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Endoscopia 1 1) Paciente do sexo feminino, 44 anos, do lar, não tabagista. Sem hábitos ou vícios. Com quadro de tosse produtiva, expectoração amarelada persistente por 3 meses, associada a sensação de febre não medida e perda ponderal de 8 Kgs neste período, procurou serviço medico em UBS, sendo coletado 2 amostras de escarro sendo a pesquisa de BAAR positivas em ambas as amostras (+++). Sorologia para HIV negativa. Iniciado esquema de tratamento atual (RIPE , para 55 Kg de peso). Após 3 semanas iniciou quadro de náuseas, epigastralgia e notou aparecimento de icterícia. Do esquema de tratamento vigente 3 das drogas são hepatotóxicas. Assinale aquela que apresenta maior hepatotoxicidade: a) Rifampicina b) Pirazinamida c) Isoniazida d) Etambutol 2) Mulher, 65 anos, refere tratamento de osteoporose em UBS há 6 anos com alendronato 70 mg por semana, vitamina D3 400 UI ao dia e carbonato de cálcio 1000 mg /dia. Refere dor lombar sem trauma associado de longa data. Realizado Raio X de coluna que diagnosticou fratura em 2a vértebra lombar. Encaminhado ao ambulatório de metabolismo do cálcio para investigar. Antecedentes pessoais: tabagista há mais de 30 anos, nega etilismo. Exames complementares: Glicemia: 95 mg/dL; Creatinina: 0,9 mg/dL; Cálcio total: 9,6 mg/dL, fósforo: 3,0 mg/dL; PTH: 148 pg/mL(10-65); 25 OH vitamina D 10 ng/mL. Assinale a alternativa correta: a) Paciente com hiperparatireoidismo secundário e osteoporose com alto risco de fraturas. O tratamento com bifosfonato deve ser mantido para prevenir novas fraturas, além de reposição de cálcio e vitamina D. b) Paciente com hiperparatireoidismo primário e fratura de coluna, sendo necessário localizar paratireoide alterada para posterior cirurgia. Aumentar a dose vitamina D e manter a reposição de cálcio. c) Paciente com hiperparatireoidismo secundário a deficiência de vitamina D e falha terapêutica ao uso de bifosfonato, devendo receber tratamento com teriparatida para prevenir novas fraturas. d) Paciente com hiperparatireoidismo primário, porém sem critérios para indicação de tratamento cirúrgico, pois o nível de cálcio sérico está dentro da normalidade. Densitometria de rádio distal deve ser realizada para avaliar risco de fratura. 3) Um paciente de 34 anos queixa-se de fraqueza, que vem piorando progressivamente há 4 meses. Nega histórico de tromboses. O exame físico não mostra nada de relevante, além de mucosas hipocoradas. Um hemograma é, então, solicitado: Hb 7,5 g/dl; VCM 82 fl; Análise qualitativa da série vermelha : discreta anisocitose. Leucócitos 4500/mm³; Neutrófilos 70%; Linfócitos 25%; Eosinófilos 2%; Monócitos 3%; Plaquetas 180.000/mm³. Diante do quadro de anemia, novos exames são solicitados: ferritina 190 ng/ml; DHL 2100 U/l (valor normal até 280 U/l); Bilirruinas Indiretas 2,4mg/dl; Bilirrubinas Diretas 0,5mg/dl; Bilirrubinas totais 2,9mg/dl; Coombs Direto negativo. Eletroforese de Hemoglobina: Hb AA 96% com Hb A2 de 2,8%. Creatinina 1,0 mg/dl. Diante do quadro acima, a alternativa que propõe a melhor hipótese diagnóstica seria: a) Púrpura Traombocitopênica Trombótica; b) Hemoglobinúria Paroxística Noturna c) Anemia Hemolítica Auto-Imune; d) Linfoma não Hodgkin Endoscopia 2 4) Paciente de 14 anos, gênero feminino, admitida no departamento de emergência por quadro de confusão mental, dor abdominal intensa de localização difusa associado à dispnéia. Segundo a família, a paciente já apresentava há 2 meses queixas de poliúria, polidipsia e perda de 8 kg nos últimos 2 meses. Ao exame físico percebia-se desidratada +++/4+, FC = 120bpm, FR = 30ipm, PA = 110x70, abdome doloroso difusamente sem visceromegalias ou descompressão brusca dolorosa. Exames laboratoriais: hemograma (Ht=44%, leucócitos totais = 26.000 com 76% de segmentados, plaquetas = 220 mil), glicemia = 480mg/dl, Na = 128mmol/L, K = 3,9mmol/L, creatinina = 1,4mg/dl, bilirrubina total = 1,0mg/dl e gasometria arterial pH = 7,05, pO2 = 80mmHg, pCO2 = 17mmHg, HCO3 = 6mEq/L, sat O2 = 94%. Após infusão incial de 1L de solução salina a 0,9%, qual seria a melhor opção de prescrição? a) Solução salina a 0,9% - 250ml/h e insulina regular 0,1UI/kg/h em bomba de infusão contínua. b) Solução salina a 0,9% - 250ml/h, insulina regular 0,1UI/kg/h em bomba de infusão contínua e bicarbonato de sódio a 8,4% 50 ml EV em 30 minutos. c) Solução salina a 0,9% + 5ml de kcl a 19,1% - 250ml/h e insulina regular 0,1UI/kg/h em bomba de infusão contínua. d) Solução salina a 0,9% + 5ml de kcl a 19,1% - 250ml/h sem iniciar iniciar insulinoterapia, além de bicarbonato de sódio a 8,4% 50ml EV em 30 minutos. 5) Paciente de 48 anos, gênero masculino, é admitido em unidade de emergência por sonolência e desorientação no tempo e espaço há 48 horas. Segundo familiares, ele queixava-se de astenia e tosse seca há 2 meses, associado à dificuldade para concentração e intensa ansiedade. Não conseguiam estimar, mas sugeriam que o paciente havia perdido peso diante da frouxidão das roupas. Não possuía antecedentes patológicos conhecidos e não fazia uso de fármacos. Ao exame físico apresentava-se em REG, desidratado ++/4, FR=28ipm, FC=90bpm, ausculta pulmonar sem anormalidades. Na inspeção cutânea era possível evidenciar erupção de protuberâncias avermelhadas em membros inferiores. Na região cervical era possível palpar linfonodos bilateralmente. Foram colhidos exames laboratoriais que evidenciaram: Na=145mmol/l, K=3,9mmol/l, hemograma (Ht = 48% leucometria = 5000/mm3 plaquetas = 350mil/mm3), Ca = 13,5mg/dl, Mg = 2,5mg/dl, creatinina = 1,7mg/dl, bilirrubinas totais = 1,1mg/dl. Diante destes, o paciente foi submetido à hidratação com solução salina a 0,9% e foi colhida nova amostra de sangue para exames; 25(OH)vitamina D = 24ng/ml (referência de 20 a 60ng/ml) e 1,25(OH)2vitamina D = 125pg/ml (referência de 15 a 90pg/ml). A dosagem de PTH foi realizada porém não ainda não estava disponível. Com relação a este caso clínico assinale a alternativa correta: a) Provavelmente o pth deve estar elevado, justificando o aumento da conversão da 25(oh)vitamina d em 1,25(oh)2vitamina d. b) Provavelmente trata-se de uma síndrome hipercalcêmica que deve responder à prednisona 1mg/kg. c) Provavelmente trata-se de hipercalcemia da malignidade, sendo esperado pth baixo, uma vez que sua fisiopatologia está relacionada à produção de pthrp. d) Neste caso o uso de bisfosfonatos está contra-indicada pela piora da função renal, sendo preferível como alternativa a prescrição da calcitonina de salmão. Endoscopia 3 6) Homem de 46 anos, hipertenso, é avaliado no Centro de Dor Torácica do HB com queixa de dor precordial em queimação, há 2 horas, de moderada intensidade, com irradiação para o MSE e desencadeada ao esforço. Relata diaforese associada. Ao exame físico apresenta PA: 140 x 90 mmHg, FC: 88 BPM, exame físico normal. O ECG mostrou onda T invertida 2mm nas derivações V1-V4. Os valores de Troponina T (TnT) ultrassensível (limite superior da normalidade = 14ng/L) foram 19, 57 e 178 ng/L nas dosagens de admissão, e após três e seis horas. De acordo com a Quarta Definição Universal de IAM, assinale a resposta incorreta. a) Este paciente tem diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM) do tipo V (cinco) devido a presença de elevação da TnT acima do limite superior com delta + alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia. b) O diagnóstico de IAM do tipo I correlaciona com erosão ou ruptura de placa aterosclerótica resultando no fenômeno de aterotrombose. c) A demonstração de trombo intracoronariano neste contexto clínico poderá confirmar o diagnóstico de IAM tipo I. d) O IAM tipo III é feito em pacientes com sintomas e alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia miocárdica, mas com morte súbita antes da dosagem de biomarcadores. 7) Paciente feminina, 87 anos, previamentehígida, independente e lúcida. Morava sozinha, e foi encontrada caída no chão de seu apartamento, após o porteiro perceber seu desaparecimento há 3 dias. Estava desidratada, confusa, desorientada no tempo e espaço. PA= 90X60 mmhg, FC= 100 bat/min, Ritmo cardíaco regular em dois tempos, dextro= 78mg/dl, membro inferior esquerdo encurtado e rodado para fora, apontando provável fratura de fêmur à esquerda. Medicações encontradas na casa: Enalapril 10mg, Fórmula composta de amitriptilina 25mg + ciclobenzaprina 10mg + clonazepan 0,5mg. Paciente foi internada com diagnóstico de Delirium. Podemos considerar que as afirmações abaixo são verdadeiras, exceto: a) Analgesia efetiva, manter a saturação de oxigênio adequada e prevenir obstipação intestinal melhoraria a confusão mental da paciente b) È medida preventiva para o Delirium evitar trocas de acomodações e dos membros da equipe de saúde, além de evitar procedimentos noturnos c) Aumentar a dose de clonazepan, apenas nesse momento, melhoraria a confusão mental da paciente d) Presença de prótese auditivas e dentárias, óculos e a presença de familiares possuem poder estatisticamente significativo na melhora da confusão mental 8) Paciente de 78 anos, sexo feminino é trazida ao pronto atendimento do Hospital de Base por apresentar episódios de confusão mental há um dia. Tem como antecedentes pessoais: osteoporose com fratura lombar há seis meses, hipertensão arterial em uso de hidroclorotiazida e diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina. Exame físico: REG, prostrada, confusa e sonolenta, desidratada 2+/4+, frequência respiratória = 10 vpm, frequência cardíaca = 102 bpm, pressão arterial = 110 x 60 mmHg. Demais sem alterações significativas. Exames laboratoriais séricos: Glicemia = 600 mg/dL - sódio = 126 mEq/L - potássio = 2,3 mEq/L - cloreto = 110 mEq/L - creatinina = 2,3 mg/dL - ureia = 102 mg/dL - cálcio total = 13,5 mg/dL – albumina 3,0 mg/dL - hemoglobina 10,1 g/dL - hematócrito 29% - leucócitos 7.800/mm3 (0/58/2/3/27/10) - plaquetas 289.000/mm3. Gasometria arterial: pH 7,19 – pO2 65 (ar ambiente) – pCO2 35 – HCO3 10. O distúrbio gasométrico completo desse paciente é: a) Acidose metabólica hiperclorêmica e acidose respiratória b) Acidose metabólica com ânion GAP aumentado, acidose metabólica hiperclorêmica e acidose respiratória c) Acidose metabólica hiperclorêmica, alcalose metabólica e acidose respiratória d) Acidose metabólica com ânion GAP aumentado e acidose metabólica hiperclorêmica Endoscopia 4 9) Paciente masculino de 45 anos de idade é admitido no pronto atendimento do Hospital de Base após trauma grave, colisão moto x carro. Ao exame físico apresenta-se descorado, pulso = 140 bpm, pressão arterial= 110 x 70 mmHg, com macicez à percussão de todo hemitórax esquerdo e murmúrio vesicular abolido ipsilateralmente. Peso estimado = 80 Kg. Ao hemograma – Hb = 5,0 g/dL; leucócitos = 5.000/mm3 e contagem de plaquetas = 60.000/mm3. Ao coagulograma: TP (RNI) = 3,0; TTPA = 116 segundos; dosagem de fibrinogênio = 90 mg/dL; dímero-D 3.500 ug/L (VR < 500 ug/L). As medidas segundo o ATLS estão sendo realizadas. Qual a conduta em relação ao suporte transfusional imediato? a) Concentrado hemácias 3U; plasma fresco congelado 800 mL em dose de ataque; crioprecipitado 8U. b) Concentrado hemácias 3U; plasma fresco congelado 800 mL dose de ataque, Concentrado de plaquetas 8U. c) Concentrado de hemácias 3U; plasma fresco congelado 400 mL em dose de ataque; crioprecipitado 8U. d) Concentrado de hemácias 3U; plasma fresco congelado 400 mL dose de ataque; concentrado de plaquetas 8U. 10) Paciente de 78 anos de idade vem ao pronto atendimento do Hospital de Base com queixa de tontura, turvação visual, náuseas, vômitos e diarreia. É portador de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial e carcinoma de próstata avançado. Está em uso de metformina 850 mg após almoço e jantar, anlodipino 10 mg cedo, furosemida 40 mg cedo, digoxina 0,25 mg cedo, carvedilol 6,25 mg 12/12h, enalapril 10 mg 12/12h. Um eletrocardiograma é traçado (Figura 1): Figura 1 Quais distúrbios hidroeletrolíticos podem ter desencadeado a complicação que levou o paciente ao pronto atendimento? a) Hiperpotassemia e hipercalcemia. b) Hiponatremia e hipopotassemia. c) Hipopotassemia e hipercalcemia. d) Hipocalcemia e hiperpotassemia. Endoscopia 5 11) Homem de 40 anos está internado em uma unidade de terapia intensiva do Hospital de Base após trauma grave com esmagamento de membro inferior esquerdo. No quinto dia de internação, foi feito o diagnóstico de pneumonia nosocomial e o paciente evoluiu com insuficiência respiratória, sendo necessária a imediata intubação orotraqueal que foi realizada em sequência rápida. Logo após o procedimento o doente apresentou uma parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso. A droga que provavelmente causou esta complicação foi: a) Rocurônio. b) Succinilcolina c) Propofol. d) Etomidato. 12) Mulher de 57 anos com diagnóstico de esquizofrenia em uso de haloperidol, clozapina e clorpromazina está internada em enfermaria de clinica medica para tratamento de uma pneumonia comunitária com levofloxacino. Durante a visita médica você nota que a paciente se tornou arresponsiva e está pálida. Seu pulso está extremamente filiforme. Pressão arterial = 60 x 40 mmHg. Após monitorização e estabelecimento de um acesso venoso é traçado um eletrocardiograma (Figura 1). Figura 1 Qual a melhor conduta neste momento? a) Desfibrilação elétrica. b) Cardioversão elétrica. c) Amiodarona 300 mg em bolus. d) Amiodarona 150 mg em 10 minutos. 13) Você esta atendendo em seu ambulatório de clínica médica quatro pacientes em investigação para síndrome edemigênica. Laboratorialmente apresentam creatinina sérica variando de 1,0 a 2,4 mg/dL e o exame de urina I evidenciando cilindros hemáticos e proteínas ++/4+. A dosagem de complemento total e frações (CH50, C3 e C4) é normal em apenas um dos pacientes. Trata-se provavelmente de: a) Paciente de 54 anos, sexo masculino, história de hepatite C não tratada e aparecimento de lesões tipo livedo reticularis em membros inferiores. b) Paciente de 45 anos, sexo feminino apresentando púrpura elevada em membros inferiores, dor abdominal difusa e 315.000 plaquetas/mm3. c) Paciente de 33 anos, sexo feminino apresentando derrame pleural com exsudato, anemia com elevação de desidrogenase lática, teste de coombs direto positivo e fator antinuclear positivo com padrão nuclear pontilhado fino na titulação 1/640. d) Paciente de 23 anos, sexo masculino, usuário de drogas injetáveis, febre baixa, esplenomegalia, sopro cardíaco e hemocultura positiva para Streptococcus viridans. Endoscopia 6 14) Paciente de 51 anos, sexo masculino, tabagista ativo, portador de dislipidemia mista, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 da entrada no pronto atendimento da clínica médica do Hospital de Base com quadro de dor torácica em região precordial com irradiação para membro superior esquerdo, pescoço e epigastro. Seus sinais vitais são: Pressão arterial = 210 x 120 mmHg, saturação de oxigênio em ar ambiente 94% e frequência respiratória de 18 ipm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Um eletrocardiograma foi realizado (Figura 1): Figura 1 Pergunta-se: Qual a provável coronária acometida? a) Coronária direita b) Marginal c) Circunflexa d) Descendente anterior Paciente masculino, 19 anos, vítima de colisão moto x carro. Socorrido por SAMU em “Glasgow” de 6, intubado em via pública, levado à serviço de emergência. Após avaliação primária e secundária de equipe de trauma constatado, em TC crânio, contusão bifrontal + edema cerebral perilesional com efeito de massa em ventrículos laterais. Monitorado Pressão intracraniana e internadoem UTI com os seguintes dados: PA=110 x 50 (70) mmHg; P = 92 ppm; FR = 16 irm; PIC = 25 mmHg. Com base no caso acima responda as questões 15 e 16. 15) Em relação aos cuidados com um paciente vítima de TCE é verdadeiro afirmar que: a) Hipercapnia e hipocapnia podem ser causas de lesão cerebral secundária. b) A temperatura axilar é a preferencialmente aferida e deve ficar abaixo de 38⁰C. c) Hipotermia deve ser realizada em todo paciente com TCE e risco de lesão cerebral secundária. d) Hipernatremia deve ser evitada pois favorece o edema cerebral. 16) A pressão de perfusão cerebral (PPC) é de: a) 25mmHg b) 45mmHg c) 85mmHg d) 95mmHg Endoscopia 7 17) Paciente hipertenso, internado em UTI com hemorragia meníngea (Hunt-Hess IV, Fisher IV) por ruptura de aneurisma de artéria comunicante anterior. Evoluiu com coma arreativo e pupilas midriáticas e fixas bilateralmente. Mantido sem sedação para programar investigação de morte encefálica. Para o diagnóstico de morte encefálica é correto afirmar, exceto: a) O Na+ (sódio) deve estar, estritamente, entre 135 a 145 mEq/l. b) Seja conhecida a causa do coma. c) Teste de apnéia em, pelo menos, uma das fases. d) Sejam afastadas outras causas de coma, como hipotermia, sedação. 18) Paciente de 48 anos, tabagista, apresentou palpitações após libação alcoólica. Procura a emergência onde é realizado ECG abaixo. Qual é o diagnóstico? a) Flutter atrial b) Taquicardia atrial com BAV 2:1 c) Taquicardia atrial com BAV 3:1 d) Taquicardia ventricular Paciente feminino, 32 anos, internada em UTI por insuficiência respiratória hipoxêmica, decorrente de “síndrome respiratória aguda grave” por Influenza A. Sob ventilação mecânica controlada a volume com os seguintes parâmetros: Volume corrente 300 ml (6ml/kg de peso predito) Fluxo 50 l/min PEEP 10 cmH2O FiO2 50% Baseado nos dados acima responda as questões 19 e 20: 19) São indicações de ventilação mecânica invasiva, exceto: a) Recondicionar trabalho muscular b) Otimizar trocas gasosas c) Reduzir consumo de oxigênio d) Tratamento de pneumonia grave 20) A pressão expiratória final positiva (PEEP), refere-se a: a) Pressão alveolar ao final da expiração, refletindo, exclusivamente, o volume residual (VR) b) Pressão alveolar ao final da expiração, refletindo a capacidade residual funcional (CRF) c) Pressão alveolar ao final da inspiração, refletindo a capacidade residual funcional (CRF) d) Pressão nas vias aéreas ao final da inspiração, refletindo o volume de reserva inspiratório (VRI) Endoscopia 8 21) Paciente de 71 anos, hipertenso (I-ECA), dislipidêmico (Atorvastatina) com tonturas episódicas há quatro meses. Inicialmente feito suspeita clínica de labirintite e tratada com sintomáticos, sem melhora. Hoje apresentou quadro de tontura ao levantar da cama, com escurecimento da visão, perda fugaz da consciência e queda da própria altura. No pronto socorro, ao exame clínico inicial, não foram constatadas alterações significativas de PA, pulso, T⁰C e FR; ao exame neurológico não apresentava sinais de localização e foi, então, solicitada TC de crânio, que não mostrou sangramento ou isquemia agudas. Ao retornar ao PS, apresentou perda de consciência e hipotensão grave e, concomitantemente, foi identificado o rítmo abaixo. Qual o diagnóstico conduta imediata? a) Taquicardia ventricular; cardioversão elétrica b) Taquicardia Ventricular; cardioversão química (amiodarona) c) Taquicardia supraventricular d) Flutter atrial 22) Paciente com disúria, febre há 18 horas. Foi admitido na emergência com sonolência, confusão mental, pressão arterial de 85x45 mmHg e freqüência cardíaca de 124 bpm. Os exames mostraram leucometria de 16.100 por mm3, uréia de 84 mg/dL, creatinina de 1,9 mEq/L e lactato de 6,0 mmol/L. Feito expansão volêmica com 30 mL/Kg de cristalóide isotônico com persistência de pressão arterial média de 59 mmHg sendo iniciado noradrenalina. Sedimentoscopia urinária revelou inúmeros piócitos e flora bacteriana aumentada. De acordo com as definições da Society of Critical Care Medicine e European Society of Intensive Care Medicine de 2013 e do SEPSIS-3 de 2016 o paciente apresenta: a) Infecção urinária simples b) Infecção urinária e Sepse c) Infecção urinária e Choque séptico d) Infecção urinária, Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e bacteremia Endoscopia 9 23) Você está na UTI avaliando uma paciente internada com choque séptico por pneumonia comunitária grave, após 24 horas do início da antibioticoterapia. A paciente apresenta-se toxemiada, com acidose metabólica e níveis elevados de lactato sérico (> 8 mmol/dl), em uso de noradrenalina 0,6 mcg/Kg/min com PA: 100x70 mmHg, FC: 129 bpm e pressão venosa central de 4 mmHg. A gasometria arterial mostra um PaO2 de 78 mmHg com FiO2 0,5 e o hematócrito é 39%. Das alternativas abaixo, qual a medida terapêutica isolada mais adequada para este momento. a) Iniciar Dobutamina a 5 mcg/kg/min. b) Infusão de Cristaloide isotônico EV com avaliação da variação da pressão venosa central. c) Administrar Hidrocortisona EV e ampliar espectro de antibióticos imediatamente. d) Aumentar a infusão de noradrenalina para manter a PA sistólica maior que 120 mmHg. 24) Paciente de 37 anos, masculino, empresário, procura o médico por queixa de desconforto e estufamento pós-prandial, náuseas e dor epigástrica há aproximadamente 6 meses. Geralmente os sintomas estão relacionados com a ingestão de determinados alimentos, como molhos vermelhos, massas e bebidas alcoólicas. Nega perda de peso ou outros sintomas. Realizou endoscopia digestiva alta, que demonstrou gastrite endoscópica moderada de corpo e antro. Biópsias confirmaram gastrite crônica em atividade moderada e Helicobacter pylori positivo. O paciente, preocupado, interroga ao seu médico se essa gastrite pode “virar” câncer. Assinale a alternativa correta, sobre a relação “gastrite – câncer”. a) A gastrite crônica pode ser considerada uma condição pré-cancerosa e parece estar particularmente relacionada ao carcinoma gástrico do tipo intestinal. b) Na gênese do câncer gástrico, uma das fases que o precede é a atrofia. Entretanto, não se pode afirmar que a extensão e localização da atrofia tenham correlação com o risco de câncer gástrico. c) A persistência da inflamação na gastrite crônica ocasiona o desenvolvimento de atrofia gástrica com hipercloridria, estágio que pode progredir para o tipo intestinal do câncer gástrico. d) Um sistema prognóstico para relatar a gastrite em termos de estádios, denominado OLGA (Operative Link for Gastritis Assesment), foi publicado em 2005 e ordena seus fenótipos em uma escala de risco progressivo para o câncer gástrico; entretanto, esse sistema não tem sido validado por outros autores, pois não parece ser útil na avaliação da gravidade da gastrite atrófica. 25) Ainda em relação ao caso clínico anterior, assinale a alternativa correta sobre a gastrite crônica. a) Tipicamente, embora presente no antro e no corpo, o H. pylori é mais comumente encontrado no corpo, onde encontra as condições ideais para sua sobrevivência. b) Na gastrite de antro ocorre secreção de ácido diminuída, e ela pode estar associada à atrofia. c) Seu maior fator causal, o H. pylori, tem um longo período latente de infecção subclínica, durante o qual causa inflamação e dano da mucosa. d) Embora o H. pylori tenha sido encontrado na biópsia, é improvável que a lesão gástrica do paciente seja associada à infecção por esta bactéria. 26) Paciente feminina, de 34 anos, sem outras comorbidades, com história de hepatite B crônica, apresenta os seguintes resultados laboratoriais: HBsAg (+); antiHBc (+); HBeAg (-); anti-HBe (+); anti-HBs (+); HBV-DNA 80.000 U/mL; ALT 218 U/L (valor normal até 31) e AST 189 U/L (valor normal até 41). A paciente não apresentaevidências de cirrose hepática. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a droga recomendada para tratamento desta paciente é: a) Tenofovir b) Lamivudina c) Entecavir d) Adefovir Endoscopia 10 27) Ainda sobre o caso clínico da questão anterior, podemos afirmar que a paciente se encontra em fase de: a) Estado de imunotolerância b) Estado imunoativo, vírus selvagem c) Estado de portador inativo do vírus d) Estado imunoativo, vírus mutante pré-core 28) Paciente de 58 anos, previamente hígido, encaminhado por ter apresentado, em doação de sangue, o exame anti-HCV reagente. Na história clínica, referiu estar assintomático; relata etilismo de 2 garrafas de cerveja aos domingos, há 18 anos; negou tabagismo e uso de drogas ilícitas; referiu uso do estimulante “Glucoenergan”, juntamente com outros jogadores, nos vestuários dos campos de futebol, no final dos anos 70. Nega transfusão sanguínea ou cirurgias anteriores. Ao exame físico, apresentava-se em bom estado geral, consciente e orientado, sem flapping, com leve perda de massa muscular, anictérico e acianótico. Apresentava spiders em tronco e leve eritema palmar. Precórdio e pulmões sem alterações; abdome plano, flácido, com fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, borda romba, consistência aumentada, superfície irregular e indolor; baço percutível até rebordo costal esquerdo, sem ascite ou outras massas palpáveis. Membros inferiores sem edema. Os exames complementares revelaram: genotipagem do HCV 3a. alfa-fetoproteina 77 ng/mL; albumina 3,6 mg/dL; bilirrubina total 1,2 mg/dL; RNI 1,2; creatinina 0,9 mg/dL; endoscopia digestiva alta: duas varizes de esôfago distal de fino calibre, estômago e duodeno normais; ultra-sonografia de abdome: fígado heterogêneo, bordas rombas, com três uma imagens hipoecóicas de 3 cm, 4 cm e 6 cm nos seus maiores diâmetros; baço de 550 cm3 , veia porta de 1,4 cm de diâmetro, com velocidade de 12 cm/s, e veia esplênica de 0,9 cm de diâmetro; sem ascite. tomografia computadorizada de abdome: fígado com bordas rombas, três imagens localizadas: segmentos II, III e VII do fígado, de 3 cm, 4 cm e 6 cm nos seus maiores diâmetros, captantes de contraste arterial e com clareamento rápido na fase venosa, veia porta de calibre aumentado, esplenomegalia, sem ascite. Assinale a alternativa correta. a) O paciente tem hepatocarcinoma e deve ser encaminhado, imediatamente, para realizar transplante de fígado. b) Do ponto de vista de função hepática, o paciente encontra-se em Child-Pugh A, com 5 pontos. c) O paciente tem cirrose hepática descompensada, o que limita o tratamento do hepatocarcinoma. d) O paciente tem hepatocarcinoma, com estadiamento da classificação de Barcelona BCLC estágio D. 29) Ainda sobre o caso clínico da questão anterior, analise as afirmativas e assinale a correta, em relação à etiologia da doença hepática crônica deste paciente. a) A hipótese mais provável é a transmissão parenteral inaparente do vírus C pelo uso de “Glucoenergan”. b) O álcool é a principal etiologia para este paciente, visto que doses cada vez menores de ingesta estão sendo relacionadas à doença hepática crônica. c) Embora a hepatite C esteja confirmada, é pouco provável que ela seja a responsável pela cirrose do paciente, visto que a contaminação ocorreu, provavelmente, há mais de 30 anos. d) Não há etiologia convincente para a doença hepática crônica identificada neste caso clínico. Endoscopia 11 30) Paciente de 32 anos, com diarreia há 3 meses, 4 a 6 episódios ao dia, com aspecto gorduroso e perda de peso de 3,5 kg neste período. Na investigação, apresentou anticorpo antitransglutaminase fração IgA reagente em altos títulos. O médico solicitou endoscopia digestiva alta, e a biópsia de duodeno revelou aumento do número de linfócitos intra-epiteliais, achatamento de mucosa e alargamento das criptas intestinais. A melhor abordagem terapêutica para este paciente é: a) Dieta isenta de glúten temporariamente até que a mucosa intestinal se restabeleça, quando o glúten poderá ser progressivamente reintroduzido na dieta. b) Dieta isenta de lactose permanentemente. c) Dieta isenta de glúten permanentemente. d) Associação imunossupressor (preferencialmente azatioprina) e prednisona. 31) Paciente masculino de 26 anos, relata que acordou hoje com olhos amarelados. Refere privação de sono nos últimos dias, por excesso de trabalho e seus colegas tem percebido que, ocasionalmente, seus olhos ficam amarelados. Exames laboratoriais: AST 38 U/L (vr até 41), ALT 28 U/L (vr até 31), Fosfatase alcalina 92 U/L (vr 110), gama-GT 37 U/L (vr 60), bilirrubina total 3,2mg/dL, bilirrubina direta 0,2mg/dL e DHL 98 U/L (vr 110). O diagnóstico mais provável é: a) Anemia hemolítica b) Síndrome de Rotor c) Anemia falciforme d) Síndrome de Gilbert 32) Mulher de 18 anos procura assistência médica com queixa de febre de 38°C há 10 dias, com artralgia em mãos e punhos, fadiga, lesões eritematosas fotossensíveis em região malar, além de discreto edema de membros inferiores e pressão arterial de 140x100mmhg. Os exames complementares mostraram hemoglobina de 10g/dl, leucócitos de 3.000/mm³, linfócitos de 700/mm³ e plaquetas 70.000/mm³. A urina tipo I mostrou proteinúria com cilindros granulosos e hematúria. Que exames complementares são importantes para confirmar o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico? a) Anticorpo antinuclear, anticorpo anti-DNA nativo, frações C3 e C4 do complemento b) Fator reumatoide, anticorpo anticitoplasma de neutrófilos, velocidade de hemossedimentação c) Anticorpo antitopoisomerase I, anticorpo anti-Jo1, eletroforese de proteínas d) Anticorpo anticentrômero, anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico, proteína C reativa 33) Mulher de 50 anos com queixa de arroxeamento e edema dos dedos das mãos e pés há 6 meses, que iniciou no inverno, sendo que não consegue usar seus anéis desde essa época. Refere ainda disfagia para alimentos sólidos e pequenas ulcerações nas pontas dos dedos das mãos no último mês. Trouxe exames: anticorpo antinuclear reagente padrão centromérico 1/1280 e capilaroscopia periungueal mostrando microangiopatia padrão SD. Qual o diagnóstico? a) Doença Mista do Tecido Conjuntivo. b) Lúpus Eritematoso Sistêmico. c) Esclerose Sistêmica. d) Dermatomiosite. 34) Paciente de sexo masculino, 45 anos de idade, iniciou quadro de dor e sinais flogísticos intensos, não conseguindo pisar, em 1ª metatarsofalangeana do pé direito. Procurou emergência onde foi prescrito antiinflamatório não hormonal com melhora, porém em 15 dias teve novo episódio semelhante no tornozelo esquerdo. Refere has, dislipidemia e calculose renal há 5 anos. Qual provável diagnostico? a) Gota b) Embolia de colesterol c) Artrite reativa d) Artrite reumatoide Endoscopia 12 35) Paciente de 34 anos, sexo masculino, foi admitido na emergência após o término da Maratona de Rio Preto. Durante o trajeto ele ingeriu água em todos os postos de hidratação, porém após completar a prova iniciou um quadro de cefaléia, náuseas e confusão mental, sendo trazido pela organização do evento ao Pronto Atendimento do Hospital de Base. Assinale a alternativa que contempla a principal hipótese e o tratamento adequado. a) Hipercalemia e o tratamento deve ser realizado prontamente com a administração de gluconato de cálcio, solução polarizante, inalação com beta 2 agonista e poliestirenossulfonato de cálcio. b) Hipernatremia e deve ser reposta a água livre perdida durante a atividade física extenuante, preferencialmente com soro fisiológico a 0,45%. c) Hiponatremia e o tratamento deve ser com reposição de salina a 3% na quantidade de 100 ml em 10 minutos, podendo ser repetida caso não haja melhora clínica. d) Hipomagnesemia e o tratamento deve ser iniciado prontamente com 30 gramas de cloreto de potássio e sulfato de magnésio, com a administração em 60 minutos por bombade infusão. 36) Paciente de 40 anos, masculino, caminhoneiro, apresentando quadro de poliadenopatia e massa gástrica na endoscopia, que foi biopsiada como linfoma. Inicia investigação sorológica para diversas doenças relacionadas, devendo ser solicitado a pesquisa dos seguintes agentes, exceto: a) Herpes-virus tipo B b) Virus HTLV I e II c) Bacteria Helicobacter pylori d) Virus Epstein-Barr 37) Paciente feminino de 63 anos, com antecedentes de HAS e DM, procura atendimento medico com quadro de tosse produtiva com secreção amarelada, febre não aferida, e dispnéia aos pequenos esforços. Relata inicio dos sintomas há 5 dias, evoluindo com piora progressiva.Ao exame físico, apresentava-se consciente e orientado com FC: 105bpm , FR: 28irpm, PA 100/54, So2: 94% ar ambiente, Estertores crepitantes em base D e uso de musculatura acessória. Em relação ao caso clinico, selecione a alternativa correta: a) Diagnostico mais provável é pneumonia e avaliando a gravidade através do CRB-65, trata- se de caso de baixo risco, devendo-se prescrever quinolona respiratória VO e reavaliação ambulatorial em 48H b) Neste contexto clinico a realização da radiografia de tórax não é necessária, já que o diagnostico de pneumonia é evidente pela anamnese e exame físico c) Neste caso, deve-se complementar a avaliação com exames complementares como RX tórax, gasometria arterial, hemograma, eletrólitos e função renal; podendo ser indicado o tratamento em UTI d) Seria conveniente interrogar em relação ao estado vacinal do paciente e caso seja vacinado para pneumococo, não se faz necessária a cobertura antimicrobiana para esse agente. 38) Paciente feminina de 39 anos, sem comorbidades, procura pronto-atendimento com quadro de dispneia de inicio há 1 dia, significativa, aos pequenos esforços. Nega outras queixas, e ao exame físico, apresenta So2 94%, ausculta pulmonar limpa e Fc: 110 bpm. Rx tórax normal. ECG: taquicardia sinusal. Gasometria: ph: 7,45 pO2 75 Pco2 30 Bic: 23 So2 94%. Em relação ao caso clinico, assinale a alternativa correta: a) O diagnostico mais provável é de crise de ansiedade, devendo-se orientar a paciente b) Trata-se de caso de baixa probabilidade de tromboembolismo pulmonar agudo, como a paciente não apresenta fatores de risco, não há necessidade de testes adicionais c) A gasometria mostra pO2 normal, praticamente excluindo o diagnostico de tromboembolismo pulmonar d) Segundo critérios de Wells modificado, trata-se de provável diagnostico de tromboembolismo pulmonar agudo Endoscopia 13 39) Das condições abaixo, a única que não indica tratamento cirúrgico em um trauma abdominal contuso é: a) Grau da lesão de uma víscera maciça. b) Instabilidade hemodinâmica. c) Presença de liquido livre na cavidade sem lesão de víscera maciça. d) Escape de contraste na fase arterial da tomografia computadorizada. 40) Vítima de acidente automobilístico com ejeção do veículo chega ao Pronto Atendimento de um hospital terciário em choque e líquido livre em cavidade. Indicada laparotomia exploradora na qual evidenciou-se lesão hepática grau IV sendo optada por tamponamento com compressas e encaminhado paciente para unidade de terapia intensiva. Antes da realização da nova abordagem é recomendado que: a) Além da correção da acidose e da coagulopatia, seja realizada uma arteriografia para possível angioembolização e controle do sangramento. b) Seja realizada a correção dos distúrbios de coagulação e acione-se uma equipe especializada em cirurgia hepática. c) As compressas sejam mantidas tamponando a lesão até que o paciente comece a ter febre. d) A família seja alertada da gravidade da lesão, que sejam corrigidos os eventuais distúrbios de coagulação e hidroeletrolíticos, e que o paciente esteja hemodinamicamente estável. 41) Vítima de acidente motociclístico chega ao Pronto Atendimento em franca instabilidade hemodinâmica mesmo após 2 litros de cristalóides administrados no atendimento pré- hospitalar. Realizado FAST (Focus Assessment Sonography in Trauma) na sala de emergência que evidenciou grande quantidade de líquido livre em cavidade abdominal. Foi então indicada laparotomia exploradora na qual evidenciou-se lesão esplênica grau III e hematoma em zona II de retroperitônio a esquerda não expansivo. A melhor conduta intra- operatória neste caso é: a) Realizar esplenectomia total e explorar o retroperitônio. b) Realizar esplenectomia total e não explorar o retroperitônio. c) Avaliar a presença de sangramento ativo no baço e se ausente, preservá-lo, não explorando o retroperitônio. d) Avaliar a presença de sangramento ativo no baço e se ausente, preservá-lo, além de explorar o retroperitônio. 42) Vítima de capotamento chega com estabilidade hemodinâmica e hematúria. Sobre o caso, pode-se afirmar que: a) A presença de hematúria indica lesão de ducto coletor. b) Está indicada sondagem vesical de três vias e irrigação contínua, não sendo imprescindível a realização de tomografia computadorizada de abdômen já que o paciente encontra-se hemodinamicamente estável. c) A hematúria indica sangramento ativo do trato urinário e, portanto, a necessidade de realização de arteriografia. d) O exame que definirá a conduta é a tomografia computadorizadas de abdômen com contraste endovenoso. 43) Vítima de queda de motocicleta em alta velocidade chega taquicárdico, hipotenso, com instabilidade pélvica e hematúria. Após expansão volêmica e imobilização da bacia com lençol, e havendo melhora dos sinais vitais, é submetido à tomografia de abdômen na qual são diagnosticadas fraturas de ramos púbicos superior e inferior de pelve a direita, fratura de sacro e lesão extra-peritoneal de bexiga. Sobre a condução deste caso, além da fixação da bacia, em relação à lesão vesical, a melhor opção é: a) Não abordar a lesão da bexiga, mantendo sonda vesical sem irrigação. b) Rafiar a lesão e manter sonda vesical de três vias em irrigação. c) Não abordar a lesão da bexiga, mantendo sonda vesical de três vias em irrigação. d) Realizar empacotamento pélvico extra-peritoneal e manter sonda vesical de demora sem irrigação. Endoscopia 14 44) Vítima de atropelamento por caminhão, intubado no pré-hospitalar devido rebaixamento do nível de consciência, chega à emergência do hospital em que você está de plantão. À avaliação primária encontra-se com tubo endotraqueal bem posicionado, saturação de O² 89%, murmúrios vesiculares diminuídos à esquerda, freqüência cardíaca de 150 bpm, pressão arterial de 80 x 40 mmHg, pupila midriática a esquerda, sem sinais de hemorragia externa. Foi realizada ultrassom na sala de emergência que evidenciou grande quantidade de liquido livre na cavidade. Sobre a ordem correta das condutas pertinentes neste caso, a melhor delas é: a) Iniciar protocolo de transfusão maciça, realizar laparotomia exploradora, realizar drenagem de tórax e, após, realizar tomografia computadorizada de crânio. b) Realizar tomografia computadorizada de crânio, iniciar protocolo de transfusão maciça, realizar drenagem de tórax, laparotomia exploradora e craniotomia (se necessária) simultaneamente. c) Realizar drenagem de tórax esquerdo, iniciar protocolo de transfusão maciça, realizar laparotomia exploradora e, após, realizar tomografia computadorizada de crânio. d) Realizar tomografia de crânio, realizar drenagem de tórax, iniciar protocolo de transfusão maciça e realizar laparotomia exploradora. 45) São condições obrigatórias para tratamento não operatório de lesão traumática de víscera maciça, exceto: a) Haver disponibilidade de arteriografia. b) Ter sido realizada tomografia computadorizada de abdômen. c) Haver cirurgião disponível 24 horas por dia. d) Haver disponibilidade de transfusão sanguínea. 46) Homem, 20 anos, dá entrada no serviço de emergência com dor lombar direita baixa tipo cólica de início súbito e irradiada para bolsa escrotal, acompanhada de vômitos. Não apresentafebre. Urina I revela presença de hemácias. Creatinina 1,0mg/dl. Raio X e US de abdome não visualiza cálculo, apenas dilatação discreta em rim. A dor persiste mesmo após analgesia adequada. Qual o próximo passo? a) Repetir US b) Solicitar TC com contraste c) Administrar o quadro de dor por 48h d) Encaminhar para centro cirúrgico imediatamente para implante de stent ureteral tipo duplo J 47) Qual alternativa NÃO é tratamento para hiperplasia prostática benigna: a) Tansulosina b) Dutasterida c) Doxazosina d) Solifenacina 48) Sobre a vasoconstrição que ocorre imediatamente após a instalação de uma obstrução arterial aguda, responda: a) Deve ser neutralizada com vasodilatadores, pois agrava ainda mais a isquemia. b) É a responsável pela dor que o paciente sente na fase inicial da isquemia. c) Tem um efeito fisiológico, diminuindo a probabilidade de trombose, já que aumenta a velocidade do sangue nos vasos contraídos. d) Deve ser tratada com calor e anticoagulante. 49) Quanto a embolia e a trombose arterial, pode-se afirmar: a) Apesar de o quadro clínico ser semelhante, a arteriografia sempre consegue fazer o diagnóstico diferencial. b) O diagnóstico diferencial deverá ser feito com base no resultado de exame de duplex. c) A ressonância magnética é o exame que diferencia as duas causas de obstrução arterial aguda. d) Apesar de todos os recursos diagnósticos, o diagnóstico diferencial é realizado sempre com anamnese e exame clínico vascular. Endoscopia 15 50) Em relação às amputações parciais de pé em pacientes diabéticos? a) Em termos de reabilitação, a maioria das amputações dos dedos pode ser tratada com sapatilhas de acolchoamento e sapatos especiais. b) A manutenção do hálux isoladamente não deve ser praticada sendo aconselhável realizar- se nestes casos amputação transmetatarsiana. c) Desarticulação de dedos com manutenção de cartilagem devem ser realizadas. d) Desarticulação entre metatarsianos e os ossos tarso é considerada entre os níveis de amputação maior. 51) São indicações de uso de filtro de veia cava inferior, exceto: a) Sangramento gastrintestinal ativo. b) Episódio de embolia na vigência de anticoagulação. c) Trombo ilíaco com extensão para veia cava inferior. d) Utilização em conjunto com embolectomia pulmonar ou retirada de trombo por cateter. 52) Paciente masculino de 50 anos queixa se em consulta ambulatorial de sangramento vivo às evacuações. O exame proctológico completo evidenciou hemorroidas internas volumosas com sinais de sangramento recente, sendo indicado tratamento com ligadura elástica. Nesse caso, a melhor conduta deverá ser: a) Solicitar pesquisa de sangue oculto para estudar causas de sangramento não evidentes. b) Solicitar endoscopia digestiva alta para descartar sangramento alto. c) Solicitar colonoscopia para rastreamento de neoplasias colorretais. d) Solicitar retossigmoidoscopia rígida para avaliação do sangramento. 53) Paciente masculino de 12 anos queixa se de dores abdominais de leve intensidade sem alteração do hábito intestinal. Em consulta de rotina com oftalmologista é detectado em fundo de olho hipertrofia Congênita do Epitélio Retiniano Pigmentado (CHRPE). Diante desse achado, qual a melhora conduta a) Realização de retossigmoidoscopia para avaliar a presença de polipose adenomatosa familiar. b) Manter acompanhamento oftalmológico e iniciar tratamento com imunobiológicos. c) Tratamento de verminose e acompanhamento com endoscopia digestiva alta para acompanhamento da duodenite. d) Tratamento com imunobiológicos e realização de tomografia abdominal computadorizada para acompanhamento da paniculite inespecífica. 54) Paciente de 53 anos, assintomático do ponto de vista intestinal, vem em consulta por histórico familiar de neoplasia colo retal. Submetido a colonoscopia que evidenciou lesão polipoide pediculada apresentando friabilidade na parte de ápice. Qual a conduta do médico assistente do paciente ao realizar a colonoscopia? a) Biópsia e tatuagem da base da lesão. b) Ressecção endoscópica e tatuagem com tinta nankin na região da lesão. c) Tatuagem da lesão sem realização de biópsia. d) Apenas biópsia da lesão. 55) Paciente masculino 28 anos, refere ter apresentado diarreia por 5 dias, com melhora espontânea. Há um dia, iniciou dor anal de forte intensidade, com piora as evacuações e de caráter progressivo. Nega doenças prévias e uso de medicação. A inspeção e palpação da região perianal não mostrou alterações, exceto, dor intensa que prejudicou a realização do exame adequado. Qual alternativa abaixo representa a melhora conduta? a) Realizar analgesia e tentar realizar exame novamente, mesmo com certa resistência do paciente. b) Analgesia e alta com sintomáticos. c) Antibioticoterapia e sintomáticos para domicilio. d) Exame sob sedação em centro cirúrgico. Endoscopia 16 56) Paciente masculino de 52 anos, em atendimento ambulatorial, refere dor em fossa ilíaca esquerda associado a irregularidade intestinal há 3dias. Associado, refere febre aferida de 38°C e episódio único. Ao exame físico, encontra se em bom estado geral, corado, hidratado, afebril, normocárdico e hemodinamicante normal. O abdômen é flácido e com ruídos hidroaéreos presentes, porém, apresenta dor a palpação em fossa ilíaca esquerda e hipogástrio com irritação peritoneal localizada e presença de pequena massa mal delimitada palpável. Em relação ao caso acima, qual a conduta ? a) Antibioticoterapia domiciliar e solicitação ambulatorial de tomografia de abdômen. b) Internação com início de corticoterapia e antibióticos. c) Internação e indicação de laparotomia exploradora. d) Antibioticoterapia domiciliar após coleta de urocultura isoladamente. 57) Paciente masculino de 19 anos, vem encaminhado com diagnóstico de Doença de Crohn com localização em ceco e sigmoide de caráter não estenosante e, em uso de mesalazina 4,0 g/dia e corticoide 5,0 mg/dia. Desde o diagnóstico, encontra-se oligossintomático e relata emagrecimento de 10 kg. Há 4 dias, apresenta dor em região perianal associado a sangramento e saída de secreção purulenta. Apesar de ter um hemograma normal, o valor da Proteína C Reativa é alto. Ao exame, encontra se descorado e hidratado. O abdômen é flácido, apesar da dor leve a palpação da fossa ilíaca direita. O exame proctológico mostra a presença de lesão ulcerada extensa em região perianal. O toque retal é doloroso com irregularidade em todo canal anal. Diante do quadro acima, qual a melhor conduta? a) Manter tratamento e realizar novos exames para elucidar dimensão da doença. b) Aumentar dose de corticoide, iniciar azatioprina associada com antibióticos. c) Iniciar com terapia Anti-TNF associada a imunossupressor e antibióticos, com programação de desmame de corticoide. d) Iniciar com terapia Anti-TNF associada a imunossupressor e antibióticos, com aumento da dose de corticoide. 58) A tatuagem durante a realização de colonoscopia é de extrema importância para identificação cirúrgica ou para controle endoscópico, após uma ressecção ou identificação de lesão colônica. Apesar disso, em quais áreas a tatuagem não é necessária? a) Reto e ceco. b) Reto e colón transverso. c) Reto e colón sigmoide. d) Reto e ângulo hepático. 59) Paciente de 58 anos, sexo masculino, com achado endoscópico de lesão ulcero infiltrativa acometendo 1,0 cm acima e 1,0 cm abaixo da transição esofagogástrica, cujo laudo histopatológico diagnostica adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Após exame tomográfico de tórax e abdome não se evidenciam lesões metastáticas à distância, porém localmente o tumor não apresenta planos nítidos de clivagem com estruturas adjacentes. Qual a conduta mais indicada? a) Gastrectomia proximal e esofagectomia distal com linfadenectomia a DII. b) Esofagectomia total e gastrectomia proximal com linfadenectomia a DII. c) Indicar inicialmente tratamento neo-adjuvantecom radio e quimioterapia e posterior re- estadiamento e ressecção cirúrgica consistindo em esofagectomia distal, gastrectomia total e linfadenectomia a DII. d) Radioterapia e quimioterapia exclusivas. 60) Em relação ao câncer gástrico precoce, podemos afirmar que: a) Acomete exclusivamente a mucosa gástrica. b) Não apresentam comprometimento linfonodal. c) A mucosectomia é indicada como tratamento em lesões elevadas menores que 20mm. d) Lesão depressiva é uma contraindicação à mucosectomia, independente de sua dimensão. Endoscopia 17 61) Escolha a alternativa correta acerca das cirurgias usadas no tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofageano (DRGE): a) A mais usada é a cirurgia de Hill com fechamento do hiato, retificação do ângulo de His. b) Cirurgia de Nissen consiste na confecção de fundoplicatura a 360º. c) A cirurgia de Thal Hatafuku é usada na DRGE associada a hérnia de hiato gigante. d) Na Cirurgia de Lind é usado parte do corpo gástrico na confecção da fundoplicatura. 62) Com relação as neoplasias da transição esofagogástrica(TEG) , assinale a alternativa correta: a) Pela Classificação de Siewert podemos afirmar: o Tipo I correlaciona-se com infecção crônica pelo Helicobacter Pylori com cardite á semelhança das neoplasias gástricas. b) Geralmente são neoplasias bem diferenciadas e pouco invasivas. c) Classificação de Siewert II corresponde ás neoplasias propriamente originadas na região do cárdia. d) Nas neoplasias de esôfago (Siewert I) predomina o tipo histológico carinoma espinocelular. 63) Feminina, 78 anos, tratamento de anemia há meses com duas transfusões no último ano. Queixa-se apenas de fraqueza nos momentos de anemia e sintomas leves de refluxo. Nega vômitos ou alteração do ritmo intestinal. Hematologista solicitou sua avaliação após solicitar Endoscopia Digestiva Alta (EDA) com achados endoscópicos de “Estômago em Melancia” ou “ Watermelon stomach”. A respeito do tema, assinale a alternativa correta: a) Pode ser a causa desta anemia e inicialmente tratada com cauterização endoscópica com Argônio. b) Provavelmente não é a causa do sangramento neste caso, pois esta patologia normalmente acomete paciente cirrótico. c) A faixa etária não se correlaciona com esta ectasia vascular que acomete pacientes jovens. d) Se confirmada com biópsias o tratamento é cirúrgico. 64) Uma mulher de 38 anos com pancreatite crônica é encaminhada a você para avaliação e tratamento de dor crônica. Ela queixa se de dor profunda e irradiada ao dorso, há seis meses. A dor piora após refeições gordurosas e melhora com paracetamol e anti-espasmódico, que passou a tomar diariamente. Teve várias internações com episódios de pancreatite aguda, sendo o mais recente há dois meses. Refere ingestão de bebida alcoólica por 15 anos e que há quatro anos não ingere. O exame físico é normal, exceto a aparência de doente crônica. A tomografia abdominal revela atrofia e calcificações parenquimatosa pancreática com cálculo de 10 mm calcificado e impactado no ducto principal, na cabeça do pâncreas, com dilatação ductal a montante. O melhor tratamento para esta paciente seria: a) Neurólise do plexo celíaco. b) Drenagem ductal e extração do cálculo cirúrgica e endoscópicamente. c) Ingesta de enzima pancreática. d) Utilização de narcóticos de ação prolongada. 65) Qual das alternativas abaixo NÃO corresponde a indicação de colangiografia operatória ou coledocotomia: a) Hidropsia da vesícula biliar. b) Microcálculos na vesícula biliar. c) História pregressa de pancreatite biliar. d) Dilatação dos ductos extra-hepático. Endoscopia 18 66) Uma colangiografia endoscópica retrógrada é realizada em um paciente de 54 anos, alcoólatra e com diagnóstico de pancreatite crônica. O estudo mostra um padrão de “cadeia de lagos” com áreas de dilatação ductal ligadas por áreas de estenose ductal. O melhor procedimento cirúrgico a ser considerado é: a) Colecistectomia com exploração do ducto biliar principal. b) Ressecar a cauda do pâncreas e realizar uma pancreatojejunostomia. c) Abrir o ducto pancreático longitudinalmente e realizar uma pancreatojejunostomia látero- lateral. d) Pancreatectomia total. 67) Uma paciente de 65 anos foi admitida em um serviço de vias biliares com icterícia de padrão obstrutivo. Durante investigação diagnóstica, foram realizados exames de imagem que constataram colelitíase com dilatação das vias biliares intra e extra-hepática. Uma colangiografia endoscópica retrógrada foi realizada com drenagem de secreção purulenta das vias biliares e visualização de cálculos de grandes dimensões em seu interior com impossibilidade de retirada dos mesmos por via endoscópica. A melhor conduta a ser tomada diante do quadro descrito é: a) Tentativa de litotripsia endoscópica dos cálculos em várias sessões; b) Colecistectomia com coledocotomia e retirada dos cálculos; c) Aguardar a melhora da icterícia uma vez que a árvore biliar já se encontra drenada; d) Colecistectomia com colocação de “dreno em T”. 68) Uma mãe leva seu filho, de sete semanas de vida, à emergência com queixa de que a criança apresenta vômitos pós-prandial. Vômitos em jato e precedidos por cólica intensa abdominal. A mãe também informa que notou uma diminuição no número de evacuações nos últimos dias. Ao exame, encontra se levemente desidratada e com distensão epigástrica discreta, timpânica à percussão. O provável diagnóstico e exame de escolha é: a) Invaginação intestinal; enema opaco. b) Volvo do intestino médio; radiografia simples de abdome. c) Refluxo gastroesofágico; seriografia esôfago-estômago. d) Estenose hipertrófica congênita do piloro; ultra-som abdominal. 69) Uma criança de quatro anos, com dor a palpação de fossa ilíaca direita e com hipótese diagnóstica de apendicite aguda, foi levada ao centro cirúrgico para apendicectomia. Durante o ato cirúrgico, o cirurgião observa que, na verdade, o diagnóstico é Diverticulite de Meckel. A conduta mais sensata nesse momento para esta criança é: a) Ressecção em “V” do Divertículo de Meckel. b) Ressecção em “V” do Divertículo e apendicectomia. c) Ressecção do segmento ileal com anastomose. d) Ressecção do segmento ileal com anastomose e apendicectomia. 70) Você é o cirurgião de plantão em um Hospital Secundário e acaba de chegar uma criança de um mês de vida com a mãe, que relata que a criança estava bem até que, subitamente, apresentou dor intensa abdominal e vômitos biliosos. Ao exame encontra se pálida, taquicárdica, toxemiada, com dor contínua e febre. Ao exame abdominal nota se massa palpável com dor intensa no local e sinais de irritação peritoneal. A hipótese diagnóstica mais provável é: a) Linfoma. b) Volvo do intestino médio. c) Perfuração gástrica. d) Invaginação intestinal. Endoscopia 19 71) Paciente de 26 anos vai ao ambulatório para uma consulta com queixa de dor epigástrica e, para sua surpresa, tem diagnostico de cirrose e a etiologia provável da doença é o abuso de álcool. Foi orientado a parar de beber e solicitado exames de rotina para classificar a gravidade da sua doença. No retorno, teve a sua doença classificada como Chil-Pugh A e o exame de Ultrassom com Doppler não demonstrou nenhum tumor. O médico então, orientou o paciente a repetir este exame de imagem a cada: a) Três meses. b) Quatro meses. c) Cinco meses. d) Seis meses. 72) Paciente de 29 anos cirrótico por vírus da hepatite C faz seguimento no ambulatório e tem sua doença estável classificada como Child-Pugh A. Ao retornar com o novo ultrassom, foi visualizado um tumor vascularizado e de 0,9 cm de diâmetro. Qual deve ser a orientação medica a partir de agora: a) Fazer ultrassom com Doppler a cada quatro meses. b) Fazer ultrassom com Doppler a cada três meses. c) Fazer ultrassom com Doppler a cada cinco meses. d) Fazer ultrassom com Dopplera cada seis meses. 73) Um senhor de 42 anos está fazendo segmento ambulatorial para acompanhamento de uma lesão em lobo direito hepático. Em um dos retornos, tem um ultrassom com doppler mostrando que o tumor aumentou 1,0 cm e a dosagem de alfa-fetoproteina foi normal. Qual deve ser o próximo passo a ser realizado para o diagnóstico deste tumor. a) Biópsia guiada por ultrassom. b) Biópsia guiada por tomografia. c) Tomografia de abdômen com contraste. d) Pet-CT. 74) Paciente de 60 anos que faz acompanhamento de rotina com médico gastroenterologista por cirrose hepática. Ao fazer um ultrassom de rotina detecta uma lesão de 4,5cm e que a biopsia confirma ser um carcinoma hepatocellular. Este paciente tem um MELD de 13 e sua cirrose, classificada como Child-Pugh B (9 pontos). Diante deste quadro, qual a melhor conduta: a) Encaminhar para avaliação de uma equipe que realize transplante de fígado, pois a doença é avançada. b) Fazer avaliação para a realização da hepatectomia, pois o tumor é precoce. c) Fazer ablação por radiofrequência seria a melhor opção para este paciente. d) Fazer ablação com alcoolização pois o tumor é periférico. 75) Paciente masculino, 52 anos, internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento de sepse após esofagectomia transtorácica, apesar de ressuscitação volêmica adequada e alta dose de suporte vasopressor, permanece hipotenso. De acordo com Surviving Sepsis Campaign, qual aproxima conduta: a) Alta dose de corticosteroides (500 mg metilprednisona de 6/6 horas). b) Associar vasodilatador (nitroglicerina em baixas doses). c) Iniciar alta dose de hormônio tiroidiano. d) Iniciar baixa dose de corticosteroide (hidrocortisona 200 mg / dia). Endoscopia 20 76) Paciente masculino, internado em unidade de terapia intensiva, no 13º. pós-operatório de ressecção de tumor pulmonar, em tratamento de pneumonia nosocomial, apresenta diarreia. O diagnóstico de infecção por Clostridium difficile é considerado. Assinale a alternativa INCORRETA em relação a infecção por esta bactéria: a) O diagnóstico pode ser feito pela identificação de toxina específica em amostra de sangue. b) Geralmente é desprovida de gravidade, mas pode ocorrer colite fulminante com evolução para megacólon tóxico e perfuração intestinal. c) A transmissão da bactéria se faz a partir das equipes hospitalares e o grupo de risco é representado por pacientes em uso de antibióticos perioperatórios. d) O tratamento envolve a suspensão dos antibióticos em uso e administrar metronidazol ou vancomicina via oral. 77) Paciente feminino, 65 anos, admitido na UTI em POI de Gastroduodenopancreatectomia por adenocarcinoma de cabeça de pâncreas. Sob intubação orotraqueal, em vigência de sedação e analgesia, apresentando Frequência cardíaca de 120 bpm; Pressão arterial média de 60 mmHg; Temperatura esofágica de 37º. C; Gasometria arterial (pH = 7,28; paO2 = 90; paCO2 = 30; HCO3 = 16; Sat O2 = 99%) e Gasometria venosa central (pH = 7,17; pvO2 = 42; pvCO2 = 50; HCO3 = 17; Sat O2 = 60%). Nesse momento, a conduta mais indicada é: a) Administração endovenosa de solução colóide. b) Administração endovenosa de solução cristaloide (Ringer Lactato). c) Iniciar droga vasoativa. d) Infusão endovenosa de bicarbonato de sódio 8,4%. 78) Uma mulher de 48 anos interna na enfermaria cirúrgica com história de dor em andar supra mesocólico, em faixa e irradiada para o dorso. Apresentou vários episódios de vômitos. Durante investigação na emergência cirúrgica, foi diagnosticado pancreatite aguda biliar. Com relação a colangiopancreatografia endoscópica, podemos afirmar que: a) A papilotomia endoscópica não deve ser indicada na fase aguda. b) A indicação de papilotomia endoscópica limita se às pancreatites de etiologia biliar em doentes com icterícia ou colangite. c) A papilotomia endoscópica deve ser sempre realizada na pancreatite aguda de etiologia biliar. d) A papilotomia endoscópica deve ser realizada neste caso pelo menos 24 horas antes da realização da colecistectomia. 79) A dosagem de cálcio plasmático no hiperparatireoidismo: a) Primário está elevado; no secundário, sempre aumentado e no terciário diminuído. b) Primário está elevado; no secundário, normal ou aumentado e no terciário sempre aumentado. c) Primário está sempre elevado; no secundário, diminuído; e no terciário pode estar normal ou aumentado. d) Primário está elevado; no secundário, normal e no terciário diminuído. 80) Um homem com 50 anos de idade apresenta quadro de hipercortisolismo grave e de instalação rápida, com miopatia, hipocalemia com alcalose metabólica. Qual o provável diagnóstico? a) Doença de Cushing. b) Adenoma adrenal. c) Secreção ectópica de ACTH. d) Carcinoma adrenal.