Prévia do material em texto
Isabella Vicente Mecanismo de Parto É o conjunto de movimentos e fenômenos causados pelo feto durante sua passagem no canal de parto. RELAÇÕES UROFETAIS São as relações espaciais entre o organismo materno e o produto conceptual. ATITUDE • É a relação das partes fetais entre si, assim, ela depende da disposição dos membros e da coluna vertebral • Divide-se em flexão e deflexão • Na maioria das vezes o feto encontra-se em flexão generalizada durante toda a gestação e o parto. • Flexão generalizada é quando a coluna vertebral se curva ligeiramente, produzindo uma concavidade voltada para a face anterior do concepto, enquanto os membros se apresentam flexionados e anteriorizados. • Extensão da coluna vertebral é um fenômeno anormal com deflexão do polo cefálico, o que leva às apresentações defletidas de 1º, 2º e 3º graus. • A ausência persistente da flexão de todos os membros pode significar sofrimento fetal grave por perda de tônus muscular. SITUAÇÃO • consiste na relação entre o maior eixo da cavidade uterina e o maior eixo fetal. Essa relação dá origem a três possibilidades de situação fetal: longitudinal, transversa e oblíqua • fatores que predispõem a situação fetal transversal: multiparidade, placenta prévia, polidrâmnio e anomalias uterinas APRESENTAÇÃO • É a região fetal que ocupa a área do estreito superior e nela se vai insinuar. • Não existe apresentação antes do sexto mês de gestação (o diâmetro fetal tem que ser maior que da bacia) • Quando a situação fetal é longitudinal apresentação pode ser: cefálica ou pélvica • Quando a situação fetal é córmica a apresentação pode ser: córmica dorsoanterior e córmica dorsoposterior • A: apresentação cefálica fletida Isabella Vicente • B: apresentação cefálica defletida de 1º grau ou apresentação de Bregma • C: apresentação cefálica defletida de 2º grau ou apresentação de fronte • D: apresentação cefálica defletida de 3ºgrau ou apresentação de face • E: apresentação pélvica completa • F: apresentação pélvica incompleta • G: apresentação córmica dorsoanterior • H: apresentação córmica dorsoposterior FASES DO MECANISMO DE PARTO São divididos em três fases: insinuação, decida e desprendimento INSINUAÇÃO • A insinuação (ou encaixamento) é a passagem da maior circunferência da apresentação através do anel do estreito superior • Para que ocorra a insinuação é necessário que ocorram a flexão, o acavalgamento e o assinclitismo. A insinuação ocorre devido a redução dos diâmetros, que variam de acordo com a apresentação: o Apresentação cefálica: flexão ou deflexão o Apresentação pélvica: aconchegando-se os membros inferiores sobre o tronco ou desdobrando-se os mesmos, para baixo ou para cima o Apresentação cómica: a insinuação não ocorre com feto de tamanho normal, em decorrência da grande dimensão dos diâmetros. • A insinuação nas apresentações cefálicas fletidas varia conforme o tipo de pelve, nas de tipo ginecoide, ele se dá, preferencialmente, pelo diâmetro transverso ASSINCLITISMO • É quando a cabeça não está exatamente alinhada no meio do eixo transversal (entre a púbis e o sacro). • Sinclitismo é quando a sutura sagital está alinhada ao eixo transversal • Graus moderados de assinclitismo são a regra no trabalho de parto normal. No entanto, quando é grave, essa condição é uma razão comum de desproporção cefalopélvica, mesmo que a pelve tenha outras dimensões normais. O desvio sucessivo do assinclitismo posterior para o anterior auxilia na descida o Assinclitismo anterior: é quando a sutura sagital se aproxima do promontório sacral o Assinclitismo posterior: é quando a sutura sagital se situa próximo a sínfise DESCIDA A descida ocorre desde o início do trabalho de parto e só termina com a expulsão total do feto. • Nas nulíparas, a insinuação pode acontecer antes do início do trabalho de parto, e a descida adicional(rotação interna) não acontece até depois do início do segundo estágio. • Nas multíparas, a descida em geral começa com a insinuação, sendo promovida por uma ou mais das seguintes quatro forças: o pressão do líquido amniótico o pressão direta do fundo sobre a pelve durante as contrações Isabella Vicente o esforços maternos de empurrar para baixo com os músculos abdominais o extensão e retificação do corpo fetal. FLEXÃO A cabeça em movimento de descida encontra uma resistência, a cérvice, isso ocasiona uma maior flexão da cabeça e membros. • Nesse movimento, o queixo é colocado em contato mais direto com o tórax fetal, ou seja, o diâmetro occipitofrontal é substituído pelo diâmetro suboccipitobregmático ROTAÇÃO INTERNA Esse movimento consiste na rotação da cabeça, de modo que o occipício se movimente de maneira gradual no sentido da sínfise pubiana anteriormente, a partir de sua posição original, ou, com menos frequência, posteriormente no sentido da concavidade do sacro. EXTENSÃO Depois da rotação interna, a cabeça flexionada alcança a vulva e sofre extensão. → Quando a cabeça não se estende Quando a cabeça flexionada, ao chegar ao soalho pélvico, não se estendeu, porém foi direcionada ainda mais para baixo, ela pode impingir (forçar) sobre a parte posterior do períneo e, mais adiante, ser forçada através dos tecidos do períneo. Entretanto, quando a cabeça pressiona o soalho pélvico, duas forças entram em ação. o Primeira: é exercida pelo útero, e atua em direção mais posterior o Segunda: é produzida pelo assoalho pélvico e pela sínfise, atua em sentido mais interior ▪ Após a aplicação dessas forças, o feto é empurrado para o orifício da vulva e, desse modo, provoca extensão da cabeça. • A extensão coloca a base do occipício em contato direto com a borda inferior da sínfise pubiana • Com a distensão do períneo e do orifício vaginal, uma parte cada vez maior do occipício aparece de forma gradual • A cabeça emerge quando o occipício, o bregma (superfície do crânio), a fronte, o nariz, a boca e, por fim, o queixo passam sucessivamente sobre a borda anterior do períneo • Imediatamente depois de sair, a cabeça cai na direção do períneo, de modo que o queixo se apoia no ânus materno. DESPRENDIMENTO Isabella Vicente ROTAÇÃO EXTERNA É quando o corpo fetal rotaciona fora do corpo materno. • Esse movimento realiza a restituição da cabeça e realiza o “alinhamento” dos ombros • Esse movimento é gerado pelos mesmos fatores da rotação interna da cabeça A cabeça expulsa faz restituição: • Se o occipício estava originalmente voltado para o lado esquerdo, ele roda na direção da tuberosidade isquiática esquerda. • Se occipício estava orientado originalmente para a direita, o ele roda para a direita. EXPULSÃO Quase imediatamente depois da rotação externa, o ombro anterior aparece sob a sínfise pubiana, e o períneo logo é distendido pelo ombro posterior. Depois da saída dos ombros, o restante do corpo passa rapidamente MOVIMENTOS DO TRABALHO DE PARTO Isabella Vicente Referências: ZUGAIB, WILLIAMS e REZENDE. Isabella Vicente