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UNIVERSIDADE PAULISTA 
 
 
 
GEOVANNA SOARES DE SOUZA -RA:N398388 TURMA: PS3P42 
HELLEM JULIA ALMEIDA FONSECA - RA: N461179 TURMA: PS3P42 
KENYA NOLETO DE SOUSA - RA:N4470E1 TURMA: PS3P42 
YASMIN BEATRICE A. DE ANDRADE - RA: D892304 TURMA: PS3Q42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PSICOLOGIA CONSTRUTIVISTA: 
Análise do grafismo e análise cinematográfica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2020 
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GEOVANNA SOARES DE SOUZA -RA:N398388 TURMA: PS3P42 
HELLEM JULIA ALMEIDA FONSECA - RA: N461179 TURMA: PS3P42 
KENYA NOLETO DE SOUSA - RA:N4470E1 TURMA: PS3P42 
YASMIN BEATRICE A. DE ANDRADE - RA: D892304 TURMA: PS3Q42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PSICOLOGIA CONSTRUTIVISTA: 
Análise do grafismo e análise cinematográfica. 
 
 
 
 
 
Trabalho avaliativo em atribuição à nota parcial do 
segundo bimestre (NP2), da disciplina Psicologia 
Construtivista, inserida na grade do curso de graduação 
em Psicologia apresentado à Universidade Paulista. 
 
 
 
 
 Professora:Grisiele Sillva 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2020 
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SUMÁRIO 
Sumário…………………………………………….…………………………....3 
Introdução (Parte Um)……………………...…………...………………………..4 
Desenvolvimento………………………………………...……………………… .5 
Análise dos desenhos………………………………………….……………….....7 
Conclusão………………………………………………………………………...10 
Introdução (Parte Dois)…………………………………………………………..12 
Desenvolvimento……………………………………………………………....…13 
Empirismo X Construtivismo…………………………………………… .13 
Aspectos Familiares e Escolares………………………………………. ..14 
Pressuposto Teóricos Piagetiano………………………………………....16 
Desenhos………………………………………………………………...19 
Conclusão………………………………………………………………………...20 
Referências ………………………………………………………………………21 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
INTRODUÇÃO (Parte Um) 
O presente trabalho tem como objetivo proporcionar aos discentes a oportunidade de 
empregar os conhecimentos teóricos aplicados em sala aos desenhos colhidos pela professora Grisiele. 
A partir das teorias de desenvolvimento do grafismo infantil propostos por Luquet e Lowenfeld, 
iremos analisar os desenhos interligando-os com os estágios de Piaget. 
É fundamental destacar a importância dos estudos do grafismo, pois, a partir deles pode-se 
entender em que estado do desenvolvimento cognitivo e social a criança se encontra, os desenhos são 
meios de se compreender a realidade interna e visão de mundo que a criança constrói. No artigo “A 
casa: cultura e sociedade na expressão do desenho infantil” a autora Sonia Grubits faz uso da aplicação 
e interpretação de desenhos para compreender a realidade de crianças pertencentes a comunidades 
indígenas, tendo-se um exemplo da aplicabilidade dessa interpretação. Essa e muitas outras produções 
científicas fazem uso da análise de desenhos, destacando a importância dos mesmos. 
Os desenhos que serão analisados foram aplicados em crianças de 2 a 15 anos de idade, serão 
18 desenhos, dois de cada criança para que não haja equívocos. As categorias dos desenhos são: 
representações de família (1) e desenho livre (2). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DESENVOLVIMENTO 
Os desenhos infantis possuem caráter fundamental para análise e entendimento da atual fase 
de desenvolvimento biopsicossocial em que a criança se encontra, pois, através deles pode-se ter 
acesso a forma com que esta representa o mundo e como o sente, demonstrando seus conflitos e 
desejos. Segundo Sílvia Helena Virote de Souza, especialista em educação: 
 
‘Ao desenhar, a criança expressa seus sentimentos, seu pensamento e suas 
vivências, fazendo a interpretação do mundo, além de estimular a inteligência, 
desenvolver a linguagem e o pensamento lógico.’ ( Souza, Silvia Helene Virote. 
Revista Thelma, 2012) 
 
A partir das ideias proposta de Luquet e Lowenfeld assimilando-as com as de Piaget é 
possível perceber como a criança se encontra na fase de desenvolvimento. 
Os resultados advindos dos estudos dos intelectuais Luquet e Lowenfeld auxiliaram na 
melhor compreensão do desenvolvimento do grafismo infantil. Ambos propuseram fases que as 
crianças passam até alcançar um desenho com cunho maduro que representa o mundo de forma mais 
similar ao adulto. 
Segundo esses pensadores, os desenhos possuem fases características de desenvolvimento, 
que acompanham a ordem dos estádios propostos por Piaget. Expondo e intercalando respectivamente 
as fases propostas por Luquet e Lowenfeld, tem-se: A primeira fase é ao do realismo fortuito que 
corresponde ao período sensório motor, ocorre por volta dos dois anos de idade. Esse período dividido 
em duas fases: a primeira a criança desenha pelo prazer do movimento corporal, por poder 
desempenhar a ação de rabiscar em um intuito de imitar as atividades de escrever e desenhar dos 
adultos (Luquet, 1969). 
Já a segunda parte é onde se inicia a representação, a criança começa a querer assemelhar 
seus rabiscos com formas já conhecidas e então ocorre a transição para o próximo nível de 
5 
desenvolvimento. Segundo Bombonato e Farago (2016): “Do fazer involuntário, a criança passa para o 
processo de premeditação, que seria a descoberta do grafismo passando-o para a intencionalidade.” 
De acordo com Lowenfeld (1976) a primeira fase se denomina Rabiscação desordenada ou 
garatujas, nessa fase a criança tem cerca de um ano e meio e desenha pelo prazer da ação, atendendo 
as suas expectativas motoras. Esse período se divide em dois também, onde a segunda parte é a 
Rabiscação longitudinal. Nessa parte é possível perceber que a criança começa a incrementar 
significado e intenção aos desenhos e demonstrando figuras isoladas. 
A segunda fase é o Realismo fracassado, nesse momento, apesar das limitações nas 
representações, a criança começa a transpor seu mundo. Mostrando através de desenhos, que possuem 
traços imprecisos, o que ela entende, vê e conhece, por essa falta de habilidade ainda em reprodução 
que surge o nome de realismo fracassado. Ocorre por volta dos três a quatro anos de idade. Para 
Lowenfeld o próximo estágio é o Pré-esquemático, de acordo com Bombonato e Farago (2016): 
“Neste estágio a figuração está presente, pelo fato da criança fazer 
relações “entre desenhos, pensamentos e realidade” (SOUZA, 2010, p. 22). 
As garatujas não perdem seus sentidos, apenas torna as mesmas 
reconhecíveis e com significados. Isto porque, a criança experimenta todos 
os seus símbolos e repete diversas vezes para chegar a um conceito de 
forma”(pg 17, 2016) 
 
A criança inicia a representação de objetos e figuras humanas possuindo a intenção de 
representar e aplicar um simbolismo aos seus desenhos. Seus traços possuem exageros e omissões da 
realidade, mas é a partir dessas tentativas que essa se desenvolve mentalmente. Esse autor ainda 
destaca que nesse período as crianças fazem muito uso da narração. 
A próxima fase é chamada de Realismo Intelectual, nesse estágio a representação da criança 
alcança a forma de retratar o que conhece e vê com mais realismo de fatos, ela desenha o que sabe e se 
aproxima mais das figuras reais (Luquet, 1969). São desenvolvidos nos desenhos as características de 
rebatimento, transparência, planificação e mudança do ponto de vista, todos esses auxiliam na criação 
de um desenho mais “avançado” intelectualmente. Período desenvolvido entre dez a dozeanos. A 
figuração esquemática proposta por Lowenfeld, destaca os aspectos de transparência nos desenhos e o 
uso das formas geométricas, a linha de base também está bem desenvolvida. É desse período que as 
relações sociais e culturais começam a aparecer nos desenhos das crianças. 
6 
O último estágio é chamado Realismo Visual, de acordo com Luquet, é onde a criança, por 
volta dos 9 anos consegue expor em seus desenhos as significações da cultura em que está inserida 
(Mèredieu 2006). Ela então começa a se assemelhar ao olhar expresso pelos adultos. Lowenfeld (1976) 
expõe que no período de Figuração realista, a criança se torna detalhista entendendo e aplicando as 
proporções corretas dos objetos e o uso de sombras para aperfeiçoar os desenhos. Outro aspecto 
importante alcançado nessa fase é que a criança desenvolve a ideia de coletivo, se vendo inserido em 
uma sociedade. 
Piaget também elaborou uma série de estágios que a criança passa no desenvolvimento do 
grafismo, estes são ligados às características do próprio desenvolvimento da inteligência. As fases dos 
desenhos propostas por ele, de um modo geral, é bastante semelhante aos autores citados 
anteriormente, exceto pelo fato de ter apresentado um total de cinco fases, ou seja, uma a mais 
comparado aos outros que apresentaram apenas quatro. São elas: 
● Garatujas (desordenada/ordenada): inicia-se na fase sensório motora (0-2 anos) passando pelo 
estágio pré-operacional (dois a sete anos), estendendo-se até os 3 ou 4 anos. 
● Pré-esquematismo (2-7 anos); 
● Esquematismo (7 a 10 anos); 
● Realismo (que surge normalmente no fim das operações concretas); 
● Pseudo-Naturalismo (a partir dos 10 anos); 
 
ANÁLISE DOS DESENHOS 
Os primeiros desenhos analisados foram produzidos pela criança “A”. Os desenhos 1 e 2 
demonstram traços de pouca intencionalidade, a criança faz uso de rabiscos para representar sua 
família. Durante o processo de produção dos desenhos a criança vai narrando, de forma misturada os 
fatos,um dia em família. Através dos traços ​apresentados de rabiscação percebe-se o movimento 
desordenado que a criança do estádio sensório- motor está tentando desenvolver. Ainda que no 
desenho 1 ela tenha sido instruída a representar a família, no desenho 2 que é uma modalidade livre, 
ela permanece demonstrando seus traços de uma exploração desordenada dos seus movimentos sobre 
o papel.​Entendemos que a criança está nas fases de Realismo fortuito (Luquet, 1969) e Rabiscação 
desordenada (Lowenfeld, 1976/1977). 
Depreende-se que a criança “B” encontra-se na segunda etapa do realismo a criança começa a 
ter intenção na hora de desenhar, trazendo o intuito de expressar suas ideias. Os rabiscos começam a 
ser desenhados separados na folha e as cores começam a ser usadas com o objetivo de melhor 
7 
representação. O desenho juntamente com relato da criança, retrata traços como do pré-esquema 
2°fase, segundo Piaget. A relação entre o pensamento e a realidade da criança é desenvolvida através 
da história onde ele se preocupa de nomear os símbolos apresentados como a bicicleta. Os movimentos 
corporais, ao relatar a história, deixa clara a relação da realidade e do emocional. 
 A partir dos traços analisados representando as figuras humanas com omissão ou exagero das 
características supomos que a criança “c” encontra-se nas fases de realismo fracassado e pré 
esquemático. Por ainda apresentar limitações nas representações mentais seus desenhos possuem 
incapacidade sintéticas, ou seja, ainda não consegue agrupar com coerência os traços.Segundo a 
narrativa, a criança expressa características de animismo e artificialismo ao relatar o cansaço da 
boneca durante o passeio. 
A criança “D” tem 14 anos. Segundo Piaget ela se encontra no último estágio do 
desenvolvimento, chamado de operatório formal, no qual o sujeito apresenta aspectos do grafismo nos 
estágios do realismo visual (Luquet, 1969) e figuração realista (Lowenfeld, 1976). Para Piaget, a 
criança transfere para o papel parte de sua subjetividade, exemplificado pelo modo no qual a criança 
desenha a si mesma dentro de sua casa, dançando e cantando. Os traços são mais detalhistas, 
apresentando aspectos do realismo. Nessa mesma parte, podemos também perceber características de 
transparência, de acordo com Lowenfeld. Segundo a narrativa, o 2-D desenho foi inspirado na cena de 
um seriado, algo que aparentemente foi bastante marcante para ela. Podemos identificar então, 
algumas características do Pseudo Naturalismo, como também a ideia de abstração onde a criança 
coloca a frase “maktub” , esta representa a ideia de “estava escrito/tinha que acontecer”. 
Quanto ao “Sujeito E”, podemos supor que ele está na fase de operações concretas, onde os 
esquemas conceituais e operações mentais dependem de objetos e situações reais, tal como mostra o 
desenho 1, no qual ele retrata uma experiência pessoal: o passeio com a família, que aparentemente, 
era algo comum entre o sujeito e seus familiares antes da pandemia. Embora o desenho 2 (livre) possa 
parecer fantasioso -característica bastante presente no estágio anterior, pré operatório - em razão dos 
elementos de contos de fadas, como castelos e princesas, a história que ele conta é coerente e seus 
traços são coordenados de tal forma que é possível deduzir do que se trata mesmo sem a narrativa da 
criança, característica do realismo intelectual. 
Neste desenho conseguimos observar que o ‘’Sujeito F’’ demonstra estar na etapa realismo 
fracassado, assim reproduzindo a imagem com a intenção figurativa simbólica de forma exagerada e 
artificial — como círculos e formas ovais para caracterizar braços, cabeça e orelha por exemplo — 
com a visão proposta pelo mesmo. Foi possível perceber a presença da figuração pré-esquemática em 
função dos desenhos dispersos que não se relacionam entre si. Conforme o relato da criança 
8 
observamos na explicação a respeito do ursinho de pelúcia que está associa ao brinquedo um status de 
vida, característica de artificialismo e animismo, comum nesta fase do desenvolvimento. 
 Em função dos desenhos analisados, podemos supor que o “Sujeito G” encontra-se, 
provavelmente, no início do estágio operatório concreto, pois através dos desenhos e da narrativa da 
criança ao relatar sua relação com a boneca, observa-se o abandono do animismo — característica 
muito forte no estágio anterior, pré operatório. Ainda no desenho 1,que ela exibe um dia de jogo de 
futebol de seu irmão quando ela era mais nova dá para compreender que a criança percebe em si 
mesma uma mudança em relação a idade e maturidade, ela expressa compreensão em relação aos pais 
que trabalham muito e que ajuda dentro de casa como pode, mantendo o quarto organizado e lavando a 
louça. Nessa fase do desenvolvimento, ocorre a diminuição do egocentrismo, bem como a criança 
começa a manifestar condutas de cooperação. No desenho 2-G a criança retrata a si mesma em um 
local calmo realizando a leitura de seu livro favorito, ao querer transmitir essa parte da subjetividade,dos seus gostos pessoais, assimilamos com a fase do realismo, de acordo com Piaget. 
Neste desenho conseguimos observar que a criança “H” desenhou a vivência dele com futebol 
e família sem dificuldade em conseguir integrar as duas fases em um único desenho.O “Sujeito H” 
também se apropria de legendas para indicar quem são as pessoas presentes no desenho, por essa 
razão, é possível supor que ele está no estágio de realismo intelectual. Em ambos os desenhos, é 
notório as diferentes noções de posicionamento, distanciamento, profundidade e também de 
proporções. No primeiro desenho o campo de futebol se mostra distante, e não há preocupação em 
preencher todos os espaços, enquanto no segundo desenho, ocorre o oposto, o campo se torna 
elemento principal ocupando toda a folha. Podemos entender diante desta divergência de ideia 
expressa no papel, que essa criança encontra-se em transição de fases do pré operatório para o 
operatório formal (Piaget,1971-1977), demonstrando características do estágio do grafismo realismo 
fracassado e realismo intelectual. 
A criança “I’’ retrata repetidas vezes objetos específicos vinculado a um desenho que ele 
gosta tentando aperfeiçoar-lo, fazendo uso de desenhos espalhados para preencher o espaço da folha 
esses não possuem uma sequência ordenada, esses traços são comuns no estágio pré-esquemático. Nos 
desenhos observamos características do Realismo fracassado ​por desenhar a faca de formas diferentes 
não colocando-as em um grupo, sem as integrar em um todo (Luquet, 1969), outra característica dessa 
fase é desenhar o que ela conhece e vê, desenhando com certa desordem os objetos. 
 
9 
CONCLUSÃO 
 
Diante dos desenhos analisados e com toda a assimilação do conteúdo apreendido pode-se 
verificar a importância dessa prática para a atuação do psicólogo, assim como para outros profissionais 
ligados a área do desenvolvimento, como é útil fazer uso desses meios para alcançar e entender como a 
criança se encontra na evolução do grafismo. Assim como para detectar quais as experiências que a 
mesma está passando e as interpretando. Essa análise possibilita entrar em contato com a realidade da 
criança, auxiliando até a perceber possíveis situações de abusos. 
Os autores referenciais usados para o atual trabalho, Luquet; Lowenfeld e Piaget; 
desenvolveram conceitos a respeito das características fundamentais do desenvolvimento do grafismo 
infantil. Os três propuseram em suas teorias ideias semelhantes a respeito dos traços apresentados em 
cada estágio, demonstrando, assim, que todas as crianças passam por essas etapas para alcançar o 
desenvolvimento pleno de suas habilidades de representação, mesmo que algumas passem mais rápido 
por determinada fase, pois o fator sociocultural é de grande relevância para o desenvolvimento do 
sujeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA 
 
 
 
GEOVANNA SOARES DE SOUZA -RA:N398388 TURMA: PS3P42 
HELLEM JULIA ALMEIDA FONSECA - RA: N461179 TURMA: PS3P42 
KENYA NOLETO DE SOUSA - RA:N4470E1 TURMA: PS3P42 
YASMIN BEATRICE A. DE ANDRADE - RA: D892304 TURMA: PS3Q42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PSICOLOGIA CONSTRUTIVISTA: 
Análise do grafismo e análise cinematográfica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2020 
 
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INTRODUÇÃO (Parte Dois) 
“Como estrelas na Terra”, é um filme indiano lançado em 2007 dirigido por Aamir Khan e 
Amole Gupte. O filme retrata a história de um garoto entre 8 e 9 anos que estuda em uma escola de 
ensino tradicional e possui grandes dificuldades na aprendizagem. Ishaan Awasthi (personagem 
interpretado pelo ator Darsheel Safary) tem dislexia e está repetindo a terceira série pela segunda vez, 
seus pais e os professores não têm ciência de seu déficit, sempre o julgam como preguiçoso ou 
desinteressado, acabam deixando de perceber sua habilidade e gosto pelos desenhos. 
Após muitas reclamações dos professores, o pai de Ishaan resolve mandá-lo para um colégio 
interno, longe da família. O garoto fica deprimido e acaba parando de fazer o que mais gosta: pintar. 
Neste colégio um professor substituto na disciplina de artes, tem um método de ensino diferente dos 
demais professores, ele nota as particularidades de cada aluno e as respeita, mostra-se preocupado com 
as dificuldades de Ishaan, e quer reverter essa realidade. 
Abordaremos este filme, a partir da teoria de Jean Piaget e os estágios do 
desenvolvimento,evidenciando aspectos da aquisição de conhecimento,construção da inteligência e 
desenvolvimento do grafismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
DESENVOLVIMENTO 
 
EMPIRISMO x CONSTRUTIVISMO 
 
 
Piaget contribuiu muito para as práticas educativas com suas pesquisas sobre o 
desenvolvimento humano, como os estágios do conhecimento e a construção da moralidade. Antes do 
surgimento da perspectiva construtivista proposta por ele, havia na época duas fortes teorias 
antagônicas de aprendizagem: O inatismo e o empirismo. 
O Inatismo entende o conhecimento como pré-formado. Essa doutrina acredita que o sujeito 
nasce com estruturas prontas e que são atualizadas durante o desenvolvimento. Esta forma de 
explicação prioriza a hereditariedade, concebendo a aprendizagem como um fator maturacional. Desta 
forma, há um determinismo biológico do qual não se pode escapar (FELIPE, 1998). 
O Empirismo por sua vez, focaliza as experiências numa perspectiva unitária cujo foco está no 
ambiente. Na medida em que o sujeito entra em contato com este ambiente, acumula experiências e 
torna-se humano. Aqui, o desenvolvimento é subordinado à aprendizagem, visto que a criança, ao ser 
considerada "tábula rasa", somente progride pela ação de determinantes externos (BECKER, 2003). 
Considerando que a base fundamental da escola é a educação, pode-se dizer que ambas as 
teorias ainda estão fortemente enraizadas nas instituições de ensino, em especial aquelas que seguem 
um modelo de ensino tradicional. Uma vez que esse modelo é bastante abordado no decorrer do filme, 
podemos exemplificar isso em uma cena onde Nikumbh está reunido com os demais educadores. Ele é 
questionado sobre seus métodos de ensino, por cantar e tocar flauta durante as aulas. Um dos 
professores presentes decide alertá-lo sobre o quanto o diretor gosta de disciplina, e que as crianças ali 
não são como as de Tulip, uma escola — na qual Nikumbh também leciona — para crianças 
“retardadas e anormais” segundo suas próprias palavras. “Pode fazer qualquer experimento lá. Não 
faz a menor diferença. Eles não tem futuro mesmo”. 
O inatismo defende esse ponto de vista exposto pelo professor, colega de Nikumbh . Segundo 
Juliane Paprosqui (2017), O ser humano traz suas potencialidades através de heranças hereditárias 
pré-determinadas a criança sempre será a mesma, seu comportamento já vem pré-determinado, ou seja, 
se é uma criança agressiva, sempre será assim, se é inteligente não precisa estimular para ir além, da 
mesma forma que se apresenta algum tipo de comprometimento cognitivo, nada pode ser feito diante 
dessas características imutáveis. Afinal, já nasceu assim. 
O empirismo por sua vez, tende a considerar a experiênciacomo algo que se impõe por si 
mesmo, como se fosse impressa diretamente no organismo sem que uma atividade do sujeito fosse 
13 
necessária à sua constituição. (Becker, 1998, p.12 ) Ou seja, ambas teorias — embora sejam distintas 
— salientam que o sujeito é passivo do conhecimento. 
Desse modo, a teoria construtivista de Piaget surge então como “junção” de ambas as teorias, 
por isso também é conhecido como “caminho do meio”. O fator biológico é importante — porém é 
insuficiente para determinar o desenvolvimento da inteligência humana —, tal como as experiências, 
pois segundo Piaget “Sem o contato com o mundo externo não há como produzir conhecimento”. 
 
 
 
ASPECTOS FAMILIARES E ESCOLARES 
 
O filme retrata a história de um menino de nove anos, Ishaan Awasthi, que apresenta 
problemas de aprendizagem com relação à leitura e a escrita. Na escola, era o pior aluno, incapaz de 
acompanhar o mesmo ritmo dos colegas. Em casa, sua relação familiar também não era das melhores, 
uma vez que o irmão mais velho era o completo oposto, os pais inevitavelmente acabavam 
comparando-os. Apesar das dificuldades nesses quesitos, o personagem tem uma imaginação muito 
fértil e grande talento para a pintura, vivendo em uma realidade interna totalmente diferente do 
tradicional estilo da sua família e da sua escola. Ele demonstra grande curiosidade pelo mundo, porém 
não possui foco e tudo tira sua atenção, sempre achando algo mais interessante para admirar e viajar 
em sua imaginaç​ão​. 
Neste estágio, de acordo com Piaget (2003), o indivíduo inicia o processo de reflexão, 
ou seja, pensa antes de agir. O filme representa claramente quando Ishaan estava resolvendo 
uma prova de matemática, para ele resolver a conta de multiplicação ele usou algo que ele 
conhecia como o sistema solar sabia que o terceiro planeta era a Terra e o nono planeta Plutão 
ele procurou uma lógica dentro do parâmetro de conhecimento porém a noção de espaço e 
tempo dele estava sendo desenvolvida, como observado o garoto colidia com frequência nos 
objetos ao seu redor (Como Estrelas na Terra, Toda Criança é Especial filme (minutos 
37:20-39:50). Então o pensamento baseia-se mais no raciocínio do que na percepção, sendo o 
pensamento concreto, ou seja, só existe em base naquilo que existe e pode ser observado. 
“Para se conseguir ler e escrever é essencial relacionar sons com 
símbolos, saber o significado das palavras. Às vezes as crianças 
podem ter problemas adicionais como dificuldade em seguir ordens 
.Como vai para página 65, capítulo 9, parágrafo 4, linha 2. ou 
14 
coordenação mecânica ruim ou péssima. Porque não consegue 
relacionar o tamanho velocidade e distância ’’(Filme: Como estrelas 
na Terra 1:36:40-1:44:00 
 
O pai do protagonista, preocupado com o desempe​nho do filho na escola — que já havia 
repetido de ano e certamente iria repetir novamente —, resolve mudar para uma escola no formato de 
internato, com características bem tradicionais e um sistema rígido de ensino, na esperança que tal 
iniciativa iria resolver as dificuldades da criança. Na verdade, a sugestão de que deveriam trocar 
Ishaan de escola parte da própria diretora, que sabendo do histórico e da falta de disciplina do garoto, 
alega que se ele não melhorar, será expulso no próximo ano. Presumindo a incapacidade de 
aprendizagem de Ishaan — e reforçando o estereótipo inatista imutável mencionado anteriormente — 
ela sugere aos pais que procurem uma instituição para “crianças especiais”, ou seja, passando o 
problema adiante sem se preocupar em encontrar ou oferecer o suporte necessário para, ao menos, 
entender a dificuldade da criança. 
Na nova escola, o menino passa a sofrer com distância da sua família e com a rigidez do 
sistema de ensino ali adotado — incluindo castigos físicos como a palmatória—, ficando mais isolado 
e entrando em um estado de melancolia. Ishaan, antes alegre e espontâneo, se torna um garoto retraído, 
perdendo seu interesse pela pintura e suas características inerentes de desbravador do mundo e da sua 
imaginação. Não importava o quanto ele se esforçasse, não conseguia aprender. 
Quando tudo parecia perdido para o personagem principal, que se encontrava em uma situação 
lastimável, sem nenhuma motivação e consumido pela melancolia, um professor de artes substituto 
começa a trabalhar na escola com uma metodologia de ensino diferente, que desafia a metodologia 
tradicional do colégio e quebra vários paradigmas ali existentes. Logo no início do seu trabalho, o 
professor já conquista todos os alunos com o seu sistema de ensino e gera várias críticas por parte de 
seus colegas de trabalho, que não concordam com seu método de ensinar. 
Em pouco tempo o professor percebe o sofrimento do protagonista da história e começa a 
investigar sobre o histórico escolar daquele aluno, identificando suas dificuldades e suas 
potencialidades. Nikumbh se atenta aos detalhes que passaram despercebidos por todos, identificando 
padrões que se repetiam: Ishaan trocava letras como B com o D, escrevia os números de forma 
invertida, não sabia ler e nem escrever. O garoto também apresenta certa dificuldade na coordenação 
motora, fato que o torna mais isolado das outras crianças, por não ser tão eficiente nos jogos entre os 
garotos de sua idade, sendo inclusive motivo de humilhações e brigas, como pode ser visto na cena em 
que o protagonista vai devolver uma bola para alguns garotos e lança a bola para o lado errado, sobre o 
muro de uma residência, gerando um atrito com esses garotos. Ishaan tampouco conseguia realizar 
15 
tarefas simples como amarrar os sapatos ou abotoar a camiseta. Sintomas claros de dislexia, tal como o 
professor descreve à família do garoto. Sua rebeldia e indisciplina era apenas a forma como ele lidava 
com a frustração. 
O professor vai até a casa dos pais do garoto e diz o possível problema, porém os pais não 
entendem e prevalece a ignorância sobre o fato. Diante da não aceitação dos pais sobre o problema do 
filho, o professor recorre ao diretor do colégio e pede um tempo para ensinar a criança usando a sua 
metodologia de ensino. Nikumbh mostra algumas das obras que Ishaan fez, incluindo um barco com 
peças móveis feito com gravetos e um pequeno caderno onde o garoto desenhou sua história, relatando 
ali o sentimento de abandono ao ser deixado ali pela família - um exemplo claro que exemplifica a 
frase dita pelo professor em uma das cenas “De que outro modo as crianças podem expressar suas 
emoções, senão pela arte?”. Apesar de muito relutante, o diretor acaba cedendo à insistência do 
professor. 
Desse modo, o professor se dispõe a ajudar o aluno a desenvolver suas habilidades, sendo um 
facilitador e um incentivador. Para isso, o professor faz uso de diversos recursos lúdicos e 
imaginativos, utilizando-se da potencialidade imaginativa do protagonista para facilitar o processo de 
aprendizado. Até então, os demais educadores apenas avaliavam Ishaan com base nos errosgramaticais e sua incapacidade de interpretar conceitos básicos. A metodologia de Nikumbh pode ser 
exemplificada como um modelo da teoria construtivista, centrada no universo do personagem principal 
— É válido ressaltar que embora a pesquisa de Piaget seja de grande relevância na educação escolar, 
ele não criou um método de ensino, mas sim uma teoria sobre a construção do conhecimento —. Com 
os estímulos certos e sem desprezar a inteligência visual e artística nata do garoto, aos poucos Ishaan 
começa a aprender a ler e escrever, progredindo gradualmente e surpreendendo os pais e professores, 
que o elogiam fortemente ao final do filme. O ambiente que antes era de repressão, passa a ser de 
aprendizado. Com a ajuda do professor, Ishaan supera as dificuldades e retoma sua paixão pela arte, 
voltando a ser a criança alegre e imaginativa que sempre foi. 
 
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS PIAGETIANOS 
Piaget, teórico responsável pela elaboração da teoria Epistemologia Genética, propôs em 
seus fundamentos fases do desenvolvimentos pelas quais todas as crianças passam para alcançar a 
evolução da inteligência. As fases de desenvolvimento são: período sensório-motor (0 a 2 anos), 
pré-operatório (2 a 7 anos), operações concretas (7-11 a 12 anos) e operatório formal ( a partir de 12 
anos). 
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No período sensório-motor a criança possui uma ideia de indissociação entre o eu e o meio, e 
a partir da organização psicológica dos aspectos perceptivos, motores, intelectuais, afetivos e sociais 
ela constrói a realidade em que está inserida de forma mais voltada, inicialmente, para o 
autoconhecimento. 
O pré-operatório a criança inicia a aplicação dos esquema simbólicos, ou seja, a capacidade 
de representação se desenvolve nessa fase juntamente a linguagem. A criança pré operatória tem a 
tendência de misturar aspectos da realidade a fantasia, utilizando de explicações animística e 
artificialista, outro aspecto é o egocentrismo social. 
Na fase das operações concretas o pensamento já se torna lógico, sendo a realidade 
estruturada a partir da razão e então surgem esquemas mentais verdadeiros, conceituais.A criança 
desenvolve a capacidade de atitude crítica onde procura explicações lógicas e evita contradições.O 
declínio do egocentrismo é perceptível. 
O último período é o operatório formal, a criança possui em seu repertório intelectual 
esquemas mentais conceituais e abstratos, não precisando mais estar em contato direto com os objetos 
fazendo uso de deduções lógicas na criação de hipóteses. 
Segundo Cunha (2002) Piaget, defende que a aquisição do conhecimento se dá a partir do 
desequilíbrio do sujeito com o meio em que vive, ou seja parte das necessidades de aprender algo que 
possibil[te a manutenção da sua existência neste meio. Para ele, nossas ações biológicas são ações que 
nos inserem da melhor forma no meio físico,as estruturas intelectuais através da organização, agem 
juntas para que tenha um equilíbrio gerando a melhor adaptação ao meio ambiente. 
Esses processos são chamados assimilação e acomodação, também conhecidos como 
estruturas mentais ou cognitivas WADSWORTH (1996).A assimilação são novas estruturas criadas a 
partir de constructos já existentes, ou seja elas surgem através de esquemas que já são formadas por 
tanto permanecem armazenados, e se agregam através dos novos conhecimentos, novas experiências. 
 
“...uma integração à estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis 
ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem 
descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas 
simplesmente acomodando-se à nova situação...” (PIAGET, 1996, p. 13) 
 
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Acomodação, é a mudança desses construtos, quando uma criança não consegue assimilar um 
novo estímulo, ou se cria uma nova estrutura ou modifica uma que já está ali, esse esquema resulta na 
submissão que as exigências do meio exterior fazem. 
 
“Chamaremos acomodação (por analogia com os "acomodatos" biológicos) 
toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações 
exteriores (meio) ao quais se aplicam.” PIAGET (p. 18, 1996) 
 
 Em toda nossa vida estamos fazendo assimilações e acomodações, porém estes processos 
ocorrem com mais frequências nas crianças pois a aquisição de todo e qualquer conhecimento está 
sendo mais trabalhado nessa fase da vida. 
Aspectos da assimilação fica evidente na cena (02:04:00 a 02:04:14) em que o professor 
Nikumbh (interpretado por Aamir Khan) o auxilia no aprendizado usando um talento que já existe 
com o garoto que a habilidade com as cores e desenhos, eles montam letras com massas coloridas,as 
escreve com tintas de diferentes cores, letras as quais Ishaan trocava na hora de escrever, segundo o 
filme podemos perceber que o menino começa a conhecer e codificar essas letras e também números, 
como mostra na cena (02:05:10 a 02:05:18) onde cada degrau da escada é um número e ele tem que 
somar estes segundo as coordenadas do professor, em cenas seguintes podemos perceber a 
acomodação de Isaah, pois ele aprende as letras e após consegue fazer leituras corretas de textos que 
antes não conseguiria. 
Segundo Piaget ocorre adaptação quando há transformação no organismo em função do meio, 
transformações estas que favorecem o organismo, ou seja para a melhor sobrevivência naquele 
ambiente.Essa adaptação é o equilíbrio entre a assimilação que traz continuidade e a acomodação que 
traz mudança, fundamental para que ocorra o desenvolvimento. 
 
"O organismo adapta-se construindo materialmente novas formas para 
inseri-las nas do universo, [a inteligência] prolonga tal criação construindo, 
mentalmente, as estruturas suscetíveis de aplicarem-se às do meio." (Piaget, 
1936/1975c: 15-16) 
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Após o auxílio do professor Nikumbh a Ishaan, podemos perceber o garoto com expressão 
feliz na cena (02:06:17) ao ler uma frase completa, o que antes para ele era muito difícil e muitas 
vezes nem conseguia começar. 
 
DESENHOS 
Em várias partes da longa metragem “Como estrelas na terra” são apresentadas os desenhos 
feitos por Ishaan, um menino que possui dislexia, uma condição que induz a uma maior dificuldade de 
aprendizagem. Durante grande parte do filme as pessoas em volta do menino o consideram idiota por 
esse ter dificuldades nas habilidades consideradas como as mais importantes, não levando em conta 
suas outras capacidades que no caso são os desenhos. 
Em uma cena, a mãe do personagem principal, assiste um vídeo da infância de Ishaan onde 
aparece ele por volta de uns 2 anos brincando com a tinta (1:47:00 a 1:48:00) pode-se supor que nesse 
momento ele se encontrava no período de realismo fortuito (Luquet, 1969) ou na rabiscação 
desordenada (Lowenfeld, 1976). Nessa fase proposta ocorre no período sensório-motor, neste 
momento a criança desenha apenas pelo prazer do movimento, em uma forma apenas de imitar as 
ações dos adultos. 
Em outro momento temos no início do filme a cena de Ishaan fazendo uma pintura (00:33:44 
a 00:34:24), no desenho é possível perceber que ele já possuiuma melhor ideia de como manusear as 
cores e as profundidades, supõem-se então estar no estágio de Realismo visual de acordo com Luquet 
(1969) ou como proposto por Lowenfeld (1976) na fase Figuração realista. Esse estágio corresponde 
ao operatório concreto, essa fase é caracteristicamente marcada pelo declínio do egocentrismo, a 
habilidade de manusear, organizar, combinar e separar os objetos e operações (Piaget, 1947). 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
A partir da análise cinematográfica do longa metragem pode-se aplicar as ideias propostas 
pela teoria epigenética de piaget ao desenvolvimento do personagem principal, entendendo como 
funcionam as etapas da construção da inteligência no indivíduo. Os cinco estádios propostos por piaget 
são observados e aplicados durante o estudo do desenvolvimento da criança, no caso Ishaan, 
detectando como as características de cada etapa se apresentam. 
Ao apresentar a condição de dislexia e superar suas dificuldades de aprendizagem Ishaan 
torna-se um exemplo de como a concepção inatista, assim como a empirista, deixa a desejar ao ser 
aplicada nas formas de aprendizagem. Ressalta-se como a teoria construtivista se mostra a melhor 
forma no sistema de ensino para as crianças por considerar que o conhecimento não é determinado 
mas sim construído, ao conseguir ultrapassar as limitações biológicas sem incumbir unicamente a 
responsabilidade para os estímulos, conseguindo conciliar ambas as ideias e as aperfeiçoando. 
Torna-se visível o porquê de ser indispensável a aprendizagem dessa disciplina para a 
formação dos futuros profissionais por se tratar de um conteúdo que se aplica ao estudo e uma prática 
para a área do desenvolvimento, entendendo como acontece a estruturação do ser biopsicossocial em 
suas habilidades intelectuais juntamente ao aparato biológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS: 
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Instituto Sedes Sapientiae, 
 
BECKER, Fernando. ​O que é construtivismo​; 2016, SP. 
 
Bertolani, J. C.; Silva, M. C. B.; Soares, J. O.; Luiz, Q. F. R. ​O desenvolvimento do grafismo infantil: 
aproximação ao pensamento de Luquet e Lowenfeld. ​2019, Unip. 
 
Bombonato, Aparecida Giseli e Farago, Corrêa Alessandra. ​As etapas do desenho infantil segundo autores 
contemporâneos. ​2016, Bebedouro - sp. 
 
Grubits, Sonia. ​A casa: cultura e sociedade na expressão do desenho infantil. ​2003, Puc. 
 
Lanjonquiere, Leandro. ​Piaget: Notas para uma teoria construtivista da inteligência. ​1997, São Paulo. 
 
Kamii, Constance. ​A teoria de piaget, o behaviorismo e outras teorias de educação. 
 
Mahfoud, Miguel e Sanchis, Isabelle de Paiva. ​Interação e construção: o sujeito e o conhecimento no 
construtivismo de Piaget. ​2007, Cienc. Cogn. vol. 12, Rio de Janeiro. 
 
Paprosqui, Juliane; ​Psicologia da Aprendizagem​ 1° edição, Santa Maria-RS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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