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LIPÍDEOS
Lipídeo - é a molécula que é solúvel em solventes orgânicos como: éter, clorofórmio e acetona e insolúvel em meio aquoso. Essas moléculas exercem as f de: armazenamento de E, proteção, formação de M e síntese de várias M. 
Classificação de lipídeos 
· Á graxos - Constituem a espinha dorsal da maioria dos lipídeos. O Á graxo é uma M linear formada por vários C. Essa cadeia encontra-se ligada a H (hidrocarbonetos), sendo localizado numa das extremidades o grupo F carboxila. Portanto, os Á graxos são tipos especiais de Á carboxílicos. Na maioria dos S orgânicos os Á graxos contém um nº par de átomos de C, incluindo o grupo carboxila. O tamanho da cadeia varia de 14 a 24 átomos de C. Geralmente, a cadeia não é ramificada, e pode ser saturada ou insaturada. Ácidos graxos saturados não possuem ligações duplas e são geralmente sólidos à T. ambiente, devido às interações hidrofóbicas que ocorrem entre as cadeias carbonadas. Gorduras de origem animal são ricas em Á graxos saturados. Os Á graxos insaturados possuem uma ou + duplas ligações, sendo mono ou poliinsaturados. São geralmente líquidos à T. ambiente. A dupla ligação é sempre do tipo "cis". Os óleos de origem vegetal são ricos em Á graxos insaturados. 
· TAG (triglicerídeos ou triglicérides) - são moléculas hidrofóbicas formadas pela esterificação de 3 Á graxos a uma molécula de glicerol, um álcool contendo 3 carbonos. Esses compostos são armazenados nos adipócitos. Além da f energética, possuem outras f como isolamento térmico, diminuindo a perda de calor e fornecendo proteção contra o frio e contra choques mecânicos. Essas M podem ser hidrolisadas por enzimas específicas denominadas lipases e também reagir com b fortes (NaOH e KOH), reação que leva a formação de sabão. As gorduras animais e os óleos vegetais são misturas de triglicerídeos formados por Á graxos com propriedades específicas. Os óleos parcialmente hidrogenados são utilizados para produção de margarina.
· Esteróides - são compostos caracterizados pela presença dum núcleo tetracíclico característico em sua estrutura. O maior representante é o colesterol, que exerce várias f importantes no corpo H. Esses compostos são classificados como esteróis quando apresentam em sua estrutura uma cadeia lateral de 8 a 10 C na posição 17 e um grupo OH na posição 3. O colesterol é precursor de vários H e atua como moderador da fluidez das M das células animais. Esse composto possui baixa solubilidade em água, apesar de apresentar um grupo OH em sua estrutura, ao qual pode estar esterificado um Á graxo formando os ésteres de colesterol. 
· Cortisona
· Corticosterona
· Cortisol
· Aldosterona
· Progesterona Pertencem ao grupo dos esteróides. 
· Testosterona
· Estradiol
· Á cólico
· Vitamina D 
· M biológicas - são constituídas de lipídeos anfipáticos (que possuem uma parte hidrofóbica e uma parte hidrofílica). Por serem M anfipáticas, os lipídeos de M precisam se organizar de modo a permitir que apenas a cabeça polar fique voltada para o ambiente aquoso. Os lipídeos que compõem a M podem ser movimentar lateralmente, constituindo a difusão lateral. Porém, a troca dum lipídio duma camada da MP para outra não ocorre rapidamente. Esse processo é chamado de difusão transversa ou flip-flop. Os fosfolipídios apresentam um grupo fosfato a sua estrutura. Dentro desse grupo encontram-se os que derivam do glicerol (glicerofosfolipídeos), e os que derivam da esfingosina (esfingolipídeos). Essas moléculas são formadas pela esterificação de 2 Á graxos aos C 1 e 2 do glicerol. Ligado ao C 3 desse álcool encontra-se um grupo fosfato. 
 DIGESTÃO E ABSORÇÃO DOS LIPÍDIOS
Um adulto ingere cerca de 60 a 150g de lipídeos diariamente, dos quais normalmente + de 90% são constituídos de triglicerídeos. O restante dos lipídeos da dieta consiste principalmente de colesterol, ésteres de colesterol, fosfolipídeos e Á graxos não-estratificados. 
· Digestão de gorduras no intestino - pequena quantidade de triglicerídeos é digerida no estômago pela papila lingual. Essa digestão é menor do que 10%. 
· A 1ª etapa na digestão da gordura por Á biliares e lecitina - a 1ª etapa é a quebra física dos glóbulos de gordura em partículas pequenas, de maneira que as enzimas digestivas hidrossolúveis possam agir nas S das partículas. Esse processo é denominado emulsificação da gordura e começa pela agitação no estômago que mistura a gordura com os produtos da secreção gástrica. A maior parte dessa emulsificação ocorre no duodeno, sob a influência da bile (secreção do fígado que não contém enzimas digestivas, somente sais biliares, fosfolipídio, lecitina)
· Porção polar dos sais biliares e das M de lecitina são solúveis em água
· Porções remanescentes de suas M são muito solúveis em gordura. 
As porções solúveis em gordura se dissolvem na camada superficial dos glóbulos gordurosos, com as porções polares projetadas. Por essas projeções polares elas diminuem consideravelmente a tensão interfacial da gordura e também a torna solúvel. Quando essa tensão interfacial do glóbulo do fluido imiscível é baixa, esse fluido sob agitação pode ser dividido em pequenas partículas. 
	OBS: A principal f dos sais biliares e da lecitina é tornar os glóbulos gordurosos rapidamente fragmentáveis, sob agitação com água no intestino delgado. Essa ação é = àquela que muitos detergentes que são largamente usados em limpadores domésticos para a remoção de gordura. 
· Os triglicerídeos são digeridos pela lipase pancreática - a enzima + importante para a digestão é a lipase pancreática, presente em enorme quantidade no suco pancreático, suficiente para digerir em 1 min todos triglicerídeos. Os enterócitos do intestino delgado contém outra lipase adicional, conhecida como lipase entérica. 
· Digestão dos ésteres de colesterol e dos fosfolipídios - grande parte do colesterol na dieta está sob a forma de ésteres de colesterol (colesterol + Á graxo). Tanto os ésteres de colesterol como os fosfolipídios são hidrolisados por 2 outras lipases na secreção pancreática, que liberam Á graxos - a enzima hidrolase de éster de colesterol que hidrolisa o éster de colesterol e a fosfolipase A, que hidrolisa fosfolipídios. 
CONTROLE HORMONAL: as secreções da digestão de lipídeos são controladas por 2 H, que são liberados pelas células do intestino delgado...
- CCK: a liberação desse H ocorre em resposta à presença dos lipídios no intestino. O H vai agir sobre a vesícula biliar, fazendo com que ela se contraia e libere a bile, e sobre as células exógenas do pâncreas, fazendo com que elas liberem as enzimas digestivas (lipase pancreática, hidrólise de ésteres de colesterol e a fosfolipase). A CCK também diminui a motilidade gástrica, e leva à liberação + devagar dos conteúdos gástricos no intestino delgado.
- Secretina: age em resposta ao pH baixo do quimo. Ela vai induzir o pâncreas e o fígado a liberarem uma solução aquosa, rica em bicarbonato, fazendo com que exista a neutralização do conteúdo intestinal, e tornando o pH adequado para a ação das enzimas pancreáticas.
ABSORÇÃO DE GORDURAS - os monoglicerídeos e os Á graxos livres são carreados para a borda em escova das células intestinais. As micelas penetram os espaços entre os vilos em constante movimento. Os monoglicerídeos e os Á graxos se difundem das micelas para as M das células epiteliais, o que é possível porque os lipídios são, também, solúveis na M da célula epitelial. As micelas continuam no quimo, onde são reutilizadas para a incorporação dos produtos da digestão de gorduras. As micelas, portanto possuem f "carreadora" importante para a absorção de gordura. OBS: sem a presença das micelas somente 40-50% das gorduras podem ser absorvidas. 
Depois de entrar na célula epitelial, os Á graxos e monoglicerídeos são captados pelo REL, e transformados em quilomícrons (minúsculas gotículas compostas de 9% de fosfolipídios, 3% de colesterol e 1% de apoproteína e o restante de triglicerídeos) aí são transferidos para líquido linfático. Pelo ducto linfático torácico, os quilomícrons são transferidospara o sangue circulante na J das vv. subclávia e J. OBS: Os quilomícrons absorvem pequena quantidade de apoproteína B que fixa-se à SE. Este composto aumenta a estabilidade da suspensão dos quilomícrons no líquido linfático e impede sua aderência às paredes dos vasos linfáticos.
· Remoção dos quilomícrons do sangue - cerca de 1h após a refeição a [ ] de quilomícrons p pode aumentar por 1 a 2% do plasma total. Como esse composto tem ½ vida de 1h rapidamente ele é removido do sangue. 
· Grande parte dos quilomícrons é removida da circulação sanguínea a medida que passa pelos capilares de vários tecidos, especialmente: adiposo, do m. esquelético e do coração. Esses tecidos sintetizam a enzima lipase lipoproteica, que é transportada para a S das células E capilares, onde hidrolisa os triglicerídeos liberando Á graxo e glicerol. Como os Á graxos liberados dos quilomícrons são altamente miscíveis nas M celulares, se difundem para o tecido adiposo e para as células musculares. 1x dentro dessas células, esses Á graxos podem ser usados como combustível, ou sintetizado em triglicerídeo. 
· Absorção de Á graxos direto pelo sangue porta - pequenas quantidades de Á graxos de cadeias curtas e média, como os da gordura do leite, são absorvidas, diretamente, pelo sangue porta, em vez de serem convertidas em triglicerídeos e transferidas para a linfa. 
TRANSPORTE DE LIPÍDIOS
Á graxos livres são transportados no sangue combinados à albumina - quando a gordura armazenada no tecido adiposo precisa ser usada em outras regiões do corpo para fornecer E, ela deve, em 1º lugar ser transportada do tecido adiposo para o outro tecido. Seu transporte ocorre, principalmente, na forma de Á graxos livres. Isso ocorre porque o tecido adiposo realiza a hidrólise dos triglicerídeos de volta à forma de Á graxos e glicerol. Pelo menos 2 classes de estímulos desempenham papel importante na promoção dessa hidrólise. 
1. Quando a quantidade de glicose disponível para a célula adiposa é inadequada a célula hidrolisa os triglicerídeos
2. Lipase celular hormônio-sensível pode ser ativada por diversos H das glândulas endócrinas e isso também promove hidrólise rápida dos triglicerídeos.
Ao sair dos adipócitos, os Á graxos passam por forte ionização no plasma, e a porção iônica se combina com as M de albumina, os quais passam a ser chamados de Á graxos livres ou Á graxos não esterificados. OBS: a [ ] de Á graxos livres no plasma, sob condições de repouso é de cerca de 15 mg/dL. Mesmo sendo baixa, a intensidade de remoção é alta: ½ dos Á graxos plasmáticos é substituída por novo Á graxo a cada 2 a 3 min.
Lipoproteínas - sua f especial no transporte do colesterol e dos fosfolipídios - no estado pós-absortivo, depois que todos os quilomícrons tiverem sido removidos do sangue, + de 95% de todos os lipídios no plasma vão estar sob a forma de lipoproteínas. São partículas pequenas - muito menores do que os quilomícrons, mas, qualitativamente similares na sua composição, contendo triglicerídeos, colesterol, fosfolipídios e p. A [ ] total de lipoproteínas no plasma é, em média, de 700 mg/100ml de plasma. 
	Lipoproteína
	mg/dL de plasma
	Colesterol
	180
	Fosfolipídios
	160
	Triglicerídeos
	160
	p
	200
· Tipos de lipoproteínas - além dos quilomícrons, que são, eles próprios, lipoproteínas muito grandes, existem 4 tipos 2º suas d:
· VLDLs - contendo altas [ ] de triglicerídeos e [ ] moderadas de colesterol e de fosfolipídios 
· IDLs - muito baixa d das quais uma parte de triglicerídeos foi removida, ficam aumentadas as [ ] de colesterol e de fosfolipídios
· LDLs - derivada das IDL, com a remoção de quase todos os triglicerídeos, deixando [ ] especialmente elevada de colesterol e aumento moderado de fosfolipídios
· HDLs - contendo [ ] elevada de p (cerca de 50%), mas [ ] muito menores de colesterol e fosfolipídios
· Formação e f das L - quase todas as L são formadas no fígado, que é também, onde ocorre a síntese da maior parte do colesterol p dos fosfolipídios e dos triglicerídeos. Além disso, pequenas quantidades de HDLs são sintetizadas no epitélio intestinal, durante a absorção dos Á graxos no intestino. As VLDLs transportam os triglicerídeos sintetizados no fígado, em sua maior parte para o tecido adiposo, enquanto as outras L são especialmente importantes nos diferentes estágios do transporte dos fosfolipídios e colesterol do fígado para os tecidos P. 
 FORMAS DE OBTENÇÃO DE E DOS LIPÍDIOS
No estudo do metabolismo energético é preciso incluir TAG e Á graxos, visto que os TAG são reservas de Á graxos. Os Á graxos, por sua vez, são M capazes de serem oxidadas, levando à formação de ATP. As L p estão envolvidas no transporte de lípidos oriundos da dieta e sintetizados endogenamente aos tecidos, pois esses compostos mostram-se pouco solúveis em água e no plasma. Os TAG são reservas endógenas mobilizáveis que constituem formas de armazenamento de todo excesso de nutrientes, sejam CHO, p ou lipídeos. Essa reserva fornece uma grande quantidade de E para as células, visto que cada TAG libera 3 M de Á graxos quando hidrolisadas e estes, quando oxidados, fornecem uma quantidade de acetil-coA maior do que a proveniente do catabolismo da glicose. 
DEGRADAÇÃO DOS TAG NOS ADIPÓCITOS - as células hepáticas e musculares são capazes de oxidar Á graxos para a síntese de ATP. Para tal é necessário que o Á graxo seja mobilizado da M de triglicerídeo armazenada no adipócito ou oriundo da dieta. A 1ª etapa no metabolismo lipídico é a quebra do triglicerídeo em Á graxos e glicerol, processo conhecido como lipólise
· Lipólise - a enzima lipase presente nos adipócitos tem a sua atividade regulada por ação hormonal (adrenalina, noradrenalina e glucagon) que podem ativá-la e desativá-la e degrada o triglicerídeo em Á graxos e glicerol. O glicerol não pode ser utilizado pelo adipócito porque ele não apresenta a enzima glicerol quinase necessária para o metabolismo. Nas células que ele é utilizado (principalmente células hepáticas), essa enzima converte-o em glicerol- 3-fosfato por uma reação de fosforilação. Por ação da enzima glicerol 3-fosfato desidrogenase é formada a diidroxiacetona fosfato, intermediária da glicólise e da gliconeogênese. Assim como o glicerol, os Á graxos após a lipólise são liberados dos adipócitos e transportados pelo sangue. Para esse transporte ocorrer é necessária a presença da p chamada albumina.
 
· Hidrólise dos TAG oriundos da dieta - uma outra importante fonte de triglicerídeos e de Á graxos é o alimento. Os triglicerídeos da dieta são digeridos no intestino delgado por ação das lipases presentes no suco pancreático, sendo os Á graxos e monoacilgliceróis os produtos liberados. No interior das células absortivas intestinais os Á graxos e monoacilgliceróis formam novas moléculas de triglicerídeos que se unem a p, formando os quilomícrons que são enviados à linfa. Da linfa os quilomícrons são transportados através do sangue e hidrolisados pela lipase lipoprotéica ancorada no endotélio dos capilares dos tecidos extra-hepáticos. 
· Degradação de Á graxos: ativação, transporte e oxidação - ao alcançar as células que os utilizam como fonte de E, os Á graxos passam por 3 processos básicos para que ocorra a formação de ATP: ativação, transporte e oxidação. 
· Ativação - o Á graxo é convertido intracelularmente numa forma ativada, acil-Coa, ou seja, um Á graxo ligado à co A. A enzima acil-CoA sintetase, presente na M mitocondrial externa, catalisa a formação deste composto através duma reação que ocorre com gasto de E: ATP - AMP + PPi que originará 2 Pi. 
· Transporte - a M mitocondrial é impermeável ao acil-Coa e somente o grupo acil é transportado para o interior da mitocôndria (M mitocondrial). Para isso esse grupo se liga a uma molécula transportadora denominada carnitina
Etapas:
· A enzima carnitina acil transferase 1 catalisa a transferência do radical acil da coenzima A para a carnitina formando acil-carnitina
· A seguir a translocase específica transporta a molécula de acil-carnitina pela M interna mitocondrial
· A enzima carnitinaacil transferase 2 catalisa a reação de transferência do grupo acil da acil-carnitina para uma CoA presente na M mitocondrial, liberando a carnitina que retornar pela translocase. 
· Oxidação - após a ativação e o transporte do Á graxo até a M mitocondrial, ele será oxidado por uma série de reações conhecidas como ciclo de Lynen. Através das reações do ciclo de Lynen, a acil-CoA presente na M mitocondrial dará origem a várias M de acetil-CoA, cuja quantidade depende do nº de C da M de Á graxo. Essa V consta duma série de 4 reações, oxidação (que reduz FAD à FADH2), hidratação, oxidação (que reduz NAD a NADH) e cisão, ao final das quais a acil-CoA libera um acetil-CoA, sendo o Á graxo encurtado em 2 C a cada volta no ciclo. Essa série de reações se repete até que ocorra a degradação completa do Á graxo a acetil-CoA. 
1ª reação - catalisada pela enzima acil-CoA desidrogenase ocorre a oxidação da acil-CoA, liberando uma enoil-CoA que é uma acil-CoA. Nessa etapa ocorre a redução de FAD a FADH2
2ª reação - é catalisada pela enoil-CoA hidratase, a hidratação da dupla ligação, fazendo com que se forme a 3- hidroxiacil-CoA. 
3ª reação - é catalisada pela beta-hidroxi acil-CoA desidrogenase, ocorre a oxidação do grupo OH à carbonila, liberando como produtos uma beta-cetoacil CoA e NADH
4ª reação - com o auxílio da tiolase, ocorre a cisão da beta-cetoacil-CoA através duma M de CoA. Os produtos liberados serão uma M de acetil-CoA e uma acil-CoA com dois C a menos. 
 BETA OXIDAÇÃO DE AG INSATURADOS
 V DAS PENTOSES-FOSFATO
A V das pentoses-fosfato ocorre no citosol da célula. Ela consiste em 2 reações de oxidação irreversíveis, seguidas de interconversões reversíveis. Nenhum ATP é consumido ou produzido diretamente no ciclo. Para cada G-6-P oxidada, 2 NADPH são produzidas. A NADPH atua como redutor bioquímico e a própria V fornece para sustentar a reação. Ocorre no fígado, tecido adiposo e glândulas mamárias. Nos eritrócitos são importantes, pois a NADPH garante a glutationa r e, portanto, estrutura de hemácia garantida. O principal produto da V é a ribose-5-fosfato.
- FASE OXIDATIVA IRREVERSÍVEL: 
A enzima glicose-6-fosfato desidrogenase transforma a glicose-6-fosfato em 6-fosfogliconolactona, utilizando especificamente NADP+ como co. A V das pentoses-fosfato é regulada pela G-6-P desidrogenase. O NADPH é um potente inibidor competitivo desta enzima e, na maioria das vezes, é suficiente para inibir a sua atividade. Entretanto, com o aumento da demanda por NADPH, a enzima torna-se ativa. A insulina aumenta a expressão da G-6-PD. A 6- fosfogliconolactona é hidrolisada pela 6-fosfogliconolactona hidrolase, liberando 6-fosfogliconato, que sofre desidrogenação (6-fosfogliconato desidrogenase) originando ribulose-5- fosfato, CO2 e 1 NADPH.
- FASE NÃO OXIDATIVA REVERSÍVEL:
Ocorre em todos os tipos de células que sintetizam nucleotídeos, Á nucleicos e intermediários da V glicolítica. Essas reações reversíveis permitem que a ribulose-5-fosfato seja transformada em ribose-5-fosfato ou frutose-6-fosfato e gliceraldeído-3-fosfato. Observa-se interconversão de açúcares de 3 a 7 C através de transaldolases e transcetolases. A diminuição da atividade da G6PD prejudica a capacidade da célula em formar NADPH, importante na manutenção do conjunto reduzido da glutationa. Com a sua deficiência, o resultado é uma queda na detoxificação de radicais livre e peróxidos. Deve-se manter reduzidos os grupos sulfidrilas, pois caso estes oxidem, destroem as M dos eritrócitos. Os eritrócitos são altamente dependentes, então, de NADPH. A glutationa r, por ação da glutationa peroxidase, é convertida a glutationa oxidada liberando também água e oxigênio por degradação do peróxido de hidrogênio produzido nos eritrócitos. A glutationa oxidada logo é transformada a glutationa r novamente pela ação da glutationa redutase, com utilização dos hidrogênios deixados pela co NADPH+ H+.
 ARMAZENAMENTO DOS LIPÍDIOS
Depósito de gordura 
· Tecido adiposo - grandes quantidades de gordura são armazenadas nos 2 principais tecidos do corpo, o tecido adiposo e o fígado. A principal f do tecido adiposo consiste em armazenar os triglicerídeos até que sejam necessários para o suprimento de E em outras partes do corpo. Outra f consiste em proporcionar isolamento térmico ao organismo.
Células do tecido adiposo (adipócitos) - os adipócitos do tecido adiposo são fibroblastos modificados que armazenam triglicerídeos, quase puros, em quantidades de até 80% a 95% de todo o V das células. Os triglicerídeos nos adipócitos se encontram, em geral, sob a forma líquida. O frio faz com que o ponto de fusão seja r e permanecendo a gordura no estado líquido, assim pode ser hidrolisada e transportada para fora dos adipócitos. As células podem sintetizar quantidades muito pequenas de Á graxos e triglicerídeos, a partir dos CHO; essa f suplementa a síntese de gordura no fígado. 
Troca de gordura entre o tecido adiposo e o sangue - as lipases t - devido à rápida troca de Á graxos livres, os triglicerídeos, nas células adiposas, são renovados 1x a cada 2 ou 3 semanas, o que significa que a gordura, hoje armazenada nos tecidos, não é a mesma que foi armazenada no mês passado. 
· Lipídios hepáticos - as principais f do fígado no metabolismo dos lipídios são:
· Degradar os Á graxos em pequenos compostos que podem ser usados como fonte de E
· Sintetizar triglicerídeos, principalmente a partir de CHO, mas em menor extensão, também de p
· Sintetizar outros lipídios a partir dos Á graxos, em especial colesterol e fosfolipídios
Grande quantidade de triglicerídeos aparece no fígado: 
1- durante os estágios iniciais da inanição, 
2- no DM, e 
3 - em qualquer outra condição em que as gorduras, em vez dos CHO, estão sendo utilizadas como fonte de E. 
LIPOGÊNESE
Síntese de triglicerídeos a partir dos CHO - sempre que a quantidade de CHO ingerida é maior da que pode ser usada de imediato, como fonte de E ou do que pode ser armazenada sob forma de glicogênio, o excesso é rapidamente transformado em triglicerídeos e armazenado no tecido adiposo. A maioria dos triglicerídeos são sintetizados no fígado, mas quantidades diminutas também são sintetizadas pelo próprio tecido adiposo. Os triglicerídeos, formados no fígado, são transportados, em sua maior parte pelos VLDLs para o tecido adiposo, onde são armazenados. 
· Conversão de acetil-CoA em Á graxos - a 1ª etapa na síntese dos triglicerídeos é a conversão dos CHO em acetil-Coa. OBS: a síntese dos Á graxos a partir de acetil-CoA, não é produzida com a reversão da degradação oxidativa.
 
· Combinação de Á graxos com alfa-glicerofosfato para formar triglicerídeos - depois de sintetizadas, as cadeias de Á graxos cresceram para conter 14 a 18 átomos de C, elas se ligam ao glicerol para formar triglicerídeos. As enzimas que provocam essa conversão são muito específicas para os Á graxos com C de cadeia de 14 C ou +, F que controla a qualidade física dos triglicerídeos armazenados no organismo.
Biossíntese de esteróides - o colesterol é essencial em muitos animais, inclusive no homem, não se obtém através da dieta, mas o fígado pode sintetizá-lo, a partir de precursores + simples, seu precursor é o acetato, mas tem como intermediário chave o isopreno. Experimentos com acetato marcado com 14C fornece o esquema dos passos enzimáticos que ocorrem na biossíntese do colesterol, este processo ocorre em 4 estágios. 
1 - 3 u de acetato se condensam para formar mevalonato.
2 - conversão do mevalonato em u de isopreno a.
3 - formação do esqualeno (6 u com 5 átomos de C)
4 - a ciclização do esqualeno formando o colesterol.
Além do colesterol – podem-se obter outros esteróides, a partir do esqualeno.
 
Destino do colesterol - a síntese ocorre no fígado – parte sintetizada é incorporada nas M dos hepatócitos. A maior parte do colesterol sintetizado, é exportado em forma de Á biliares e ésteres do colesterol, ambos são formados no fígado, os ésteres do colesterol são formados no fígado atravésde ação da enzima acil-coA-colesterol aciltransferase (acat). Os ésteres do colesterol são armazenados no fígado ou transportados para outros tecidos. O colesterol é utilizado para síntese de M, é também precursor da vitamina D. 
A biossíntese do colesterol é regulada por vários fatores - a biossíntese do colesterol consome E, e é regulada pela
[ ] de colesterol i e pelos H glucagon e insulina, sendo o passo limitante na V para o colesterol a conversão em mevalonato do beta-hidroxi-beta-metilglutaril-coA, enzima reguladora da V é HMG-coA redutase. HMG-coA é também regulada pelos H.
Glucagon – estimula a fosforilação (forma inativa).
Insulina – promove a desfosforilação, (forma ativa), ativando a enzima e favorecendo a síntese do colesterol.
O aumento de colesterol em quantidades excessivas, das necessidades do organismo, pode desenvolver acúmulos patológicos na paredes dos vasos sanguíneos (placas ateroscleróticas) – obstruindo esses vasos (aterosclerose), levando ao ataque C pela obstrução das aa. C, é uma das causas principais de morte.
Eficiências da conversão de CHO em gordura - durante a síntese dos triglicerídeos, apenas cerca de 15% da E original encontrada na glicose se perdem sob a forma de calor; os 85% restantes são transferidos para os triglicerídeos armazenados. Importância da síntese e armazenamento das gorduras:
· C das diferentes células do corpo para armazenar os CHO, sob a forma de glicogênio é, em geral, pequena; no máximo algumas poucas centenas de g de glicogênio podem ser armazenadas no fígado, mm. esqueléticos e em todos os outros tecidos do corpo. Ao contrário é possível armazenar diversos kg de gordura no tecido adiposo. OBS: uma pessoa média tem quase 150 x + E armazenada sob a forma de gordura, do que sob a forma de CHO. 
· Cada g de gordura contém quase 2,5x + E do que cada g de glicogênio. 
Impossibilidade de sintetizar gorduras a partir de CHO na ausência da insulina - quando a insulina não está disponível, como ocorre no DM grave, as gorduras são pouco sintetizadas ou, até mesmo, não o são pelos seguintes motivos:
1. Quando a insulina não está disponível, a glicose não entra nos adipócitos, nem nas células hepáticas de modo satisfatório, assim apenas a pequena quantidade de acetil-CoA e NADPH, necessárias para a síntese de gordura, podem derivar da glicose
2. A ausência de glicose nas células adiposas reduz muito a disponibilidade de alfa-glicerofosfato, o que também dificulta a formação de triglicerídeos pelos tecidos
CORPOS CETÔNICOS
A mitocôndria hepática tem a C de transformar acetil-CoA em corpos cetônicos. Os corpos cetônicos são importantes fonte de E, pois são solúveis em água e não necessitam de albumina ou L para serem transportados. Sua produção é acentuada quando a [ ] de acetil-CoA hepático ultrapassa a demanda do ciclo de Krebs. Objetivo principal é a economia da glicose em jejum prolongado. Os corpos cetônicos podem ser divididos em 3: acetoacetato, acetona e 3- hidroxibutirato.
- Cetogênese: no jejum, o fígado é inundado com AG do tecido adiposo. Com isso eleva-se a [ ] de acetil-coA hepática, inibindo a ação da enzima piruvato desidrogenase. A piruvato carboxilase é ativada e o piruvato passa a ser transformado em OAA, que passa a ser utilizado na gliconeogênese. Desse modo, a acetil-CoA é canalizada para a produção de corpos cetônicos. 2 moléculas de acetil-coA se unem para formarem acetoacetil-CoA, que sofre ação de enzima HMG-CoA-sintase. Esta enzima integra + uma molécula de acetil-CoA ao complexo, formando a HMG-CoA. Logo em seguida, o produto é catabolizado pela enzima HMG-CoA liase, retirando uma molécula de acetil-CoA. Forma-se o acetoacetato. Por V espontâneas, ocorre a retirada de um CO2 tem-se a formação de acetona. Por V enzimáticas, 3- hidroxibutirato desidrogenase, origina o 3-hidroxibutirato.
- Cetólise: no jejum, a produção e clivagem de corpos cetônicos são essenciais para economizar glicose. Desse modo, nas células dos tecidos P ocorre a oxidação do 3-hidroxibutirato a acetoacetato pela enzima 3-hidroxibutirato desidrogenase. O acetoacetato recebe uma molécula de coA, doado pela succinil-coA através da tioforase, formando o acetoacetil-coA. Esse produto é ativamente removido por sua conversão em 2 moléculas de acetil-CoA. Desse modo, os tecidos extra- hepáticos, incluindo encéfalo, mas excluindo eritrócitos, oxidam facilmente o acetoacetato e o 3-hidroxibutirato. No entanto, o fígado não possui a enzima (tioforase) que transfere o grupo coA ao acetoacetato e por isso é incapaz de usar os corpos cetônicos como fonte de E.

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