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Disciplina: História Regional (HIS13) Avaliação: Avaliação Final (Objetiva) - Individual FLEX ( Cod.:513632) ( peso.:3,00) Prova: 20205870 Nota da Prova: 10,00 Legenda: Resposta Certa Sua Resposta Errada Parte superior do formulário 1. A historiografia nacional ressalta as semelhanças entre os diferentes locais e regiões. Já a História Regional opera com as diferenças e a multiplicidade de identidades. Nesse sentido, a História Regional pode abordar questões temáticas fundamentais da história global, a partir do ângulo do particular. Sobre a História Regional, assinale a alternativa CORRETA: a) A delimitação de uma região, do ponto de vista histórico, deve desconsiderar fatores políticos e sociais e levar em conta somente aspectos jurídicos e administrativos. b) A identidade cultural é fruto da coerência das instâncias administrativas e jurídicas de um determinado estado nacional, pois o conjunto de leis e as diferentes instâncias administrativas fazem diferentes grupos se identificarem com a nação. c) O regionalismo é importante para amenizar preconceitos, contribuindo para superarmos desigualdades de classe e de gênero em determinadas regiões. d) A ideia de região está relacionada à noção de identidade cultural, pois o espaço onde vive um grupo é fundamental para a composição de um código de significações que pode gerar um sentido de pertencimento a uma comunidade. 2. A Cabanagem foi um movimento social que marcou a história do Brasil. Mesmo inserida num cenário amplo e nacional, a Cabanagem ainda é analisada como um ?movimento regional". Partindo desse pressuposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) Faltou eficiência na organização dos cabanos. ( ) Os revoltosos enfrentaram um longo período de lutas. ( ) Foram sacudidos por dissidências internas e pela falta de um programa de governo. ( ) Sofreram uma devastadora epidemia de varíola. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: a) F - F - F - V. b) F - V - F - V. c) V - V - V - V. d) V - F - V - F. 3. A Sabinada constituiu um movimento que abalou o Brasil durante a menoridade de D. Pedro II. Ao contrário de outras, suas ideologias eram bem definidas, pois visavam à separação do império e a instalação de um governo republicano no país. Partindo desse pressuposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) Os sabinos proclamaram uma República ?inteira e perfeitamente desligada do governo central do Rio de Janeiro?. ( ) A Sabinada ficou isolada na Cidade de Salvador, pois os revoltosos não conseguiram expandir o movimento. ( ) A repressão, como era de se esperar, veio logo; já no início de 1838, tropas regenciais chegaram à Bahia. ( ) Na questão social, a ?república?, que foi criada em solo baiano, concedeu a liberdade a todos os escravos que apoiaram o governo rebelde. Agora, assinale alternativa que apresenta a sequência CORRETA: a) V - F - F - V. b) V - V - V - F. c) F - V - F - V. d) V - F - V - V. 4. Dentro de cada matriz teórica como o Positivismo, o Marxismo, a História Nova, a Fenomenologia, dentre outras, existem diferentes vertentes históricas de ordem econômica, social, política e cultural. Até a década de 1970 e 1980, muitos historiadores se pautavam na matriz Positivista ou Marxista para desenvolver as suas pesquisas. Por isso, muitos livros didáticos contemplavam apenas a história do Estado, da elite e dos grandes heróis, ou ainda, a história econômica, a estrutura funcional do capitalismo, os modos de produção, as relações de trabalho e as lutas de classe, sempre numa visão macro. Todavia, a partir das décadas de 1970 e 1980, a historiografia se voltou para outros sujeitos e outros objetos de investigação, fazendo recortes espaciais e temporais menores e mais curtos, se voltando para as questões locais, regionais e para a micro-história. Sobre as novas abordagens históricas utilizadas para a compreensão do passado, assinale a alternativa CORRETA: a) A história numa visão macro tende a ressaltar as semelhanças de ordem social, política, econômica e cultural. Já a História Regional/Local e a Micro História abordam as diferenças sociais, econômicas, políticas e culturais, dando voz social àqueles que por muito tempo foram excluídos da história. b) A história numa visão macro tende a ressaltar as diferenças de ordem social, política, econômica e cultural valorizando as especificidades dos grupos sociais. Já a História Regional/Local e a Micro História abordam as semelhanças sociais, econômicas, políticas e culturais e dão voz social àqueles que por muito tempo foram excluídos da história. c) A História Regional/Local e a Micro-História são recortes espaciais e temporais que o historiador faz para investigar de forma mais aprofundada o passado de uma região, de uma localidade ou ainda, sobre especificidades referentes a alguma questão social, política, econômica, religiosa, cultural ou de um grupo social, de minorias, dentre outras problemáticas. d) Primeiramente é preciso compreender que a História Regional/Local e a Micro-história não são métodos de pesquisa e análise, mas, uma nova abordagem histórica utilizada pelos pesquisadores para a melhor compreensão do passado. 5. A Guerra de Canudos foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes do movimento popular de fundo sociorreligioso. Liderado por Antônio Conselheiro, esse movimento durou de 1896 a 1897, no interior do Estado da Bahia. Sobre a Guerra de Canudos, analise as seguintes sentenças: I- Canudos é vista na conjuntura das transformações políticas, sociais e econômicas sucedidas durante o processo de implantação do Império. II- Canudos foi permeado de contestações políticas, econômicas e religiosas contra a República. III- A situação precária do Nordeste brasileiro, em fins do século XIX, como seca, miséria, violência e abandono político, favoreceu o surgimento de Canudos. IV- Com a República, os sertões permaneceram desconhecidos pelo poder público, o que ensejou a organização dos sertanejos. Agora, assinale a alternativa CORRETA: a) As sentenças II, III e IV estão corretas. b) As sentenças I, II e III estão corretas. c) As sentenças II e IV estão corretas. d) As sentenças I e IV estão corretas. 6. A Guerra do Contestado, ocorrida entre 1912 e 1916, envolveu interesses de classes dominantes e desrespeito à população cabocla da região, ponto que não progrediu, sendo que, como afirma o historiador Paulo Pinheiro Machado (2012, s.p.), "[...] nas décadas seguintes, o incentivo à ocupação das terras por imigrantes europeus consolidou o processo. Algumas concentrações de caboclos, em torno de monges foram fortemente reprimidas por forças policiais, até sedimentar na região o silêncio sobre a guerra. Ainda hoje, os descendentes dos sertanejos que lutaram no Contestado vivem em situação precária, espremidos em pequenos lotes ou na periferia das grandes metrópoles". Neste contexto de interesses divergentes sobre a Guerra do Contestado, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) O povo da região contestada vivia em precariedade, não possuía qualquer tipo de assistência provinda da monarquia e apenas pôde vislumbrar uma melhora significativa nas condições de vida com o final do Império e a chegada da República, em 15 de novembro de 1889. ( ) A Southern Brazil Lumber & Colonization foi uma madeireira que adquiriu 180 mil hectares ao sul dos Rios Negro e Iguaçu. Além de ter explorado intensamente as florestas da região, ricas em araucária e imbuia, foi responsável pela expulsão de inúmeros camponeses. ( ) A construção da estrada de ferro que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul foi projetada pela multinacional Brazil Railway Company, empresa que recebeu do governo a concessão de exploração de 15 quilômetros de cada lado da ferrovia, fato que ocasionou o desalojamento à força de milharesde moradores da região. ( ) A concessão de terras dada à Brazil Railway Company desalojou milhares de moradores da região. O cenário piorou quando, após o término da construção da ponte, em 1910, a multinacional não cumpriu com a promessa de levar os trabalhadores que foram trazidos de outras regiões do país para suas localidades de origem. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: FONTE: MACHADO, Paulo Pinheiro. Tragédia anunciada. Revista de História, 1 de outubro de 2012. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/tragedia-anunciada>. Acesso em: 17 fev. 2017. a) F - V - V - V. b) V - F - V - F. c) F - V - F - V. d) F - V - F - F. 7. "[...] A gente sempre acha que a História é algo muito distante. Ou em relação a tempo, ou em relação a espaço mesmo. Então o PIBID está mostrando que não. A História está em todos os cantos e muito mais perto do que a gente acha" (Kelly Santos, aluna do 1° ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Paulista). Desde a década de 1970, a História Local vem ganhando espaço na academia e nos últimos anos vem sendo aplicada como metodologia em ações educativas. Como exemplo de uma dessas práticas, destacamos o trabalho desenvolvido pelo pesquisador Manoel Nascimento e pela Profª. Drª. Isabel Guillen, que relatam uma experiência vivenciada pelos acadêmicos do curso de História da UFPE de Recife, integrantes do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - e alunos de cinco escolas públicas. Os acadêmicos, com a comunidade escolar, tinham como objetivo principal responder a seguinte problemática que envolvia os bairros onde residiam: "as transformações urbanas na cidade e como impactavam na vida das pessoas". Sobre a importância da História Local e como podemos aproximar a História Local da História Regional, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) A história local é muito importante para reafirmar os poderes locais e fortalecer o regionalismo que enaltece a identidade de um povo, seu modo de viver, sua cultura e a valorização da língua de seus antepassados. Além disso, projeta as histórias locais em um contexto maior, regional, nacional e até mesmo mundial. ( ) Analisando o trecho do enunciado sobre a pesquisa desenvolvida pelos acadêmicos de história, podemos perceber a importância da história local para as pessoas que viviam em cinco bairros de Recife. No entanto, o problema de pesquisa perdeu o sentido, pois não se relaciona a um contexto maior, em nível regional ou nacional. ( ) Os pesquisadores não podem se esquecer que, para tornar uma história significativa, é preciso contextualizá-la, problematizá-la e por vezes (re)significá-la. Portanto, mesmo que seja uma História Local, que tenha por objetivo analisar algumas especificidades culturais, políticas, econômicas ou sociais de uma localidade, faz-se necessário relacionar a pesquisa com a história regional, nacional ou até mesmo mundial. ( ) Cabe destacar que é bastante complexo trabalhar com a história local, pois corre-se o risco de cair em regionalismos ou ainda se deparar com a falta de referências e documentos. Dizemos isto porque em localidades menores é muito comum que os documentos façam parte de acervos pessoais. Todavia, cabe enfatizar que a história local como prática pedagógica faz com que o aluno e os seus familiares se sintam parte da história e agentes de transformação social. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: FONTE: NASCIMENTO JÚNIOR, Manoel Caetano do; GUILLEN, Isabel Cristina Martins. História Local e o ensino de História: das reflexões conceituais às práticas pedagógicas. Disponível em: http://snh2011.anpuh.org/resources/anais/49/1477852456_ARQUIVO_Trabalhocompleto.pdf. Acesso em: 14 fev. 2019. a) F - F - V - V. b) F - V - F - F. c) V - F - V - V. d) V - F - V - F. 8. Desde a década de 1970, a historiografia tem dado voz a sujeitos antes silenciados pelo tempo e tem recuperado a importância das experiências individuais, das diferenças humanas, das especificidades e das singularidades vivenciadas por diferentes atores sociais. E essa mudança de olhar sobre o sujeito e o objeto de pesquisa foi possível porque o historiador não persegue mais verdades absolutas e trabalha amparado em novas matrizes teóricas, utilizando diferentes fontes, metodologias e técnicas para a investigação e análise de seu problema de pesquisa, e dentre eles citamos a História Oral. De acordo com o Professor Antônio César de Almeida, "desde as décadas iniciais do século XX, diversos sociólogos e antropólogos norte-americanos fizeram uso de relatos orais em suas investigações. Mesmo no Brasil, a utilização de relatos orais em pesquisas acadêmicas remonta aos anos 1950, também nas ciências sociais. Contudo, foi apenas no contexto da "Nova História" que as fontes orais fizeram sua reentrada no campo desta disciplina, embora ainda continuem a enfrentar resistências da parte de alguns historiadores". Sobre esse novo método de abordagem utilizado na pesquisa, assinale a alternativa CORRETA: a) O historiador cita ainda em seu trabalho que a história oral não é uma metodologia aceita pela academia, haja vista que os pesquisadores consideram que os entrevistados normalmente constroem uma visão particular e idealizada dos fatos históricos, o que reforça os poderes locais. b) Ao optar pelo método da história oral, o historiador precisa se deixar guiar exclusivamente pelo entrevistado; aos que os seus olhos viram e seus ouvidos escutaram, pois somente ele participou do evento histórico relatado. c) De acordo com o Professor Antônio Cesar de Almeida, o relato oral é utilizado pelos cientistas sociais desde os anos de 1950 e foi introduzido no Brasil por historiadores que fundamentavam suas pesquisas na matriz teórica marxista. d) A História Oral é um método de abordagem que tem como elemento de composição a possibilidade de aproximação da realidade das pessoas, sendo uma ótima maneira de se conhecer as questões do local que em outros documentos não encontraríamos. 9. No tempo dos homens, e não mais dos deuses, Clio foi eleita a rainha das ciências, confirmando os seus tributos de registrar o passado (com estilete da escrita) e deter a autoridade da fala dos fatos, homens e datas de um outro tempo, assinalando o que deveria ser relembrado e execrado. Neste trecho, Sandra Pesavento (2005) se refere à Clio, musa Grega da História que nasceu da união de Zeus e Mnemósine. Em seu livro, a historiadora escreve sobre o perfil de Clio no novo milênio e de uma de suas facetas mais recentes, chamada de História Cultural. Pesavento explica que até o final da Segunda Guerra mundial, o estudo da História seguia numa perspectiva macro, globalizante, generalizante e por vezes reducionista. Contudo, o pós-guerra causou uma crise de paradigmas explicativos da realidade, colocando em xeque os marcos conceituais dominantes na história, levando ao esgotamento do modelo da macro-história. Sobre as mudanças que ocorreram na História a partir de 1970, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) Até o final da Segunda Guerra Mundial, o estudo da história se pautava numa perspectiva da macro-história. Sendo assim, eram comuns os livros sobre a história da humanidade, a história do Ocidente, História do Oriente e História Geral da África. ( ) A partir da década de 1970, a história passou a olhar os sujeitos como produtores de cultura e história e romper com as aspirações às totalidades e verdades absolutas que utilizavam métodos quantitativos para a pesquisa. ( ) Com o fim do regime militar em 1964, os historiadores brasileiros começaram a se amparar teoricamente em diferentes matrizes teóricas, além do Positivismo e da História Cultural e começaram a enfocar também as questões regionais, locais, sociais e culturais. ( ) Em nível nacional era comum encontrarmos até as décadas de 1970 e 1980, livros de história geral que contavama história do Brasil Colônia até os dias atuais. Além disso, esse modelo de análise não dava conta da diversidade, das novas modalidades de fazer política e da complexidade dos contextos sociais, políticos, culturais, econômicos e religiosos do país. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: FONTE: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História Cultural. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. a) V - F - V - F. b) V - V - F - V. c) F - F - V - V. d) F - V - V - F. 10. Para o historiador Michael Pollak (1992, p. 202), memória é constituída por três elementos: primeiro, os "acontecimentos", vividos pessoalmente ou "por tabela"; segundo, "por pessoas", por "personagens" e, terceiro, "por lugares de apoio à memória". Segundo o autor, acontecimentos, personagens e lugares, conhecidos direta ou indiretamente, podem obviamente dizer respeito a acontecimentos, personagens e lugares reais, empiricamente fundados em fatos concretos, mas podem se tratar também da projeção de outros eventos. Ao longo da história, o conceito "memória" foi ganhando diferentes configurações e significados e até a atualidade, a relação entre história e memória continua sendo uma questão teórico-metodológica que move historiadores com diferentes pontos de vista. Partindo do pressuposto e da perspectiva de Michael Pollack sobre memória, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) Podemos afirmar que a história e a memória são antagônicas. Isto porque, nas palavras do historiador, a memória se restringe à história individual e da dinâmica familiar; sendo assim, interessa a um grupo restrito, local ou regional. ( ) Desde a Antiguidade que os historiadores, influenciados pelo humanismo, tentam romper com a ideia de que Deus habita a memória dos homens e devido a esse fato, a memória continua sendo uma metodologia pouco utilizada na historiografia, pois se relaciona exclusivamente com a história local. ( ) Para os gregos antigos, a memória era a geradora das artes, sem ela não haveria história. Já no mundo medieval, a memória tinha outro significado. Ela seria o lugar no qual deveria estar sempre presente a lembrança de Deus. ( ) A memória e lugares de memória são fontes de pesquisa quase inesgotáveis. Contudo, o historiador precisa estar atento ao que se fala e ao que ainda não foi dito, para não correr o risco de apenas reproduzir a história local e a história do Estado e dos detentores do poder. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: FONTE: POLLAK, Michael. "Memória e Identidade Social". In: Estudos Históricos. v. 5, n. 10, 1992. Disponível em: http://www.pgedf.ufpr.br/memoria%20e%20identidadesocial%20A%20capraro%202.pdf. Acesso em: 8 abr. 2020. a) F - F - V - V. b) V - V - F - F. c) V - F - V - F. d) F - V - F - V. 11. (ENADE, 2017) Quando a história se torna, para quem a pratica, o objeto de sua reflexão, pode-se inverter o processo de compreensão que conduz um produto a um lugar? O historiador seria então um fugitivo, cederia a um álibi ideológico se, para estabelecer o estatuto de seu trabalho, recorresse a um além filosófico, a uma verdade formada e recebida fora dos seus caminhos, pelos quais, em história, todo sistema de pensamento encontra-se referido a "lugares" sociais, econômicos, culturais etc. Tendo em vista o texto apresentado e as reflexões de Michel de Certeau sobre o fazer historiográfico, assinale a alternativa CORRETA: FONTE: CERTEAU, M. A operação histórica. In: LE GOFF, J.; NORA, R História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995 (adaptado). a) As pesquisas realizadas nas universidades dependem de possíveis aportes financeiros, de modo que os lugares econômicos são determinados pelas agências de fomento, que são externas às instituições acadêmicas. b) Os textos historiográficos são produzidos em um determinado lugar social - as instituições de ensino e pesquisa -, mas seus verdadeiros leitores são o público, que expressa o valor de uma obra por meio de seu sucesso comercial. c) O lugar de produção do conhecimento histórico privilegia determinado tipo de produção, mas não interdita outras possibilidades, e por isso a investigação histórica tem se caracterizado por um alargamento ilimitado dos temas de pesquisa. d) A operação historiográfica não pode abstrair-se do tempo em que ocorre, já que os temas, problemas e perspectivas de análise são condicionados a partir da articulação entre o lugar social dos profissionais da área, seus procedimentos de análise e a escrita que produzem. 12. (ENADE, 2011) A Escola Metódica, chamada também de positivista, tem como representantes importantes L. Von Ranke e B. Niebuhr. Estes dois autores exerceram grande influência sobre a historiografia no século XIX. Em Ranke, havia resistência às filosofias da história. Tal resistência se embasava na utilização de principias do método. De acordo com o método proposto por Ranke: a) O historiador deve ser um juiz do passado e, assim, interpretar as fontes históricas. b) A história como ciência pode alcançar a objetividade e conhecer a verdade sobre o passado. c) A tarefa do historiador consiste em traduzir as inúmeras subjetividades dos documentos. d) Existe dependência entre o historiador e seu objeto de estudo. Parte inferior do formulário