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FORMAÇÃO CONTINUADA PARA 
IMPLEMENTAÇÃO DA BNCC 
MACRO - MÓDULO III 
 METODOLOGIAS ATIVAS 
Produção: 
Equipe de professores formadores do PROBNCC - PI 
CURRÍCULO DO PIAUÍ 
1 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 
Formação Continuada para Implementação da BNCC e Currículo do Piauí. / Equipe de 
redatores/formadores PROBNCC do Piauí. Teresina – PI: Editoração do autor, 2019. 
64 p. 
 
 
Macromódulo III (Metodologias Ativas – Equipe de professores formadores do 
PROBNCC – PI)) 
 
 
1. BNCC 2. Metodologias ativas 3. Ensino. 4. Educação. 5. Escola I. Título 
 
 
 
 
 
Índice para Catálogo Sistemático: 
1.BNCC 
2. Metodologias ativas 
3. Ensino. 
4. Educação. 
5. Escola 
I. Título 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO............................................................................................................... 03 
UNIDADE 1 
METODOLOGIAS ATIVAS ............................................................................................... 05 
1 Aspectos conceituais .......................................................................................................... 06 
1.1 Porque metodologias ativas na educação ........................................................................ 09 
1.2 Metodologias ativas, educação integral e formação de professores .............................. 14 
Atividade 01.......................................................................................................................... 17 
UNIDADE 2 
CONHECENDO AS METODOLOGIAS ATIVAS ............................................................ 21 
2.1 PRESENÇA PEDAGÓGICA ................................................................................................... 23 
2.2 APRENDIZAGEM COLABORATIVA ...................................................................................... 27 
2.3 PROBLEMATIZAÇÃO .......................................................................................................... 31 
2.4 EDUCAÇÃO POR PROJETOS...................................................................................... 35 
2.5 FORMAÇÃO DE LEITORES E PRODUTORES DE TEXTOS NA PERSPECTIVA 
DOS MULTILETRAMENTOS ...................................................................................... 38 
2.6 ENSINO HÍBRIDO.......................................................................................................... 41 
ATIVIDADE 02 ........................................................................................................................ 45 
 
UNIDADE 3 
3 OUTRAS PERSPECTIVAS COM AS METODOLOGIAS ATIVAS................................ 48 
3.1 Escola: espaço para construção de conhecimento............................................................. 49 
3.2 A autonomia do estudante nas metodologias ativas ......................................................... 53 
3.3 A avaliação no contexto das metodologias ativas ............................................................. 55 
ATIVIDADE 03 ...................................................................................................................... 57 
 
4 CONCLUSÃO..................................................................................................................... 61 
5 REFERÊNCIAS.................................................................................................................... 63 
 
 
 
 
 
 
 
S UMÁRIO 
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
Implementar a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo piauiense requer falar 
nas formações dos professores acerca das metodologias ativas de maneira que os professores 
possam refletir sobre aquilo que fazem na sala de aula e percebam que podem melhora r o 
processo de ensino aprendizagem. Porém, mudar a prática do professor não é uma tarefa 
simples e exige uma formação continuada que o sensibilize para esta mudança de forma a 
construir nele uma concepção de ensinar/aprender demarcado por metodologias ativas. Este 
módulo EAD tem a perspectiva de apresentar os conceitos fundamentais acerca destas 
metodologias a partir de uma leitura leve e de propostas que sejam de alcance do professor 
realizar na sala de aula. Vamos lá? 
 É importante esclarecer que as metodologias ativas fundamentam-se em estratégias de 
ensino baseadas nas concepções pedagógicas reflexivas e críticas, onde se pode interpretar e 
intervir sobre a realidade, promover a interação entre as pessoas e valorizar a construção do 
conhecimento, os saberes e as situações de aprendizagem. O princípio associado ao uso das 
metodologias ativas consiste em deslocar o eixo principal da responsabilidade pelo processo 
de aprendizagem do professor para o aluno. 
A sua proposta procura apresentar situações de ensino que despertem o senso crítico 
do estudante com a realidade, que o faça refletir sobre problemas desafiadores, a identificar e 
organizar determinadas hipóteses de soluções que mais se enquadrem a situação, e a aplicação 
destas. 
O objetivo é fazer com que o aluno seja o personagem principal da relação de ensino 
aprendizagem, cujo professor contribua no processo participando de outras formas. Para 
Berbel (2011), a metodologia ativa tem como intuito buscar favorecimento na motivação 
autônoma do aluno, extraindo o potencial do mesmo, despertando curiosidade para descobrir 
novos conceitos, inserindo o conhecimento teórico e possibilitando uma perspectiva própria e 
diferente do professor. 
A PRESENTAÇÃO 
 
4 
 
 O módulo está organizado em 3 unidades: na unidade 1 discutiremos aspectos 
conceituais sobre metodologias ativas, bem apresentamos justificativas do porquê utilizar 
metodologias ativas na educação e como elas se relacionam com a perspectiva da educação 
integral proposta pela base nacional Comum Curricular o currículo piauiense. A unidade 2 
traz a apresentação de algumas metodologias ativas como: Presença pedagógica, 
Aprendizagem colaborativa, Problematização, Educação por projetos, Formação de leitores e 
Produtores de textos na perspectiva dos multiletramentos e o ensino híbrido. A unidade 3 
dispõe sobre outras perspectivas com as metodologias ativas na escola como espaço de 
construção de conhecimentos, a autonomia do estudante e avaliação no contextos das 
metodologias ativas. 
 
Teresina, novembro de 2019 
 
Prof. Me. Francisco Marcos Pereira Soares 
Redator/Formador de Educação Infantil/Equipe ProBNCC EI/EF 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OLÁ, CAROS CURSISTAS! 
SEJAM BEM VINDOS À UNIDADE I. 
TRATAREMOS NESTA UNIDADE SOBRE 
METODOLOGIAS ATIVAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 1 
 
METODOLOGIAS ATIVAS 
 
 
1 – Conhecer os aspectos conceituais das metodologias ativas 
2 - Discutir sobre o uso das metodologias ativas na educação 
3 - Refletir sobre a relação entre uso de metodologias na 
escola e a perspectiva de educação integral 
 
OBJETIVOS 
 
6 
 
 
1 Aspectos conceituais 
 
Não é nenhuma novidade dizer que, nos dias atuais, mais do que nunca, a tecnologia 
está presente no dia a dia dos alunos, certo? Bem por isso, os docentes que planejam aulas 
puramente expositivas não parecem estar aproveitando da maneira mais eficiente todo o 
potencial oferecido pelos “novos tempos”. 
A metodologia ativa entra, justamente, nesse sentido. Um dos principais objetivos 
dessa modalidade de ensino é incentivar cada aluno a aprender de forma autônoma e 
participativa — contando com o auxílio do meio digital e da tecnologia para fazer suas 
próprias pesquisas e descobertas. Mas, claro, sempre contando com o auxílio e 
direcionamento dos professores. 
Na metodologia ativa, os estudantes são incentivados a vencer desafios, debater 
ideias, desenvolver argumentação; a serem protagonistas no processo de construção do 
conhecimento; a estender a salade aula para outros ambientes, como a própria casa, por 
exemplo, onde poderão ler e estudar tanto os materiais previamente disponibilizados pelos 
educadores, quanto os que são frutos das suas próprias investigações. Desta forma, poderão 
chegar às aulas mais preparados e otimizar esse tempo lá — com perguntas e, até, com 
respostas. 
A intenção da metodologia ativa é criar interação, realizar projetos diferentes, 
trabalhar a reflexão, a criatividade, o pensamento crítico, dentre outros aspectos. Ou seja: 
focar em aulas mais dinâmicas e participativas, onde o professor atua como mediador da 
aprendizagem, provocando os alunos a irem em busca das respostas. Nesta metodologia, 
é papel dos docentes, por exemplo, oferecer retorno às reflexões dos estudantes, bem 
como sobre os caminhos tomados para a construção do conhecimento. O Quadro 01, 
apresenta o que você deve considerar ao trabalhar com metodologias ativas: 
 
Quadro 01: O QUE CONSIDERAR AO USAR METODOLOGIAS ATIVAS. 
 
 
 
 
Ter consciência sobre a não 
extinção da parte expositiva 
 
A metodologia ativa rompe o conceito 
tradicional de como ensinar. A 
modalidade propõe aos educadores que 
eles deem menos aulas expositivas e, aos 
alunos, que busquem mais conteúdos 
por conta própria — para 
depois debaterem em grupo, por 
exemplo. Isso não significa, porém, que 
https://superaparaescolas.com.br/como-estimular-a-criatividade/
7 
 
 
as aulas expositivas devem ser extintas. 
A proposta é que sejam 
apenas reduzidas e mescladas com as 
metodologias que exigem mais 
movimento por parte dos estudantes. 
Então, não esqueça: na metodologia 
ativa, é fundamental fazer com que seus 
alunos tenham consciência de que a 
parte expositiva apresentada pelo 
professor também é de extrema 
importância no processo de 
aprendizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Definir objetivos 
 
Na metodologia ativa também é necessária 
a definição dos objetivos pretendidos na 
hora de organizar as atividades em sala de 
aula ou fora dela. Se a ideia é fazer com 
que os alunos sejam proativos e 
desenvolvam pensamento crítico, por 
exemplo, é preciso apostar em atividades 
que exijam deles a tomada de decisões, 
bem como a avaliação de resultados,o 
posicionamento, etc.. Todos os 
exercícios e metodologias devem ser 
planejados com um fim em 
mente. Sem esquecer, claro, que tudo 
precisa ser acompanhado de perto pelos 
professores e ter apoio de materiais 
relevantes. 
 
 
 
Não achar que qualquer atividade 
é metodologia ativa 
 
Tenha em mente que nem toda a atividade 
prática faz parte de uma metodologia 
ativa. Pense o seguinte: a metodologia 
ativa não é a atividade em si — ela refere-
se à construção didática feita 
pelo professor, que vai colocar o aluno 
como protagonista no processo de 
construção do conhecimento. 
Fonte: Disponível em https://superaparaescolas.com.br/o-que-e-metodologia-ativa/ acesso em 01/11/2019 
 
Metodologias Ativas de Aprendizagem, para Coll (2000), são aquelas que levam à 
autonomia do aluno e ao autogerenciamento. O estudante é corresponsável por seu próprio 
https://superaparaescolas.com.br/incentivar-a-crianca-ajuda-no-desenvolvimento-do-cerebro/
https://superaparaescolas.com.br/incentivar-a-crianca-ajuda-no-desenvolvimento-do-cerebro/
https://superaparaescolas.com.br/o-que-e-metodologia-ativa/
8 
 
 
processo de formação, o autor da sua própria aprendizagem. Participa de atividades, como 
leitura, escrita, discussão ou resolução de problemas, promovendo síntese, análise e avaliação 
do conteúdo. 
As metodologias ativas promovem aprendizagem ativa, citando Valente (2014), ao 
contrário do que acontece na aprendizagem passiva, bancária, baseada somente na 
transmissão de informação, o aluno assume uma postura mais ativa, ele resolve problemas, 
desenvolve projetos e cria oportunidades para a construção de conhecimento. O professor, 
nesse cenário, será o orientador, motivador e facilitador da ação educativa. 
Como uma forma benéfica de tornar o aluno participante de sua própria aprendizagem 
e não um mero espectador, Villarini (1998) apresenta algumas características das 
Metodologias Ativas. São elas: motivam os estudantes por serem significativas para eles; 
fazem com que os mesmos estejam ativos e reflexivos; permitem a colaboração (porque são 
desenhadas para que um aluno auxilie o outro, construindo o conhecimento coletivamente); 
facilitam o desenvolvimento de competências e habilidades cognitivas superiores; estão 
ligadas ao conhecimento do mundo real; fazem os estudantes tomarem para si a 
responsabilidade de aprender; colocam o professor no papel de mentor; buscam aproximar as 
discussões da escola com o mundo real. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assista um pouco sobre metodologias ativas no link 
https://www.youtube.com/watch?v=O4icT4Z8m6Q 
https://www.youtube.com/watch?v=O4icT4Z8m6Q
9 
 
 
 
2 Por que metodologias ativas na educação? 
 
As metodologias ativas estão cada vez mais na pauta de discussão de eventos, 
encontros e materiais publicados na área de educação. Nunca se falou tanto em inovar 
processos educacionais, rever práticas, formar professores para uma educação transformadora 
e considerar os estudantes como protagonistas, desenvolvendo sua autonomia no decorrer da 
escolaridade. 
Tendemos a considerar como mais um modismo, ou como mais uma novidade, que 
logo vai passar. Nesse caso, especificamente, não há nada de novo. Os estudos de John 
Dewey (1959), pautados pelo aprender fazendo (learning by doing) em experiências com 
potencial educacional, convergem com as ideias de Paulo Freire (1996), em que as 
experiências de aprendizagem devem despertar a curiosidade do aluno, permitindo que, ao 
pensar o concreto, conscientize-se da realidade, possa questioná- la e, assim, a construção de 
conhecimentos possa ser realmente transformadora. Em tempos de tecnologias digitais essas 
premissas tornam-se ainda mais urgentes, pois o concreto envolve uma ampla gama de 
informações, disponíveis na palma da mão, e que podem ser bem ou mal utilizadas, 
dependendo do contexto em que estão inseridas. 
Para Dewey, então, não podemos dizer que ensinamos algo se ninguém aprendeu, 
assim como não podemos dizer que vendemos se ninguém comprou. Nesse aspecto, podemos 
diferenciar duas formas de análise para “ensinar”. Se ensinar está centrado em apresentar 
algo, explicar, transmitir e, por outro lado, se ensinar está centrado em levar o outro a 
aprender. No primeiro caso, se tudo o que os alunos devem aprender em um curso está 
contemplado nas palestras, leituras, conteúdos que deveriam ser transmitidos e se o professor 
transmitiu tudo, então, o professor ensinou. 
Agora, se tivermos como base o pensamento de Dewey, mesmo que o professor 
tenha apresentado tudo, se os alunos não aprenderam, o professor não ensinou… John Dewey 
defendia algo que pode ser chamado de “ensino centrado no aluno”, que considera o estudante 
no centro do processo. Mesmo sabendo que isso significa sua relação com outros estudantes, 
com o docente e com diferentes fontes de informação ou conteúdo, considerar o estudante no 
centro do processo significa entender que os estudantes não são receptores passivos, mas que 
assumem responsabilidade pela construção de conhecimentos e, para isso, precisam ser 
estimulados, por meio de experiências de aprendizagem significativas, a terem um papel 
10 
 
 
ativo. 
Aprender e ensinar, em tempos de tecnologias digitais, envolvem a reflexão sobre a 
utilização de estratégias que inovam ao associar o interesse dos estudantes pela descoberta 
com a possibilidade de colocá- los no centro do processo. Considera-se que esses são desafios 
constantes na educação. Refletir sobre a implementação de propostas que envolvam os 
estudantes como protagonistas e que possam, de alguma forma, vivenciar experiências em que 
as ações de ensino e aprendizagem são personalizadastorna-se um caminho possível para a 
utilização, em sala de aula, de abordagens que valorizam a autonomia dos estudantes e que, 
consequentemente, estão inseridas no bojo das Metodologias Ativas. 
Inserir as tecnologias digitais e as metodologias ativas de forma integrada ao 
currículo requer uma reflexão sobre alguns componentes fundamentais desse processo: o 
papel do professor e dos estudantes em uma proposta de condução da atividade didática que 
privilegia as metodologias ativas; o papel formativo da avaliação e a contribuição das 
tecnologias digitais na personalização do ensino; a organização do espaço, que requer uma 
nova configuração para estimular ações colaborativas; a avaliação como um recurso essencial 
no processo de personalização e o quanto o uso das tecnologias digitais pode potencializar sua 
eficiência educacional. 
Professores ouvem com frequência que devem “sair da zona de co nforto” e migrar 
das aulas expositivas para aulas em que os alunos sejam ativos e construam, 
colaborativamente e criticamente, conhecimentos. Considero que devemos nos questionar 
sobre qual seria essa zona de conforto... Professores não se sentem confortáveis quando 
percebem que seus estudantes não estão participando das aulas como deveriam. Professores 
não se sentem confortáveis quando têm que repetir a mesma aula planejada para as turmas de 
anos anteriores e percebem que os estudantes mudaram e que, portanto, os resultados não são 
os mesmos. 
O que ocorre é que, em salas de aula cada vez mais numerosas, manter estudantes 
disciplinados, enfileirados, ouvindo uma palestra é algo que não podemos mais considerar 
como sendo o único meio de aprender. Ao pensar em formação continuada de professores, 
facilitadores precisam, empaticamente, colocar-se no lugar de professores que sentem 
necessidade de rever suas práticas, mas que têm conhecimentos sobre práticas possíveis que 
não precisam ser abandonadas, mas, sim, aprimoradas. 
Rever o espaço da sala de aula pode ser um disparador para que essa mudança 
comece a ocorrer. Em nossas experiências no grupo de experimentações em Ensino Híbrido 
11 
 
 
(BACICH, TANZI NETO, TREVISANI, 2015), identificamos que a modificação do espaço 
acarreta um repensar sobre papéis, de professores e alunos e, aos poucos, potencializa o 
desenho de experiências de aprendizagem cada vez mais significativas. Desenhar experiências 
de aprendizagem, porém, vai muito além de inserir práticas em que os alunos estejam em 
ação. 
Há uma linha tênue que separa as práticas das metodologias ativas. Existem práticas 
que envolvem o uso de tecnologias digitais, outras que priorizam a resolução de problemas, 
práticas que envolvem a programação e a robótica, que consideram o trabalho em grupos, 
entre outras. Essas estratégias passam a fazer sentido e constituem-se parte de uma abordagem 
que considera as metodologias ativas quando outras questões são consideradas e, entre elas, o 
papel do estudante nesse processo. 
Repetir uma prática que foi idealizada pelo professor e que considera o trabalho em 
grupo e as tecnologias digitais, por exemplo, sem considerar a vez e a voz do estudante, sem 
que, de alguma forma, a ação do estudante constitua-se como parte do processo de construção 
de conhecimento, não pode ser considerada uma metodologia ativa, mas apenas uma prática 
interessante, talvez engajante, mas não necessariamente, transformadora. Inflar o 
planejamento do professor com práticas e mais práticas, sem que haja um desenho c laro de 
uma trilha de aprendizagem e onde se pretende chegar, pode acarretar uma sensação de que 
“não deu certo”, que é uma “perda de tempo” e que aulas em que um conteúdo é palestrado 
pelo docente, de forma dialogada, é muito mais eficiente. 
Desenhar experiências de aprendizagem transforma o papel do professor, que deixa 
de ser alguém que transmite conteúdos e verifica se eles foram apreendidos, para um designer 
de percursos educacionais. Para desenhar esses percursos, é importante que o educador tenha 
dados em mãos, dados que são obtidos por meio de uma avaliação formativa, digital ou não, e 
que podem incluir as plataformas adaptativas, questionários online, além da observação, 
discussão, interação “olho no olho”. Diversas pesquisas (BACICH, TANZI NETO, 
TREVISANI, 2015; BACICH, MORAN, 2017) têm enfatizado esse olhar para a 
personalização em que os estudantes podem ser estimulados a entrar em contato com 
diferentes experiências de aprendizagem, aquelas de que necessitam, porque têm dificuldade, 
e aquelas que podem oferecer oportunidade de irem além, pois não estão relacionadas às suas 
dificuldades, mas às suas facilidades. 
Essas experiências podem envolver diferentes elementos, digitais ou não, que 
favoreçam a comunicação, a colaboração, a resolução de problemas, pensamento crítico. 
12 
 
 
Considerar a personalização é uma das formas de aproximação do conceito de equidade, 
defendido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, pensar que não é possível 
oferecer a mesma aula a todos, porque as pessoas são diferentes em diferentes aspectos, 
aprendem em ritmos, tempos e formas diferentes, aumenta ainda mais a necessidade de 
aprofundar o olhar para as metodologias ativas como possibilidades de que nossos estudantes 
aprendam mais e melhor durante o tempo que passam na escola. 
Para trabalhar com metodologias ativas, é fundamental estar disposto a romper 
estruturas arcaicas e engessadas de ensino. É preciso virar a chave. E algumas reflexões feitas 
pelos educadores envolvidos têm total sinergia com as reflexões apresentadas pela educadora 
Jackie Gerstein. Ela enumera sete pontos de atenção para quem quer se aventurar a trabalhar 
com metodologias ativas e implementar estratégias de ensino que façam mais sentido para os 
alunos, conforme QUADRO 02: 
Quadro 02: PONTOS DE ATENÇÃO AO TRABALHAR COM METODOLOGIAS 
ATIVAS 
1. Não devemos nos considerar experts em conteúdo. Essa é uma barreira que impede de 
aprender algo novo com os alunos. 
2. Não devemos acreditar que as aulas expositivas são a melhor forma de transmitir conteúdos 
para os alunos. Isso é necessário, mas muitas vezes torna- se apenas uma transferência das 
anotações do professor para o caderno do aluno sem que tenham a oportunidade de reflexão. 
3. Não devemos nos preocupar em ter todas as respostas, pois saber tudo elimina a chance de 
aprender junto com os alunos. 
4. Não devemos acreditar que sempre deve haver conclusões previsíveis ao realizar uma tarefa, 
mas que muitas vezes não é possível planejar para aprender. 
5. Não devemos acreditar que uma classe silenciosa é a mais adequada para promover 
aprendizagem, pois momentos em que os alunos são autorizados a explorar e a criar seus 
próprios conteúdos e objetos são também extremamente ricos. 
6. Não devemos ter medo de errar na frente dos nossos alunos, pois um erro pode, eventualmente, 
ser uma grande oportunidade para que todos possam aprender, incluindo o próprio professor. 
7. Não podemos ser os únicos avaliadores do trabalho dos alunos, pois a autoavaliação e a 
avaliação entre pares têm um papel importante no processo de aprendizado. 
Fonte: Revista Crescer em rede: metodologias ativas. Disponível em 
file:///D:/módulo%20ead%20bncc/guia_metodologias_ativas.pdf acesso em 02/11/2019. 
 
John Dewey, por volta de 1900, já nos dizia “Se ensinarmos os estudantes de hoje, 
como ensinávamos os de ontem, nós roubaremos deles o amanhã”. Pense nisso antes de 
planejar sua próxima aula! 
file:///D:/módulo%20ead%20bncc/guia_metodologias_ativas.pdf%20%20acesso%20em%2002/11/2019
13 
 
 
Leia um pouco mais sobre metodologias ativas! 
 
 
 
 
 
Vamos pensar: 
Como essas publicações podem ajudar você professor a refletir sobre o uso de metodologias 
ativas na sala de aula? 
 
Metodologias ativas valorizam a participação efetiva dos alunos 
na construção do conhecimento e no desenvolvimento de 
competências,possibilitando que aprendam em seu próprio ritmo, 
tempo e estilo, por meio de diferentes formas de experimentação e 
compartilhamento, dentro e fora da sala de aula, com mediação de 
docentes inspiradores e incorporação de todas as possibilidades do 
mundo digital. Este livro apresenta práticas pedagógicas, na 
educação básica e superior, que valorizam o protagonismo dos 
estudantes e que estão relacionadas com as teorias que lhes 
servem como suporte. Lilian Bacich e José Moran reúnem nesta 
obra capítulos de autores brasileiros que analisam por que e para 
que usar metodologias ativas na educação de forma inovadora. 
 
14 
 
 
1.2 Metodologias ativas, educação integral e formação de professores 
 
A Base Nacional Comum Curricular, que expressa os direitos de aprendizagem dos 
alunos em todas as etapas básicas de ensino, reflete essas mudanças, propondo competências 
gerais relativas à valorização dos conhecimentos, ao pensamento crítico, científico e criativo, 
à consolidação e ampliação do repertório cultural do estudante, ao uso de diferentes e 
multilinguagens, à cultura digital, ao trabalho e projeto de vida, à argumentação, ao 
autoconhecimento e autocuidado, à empatia e cooperação e à responsabilidade e cidadania. E 
este é o papel da escola do século XXI defendido por Guará (2006) no que concerne à 
educação integral: 
 
[...] A educação integral deve ter objetivos que construam relações na 
direção do aperfeiçoamento humano. Ao colocar o desenvolvimento humano 
como horizonte, aponta para a necessidade de realização das potencialidades 
de cada indivíduo, para que ele possa evoluir plenamente com a conjugação 
de suas capacidades, conectando as diversas dimensões do sujeito (cognitiva, 
afetiva, ética, social, lúdica, estética, física, biológica) (GUARÁ, 2006, 
p.16). 
 
Atualmente, então, essas mudanças ocorrem cada vez mais rápido e impactam 
significantemente nossos modos de agir e, não obstante, a maneira de ensinar e aprender. Os 
alunos que chegam às salas de aula do século XXI são nativos digitais e têm, a seu alcance, 
recursos e tecnologias que permitem acesso e exploração de informações e, ainda, que mudam 
o paradigma de indivíduos consumidores de conhecimento para indivíduos que podem 
produzir, divulgar e disseminar informações. É sabido por todos o quanto isso impacta o 
processo de ensino-aprendizagem! As escolas não podem mais assistir passivamente essas 
transformações. É preciso posicionar-se, rever suas propostas pedagógicas e trazer novos 
olhares para a sala de aula, formando e apoiando o corpo docente para o trabalho com esses 
estudantes. 
Nesse ínterim, a escola demanda hoje uma perspectiva de educação integral que 
contribua para a formação integral dos estudantes na escola em seus aspectos cognitivos, 
sociais, emocionais, afetivos, entre outros, o que requer um repensar nas metodologias de 
ensino desenvolvidas na sala de aula. As metodologias ativas podem ser grandes aliadas na 
oferta da educação integral uma vez que as mesmas colocam os estudantes em situações 
ativas de aprendizagem. 
Nesse sentido, é preciso na formação dos professores de forma que os mesmo sintam-
15 
 
 
se sensibilizados a pensar e a aprender a fazer diferente na sala de aula, mudando suas 
concepções de ensino e buscando a metodologias que respeitem o protagonismo dos 
estudantes na escola. Assim, metodologias ativas casa-se com educação integral e com 
formação dos professores que tem a oportunidade formar-se ao tempo em que busca melhorar 
a formação dos seus educandos. 
Um dos grandes desafios brasileiros está em garantir uma educação de qualidade para 
todos. Para isso, é necessária a construção de um plano de ação ousado e bem estruturado, que 
contemple metas de curto, médio e longo prazo. Nesse processo, algumas perguntas chaves 
podem direcionar nossa reflexão e nos fazer demarcar pontos de atenção para esta questão 
dentro dessa questão tendo em vista o cenário formativo em que os professores piauienses se 
encontram nesse momento de implementação da base e do currículo nos municípios. Podemos 
então pensar: 
 Qual deve ser o perfil do professor contemporâneo? 
 Quem são nossos alunos e professores? 
 Quais estratégias de ensino precisamos promover para envolver os alunos em processos de 
aprendizagem significativa? 
 Como conciliar as necessidades dos meus alunos, da sociedade e do mercado de trabalho 
com os saberes tradicionais, colocados em xeque todos os dias? 
 Quais são as competências exigidas dos professores neste novo contexto educacional? 
 Quais as práticas que eles já vêm promovendo que fazem sentido e que podem ser 
disseminadas para os demais professores. 
 O que eles ainda não sabem e o que pode ser feito para ajudá-los a se desenvolverem? 
 Quais recursos a escola tem que podem apoiar práticas educacionais inovadoras? 
 Quais outros recursos são necessários e como podem ser viabilizados? 
 
Como resposta, insistimos na ideia de que um momento que deve fazer parte de toda e 
qualquer oportunidade de formação continuada é o de explorar recursos tecnológicos digitais 
interessantes e avaliar as oportunidades de incorporá- los às estratégias de ensino. Também 
não podemos esquecer que na sociedade contemporânea o professor tem um novo papel a 
desempenhar, que vai exigir modelos de formação continuada: 
• que colaborem na organização de práticas de ensino mais instigantes e que foquem no 
desenvolvimento de competências e habilidades básicas; 
• que os preparem para mediar processos de aprendizagem junto aos alunos, não como 
16 
 
 
notórios saberes, mas como especialistas que estimulam a reflexão e direcionam o processo de 
aprendizagem, inclusive sendo capazes de aprender junto com os alunos; 
• que os levem a fazer uso pedagógico do computador, da internet e de outros dispositivos 
móveis. 
• que propiciem oportunidades de reflexão sobre a prática relacionada à implantação das 
ações de ensino e aprendizagem e de seu papel de agente transformador deles mesmos e de 
seus alunos. 
As habilidades e competências essenciais para atuar neste século estão focadas em três 
domínios: domínio cognitivo (pensamento), domínio intrapessoal (para dirigir sua vida e ter 
responsabilidade) e domínio interpessoal (para trabalhar em equipe e desenvolver outras 
competências relacionadas). Nesse sentido, o professor precisa desenvolver em si mesmo 
competências para uma aprendizagem profunda, como apresentamos no Quadro 03: 
 
QUADRO 03: Competências para uma aprendizagem profunda 
• Caráter – honestidade, autorregulação e responsabilidade, perseverança, empatia 
para contribuir com outros, autoestima, saúde pessoal e bem-estar, carreira e 
habilidades para a vida; 
• Cidadania – conhecimento global, sensibilidade para respeitar outras culturas, 
sujeito ativo em questões relacionadas à sustentabilidade. 
• Comunicação – comunicação eficaz por meio da oralidade, escrita e com suporte de 
diferentes ferramentas tecnológicas, habilidades de escuta; 
• Pensamento crítico e resolução de problemas – pensar criticamente para desenhar e 
gerenciar projetos, resolver problemas, tomar decisões efetivas usando uma variedade 
de ferramentas tecnológicas e recursos; 
• Colaboração – trabalhar em equipe, aprender e contribuir com o aprendizado de 
outros, habilidades para interagir em redes sociais e empatia para trabalhar com 
diferentes pessoas; 
• Criatividade e imaginação – empreendedorismos econômico e social, considerando e 
persuadindo novas ideias e sendo líder para ações. 
Fonte: Revista Crescer em rede: metodologias ativas. Disponível em 
file:///D:/módulo%20ead%20bncc/guia_metodologias_ativas.pdf acesso em 02/11/2019. 
 
 
 
file:///D:/módulo%20ead%20bncc/guia_metodologias_ativas.pdf%20%20acesso%20em%2002/11/2019
17 
 
 
 Atividade 1 
01- Tendo em vista as metodologias ativas de ensino,assinale a opção incorreta. 
a) Nessas metodologias, o aprendizado está centrado na transmissão de conteúdos e na 
figura do professor. 
b) Referidas metodologias incentivam a busca ativa e constante de informações e o 
trabalho em equipe. 
c) As metodologias ativas de ensino favorecem o desenvolvimento da autoavaliação e da 
avaliação grupal. 
d) As metodologias em questão contribuem para o desenvolvimento da capacidade de 
resolver problemas. 
02- O que o professor deve considerar ao utilizar metodologia ativa: 
a) Ter consciência sobre a não extinção da parte expositiva 
b) Definir objetivos claros da aula e da metodologia 
c) Não achar que qualquer atividade é metodologia ativa 
d) Todas as alternatias estão corretas 
03- Qual o papel dos docentes nas metodologias ativas? 
a) Nesta metodologia, é papel dos docentes, por exemplo, oferecer retorno às reflexões 
dos estudantes, bem como sobre os caminhos tomados para a construção do 
conhecimento. 
b) É o centro do processo de ensino e de aprendizagem uma vez que o professor é adulto 
e sabe o que é melhor para os estudantes. 
c) É transmissor de conhecimentos importantes para a vida em sociedade. 
d) É o facilitador do processo de tranbsmisão de saberes locais em que a escola está 
inserida. 
04- Se em determinada aula, a ideia é fazer com que os alunos sejam proativos e desenvolvam 
pensamento crítico, por exemplo, é preciso: 
a) apostar em atividades que exijam deles a tomada de decisões 
b) Realizar avaliação de resultados 
c) Compreender o posicionamento dos estudantes e tudo precisa ser acompanhado de 
perto pelos professores. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
05- Sobre metodologias ativas, marque a alternativa correta: 
a) Toda atividade prática é metodologia ativa 
b) Metodologia ativa refere-se à uma construção didática docente, que vai colocar 
o aluno como protagonista no processo de construção do conhecimento. 
c) Toda metodologia em que o professor se coloca ativamente como transmissor de 
saberes cotidianos é considerada ativa. 
d) Nenhuma das alternativas 
06- “Não podemos dizer que ensinamos algo se ninguém aprendeu, assim como não podemos 
dizer que vendemos se ninguém comprou” Essa afirmação é creditada a: 
https://superaparaescolas.com.br/incentivar-a-crianca-ajuda-no-desenvolvimento-do-cerebro/
18 
 
 
a) Paulo Freire 
b) Dewey 
c) Magda Soares 
d) Guará 
07- São pontos de atenção ao trabalhar com metodologias ativas: 
I - Não devemos acreditar que as aulas expositivas são a melhor forma de transmitir 
conteúdos para os alunos. Isso é necessário, mas muitas vezes torna- se apenas uma 
transferência das anotações do professor para o caderno do aluno sem que tenham a 
oportunidade de reflexão. 
II - Não devemos nos preocupar em ter todas as respostas, pois saber tudo elimina a chance de 
aprender junto com os alunos. 
III - Não devemos acreditar que sempre deve haver conclusões previsíveis ao realizar uma 
tarefa, mas que muitas vezes não é possível planejar para aprender. 
Marque a alternativa em que aparece apenas as setenças verdadeiras: 
a) I e II 
b) I e III 
c) II e III 
d) I, II e III 
 
08- Inserir as tecnologias digitais e as metodologias ativas de forma integrada ao currículo 
requer uma reflexão sobre alguns componentes fundamentais desse processo. Marque a 
alternativas que melhor expressam esses componentes: 
I - O papel do professor e dos estudantes em uma proposta de condução da atividade didática 
que privilegia as metodologias transmissoras dos conhecimentos essenciais propostos pela 
BNCC; 
II – O papel formativo da avaliação e a contribuição das tecnologias digitais na 
personalização do ensino; 
III - A organização do espaço, que requer uma nova configuração para estimular ações 
colaborativas; 
IV - A avaliação como um recurso essencial no processo de personalização e o quanto o uso 
das tecnologias digitais que podem potencializar sua eficiência educacional. 
Marque a alternativa correta: 
a) I e III 
b) I, II, III 
c) II, III, IV 
d) I, III e IV 
 
 
19 
 
 
09- A Base Nacional Comum Curricular expressa os direitos de aprendizagem dos alunos em 
todas as etapas da educação básica compreendendo uma concepção de educação integral e que 
pode ser desenvolvida com o uso de metodologias ativas. Marque a alternativa correta sobre o 
conceito de educação integral: 
a) A educação integral deve ter objetivos que construam relações na direção do 
aperfeiçoamento humano a partir de conteúdos trabalhados na sala de aula. 
b) Ao colocar o desenvolvimento humano como horizonte, aponta para a necessidade de 
realização das potencialidades de cada indivíduo, para que ele possa evoluir 
plenamente com a conjugação de suas capacidades, conectando as diversas dimensões 
do sujeito (cognitiva, afetiva, ética, social, lúdica, estética, física, biológica). 
c) Está envolvida com o desenvolvimento de competência fundamentais para a 
concivência no espaço da escolaa sem comprometer-se com competências da vida 
social. 
d) Expressa o desejo de todas as pessoas da comunidade escolar a partir de aulas 
expositivas, uma vez que compreende a importância de todos estudantes aprenderem 
os conteúdos propostos pela BNCC. 
10- As habilidades e competências essenciais para atuar neste século estão focadas em três 
domínios: 
a) Moral, ético, estético 
b) Político, humano, estético 
c) Cognitivo, intrapessoal e interpessoal 
d) Cognitivo, transversal, ético 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 
 
 
OLÁ, CAROS CURSITAS! 
DISCUTIREMOS NESTA UNIDADE AS PRINCIPAIS 
METODOLOGIAS ATIVAS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 2 
 
CONHECENDO AS METODOLOGIAS ATIVAS 
 
 
1 – Refletir sobre a importância da presença pedagógica no 
desenvolvimento de conhecimentos na escola 
2 – Compreender a aprendizagem colaborativa como possibilidade 
de construção e socialização de conhecimento na escola. 
3 – Refletir sobre o uso da problematização como metodologia de 
ensino e aprendizagem na sala de aula. 
4 – Caracterizar a educação por projetos 
5 – Compreender o ensino híbrido e suas possibilidades de uso por 
professores 
 
OBJETIVOS 
21 
 
 
3 CONHECENDO AS METODOLOGIAS ATIVAS 
 
Numa proposta de Educação Integral as aulas, orientações de projetos, estudos 
orientados, atividades culturais ou esportivas etc., cuidadosamente planejados pelos 
professores, em diferentes componentes curriculares, tornam-se o espaço de concretização 
para o desenvolvimento integral. Para isso, tão importante quanto os professores 
compartilharem dos princípios de Educação Integral, é fundamental que compartilhem de 
metodologias de ensino que favoreça o desenvolvimento das competências cognitivas e 
socioemocionais pelos estudantes enquanto aprendem os conteúdos específicos. 
Algumas metodologias que apoiam a integração do currículo e o fomento da 
comunidade de sentido e de prática na escola na proposta de Educação Integral dizem 
respeito às abordagens que consideram a qualidade da interação professor/estudante, a 
colaboração entre pares para promover a aprendizagem, a problematização como estratégia 
para a construção do conhecimento, a projetificação de conteúdos para garantir o 
aprendizado “mão na massa”, o multiletramentos para fundamentar as diversas práticas 
sociais do uso da língua e a personalização do ensino e da aprendizagem com o apoio da 
tecnologia. 
A seguir, apresentaremos algumas das possíveis metodologias ativas que podem ser 
aliadas do professor na sala de aula contribuindo para um ensino mais ativo e que considera 
o estudante um protagonista das ações didáticas no cotidiano da escola e no contexto da 
prática docente. Vejamos: 
 
• Presença Pedagógica 
• Aprendizagem Colaborativa 
 
• Problematização 
• Educação por Projetos 
• Formação de Leitores e Produtores de Texto na perspectivados Multiletramentos 
 
• Ensino Híbrido 
 
A prática integrada dessas metodologias contribui para o fortalecimento de uma 
comunidade de sentido e de prática na escola, dá unidade ao ensino e permite que os 
professores tenham caminhos intencionais e estruturados para nortear as aprendizagens 
explicitadas no currículo local a partir do desenvolvimento das 
22 
 
 
competências propostas na Matriz de Competências para o Século 21. Acompanhe um 
resumo das metodologias ativas na figura 01: 
Figura 01: Metodologias ativas 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
Quando praticadas para desenvolver competências, as metodologias integradoras 
requerem condições indissociáveis: 
 Exigem dos estudantes um papel ativo. 
 
 Exigem que os professores estabeleçam com os estudantes uma 
relação de confiança e de abertura para o erro. 
 
 São aplicadas em situações colaborativas envolvendo o trabalho em equipe. 
 
 São trabalhadas em situações de aprendizagem complexas – como os 
23 
 
 
projetos, por exemplo –, envolvendo a necessidade de problematização 
 Exigem como base sequências de atividades estruturadas, intencionais e 
com a duração adequada para o desenvolvimento de competências 
cognitivas e socioemocionais. 
 
2.1 – Presença pedagógica 
 
É uma metodologia ativa devendo está presente na prática e vivência de cada 
professor. Presença Pedagógica, representa um passo na direção de um grande esforço,que se 
faz necessário, para melhoria da relação estabelecida entre educador e educando, tendo como 
base a influência construtiva, criativa e solidária favorável ao desenvolvimento pessoal e 
social das crianças, adolescentes e jovens. Diz respeito a um relacionamento mútuo de 
respeito, valorização, reciprocidade pequenas atitudes que fazem a diferença, embutida num: 
bom dia, em um elogio, um conselho, um sorriso. São atitudes que transmitem a mensagem: 
me importo com você, desejo que esteja bem, quero ajudar, me sinto bem ao lado de vocês. 
É possivel construir uma unidade educativa com os melhores computadores, quadras, 
oficinas, bibliotecas, salas de música ,etc., mas se ali não houver Presença aquele local 
começa a se tornar insuportável para se viver. Por outro lado, podemos ter um lugar sem 
sotisficação, bastante simples, mas tendo Presença, ele pode se tornar um lugar onde é 
possível desfrutar de muitos momentos felizes. As relações bem construídas constutui-se 
passo decisivo para o educando superar suas dificuldades pessoais, sentir-se compreendido e 
aceito. Aquele que não se sentir compreendido e aceito, pelo menos por uma pessoa nesse 
mundo, se torna um perigo para si mesmo e os outros. 
A capacidade de fazer-se presente, de forma construtiva, na realidade do educando não 
é, como muitos preferem pensar, um dom, uma característica pessoal intransfível de certos 
indivíduos, algo de profundo e incomunicável. Ao contrário, esta é uma aptidão possivel de 
ser aprendida, desde que haja, da parte de quem se propõe a aprender, a disposição interior 
(abertura, sensibilidade, compromisso), para tanto. 
Uma das grandes tarefas de nosso tempo é possibilitar ao educardor com o qual 
trabalhamos a sensação certa de que ele tem valor para alguém, desenvolvendo, a partir disso, 
o seu autoconceito, a sua autoconfiança e a sua auto-estima. Essa é a nossa grande missão. É 
deste compromisso que nascem as vivências generosas e o calor humano, bases do 
dinamismo, capaz de enriquecer e de transformar vidas. 
24 
 
 
Antes de apresentar e debruçarmos no módulo metodologias ativas é necessário 
refletirmos sobre algo que perpassa por todos os tipos e meios de metodologis que visam o 
avanço no ensino e aprendizagem. 
A interação professor-aluno é construída cotidianamente nas mais variadas situações 
escolares, sobretudo durante os momentos de aula. É importante refletir sobre como os 
docentes podem se fazer presentes na vida dos estudantes, instituindo um clima que favoreça 
a aprendizagem. A presença pedagógica trata justamente da qualidade das interações e da 
mediação do professor. Ela envolve: 
 
• O exercício do acolhimento e da abertura para construir uma relação de 
confiança com os estudantes. 
• A mediação do professor nas situações de conflitos relacionais, buscando 
envolver os estudantes na reflexão sobre os diferentes aspectos e na resolução do 
problema, ao invés de agir como o único resolvedor. 
• O compromisso do professor com relação à aprendizagem dos alunos, 
traduzido na confiança no potencial de cada um, nas expectativas elevadas 
sobre suas capacidades de aprender e na persistência e investimento em 
ensinar. 
 
 A Figura 02 apresenta um esboço de como se desenvolve presença pedagógica na 
sala de aula: 
Figura 02: como se desenvolve presença pedagógica na sala de aula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Cadernos metodologias integradoras (2019) 
 
A presença pedagógica é uma condição essencial para favorecer uma boa mediação da 
aprendizagem. Por meio do seu exercício, o professor abre uma via de diálogo efetivo com os 
25 
 
 
estudantes, acolhendo-os em suas singularidades ao mesmo tempo em que exige 
responsabilidade e compromisso, ajudando-os a gerirem suas aprendizagens e desafiando-os a 
crescerem. A figura 03, apresenta 7 pontos de atenção que devem ser considerados no uso da 
presença pedagógica: 
 
Figura 03: Pontos de atenção na presença pedagógica 
 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
Uma das contribuições das teorias da aprendizagem e do desenvolvimento humano 
que mais influenciaram as práticas pedagógicas foi a compreensão de que aprendemos 
necessariamente na interação com o outro. Desde então, ganhou força a discussão da 
qualidade dessa interação entre os principais atores nos processos de ensino-aprendizagem: 
26 
 
 
professores e estudantes. 
A interação professor-aluno é construída cotidianamente nas mais variadas 
situações escolares, sobretudo durante os momentos de aula. É importante refletir sobre 
como os docentes podem se fazer presentes na vida dos estudantes, instituindo um clima 
que favoreça a aprendizagem. Nesse sentido, a presença pedagógica é de suma importância 
no processo de desenvolvimento do estudante na escola. 
 
 
 
Vamos assistir um vídeo sobre o assunto e aprender um pouco mais? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leia também o artigo A presença pedagógica num ambiente 
online criado na rede social Facebook no link 
file:///C:/Users/SEMEC_I7_NOVO/Downloads/Documents/310-1652-1-PB.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assista uma estudo de caso sobre presença 
pedagógica no link 
https://www.youtube.com/watch?v=IDZgj8a8LzI 
 
file:///C:/Users/SEMEC_I7_NOVO/Downloads/Documents/310-1652-1-PB.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=IDZgj8a8LzI
27 
 
 
2.2 Aprendizagem colaborativa 
 
A aprendizagem colaborativa é uma metodologia de ensino pautada na interação, 
colaboração e participação ativa dos alunos. Trata-se de um método que pode ser aplicado em 
diversos contextos — workshops, palestras, treinamentos, cursos, entre outros —, sempre 
prezando a troca de experiências e promovendo o engajamento, envolvimento e a motivação 
dos participantes. 
Assim, podemos entender que a aprendizagem colaborativa não se restringe apenas ao 
ambiente educacional, sendo essencialmente aplicada e utilizada para o desenvolvimento 
social, intelectual, psicológico, cultural ou emocional do indivíduo. Seu processo tem como 
finalidade o compartilhamento de recursos, que promova um aumento de conhecimentos e 
saberes, bem como o sentimento de pertencimento e identidade nas pessoas que a 
experienciam. 
Neste sentido conseguimos observar que a aprendizagem colaborativa tem inúmeros 
benefícios, uma vez que coloca todos os membros de uma comunidade como agentes que 
contribuem para a construção de conhecimento mútuo. 
Um ambiente em que todos tenham a oportunidade de crescerjuntos, aprendendo e 
contribuindo com o aprendizado do próximo, é um ambiente em que ocorrem ganhos 
múltiplos e que precisa ser incentivado em todos os contextos e locais. Este é um dos 
principais aspectos da aprendizagem colaborativa. 
Além desta existem muitas outras características deste tipo de aprendizagem, as quais 
compartilho com você agora. Confira no Quadro 06 algumas características: 
 
Quadro 06: Caracteristica da aprendizagem colaborativa 
Ambiente centrado no todo 
 
Nos locais onde a aprendizagem colaborativa 
é aplicada é possível observar que o 
aprendizado é compartilhado de todos para 
todos. Isso quer dizer que não é somente o 
professor ou treinador que detém o 
conhecimento e pode transmiti- lo. Os alunos 
também podem e são sempre estimulados a 
fazê-lo. 
28 
 
 
Professor visto como um orientador 
 
Tanto pode ser um professor, em uma sala de 
aula regular, como também um profissional 
responsável por ministrar treinamentos em 
empresas, ou um líder de uma equipe, no 
contexto da aprendizagem colaborativa, estas 
figuras devem ser vistas não como uma 
autoridade, mas sim como um orientadoras, 
que assumem o papel de guias, trocando 
conhecimentos e experiências com seus 
alunos/treinandos/liderados e, a partir disso, 
junto a eles, definem o melhor caminho a ser 
seguido para que todos tenham a 
oportunidade de crescer de maneira 
igualitária. 
 
Aprendizagem proativa e investigativa 
 
Dentro do processo de aprendizagem 
colaborativa, todos são incentivados a 
ampliarem seus conhecimentos, de maneira 
proativa e investigativa. Isso quer dizer que 
neste método o indivíduo não fica apenas 
esperando que o professor ou a pessoa que 
assumiu o papel de orientadora lhe traga 
novas informações ou apenas lhe ensine algo 
que ele ainda não sabe. Pelo contrário, ele é 
constantemente estimulado a aguçar a sua 
curiosidade, para que assim seja o 
responsável pela construção de seu próprio 
conhecimento, crescimento e 
desenvolvimento pessoal e profissional. 
Ênfase na aplicabilidade 
 
Muitas vezes, temos a tendência a deixar o 
conhecimento que adquirimos, seja em 
qualquer contexto, engavetado. Na 
aprendizagem colaborativa o processo vai na 
contramão desta tendência, uma vez que faz 
com que o indivíduo obtenha novos 
conhecimentos, reflita sobre eles e os 
coloque em prática em seu dia a dia. O 
objetivo disso é fazer com que ele utilize 
tudo o que aprendeu a favor de seu próprio 
crescimento e também para contribuir com o 
crescimento da sociedade de uma forma 
geral. 
Aprendizagem em grupo 
 
Outra característica desta poderosa 
metodologia de aprendizado é incentivar as 
pessoas a buscarem novos conhecimentos e 
compartilhá- los com todos a seu redor. O 
intuito disso é estimular cada vez mais a 
aprendizagem em grupo, que pode ser muito 
mais efetiva, para muitas pessoas, do que a 
aprendizagem individual e não 
compartilhada. 
https://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/voce-sabe-o-que-e-conhecimento/
29 
 
 
Transformação 
 
Como trata-se de um método que foca no 
todo, ao invés de focar no individual, 
conforme tivemos oportunidade de 
acompanhar ao longo de todo este conteúdo, 
a aprendizagem colaborativa traz a todos nós 
a chance de sermos transformados e de 
transformar a nossa própria realidade, bem 
como a das pessoas que nos rodeiam e da 
sociedade como um todo. 
Assim, quando buscamos compartilhar 
aprendizados, experiências e conhecimentos 
em conjunto, a probabilidade de que ocorram 
transformações positivas em nossa vida e na 
vida das pessoas com quem fazemos tudo 
isso, aumentam de forma significativa. 
 
Fonte: Disponível em https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/o-que-e-aprendizagem-
colaborativa/ acesso 02/11/2019 
 
A aplicabilidade da aprendizagem colaborativa, seja em sala de aula, em salas de 
treinamentos, em empresas ou em quaisquer contextos em que seja possível utilizá- la, traz os 
seguintes benefícios para seus participantes: 
– Desenvolvimento do senso de trabalho em equipe; 
– Desenvolvimento de novas competências comportamentais e intelectuais; 
– Melhoria substancial na autoestima; 
– Aprimoramento da comunicação; 
– Desenvolvimento do senso crítico, lógico e analítico; 
– Melhoria nos relacionamentos interpessoais; 
– Aprendizagem prática, em vez de memorização teórica; 
– Desenvolvimento das habilidades de compreensão e de saber lidar com pontos de vista 
diferentes; 
– Amadurecimento e evolução pessoal e profissional. 
 
Como pudemos perceber tratam-se de benefícios verdadeiramente extraordinários. 
Entretanto, isso não quer dizer que os outros modelos de aprendizagem sejam inválidos. Neste 
sentido, antes de aplicar a metodologia colaborativa, a minha dica é que você analise bem o 
ambiente no qual você e as pessoas com quem deseja trocar informações e conhecimentos 
estão inseridos, para que assim você seja realmente assertivo em sua escolha e colha 
resultados positivos em todo este processo. 
https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/o-que-e-aprendizagem-colaborativa/
https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/o-que-e-aprendizagem-colaborativa/
https://www.ibccoaching.com.br/portal/lideranca-e-motivacao/trabalho-equipe-habilidade-essencial-mercado-trabalho/
30 
 
 
Alguns pontos de atenção pode ser refletidos sobre o processo de uso de aprendizagem 
colaborativa como metodologia ativa na escola por professores e alunos, como podemos 
verificar no quadro 07: 
Quadro 07: Pontos de atenção nas aprendizagem colaborativa 
01 Planejar atividades complexas, que necessitem do trabalho colaborativo para serem 
resolvidas. Exercitar a mediação e o acompanhamento durante as atividades dos 
grupos, pois as aprendizagens acontecem no processo. Não deixar os estudantes “à 
deriva”! 
02 Apresentar as regras de trabalho e estabelecer combinados com os 
jovens, tendo em vista que eles estão aprendendo a trabalhar 
colaborativamente em times. 
03 Propiciar a organização do espaço físico para que os times 
e a roda de conversa coletiva possam ser formados adequadamente. 
04 Estimular todos os estudantes a assumirem a liderança dos times, em rodízio, 
para que possam experimentar serem líderes e serem liderados, aprendendo com 
essa experiência. Assim, todos os integrantes de um time se tornam coautores do 
conhecimento construído e corresponsáveis pela realização das atividades e por 
seus resultados. 
05 Mediar e estimular a participação dos alunos para resolverem por si mesmos os 
problemas de convívio ou aprendizagem, além das questões que os desafiam, 
evitando responder ou solucionar tais questões por eles 
06 Promover o respeito à diversidade, a troca de saberes e a circulação da 
palavra nos momentos de roda de discussão coletiva, para que todos os jovens 
possam participar ativamente. 
07 Garantir a autoavaliação dos estudantes ao longo do trabalho dos times. 
É fundamental também promover com a turma a reflexão e a discussão 
sobre os resultados de aprendizagem alcançados. 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
Saiba mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3 – Problematização 
 
Toda prática docente evoca questões de ordem reflexiva. Sendo esta prescindida de 
um planejamento estrategicamente referendada por aspectos didáticos, tais como o objeto a 
ser conhecido, os caminhos para se aproximar do conhecimento e os fundamentos que 
nortearão esse percurso, no contexto hodierno, uma proposta de trabalho que emerge numa 
direção assertiva quando o assunto é promover um ensino via mediação. 
Desse modo é imprescindível conceber a metodologia da problematização, trata-se de 
uma linha capaz de fomentar no discente, o interesse em se aproximar dos objetivos de 
aprendizagem, considerando-se as etapasde construção da aprendizagem significativa. 
A metodologia além de evidenciar a existência de uma atmosfera, cujo processo deixa 
de adquirir apenas uma estrutura linear, permite ao professor lançar mão de uma seleção de 
conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, a partir das demandas que (re) 
dimensionam o ritmo de cada aluno, priorizando-se, acima de tudo, o protagonismo, do ponto 
de vista da aquisição de habilidades e competências vislumbrados pelo currículo escolar. 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca da 
aprendizagem colaborativa acesse o link 
https://novaescola.org.br/conteudo/16167/como-envolver-os-
alunos-na-aprendizagem-colaborativa . 
Para ampliar ainda mais seu conhecimento acerca da 
aprendizagem colaborativa acesse o link 
https://www.youtube.com/watch?v=-JBsYiI9rIc&t=28s e 
assista a palestra da professora pedagoga Helena do 
Carmo do Instituto Federal de Minas Gerais. 
https://novaescola.org.br/conteudo/16167/como-envolver-os-alunos-na-aprendizagem-colaborativa
https://novaescola.org.br/conteudo/16167/como-envolver-os-alunos-na-aprendizagem-colaborativa
https://www.youtube.com/watch?v=-JBsYiI9rIc&t=28s
32 
 
 
Professores comprometidos com a educação desejam que seus estudantes sejam 
interessados, participativos e críticos. Afinal, nenhum professor gosta de dar aula para uma 
turma apática, que não traz questionamentos e não demonstra entusiasmo para aprender. Se 
dentre os objetivos a serem alcançados pela educação escolar está propiciar acesso ao saber 
acumulado socialmente e o aprimoramento humano nos aspectos ético, do desenvolvimento 
da autonomia intelectual e do pensamento crítico, como mobilizar os alunos e tornar o 
conhecimento objeto de desejo? 
É fundamental que os professores tenham altas expectativas com relação às 
aprendizagens de seus estudantes (tendo em vista que uma das características da presença 
pedagógica é a crença no potencial dos alunos) e sejam incansáveis provocadores de 
curiosidade. A problematização imprime às práticas pedagógicas a importância de considerar 
o aprendizado como um processo incessante, inquieto, curioso e, sobretudo, permanente por 
saber. 
A sala de aula, como microcosmo social, é formada pela diversidade que se revela 
em diferentes modos de ser, conviver, pensar e aprender. A participação pela 
problematização incentiva a curiosidade, estimula o pensamento crítico e a capacidade de 
resolução de problemas, permitindo que todos os estudantes possam se posicionar, 
dialogar, construir e reconstruir conhecimentos. Uma aula que incentiva a participação 
permite que cada um possa se construir, como pessoa e estudante, em constante 
desenvolvimento e autodescoberta, e possibilita que a mediação conceba o erro como parte 
da construção do conhecimento. 
A mediação problematizadora dos professores considera: 
• A educação não como um ato explicativo, mas que privilegia a construção do 
conhecimento e desenvolvimento integral por meio de perguntas que fazem pensar, 
exigem articulação de saberes, pesquisa e investigação. 
• A articulação entre os conhecimentos prévios dos estudantes e os saberes escolares. 
• A prática de atividades desafiadoras que colocam os estudantes em situação de resolução 
de problemas. 
Alguns pontos de atenção pode ser refletidos sobre o processo de uso de aprendizagem 
colaborativa como metodologia ativa na escola por professores e alunos, como podemos 
verificar no quadro 08: 
 
 
 
33 
 
 
Quadro 08: Pontos de atenção no uso da problematização 
01 Problematizar é mais que uma metodologia, é uma postura frente ao 
conhecimento. Cabe ao professor problematizar, para que se instale nos 
alunos o processo ativo de construção, busca e apropriação de saberes. 
02 Problematizar a partir de perguntas consistentes e bem 
formuladas é um convite realmente instigante para a ampliação 
de horizontes de sentidos. 
03 A problematização acontece em um ambiente protegido para o 
erro, no qual opiniões conflitantes e equivocadas têm espaço e 
valor no processo de aprender. 
04 Resolver problemas de forma colaborativa: eis uma estratégia-chave para lidar 
com situações-problema mais complexas. A participação articulada dos esforços 
colaborativos dos jovens não só possibilita responder à situação proposta, como 
amplia o repertório de conhecimentos e estratégias de cada um 
05 Considerar os saberes e as experiências dos estudantes é importante para que 
professor e aluno naveguem juntos no processo de aprendizagem. Cada um traz 
consigo conhecimentos prévios e pode (re)construí- los a partir de 
problematizações que levem essas bagagens em conta. 
06 Orientar os alunos com informações, dicas de fontes de pesquisa, sugestões de 
métodos, mas de maneira a incentivar a autonomia dos estudantes no processo 
07 Promover deslocamentos, sair da zona de conforto, incentivar os 
jovens a não se restringirem a dar a resposta que o professor quer 
ouvir. Nada de acomodação, problematizar é sair da “mesmice”! 
Fonte: Cadernos Metodologias integradoras (2019) 
 
 A problematização faz contraponto à ideia de que estudantes silenciosos e cadernos 
cheios de anotações são sinônimos de aprendizagem. Assim como a aprendizagem 
colaborativa, a problematização é uma metodologia que se desenvolve pela participação em 
torno de situações-problema e que exige o exercício da presença pedagógica do professor 
durante a mediação. Ela assume um papel de destaque na construção do conhecimento 
escolar, uma vez que é um meio de provocar a participação, a criticidade, a curiosidade e a 
superação do conhecimento simplesmente transferido. 
 
 
 
 
34 
 
 
Saiba mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assista!!!! 
https://www.youtube.com/watch?v=zFQaC46Wrj
s 
Metodologia da problematização e o arco de 
Maguerez com a professora Neusi Berbel. 
Na videoaula produzida em dezembro de 2017, a professora-
doutora Neusi Berbel, da Universidade Estadual de Londrina 
(UEL), apresenta a Metodologia da Problematização com o Arco 
de Maguerez – método construído em cinco etapas que serve para 
o ensino, para a pesquisa e para a realização de projetos. Berbel 
lembra que o processo se insere na metodologia ativa que tem 
como característica o aluno como protagonista da sua 
aprendizagem e o professor com mediador. A professora indica 
que o método tem como objetivo preparar o aluno para atuar em 
seu meio social de maneira autônoma e responsável. 
Leia !!!! 
http://www.uel.br/pos/mestredu/images/stories/download
s/docentes/conheca_neusi_arq1.pdf 
ARTIGO O PROBLEMA DE ESTUDO NA 
METODOLOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO DA 
PROFA. NEUSI BERBEL 
Leia !!!! 
O livro trabalha o Arco de Maguerez, que é utilizado em Metodologia da 
Problematização, associado, em suas origens, com uma visão de educação 
libertadora, voltada para a transformação social, cuja crença é de que os 
sujeitos precisam instruir-se e conscientizar-se de seu papel, de seus deveres 
e de seus direitos na sociedade. Trata-se de uma concepção que acredita na 
educação como uma prática social e não individual ou individualizante. 
https://www.youtube.com/watch?v=zFQaC46Wrjs
https://www.youtube.com/watch?v=zFQaC46Wrjs
http://www.uel.br/pos/mestredu/images/stories/downloads/docentes/conheca_neusi_arq1.pdf
http://www.uel.br/pos/mestredu/images/stories/downloads/docentes/conheca_neusi_arq1.pdf
35 
 
 
2.4 – Educação por projetos 
 
Os atuais paradigmas da Educação corroboram a eficácia de um processo, cujos 
interlocutores (professor, aluno), se relacionam multilateralmente, considerando-se o currículo 
em permanente (re)construção de ideias que giram em torno de aspectos sociemocionais, 
epistemológicos e culturais. 
 Neste contexto, a Educação por projetos, passa a conferir uma visão mais ampla do 
processo, uma vez que o pano de fundo crucial aponta para a efetiva inserção do aluno ao 
longo dositinerários formativos. Evidenciam-se, pois, variáveis que a propiciam 
operacionalização dos conteúdos, confortando-os com saberes trazidos pelos alunos, enquanto 
pressuposto básico no envolvimento destes ao longo do processo. 
 A Educação por projetos perpassa o aspecto da cognição, afinal, é no próprio itinerário 
pedagógico que a interação flui significativamente, a ponto, de se registrar um trabalho 
colaborativo pautado pela pesquisa, diálogo, troca de informação, elenco de hipóteses, 
comparações e validações. 
A educação por projetos abre oportunidades para que os estudantes coloquem seus 
conhecimentos em ação e sejam provocados por essa mesma ação a pesquisar outros 
conhecimentos, de modo a resolver problemas por meio da interação entre pares, da pesquisa 
e da interação com os diferentes campos do saber. 
Os projetos podem ter objetivos diversos, tais como: ser uma ação de intervenção para 
a melhoria de algum problema na escola ou comunidade; ser um itinerário para a 
problematização e construção do projeto de vida dos estudantes; apoiar a autogestão dos 
alunos com relação aos estudos; promover pesquisas que articulem os interesses estudantis 
com os interesses curriculares etc. 
No entanto, uma metodologia de educação por projeto que promova a Educação 
Integral que considere o desenvolvimento integral deve observar se as ações propostas: 
 Concretizam-se no contexto curricular, ou seja, é parte essencial do percurso 
formativo dos alunos, promovendo o desenvolvimento pleno, por meio da 
participação protagonista dos alunos. 
 Estão assentadas na crença de que os estudantes têm potencial para participar 
da construção de todo o processo de resolução de problemas, de modo a 
construir gradativamente maior autonomia, passando da relação de 
dependência do professor para uma relação de colaboração. 
36 
 
 
 
 
 São introduzidas de modo estruturado 
em etapas com intencionalidade 
pedagógica bem definidas para (1) 
mobilizar interesses, conhecimentos e 
engajar os estudantes; (2) discutir e 
tomar as decisões sobre a iniciativa a 
ser realizada; (3), planejar e organizar 
as ações a serem realizadas, os prazos e 
as atribuições na equipe; (4) executar e 
avaliar constantemente as ações 
planejadas; (5) promover a apropriação 
de resultados alcançados de modo a 
possibilitar a generalização dos 
aprendizados. 
 
 
 
 
 
 
 
Alguns pntos de atenção pode ser refletidos sobre o processo de uso Educação Por 
pojetos como metodologia ativa na escola por professores e alunos, como podemos verificar 
no quadro 09: 
 
Quadro 09: Pontos de atenção no uso da Educação Por Projetos 
01 Os projetos permitem que os estudantes compreendam os 
conhecimentos em sua complexidade e de modo contextualizado, 
relacionando teoria e prática. 
Desenvolver projetos é uma 
vivência de construção do 
conhecimento em sua dimensão 
cognitiva e socioemocional, 
pois mobiliza os interesses e o 
envolvimento dos estudantes 
com as ações, exigindo 
competências como o trabalho 
em equipe (na perspectiva do 
comprometimento individual e 
da capacidade de lidar com 
questões relacionais, 
frustrações e problemas 
inesperados; bem como de 
exercitar e compartilhar a 
liderança), a abertura para 
aprender novos conhecimentos 
(tendo a curiosidade como 
força motriz), a 
responsabilidade (na faceta da 
autogestão dos processos), 
entre outras. 
 
37 
 
 
02 Os projetos ajudam a relacionar a vivência escolar com a vida mais 
ampla dos alunos. Por meio deles, os jovens conectam seus 
interesses e necessidades com os conhecimentos que estão 
aprendendo nas aulas. 
03 Os projetos possibilitam que os jovens estabeleçam uma relação 
ativa diante do conhecimento, ganhando progressiva autonomia 
para aprender 
04 O acolhimento dos interesses e conhecimentos juvenis, o aporte de novos 
conhecimentos, a orientação em relação ao percurso a ser vivido, a 
problematização dos pontos de vista e escolhas dos alunos e o estímulo à 
aprendizagem são marcas importantes da atuação do professor na 
orientação de projetos. .A mediação do professor é um aspecto-chave dos 
projetos. 
05 Desenvolvem habilidades de pesquisa e competências cognitivas e 
socioemocionais, como conhecer os próprios interesses, realizar ações em 
colaboração com colegas, configurar um problema, acessar, analisar, relacionar, 
produzir e compartilhar conhecimentos, transformar planos em ação, analisar o 
processo vivido de modo crítico etc. 
06 6 Ao realizar um projeto, os estudantes aprendem modos de estruturar 
seu percurso de investigação ou intervenção. Nas seis etapas do 
projeto, eles concretizam ideias e planos, bem como conquistam 
aprendizagens significativas. 
07 Os projetos possibilitam a integração entre os conhecimentos aprendidos nas 
disciplinas, nas Áreas e no Núcleo, potencializando a aprendizagem dos 
alunos. Além disso, promovem a personalização do currículo, ao 
possibilitarem que os jovens participem ativamente da definição dos temas, 
dos conteúdos e do percurso das ações. 
Fonte: Cadernos Metodologias integradoras (2019) 
 
Saiba mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca da Educação Baseada em Projetos acesse o 
link https://www.youtube.com/watch?v=EgLZ0iFxmAU para assistir ao vídeo. 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca da Educação Baseada em Projetos acesse o 
link https://blog.lyceum.com.br/aprendizagem-baseada-em-projetos/ para ler um artigo 
sobre a temática. 
https://www.youtube.com/watch?v=EgLZ0iFxmAU
https://blog.lyceum.com.br/aprendizagem-baseada-em-projetos/
38 
 
 
2.5 Formação de leitores e produtores de textos na perspectiva dos multiletramentos 
 
Dar aos estudantes condições de significar criticamente os textos que circulam, nas 
diferentes linguagens (a verbal e as não verbais, como as que envolvem os sons, as imagens, 
o movimento, o corpo), mídias e esferas, e de produzir seus próprios textos, de modo que 
participem do constante diálogo entre ideias e valores que é a vida em sociedade, constitui 
compromisso básico da escola. 
Em outras palavras, se Língua Portuguesa é a disciplina que prioritariamente forma o 
leitor e o produtor textual, visando à maior inserção dos alunos nas práticas letradas, os 
demais componentes curriculares também são corresponsáveis por isso e devem, dentro de 
suas especificidades, trabalhar com abordagens afins. É nesse sentido que tomamos a 
formação de leitores e produtores de textos na perspectiva dos multiletramentos como uma 
das metodologias integradoras numa proposta de educação integral para o século 21. 
Investir no aprimoramento das capacidades de leitura e de produção textual dos 
estudantes, trabalhando textos de diferentes esferas e gêneros, diversos em linguagens, 
mídias usadas e valores culturais representados, é investir na formação de leitores e 
produtores de textos na perspectiva dos multiletramentos. Esse é um compromisso de todas 
os componentes curriculares, de todas as áreas. 
 
Mas o que são o que são multiletramentos? 
 
Para os pesquisadores estadunidenses Cope e Kalantzis, os multiletramentos implicam 
práticas que envolvem diferentes mídias e linguagens, das variadas culturas. Podendo ser 
considerado uma “evolução” do conceito de letramentos, o termo multiletramentos veio 
evidenciar o quanto nossa vida tem mudado em todos os âmbitos, com o avanço das novas 
tecnologias da informação e da comunicação: com o mundo conectado, temos mais acesso às 
diferentes culturas – o que nos impõe uma posição de ter que negociar essas diferenças 
cotidianamente. Além disso, com as novas possibilidades de agregar recursos de diferentes 
linguagens e diferentes mídias na produção de um texto, novos gêneros surgiram. 
Na esteira das teorias de perspectiva pragmática, o currículo contemporâneo assume a 
linguagem como interação, como podemos analisar na figura 04: 
 
 
39Figura 04: A linguagem como interação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
Assim, no contexto de uma formação de leitores e produtores de textos na perspectiva 
dos multiletramentos, a figura 05 apresenta um entendimento sobre sujeito: 
Figura 05: entendimento de sujeito na perspectiva dos multiletramentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
 
40 
 
 
Alguns pontos de atenção pode ser refletidos sobre o processo de uso da metodologia 
ativa Formação de leitores e produtores de textos na perspectiva dos multiletramentos, como 
podemos verificar no quadro 10: 
 
Quadro 10: Pontos de atenção em Formação de leitores e produtores de textos na perspectiva 
dos multiletramentos 
01 O compromisso com os multiletramentos apoia-se na compreensão de que a 
linguagem é interação. Isto é: os sujeitos agem sobre si e sobre a realidade po r 
meio dos textos que produzem, que trazem a marca de seus posicionamentos em 
relação às coisas do mundo (produção discursiva). 
02 As novas condições de produção discursiva convocam a escola a repensar 
o trabalho a ser feito com as linguagens, contemplando textos de diferentes 
esferas, gêneros, linguagens e valores culturais. 
03 Quanto maior a diversidade de práticas escolares envolvendo uma ampla gama 
de textos, em situações significativas de aprendizagem, 
maiores as possibilidades de inserção crítica dos jovens nas 
situações sociais de usos das diferentes linguagens. 
04 Trabalhar com textos multissemióticos (com várias linguagens) e híbridos requer 
investimento nas capacidades críticas de leitura: recuperação do contexto de 
produção do texto, definição de finalidades e metas da atividade de leitura, 
percepção de diálogos entre diferentes textos e das relações entre os discursos 
produzidos (percepção dos valores que sustentam as ideias dos textos), percepção 
de outras linguagens, elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas, 
elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos. 
05 Também importam os processos de autoria, em que os estudantes possam 
ter vivências significativas de produção textual, para 
leitores/ouvintes/espectadores reais. 
06 Não é o uso das novas tecnologias por si só que favorecerá os 
multiletramentos, mas o uso crítico delas, interessado em ensinar/aprender 
os novos códigos, o funcionamento das novas mídias, as novas práticas de 
autoria e circulação de textos, em favor da democratização das novas 
formas de produção discursiva. 
07 Além da diversidade de linguagens, um ponto fundamental dos 
multiletramentos é garantir uma visão plural de mundo, com textos e 
produções que remetam a diferentes grupos sociais e seus valores 
culturais. 
Fonte : Caderno Metodologias Integradoras (2019) 
 
 
 
 
 
41 
 
 
Saiba mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.7 Ensino híbrido 
 
Ensino híbrido é a metodologia que combina aprendizado online com o offline, em 
modelos que mesclam (por isso o termo blended, do inglês “misturar”) momentos em que o 
aluno estuda sozinho, de maneira virtual, com outros em que a aprendizagem ocorre de forma 
presencial, valorizando a interação entre pares e entre aluno e professor. 
Normalmente, a parte presencial prescinde de tecnologia. Nessa etapa, o professor ou 
tutor se torna responsável por propor atividades que valorizem a interações interpessoais. 
Aqui, o professor pode propor trabalhos que envolvam toda a turma ou pode dividi- la em 
grupos menores para a realização de projetos. 
Já a parte do ensino realizada com o auxílio de recursos digitais permite que o aluno 
tenha controle sobre onde, como, o que e com quem vai estudar. Nesse sentido, os 
dispositivos móveis, como tablets e celulares, e a facilidade de utilizá-los em diferentes 
ambientes abriu o leque de possibilidades sobre onde esse componente pode ser desenvolvido: 
dentro da própria sala de aula, na biblioteca, no laboratório de informática e até em casa. 
Apesar de serem momentos diferentes, o online e o presencial, o objetivo do aprendizado 
híbrido é que esses dois momentos sejam complementares e promovam uma educação mais 
eficiente, interessante e personalizada. Já há um esforço da academia e das instituições que 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca da metodologia Formação de leitores e 
produtotores de textos na perspectiva dos multiletramentos assista a entrevista com o 
escritor Caio Riter no link https://www.youtube.com/watch?v=JboF0Gj-D6Q para assistir 
ao vídeo. Assista também uma entrevista com a pesquisadora Roxane Rojo sobre 
Multiletramentos no link https://www.youtube.com/watch?v=iDu6TvO4svU. 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca da Formação de leitores e produtotores de 
textos na perspectiva dos multiletramentos acesse o link 
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_maria_jes
us_ornelas_valle.pdf para ler um artigo sobre a temática e algumas estratégias para a sala 
de aula. 
https://www.youtube.com/watch?v=JboF0Gj-D6Q
https://www.youtube.com/watch?v=iDu6TvO4svU
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_maria_jesus_ornelas_valle.pdf
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_maria_jesus_ornelas_valle.pdf
42 
 
 
estudam o ensino híbrido de categorizar as formas como ele vem se manifestando nas 
diferentes instituições de ensino que optam por adotá-lo. 
O uso de tecnologias deve ocorrer no ensino de todas as áreas e componentes curriculares, 
com abordagem metodológica transversal. O foco é a criação de uma ampla diversidade de 
situações de ensino e de aprendizagem, permitindo atingir os estudantes em suas variadas 
formas de aprender. 
As tecnologias, em uma proposta de Educação Integral com foco no desenvolvimento 
pleno, é um agente integrador do currículo, podendo aprimorar, enriquecer, diversificar e 
tornar mais motivadoras as práticas de ensino e de aprendizagem. Por terem um apelo 
emocional que desperta a curiosidade dos estudantes, as tecnologias podem representar um 
ponto de interesse e motivação que une professores e alunos em práticas envolventes, 
divertidas, flexíveis, criativas e efetivas do ponto de vista da aprendizagem e do 
desenvolvimento de competências. 
Uma das grandes contribuições que as tecnologias digitais trazem para o campo da 
Educação é o chamado ensino híbrido. Por meio de recursos digitais diverso s, o ensino 
híbrido permite que parte do aprendizado aconteça “online” e parte presencial. Essas 
tecnologias proporcionam aprendizagem colaborativa e oferecem conteúdo, abrindo a 
possibilidade de mediação fora da sala de aula. O trabalho em casa, por exemp lo, pode se 
transformar em uma sala de aula. Esse tipo de abordagem recebe o nome de flipped classroom 
(sala de aula invertida). Este modelo de organização retira o professor do centro da atenção 
no processo educativo. São formados pequenos grupos e o professor medeia a produção 
desses grupos, atuando como facilitador. 
Quando professores lançam mão de ferramentas digitais para ampliar o tempo de aula, 
promovem maior controle dos estudantes sobre o local, tempo, ritmo e como estudará, o que 
favorece o engajamento para o aprendizado, o melhor aproveitamento do tempo em sala de 
aula, o planejamento personalizado e acompanhamento de cada aluno, considerando as 
diferentes formas de aprender etc. 
É possível citar algumas possibilidades de ensino híbrido, como podemos analisar no 
quadro 11: 
Quadro 11: Modalidades de ensino híbrido 
MODELO DE 
ROTAÇÃO 
Qualquer curso ou matéria em que os estudantes 
alternam – em uma sequência fixa ou a critério do 
professor – entre modalidades de aprendizagem em 
43 
 
 
que pelo menos uma seja online. 
• Rotação individual – Os estudantes alternam 
em um esquema individualmente personalizado entre 
modalidadesde aprendizagem. Um professor 
estabelece o cronograma de cada aluno. Learning 
analytics, normalmente, é usado um software que 
analisa os resultados para combinar estudantes com 
lições e recursos que melhor atenderão suas 
necessidades individuais. 
• Rotação por estações - Rotacionar entre 
estações já era uma prática usada pelos professores, a 
novidade é que o ensino online entrou como uma 
estação. As estações podem ser dentro de uma sala de 
aula ou em várias salas. 
• Laboratório rotacional – Semelhante à 
rotação por estações, a diferença é que o laboratório de 
informática é uma das estações. 
• Sala de aula invertida – O tempo de lição de 
casa e de aula expositiva são trocados. O tempo de sala 
de aula não é gasto assimilando conteúdo de modo 
passivo, enquanto estão em aula, os estudantes 
praticam resolução de problemas, discutem questões, 
trabalham em projetos. Um dos grandes benefícios é 
que o estudante possa aprender no seu tempo, afinal ele 
pode pausar, retroceder ou avançar, de acordo com sua 
velocidade de compreensão, podem decidir quando 
assistir a vídeos online, tendo mais autonomia em seu 
processo de aprendizagem. 
MODELO FLEX Cursos ou matérias em que o ensino online é a espinha 
dorsal, mesmo que às vezes direcione os estudantes 
para atividades presenciais. 
MODELO “À LA 
CARTE” 
Qualquer curso ou disciplina inteiramente online 
cursada por um estudante que também frequenta a 
escola tradicional. Os cursos online desta modalidade 
44 
 
 
não têm componente presencial, a parte presencial fica 
por conta da escola tradicional. 
MODELO 
VIRTUAL 
ENRIQUECIDO 
O estudante aprende online, mas tem a opção de 
recorrer a sessões presenciais de aprendizagem. O 
critério para contar com sessões presenciais varia de 
cada curso, podendo ser por exemplo o progresso do 
estudante, se há dificuldades, ele pode recorrer a aulas 
presenciais. 
Fonte: Caderno Metodologias integradoras (2019) 
 
Saiba mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para ampliar sua leitura e conhecimento acerca do ensino híbrido 
assista um vídeo no link https://www.youtube.com/watch?v=zPzamoIjjss. 
Leia um pouco mais sobre ensino híbrido no link 
http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2018/03/Metodologias_Ativas.pdf 
https://www.youtube.com/watch?v=zPzamoIjjss
http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2018/03/Metodologias_Ativas.pdf
45 
 
 
 Atividade 2 
 
1) As metodologias integradoras, quando praticadas para desenvolver competências 
requerem condições indissociáveis, como: 
a) São aplicadas de forma individual para avaliar a capacidade do aluno; 
b) São trabalhadas de forma simples e rápidas; 
c) Exigem dos estudantes um papel ativo; 
d) As atividades ocorrem com base apenas na organização do conteúdo em sala; 
2) Presença pedagógica, representa um passo na direção de um grande esforço que se faz 
necessário para melhoria da relação estabelecida entre educador e educando tendo como base: 
 a) a utilização de diferentes recursos tecnológicos; 
 b) a capacidade cognitiva do estudante para promover o desenvolvimento; 
 c) o exercício da produção cientifica e elaboração de projetos; 
 d) a influência construtiva, criativa e solidaria favorável ao desenvolvimento pessoal e 
social do estudante; 
3) Incentivar os estudantes a buscarem novos conhecimentos e compartilhá- los com todos ao 
seu redor é uma característica da aprendizagem colaborativa, denominada: 
a) ênfase na aplicabilidade. 
b) aprendizagem em grupo; 
c) transformação; 
d) ambiente centrado no todo; 
4) A aplicabilidade da aprendizagem colaborativa, seja em sala de aula, ou em empresas, traz 
muitos benefícios para seus participantes, como: 
a) melhoria no trabalho individual; 
b) capacidade de memorização teórica; 
c) desenvolvimento das habilidades de compreensão e de saber lidar com pontos de vistas 
diferentes; 
d) aprimoramento da leitura e escrita; 
5) Alguns pontos de atenção podem ser refletidos sobre o processo do uso de aprendizagem 
colaborativa na sala de aula, como: 
I- Problematizar é mais que uma metodologia é uma postura frente ao conhecimento. Cabe ao 
professor problematizar, para que se instale nos alunos o processo ativo de construção, busca 
e apropriação de saberes; 
46 
 
 
II – A problematização acontece em um ambiente protegido para o erro, no qual opiniões 
conflitantes e equivocadas não tem espaço e valor no processo de aprender; 
III- Orientar os estudantes com informações, dicas de fontes de pesquisa sugestões de 
métodos, mas de maneira a incentivar a autonomia dos estudantes no processo; 
III- A participação articulada dos esforços colaborativos dos estudantes não só possibilita 
responder a situação proposta, como também ampliar o repertório de conhecimentos e 
estratégias de cada um. 
Estão corretas: 
a) I, II e IV 
b) III e IV 
c) I, II e III 
d) I, III e IV 
6) Em uma metodologia de educação por projeto que promova uma educação integral, deve 
ser observado: 
a) a concretização no contexto curricular, promovendo o desenvolvimento pleno, por meio da 
participação protagonista do estudante; 
b) Uma gradativa relação de dependência ente aluno e professor de forma colaborativa; 
c) A intencionalidade pedagógica de modo estruturado, tendo objetivos a aprendizagem do 
estudante dentro do prazo estabelecido no plano de aula; 
d) A aprendizagem através de atividades práticas sobrepondo os conceitos teóricos; 
7) São considerados como pontos de atenção no uso da metodologia ativa, formação de 
leitores e produtores de texto na perspectiva dos multiletramentos: 
I- O compromisso com o multiletramento apoia-se na compreensão de que a linguagem é uma 
comunicação descritiva padronizada; 
II – Quanto maior a diversidade de práticas escolares envolvendo uma ampla gama de textos 
em situações significativas de aprendizagem, maiores serão as possibilidades de inserção 
crítica dos jovens nas situações sociais de uso de diferentes linguagens; 
III – Além da diversidade de linguagens, um ponto fundamental dos multiletramentos é 
garantir uma visão plural do mundo; 
IV – Não é o uso das novas tecnologias por si só que favorecerá os multiletramentos, mas o 
uso crítico delas, interessados em ensinar/aprender os novos códigos, o funcionamento de 
novas mídias, as novas práticas de autoria e circulação de textos, em favor da democratização 
das novas formas de produção discursiva. 
 Estão corretas: 
47 
 
 
a) I, II e IV 
b) II, IV 
c) I, II, III 
d) II, III e IV 
8) A Modalidade de Ensino Híbrido , em que o tempo de estudo em casa e de aula expositiva 
são trocados, dando mais autonomia no processo de aprendizagem para os estudantes, é 
denominada: 
a) laboratório rotacional 
b) sala de aula invertida 
c) rotação individual 
d) rotação por estações 
9) O Ensino Híbrido é a metodologia que combina aprendizado on line e off line, em 
momentos que mesclam o estudo sozinho de forma virtual e o presencial. O Objetivo 
principal do Ensino Híbrido é: 
a) melhorar o domínio no uso das tecnologias entre os estudantes; 
b) favorecer a aprendizagem presencial com acompanhamento de professores para dirimir as 
principais dúvidas. 
c) relacionar os dois momentos (on line e off line) de maneira que um complemente o outro e 
promovam uma educação mais eficiente, interessante e personalizada; 
d) incentivar o uso de tecnologias apenas para os componentes curriculares de linguagens e 
códigos; 
10) Quando se compreende a linguagem como interação, os textos são parte de produções 
discursivas. Por isso, significá- los implicar considerar: 
a) Os interlocutores / Quem fala/ Escreve/ Produz/ Para quem? 
b) O sujeito receptor; 
c) A análise crítica; 
d) O usuário funcional; 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OLÁ, CAROS CURSISTAS! 
DANDO CONTINUIDADEAOS NOSSOS ESTUDOS, 
TRATAREMOS NESTA UNIDADE SOBRE A ESCOLA COMO 
ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO, 
AUTONOMIA DOS ESTUDANTES E AVALIAÇÃO NO 
CONTEXTO DAS METODOLOGIAS ATIVAS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 3 
 
OUTRAS PERSPECTIVAS COM AS METODOLOGIAS ATIVAS 
 
 
 
1 – Compreender como a escola pode articular-se como 
espaço de construção de conhecimento 
2 – Discutir sobre a autonomia de estudantes no uso das 
metodologias ativas 
3 – Refletir sobre processos avaliativos no contexto das 
metodologias ativas. 
 
OBJETIVOS 
 
49 
 
 
3.1 Escola: Espaço Para Construção De Conhecimento 
 
Escola é um importante espaço social utilizado pela sociedade para educar, despertar e 
socializar o cidadão de forma que esse esteja apto a enfrentar algumas circunstâncias na 
vida, onde sua formação será de suma importância. Fazendo com que leve o cidadão 
aprender a desenvolver suas capacidades, competências e habilidades para resolver 
problemas complexos da vida cotidiana a medida que é ensinado a questionar, avaliar e 
opinar. A escola, em seus mais diversos aspectos, é fundamental para o desenvolvimento 
intelectual, afetivo e emocional do sujeito. Nesse sentido, tomamos a escola como um 
espaço fundamental para desenvolver conhecimentos e formar pessoas em uma perspectiva 
integral. 
Segundo Libâneo a escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para 
assumir sua posição na sociedade. É um ambiente de orientação aos indivíduos produzindo-
os para o mercado de trabalho de forma eficiente apresentando informações precisas, 
rápidas e objetivas. Tem como função, designar educar e cuidar, que precisa prover de 
subsídios que promova o crescimento do indivíduo, tanto pessoal quanto profissional. 
A escola é um espaço importante não apenas para a construção de conhecimento como 
também para uma real compreensão e dimensão da democracia. Como Dewey (2002) 
afirma, a escola pode propiciar o entendimento de democracia participativa; isso significa 
uma escola com equidade e igualdade tanto na forma de organização quanto no acesso ao 
conhecimento. Não há dúvidas de que a gestão da escola corrobora com o processo 
democrático. 
Diante disso, de que maneira o professor pode contribuir para que as suas aulas 
tenham sentido? A maneira como organiza a aula e a metodologia que utiliza possibilitam 
ao aluno aplicar o que está sendo estudado em situações cotidianas, dando sentido ao que é 
ensinado? 
Entender a escola como o lugar em que o aluno organiza seu conhecimento, 
compreende os conceitos cintificos e entende que esse conhecimento é o produto social tem 
sido um dos enfoques nos estudos de quem trabalha ná área de metodologia de ensino. 
Estudos relacionados as metodologias de ensino mostram a necessidade de se pensar 
em soluções eficazes para que ocorra uma aprendizagem significativa, voltada à 
compreensão de conceitos científicos. Esses estudos procuram mostrar maneiras de 
integração entre as diferenrtes áreas. 
Outros estudos propõem uma aprendizagem em que o professor seja intermediário na 
50 
 
 
construção de conhecimento e considere que os alunos levam para a sala de aula hipóteses 
que a própria vida cotidiana lhes oferece. 
Para que esta escola seja de fato um espaço de construção de conhecimentos para todos 
os sujeitos envolvidos no processo educacional, é necessário que haja uma articulação de 
práticas metodológicas em que os alunos sejam protagonistas em todos os momentos do 
processo. Podemos citar algumas ações como fundamentais para que esse processo ocorra 
de maneira satisfatória como podemos ver no Quadro 12: 
 
Quadro 12: Ações para uma escola construtora de conhecimentos 
Ação 1 Ensinar ciência aproximando-a dos alunos por meio de atividades que 
estimulem estudos da natureza (trabalho de campo, leitura de histórias, 
entre outras). 
Ação 2 Estimular trocas de informações entre os alunos. 
Ação 3 Trabalhar com diferentes fontes documentais. 
Ação 4 Explorar diferentes formas de linguagens (meios visuais, audiovisuais, 
computador, diálogo, entre outras) 
Ação 5 Aproximar, por meio de práticas de laboratório, ciência e tecnologia). 
Fonte: Caderno Metodologias ativas (2019) 
 
Quanto mais o professor agir no sentido de fazer que os alunos exerçam de fato um 
papel ativo no processo de aprendizagem, mais o ensino será significativo e os alunos 
protagonistas , dando sentido para aquilo que estão aprendendo. O que fazer então, para que 
o aluno não perca o interesse em uma aula? Como fazer para que os alunos possam 
estabelecer correlações com a sua vida e ampliar, assim, o interesse, conhecendo uma 
realidade mais ampla? 
Uma das respostas realmente é prover situações em que o aluno se coloque em uma 
situação ativa de aprendizagem, o que implica a prática de ações que estimulam o 
pensamento. 
Tratar de um processo de construção de conhecimento com base em metodologias 
ativas é assumir que o propósito fundamental da educação é capacitar os alunos para que 
tenham consciência de sua própria construção de significados. E construir significados 
implica pensar, senti e atuar, porque será dessa maneira que o aluno terá condições de criar 
um novo conhecimento. Alguns autores que trabalham na linha de ensino e aprendizagem 
51 
 
 
entendem que a aprendizagem ativa é a que se utiliza de metodologias não passivas. 
Colocando a escola como espaço de construção de conhecimentos, colocamos-a a 
serviço de uma aprendizagem ativa na vida dos alunos em todos os processos que forem 
desenvolvidos. Cabe nos, portanto, dizer o que entendemos por aprendizagem ativa. 
Aprendizagem ativa engloba experiência concreta (um evento) e experimentação ativa 
(planejamento de uma experiência). Ao mesmo tempo exige reflexão, observação (pensar 
sobre o que ocorreu) e abstração de um conceito (pensar sobre o que aprendeu e estabelecer 
relação com o que já foi aprendido). A aprendizagem, em uma perspectiva da metodologia 
ativa, é vista como um gradual, mas cumulativo desenvolvimento de saberes por meio da 
participação em atividades nas quais o conhecimento é progressivamente construido e 
revisto. 
É importante considerar, quando se trabalha com a aprendizagem ativa, que há uma 
série de aquisições a serem feitas por alunos e profesores que vão além de conceitos a 
serem adquiridos. Nesse sentido, interessa a aquisição, por parte dos alunos, de estratégias, 
habilidades, valores, capacidades de analisar, sintetizar, além de outras. 
Há ainda, a resistência por parte de alguns professores em relação à aprendizagem 
ativa, por considerarem difícil aplicá-la quando os alunos não possuem um conhecimento 
mínimo necessário para que sejam trablhados alguns conteúdos. Essa resistência muitas 
vezes revela que sejam trabalhados alguns conteúdos. Essa resistência muitas vezes revela 
uma falta de conhecimento das estratégias que podem ser utilizadas, até por 
desconhecimento da existência dessa teoria. Entretanto, é importante lembrar que nenhum 
modelo de ensino pode ser visto como uma salvação para o ensino. 
Ao trabalhar na perspectiva de construção de conhecimentos, é importante tomar 
cuidado com dois mitos: 
MITO 1: O FAZER NÃO GARANTE APRENDIZAGEM ATIVA 
 
É necessário haver atividades, mas é necessário que elas sejam relevantes. Nesse sentido, 
precisa haver relação entre as atividades e objetivos de aprendizagem, e ambos (atividades e 
objetivos) devem levar á reflexão. 
 
MITO 2: AO OUVIR, O ALUNO VAI FORMULANDO SUAS HIPÓTESES, 
INTERIORIZANDO CONHECIMENTOS E TEORIAS 
 
 Ouvir e trabalhar com hipóteses, quando feito apenas pelo aluno ou de uma forma que 
o professor não acompanhe o processo de raciocínio do aluno, não garante uma 
52 
 
 
aprendizagem ativa. Neste sentido, participar como ouvinte de uma palestra não faz parte de 
uma aprendizagem ativa. Ao contrário, para a prática se qualificarcomo aprendizagem ativa, 
é essencial que o professor e aluno participem de outras dinâmicas, que ouçam e se envolvam 
em atividades em grupo. As estratégias de trabalho em grupo são importantes na dinâmica de 
trabalho em sala de aula, pois todos os alunos aprendem a ouvir, a respeitar a fala do outro, o 
posicionamento do colega; essas posturas estimulam o processo de aprendizagem. 
 
O QUE CARACTERIZA A APRENDIZAGEM ATIVA 
 
 Aprendizagem colaborativa, em que há envolvimento de mais alunos no 
processo de construção de conhecimentos e trocas entre eles para que o 
aprendizado ocorra. Deve haver envolvimento dos alunos para fazerem coisas 
e estimulá- los a pensarem sobre elas; 
 Um contínuo de tarefas simples para complexas que vai exigindo, aos poucos, 
um nível de maior uso das funções cognitivas; 
 Instrução direta dos professores e trabalho dos alunos a partir dessa instrução; 
 Aprendizagem individual, levada pelo próprio aluno, em que este sistematiza o 
que foi trabalhado e aprendido no grupo e formará para si um conhecimento. 
Ou seja, a aprendizagem, mesmo que ocorra em grupo, é individual. Esta 
aprendizagem individual pode ser operacionalizada, por exemplo, a partir de 
estratégias que envolvam a escrita. 
Assim, é possível superar os mitos apresentados anteriormente, tornando as atividades 
mais significativas, estimulando os alunos a ouvir os outros, pensar sobre o que está sendo 
discutido e, por fim, elaborar um registro coletivo e individual. Na prática, significa superar a 
ideia de que os alunos, ouvintes passivos, aprendem mais porque estão prestando atenção. 
As atividades devem ser estruturadas para que os alunos leiam, reflitam, discutam, 
produzam textos, participando do processo de aprendizagem; com base nesta 
concepção, a ênfase menor deve ser na informação a ser adquirida e a maior, no 
desenvolvimento de estratégias de aprendizagem que instiguem o aluno a pesquisar, a 
fazer analogias, a comparar. Além disso, as atividades devem estimular atitudes e 
valores; a motivação dos alunos deve aumentar; os alunos devem receber feedback do 
professor e devem ser capazes de realizar uma análise, síntese, avaliação etc. 
 
53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.2 A autonomia do estudante nas metodologias ativas 
 
 
Como temos acompanhado ao longo de nossas discussões sobre metodologias ativas, é 
possível concluir que elas propiciam aos alunos adquirir mais autonomia em relação à 
aprendizagem, uma vez que contribuem para a construção de saberes que permitam o 
desenvolvimento de competências que favoreçam a aprendizagem com autonomia. E essa 
autonomia pode evoluir, caso os professores apoiem as atitudes favoráveis e as capacidades 
cognitivas dos alunos. 
Ao assumir essas perspectiva, Rué (2001, p. 170) apresenta como fonte de evidência, a 
qual fundamentaria o que está sendo afirmado , um estudo realizado po Kik, Bélisle e 
McAlpine na Universidade de McGill, no Canadá. Nesse estudo, segundo Rué, mostra-se a 
importância de algumas situações e práticas de aprendizagem que ajudam no desenvolvimento 
de autonomia. Entre as situações citadas pelos pesquisadores do estudo, na avaliação dos 
alunos para qualificar a aprendizagem, estão os trabalhos com projetos e em equipes e a 
leitura antes das aulas. Isso significa para os alunos: 
 Forte comprometimento pessoal; 
 Trabalho e reflexão pessoal: ler, informar-se, elaborar resumos escritos etc; 
 Interação e socialização do conhecimento e das avaliações internas e externas 
de suas criações: apresentações, troca entre os colegas, entre outros. 
 
Quando se trata de mudanças nas práticas pedagógicas, um aspecto importante diz 
respeito aos conteúdos, pois estes precisam estar presentes no cotidiano do alunado, quer 
dizer, precisam ser explicativos de fenômenos fatos e objetos relacionados à realidade dele. 
Essas referências contribuirão para a formação de conceitos científicos a serem explorados a 
partir de estratégias didáticas diversificadas. Um aluno que observa, descreve, analisa e 
compara fenômenos e fatos estabelece correlações, tem condição de mudar seu perfil 
conceitual e de argumentar, desenvolvendo-se intelectualmente com habilidades mais 
complexas. 
Aqui você pode ver um pouco mais sobre a temática Escola como espaço 
de produção de conhecimento 
https://www.youtube.com/watch?v=bsJ5Vo-9ysM 
 
https://www.youtube.com/watch?v=bsJ5Vo-9ysM
54 
 
 
O quadro 13, a seguir, possibilita a comparação entre um processo de aprendizagem 
que é superficial, com suas possíveis implicações, e o outro, que ocorre com maior 
profundidade, contribuindo para que a aprendizagem seja mais significativa ao 
alunos.Vejamos: 
Quadro 13: Diferenças de enfoques de aprendizagem 
Enfoque supercifial na aprendizagem Enfoque profundo 
As atividades ligadas ao ato de aprender orientam fundamentalmente à... 
 Reprodução da informação, de acordo 
com as demandas externas (modo de 
avaliação) 
 Compreensão e à atribuição de 
sentido àquilo que se aprende. 
 Aquisição dos requisitos e à 
aprovação nos exames de avaliação, 
em vez de ir além do que é ensinado. 
 Criação de significados e elaboração 
de ideias próprias. 
Em suas estratégias de aprendizagem, os alunos... 
 Concentram-se em módulos ou 
fragmentos de informação, em vez de 
relacioná-los ou de tentar 
compreender a estrutura do conteúdo 
que estão aprendendo. 
 Centram-se no significado do que 
aprendem e no desenvolvimento de 
suas próprias concepções sobre o 
conteúdo. 
 Limitam o estudo àquilo que se 
considera essencial. 
 Relacionam as ideias e estabelecem 
concexões com suas experiências 
anteriores. 
 Aprendem memorizando a 
informação com o propósito de 
reproduzi-la. 
 Questionam o que é ensinado, 
debatem com os demais e 
enriquecem a discussão, analisando 
diferentes pontos de vista; 
provavelmente vão além do que é 
pedido. 
 Podem desenvolver emoções ou 
atitudes negativas sobre aquilo que se 
está aprendendo. 
 Provavelmente desenvolvem 
atitudes e emoções positivas em 
relação à aprendizagem. 
Fonte: Elaborado com base em: Rué (2009, p.173) 
 
 Os enfoques de aprendizagem apresentados no quadro nos fazem pensar sobre uma 
proposta adequada de planejamento de aula centrada na construção de conhecimento e na 
autonomia do aluno. Na aprendizagem superficial, o enfoque é na informação, uma aula 
estática, sem discussão, leva o aluno à memorização. No enfoque profundo, espera-se que o 
aluno tenha aulas mais desafiadoras, que contribuam para ampliar seu repertório cultural e 
científico. Este último enfoque é a abordagem das metodologias ativas. 
 Nas situações de aprendizagem promovidas nas metodologias ativas os alunos são 
estimulados a articular os conceitos científicos com o que já sabem (conhecimento prévio), 
55 
 
 
organizando-os em redes de significados, ou seja se consideram as ideias já incorporadas a 
outros pontos de vista, relacionando o conhecimento cientifico ao cotidiano. O conhecimento 
cotidiano é importante na compreensão e ação das pessoas em contextos de atividades 
específicas, não fazendo sentido anulá-lo no contexto de aprendizagem. 
 
VAMOS FAZER UMA ATIVIDADE? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3 A avaliação no contexto das metodologias ativas . 
 
 
Avaliação sempre foi um tabu na escola. Tabu porque, ao avaliar o aluno, também são 
avaliadas as aulas, a maneira de trabalhar em sala de aula, as estratégias de ensino, as 
concepções sobre os fundamentos das disciplinas ministradas e, ainda, se o caminho adotado 
está adequado. Outro ponto também incomoda quando se trata da avaliação e se o rendimento 
do aluno será classificado ou analisado. 
A avaliação proposta das metodologias ativas é compreendida também como parte 
essencial do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação não está dissociada da proposta 
didática e curricular do professor, e, portanto, deverá ser levadaem consideração para 
diagnósticar o que ocorre pedagogicamente com os alunos. Nessa perspectiva, também é 
importante considerar as cinco questões básicas para uma avaliação com base diagnóstica: 
 O quê? 
 Como? 
 Por quê? 
 Quem? 
Sobre o uso de metodologias ativas e a construção da autonomia de estudantes na 
escola leia o artigo no link a seguir, marque os pontos principais que podem 
contribuir para ampliar seu conhecimento e melhorar sua prática docente 
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/10326/10999 
Além disso, para compreender o que significa AUTONOMIA DE ESTUDANTES 
assista ao vídeo a seguir no link https://www.youtube.com/watch?v=r8rpFLPiuVw 
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/10326/10999
https://www.youtube.com/watch?v=r8rpFLPiuVw
56 
 
 
 Para quê? 
A discussão caminha para duas vias: uma relacionada ao sistema educativo e a outra 
relacionada à metodologia do ensino. Nesse contexto, a pergunta será: como avaliar na 
perspectiva das metodologias ativas? 
Como dito anteriormente, o objetivo principal do professor é auxiliar o aluno a organizar 
o pensamento e a construir o pensamento cientifico. A organização do pensamento é estruturada 
por meio das operações mentais que as estratégias de ensino podem estimular nos alunos. Operar 
mentalmente é agir sobre o pensamento; para que aconteça essa ação as finalidades, os objetivos e 
as competências que foram definidas nos planos de ensino das disciplinas devem estar presentes 
nas estratégias. 
A avaliação também pode ser baseada nos projetos propostos por áreas do conhecimento 
ou mesmo nos institucionais, aprofundando um conteúdo. Qualquer que seja a proposta de 
projeto, vale investigar se houve ou não apropriação dos conceitos que auxiliam na compreensão 
dos temas trabalhados em classe. Uma pergunta provocativa para se fazer ao aluno é: o que ganha 
apredendo esse conteúdo? A argumentação da resposta deverá considerar a aplicação conceitual 
em situações do cotidiano, acabando com os questionamentos feitos pelos alunos sobre porque 
precisamos aprender determinado conteúdo. 
Ao elaborar a avaliação, perguntas como estas a seguir são uma maneira de valorizar o 
processo de apreensão do conhecimento: 
 Quais são as operações mentais como estas que estou mobilizando no aluno para 
que ele responda a essa pergunta ou resolva esse problema? 
 O instrumento que construí para a avaliação me dá informações para analisar a 
apropriação dos conceitos? 
 Consigo realizar uma análise cuidadosa para verificar a eficácia do ensino para a 
aprendizagem? 
 
São perguntas que auxiliam de maneira qualitativa, propiciando ao professor verificar se 
atingiu os seus objetivos de mobilizar, por exemplo, o pensamento científico do aluno. Por fim, a 
avaliação não deve se limitar a apenas um instrumento, como a prova escrita. Esse tipo de 
procedimento pode manter a mesma lógica de avaliação, por fixação de informação, e dessa forma 
não suprir deficiências em relação ao processo de aprendizagem. 
Para que o processo de avaliação seja coerente e justo, alguns cuidados devem ser 
tomados. Krasilchik (2001) chama a atenção para que, no processo de avaliação, o docente tenha 
cuidado ao observar o aluno: precisa superar os preconceitos para não gerar injustiças entre os 
57 
 
 
alunos considerados “bons” e os “maus” . 
 
VAMOS ASSISTIR UM VÍDEO PARA 
APRENDERMOS MAIS? 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 3 
 
01. A escola é um espaço importante não apenas para a construção de conhecimentos 
como também para uma real compreensão e dimensão da democracia. Segundo Dewey ele 
afirma que: 
a) Uma escola onde o espaço e a construção do conhecimento se dar pela dimensão da 
democracia. 
b) A escola pode propiciar o entendimento de democracia participativo; uma escola com 
equidade e igualdade tanto na forma de organização quanto no acesso ao conhecimento. 
c) A escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos em assumir uma posição na 
sociedade. 
d) Nesse sentido, tomamos a escola como um espaço fundamental para desenvolver 
conhecimento e formar pessoas em uma perspectiva integral. 
 
02- Entender a escola como o lugar em que o aluno organiza seu conhecimento 
compreende que: 
a) Situações cotidianas dando sentido ao que e ensinado. 
b) Na duvida a gestão da escola colabora com o processo democrático. 
c) Os conceitos científicos, e entende que esse conhecimento e o produto social tem sido 
um dos enfoques de quem trabalha a área de metodologia de ensino. 
d) Estudos procuram mostrar maneiras de integração entre as diferentes áreas. 
 
03. Para que a escola seja de fato um espaço de construção e conhecimento para todos os 
https://www.youtube.com/watch?v=pGEQIQCcE4s 
https://www.youtube.com/watch?v=pGEQIQCcE4s
58 
 
 
envolvidos no processo educacional, é necessário que haja uma articulação de práticas 
metodológicas em que os alunos sejam protagonista em todos os momentos do processo. 
Você pode associar algumas ações como fundamentais para que esse processo ocorra de 
maneira satisfatória. 
 
(A) Ação 1 ( ) estimular trocas de informações entre os alunos. 
(B) Ação 2 ( ) ensinar ciências aproximando-a dos estudantes por meio de 
atividades que estimulam estudos da natureza, trabalho de campo, 
leitura de histórias, entre outras. 
(C) Ação 3 ( ) explorar diferentes formas de linguagens (meio visuais, 
audiovisuais, computador, diálogo entre outras) 
(D) Ação 4 ( ) Trabalhar com diferentes formas documentais 
 
A sequência correta é: 
a)1,2,3,4 
 b)2,3,1,4 
c)2,1,4,3 
d)3,2,4,1 
 
04. Como fazer para que os estudantes possam estabelecer correlações com a sua vida e 
ampliar, assim, o interesse, conhecendo uma realidade mais ampla? 
a) É promover situações em que o estudante se coloque em uma situação ativa de 
aprendizagem, o que implica a prática de ações que estimulam o pensamento. 
b) Tratar de um processo de construção com base em metodologias ativas e assumir que 
o proposito fundamental da educação e não capacitar os estudantes de forma construtiva e 
significativa. 
c) Alguns autores que trabalham na linha de ensino aprendizagem ativa e que se utiliza 
de metodologias não passivas. 
d) Aproximar o estudante, por meio de praticas de laboratório, ciências e tecnologias. 
 
05. Colocando a escola como espaço de construção de conhecimento, colocamos a serviço 
de uma aprendizagem ativa na vida dos estudantes em todos os processos que forem 
desenvolvidos. Cabe a nos, portanto, dizer o que entendemos por aprendizagem ativa. 
a) Modelo de ensino que pode ser visto como salvação para o ensino. 
b) Engloba experiências concretas e experimentação ativa. Ao mesmo tempo exige 
reflexão, observação, e abstração de um conceito (pensar sobre o que aprendeu e estabelecer 
relação com o que foi aprendido). 
c) É importante lembrar que nenhum modelo de ensino pode ser visto com uma salvação 
para o ensino. 
d) A aprendizagem trabalha uma perspectiva de construção do conhecimento. 
06. Alternativa que melhor engloba o conceito de aprendizagem ativa: 
a) Engloba experiências concretas, com exigência na observação. 
59 
 
 
b) Engloba experiências concretas, experimentação ativas aliadas a reflexão e observação. 
c) Um processo gradual de observação e reflexão dos estudantes. 
d) Nenhuma das anteriores 
 
7-Assinale os itens que caracteriza uma aprendizagem ativa: 
I- Envolvimento dos alunos no processo de construção de conhecimentos e trocas de 
saberes. 
II-Tarefas pontuais e diretas. 
III- Sistematização do que foi aprendido no grupo formando seu próprio conhecimento. 
Estão corretas: 
a) I,II E III 
b) I E II 
c) I E III 
d) II E III 
 
8- Todos os itens abaixo se referem às características de enfoque superficial da aprendizagem, 
exceto: 
a) Aquisição de aprovação exames de avaliação em vez de ir além. 
b) Limitação daquilo que se considera essencial. 
c) Questionam o que é ensinado, debatem e analisam diversos pontos de vista. 
d) Aprendem memorizando as informações. 
09- Sobre processos avaliativos que envolvem metodologias ativas no ensino, é incorreto 
afirmar que: 
a) A avaliação proposta das metodologias ativas é compreendida também como parte 
essencial do processo de ensino-aprendizagem. 
b) A avaliação não está dissociada da proposta didática e curricular do professor, e, 
portanto, deverá ser levada em consideração para diagnósticar o que ocorre pedagogicamente 
com os alunos. 
c) Na avaliação, é importante considerar as cinco questões básicas para uma avaliação 
com base diagnóstica: O quê? Como? Por quê? Quem? Para quê? 
d) Um processo avaliativo deve considerar a aquisição de conteúdos pelos estudantes. 
Nessa perspectiva, é importante que a metodologia baseie-se em boas explicações expositivas 
e muita atenção dos estudantes. 
 
60 
 
 
10- Sobre os enfoques de aprendizagem, marque a alternativa em que apresenta características 
do enfoque profundo de aprendizagem: 
a) Aquisição dos requisitos e à aprovação nos exames de avaliação, em vez de ir além do 
que é ensinado. 
b) Reprodução da informação, de acordo com as demandas externas (modo de avaliação) 
c) Questionam o que é ensinado, debatem com os demais e enriquecem a discussão, 
analisando diferentes pontos de vista; provavelmente vão além do que é pedido. 
d) Limitam o estudo àquilo que se considera essencial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 A escola, na concepção apresentada acerca dos desafios enfrentados no processo de 
ensino aprendizagem – é o lugar privilegiado para pensar novas estratégias que incentivem os 
alunos a refletir sobre sua vida, sobre o que desejam da escola e sobre o papel dos jovens na 
sociedade. No entanto, a atuação na perspectiva de alterar a postura dos professores quanto à 
organização das aulas e ao trato com os alunos era algo que precisava de tempo para 
amadurecer e ser incorporado. 
 A escola é também o lugar em que os alunos aprendem a viver e fixam experiências 
que podem ajuda-los a elevar sua autoestima. Ter clareza disso é importante para todos 
aqueles que atuam na educação, já que a escola é o lugar onde se aprende a conviver, 
respeitar, querer e constituir a identidade individual e coletiva, além, é claro, de ser o lugar 
onde se tem acesso ao conhecimento escolar. 
 Nesse sentido, é preciso pensar nos espaços de vivências dos estudantes, conhecer a 
realidade cultural dele e a comunidade escolar em geral. É preciso, por exemplo, saber como 
os alunos percebem e concebem os espaços de vivências, as músicas que ouvem, o que 
gostam de ler, o que fazem em seus momentos de lazer etc. O desconhecimento da realidade 
cultural da comunidade escolar fragiliza a escola e reforça as marcas autoritárias provocadas 
por ele. Tudo isso implica condutas que não estão voltadas para o êxito escolar, mas reforçam 
o fracasso social do estudante. 
 Ao adotar metodologias exclusivamente de transmissão verbal dos conteúdos 
disciplinares, sem considerar o que o aluno sabe, suas crenças e visão de mundo – prática 
bastante recorrente na escola -, o professor acredita que está ocorrendo aprendizagem e que, 
se o aluno não aprende, é por falta de estudo ou em função de seu grau de inteligência. 
 No cenário proposto pela perspectiva das metodologias ativas, criam-se oportunidades 
para que o professor passe a ser valorizado por mérito, pela maneira como constrói o 
percurso educativo, em uma escola estruturada e com condições de trabalho adequardas, com 
uma gestão do currículo, nada justificando o fato de o aluno não aprender. 
 Desta forma, este módulo pretendeu provocar reflexões sobre a importância da escola 
como espaço de construção de conhecimento, o papel do currículo escolar e do processo de 
62 
 
 
ensino aprendizagem a partir de metodologias ativas. Aos professores e gestores fica a 
responsabilidade de pensar e abordar na escola questões como: qual é o modelo pedagógico 
adequado para a escola em que atuamos? 
 Nesse contexto, de superação de desigualdades, acrescenta-se a estes questionamentos: 
qual a função social obrigatória da escola? Qual é o papel dos componentes curriculares na 
formação básica dos jovens? Que jovens são esses que constituem essa comunidade? Que 
situações podem promover a aprendizagem? 
 Discutir metodologias ativas implica alterar a concepção que se tem acerca do 
currículo, entende-lo como influenciado por necessidades, histórias, investimento político e 
certa inércia institucional. Implica também analisar as habilidades e estratégias que se quer 
desenvolver com os alunos, dentro da construção do conhecimento científico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que bom chegar ao fim desse módulo e termos refletido bastante sobre as 
metodologias ativas e junto a elas tratarmos sobre o leque de mudanças na 
escola, na educação, nas metodologias de ensino e aprendizagem, falar de 
educação integral, formação de professores e avaliação. Espero que vocês 
possam ter vivenciado com êxito esse processo formativo, lido bastante, 
assistido a muitos vídeos e despertado uma vontade de aprender cada vez 
mais. Muito sucesso e que venha o próximo módulo! 
 
Um grande abraço, equipe PROBNCC do estado do Piauí! 
 
 
63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Consulta Pública. Brasília, 
MEC/CONSED/UNDIME, 2015. Disponível em: 
http://historiadabncc.mec.gov.br/documentos/BNCC-APRESENTACAO.pdf . Acesso em: 
07 out 2019. 
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, 
MEC/CONSED/UNDIME, 2017. Disponível em: 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_publicacao.pdf. Acesso em: 07 out. 
2019. 
 
BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. 600 
p. 
 
BRASIL. Ministério Da Educação. Guia de Implementação da BNCC. - Brasília: 2018. 
https://implementacaobncc.com.br/wp-
content/uploads/2018/06/guia_de_implementacao_da_bncc_2018.pdf 
 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Brasília, DF: Presidência da República Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 07 
out. 2019. 
 
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente e dá outras providências . Diário Oficial da União, Brasília, 16 de julho de 
1990. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 13 out 2019. 
 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da 
educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996. 
 
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução no 
4, de 13 de julho de 2010. Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a 
Educação Básica. Diário Oficial da União, DF, 14 jul. 2010a. 
 
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros 
Curriculares Nacionais. Brasília, MEC/SEF, 1997. 
 
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RUÉ, J. O que ensinar e porquê: elaboração e desenvolvimento de projetos de formação. 
São Paulo: Moderna, 2004. 
 
 
 
FICHA TÉCNICA 
 
Este material é uma realização do grupo de professores formadores do PROBNCC Piauí (EI/EF) e foi 
elaborado após os estudos do temas propostos com a colaboração do grupo. 
 
Organizadores e revisores: 
 
Francisco Marcos pereira Soares 
Marleneda Silva Guimarães 
Mércia Araújo Silva 
Josefa Lustosa Lobato e Silva 
Telma Rauana da Silva Cardoso 
 
Colaboradores: 
 
Adriana de Sousa Lima 
Adrianna Oliveira Felisberto 
Aucina Maria Medeiros Lagos Sotero 
Ana Maria Nogueira 
Ana Patrícia Rodrigues de Barros 
Antonio de Sousa Silva 
Clayton Ferreira das Neves 
Damião de Cosme de Carvalho Rocha 
Eloane Coimbra Lima 
Evaneuda Araújo Rodrigues 
Francisco Marcos Pereira Soares 
Francisco Soares Cavalcante Neto 
Gabriela Santos Oliveira Rodrigues 
Hérica Regina Vieira Santos 
José Nilton da Silva 
Josefa Lustosa Lobato e Silva 
Josefina Ferreira Gomes de Lima 
Marcelli Gomes Cardoso 
Maríllia Daniela Aragão dos Anjos 
Marlene da Silva Guimarães 
Maura Célia Cunha e Silva 
Mércia Araújo Silva 
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Raimundo Araújo Costa Sobrinho 
Telma Rauana da Silva Cardoso 
Valdênia do Socorro Carvalho 
Carlos Alberto Pereira da Silva

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