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www.facuminas.com.br 
LIBRAS 
Língua Brasileira de Sinais 
 
 
 
 
MATERIAL DIDÁTICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA N° 3.445 DO DIA 19/11/2003 
 
1 
 
 
Sumário 
 O QUE É LIBRAS? ............................................................................... 4 
Culturas e Identidades em Questão .............................................. 6 
BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS ........................ 8 
LEI DE LIBRAS .................................................................................... 9 
PARÂMETROS .................................................................................. 10 
ALFABETO DE LIBRAS ..................................................................... 11 
PRONOMES PESSOAIS ................................................................... 12 
PRONOMES POSSESSIVOS ............................................................ 13 
PRONOMES INTERROGATIVOS ....................................................... 0 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS ...................................................... 1 
VOCABULARIOS COTIDIA ................................................................. 3 
NUMERAIS .......................................................................................... 5 
DIAS DA SEMANA ............................................................................... 5 
ADIVERBIOS DE TEMPO .................................................................... 7 
ADJETIVOS ......................................................................................... 9 
VERBOS ............................................................................................ 12 
REFERENCIAS ..................................................................................... 25 
 
 
 
 
2 
 
 
 
FACUMINAS 
 
 
 
A história do Instituto Facuminas, inicia com a realização do sonho de 
um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a Facuminas, 
como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A Facuminas tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas 
de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos 
culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e 
comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de 
comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de 
forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma 
das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela 
inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
 
4 
 
 
O QUE É LIBRAS? 
Língua Brasileira de Sinais 
A Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – FENEIS 
define a Língua Brasileira de Sinais – Libras como a língua materna 2 dos 
surdos brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa 
interessada pela comunicação com esta comunidade. Como língua, está 
composta de todos os componentes pertinentes às línguas orais, como 
gramática, semântica, pragmática, sintaxe e outros elementos preenchendo, 
assim, os requisitos científicos para ser considerado instrumento linguístico de 
poder e força. Possui todos elementos classificatórios identificáveis numa 
língua e demanda prática para seu aprendizado, como qualquer outra língua. 
(...) é uma língua viva e autônoma, reconhecida pela linguística. 
Segundo Sánchez (1990:17) a comunicação humana “é essencialmente 
diferente e superior a toda outra forma de comunicação conhecida. Todos os 
seres humanos nascem com os mecanismos da linguagem específicos da 
espécie, e todos os desenvolvem normalmente, independentes de qualquer 
fator racial, social ou cultural”. Uma demonstração desta afirmação se 
evidencia nas línguas oral-auditiva (usadas pelos ouvintes) e nas línguas viso-
espacial (usadas pelos surdos). As duas modalidades de línguas são sistemas 
abstratos com regras gramaticais. Entretanto, da mesma forma que as línguas 
orais-auditivas não são iguais, variando de lugar para lugar, de comunidade 
para comunidade a língua de sinais também varia. Dito de outra forma: existe a 
língua de sinais americana inglesa, francesa e várias outras línguas de sinais 
em vários países, bem como a brasileira. 
A estrutura da Língua Brasileira de Sinais é constituída de parâmetros 
primários e secundários que se combinam de forma sequencial ou simultânea. 
Segundo Brito (1995, p. 36 – 41) os parâmetros primários são: 
a) Configurações das mãos, em que as mãos tomam as diversas formas 
na realização de sinais. De acordo com a autora, são 46 configurações de 
mãos na Língua Brasileira de Sinais; 
 
5 
 
 
b) Ponto de articulação, que é o “espaço em frente ao corpo ou uma 
região do próprio corpo, onde os sinais são articulados. Esses sinais 
articulados no espaço são de dois tipos, os que articulam no espaço neutro 
diante do corpo e os que se aproximam de uma determinada região do corpo, 
como a cabeça, a cintura e os ombros”; (BRITO, 1995). 
c) Movimento, que é um “parâmetro complexo que pode envolver uma 
vasta rede de formas e direções, desde os movimentos internos da mão, os 
movimentos do pulso, os movimentos direcionais no espaço até conjuntos 
de movimentos no mesmo sinal. O movimento que as mãos descrevem no 
espaço ou sobre o corpo pode ser em linhas retas, curvas, sinuosas ou 
circulares em várias direções e posições”. (BRITO, 1995) 
Quanto aos parâmetros secundários tem-se: 
a) Disposição das mãos, em que as “articulações dos sinais podem ser 
feitas apenas pela mão dominante ou pelas duas mãos. Neste último caso, as 
duas mãos podem se movimentar para formar o sinal, ou então, apenas a mão 
dominante se movimenta e a outra funciona como um ponto de articulação”; 
(BRITO, 1995) 
b) Orientação da palma das mãos, “é a direção da palma da mão 
durante o sinal: voltada para cima, para baixo, para o corpo, para frente, para a 
esquerda ou para a direita. Pode haver mudança na orientação durante a 
execução do movimento”; (BRITO, 1995) 
c) Região de contato, “refere-se à parte da mão que entra em contato 
com o corpo. Esse contato pode-se dar de maneiras diferentes: através de um 
toque, de um risco, de um deslizamento etc.” (BRITO, 1995) 
d) Expressões faciais “muitos sinais, além dos parâmetros mencionados 
acima, têm como elemento diferenciador também a expressão facial e/ou 
corporal, traduzindo sentimentos e dando mais sentido ao enunciado e em 
muitos casos determina o significado do sinal” (SILVA, p. 55, 2002). Ou seja, 
podem expressar as diferenças entre sentenças afirmativas, interrogativas, 
exclamativas e negativas. 
 
6 
 
 
Quem são os Surdos e Quem são os Ouvintes? 
Antes de começarmos nossa caminhada para o aprendizado da Língua 
Brasileira de Sinais é importantíssimo que você compreenda que está língua 
não é a língua de um país, mas, é a língua de um povo que se autodenomina 
de Povo Surdo 3. Os surdos deste povo são pessoas que se reconhecem pela 
ótica cultural e não medicalizada possuem uma organização política de vida em 
função de suas habilidades, neste caso a principal é a habilidade visual, o que 
gera hábitos também visuais e uma língua também visual. 
No entanto, a palavra – surdo – possui vários sentidos. O mais usado é 
aquele ligado à ideia de doença, de falta, de incapacidade, de deficiência. Nem 
todos os surdos se identificam como surdos, há aqueles que ouvem pouco e/ou 
usama oralidade identificando-se como deficientes auditivos, outros com o 
mesmo histórico preferem identificar-se como surdo, logo não se tem uma 
definição exata do termo. 
Neste curso quando nos referimos aos surdos, estamos nos referindo 
àqueles que utilizam a Libras assim como você utiliza a Língua Portuguesa. 
O surdos para identificar aqueles que não são surdos costumam perguntar: _ 
Você é ouvinte? assim o termo ouvinte é uma forma de reconhecer o não-
surdo. 
Talvez não tenha ficado claro o suficiente quem são os surdos e quem 
são os ouvintes, mas com certeza gradativamente com o decorrer do curso 
você compreenderá o significado tais termos. 
 
Culturas e Identidades em Questão 
Quando falamos sobre cultura muitas coisas podem vir a nossa mente, 
há diferentes culturas e diferentes modos de conceituar cultura, depende do 
espaço onde ela é discutida. Aqui, neste espaço linguístico, usamos o termo 
cultura para expressar “jeitos de ser e estar no mundo”, e ressaltaremos a todo 
momento os jeitos de ser e estar no mundo do povo surdo, ou seja, a Cultura 
Surda. 
 
7 
 
 
Sobre Cultura Surda podemos dizer com as palavras de Sá (p.01, 2006) 
que ““Cultura”, neste texto, é definida como um campo de forças subjetivas que 
dá sentido(s) ao grupo”. No século XXI, mais do que nunca, tem-se dado 
extremo valor à estética do corpo e da linguagem, mesmo que ocultamente tem 
se mantido o paradigma da alta e da baixa cultura. O discurso que ecoa é que 
surdos são pessoas deficientes, que precisam entrar na linha da normalização, 
precisam urgentemente ser iguais a maioria, precisam falar, ver, ouvir, andar 
fazer parte de uma cultura dita padrão para então serem considerados 
incluídos na sociedade. 
O embate acontece exatamente porque existe um campo de forças 
subjetivas que dá sentido(s) ao grupo, ou seja, existe a Cultura Surda e é a 
língua de sinais a marca subjetiva que dá sentido(s) a esta cultura. 
Os surdos são organizados social e politicamente, possuem um estilo de 
viver que é próprio de quem usa a visão como meio principal de obter 
conhecimento. A cultura surda é também híbrida e mestiça, pois não se 
encontra isolada no mundo, está sempre em contato direto com outras culturas 
e evolui da mesma forma que o pensamento humano. Há narrativas 
normalizastes que põem os surdos como pessoas subculturas relatando que: 
Acho que os surdos não têm uma cultura própria, têm apenas algumas 
adequações. (...) Os surdos interagem com outros surdos, porque eles se 
entendem na sua linguagem, e se afastam dos ouvintes pela falta de 
compreensão, dando a ilusão de ter uma cultura própria. 
A contradição acontece nas narrativas surdas, elas revelam que pessoas 
surdas não vivem de adaptação ou reabilitação, vivem em evolução, criam 
meios de ser e de estar no mundo, como qualquer ser humano faz. Possuem a 
necessidade de estar em permanente contato com outros surdos, não porque 
os ouvintes não os compreendem, mas pela força da identificação cultural, pela 
força da subjetividade que os atrai como um imã da mesma forma que 
acontece com outros grupos sociais. Para compreender por que existe uma 
cultura surda é fundamental entrar em contato com esta cultura deixando de 
 
8 
 
 
lado pré-conceitos que se costuma fazer antes de conhecer, seja aberto ao 
novo e torne-se um ser plural. 
BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS 
A história da educação dos surdos é cheia de controvérsias e 
descontinuidades. A primeira notícia que temos é do século XII, quando os 
surdos não eram considerados humanos, não tenham direito à herança, não 
frequentavam nenhum meio social e eram proibidos de se casarem. 
Na Idade Média, com o feudalismo, os surdos começaram a ter atenção 
diferenciada pelo clero (Igreja), que estava muito preocupado com o que tais 
pessoas faziam e por que não vinham se confessar. As pessoas não iam se 
confessar porque não apresentavam uma língua estruturante para seu 
pensamento. Mas a igreja também estava muito preocupada, pois nasciam 
muitos surdos nos castelos dos nobres, devido à frequência dos casamentos 
consanguíneos, comuns na época, visto que a nobreza não queria dividir sua 
herança com outras famílias e acabavam casando-se entre primos, sobrinhas, 
tios e até irmãos. 
Como nos mosteiros da Igreja havia padres, monges e frades que 
utilizavam de uma língua gestual rudimentar, porque nesses ambientes existia 
o voto do silêncio, esses religiosos foram deslocados para esses castelos com 
a missão de educar os filhos surdos dos nobres em troca de grandes fortunas. 
Quanto ao método utilizado na época não temos registros, mas sabe-se que 
alguns acreditavam que deveriam priorizar a língua falada, outros, a língua de 
sinais e outros, ainda, o método combinado. 
Em 1880, aconteceu o Congresso Mundial de Professores de Surdos em 
Milão, na Itália, onde foi discutido qual seria o melhor método para a educação 
dos surdos. Nesse congresso ficou resolvido que o melhor método era o oral 
puro, sendo proibida a utilização da língua de sinais a partir desta data. 
A partir daí as crianças surdas, muitas vezes, tinha suas mãos amarradas para 
trás e eram obrigadas a sentarem em cima das mãos ao irem para a escola, 
para que não usassem a língua de sinais. 
 
9 
 
 
Tal opressão perdurou por mais de um século, trazendo uma série de 
consequências sociais e educacionais negativas. 
No Brasil, a primeira lei que viabiliza o uso da Língua Brasileira de Sinais 
como a primeira língua dos surdos foi assinada em novembro de 2002 pelo 
Presidente Fernando Henrique Cardoso. 
 
LEI DE LIBRAS 
Lei n° 10.436, de 24 de abril de 2002. 
Dispõe sobre a LÍNGUA BRASILERA DE SINAIS - LIBRAS e dá outras 
providências. Eu o presidente da república faço saber que o Congresso 
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei. 
Art. 1 - É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a 
LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS e outros recursos de expressão a 
ela associados. 
Parágrafo Único. entende-se como LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS - 
LIBRAS a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de 
natureza visual-motora. Com estrutura gramatical própria, constituem um 
sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades 
de pessoas surdas do Brasil. 
Art. 2 - Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e 
empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de 
apoiar o uso e difusão da LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS como 
meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades 
surdas do Brasil. 
Art. 3 - As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços 
públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento 
adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas 
legais em vigor. 
 
10 
 
0 
Art. 4 - O sistema educacional federal e os sistemas educacionais 
estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos 
cursos de formação de educação especial, de fonoaudióloga e de magistério, 
em seus níveis médio e superior, do ensino da língua brasileira de sinais - 
libras, como parte integrante dos parâmetros curriculares nacionais - PCNS. 
Conforme legislação vigente. 
Parágrafo Único. A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS não 
poderá substituir a modalidade escrita da Língua Portuguesa. 
Art. 5 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 24 de 
abril de 2002; 1810 da Independência e 1140 da República. Fernando Henrique 
Cardoso Paulo Renato Souza Texto Publicado no D.O.U. de 25.4.2002. 
 
PARÂMETROS 
Os sinais são formados a partir da combinação do movimento das mãos 
com um determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar 
ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo. Nas línguas de 
sinais podem ser encontradosos seguintes parâmetros: 
- Configuração de mãos: são formas das mãos, que podem ser da 
datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante 
(mão direita para os destros) ou pelas duas mãos do emassou ou pelo 
sinalizador. Os sinais APRENDER, LARANJA, OUVIR E AMOR têm a mesma 
configuração de mãos que são realizadas na testa, na boca, na orelha e no 
lado esquerdo do peito respectivamente; 
- Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante 
configurada, podendo está tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço 
neutro vertical ( do meio do corpo até a cabeça) e horizontal (à frente do 
emissor). Os sinais TRABALHAR, BRICAR, BESTEIRA, CONSERTAR são 
feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, MENTE, APRENDER E 
PENSAR são realizados na testa; 
 
11 
 
1 
- Movimento: os sinais podem ter movimento ou não. Os sinais citados 
acima têm movimento, com exceção de PENSAR que, como os sinais 
AJOELHAR E EM-PÉ m não têm movimento; 
- Orientação / direcionalidade: os sinais têm uma direção com relação 
aos parâmetros acima. Assim os verbos IR e VIR se opõem em relação à 
direcionalidade, como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER E APAGAR, 
ABRIR-PORTA e FECHAR-PORTA; 
- Expressão facial e / ou corporal: muitos sinais, além dos quatro 
parâmetros mencionados acima, em sua configuração têm como traço 
diferenciador também a expressão facial e/ou corporal, como os sinais 
ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos somente com a bochecha como LADRÃO, 
ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mão e expressão facial, como o sinal BALA, 
e há ainda sinais em sons e expressões faciais complementam os traços 
manuais, como os sinais HELICOPTERO e MOTOR. 
Na combinação destes cinco parâmetros, tem-se o sinal. Falar com as 
mãos é, portanto, combinar estes elementos para formarem as palavras e 
estas formarem as frases em um contexto. 
 
ALFABETO DE LIBRAS 
O alfabeto de Libras (Língua Brasileira de Sinais) teve sua origem ainda 
no Império. Em 1856, o conde francês Ernest Huet desembarcou no Rio de 
Janeiro com o alfabeto manual francês e alguns sinais. O material trazido pelo 
conde, que era surdo, foi adaptado e deu origem à Libras. Este sistema foi 
amplamente difundido e assimilado no Brasil. 
No entanto, a oficialização em lei da Libras só ocorreu um século e meio 
depois, em abril de 2002 – nesse período, o Brasil trocou a monarquia pela 
república, teve seis Constituições e viveu a ditadura militar. 
 
12 
 
2 
O longo intervalo deve-se a uma decisão tomada no Congresso Mundial 
de Surdos, na cidade 
italiana de Milão em 
1880. No evento, ficou 
decidido que a língua de 
sinais deveria ser 
abolida, ação que o 
Brasil implementou em 
1881. 
A Libras quase 
mudou o nome e só 
voltou a vigorar em 
1991, no Estado de 
Minas Gerais, com uma lei 
estadual. Só em agosto de 
2001, com o Programa Nacional 
de Apoio à Educação do Surdo, 
os primeiros 80 professores 
foram preparados para lecionar 
a língua brasileira de sinais. A 
regulamentação da Libras em 
âmbito federal só se deu em 24 
de abril de 2002, com a lei nº 
10.436. 
 
 
 
PRONOMES PESSOAIS 
A LIBRAS possui um sistema pronominal para representar as pessoas 
do discurso: primeira pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): EU; NÓS-2, 
NÓS-3, NÓS-4, NÓS-GRUPO, NÓS/NÓS-TODOS; 
 
13 
 
3 
• Primeira Pessoa do Singular: EU 
• Primeira Pessoa do Plural: NÓS-2, NÓS-3, NÓS-4, NÓS-NÓS-TOD@ 
• Segunda Pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): VOCÊ, 
VOCÊ-2, VOCÊ-3, VOCÊ-4, VOCÊ-GRUPO, VOCÊ/VOCÊS-TOD@S; 
• Terceira Pessoa (singular, dual, trial, quatrial e plural): EL@, EL@-2, 
EL@-3, EL@-4, EL@S-GRUPO, EL@S/EL@-TOD@S 
 
 
 
 
 
PRONOMES POSSESSIVOS 
Os pronomes possessivos, como os pessoais e demonstrativos, também 
não possuem marca para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso 
e não à coisa possuída, como acontece em português. 
• EU ME@ 
SOBRINH@; 
• VOCÊ TE@ 
ESPOS@; 
• EL@ SE@. 
FILH@ 
Para a primeira pessoa: ME@, pode haver duas configurações de mão: 
uma é a mão aberta com os dedos juntos, que bate levemente no peito do 
emissor; a outra é a configuração da mão em P com o dedo médio batendo no 
peito - MEUPRÓPRIO. Para as segundas e terceiras pessoas, a mão tem esta 
segunda configuração em P, mas o movimento é em direção à pessoa com que 
se fala (segunda pessoa) ou está sendo mencionada (terceira pessoa). 
Não há sinal específico para os pronomes possessivo no dual, trial, 
quadrial e plural (grupo), nestas situações são usados os pronomes pessoais 
correspondentes. Exemplo: NÓS FILH@ „nosso(a) filho(a)” 
 
 
PRONOMES INTERROGATIVOS 
O pronome interrogativo QUAL é mais utilizado no início da frase, mas pode ser 
também utilizado no final. Os pronomes interrogativos QUE é QUEM geralmente são 
usados no início da frase, mas o pronome interrogativo ONDE e o pronome QUEM, 
 
1 
 
 
quando usado com o sentido de "quem é" ou " de quem é" são mais usados no final da 
frase. 
 
 
 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
Os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar, na Libras assim como no 
Português, estão relacionados às pessoas do discurso. Sempre na perspectiva do emissor 
eles podem representar, o que está bem próximo, perto ou distante. Eles têm a mesma 
 
2 
 
 
configuração de mão dos pronomes pessoais, porém os pontos de articulação e as 
orientações de olhar são diferentes. 
Tal qual os pronomes pessoais, os pronomes demonstrativos não possuem 
marcas para gênero: masculino e feminino. O plural dos pronomes demonstrativos, pode 
ser feito na forma dual, trial, quatrial e plural, dependendo do contexto, assim como os 
pronomes pessoais. 
Segue abaixo as representações do pronomes demonstrativos e advérbios de 
lugar, comparando-os com os pronomes pessoais: 
 
 
3 
 
 
ADVERBIOS DE AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO 
 
 
VOCABULARIOS COTIDIA
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
NUMERAIS 
As línguas podem ter formas diferentes para apresentar os numerais 
quando utilizados como cardinais, ordinais, quantidade, medida, idade, dias da 
semana ou mês, horas e valores monetários. Isso também acontece na 
LIBRAS. Nesta unidade e nas seguintes, serão apresentados os numerais em 
relação às situações mencionadas acima. 
É erro o uso de uma determinada configuração de mão para o numeral 
cardinal sendo utizada em um contexto onde o numeral é ordinal ou 
quantidade, por exemplo: o numeral cardinal é diferente da quantidade 1, que é 
diferente do ordinal PRIMEIRO que é diferente de que é diferente de 
PRIMEIRO-GRAU, que é diferente de MÊS-1. 
 
 
 
DIAS DA SEMANA 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
ADIVERBIOS DE TEMPO 
Na Libras não há marca de tempo nas formas verbais, é como se, nas 
frases, muitos verbos ficassem no infinitivo. O tempo é marcado sintaticamente 
através de advérbios de tempo que indicam se a ação ocorre no presente, 
passado ou futuro. 
Eles vêm no começo da frase, mas podem também ser utilizados no 
final. Frases no presente quase sempre não são marcadas. Frases no passado 
e no futuro devem ser marcadas. 
 
 
 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
ADJETIVOS 
Os adjetivos são sinais que formam uma classe específica na LIBRAS e sempre 
estão na forma neutra, não havendo, portanto, nem marca para gênero (masculino e 
feminino), nem para número (singular e plural). Mas podem ter um intensificador 
incorporado ao seu movimento. Muitos adjetivos, por serem descritivos, apresentam 
ironicamente uma qualidade do objeto, desenhando-a no ar ou mostrando-a a partir do 
objeto ou do corpo do emissor. 
Em Português, quando uma pessoa se refere a um objeto como sendo 
arredondado, quadrado,listrado, entre outros, está também descrevendo, mas, na 
LIBRAS, esse processo é mais “transparente” porque o formato ou textura são traçados 
no espaço ou no corpo do emissor, em uma tridimensionalidade permitida pela 
modalidade da língua. Em relação à colocação dos adjetivos na frase, eles geralmente 
vêm após o substantivo que qualificam. 
São exemplos de adjetivos na Libras: 
 
 
 
10 
 
0 
 
 
 
 
 
 
11 
 
1 
 
 
 
12 
 
2 
 
VERBOS 
Tipos de verbos na Libras 
Os verbos em língua de sinais estão divididos em dois grupos: 
Verbos sem concordância (não-direcionais) e Verbos com concordância 
(direcionais). Verbos sem concordância (não-direcionais): Não se flexionam em 
pessoa e número. Não incorporam afixos locativos. 
Exigem argumentos explícitos uma vez que, não há marca alguma no 
verbo com os argumentos da frase. 
Exemplos: conhecer, aprender, amar, saber, gostar, ter, etc. Estes 
verbos estão divididos em duas subclasses: 
1.1 Ancorados no corpo: São realizados com contato muito próximo ao 
corpo verbos de estado cognitivo, emotivo ou experienciais. 
Ex.: pensar, entender, gostar, falar... 
Verbos de ação Ex.: conversar, pagar, falar 
1.2 Verbos que incorporam o objeto: 
2. Verbos com concordância (direcionais): 
 
13 
 
3 
Flexionam-se em pessoa e número. Incorporam afixos locativos. Marcas 
não manuais - movimento direcional. Marca no ponto inicial o sujeito e no final 
o objeto. Verbos que possuem concordância número-pessoal. A orientação 
marca as pessoas do discurso. O ponto inicial marca o sujeito e o final marca o 
objeto. Exemplo: 
 (1ª pessoa) PERGUNTAR (2ª pessoa) - Eu pergunto à você. 
(2ª pessoa) PERGUNTAR (1ª pessoa) - Você me pergunta.
 
 
 
 
 
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4 
 
 
 
 
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7 
 
 
 
 
18 
 
8 
 
 
 
 
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9 
 
 
 
 
20 
 
0 
 
 
 
 
21 
 
1 
 
 
 
 
 
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2 
 
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3 
 
 
 
 
 
24 
 
4 
 
 
 
25 
 
5 
 
REFERENCIAS 
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, Brasília, 1998. 
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Língua Brasileira de Sinais/ 
Organizado por Lucinda F. Brito et. al.- Brasília: SEESP, 1997. Vol. III (Série 
Atualidades Pedagógicas). 
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Deficiência Auditiva/ 
Organizado por Lucinda F. Brito et. al.- Brasília: SEESP, 1997. Vol. I (Série 
Atualidades Pedagógicas). 
LUCHESI, Maria Regina Chirichella. Educação de Pessoas Surdas: 
Experiências vividas, histórias narradas. Papirus. Campinas, SP, 2003. 
QUADROS, Ronice Muller de. Língua de Sinais Brasileira: Estudos 
Linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 
1991. 
 
26 
 
6 
FELIPE, TANYA A. Libras em Contexto: curso básico, livro do estudante 
cursista. Brasília. MEC, 2001. 
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, Brasília, 1998. 
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Língua Brasileira de Sinais/ 
Organizado por Lucinda 
F. BRITO. et. al.- Brasília: SEESP, 1997. Vol. III (Série Atualidades 
Pedagógicas). 
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Deficiência Auditiva/ 
Organizado por Lucinda F. 
F. BRITO. et. al.- Brasília: SEESP, 1997. Vol. I (Série Atualidades 
Pedagógicas). 
LUCHESI, Maria Regina Chirichella. 
Educação de Pessoas Surdas: Experiências vividas, histórias narradas. 
Papirus. Campinas, SP, 2003. 
QUADROS, Ronice Muller de. Língua de Sinais Brasileira: Estudos 
Linguísticos. Portalegre: Artmed, 2004. 
VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 
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