados	pelos	movimentos	dos	membros,	
como,	por	exemplo,	a	abdução	do	braço,	que	leva	o	tronco	a	uma	
inclinação	 lateral.	O	 tronco	 também	pode	ser	o	 local	em	que	se	
inicia	os	movimentos	de	translação.	Apesar	da	frequência	mínima	
de	incidência,	nos	movimentos	para	frente,	para	trás	e	para	os	la-
dos	ocorre	o	deslizamento	das	vértebras,	mas	a	somatória	de	cada	
articulação	existente	entre	essas	vértebras	permite	uma	certa	am-
plitude.	
Na	flexão	da	coluna,	os	processos	articulares	superiores	des-
lizam	sobre	os	inferiores	para	cima	e	para	frente.	O	disco	é	pinçado	
anteriormente,	e	o	núcleo	pulposo	desloca-se	um	pouco	para	trás.	
As	lâminas	e	as	espinhas	separam-se	e	os	ligamentos	posteriores	
são	colocados	sob	tensão.
Na	extensão,	ocorre	o	contrário,	pois	os	processos	articula-
res	estão	fortemente	contatados,	chegando	a	comprimirem-se.	O	
disco	é	pinçado	posteriormente,	e	o	núcleo	desloca-se	um	pouco	
para	frente.	Já	as	espinhas	e	as	lâminas	aproximam-se	e	todos	os	
ligamentos	posteriores	se	afrouxam,	colocando	o	ligamento	longi-
tudinal	anterior	sob	tensão.
Nas	inclinações	laterais,	o	disco	é	pinçado	do	lado	côncavo	
e	o	núcleo	desloca-se	para	o	lado	convexo.	No	lado	convexo,	há	a	
Claretiano - Centro Universitário
217© U2 - Artrologia
separação	entre	os	processos	articulares,	que	deslizam	de	maneira	
divergente.	Os	ligamentos	estão	tensionados	no	lado	convexo,	sen-
do	que,	nas	rotações,	as	fibras	do	disco	se	torcem	e,	devido	a	essa	
torção,	dois	efeitos	são	produzidos	simultaneamente:	a	tensão	das	
fibras	 colágenas	 e	 a	diminuição	da	 altura	do	disco,	 ocorrendo	a	
compressão	do	núcleo	pulposo.	Nesse	caso,	todos	os	ligamentos	
estão	tensionados	(CALAIS-GERMAIN,	1992).
Músculos da coluna vertebral
Rasch	(1991)	afirma	que	os	músculos	atuantes	na	coluna	ver-
tebral	podem	ser	divididos	em	dois	grupos:	anterior	e	posterior.	Os	
músculos	anteriores	e	posteriores	existem	em	pares,	porém,	tra-
balham	de	modo	independente.	Os	anteriores	realizam	a	flexão	da	
coluna	vertebral,	enquanto	que	os	extensores	realizam	sua	exten-
são.	Podemos,	ainda,	subdividir	cada	grupo,	considerando	a	região	
que	os	músculos	atuam.
Segundo	Miranda	(2000),	os	músculos	da	região	anterior	e	
cervical	são:	reto	anterior	da	cabeça,	reto	lateral	da	cabeça,	longo	
da	cabeça,	 longo	do	pescoço,	hioides,	esternocleidomastoideo	e	
escalenos;	 já	na	região	toracolombar,	encontram-se	os	músculos	
retos	abdominais	oblíquos	externo,	interno	e	transverso	do	abdo-
me,	o	iliopsoas	e	o	quadrado	lombar.	Para	se	contextualizar,	obser-
ve	os	Quadros 21, 22, 23 e 24	e	as	Figuras 174 e 175	que	abordam	
os	músculos	da	coluna	vertebral.
Quadro 21	Músculos	da	coluna	vertebral	–	região	anterior	cervical	
(Figura	175).
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL 
Reto anterior da cabeça: flexiona	a	cabeça.
Origem:	no	processo	transverso	do	atlas.
Inserção:	superfície	inferior	do	occipital	anterior	ao	forame	magno.
Reto lateral da cabeça: flexiona	a	cabeça	lateralmente.
Origem:	no	processo	transverso	do	atlas.
© Cinesiologia218
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL 
Inserção:	processo	jugular	do	occipital.
Longo da cabeça:	flexiona	a	cabeça	sobre	a	coluna	vertebral	e	a	coluna	cervical.	
Origem:	nos	processos	transversos	das	vértebras	cervicais	(de	III	a	VI).	
Inserção: parte	basilar	do	osso	occipital.
Longo do pescoço:	flexiona,	bilateralmente,	a	coluna	cervical;	promove,	
unilateralmente,	uma	flexão	lateral	para	o	mesmo	lado;	desempenha	papel	
importante	na	retificação	da	lordose	cervical	e	equilibra	a	coluna	cervical	em	
condições	posturais.
Origem:	corpo	das	vértebras	torácicas	superiores,	corpo	das	vértebras	cervicais	
inferiores	e	processos	transversos	das	vértebras	cervicais	superiores.
Inserção:	corpo	das	vértebras	cervicais	superiores,	processos	transversos	das	
vértebras	cervicais	e	arco	anterior	do	atlas.
Esternocleidomastoideo:	bilateralmente,	é	flexor	da	cabeça	e	da	coluna	cervical	
contra	resistência;	unilateralmente,	faz	flexão	lateral	da	cabeça	e	da	coluna	para	o	
mesmo	lado	e	determina	a	rotação	da	cabeça	e	da	coluna	para	o	lado	oposto	da	
contração;	estando	o	ponto	fixo	na	cabeça,	promove	a	elevação	do	esterno	e	da	
parte	esternal	da	clavícula.	
Origem:	no	processo	mastoide	do	temporal	e	na	linha	nucal.
Inserção: a	cabeça	esternal	prende-se	na	parte	alta	da	face	anterior	do	manúbrio	do	
esterno	e	a	cabeça	clavicular	nas	faces	superior	e	posterior	da	extremidade	medial	
da	clavícula.
Escalenos anterior, médio e posterior: sustentam	e	elevam	as	duas	primeiras	
costelas,	produzem	uma	rotação	na	coluna	cervical	para	o	lado	oposto	da	contração;	
estando	o	ponto	fixo	nas	costelas,	fazem	a	flexão	da	coluna	cervical	sobre	a	coluna	
torácica;	unilateralmente,	flexionam	a	coluna	cervical	para	o	mesmo	lado.	Na	coluna	
cervical,	não	estando	rígida	pela	contração	dos	músculos	longos	do	pescoço,	podem	
promover	um	aumento	de	lordose	cervical.	
Hioides: dois	grupos	de	músculos	relacionam-se	ao	osso	hioide:	os	supra-hioides	e	
os	infra-hioides.	A	localização	desses	músculos	apresenta	uma	importante	função	na	
flexão	da	cabeça.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Quadro 22	Músculos	da	 coluna	vertebral	 –	 região	 toracolombar	
(Figura 175).
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL – REGIÃO ANTERIOR TORACOLOMBAR 
Reto abdominal:	estando	fixo	o	ponto	de	apoio	no	púbis,	atua	como	um	potente	
flexor	da	coluna	vertebral	torácica;	estando	fixo	o	ponto	nas	costelas	e	no	processo	
xifoide,	promove	uma	retroversão	na	pelve	e	a	flexão	lateral	para	o	mesmo	lado.
Origem:	face	lateral	das	cartilagens	costais	da	quinta	a	sétima	e	processo	xifoide.
Inserção:	crista	do	púbis.
Claretiano - Centro Universitário
219© U2 - Artrologia
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL – REGIÃO ANTERIOR TORACOLOMBAR 
Oblíquo externo do abdome:	bilateralmente,	flexiona	a	coluna	aplicando	força	na	
inserção	proximal;	estando	a	pelve	fixa,	promove	a	rotação	do	tronco	para	o	lado	
oposto	da	contração;	com	o	tronco	fixo,	executa	a	rotação	da	pelve	para	o	mesmo	
lado;	unilateralmente,	flexiona	lateralmente	a	coluna	para	o	mesmo	lado	e,	estando	
o	ponto	fixo	nas	costelas,	promove	a	retroversão	da	pelve.
Origem:	na	face	lateral	das	sete	últimas	costelas.
Inserção:	linha	alba,	crista	ilíaca,	ligamento	inguinal	e	púbis.
Oblíquo interno do abdome:	bilateralmente,	resulta	na	flexão	da	coluna	vertebral;	
unilateralmente,	promove	uma	flexão	lateral	da	coluna	para	o	mesmo	lado;	a	pelve	
estando	fixa,	executa	a	rotação	do	tronco	para	o	mesmo	lado	e,	estando	o	tronco	
fixo,	executa	a	rotação	da	pelve	para	o	lado	oposto.
Origem:	fáscia	toracolombar	e	margem	superior	da	crista	ilíaca.
Inserção:	margem	inferior	das	três	últimas	costelas.
Transverso do abdome: não	contribui	para	a	mecânica	da	coluna	vertebral;	sua	
principal	ação	é	comprimir	e	suportar	as	vísceras	abdominais.Iliopsoas:	executa	a	inclinação	lateral	da	coluna	para	o	mesmo	lado;	faz	a	rotação	
da	coluna	para	o	lado	oposto	da	contração,	a	flexão	da	coluna	toracolombar	sobre	a	
pelve	e	a	flexão	e	a	adução	do	quadril.
Origem:	face	anterior	do	processo	transverso	e	de	todas	as	vértebras	lombares,	face	
lateral	do	corpo	vertebral,	disco	intervertebral	da	décima	segunda	vértebra	torácica	
e	de	todas	as	vértebras	lombares;	dois	terços	superiores	da	fossa	ilíaca,	lábio	interno	
da	crista	ilíaca,	ligamentos	sacroilíaco	anterior	e	iliolombar.
Inserção:	trocânter	menor	do	fêmur;	face	lateral	do	tendão	do	músculo	psoas	maior	
alcançando	algumas	fibras	do	trocânter	menor.	
Quadrado lombar:	flexão	lateral	do	tronco	para	o	mesmo	lado;	elevação	da	pelve	
para	o	mesmo	lado	da	contração;	báscula	anterior	da	pelve;	a	contração	bilateral	
produz	a	extensão	do	tronco.	
Origem:	ligamento	iliolombar	e	face	posterior	do	lábio	interno	da	crista	ilíaca	
adjacente.
Inserção:	margem	inferior	da	12ª	costela	e	face	anterolateral	do	processo	transverso	
de	todas	as	vértebras	lombares.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Para	Miranda	(2000),	no	grupo	posterior	da	região	cervical,	
apresentam-se	os	músculos	trapézio,	esplênio	da	cabeça,	esplênio	
do	pescoço	e	eretores	da	espinha.	Na	região	toracolombar,	encon-
tram-se	os	músculos	do	complexo	transverso-espinhal	(semiespi-
nhal,	multifidos	e	rotadores),	interespinhais	e	intertransversários.
© Cinesiologia220
Quadro 23	Músculos	da	coluna	vertebral	–	região	posterior	cervi-
cal	(Figura	174).
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL – REGIÃO POSTERIOR CERVICAL 
Trapézio: elevação	e	adução	da	escápula.
Origem:	processos	espinhosos	da	C4	a	C7	e	de	T1	a	T12.
Inserção:	terço	externo	da	borda	posterior	da	clavícula,	borda	interna	da	espinha	da	
escápula	e	acrômio.
Esplênio da cabeça: unilateralmente,	produz	a	flexão	lateral	da	cabeça	e	do	pescoço	
para	o	mesmo	lado,	extensão	da	cabeça	sobre	a	coluna	cervical;	extensão	da	coluna	
cervical;	rotação	da	cabeça	e	do	pescoço	para	o	mesmo	lado	da	contração.
Origem:	processo	mastoideo.
Inserção:	sobe,	lateralmente,	como	grossa	lâmina,	e	divide-se	em	partes	para	a	
cabeça	e	o	pescoço;	ligamento	nucal	e	processos	espinhosos	de	C7	a	T6.
Esplênio do pescoço:	unilateralmente,	produz	a	flexão	lateral	da	cabeça	e	do	pescoço	
para	o	mesmo	lado,	extensão	da	cabeça	sobre	a	coluna	cervical;	extensão	da	coluna	
cervical;	rotação	da	cabeça	e	do	pescoço	para	o	mesmo	lado	da	contração.
Origem:	nos	processos	transversos	das	três	primeiras	vértebras	cervicais.
Inserção:	sobe,	lateralmente,	como	grossa	lâmina,	e	se	divide	em	partes	para	a	
cabeça	e	o	pescoço;	ligamento	nucal	e	processos	espinhosos	de	C7	a	T6.
Suboccipitais:	são	os	motores	da	cabeça	sobre	a	coluna	cervical,	ou	seja,	os	
discretos	movimentos	de	pequenas	amplitudes,	quase	automáticos,	que	seguem	os	
movimentos	do	globo	ocular.	Deles	fazem	parte	os	músculos	reto	posterior	maior	
da	cabeça,	reto	posterior	menor	da	cabeça,	oblíquo	superior	da	cabeça	e	oblíquo	
inferior	da	cabeça
Eretores da espinha: músculos	iliocostal,	longuíssimo	e	espinal;	suas	principais	
funções	são	as	de	extensão	e	hiperextensão	da	coluna	vertebral;	unilateralmente,	
fazem	a	flexão	lateral	da	coluna	vertebral	e	a	contração	unilateral	executa	a	rotação	
para	o	mesmo	lado.	
Fonte:	arquivo	pessoal	do	autor.
Quadro 24	Músculos	da	coluna	vertebral	–	região	posterior	tora-
colombar	(Figura	174).
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL – REGIÃO POSTERIOR TORACOLOMBAR 
Semiespinhal: compreende	três	grupos	musculares:	o	semiespinal	do	tórax,	o	
semiespinal	do	pescoço	e	o	semiespinal	da	cabeça,	que	realizam	a	extensão	e	a	
hiperextensão	da	coluna	vertebral,	a	flexão	lateral	da	coluna	e	a	rotação	para	o	
lado	oposto.
Multifido: faz	a	extensão	da	coluna	cervical,	a	flexão	lateral	para	o	mesmo	lado	e	a	
rotação	do	tronco	para	o	lado	oposto.	Tem	função	estabilizadora	e	postural.
Origem:	sacro,	crista	ilíaca,	processos	transversos	das	vértebras	lombares	e	torácicas	e	
processos	transversos	e	articulares	da	quarta	a	sétima	vértebra	cervical.
Claretiano - Centro Universitário
221© U2 - Artrologia
MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL – REGIÃO POSTERIOR TORACOLOMBAR 
Inserção:	nos	processos	espinhais	de	todas	as	vértebras	da	coluna,	exceto	o	atlas.
Rotadores:	extensão	e	hiperextensão	da	coluna	vertebral,	flexão	lateral	para	o	
mesmo	lado	e	rotação	da	coluna	para	o	lado	oposto.
Origem:	processos	transversos	das	vértebras.
Inserção:	processo	espinhoso	da	vértebra,	situada	acima.	
Interespinhais: extensão	e	hiperextensão	da	coluna	vertebral.
Origem:	processo	espinhoso	da	vértebra	supra-adjacente.
Inserção:	processo	espinhoso	da	vértebra	infra-adjacente.
Intertransversário:	bilateralmente,	faz	a	extensão	da	coluna	vertebral;	
unilateralmente,	faz	a	flexão	lateral	da	coluna	vertebral.
Origem:	processo	transverso.
Inserção:	na	margem	inferior	do	processo	transverso	da	vértebra	acima	e	na	
margem	superior	do	processo	transverso	da	vértebra	que	está	abaixo.
Fonte: arquivo	pessoal	do	autor.
Fonte:	NETTER	(2004,	p.	167).
Figura	174 Músculos dorsais do tronco.
© Cinesiologia222
Fonte: NETTER	(2004,	p.	182).
Figura	175 Músculos ventrais do tronco.
9. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS 
Vamos	verificar	como	você	aproveitou	esta	unidade.	Tente	
responder	as	seguintes	questões	para	si	mesmo.
1)	 Considerando	os	graus	de	movimentos,	qual	é	a	classi-
ficação	 funcional	das	articulações?	Dê	um	exemplo	de	
cada.
2)	 Considerando	o	 grau	 de	mobilidade,	 como	podem	 ser	
classificadas	as	articulações	do	ombro,	do	cotovelo,	do	
punho,	do	quadril,	do	joelho	e	do	tornozelo?	Qual	são	os	
tipos	de	cada	uma	dessas	articulações?
3)	 Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	da	cintura	escapular?
4)	 Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	do	om-
bro	considerando	as	articulações	da	cintura	escapular?
Claretiano - Centro Universitário
223© U2 - Artrologia
5)	 Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	do	cotovelo?
6)	 Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	do	co-
tovelo?
7)	 Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	do	punho?
8)	 Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	do	punho?
9)	 Quais	são	as	articulações	que	compõem	a	mão?
10)	 Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	dos	dedos?
11)	Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	da	cintura	pélvica?
12)	Quais	 são	 os	 motores	 principais	 dos	 movimentos	 do	
quadril?
13)	Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	do	joelho?
14)	 Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	do	joelho?
15)	Quais	são	os	principais	ligamentos	dos	joelhos	e	qual	são	
as	funções	de	cada	um?
16)	Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	complexo	ar-
ticular	do	tornozelo?
17)	Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	do	tor-
nozelo?
18)	Quais	são	as	articulações	que	compõem	o	pé?
19)	Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	dos	de-
dos	dos	pés	extrínsecos?
20)	 Quais	são	as	articulações	que	compõem	a	coluna	vertebral?
21)	Quais	são	os	motores	principais	dos	movimentos	da	co-
luna	vertebral?
10. CONSIDERAÇÕES
Nesta	 unidade,	 estudamos,	 segmentarmente,	 o	 corpo	 hu-
mano,	 abordando	 as	 estruturas	 importantes	 para	 a	 função	mo-
tora.	Abordamos	os	conceitos	de	Artrologia	com	uma	explanação	
suficiente	para	o	entendimento	da	Cinesiologia.
© Cinesiologia224
Inicialmente,	 revemos	 alguns	 conceitos	 da	 artrologia	 fun-
cional	 relembrando	os	 componentes	 importantes	das	diferentes	
articulações.	Em	seguida,	estudamos	as	articulações	de	cada	seg-
mento	do	corpo	humano,	ou	seja,	membros	superiores,	membros	
inferiores	e	tronco.	Abordamos	cada	possibilidade	de	movimento	
osteocinemático	e	artrocinemático	e,	também,	a	aplicação	desses	
conceitos	em	sua	prática	profissional.
Por	 fim,	 estudamos	os	músculos	 que	 atuam	 sobre	 as	 arti-
culações	do	tronco	e	dos		membros	inferiores	e	superiores.	Ana-
lisamos	como	os	músculos	estão	posicionados	em	relação	a	cada	
articulação,	conhecendo	suasorigens	e	inserções,	como	também	
qual	a	influência	que	esses	músculos	podem	oferecer	às	articula-
ções	por	meio	dos	movimentos	corporais.	
O	entendimento	da	Cinesiologia	é	fundamental	para	a	atua-
ção	do	profissional	da	Educação	Física,	pois	este	trabalha	os	movi-
mentos	corporais	para	a	prática	física	durante	o	lazer,	os	jogos,	as	
brincadeiras	e,	até	mesmo,	para	a	prática	de	esportes.
Aproveite	esta	oportunidade	para	aprimorar	 seus	conheci-
mentos	e	lembre-se	de	fazer	a	leitura	das	bibliografias	sugeridas	e	
tirar	suas	dúvidas	com	o	tutor.
11. E-REFERÊNCIAS
Lista de figuras
Figura 1	–	Suturas do crânio:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/arrologia/
craniosutura.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 2	–	Sínfise pubiana:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/artrologia/
cartilaginosas.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 4	–	Articulação do joelho, com ligamentos cruzados anterior, posterior e meniscos 
medial e lateral:	 disponível	 em:	 <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/
fisioterapia/traumato/lca/lca3.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 5	–	Exemplo de articulação plana:	disponível	em:	<http://www.my-personaltrainer.
it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 6	 –	 Exemplo de articulação gínglimo:	 disponível	 em:	 <http://www.my-
personaltrainer.it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Claretiano - Centro Universitário
225© U2 - Artrologia
Figura 7	 –	 Exemplo de articulação trocoide:	 disponível	 em:	 <http://www.my-
personaltrainer.it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 8	–	Exemplo de articulação selar:	disponível	em:	<http://www.my-personaltrainer.
it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 9	 –	 Exemplo de articulação condilar:	 disponível	 em:	 <http://www.my-
personaltrainer.it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 10	 –	 Exemplo de articulação esferoide:	 disponível	 em:	 <http://www.my-
personaltrainer.it/fisiologia/articolazioni.html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 13	 –	 Articulações do ombro (1 – acromioclavicular; 2 – subacromial; 3 
– glenoumeral):	 disponível	 em:	 <http://www.clinicadeckers.com.br/imagens/
orientacoes/096_articulacao_ombro.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 22	 –	 Ligamentos acromioclavicular e coracoclaviculares podem se romper:	
disponível	 em	 <http://www.milton.com.br/esporte/casos/images/46/ac_dislocation.
jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 23	–	Anatomia do espaço subacromial:	disponível	em:	<http://www.frrb.com.br/
fotos/man3.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 24	–	Síndrome do Impacto:	disponível	em:	<http://www.eduardoclemente.com.
br/impacto.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 26	–	Ligamentos do ombro:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/
artrologia/ombro1.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 57	–	Ligamentos do cotovelo:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/
artrologia/cotovelo2.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 58	–	Cápsula e ligamentos do cotovelo	–	vista anterior:	disponível	em:	<http://
www.auladeanatomia.com/artrologia/cotovelo2.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 69	–	Arco de movimento do cotovelo – flexão e extensão:	disponível	em:	<http://
www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/035_epicondilite_lateral.
html>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 70 – Ângulo mais eficaz para flexores é em 90º:	disponível	em:	<http://www.
efdeportes.com/efd85/exerc.htm>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 71 – Posturas e atividades repetidas por períodos prolongados podem provocar 
LER ou DORT:	 disponível	 em:	 <http://rodolfoparreira.files.wordpress.com/2009/04/
tendinites2.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 90 – O epicôndilo lateral origem dos extensores é um local de alteração (B) por 
esforço no trabalho ou esporte:	 disponível	 em:	 <http://www.clinicadeckers.com.br/
imagens/orientacoes/35_epicondilite_lateral.jpg>.	Acesso	em	24	maio	2010
Figura 91 –	O epicôndilo lateral origem dos extensores é um local de alteração (B) por 
esforço no trabalho ou esporte:	disponível	em:	<http://www.wgate.com.br/conteudo/
medicinaesaude/fisioterapia/reumato/images/cotov_tenista.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	
20
Figura 102 – Articulação do quadril:	 disponível	 em:	 <http://www.sogab.com.br/
anatomia/quadril3.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 115 – Coxa vara e coxa valga:	disponível	em:	<http://www.healthhype.com/wp-
content/uploads/FemurAngles.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
© Cinesiologia226
Figura 116	 –	Hiperlordose lombar: disponível	 em:	 <http://www.oreeducador.com.br/
Images/Posturas.gif>.	Acesso	em: 24	maio	2010.
Figura 117	–	Músculos flexores do quadril	–	Psoas e ilíaco: disponível	em:	<http://www.
sogab.com.br/anatomia/iliopsoas.jpg>.	Acesso	em: 24	maio	2010.
Figura 118 – Músculo reto femoral:	 disponível	 em:	 <http://sentirbem.uol.com.br/
images/quadri1.jpg>.	Acesso	em: 24	maio	2010.
Figura 119 – Vista posterior do membro inferior. Músculos extensores do quadril:	
disponível	 em: <http://www.anatomiaonline.com/miologia/inferior4.jpg>.	 Acesso	 em:	
24	maio.	2010.
Figura 120 – Músculos adutores do quadril: disponível	em:	<http://www.anatomiaonline.
com/miologia/inferior5.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 121 – Vista posterior do membro inferior com destaque para os músculos 
abdutores do quadril, glúteos médio e mínimo:	 disponível	 em: <http://www.
anatomiaonline.com/miologia/inferior3.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 122 – Vista anterior do membro inferior com destaque para os músculos 
abdutores do quadril, sartório e tensor da fáscia lata:	 disponível	 em: <http://www.
anatomiaonline.com/miologia/inferior7.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 142	 -	Articulações do pé e tornozelo: disponível	em:	modificada	de	<http://2.
bp.blogspot.com/_XbT5CFVQAXs/SrPvQoXqNvI/AAAAAAAABNE/CRZdMW9RIUY/s320/
ossos+do+p%C3%A9.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	20
Figura 143 – Ligamentos do pé e tornozelo – vista medial:	disponível	em: <http://www.
auladeanatomia.com/artrologia/pe1.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 144 – Ligamentos do pé e tornozelo – vista lateral:	disponível	em: <http://www.
auladeanatomia.com/artrologia/pe2.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 145 –	Mecanismo de trauma mais comum do tornozelo.:	disponível	em: <http://
afarias.blog.br/wp/images/Porquetorcemosop_DC84/torcendoop_thumb.jpg>.	 Acesso	 em:	
24	maio	2010.
Figura 146	– Movimento de inversão com comprometimento dos feixes do ligamento 
colateral lateral:	disponível	em:	<http://www.bailavc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/
estiramento_01.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 147 – Movimentos de dorsiflexão e extensão:	 disponível	 em:	 <http://www.
efdeportes.com/efd120/tenorrafia01.gif>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 148 – Movimentos de eversão e inversão:	disponível	em: <http://www.efdeportes.
com/efd120/tenorrafia01.gif>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 154	-	Músculos gastrocnêmio e sóleo:	disponível	em:	<http://www.anatomiaonline.
com/miologia/inferior4.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 155 – Músculo flexor longo do hálux:	disponível	em: Modificado	de	<http://www.
fisionet.com.br/upload/galerias/74.jpg>.	 Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 156 – Músculo flexor longo dos dedos:	disponível	em:	modificado	de	
<http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.anatomiahumana.ucv.cl/
kine1/fotos1/228.jpg&imgrefurl=http://www.anatomiahumana.ucv.cl/efi/modulo17.
html&usg=__JKHD0_UKzEFsrI3iyDhg85UO7HI=&h=467&w=202&sz=28&hl=pt-
BR&start=12&um=1&tbnid=Xd_StkWMKgLh5M:&tbnh=128&tbnw=55&prev=/images%
Claretiano - Centro Universitário
227© U2 - Artrologia
3Fq%3Dflexor%2Blongo%2Bdos%2Bdedos%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26um%3D1>.	
Acesso	em:	24	maio.	2010.
Figura 157 – Músculo tibial posterior:	 disponível	 em:	 <http://3.bp.blogspot.com/__
VfCJNgsxK4/Sd0k5TdtI/AAAAAAAAAAU/WHD7Gwtd71s/s320/tibial+posterior.jpg>.	
Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 158 – Músculo fibular longo:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/
sistemamuscular/fibularlongo.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 159– Músculo fibular curto:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.com/
sistemamuscular/fibularcurto.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 160 – Músculos da região dorsal do pé:	 disponível	 em:	 <http://www.
anatomiaonline.com/miologia/inferior11.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 161 – Músculos da região plantar do pé (camada I):	disponível	em:	<http://www.
anatomiaonline.com/miologia/inferior12.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 162 – Músculos da região plantar do pé (camada II):	disponível	em:	<http://www.
anatomiaonline.com/miologia/inferior13.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 163 – Músculos da região plantar do pé (camada III):	 disponível	 em:	<http://
www.anatomiaonline.com/miologia/inferior14.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 164 – Músculos da região plantar do pé (camada IV):	disponível	em:	<http://
www.anatomiaonline.com/miologia/inferior15.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 165 – Coluna vertebral:	 disponível	 em:	 <http://adoratual.files.wordpress.
com/2009/06/coluna-vertebral.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 166 – Curvaturas fisiológicas da coluna vertebral:	disponível	em:	<http://www.
drgilberto.com/coluna.gif>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 167 – O disco fibrocartilaginoso intervertebral:	 disponível	 em:	 <http://www.
colunars.com.br/images/coluna_2_01.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 168 – As divisões funcionais do disco intervertebral (1 – anel fibroso; 2 – Núcleo 
pulposo):	 disponível	 em:	 <http://www.brazzini.com.pe/images/discointervert1.gif>.	
Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 169 – Hérnia de disco:	disponível	em:	<http://www.monografias.com/trabajos16/
hernia-cervical/Image6690.gif>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 170 – Ligamentos da coluna vertebral:	 disponível	 em:	 <http://www.
auladeanatomia.com/artrologia/coluna6.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 171 – Articulação atlantoaxial:	 disponível	 em:	 <http://www.auladeanatomia.
com/artrologia/coluna1.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 172 – Articulações entre os corpos vertebrais:	 disponível	 em:	 <http://www.
auladeanatomia.com/artrologia/coluna9.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
Figura 173 – Articulações costovertebrais:	disponível	em:	<http://www.auladeanatomia.
com/artrologia/coluna12.jpg>.	Acesso	em:	24	maio	2010.
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CALAIS-GERMAIN,	B.	Anatomia para o movimento.	São	Paulo:	Manole,	1992.
COHEN,	M.	 Lesões nos esportes:	 diagnóstico,	 prevenção,	 tratamento.	 Rio	 de	 Janeiro:	
Revinter,	2003/20
© Cinesiologia228
DRAKE,	R.	L.;	VOGL,	W.;	MITCHELL,	A.	W.	M.	Gray’s anatomia para os estudantes.	Rio	de	
Janeiro:	Elsevier,	2005.
DUFOUR,	 M.	 et	 al.	 Cinesioterapia:	 avaliações	 técnicas	 passivas	 e	 ativas	 do	 aparelho	
locomotor	–princípios.	Tradução	de	Joel	João	da	Silva.	São	Paulo:	Panamericana,	1989.
HAMIL,	 J.;	 KNUTZEN,	 K.	 M.	 Bases biomecânicas do movimento humano.	 São	 Paulo:	
Manole,	1999.
KAPANDJI,	 I.	 A.	 Fisiologia articular:	 esquemas	 comentados	 da	 mecânica	 humana	 –	
membro	superior.	Tradução	de	Márcia	Colliri	Camargo	e	Ângela	Gonçalves	Marx.	ed.	São	
Paulo:	Manole,	1990.
KENDALL,	F.	P.	Músculos, provas e funções.	ed.	São	Paulo:	Manole,	1987.
LIPPERT,	L.	Cinesiologia clinica para fisioterapeutas:	incluindo	teste	para	auto-avaliação.	
Tradução	de	Fátima	Palmieri.	ed.	Rio	de	Janeiro:	Revinter,	19
MARTINI,	F.	H.;	TIMMONS,	M.	J.;	TALLITSCH,	R.	B.	Anatomia humana.	ed.	Porto	Alegre:	
Artemd,	2009.
MIRANDA,	E.	Bases de anatomia e cinesiologia.	ed.	Rio	de	Janeiro:	Sprint,	2008.
NETTET,	 F.	H.	Atlas de anatomia humana.	 Tradução	de	 Jacques	Vissoky.	Porto	Alegre:	
Artes	Médicas,	19
NETTER,	F.	H.	Atlas de anatomia humana.	Tradução	de	Jacques	Vissoky.	ed.	Porto	Alegre:	
Artmed,	2000.
______.	______	ed.	Porto	Alegre:	Artmed,	2004.
PUTZ,	 R.;	 PABST,	 R.;	 SOBOTTA,	 J.	 Atlas de anatomia humana.	 ed.	 Rio	 de	 Janeiro:	
Guanabara	Koogan,	2006.
RASCH,	P.	 J.	Cinesiologia e anatomia aplicada.	ed.	Rio	de	 Janeiro:	Guanabara	Koogan,	
1991.
REIDER,	B.	O exame físico em ortopedia.	Tradução	de	Patrícia	Lydie	Voeux.	Rio	de	Janeiro:	
Guanabara	Koogan,	20
SMITH,	L.	K.;	WEISS,	E.	L.;	LEHMKUHL,	L.	Cinesiologia clínica de Brunnstrom.	Tradução	de	
Flora	Maria	Gomide	Vezza.	ed.	São	Paulo:	Manole,	1987.
______.	______.	ed.	São	Paulo:	Manole,	1997.
SOBOTTA,	J.	Atlas de anatomia humana.	ed.	Rio	de	Janeiro:	Guanabara	Koogan,	19
STEWART,	G.	The skeletal and muscular systems.	Chelsea	House	Publishers,	2004.
WIRHED,	 R.	Atlas de anatomia do movimento.	 Tradução	 de	 Anita	 Viviani.	 São	 Paulo:	
Manole,	1986.
WHITING,	W.	C.;	ZERNICKE,	R.	F.	Biomecânica da lesão musculoesquelética.	Tradução	de	
Giuseppe	Taranto.	Rio	de	Janeiro:	Guanabara	Koogan,	20

Mais conteúdos dessa disciplina