Semiologia
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Semiologia


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Prefácio 
Meu nome é Andressa Ferreira Andrade, sou estudante de Medicina no Centro 
Universitário de Patos de Minas. 
Para confecção deste resumo foram utilizados o livro de Semiologia do Celmo 
Celeno Porto, e também a guia de Habilidades Clínicas, baseada no livro de 
Semiologia de Mario Lopez. 
O sumário foi organizado de acordo com as guias de Habilidades Clínicas, por isso 
existe uma correlação dos assuntos. 
O objetivo do resumo é proporcionar para as pessoas o conhecimento sobre os assuntos descritos no sumário, 
incluindo a teoria e a prática, criando uma relação harmônica entre ambas. 
O meu maior desejo em confeccionar esses resumos é ajudar quem esteja precisando de ajuda, por amar tanto a 
semiologia resolvi materializar esse amor, na forma desse resumo. 
 
 
 
I want to say I live each day, until I die 
And all that I had something in, somebody's life 
The hearts I had touched will be the proof that I leave 
That I made a difference and this world will see 
I was here 
 
 
 
 
\u201cA vida encolhe ou se expande à medida da coragem de cada um\u201d 
 Anaïs Nin 
Sumário 
\uf0c6 Semiologia Pediátrica 
- Anamnese da criança 
- Exame físico 
- Anamnese do adolescente 
- Exame de Oroscopia 
- Exame de Otoscopia 
- Teste do Olhinho ou Teste do Reflexo Vermelho 
 
\uf0c6 Semiologia Neurológica 
- Homúnculo de Penfield 
- Dermátomos 
- Exame de Sensibilidade 
- Exame dos Pares de Nervos Cranianos 
- Ausculta Cardiovascular 
- Ausculta Pulmonar 
- Medida do Índice Tornozelo Braquial 
 
\uf0c6 Semiologia Geriátrica 
- Anamnese Geriátrica 
- Exames de Avaliação Cognitiva 
 
 
 
 
 
 
 
 SEMIOLOGIA PEDIÁTRICA 
\u25aa Anamnese da Criança 
A anamnese do recém-nascido (RN) inclui as etapas anteriores ao seu 
nascimento. Os fatores gestacionais e as condições periparto 
adquirem importância fundamental para faixa etária. 
Inicia-se a avaliação pela identificação com o nome, sexo, idade, 
etnia, naturalidade (nesta faixa etária, geralmente coincide com a 
procedência), filiação, endereço. 
A queixa principal e a anamnese são informadas pelo responsável, de acordo com sua capacidade de observação 
e de percepção do que está ocorrendo com a criança. 
O médico deve estar atento ao fato de que, muitas vezes, a queixa dos responsáveis pode induzir a um falso 
diagnóstico, como no caso da mãe que se queixa que o RN está com dor pelo fato de o bebê estar chorando. 
Observa-se, porém, que ao ser amamentado, fica saciado e dorme, findando seu choro. Assim, conclui-se que a 
queixa de "dor" não procedia. Na verdade o RN estava faminto! 
\u2192Interrogatório Sintomatológico 
- Geral: Informar-se sobre o sono do RN: se dorme bem (especificar quantas horas ao dia- as horas de sono 
diárias diminuem de aproximadamente 16,5 h de sono/dia na primeira semana de vida para cerca de 15,5 h de 
sono/dia ao final do primeiro mês de vida); questionar se há irritabilidade, prostração ou dificuldade para 
amamentar. 
- Sistema tegumentar: Pápulas, manchas, placas, descamações, alterações da cor da pele (icterícia, por exemplo). 
- Sistema cardiovascular: Dispneia ao amamentar, edema, cianose. 
- Sistema respiratório: Congestão nasal, coriza, tosse, cianose, esforço respiratório, roncos, sibilos. 
- Sistema gastrintestinal: Ritmo intestinal, características das fezes, vômitos. 
- Sistema geniturinário: Número de micções (estimular cuidador a observar quantas fraldas o RN molha por 
dia), características da urina (cor, odor, quantidade). No caso do sexo masculino, questionar se o jato urinário é 
forte e se ocorre projeção a longa distância ou se é fraco e curto (possibilidade de válvula de uretra posterior). 
\u2192 Antecedentes 
Antecedentes do RN e familiares: 
\u2022 Com relação à gestação: duração da gestação (se o RN foi pré-termo- menos de 37 semanas; termo- de 37 a 
42 semanas; ou pós-termo - acima de 42 semanas); se houve intercorrências (diabetes melito gestacional, 
infecções como, por exemplo, infecção do trato urinário poucos dias antes do parto); via do parto (natural ou 
cesariana); exames complementares realizados pela mãe (sorologias maternas gestacionais para toxoplasmose, 
hepatites B e C, HTLV, HIV I e II, citomegalovírus, sífilis, rubéola, doença de Chagas; se foi constatada alguma 
alteração do feto no ultrassom gestacional); tipo sanguíneo materno ABO-Rh. 
\u2022 Com relação ao recém-nascido: se ocorreu alguma intercorrência no parto (aspiração de mecônio, trabalho de 
parto prolongado); qual a condição do RN ao nascimento (verificar boletim de Apgar na caderneta de saúde da 
criança, se houve choro logo após o nascimento e cianose prolongada); se foram necessárias manobras de 
reanimação neonatal, se foi necessário oxigênio, passagem por UTI neonatal. Caso tenha sido necessária, pedir 
relatório detalhado de alta hospitalar da UTI neonatal. Verificar uso de antibióticos, hemoderivados, necessidade 
de ventilação mecânica e por quantos dias. Verificar se houve intercorrências, comorbidades, procedimentos 
médicos. Questionar grupo sanguíneo ABO-Rh do RN, se houve icterícia, edema. Questionar peso e estatura e 
idade gestacional ao nascimento. Também perguntar sobre doenças diagnosticadas até o momento, como alergias, 
e sobre os medicamentos em uso 
\u2022 Com relação à família: identificar doenças familiares nos parentes de primeiro e segundo graus (pais, irmãos, 
avós, tios, primos). Questionar sobre casos de síndromes clínicas na família e doenças raras ou que sejam 
frequentes entre os familiares. 
\u2022 Imunizações/vacinação: verificar caderneta de saúde da criança. O recém-nascido deve ter recebido BCG e 
primeira dose da vacina anti-hepatite B no primeiro dia de vida. 
\u2192 Alimentação 
Verificar se o RN está em aleitamento materno exclusivo (AME), estimulando-o e parabenizando a mãe por tal 
conduta. Enfatizar a importância do AME para o melhor desenvolvimento do RN. Já são de senso comum os 
benefícios do aleitamento materno exclusivo até o 6° mês de vida do bebê. Caso tenha ocorrido o desmame, 
questionar o motivo. Caso a mãe ainda tenha leite, propor um plano para retornar à lactação materna exclusiva. 
Caso não seja possível, identificar o leite em uso, modo de preparação (diluição, cuidados de higiene) e 
oferecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
\u2192 Desenvolvimento neuropsicomotor 
No desenvolvimento do RN, até a 4a semana de vida, é esperado que em posição prona mantenha atitude fletida, 
gire a cabeça de um lado para o outro. Quando suspenso ventralmente, espera-se que a cabeça fique pendida. Na 
posição supina, fica geralmente fletido, um pouco rígido. Pode fixar o olhar em faces ou na luz na linha de visão. 
Quando vira o corpo, apresenta "olhos de boneca': Tem preferência visual pela face humana. Para a avaliação do 
desenvolvimento psicológico, é importante observar o estabelecimento da relação mãe-filho, que nessa fase pode 
ser avaliado pela maneira de a mãe relacionar-se com o bebê, tal como: a mãe fala com a criança em um estilo 
particularmente dirigido (manhês), propondo algo à criança e aguarda a sua reação. 
\u2192 Avaliação do lactente ao escolar 
É importante que a anamnese não seja direcionada e que seja 
passiva o tanto quanto possível. Não é raro que os pais ou 
responsáveis, que costumam desempenhar o papel de intermediador 
do paciente, sejam interrompidos de forma inadvertida e com 
frequência pelo profissional de saúde, antes que seja exposto o raciocínio e a história clínica completa. 
\u2022 Anamnese do lactente ao escolar 
\u2192 Anamnese do lactente 
Essa fase da vida da criança é marcada por rápido crescimento e intenso desenvolvimento. As interações entre 
pais e filhos mudam cotidianamente, obrigando estes a se adaptar à nova realidade. Decorre daí a necessidade de 
explorar os compromissos, dúvidas e preocupações dos pais na anamnese. 
Recomenda-se avaliar o cotidiano da criança, registrando seus padrões e a adequação da alimentação, do sono, 
suas funções fisiológicas, sua