A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
88 pág.
62 - APOSTILA - MERCADO DE CAPITAIS

Pré-visualização | Página 9 de 20

carteira. Os ETFs se torna um investimento prático, 
pois partir deles o investidor não precisa administrar todas as ações individualmente nem 
arcar com o custo para comprá-las e vendê-las de forma a manter a composição do índice 
de referência. Assim, para que o investidor possa negociar basta comprar, um ETF que 
reproduz um índice de mercado. Os índices mais conhecidos do mercado são IBrX-50 e 
IBrX-100. O objetivo do IBrX 50 é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos 
50 ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro. O 
objetivo do IBrX 100 é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos 100 ativos 
de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro. (ASSAF 
NETO, 2014)
Units: essas ações são negociadas em conjunto (ações preferenciais e ações 
ordinárias) sobre um mesmo código de bolsa, dessa maneira o investidor pode diversificar 
sua carteira sem precisar pagar duas vezes para adquirir ações ordinárias e preferenciais 
da mesma companhia. Ao comprar uma Unit da Sanepar um investidor poderá adquirir 1 
ação ON e 4 ações PN. Os investidores das Units, tem seus direitos e deveres proporcionais 
a sua respectiva partição em ativos. (CVM, 2019)
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) disponibiliza em seu site uma lista das companhias 
que estão registradas para negociar as ações. Quanto aos códigos de negociação das 
ações, é importante lembrar que as ações ordinárias terão o dígito 3 após as letras que 
correspondem a empresa, ações preferenciais terão o dígito 4 até o 8 e as Units terão dígito 
11.
39UNIDADE II Ativos Financeiros
Imagem 3: Códigos, tipo e setor das ações
Fonte: Reis (2017)
O Imposto de Renda (IR) sobre as ações ocorrem sobre os ganhos mensais, sempre 
que realizar movimentações de ações, opções ou outros produtos negociados na B3 em 
montante superior a R$ 20 mil e sobre as operações do day trade (compra e venda no 
mesmo dia) não contam com isenção, independentemente do valor. As operações comuns 
estão sujeitas à retenção de 15% de Imposto de Renda, enquanto as operações day trade 
pagam 20% de imposto sobre o lucro obtido.
SAIBA MAIS
Os setores de uma empresa variam de acordo com o tamanho e o tipo de atividade que 
ela executa. A Brasil, Bolsa e Balcão (B3) faz uma listagem das companhias de socieda-
de anônima por setor de atuação, subsetor, segmento e códigos das ações.
Fonte: Brasil, Bolsa e Balcão (2020): 
Saiba mais acessando o link: 
http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/acoes/consultas/
classificacao-setorial/
40UNIDADE II Ativos Financeiros
3. FUNDOS DE INVESTIMENTOS 
Os Fundos de Investimento são compreendidos como condomínios constituídos 
buscando promover a aplicação coletiva dos recursos de seus investidores, tendo por 
objetivo captar os recursos e investir no mercado financeiro, transformando-se numa forma 
coletiva de investimento, com vantagens, sobretudo, para o pequeno investidor individual. 
(CVM, 2019)
De acordo com Assaf Neto (2014) por meio da emissão de cotas, reúnem aplicações 
de vários indivíduos para investimento em carteiras de ativos financeiros disponíveis nos 
mercados financeiro e de capitais. As cotas dos fundos são valores mobiliários, conforme 
a lei 6.385/76. Em virtude dos diversos tipos de ativos financeiros existentes, os fundos de 
investimento são divididos em categorias, conforme os tipos de ativos que poderão compor 
sua carteira, o que facilita a identificação do perfil de investimento do fundo. Os fundos são 
regidos por um regulamento e têm na assembleia-geral seu principal fórum de decisões. 
Para Assaf Neto (2014) os fundos funcionam como uma importante alternativa de 
investimento para pessoas que querem participar do mercado de capitais, beneficiando 
principalmente o pequeno investidor. Os fundos são estruturados pelas Instituições 
Financeiras, pelas determinações da CVM, como a quantidade máxima de composição da 
carteira de cada tipo de fundo, determinando assim o perfil da liquidez, a pelas escolhas da 
composição risco/rentabilidade desejada pelo gestor, criando desta forma a personalidade 
41UNIDADE II Ativos Financeiros
de cada fundo, que atrairá o perfil de investidor de acordo com cada fundo (FORTUNA, 
2008).
De acordo com Rambo (2014) os fundos podem ser classificados em função do prazo 
de resgate ou remuneração, do segmento de atuação, ativos que compõe o seu patrimônio 
e o riscos inerentes. Os gestores de fundos podem investir procurando rentabilidade similar 
à rentabilidade de um índice ou indexador que funcione como referência, como o IbrX-
100, ou os gestores podem buscar maximizar os resultados, ocorrendo em um maior custo 
operacional, investindo em melhores oportunidades de aplicação entre as alternativas de 
aplicações do mercado financeiro, porém que ocorram em maior risco. A oscilação dos 
ativos impactam diretamente na remuneração do fundo uma que depende do rendimento 
dos ativos financeiros que fazem parte do fundo sendo que. (Fortuna, 2008).
De acordo com Assaf Neto (2014) os fundos costumam cobrar taxa de administração, 
cobrada pela instituição financeira a fim de remunerar os serviços prestados de administração 
do fundo e da gestão da carteira. A taxa é definida pela administração e varia de acordo 
com o interesse da instituição, se a forma de investimento tem alto risco. 
Os fundos de investimentos podem ser classificados como renda fixa ou renda 
variável. Os fundos de renda fixa são os compostos por aplicações em títulos que tem taxa 
de retorno fixa na maioria das vezes. Outra parte pode ser aplicada em ações ou títulos com 
taxa de retorno variável. Já os fundos de renda variável são os compostos principalmente 
por aplicações em ações e títulos com taxa de retorno variável, dependendo exclusivamente 
do desempenho das ações (FORTUNA, 2008).
De acordo com a Anbima (2015), os fundos de investimos são classificados em 
curto prazo, referenciado DI, renda fixa, multimercados, dívida externa (investimento no 
exterior), ações, cambial, previdência, off shore. Alguns fundos podem ser definidos como:
Fundos de curto prazo: são recursos aplicados exclusivamente em títulos 
públicos federais ou privados prefixados ou indexados pela taxa Selic ou ou-
tra taxa de juros. 
Fundos referenciados: devem ser denominados de acordo com seu indica-
dor de desempenho. Composto por 80% no mínimo de títulos de emissão do 
Tesouro Nacional e/ou Banco Central e títulos e valores mobiliários de renda 
fixa.
Fundos de renda fixa: devem possuir 80% dos ativos em ativos de renda 
fixa, tendo como principal fator de risco a variação da taxa de juros doméstica 
e/ou variação do índice de preços. 
Fundos cambiais: necessitam possuir 80% dos ativos vinculados à taxa de 
câmbio, cujo fator de risco da carteira deve ser a variação da taxa de câmbio 
de moeda estrangeira ou cupom cambial. Dentre os fundos existem os fun-
dos cambiais dólar, que seguem a cotação da moeda americana. 
42UNIDADE II Ativos Financeiros
Fundos de ações: precisam possuir no mínimo 67% da carteira em ações 
negociadas na bolsa. Podem ser constituídos por vários tipos de carteiras de 
ações, desde as que seguem os índices da Bolsa até as que investem em 
empresas com características específicas. Esses fundos variam de acordo 
com as oscilações de preços das ações que compõem a sua carteira. Alguns 
fundos acompanham também a variação de um índice do mercado acionário 
como IbrX-100).
Fundos de dívida externa: devem conter no mínimo 80% do patrimônio em 
títulos da dívida externa de responsabilidade da União e no máximo 20% do 
patrimônio em outros títulos de créditos do mercado internacional. 
Fundos multimercados: envolvem vários fatores de risco, sem necessaria-
mente concentrar algum fator em especial (como câmbio, ações, derivativos 
e renda fixa), tendo como principais vantagens a flexibilidade para aplicação 
em vários tipos de ativos