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Clínica de Grandes Animais II - Equinos
SEMIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
EXAME CLÍNICO
	Identificação e Anamnese
	Duvidosa
	Informações do grupo de animais (plantel ou rebanho)
	Exame Físico
	É possível?
	Relacionar sintomas ao local anatômico envolvido
	Exames complementares
	Limitados
ANAMNESE
	Início dos sinais ou sintomas
	Evolução
	Alimentação
	Vacinação
	Tratamentos realizados
	Doenças anteriores
	Número de animais acometidos
	Ambiente
	Manejo dos animais
	Número de mortes recentes
ANAMNESE
	Início dos sinais ou sintomas
	Evolução
	Alimentação
	Vacinação
	Tratamentos realizados
	Doenças anteriores
	Número de animais acometidos
	Ambiente
	Manejo dos animais
	Número de mortes recentes
Agudo não progressivo:
afecções traumáticas e vasculares
Agudo progressivo e simétrico:
afecções metabólicas, nutricionais e tóxicas
Agudo progressivo e assimétrico:
Afecções inflamatórias (infecções), degenerativas e neoplásicas
EXAME FÍSICO
	Cuidado com possíveis Zoonoses
	Cuidado com alterações de comportamento
	Sintomas se relacionam mais com o local da lesão do que com o agente causador
	Difícil exame pelo escasso acesso para avaliação direta – nenhuma estrutura pode ser palpada
EXAME FÍSICO
	Baseado em:
	Inspeção
	Comportamento
	Nível de consciência
	Postura e movimentos
	Estímulo às estruturas – normal ou anormal:
	Provas de avaliação funcional
	Pares de nervos cranianos
	Reações posturais
	Reflexos espinhais
EXAMES COMPLEMENTARES
	Análise do Líquido Cefalorraquidiano
	Radiografias simples ou contrastadas (mielografia)
	Eletroencefalografias
	Tomografia computadorizada
	Ressonância magnética
Alamo Pintado Equine Medical Center
OBJETIVO DO EXAME CLÍNICO
	Confirmar a presença de alteração neurológica
	Localizar o problema – região anatômica
	Definir uma lista diagnósticos diferenciais
OBJETIVO DO EXAME CLÍNICO
	Estabelecer:
	Diagnóstico
	Prognóstico
	Tratamento possível
	Conjuntamente
	Medidas preventivas para evitar que outros animais sejam acometidos
Cérebro
Tronco
encefálico
Medula 
espinhal
Cerebelo
Encéfalo
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Medula 
espinhal
Convulsões
Alterações comportamentais
Cegueira central
“Head pressing”
Encéfalo
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Encéfalo
Medula 
espinhal
Incoordenação
Desequilíbrio
Hipermetria
Tremor intencional de cabeça
Sinal de Magnus Klein
Aumento da área de sustentação
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Medula 
espinhal
Encéfalo
Síndrome vestibular
Nistagmo
Pleurotótono (desvio da cabeça)
Andar em círculos
Paralisia do nervo facial
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Medula 
espinhal
Encéfalo
Paralisias (flácidas e espásticas)
Paresias (flácidas e espásticas)
C1-C5
C6-T2
T3 – L3
L4-S2
Cauda eqüina
Sintomas nos quatro membros
Sintomas nos membros posteriores
Diminuição na movimentação da cauda. Diminuição do tônus do esfíncter anal e incontinência urinária
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Medula espinhal
Convulsões
Alterações comportamentais
Cegueira central
“Head pressing”
Síndrome vestibular
Nistagmo
Pleurótotono (desvio de cabeça)
Andar em círculos
Paralisia do nervo facial
Incoordenação
Desequilíbrio
Hipermetria
Tremor intencional de cabeça
Sinal de Magnus Klein
Aumento da área de sustentação
Paralisias (flácidas e espásticas)
Paresias (flácidas e espásticas)
TÉTANO
	Clostridium tetani
	Toxina tetânica
	Sintomas de espasmo muscular
	Alta mortalidade
TÉTANO
	Diagnóstico
	Clínico
	Histórico – feridas prévias, ausência de vacinações
	Sintomas – Espasmos musculares (protusão da terceira pálpebra)
TÉTANO
	Tratamento – sintomático
	Relaxantes musculares
	Sedativos
	Soro
	antibioticoterapia
	Prevenção - vacinação
SÍNDROMES – 4 GRUPOS
	Síndrome cerebral
	Síndrome cerebelar
	Síndrome Vestibular (tronco encefálico)
	Síndrome espinhal
Cérebro
Convulsões
Alterações comportamentais
Cegueira central
“Head pressing”
SÍNDROME CEREBRAL
	Várias afecções
	Traumáticas (concussões)
	Infecciosas (raiva, Encefalite viral)
	Degenerativos (Leucoencefalomalácea)
SÍNDROME CEREBRAL
RAIVA
	rara nos equinos
	Vírus (Rhabdoviridae)
	Ciclo terminal no cavalo (?)
	Três formas: furiosa, obscura e paralítica
	Ampla variedade de sintomas
SÍNDROME CEREBRAL
RAIVA
	Transmissão
	morcegos contaminados
	Reservatórios: animais selvagens
SÍNDROME CEREBRAL
RAIVA
	Diagnóstico
	Antes da morte – difícil
	Pós morte - cérebro
	Anticorpo imunofluorescente
	Inoculação em camundongos
SÍNDROME CEREBRAL
RAIVA
	Tratamento (?) – sintomático
	Suspeita ou confirmação - eutanásia
	Prevenção - vacinação
SÍNDROME CEREBRAL
ENCEFALITE VIRAL
	Vírus (Togavírus) – leste, oeste e venezuelana
	Zoonose
	Transmitida por vetores (insetos)
	Reservatórios: animais selvagens assintomáticos
	Ampla variedade de sintomas
RAIVA RURAL
	Diagnóstico:
	Presença de corpúsculos de Negri
	Imunofluorescência
	Post mortem
	Realizar a coleta do encéfalo, cerebelo e tronco encefálico
SÍNDROME CEREBRAL
ENCEFALITE VIRAL
	Diagnóstico
	Ampla variedade de sintomas
	Histórico + sintomas clínicos
	Sorologia
	Fixação de complemento
	Elisa
ENCEFALOMIELITES POR ALFAVÍRUS
Influencia na distribuição: 
Mundial
Sazonal 
Artrópode. ... Os artrópodes (Arthropoda, do grego arthros (ἄρθρον), articulado e podos (ποδός), pés) são um filo de animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados, cujo número varia de acordo com a classe
*
Sinais neurológicos inespecíficos 
*
SÍNDROME CEREBRAL
ENCEFALOMIELITE VIRAL
	Tratamento (?) - sintomático
	Prevenção - vacinação
SÍNDROME CEREBRAL
LEUCOENCEFALOMALÁCEA
	Fungo – Fusarium moniliforme
	Micotoxina – fumonisina B1
	Alimentação a base de milho
	Letargia/depressão
	Incoordenação
	Hiperexcitabilidade/delírio
	Convulsões
Liquefação da substância branca de um ou dos dois hemisférios cerebrais.
SÍNDROME CEREBRAL
LEUCOENCEFALOMALÁCEA
	Diagnóstico
	Clínico
	Histórico + sintomas (alimentação com milho)
	Teste laboratoriais de identificação do fungo no alimento
	cromatografia
SÍNDROME CEREBRAL
LEUCOENCEFALOMALÁCEA
	Tratamento – sintomático
	Prevenção – manejo alimentar adequado
	Sequelas.
SÍNDROME CEREBRAL (ENCEFALITES)
Tratamento
	DMSO (0,5-1g/kg – 10%, IV)
	Benzodiazepínicos (Diazepan 0,05-2,2mg/kg, IV)
	Terapia de suporte
Prevenção
	Vacinação e manejo
Cérebro
Tronco
encefálico
Cerebelo
Encéfalo
Medula 
espinhal
Incoordenação
Desequilíbrio
Hipermetria
Tremor intencional de cabeça
Sinal de Magnus Klein
Aumento da área de sustentação
Cerebelo
Incoordenação
Desequilíbrio
Hipermetria
Tremor intencional de cabeça
Sinal de Magnus Klein
Aumento da área de sustentação
SÍNDROME CEREBELAR
ABIOTROFIA CEREBELAR
	Cavalos árabes e pôneis
	Degeneração prematura dos neurônios
	Acomete animais de até 6 meses a 1 ano de idade
	Nascem normais e desenvolvem: tremor de cabeça, ataxia, dismetria
SÍNDROME CEREBELAR
ABIOTROFIA CEREBELAR
	Tratamento – não existe.
	Prevenção – evitar conhecidos cruzamentos genéticos que predispõem ao aparecimento.
Tronco
encefálico
Síndrome vestibular
Nistagmo
Pleurótotono (desvio de cabeça)
Andar em círculos
Paralisia do nervo facial
SÍNDROME VESTIBULAR
TRAUMA – OTITE
	Inclinação (topo) da cabeça para o lado acometido
	Nistagmo
	Incoordenação
	Andar em círculos
	Alterações de comportamento (agressividade)
	Tratamento – sintomático
SÍNDROME VESTIBULAR
TRAUMA – OTITE
	Diagnóstico
	Histórico + sintomas
SÍNDROME VESTIBULAR
TRAUMA – OTITE
	Tratamento
	sintomático
	Corticoides
	DMSO (0,5-1g/kg – 10%, IV)
	Terapia de suporte
Medula espinhal
Paralisias (flácidas e espásticas)
Paresias (flácidas e espásticas)
SÍNDROME ESPINHAL
	Várias afecções – infecciosas e traumáticas
	Sintomas medulares de incoordenação e ataxia – dependendo do local e severidade das lesões
TIPOS COMUNS DE TRAUMATISMO VERTEBRAL
Reed; 2000
	Nível de lesão	Idade	Tipo de traumatismoIncidentes comuns	Síndrome
	Cervical	Potro (até 1 ano)	Luxação C1-C2	Hiperflexão 	Quadriparesia, Depressão respiratória
	Cervical 	Adulto jovem	Fratura de epífises	Fratura de compressão	Quadriparesia
	Torácica cranial	Fratura de processo espinhoso dorsal	Movimentos para trás	Saltos ou quedas	Paraparesia
	T2-S1	Qualquer 	Fratura transversa de arco vertebral com luxação	Quedas 	Nenhuma
	Subluxação sacroilíaca	Adulto 	Quedas	Quedas 	Claudicação
	Fratura sacral	Qualquer 	Compressão	Queda sobre o dorso em posição de cão sentado	Incontinência urinária e fecal
Com ou sem paresia posterior
Paralisia cauda e ânus
Paraparesia Perda parcial das funções motoras dos membros superiores. Ou inf
*
SÍNDROME ESPINHAL
MIELOENCEFALITE EQUINA CAUSADA POR PROTOZOÁRIO (MEPE)
	Sarcocystis neurona
	lesões multifocais e assimétricas do encéfalo ou medula
	Eqüinos são hospedeiros aberrantes
SÍNDROME ESPINHAL
MIELOENCEFALITE EQUINA CAUSADA POR PROTOZOÁRIO (MEPE)
	Sintomas variáveis:
	Déficit proprioceptivo
	Incoordenação
	Atrofia muscular unilateral
*
SÍNDROME ESPINHAL
MIELOENCEFALITE EQUINA CAUSADA POR PROTOZOÁRIO (MEPE)
	Diagnóstico
	Histórico de estresse recente
	Sintomas físicos
	Exames laboratoriais
	Western bloot (soro e LCR)
	PCR
SÍNDROME ESPINHAL
MIELOENCEFALITE EQUINA CAUSADA POR PROTOZOÁRIO (MEPE)
	Tratamento:
	Sulfa + trimetoprim (15-30mg/kg, VO, BID)
	Piremetamina (0,25-1,0mg/kg, VO, SID)
ou
	Diclazuril (5mg/kg, VO, SID)
e
	DMSO – três aplicações a cada 12h

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