Delirium
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Delirium


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Delirium 
Como já dito, é um declínio agudo nos níveis tanto de consciência quanto de cognição, com particular comprometimento da atenção. O sintoma inconfundível é o prejuízo da consciência (associado a prejuízos globais das funções cognitivas). 
Obs.: Abordagens atuais ao delirium concentram-se majoritariamente nos fatores precipitantes e destinam pouca atenção aos fatores predisponentes. 
As principais causas de delirium são as doenças do SNC (ex.: epilepsia), doença sistêmica (falência cardíaca) e intoxicação ou abstinência de agentes farmacológicos ou tóxicos. 
Postula-se que o principal neurotransmissor envolvido no delirium seja a acetilcolina. Outros, serotonina e glutamato. 
O exame físico com frequência revela indícios para a causa do delirium. A presença de uma doença física conhecida ou uma história de lesão cerebral traumática ou dependência de álcool ou de outra substância aumenta a probabilidade do diagnostico. 
Diagnóstico diferencial: 
1. Demência: Tempo de desenvolvimento da condição e a oscilação no nível de atenção no delirium em comparação com a atenção relativamente consistente da demência. No delirium é curto (com exceção da demência vascular AVC) o início da demência é gradual e insidioso. Um paciente com demência costuma ficar alerta já um com delirium apresenta episódios de redução de consciência. 
2. Esquizofrenia ou depressão: Esses pacientes podem apresentar períodos de comportamento extremamente desorganizado de difícil distinção. Os delírios e as alucinações são mais constantes e organizados nos esquizofrênicos que os com delirium. Os esquizofrênicos costumam não apresentar alteração no nível de consciência nem orientação. Os com sintomas hipoativos costumam parecer semelhantes com uma pessoa gravemente deprimida, mas são diferenciados pelo EEG.
Curso e prognóstico: 
O delirium costuma ser repentino, sintomas prodrômicos podem ocorrer nos dias que antecedem o início dos sintomas mais desenvolvidos. Costuma durar menos de uma semana. Remoção dos fatores> sintomas retrocedem ao longo de 3 a 7 dias (alguns podem levar duas semanas). 
Tratamento: 
O objetivo primário é abordar a causa subjacente. (Ex.: toxicidade anticolinérgica pode ser indicado o uso de salicilato de fisostigmina, de 1 a 2 mg por via intravenosa ou intramuscular com repetição da dose em 15 a 30 minutos. Fornecer apoio físico, sensorial e ambiental. 
Farmacoterapia:
Os dois principais sintomas de delirium que podem exigir tratamento farmacológico são: psicose e delírio. 
Tratamento especial: 
· Parkinson: Antiparkinsonianos frequentemente são implicados na causa de delirium. Reduzir a dosagem do antiparkinsonianos ou quase não ter como, aderir o uso da clozapina. Caso o paciente não tolere, devem ser considerado agentes alternativos. 
· Doenças terminais: O foco pode mudar de uma busca agressiva pela etiologia do delirium para cuidados paliativos, conforto e assistência diante da morte.