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Semana 8
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Análise de gráficos em relações ecológicas e estratégias predador-
presa 
 
Resumo 
 
As diferentes relações ecológicas podem ser representadas em gráficos para melhor compreensão dessas 
interações. 
O gráfico mais comum é o que relaciona predadores e presas. 
 
Gráfico relacionando a densidade de presas e predadores. Disponível em: 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html 
 
Neste gráfico, a densidade de predadores tenderá sempre a acompanhar a densidade das presas existentes. 
A protocooperação também pode ser representada graficamente, quando duas espécies ficam separadas e 
quando ficam juntas. Note que quando cultivadas juntas, as duas populações acabam aumentando a sua 
densidade populacional. 
 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas separadas e duas juntas. Disponível em: 
https://djalmasantos.wordpress.com/2011/05/20/testes-de-associacoes-biologicas-34/ 
 
 
 
 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html
 
 
 
 
2 
Biologia 
 
Outro gráfico muito comum também mostra a relação de competição entre duas espécies quando cultivadas 
juntas, sempre havendo declínio da espécie menos adaptada. 
 
 
Gráfico mostrando a relação ecológica de competição quando duas espécies são cultivadas juntas. Disponível em: 
https://nossomeioporinteiro.wordpress.com/category/ecologiaorigem-da-vidaevolucao/comunidades/ 
 
O comensalismo ou inquilinismo também podem ser visualizadas graficamente quando duas espécies são 
cultivadas juntas. 
 
Gráfico mostrando a reelação de comensalismo ou inquilinismo entre duas espécies quando cultivadas juntas. 
Como se trata de uma relação em que somente uma espécie possui benefícios na relação, a outra não sofre 
oscilações na densidade. 
A relação ecológica de amensalismo, por ser indiferente para uma espécie e prejudicial para a outra, o gráfico 
pode ser observado da seguinte forma. 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas primeiramente juntas e depois separadas. Disponível em: 
https://www.indagacao.com.br/2018/07/45-questoes-relacoes-ecologicas-com-gabarito-e-resolucao.html 
Note que no amensalismo, uma espécie não sofre alterações na sua densidade (espécie C) e a outra sofre 
declínio (espécie D). 
 
 
 
 
3 
Biologia 
 
Da mesma maneira como os predadores têm suas estratégias e adaptações para a caça, as presas também 
possuem suas adaptações para fugir da predação. Dependendo da relação entre predador e presa, esta pode 
tentar se esconder, escapar ou lutar. 
• Plantas: defesa com espinhos e substâncias químicas 
 
espinhos para a proteção contra a predação 
 
• Camuflagem: quando o animal combina sua cor ou forma com a do ambiente onde vive, ficando por 
muitas vezes imperceptível aos olhos do predador. Podem ser classificados como homocromia ou 
homotipia. 
 
Lagarto se camuflando com o ambiente a sua volta. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
• Homocromia: os organismos apresentam padrões de coloração que são geneticamente fixados: 
possuem cor semelhante a areia, folhas, galhos ou outras estruturas, tornando-os parecidos com o 
meio. 
 
cor do urso polar se assemelhando com o gelo do ambiente 
 
• Homotipia: é a camuflagem pelo chamado “comportamento de decoração”. O organismo é semelhante 
a alguma estrutura do ambiente em que vive. 
 
Formato do animal se assemelhando a um graveto 
 
• Mimetismo: quando animais imitam a coloração de outros animais geralmente venenosos ou 
impalatáveis. 
 
• Mimetismo mulleriano: Duas ou mais espécies impalatáveis (não comestíveis) se imitam, formando um 
grupo de espécies parecidas que reforçam para os predadores que aquele padrão de cor e forma está 
associado a um gosto ruim. 
 
Duas espécies de borboletas monarcas impalatáveis 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
• Mimetismo batesiano: Os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm gosto 
ruim ou são venenosos. 
 
Do lado esquerdo a cobra coral falsa que não é venenosa e do lado direeito a cobra coral verdadeira que é venenosa 
 
• Aposematismo ou coloração de advertência: animais não-palatáveis, tóxicos ou venenosos anunciam 
que possuem gosto ruim através de coloração de alerta, conhecida como coloração aposemática. 
 
 
Rã com uma cor chamativa para avisar aos predadores que é venenosa ou impalatável 
 
• Comportamento deimático: comportamento de intimidação que certos animais adotam, parecendo 
estar maior ou mais forte, como defesa contra seu predador. 
 
Gato tentando parecer maior para intimidar um predador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
• Tanatose: quando um animal se finge de morto para evitar ser predado. 
 
 
Perereca se fingindo de morta para evitar a predação 
 
• Autotomia: quando um animal perde parte do corpo para tentar sobreviver ao ataque de algum predador. 
 
Animal perde a cauda propositadamente para evitar a predação 
 
• Retroorientação: quando um animal tem uma parte do corpo mais chamativa para ação do predador, 
evitando que o predador ataque partes vitais da presa. 
 
Borboleta com a parte traseira da asa simulando um animal menor para atrair a atenção do predador 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
Exercícios 
 
1. Muitos predadores e presas se utilizam de suas cores como uma estratégia de sobrevivência e, desta 
forma, executam com sucesso suas atividades, como nos exemplos a seguir: 
I. O bicho-pau, um inseto encontrado nas regiões tropicais e subtropicais do mundo inteiro, é 
totalmente inofensivo e possui movimentos lentos. Por apresentar forma e cor semelhantes a 
galhos de árvores, pode passar horas paralisado, sem que seja notado. 
II. Uma espécie de aranha (Myrmarachne plataleoides) imita o tamanho, cor, formato e, até mesmo, 
o comportamento de uma formiga agressiva e de gosto ruim, para se proteger e minimizar as 
chances de ser devorada por predadores. 
III. Membros de uma família de anfíbio (Dendrobatidae) apresentam colorido intenso e produzem 
toxinas potentes que se encontram na pele. Algumas tribos indígenas da América do Sul utilizam 
estas toxinas na ponta das flechas para capturar pequenos animais. 
 
Os três exemplos tratam, respectivamente, das seguintes estratégias de defesa: 
a) Mimetismo, mimetismo, camuflagem. 
b) Camuflagem, mimetismo, coloração de advertência. 
c) Camuflagem, camuflagem, mimetismo. 
d) Mimetismo, camuflagem, coloração de advertência. 
 
2. A avoante, também conhecida como arribaçã (Zenaida auriculata noronha) é uma ave migratória que 
se desloca no Nordeste, acompanhando o ritmo das chuvas, encontrando-se ameaçada de extinção, 
em decorrência da caça indiscriminada. A relação do homem com esta ave é: 
a) harmônica, intra-específica e de predação 
b) desarmônica, intra-específica e de comensalismo 
c) harmônica, inter-específica e de parasitismo 
d) desarmônica, inter-específica e de predação 
 
3. O mimetismo a uma característica adaptativa que pode influenciar positivamente nas chances de 
sobrevivência. Nessa condição, uma espécie apresenta uma característica de outra espécie que a não 
comestível e/ou não palatável. Como exemplo de seres que se utilizam dessa estratégia de 
sobrevivência, há 
a) inseto cuja forma e coloração assemelham-se a folhas de arvores em estado de decomposição. 
b) a raposa-do-artico, que apresenta pelagens diferentes para a estação do inverno e estação do 
verso. 
c) o cavalo-marinho, que apresenta projeções no corpo que lembram as algas entre as quais eles 
vivem. 
d) a falsa-coral, que apresenta a coloração similar a da coral-verdadeira apesar de ser pouco 
peçonhenta. 
e) o camaleão, que muda a sua coloração assumindo as cores predominantes do local ondese 
encontra. 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
4. Na Califórnia surgiram minúsculos insetos, originários do Oriente Médio, que se tornaram uma praga; 
eles estão destruindo centenas de plantas, causando problemas ambientais que os cientistas 
americanos não conseguem controlar. O que pode explicar a adaptabilidade dos insetos é: 
a) os insetos adquiriram resistência aos inseticidas devido ao uso diário desses produtos. 
b) o ambiente californiano não tem predadores ou parasitas desses insetos e estes são resistentes 
aos inseticidas. 
c) a capacidade reprodutiva dos insetos é baixa, mas eles estão camuflados, o que anula a ação dos 
inseticidas. 
d) os insetos são predadores de outros insetos, o que os torna mais resistentes aos inseticidas. 
e) os insetos ingeriram o inseticida e adquiriram resistência a eles, e por competição, eliminaram os 
outros insetos que buscavam o mesmo alimento. 
 
5. No intervalo da aula de Biologia, um aluno contou a seguinte piada: Dois cervos conversavam e 
passeavam pela mata quando um deles gritou: - Uma onça!!! Vamos correr!!! Ao que o outro 
respondeu: - Não adianta correr, ela é mais veloz que qualquer um de nós. - Eu sei. Mas a mim basta 
ser mais veloz que você. O diálogo entre os cervos exemplifica um caso de 
a) competição interespecífica. 
b) competição intraespecífica. 
c) seleção natural. 
d) irradiação adaptativa. 
e) mimetismo. 
 
 
6. Mimetismo é um termo utilizado em biologia, a partir da metade do século XIX, para designar um tipo 
de adaptação em que uma espécie possui características que evoluíram para se assemelhar com as 
de outra espécie. As observações do naturalista Henry Walter Bates, estudando borboletas na 
Amazônia, levaram ao desenvolvimento do conceito de mimetismo batesiano. 
É correto afirmar que o mimetismo batesiano é uma adaptação em que 
a) a fêmea de algumas espécies de inseto é imitada por flores que se beneficiam da tentativa de 
cópula do macho para sua polinização. 
b) uma espécie apresenta características que a assemelham ao ambiente, dificultando sua 
localização por outras espécies com as quais interage. 
c) um modelo inofensivo é imitado por um predador para se aproximar o suficiente de sua presa a 
ponto de capturá-la. 
d) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies igualmente tóxicas ou perigosas. 
e) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies palatáveis ou inofensivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Biologia 
 
7. O bicho-pau, inseto do grupo dos gafanhotos, tem forma semelhante a um graveto. Outros insetos são 
parecidos com folhas devido à sua forma e coloração. Esse fenômeno em que animais apresentam 
grande semelhança com o ambiente onde vivem, o que facilita esconderem-se de predadores ou 
presas, é chamado de 
a) mutualismo. 
b) camuflagem. 
c) protocooperação. 
d) mimetismo. 
e) inquilinismo. 
 
8. A adaptação que ocorre com determinados tipos de borboletas, cujas espécies palatáveis apresentam 
um padrão de coloração que a disfarça como impalatável, enquanto em outros casos diversas 
espécies impalatáveis convergem na aparência, cada uma ganhando proteção derivada de sua 
similaridade com as outras espécies é denominada de 
a) camuflagem. 
b) mimetismo. 
c) seleção estabilizadora. 
d) seleção artificial. 
 
9. Mimetismo é um termo utilizado em biologia, a partir da metade do século XIX, para designar um tipo 
de adaptação em que uma espécie possui características que evoluíram para se assemelhar com as 
de outra espécie. As observações do naturalista Henry Walter Bates, estudando borboletas na 
Amazônia, levaram ao desenvolvimento do conceito de mimetismo batesiano. 
É correto afirmar que o mimetismo batesiano é uma adaptação em que 
a) a fêmea de algumas espécies de inseto é imitada por flores que se beneficiam da tentativa de 
cópula do macho para sua polinização. 
b) uma espécie apresenta características que a assemelham ao ambiente, dificultando sua 
localização por outras espécies com as quais interage. 
c) um modelo inofensivo é imitado por um predador para se aproximar o suficiente de sua presa a 
ponto de capturá-la. 
d) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies igualmente tóxicas ou perigosas. 
e) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies palatáveis ou inofensivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Biologia 
 
10. A foto abaixo mostra o “sapo de chifre” em meio a folhas no chão da Mata Atlântica. 
 
 
 
a) Que nome se dá a esse tipo de adaptação ao substrato de repouso? Cite uma vantagem dessa 
adaptação. 
 
b) Diferentemente do “sapo de chifre”, alguns anfíbios venenosos apresentam coloração chamativa 
e contrastante com o ambiente. O aspecto chamativo da coloração pode beneficiar um predador 
de anfíbios? Explique. 
 
 
 
 
11 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. B 
As características descritas em cada idem estão de acordo com a letra ‘b’. 
 
2. D 
É uma relação desarmônica, uma vez que o homem provocou a caça e ameaça a extinção, interespecífica 
pois os dois organismos são de espécies diferentes e predação: o homem é o predador (caça). 
 
3. D 
A falsa coral é a única que podemos perceber o mimetismo. Os demais animais usam a camuflagem 
para se protegerem. 
 
4. B 
A resposta mais plausível para esse acontecimento é baseada nesses insetos não possuírem 
predadores ou pragas que os afetem e controle sua população e, os abusos de inseticida fez com que, 
através da seleção natural, os indivíduos mais resistentes sobrevivessem e passagem seus genes às 
gerações. 
 
5. C 
O diálogo dos cervos exemplifica um caso de seleção natural, em que os mais adaptados, ou seja, que 
possuem alguma vantagem sobre o outro, no caso dos cervos, é que terá maior chance de sobreviver ao 
ataque de um predador. 
 
6. E 
Esse modelo de mimetismo é caracterizado quando uma espécie imita a outra espécie que é tóxica ou 
intimidadora, para se proteger. 
 
7. B 
A semelhança que um animal possui com o ambiente onde vive é chamada de camuflagem. 
 
8. B 
As características descritas no enunciado dão as características do mimetismo. 
 
9. E 
Mimetismo batesiano ocorre quando uma espécie palatável imita outra que é impalatável ou venenosa. 
 
10. 
a) Camuflagem. Imitar o ambiente em que vive permite ao anfíbio passar despercebido por seus 
predadores. A camuflagem é uma vantagem adaptativa que garante ao animal mais chances de 
sobrevivência e reprodução. 
 
b) A coloração de aviso que aparece em anfíbios venenosos beneficia seus predadores. Ao evitarem 
esses animais, os predadores não correm o risco de perder a vida pelo efeito do veneno presente na 
pele desses animais. 
 
 
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Análise de gráficos em relações ecológicas e estratégias predador-
presa 
 
Resumo 
 
As diferentes relações ecológicas podem ser representadas em gráficos para melhor compreensão dessas 
interações. 
O gráfico mais comum é o que relaciona predadores e presas. 
 
Gráfico relacionando a densidade de presas e predadores. Disponível em: 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html 
 
Neste gráfico, a densidade de predadores tenderá sempre a acompanhar a densidade das presas existentes. 
A protocooperação também pode ser representada graficamente, quando duas espécies ficam separadas e 
quando ficam juntas. Note que quando cultivadas juntas, as duas populações acabam aumentando a sua 
densidade populacional. 
 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas separadas e duas juntas. Disponível em: 
https://djalmasantos.wordpress.com/2011/05/20/testes-de-associacoes-biologicas-34/ 
 
 
 
 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html
 
 
 
 
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Biologia 
 
Outro gráfico muito comum também mostra a relação de competição entre duas espécies quando cultivadas 
juntas, sempre havendo declínio da espécie menos adaptada.Gráfico mostrando a relação ecológica de competição quando duas espécies são cultivadas juntas. Disponível em: 
https://nossomeioporinteiro.wordpress.com/category/ecologiaorigem-da-vidaevolucao/comunidades/ 
 
O comensalismo ou inquilinismo também podem ser visualizadas graficamente quando duas espécies são 
cultivadas juntas. 
 
Gráfico mostrando a reelação de comensalismo ou inquilinismo entre duas espécies quando cultivadas juntas. 
Como se trata de uma relação em que somente uma espécie possui benefícios na relação, a outra não sofre 
oscilações na densidade. 
A relação ecológica de amensalismo, por ser indiferente para uma espécie e prejudicial para a outra, o gráfico 
pode ser observado da seguinte forma. 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas primeiramente juntas e depois separadas. Disponível em: 
https://www.indagacao.com.br/2018/07/45-questoes-relacoes-ecologicas-com-gabarito-e-resolucao.html 
Note que no amensalismo, uma espécie não sofre alterações na sua densidade (espécie C) e a outra sofre 
declínio (espécie D). 
 
 
 
 
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Biologia 
 
Da mesma maneira como os predadores têm suas estratégias e adaptações para a caça, as presas também 
possuem suas adaptações para fugir da predação. Dependendo da relação entre predador e presa, esta pode 
tentar se esconder, escapar ou lutar. 
• Plantas: defesa com espinhos e substâncias químicas 
 
espinhos para a proteção contra a predação 
 
• Camuflagem: quando o animal combina sua cor ou forma com a do ambiente onde vive, ficando por 
muitas vezes imperceptível aos olhos do predador. Podem ser classificados como homocromia ou 
homotipia. 
 
Lagarto se camuflando com o ambiente a sua volta. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg
 
 
 
 
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Biologia 
 
• Homocromia: os organismos apresentam padrões de coloração que são geneticamente fixados: 
possuem cor semelhante a areia, folhas, galhos ou outras estruturas, tornando-os parecidos com o 
meio. 
 
cor do urso polar se assemelhando com o gelo do ambiente 
 
• Homotipia: é a camuflagem pelo chamado “comportamento de decoração”. O organismo é semelhante 
a alguma estrutura do ambiente em que vive. 
 
Formato do animal se assemelhando a um graveto 
 
• Mimetismo: quando animais imitam a coloração de outros animais geralmente venenosos ou 
impalatáveis. 
 
• Mimetismo mulleriano: Duas ou mais espécies impalatáveis (não comestíveis) se imitam, formando um 
grupo de espécies parecidas que reforçam para os predadores que aquele padrão de cor e forma está 
associado a um gosto ruim. 
 
Duas espécies de borboletas monarcas impalatáveis 
 
 
 
 
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Biologia 
 
• Mimetismo batesiano: Os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm gosto 
ruim ou são venenosos. 
 
Do lado esquerdo a cobra coral falsa que não é venenosa e do lado direeito a cobra coral verdadeira que é venenosa 
 
• Aposematismo ou coloração de advertência: animais não-palatáveis, tóxicos ou venenosos anunciam 
que possuem gosto ruim através de coloração de alerta, conhecida como coloração aposemática. 
 
 
Rã com uma cor chamativa para avisar aos predadores que é venenosa ou impalatável 
 
• Comportamento deimático: comportamento de intimidação que certos animais adotam, parecendo 
estar maior ou mais forte, como defesa contra seu predador. 
 
Gato tentando parecer maior para intimidar um predador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Biologia 
 
• Tanatose: quando um animal se finge de morto para evitar ser predado. 
 
 
Perereca se fingindo de morta para evitar a predação 
 
• Autotomia: quando um animal perde parte do corpo para tentar sobreviver ao ataque de algum predador. 
 
Animal perde a cauda propositadamente para evitar a predação 
 
• Retroorientação: quando um animal tem uma parte do corpo mais chamativa para ação do predador, 
evitando que o predador ataque partes vitais da presa. 
 
Borboleta com a parte traseira da asa simulando um animal menor para atrair a atenção do predador 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
Exercícios 
 
1. Muitos predadores e presas se utilizam de suas cores como uma estratégia de sobrevivência e, desta 
forma, executam com sucesso suas atividades, como nos exemplos a seguir: 
I. O bicho-pau, um inseto encontrado nas regiões tropicais e subtropicais do mundo inteiro, é 
totalmente inofensivo e possui movimentos lentos. Por apresentar forma e cor semelhantes a 
galhos de árvores, pode passar horas paralisado, sem que seja notado. 
II. Uma espécie de aranha (Myrmarachne plataleoides) imita o tamanho, cor, formato e, até mesmo, 
o comportamento de uma formiga agressiva e de gosto ruim, para se proteger e minimizar as 
chances de ser devorada por predadores. 
III. Membros de uma família de anfíbio (Dendrobatidae) apresentam colorido intenso e produzem 
toxinas potentes que se encontram na pele. Algumas tribos indígenas da América do Sul utilizam 
estas toxinas na ponta das flechas para capturar pequenos animais. 
 
Os três exemplos tratam, respectivamente, das seguintes estratégias de defesa: 
a) Mimetismo, mimetismo, camuflagem. 
b) Camuflagem, mimetismo, coloração de advertência. 
c) Camuflagem, camuflagem, mimetismo. 
d) Mimetismo, camuflagem, coloração de advertência. 
 
 
2. Considere os gráficos. 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
Após uma aula sobre relações ecológicas, um professor propôs aos seus alunos a identificação de 
três dessas relações interespecíficas. Espécies diferentes de seres vivos (A, B, C, D, E e F) estão 
relacionadas nos gráficos. Pode-se concluir que as relações I, II e III correspondem, respectivamente, 
a) mutualismo, antibiose e competição. 
b) inquilinismo, protocooperação e mutualismo. 
c) comensalismo, antibiose e mutualismo. 
d) antibiose, comensalismo e mutualismo. 
e) parasitismo, predatismo e competição. 
 
 
3. Um exemplo clássico de relação ecológica, que envolve predador x presa, é ilustrado na figura abaixo, 
tomando por base observações feitas durante quase 90 anos sobre o comportamento de linces e 
lebres que vivem em regiões frias do Canadá. A partir desses dados, pode-se concluir que é incorreta 
a descrição apresentada na alternativa: 
 
a) A relação entre esses seres vivos na natureza, sem interferência negativa do homem, é importante 
no controle populacional, tanto do predador quanto da presa. 
b) À medida que aumenta o número de lebres, aumenta o número de linces, que passam a ter mais 
alimento. 
c) O aumento do número de linces reduz o número de lebres, pois essas serão mais predadas. 
d) Quando a população de lebres diminui, a população de linces também diminui. 
e) Quando diminui a população de linces, diminui também a população de lebres, para que possa 
ser iniciado novo ciclo natural. 
 
 
 
 
 
 
9 
Biologia 
 
4. A foto abaixo mostra o “sapo de chifre” em meio a folhas no chão da Mata Atlântica. 
 
 
a) Que nome se dá a esse tipo de adaptação ao substrato de repouso? Cite uma vantagem dessa 
adaptação. 
b) Diferentemente do “sapo de chifre”, alguns anfíbios venenosos apresentam coloração chamativa 
e contrastante com o ambiente. O aspecto chamativo da coloração pode beneficiar um predador 
de anfíbios? Explique. 
 
 
5. Um pesquisador cultivou quatro espécies de protozoários A, B, C e D, separadamente (gráfico I) e 
depois reunidas duas a duas (gráficos II, III e IV), fornecendo-lhes diariamente quantidades constantes 
de alimento. 
 
Os gráficos mostram as curvas de crescimento populacional das espécies nas diferentes situações. 
a) Que tipo de relação ecológica existe entre as espécies: 
1. A e B? 
2. C e D? 
 
b) Que correlação existe entre os nichos ecológicos das espécies: 
1. A e B? 
2. A e C? 
 
 
 
 
10 
Biologia 
 
6. Considere a figura 
 
A análise da figura leva à hipótese de que a espécie 
a) 1 é umpredador que, após a introdução da espécie 2, sua única presa, pode experimentar um 
significativo aumento populacional. 
b) 1 é uma planta nativa que se tornou praga após a introdução da espécie 2, um polinizador 
eficiente. 
c) 1 foi introduzida na área e reduziu a população da espécie 2 por competição. 
d) 2 foi introduzida na área e passou a competir com a espécie 1 por recursos. 
e) 2 é um parasita que mantém a população de seu hospedeiro, a espécie 1, sob controle. 
 
 
7. A espécie A é um ácaro comum em plantações de morango na Califórnia que causa danos quando 
atinge a densidade de 20 indivíduos por lote de morango. Pesquisadores observaram que, nos lotes 
de morango em que ocorria a espécie A, ocorria também outra espécie de ácaro (espécie B). Visando 
compreender a interação entre essas espécies, realizou- se um experimento em laboratório, no qual 
se introduziu a espécie B em uma criação da espécie A. Após algum tempo, os pesquisadores 
aplicaram um defensivo agrícola (D) na criação. Os resultados obtidos estão mostrados no gráfico 
abaixo 
 
a) Tendo em vista os resultados obtidos, explique qual é a interação entre as duas espécies na 
natureza. 
b) A que se deve o aumento da densidade populacional da espécie A após a primeira aplicação do 
defensivo agrícola? 
c) Como esses resultados podem ser úteis à agricultura? 
 
 
 
 
 
11 
Biologia 
 
8. As curvas da figura representam, uma, a relação existente entre a probabilidade de encontro de uma 
planta jovem em diferentes distâncias a partir da árvore-mãe e, outra, a probabilidade de sobrevivência 
dessas plantas jovens. 
 
Considerando esta figura, responda. 
a) Que curva deve representar a probabilidade de sobrevivência das plantas jovens em relação à 
distância da árvore-mãe? Cite duas relações interespecíficas que podem ser responsáveis pela 
tendência observada nessa curva. 
b) Cite um exemplo de mutualismo entre a árvore-mãe e animais que pode contribuir para o 
estabelecimento de plantas jovens em pontos distantes dessa árvore 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
Biologia 
 
9. Duas espécies de plantas fanerógamas, X e Y, de porte semelhante, foram cultivadas em duas 
situações experimentais: 
I. independentemente - cada planta em um vaso; 
II. em conjunto - as duas plantas em um mesmo vaso. 
 
Em ambas as situações, todas as demais condições ambientais foram mantidas idênticas. 
Ao final de algum tempo de cultivo, mediu-se o comprimento da parte aérea desses vegetais. Os 
resultados estão apresentados no gráfico abaixo. 
 
a) Identifique a provável relação ecológica presente na situação experimental II e justifique a 
diferença de comprimento da parte aérea dos vegetais verificada nesta situação. 
b) Cite duas características exclusivas das fanerógamas e os dois principais grupos em que esses 
vegetais são divididos. 
 
 
 
 
13 
Biologia 
 
Gabarito 
 
 
1. B 
Na situação I, um animal se assemelha com o meio, se trratando de camuflagem. Já na situação II um 
animal imita outro animal não palatável, se tratando de mimetismo. Por fim, na situação III um animal 
possui uma coloração chamativa para advertir um predador que é venenoso, se tratandod e coloração 
de advertência. 
 
2. C 
No primeiro gráfico, somente a espécie B se beneficia estando junto com a A (relação +/0), se 
enquadrando no comensalismo. No segundo gráfico, a espécie D declina quando cultivada junta de C 
(relação -/0), se enquadrando de amensalismo. Por fim, no terceiro gráfico, as espécies E e F só 
conseguem tem um aumento populacional quando cultivadas juntas (relação +/+ de caráter 
obrigatório), se tratando de mutualismo. 
 
3. E 
Na relação de predação, quando a população de presas diminui, a de predadores também diminuirá, 
pois não haverá comida suficienta para a quantidade de predadores. 
 
4. 
a) Camuflagem. Imitar o ambiente em que vive permite ao anfíbio passar despercebido por seus 
predadores. A camuflagem é uma vantagem adaptativa que garante ao animal mais chances de 
sobrevivência e reprodução. 
 
b) A coloração de aviso que aparece em anfíbios venenosos beneficia seus predadores. Ao evitarem 
esses animais, os predadores não correm o risco de perder a vida pelo efeito do veneno presente na 
pele desses animais. 
 
5. 
a) 1. A relação entre as espécies A e B é de competição interespecífica (uma vez que ambas são 
prejudicadas ao serem cultivadas juntas). 
2. Entre as espécies C e D ocorre predatismo (de C sobre D, uma vez que a população de C aumenta, 
beneficiando-se à custa da de D, que diminui — comportamento típico da relação predador-presa 
num certo intervalo de tempo). 
 
b) 1. Os nichos ecológicos das espécies A e B coincidem, o que é demonstrado pelo fato de que ambas 
competem. 
2. Os nichos das espécies A e C são diferentes, uma vez que, sendo elas cultivadas juntas, suas 
densidades populacionais permanecem as mesmas de quando são cultivadas separadamente. 
 
6. B 
Se houvesse alguma relação desarmônica, como predação, competição ou parasitismo, alguma das 
populações, 1 ou 2, iria cair. Como as espécies 1 e 2 aumentam depois da chegada de 2, elas possuem 
uma relação harmônica, e o crescimento exagerado desta população pode ser significativo de que ela 
virou uma praga. 
 
 
 
 
 
 
 
14 
Biologia 
 
7. 
a) Predação ou Competição. 
b) Predação: O defensivo agrícola matou todos os indivíduos da espécie B. A espécie A é resistente 
ao defensivo e conseguiu se reproduzir várias vezes, ou, competição: O defensivo agrícola matou 
todos os indivíduos da espécie B. Ocorreu maior disponibilidade de recursos (alimento) e assim 
aumentou a sua densidade populacional. 
c) Predação ou Competição: Pode servir para mostrar a importância do controle biológico e manejo 
integrado. É melhor usar o controle biológico (ou predador ou competidor) pois ele mantém a 
população da espécie abaixo de 20 indivíduos por lote, enquanto que o defensivo agrícola tem 
que ser aplicado continuamente. Ou, competição: Escolher defensivo agrícola que controle as duas 
espécies. 
 
8. 
a) É a curva 1. Quanto maior a distância entre as plantas jovens e a árvore-mãe, menor será a 
competição entre elas. Duas relações interespecíficas que podem ser responsáveis pela tendência 
dessa curva são a predação e parasitismo. 
b) Animais que possibilitam a dispersão das sementes ao se alimentarem dos frutos produzidos pela 
árvore-mãe 
 
9. 
a) Competição interespecífica. Quando colocadas em um mesmo vaso, as duas espécies competem 
por nutrientes limitados, sendo que a espécie X é mais eficiente na captação desses recursos, 
conseguindo um melhor desenvolvimento. 
b) Apresentar sementes e órgãos reprodutivos evidentes. Gimnospermas e angiospermas. 
 
 
 
 
 
1 
Filosofia 
 
Aristóteles 
 
Resumo 
 
Aristóteles foi um filósofo nascido na Macedônia, na cidade de Estagira. Ele fecha o trio de pensadores que 
sistematizou a filosofia grega conhecidos como filósofos clássicos (junto à Sócrates e Platão). Atribui-se a 
ele a produção de mais de cem obras sobre diversos temas, restando apenas 47 de sua autoria. O impacto 
de Aristóteles no pensamento e cultura ocidentais é sentido até hoje. 
Líder dos peripatéticos (os que passeiam) pelo hábito de filosofar ao ar livre e muitas vezes caminhando, 
Aristóteles era filho de Nicômaco, médico do rei da Macedônia. Ingressou na Academia de Platão aos 18 
anos, permanecendo lá por aproximadamente 20. Segundo Platão, sua academia era formada “pelos corpos 
de seus alunos e pela mente de Aristóteles”. 
Da ocasião da morte de Platão, Aristóteles não pôde assumir a direção da Academia, mesmo sendo o mais 
qualificado, pois era estrangeiro em Atenas. Com isso, deixou Atenas em direção à Ásia menor. Em pouco 
tempo foi chamado por Felipe II para ser professor de seu filho Alexandre, que viria a ser o imperador da 
Macedôniaem 340 a.C. quando a relação entre mestre e discípulo foi interrompida. 
Em 335 a.C. Aristóteles voltou para Atenas para fundar o Liceu. Onde ensinou por 12 anos. Após a morte de 
Alexandre, Aristóteles teve que deixar Atenas pela sua proximidade com a corte macedônica, já que o 
sentimento antimacedônico era grande. Saiu afirmando querer evitar que os atenienses pecassem duas 
vezes contra a filosofia (Sócrates foi a primeira). 
Os campos de estudo de Aristóteles incluem (tendo praticamente fundado a maioria deles), Metafísica, 
Física, Óptica, Astronomia, Lógica, Ética, Política, Biologia, Química, Retórica, Psicologia, Artes. Esses 
campos, apesar de estudados “individualmente” não eram ramos tão especializados como no contexto atual 
da ciência e filosofia. A metafísica, por exemplo, é chamada por Aristóteles de filosofia primeira, uma ciência 
geral que não se dedica a questão particular nenhuma, mas a tudo. Todos os campos estavam integrados 
numa grande “árvore” do conhecimento, visão que perdura até o fim da Idade Medieval, quando o 
Renascimento refunda a ciência e derruba muitas das concepções científicas aristotélicas. 
 
A Metafísica de Aristóteles 
Para Aristóteles, as ciências deveriam encontrar o que define os seres, o que os constituí em termos reais. 
Por isso, rejeitou a ideia de Platão de que a realidade estaria em outro mundo, compreendendo essa 
percepção como uma extravagância. Aristóteles acreditava que conhecer as coisas era conhecer como as 
coisas são no mundo em que estamos e perceber a essência era o objetivo da metafísica. A filosofia de 
Aristóteles reconhece a mudança e a transformação como parte do real, parte daquilo que compõe as coisas. 
Fica claro para nós que o pensador estava muito mais interessado na natureza e da vida que seu mestre, o 
pensamento aristotélico tem grande impacto nas ciências naturais. Relacionando suas concepções sobre 
física e metafísica podemos compreender melhor essa dinâmica. 
Para Aristóteles a natureza tem ciclos regulares, a vida nasce, cresce e morre. Estamos integrados num todo 
coeso e lógico. As mudanças e transformações fazem parte da ordem que guia a sucessão de 
acontecimentos. O inteligível e o sensível estão juntos nessa realidade dinâmica. A separação entre sensível 
e inteligível é possível apenas conceitualmente, já que formam um todo existencial. As coisas são o que são. 
Assim o filósofo propõe dois princípios que regem a existência: matéria (hylé) – daquilo que a coisa é feita; 
e forma (morphé) o que determina como a matéria se apresenta. 
 
 
 
 
2 
Filosofia 
 
Essa proposta ficou conhecida como hilemorfismo. Enquanto a matéria é, digamos, a composição da coisa, 
a forma permite que esse objeto seja distinguível e apresente características distintas que o tornam o que é. 
Aristóteles não abandona completamente as concepções de Platão, mas as situam no nosso mundo, numa 
camada de existência que requer reflexão e depuração para observar. Aristóteles não aceita que o mundo 
que experimentamos seja ilusão, como se não existisse. A partir da doutrina platônica, organiza os 
fenômenos sensíveis de maneira compreensível. 
Para tal, Aristóteles teve que enfrentar outro problema: o que faz as coisas permanecerem ou mudarem? 
Essa polêmica clássica, iniciada com Heráclito e Parmênides, também guia a doutrina aristotélica. 
Deslocando a questão da mudança em si para a realidade que sofre a mudança, o pensador torna o 
movimento heraclitiano ontológico. Para Aristóteles, uma semente não é uma planta, mas pode vir a ser, ao 
passo que um livro, não. A mudança não uma conversão aleatória daquilo que compõe as coisas, mas uma 
transformação possível, que segue uma ordem já presente na coisa antes de sua mudança. Assim, temos o 
ato, que representa a situação atual do ser, o que ele é; e a potência, o vir a ser aristotélico, contido nas 
possibilidades de cada coisa. 
Segundo Aristóteles, toda coisa é uma substância, ou seja, é uma realidade que subsiste em si mesma. Isto, 
inclusive, é o que diferencia as coisas de suas características. Enquanto a característica subsiste apenas na 
coisa, a coisa subsiste por si mesma. Por exemplo, Pedro subsiste em si mesmo, mas a sua cor de pele só 
subsiste através dele e não em si mesma. Toda a filosofia de Aristóteles parte da análise que ele faz dos 
elementos que constituem as substâncias. 
Tudo na natureza é ato e potência, seguindo o ciclo observado pelo filósofo. Encontrando as condições 
necessárias para tal, um bebê nasce, cresce e morre, assim como uma semente que se transforma numa 
grande árvore que pode vir a dar flores e frutos. Podemos ainda relacionar a matéria à potência, o substrato 
que ainda não é, assim como a forma ao ato, o que define o ser, como se manifesta. 
Além desses princípios, é crucial observar que Aristóteles afirma que o ser é substância. A substância possui 
predicados, características que são os acidentes, atributos não essenciais, circunstanciais do ser. Além dos 
acidentes, a substância e composta pela essência, que é o atributo estrutural, ligado intimamente ao ser, 
aquilo que o define. 
 
Quatro Causas 
Aristóteles aponta para uma diferença fundamental entre os seres, uma classe de seres naturais e outra de 
seres artificiais. Para ele, na primeira classe, a transformação está contida no interior do ser. Na segunda 
classe, o movimento é causado por algo externo, um princípio exterior. Isso significa dizer que a mudança 
observada no que é natural também é natural, já que interna às condições da natureza, enquanto o que é 
artificial depende da ação externa, muitas vezes manifestada na vontade e intenção de causar essa 
mudança. Assim temos a transformação de origem interna e externa, dependendo da situação do ser, que 
faz da potência, ato. Esses princípios são chamados de causas, sendo quatro as causas fundamentais. 
A causa material se refere à matéria que compõe a coisa. Uma espada pode ser confeccionada de metal, um 
banco de madeira etc. Já a causa formal está ligada à característica que torna o ser distinto. Um pneu tem 
forma de pneu, uma taça tem forma de taça e por aí vai. A causa eficiente, por sua vez, refere-se a ação (e 
agente) gerador da coisa. O que transformou a matéria em forma? O que produziu aquela existência? É para 
essa direção que essa causa aponta. E, por último, a causa final, no sentido de objetivo, finalidade, razão, 
motivo. É a causa ligada a justificação daquele ser. A causa final, para Aristóteles, era a mais importante, 
pois é ela que dá o sentido para o ser. 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Filosofia 
 
Primeiro motor 
Por refletir numa perspectiva que envolve ação e finalidade, Aristóteles esbarrou na questão da origem do 
mundo. Se o que existe foi feito e tem um fim, o que fez o mundo e por quê? O filósofo conclui que, na verdade, 
o mundo é eterno, sem início e sem fim. Partindo da proposta de movimento, seria contraditório pensar que 
algo dá origem ao mundo, pois não há onde o mundo se apoiar para seu surgimento, não há uma existência 
que seja ato e possa potencialmente se tornar o mundo. 
Além disso, não faz sentido pensar no término do mundo, o mundo como ato sendo potencialmente outra 
coisa. Assim o pensador conclui que o próprio mundo é seu movimento, desempenhado eternamente, sem 
início nem fim. 
Essa conclusão é bastante lógica, porém ainda incompatível com o pensamento aristotélico. Tudo que está 
em movimento é colocado em movimento por algo. Isso leva Aristóteles e especular intuitivamente que deve 
haver algo que pôs o mundo em movimento, o primeiro motor (ou motor imóvel), um agente iniciador, mas 
que não foi iniciado por nada e que é a primeira causa do movimento. 
Esse primeiro motor precisa ser imóvel para interromper a cadeia de movimento ao infinito. Aristóteles 
pondera que esse motor é ato bom, puro, perfeito e eterno e, por isso, é capaz de produzir movimento sem 
ter sido movimentado. É que o filósofotem uma concepção teleológica da realidade, tudo tem uma função e 
uma finalidade. Sendo assim, como tudo tende ao que é bom, a atração produzida pelo primeiro motor produz 
o movimento. 
 
Ética 
A ética aristotélica, assim como suas outras teorias, é grande devedora de seu mestre Platão. Mas, assim 
como em suas outras doutrinas, Aristóteles se afasta de seu mentor incluindo a prática e a experiência como 
parte crucial da existência, do conhecimento e da virtude. 
A proposta da ética aristotélica também é teleológica. Como já comentamos, para Aristóteles a existência 
era um todo integrado e analisado como uma grande árvore, o que significa dizer que sua concepção 
teleológica permeará todas as suas teorias. 
Na ética o pensador afirma que tudo é bom quando alcança seu fim. Sendo assim, aquilo que cumpre o que 
lhe é próprio pode ser chamado de bom. Um exemplo comum é o do lápis. Não importa quais características 
um lápis carregue, que seja belo ou inquebrável, se ele não permitir que escrevamos então ele não é bom, 
pois o fim do lápis e a escrita ou, por extensão, a grafia. Mas como definir que um ser humano é bom? 
 
Telos, eudaimonia e razão 
Já vimos que telos é fim, objetivo. Para Aristóteles, tudo que alcança seu fim é bom. Então, para uma pessoa, 
ser boa significa alcançar seu fim. Mas não se trata de objetivos individuais, não estamos falando de metas 
ou sonhos pessoais. Aristóteles está pensando no ser humano como uma categoria e, para categorizar o ser 
humano, precisamos identificar o que há de geral nas pessoas e o que as diferencia dos outros seres. 
Antes de partir para a definição do ser humano e sua finalidade, vamos pensar na virtude. A virtude é a 
propriedade mais essencial de um ser, ela que distinguirá esse ser dos outros. Essa virtude aponta para o 
perfeito exercício e atuação desse ser. Ou seja, a virtude está ligada à finalidade. Uma faca é virtuosa quando 
corta bem, assim como um dentista é virtuoso quando cuida bem de seus doentes. 
O ser humano possui uma ampla gama de habilidades, capacidades e competências. Podemos fazer 
inúmeras coisas que, inclusive, nos aproximam de outros seres (como correr, morder, dormir etc.) Mas o que 
nos distingue, nossa virtude, é a razão. Para Aristóteles, o fim do ser humano é a felicidade, a manifestação 
do bem nas pessoas. Para alcançar esse fim, o caminho é a virtude, a racionalidade. 
 
 
 
 
4 
Filosofia 
 
Ter racionalidade não é o suficiente. Já falamos que Aristóteles dá grande relevância para a experiência e a 
prática. A virtude precisa ser então praticada, exercitada. É preciso se esforçar para transformar em ato aqui 
que nos é dado como potência. Era necessário praticar a reflexão e a contemplação, com o fim de alcançar 
a virtude. Não se é virtuoso de um dia para o outro, muito menos feliz. 
 
Várias virtudes 
Apesar de assumir a racionalidade como a essência do ser humano, Aristóteles reconhece que somos 
capazes de realizar muitas coisas. Quer dize então que podemos desenvolver várias virtudes? Sim! Para o 
pensador a felicidade é alcançada pelo exercício dessas várias virtudes e não só da racionalidade. A própria 
contemplação só é possível com bem estar social, boas companhias, condições materiais e paz. Para gozar 
de uma vida que proporciona as condições ideais para o exercício da contemplação é preciso exercitar outras 
virtudes, como generosidade, coragem, cortesia e justiça. Não basta refletir, contemplar, enfim, não basta 
ser um filósofo. 
 
Felicidade racional 
Como a racionalidade é a base fundamental da ética aristotélica e é por ela que alcançamos a felicidade, 
uma busca de prazer desequilibrada conduz no sentido contrário à realização da finalidade do ser humano. 
O que faz o homem ser bom, sua felicidade, não é fruto de exuberâncias e exageros, mas do equilíbrio e da 
ponderação. 
A partir do exercício da reflexão e contemplação o indivíduo compreende a essência da felicidade, que não 
reside na superficialidade de prazeres efêmeros e exagerados, mas numa conduta racional, a essência do 
ser humano. A partir dessa reflexão o indivíduo guia sua conduta. Mas e as pessoas comuns, que não 
desfrutam das condições ideais para praticar essa reflexão? Bom, aí entra a prática mais uma vez. O exercício 
continuado de boas práticas leva a bons hábitos, uma conduta boa que também levará a felicidade. 
A excelência moral para Aristóteles está no exercício de virtudes que se configuram por ser um estado 
intermediário, o excesso ou a falta do que é conveniente deteriora a conduta. A virtude está no meio-termo, 
o que chamamos de mediania. Esse ponto de equilíbrio não é fixo. Ele varia conforme a circunstância. 
 
Política 
Do pensamento de Aristóteles sobre política vem a famosa frase “o homem é um animal político”. Ela 
representa a noção do filósofo de que somos seres sociais por natureza, já que nossas condições de 
sobrevivência dependem da nossa capacidade de organização. Para Aristóteles a organização em sociedade 
é um impulso natural e, por isso, a própria sociedade deve ser organizada conforme a natureza humana. 
Mais uma vez a questão teleológica entra na jogada. Se a finalidade do ser humano é ser feliz, a finalidade 
da sociedade é produzir o bem comum. Aqui observamos uma aproximação entre a ética e a política, uma 
tratando do bem na esfera individual e outra tratando do assunto na coletividade. A política e a ética são 
então complementares, ambas necessárias para produzir as condições de alcance da felicidade. 
A pólis seria a forma de organização por excelência, sendo considerada um fenômeno natural. Na concepção 
do pensador, todo o gênero humano deveria se organizar nesse formato. Como é ela que oferece as 
condições para que estejamos vivos, a cidade precede o indivíduo. Sem a cidade o indivíduo está perdido, 
sem um indivíduo a cidade continua. 
Além de tratar da organização do Estado (em cidade-Estado ou pólis) e dos objetivos da política, Aristóteles 
se notabilizou pelo estudo das organizações políticas de diversas sociedades diferentes. O resultado desse 
estudo se manifesta na consolidação de formas de governo gerais, como seguem: 
• Monarquia – governo realizado por um indivíduo 
 
 
 
 
5 
Filosofia 
 
• Aristocracia – governo realizado por alguns indivíduos 
• Politeia – governos de todos os cidadãos 
Todas essas formas de governo devem objetivar o bem comum. Quando isso não ocorre, ou seja, quando o 
líder (ou líderes) são egoístas, surgem formas degeneradas desses modelos do governo. A monarquia 
degenerada é a tirania, a aristocracia degenerada é a oligarquia e a politeia degenerada é a democracia. 
 
 
 
 
 
6 
Filosofia 
 
Exercícios 
 
1. ''(...) aprendemos executando o que temos que executar. Exemplo: homens se tornam construtores 
construindo e se tornam tocadores de lira tocando lira. É a realização de atos justos que nos torna 
justos, a de atos moderados que nos torna moderados, a de atos corajosos que nos torna corajosos 
(...).'' 
Aristóteles. Ética a Nicômaco. Livro II, cap. I, pág.75. São Paulo: Edipro, 2014. (Adaptado). 
 
Segundo o texto, para Aristóteles, as virtudes são 
a) puramente inatas ao ser humano. 
b) frutos do nascimento nobre. 
c) oriundas da prática e do exercício. 
d) exclusivas dos atenienses. 
e) proibidas aos bárbaros. 
 
2. “Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é 
desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não 
terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por 
determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades 
constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais 
verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela 
que determinaquais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão 
deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a 
estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências 
e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência 
deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.” 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Pauto: Nova Cultural, 1991 (adaptado). 
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que 
a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses. 
b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade. 
c) a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade. 
d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente. 
e) a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Filosofia 
 
3. Aristóteles (384-322 a.C.) afirma em Política: “Diremos que nenhum indivíduo é cidadão só porque 
habita num determinado lugar, pois, tal como os cidadãos, também os metecos (homens livres) e os 
escravos possuem um local para habitar. (...) Ora, não há melhor critério para definir o que é o cidadão, 
em sentido estrito, do que entender a cidadania como capacidade de participar da administração da 
justiça e no governo.” 
(ARISTÓTELES. Política, livro III, cap. 1 1275a6-7 e 22-23). 
 
A partir desse trecho, é correto afirmar que 
(01) a atividade política não é restrita a um pequeno grupo de cidadãos, mas está acessível a todos 
que têm cidadania. 
(02) a cidadania é garantida em função de se habitar um lugar. 
(04) o principal critério para definir um cidadão é a possibilidade de ele participar da vida política da 
cidade. 
(08) a nem todos os habitantes de uma cidade é garantido o direito de ocupar cargos públicos ou 
tomar parte nas decisões judiciais, mas somente àqueles que são considerados cidadãos 
naquela cidade. 
(16) a participação política não é uma questão de escolha para Aristóteles, uma vez que, para ele, 
todos os habitantes da cidade deveriam agir politicamente, independentemente de sua 
condição social ou econômica. 
Soma: ( ) 
 
 
4. “Em primeiro lugar, é claro que, com a expressão “ser segundo a potência e o ato”, indicam-se dois 
modos de ser muito diferentes e, em certo sentido, opostos. Aristóteles, de fato, chama o ser da 
potência até mesmo de não-ser, no sentido de que, com relação ao ser-em-ato, o ser-em-potência é 
não-ser-em-ato.” 
REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vol. II. Trad. de Henrique Cláudio de Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: 
Loyola, 1994, p. 349. 
A partir da leitura do trecho acima e em conformidade com a Teoria do Ato e Potência de Aristóteles, 
assinale a alternativa correta. 
a) Para Aristóteles, ser-em-ato é o ser em sua capacidade de se transformar em algo diferente dele 
mesmo, como, por exemplo, o mármore (ser-em-ato) em relação à estátua (ser-em-potência). 
b) Segundo Aristóteles, a teoria do ato e potência explica o movimento percebido no mundo sensível. 
Tudo o que possui matéria possui potencialidade (capacidade de assumir ou receber uma forma 
diferente de si), que tende a se atualizar (assumindo ou recebendo aquela forma). 
c) Para Aristóteles, a bem da verdade, existe apenas o ser-em-ato. Isto ocorre porque o movimento 
verificado no mundo material é apenas ilusório, e o que existe é sempre imutável e imóvel. 
d) Segundo Aristóteles, o ato é próprio do mundo sensível (das coisas materiais) e a potência se 
encontra tão-somente no mundo inteligível, apreendido apenas com o intelecto. 
 
 
 
 
 
 
8 
Filosofia 
 
5. “O filósofo natural e o dialético darão definições diferentes para cada uma dessas afecções. Por 
exemplo, no caso da pergunta “O que é a raiva?”, o dialético dirá que se trata de um desejo de vingança, 
ou algo deste tipo; o filósofo natural dirá que se trata de um aquecimento do sangue ou de fluidos 
quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o outro, segundo a forma e a definição. A definição 
é o “o que é” da coisa, mas, para existir, esta precisa da matéria.” 
Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403a 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010. 
 
Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), assinale 
a alternativa que nomeia corretamente a doutrina aristotélica em questão. 
a) Teoria das categorias. 
b) Teoria do ato-potência. 
c) Teoria das causas. 
d) Teoria do eudaimonismo. 
e) Teoria mimética 
 
 
6. Aristóteles afirma que os indivíduos são compostos de matéria (hyle) e forma (eidos). A matéria é o 
princípio de individuação e a forma a maneira como a matéria se constitui em si. Assim, todos os 
indivíduos de uma mesma espécie teriam a mesma forma, mas difeririam do ponto de vista da 
matéria, já que se trata de indivíduos diferentes, ao menos numericamente. 
(Adaptado de: MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 2.ed. Rio de Janeiro: 
Zahar, 2007. p.21.) 
Com base na diferenciação entre matéria e forma apresentada no texto, indique o significado dos 
conceitos de essência e de acidente na teoria do conhecimento de Aristóteles. 
 
7. TEXTO I 
“Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios 
interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós 
mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar 
esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.” 
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado). 
 
TEXTO II 
“Um cidadão integral pode ser definido nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer 
funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo 
que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem 
sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.” 
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985. 
 
Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século 
IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a): 
a) prestígio social. 
b) acúmulo de riqueza. 
c) participação política. 
d) local de nascimento. 
e) grupo de parentesco. 
 
 
 
 
9 
Filosofia 
 
Gabarito 
 
1. C 
Ao afirmar que “aprendemos executando o que temos que executar”, Aristóteles expõe que acredita na 
prática como forma de crescimento e desenvolvimento. As virtudes devem ser exercitadas, praticadas. 
Fazer é parte crucial do processo de aprendizado e aperfeiçoamento. 
 
2. C 
Para Aristóteles, o homem é animal político, naturalmente social. Isto significa que, na visão aristotélica, 
os indivíduos devem sempre viver em função de suas respectivas comunidades, subordinando seus 
interesses particulares ao bem comum. Igualmente, as diversas ciências particulares devem 
subordinar-se à ciência política. 
 
3. 1 + 4 + 8 
Ao definir o cidadão como aquele que participa politicamente da comunidade, Aristóteles faz uma clara 
distinção entre habitante (mero membro da sociedade) e o cidadão (membro da comunidade política). 
Da mesma maneira, reconhece que alguma forma de participação no governo deve ser concedida a todo 
aquele que é identificado como cidadão, mas não a todo habitante. 
 
4. B 
Para Aristóteles, toda mudança é sempre uma passagem da potência (possibilidade de ser, o que não 
existe, mas que não é contraditório que exista, que pode existir) ao ato (aquilo que existe efetivamente). 
Em outras palavras, para que algo mude e se torne real, primeiro necessitava ser possível. 
 
5. C 
Todas as alternativas desta questão remetemà filosofia de Aristóteles. Entretanto, ao atentarmos ao 
texto, percebemos que nele se faz presente algumas palavras chaves como matéria e forma. O texto 
nos mostra a recusa da proposta platônica enquanto fundamento para o entendimento da essência 
(origem) daquilo que está no mundo sensível. Para Platão, a essência está no mundo das ideias. Para 
Aristóteles, pelo fato de não existir o mundo das ideias, temos que encontrar a essência do que existe 
nas próprias coisas que constituem o nosso mundo. Para encontrarmos tal essência, basta-nos 
aplicarmos a teoria das quatro causas. São elas: material, formal, eficiente e final. Ou poderíamos 
também aplicar a definição de essência proposta por Aristóteles: “Essência é a unidade indissolúvel 
entre a matéria (aquilo do que é constituído) e a forma (como ele é) que faz o “ser” ser aquilo que ele é 
com identidade própria e não outra coisa.” 
 
6. Aristóteles considera que toda substância individual é composta de matéria e forma, o que, de certo 
modo, faz com que o dualismo platônico seja contemplado no próprio ser (aquilo que é e que existe). A 
forma associa-se às condições essenciais da coisa (ser), tornando-a naquilo que ela é. É por intermédio 
da forma que o ser se constitui, sendo o que é. Por exemplo: diversos materiais (matéria) podem ser 
utilizados para fabricar mesas e cadeiras. Ambos os seres (cadeiras e mesas) são formados por 
materiais diversos. Então, o que as diferenciam do ponto de vista da essência? O que as tornam 
diferentes, em essência, é a forma que cada porção de matéria recebe. Desse modo, a mesa é mesa não 
em razão da matéria que a constitui, mas em razão da forma que a determina essencialmente. As 
diferenças assinaladas na matéria de cada ser são consideradas acidentes. Logo, os acidentes são as 
características mutáveis e variáveis que estão registradas na matéria e não na forma. Um risco, uma 
 
 
 
 
10 
Filosofia 
 
mancha ou uma trinca que se observa em uma cadeira, por exemplo, a torna singular (individual) em 
relação às demais, sem que isso lhe retire a sua essência (forma) de ser cadeira. 
 
7. C 
Aristóteles foi o autor de um das mais célebres concepções de cidadania da história da filosofia e que 
expressa muito bem a visão clássica a respeito do tema. Para ele, a cidadania consiste essencialmente 
na capacidade de participação política, de doação pela comunidade. Isto significa que ela não é uma 
concessão do governo, nem um direito que se possa usar ou não, mas um dever, que está muito para 
além de eleições e que significa estar sempre disposto a sacrificar-se pelo bem comum. 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Exercícios de transmissão de movimento 
 
Exercícios 
 
1. A figura apresenta esquematicamente o sistema de transmissão de uma bicicleta convencional. 
 
 
 
Na bicicleta, a coroa A conecta-se à catraca B através da correia P. Por sua vez, B é ligada à roda 
traseira R, girando com ela quando o ciclista está pedalando. 
 
Nesta situação, supondo que a bicicleta se move sem deslizar, as magnitudes das velocidades 
angulares, A B R, e ,ω ω ω são tais que 
a) A B R
.ω ω ω =
 
b) A B R
.ω ω ω= 
 
c) A B R
.ω ω ω= =
 
d) A B R
.ω ω ω 
 
e) A B R
.ω ω ω =
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
2. A engrenagem da figura a seguir é parte do motor de um automóvel. Os discos 1 e 2, de diâmetros 40 
cm e 60 cm, respectivamente, são conectados por uma correia inextensível e giram em movimento 
circular uniforme. Se a correia não desliza sobre os discos, a razão 1 2/ω ω entre as velocidades 
angulares dos discos vale 
 
 
a) 1/3 
b) 2/3 
c) 1 
d) 3/2 
e) 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
3. A invenção e o acoplamento entre engrenagens revolucionaram a ciência na época e propiciaram a 
invenção de várias tecnologias, como os relógios. Ao construir um pequeno cronômetro, um relojoeiro 
usa o sistema de engrenagens mostrado. De acordo com a figura, um motor é ligado ao eixo e 
movimenta as engrenagens fazendo o ponteiro girar. A frequência do motor é de 18 rpm, e o número 
de dentes das engrenagens está apresentado no quadro. 
 
Engrenagem Dentes 
A 24 
B 72 
C 36 
D 108 
 
 
A frequência de giro do ponteiro, em rpm, é 
a) 1. 
b) 2. 
c) 4. 
d) 81. 
e) 162. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Física 
 
4. Em uma bicicleta, a transmissão do movimento das pedaladas se faz através de uma corrente, 
acoplando um disco dentado dianteiro (coroa) a um disco dentado traseiro (catraca), sem que haja 
deslizamento entre a corrente e os discos. A catraca, por sua vez, é acoplada à roda traseira de modo 
que as velocidades angulares da catraca e da roda sejam as mesmas (ver a seguir figura 
representativa de uma bicicleta). 
 
Em uma corrida de bicicleta, o ciclista desloca-se com velocidade escalar constante, mantendo um 
ritmo estável de pedaladas, capaz de imprimir no disco dianteiro uma velocidade angular de 4 rad/s, 
para uma configuração em que o raio da coroa é 4R, o raio da catraca é R e o raio da roda é 0,5 m. Com 
base no exposto, conclui-se que a velocidade escalar do ciclista é: 
a) 2 m/s 
b) 4 m/s 
c) 8 m/s 
d) 12 m/s 
e) 16 m/s 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
5. Em um antigo projetor de cinema, o filme a ser projetado deixa o carretel F, seguindo um caminho que 
o leva ao carretel R, onde será rebobinado. Os carretéis são idênticos e se diferenciam apenas pelas 
funções que realizam. 
Pouco depois do início da projeção, os carretéis apresentam-se como mostrado na figura, na qual 
observamos o sentido de rotação que o aparelho imprime ao carretel R. 
 
Nesse momento, considerando as quantidades de filme que os carretéis contêm e o tempo necessário 
para que o carretel R dê uma volta completa, é correto concluir que o carretel F gira em sentido 
a) anti-horário e dá mais voltas que o carretel R. 
b) anti-horário e dá menos voltas que o carretel R. 
c) horário e dá mais voltas que o carretel R. 
d) horário e dá menos voltas que o carretel R. 
e) horário e dá o mesmo número de voltas que o carretel R. 
 
 
6. Considere um computador que armazena informações em um disco rígido que gira a uma frequência 
de 120 Hz. Cada unidade de informação ocupa um comprimento físico de 0,2 mμ na direção do 
movimento de rotação do disco. Quantas informações magnéticas passam, por segundo, pela cabeça 
de leitura, se ela estiver posicionada a 3 cm do centro de seu eixo, como mostra o esquema 
simplificado apresentado abaixo? 
Considere 3.π 
 
a) 
61,62 10 . 
b) 
61,8 10 . 
c) 
864,8 10 . 
d) 
81,08 10 . 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
7. Para dar o efeito da saia rodada, o figurinista da escola de samba coloca sob as saias das baianas 
uma armação formada por três tubos plásticos, paralelos e em forma de bambolês, com raios 
aproximadamente iguais a r1 = 0,50 m, r2 = 0,75 m e r3 = 1,20 m. 
 
Pode-se afirmar que, quando a baiana roda, a relação entre as velocidades angulares (𝜔) respectivas 
aos bambolês 1, 2 e 3 é 
a) 𝜔1 > 𝜔2 > 𝜔3. 
b) 𝜔1 < 𝜔2 < 𝜔3. 
c) 𝜔1 = 𝜔2 = 𝜔3. 
d) 𝜔1 = 𝜔2 > 𝜔3. 
e) 𝜔1 > 𝜔2 = 𝜔3. 
 
 
8. As duas polias da figura abaixo estão acopladas por meio de uma correia e estão girando em sentido 
anti-horário. Sabendo que o raio da polia 2 é o dobro do raio da polia 1, marque a alternativa que 
mostra a relação correta entre as frequências das polias. 
 
a) f2= 2.f1 
b) f1= 2,5.f2 
c) f1= 4.f2 
d) f2= 8.f1 
e) f1= 2.f2 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Física 
 
9. A imagem a seguir mostra duas polias ligadas por uma correia. Marque a alternativa correta sabendo 
que o raio da polia 1 é o triplo do raio da polia 2 e que não há deslizamento da correia. 
 
a)A polia 1 possui frequência maior que a polia 2. 
b) A velocidade linear da polia 2 é maior que a da polia 1. 
c) A velocidade angular das polias é igual. 
d) A frequência da polia 2 é o triplo da frequência da polia 1. 
e) Os períodos de rotação das polias são exatamente iguais. 
 
 
10. As bicicletas possuem uma corrente que liga uma coroa dentada dianteira, movimentada pelos pedais, 
a uma coroa localizada no eixo da roda traseira, como mostra a figura. 
 
 
O número de voltas dadas pela roda traseira a cada pedalada depende do tamanho relativo destas 
coroas. 
Em que opção a seguir a roda traseira dá o maior número de voltas por pedalada? 
a) c) e) 
b) d) 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Física 
 
Gabarito 
 
1. A 
Como a catraca B gira juntamente com a roda R, ou seja, ambas completam uma volta no mesmo 
intervalo de tempo, elas possuem a mesma velocidade angular: B Rω ω= . 
Como a coroa A conecta-se à catraca B através de uma correia, os pontos de suas periferias possuem a 
mesma velocidade escalar, ou seja: A BV V= . 
Lembrando que V .rω= : A B A A B BV V .r .rω ω= → = . 
Como: A B A Br r ω ω   . 
 
2. D 
As polias têm a mesma velocidade linear, igual à velocidade linear da correia. 
1 2v v=  R R1 1 2 2ω ω=  
D D1 2
1 22 2
ω ω=  
D1 2
D2 1
ω
ω
=  
601
402
ω
ω
=  
31 .
22
ω
ω
= 
 
3. B 
No acoplamento coaxial as frequências são iguais. No acoplamento tangencial as frequências (f) são 
inversamente proporcionais aos números (N) de dentes; 
Assim: 
A motor
B B A A B B
C B
D D C C D D
f f 18 rpm.
f N f N f 72 18 24 f 6 rpm.
f f 6 rpm.
f N f N f 108 6 36 f 2 rpm.
= =

=   =   =

= =
 =   =   =
 
 
A frequência do ponteiro é igual à da engrenagem D, ou seja: 
f 2 rpm.= 
 
4. C 
Dados: corω = 4 rad/s; Rcor = 4 R; Rcat = R; Rroda = 0,5 m. 
 
A velocidade tangencial (v) da catraca é igual à da coroa: 
( )cat cor cat cat cor cor cat catv v R R R 4 4 R 16 rad / s.
 
ω ω ω ω=  =  =  =
 
A velocidade angular (ω ) da roda é igual à da catraca: 
 
roda roda
roda cat cat roda
roda
bic roda
v v
 16 v 8 m / s 
R 0,5
v v 8 m / s.
 
ω ω ω=  =  =  = 
= = 
 
 
 
 
 
9 
Física 
 
5. D 
A análise da situação permite concluir que o carretel F gira no mesmo sentido que o carretel R, ou seja, 
horário. Como se trata de uma acoplamento tangencial, ambos têm mesma velocidade linear, igual à 
velocidade linear da fita. 
F R
F R F F R R F F R R
R F
f r
v v 2 f r 2 f r f r f r .
f r
π π=  =  =  = 
 
Essa expressão final mostra que a frequência de rotação é inversamente proporcional ao raio. Como o 
carretel F tem maior raio ele gira com menor frequência, ou seja dá menos voltas que o carretel R. 
 
6. D 
- Espaço ocupado por cada informação: 
7L 0,2 m 2 10 m.μ −= =  
 
- Comprimento de uma volta: 
2 2C 2 r 2 3 3 10 18 10 m.π − −= =    =  
 
- Número de informações armazenadas em cada volta: 
2
5
7
C 18 10
n 9 10 .
L 2 10
−
−

= = = 

 
 
- Como são 120 voltas por segundo, o número de informações armazenadas a cada segundo é: 
5 8N n f 9 10 120 N 1,08 10 .= =    =  
 
7. C 
Como foi visto na teoria, os três tubos compartilham o mesmo eixo, logo, possuem a mesma velocidade 
angular. 
 
8. E 
Para o acoplamento por correia, as polias apresentarão as mesmas velocidades angulares, logo: 
v1 = v2 
ω1.R1 = ω1.R1 
 
Como a velocidade angular pode ser dada por ω = 2.π.f, em que f é a frequência de giro, temos: 
2.π.f1.R1 = 2.π.f2.R2 
f1.R1 = f2.R2 
Sabendo que R2 = 2R1, temos: 
f1.R1 = f2. 2R1 
f1= 2.f2 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Física 
 
9. D 
O produto da frequência pelo raio da polia é igual para as duas polias. Sabendo que R1 = 3.R2, podemos 
escrever: 
 
10. A 
Observe o esquema abaixo. 
 
 
As velocidades lineares de A e B são iguais. Portanto: 
r
R r
R
ω
Ω ω Ω= → = 
Para que a velocidade angular da roda traseira ser a maior possível é que r seja maior e R menor. 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Exercícios de Movimento Circular 
 
Exercícios 
 
1. As máquinas cortadeiras e colheitadeiras de cana-de-açúcar podem substituir dezenas de 
trabalhadores rurais, o que pode alterar de forma significativa a relação de trabalho nas lavouras de 
cana-de-açúcar. A pá cortadeira da máquina ilustrada na figura abaixo gira em movimento circular 
uniforme a uma frequência de 300 rpm. A velocidade de um ponto extremo P da pá vale 
Considere 3.π  
 
 
a) 9 m/s. 
b) 15 m/s. 
c) 18 m/s. 
d) 60 m/s. 
 
 
2. Anemômetros são instrumentos usados para medir a velocidade do vento. A sua construção mais 
conhecida é a proposta por Robinson em 1846, que consiste em um rotor com quatro conchas 
hemisféricas presas por hastes, conforme figura abaixo. Em um anemômetro de Robinson ideal, a 
velocidade do vento é dada pela velocidade linear das conchas. Um anemômetro em que a distância 
entre as conchas e o centro de rotação é r 25 cm,= em um dia cuja velocidade do vento é 
v 18 km / h,= teria uma frequência de rotação de 
 
Se necessário, considere 3.π  
a) 3 rpm. 
b) 200 rpm. 
c) 720 rpm. 
d) 1200 rpm. 
 
 
 
 
2 
Física 
 
3. A Lua leva 28 dias para dar uma volta completa ao redor da Terra. Aproximando a órbita como circular, 
sua distância ao centro da Terra é de cerca de 380 mil quilômetros. 
A velocidade aproximada da Lua, em km/s, é: 
a) 13 
b) 0,16 
c) 59 
d) 24 
e) 1,0 
 
4. Uma roda d’água de raio 0,5 m efetua 4 voltas a cada 20 segundos. A velocidade linear dessa roda é 
Considere: 3π = 
a) 0,6 m/s. 
b) 0,8 m/s. 
c) 1,0 m/s. 
d) 1,2 m/s. 
 
5. Levando-se em conta unicamente o movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo imaginário, 
qual é aproximadamente a velocidade tangencial de um ponto na superfície da Terra, localizado sobre 
o equador terrestre? 
Considere π =3,14; raio da Terra RT = 6.000 km. 
a) 440 km/h. 
b) 800 km/h. 
c) 880 km/h. 
d) 1.600 km/h. 
e) 3.200 km/h. 
 
 
6. O Brasil prepara-se para construir e lançar um satélite geoestacionário que vai levar banda larga a 
todos os municípios do país. Além de comunicações estratégicas para as Forças Armadas, o satélite 
possibilitará o acesso à banda larga mais barata a todos os municípios brasileiros. O ministro da 
Ciência e Tecnologia está convidando a Índia – que tem experiência neste campo, já tendo lançado 70 
satélites – a entrar na disputa internacional pelo projeto, que trará ganhos para o consumidor nas 
áreas de Internet e telefonia 3G. 
Adaptado de: BERLINCK, D. Brasil vai construir satélite para levar banda larga para todo país. O Globo, Economia, mar. 2012. 
A posição média de um satélite geoestacionário em relação à superfície terrestre se mantém devido à 
a) sua velocidade angular ser igual à velocidade angular da superfície terrestre. 
b) sua velocidade tangencial ser igual à velocidade tangencial da superfície terrestre. 
c) sua aceleração centrípeta ser proporcional ao cubo da velocidade tangencial do satélite. 
d) força gravitacional terrestre ser igual à velocidade angular do satélite. 
e) força gravitacional terrestre ser nula no espaço, local em que a atmosfera é rarefeita. 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
7. Durante os festejos do Círio de Nazaré, em Belém, uma das atrações é o parque de brinquedos situado 
ao lado da Basílica, no qual um dos brinquedos mais cobiçados é a Roda Gigante, que gira com 
velocidade angular ,ω constante. 
 
 
Considerando-se que a velocidade escalar de um ponto qualquer da periferia da Roda é V 1m s= e 
que o raio é de 15 m, pode-se afirmar que a frequência de rotação f, em hertz, e a velocidade angular 
,ω em rad s, são respectivamente iguais a: 
a) 
1
30π
 e 
2
15
 
b) 
1
15π
 e 
2
15
 
c) 
1
30π
 e 
1
15
 
d) 
1
15π
 e 
1
15
 
e) 
1
30π
 e 
1
30π4 
Física 
 
8. O escalpelamento é um grave acidente que ocorre nas pequenas embarcações que fazem transporte 
de ribeirinhos nos rios da Amazônia. O acidente ocorre quando fios de cabelos longos são presos ao 
eixo desprotegido do motor. As vitimas são mulheres e crianças que acabam tendo o couro cabeludo 
arrancado. Um barco típico que trafega nos rios da Amazônia, conhecido como “rabeta”, possui um 
motor com um eixo de 80 mm de diâmetro, e este motor, quando em operação, executa 3000 rpm. 
Considerando que, nesta situação de escalpeamento, há um fio ideal que não estica e não desliza 
preso ao eixo do motor e que o tempo médio da reação humana seja de 0,8 s (necessário para um 
condutor desligar o motor), é correto afirmar que o comprimento deste fio que se enrola sobre o eixo 
do motor, neste intervalo de tempo, é de: 
a) 602,8 m 
b) 96,0 m 
c) 30,0 m 
d) 20,0 m 
e) 10,0 m 
 
 
9. “Nada como um dia após o outro”. Certamente esse dito popular está relacionado de alguma forma 
com a rotação da Terra em torno de seu próprio eixo, realizando uma rotação completa a cada 24 
horas. 
Pode-se, então, dizer que cada hora corresponde a uma rotação de: 
a) 180º 
b) 360º 
c) 15º 
d) 90º 
 
 
10. Durante uma hora o ponteiro dos minutos de um relógio de parede executa um determinado 
deslocamento angular. Nesse intervalo de tempo, sua velocidade angular, em graus minuto, é dada 
por 
a) 360. 
b) 36. 
c) 6. 
d) 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
Gabarito 
 
1. C 
Dados: f = 300 rpm = 5 Hz; π = 3; R = 60 cm = 0,6 m. 
A velocidade linear do ponto P é: 
v R 2 f R 2 3 5 0,6 
v 18 m/s.
ω= =     
=
 
 
2. B 
Dados: v 18 km/h 5 m/s; r 25 cm 0,25 m; 3.π= = = = = 
v 5 5 5
v 2 r f f Hz 60 rpm f 200 rpm.
2 r 2 3 0,25 1,5 1,5
π
π
=  = = = =   =
 
 
 
3. E 
28 dias 28 24 horas 28 24 3600 s.=  =   
2 rS 2 3,14 380.000
V 1,0 km/s.
t T 28 24 3600
 
= = = 
 
πΔ
Δ
 
 
4. A 
( )4 2 rS 4 2 3 0,5
v v 0,6 m/s.
t 20 20
πΔ
Δ
  
= = =  = 
 
5. D 
Dados:  = 3,14 e raio da Terra: RT = 6.000 km. 
O período de rotação da Terra é T = 24 h. Assim: 
v = T
2 R 2 (3,14) (6.000)S
1.570
t T 24

= = =

km/h  
v  1.600 km/h. 
 
6. A 
Se o satélite é geoestacionário, ele está em repouso em relação à Terra. Para que isso ocorra, a 
velocidade angular do satélite deve ser igual à velocidade angular da Terra. 
 
7. C 
V 1 1
V 2 R f f f Hz.
2 R 2 15 30
1 1
2 f 2 rad/s.
30 15
π
π π π
ω π π ω
π
=  = =  =
= =  =
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
8. E 
Dados: f = 3000 rpm = 50 Hz; D = 80 mm = 0,08 m; t 0,8 sΔ = . 
D
S v t S R t S 2 f t 3,14 50 0,08 0,8 
2
S 10 m.
Δ Δ Δ ω Δ Δ π Δ
Δ
=  =  = =    
=
 
 
9. C 
Sabemos que o ângulo de uma volta é 360°, o que a Terra completa em 24 h. Assim, por simples regra 
de três: 
 
 
 
24  = 360°   = 
360
24
  = 15°. 
 
 
10. C 
− - Para uma volta completa, tem-se um deslocamento angular de 2π radianos ou 360 
− - O tempo necessário para o ponteiro dar uma volta completa é de 60 minutos. 
 
Desta forma, 
360
t 60
graus
6
minuto
Δθ
ω
Δ
ω
= =
=
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Geografia 
 
China: Socialismo de mercado e a guerra comercial 
 
Resumo 
 
A China possui a maior população do mundo é um país de dimensões continentais, contando com uma vasta 
diversidade territorial. De modo geral, é possível afirmar que sua parte oeste é bem menos habitada, pela 
prevalecência de desertos e cordilheiras de montanhas. Apesar disso, existe populações etinicamente 
variadas e modos de vida adaptados a essa realidade. São importantes regiões da China: 
• Xinjiang (Sinkiang): localizada no noroeste chinês, é uma região autônoma preenchida pela paisagem 
do Deserto de Gobi. Dispõe das maiores reservas de petróleo e gás do país, além de uma população 
dividida entre as etnias, Uigures (45%) e Hans (41%). O povo Uigure de origem turcomena segue a religião 
islâmica e manifesta uma vontade separatista em relação à China. 
• Tibet.: localizada no sudoeste chinês, é uma região marcada pelos dobramentos modernos e o 
movimento separatista dos Tibetanos. 
• Manchúria: localizada no nordeste chinês, é uma região riquíssima em carvão mineral. Sendo ocupada 
pelo Japão Imperial antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Foi recuperada pelos chineses após a 
rendição do Japão. 
• Planície do Amarelo: corresponde porção ocidental da China, cuja paisagem é composta por planícies e 
grandes rios. Essa área é recortada pelo Rio Amarelo e apresenta um solo muito fértil denominado Loess. 
• Planície do Azul: área recortada pelo Rio Azul que na região de planaltos abriga a hidrelétrica de Três 
Gargantas. Planície do Vermelho: é uma região cortada pelo rio de mesmo nome e que se destaca na 
rizicultura (cultivo de arroz). 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
Distribuição demográfica 
Apesar de possuir a maior população absoluta do mundo, com mais de 1,3 bilhões de habitantes, a população 
da China está espacialmente distribuída de uma maneira desigual. O país apresenta uma densidade 
demográfica média de 135 hab./km², a maior entre os países de grande extensão territorial, mas registram 
também locais de baixa ocupação humana nas regiões 
anecúmenas, regiões montanhosas do Tibete e nos 
desertos de Sin-Kiang e da Mongólia Interior, havendo, 
portanto, extensas áreas quase totalmente despovoadas. 
Algumas regiões de bacias demográficas que 
ultrapassam 2000 hab./km². 
A região das planícies orientais e das colinas meridionais, 
que ocupam um quinto do território, abriga cerca de 80% 
da população chinesa. A partir de 1949, as migrações 
promovidas pelo governo socialista para ocupação de 
regiões subpovoadas avançaram para Mongólia e Sin-
Kiang, onde se fixaram em projetos de mineração, 
agricultura irrigada e, mais recentemente, industrialização. 
 
Disponível em: http://wwwblogdoprofalexandre.blogspot.com/2016/08/distribuicao-populacional-da-china.html 
 
Breves antecedentes da formação territorial 
A China, desde o século XVII era governada pela dinastia Manchu. No século XIX, o país vou alvo do 
imperalismo Europeu, e teve seu território disputado por Inglaterra, Alemanha e Japão. Com isso, houve a 
Guerra do Ópio em 1838, uma guerra entre Grã Bretanha e China que durou de 1839 a 1842 e depois de 1856 
a 1860. Essa guerra teve como resultado a perda de territórios da China, a ocupação de Pequim e a abertura 
dos portos para os europeus por meio do Tratado de Tianjin. Em 1842 também houve o Tratado de Nankim 
que entregou Hong Kong para Inglaterra. Esse domínio territórial durou até 1997, porém os efeitos dessa 
política são sentidos até hoje, sobretudo no que tange os conflitos separatistas. Grande parte do território da 
China no entanto seguiu dominada pelos Chineses. Em 1911 a dinastia é derrubada por meio da Revolução 
Nacionalista. Sun Yat-sen funda o partido Kuomintang e se tonra primeiro presidente da China. 
 
Em 1921 porém surge o PCC - Partido Comunista Chinês, influenciado pelo crescente debate comunista no 
mundo à época.Esse partido defendia uma aproximação com a Internacional Comunista, liderada por Lenin, 
assim como da URSS, enquanto os Kuomintang eram nacionalistas e contra a interferência estrangeira. 
http://wwwblogdoprofalexandre.blogspot.com/2016/08/distribuicao-populacional-da-china.html
 
 
 
 
3 
Geografia 
 
Em 1925 Sun Yat-Sen morre e seu sucessor, Chiang Kai-shek, tinha uma postura muito mais repressiva. Ele 
foi responsável pelo Massacre de Xangai (1927), região já dominada pelo comunismo. Para os comunistas, o 
papel dos camponeses era vital no processo. Com essa repressão, eles realizaram a Longa Marcha (1934), a 
fim de disseminar o comunismo pela China ganhando apoio popular. Foram 12000 km percorridos aos interior 
da China e cerca 100.000 pessoas caminhando junto com MaoTsé. 
Entre 1931 a 1945 no entanto o Japão invade a China, e o conflito entre partidos é interrompido. Kuomintang 
e PCC tiveram de formar uma Frente Única para denfender o território Chinês. Os japoneses foram derrotados 
no fim da segunda guerra mundia. No dia 1º de outubro de 1949, o PCC vence as eleições e Mao Tsé Tung da 
início a República Popular da China. Dos motivos para a vitória podemos citar 
• Crescimento e adesão popular camponesa; 
• Conquista de territórios como a Manchúria; 
• Apoio da URSS; 
• Consciência da classe trabalhadora no mundo contando mais do que o nacionalismo; 
• Kuomintang envolvidos em corrupção, hiperinflação, acabam fugindo pra Taiwan. 
 
Mao Tsé Tung (1949 a 1976) 
Podemos resumir o governo de Mao Tsé em três momentos 
1. Primeiro Plano Quinquenal (53 a 58) 
Foram marcas desse período: 
• Reforma Agrária – distribuição de terras aos produtores; 
• Indústrias pesadas - forte investimento nas indústrias de base; 
• Economia Planificada – estado com forte atuação, centraliza as decisões 
econômicas; 
• Desabrochar das Cem Flores - período no qual o partido incentivou a expressão 
das mais variadas escolas de pensamento a nível educacional 
Em 1953 porém, Stalin morre e Nikita Khrushchov não mantem boa relação com a China. O que parecia um 
momento de prosperidade começa a dar sinais de esgotamento. 
 
2. 2º Grande Salto Adiante (1958) 
Esse período ficou marcado pelo endividamento por conta das tecnologias industriais sedidas pela URSS. 
Para combater esse déficit, houve maior investimento nas siderurgicas com a produção de aço. Foi 
considerada uma política radical e mal coordenada de avanço tecnológico. 
A reforma agrária também começou a ser prejudicada. Os camponeses deviam formar comunas populares 
que administravam os bens estatais. Eram cerca de 20.000 mil famílias que saiam das terras e entravam nas 
industrias siderúrgicas, administradas pelas comunas. A questão agrária ficou deixada de lado e foram cerca 
de 30 milhões de mortos pela fome. 
 
3. Revolução Cultural Chinesa (1966) 
Do ponto de vista cultural, o foco passou a ser acabar com a influencia ocidental capitalista na China. Para 
isso as seguintes medidas foram adotadas: 
• Culto a Personalidade – A propaganda Maoísta foi mais intensa que nunca, numa tentativa de recuperar 
a imagem de liderança que havia sido destruída pela crise. 
• Livro vermelho – Depois do desabrochar das Cem Flores (56), pode-se dizer que houve uma perseguição 
político cultural a ideias progressistas. A imagem do Mao Tsé assim como suas ideias eram espalhadas 
nas escolas e havia um controle ideológico muito grande. 
 
 
 
 
4 
Geografia 
 
Em 1976 Mao Tse Tung morre. Em 1978 começa a Reforma Deng Xiaoping. Foi um período marcado pela 
abertura econômica controlada das ZEEs – Zonas Econômicas Especiais. 
 
Reforma Deng Xiaoping e as ZEE’s – Zonas Econômicas Especiais 
 Zonas Econômicas Especiais (ZEE’s) 
O território chinês, por ser muito extenso, é dividido em províncias. Esta divisão 
foi criada para facilitar o controle político-social de um país com proporções 
continentais. 
As ZEE’s entram nesse contexto de divisão territorial, mas com outro intuito; 
promover o desenvolvimento capitalista. Com a implementação desta divisão em 
1980, a China conseguiu resolver uma parte de seu problema de estagnação 
econômica (vale lembrar que neste período o mundo viva a Guerra Fria e os 
países de cunho socialista, como a China, passavam por muitos problemas de 
capital). As ZEEs estão localizadas no litoral chinês e próxima aos Tigres 
Asiáticos originais, o que facilita e enriquece as trocas econômicas e seu 
desenvolvimento. 
Estas áreas oferecem vantagens para empresas estrangeiras e tem o Estado chinês como “sócio”: incentivos 
fiscais, construção em terrenos públicos, promoção de boa infraestrutura, mão de obra barata, livre remessa 
de capital para o exterior e parceria do capital estatal e privado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2014/10/zee.png 
 
Esse período foi marcado por uma abertura econômica controlada. Você pode estar se perguntando como 
um país de práticas comunistas conseguiria atrair investimento do mundo capitalista no contexto pós 
Maoísta. Mas a verdade é que o tamanho da população chinesa constitui uma enorme força de mercado, não 
só em disponibilidade de mão de obra mas enquanto mercado consumidor gigantesco! Isso atrai o interesse 
de muitos investidores que quiseram investir no país nesse período. 
Isso não quer dizer que essa abertura se dava de forma completa. O estado continuava bastante centralizador 
e essa abertura foi moderada. As empresas estrangeiras para se associar a China deveriam trocar tecnologia, 
ou se associar a empresa local. 
http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2014/10/zee.png
http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2014/10/zee.png
 
 
 
 
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Geografia 
 
É uma prática chamada de Joint venture, que se constitui como uma cooperação econômica. Não é uma 
fusão, mas é uma forma do governo não só controlar, mas tirar vantagens nacionais dessa abertura. 
Esse período ficou conhecido como “Socialismo de mercado”, por ter um estado forte, mas uma economia 
aberta. Essa forma permitiu que houvesse dois momentos das ZEE’s 
• 1º momento – foi o período em que a china investiu em indústrias básicas, era o famoso “Made in China”. 
Eram produtos baratos, porém de baixa qualidade. Com isso, ela ficou conhecida como exportadora de 
“bugigangas”, e contou com intensa exploração da mão de obra para acumular capital para o segundo 
momento. 
• 2º momento – Com o capital acumulado desse primeiro período, associado a crescente qualificação de 
mão de obra, o desenvolvimento tecnológico e aceleração do crescimento se destacaram nesse período. 
As cidades se tornam mais tecnológicas e a China se introduz de maneira mais competitiva, sobretudo 
a partir de 2018. 
Esta foi a receita para que a China conquistasse o posto de 2ª maior economia mundial. Diz-se atualmente 
que o crescimento econômico da China está desacelerando. Nada mais natural, depois de um grande salto, 
que o crescimento continue constante, porém menos acelerado, uma vez que uma economia já grande 
demora mais para crescer. 
 
Na década de 90 portanto a China estava muito inserida 
no mercado internacional. O rebaixamento do custo de 
produção, com mão de obra barata, lei ambiental frágil 
e vasto mercado consumidor viabilizou uma produção 
cada vez mais barata. Com isso a produtividade 
aumenta e compra e venda de mercadorias também. 
Além disso, nessa década os exportadores de 
commodities cresceram muito, uma vez que a matéria 
prima estava muito valorizada. A respeito disso é 
importante citar a participação da China em blocos 
como o G20, o BRICS e a parceria China-Rússia. 
 
China e os BRICS 
Os BRICS – Brasil, Rússia India China e África do Sul 
se formaram em 2001 pelo destaque das ditas 
econômias emergentes ou em crescimento. A China, 
segunda maior econômia mundial tem um papel de 
destaque. O PIB chinês foi de 9,24 trilhões de dólares 
em 2014, apesar de nos últimos dois anos o 
crescimento sofrer uma desaceleração. Outra coisa 
que não pode ser esquecida é o fato de que a primeira 
liderança do banco do BRICS será exercida pela 
China. 
 
Disponível em: https://descomplica.com.br/blog/geografia/te-explicamos-em-apenas-3-itens-o-que-torna-a-china-a-segunda-
maior-economia-do-mundo/ 
 
https://descomplica.com.br/blog/geografia/te-explicamos-em-apenas-3-itens-o-que-torna-a-china-a-segunda-maior-economia-do-mundo/
https://descomplica.com.br/blog/geografia/te-explicamos-em-apenas-3-itens-o-que-torna-a-china-a-segunda-maior-economia-do-mundo/
http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2014/10/brics.jpg
 
 
 
 
6Geografia 
 
Guerra Comercial entre EUA e China 
Tudo começa quando o Trump adota uma política relacionada a balança comercial. Balança comercial é a 
diferença entre o total comprado e o total vendido entre dois países. Por exemplo, se os EUA compra muito 
produto da China, mas vende pouco a eles, pode-se dizer que a balança comercial está desfavorável para os 
EUA e favorável para a China. Trump adotou essa medida de reduzir o comércio com os países que a balança 
comercial acabasse negativa. De qualquer forma, os EUA são a grande potencia economica desde o fim da 
Guerra Fria, e sem dúvidas o crescimento Chinês incomoda. Em 2018, o presidente Donald Trump decide 
então aumentar as tarifas dos produtos chineses. Eram cerca de 50 bilhões de dolares em aumento de 
imposto. A ideia era deixar o produto chinês entrando no mercado americano a preços mais caros, 
estimulando a população a consumir o produto americano. A ideia era fortalecer o produto americano dentro 
dos Estados Unidos. É uma ideia protecionista do ponto de vista comercial. Isso pode gerar um recuo do 
comércio mundial, uma vez que a China também criou tarifas para os produtos americanos. 
Os EUA tentam então boicotar a HUAWEI, uma grande empresa de tecnológia Chinesa. A Huawei começou a 
crescer muito e lançar o próprio chip de velocidade 5G. Isso revoluciona a geopolítica da informação e 
tecnológia no mundo. A capacidade de bloquear ataques no sistema de informação entre países fica 
ameaçada. É uma guerra tecnológica em curso. A internet se torna cerca de cem vezes mais rápida, além de 
lançar uma câmera muito boa, a preço competitivo no mercado. Os EUA passam a bloquear o avanço da 
Huawei proibindo o Google de prestar serviços a essa empresa. Para isso, os EUA acusaram os sistemas 
chineses de espionagem. Com isso, a Huawei declarou que pode desenvolver seu próprio sistema, o que 
poderia gerar um concorrente a Google, sobretudo considerando as marcas chineses e o apoio da Coreia do 
Norte e Rússia. 
 
 
Nova Rota da Seda - Belt and Road Initiative (2013) 
A nova rota da seda possui esse nome por um simbolismo histórico. É uma referência a rota da seda, que era 
um caminho comercial entre Europa e Ásia. Até 2049, no aniversário de 100 anos da Revolução Chinesa, a 
China se dispõem a gastar 1 a 2 trilhões de dólares em infraestrutura nos países estrangeiros. Esses 
investimentos são sobretudo nos setores de transportes e infraestrutura, por via terrestre e marítima, 
ampliando suas rotas e suas frentes de atuação. 
 
 
 
 
7 
Geografia 
 
O projeto engloba Oceano Pacífico Índico e Mar Mediterrâneo. Conecta Europa, Oriente Médio, Ásia e África, 
atuando nas regiões que já possuem animosidade com os EUA, aproveitando as brechas de sua política 
protecionista.São trilhões investidos em portos, ferrovias, rodovias, em troca de alianças recursos minerais, 
combustíveis, tecnologia...Importante pontuar que a China é o principal parceiro econômico do Brasil, que 
pode ser beneficiado se permanecer com uma política de proximidade com essa potência em crescimento. 
 
 
Política do Filho Único 
1970- 1980: Período do boom demográfico, aumento da expectativa de vida associada a uma já alta 
natalidade, impulsionou a política que começa em 79. 
1979 – Começa a política do filho único, que diz que os casais só poderiam ter um filho, com as seguintes 
exceções: Não valia para todas as etnias, uma vez que o oeste é menos habitado. No meio rural, se o primeiro 
filho fosse mulher, podia ter o segundo. Além disso, cada região possuía relativa autonomia nessa legislação, 
de modo que havia regiões mais rígidas que outras em termos de aplicar as penalidades. Se engravidasse 
pela segunda vez, a mulher deveria pagar uma multa ao estado. Nem todas as mulheres tinham dinheiro para 
pagar essa multa. Isso começa a gerar uma economia urbana de casas de aborto por trás dessa política, o 
que aumentou as críticas a essa política demográfica. 
Em 2012 – uma mulher, Feng Jianmei, de 23 anos foi 
obrigada a abortar pelo estado, com mais de 7 meses de 
gravidez. A ONU condenou fortemente assim como o 
restante da opinião pública. 
Em 2013 – Casais passaram a poder ter mais de um filho, 
caso um dos pais fosse filho único, o que já era a grande 
maior parte da população naquele período. 
Em 2015 – A lei foi finalmente revogada. 
 
Disponível em: https://www.mdig.com.br/?itemid=25208 
https://www.mdig.com.br/?itemid=25208
 
 
 
 
8 
Geografia 
 
Movimentos Separatistas 
Protestos em Hong Kong 
Hong Kong é uma zona administrativa especial no território 
Chinês. Até 1997 era da colônia inglesa e foi devolvido pra China 
com um acordo de que por 50 anos, ou seja até, 2047 nada 
poderia ser modificado; na economia, estilo de vida ou política 
da região. Por isso a frase “Um país, dois sistemas”. As 
diferenças entre a China continental e Hong Kong são muitas 
como 
• Chineses precisam solicitar passaportes especial e visto 
específico para ir pra Hong Kong, Macau e Taiwan; 
• Moeda é o Hong Kong Dólar; 
• Internet ocidental liberada; 
• Sistema Eleição próprio, apesar de que há uma influência 
do Comitê Eleitoral de Pequim (China continental) na 
escolha dos candidatos de Hong Kong, constituindo uma 
democracia instável; 
• Carro se dirige com a mão inglesa, ou seja, o motorista fica 
do lado direito; 
• Passeatas anuais pelo sufrágio universal – pelo receio da 
re-anexação em 2047, pode-se dizer que existe uma cultura 
de protestos em Hong Kong, que quer permanecer numa 
democracia sem um estado centralizado Chinês. 
 
Em 2019, o governo local de Hong Kong queria implementar a “Lei da extradição” de Hong Kong para a China 
continental. Acontece que o regime chinês é extremamente fechado. Lá existe a pena de morte para diversos 
crimes como espionagem, é proibido conjecturar contra o governo e existe muito controle estatal sobre o 
comportamento das pessoas. As penas para desvios são muito mais rígidas. Com isso, a população foi para 
as ruas se manifestar, pedindo a renúncia da Carrie Lam, chefe do executivo. Como os manifestantes usaram 
guarda chuvas para se proteger do gás lacrimogênio usado pela polícia para conter a manifestação, desde 
2014 os protestos são chamados de “Revolução dos Guarda Chuva”.
 
Outra região que luta por separação é Taiwan 
Lá atrás, com a fuga dos Kuomintang para Taiwan, os 
EUA ajudaram a legitimar um governo autônomo do 
regime comunista que se instaurava na China 
continental. Com um projeto nacionalista, Chiang Kai 
Shek de torna presidente de Taiwan de 1950 a 1975. 
Como contava com o apoio dos EUA, a região passou a 
crescer muito e se tornou um tigre asiático, junto com 
Hong Kong, Cingapura e Coreia do Sul. Em 1971 a região 
foi reanexada, por conta do período de reaproximação da 
China com o ocidente, a levar em consideração a 
abertura econômica. Com isso, em 1979 EUA retoma 
relações diplomáticas com a China e transfere sua 
embaixada para Pequim. 
 
 
 
 
 
2 
Geografia 
 
No entanto, continuaram surgindo presidentes que são contra a 
aproximação de Taiwan com a China. Em 1988 Lee Teng Hui foi 
o primeiro presidente eleito e nativo de Taiwan e em 2000, a ilha 
elege o Chen Shui Bian, democrático e progressista a favor da 
independência da região. Em resposta, em 2005 a China 
aprovou uma lei de anti-secessão que autoriza uso de força 
contra a ilha caso ela declare a independência. O PDP - Partido 
Democrático e Progressista é a principal frente a favor da 
separação enquanto o Partido Nacionalista simpatiza com 
Pequim e a unificação. 
 
 
 
O “BBB” Chinês 
A China dispõem de alta tecnologia de reconhecimento facial espalhada por seu país. São 170 milhões de 
câmeras pelo país estabelecendo uma forte política de controle social. O sistema de vigilância serve não 
somente para impedir crimes que estejam acontecendo, mas também para os prevenir. Articular uma 
oposição aogoverno nesse contexto fica inviável. Além disso, existe um sistema de pontuação para o bom 
comportamento social que pode facilitar o acesso a passaportes, a matrículas em escola e a serviços de 
saúde. Um jornalista da BBC tentou burlar o sistema de reconhecimento facial da China e levou 7 minutos 
para ser pego. Desde 2018, a polícia chinesa usa óculos de reconhecimento facial para identificar suspeitos 
em tempo real. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral43011505 
 
 
 
 
 
https://www.bbc.com/portuguese/geral43011505
 
 
 
 
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Geografia 
 
Exercícios 
 
1. (UERJ 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O processo de globalização das últimas décadas vem redefinindo os fluxos de bens entre os países. A 
partir do gráfico, a mudança dos locais de origem dos bens pode ser explicada pela seguinte 
característica do processo de globalização: 
a) difusão espacial das fontes de matéria-prima 
b) integração nacional dos centros de tecnologia 
c) redistribuição territorial das atividades industriais 
d) concentração regional dos mercados consumidores 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
2. (FGV 2016) A charge, publicada em 2007 por um jornal inglês, ironiza a inserção da China na economia 
internacional. 
 
A mensagem veiculada pela charge 
a) indica a abertura da interface litorânea ao investimento de capital externo, graças à criação de 
zonas econômicas especiais, e o fechamento da fronteira continental, ameaçada por movimentos 
separatistas. 
b) representa a adoção pelo governo chinês do chamado socialismo de mercado, no qual são 
mantidas as instituições políticas centralizadas, mas se adotam, no plano econômico, princípios 
da economia de mercado. 
c) mostra a dualidade da economia chinesa, em que a aceitação do capital externo na modernização 
da economia urbano-industrial contrasta com a estrutura fundiária, ainda marcada pelos princípios 
socialistas. 
d) identifica a ruptura do modelo socialista, graças à adoção dos princípios liberais, tanto no plano 
econômico – sociedades por ações - quanto no político - pluralismo partidário e alternância de 
poder. 
e) apresenta a nova configuração da política chinesa, na qual todos os cidadãos deliberam, como 
acionistas, sobre as decisões políticas e o planejamento econômico do país. 
 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
3. (FGV 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Nova Rota da Seda chinesa, denominada Um Cinturão, Uma Rota, prevê a construção de corredores 
terrestres e uma via marítima para integrarem a economia chinesa à Europa e à África. A esse respeito, 
assinale a opção correta. 
a) Permite projetar a China como potência mundial, ao conectar mais da metade da população do 
globo por meio de corredores econômicos transcontinentais. 
b) Promove a abertura da China para a economia de mercado, ao buscar parcerias comerciais 
estrangeiras como principal estratégia de desenvolvimento do país. 
c) Exemplifica a ambição geopolítica da China de dominar o mercado asiático, disputando zonas de 
influência com a Parceria Transpacífica, idealizada pelo governo Trump. 
d) Fortalece a participação chinesa no BRICS, ao privilegiar investimentos em infraestrutura física e 
digital para seus países membros. 
e) Representa uma iniciativa de intercâmbio tecnológico com a África e com a Eurásia para criar elos 
logísticos facilitadores das exportação de commodities chinesas. 
 
4. (UNICAMP 2014) Graças ao tamanho continental e à imensa população do país, as políticas 
implementadas pelo governo permitiram à China combinar as vantagens da industrialização voltada 
para a exportação, induzida em grande parte pelo investimento estrangeiro, com as vantagens de uma 
economia nacional centrada em si mesma e protegida informalmente pelo idioma, pelos costumes, 
pelas instituições e pelas redes, aos quais os estrangeiros só tinham acesso por intermediários locais. 
Uma boa ilustração dessa combinação são as imensas ZPEs que o governo da China ergueu do nada 
e que hoje abrigam dois terços do total mundial de trabalhadores em zonas desse tipo. 
(Adaptado de Giovanni Arrighi, Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI. São Paulo: Boitempo, 2008, 
p.362.) 
 
a) Indique duas ações políticas do governo chinês que produziram as condições internas para a 
ascensão econômica do país. 
b) Aponte as estratégias geopolíticas utilizadas pela China para a obtenção de recursos naturais em 
distintas partes do mundo, que possibilitam a manutenção do atual modelo de produção industrial 
em larga escala no país. 
 
 
 
 
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Geografia 
 
5. (FGV 2019 - adaptada) Nos últimos anos, acirrou-se a guerra comercial entre EUA e China, com a 
imposição mútua de tarifas e restrições. Com relação aos possíveis impactos dessa guerra comercial 
sobre a economia global e os aspectos do crescimento econômico chinês, assinale V para a 
afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) O conflito tende a afetar a economia de outros países, pois as cadeias de produção e consumo 
estão interligadas. 
( ) A guerra pode aumentar os custos das exportações e gerar um ciclo de diminuição do comércio 
internacional. 
( ) A disputa afeta o mercado financeiro, porque grandes empresas mundiais têm bases produtivas 
na China. 
( ) Apesar de estar se inserindo no comércio de maneira competitiva até mesmo com a tecnológia 
americana, existe forte controle estatal do fluxo de informação no país 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) V–V–F–V 
b) V–F–V–V 
c) F–V–V–F 
d) V–V–V–V 
e) F–V–V–V 
 
 
 
 
 
 
7 
Geografia 
 
Gabarito 
 
1. C 
Pode-se reparar que houve um crescimento no comércio entre Estados Unidos e China. Isso se dá 
sobretudo pelo investimento chinês, que conseguiu superar as expectativas de crescimento dentro da 
realidade dos países emergentes. Com isso, uma nova redistribuição territorial das atividades industriais 
pode ser sentida. 
 
2. B 
A charge mostra um dos simbólos do comunismo, a foice e o martelo, em contraposição a fala econômica 
se referindo aos acionarios, típico de um capitalismo especulativo. Com isso, mostra a dicotomia presente 
no termo “socialista de mercado” que por mais que conte com um estado forte, não possui características 
comunistas em suas relações comerciais e muitas vezes políticas. 
 
3. A 
A nova rota da seda é um promissor investimento Chinês que permite ampliar sua atuação nos mercados 
globais. 
 
4. A: A protecionismo do mercado interno e a criação das Zonas de Processamento de Exportação, 
possibilitaram uma abertura racionada à economia para o capital estrangeiro. 
B: A exportação de capital para países africanos tem sido intensa, com a compra de terras num 
movimento chamado de neocolonização. As empresas países possuem relevância e influência política 
nos países pobres. 
 
5. D 
A Guerra comercial entre EUA e China pode ter um impacto no comércio mundial, uma vez que se trata 
das duas maiores econômias do mundo se sobretaxando. 
 
 
 
 
 
 
1 
História 
 
Conflitos e Levantes no Período Colonial 
 
Resumo 
 
A sociedade colonial, durante os séculos XVI, XVII, XVIII e XIX experimentou agitações em diversas esferas 
sociais e regiões da colônia. Até o final do século XVIII os conflitos se caracterizavam principalmente por 
levantes de colonos, nativo-americanos e africanos escravizados que se opunham à administração da 
metrópole ou a própria opressão do colonizador, sendo a maioria delas distante de sólidos ideais separatistas. 
As ideias de emancipação se fortaleceram entre os colonos apenas na metade do século XVIII, com a difusão 
dos pensamentos iluministas no Brasil e, posteriormente, com a chegada das primeiras notícias das 
revoluções que aconteciam nas 13 colônias e na Europa. 
 
A Guerra dos Palmares e a resistência africana (Serra da Barriga, séculos XVI e XVII) 
Na região conhecida como aSerra da Barriga, antiga capitania de Pernambuco e, atualmente, parte do estado 
de Alagoa, formou-se no final do século XVI uma ocupação de resistência e luta contra a escravidão colonial 
no famoso quilombo dos Palmares. A forçada diáspora africana para a escravidão de negros na América 
contou com diversas formas de resistência, desde as individuais, que levavam ao suicídio, aborto e revoltas 
até os levantes coletivos, mais organizados, com fugas em massa e formação de comunidades isoladas e 
autossuficientes conhecidas como quilombos. 
No caso de Palmares, essa comunidade era composta por diversos povoamentos (mocambos), que 
realizavam funções específicas e chegaram a abrigar mais de 20 mil negros fugidos. Dentre os mocambos 
mais famosos estavam: a Cerca Real do Macaco, que funcionava como um centro político; Subupira, 
Aqualtune e Andalaquituche. Ao fim, todos os mocambos teriam uma 
função básica, cuidar da segurança e da subsistência da comunidade 
quilombola. 
A experiência de organização e luta em Palmares foi um sucesso durante 
quase um século, configurando-se inclusive em uma das mais longas 
experiências monárquicas no território que hoje conhecemos como o 
Brasil. Um dos mais famosos “reis” de Palmares foi o líder Ganga Zumba, 
que resistiu às dezenas de expedições portuguesas para destruir o 
quilombo e recuperar os escravizados aproximadamente entre 1645 e 
1678. No entanto, apesar da bravura de Ganga Zumba na resistência, o 
constante ataque dos portugueses, com armas e equipamentos muito mais sofisticados e um suposto 
sequestro de pessoas próximas a Ganga Zumba, levaram o líder à assinatura do polêmico “acordo de 1678”, 
que garantia liberdade apenas aos negros nascidos em Palmares e concedia aos portugueses terras no norte 
alagoano. 
A decisão de Ganga Zumba foi tão mal recebida por Palmares que, em 1678, muitos não aceitaram o acordo, 
continuaram a resistência e, supostamente, ainda envenenaram Ganga Zumba, como punição pelo que muitos 
consideraram uma traição. O novo líder escolhido para Palmares logo se autoproclamou como Zumbi (palavra 
de origem quimbunda que se refere a fantasmas e espectros) e iniciou uma liderança muito mais sólida na 
decisão de não negociar com os portugueses e manter a luta. Graças a essa postura, Zumbi dos Palmares se 
tornou uma referência na luta contra a escravidão colonial e, futuramente, um símbolo dos movimentos 
negros antirracismo. 
 
 
 
 
2 
História 
 
Sobre a questão do uso ou não de trabalho escravo em Palmares e pelo seu líder Zumbi, a historiografia atual 
tem insistido em afirmar que não podemos comparar as formas de trabalho utilizadas em Palmares com a 
escravidão mercantilista promovida pelos europeus entre os séculos XVI e XIX. Como Palmares exercia um 
ideal emancipatório, formando quase um Estado africano paralelo no interior da colônia portuguesa, as 
formas de trabalho utilizadas espelhavam muito do que já se encontrava no continente africano, sobretudo 
em Angola. Sem conceitos de propriedade privada ou de mão de obra assalariada difundidos, os 
trabalhadores quilombolas estavam a serviço da própria comunidade ou do líder, sem a objetificação e a 
desumanização do trabalhador. Nos casos de trabalhos forçados, muitas vezes estes eram utilizados como 
punições por delitos ou eram inimigos de guerra capturados. Assim, o trabalho no quilombo dos Palmares 
estava muito distante da desumanização promovida pela escravidão mercantilista em massa realizada pelos 
portugueses. 
Essa interpretação equívoca ocorre principalmente pela falta de fontes e registros escritos deixados por 
Palmares. Como as sociedades africanas possuem uma tradição de história oral, com poucos registros 
escritos, o conhecimento da história desses grupos depende muito do trabalho arqueológico e das memórias 
repassadas. Portanto, durante anos, para estudar os quilombos, a historiografia brasileira se debruçou sem 
muitos questionamentos nas fontes portuguesas, presas ao filtro do próprio colonizador que, em cartas e 
documentos, registrava o que via utilizando a sua própria realidade e visão de mundo. Assim, como a 
experiência portuguesa era a da escravidão mercantilista e a da monarquia, associavam as relações africanas 
automaticamente ao que conheciam. 
Outro mito também muito difundido durante anos e que hoje é desconstruído pela historiografia é o do 
isolamento econômico e social das comunidades quilombolas. Apesar de se afastarem das capitanias e dos 
centros urbanos visando uma melhor proteção, muitos quilombos distantes realizavam comércio e contato 
entre si e aceitavam em suas comunidades indígenas e até mesmo brancos fugitivos. Muitas vezes esses 
quilombos também negociavam com os próprios engenhos e bandeirantes, demonstrando o tamanho poder 
e autonomia que possuíam. 
Enfim, ainda que muitos quilombos sobrevivam até hoje como patrimônios históricos, Palmares conheceu a 
derrota em 1695. O bandeirante Domingos Jorge Velho, contratado pelo capitão-geral da capitania de 
Pernambuco, iniciou uma expedição com mais de 6.000 homens que conseguiu capturar Zumbi dos Palmares 
e dar fim ao quilombo. O líder negro teve sua cabeça cortada e pendurada em uma lança em Recife, para servir 
como exemplo para outros escravizados que tentassem se rebelar. 
 
 
A aclamação de Amador Bueno (Vila de São Paulo, 1641) 
Em 1581, graças a crise sucessória no reino de Portugal, iniciada com a morte de D. Sebastião, uma união 
dinástica entre Espanha e Portugal levou o rei espanhol Filipe II, ao trono da chamada União Ibérica, que uniu 
os países por 60 anos. Com esse novo poder do rei espanhol sobre Portugal e suas colônias, os antigos 
tratados de fronteira, como Tordesilhas, foram se tornando cada vez menos sólidos, permitindo uma maior 
expansão de comerciantes e bandeirantes portugueses para além dos limites das terras portuguesas. 
 
 
 
 
3 
História 
 
Assim, durante os 60 anos de presença da União Ibérica, comerciantes portugueses e espanhóis estreitaram 
seus laços na América, principalmente na região de São Paulo e na bacia do Prata. Além dessa aproximação, 
os bandeirantes paulistas também ampliaram ainda mais a possibilidade de capturar e comercializar indígena 
em novas terras, gerando altos lucros com essa atividade de apresamento. 
Entretanto, com a restauração do trono português por D. João IV, em 1640, a antiga 
metrópole retomou as atividades administrativas na colônia americana e passou a 
investir cada vez mais no lucrativo tráfico de africanos escravizados. Para garantir os 
altos lucros, Portugal determinou o fim da escravidão indígena, medida que impactou 
diretamente nas atividades dos bandeirantes que há anos lucravam com o apresamento 
dos nativos. Contrariados, os bandeirantes paulistas realizaram um levante na Vila de 
São Paulo, em 1641, expulsando os jesuítas da região e aclamando o grande proprietário 
de terras, Amador Bueno da Ribeira, como o novo governador da província de São Paulo. 
Enfim, apesar de também contrariado com as decisões recentes da Coroa, Amador Bueno recusou o posto 
por medo de represálias e optou pelo não envolvimento com o movimento, declarando fidelidade à Coroa. A 
atitude de Amador Bueno acabou esvaziando o movimento, que não conseguiu forças para se opor ao 
domínio da metrópole. 
 
 
A Revolta da Cachaça (Rio de Janeiro, 1660) 
Durante a crise do ciclo do açúcar no século XVII, uma forma que muitos produtores rurais encontraram de 
continuarem lucrando com os engenhos e com a atividade foi a produção e a venda da 
cachaça, bebida muito apreciada até hoje. Como a chamada cachaça de engenho era um 
produto manufaturado produzido na própria colônia e exportado até para a Angola, ela se 
tornou um concorrente no mercado colonial das bebidas que a própria metrópole 
produzia e vendia, como o vinho e a aguardente conhecida como bagaceira (feita do 
bagaço da uva). 
Entre 1647 e 1659, a Coroaportuguesa realizou uma insistente luta contra a produção e 
comercialização da cachaça por colonos, reforçando o monopólio português e 
perseguindo os alambiques ilegais espalhados pela colônia. Essas medidas, 
naturalmente, não agradaram aos produtores que lucravam com esse comércio que 
crescia, criando tensões entre os dois lados. 
Apesar dessa intensa perseguição portuguesa aos produtores e aos alambiques, no Rio de Janeiro a situação 
era mais amena, no entanto, foi justamente onde a revolta explodiu. O governador do Rio de Janeiro decidiu 
liberar a produção da cachaça de engenho sob o pagamento de altos tributos, que aborreceram os produtores 
que se localizavam na freguesia de São Gonçalo do Amarante. 
Assim, em novembro de 1660, um grupo de produtores revoltados, liderados pelo fazendeiro Jerônimo 
Barbalho Bezerra, atravessou a baía e iniciou uma revolta que saqueou as casas de autoridades locais, dentre 
elas a residência do próprio governador, Salvador de Sá e Benevides, que se encontrava em São Paulo no 
momento, deixando o cargo no Rio de Janeiro com o seu tio Tomás Correia de Alvarenga. 
Agostinho Barbalho foi escolhido como o novo governador do Rio de Janeiro, no entanto, com uma política 
de conciliações e recebendo apoio inclusive de Salvador de Sá, Agostinho foi logo deposto e substituído por 
seu irmão, o líder da revolta, Jerônimo Barbalho Bezerra. O novo governo, muito mais autoritário e distante 
dos interesses metropolitanos acabou sendo reprimido pelas tropas portuguesas, que restauraram Salvador 
de Sá no governo. 
 
 
 
 
4 
História 
 
Embora os revoltosos tenham sido punidos, inclusive com a morte de Jerônimo Barbalho, que teve sua cabeça 
exposta em praça para servir como exemplo, o Conselho Ultramarino português absolveu muitos dos rebeldes 
presos e afastou Salvador de Sá pelos excessos cometidos. Em 1661, como consequência das revoltas e das 
pressões populares, a Coroa portuguesa, enfim, liberou a produção e a comercialização da cachaça na colônia. 
 
 
A Revolta de Beckman (Maranhão, 1684) 
A região do Maranhão no século XVII também sofreu com os impactos da crise do açúcar provocado pela 
saída dos holandeses. Dependente da exploração das drogas do sertão, da pecuária e de pequenas lavouras, 
a província não conseguia se desenvolver e muito menos retomar a alta produção açucareira, visto que a 
concorrência holandesa nas Antilhas prejudicava a produção colonial. Nesta conjuntura, tornava-se ainda 
mais difícil a compra de africanos escravizados, o que tinha como consequência uma série de conflitos entre 
colonos e jesuítas pela escravidão indígena. Desta forma, impossibilitados de enfrentar as expedições contra 
as missões jesuíticas, os religiosos decidiram buscar a Coroa portuguesa para intervir na região, apaziguando 
os conflitos e encerrando definitivamente o apresamento dos nativos. 
Isto posto, para resolver os problemas locais, a metrópole criou em 1682 a Companhia Geral do Comércio do 
Estado do Maranhão, que compraria dos comerciantes locais produtos para serem vendidos na Europa e, 
também garantiria aos colonos tecidos, alimentos e produtos básicos por preços baixos. A Companhia 
também deveria fornecer anualmente 500 escravizados com preços tabelados aos senhores de engenho, o 
que deveria, enfim, encerrar os conflitos locais com os jesuítas. Todavia, a Companhia não cumpriu 
plenamente com os acordos, pois comprava os artigos a preços baixos no Maranhão e os vendia com valores 
exorbitantes na Europa, fornecia produtos de péssima qualidade e alimentos estragados aos colonos e 
também não respeitou o acordo de fornecimento de escravizados. 
Essa postura da metrópole e da Companhia logo desagradou os colonos que, em 24 fevereiro de 1684, 
liderados pelos fazendeiros irmãos Tomás e Manuel Beckman, ocuparam a cidade de São Luís, saqueando 
os armazéns da Companhia e expulsando seus representantes e os jesuítas. Em resposta à revolta, Lisboa 
enviou ao Maranhão um novo governador, Gomes Freire de Andrade, armado com uma tropa pronta para 
render os revoltosos. No entanto, o novo governador não encontrou muita resistência, logo sufocando o 
movimento e enforcando Manuel Beckman, contudo, os fazendeiros locais conseguiram a extinção da 
Companhia Geral do Comércio do Estado do Maranhão, em 1685. 
 
 
A Guerra dos Emboabas (Minas Gerais, 1708-1709) 
No final do século XVII, a descoberta de metais preciosos na região central brasileira abalou as relações 
sociais, a estrutura econômica da colônia e sua própria relação com a 
metrópole. O chamado ouro de aluvião, que podia facilmente ser extraído nas 
margens de rios atraiu a cobiça não só da Coroa portuguesa, mas de diversos 
colonos e imigrantes, que acreditavam na possibilidade de um rápido 
enriquecimento. 
Todavia, a riqueza da região havia sido descoberta pelos bandeirantes paulistas, 
que acreditavam que a exploração do ouro deveria ser realizada pelos pioneiros 
da região e, naturalmente, não estavam contentes com a chegada de estrangeiros ávidos pelas riquezas. 
Esses “forasteiros” logo foram apelidados pelos bandeirantes de “emboabas”, palavra de origem indígena 
 
 
 
 
5 
História 
 
usada para aves que tinham os pés cobertos de penas, relação feita pelos bandeirantes pois os mesmos 
costumavam andar descalços, enquanto os imigrantes usavam botas. 
Assim, liderados por Manuel Nunes Viana, os emboabas realizaram diversas expedições de ataques contra 
os paulistas que queriam monopolizar a exploração do ouro na região. O ápice dos conflitos ocorreu no evento 
chamado Capão da Traição, quando o conflito entre paulistas e emboabas levou a morte de cerca de 300 
paulistas. A derrota dos bandeirantes facilitou a retomada da região pela metrópole, que, em 1709, separou 
as capitanias de São Paulo e Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro, melhorando assim a administração 
da região e a exploração do ouro. 
Os bandeirantes derrotados, por sua vez, voltaram a circular pela região central do Brasil e logo encontraram 
novas jazidas de ouro e diamantes na região de Goiás e Mato Grosso, garantindo o enriquecimento de muitos 
desses exploradores. 
 
 
A Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710-1711) 
Ainda no século XVIII, a crise do ciclo do açúcar continuou provocando mais levantes sociais e revoltas 
nativistas. Em Pernambuco, que historicamente prosperava com a produção do açúcar, a situação não era 
diferente. Enquanto a cidade do Recife não sentia muito o impacto da concorrência do açúcar Antilhano e 
nem da crise que econômica, pois conseguia lucrar com o comércio, Olinda, centro político da região, sentia 
diretamente a crise. 
Os comerciantes portugueses, conhecidos como mascates, continuavam lucrando, emprestando dinheiro aos 
latifundiários e enriquecendo em Recife, no entanto, ainda se mantinham dependentes do centralismo político 
de Olinda e de seus velhos senhores de engenho. Essa tensão entre as duas cidades teve seu ápice quando 
Recife conseguiu se elevar à vila, com uma Câmara Municipal e os senhores de Olinda, insatisfeitos, invadiram 
a cidade para retomar a condição de submissão de Recife. 
Apesar da iniciativa de Olinda, os mascates, contando com apoio externo, conseguiram recuperar a cidade e, 
em 1711, para resolver o impasse, a metrópole indicou um novo governante, Félix José Machado. O indicado 
encerrou a guerra com apoio aos emboabas, prendendo e punindo os latifundiários olindenses e 
transformando Recife na sede administrativa de Pernambuco. 
 
A Revolta de Filipe dos Santos (Vila Rica, MG, 1720) 
Também conhecida como a Revolta de Vila Rica, esse levante popular teve início em 1720, em Minas Gerais, 
graças à insatisfação com os tributos cobrados pela metrópole durante o chamado ciclo do ouro. 
Com a descoberta dos metais preciosos na região central do Brasil, a Coroa portuguesa decidiu ampliar a 
administração e a fiscalização da exploração do ouro na regiãomineira. Para construir uma logística que 
garantisse o monopólio português e os lucros da Coroa, as chamadas Casas de Fundição foram instaladas 
para transformar o ouro em pó ou pepita em barras e garantir que ele fosse quintado. 
Com a alta carga tributária, os moradores da região decidiram protestar e reivindicar a não instalação das 
Casas de Fundição e o fim dos tributos sobre o comércio local. Entretanto, os manifestantes foram reprimidos 
pelas tropas locais e uma das lideranças, o português Filipe dos Santos foi condenado a morte como exemplo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
História 
 
A Inconfidência Mineira (Minas Gerais, 1789) 
Durante os séculos coloniais, as revoltas de nativos, escravizados e colonos sempre foram recorrentes, 
reivindicando desde questões básicas como direito à vida e à liberdade, até mais complexas, como a 
hegemonia na exploração aurífera ou o domínio de territórios. Na região mineira, deste modo, não foi diferente 
com as passadas Guerra dos Emboabas e a Revolta de Vila Rica, que diferente da Inconfidência Mineira, não 
tinham reivindicações separatistas, influências liberais ou iluministas. 
Visto isso, a Inconfidência Mineira (1789) se destacou exatamente por ter um viés diferente das antigas 
revoltas coloniais. Ao absorver as influências da recente independência as 13 colônias e dos pensamentos 
iluministas que circulavam pela colônia, sobretudo em lojas maçônicas, os conspiradores envolvidos com 
esse movimento puderam contestar não só taxas abusivas como a derrama (principal reivindicação), mas 
também pensar no fim do pacto colonial e na emancipação política e econômica entre a colônia e a metrópole, 
instalando, na região central do Brasil, um regime republicano. 
Assim, durante o chamado ciclo do ouro, um período marcado pelas altas taxas (quinto, derrama e capitação), 
pelo aumento do custo de vida (provocado pelo alvará de 1785, que proibia manufaturas na colônia) e pela 
pouca participação dos colonos nas decisões administrativas e políticas, as ideias liberais traziam respostas 
aos questionamentos e desejos da elite local, que passou a se reunir secretamente para conspirar contra a 
Coroa portuguesa. 
Os inconfidentes, de uma forma geral, eram homens letrados e ricos, que haviam estudado em Coimbra ou 
proprietários de minas e escravizados. Dentre eles, nomes como Cláudio Manoel 
da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Thomás Antônio Gonzaga e Francisco 
da Paula Freire eram importantes figuras do meio colonial. No entanto, o único 
fora desses padrões, sem muita influência política ou econômica era o alferes 
Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, que ficou marcado 
como um dos líderes e símbolos do movimento, muito mais pela punição severa 
que recebeu sozinho e pela posterior historiografia republicana do que, de fato, 
por ter liderado ou elaborado os planos dos inconfidentes. 
Apesar da revolta ter data marcada para o dia da cobrança da derrama, os 
inconfidentes foram denunciados por Joaquim Silvério dos Reis, Basílio de Brito 
Malheiro do Lago e Inácio Correia Pamplona, o que possibilitou a Coroa 
portuguesa a reprimir o movimento, prender os inconfidentes e aplicar penas de exílio aos revoltosos, exceto 
para Tiradentes, que foi preso no Rio de Janeiro e, em seguida, enforcado e esquartejado, tornando-se um 
grande exemplo para futuros movimentos. 
 
A Conjuração Baiana (Bahia, 1798) 
Diferente da Inconfidência Mineira, a conspiração organizada na Bahia teve influência da Revolução Francesa 
e contou com uma participação muito mais popular, o que se refletiu também nos próprios objetivos do 
movimento e nos outros nomes pelo qual ficou conhecido, como Revolta dos Alfaiates e Revolta dos Búzios. 
Assim, enquanto o movimento mineiro se posicionava contra as taxas absurdas cobradas, na Bahia, havia um 
desejo de liberdade plena (inclusive para os escravizados), de abertura dos portos, de maior liberdade 
comercial e de melhoria na qualidade de vida, pois, desde a transferência da capital de Salvador para o Rio de 
Janeiro (1763), houve uma perda considerável de recursos e prestígio. As tensões entre diferentes grupos 
cresciam no final do século XIX, com saques, conflitos, prisões e punições severas, assim, os ideais de 
liberdade, igualdade e fraternidade, que atravessavam o mar vindos da França, soavam como resposta para 
os problemas locais. Desta forma, a emancipação política, a liberdade comercial, com o fim do pacto colonial, 
e a abolição da escravidão, logo se tornaram respostas para uma população aflita. 
 
 
 
 
7 
História 
 
Assim como as outras revoltas coloniais, a Conjuração Baiana fracassou após ser denunciada para a Coroa 
portuguesa, que reprimiu o movimento e aplicou pena de morte para as quatro lideranças negras do 
movimento: os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas e os alfaiates Manuel Faustino dos 
Santos Lira e João de Deus Nascimento. O jornalista e cirurgião Cipriano Barata, um grande influenciador do 
movimento, recebeu pena branda e, posteriormente, participou de outras revoltas. 
 
 
 
 
 
8 
História 
 
Exercícios 
 
1. (UECE-2018) Ocorridos entre os meados do século XVII até as primeiras décadas do século XVIII, os 
movimentos nativistas apresentam-se como os primeiros sinais de uma crise do sistema colonial. 
Sobre esses movimentos, é correto afirmar que 
a) tinham como principal objetivo a separação política entre colônia e metrópole, com a autonomia 
administrativa e a formação de novas nações livres nas regiões onde ocorriam. 
b) em Minas Gerais, com a Guerra dos Emboabas e a Revolta de Felipe dos Santos, no Maranhão, 
com a Revolta dos Beckman, e em Pernambuco, com a Insurreição Pernambucana e a Guerra dos 
Mascates, aparecem as divergências entre os interesses dos colonos e os da metrópole. 
c) ocorreram somente em locais que vivenciavam crises econômicas, como o Rio Grande do Sul 
(Farroupilha 1835-1845) e Pernambuco (Revolução Pernambucana de 1817). 
d) somente a Confederação do Equador, ocorrida no nordeste brasileiro, pode ser tomada como um 
legítimo movimento nativista, uma vez que não pretendia a separação política em relação a 
Portugal, mas, somente, maior autonomia administrativa. 
 
2. (PUC-RS – 2015) Associe as Revoltas Coloniais (coluna A) as suas características essenciais (coluna 
B). 
Coluna A 
1. Revolta dos Beckman 
2. Guerra dos Emboabas 
3. Guerra dos Mascates 
4. Revolta de Vila Rica 
5. Inconfidência Mineira 
 
Coluna B 
 
( ) Transcorrido em Pernambuco, entre 1709 e 1710, o movimento caracterizou-se pela oposição entre 
os comerciantes de Recife contra os senhores de engenho de Olinda, tendo como base a tentativa 
dos mercadores recifenses em conseguir maior autonomia política e cobrar as dívidas dos 
produtores de açúcar olindenses. 
( ) Deflagrada no Maranhão, em 1684, a revolta teve como base o descontentamento com a proibição 
da escravidão indígena, decretada pela Coroa Portuguesa, a pedido da Companhia de Jesus, 
medida que prejudicou a extração das “drogas do sertão" pelos colonos europeus. 
( ) Ocorrido em Minas Gerais, em 1720, sob a liderança de Filipe dos Santos, o levante teve como 
causa a oposição ao sistema de taxação da Coroa Portuguesa, que resolveu estabelecer 4 Casas 
de Fundição na região mineradora, como forma de cobrar o quinto (imposto de vinte por cento) 
sobre o ouro. 
( ) Sucedido em Minas Gerais, no ano de 1708, o conflito opôs os paulistas (bandeirantes), primeiros 
aventureiros a descobrir e ocupar a zona da mineração, contra os "forasteiros", os seja, os grupos 
que chegaram depois na região, originários do reino ou de outras capitanias. 
 
 
 
 
 
9 
História 
 
A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é: 
a) 3 – 1 – 4 – 2 
b) 1 – 2 – 3 – 5 
c) 3 – 4 – 1 – 2 
d) 2 – 3 – 4 – 5 
e) 3 – 4 – 5 – 2 
 
 
3. (PUC-Camp SP - 2014) No século XVIII, emergiu nas MinasGerais uma pequena elite, culta e letrada, 
que se ocupava de tarefas burocráticas e administrativas e se dedicava às artes e à literatura. Atraída 
pelo ideal iluminista, essa elite foi protagonista de um surto literário inédito no Brasil, produzindo obras 
de natureza poética. Os poetas líricos Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa exaltavam 
a vida bucólica e os amores tranquilos, seguindo a tradição dos modelos clássicos, em um movimento 
literário que ficou conhecido como Arcadismo. Formados em Coimbra, Portugal, ambos ocupavam 
cargos públicos nas Minas Gerais e, em 1789, protagonizaram uma das primeiras conspirações 
separatistas na colônia: a Conjuração Mineira. 
(NAPOLITANO, Marcos; VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 293) 
O conhecimento histórico permite afirmar que a Conjuração, a que o texto de Marcos Napolitano e 
Mariana Villaça faz referência: 
a) tratou-se de uma revolução que propunha a perda, pelos grupos dominantes, dos privilégios 
sociais adquiridos depois de séculos do regime de produção escravista. 
b) foi um movimento no qual a questão colonial falava mais alto que a questão social, sendo o 
modelo norte-americano sua maior inspiração. 
c) caracterizou-se por se apropriar do conteúdo social mais marcante da Revolução Francesa, 
chegando mesmo a questionar o sistema escravista na colônia. 
d) representou o primeiro movimento de caráter emancipacionista da história colonial com conteúdo 
doutrinário definido e sólido apoio das camadas populares. 
e) mostrou que era possível vencer a dominação metropolitana e instaurar uma república 
independente baseada na liberdade e igualdade entre os cidadãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
História 
 
4. (UEM PR/2015) Antes da independência do Brasil, ocorrida em 1822, eclodiram em diferentes regiões 
várias revoltas contra o domínio português sobre o território brasileiro. A respeito dessas revoltas, 
assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 
(01) Na Inconfidência Mineira (1789), o descontentamento em relação à Coroa portuguesa partiu das 
classes mais desfavorecidas formadas por trabalhadores da extração do ouro e por escravos. 
(02) Com o objetivo de diminuir as revoltas coloniais, o governo de Portugal dividiu o território brasileiro 
em sesmarias, sob a administração dos governantes provinciais. 
(04) As ideias iluministas e a rejeição ao absolutismo monárquico alimentaram e fundamentaram 
sentimentos e revoltas anticoloniais. 
(08) A Conjuração Baiana (1798) congregou pessoas de diferentes grupos sociais, e boa parte delas 
desejava o fim da escravidão e a criação de uma República fundamentada em princípios de 
igualdade. 
(16) A Guerra dos Farrapos foi uma revolta organizada pelos criadores de gado do Rio Grande do Sul, 
que se opunham aos ideais de emancipação política do Brasil em relação a Portugal. 
Soma: ( ) 
 
 
5. (UNICAMP – 2016) A aquarela do artista João Teófilo, aqui reproduzida, dialoga com a pintura de Pedro 
Américo, “Tiradentes esquartejado” (1893). 
 
Sobre a obra de João Teófilo, publicada na capa de uma revista em 2015, é possível afirmar que: 
a) Trata-se de uma obra baseada em um quadro do gênero da pintura histórica, sendo que no trabalho 
de Pedro Américo o corpo de Tiradentes no patíbulo afasta-se da figura do Cristo, exemplo maior 
de mártir. 
b) Utilizando-se das mesmas formas do corpo esquartejado de Tiradentes pintado por Pedro Américo, 
o autor limita o número de sujeitos esquartejados e acentua o tom conservador da aquarela. 
c) A imagem fala sobre seu contexto de produção na atualidade, utilizando-se do simbolismo de 
Tiradentes, e procura ampliar a presença de negros como sujeitos sociais nas lutas coloniais e 
antiescravistas. 
d) Tiradentes consolidou-se como um mártir nacional no quadro de Pedro Américo, daí a necessidade 
do pintor de retratar seu corpo esquartejado. A obra de João Teófilo mostra que os mártires, 
embora negros, são um tema do passado. 
 
 
 
 
 
11 
História 
 
Gabarito 
 
1. B 
O sistema colonial viveu um período de grande desgaste durante o século XVII e XVIII com a ocorrência 
de uma série de levantes nativistas, que questionavam a administração da metrópole e o autoritarismo 
da Coroa portuguesa, que prejudicava os interesses dos colonos. 
 
2. A 
A relação entre a coluna A e a coluna B está correta na alternativa a), pois ela adequa as características 
das revoltas corretamente. 
 
3. B 
A conspiração mineira não chegou a se configurar em uma revolução, pois foi rapidamente denunciada 
e abafada pela metrópole. No entanto, esse movimento foi influenciado pelos ideais iluministas e pela 
independência das 13 colônias, que traziam para o Brasil grandes questionamentos sobre a colonização 
e o pacto colonial. Este movimento também acabou fechado, como revela o texto, em uma elite letrada 
que estava mais preocupada com a colônia do que com as questões sociais. 
 
4. 4 + 8 = 12 
Apenas a opção 04 e 08 estão corretas, pois, de fato, o pensamento iluminista que chegou na América 
foi fundamental para difundir ideias de libertação política e de ruptura com o pacto colonial, assim como, 
a Conjuração Baiana teve realmente uma participação plural de pessoas, com demandas sociais. 
 
5. C 
A pintura representada na questão referencia a obra de Pedro Américo, que pinta Tiradentes com um 
mártir da liberdade, um símbolo nacional e republicano. No entanto, essa representação de Tiradentes 
como cristo ofusca outros movimentos coloniais que ocorreram com o protagonismo de negros 
escravizados e indígenas. Assim, o autor se apropria da obra original para realizar uma releitura, 
destacando os corpos negros como sujeitos de uma história nacional e símbolos de luta e resistência. 
 
 
 
 
 
1 
Matemática 
 
Múltiplos e Divisores: MMC e MDC 
 
Exercícios 
 
1. O gerente de um cinema fornece anualmente ingressos gratuitos para escolas. Este ano serão 
distribuídos 400 ingressos para uma sessão vespertina e 320 ingressos para uma sessão noturna de 
um mesmo filme. Várias escolas podem ser escolhidas para receberem ingressos. Há alguns critérios 
para a distribuição dos ingressos: 
1. cada escola deverá receber ingressos para uma única sessão; 
2. todas as escolas contempladas deverão receber o mesmo número de ingressos; 
3. não haverá sobra de ingressos (ou seja, todos os ingressos serão distribuídos). 
 
O número mínimo de escolas que podem ser escolhidas para obter ingressos, segundo os critérios 
estabelecidos, é 
a) 2. 
b) 4. 
c) 9. 
d) 40. 
e) 80 
 
 
2. Maria adora séries de televisão e pretende assistir, durante um ano, a todos os episódios (de todas as 
temporadas e sem pular nenhum episódio) das suas três séries preferidas. Para isso, ela assistirá a 
três episódios por dia, sendo um de cada série. Sabe-se que cada temporada da série A tem 20 
episódios, da série B tem 24 episódios e da série C tem 18 episódios. Nenhuma das três séries tem 
mais que 365 episódios ao todo. Ela decidiu que começará, hoje, a assistir ao 1° episódio da primeira 
temporada de cada uma dessas três séries. Maria também sabe que haverá um certo dia X em que 
conseguirá, coincidentemente, assistir ao último episódio de alguma temporada das três séries. 
Ao final do dia X, Maria já terá assistido, ao todo, 
a) 12 temporadas completas das três séries. 
b) 15 temporadas completas da série A. 
c) 18 temporadas completas da série B. 
d) 20 temporadas completas da série C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Matemática 
 
3. Maria e Paula são amigas de infância e, sempre que podem, saem para pedalar juntas em torno do 
Estádio do Maracanã. Um dia, empolgadas com a ideia de saber mais sobre o desempenho da dupla, 
resolveram cronometrar o tempo que cada uma levava para dar uma volta completa em torno do 
estádio. Constataram que Maria dava uma volta completa em 6 minutos e 40 segundos, enquantoPaula demorava 8 minutos para fazer o mesmo percurso, ambas com velocidade constante. 
Paula então questionou o seguinte: "se sairmos juntos para um mesmo local, no mesmo momento, 
mas em sentidos contrários, em quanto tempo voltaremos a nos encontrar pela primeira vez no 
mesmo ponto de partida?". A resposta correta para a pergunta de Paula está presente na alternativa 
a) 48 minutos 
b) 40 minutos 
c) 32 minutos 
d) 26 minutos e 40 segundos 
e) 33 minutos e 20 segundos 
 
 
4. Um torneio de xadrez terá alunos de 3 escolas. Uma das escolas levará 120 alunos; outra, 180 alunos; 
e outra, 252 alunos. Esses alunos serão divididos em grupos, de modo que cada grupo tenha 
representantes das três escolas, e o número de alunos de cada escola seja o mesmo em cada grupo. 
Dessa maneira, o maior número de grupos que podem ser formados é 
a) 12 
b) 23 
c) 46 
d) 69 
 
5. Um estagiário recebeu a tarefa de organizar documentos em três arquivos. No primeiro arquivo, havia 
apenas 42 contratos de locação, no segundo arquivo, apenas 30 contratos de compra e venda, no 
terceiro arquivo, apenas 18 laudos de avaliação de imóveis. Ele foi orientado a colocar os documentos 
em pastas, de modo que todas as pastas devem conter a mesma quantidade de documentos. Alem de 
não poder mudar algum documento do seu arquivo original, deveria colocar na menor quantidade 
possivel de pastas. O número mínimo de pastas que ele pode usar é? 
a) 13 
b) 15 
c) 26 
d) 28 
e) 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Matemática 
 
6. (UEPG) Considerando que x e y são números naturais, tais que, m.m.c.(x, y) = 102 e m.d.c.(x, y) = 17, 
assinale o que for correto. 
(01) x + y > 80. 
(02) x e y são números pares. 
(04) xy é um número divisível por três. 
(08) xy é um número menor que 1500. 
Soma: ( ) 
 
 
 
 
4 
Matemática 
 
Gabarito 
 
1. C 
 
Em cada ciclo Y: 
 
2. D 
 
 
3. B 
Desde que Maria leva 6min 40s = 6 . 60 + 400s para dar uma volta completa e Paula demora 8min = 8 . 
60 = 480s para percorrer o memso percurso, podemos concluir que elas se encontrarão após 
mmc(400, 480) = mmc(24 . 52, 25 . 3 .5) = 25. 3 . 52 =2400s = 40min 
 
4. A 
O resultado pedido corresponde ao máximo divisor comum dos números 120, 180, e 252, ou seja, 
mdc(120, 180, 252) = mdc(23 . 5,22 . 32 . 5,22 .32 . 7) = 22 . 3 = 12. 
 
5. B 
O número de documentos em cada pasta é dado por mdc(42, 30, 18) = 6. Por conseguinte, a resposta é 
42
6
 + 
30
6
 + 
18
6
 = 15. 
 
6. 01 + 04 = 05 
mmc(x, y) . mdc(x,y) = xy 
102 . 17 = xy ➔ xy = 1734 
Decompondo: 
 
 
 
 
 
5 
Matemática 
 
Analisando as alternativas uma a uma: 
(01) Correta. Calculando: 
x + y > 80 
34 + 51 = 85 > 80 
102 + 17 = 119 > 80 
(02) Incorreta. Apenas uma dos números é par. 
(04) Correta. 1734 é divisível por 3. 
(08) Incorreta. 1734 > 1500. 
 
 
 
 
1 
Química 
 
 
Geometria molecular, polaridade e forças intermoleculares 
 
Resumo 
 
Teoria da repulsão dos pares eletrônicos 
A Teoria da Repulsão dos Pares Eletrônicos de Valência (TRPEV) → Força de repulsão entre os pares 
eletrônicos ligantes ou não, do átomo central. Eles tendem a manter a maior distância possível entre si, 
porém, as forças de repulsão eletrônica não são suficientes para que a ligação entre os átomos seja rompida, 
logo, podemos observar essa distância no ângulo formado entre eles. 
Tipos de nuvens eletrônicas 
 
 
Possibilidades de correpondência de uma nuvem eletrônica. 
Pares de elétrons 
Número de pares 
ligantes 
Números de pares 
não ligantes 
Geometria 
2 2 0 Linear 
3 
3 0 Trigonal Plana 
2 1 Angular 
4 
4 0 Tetraédrica 
3 1 Piramidal 
2 2 Angular 
 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
Geometria Molecular 
É possível analisar pela quantidade de elementos na fórmula molecular e se existe par de elétrons livres ou 
não. 
Obs: O elemento em menor quantidade tende a ser o elemento central na estrutura do composto. 
Linear 
Quando a substância for forma por dois elementos ou for formada por três elementos e o átomo central não 
apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: HCl (2 elementos) 
H Cl 
 Obs: Com dois elementos sempre é linear. 
CO2 (Três elementos) 
O C O 
 2 Nuvem eletrônica ligantes 
Olhando para a tabela, vemos que quando temos 2 pares de elétrons ligantes, a geometria é linear. 
Importante! O ângulo entre essas ligações é de 180°. 
 
Angular 
Quando a substância for forma por três elementos e o átomo central apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: H2O (3 elementos) 
 O 
 H H 
Olhando para a tabela, temos 4 nuvens elétronicas, sendo 2 de nuvens de elétrons ligantes e 2 de não 
ligantes. Logo, geometria angular. 
Importante!!! O ângulo entre essas ligações é de 104°30’ aproximadamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 nuvens eletrônicas não ligantes 
2 nuvens eletrônicas ligantes 
 
 
 
 
3 
Química 
 
Trigonal plana 
Quando a substância for forma por quatro elementos e o átomo central não apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: BF3 (4 elementos) 
 F 
 
 B 
 
 F F 
Olhando para a tabela, temos 3 nuvens elétronicas, sendo as 3 nuvens eletrônicas ligantes. Logo, geometria 
trigonal plana. 
Importante!!! 
O ângulo entre essas ligações é de 120° aproximadamente. 
Piramidal 
Quando a substância for forma por quatro elementos e o átomo central apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: NH3 (4 elementos) 
 N 
H H 
 H 
Olhando para a tabela, temos 4 nuvens elétronicas, sendo 3 nuvens eletrônicas ligantes e 1 nuvem eletrônica 
não ligante. Logo, geometria piramidal. 
Importante!!! 
O ângulo entre essas ligações é de 109° aproximadamente. 
Tetraédrica 
Quando a substância for forma por cinco elementos e o átomo central não apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: CH4 (5 elementos) 
 
 
 
 
Olhando para a tabela, temos 4 nuvens elétronicas, sendo as 4 nuvens eletrônicas ligantes. Logo, geometria 
tetraédrica. 
3 nuvens eletrônicas ligantes 
1 nuven eletrônica não ligante 
3 nuvens eletrônicas ligantes 
H 
C H 
H 
4 nuvens eletrônicas ligantes 
H 
 
 
 
 
4 
Química 
 
Importante!!! 
O ângulo entre essas ligações é de 109°28’ aproximadamente. 
Bipirâmide trigonal 
Quando a substância for forma por seis elementos e o átomo central não apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: PCl5 (6 elementos) 
 
Octaédrica 
Quando a substância for forma por sete elementos e o átomo central não apresentar par de elétrons livres. 
Exemplo: SF6 (7 elementos) 
 
Polaridade das ligações 
Ligação Iônica: nas ligações iônicas, a transferência de elétrons é definitiva, formação de cátions(positivo) e 
ânions(negativo). As ligações iônicas são sempre polares. 
 
Ligação Covalente: nas ligações formadas por átomos com a mesma eletronegatividade, não há formação 
de polos, pois a diferença de eletronegatividade é igual a zero. Formando ligação covalente apolar. 
Exemplo: Cl2 
Cl Cl 
∆en = 3,0 – 3,0 → ∆en = 0 
Nas ligações formadas por átomos com diferentes eletronegatividades, há formação de polos pois essa 
diferença é diferente de zero. Formando ligação covalente polar. 
Exemplo: HBr 
H Br 
∆en = 2,8 – 2,1 → ∆en = 0,7 
 
 
 
 
5 
Química 
 
Importante!!! 
Quando houver diferença de eletornegatidade, haveram a formaçam de um vetor resultante apontando para 
o elemento mais eletronegativo. 
No caso do HBr, o vetor aponta para o Br. 
H Br 
 Vetor 
Esse vetor vai ser fundamental para determinarmos a polaridade das moléculas. 
 
Polaridade das moléculas 
As moléculas podem ser classificadas em moléculas polares e apolares, dependendo do vetor de momento 
dipolo( ) da molécula ser anulado ou não. 
● Molécula apolar: = 0 
● Molécula polar: ≠ 0 
Exemplo: CO2 
 
Os vetores possuem a mesma diferença de eletronegatividade por serem entreos mesmos alementos, e 
possuem a mesma direção e sentidos opostos, fazendo com que se anulem e o momento dipolo( ) seja 
igual a zero. 
 
H2O 
 
O oxigênio da água possui dois pares de elétrons que não se ligam a nada, logo esses pares empurram as 
ligações O-H para baixo, formando assim um ângulo entre eles, os vetores não se anulam como na molécula 
de CO2. O momento dipolo( ) nesse caso é diferente de zero. 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Química 
 
Forças intermoleculares 
Temos três interações intermoleculares que aparecem com mais frequência nos vetibulares. São elas: 
Dipolo induzido-dipolo induzido, van der Waals ou dipolo-induzido → Ocorre nas moléculas apolares. 
Ex: H2, O2, CO2 
Dipolo permanente-dipolo permanente ou dipolo-dipolo → Ocorre nas moléculas polares. Desde que elas não 
possuam H-FON. 
Ex: HCl, HBr, HI, H2S 
 
Ligação de Hidrogênio → Antes essa força era chamada de ponte de hidrogênio. As ligações de hidrogênio 
são atrações intermoleculares fortíssimas que ocorrem entre moléculas polares que apresentam ligações 
do Hidrogênio com átomos muito eletronegativos como o Flúor, Oxigênio e Nitrogênio. 
Ex: HF, NH3, H2O 
 
Obs: O aumento da força é proporcional aos ponto de fusão e ebulição dos compostos. 
PSIU!! 
Ligação Íon-dipolo 
A interação íon-dipolo envolve um íon e uma molécula polar, de forma que as cargas que possuam caráter 
atrativo se aproximam. Portanto, quanto maior a carga do íon relativamente ao dipolo, maior a intensidade 
da ligação (melhor será a atração). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Química 
 
Exercícios 
 
1. Partículas microscópicas existentes na atmosfera funcionam como núcleos de condensação de vapor 
de água que, sob condições adequadas de temperatura e pressão, propiciam a formação das nuvens 
e consequentemente das chuvas. No ar atmosférico, tais partículas são formadas pela reação de 
ácidos (HX) com a base 3NH , de forma natural ou antropogênica, dando origem a sais de amônio 
4(NH X), de acordo com a equação química genérica: 
 
(g) 3(g) 4 (s)HX NH NH X+ → 
 
FELIX. E. P.; CARDOSO, A. A. Fatores ambientais que afetam a precipitação úmida. Química Nova na Escola, n. 21, maio 2005 
(adaptado). 
A fixação de moléculas de vapor de água pelos núcleos de condensação ocorre por 
a) ligações iônicas. 
b) interações dipolo-dipolo. 
c) interações dipolo-dipolo induzido. 
d) interações íon-dipolo. 
e) ligações covalentes. 
 
 
2. A proteína transmembrana de um macrófago apresenta aminoácidos constituídos pelos radicais 
polares R1 e R2, presentes em dois dos aminoácidos indicados pelas fórmulas estruturais presentes 
na figura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Química 
 
Um antígeno fora do macrófago liga-se a um dos radicais por interação dipolo permanente-dipolo 
permanente. Uma enzima produzida no citosol do macrófago interage com o outro radical por ligação 
de hidrogênio. 
Os radicais R1 e R2 constituem, respectivamente, os aminoácidos 
a) serina e alanina. 
b) aspartato e serina. 
c) alanina e serina. 
d) aspartato e alanina. 
e) serina e aspartato. 
 
 
3. A cromatografia é uma técnica de separação de substâncias orgânicas a partir da polaridade das suas 
moléculas. Admita que um corante natural foi analisado por essa técnica e que sua composição 
apresenta as seguintes substâncias: 
 
 
Após a separação cromatográfica, as moléculas do corante se distribuíram em duas fases: na primeira, 
identificaram-se as moléculas com grupamentos polares; na segunda, a molécula apolar. 
A substância presente na segunda fase é indicada por: 
a) I 
b) II 
c) III 
d) IV 
 
 
 
 
 
 
9 
Química 
 
4. Considerando a geometria molecular de algumas moléculas e íons, assinale a alternativa que lista 
apenas as espécies com geometria trigonal plana. 
a) 2 2 3
CO , SO , SO
 
b) 3 3 3O ,NH ,NO
−
 
c) 3 3 2NO , O , CO
−
 
d) 3 3 3
NH , BF , SO
 
e) 3 3 3SO ,NO ,BF
−
 
 
 
5. As espécies 2CO , 2NO e 2SO são gases em condições normais de temperatura e de pressão. 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação a essas três espécies químicas. 
(01) Elas são espécies químicas moleculares. 
(02) Elas são espécies químicas polares. 
(04) Apenas uma delas possui geometria molecular linear. 
(08) Pelo menos uma delas possui geometria molecular trigonal plana. 
(16) Apenas uma delas possui um par de elétrons não ligantes no átomo central. 
 Soma: ( ) 
 
 
6. Muitas das propriedades físicas das substâncias moleculares, como temperatura de fusão, 
temperatura de ebulição e solubilidade, podem ser interpretadas com base na polaridade das 
moléculas. Essa polaridade se relaciona com a geometria molecular e com o tipo de interações 
intermoleculares. 
O quadro a seguir apresenta algumas substâncias e suas respectivas temperaturas de ebulição a 
1atm. 
 
Substâncias TE ( C) 
A 
4CH 161,5− 
B HC 85− 
C 
2H O 99,97 
 
Com base nas informações apresentadas, analise as seguintes afirmativas: 
I. Quanto mais intensas forem as forças intermoleculares, maior a temperatura de ebulição de uma 
substância molecular. 
II. As interações intermoleculares nas moléculas são A: dipolo induzido-dipolo induzido; B: dipolo-
dipolo; C: ligação de hidrogênio. 
III. A geometria molecular e a polaridade das substâncias são: A: tetraédrica e apolar; B: linear e polar; 
C: linear e polar. 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Química 
 
Está incorreto apenas o que se afirma em: 
a) III. 
b) I e III. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) I. 
 
 
7. A crescente produção industrial lança ao ar diversas substâncias tóxicas que podem ser removidas 
pela passagem do ar contaminado em tanques para filtração por materiais porosos, ou para 
dissolução em água ou solventes orgânicos de baixa polaridade, ou para neutralização em soluções 
ácidas ou básicas. Um dos poluentes mais tóxicos liberados na atmosfera pela atividade industrial é 
a 2,3,7,8-tetraclorodioxina. 
 
 
 
Esse poluente pode ser removido do ar pela passagem através de tanques contendo 
a) hexano. 
b) metanol. 
c) água destilada. 
d) ácido clorídrico aquoso. 
e) hidróxido de amônio aquoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Química 
 
Gabarito 
 
1. D 
A reação fornecida no enunciado descreve a representação geral de um processo de neutralização. 
(g) 3(g) 4 (s) 4(aq) (aq)HX NH NH X NH X
+ −+ + 
 
A fixação da água aos íons formados se dá por interações do tipo íon dipolo. 
Esquematicamente: 
 
 
 
2. B 
 
Conclusão: os radicais R1 e R2 (polares) constituem, respectivamente, os aminoácidos serina e 
aspartato. 
 
3. A 
A substância presente na segunda fase é apolar (R 0)= . Trata-se da substância I, que possui apenas 
átomos de carbono e hidrogênio em sua estrutura. 
 
 
 
 
 
 
12 
Química 
 
4. E 
 
 
5. 01 + 04 + 16 = 21 
(01)Correta. Elas são espécies químicas moleculares, ou seja, são exemplos de moléculas. 
(02) Incorreta. CO2 á apolar, NO2 e SO2 são polares. 
 
(04) Correta. Apenas a molécula de CO2 possui geometria molecular linear. 
 
(08) Incorreta. CO2 é linear, NO2 e SO2 são angulares. 
 
(16) Correta. Apenas o SO2 possui um par de elétrons não ligantes no átomo central. 
 
 
6. A 
I. Correto. Quanto mais intensas forem as forças intermoleculares, maior a temperatura de ebulição 
(mudança do estado de agregação líquido para gasoso) de uma substância molecular. 
II. Correto. As interações intermoleculares nas moléculas são A (𝐶𝐻4): dipolo induzido-dipolo induzido 
(molécula apolar); B (𝐻𝐶ℓ): dipolo-dipolo (molécula polar); C (𝐻2𝑂): ligação de hidrogênio (molécula 
polar que apresenta o grupo 𝑂𝐻). 
III. Incorreto. A geometria molecular e a polaridade das substâncias são: 
 
 
 
 
 
13 
Química 
 
7. A 
A 2,3,7,8-tetraclorodioxina pode ser removida do ar pela passagem através de tanques contendo hexano 
(apolar),pois trata-se de uma molécula, predominantemente, apolar ( )R 0= . Sendo assim, “apolar 
absorve apolar”. 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Redação 
 
Leitura de redações de variados rendimentos do Enem 
 
Resumo 
 
A redação do Enem – Dissertação argumentativa 
Como vimos anteriormente – em aulas do curso regular e aprofundamento – o gênero textual exigido pelo 
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o dissertativo-argumentativo. Isso significa um amplo repertório 
para argumentar sobre um ponto de vista de forma clara, objetiva e impessoal. 
 
Dessa forma, praticar essa forma de escrita não se limita somente na produção de redações, é necessário 
desenvolver a leitura crítica de múltiplos textos do gênero para identificar os pontos a agregar ou não em sua 
forma de criação. Para isso, o material de “leitura de redações de variados rendimentos do ENEM” 
disponbilizou um compilado de textos para análise, com a finalidade de garantir uma leitura mais opinativa. 
 
Enem 2018 
Tema: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet 
 
Sendo uma das primeiras propostas que fugiu da temática nacional, o tema de 2018 optou por apresentar 
uma noção globalizada da realidade vigente. Enquanto os textos de apoio tinham teses e pontos de vista 
fortes e impactantes, era dever do vestibulando compreender o recorte para não fugir da proposta: abordar a 
relação do indivíduo com as mudanças comportamentais. Vejamos os textos de apoio: 
 
TEXTO I 
Às segundas-feiras pela manhã, os usuários de um serviço de música digital recebem uma lista personalizada 
de músicas que lhe permite descobrir novidades. Assim como os sistemas de outros aplicativos e redes 
sociais, este cérebro artificial consegue traçar um retrato automatizado do gosto de seus assinantes e 
constrói uma máquina de sugestões que não costuma falhar. O sistema se baseia em um algoritmo cuja 
evolução e usos aplicados ao consumo cultural são infinitos. De fato, plataformas de transmissão de vídeos 
on-line começam a desenhar suas séries de sucesso rastreando o banco de dados gerado por todos os 
movimentos dos usuários para analisar o que os satisfaz. O algoritmo constrói assim um universo cultural 
adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares 
reconhecíveis. Dessa forma, a filtragem de informações feita pelas redes sociais ou pelos sistemas de busca 
pode moldar nossa maneira de pensar. E esse é o problema principal: a ilusão de liberdade de escolha que 
muitas vezes é gerada pelos algoritmos. 
VERDÚ, Daniel. O gosto na era do algoritmo. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 11 jun. 2018 (adaptado). 
 
TEXTO II 
Nos sistemas dos gigantes da internet, a filtragem de dados é transferida para um exército de moderadores 
em empresas localizadas do Oriente Médio ao Sul da Ásia, que têm um papel importante no controle daquilo 
que deve ser eliminado da rede social, a partir de sinalizações dos usuários. Mas a informação é então 
processada por um algoritmo, que tem a decisão final. Os algoritmos são literais. Em poucas palavras, são 
 
 
 
 
2 
Redação 
 
uma opinião embrulhada em código. E estamos caminhando para um estágio em que é a máquina que decide 
qual notícia deve ou não ser lida. 
PEPE ESCOBAR. A silenciosa ditadura do algoritmo. Disponível em: http://outraspalavras.net. Acesso em: 5 jun. 2017 (adaptado). 
 
TEXTO III 
 
 
TEXTO IV 
Mudanças sutis nas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento. As 
redes têm selecionado as notícias sob títulos chamativos como “trending topics” ou critérios como 
“relevância”. Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado. Quanto mais informações 
relevantes tivermos nas pontas dos dedos, melhor equipados estamos para tomar decisões. No entanto, 
surgem algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e 
o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial. Quanto mais os sistemas souberem sobre 
você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma 
série de reações a “cutucadas” invisíveis. O que está em jogo não é tanto a questão “homem versus máquina”, 
mas sim a disputa “decisão informada versus obediência influenciada”. 
CHATFIELD, Tom. Como a internet influencia secretamente nossas escolhas. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 3 jun. 2017 
(adaptado). 
 
Redação nota 1000 
Em sua canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gilberto Gil louva a quantidade de informações 
disponibilizadas pelas plataformas digitais para seus usuários. No entanto, com o avanço de algoritmos e 
mecanismos de controle de dados desenvolvidos por empresas de aplicativos e redes sociais, essa 
 
 
 
 
3 
Redação 
 
abundância vem sendo restringida e as notícias, e produtos culturais vêm sendo cada vez mais direcionados 
– uma conjuntura atual apta a moldar os hábitos e a informatividade dos usuários. Desse modo, tal 
manipulação do comportamento de usuários pela seleção prévia de dados é inconcebível e merece um olhar 
mais crítico de enfrentamento. 
Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de limitar a própria 
cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Jürgen Habermas, no qual ele 
conceitua a ação comunicativa: esta consiste na capacidade de uma pessoa em defender seus interesses e 
demonstrar o que acha melhor para a comunidade, demandando ampla informatividade prévia. Assim, 
sabendo que a cidadania consiste na luta pelo bem-estar social, caso os sujeitos não possuam um pleno 
conhecimento da realidade na qual estão inseridos e de como seu próximo pode desfrutar do bem comum – 
já que suas fontes de informação estão direcionadas –, eles serão incapazes de assumir plena defesa pelo 
coletivo. Logo, a manipulação do comportamento não pode ser aceita em nome do combate, também, ao 
individualismo e do zelo pelo bem grupal. 
Em segundo lugar, vale salientar como o controle de dados pela internet vai de encontro à concepção do 
indivíduo pós-moderno. Isso porque, de acordo com o filósofo pós-estruturalista Stuart-Hall, o sujeito inserido 
na pós-modernidade é dotado de múltiplas identidades. Sendo assim, as preferências e ideias das pessoas 
estão em constante interação, o que pode ser limitado pela prévia seleção de informações, comerciais, 
produtos, entre outros. Por fim, seria negligente não notar como a tentativa de tais algoritmos de criar 
universos culturais adequados a um gosto de seu usuário criam uma falsa sensação de livrearbítrio e tolhe 
os múltiplos interesses e identidades que um sujeito poderia assumir. 
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições 
escolares são responsáveis pela educação digital e emancipação de seus alunos, com o intuito de deixá-los 
cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias de comunicação e informação e torná-los mais 
críticos. Isso pode ser feito pela abordagem da temática, desde o ensino fundamental – uma vez que as 
gerações estão, cada vez mais cedo, imersas na realidade das novas tecnologias – , de maneira lúdica e 
adaptada à faixa etária, contando com a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios 
comunicativos. Por meio, também, de palestras com profissionais das áreas da informática que expliquem 
como os alunos poderão ampliar seu meio de informações e demonstrem como lidar com tais seletividades, 
haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada. 
Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/downloads/2019/redacao_enem2019_cartilha_participante.pdf 
 
Análise 
A primeira percepção que se deve atribuir ao texto nota 1000 é para a forma de linguagem com o leitor. 
Embora o texto não ultrapasse a formalidade, é perceptível certo cuidadodo (a) candidato (a) para garantir 
uma leitura uniforme e objetiva, sem necessidade de rebuscar termos. Além disso, a organização entre os 
parágrafos, respeitando a uniformidade da quantidade de linhas e conectivos, também eleva a nota no que 
diz respeito aos pontos coesivos e de coerêcncia. 
Quanto ao conteúdo textual, é importante destacar que, mesmo não parafraseando nenhum dos textos de 
apoio, houve certo diálogo entre as informações externas escolhidas e o que era esperado pela proposta. 
Desse modo, o (a) candidato (a) conseguiu compreender a proposta para desenvolvê-la melhor. 
Também pode ser percebido que a escolha de contextualização cumpriu os requisitos da competência 2, uma 
vez que é utilizado uma referência à cultura popular (Gilberto Gil) e filosofia (Habbermas e Stuart Hall). Desse 
 
 
 
 
4 
Redação 
 
modo, é perceptível a capacidade de demonstrar referência nas diversas áreas do conhecimento, interligando 
com as argumentações. 
Por fim, é necessário ressaltar a compreensão da proposta de intervenção, uma vez que ela se faz de modo 
sistemático e coerente às necessidades exigidas pela competência 5 (agente – ação – meio – finalidade – 
detalhamento), veja: 
 
as instituições escolares (agente) são responsáveis pela educação digital e emancipação de seus alunos 
(ação), com o intuito de deixá-los cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias de 
comunicação e informação e torná-los mais críticos (finalidade). Isso pode ser feito pela abordagem da 
temática, desde o ensino fundamental (meio) – uma vez que as gerações estão, cada vez mais cedo, imersas 
na realidade das novas tecnologias – , de maneira lúdica e adaptada à faixa etária, contando com a 
capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos. (detalhamento) 
 
 
 
Enem 2017 
Tema: Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil 
 
TEXTO I 
CAPÍTULO IV 
DO DIREITO À EDUCAÇÃO 
 
Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo 
em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento 
possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, 
interesses e necessidades de aprendizagem. 
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação 
de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e 
discriminação. 
Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: 
[...] 
IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa 
como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas; [...] 
XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a 
ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação. 
(BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: www. planalto.gov.br. Acesso em: 9 de jun. 2017 - fragmento). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Redação 
 
TEXTO II 
 
 
TEXTO III 
 
 
TEXTO IV 
No Brasil, os surdos só começaram a ter acesso à educação durante o Império, no governo de Dom Pedro II, 
que criou a primeira escola de educação de meninos surdos, em 26 de setembro de 1857, na antiga capital 
do País, o Rio de Janeiro. Hoje, no lugar da escola funciona o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). 
Por isso, a data foi escolhida como Dia do Surdo. 
Contudo, foi somente em 2002, por meio da sanção da Lei nº 10.436, que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) 
foi reconhecida como segunda língua oficial no País. A legislação determinou também que devem ser 
garantidas, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas 
institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Libras como meio de comunicação objetiva. 
(Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 9 jun. 2017 - adaptado). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Redação 
 
Redação nota 1000 
A plena formação acadêmica dos deficientes auditivos, uma parcela das chamadas Pessoas com Deficiência 
(PCD), é um direito assegurado no recémaprovado Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015, também 
conhecido como Lei da Acessibilidade. Além de um direito legalmente garantido, a educação para esse grupo 
social é sociologicamente analisada como essencial para uma sociedade tolerante e inclusiva. Entretanto, 
observa-se o desrespeito a essa garantia devido ao preconceito, muitas vezes manifestado pela violência 
simbólica, e à insuficiência estrutural educacional brasileira. 
Nessa conjuntura, é necessário destacar as principais relevâncias de se garantir aos surdos a plena formação 
acadêmica. Segundo Hannah Arendt, em sua teoria sobre o Espaço Público, os ambientes e as instituições 
públicas – inclusive as escolas e as faculdades – têm que ser completamente inclusivas a todos do espectro 
social para exercer sua total funcionalidade e genuinidade. Analogamente , para atuarem como aparato 
democrático, tais instituições devem ser preparadas e devem garantir o espaço e a educação para os 
deficientes auditivos, constituindo, assim, uma sociedade diversificada, tolerante e genuína. Além disso, outra 
importância é o cumprimento dos direitos à educação e ao desenvolvimento intelectual , assegurados no 
Estatuto da PCD e na Constituição Federal de 1988, que não discrimina o acesso à cidadania a nenhum grupo 
social , sendo, dessa forma, uma obrigação constitucional . 
Contudo, observam-se algumas distorções para essa garantia educacional . Infelizmente , os surdos são alvo 
de preconceito e são vistos erroneamente como incapazes. Isso é frequentemente manifestado na forma de 
violência simbólica , termo do sociólogo Pierre Bordieu, que inclui os comportamentos, não necessariamente 
agressivos f ísica ou verbalmente , que excluiriam moralmente grupos minoritários, como a PCD, 
exemplificados na colocação desses indivíduos em postos de trabalho menos valorizados e menos 
remunerados. Adicionalmente , nota-se que outra manifestação dessa violência é a falta de uma infraestrutura 
escolar de qualidade com professores capacitados e com material adequado para garantir a devida formação 
educacional . Consequentemente , as vítimas dessa agressão simbólica tenderiam a se isolar, gerando, por 
exemplo, evasão escolar e redução da procura pela qualificação profissional e acadêmica por esses 
deficientes. 
Dessa forma , é necessário que , para garantir o ensino de qualidade e estruturado, o Ministério da Educação 
leve profissionais educadores especialistas em Libras para capacitar os professores já atuantes acerca do 
ensino aos deficientes auditivos e da adaptação às suas necessidades particulares na sala de aula. Isso deve 
ser feito com palestras instrucionais para os docentes de toda a hierarquia pedagógica. Complementarmente , 
o Ministério da Saúde deve disponibilizar profissionais, como psicólogos, que dêem o apoio e o estímulo para 
a continuidade educacional dos deficientes e desconstruam, com atividades lúdicas e interativas com todos 
os alunos, como simulações da surdez, os preconceitos acerca desse grupo social. 
Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2018/manual_de_redacao_do_enem_2018.pdf 
 
Análise 
Diferentementedo primeiro texto, a segunda produção escrita direciona o leitor para uma interação direta 
com os textos de apoio. Contudo, há a presença de um argumento de autoridade – filósofa contemporânea 
Hanna Arendt – que busca exemplificar as relações entre poder e inclusão, além do sociólogo francês Pierre 
Bordieu, cuja dedicação profissional se manifestou também na área da educação. Dessa forma, há certa 
tríade de competências argumentativas para fortalecer o argumento do texto, o que complementa o 
desenvolvimento de seu ponto de vista. 
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2018/manual_de_redacao_do_enem_2018.pdf
 
 
 
 
7 
Redação 
 
Quanto à proposta de intervenção, novamente há a concepção de todos os elementos necessários para 
atingir nota máxima na competência 5, vejamos: 
 
Dessa forma , é necessário que , para garantir o ensino de qualidade e estruturado, o Ministério da Educação 
(agente) leve profissionais educadores especialistas em Libras para capacitar os professores já atuantes 
(ação) acerca do ensino aos deficientes auditivos e da adaptação às suas necessidades particulares na sala 
de aula (detalhamento). Isso deve ser feito com palestras instrucionais para os docentes de toda a hierarquia 
pedagógica. (meio) Complementarmente , o Ministério da Saúde deve disponibilizar profissionais, como 
psicólogos, que dêem o apoio e o estímulo para a continuidade educacional dos deficientes e desconstruam, 
com atividades lúdicas e interativas com todos os alunos, como simulações da surdez, os preconceitos 
acerca desse grupo social. 
 
 
Enem 2016 
Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil 
 
TEXTO I 
Em consonância com a Constituição da República Federativa do Brasil e com toda a legislação que assegura 
a liberdade de crença religiosa às pessoas, além de proteção e respeito às manifestações religiosas, a 
laicidade do Estado deve ser buscada, afastando a possibilidade de interferência de correntes religiosas em 
matérias sociais, políticas, culturais etc. 
Disponível em: www.mprj.mp.br. Acesso em: 21 maio 2016 (fragmento) 
 
TEXTO II 
O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes 
agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes 
inafiançáveis e imprescritíveis. 
STECK, J. Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade. Jornal do Senado. Acesso em: 21 maio 2016 (fragmento) 
 
TEXTO III 
CAPÍTULO I 
 
Dos Crimes Contra o Sentimento Religioso 
Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo 
 
 Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou 
perturbar cerimônia de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: 
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa. 
Parágrafo único – se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da 
correspondente à violência. 
Brasil. Código Penal. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 21 maio 2016 (fragmento) 
 
 
 
 
 
 
8 
Redação 
 
Redação mediana 
O Brasil é um território formado pela miscigenação de diversos povos, entre eles: índios, europeus e 
africanos. Essa pluralidade cultural resultou na formação da identidade nacional do povo brasileiro que possui 
características que o distingue de sua antiga metrópole, por exemplo, a língua, os costumes, as tradições e a 
religião. Por esse motivo, o país possui representantes do cristianismo, budismo, islamismo, judaísmo, das 
religiões afro-brasileiras, entre outras. 
Com a chegada de diversas tribos africanas ao novo continente, trouxeram consigo suas diferentes 
religiões que iam de encontro ao movimento cristão propagado pelos colonizadores, os quais 
menosprezavam as crenças dos escravos. Hoje em dia, essa discriminação permanece, infelizmente, visto 
que muitos terreiros de umbanda são obrigados a reforçar a segurança de suas instituições devido a casos 
de intolerância religiosa em que imagens são jogadas na rua e quebradas na violação ao espaço sagrado 
alheio. Essa violência reforça o preconceito enraizado, pois segundo a Secretaria Nacional de Direitos 
Humanos, mais de 50% dos casos de perseguição é contra adeptos de religiões de matrizes africanas. 
Além disso, a falta de conhecimento do povo brasileiro é um fator que corrobora a permanência de 
casos de preconceito. Por mais que a Constituição Federal de 1988 – conhecida como “cidadã” – garanta a 
liberdade de expressão religiosa a todo cidadão, há estereótipos relacionados a religiões que se perpetuam 
com o passar dos anos e reforçam casos de intolerância. 
Fica evidente, portanto, que o povo brasileiro deve valorizar suas raízes históricas e mitigar os casos 
de intolerância religiosa no país. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação inclua na BNCC – Base 
Nacional Comum Curricular – o ensino das religiões presentes no território a partir de aulas interdisciplinares 
para promover o conhecimento sobre as diversas crenças, a inclusão dos fiéis e a diminuição do preconceito. 
 
Análise 
Diferentemente dos textos vistos acima, a última produção escrita do material apresenta uma redação 
mediana. Embora não seja plenamente desenvolvida, possui pontos positivos que devem ser mencionados. 
O primeiro faz referência à disposição de parágrafos no texto, uma vez que eles estão uniformemente 
distribuídos e com número de linhas similar. 
Contudo, no que diz respeito aos conhecimentos externos, não houve a exploração das diversas áreas, isso 
porque o (a) candidato (a) não se comprometeu em expandir sua referência histórica, o que comprometeu a 
competência 2. Além disso, o terceiro parágrafo – desenvolvimento 2 – não possui elaboração argumentativa 
bem explanada, deixando em defasagem a dissertação. 
Quanto à proposta de intervenção, é necessário ressaltar a necessidade de detalhamento, seja em qualquer 
um dos elementos indicados, para compreender melhor a solução: 
 
Fica evidente, portanto, que o povo brasileiro deve valorizar suas raízes históricas e mitigar os casos de 
intolerância religiosa no país. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (agente) inclua na BNCC 
– Base Nacional Comum Curricular – o ensino das religiões presentes no território (ação) a partir de aulas 
interdisciplinares (meio) para promover o conhecimento sobre as diversas crenças (finalidade) , a inclusão 
dos fiéis e a diminuição do preconceito. 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Redação 
 
Exercícios 
 
As questões abaixo fazem referência aos textos de apoio do Enem 2016 – Caminhos para combater a 
intolerância religiosa no Brasil. Analise a redação a seguir: 
 
O Brasil é um território formado pela miscigenação de diversos povos, entre eles: índios, europeus e 
africanos. Essa pluralidade cultural resultou na formação da identidade nacional do povo brasileiro que possui 
características que o distingue de sua antiga metrópole, por exemplo, a língua, os costumes, as tradições e a 
religião. Por esse motivo, o país possui representantes do cristianismo, budismo, islamismo, judaísmo, das 
religiões afro-brasileiras, entre outros. No entanto, mesmo que haja esse sincretismo, há, ainda, diversos 
casos de intolerância religiosa no Brasil por causa de raízes históricas e pela falta de conhecimento. 
Em primeiro lugar, cabe destacar que o território brasileiro ainda carrega heranças históricas advindas 
da escravidão. Com a chegada de diversas tribos africanas ao novo continente, trouxeram consigo suas 
diferentes religiões que iam de encontro ao movimento cristão propagado pelos colonizadores, os quais 
menosprezavam as crenças dos escravos. Hoje em dia, essa discriminação permanece, infelizmente, visto 
que muitos terreiros de umbanda são obrigados a reforçar a segurança de suas instituições devido a casos 
de intolerânciareligiosa em que imagens são jogadas na rua e quebradas na violação ao espaço sagrado 
alheio. Essa violência reforça o preconceito enraizado, pois segundo a Secretaria Nacional de Direitos 
Humanos, mais de 50% dos casos de perseguição é contra adeptos de religiões de matrizes africanas. 
Além disso, a falta de conhecimento do povo brasileiro é um fator que corrobora a permanência de casos 
de preconceito. Por mais que a Constituição Federal de 1988 – conhecida como “cidadã” – garanta a liberdade 
de expressão religiosa a todo cidadão, há estereótipos relacionados a religiões que se perpetuam com o 
passar dos anos e reforçam casos de intolerância. Em 2015, por exemplo, houve um atentado terrorista ao 
jornal francês “Charlie Hebdo” como protesto a uma edição recebida como insulto aos muçulmanos. 
Entretanto, essa ação repercutiu no mundo inteiro impulsionando casos de islamofobia pela associação 
indevida de que todo fiel é “extremista”, provocados pela ausência de informações sobre essa religião. 
Fica evidente, portanto, que o povo brasileiro deve valorizar suas raízes históricas e mitigar os casos de 
intolerância religiosa no país. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pelo 
setor educacional no Brasil, inclua na BNCC – Base Nacional Comum Curricular – faça o ensino das religiões 
presentes no território a partir de aulas interdisciplinares para promover o conhecimento sobre as diversas 
crenças, a inclusão dos fiéis e a diminuição do preconceito. Dessa forma, será possível promover a pluralidade 
cultural e religiosa que é característica dos tupiniquins. 
 
1. A redação acima faz parte de qual classificação textual? Justifique sua resposta. 
 
2. Quais estratégias de contextualização o (a) candidato (a) utilizou para atingir o objetivo na competência 
2? 
 
3. Analise a proposta de intervenção, identificando os elementos necessários. 
 
 
 
 
 
 
10 
Redação 
 
A redação abaixo é sobre o tema “A Xenofobia em discussão no século XXI”. Analise o texto para responder 
às questões. 
 
Discussões envolvendo xenofobia têm sido levantadas há muito tempo. Mas é fato que, nos últimos 
anos, em um contexto de mundo globalizado, com tráfego cada vez maior de pessoas entre nações, este 
problema tem se agravado. No âmbito brasileiro, essa questão é ainda recente e vem ganhando espaço nas 
discussões com a vinda de refugiados. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, traz a ideia do 
brasileiro enquanto “homem cordial”, mas essa ideia parece ser menos válida quando se discute a xenofobia 
em âmbito nacional, já que os estrangeiros são recebidos com frieza, são marginalizados e, frequentemente, 
sofrem violência. 
Esta rejeição ao estrangeiro parece vir de generalizações, como por exemplo com discursos como 
“muçulmanos são terroristas”, contendo uma visão muito despersonificada de um grupo de pessoas, que são 
cada vez mais comuns e contribuem para a disseminação da violência, tanto física, quanto verbal e estrutural 
- esta última, referente à não inserção do estrangeiro nos espaços geográficos e sociais do país para onde 
emigra. 
O filme Era o Hotel Cambridge, da diretora Eliane Caffé, ilustra muito bem esta última questão ao retratar, 
através de uma narrativa que mistura ficção e documentário, o dia-a-dia de refugiados sírios que, sem lugar 
para ir, acabam em uma ocupação do Movimento sem teto. 
Portanto, no ensino básico, seria interessante levar imigrantes de diferentes países como palestrantes, 
conscientizando os alunos acerca da problemática dos discursos xenofóbicos e dos efeitos negativos que 
esses discursos representam no dia-a-dia daqueles que buscam refúgio no Brasil. 
 
 
4. A qual classificação pertence o texto acima? Quais elementos justificam esse entendimento? 
 
5. Realize a reescrita do parágrafo de conclusão, apontando claramente os elementos necessários para 
a proposta de intervenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Redação 
 
Gabarito 
 
1. Compreendendo certa uniformidade de linhas entre parágrafos, além de escolha vocabular e 
contextualização, o texto faz parte das redações exemplares modelo ENEM. 
 
2. O(a) autor(a) utiliza a contextualização histórica – período da escravidão – para evidenciar as causas da 
problemática, além da constituição de 1988 e da pesquisa da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos 
para aprofundar o ponto de vista. 
 
3. Fica evidente, portanto, que o povo brasileiro deve valorizar suas raízes históricas e mitigar os casos de 
intolerância religiosa no país. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (agente), órgão 
responsável pelo setor educacional no Brasil, inclua na BNCC – Base Nacional Comum Curricular 
(detalhamento) – auxilie no ensino das religiões presentes (ação) no território a partir de aulas 
interdisciplinares (meio) para promover o conhecimento sobre as diversas crenças, a inclusão dos fiéis 
e a diminuição do preconceito. Dessa forma, será possível promover a pluralidade cultural e religiosa 
que é característica dos tupiniquins (finalidade). 
 
4. O texto corresponde a uma redação de nível mediano, uma vez que não possui argumentos desenvolvidos 
nos dois parágrafos centrais, além de não garantir todos os elementos da proposta de intervenção. 
Quanto à estrutura, também não respeita a uniformidade entre parágrafos. 
 
5. A principal saída para essa questão está na educação. No ensino básico, seria interessante levar 
imigrantes de diferentes países para palestrarem, conscientizando os alunos acerca da problemática dos 
discursos xenofóbicos e dos efeitos negativos que esses discursos representam no dia-a-dia daqueles 
que buscam refúgio no Brasil. Somente assim seria possível retornar ao “homem cordial” e instaurar na 
mentalidade coletiva a ideia de que seres humanos não são ilegais. 
Enem
Semana 8
Agora vai!
Enem 2020
1 
Biologia 
Ácidos Nucleicos 
Resumo 
Ácidos nucleicos são macromoléculas orgânicas formadas por unidades conhecidas como nucleotídeos. Os 
nucleotídeos são compostos por uma pentose (um monossacarídeo com cinco carbonos), um radical fosfato, 
derivado do ácido ortofosfórico, e uma base nitrogenada. 
Entre os ácidos nucleicos, pode-se destacar o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o RNA (ácido ribonucleico). 
As bases nitrogenadas são cinco, e podem ser classificadas como púricas e pirimídicas. 
• Púricas: adenina e guanina
• Pirimídicas: citosina, timina e uracila.
Bases nitrogenadas púricas e pirimídicas dos nucleotídeo 
É importante citar que a timina é uma base nitrogenada exclusiva do DNA, enquanto a uracila é uma base 
exclusiva do RNA. 
O pareamento das bases se dá da seguinte maneira: Adenina – Timina, Adenina – Uracila, Citosina – Guanina. 
Enquanto o DNA é uma molécula de fita dupla, o RNA é uma molécula de fita simples. A pentose que compõe 
o DNA é a desoxirribose, enquanto a pentose que compõe o RNA é a ribose.
2 
Biologia 
Os seres vivos armazenam sua informação genética no DNA. Para garantir a hereditariedade, sem perda de 
carga genética, o DNA deve ser capaz de se autoduplicar. Para se expressar, o DNA precisa ser transcrito em 
RNA, e este RNA será traduzido em proteína, na síntese proteica. Os processos então são conhecidos como 
autoduplicação (replicação), transcrição e tradução. 
O RNA pode ser dividido em: 
• RNA mensageiro, que leva a mensagem do núcleo (códons) para sintetizar proteína.
• RNA ribossomal, que irá formar os ribossomos.
• RNA transportador, que transportará anticódons com os aminoácidos para a proteína que será formada.
Normalmente, o RNA não é capaz de se replicar, mas os retrovírus de RNA são capazes de fazer uma 
transcrição reversa, transcrevendo um DNA a partir do RNA, usando uma enzima conhecida como 
transcriptase reversa, enquanto outros vírus de RNA são capazes de replicar seu RNA através da enzima RNA 
replicase. 
3 
Biologia 
Exercícios
1. No esquema abaixo sobre aestrutura do DNA, os números 1, 2 e 3 representam, respectivamente:
a) Base nitrogenada, desoxirribose e fosfato
b) Base nitrogenada, fosfato e desoxirribose
c) Fosfato, desoxirribose e base nitrogenada
d) Fosfato, base nitrogenada e desoxirribose
e) Desoxirribose, fosfato e base nitrogenada.
2. Em 2004, comemorou-se 50 anos da publicação do trabalho de Francis Crick e James Watson, que
estabeleceu o modelo da estrutura da molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA). Entre as
afirmativas a seguir, assinale a alternativa CORRETA.
a) Uma cadeia simples de DNA é constituída de nucleotídeos, compostos por uma desoxirribose
ligada a um fosfato e a um aminoácido.
b) A polimerização de uma fita simples de DNA é dita semiconservativa, pois independe da existência
de uma fita molde.
c) Os nucleotídeos são polimerizados por meio de ligações fosfodiéster entre o fosfato e a base
nitrogenada.
d) Duas cadeias simples de DNA formam uma dupla-hélice, por meio da formação de pontes de
hidrogênio entre as bases nitrogenadas.
e) As duas cadeias de uma dupla-hélice possuem a mesma orientação, e suas sequências de bases
são complementares.
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
3. A reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla em inglês) é uma técnica de biologia molecular que 
permite replicação in vitro do DNA de forma rápida. Essa técnica surgiu na década de 1980 e permitiu 
avanços científicos em todas as áreas de investigação genômica. A dupla hélice é estabilizada por 
ligações hidrogênio, duas entre as bases adenina (A) e timina (T) e três entre as bases guanina (G) e 
citosina (C). Inicialmente, para que o DNA possa ser replicado, a dupla hélice precisa ser totalmente 
desnaturada (desenrolada) pelo aumento da temperatura, quando são desfeitas as ligações hidrogênio 
entre as diferentes bases nitrogenadas. 
Qual dos segmentos de DNA será o primeiro a desnaturar totalmente durante o aumento da 
temperatura na reação de PCR? 
a) c) e) 
b) d) 
 
 
 
4. As moléculas de DNA são polinucleotídios formados por duas cadeias dispostas em forma de hélice. 
As duas cadeias estão unidas entre si pelas bases nitrogenadas, que se ligam por meio de: 
a) ligações metálicas. 
b) ligações de hidrogênio. 
c) ligações iônicas. 
d) ligações polipeptídicas. 
e) ligação nucleica. 
 
 
5. Quanto à sua estrutura química, o DNA e o RNA são 
a) polipeptídeos. 
b) nucleoproteínas. 
c) polissacarídeos. 
d) fosfatídeos. 
e) polinucleotídeos. 
 
 
6. O DNA e o RNA são constituídos de muitas unidades, os nucleotídios. Cada nucleotídio é constituído 
por um grupo fosfato, por uma pentose e por uma base nitrogenada. A diferença entre DNA e RNA se 
estabelece 
a) na pentose e nas bases nitrogenadas. 
b) no fosfato e nas bases nitrogenadas. 
c) na pentose e no fosfato. 
d) na pentose, nas bases nitrogenadas e no fosfato. 
e) apenas nas bases nitrogenadas. 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
7. “Após o anúncio histórico da criação de vida artificial no laboratório do geneticista Craig Venter, o 
mesmo responsável pela decodificação do genoma humano em 2001, o presidente dos EUA, Barack 
Obama, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia para analisarem as consequências 
e as implicações da nova técnica.” 
O Globo on line, 22 maio 2010. 
A experiência de Venter ainda não explica como a vida começou, mas reforça novamente que, sob 
determinadas condições, fragmentos químicos são unidos para formar a principal molécula 
responsável pelo código genético da vida. Para a síntese de uma molécula de DNA em laboratório, a 
partir de uma fita molde de DNA, além do primer, deve-se utilizar 
a) nucleotídeos de Timina, Citosina, Guanina e Adenina; DNA e RNA polimerase. 
b) nucleotídeos de Timina, Citosina, Guanina e Uracila; e DNA polimerase. 
c) nucleotídeos de Timina, Citosina, Guanina e Adenina; e DNA polimerase. 
d) nucleotídeos de Timina, Citosina, Guanina e Uracila; e RNA polimerase. 
e) nucleotídeos de Timina, Citosina, Guanina, Uracila e Adenina; e DNA polimerase. 
 
 
8. Considere uma sequência de DNA com 100 pares de bases de comprimento contendo 32 timinas. 
Quantas citosinas, guaninas e adeninas essa sequência terá, respectivamente? 
a) 32, 68, 68. 
b) 68, 32, 68. 
c) 68, 68, 32. 
d) 32, 18, 18. 
e) 18, 32, 18. 
 
 
9. Um fabricante afirma que um produto disponível comercialmente possui DNA vegetal, elemento que 
proporcionaria melhor hidratação dos cabelos. 
 
Sobre as características químicas dessa molécula essencial à vida, é correto afirmar que o DNA 
a) de qualquer espécie serviria, já que têm a mesma composição. 
b) de origem vegetal é diferente quimicamente dos demais, pois possui clorofila. 
c) das bactérias poderia causar mutações no couro cabeludo. 
d) dos animais encontra-se sempre enovelado e é de difícil absorção. 
e) de características básicas assegura sua eficiência hidratante. 
 
 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
10. Em 1950, Erwin Chargaff e colaboradores estudavam a composição quimica do DNA e observaram que 
a quantidade de adenina (A) é igual à de timina (T), e a quantidade de guanina (G) é igual à de citosina 
(C) na grande maioria das duplas fitas de DNA. Em outras palavras, esses cientistas descobriram que 
o total de purinas (A + G) e o total de pirimidinas (C + T) eram iguais. Um professor trabalhou esses 
conceitos em sala de aula e apresentou como exemplo uma fita simples de DNA com 20 adeninas, 25 
timinas, 30 guaninas e 25 citosinas. 
Qual a quantidade de cada um dos nucleotídeos, quando considerada a dupla fita de DNA formada pela 
fita simples exemplificada pelo professor? 
a) Adenina: 20; Timina: 25; Guanina: 25; Citosina: 30. 
b) Adenina: 25; Timina: 20; Guanina: 45; Citosina: 45. 
c) Adenina: 45; Timina: 45; Guanina: 55; Citosina: 55. 
d) Adenina: 50; Timina: 50: Guanina: 50; Citosina: 50. 
e) Adenina: 55; Timina: 55; Guanina: 45: Citosina: 45. 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. C 
1 – tanto o DNA quanto o RNA possuem uma molécula de fosfato; 
2 – pentose, que no caso do DNA é a desoxirribose; 
3 – base nitrogenada, que no caso do DNA pode ser adenina, guanina, citosina e timina. 
 
2. D 
Na molécula de DNA podemos encontrar as seguintes bases nitrogenadas: adenina (A), citosina (C), 
guanina (G) e timina (T), sendo que a base timina (T) liga-se sempre à adenina (A) por duas pontes de 
hidrogênio, e a base citosina (C) está sempre ligada à guanina (G) por três pontes de hidrogênio. 
 
3. C 
Citosina e Guanina se ligam através de três ligações de hidrogênio, enquanto Adenina e Timina se ligam 
através de duas ligações de hidrogênio. A molécula em questão sofrerá desnaturação mais facilmente 
devido ao maior número de pares A-T. 
 
4. B 
As duas cadeias de DNA mantêm-se ligadas pelas ligações de hidrogênio estabelecidas pelos pares de 
bases específicos. 
 
5. E 
Os nucleotídeos são compostos por uma base nitrogenada, uma pentose e um grupo fosfato. Os 
polinucleotídeos são formados por muitos nucleotídeos. DNA e RNA são polinucleotídeos. 
 
6. A 
A desoxirribose é a pentose que entra na composição química do DNA, enquanto a ribose entra na 
constituição do RNA. Uma outra diferença entre as moléculas de DNA e a de RNA está nas bases 
nitrogenadas: no DNA, as bases são citosina, guanina, adenina e timina; já no RNA, no lugar da timina, 
tem-se a uracila. 
 
7. C 
As bases utilizadas no DNA são: Timina, Citosina, Guanina e Adenina. Sendo assim, já descartamos as 
alternativas B, D e E (pois elas falam da uracila, que é do RNA). A DNA polimerase é a enzima fundamental 
para a polimerização de novas fitas de DNA, portanto é a letra C. 
 
8. C 
Se existem 32 timinas, terão que existir 32 adeninas para que haja o pareamento das bases nitrogenadas. 
Para completar 100, faltariam 68 bases nitrogenadas (100 – 32 = 68) que seriam complementadas por 
citosina (68) e guanina (68). 
 
9. A 
O DNA sempre é composto por uma base nitrogenada (timina, adenina, citosinae guanina), uma 
desoxirribose e um radical fosfato. Portanto independente da espécie, a composição química seria a 
mesma. 
 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
 
10. C 
O enunciado diz que a fita simples possui 20 Adenina, 25 Timina, 30 Guanina e 25 Citosina. A fita 
complementar terá a seguinte quantidade de bases, complementando a fita descrita: 20 Timina, 25 
Adenina, 30 Citosina e 25 Guanina. A fita dupla completa terá a soma das bases das duas fitas, ou seja: 
45 Adenina, 45 Timina, 55 Guanina e 55 Citosina. 
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Ciclos Biogeoquímicos 
 
Resumo 
 
Ciclos Biogeoquímicos 
Os ciclos biogeoquímicos são aqueles que relacionam 
elementos abióticos do meio ambiente, elementos 
químicos e os seres vivos. Os ciclos importantes são: ciclo 
do carbono, ciclo do oxigênio, ciclo da água e ciclo do 
nitrogênio. 
 
 
 
Ciclo do Carbono 
O ciclo do carbono se inicia com a fixação deste elemento pelos seres autotróficos, através da fotossíntese 
ou quimiossíntese, e fica disponível para os consumidores e decompositores. Durante a respiração celular e 
a fermentação, o gás carbônico retorna para o meio ambiente. 
 
O CO2 também é liberado para a atmosfera na queima de combustíveis fósseis como carvão mineral, gasolina 
e óleo diesel, e durante a queimada de florestas, contribuindo para o agravamento do efeito estufa. 
 
 
Ciclo do Oxigênio 
O ciclo do oxigênio também está relacionado a estes processos: durante a fotossíntese, o oxigênio é liberado 
para a atmosfera e, durante a respiração celular e a combustão, ocorre o consumo deste gás. 
 
 
 
 
 
2 
Biologia 
 
Na estratosfera, o oxigênio é transformado em ozônio (O3) por ação dos raios ultravioletas, formando a 
camada de ozônio, importante contra a entrada em excesso dessa radiação planeta, cuja exposição pode 
aumentar a incidência de câncer de pele, pela interferência com o material genético. 
 
Atenção! 
A liberação de clorofluorcarbonos (CFCs), presentes em sistemas de refrigeração e aerossóis, estava levando 
à destruição da camada de ozônio. Recentemente, foram substituídos. 
 
 
 
Ciclo da Água 
O ciclo da água mostra o caminho da água no ambiente: sua forma gasosa, após condensada, sofre 
precipitação, e então em seu estado líquido, pode evaporar ou se infiltrar no solo formando lençóis freáticos. 
Ele pode ser dividido em ciclo curto da água, onde não há presença de seres vivos, ou ciclo longo da água, 
onde os seres vivos participam com a transpiração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Biologia 
 
Ciclo do Nitrogênio 
O nitrogênio atmosférico (N2) forma cerca de 78% da composição do ar. No entanto, não pode ser aproveitado 
dessa forma pela maior parte dos seres vivos, que precisam desse nitrogênio para a constituição de proteínas 
(função amina dos aminoácidos) e ácidos nucleicos (em bases nitrogenadas). 
Leguminosas, como o feijão, a lentilha e a ervilha, possuem uma associação mutualística com bactérias do 
gênero Rhizobium, que formam nódulos em suas raízes e realizam o processo de fixação. Esse processo 
transforma o nitrogênio atmosférico (N2) em amônia (NH3). 
Bactérias nitrificantes, Nitrossomonas e Nitrobacter, fazem o processo de conversão da amônia em nitrito 
(NO2-) e posteriormente em nitrato (NO3-), respectivamente. 
O nitrato é o principal produto no solo aproveitado pelos vegetais, por meio do processo da assimilação. Esse 
nitrogênio é passado ao longo da cadeia alimentar para os consumidores. 
Bactérias e fungos decompositores retornam ao solo esse nitrogênio presente nos seres vivos na forma de 
amônia (NH3). 
Para fechar o ciclo, há conversão do nitrato em nitrogênio atmosférico pelas bactérias desnitrificantes. 
 
 
Figura 2 Aminoácido Figura 1 Bases Nitrogenadas 
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
Exercícios 
 
1. O aquecimento global, ocasionado pelo aumento do efeito estufa, tem como uma de suas causas a 
disponibilização acelerada de átomos de carbono para a atmosfera. Essa disponibilização acontece, 
por exemplo, na queima de combustíveis fósseis, como a gasolina, os óleos e o carvão, que libera o gás 
carbônico (CO2) para a atmosfera. Por outro lado, a produção de metano (CH4), outro gás causador do 
efeito estufa, está associada à pecuária e à degradação de matéria orgânica em aterros sanitários. 
Apesar dos problemas causados pela disponibilização acelerada dos gases citados, eles são 
imprescindíveis à vida na Terra e importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico, porque, por 
exemplo, o 
a) metano é fonte de carbono para os organismos fotossintetizantes. 
b) metano é fonte de hidrogênio para os organismos fotossintetizantes. 
c) gás carbônico é fonte de energia para os organismos fotossintetizantes. 
d) gás carbônico é fonte de carbono inorgânico para os organismos fotossintetizantes. 
e) gás carbônico é fonte de oxigênio molecular para os organismos heterotróficos aeróbios. 
 
 
2. O nitrogênio é essencial para a vida e o maior reservatório global desse elemento, na forma de N2, é a 
atmosfera. Os principais responsáveis por sua incorporação na matéria orgânica são microorganismos 
fixadores de N2, que ocorrem de forma livre ou simbiontes com plantas. 
ADUAN, R.E. et al. Os grandes ciclos biogeoquímicos do planeta. Planaltina: Embrapa, 2004 (adaptado). 
Animais garantem suas necessidades metabólicas desse elemento pela 
a) absorção do gás nitrogênio pela respiração. 
b) ingestão de moléculas de carboidratos vegetais. 
c) incorporação de nitritos dissolvidos na água consumida. 
d) transferência da matéria orgânica pelas cadeias tróficas. 
e) protocooperação com microorganismos fixadores de nitrogênio. 
 
 
3. O ciclo biogeoquímico do carbono compreende diversos compartimentos, entre os quais a Terra, a 
atmosfera e os oceanos, e diversos processos que permitem a transferência de compostos entre esses 
reservatórios. Os estoques de carbono armazenados na forma de recursos não renováveis, por exemplo, 
o petróleo, são limitados, sendo de grande relevância que se perceba a importância da substituição de 
combustíveis fósseis por combustíveis de fontes renováveis. A utilização de combustíveis fósseis 
interfere no ciclo do carbono, pois provoca 
a) aumento da porcentagem de carbono contido na Terra. 
b) redução na taxa de fotossíntese dos vegetais superiores. 
c) aumento da produção de carboidratos de origem vegetal. 
d) aumento na quantidade de carbono presente na atmosfera. 
e) redução da quantidade global de carbono armazenado nos oceanos. 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
4. A fotossíntese é o processo biológico predominante para a produção do oxigênio encontrado na 
atmosfera. Aproximadamente 30% do nosso planeta é constituído por terra, onde se encontram 
grandes florestas, e 70% por água, onde vive o fitoplâncton. 
Considerando-se estas informações e o ciclo biogeoquímico do oxigênio, pode-se afirmar que: 
a) as florestas temperadas e a Floresta Amazônica produzem a maior parte do oxigênio da Terra; 
b) a Floresta Amazônica é a principal responsável pelo fornecimento de oxigênio da Terra; 
c) as algas microscópicas são as principais fornecedoras de oxigênio do planeta; 
d) a Mata Atlântica é a maior fonte de oxigênio do Brasil; 
e) os manguezais produzem a maior parte do oxigênio da atmosfera. 
 
 
5. Na técnica de plantio conhecida por hidroponia, os vegetais são cultivados em uma solução de 
nutrientes no lugar do solo, rica em nitrato e ureia. Nesse caso, ao fornecer esses nutrientes na forma 
aproveitável pela planta, a técnica dispensa o trabalho das bactérias fixadoras do solo, que, na natureza, 
participam do ciclo do(a) 
a) água. 
b) carbono. 
c) nitrogênio. 
d) oxigênio. 
e) fósforo. 
 
 
6. O ciclo da água é fundamental para a preservação da vida no planeta. As condições climáticas da Terra 
permitem que a água sofra mudanças de fase e a compreensão dessas transformações é fundamental 
para se entender o ciclo hidrológico. Numadessas mudanças, a água ou a umidade da terra absorve o 
calor do sol e dos arredores. Quando já foi absorvido calor suficiente, algumas das moléculas do líquido 
podem ter energia necessária para começar a subir para a atmosfera. 
Disponível em: http://www.keroagua.blogspot.com. Acesso em: 30 mar. 2009 (adaptado). 
 
A transformação mencionada no texto é a 
a) fusão. 
b) liquefação. 
c) evaporação. 
d) solidificação. 
e) condensação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
7. O alemão Fritz Haber recebeu o Prêmio Nobel de química de 1918 pelo desenvolvimento de um 
processo viável para a síntese da amônia (NH3). Em seu discurso de premiação, Haber justificou a 
importância do feito dizendo que: 
“Desde a metade do século passado, tornou-se conhecido que um suprimento de nitrogênio é uma 
necessidade básica para o aumento das safras de alimentos; entretanto, também se sabia que as 
plantas não podem absorver o nitrogênio em sua forma simples, que é o principal constituinte da 
atmosfera. Elas precisam que o nitrogênio seja combinado […] para poderem assimilá-lo. 
Economias agrícolas basicamente mantêm o balanço do nitrogênio ligado. No entanto, com o advento 
da era industrial, os produtos do solo são levados de onde cresce a colheita para lugares distantes, 
onde são consumidos, fazendo com que o nitrogênio ligado não retorne ã terra da qual foi retirado. 
Isso tem gerado a necessidade econômica mundial de abastecer o solo com nitrogênio ligado. […] A 
demanda por nitrogênio, tal como a do carvão, indica quão diferente nosso modo de vida se tornou com 
relação ao das pessoas que, com seus próprios corpos, fertilizam o solo que cultivam. 
Desde a metade do último século, nós vínhamos aproveitando o suprimento de nitrogênio do salitre 
que a natureza tinha depositado nos desertos montanhosos do Chile. Comparando o rápido 
crescimento da demanda com a extensão calculada desses depósitos, ficou claro que em meados do 
século atual uma emergência seríssima seria inevitável, a menos que a química encontrasse uma saída.” 
HABER, F. The Synthesis of Ammonia from its Elements. Disponível em: www.nobelprize.org. Acesso em: 13jul. 2013 
(adaptado) 
De acordo com os argumentos de Haber, qual fenômeno teria provocado o desequilíbrio no “balanço 
do nitrogênio ligado”? 
a) O esgotamento das reservas de salitre no Chile. 
b) O aumento da exploração de carvão vegetal e carvão mineral. 
c) A redução da fertilidade do solo nas economias agrícolas. 
d) A intensificação no fluxo de pessoas do campo para as cidades. 
e) A necessidade das plantas de absorverem sais de nitrogênio disponíveis no solo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
8. A aplicação excessiva de fertilizantes nitrogenados na agricultura pode acarretar alterações no solo e 
na água pelo acúmulo de compostos nitrogenados, principalmente a forma mais oxidada, favorecendo 
a proliferação de algas e plantas aquáticas e alterando o ciclo do nitrogênio, representado no esquema. 
A espécie nitrogenada mais oxidada tem sua quantidade controlada por ação de microrganismos que 
promovem a reação de redução dessa espécie, no processo denominado desnitrificação. 
 
O processo citado está representado na etapa 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) IV. 
e) V. 
 
9. Várias mudanças ambientais interferm no ciclo biogeoquímico do carbono. Sabe-se que a maior parte 
desse elemento está armazenada nas rochas e sedimentos da crosta terrestre, como indica a tabela: 
 
Adaptado de ib.usp.br 
A exploração intensa dos recorsos naturais acelera o processo de conversão do carbono encontrado 
em rochas e sedimentos, em compostos de carbono que circulam nos outros reservatórios. 
Uma consequência desse proccesso é: 
a) redução da eutrofização 
b) aumento do efeito estufa 
c) aumento da camada de azônio 
d) redução da fixação de nitrogênio 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
10. Durante o período de desova dos salmões no Hemisfério Norte, são despejados no ecossistema 80 kg 
de nitrogênio derivados da captura desses peixes pelos ursos. Esse cálculo foi realizado para uma 
extensão de 250 metros de rio. 
SCIENTIFIC AMERICAN, n. 52, 2006. Brasil. [Adaptado]. 
De acordo com o texto, a decomposição dos restos orgânicos do salmão é um importante fator para o 
ciclo do nitrogênio num ecossistema do Hemisfério Norte. A ausência das bactérias do gênero 
Nitrosomonas, pode provocar nesse ecossistema, 
a) diminuição da disponibilidade de nitrato com consequente redução da absorção desse íon pelas 
plantas. 
b) elevação de nitrito no solo e consequente intoxicação dos microrganismos. 
c) aumento do processo de nitrificação com consequente elevação da absorção de nitrito pelas 
plantas. 
d) queda de bactérias do gênero Rhizobium, diminuindo a fixação simbiótica de nitrogênio. 
e) redução de íon amônio e consequente diminuição da síntese de clorofila. 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. D 
Os seres fotossintetizantes utilizam o CO2 para o processo da fotossíntese, na síntese de matéria 
orgânica. 
 
2. D 
As bactérias fixadoras possuem a função de fixar o nitrogênio, que sofre depois um processo de 
nitrificação até se transformar em nitrato, que é absorvido pelas plantas e depois através da cadeia 
alimentar, esse nutriente é incorporado pelos animais. 
 
3. D 
A queima dos combustíveis fósseis é responsável por uma grande eliminação de gás carbônico (CO2) na 
atmosfera, aumentando a concentração deste gás que não estaria normalmente disponível na atmosfera, 
pois estava presente dentro das camadas da crosta terrestre, tratando-se assim de um excedente. 
 
4. C 
As grandes florestas formam uma comunidade clímax, fazendo com que a taxa de oxigênio gerado seja 
equivalente a taxa de consumo desse gás. As algas oceânicas permanecem então como a maior fonte 
de O2 da atmosfera. 
 
5. C 
Bactérias fixadoras participam do ciclo do nitrogênio, desnecessárias nesse caso pelo fornecimento de 
nitrado. 
 
6. C 
A evaporação é o processo da transformação do estado físico da água de líquido para gasoso. 
 
7. D 
O consumo dos produtos nitrogenados em locais distantes de sua produção, como nas cidades, 
compromete o ciclo do nitrogênio, já que essas substâncias não estão retornando ao local de onde foram 
retiradas, no caso, as regiões de campos agrícolas. 
 
8. E 
A desnitrificação é feita por bactérias e corresponde à conversão do nitrato (NO3-) em nitrogênio 
atmosférico (N2), fechando o ciclo. 
 
9. B 
O carbono é encotrado em sua maior parte, depositado em rochas e sedimenos da crosta terrestre. Com 
isso, a concentração encontrada na atmosfera, é muito pequena, comparada ao reservatório. A intensa 
exploração dos recursos naturais pode causar o aumento da concentração de carbono na atmosfera. 
 
10. A 
A ausência das nitrossomonas impede o processo de nitrificação, com menor formação de nitrato, 
substância melhor assimilada pelos vegetais. 
 
 
 
 
1 
Filosofia / Sociologia 
 
Moral 
Resumo 
 
A palavra moral vem do latim moris que significa costumes. Para conviver em grupo sem que se instaure o 
caos é necessário que existam regras e normas de comportamentos que definimos como valores. Esses 
valores são uma espécie de bússola definindo o que apropriado fazer. Essas práticas positivas são 
importantes para manter a coesão social. Dessa forma, nossa convivência é guiada por um senso mais ou 
menos compartilhado de certo e errado, bom e mau, adequado e inadequado. Todo esse aparato 
comportamental é compartilhado em um meio social, ensinado a todos desde o nascimento. Assim, todos os 
seres humanos realizam suas ações a partir do que julgam ser certo ou errado. Também podemos julgar, a 
partir de um dado código moral, as ações dos outros. Esse julgamento, baseado nos valores ou regras morais, 
é conhecido por juízo moral. 
A moral varia de grupo para grupo. Toda sociedade, independentemente de sua estrutura, tipo de governoou 
cultura, possui seu próprio conjunto de valores morais. Não à toa facilmente podemos observar que, para uma 
determinada cultura, certa atitude ou hábito é correto, enquanto para outra não é. Um exemplo disso é a nudez, 
que para algumas tribos indígenas não é considerada errado, mas para a nossa já é vista como atentado ao 
pudor. Toda moral expressa uma compreensão da vida, uma “visão de mundo”. É comum que essa visão de 
mundo seja naturalizada e tomemos nossa percepção de certo e errado como certos e errados universais. 
Superar essa naturalização é um passo importante para compreender as diferenças e distinguir o juízo que 
fazemos baseados em nossa subjetividade e os fatos em si. 
Além de variar de acordo com o meio social em que está inserida, a moral também se modifica ao longo do 
tempo numa mesma cultura. A inserção das mulheres no mercado de trabalho é um bom exemplo disso. Há 
100 anos atrás era considerado impróprio que uma mulher trabalhasse, já que sua principal função era cuidar 
do lar e da família. Hoje em dia, com a alteração de seu papel social, não se vê mais como algo errado que a 
mulher trabalhe. 
Considerar o próximo é um aspecto fundamental nos juízos morais. Porque, além de ser um aparato 
construído e compartilhado coletivamente (baseado em expectativas coletivas), o código moral também se 
manifesta como garantia mínima de integridade e dignidade. O debate e reprodução dos valores morais em 
sociedade se guia pelo zelo e preocupação com o bem-estar dos indivíduos em comunidade. Isso significa 
dizer que essas regras e normas apontam comumente para o reconhecimento dos humanos como pessoas 
dotadas das características de humanidade possíveis no interior de cada cultura. 
Na relação entre os valores e as ações e ideias é possível afirmar que estas podem ser classificadas como 
morais, imorais e amorais. Ações e ideias morais são as que estão de acordo com o código moral nas quais 
estão inseridas. Ou seja, se uma ação ou ideia observa os valores do grupo onde ocorrem, ela é considerada 
moral. Imoral é seu exato oposto. Qualquer ação ou ideia que, ciente do código moral, fere os valores 
formados e compartilhados por um dado grupo. Comumente tratamos o que imoral e amoral como sendo a 
mesma coisa. Mas há uma diferença essencial. Ações e ideias amorais não são adequadas à moral porque 
desconhecem o código de valores. As pessoas que realizam essas ações não dominam essas normas e, por 
isso, não têm como as observar. 
 
 
 
 
 
2 
Filosofia / Sociologia 
 
Exercícios 
 
1. (ENEM 2011) “O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive 
sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as 
pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida 
nação fictícia de Lima Barreto).” 
FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de São Paulo, 4 de out. de 2009 (adaptado) 
 
O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma 
ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são 
a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas. 
b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação. 
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente. 
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter 
e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurídicas. 
 
 
2. (Enem 2013) “A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e 
esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais 
nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes 
atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos 
como felicidade.” 
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010. 
 
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como 
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza. 
b) plenitude espiritual e ascese pessoal. 
c) finalidade das ações e condutas humanas. 
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. 
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 
 
 
3. (Uel 2011) “A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa 
mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do 
homem dotado de sabedoria prática.” 
(Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada ética em Aristóteles, pode-se dizer que a 
virtude ética 
a) reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta. 
b) implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta. 
c) consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta. 
d) pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas. 
e) baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais 
perfeitos. 
 
 
 
 
3 
Filosofia / Sociologia 
 
4. (Enem 2017) “A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de 
fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade 
possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta 
promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.” 
RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006. 
 
Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma 
a) fundamentação científica de viés positivista. 
b) convenção social de orientação normativa. 
c) transgressão comportamental religiosa. 
d) racionalidade de caráter pragmático. 
e) inclinação de natureza passional. 
 
 
5. (Enem 2017) “Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito 
bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente 
pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência 
bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta 
maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros 
de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.” 
KANT, l. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo. Abril Cultural, 1980 
 
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto 
a) assegura que a ação seja aceita por todos a partir livre discussão participativa. 
b) garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra. 
c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal. 
d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios. 
e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas. 
 
 
 
 
 
 
4 
Filosofia / Sociologia 
 
6. (Ufpa 2011) “Em minha opinião, o voto livre deve ser defendido por razões filosóficas. (...) Ao tornar o 
voto obrigatório, de algum modo é reduzido o grau de liberdade que existe por trás da decisão 
espontânea do cidadão de ir à seção eleitoral e escolher um candidato. Podemos afirmar que o voto 
obrigatório, constrangido pela lei, não é moral se comparado ao sufrágio livre, resultado da deliberação 
de um sujeito autônomo. E, para Kant, há uma identidade entre ser livre e ser moral.” 
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u356288.shtml.(Adaptado) 
 
O autor do texto se manifesta contrário ao voto obrigatório e justifica sua posição tendo por base a 
Ética kantiana. Do ponto de vista de Kant, o indivíduo ao votar constrangido pela lei não age moralmente 
porque 
a) a ação praticada não foi livre, na medida em que uma ação verdadeiramente livre deve visar à 
felicidade do indivíduo e não ao interesse do Estado. 
b) é forçado, sem aprovação de sua vontade, a praticar um ato cujo móbil não é o princípio do dever 
moral. 
c) o seu voto não foi fruto de uma escolha consciente, mas sim motivado por ideologias partidárias. 
d) sua ação foi praticada por imposições do Estado e favorece candidatos desonestos, que podem 
comprar votos. 
e) agiu por imposição da lei jurídica e não da lei moral, que requer que sua escolha esteja 
comprometida com interesses externos ao sujeito. 
 
 
7. “O sujeito ético procede a um descentramento, tornando-se capaz de superar o narcisismo infantil, e 
move-se na direção do outro, reconhecendo sua igual humanidade.” 
(ARANHA; MARTINS, 2009, p. 23). 
 
Com base nessa afirmativa, que expressa uma atitude de um sujeito ético, é correto afirmar: 
a) Respeitar aos outros é condição de não moralidade. 
b) Promover discriminação e preconceito é tarefa de um sujeito ético. 
c) A submissão e o temor são marcas de uma educação para a autonomia. 
d) Incentivar a violência em qualquer nível é uma marca de um sujeito ético. 
e) Considerar o outro como também um sujeito de direitos é fundamental para a convivência 
democrática e cidadã. 
 
 
 
 
 
 
5 
Filosofia / Sociologia 
 
8. (UEL 2006) “Aristóteles foi o primeiro filósofo a elaborar tratados sistemáticos de Ética. O mais 
influente desses tratados, a Ética a Nicômaco, continua a ser reconhecido como uma das obras-primas 
da filosofia moral. Ali nosso autor apresenta a questão que, de seu ponto de vista, constitui a chave de 
toda investigação ética: Qual é o fim último de todas as atividades humanas?” 
(CORTINA, Adela; MARTÍNEZ, Emilio. Ética. Trad. Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 2005. p. 57.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a ética aristotélica, é correto afirmar: 
a) É uma ética que desconsidera os valores culturais e a participação discursiva dos envolvidos na 
escolha da concepção de bem a ser perseguida. 
b) É uma ética do dever que, ao impor normas de ação universais, transcende a concepção de vida 
boa de uma comunidade e exige o cumprimento categórico das mesmas. 
c) É uma ética compreendida teleologicamente, pois o bem supremo, vinculado à busca e à realização 
plena da felicidade, orienta as ações humanas. 
d) É uma ética que orienta as ações por meio da bem-aventurança proveniente da vontade de Deus, 
porém sinalizando para a irrealização plena do bem supremo nesta vida. 
e) É uma ética que compreende o indivíduo virtuoso como aquele que já nasce com certas qualidades 
físicas e morais, em função de seus laços sanguíneos. 
 
 
9. (Uel 2010) De acordo com Aristóteles, “a vida consagrada ao ganho, que tem como fim a riqueza, não 
é a vida feliz. Portanto, a vida consagrada ao ganho identifica erroneamente o que é o bem ou a 
felicidade.” 
(ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W. D. Ross. São 
Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 12.) 
 
Qual a principal razão invocada por Aristóteles para rejeitar a vida que tem como fim último a riqueza? 
a) A vida consagrada ao ganho é apenas um meio e não um fim em si mesmo. 
b) O acúmulo de bens exteriores representa uma agressão à natureza. 
c) A busca de riqueza é um fim acalentado por indivíduos mesquinhos e egoístas. 
d) A vida consagrada ao ganho é modo de vida típico do capitalismo. 
e) A riqueza torna as pessoas escravas do dinheiro e, portanto, infelizes. 
 
 
 
 
 
6 
Filosofia / Sociologia 
 
10. (Unesp 2014) “Tradição de pensamento ético fundada pelos ingleses Jeremy Bhentam e John Stuart 
Mill, o utilitarismo almeja muito simplesmente o bem comum, procurando eficiência: servirá aos 
propósitos morais a decisão que diminuir o sofrimento ou aumentar a felicidade geral da sociedade. 
No caso da situação dos povos nativos brasileiros, já se destinou às reservas indígenas uma extensão 
de terra equivalente a 13% do território nacional, quase o dobro do espaço destinado à agricultura, de 
7%. Mas a mortalidade infantil entre a população indígena é o dobro da média nacional e, em algumas 
etnias, 90% dos integrantes dependem de cestas básicas para sobreviver. Este é um ponto em que o 
cômputo utilitarista de prejuízos e benefícios viria a calhar: a felicidade dos índios não é proporcional à 
extensão de terra que lhes é dado ocupar.” 
(Veja, 25.10.2013. Adaptado.) 
 
A aplicação sugerida da ética utilitarista para a população indígena brasileira é baseada em 
a) uma ética de fundamentos universalistas que deprecia fatores conjunturais e históricos. 
b) critérios pragmáticos fundamentados em uma relação entre custos e benefícios. 
c) princípios de natureza teológica que reconhecem o direito inalienável do respeito à vida humana. 
d) uma análise dialética das condições econômicas geradoras de desigualdades sociais. 
e) critérios antropológicos que enfatizam o respeito absoluto às diferenças de natureza étnica. 
 
 
 
 
 
7 
Filosofia / Sociologia 
 
Gabarito 
 
1. D 
Moral, por oposição a ética, é o nome que se dá ao conjunto de normas de convivência social criadas 
pelas diversas sociedades humanas ao longo de seu processo de desenvolvimento histórico 
 
2. C 
Na ética eudaimonista de Aristóteles, a felicidade, entendida não como mera soma de prazeres, mas 
como plena realização do ser humano, é o sentido último da vida humana, devendo ser, por isso, também 
o critério fundamental da conduta ética. 
 
3. A 
Para Aristóteles, a vida ética que conduz à felicidade caracteriza-se pela prática das virtudes, hábitos bons 
e equilibrados, sempre na justa medida entre um vício por falta e um vício por excesso. É o caso, por 
exemplo, da coragem, que está entre a covardia e a temeridade. 
 
4. D 
Para a ética utilitarista de Bentham, o critério de conduta é um cálculo de perdas e ganhos: certos é o que 
produz maiores benefícios e menores prejuízos. Trata-se, pois, de uma ética profundamente racional e 
pragmática, voltada não para grandes ideais, como a felicidade e o dever, mas para a avaliação das 
consequências mais imediatas das ações. 
 
5. C 
Na ética deontológica de Kant, o que deve reger as ações humanas é o imperativo categórico, norma 
absoluta e universal que nos ordena só praticarmos aquilo que nós aceitaríamos que todos os outros 
seres humanos também praticassem. Ora, aquele que realiza uma falsa promessa, aceita fazê-lo, mas 
não aceitaria que fizessem uma falsa promessa para ele próprio. 
 
6. B 
Tal como Kant, o autor do texto acredita que não é suficiente, para que uma pessoa seja considerada 
verdadeiramente justa, que ela pratique ações corretas. Mais do que isso, é necessário também que a 
intenção do agente seja boa, isto é, que ele esteja sendo movido pelo puro amor ao dever. 
 
7. E 
Como observamos, o é um aspecto fundamental nos juízos morais. A moral é construída coletivamente, 
guia as ações dos indivíduos em coletividade e resguarda a dignidade mínima. A moral sempre se 
direciona para o bem-estar dos indivíduos em comunidade. Para isso, é preciso que os indivíduos 
inseridos em dado código moral precisam reconhecer o outro como dotado das características 
necessárias para ser resguardado pelo código moral vigente. 
 
8. C 
A principal característica da ética aristotélica é o seu caráter teleológico ou finalista. Para ela, ao contrário 
do que dizem os deontologistas, não existem deveres válidos por si, independentemente dos nossos 
desejos. Para ela também, por outro lado, diferente do que pensam os utilitaristas, não apenas existem 
os desejos pragmáticos por maiores benefíciose menores dores, mas há sim um desejo fundamental, 
transcendental e profundo que decorre de nossa própria essência: o desejo por uma felicidade completa. 
 
 
 
 
 
8 
Filosofia / Sociologia 
 
9. A 
Para Aristóteles, a felicidade não pode ser identificada com a riqueza pelo fato de esta não poder nunca 
saciar completamente o coração humano. De fato, a riqueza é por definição algo incompleto, que não tem 
valor por si mesma, mas sim por nos permitir adquirir outras coisas por meio dela. 
 
10. B 
Para a ética utilitarista de Bentham, o critério de conduta é um cálculo de perdas e ganhos: certos é o que 
produz maiores benefícios e menores prejuízos. Trata-se, pois, de uma ética profundamente racional e 
pragmática, voltada não para grandes ideais, como a felicidade e o dever, mas para a avaliação das 
consequências mais imediatas das ações. 
 
 
 
 
1 
Física 
 Leis de Newton 
 
Resumo 
 
 
Isaac Newton (1642 -1727). Inglês de Woolstorpe, fundamentou-se nos 
trabalhos de Galileu para apresentar as leis do movimento em seu livro 
Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Elaborou a 
importantíssima Lei da Atração das Massas, que deu à Física e à 
Astronomia explicações essenciais. Formulou teorias sobre Óptica e 
estudou a decomposição da luz branca nos prismas. Ao perceber que a 
matemática da época era insuficiente para descrever completamente os 
fenômenos físicos conhecidos, desenvolveu o Cálculo Diferencial 
Integral, abrindo novos horizontes aos pesquisadores. Segundo Voltaire, 
Newton seria “o maestro que regeria a orquestra quando, um dia, todos 
os gênios do mundo se reunissem”. 
 
 
Força é o agente físico cujo efeito dinâmico é a aceleração. 
 
Conceito de força resultante 
Consideremos o arranjo experimental representado na figura abaixo, em que um bloco, apoiado em uma 
mesa horizontal e lisa, é puxado horizontalmente pelos garotos A e B. garoto A puxa o bloco para a direita, 
aplicando-lhe uma força �⃗�𝐴. O garoto B, por sua vez, puxa o bloco para a esquerda, exercendo uma força �⃗�𝐵. 
Esquematicamente, temos: 
 
 
Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Se apenas A puxasse o bloco, este seria acelerado para a direita, com aceleração �⃗�𝐴. Se, entretanto, apenas 
B puxasse o bloco, este seria acelerado para a esquerda, com aceleração �⃗�𝐵. 
 
Supondo que A e B puxem o bloco conjuntamente, observaremos como produto final uma aceleração �⃗�, que 
poderá ter características diversas. Tudo dependerá da intensidade de �⃗�𝐴 comparada à de �⃗�𝐵: 
• Se |�⃗�A| > |�⃗�B|, notaremos �⃗� dirigida para a direita; 
• Se |𝐹⃗⃗ ⃗⃗ A| = |�⃗�B|, teremos �⃗� = 0⃗⃗ (equilíbrio); 
• Se |𝐹⃗⃗ ⃗⃗ A| < |�⃗�B|, �⃗� será orientada para a esquerda. 
 
 
 
2 
Física 
 
A força resultante de �⃗�𝐴 e �⃗�𝐵 equivale a uma força única que, atuando sozinha, imprime ao bloco a mesma 
aceleração a que �⃗�𝐴 e �⃗�𝐵 imprimiriam se agissem em conjunto. 
 
Com base no que foi exposto, podemos concluir: 
Tudo o que possui matéria tem inércia. 
A inércia é uma característica própria da matéria. 
 
E ainda: 
Para que as tendências inerciais de um corpo sejam vencidas, é necessária a intervenção de força externa. 
 
Princípio da Inércia (1ª Lei de Newton) 
Este princípio está implícito nos itens anteriores. Vamos agora formalizá-lo por meio de dois enunciados 
equivalentes. 
 
Se a força resultante sobre uma partícula é nula, ela permanece em repouso ou em movimento retilíneo e 
uniforme, por inércia. 
 
Note que, para variar a velocidade vetorial de um corpo, é necessária a intervenção de uma força resultante, 
fruto das ações de agentes externos ao corpo. Sozinho (livre de força resultante externa), um corpo em 
movimento mantém velocidade vetorial constante, por inércia. 
 
Princípio Fundamental da Dinâmica (2ª Lei de Newton) 
Consideremos uma partícula submetida à ação de uma força resultante �⃗� . O que devemos esperar que 
aconteça com essa partícula? Ela adquirirá uma aceleração �⃗�, isto é, experimentará variações de velocidade 
com o decorrer do tempo. Supondo que �⃗� seja horizontal e dirigida para a direita, qual será a direção e o 
sentido de �⃗�? Mostra a experiência que �⃗� terá a mesma orientação de �⃗� , ou seja, será horizontal para a 
direita. 
 
Ou, de forma genérica: 
F = m a 
 
 
Escrevendo essa expressão na forma vetorial, temos: 
 
�⃗� = 𝐦�⃗⃗� 
 
Força [F] = kg.m/s² = kg.m.s-2 = N (newton). 
 
Um newton é a intensidade da força que, aplicada em uma partícula de massa 
igual a 1 quilograma, produz na sua direção e no seu sentido uma aceleração 
de módulo 1 metro por segundo, por segundo. 
 
 
 
 
3 
Física 
 
Peso de um corpo 
Uma caixa de isopor vazia é leve ou pesada? Um grande paralelepípedo maciço de aço é leve ou pesado? As 
noções de leve ou pesado fazem parte de nosso dia a dia e nos possibilitam responder de imediato a 
perguntas como essas: a caixa de isopor vazia é leve e o grande paralelepípedo maciço de aço é pesado. 
Um corpo é tanto mais pesado quanto mais intensa for a força de atração gravitacional exercida pelo planeta 
sobre ele. Por outro lado, todos sabemos que, se largarmos uma laranja ou outros corpos nas proximidades 
da Terra, eles cairão verticalmente, indo de encontro à superfície do planeta. Isso se deve também a uma 
interação de natureza gravitacional que ocorre entre a Terra e o corpo, que recebe uma força atrativa dirigida 
para o centro de massa do planeta. Essa força é o que, na ausência de atritos, faz o corpo despencar em 
movimento acelerado até colidir com o solo. 
 
Ex.1: 
Ao caminhar, uma pessoa age no chão, empurrando-
o “para trás”. Este, por sua vez, reage na pessoa, 
empurrando-a “para a frente”. Observemos, nesse 
caso, que a ação está aplicada no solo, enquanto a 
reação está aplicada na pessoa. 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
Ex.2: 
Na colisão entre dois automóveis, ambos se 
deformam. Isso prova que, se um deles age, o outro 
reage em sentido contrário. Os automóveis trocam 
forças de ação e reação que têm mesma intensidade, 
mesma direção e sentidos opostos. 
Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Ex.3: 
Ao remar um barco, uma pessoa põe em prática a Lei da Ação e da Reação. O remo age na água, empurrando-
a com uma força −�⃗�. Esta, por sua vez, reage no remo, empurrando-o em sentido oposto com uma força �⃗�. 
É importante notar que a ação −�⃗� está aplicada na água, enquanto a reação �⃗� está aplicada no remo. Ação 
e reação aplicam-se em corpos diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Embora os carros troquem forças de intensidades 
iguais, ficará menos deformado aquele que receber 
a pancada numa região de estrutura mais 
resistente. 
 
 
 
2 
Física 
 Ex.4: 
Consideremos um corpo sobre a influência do campo1 gravitacional terrestre. Conforme sabemos, o corpo é 
atraído gravitacionalmente, sendo solicitado por uma força �⃗⃗�. Mas, se a Terra, por meio do seu campo de 
gravidade, age no corpo, este reage na Terra, atraindo-a com uma força −�⃗⃗�. 
 
O corpo e a Terra interagem gravitacionalmente, formando um par ação-reação. Observemos que �⃗⃗� está 
aplicada no corpo, enquanto −�⃗⃗� está aplicada na Terra (no seu centro de massa). 
 
 
Ilustração fora de escala e em cores-fantasia. 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
Obs.: Nos três primeiros exemplos, as forças de ação e reação exercidas pelos corpos descritos são forças 
de contato. Entretanto, no exemplo 4, a interação entre a Terra e o corpo se dá a uma certa distância, ou seja, 
não precisa de um contato físico para ocorrer, constituindo, assim, forças de campo. 
É importante perceber que as forças de ação e reação têm sempre a mesma natureza, ou seja, são ambas de 
contato ou ambas de campo. 
 
3ª Lei de Newton (ação e reação) 
Um experimento simples que você já deve ter realizado está esquematizado na figura abaixo, naqual está 
representado um balão de borracha movimentando-se à medida que expele o ar existente em seu interior. 
 
 
 
1 campo: O conceito de campo será desenvolvido futuramente. No entanto, tenha em mente já de que campo é uma 
propriedade dos pontos do espaço. 
 
 
 
3 
Física 
 Esse fenômeno pode ser explicado pelo Princípio da Ação e da Reação. Cada partícula do ar ejetado recebe 
“força para trás”. Essas partículas, que são em grande número, reagem no balão com “pequenas forças para 
a frente”. Essas “forças” originam uma força resultante expressiva, capaz de acelerar o corpo elástico. 
 
Toda ação acompanha uma reação com forças de: 
• Mesmo módulo; 
• Mesma direção; 
• Sentidos opostos; 
• Atuam em corpos diferentes. 
 
 
 
 
4 
Física 
 Exercícios 
 
1. O peso de um corpo depende basicamente de sua massa e da aceleração da gravidade em um local. 
A tirinha a seguir mostra que o Garfield está tentando utilizar seus conhecimentos de Física para 
enganar o seu amigo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com os princípios da Mecânica, se Garfield for para esse planeta: 
a) ficará mais magro, pois a massa depende da aceleração da gravidade. 
b) ficará com um peso maior. 
c) não ficará mais magro, pois sua massa não varia de um local para outro. 
d) ficará com o mesmo peso. 
e) não sofrerá nenhuma alteração no seu peso e na sua massa. 
 
 
2. O texto abaixo é um pequeno resumo do trabalho de Sir Isaac Newton (1643 – 1727) e refere-se à(s) 
seguinte(s) questões de Física. 
Sir Isaac Newton foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha 
sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Devido à peste negra, em 1666, Newton 
retoma à casa de sua mãe e, neste ano de retiro, constrói suas quatro principais descobertas: o 
Teorema Binomial, o Cálculo, a Lei da Gravitação Universal e a natureza das cores. Foi Newton quem 
primeiro observou o espectro visível que se pode obter pela decomposição da luz solar ao incidir sobre 
uma das faces de um prisma triangular transparente (ou outro meio de refração ou de difração), 
atravessando-o e projetando-se sobre um meio ou um anteparo branco, fenômeno este conhecido 
como dispersão da luz branca. No artigo "Nova teoria sobre luz e cores" (1672) e no livro Óptica (1704) 
Newton discutiu implicitamente a natureza física da luz, fornecendo alguns argumentos a favor da 
materialidade da luz (Teoria corpuscular da luz). Construiu o primeiro telescópio de reflexão em 1668. 
Em 1687 publica Philosophiae Natura/is Principia Mathematica (Princípios matemáticos da filosofia 
natural), em três volumes, obra na qual enunciou a lei da gravitação universal generalizando e 
ampliando o trabalho de Kepler. Nesta obra descreve, além das três leis de Newton, que fundamentam 
a mecânica clássica, o movimento dos corpos em meios resistentes, vibrações isotérmicas, 
velocidade do som, densidade do ar, queda dos corpos na atmosfera, pressão atmosférica, resumindo 
suas descobertas. O trabalho de Newton é atemporal e um dos alicerces da Mecânica Clássica tal 
como a conhecemos. De acordo com as Leis do Movimento de Newton, a atração gravitacional da 
Terra confere peso aos objetos fazendo com que caiam quando são soltos no ar (como a atração é 
mútua, a Terra também se move em direção aos objetos, mas apenas por uma ínfima fração). Sendo 
o peso de um corpo, na Terra, de 360 N, qual será este peso, na Lua, onde a aceleração da gravidade é 
um sexto da aceleração da gravidade na Terra? 
a) 60 N 
b) 120 N 
c) 180 N 
d) 360 N 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 3. Para transportar os operários numa obra, a empresa construtora montou um elevador que consiste 
numa plataforma ligada por fios ideais a um motor instalado no telhado do edifício em construção. A 
figura mostra, fora de escala, um trabalhador sendo levado verticalmente para cima com velocidade 
constante, pelo equipamento. Quando necessário, adote g = 10 m/s². 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preocupada com as normas de segurança, a empresa responsável pelo elevador afixou a placa 
mostrada a seguir, indicando a carga máxima que pode ser transportada por ele. 
 
 
 
 
 
 
 
Considerando-se as unidades de medidas estabelecidas pelo Sistema Internacional, quem escreveu 
os dizeres da placa cometeu um erro e, para corrigi-lo, bastaria trocar “600 kg” por 
a) 600000 g 
b) 0,6 kgf 
c) 60 N 
d) 600 N 
e) 6000 N 
 
 
 
 
6 
Física 
 
4. O texto a seguir refere-se à(s) seguinte(s) questão(ões). Leia-o com atenção! 
 
A Terra é azul! 
Por: Othon Winter 
 
Em 1961, um homem – Yuri Gagarin – subia, pela primeira vez, ao espaço. O feito posicionou os russos 
na frente da corrida espacial travada com os Estados Unidos após o fim da Segunda Guerra. Em 2011, 
comemorando 5 décadas dessa façanha. 
Em 12 de abril de 1961, Yuri Alekseevich Gagarin estava a bordo da espaçonave Vostok-1, lançada de 
uma plataforma em Baikonur, no Cazaquistão, por um foguete Soyuz. Durante o voo, que durou 108 
minutos, sendo 90 minutos efetivamente no espaço, completou uma órbita ao redor da Terra, viajando 
a uma velocidade aproximada de 27 mil km/h. Na descida, foi ejetado da nave quando estava a 7 km 
de altura e chegou ao solo suavemente, com o auxílio de paraquedas. Em órbita, Gagarin fez algumas 
anotações em seu diário de bordo. Porém, ao tentar usá-lo, o diário flutuou e voltou para ele sem o 
lápis, que estava conectado ao livro por uma mola. A partir de então, todos os registros tiveram que 
ser feitos por meio de um gravador de voz. Como ele era ativado por som, a fita ficou logo cheia, pois 
muitas vezes o equipamento era ativado pelos ruídos na cápsula. Durante o voo, Gagarin se alimentou 
e tomou água, mantendo contato contínuo com a Terra por rádio, em diferentes canais, telefone e 
telégrafo. Ele foi o primeiro ser humano a ver a Terra do espaço. Pôde vê-la como um todo e, entre as 
observações que fez, uma é marcante. Impressionado com o que via, afirmou: “A Terra é azul!”. 
(Trecho adaptado a partir de matéria publicada na Revista Ciência Hoje, vol. 47, ed. 280. p. 72-73) 
 
 “Na descida, foi ejetado da nave quando estava a 7 km de altura e chegou ao solo suavemente, com 
o auxílio de paraquedas.” 
 
Após o paraquedas ter sido aberto, entendendo-se que o astronauta passou a descer com velocidade 
escalar constante, a resultante das forças que atuava sobre Gagarin era igual 
a) ao seu peso. 
b) ao seu peso e ao peso do paraquedas. 
c) a força da resistência do ar. 
d) a zero. 
 
 
5. Um corpo de 20 kg de massa cai em queda livre de uma altura de 2 m. Considerando a aceleração da 
gravidade g = 10 m/s², é correto afirmar que, durante a queda, o corpo atrai a Terra com: 
a) força desprezível, aproximadamente zero. 
b) força menor que 200 N 
c) força superior a 200 N 
d) força igual a 200 N 
e) uma força cada vez maior à medida que se aproxima do chão. 
 
 
 
 
7 
Física 
 6. Um objeto de 3,10 kg é liberado por um astronauta, a partir do repouso, e cai em direção à superfície 
do planeta Marte. Calcule a força peso em Newtons sobre o objeto, expressando o resultado com o 
número de algarismos significativos apropriado. 
Considere a aceleração da gravidade gMarte = 3,69 m/s² 
a) 31,0 
b) 11,439 
c) 11,44 
d) 11,4 
e) 6,79 
 
 
7. Em uma academia, a aceleração de uma esteira e a resultante da força exercida sobre ela foram 
medidas ao longo de 10 s. Os resultados estão representados nos gráficos abaixo. 
 
 
Com base nos gráficos, determine, em quilogramas, a massa da esteira. 
a) m = 20 kg 
b) m = 10 kg 
c) m = 1 kg 
d) m = 200 kg 
e) m = 2kg 
 
 
8. Em 2006, foi criado o “O Dia Mundial do Pulo”, uma iniciativa organizada na internet 
(www.worldjumpday.org), pelo artista alemão Torsten Lauschmann, alegando ser um Professor Hans 
Peter Niesward do Instituto de Física Gravitacional de Munique. No dia 20 de julho às 07h39 (horário 
de Brasília), a organização do evento planejou ter 600 milhões de pessoasdo hemisfério ocidental 
pulando simultaneamente, com o objetivo de mover a Terra para uma nova órbita e, desse modo, criar 
condições para diminuir o aquecimento global. 
Do ponto de vista da Física, essa proposta: 
a) é correta, pois a quantidade de movimento das pessoas após o pulo é pouco menor que a 
quantidade de movimento da Terra. 
b) é correta, pois a ação das pessoas sobre a Terra criaria uma reação igual e contrária que alteraria 
a sua rotação. 
c) é falsa, pois a força que as pessoas fariam seria radial no sentido do centro da Terra, o que não 
alteraria sua rotação. 
d) é falsa, pois a força que as pessoas fariam sobre a Terra é uma força interna entre elementos do 
próprio planeta. 
 
 
 
8 
Física 
 
9. Dois carros que transportam areia se deslocam sem atrito na horizontal e sob a ação de duas forças 
constantes e iguais. Ao longo do deslocamento, há vazamento do material transportado por um furo 
em um dos carros, reduzindo sua massa total. 
Considerando que ambos partiram do repouso e percorrem trajetórias paralelas e retas, é correto 
afirmar que após um intervalo de tempo igual para os dois, a velocidade do carro furado, se comparada 
à do outro carro, 
a) é menor e o carro furado tem maior aceleração. 
b) é maior e o carro furado tem menor aceleração. 
c) é menor e o carro furado tem menor aceleração. 
d) é maior e o carro furado tem maior aceleração. 
 
 
10. Um objeto colocado em uma balança de pratos é equilibrado por uma massa de 13 kg. Quando o 
objeto é colocado em uma balança de mola, o mostrador indica 13 kg. Todo o conjunto (objeto, 
balança de pratos, pesos da balança de pratos e balança de mola) é transportado pela empresa 
SpaceX para o planeta Marte, onde a aceleração em queda livre é 2,6 vezes menor que a aceleração 
em queda livre na Terra. 
 
As leituras da balança de pratos e da balança de mola, em Marte, são, respectivamente: 
a) 13 kg e 13 kg 
b) 13 kg e 5 kg 
c) 5 kg e 5 kg 
d) 5 kg e 13 kg 
e) 13 kg e 34 kg 
 
 
 
9 
Física 
 Gabarito 
 
1. C 
Mudando-se para um planeta de menor gravidade, o peso de Garfield será menor, mas sua massa 
permanecerá a mesma. 
 
2. A 
PLua = m . gLua = m . 
𝒈𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂
𝟔
 = 
𝑷𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂
𝟔
 = 
𝟑𝟔𝟎
𝟔
 = 60 N. 
 
3. E 
Peso é uma força, portanto deve ser medido em newtons. 
P = mg = 600 (10)  P = 6.000 N. 
 
4. D 
Se a descida foi com velocidade constante, é porque a força peso e a força de resistência do ardo ar que 
atuavam sobre o conjunto Gagarin-paraquedas estavam equilibradas, ou seja, pelo Princípio da Inércia, 
a resultante era nula. 
 
5. D 
Pelo princípio da ação-reação, as forças de interação entre o corpo e a Terra têm a mesma intensidade, 
igual ao peso do corpo. 
Fcorpo/Terra = Fterra/corpo = P = m g = 20 x 10 = 200 N. 
 
6. D 
P = mg = 3,10 x 3,69 = 11, 4390N 
O resultado deve ser expresso com o mesmo número de algarismos significativos da parcela mais pobre. 
As duas medidas têm três algarismos significativos. O resultado também deve ser expresso com três 
significativos. 
Resultado: 11, 4N. 
 
 
7. A 
 Supondo que a força mostrada no gráfico seja a resultante, para o instante 10 s, têm-se 
F 20N= e 2a 1m s .= Aplicando o princípio fundamental da dinâmica: 
F 20
F m a m m 20 kg.
a 1
=  = =  = 
 
8. D 
A ação de forças internas não alteram o estado de movimento, pois estão acompanhadas de seus pares 
ação e reação que possuem mesmo módulo e direção, mas sentidos contrários, sendo assim, o 
somatório dessas forças no sistema seria anulado. Para que conseguíssemos alterar a órbita da Terra, 
necessitaríamos um “empurrão” externo como um corpo de grande massa interagindo com o sistema 
Terra-Lua como um asteroide capturado pela gravidade da Terra, por exemplo. Resposta correta [D]. 
 
 
 
 
10 
Física 
 9. D 
Considerando que essas forças sejam as resultantes, sendo elas constantes, os movimentos são 
retilíneos, havendo apenas acelerações tangenciais. De acordo com o Princípio Fundamental da 
Dinâmica (2ª Lei de Newton), a aceleração é inversamente proporcional à massa. 
RFa .
m
= 
Então, no carro furado, de menor massa, a aceleração é maior, acarretando maior velocidade. 
 
10. B 
A balança de pratos retornará o mesmo valor de massa, pois funciona por comparação com uma massa 
já conhecida e independe da aceleração em queda livre. 
Para a balança de pratos, teremos: 
Terra TerraP 13g= e 
Terra
Marte Marte
13g
P 13g
2,6
= = 
Marte Terra Terra
Marte
Terra Terra
P 13g P1
P
P 2,6 13g 2,6
=   = 
 
Portanto, como o peso em Marte será 2,6 vezes menor que na Terra, a massa medida também seguirá 
a mesma relação, ou seja, 
13 kg
5 kg.
2,6
= 
 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Hidrostática: Pressão, Teorema de Stevin e Teorema de Pascal 
 
Resumo 
 
Massa específica ou densidade absoluta (µ) 
Sejam m1, m2, ..., mn as massas de porções de uma substância pura em uma mesma temperatura e submetida 
à mesma pressão. Sendo V1, V2, ..., Vn os respectivos volumes, podemos verificar que: 
𝑚1
𝑉1
=
𝑚2
𝑉2
= ⋯ =
𝑚𝑛
𝑉𝑛
= 𝜇 (𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒) 
 
Por definição, a constante m é a massa específica ou densidade absoluta da substância. 
Do exposto, concluímos que: Em pressão e temperatura constantes, uma substância pura tem massa 
específica (m) constante e calculada pela divisão da massa considerada (m) pelo volume correspondente (V): 
𝜇 =
𝑚
𝑉
 
 
Unidade (SI): [ µ ] = 
𝑘𝑔
𝑚³
. 
 
 
Densidade do corpo (d) 
Por definição, a densidade de um corpo (d) é o quociente de sua massa (m) pelo volume delimitado por sua 
superfície externa (Vext): 
𝑑 =
𝑚
𝑉𝑒𝑥𝑡
 
 
Densidade relativa 
Por definição, chama-se densidade de uma substância A relativa a outra B o quociente das respectivas 
massas específicas das substâncias A e B quando à mesma temperatura e pressão: 
𝑑𝐴𝐵 =
𝜇𝐴
𝜇𝐵
 
 
Se os volumes das substâncias consideradas forem iguais (VA = VB = V), teremos: 
𝑑𝐴𝐵 =
𝑚𝐴
𝑚𝐵
 
 
Observe que a densidade relativa, por ser definida pelo quociente de grandezas medidas nas mesmas 
unidades, é uma quantidade adimensional. 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
Pressão 
É a grandeza escalar que corresponde à razão entre a resultante perpendicular (normal) das forças e sua área 
de atuação. 
 
Figura 1 – Pressão. Fonte: Tópicos de Física – Vol.1 – 21ª Ed. 2012. 
 
Por definição, a pressão média (pm) que F exerce na superfície φ é obtida dividindo-se o módulo da 
componente normal de F em relação a f (Fn) pela correspondente área A: 
𝑃𝑚 =
|�⃗�𝑛|
𝐴
 
Convém destacar que apenas e tão somente a componente normal da força exerce pressão na superfície. A 
componente tangencial exerce outro efeito, denominado cisalhamento. 
 
Unidade (SI): N/m² = Pa (Pascal). 
 
Obs.: 1 atm ≈ 1.105 Pa 
 
Teorema de Stevin 
 
Figura 2 - Lei de Stevin. Fonte: Tópicos de Física – Vol.1 – 21ª Ed. 2012. 
 
Consideremos um líquido de massa específica μ, em equilíbrio no recipiente da figura. Os pontos A e B do 
líquido estão situados a uma distância hA e hB, respectivamente, da superfície do líquido. 
Pode-se mostrar que: 
 
𝑃𝐴 = 𝑃𝐵 + 𝜇𝑔∆ℎ 
ou 
𝑃𝐴 = 𝑃𝐵 + 𝑑𝑔∆ℎ 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
Obs¹.: Se o ponto B estiver na superfície do líquido, a pressão exercida pelo ar é a pressão atmosférica P0, e 
a equação acima toma a forma PA = P0 + μg∆h, onde ∆h é a altura (desnível) entre a superfície e o ponto A. 
Obs².: A pressão atmosférica suporta uma coluna de 10 m de água. Isso quer dizer que uma pessoa a 20 m 
de profundidade tem uma pressão de aproximadamente 3 atm (1 atm do ar e 2 atm pela água). 
 
Princípio de Pascal 
O Princípio de Pascal enuncia-se da seguinte forma: 
“A diferença de pressão entre dois pontos de um flúido homogêneo em equilíbrio é constante, dependendo 
apenas do desnível entre esses pontos. Logo, se produzirmos uma variaçãode pressão num ponto de um 
flúido em equilíbrio, essa variação se transmite a todo o flúido” 
ou seja, todos os pontos do fluido sofrem a mesma variação de pressão. Uma aplicação prática é a prensa 
hidráulica. 
 
Figura 3 – Princípio de Pascal. Fonte: Tópicos de Física – Vol.1 – 21ª Ed. 2012. 
Assim, se F1 e F2 são as magnitudes das forças sobre os pistões de áreas A1 e A2, respectivamente, temos: 
𝐹1
𝐴1
=
𝐹2
𝐴2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Física 
 
Exercícios 
 
1. (Uece 2019) Projetos de edifícios esbeltos e com alturas que podem chegar até 150 metros têm 
gerado um novo tipo de demanda para os centros de pesquisa e universidades que fazem ensaios 
aerodinâmicos. Nesses ensaios, uma versão em escala reduzida do edifício é construída e submetida 
a condições de vento controladas em um equipamento de laboratório chamado túnel de vento, tal como 
o túnel de vento que existe na UECE. Considere que, em um desses ensaios, uma dada superfície do 
prédio (edifício em escala reduzida) é submetida a uma pressão, pela ação do vento, de 0,1 
N
m2
. Caso 
essa superfície tenha área de 100,0 cm2, a força total devido ao vento nessa área é, em N, igual a 
a) 10 
b) 10-3 
c) 1 
d) 10-2 
 
 
2. (Uece 2019) Considere uma situação em que uma pessoa segura um prego metálico com os dedos, 
de modo que a ponta desse prego fique pressionada pelo polegar e a cabeça pelo indicador. Assumindo 
que a haste do prego esteja em uma direção normal às superfícies de contato entre os dedos e o prego, 
é correto afirmar que 
a) a força que atua na ponta do prego é maior que a atuante na cabeça. 
b) a pressão do metal sobre o indicador é maior que sobre o polegar. 
c) a pressão do metal sobre o indicador é menor que sobre o polegar. 
d) a força que atua na ponta do prego é menor que a atuante na cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
3. (Usf 2018) Um manual de instruções de um aparelho medidor de pressão (esfigmomanômetro) traz as 
seguintes informações para o uso correto do aparelho: 
• Sente-se em uma cadeira que tenha encosto. 
• Coloque seu braço sobre uma mesa de modo que a braçadeira esteja no mesmo nível que seu 
coração. 
• Coloque os dois pés no chão. 
 
 
Das alternativas a seguir, assinale a que apresenta o princípio físico que tem relação direta com a 
posição correta da braçadeira. 
a) Se um corpo está em equilíbrio sob a ação exclusiva de três forças não paralelas, então elas 
deverão ser concorrentes. 
b) Pontos de um mesmo líquido em equilíbrio situados em um mesmo plano horizontal recebem 
pressões iguais. 
c) As alturas alcançadas por dois líquidos imiscíveis em um par de vasos comunicantes são 
inversamente proporcionais às suas massas específicas. 
d) Um líquido confinado transmite integralmente, a todos os seus pontos, os acréscimos de pressão 
que recebe. 
e) Todo corpo mergulhado em um fluido recebe um empuxo vertical, de baixo para cima, cuja 
intensidade é igual ao peso do fluido deslocado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
4. (Unicamp 2019) Drones vêm sendo utilizados por empresas americanas para monitorar o ambiente 
subaquático. Esses drones podem substituir mergulhadores, sendo capazes de realizar mergulhos de 
até cinquenta metros de profundidade e operar por até duas horas e meia. 
Frequentemente esses drones são usados para medir a temperatura da água (T) em função da 
profundidade (d), a partir da superfície (d = 0), como no caso ilustrado no gráfico a seguir (dados 
adaptados). 
 
Considere que a densidade da água é ρ = 1.000  kg m3⁄ e constante para todas as profundidades 
medidas pelo drone. Qual é a diferença de pressão hidrostática entre a superfície e uma profundidade 
para a qual a temperatura da água é T = 19 °C? 
Dados: Se necessário, use aceleração da gravidade 
2g 10 m s ,= aproxime 3,0π = e 
51atm 10 Pa.= 
a) 1,4 × 103 Pa. 
b) 2,0 × 104 Pa. 
c) 4,0 × 104 Pa. 
d) 7,0 × 104 Pa. 
 
 
5. (Eear 2018) Em um sistema de vasos comunicantes, são colocados dois líquidos imiscíveis, água com 
densidade de 1.0g/cm³ e óleo com densidade de 0.85g/cm³. Após os líquidos atingirem o equilíbrio 
hidrostático, observa-se, numa das extremidades do vaso, um dos líquidos isolados, que fica a 20cm 
acima do nível de separação, conforme pode ser observado na figura. 
 
 
Determine o valor de x, em cm, que corresponde à altura acima do nível de separação e identifique o 
líquido que atinge a altura x. 
a) 8.5; óleo 
b) 8.5; água 
c) 17,0; óleo 
d) 17,0; água 
 
 
 
 
7 
Física 
 
6. (Uece 2018) Considere um tanque cilíndrico com água e cuja pressão no fundo é 105 N/m². 
Considerando a aceleração da gravidade como 10m/s² e a densidade da água 1kg/L, é correto afirmar 
que a altura da coluna de água é, em metros, 
a) 1 
b) 10 
c) 0.1 
d) 100 
 
 
7. (Unesp 2018) No processo de respiração, o ar flui para dentro e para fora dos pulmões devido às 
diferenças de pressão, de modo que, quando não há fluxo de ar, a pressão no interior dos alvéolos é 
igual à pressão atmosférica. Na inspiração, o volume da cavidade torácica aumenta, reduzindo a 
pressão alveolar de um valor próximo ao de uma coluna de 2,0cm de H2O (água). Considerando a 
aceleração gravitacional igual a 10 m/s² e a massa específica da água igual a 1,0 x 10³ kg/m³, a variação 
da pressão hidrostática correspondente a uma coluna de 2,0 cm de H2O é 
a) 2,0 x 101 Pa. 
b) 0,5 x 10³ Pa. 
c) 0,5 x 10² Pa. 
d) 2,0 x 10² Pa. 
e) 2,0 x 10³ Pa. 
 
8. (Eear 2017) Uma prensa hidráulica possui ramos com áreas iguais a 15cm² e 60cm²/ Se aplicarmos 
uma força de intensidade F1 = 8N sobre o êmbolo de menor área, a força transmitida ao êmbolo de 
maior área será: 
a) 
1F
4 
b) 
1F
2 
c) 1
2 F
 
d) 1
4 F
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Física 
 
9. (Uema 2016) Em uma feira cultural escolar, foi apresentada a figura a seguir, que representa um 
elevador hidráulico usado em postos de lavagem de carros. Seu funcionamento se baseia no princípio 
de Pascal. 
 
 
Os alunos expositores tiveram de explicar aos visitantes o funcionamento físico do elevador hidráulico. 
Considerando que F1 e F2 são forças e A1 e A2 são áreas, a expressão matemática que embasou a 
explicação dos expositores é 
a) F1 = (A1 ⋅ F2) A2⁄ 
b) F1 = (A2 ⋅ F2) A1⁄ 
c) F1 = (A1 ⋅ A2) F2⁄ 
d) F1 = A1 (A2⋅F2)⁄ 
e) F1 = A2 (A1⋅F2)⁄ 
 
 
10. (Enem 2013) Para oferecer acessibilidade aos portadores de dificuldade de locomoção, é utilizado, em 
ônibus e automóveis, o elevador hidráulico. Nesse dispositivo é usada uma bomba elétrica, para forçar 
um fluido a passar de uma tubulação estreita para outra mais larga, e dessa forma acionar um pistão 
que movimenta a plataforma. Considere um elevador hidráulico cuja área da cabeça do pistão seja 
cinco vezes maior do que a área da tubulação que sai da bomba. Desprezando o atrito e considerando 
uma aceleração gravitacional de 10m/s2, deseja-se elevar uma pessoa de 65kg em uma cadeira de 
rodas de 15kg sobre a plataforma de 20kg. 
Qual deve ser a força exercida pelo motor da bomba sobre o fluido, para que o cadeirante seja elevado 
com velocidade constante? 
a) 20N 
b) 100N 
c) 200N 
d) 1000N 
e) 5000N 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Física 
 
Gabarito 
 
1. B 
A força será dada por: 
4 2
2
3
N
F P A 0,1 100 10 m
m
F 10 N
−
−
=  =  
 = 
 
2. C 
Da relação P =
F
A
, podemos concluir que a pressão exercida é maior na superfície de menor área. Logo, o 
indicador sofrerá uma pressão menor do que o polegar. 
 
3. B 
A braçadeira deve estar no mesmo nível que o coração para efetuar a medida da pressão sanguínea 
realizada pelo órgão nas suas artérias, pois para a mesma altura em um mesmo líquido as pressões são 
iguais. 
 
4. D 
De acordocom o gráfico: 
T 19 C d 7 m=   =
 
 
Portanto, pela lei de Stevin, vem: 
4
P gh 1000 10 7
P 7 10 Pa
Δ ρ
Δ
= =  
 =  
 
5. D 
Como a água possui maior densidade, ela é o líquido que fica mais abaixo e atinge a altura x. 
 
Igualando as pressões na altura da linha tracejada, temos: 
óleo água
0 óleo óleo 0 água água óleo óleo água água
P P
P g h P g h h h
0,85 20 1 x
x 17 cm
ρ ρ ρ ρ
=
+   = +     = 
 = 
 =
 
 
6. B 
3 3d 1kg L 10 kg m= = 
 
Pela Lei de Stevin, temos: 
5 3
P dgh
10 10 10 h
h 10 m
=
=  
 = 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Física 
 
7. D 
3 2
2
P d g h
P 10 10 2 10
P 2 10 Pa
−
=  
=   
 = 
 
 
8. D 
1 2 1 2
2 1 2 1 2 1
1 2
F F F F 60
15 F 60 F F F F 4 F
A A 15 60 15
=  =   =   =  =
 
 
 
9. A 
Pelo Princípio de Pascal, as pressões nos dois êmbolos são iguais, portanto: 
1 2p p= 
 
Como a pressão é a razão entre força e área, temos: 
1 2
1 2
F F
A A
=
 
 
Portanto: 1 1 2 2
F (A F ) A= 
 
 
10. C 
O módulo do peso (P) do conjunto a ser elevado é: 
( ) ( )pessoa cad platP m m m g P 65 15 20 10 1.000 N.= + +  = + + = 
 
Como a velocidade é constante, aplicando a expressão do Princípio de Pascal: 
motor motor
tub pistão tub tub
motor
F FP 1.000
 
A A A 5 A
F 200 N.
=  = 

= 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 Leis de Newton 
 
Resumo 
Já adiantamos que esse resumo, expecionalment, será um pouco extenso, comparado a outros resumos de 
Física. Contudo, achamos que se faz necessário por conta da importância desse tema para os vestibulares. 
Sempre que puder, alertaremos para possíveis “pulos de leitura” que o leitor possa e queira dar, deixando 
algumas leituras para outro momento. 
 
1. Introdução 
Se quiseres, pode pular diretamente para seção 2. 
 
Vivemos em um universo em movimento. Galáxias se movem, o mesmo acontece com estrelas, planetas, 
asteroides, satélites, cometas e meteoros. Uma pedra em queda, uma pessoa caminhando, um ônibus se 
deslocando ou um elétron se movimentando no interior de um acelerador de partículas são situações de 
movimento que exigem análise e compreensão. 
 
Os movimentos fascinam o espírito indagador humano desde os mais remotos tempos. Muitos pensadores 
formularam hipóteses na tentativa de explicá-los. O filósofo grego Aristóteles apresentou teorias que 
vigoraram por muitos séculos, pois se adequavam ao pensamento religioso da época. Posteriormente, 
entretanto, suas ideias foram em grande parte refutadas por Galileu Galilei. Depois deste, seguiram-se Isaac 
Newton e Albert Einstein, que deram sustentação matemática às teorias já existentes e ampliaram o 
conhecimento sobre os movimentos. 
 
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.). Considerado um dos maiores pensadores do 
Ocidente, nasceu na Grécia, na cidade de Estagira (hoje Stavros), dominada na 
época pelos macedônios. Discípulo de Platão, durante grande parte da sua 
vida viveu em Atenas, onde produziu uma obra de importância fundamental 
para o desenvolvimento do pensamento humano, abrangendo praticamente 
todos os assuntos de interesse para a Filosofia e a ciência. Seus postulados 
constituem a base da lógica e muitas de suas citações sobre os movimentos 
tiveram, no mínimo, relevância histórica, já que estimularam outros 
pensadores a iniciar uma discussão mais fundamentada sobre o assunto. 
 
 
 
 
Galileu Galilei (1564 - 1642). Italiano de Pisa, é considerado o fundador da Ciência 
Moderna pela introdução do método científico – compreensão e comprovação 
das leis da natureza por meio da experimentação sistemática. Estudou a queda 
dos corpos e inventou uma série de instrumentos científicos ligados à 
Hidrostática e à Astronomia. Desenvolveu o telescópio, que lhe permitiu observar 
a Lua, os anéis de Saturno e as manchas solares. Deu forte apoio à teoria 
heliocêntrica de Copérnico, o que lhe custou enfrentamentos com a Igreja, a qual 
lhe obrigou a abjurar perante um tribunal da Inquisição. 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
Isaac Newton (1642 -1727). Inglês de Woolstorpe, fundamentou-se nos 
trabalhos de Galileu para apresentar as leis do movimento em seu livro 
Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Elaborou a importantíssima 
Lei da Atração das Massas, que deu à Física e à Astronomia explicações 
essenciais. Formulou teorias sobre Óptica e estudou a decomposição da 
luz branca nos prismas. Ao perceber que a matemática da época era 
insuficiente para descrever completamente os fenômenos físicos 
conhecidos, desenvolveu o Cálculo Diferencial Integral, abrindo novos 
horizontes aos pesquisadores. Segundo Voltaire, Newton seria “o 
maestro que regeria a orquestra quando, um dia, todos os gênios do 
mundo se reunissem”. 
 
 
 
Albert Einstein (1879-1955). Alemão de Ulm, publicou, em 1905, a Teoria 
da Relatividade ao descobrir que os princípios da Mecânica Clássica de 
Galileu e Newton eram inadequados para descrever movimentos de 
corpos a velocidade próximas à luz no vácuo (c ≅ 3,0 . 108 m/s). Na sua 
teoria, os conceitos de comprimento, massa e tempo adquiriam caráter 
relativo, já que dependiam da velocidade do corpo considerado. Einstein, 
homem genial, foi distinguido com o Nobel de Física, em 1921, por 
trabalhos sobre o efeito fotoelétrico. Estudou Mecânica Quântica e 
estabeleceu a relação de transformação de massa em energias, o que, 
para sua tristeza, serviu de base para a construção das bombas atômicas. 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
A Dinâmica é a parte da Mecânica que estuda os movimentos, considerando os fatores que os produzem e 
modificam. Nessa parte da Física, aparecem as leis que regem os movimentos, envolvendo os conceitos de 
massa, força e energia, dentre outros. Aqui no Descomplica, abordaremos a chamada Mecânica Clássica, que 
é baseada nos pensamentos de Galileu e Newton. 
 
 
2. O efeito dinâmico de uma força 
Na Cinemática, estudamos diversas situações em que a aceleração vetorial não era nula, ou seja, as partículas 
movimentavam-se com velocidade vetorial variável. É o que acontece, por exemplo, nos movimentos 
acelerados, em que há aumento do módulo da velocidade no decorrer do tempo. Entretanto, esses 
movimentos de aceleração não nula foram apresentados sem que fosse feita uma pergunta fundamental: 
quem é o agente físico causador da aceleração? E a resposta aqui está: é a força. 
 
Somente sob a ação de uma força é que uma partícula pode ser acelerada, isto é, pode experimentar variações 
de velocidade vetorial ao longo do tempo. 
 
Diz-se, então, que: 
 
Força é o agente físico cujo efeito dinâmico é a aceleração. 
 
 
 
3 
Física 
 
3. Conceito de força resultante 
Consideremos o arranjo experimental representado na figura abaixo, em que um bloco, apoiado em uma mesa 
horizontal e lisa, é puxado horizontalmente pelos garotos A e B. garoto A puxa o bloco para a direita, aplicando-
lhe uma força �⃗�𝐴. O garoto B, por sua vez, puxa o bloco para a esquerda, exercendo uma força �⃗�𝐵. 
 
Esquematicamente, temos: 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Se apenas A puxasse o bloco, este seria acelerado para a direita, com aceleração �⃗�𝐴. Se, entretanto, apenas 
B puxasse o bloco, este seria acelerado para a esquerda, com aceleração �⃗�𝐵. 
 
Supondo que A e B puxem o bloco conjuntamente, observaremos como produto final uma aceleração �⃗�, que 
poderá ter características diversas. Tudo dependerá da intensidade de �⃗�𝐴 comparada à de �⃗�𝐵: 
 
• Se |�⃗�A| > |�⃗�B|, notaremos �⃗� dirigida para a direita; 
• Se |𝐹⃗⃗ ⃗⃗ A| = |�⃗�B|, teremos �⃗� = 0⃗⃗; 
• Se |𝐹⃗⃗ ⃗⃗ A| < |�⃗�B|, �⃗� será orientada para a esquerda. 
 
A força resultante de �⃗�𝐴 e �⃗�𝐵 equivale a uma força única que, atuando sozinha, imprime ao bloco a mesma 
aceleração a que �⃗�𝐴 e �⃗�𝐵 imprimiriam se agissem em conjunto. 
 
Considere a partícula da figura ao lado submetida à ação de um sistema de n forças. 
 
Fonte:Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
 
4 
Física 
 
A resultante (�⃗�) desse sistema de forças é a soma vetorial das n forças que o compõem: 
 
𝐹 ⃗⃗⃗⃗ = �⃗�1 + �⃗�2 + ... + �⃗�n 
 
Obs.: A resultante das forças �⃗� NÃO é uma força a mais a agir na partícula. �⃗� é apenas o resultado de uma 
adição vetorial!!! 
 
Obs.: É bem comum entre professores de Física, simbolizar a força resultante (ou resultante das forças) por 
�⃗�𝑅. 
 
 
4. Equilíbrio de uma partícula 
Dizemos que uma partícula está em equilíbrio em relação a um dado referencial quando a resultante das 
forças que nela agem é nula. 
 
Distinguem-se dois tipos de equilíbrio para uma partícula: equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico. 
 
Dizemos que uma partícula está em equilíbrio estático quando se apresenta em repouso em relação a um 
dado referencial. 
 
Estando em equilíbrio estático, uma partícula tem velocidade vetorial constante e nula (�⃗� = constante = 0⃗⃗). 
 
Considere, por exemplo, a situação da figura abaixo, em que um homem pendurou no teto de uma sala uma 
pequena esfera, utilizando um cordão. Suponha que ele tenha associado a um dos cantos da sala um 
referencial cartesiano, formado pelos eixos x (abscissas), y (ordenadas) e z (cotas). 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Se a posição da esfera é invariável em relação ao referencial adotado, temos aí uma situação de equilíbrio 
estático. A esfera está em repouso (velocidade vetorial nula) e a resultante das forças que nela agem é nula. 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
Livre de ações gravitacionais significativas e com os sistemas propulsores desligados, a nave encontra-se 
em equilíbrio dinâmico. 
 
Representação artística de nave espacial em MRU – equilíbrio dinâmico. 
 
5. Conceito de inércia 
Inércia é a tendência dos corpos em conservar sua velocidade vetorial. 
 
Obs.: Falar velocidade vetorial (ou aceleração vetorial) é uma redundância, na Física! Velocidade é, 
essencialmente, uma grandeza vetorial. No entanto, decidimos escrever “velocidade vetorial” por questões 
didáticas e pedagógicas, a fim de que você entenda que a conservação se dará tanto no seu valor, como na 
sua orientação (direção e sentido). Por fim, você não ouvirá ninguém falando força vetorial por aí! 
 
Exemplifiquemos o conceito de inércia abordando uma situação conhecida de todos: trata-se do corriqueiro 
caso do passageiro que viaja de pé no corredor de um ônibus. 
 
Suponhamos que o ônibus esteja parado diante de um semáforo. Quanto valem as velocidades do ônibus e 
do passageiro em relação à Terra? Zero! Então, o ônibus arranca e, como se diz na linguagem cotidiana, o 
passageiro é jogado para trás. Nesse instante, ele está manifestando inércia de repouso, pois tende a 
continuar, em relação à Terra, parado no mesmo lugar. É importante frisar que, em relação à Terra, o 
passageiro não foi “jogado para trás”: na realidade, seu corpo apenas manifestou uma tendência de manter 
a velocidade nula. 
 
Vamos supor ainda que o ônibus esteja viajando por uma estrada retilínea, plana e horizontal, com velocidade 
de 60 km/h. Quanto vale a velocidade do passageiro, nesse caso, em relação à Terra? Também 60 km/h. 
Então, o ônibus freia bruscamente e o passageiro é “atirado para a frente”. Nessa situação, ele está 
manifestando inércia de movimento, pois tende a continuar, em relação à Terra, com a mesma velocidade (60 
km/h), em movimento retilíneo e uniforme. É importante destacar que, em relação à Terra, o passageiro não 
foi “atirado para a frente”: na realidade, seu corpo apenas manifestou uma tendência de manter a velocidade 
anterior à freada. 
 
O passageiro entrará em movimento a partir do repouso ou será freado a partir de 60 km/h se receber do meio 
que o cerca uma força. Só com a aplicação de uma força externa adequada é que suas tendências inerciais 
serão vencidas e, consequentemente, sua velocidade vetorial será alterada. 
 
 
 
 
6 
Física 
 Com base no que foi exposto, podemos concluir: 
Tudo o que possui matéria tem inércia. 
A inércia é uma característica própria da 
matéria. 
 
E ainda: 
Para que as tendências inerciais de um corpo sejam vencidas, é necessária a intervenção de força externa. 
 
6. Princípio da Inércia (1ª Lei de Newton) 
Este princípio está implícito nos itens anteriores. Vamos agora formalizá-lo por meio de dois enunciados 
equivalentes. 
 
1º enunciado: 
Se a força resultante sobre uma partícula é nula, ela permanece em repouso ou em movimento retilíneo e 
uniforme, por inércia. 
 
 
Como exemplo, admitamos um grande lago congelado, 
cuja superfície é perfeitamente lisa, plana e horizontal. 
No local, não há presença de ventos e a influência do ar 
é desprezível. Num caminhão parado no meio do lago, a 
força resultante é nula. Se o motorista tentar arrancar 
com o veículo, não conseguirá, pois, devido à inexistência 
de atrito, o caminhão permanecerá “patinando”, sem sair 
do lugar. 
 
Quando em repouso, enquanto a força resultante for nula, 
o caminhão permanecerá em repouso por inércia. 
 
 
 
Vamos supor, no entanto, que, de algum modo, o caminhão 
seja colocado em movimento. Nesse caso, sua velocidade 
será constante, ou seja, o veículo seguirá em linha reta, em 
movimento uniforme. Se o motorista virar o volante para 
qualquer lado ou acionar os freios, nada ocorrerá. Pelo fato 
de a força resultante ser nula, o movimento do caminhão não 
será afetado. 
 
Quando em movimento, enquanto a força resultante for 
nula o caminhão seguirá em movimento retilíneo e 
uniforme, por inércia. 
 
 
 
 
7 
Física 
 
2º enunciado: 
Um corpo livre de uma força externa resultante é incapaz de variar sua própria velocidade vetorial. 
 
Para entender o Princípio da Inércia sob esse ponto de vista, analisemos o exemplo a seguir. 
 
Na figura a seguir, está representada uma mesa plana, horizontal e perfeitamente lisa, sobre a qual um bloco, 
ligado à mesa por um fio inextensível, realiza um movimento circular e uniforme (MCU) em torno do centro O. 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Nesse caso, embora tenha módulo constante, a velocidade vetorial do bloco varia em direção de ponto para 
ponto da trajetória. Quem provoca essa variação na direção da velocidade do bloco? É a força aplicada pelo 
fio que, em cada instante, tem a direção do raio da circunferência e está dirigida para o centro O. É ela quem 
mantém o bloco em movimento circular. 
 
Suponha que, em dado instante, o fio se rompe. O bloco “escapará pela tangente”, passando a descrever, 
sobre a mesa, um movimento retilíneo e uniforme (MRU). 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Pode-se concluir, então, que, eliminada a força exercida pelo fio, o bloco torna-se incapaz de, por si só, variar 
sua velocidade vetorial. Ele segue, por inércia, em trajetória reta com velocidade constante. 
 
Note que, para variar a velocidade vetorial de um corpo, é necessária a intervenção de uma força resultante, 
fruto das ações de agentes externos ao corpo. Sozinho (livre de força resultante externa), um corpo em 
movimento mantém velocidade vetorial constante, por inércia. 
 
 
 
8 
Física 
 
7. Princípio Fundamental da Dinâmica (2ª Lei de Newton) 
Consideremos uma partícula submetida à ação de uma força resultante �⃗� . O que devemos esperar que 
aconteça com essa partícula? Ela adquirirá uma aceleração �⃗�, isto é, experimentará variações de velocidade 
com o decorrer do tempo. 
 
Supondo que �⃗� seja horizontal e dirigida para a direita, qual será a direção e o sentido de �⃗�? Mostra a 
experiência que �⃗� terá a mesma orientação de �⃗�, ou seja, será horizontal para a direita. 
 
 
 
Se �⃗� é a resultante das forças que agem em uma partícula, esta adquire uma aceleração �⃗� de mesma 
orientação que �⃗�, isto é, a tem a mesma direção e o mesmo sentido que �⃗�. 
 
Se aumentarmos a intensidadede �⃗� , o que ocorrerá? Verifica-se que esse aumento provoca aumento 
diretamente proporcional no módulo de �⃗�. A partícula experimenta variações de velocidade cada vez maiores, 
para um mesmo intervalo de tempo. 
 
Considere o exemplo esquematizado abaixo, em que uma mesma partícula é submetida, sucessivamente, à 
ação das forças resultantes �⃗�1 , �⃗�2 e �⃗�3 . Consequentemente, como já dissemos, a partícula irá adquirir, 
respectivamente, as acelerações �⃗�1, �⃗�2 e �⃗�3. 
 
 
 
Assim, �⃗�3 > �⃗�2 > �⃗�1, temos �⃗�3 > �⃗�2 > �⃗�1. Lembrando que o módulo da aceleração é diretamente proporcional à 
intensidade da força, podemos escrever: 
F3
a3
 = 
F2
a2
 = 
F1
a1
 = k 
 
Em que k é a constante da proporcionalidade. 
 
A constante k está ligada à dificuldade de se produzir na partícula determinada aceleração, isto é, refere-se à 
medida da inércia da partícula. Essa constante denomina-se massa (inercial) da partícula e é simbolizada por 
m. Daí segue que: 
𝐹3
𝑎3
 = 
𝐹2
𝑎2
 = 
𝐹1
𝑎1
 = m 
 
 
 
 
9 
Física 
 
Ou, de forma genérica: 
 
𝐹
𝑎
 = m  F = m a 
 
 
Escrevendo essa expressão na forma vetorial, temos: 
 
F⃗⃗ = ma⃗⃗ 
 
Tendo em vista o exposto, cabe ao Princípio Fundamental da Dinâmica (2a Lei de Newton) o seguinte 
enunciado: 
Se �⃗� é a resultante das forças que agem em uma partícula, então, em consequência de �⃗�, a partícula adquire 
na mesma direção e no mesmo sentido da força uma aceleração �⃗�, cujo módulo é diretamente proporcional à 
intensidade da força. 
A expressão matemática da 2ª Lei de Newton é: 
 
F⃗⃗ = ma⃗⃗ 
 
Unidades: 
 
Massa [m] = kg (quilograma). 
 
Para se ter uma noção simplificada da unidade quilograma, basta considerar 1 litro de água pura, que tem 
massa de 1 quilograma, a 4 °C. 
 
Outras unidades de massa frequentemente usadas são: 
• Grama (g): 1g = 0, 001 kg =10-3 kg; 
• Miligrama (mg): 1 mg = 0, 001 g = 10-6 kg; 
• Tonelada (t): 1 t = 1000 kg = 103 kg. 
 
 
 
Força [F] = kg.m/s² = kg.m.s-2 = N (newton). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um litro de leite tipo C, que tem uma 
grande porcentagem de água, apresenta 
massa muito próxima de 1 kg. 
Um newton é a intensidade da força que, aplicada em uma 
partícula de massa igual a 1 quilograma, produz na sua 
direção e no seu sentido uma aceleração de módulo 1 
metro por segundo, por segundo. 
 
 
 
10 
Física 
 
8. Peso de um corpo 
Uma caixa de isopor vazia é leve ou pesada? Um grande paralelepípedo maciço de aço é leve ou pesado? As 
noções de leve ou pesado fazem parte de nosso dia a dia e nos possibilitam responder de imediato a 
perguntas como essas: a caixa de isopor vazia é leve e o grande paralelepípedo maciço de aço é pesado. 
Um corpo é tanto mais pesado quanto mais intensa for a força de atração gravitacional exercida pelo planeta 
sobre ele. Por outro lado, todos sabemos que, se largarmos uma laranja ou outros corpos nas proximidades 
da Terra, eles cairão verticalmente, indo de encontro à superfície do planeta. Isso se deve também a uma 
interação de natureza gravitacional que ocorre entre a Terra e o corpo, que recebe uma força atrativa dirigida 
para o centro de massa do planeta. Essa força é o que, na ausência de atritos, faz o corpo despencar em 
movimento acelerado até colidir com o solo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As massas m1, m2 e m3 são atraídas gravitacionalmente por meio das forças �⃗�1, �⃗�2 e �⃗�3 respectivamente. (Ilustração com tamanhos e 
distâncias fora de escala e em cores-fantasia.) 
 
Desprezando os efeitos ligados à rotação1 da Terra, podemos dizer em primeira aproximação que: 
O peso de um corpo é a força de atração gravitacional exercida sobre ele. 
 
É importante destacar que a aceleração produzida pela força gravitacional (peso) é a aceleração da gravidade 
(�⃗�), que constitui o vetor característico da interação de campo entre a Terra e o corpo. Para pontos situados 
fora da Terra, o vetor �⃗� e a força peso têm a mesma orientação: são radiais à “esfera” terrestre e dirigidos 
para o seu centro. 
 
Pegando no pesado 
Na busca por um corpo bem torneado e viril, algumas pessoas, sobretudo 
as mais jovens, adquiriam o hábito de frequentar sistematicamente 
academias de ginástica e musculação. Isso deve ser feito, porém, com 
acompanhamento médico e de profissionais competentes para que 
sobrecargas e excessos não provoquem lesões ou alterações indesejáveis. 
Nesses ambientes, os conceitos de leve ou pesado se fazem presentes, já 
que cada aparelho ou utensilio requer uma regulagem adequada ao grau de 
dificuldade do exercício a ser praticado. 
 
 
 
1Somente em sistemas de referência inerciais as definições de PESO e FORÇA GRAVITACIONAL são convergentes. 
Isto porque, enquanto a aceleração de queda livre depende do sistema de referência, a intensidade do campo 
gravitacional não depende. Em Gravitação, encerraremos essa discussão! 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
 
1 
Física 
 
A intensidade de �⃗�, por sua vez, depende do local em que é feita a avaliação. Como veremos em Gravitação, 
quanto maior for a distância do ponto considerado à superfície terrestre, menor será a magnitude da 
aceleração da gravidade, o que significa que | �⃗� | decresce com a altitude. Além disso, e em razão 
principalmente da rotação da Terra, verifica-se que, sobre a superfície terrestre, do Equador para os polos, |�⃗�| 
cresce, mostrando que o valor dessa aceleração varia com a latitude. 
 
 
Representação do vetor �⃗� em quatro diferentes pontos do campo gravitacional terrestre. (Ilustração com tamanhos e distâncias fora de 
escala e em cores-fantasia.) 
 
Por meio de diversos experimentos, pôde-se constatar que, ao nível do mar e em um local de latitude 45°, o 
módulo de �⃗� (denominado normal) vale: 
 
𝑔𝑛 = 9,80665 𝑚/𝑠². 
 
Como podemos, porém, calcular o peso de um corpo? Para responder a essa pergunta, vamos considerar a 
situação a seguir. 
Sejam três corpos de pesos �⃗⃗�1, �⃗⃗�2 𝑒 �⃗⃗�3, com massas respectivamente iguais a 𝑚1, 𝑚2 𝑒 𝑚3 situados em um 
mesmo local. 
 
Através de experimentos, verifica-se que a intensidade do peso é diretamente proporcional à massa do corpo 
considerado. À maior massa corresponde o peso de maior intensidade. 
 
 
 
Levando em conta a proporcionalidade mencionada, podemos escrever que: 
|𝑃1|⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑚1
 = 
|𝑃2 |⃗⃗ ⃗⃗ ⃗⃗ ⃗⃗
𝑚2
 = 
|𝑃3⃗⃗⃗⃗⃗|
𝑚3
 = k (constante) 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
A constante da proporcionalidade (k) é o módulo da aceleração da gravidade do local, o que nos permite 
escrever que: 
|�⃗⃗�|
𝑚
 = |�⃗�|  |�⃗⃗�| = m |�⃗�| 
 
ou vetorialmente: 
P⃗⃗⃗ = mg⃗⃗ 
Observe que a massa m é uma grandeza escalar, enquanto o peso �⃗⃗� é uma grandeza vetorial. Assim, o peso 
tem direção (da vertical do lugar) e sentido (para baixo). 
 
De acordo com os preceitos da Mecânica Clássica, a massa de um corpo é uma característica sua, sendo 
constante em qualquer ponto do Universo. No entanto, o mesmo não ocorre com o peso, que é função do 
local, já que depende de �⃗�. Na Lua, por exemplo, uma mesma pessoa pesa cerca de 1/6 do que pesa na Terra, 
pois o módulo da aceleração da gravidade na superfície lunar é cerca de 1,67 m/s², o que corresponde a 1/6 
de 9,8 m/s² aproximadamente. 
 
 
 
Obs.: quase 100% das questões dos vestibulares 
adotarão o módulo da aceleração gravitacional local 
como sendo aproximadamente 10 m/s², a fim de facilitar 
as contas! 
 
 
 
 
 
Afinal, as balanças são medidores do peso ou massa? 
 
As balanças, como as encontradas em banheiros, farmácias ou supermercados, 
são dinamômetros acionadas pela força de compressão que exercemos sobre 
elas, cuja intensidade é igual à do nosso peso nas condições da avaliação. Esses 
dispositivos, no entanto, indicam em seus mostradores uma medida de massa – 
em quilogramas, por exemplo – que está mais de acordo com o hábito das 
pessoas, que teriam 
dificuldade em expressarpesos em newtons ou quilogramas-força. Onde se 
deveria ler “980 N” ou “100 kgf”, por exemplo, o fabricante grafa “100 kg”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
 
1 
Física 
 
Corpos com “peso” nulo: levitação 
Vamos admitir o caso de uma pessoa de massa m, apoiada sobre o piso de um elavador que se movimenta 
verticalmente com aceleração de intensidade a, dirigida para baixo. 
 
Nesse caso, apenas duas forças atuam no corpo da pessoa: seu peso (�⃗⃗�) e a reação normal exercida pelo 
piso (�⃗�𝑛), conforme indica a figura. 
 
A intensidade da força normal de compressão – 𝐹𝑛⃗⃗ ⃗⃗ que a pessoa aplica no piso do elevador constitui seu 
“peso aparente” (Pap), isto é, aquilo que seria indicado por uma balança de mola, caso a pessoas estivesse 
sobre uma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O valor de Pap fica determinado aplicando-se a 2ª Lei de Newton: 
 
P – Fn = m a  m g – Pap = m a 
m g – m a = Pap 
 
Donde: Pap = m (g – a) 
 
O que aconteceria se, em determinado momento, a aceleração do elevador fosse igual à da gravidade 
(elevador em queda livre)? 
 
Nessa circunstância, teríamos que a = g, o que implicaria peso aparente nulo (Pap = 0). Assim, a pessoa 
permaneceria levitando sobre o piso do elevador, isto é, não execeria compressão alguma, tudo se passando 
como se a aceleração da gravidade do interior da cabine fosse nula. 
 
Essa situação se dá, por exemplo, com um astronauta confinado em uma espaçonave em órbita de um astro. 
Nesse caso a aceleração do sistema é da gravidade e, por isso, o astronauta e os objetos no interior 
permanecem imponderáveis, aparentando peso nulo. Dessa forma, é possível a locomoção dos corpos no 
interior da nave com grande facilidade, aproveitando-se os movimentos inerciais subsequentes a pequenos 
impulsos. 
 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
O cinema tem apresentado nos últimos tempos uma série de películas em que astronautas são mostrados 
levitando no interior de espaçonaves. Muitas dessas cenas são filmadas dentro de aviões especialmente 
adaptados que, decpois de atingirem grandes altitudes, são submetidos a trajetórias parabólicas similares 
às de objetos lançados horizontalmente e sujeitos à ação exclusiva do campo gravitacional. Em cada 
“queda” do avião, os atores “pairam no ar”, possibilitando a gravação das imagens. 
 
 
Nesta fotografia, um grupo de astronautas goza da imponderabilidade (“ausência de peso”) no interior de uma nave em órbita da Terra. 
Observe que um deles está tentando abocanhar um alimento que levita. 
 
 
A força de resistência do ar e o estudo da queda vertical de um corpo no ar 
 
A força de resistência do ar 
Por ser um meio gasoso, o ar permite a penetração de corpos através dele. Esses corpos, porém, colidem 
com as moléculas do ar durante o movimento, ficando sujeitos a uma força de oposição ao avanço, 
denominada força da resistência do ar. Essa força é tanto mais intensa quanto maior for a área da superfície 
externa do corpo exposta às colisões com as partículas do ar. 
 
Um experimento simples que comprova esse fato pode ser realizado com uma folha de papel. Deixando-se a 
folha cair aberta, ela descreverá uma trajetória irregular. Se essa mesma folha cair, do mesmo ponto, porém 
embolada, ela descreverá uma trajetória praticamente retilínea, gastando até o solo um intervalo de tempo 
menor que o gasto no caso anterior. Isso mostra que, na folha embolada, a ação do ar é menos expressiva, 
pois a área colide com as moléculas torna-se menor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Folha embolada: trajetória praticamente 
retilínea e menor tempo de queda. 
 
Folha aberta: trajetória irregular e 
maior tempo de queda. 
 
 
 
3 
Física 
 
É de fácil constatação que a força de resistência do ar é tanto mais intensa quando maior for a velocidade 
do corpo em relação ao ar, o que se justifica pela intensificação dos efeitos das colisões das partículas de 
ar contra o corpo. Verifica-se que, na maioria dos casos, a proporção é aproximadamente quadrática, isto é, 
do tipo: 
 
Fr = k v2 
 
Em que Fr é a intensidade da força de resistência do ar; 
k é um coeficiente que depende da forma do corpo, da densidade do ar e da maior área de uma seção do 
corpo perpendicular à direção do movimento; 
v é a intensidade da velocidade. 
 
O design de um carro define sua forma aerodinâmica, que influi no coeficiente k. Modelos que apresentam 
pequenos valores de k percebem menos a força de resistência do ar, que cresce em qualquer caso com a 
velocidade. 
 
 
Em um carro em movimento, atua uma força de resistência exercida pelo ar que depende, dentre outros fatores, da forma do veículo 
(aerodinâmica) e da velocidade. 
 
 
 
 
O estudo de queda vertical, no ar, de um corpo de dimensões relativamente pequenas 
Consideremos um corpo esférico abandonado do repouso de uma grande altitude em relação ao solo. Desprezando-se 
a ação de ventos, durante a queda apenas duas forças agirão sobre ele: o peso ou a 
força da gravidade (�⃗⃗�) e a força de resistência do ar (𝐹𝑟⃗⃗⃗⃗ ), conforme representa a 
figura ao lado. 
 
Supondo desprezíveis as variações do campo gravitacional durante a queda do 
corpo, seu peso permanecerá constante durante o movimento. Entretanto, o mesmo 
não ocorrerá com a força de resistência do ar, pois esta terá intensidade crescente 
à medida que o corpo for ganhando velocidade. 
 
Esta etapa de movimento acelerado terá duração limitada, visto que, atingida certa 
velocidade, a força de resistência do ar assumirá intensidade igual à da força-peso. 
A partir daí, a força resultante será nula, de modo que o corpo prosseguirá sua queda 
em movimento retilíneo e uniforme por inércia. A velocidade constante apresentada 
durante esse movimento denomina-se velocidade-limite. 
 
 
 
2 
Física 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um paraquedista descreve, inicialmente, um movimento acelerado na direção vertical, sob a ação da força da gravidade (peso) e da 
força vertical de resistência do ar. A partir do instante em que a força resistente aplicada pelo ar equilibra o peso, o movimento do 
esportista torna-se uniforme e a velocidade constante adquirida é a velocidade-limite. 
 
 
Nos gráficos qualitativos (l), (II) e (III) ao lado, representamos as variações 
com o tempo (t) da intensidade da força resultante sobre o corpo (R), da 
intensidade da aceleração (a) e da intensidade da velocidade (v). 
Nesses gráficos, g é o modulo da aceleração da gravidade, vlim é o módulo da 
velocidade-limite atingida pelo corpo e T é o instante em que é atingida essa 
velocidade. 
 
Condição de vlim: |𝐹𝑟⃗⃗⃗⃗⃗⃗ | = |�⃗⃗�| 
 
(I): intensidade da força resultante em função do tempo; 
(II): intensidade da aceleração em função do tempo; 
(III): intensidade da velocidade em função do tempo. 
 
 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
9. Princípio da Ação e Reação (3ª Lei de Newton) 
Analisemos a situação a seguir, em que um homem empurra horizontalmente para a direita um pesado bloco. 
Ao empurrar o bloco, o homem aplica sobre ele uma força �⃗�𝐻𝐵, que convencionaremos chamar de força de 
ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
Será que o bloco também “empurra” o homem? Sim! Mostram fatos experimentais que, se o homem exerce 
força no bloco, este faz o mesmo em relação ao homem. O bloco aplica no homem uma força �⃗�𝐵𝐻 , dirigida 
para a esquerda, que convencionaremos chamar de força de reação. 
 
 
 
 
 
 
 
Em resumo, o homem exerce no bloco uma força �⃗�𝐻𝐵, horizontal e para a direita. O bloco, por sua vez, exerce 
no homem uma força de reação �⃗�𝐵𝐻 , horizontal e para a esquerda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O homem e o bloco trocam entre si forças de ação e reação. 
 
Verifica-se que as forças �⃗�𝐻𝐵 e �⃗�𝐵𝐻 são opostas, isto é, �⃗�𝐻𝐵 = −�⃗�𝐵𝐻. Devemos entender, então, que �⃗�𝐻𝐵 e �⃗�𝐵𝐻 
têm mesma intensidade,mesma direção e sentidos opostos. Supondo, por exemplo, que a intensidade da 
ação (�⃗�𝐻𝐵) seja 100 N, observaremos que a intensidade da reação (�⃗�𝐵𝐻) também será 100 N. 
 
Outro detalhe importante é o fato de as forças de ação e reação estarem aplicadas em corpos diferentes. No 
caso da situação descrita, a ação (�⃗�𝐻𝐵) está aplicada no bloco, enquanto a reação (�⃗�𝐵𝐻) está aplicada no 
homem. 
 
O Princípio da Ação e da Reação pode ser enunciado da seguinte maneira: 
 
A toda força de ação corresponde uma de reação, de modo que essas forças têm sempre mesma intensidade, 
mesma direção e sentidos opostos, estando aplicadas em corpos diferentes. 
 
É importante destacar que as forças de ação e reação, por estarem aplicadas em corpos diferentes, nunca se 
equilibram (isto é, nunca se anulam) mutuamente. 
 
Em nossa vida prática, várias são as situações relacionadas com o Princípio da Ação e da Reação. Vejamos 
algumas delas. 
 
 
 
 
4 
Física 
 
Ex.1: 
Ao caminhar, uma pessoa age no chão, empurrando-
o “para trás”. Este, por sua vez, reage na pessoa, 
empurrando-a “para a frente”. Observemos, nesse 
caso, que a ação está aplicada no solo, enquanto a 
reação está aplicada na pessoa. 
 
 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Ex.2: 
 
 
Na colisão entre dois automóveis, ambos se 
deformam. Isso prova que, se um deles age, o outro 
reage em sentido contrário. Os automóveis trocam 
forças de ação e reação que têm mesma intensidade, 
mesma direção e sentidos opostos. 
 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
Embora os carros troquem forças de intensidades iguais, ficará menos deformado aquele que receber a 
pancada numa região de estrutura mais resistente. 
 
 
Ex.3: 
Ao remar um barco, uma pessoa põe em prática a Lei da Ação e da Reação. O remo age na água, empurrando-
a com uma força −�⃗�. Esta, por sua vez, reage no remo, empurrando-o em sentido oposto com uma força �⃗�. 
É importante notar que a ação −�⃗� está aplicada na água, enquanto a reação �⃗� está aplicada no remo. Ação e 
reação aplicam-se em corpos diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
Ex.4: 
Consideremos um corpo sobre a influência do campo2 gravitacional terrestre. Conforme sabemos, o corpo é 
atraído gravitacionalmente, sendo solicitado por uma força �⃗⃗�. Mas, se a Terra, por meio do seu campo de 
gravidade, age no corpo, este reage na Terra, atraindo-a com uma força −�⃗⃗�. 
 
O corpo e a Terra interagem gravitacionalmente, formando um par ação-reação. Observemos que �⃗⃗� está 
aplicada no corpo, enquanto −�⃗⃗� está aplicada na Terra (no seu centro de massa). 
 
 
Ilustração fora de escala e em cores-fantasia. 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
Obs.: Nos três primeiros exemplos, as forças de ação e reação exercidas pelos corpos descritos são forças 
de contato. Entretanto, no exemplo 4, a interação entre a Terra e o corpo se dá a uma certa distância, ou seja, 
não precisa de um contato físico para ocorrer, constituindo, assim, forças de campo. 
É importante perceber que as forças de ação e reação têm sempre a mesma natureza, ou seja, são ambas de 
contato ou ambas de campo. 
 
Resumex do Princípio da Ação e Reação: 
𝐹𝑜𝑟ç𝑎𝑠 (𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑎çã𝑜)
{
 
 
 
 
𝑀𝑒𝑠𝑚𝑜 𝑀Ó𝐷𝑈𝐿𝑂;
𝑀𝑒𝑠𝑚𝑎 𝐷𝐼𝑅𝐸ÇÃ𝑂;
𝑆𝐸𝑁𝑇𝐼𝐷𝑂𝑆 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠;
𝐴𝑡𝑢𝑎𝑚 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜𝑠 𝐷𝐼𝐹𝐸𝑅𝐸𝑁𝑇𝐸𝑆;
𝑆ã𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑎 𝑁𝐴𝑇𝑈𝑅𝐸𝑍𝐴.
 
 
 
2 campo: O conceito de campo será desenvolvido futuramente. No entanto, tenha em mente já de que campo é uma 
propriedade dos pontos do espaço. 
 
 
 
6 
Física 
 
Aplicações da 3ª Lei de Newton 
Um experimento simples que você já deve ter realizado está esquematizado na figura abaixo, na qual está 
representado um balão de borracha movimentando-se à medida que expele o ar existente em seu interior. 
 
 
 
Esse fenômeno pode ser explicado pelo Princípio da Ação e da Reação. Cada partícula do ar ejetado recebe 
“força para trás”. Essas partículas, que são em grande número, reagem no balão com “pequenas forças para 
a frente”. Essas “forças” originam uma força resultante expressiva, capaz de acelerar o corpo elástico. 
 
Os rojões da vara juninos funcionam de modo similar. Eles utilizam propolente sólido, geralmente pólvora. Os 
produtos da combustão dessa substância são lançados violentamnete “para trás”, reagindo no rojão” “para a 
frente”, o que determina a aceleração. 
 
 
 
Os foguetes que equipam as naves espaciais também se comportam de forma semelhante. Eles operam, por 
exemplo, com uma combinação de dois propolente líquidos: o hidrogênio (combustível) e o oxigênio 
(comburrente). Veja: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Física 
 
Por meio de bombas acionadas por uma turbina, o hidrogênio e o oxigênio são introduzidos na câmara de 
combustão, na qual se combinam, passando bruscamente para o estado gasoso. Os gases produzidos na 
câmara de combustão são lançados “para trás”, reagindo no foguete “para a frente”, o que provoca a 
aceleração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os foguetes espaciais, ao contrário dos aviões comuns, dispensam o ar, podendo se mover inclusive em 
regiões de vácuo. Isso ocorre porque as forças propulsoras requeridas por eles não provêm do ar, mas sim 
das partículas oriundas da queima propelente. 
 
As mochilas espaciais são equipamentos que operam com base no Princípio da Ação e da Reação, permitindo 
a um astronauta se locomover autonamento no espaço. 
 
Jatos estrategicamente posicionados, dotados de um dispositivo de acionamento individual, expelem um gás 
acondicionado em alta pressão. As partículas desse gás recebem forças no ato da ejeção e reagem na 
mochila em sentido contrário, o que possibilita o deslocmaneto do astronauta. Isso propicia uma série de 
atividades fora da nave, como reparos, observações e expreimentos. 
O conjunto astronauta-mochila troca forças de ação e reação com as partículas de gás expelidas pelos jatos 
e também com o planeta, já que ambos se atrem mutuamente com forças de origem gravitacional (forças de 
campo). 
 
Jogando com as Leis de Newton 
O rapel é um esporte radical, derivado do alpinismo, que permite descidas verticais em montanhas, cachoeiras 
e, até mesmo, em pontes e edifícios. Os praticantes utilizam cordas, argolas-mosquetões, argolas r, 8 (que 
têm a função freio), além, é claro, do capacete. A prática do rapel, que também é empregado em salvamentos 
e resgastes, requer coragem, perícia e treinamento especializado. 
 
 Fotografia de astronauta fora da nave, 
equipado com uma mochila espacial. 
 
 
 
 
8 
Física 
 
Numa descida vertical, desprezando a influência do ar, o corpo de um praticante de rapel fica sujeito a duas 
forças de mesma direção: o peso P⃗⃗⃗, e a força exercida pela corda, ou força de tração, T⃗⃗⃗ ,como ilustra a figura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rapel: emoção e adrelina em descidas radicais. 
 
Conforme o Princípio Fundamental da Dinâmica (2ª Lei de Newton), deve-se inferir que, se |P⃗⃗⃗| = |T|⃗⃗⃗⃗ , o corpo 
da pessoas permanece em repouso ou desloca-se para baixo em moviemento retilíneo e uniforme. 
 
Já se, |P|⃗⃗⃗⃗ > |T|⃗⃗⃗⃗ , a força resultante e a correspondente aceleração ficam dirigidas para baixo e a pessoa desce 
em movimento acelerado. Ainda, se |P|⃗⃗⃗⃗ < |T|⃗⃗⃗⃗ , a força resultante e a correspondente aceleração ficam 
dirigidas para cima e a pessoa desce em movimento retardado. 
 
O avião, por outro lado, é um dos meios de transporte mais seguros em operação, permitindo delocamentos 
rápidos netre dois locais quaisquer do planeta. Prevê-se para meados deste século aeronaves ainda mais 
rápidas, para pouco mais de 100 passageiros, que voarão a altitudes de 30 000 m, com velocidades em torno 
de Mach 4 (quatro vezes a velocidade do som no ar, oucerca de 4 900 km/h). Dessa forma, serão possíveis 
voos entre Nova Iorque e Paris em pouco mais de uma hora. 
 
Pilotar aviões, desde os mais simples até os mais 
sofisticadps, implica adminsitrar quatro forças: a de 
sustentação aerodinâmica S⃗⃗ , a de propulsão, ou 
empuxo, F⃗⃗ , o peso, P⃗⃗⃗ , e a resitência ao avanço, F⃗⃗ , 
representadas no esquema a seguir. 
 
 
 
 
 
 
9 
Física 
 
 
 
A sustentação aerodinâmica (S⃗⃗) provém de 
diferenças de pressão do ar entre a parte de baixo 
da aeronave e a parte de cima, como será mais bem 
explicado em Hidrodinâmica. 
 
 
 
A fuselagem e as asas do avião são desenhadas de modo a receberem do ar que escoa em sentido contrário ao do voo a força de 
sustentação aerodinâmica. 
 
 A propulsão (F⃗⃗) vem da interação entre os motores da aeronave (hélices ou turbinas) e o ar. 
 
 
Os motores do avião “empurra” o ar para trás e o ar, confomre a 3 Lei de Newton, reage no corpo da aeronave, “empurrando-a” para 
frente. 
 
O peso (P⃗⃗⃗⃗⃗) é a força aplicada pela gravidade. 
 
 
 
 
 
 
O peso vertical e dirigido para baixo, atuando no sentido de 
“derurbar” a aeronave. 
 
 
A força da resistência ao avanço (FR⃗⃗ ⃗⃗⃗), por sua vez, também é imposta pelo ar, ams no sentido de resistir o 
movimento do avião. 
 
A força da resistência aovanço se deve à fricção entre o orpo do avião e o ar. 
 
 
 
 
10 
Física 
 
Vamos admitir um avião em pleno voo. De forma simples e admintindo-se um referencial fixo no solo 
terrestre, podemos dizer que: 
1. Se , a aeronave segue em movimento retilíneo e unifrome. Este é o momento de realizar o serviçoo de 
bordo, com oferta de lanches e bebidas aos passageiros, já que a aeronave está equilibrada (equilíbrio 
dinâmico); 
2. Se F⃗⃗ > FR⃗⃗ ⃗⃗⃗ , a aeronave avança em movimento acerlerado; 
3. Se F⃗⃗ < FR⃗⃗ ⃗⃗⃗, a aeronave avança em movimento retardado; 
4. Se S⃗⃗ > P⃗⃗⃗, a aeronave realiza moviemnto com aceleração dirigida para cima (sobe em movimento 
acelerado ou desce em movimento retardado; 
5. Se S⃗⃗ < P⃗⃗⃗, a aeronave realiza moviemtno com aceleração dirigida para baixo (desce em moviemnto 
acelerado ou sobre em movimento retardado). 
 
Fonte: Tópicos de Física - Vol.1 – 21ª Ed. 2012 
 
 
 
 
11 
Física 
 
Exercícios 
 
1. O peso de um corpo depende basicamente de sua massa e da aceleração da gravidade em um local. A 
tirinha a seguir mostra que o Garfield está tentando utilizar seus conhecimentos de Física para enganar 
o seu amigo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com os princípios da Mecânica, se Garfield for para esse planeta: 
a) ficará mais magro, pois a massa depende da aceleração da gravidade. 
b) ficará com um peso maior. 
c) não ficará mais magro, pois sua massa não varia de um local para outro. 
d) ficará com o mesmo peso. 
e) não sofrerá nenhuma alteração no seu peso e na sua massa. 
 
 
2. O texto abaixo é um pequeno resumo do trabalho de Sir Isaac Newton (1643 – 1727) e refere-se à(s) 
seguinte(s) questões de Física. 
 
De acordo com as Leis do Movimento de Newton, a atração gravitacional da Terra confere peso aos 
objetos fazendo com que caiam quando são soltos no ar (como a atração é mútua, a Terra também se 
move em direção aos objetos, mas apenas por uma ínfima fração). Sendo o peso de um corpo, na Terra, 
de 360 N, qual será este peso, na Lua, onde a aceleração da gravidade é um sexto da aceleração da 
gravidade na Terra? 
a) 60 N 
b) 120 N 
c) 180 N 
d) 360 N 
 
 
 
12 
Física 
 
3. Para transportar os operários numa obra, a empresa construtora montou um elevador que consiste 
numa plataforma ligada por fios ideais a um motor instalado no telhado do edifício em construção. A 
figura mostra, fora de escala, um trabalhador sendo levado verticalmente para cima com velocidade 
constante, pelo equipamento. Quando necessário, adote g = 10 m/s². 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preocupada com as normas de segurança, a empresa responsável pelo elevador afixou a placa 
mostrada a seguir, indicando a carga máxima que pode ser transportada por ele. 
 
 
 
 
 
 
 
Considerando-se as unidades de medidas estabelecidas pelo Sistema Internacional, quem escreveu os 
dizeres da placa cometeu um erro e, para corrigi-lo, bastaria trocar “600 kg” por 
a) 600000 g 
b) 0,6 kgf 
c) 60 N 
d) 600 N 
e) 6000 N 
 
4. O texto a seguir refere-se à(s) seguinte(s) questão(ões). Leia-o com atenção! 
 
A TERRA É AZUL! 
Em 1961, um homem – Yuri Gagarin – subia, pela primeira vez, ao espaço. O feito posicionou os russos 
na frente da corrida espacial travada com os Estados Unidos após o fim da Segunda Guerra. Em 2011, 
comemorando 5 décadas dessa façanha. 
 
 
 
 
13 
Física 
 Por: Othon Winter 
“Na descida, foi ejetado da nave quando estava a 7 km de altura e chegou ao solo suavemente, com o 
auxílio de paraquedas.” 
 
Após o paraquedas ter sido aberto, entendendo-se que o astronauta passou a descer com velocidade 
escalar constante, a resultante das forças que atuava sobre Gagarin era igual 
a) ao seu peso. 
b) ao seu peso e ao peso do paraquedas. 
c) a força da resistência do ar. 
d) a zero. 
 
5. Um corpo de 20 kg de massa cai em queda livre de uma altura de 2 m. Considerando a aceleração da 
gravidade g = 10 m/s², é correto afirmar que, durante a queda, o corpo atrai a Terra com: 
a) força desprezível, aproximadamente zero. 
b) força menor que 200 N 
c) força superior a 200 N 
d) força igual a 200 N 
e) uma força cada vez maior à medida que se aproxima do chão. 
 
6. Um objeto de 3,10 kg é liberado por um astronauta, a partir do repouso, e cai em direção à superfície do 
planeta Marte. Calcule a força peso em Newtons sobre o objeto, expressando o resultado com o número 
de algarismos significativos apropriado. 
Considere a aceleração da gravidade gMarte = 3,69 m/s² 
a) 31,0 
b) 11,439 
c) 11,44 
d) 11,4 
e) 6,79 
 
7. Em uma academia, a aceleração de uma esteira e a resultante da força exercida sobre ela foram 
medidas ao longo de 10 s. Os resultados estão representados nos gráficos abaixo. 
 
 
 
 
 
Com base nos gráficos, determine, em quilogramas, a massa da esteira. 
a) m = 20 kg 
 
 
 
14 
Física 
 b) m = 10 kg 
c) m = 1 kg 
d) m = 200 kg 
e) m = 2kg 
 
8. Em 2006, foi criado o “O Dia Mundial do Pulo”, uma iniciativa organizada na internet 
(www.worldjumpday.org), pelo artista alemão Torsten Lauschmann, alegando ser um Professor Hans 
Peter Niesward do Instituto de Física Gravitacional de Munique. No dia 20 de julho às 07h39 (horário de 
Brasília), a organização do evento planejou ter 600 milhões de pessoas do hemisfério ocidental pulando 
simultaneamente, com o objetivo de mover a Terra para uma nova órbita e, desse modo, criar condições 
para diminuir o aquecimento global. 
 
Do ponto de vista da Física, essa proposta: 
a) é correta, pois a quantidade de movimento das pessoas após o pulo é pouco menor que a 
quantidade de movimento da Terra. 
b) é correta, pois a ação das pessoas sobre a Terra criaria uma reação igual e contrária que alteraria 
a sua rotação. 
c) é falsa, pois a força que as pessoas fariam seria radial no sentido do centro da Terra, o que não 
alteraria sua rotação. 
d) é falsa, pois a força que as pessoas fariam sobre a Terra é uma força interna entre elementos do 
próprio planeta. 
 
9. Dois carros que transportam areia se deslocam sem atrito na horizontal e sob a ação de duas forças 
constantes e iguais. Ao longo do deslocamento, há vazamento do material transportado por um furo 
em um dos carros, reduzindo sua massa total. 
 
Considerando que ambos partiram do repouso e percorrem trajetórias paralelas e retas, é correto 
afirmar que após um intervalo de tempo igual para os dois, a velocidade do carro furado, se comparada 
à do outro carro, 
a) é menor e o carro furado tem maior aceleração. 
b) é maior e o carro furado tem menor aceleração. 
c) é menor e o carro furado tem menor aceleração. 
d) é maior e o carrofurado tem maior aceleração. 
 
10. Um objeto colocado em uma balança de pratos é equilibrado por uma massa de 13 kg. Quando o objeto 
é colocado em uma balança de mola, o mostrador indica 13 kg. Todo o conjunto (objeto, balança de 
pratos, pesos da balança de pratos e balança de mola) é transportado pela empresa SpaceX para o 
planeta Marte, onde a aceleração em queda livre é 2,6 vezes menor que a aceleração em queda livre 
na Terra. 
 
As leituras da balança de pratos e da balança de mola, em Marte, são, respectivamente: 
a) 13 kg e 13 kg 
b) 13 kg e 5 kg 
c) 5 kg e 5 kg 
d) 5 kg e 13 kg 
e) 13 kg e 34 kg 
 
 
 
15 
Física 
 Gabarito 
 
1. C 
2. A 
 
 
 
3. E 
 
 
 
4. D 
 
5. D 
 
6. D 
 
7. A 
 Supondo que a força mostrada no gráfico seja a resultante, para o instante 10 s, têm-se 
F 20N= e 2a 1m s .= Aplicando o princípio fundamental da dinâmica: 
F 20
F m a m m 20 kg.
a 1
=  = =  = 
 
8. D 
 
A ação de forças internas não alteram o estado de movimento, pois estão acompanhadas de seus pares 
ação e reação que possuem mesmo módulo e direção, mas sentidos contrários, sendo assim, o 
somatório dessas forças no sistema seria anulado. Para que conseguíssemos alterar a órbita da Terra, 
necessitaríamos um “empurrão” externo como um corpo de grande massa interagindo com o sistema 
Terra-Lua como um asteroide capturado pela gravidade da Terra, por exemplo. Resposta correta [D]. 
 
 
 
 
 
9. D 
 
 
 
16 
Física 
 
Considerando que essas forças sejam as resultantes, sendo elas constantes, os movimentos são 
retilíneos, havendo apenas acelerações tangenciais. De acordo com o Princípio Fundamental da 
Dinâmica (2ª Lei de Newton), a aceleração é inversamente proporcional à massa. 
RFa .
m
= 
 
Então, no carro furado, de menor massa, a aceleração é maior, acarretando maior velocidade. 
 
10. B 
 
A balança de pratos retornará o mesmo valor de massa, pois funciona por comparação com uma massa 
já conhecida e independe da aceleração em queda livre. 
Para a balança de pratos, teremos: 
Terra TerraP 13g= e 
Terra
Marte Marte
13g
P 13g
2,6
= = 
Marte Terra Terra
Marte
Terra Terra
P 13g P1
P
P 2,6 13g 2,6
=   = 
 
Portanto, como o peso em Marte será 2,6 vezes menor que na Terra, a massa medida também seguirá 
a mesma relação, ou seja, 
13 kg
5 kg.
2,6
= 
 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Principais forças da dinâmica 
 
Resumo 
 
Após o estudo das Leis de Newton, podemos definir as principais forças que usamos na Dinâmica: força peso, 
força normal, força elástica, tração e força de atrito. 
Para uma melhor análise, o estudo da força de atrito terá uma aula específica e não será considerada neste 
material. 
 
Peso 
Força de interação entre qualquer corpo de massa 𝑚 com um campo gravitacional pode ser calculado com a 
equação: 
P⃗⃗ = mg⃗ 
 
Onde 𝑔 é a aceleração da gravidade local. 
Note: 
• A massa é sempre maior do que zero 
• 𝑃 tem sempre a mesma direção e sentido de 𝑔. 
 
Normal 
Força de interação de um corpo e uma superfície. A força normal será sempre perpendicular à superfície e no 
sentido da superfície para o corpo. Não existe uma equação específica para calcular a força normal, deverá 
ser feito uma análise das forças aplicadas na direção da normal e, por um sistema linear, determinar seu valor. 
 
Atenção: normal não forma par ação e reação com o peso! 
 
Tração 
Representação de força que cabos, fios e cordas quando esticados. Cada pedaço da corda sofre uma tração, 
que pode ser representada por um par de forças iguais e contrárias que atuam no sentido do alongamento da 
corda. 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
Obs: Dinamômetro é um instrumento de medição que utilizamos para medir o modulo da força aplicada em 
um corpo. Normalmente esse instrumento esta acoplado à corda para medir a intensidade da força de tração. 
 
Força elástica 
Força que aparece durante a deformação de algum corpo com características elásticas, ou seja, que pode ser 
deformado durante a aplicação de uma força e que tem a capacidade de voltar ao seu tamanho original assim 
que a força for cessada. Corda de borracha, elásticos e molas são os exemplos mais comuns em questões. 
A força elástica é um vetor que tem mesma direção e sentido oposto à força aplicada para deformar a mola 
em questão, sendo assim chamada de força de restituição. O módulo da força elástica pode ser calculado 
pela equação: 
F = kx 
 
Onde 𝑘 é o coeficiente de elasticidade (característica da mola) e 𝑥 é a deformação sofrida pela mola. 
 
 
 
Unidades 
A dinâmica utiliza as unidades do Sistema Internacional (SI) em suas grandezas. Vamos deixar aqui claro 
quais as unidades que desejamos utilizar para cada uma das forças citadas: 
• [F] = Newton (N) 
• [m] = Quilograma (kg) 
• [g] = Metro por Segunto ao quadrado (m/s²) 
• [K] = Newton por Metro (N/m) 
• [x] = Metro (m) 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
Exercícios 
 
1. Um livro de peso igual a 4 N está apoiado, em repouso, na palma de sua mão. Complete as sentenças 
abaixo: 
I. Uma força para baixo de 4 N é exercida sobre o livro pela __________. 
II. Uma força para cima de __________ é exercida sobre o(a) __________ pela mão. 
III. A força para cima (item II) é reação à força para baixo (item I)? __________ 
a) mão, 14 N, Terra, Sim. 
b) Terra, 4 N, livro, Sim. 
c) Terra, 4 N, Terra, Não. 
d) Terra, 8 N, Terra, Sim. 
e) Terra, 4 N, livro, Não. 
 
 
2. Um astronauta de massa m e peso P foi levado da superfície da Terra para a superfície de um planeta 
cuja aceleração da gravidade, em módulo, é igual a um terço da aceleração da gravidade registrada na 
superfície terrestre. No novo planeta, os valores da massa e do peso desse astronauta, em função de 
suas intensidades na Terra, serão respectivamente: 
a) 
m
, P
3
 
b) m, P 
c) 
P
m,
3
 
d) 
m P
,
3 3
 
 
 
3. A mola varia seu comprimento de 10cm para 22cm quando penduramos em sua extremidade um corpo 
de 4N. 
 
Determine o comprimento total dessa mola, quando penduramos nela um corpo de 6N. 
a) 28 cm. 
b) 38 cm. 
c) 18 cm. 
d) 20 cm. 
e) 40 cm. 
 
 
 
 
4 
Física 
 
4. A mola da figura tem constante elástica 20 N/m e encontra-se alongada de 20 cm sob a ação do corpo 
A cujo peso é 5,0 N. Nessa situação de equilíbrio, determinar a indicação da balança, graduada em 
Newtons. 
 
 
a) 2 N. 
b) 1 N. 
c) 4 N. 
d) 5 N. 
e) 3 N. 
 
 
5. A figura a seguir mostra uma corrente formada por três elos. A massa de cada elo é de 100g e uma 
força vertical F puxa essa corrente para cima. A corrente sobe com uma aceleração de 3,0 m/s². 
 
 
 
Considerando essas informações, o valor do módulo da força F que puxa a corrente; do módulo da 
força resultante que atua sobre o elo do meio e do módulo da força que o elo do meio faz sobre o elo 
de baixo, respectivamente: 
a) 4,9N ; 0,5 N ; 1,2 N. 
b) 3,9N ; 0,4 N ; 1,2 N. 
c) 4,9N ; 0,3 N ; 1,5 N. 
d) 5,9N ; 0,3 N ; 1,3 N. 
e) 3,9N ; 0,3 N ; 1,3 N. 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
6. Uma carga de 10 · 10³ kg é abaixada para o porão de um navio atracado. A velocidade de descida da 
carga em função do tempo está representada no gráfico da figura: 
 
 
Considerando g = 10 m/s², determine os módulos das forças de tração T1, T2 e T3, no cabo que sustenta 
a carga, entre 0 e 6 segundos, entre 6 e 12 segundos e entre 12 e 14 segundos, respectivamente. 
a) 115000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 65000 𝑁. 
b) 100000 𝑁, 85000 𝑁 𝑒 50000 𝑁 
c) 95000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 115000 𝑁 
d) 50000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 115000 𝑁 
e) 85000 N, 85000 N e 95000 N 
 
 
7. Uma balança na portaria de um prédio indica que o peso de Chiquinho é de 600 N. A seguir, outra 
pesagem é feita na mesma balança, no interior de um elevador, que sobe com aceleração de sentido 
contrário ao da aceleração da gravidade e módulo a = g/10 em que g = 10m/s². Nessa nova situação, 
o ponteiro da balança aponta parao valor que está indicado corretamente na seguinte figura: 
 
a) 
 
c) 
 
b) 
 
d) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
8. A mola da figura está: 
 
- em (1) no seu tamanho natural 
- em (2) tracionada por uma força de 10N 
- em (3) tracionada por uma força de 25N 
 
Podemos afimar, em relação à lei de Hooke: 
a) A situação obedece à lei de Hooke completamente. 
b) A situação não obedece à lei de Hooke, já que forças de modulo diferentes proporcionam 
expansões diferentes para mola. 
c) A situação não obedece à lei de Hooke, já que o valor da constante da mole é diferente para 
ambos os casos. 
 
9. Dois blocos, 1 e 2, são arranjados de duas maneiras distintas e empurrados sobre uma superfície sem 
atrito, por uma mesma força horizontal F. As situações estão representadas nas figuras I e II abaixo. 
 
 
 
Considerando que a massa do bloco 1 é m1 e que a massa do bloco 2 é m2 = 3m1, a opção que indica 
a intensidade da força que atua entre blocos, nas situações I e II, é, respectivamente, 
a) F/4 e F/4 
b) F/4 e 3F/4 
c) F/2 e F/2 
d) 3F/4 e F/4 
e) F e F 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Física 
 
10. O sistema a seguir apresenta aceleração de 2 m/s² e a tração no fio é igual a 72 N. Considere que a 
massa de A é maior que a massa de B, o fio é inextensível e não há atrito na polia. A diferença entre as 
massas desses dois corpos é igual a 
Considere g = 10 m/s² 
 
 
 
a) 1 kg 
b) 3 kg 
c) 4 kg 
d) 6 kg 
 
 
 
 
 
 
8 
Física 
 
Gabarito 
 
1. E 
A questão ressalta a lei ação e reação. 
 
2. C 
 
Não há alteração na massa. Para o peso, temos que: 
P mg
g
P' mg' m
3
P
P'
3
=
= = 
 =
 
 
3. A 
𝐹 = 𝑘𝑥 
4 = 𝑘(22 − 10) 
𝑘 = 1/3
𝑁
𝑐𝑚
 
Calculando a deformação: 
F = kx 
6 =
1
3
x 
x = 18cm 
Portanto, o comprimento é 18 + 10 (inicial) = 28 cm. 
 
4. B 
Fr = P − F 
P = 5N 
F = kx = 20.0,2 = 4N 
Fr = 5 − 4 = 1N 
 
5. E 
F – P = ma → F – 3 = 0,3.3 → F = 3,9 N. 
 Só sobre o elo do meio: FR = ma = 0,1 . 3 = 0,3 N. 
Elo de baixo: T – P = ma → T – 1 = 0,1 . 3 → T = 1,3 N. 
 
6. C 
Para todos os casos, teremos, de maneira generalizada: 
T − P = ma 
T − 1000.10 = 1000. a 
T = 1000. a + 10000 
Agora, aplicando para T1, T2 e T3, temos: 
T1 = 1000.0,5 + 10000 = 10500 N 
T2 = 1000.0 + 10000 = 10000 N 
T3 = T1 = 10500 N 
 
 
 
 
9 
Física 
 
7. D 
Elevador subindo: 
N − P = ma 
N = P + ma = 600 + 60. (
g
10
) = 660N 
 
8. A 
Em 2 – F = kx → 10 = k.5 → k = 2 N/m 
Em 3 – F = kx → 25 = k.12,5 → k = 2 N/m 
Sim, obedece à lei de Hooke, pois o k é constante. 
 
9. D 
Nos dois casos a aceleração tem o mesmo módulo: 
𝐹 = (𝑚1 + 𝑚2)𝑎 → 𝐹 = (𝑚1 + 3𝑚1)𝑎 → 𝐹 = 4𝑚1𝑎 → 𝑎 =
𝐹
4𝑚1
 
Calculando as forças de contato: 
𝐹12 = 𝑚2𝑎 → 𝐹12 = 3𝑚1
𝐹
4𝑚1
=
3𝐹
4
 
𝐹21 = 𝑚1𝑎 → 𝐹21 = 𝑚1
𝐹
4𝑚1
=
𝐹
4
 
 
10. B 
Como a massa do bloco A é maior que a massa do bloco B, a tendência do sistema de blocos é “girar” no 
sentido anti-horário. 
 
De acordo com o diagrama de forças acima, temos que: 
𝐹𝑅 = 𝑚𝐴𝑎 = 𝑃𝐴 − 𝑇 
2𝑚𝐴 = 10𝑚𝐴 − 72 
𝑚𝐴 = 9𝑘𝑔 
 
𝐹𝑅 = 𝑚𝐵𝑎 = 𝑇 − 𝑃𝐵 
2𝑚𝐵 = 72 − 10𝑚𝐵 
𝑚𝐵 = 6𝑘𝑔 
𝑚𝐴 − 𝑚𝐵 = 9 − 6 = 3𝑘𝑔 
 
 
 
 
1 
Geografia 
 
Modais de Transporte 
 
Resumo 
 
Durante os anos 60, o comércio internacional tem se intensificado de maneira significativa. O volume de bens 
e serviços intercambiados entre os países é um importante criador de riquezas. Com a ampliação da 
globalização, o desenvolvimento dos modais de transporte, ou seja, os modos de transportar mercadorias, 
foram decisivos para tamanha expansão. O transporte internacional requer infraestrutura de distribuição a 
fim de sustentar as trocas dos parceiros comerciais. É extremamente necessário estudarmos essa rápida 
evolução dos transportes, pois é a partir dela que podemos entender a organização espacial das indústrias e 
das cidades na atualidade. O entendimento das rotas comerciais também auxilia a compreensão da 
geopolítica mundial, pois o controle dessas rotas impacta profundamente a economia dos países. 
Faz-se necessário notar que a locomoção de uma mercadoria pode vir a necessitar de uma combinação de 
diversos modais de transporte, o que é chamado de “transporte multimodal ou intermodal”. Esse conceito é 
adotado tanto no planejamento logístico de transporte em escala nacional/global quanto na escala 
urbana/metropolitana. Quando diversos modais de transporte é associado para que ocorra uma operação de 
transporte, caracteriza-se uma multimodalidade. Existem, por exemplo, portos secos no interior, como em 
Minas Gerais, que possuem o objetivo de agilizar as questões burocráticas da exportação, diminuindo o tempo 
que os produtos ficam parados nos portos. Podem ser conectados a região portuária por via férrea, rodovias 
e até aeroportos. 
A escolha do modal de transporte de mercadorias obedece a variáveis, como o custo, a rapidez e a segurança. 
Muitas vezes, é a geografia (necessidade de contornar ou transpor obstáculos naturais), o clima e, geralmente, 
o ambiente e o entorno que induzem o uso de certo tipo de transporte. Locais com rios navegáveis seriam 
propícios ao transporte hidroviário; locais muito declivosos, mais propícios ao transporte rodoviário; locais 
planos, ao transporte ferroviário etc. 
Principais vantagens e desvantagens de cada modal de transporte e suas características. 
• Rodoviário: Comumente associado ao uso de caminhões, carros etc. O Brasil investiu muito no 
transporte rodoviário que, apesar de possuir uma menor capacidade de carga em relação aos trens e 
maiores custos de manutenção com seguros, combustível e pneus, acaba sendo mais rápido. Esse 
modal tem um baixo custo de instalação. A Petrobras e o investimento nas estradas foram fatores 
que influenciaram o crescente investimento nesse modal. 
• Aquaviário: O transporte marítimo é feito pelo mar. Possui a vantagem de transportar grandes cargas, 
contêineres. Tem um alto custo de instalação, devido a necessidade de portos e a infraestrutura de 
transporte. Porém tem um baixíssimo custo de manutenção. O transporte hidroviário distingue-se do 
transporte marítimo por estar em água doce, em rios, lagos, com barcos. Aqui os custos de instalação 
são maiores ainda devido em alguns ricos existir a necessidade de construir eclusas. Alguns não 
concordam com essa divisão e agrupam tudo na mesma categoria. 
• Aeroviário: O modal aéreo é o mais rápido e possui uma grande capacidade de carga. Por que, então, 
não se utiliza esse meio nos transportes de mercadorias internacionais? Ele é o mais caro e o mais 
seguro, apenas transportando, então, cargas valiosas e seres humanos. 
 
 
 
 
 
2 
Geografia 
 
• Ferroviário: O transporte sobre trilhos ainda é bastante utilizado no Brasil e no mundo. Tem um 
elevado custo de instalação, baixo custo de manutenção, elevada capacidade de carga, atende 
principalmente a infraestrutura de países com dimensões continentais. Quando relacionado ao 
problema do transporte urbano, apresenta-se como uma boa solução, reduzindo o trânsito e sendo 
capaz de transportar muitas pessoas. 
 
A escolha do modal de transporte 
A escolha do modal de transporte de mercadorias obedece a variáveis, como o custo, a rapidez e a segurança. 
Muitas vezes, é a geografia (necessidade de contornar ou transpor obstáculos naturais), o clima e, geralmente, 
o ambiente e o entorno que induzem o uso de certo tipo de transporte. Locais com rios navegáveis seriam 
propícios ao transporte hidroviário; locais muito declivosos, mais propícios ao transporte rodoviário; locais 
planos, ao transporte ferroviário etc. A escolha de um modal de transporte na ótica de uma operação de 
importação/exportação depende, em grande parte, dos seguintes elementos: 
• O peso e o volume das mercadorias; 
• O custo do transporte; 
• A distância a percorrer e os acidentes geográficos e características climáticasdo percurso; 
• Os atrasos, prazos e tempo de entrega; 
• A noção de segurança e risco (ligado intimamente à fragilidade do produto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Geografia 
 
Exercícios 
 
1. (Enem 2013) De todas as transformações impostas pelo meio técnico-científico-informacional à 
logística de transportes, interessa-nos mais de perto a intermodalidade. E por uma razão muito simples: 
o potencial que tal “ferramenta logística” ostenta permite que haja, de fato, um sistema de transportes 
condizente com a escala geográfica do Brasil. 
HUERTAS, D. M. O papel dos transportes na expansão recente da fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio, 
Universidade de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado). 
 
A necessidade de modais de transporte interligados, no território brasileiro, justifica-se pela(s) 
a) variações climáticas no território, associadas à interiorização da produção. 
b) grandes distâncias e a busca da redução dos custos de transporte. 
c) formação geológica do país, que impede o uso de um único modal. 
d) proximidade entre a área de produção agrícola intensiva e os portos. 
e) diminuição dos fluxos materiais em detrimento de fluxos imateriais. 
 
 
2. (Enem 2016) 
 
 
Os moradores de Andalsnes, na Noruega, poderiam se dar ao luxo de morar perto do trabalho nos dias 
úteis e de se refugiar na calmaria do bosque aos fins de semana. E sem sair da mesma casa. Bastaria 
achar uma vaga para estacionar o imóvel antes de curtir o novo endereço. 
Disponível em: http://casavogue.globo.com. Acesso em: 3 out. 2015 (adaptado). 
Uma vez implementada, essa proposta afetaria a dinâmica do espaço urbano por reduzir a intensidade 
do seguinte processo: 
a) Êxodo rural. 
b) Movimento pendular. 
c) Migração de retorno. 
d) Deslocamento sazonal. 
e) Ocupação de áreas centrais. 
 
 
 
 
 
4 
Geografia 
 
3. (Enem 2017) A instalação de uma refinaria obedece a diversos fatores técnicos. Um dos mais 
importantes é a localização, que deve ser próxima tanto dos centros de consumo como das áreas de 
produção. A Petrobras possui refinarias estrategicamente distribuídas pelo país. Elas são responsáveis 
pelo processamento de milhões de barris de petróleo por dia, suprindo o mercado com derivados que 
podem ser obtidos a partir de petróleo nacional ou importado. 
Murta, Energia: o vício da civilização, crise energética e alternativas sustentáveis. Rio de Janeiro Caramond 2011 
A territorialização de uma unidade produtiva depende de diversos fatores locacionais. A partir da 
leitura do texto, o fator determinante para a instalação das refinarias de petróleo é a proximidade a 
a) sedes de empresas petroquímicas. 
b) zonas de importação de derivados. 
c) polos de desenvolvimento tecnológico. 
d) áreas de aglomerações de mão de obra. 
e) espaços com infraestrutura de circulação. 
 
 
4. (Enem 2017) Os maiores consumidores da infraestrutura logística para exportação no Brasil são os 
produtos a granel, dentre os quais se destacam o minério de ferro, petróleo e seus derivados e a soja, 
que, por possuírem baixo valor agregado, e por serem movimentados em grandes volumes, necessitam 
de uma infraestrutura de grande porte e baixos custos. No caso da soja, a infraestrutura deixa muito a 
desejar, resultando em enormes filas de navios, caminhões e trens, que, por ficarem grande parte do 
tempo ociosos nas filas, têm seu custo majorado, onerando fortemente o exportador, afetando sua 
margem de lucro e ameaçando nossa competitividade internacional. 
FLEURY, P F. A infraestrutura e os desafios logísticos das exportações brasileiras. Rio de Janeiro: CEL; Coppead; UFRJ, 2005 
(adaptado). 
No contexto do início do século XXI, uma ação para solucionar os problemas logísticos da soja 
apresentados no texto seria a 
a) Isenção de impostos de transportes. 
b) Construção de terminais atracadouros. 
c) Diversificação dos parceiros comerciais. 
d) Contratação de trabalhadores portuários. 
e) Intensificação do policiamento das rodovias. 
 
 
5. (Enem 2019 PPL) Embora os centros de decisão permaneçam fortemente centralizados nas cidades 
mundiais, as atividades produtivas podem ser desconcentradas, desde que haja conexões fáceis entre 
as unidades produtivas e os centros de gestão e exista a disponibilidade de trabalho qualificado e uma 
base técnica adequada às operações industriais. 
EGLER, C. A. G. Questão regional e a gestão do território no Brasil. In: CASTRO, I. E.; CORRÊA, R. L.; GOMES, P. C. C. (Org.). 
Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. 
A mudança nas atividades produtivas a que o texto faz referência é motivada pelo seguinte fator: 
a) Definição volátil das taxas aduaneiras e cambiais. 
b) Prestação regulada de serviços bancários e financeiros. 
c) Controle estrito do planejamento familiar e fluxo populacional. 
d) Renovação constante das normas jurídicas e marcos contratuais. 
e) Oferta suficiente de infra estruturas logísticas e serviços especializados. 
 
 
 
 
5 
Geografia 
 
6. As commodities representam 65% do valor das exportações brasileiras, segundo levantamento de 2014 
da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). As dez primeiras 
posições no ranking do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) de 
produtos mais exportados são ocupadas por commodities. As exportações brasileiras somaram 
US$ 191 bilhões em 2015. 
Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil. 
Adaptado. 
A importância das exportações de commodities para economia do país é inegável. Os portos são as 
principais infraestruturas responsáveis pela exportação dessa produção. No país, a maior parte da 
produção agrícola brasileira é escoada pelos portos de: 
a) Rio Grande e Tubarão. 
b) Santos e Paranaguá. 
c) Itaqui e Paranaguá. 
d) São Sebastião e Rio Grande. 
e) Vitória e Santos. 
 
 
7. “Um trilhão de reais: é este o valor que o Brasil precisa investir em infraestrutura de transportes até 
2030 para se equiparar ao padrão de países como Rússia e Austrália. A conclusão é de um estudo do 
núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP assinado pelos professores Claudio Tavares de 
Alencar e João da Rocha Lima Júnior com o mestrando Flávio Abdalla Lage e apresentado no final da 
semana passada na 14ª Conferência Internacional da LARES (Latin American Real Estate Society).” 
CALEIRO, J. P. Brasil precisa de R$ 1 tri em infraestrutura de transportes. Exame.com, 22 set. 2014. Disponível em: 
<http://exame.abril.com.br>. Acesso em: 15 jun. 2015. 
O desenvolvimento dos países depende da estruturação dos territórios para a difusão e distribuição 
de cargas, mercadorias e pessoas. O próprio sistema capitalista, em sua conjuntura embrionária, só 
conheceu o seu inicial desenvolvimento e expansão a partir da estruturação técnica de um importante 
sistema de transporte, que foi: 
a) os trens de ferro a vapor, no século XVIII. 
b) as aeronaves modernas, no século XX. 
c) as caravelas de longo alcance, no século XVI. 
d) os grandes navios de carga, no século XIX. 
e) os carros com motores, no início do século XX. 
 
 
8. Em geral, países com dimensões continentais encontram mais dificuldade em desenvolver uma 
logística eficiente, pois, além de enfrentar as distâncias, há o desafio de se superar as diversidades 
climáticas e os obstáculos naturais. Nesse sentido, esses países precisam desenvolver políticas que 
visem à diversificação de seus modais e ampliação da tecnologia adequada. A partir da leitura do texto 
o meio de transporte mais recomendado para a integração terrestre em territórios com dimensões 
continentais é o: 
a) Rodoviário 
b) Ferroviário 
c) Aéreo 
d) Subterrâneo 
e) Dutoviário 
 
 
 
 
6 
Geografia 
 
9. A Federação das Indústrias de São Paulo comparou indicadores de transporte do Brasil com 
equivalentes de países que são referênciapara o mundo todo. A conclusão do estudo é que, em dez 
anos, a eficiência de nossa infraestrutura não avançou. O Brasil é grande, mas parece maior ainda para 
quem leva peças de São Paulo a Manaus. “Demora de 15 a 20 dias. O caminhão sai daqui carregado, 
vai até Rio Branco, de Rio Branco é transportado para a balsa e vai via fluvial até Manaus”, conta o 
empresário José Kovacs. 
Jornal Nacional - 6/5/2013. 
Um dos fatores que contribuem para o problema abordado no texto é a: 
a) reduzida exploração do potencial de navegação dos rios. 
b) extensa e moderna malha rodoviária que corta o país. 
c) ociosidade operacional de portos e aeroportos. 
d) prioridade dada ao modal ferroviário pela política de transporte. 
e) intermodalidade que encarece o frete dos produtos. 
 
 
10. “No mundo da globalização, tudo circula: dos capitais ao conhecimento. Se, por um lado, muito daquilo 
que transita o faz de maneira virtual, por meio de fios, cabos ou fibras ópticas, por outro, pessoas e 
mercadorias devem ser deslocadas fisicamente de um local para outro”. 
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u6595.shtml 
Sobre a questão dos transportes, argumenta-se que a(s): 
a) cidades brasileiras vêm assegurando a todos os seus moradores o acesso aos recursos 
disponíveis, começando por um bom sistema de mobilidade e a existência de espaços públicos 
com qualidade para todos, inclusive para os turistas. 
b) grande área, a disponibilidade hídrica, a longa faixa litorânea e os relevos pouco acidentados foram 
obstáculos à adoção de uma política de transportes apoiada nas rodovias. 
c) poluição, sobretudo nas grandes cidades, os pedágios que vieram com as privatizações e o preço 
mais caro do que as ferrovias e hidrovias são aspectos negativos do sistema rodoviário 
predominante no Brasil. 
d) qualidade, a diversificação e a tarifa do transporte público, o respeito ao pedestre, a qualidade das 
calçadas e a sua adequação às pessoas com necessidades especiais, a quantidade de ciclovia, a 
segurança no trânsito são aspectos secundários no planejamento urbano. 
e) multimodalidade empregada com êxito na infraestrutura de transporte brasileira garante ao país 
uma rede moderna e sem gargalos, capaz de atender às demandas dos setores primário e 
secundário da economia. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Geografia 
 
Gabarito 
 
1. B 
O Brasil é um país com tamanho para ser um continente. Seus principais produtos de exportação são 
vinculados ao espaço agrário, enquanto sua ocupação urbana fica majoritariamente no litoral. Assim, o 
transporte da plantação até a cidade normalmente é feito pelo modal rodoviário, através de caminhão nas 
estradas. De lá, a saída para o mar ocorre por meio de portos urbanos. 
 
2. B 
A imagem mostra um tipo de residência em cima de trilhos, possibilitando a dinâmica descrita no texto. 
Ao longo da semana, as pessoas deixariam as suas residências nas proximidades do centro, facilitando 
o deslocamento para o trabalho. Nos finais de semana, poderiam deslocar as suas casas para as áreas 
mais distantes do centro, aproveitando as amenidades das áreas menos transformadas. Nesse sentido, 
o processo que sofreu uma forte redução é o de movimento pendular (deslocamentos populacionais 
rápidos e repetitivos), pois as pessoas podem localizar melhor as suas residências e evitar os 
deslocamentos entre o centro e suas periferias. 
 
3. E 
A necessidade exposta no texto girava em torno de uma localização que facilitasse a busca por matéria-
prima, o abastecimento do mercado e a conexão com mercados de suprimento internacional e nacional. 
Para tal, a existência de uma rede de transportes eficiente é fundamental para permitir que a empresa 
desloque seus produtos e atenda à sua necessidade. 
 
4. B 
A construção de terminais atracadouros permitiria uma aceleração no processo de carga e descarga dos 
navios, já que eles teriam um local para atracar (estacionar) e adiantar o processo. Muitas vezes, os navios 
aguardam na região marítima ao redor e não podem iniciar os serviços de embarque da produção, 
aumentando o tempo de espera. 
 
5. E 
No contexto da globalização a revolução técnica nos transportes e comunicação possibilitou a 
desconcentração das atividades indutriais e a manutenção da centralizadade dos pontos de gestão. A 
renovação de normas jurídicas e a volatibilidade das taxas aduaneiras são empencilhos a 
desconcentração industrial. 
 
6. B 
O Brasil é grande exportador de commodities agropecuárias, isto é, produtos primários, 
semimanufaturados e alguns industrializados com baixo valor tecnológico agregado. O porto de Santos 
destaca-se em soja, café, suco de laranja, açúcar e carne bovina. O porto de Paranaguá, em soja e milho. 
 
7. C 
As grandes navegações europeias ampliaram as relações de mercado, sendo o início do desenvolvimento 
capitalista. 
 
8. B 
O transporte ferroviário tem por característica integrar longas distâncias, transportando um contingente 
maior de carga por menor custo. 
 
 
 
 
8 
Geografia 
 
9. A 
O Brasil possui uma extensa rede hidrográfica que é subutilizada, quando se pensa na questão dos 
transportes. Na referida questão, o caminhão precisa ser deslocado até o Acre para, então, ter acesso à 
hidrovia, o que não aproveita ao máximo o conceito de intermodalidade, pois transporta o caminhão, e 
não só a carga, até Manaus. O grande desafio do país é criar uma infraestrutura que abrace a 
intermodalidade, além de aproveitar os potenciais de cada região. A bacia hidrográfica do Rio Amazonas 
possui uma extensa rede de rios que poderia encurtar esse percurso. 
 
10. C 
O modal rodoviário possui diversas vantagens, mas também apresenta desvantagens, como a poluição 
nas grandes cidades e o elevado preço de manutenção e de transporte por tonelada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Geografia 
 
Transportes e o comércio mundial 
 
Resumo 
O comércio mundial está relacionado a diversos processos, tais como a globalização e a manutenção do 
modelo capitalista de produção. Para compreender o comércio e seus desdobramentos, é necessário 
entender como ele ocorre, e só acontece devido aos transportes e aos meios de comunicação. Isso é 
exemplificado pelo valor que se paga por um produto, pois nesse valor está contida a forma como ele foi 
transportado, pois o tipo de modal escolhido influência os custos finais de comercialização. 
Pode-se dizer que o ideal do transporte é percorrer espaços maiores no menor intervalo de tempo possível, 
e visando a atender a esses objetivos existem fatores que influenciam a qualidade e facilidade do 
deslocamento. As formas mais rápidas de transporte também tendem a ser mais caras que as mais lentas. 
A localização das centralizações industriais também interfere. 
Na Primeira Revolução Industrial, as indústrias foram construídas nos arredores das fontes de matérias-
primas, já que naquela época os transportes não eram tão desenvolvidos. O carvão e as máquinas a vapor 
modificaram o potencial de energia e as relações ao redor do mundo. Com o desenvolvimento, não houve 
mais a limitação de usar a Maria Fumaça e evoluiu-se para submarinos, carros e aviões. Devido à combustão, 
as guerras também se desenvolveram de forma mais intensificada. Atravessar oceanos passou a ser algo 
mais fácil e cotidiano. Logo se instaura a lógica porto a porto, ou seja, os navios ficam responsáveis pela 
circulação de mercadorias ao redor do mundo no modal de transporte hidroviário. 
A multiplicação de viagens e do volume de carga, além do barateamento dos custos de transporte, não 
poderiam ter ocorrido sem os numerosos e importantes avanços tecnológicos, que permitiram o transporte 
mais rápido e eficaz. Uma das principais invenções, que mudou toda a logística do transporte mundial, foi o 
contêiner. Esse, por ser padronizado e por poder armazenar quase que qualquer tipo de produto, é um imenso 
facilitador para transportar carga. Todos os transportespassaram a ser modelados no padrão do contêiner, 
o que permitiu uma maior integração dos modais, com pouquíssimo custo, tanto de tempo quanto de energia, 
para a baldeação. 
A logística e a eficiência permitem pensar melhor as formas de se conectar esses transportes, facilitando, 
assim, o comércio. Hoje, muitos compram pela internet devido à facilidade, outros vendem pela internet, pois 
é mais barato, por não precisar pagar a loja física, introduzindo a lógica porta a porta, enviando de e recebendo 
em casa os produtos, encurtando os processos. Isso altera a forma de se fazer compras e de pensar as 
lógicas produtivas de entrega e relações comerciais. Porém, o desenvolvimento dessa lógica é sustentado 
pela intermodalidade, ferramenta da logística que possibilita pensar no uso de diferentes modais de 
transporte para se obter o melhor custo possível. 
 
Disponível em: http://forumsantosexport.com.br/. Adaptado. 
http://forumsantosexport.com.br/
 
 
 
 
2 
Geografia 
 
Principais vantagens e desvantagens de cada modal de transporte e suas características 
• Rodoviário: Comumente associado ao uso de caminhões, carros etc. O Brasil investiu muito no 
transporte rodoviário que, apesar de possuir uma menor capacidade de carga em relação aos trens e 
maiores custos de manutenção com seguros, combustível e pneus, acaba sendo mais rápido. Esse 
modal tem um baixo custo de instalação. A Petrobras e o investimento nas estradas foram fatores que 
influenciaram o crescente investimento nesse modal. 
• Aquaviário: O transporte marítimo é feito pelo mar. Possui a vantagem de transportar grandes cargas, 
contêineres. Tem um alto custo de instalação, devido a necessidade de portos e a infraestrutura de 
transporte. Porém tem um baixíssimo custo de manutenção. O transporte hidroviário distingue-se do 
transporte marítimo por estar em água doce, em rios, lagos, com barcos. Aqui os custos de instalação 
são maiores ainda devido em alguns ricos existir a necessidade de construir eclusas. Alguns não 
concordam com essa divisão e agrupam tudo na mesma categoria. 
• Aeroviário: O modal aéreo é o mais rápido e possui uma grande capacidade de carga. Por que, então, 
não se utiliza esse meio nos transportes de mercadorias internacionais? Ele é o mais caro e o mais 
seguro, apenas transportando, então, cargas valiosas e seres humanos. 
• Ferroviário: O transporte sobre trilhos ainda é bastante utilizado no Brasil e no mundo. Tem um elevado 
custo de instalação, baixo custo de manutenção, elevada capacidade de carga, atende principalmente a 
infraestrutura de países com dimensões continentais. Quando relacionado ao problema do transporte 
urbano, apresenta-se como uma boa solução, reduzindo o trânsito e sendo capaz de transportar muitas 
pessoas. 
 
 
 
 
 
 
3 
Geografia 
 
Exercícios 
 
1. (PUC RJ 2015) Em fevereiro de 2013, comemoraram-se os 205 anos da abertura dos portos brasileiros 
às ‘Nações Amigas’, por Dom João VI, desde a chegada da família real ao Brasil. No entanto, ao se 
observar, atualmente, a situação dos portos brasileiros, verifica-se um cenário bastante problemático, 
em que são poucos os motivos de comemoração. 
Sítio do Universo OnLine. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/portos-brasileiros-faltam-
investimentos-e-modernizacao.htm>. Acesso em: 14 dez. 2013. 
 
Das opções a seguir, assinale a que expressa um problema de infraestrutura do setor portuário 
brasileiro. 
a) Ampliação da burocracia estatal. 
b) Elevação do preço dos combustíveis. 
c) Encarecimento dos aluguéis dos terminais. 
d) Baixa intermodalidade da rede de transporte. 
e) Dinamização do comércio interportuário mundial. 
 
 
2. (ENEM 2012) A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para atracar no porto de 
Santos é igual a 11 anos – isso, contando somente o intervalo de janeiro a outubro de 2011. O problema 
não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de tempo supera uma década. 
Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado). 
A situação descrita gera consequências em cadeia, tanto para a produção quanto para o transporte. 
No que se refere à territorialização da produção no Brasil contemporâneo, uma dessas consequências 
é a: 
a) realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez. 
b) dispersão dos serviços financeiros em função da busca de novos pontos de importação. 
c) redução da exportação de gêneros agrícolas em função da dificuldade para o escoamento. 
d) priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras terrestres. 
e) estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos na 
infraestrutura de circulação. 
 
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/portos-brasileiros-faltam-investimentos-e-modernizacao.htm
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/portos-brasileiros-faltam-investimentos-e-modernizacao.htm
 
 
 
 
4 
Geografia 
 
3. (ENEM 2012) “A partir dos anos 70, impõe-se um movimento de desconcentração da produção 
industrial, uma das manifestações do desdobramento da divisão territorial do trabalho no Brasil. A 
produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se, sobretudo, para novas áreas do Sul e para 
alguns pontos do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte.” 
SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2002 
(fragmento). 
Um fator geográfico que contribui para o tipo de alteração da configuração territorial descrito no texto 
é: 
a) Obsolescência dos portos. 
b) Estatização de empresas. 
c) Eliminação de incentivos fiscais. 
d) Ampliação de políticas protecionistas. 
e) Desenvolvimento dos meios de comunicação. 
 
 
 
4. (PUC RJ 2014) 
 
(Disponível em: <http://www.cidadespaulistas.com.br/prt/cnt/mp-portos-secos.htm>. Acesso em: 24 julho 2013). 
 
O sistema portuário brasileiro está sendo reorganizado para eliminar parte dos gargalos infraestruturais 
que reduzem os investimentos nacionais e internacionais no país. Chama-se atenção, nesse processo, 
para o crescimento e valorização cada vez maior dos portos secos no território nacional. Porto seco é: 
a) um terminal intermodal terrestre diretamente ligado por estrada via férrea e/ou aérea, em zona 
fora do porto, geralmente no interior. 
b) uma estação aduaneira com o papel de salvaguardar todos os investimentos em tecnologias de 
ponta produzidos em território nacional. 
c) um silo que armazena, sem impostos, a mercadoria importada por investidores nacionais para o 
abastecimento agroalimentar do país. 
d) uma infraestrutura portuária fluvial que segue o curso dos principais rios estaduais para 
complementar o sistema portuário de cabotagem. 
e) um sistema intermodal de transporte ferroviário e metroviário que facilita a distribuição de bens 
para os aeroportos e portos do país. 
 
 
 
 
 
5 
Geografia 
 
5. (ENEM 2018) Os portos sempre foram respostas ao comércio praticado em grande volume, que se dá 
via marítima, lacustre e fluvial, e sofreram adaptações, ou modernizações, de acordo com um conjunto 
de fatores que vão desde a sua localização privilegiada frente a extensas hinterlândias, passando por 
sua conectividade com modernas redes de transportes que garantam acessibilidade, associados, no 
atual momento, à tecnologia, que o transformam em pontas de lança de uma economia globalizada 
que comprime o tempo em nome da produtividade e da competitividade. 
ROCHA NETO, J.M.; CRAVIDÃO, F. D., Portos no contexto do meio técnico. Mercator, n. 2, maio-ago, 2014 (adaptações). 
 
Uma mudança que permitiu aos portos adequarem-se às novas necessidades comerciais apontadas 
no texto foi a 
a) intensificação do uso de contêineres. 
b) compactação das áreas de estocagem. 
c) burocratização dos serviços de alfândega. 
d) redução da profundidade dos atracadouros. 
e) superação da especialização dos cargueiros. 
 
 
6. (UERJ 2010)A comparação entre os gráficos permite associar as mudanças na rede de transporte aos 
seus impactos ambientais. 
 
 
A principal consequência sobre o meio ambiente resultante dos investimentos na matriz de transportes 
da União Europeia entre 1970 e 2004 é: 
a) agravamento do aquecimento global 
b) acentuação do fenômeno da Ilha de Calor 
c) aceleração do processo de desmatamento 
d) aumento da destruição do ozônio estratosférico 
e) ocorrência de chuvas ácidas 
 
 
 
 
 
 
6 
Geografia 
 
7. (ENEM 2016) Os gargalos rodoviários do Brasil e o caótico trânsito das suas metrópoles forçam os 
governos estaduais e federais a retomar os planos de implantação dos trens regionais. Durante as 
últimas quatro décadas, a malha ferroviária foi esquecida e sucateada, tanto que hoje, em todo o país, 
apenas duas linhas de passageiros estão em funcionamento. Transportam 1,5 milhão de pessoas entre 
Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) e entre São Luís (MA) e Carajás (PA) - as duas operadas pela 
mineradora Vale. Nos anos 1960, mais de 100 milhões de passageiros utilizavam trens interurbanos no 
território nacional. 
Disponível em: www.estadao.com.br.Acesso em:2 set. 2010 
O sucateamento do meio transporte descrito foi provocado pela 
a) redução da demanda populacional por trens interurbanos. 
b) inadequação dos trajetos em função da extensão do país. 
c) precarização tecnológica frente a outros meios de deslocamento. 
d) priorização da malha rodoviária no período de modernização do espaço. 
e) ampliação dos problemas ambientais associados à conservação das ferrovias. 
 
 
8. (UERJ 2019) Os modais de transporte possuem diferentes níveis de adequação aos tipos de carga. 
Considere a tabela abaixo: 
 
De acordo com a lógica econômica capitalista, para o transporte dos produtos A e D, os modais mais 
adequados são, respectivamente: 
a) aéreo e ferroviário 
b) rodoviário e aéreo 
c) ferroviário e marítimo 
d) marítimo e rodoviário 
e) aéreo e marítimo 
 
 
 
http://www.estadao.com.br.acesso/
 
 
 
 
7 
Geografia 
 
9. (UFGD 2010) Analise os dados das tabelas a seguir. 
 
Fonte: Ministério dos Transportes, 2007. 
 
Tendo em vista essas informações e as características da infraestrutura de circulação do Brasil, pode-
se afirmar que 
a) houve, no período 1985-2006, investimentos significativos na infraestrutura do transporte 
ferroviário, o que explica o crescimento do percentual de cargas transportado por esse modal. 
b) o transporte hidroviário é pouco utilizado no Brasil em virtude de seu custo ser superior ao do 
transporte rodoviário. 
c) o transporte rodoviário caracteriza-se pelo baixo custo e rapidez nos deslocamentos, o que explica 
o predomínio deste na dinâmica de transportes no Brasil. 
d) o predomínio do modal rodoviário na dinâmica de transportes no Brasil relaciona-se às políticas 
implantadas a partir da segunda metade do século XX, que concentraram recursos neste setor. 
e) o modal rodoviário é o mais adequado para o transporte de grãos (maior quantidade transportada 
com menor custo), daí seu predomínio em relação aos demais modais no Brasil. 
 
 
 
 
 
 
8 
Geografia 
 
10. (PUC 2016) 
 
 ANTT, 2011 
Observando-se SOMENTE a matriz de transporte dos países apresentados que compõem os BRICS, 
identifica-se que: 
a) a China vem ampliando o modal rodoviário frente ao barateamento das exportações de petróleo 
dos últimos anos. 
b) a Rússia, que é o maior país do mundo, deveria ampliar o seu transporte de carga, já que possui 
uma extensa rede hidrográfica. 
c) a Austrália não tem uma rede hidroviária mais ampla pelo rigor climático imposto pelos desertos 
que ocupam a maior parte do seu território. 
d) o Brasil, apesar da diversificação recente dos modais, continua a ser o país, dentre os de grande 
extensão, com o maior volume de transporte de mercadorias realizado por rodovias. 
e) os Estados Unidos que, com o seu extenso território, deveriam ter-se conectado pelo modal 
ferroviário, apoiaram-se no seu expressivo setor automobilístico para a construção de rodovias 
por todo o país. 
 
 
 
 
 
 
9 
Geografia 
 
Gabarito 
 
1. D 
Um dos problemas dos portos brasileiros é a limitação quanto à integração entre os modais de 
transportes (rodovia, hidrovia, ferrovia e dutovia) e suas conexões com o sistema portuário. Rodovias e 
ferrovias são os modais que mais chegam aos portos brasileiros, mas com pouca integração entre si. 
 
2. C 
A constatação do elevado período de tempo que os navios, principal modal utilizado na comercialização 
mundial, ficam esperando para atracarem no porto citado pode acarretar uma queda da comercialização 
das commodities brasileiras por diversas razões, como a perecividade e o encarecimento do produto. 
 
3. E 
O avanço das comunicações e dos meios de transporte possibilitou a fragmentação das empresas, que 
permaneceram com suas sedes nos grandes centros do Sudeste, sobretudo, mas suas unidades de 
produção foram deslocadas para outras regiões brasileiras, com o objetivo de obter isenções fiscais, mão 
de obra mais barata, entre outros. 
 
4. A 
Porto Seco, também chamado de Estação Aduaneira Interna (EADI), é um terminal intermodal diretamente 
ligado por estrada, via férrea ou até aérea, sendo um depósito alfandegado localizado na “zona secundária” 
(fora do porto organizado), geralmente no interior, fundamental para uma eficaz comercialização interna 
e externa, principalmente. 
 
5. A 
O contêiner é o equipamento padronizado utilizado por vários modais de transportes que permitiu atender 
ao aumento do comércio internacional resultante da abertura de mercados e da globalização. 
 
6. A 
O aquecimento global é um fenômeno provocado pelo aumento da concentração atmosférica de gases 
que potencializam o efeito estufa natural. Esses gases têm origem nas ações antrópicas, sendo os meios 
de transporte os responsáveis por significativa parcela dessas emissões, em proporções diferenciadas, 
conforme pode ser observado em um dos gráficos. Uma vez que cerca de 4/5 (80%) das emissões provêm 
do transporte rodoviário, a opção da União Europeia por ampliar a extensão dessa rede contribui para o 
agravamento do problema ambiental em questão. 
 
7. D 
Sobretudo no governo JK houve intenso investimento na substituição de um modal predominantemente 
ferroviário, que também não atendia e dinamizava as necessidades do período, para o modal rodoviário, 
que se propunha integrar o território e atrair indústrias automobilísticas para o país. 
 
8. B 
O transporte aéreo percorre longas distâncias em pouco tempo, como demanda o produto D, além de ser 
muito seguro. 
 
 
 
 
 
10 
Geografia 
 
9. D 
Historicamente, o modal rodoviário sempre recebeu grandes estímulos para ser desenvolvido, o que o 
colocou no posto de principal modal utilizado no transporte de cargas, tanto no contexto interno como 
para chegar até os portos no litoral e posterior exportação. Isso deve-se ao fato desse segmento ter 
recebido e receber mais investimentos que os outros, investimentos, por exemplo, como as isenções 
fiscais para as montadoras de automóveis instalarem-se nas cidades brasileiras. 
 
10. D 
Talvez o principal problema da logística de infraestrutura de produção no Brasil seja a alta dependência 
do modal rodoviário, que encontra dificuldades em ser superado. 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Guia do Estudo Perfeito 
 
Estudando menos e aprendendo mais 
 
Resumo 
 
Estamos conhecendo diferentes métodos, técnicas e estratégias para aperfeiçoarmos nossos estudos. É 
consegui conjugar todo esse aprendizado, de acordo com suas demandas e com autonomia é que iremos 
conseguir estudar menos e aprender mais. Abaixo, algumas dicas do que aprendemos até agora e que 
podemos utilizar para aumentar nosso rendimento. 
 
 
Conheça sua rotina 
O estudante profissional precisa de um cronograma. Eleprecisa conhecer cada detalhe do seu tempo com o 
objetivo de maximizar seus estudos. 
 
Defina um 
cronograma 
• Que horas você desempenha cada atividade do seu dia? 
• Quanto tempo você tem disponível para se dedicar aos estudos? 
• Preencha o cronograma de estudos com essas tarefas fixas do seu 
dia a dia, nos horários em que você as executa. 
• Defina seus horários de estudos 
 
 
Agora que você já definiu suas obrigações e preencheu seu cronograma com os horários fixos, é possível 
quantificar seu tempo de estudo. Vamos lá!! 
Quanto 
tempo 
estudar? 
• Preencha os horários vagos com as aulas que você irá assistir. O 
calendário do Descomplica já está organizado de uma forma que 
você consiga obter o máximo de proveito nos seus estudos. 
• No horário das aulas ao vivo, preencha aquelas que você irá 
assistir. 
• Separe um horário para aprofundar os estudos daquela matéria. 
Por exemplo, se você irá assistir à Aula ao Vivo de Matemática, 
na parte da noite, você pode estudar os módulos gravados, antes 
dessa aula. 
• Combinar os módulos gravados com a aula ao vivo é uma 
excelente forma de não deixar restar dúvida sobre o conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Guia do Estudo Perfeito 
 
Planeje os 
imprevistos e 
o lazer 
• Aloque um tempo no seu dia para compensar imprevistos que 
possam ocorrer durante sua semana de estudos. 
• Incorpore os períodos de lazer ao seu cronograma. Ninguém é de 
ferro!! 
• Planeje sua próxima semana. É muito bom começar a semana 
sabendo o que você vai estudar. 
• Respeite seu cronograma! 
 
 
O hábito de estudo 
Quase a metade das nossas decisões do dia a dia são hábitos. É quando o cérebro toma uma decisão 
praticamente no piloto automático. Isso ocorre devido ao número de vezes que repetimos aquele processo. 
O hábito é uma forma do cérebro economizar energia. É com a repetição do método de estudo acima na sua 
rotina que você irá criar um hábito de estudo. É esse hábito que fará com que você seja aprovado na 
universidade. Segue abaixo algumas técnicas e estratégias que irão te ajudar a criar um hábito de estuda e 
acelerar seu rendimento. 
 
Técnica Pomodoro 
Essa técnica divide seu fluxo de estudo em blocos de concentração (Pomodoros). Você pode usar um 
cronômetro para essa tarefa. 
 
• Crie um período de concentração, que pode ser de 25m ou mais. 
• Durante esse tempo, faça sua tarefa completamente concentrado. Evite qualquer 
interrupção. 
• Descanse 5m entre um bloco de concentração e outro. 
• No final de 4 blocos seguidos, descanse 30m. 
Esse tempo deve ser adaptado de acordo com sua rotina. Você pode utilizar os 
Pomodoros com 30m, 35m e 40m. Se você sentir que é possível, continue!! 
 
 
Acelere a velocidade de produção 
Aumente a velocidade com que você assiste às aulas. Cada módulo disponível no 
plano de estudos é composto, em média, por 6 vídeos de 5 minutos cada. Isso significa 
que, ao aumentar a velocidade de reprodução, você consegue assistir um módulo em 
até 15 minutos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Guia do Estudo Perfeito 
 
Faça diagnósticos 
O objetivo de se avaliar é melhorar seu desempenho nos estudos. Nesse 
sentido, é importante mensurar sua produção e descobrir onde você 
precisa evoluir. 
• Faça simulados ou provas anteriores e descubra seus pontos fracos. 
• O erro faz parte do processo e te ajuda a descobrir onde você precisa 
estudar mais. 
• Quais matérias são importantes para seu curso? Entre essas 
matérias, você precisa estudar as com maior percentual de erro. 
 
Top-Heavy 
Coloque o mais pesado no início da semana, para quando chegar no final você não ficar desmotivado e não 
realizar tarefa. 
 
Reduza o multitasking 
Concentre-se em uma tarefa durante seus estudos. Nada de fazer um exercício de Biologia, enquanto está 
tentando rever um assunto de história. Execute aquela tarefa, finalize ela e vá para uma nova. 
 
Controle seus pensamentos 
Esqueça o grupo do WhatsApp e outros pensamentos aleatórios. Foco no que importa. 
 
 
 
 
1 
Guia do Estudo Perfeito 
 
Estudando menos e aprendendo mais 
 
Resumo 
 
Estamos conhecendo diferentes métodos, técnicas e estratégias para aperfeiçoarmos nossos estudos. É 
consegui conjugar todo esse aprendizado, de acordo com suas demandas e com autonomia é que iremos 
conseguir estudar menos e aprender mais. Abaixo, algumas dicas do que aprendemos até agora e que 
podemos utilizar para aumentar nosso rendimento. 
 
Conheça sua rotina 
O estudante profissional precisa de um cronograma. Ele precisa conhecer cada detalhe do seu tempo com o 
objetivo de maximizar seus estudos. 
 
Defina um 
cronograma 
• Que horas você desempenha cada atividade do seu dia? 
• Quanto tempo você tem disponível para se dedicar aos estudos? 
• Preencha o cronograma de estudos com essas tarefas fixas do 
seu dia a dia, nos horários em que você as executa. 
• Defina seus horários de estudos 
 
Agora que você já definiu suas obrigações e preencheu seu cronograma com os horários fixos, é possível 
quantificar seu tempo de estudo. Vamos lá!! 
 
Quanto 
tempo 
estudar? 
• Preencha os horários vagos com as aulas que você irá assistir. O 
calendário do Descomplica já está organizado de uma forma que 
você consiga obter o máximo de proveito nos seus estudos. 
• No horário das aulas ao vivo, preencha aquelas que você irá 
assistir. 
• Separe um horário para aprofundar os estudos daquela matéria. 
Por exemplo, se você irá assistir à Aula ao Vivo de Matemática, 
na parte da noite, você pode estudar os módulos gravados, antes 
dessa aula. 
• Combinar os módulos gravados com a aula ao vivo é uma 
excelente forma de não deixar restar dúvida sobre o conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Guia do Estudo Perfeito 
 
Planeje os 
imprevistos e 
o lazer 
• Aloque um tempo no seu dia para compensar imprevistos que 
possam ocorrer durante sua semana de estudos. 
• Incorpore os períodos de lazer ao seu cronograma. Ninguém é de 
ferro!! 
• Planeje sua próxima semana. É muito bom começar a semana 
sabendo o que você vai estudar. 
• Respeite seu cronograma! 
 
O hábito de estudo 
Quase a metade das nossas decisões do dia a dia são hábitos. É quando o cérebro toma uma decisão 
praticamente no piloto automático. Isso ocorre devido ao número de vezes que repetimos aquele processo. 
O hábito é uma forma do cérebro economizar energia. É com a repetição do método de estudo acima na sua 
rotina que você irá criar um hábito de estudo. É esse hábito que fará com que você seja aprovado na 
universidade. Segue abaixo algumas técnicas e estratégias que irão te ajudar a criar um hábito de estuda e 
acelerar seu rendimento. 
 
Técnica Pomodoro 
Essa técnica divide seu fluxo de estudo em blocos de concentração (Pomodoros). Você pode usar um 
cronômetro para essa tarefa. 
• Crie um período de concentração, que pode ser de 25m ou mais. 
• Durante esse tempo, faça sua tarefa completamente concentrado. Evite qualquer 
interrupção. 
• Descanse 5m entre um bloco de concentração e outro. 
• No final de 4 blocos seguidos, descanse 30m. 
 
Esse tempo deve ser adaptado de acordo com sua rotina. Você pode utilizar os Pomodoros com 30m, 35m e 
40m. Se você sentir que é possível, continue!! 
 
Acelere a velocidade de produção 
Aumente a velocidade com que você assiste às aulas. Cada módulo disponível no plano de estudos é 
composto, em média, por 6 vídeos de 5 minutos cada. Isso significa que, ao aumentar a velocidade de 
reprodução, você consegue assistir um módulo em até 15 minutos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Guia do Estudo Perfeito 
 
Faça diagnósticos 
O objetivo de se avaliar é melhorar seu desempenho nos estudos. Nesse sentido, é importante mensurar sua 
produção e descobrir onde você precisa evoluir. 
• Faça simulados ou provas anteriores e descubra seus pontos 
fracos. 
• O erro faz parte do processo e te ajuda a descobrir ondevocê 
precisa estudar mais. 
• Quais matérias são importantes para seu curso? Entre essas 
matérias, você precisa estudar as com maior percentual de erro. 
 
Top-Heavy 
Coloque o mais pesado no início da semana, para quando chegar no final você não ficar desmotivado e não 
realizar tarefa. 
 
Reduza o multitasking 
Concentre-se em uma tarefa durante seus estudos. Nada de fazer um exercício de Biologia, enquanto está 
tentando rever um assunto de história. Execute aquela tarefa, finalize ela e vá para uma nova. 
 
Controle seus pensamentos 
Esqueça o grupo do WhatsApp e outros pensamentos aleatórios. Foco no que importa. 
 
 
 
1 
História 
 
O Iluminismo e o Despostismo Esclarecido 
 
Resumo 
 
Enquanto as ideias Iluministas se difundiam dentro e fora da Europa, os monarcas absolutistas – temendo os 
crescentes questionamentos ao Antigo Regime - procuraram pôr em prática certas ideias liberais, sem, no 
entanto, abrir mão de seu poder absoluto. Esses governantes ficaram conhecidos como déspotas 
esclarecidos. Alguns autores também chamam o despotismo esclarecido de “absolutismo ilustrado”. Vale 
lembrar, no entanto, que os déspotas esclarecidos adotaram apenas as ideias iluministas que fossem 
compatíveis com seus interesses, rejeitando sistematicamente as propostas que pusessem em questão seus 
poderes ou que garantissem efetivamente maior participação da população nas questões políticas. 
Na prática, o despotismo tinha como objetivo acelerar o processo de modernização de alguns países e assim 
aumentar seu poder e prestígio a fim de enfraquecer a oposição ao seu governo. Para entendermos melhor 
que reformas realizaram, falaremos dos principais déspotas esclarecidos da Europa no século XVIII. 
Na Prússia, Frederico II (1740-1786), rei, filósofo e amigo de Voltaire, instituiu o ensino primário obrigatório; 
aboliu a tortura e reorganizou a justiça, dando aos juízes maior autonomia em suas decisões. Estimulou a 
economia por meio de medidas protecionistas – contrárias, aliás, às ideias iluministas. Por outro lado, 
preservou a ordem social existente, mantendo os camponeses sujeitos ao estamento aristocrático dos 
proprietários rurais. Na Rússia, temos Catarina II (1729-1796), que construiu escolas, hospitais, reformou e 
modernizou cidades, racionalizou a administração pública e limitou a ação da igreja. 
 
Catarina – Czarina que é considera uma déspota esclarecida 
Um dos exemplos mais emblemáticos de déspota esclarecido é Marquês de Pombal (1699- 1782), ministro 
de D. José I (1750-1777), rei absolutista português. Pombal iniciou reformas em Portugal, como a 
modernização do sistema de ensino. Além disso, desenvolveu o comércio colonial, criando diversas 
companhias de comércio controladas pela coroa. Por ser anticlerical, expulsou os jesuítas de Portugal e da 
América Portuguesa. 
 
 
 
 
2 
História 
 
 
Marquês de Pombal 
As medidas de Pombal adotaram preceitos liberais. No entanto, quando olhamos para a colônias percebemos 
que ele ampliou o centralismo e a fiscalização. Durante o seu governo, para garantir a arrecadação dos 
tributos da mineração, foi criada a derrama, assim como foram restabelecidos os monopólios através da 
criação das Companhias de Comércio do Grão-Pará-Maranhão (1755) e do Pernambuco-Paraíba (1759). Com 
a expulsão dos jesuítas da colônia, o ensino se tornou laico (mantido e definido pelo Estado). Além disso, 
durante a gestão de Pombal que o sistema de capitanias hereditárias foi extinto (1759) e a capital do Brasil 
foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro (1763). 
 
 
 
 
 
https://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/capitanias-hereditarias
 
 
 
3 
História 
 
Exercícios 
 
1. (...) na última parte do século XVIII, (...) o evidente sucesso internacional do poderio capitalista britânico 
levou a maioria destes monarcas (ou melhor, seus conselheiros) a tentar programas de modernização 
intelectual, administrativa, social e econômica. Naquela época, os príncipes adotavam o slogan do 
"iluminismo" do mesmo modo como os governos de nosso tempo, por razões análogas, adotam 
slogans de "planejamento". 
HOBSBAWM, E. “A Era das Revoluções”, Paz e Terra, 10ª ed., 1997. 
 
A história das ideiase dos movimentos intelectuais tem grande importância para compreendermos 
transformações e características fundamentais da nossa sociedade. A esse respeito, assinale a 
alternativa correta. 
a) O poderio britânico, no século XVIII, se deve à conquista de colônias no espaço afro-asiático. 
b) O fato histórico descrito no texto ficou conhecido como “despotismo esclarecido”. 
c) No século XVIII, a Revolução Industrial organizou um cenário econômico homogêneo na Europa e, 
em contrapartida, reforçou o atraso das nações do continente americano. 
d) A modernização político-econômica, no século XVIII, se deve ao surgimento dos chamados regimes 
absolutistas. 
e) O iluminismo procurou conciliar a influência cultural da Igreja com a racionalização das instituições 
políticas. 
 
2. O chamado despotismo esclarecido, nome pelo qual ficaram conhecidas algumas monarquias 
absolutistas do século XVIII, apresentou-se particularmente expressivo na península ibérica, tanto em 
Portugal, como na Espanha. Nos dois países, com efeito, as monarquias empreenderam reformas 
capazes de renovar as economias dos respectivos reinos, sem prejuízo do que era essencial ao Antigo 
Regime. 
 
Assinale a opção que indica o caráter ilustrado das reformas adotadas em Portugal e na Espanha 
setecentistas: 
a) No caso espanhol as reformas bourbônicas foram mais radicais, pois estabeleceram o livre-
comércio com a abolição do regime de porto único, em 1717, ao passo que , em Portugal, o 
processo foi mais lento, mantendo-se o privilégio exclusivo de Lisboa para o comércio com o Brasil. 
b) Nos dois casos a monarquia combateu e finalmente expulsou os jesuítas de seus domínios 
ultramarinos, ao que se seguiu a abolição dos tribunais da inquisição, a começar, no caso hispânico, 
pelo Santo Ofício de Cartagena de Índias. 
c) Nos dois casos houve incentivos à formação de companhias de comércio visual incrementar os 
vínculos mercantis com as respectivas colônias americanas, o que não implicou qualquer 
eliminação do monopólio, nem afrouxamento da máquina fiscal metropolitana. 
d) No caso espanhol as reformas procuraram preservar os privilégios da nobreza tradicional, apesar 
da extinção das alcabalas, ao passo que a administração pombalina em Portugal chegou a 
condenar nobres à morte sob o pretexto de que tramavam o assassinato do rei D. José I. 
e) Nos dois casos a ofensiva contra os privilégios da nobreza e clero foi notável: expulsão dos jesuítas, 
extinção do Santo Ofício, expropriação dos bens do clero, abolição dos morgadios ou Mayorazgos 
e combate implacável aos usos e costumes aristocráticos, com a proibição do porte de espadas e 
do uso de perucas à moda francesa. 
 
 
 
 
4 
História 
 
3. O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada 
corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é 
senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele 
mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de 
qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a 
utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, 
sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores 
da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito 
arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de 
temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade 
com outros queestão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade 
e dos bens a que chamo de propriedade.” 
 Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 
 
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar: 
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza. 
b) a origem do governo como uma propriedade do rei. 
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana. 
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos. 
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade. 
 
 
4. Leia o texto a seguir referente ao historiador liberal inglês Lord Acton (1834-1902): 
“Embora [Lord] Acton nunca tenha publicado um livro, ele escreveu vários artigos que refletiram seu 
apaixonado interesse sobre a história da liberdade, tolerância religiosa e governo constitucional. De 
acordo com Acton, não podemos entender a história da civilização ocidental se não conseguirmos 
avaliar o conflito eterno entre a liberdade e o poder. A ideia de liberdade, ele disse, 'é a unidade, a única 
unidade da história do mundo, e o princípio único de uma filosofia da história'.” 
Smith, George H. Lord Acton e a História da Liberdade. Portal do Libertarianismo. 
 
O texto sugere que Lord Acton: 
a) defendia que o liberalismo precisava tomar o poder para tornar os homens livres. 
b) defendia a ideia de liberdade como sendo aquilo que dá unidade e sentido para a história humana. 
c) acentuava o combate entre poder e liberdade, defendendo que a tomada do poder era o principal 
objetivo da “história da Liberdade”. 
d) defendia que o poder não poderia corromper o homem, já que suas características virtuosas eram 
inabaláveis. 
e) defendia a liberdade apenas do nível político e, no nível econômico, a intervenção maciça do 
Estado. 
 
 
 
 
 
5 
História 
 
5. “A partir da segunda metade do século XVIII, enquanto alguns países da Europa Ocidental assistiam à 
vitória das forças ligadas ao capitalismo, em outros países empreendeu-se uma política reformista 
visando à modernização dos Estados pelos respectivos soberanos. A essa política, que variou segundo 
as circunstâncias próprias a cada país, denominamos de despotismo esclarecido ou reformismo 
ilustrado. Geralmente os ‘monarcas esclarecidos’ adotavam a fraseologia dos filósofos do Iluminismo 
para empreender a modernização de seus Estados; tratava-se de adaptar alguns princípios novos a 
Estados de condições socioeconômicas e políticas atrasadas.” 
AQUINO, R. História das Sociedades. Das Sociedades Modernas às Sociedades Atuais. RJ: Novo Milênio, 2010. 
 
O apogeu do despotismo esclarecido na Prússia foi atingido no governo de Frederico II, o Grande. 
Influenciado principalmente pelo ideário de Voltaire, ele acreditava que o rei era o coração, a alma e o 
cérebro do Estado. Para o monarca, o objetivo de governo era o bem comum, a preocupação com os 
interesses, felicidade e bem estar do povo. Ao assumir o poder, Frederico II adotou uma série de 
medidas, como: 
a) Confisco dos bens e as propriedades da Igreja, distribuindo essas terras aos nobres. 
b) Elevação do imposto de captação, sobretaxando os camponeses prussianos, o que aumentou as 
receitas do Estado. 
c) Abolição das torturas aos presos políticos, concedendo aos prussianos plena liberdade de 
expressão. 
d) Manutenção do regime de servidão e aumento dos direitos dos proprietários sobre os servos da 
terra. 
e) Criação de um Tribunal de Justiça para julgar delitos da nobreza e promulgação de uma 
Constituição baseada em princípios democráticos. 
 
 
6. Ao contrário do que se verificou na monarquia absolutista francesa do século XVIII, houve diversos 
Estados absolutistas nos quais os respectivos monarcas e seus ministros tentaram de alguma forma 
pôr em prática certos princípios da Ilustração, sem abrir mão, é claro, do próprio absolutismo - tal foi, 
em essência, o absolutismo ilustrado. 
(Francisco José Calazans Falcon, "Despotismo Esclarecido") 
 
O rei D. José I e seu primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo - futuro marquês de Pombal, 
são considerados os representantes do despotismo esclarecido em Portugal. Acerca do chamado 
período pombalino, é correto afirmar que 
a) se reorganizaram as estruturas administrativas por meio da recriação das Câmaras Municipais e 
do restabelecimento do poder dos donatários. 
b) houve a criação de companhias de comércio na colônia e estabeleceu-se a cobrança de 100 
arrobas anuais de ouro para Minas Gerais. 
c) se criou um tributo exclusivo para o ouro - quinto - com a intenção de evitar o contrabando e 
aumentar a arrecadação do fisco português. 
d) por meio de uma legislação específica, ampliou-se o poder da nobreza portuguesa, além da 
distribuição de cargos públicos e de pensões vitalícias. 
e) o Brasil obteve ganhos, como o direito de comercializar diretamente com as colônias portuguesas 
na África, o que significou o fim do pacto colonial 
 
 
 
 
6 
História 
 
7. Baseados no Iluminismo, particularmente no pensamento de Voltaire, os soberanos da Prússia, Rússia, 
Áustria, Espanha e Portugal procuraram adequar as estruturas econômicas de seus países: 
a) A uma política autoritária, com medidas de caráter liberal com grande participação popular. 
b) Ao capitalismo que começava a se impor com nitidez. 
c) Às ideias da Ilustração, oriundas da burguesia, concretizando-as com sua efetiva participação. 
d) À modernização mediante grande desenvolvimento comercial e alto índice de urbanização. 
e) A uma política modernizadora, de caráter liberal e participativo. 
 
 
8. O texto abaixo recupera uma obra iluminista dirigida por Denis Diderot e Jean Le Rond d’ Alembert em 
1772 na França intitulada de Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios. 
No texto afirma-se que: na Enciclopédia não havia área do engenho humano que não tivesse sido 
coberta. Ali se observava a confiança de que os homens eram, ou poderiam ser em breve, senhores de 
seu próprio destino, que poderiam moldar o mundo e a sociedade de acordo com as suas conveniências 
e vantagens. Era o poder da razão. Por isso mesmo a Enciclopédia não foi universalmente aceita. 
Poderes absolutistas civis e religiosos foram seus combatentes. 
(DENT, N. J. H.. Dicionário de Rousseau. Rio de Janeiro: Zahar, 1996, p. 125. Texto adaptado). 
 
A Enciclopédia proposta por homens iluministas como Diderot e D’Alembert foi criticada no contexto 
francês do final do século XVIII, porque nesse momento o absolutismo e razão significavam 
a) modos de viver compatíveis, nos quais as novas e modernas ideias iluministas eram absorvidas 
pelos reis absolutistas, que percebiam nelas as vantagens de se moldar o mundo à sua forma e 
maneira, tal qual Diderot em sua Enciclopédia, o que possibilitou o advento da monarquia 
constitucional. 
b) maneiras de fazer política muito diversas. Para os racionalistas, a política absolutista deveria ser 
reestruturada ou revolucionada, pois os novos saberes deveriam vir das experiências e das novas 
ciências e não de Deus e seus emissários. 
c) formas incompatíveis de fazer política, pois o povo francês era governado por um velho monarca 
autoritário que se mantinha no poder devido à ignorância do povo. Já livros como a Enciclopédia 
seriam a base da nova sociedade revolucionária e anarquista proposta por Diderot. 
d) formas de governo inconciliáveis, pois o absolutismo era autoritário e ultrapassado. Já os 
enciclopedistas, como Diderot e D’ Alembert, desejavam a derrubada do Rei pelos revolucionários 
comunistas, formadores de ideias socialistas vinculadas ao marxismo contemporâneo. 
e) maneiras de governar muito distintas, pois os enciclopedistas eram homens de letras, que 
iniciavam carreira política nas fileiras dos liberais exaltados, e o monarca absolutista era do partido 
conservador francês. 
 
 
 
 
 
 
7História 
 
9. "É proibido matar e, portanto, todos os assassinos são punidos, a não ser que o façam em larga escala 
e ao som de trombetas.” O autor desta frase é Voltaire, sempre lembrado por seu discurso irreverente, 
sarcástico e pela atualidade de suas idéias, embora tenha participado de um movimento intelectual do 
século XVIII, o iluminismo, que propunha: 
a) a defesa das idéias absolutistas e o controle da liberdade de expressão dos cidadãos; 
b) a eliminação de qualquer tipo de propriedade privada e a estabilização da economia; 
c) a valorização dos privilégios de nascimento e a crítica aos ideais burgueses de participação 
política; 
d) a defesa dos direitos individuais e o fim das práticas centralizadoras; 
e) a defesa de reformas apenas no plano cultural e a manutenção dos valores do Antigo Regime nos 
níveis político e econômico. 
 
10. Assinale a alternativa em que aparecem as principais ideias de Jean Jacques Rousseau em sua obra O 
CONTRATO SOCIAL. 
a) Cada homem é inimigo do outro, está em guerra com o próximo e por esta razão cria o Estado para 
sua própria defesa e proteção. 
b) O Estado é uma realidade em si e é necessário conservá-lo, reforçá-lo e eventualmente reformá-lo, 
reconhecendo uma única finalidade: sua prosperidade e grandeza. 
c) O governante deve dar um bom exemplo para que os súditos o sigam. Através da educação e de 
rituais, os homens de capacidade aprenderiam e transmitiriam os valores do passado. 
d) Que as classes dirigentes tremam ante a ideia de uma revolução! Os trabalhadores devem 
proclamar abertamente que seu objetivo é a derrubada violenta da ordem social tradicional. 
e) A única esperança de garantir os direitos de cada indivíduo é a organização da sociedade civil, 
cedendo todos os direitos à comunidade, para que seja politicamente justo o que a maioria decidir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
História 
 
Gabarito 
 
1. B 
Muitos monarcas adotaram medidas modernizantes, inspiradas no Iluminismo, para não perder o poder. 
 
2. C 
Tais reformas tinha como objetivo alavancar as economias portuguesa e espanhola, aumentando seus 
ganhos provenientes da exploração de suas colônias. 
 
3. D 
Para Locke, o governo deveria ter a função de garantir ao homem seus “direitos naturais”. 
 
4. B 
Um dos princípios básicos para compreendermos o Iluminismo é justamente a defesa da liberdade dos 
homens. 
 
5. C 
Adepto ao Despotismo Esclarecido, Frederico II procurou modernizar a Prússia através de uma série de 
medidas consideradas iluministas, como a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, além de acabar 
com os castigos físicos impostos aos opositores. 
 
6. B 
Inspirado por ideais iluministas, Pombal vai criar uma série de companhias de comércio com o intuito de 
dinamizar a economia brasileira e aumentar o rendimento da metrópole. 
 
7. B 
Com o avanço do modo de produção capitalista e da ascensão da burguesia, os monarcas se viram 
obrigados adotar reformas em seus respectivos reinos. 
 
8. B 
A Enciclopédia criticava o saber proveniente da fé e acreditava na formação de cidadãos conscientes 
através do conhecimento obtido pela racionalidade. 
 
9. D 
Tais ideias permitiram o surgimento do liberalismo político econômico. 
 
10. E 
O contrato social de Rousseau entendia que o homem já havia perdido a sua liberdade natural e não seria 
possível retornar a ela, para garantir um bom funcionamento da sociedade era necessário um contrato 
onde o povo seria soberano, mas deveria obedecer a um conjunto de leis para garantir seus direitos. 
 
 
 
1 
História 
 
O Iluminismo 
 
Resumo 
 
O Iluminismo foi um movimento filosófico iniciado no século XVIII, na França, que promoveu uma série de 
rupturas com o Antigo Regime, ou seja, com o poder absoluto dos reis, a sociedade estamental, o 
mercantilismo e o monopólio da Igreja Católica no campo da cultura. Ele vai influenciar movimentos de 
contestação ao Antigo Regime, como a Revolução Francesa, além da Independência das 13 colônias, a 
Conjuração Mineira, entre outros. 
Do ponto de vista político questionava-se sobretudo o poder absoluto dos reis, modelo 
adotado desde a formação das monarquias nacionais, na passagem da Idade Média 
para a Moderna. Ao invés do absolutismo, muitos filósofos defendiam modelos 
políticos que limitassem a autoridade do monarca, como as monarquias 
constitucionais, ou até mesmo o regime republicano. É importante lembrar que o 
sistema absolutista se pautava em teorias como a do direito divino dos reis, que não 
eram consideradas racionais pelos iluministas. 
Um dos filósofos precursores do Iluminismo foi John Locke (1632-1704). Locke viveu 
na Inglaterra, no contexto das Revoluções Inglesas e, criticando a sociedade de sua 
época, defendia a ideia de que os homens possuíam direitos naturais: vida, liberdade, 
igualdade e propriedade privada – essa última seria derivada do trabalho e, portanto, 
natural. As ideias de Locke influenciaram a formulação do pensamento 
iluminista. 
 
No campo político, é fundamental destacarmos as concepções filosóficas de 
Montesquieu (1689-1755) que, ao criticar o absolutismo monárquico, defendia a teoria 
da tripartição dos poderes, ou seja, a divisão do Estado em três poderes: executivo, 
legislativo e judiciário. 
 
Do ponto de vista social, o movimento Iluminista criticava a sociedade estamental, em 
que as desigualdades eram determinadas pelo nascimento. Deste modo, seus filósofos 
questionavam a ideia de que o primeiro e o segundo estado (clero e nobreza) detinham 
privilégios, enquanto o terceiro estado (burguesia, 
camponeses, trabalhadores urbanos) era visto como inferior. Na sociedade 
estamental, havia pouquíssima mobilidade social e as desigualdades eram 
naturalmente aceitas. Os Iluministas buscaram, através da razão, questionar 
este modelo de sociedade, que garante privilégios oriundos do nascimento, e, 
ao contrário disso, defendiam a igualdade jurídica entre os indivíduos. Podemos 
dizer que, do ponto de vista social, defendiam que todos os homens nasciam 
iguais, questionando a sociedade do Antigo Regime, ainda fundamentada em 
privilégios feudais. Voltaire (1694 – 1778) foi bastante importante nesse 
aspecto, pois criticou os privilégios da nobreza e da Igreja, defendendo as 
liberdades individuais. 
 
 
Locke – Importante influência para a 
consolidação das ideias Iluministas 
Montesquieu 
Voltaire 
 
 
 
2 
História 
 
O movimento Iluminista também influenciou o âmbito econômico. As ideias como 
a liberdade de mercado e o fim dos monopólios da nobreza e do rei surgiram 
nessa época. Há, assim, uma crítica às práticas mercantilistas e a defesa do 
liberalismo econômico. Considerado o pai do liberalismo e um dos grandes 
nomes da Escola Liberal Clássica, Adam Smith, em seu livro “A Riqueza das 
Nações”, defendia que o governo não deveria intervir em assuntos 
econômicos. Para ele, os preços e tarifas seriam regulados pela mão 
invisível do mercado, a lei da oferta e da procura. 
 
Adam Smith – O “pai” do liberalismo econômico 
 
Havia ainda uma corrente ideológica que dava destaque às atividades agrícolas. A Fisiocracia defendia, assim 
como o liberalismo econômico de Adam Smith, a não interferência do estado nos assuntos econômicos, com 
a diferença de colocar na atividade agrícola todo o fruto das riquezas. Obviamente que em um mundo de 
desenvolvimento capitalista e industrial, essa ideologia não ganharia a mesma força que as ideias de Adam 
Smith, assim essa ideologia foi sendo considerada obsoleta com o passar dos anos. 
A concepção de mundo defendida pelos Iluministas teve grande adesão da 
burguesia, cuja insatisfação com os privilégios do clero e da nobreza era cada 
vez maior. Movimentos como a Revolução Francesa, as Conjurações (mineira 
e baiana) na América portuguesa e a Independência das Treze Colônias foram 
influenciadas pelo Iluminismo. Consolidando princípios do liberalismo políticoe econômico, o Iluminismo também é central para compreendermos o século 
XIX, conjuntura em que uma “onda” de revoluções liberais eclodiram para 
derrubar definitivamente o absolutismo da Europa.Além dos filósofos citados, 
é importante relembrarmos a importância de Rousseau (1712-1778), 
considerado o mais radical entre os Iluministas, pois criticava a sociedade 
burguesa, a propriedade privada e defendia a soberania popular. 
 
Além dele, Diderot e d’Alambert ficaram conhecidos por compilar as teorias iluministas na Enciclopédia. Esta 
foi fundamental para que as ideias do século das luzes alcançassem várias partes do mundo. 
 
A Enciclopédia – Central para difusão das concepções Iluministas 
Rousseau 
 
 
 
3 
História 
 
Exercícios 
 
1. “Um comerciante está acostumado a empregar o seu dinheiro principalmente em projetos lucrativos, 
ao passo que um simples cavalheiro rural costuma empregar o seu em despesas. Um frequentemente 
vê seu dinheiro afastar-se e voltar às suas mãos com lucro; o outro, quando se separa do dinheiro, 
raramente espera vê-lo de novo. Esses hábitos diferentes afetam naturalmente os seus temperamentos 
e disposições em toda espécie de atividade. O comerciante é, em geral, um empreendedor audacioso; 
o cavalheiro rural, um tímido em seus empreendimentos… 
(Adam Smith, A RIQUEZA DAS NAÇÕES, Livro III, capítulo 4.) 
 
Neste pequeno trecho, Adam Smith: 
a) contrapõe lucro à renda, pois geram racionalidades e modos de vida distintos. 
b) mostra as vantagens do capitalismo comercial em face da estagnação medieval. 
c) defende a lucratividade do comércio contra os baixos rendimentos do campo. 
d) critica a preocupação dos comerciantes com seus lucros e dos cavalheiros com a ostentação de 
riquezas. 
e) expõe as causas da estagnação da agricultura no final do século XVIII. 
 
 
2. John Locke (1632-1704) é um dos fundadores do empirismo. Atualmente, é pouco lido. Muito 
ganharíamos, entretanto, se nos ocupássemos novamente dos Tratados sobre o governo Civil, com a 
Carta sobre a Tolerância e, particularmente, com o Ensaio sobre o entendimento humano. 
Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do seu pensamento. 
a) O direito de propriedade é a base da liberdade humana porque todo homem tem uma propriedade 
que é sua própria pessoa. O governo existe para proteger esse direito. 
b) Há uma busca de equilíbrio entre a autoridade do poder e a liberdade do cidadão. Para que 
ninguém possa abusar da autoridade, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder detenha 
o poder. Daí a separação entre poderes legislativo, executivo e judiciário. 
c) A organização do mundo e sua finalidade interna só se explicam pela existência de um Criador 
inteligente: Este mundo me espanta e não posso imaginar / Que este relógio exista e não tenha 
relojoeiro. 
d) Deve haver exaltação da razão e da dúvida: Existe, porém, uma coisa de que não posso duvidar, 
mesmo que o demônio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso, resta 
a certeza de que eu penso. Nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de 
duvidar é indubitável. 
e) O regime democrático deve ser aquele que tem a aptidão de manter vigentes os termos do pacto 
social, bem como os dispositivos garantidores da liberdade político-contratual. O povo inglês 
pensa ser livre, mas engana-se grandemente; só o é durante a eleição dos membros do 
parlamento: assim que estes são eleitos, é escravo; nada é. 
 
 
 
 
 
4 
História 
 
3. O escritor e filósofo francês Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado um dos grandes 
pensadores do Iluminismo ou Século das Luzes. Ele afirma o seguinte sobre a importância de manter 
acesa a chama da razão: 
“Vejo que hoje, neste século que é a aurora da razão, ainda renascem algumas cabeças da hidra do 
fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero e que suas goelas são menos devoradoras. Mas 
o monstro ainda subsiste e todo aquele que buscar a verdade arriscar-se-á a ser perseguido. Deve-se 
permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender um archote onde a inveja e a calúnia reacenderão 
suas tochas? No que me tange, acredito que a verdade não deve mais se esconder diante dos monstros 
e que não devemos abster-nos do alimento com medo de sermos envenenados”. 
 
Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire. 
a) Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não é um sábio, pois corre um risco desnecessário. 
b) A razão é impotente diante do fanatismo, pois esse sempre se impõe sobre os seres humanos. 
c) Aquele que se orienta pela razão e pela verdade deve munir-se da coragem para enfrentar o 
obscurantismo e o fanatismo. 
d) O fanatismo e o obscurantismo são coisas do passado e por isso a razão não precisa mais estar 
alerta. 
e) A razão envenena o espírito humano com o fanatismo. 
 
 
4. (ENEM 2013) Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento 
tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de 
que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa 
anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de 
um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de 
enriquecer sua vida, física e culturalmente. 
CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado). 
Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a 
ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse 
contexto, a investigação científica consiste em: 
a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes. 
b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da 
filosofia. 
c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso. 
d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e 
religiosos. 
e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates 
acadêmicos. 
 
https://www.infoescola.com/historia/iluminismo/
https://www.infoescola.com/filosofos/rene-descartes/
https://www.infoescola.com/filosofos/francis-bacon/
 
 
 
5 
História 
 
 
5. O Iluminismo do século XVIII abrigava, dentre seus valores, o racionalismo. Tal perspectiva confrontava-
se com as visões religiosas do século anterior. Esse confronto anunciava que o homem das luzes 
encarava de frente o mundo e tudo nele contido: o Homem e a Natureza. O iluminismo era claro, com 
relação ao homem: um indivíduo capaz de realizar intervenções e mudanças na natureza para que essa 
lhe proporcionasse conforto e prazer. Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que, para o Homem das 
Luzes, a Natureza era: 
a) misteriosa e incalculável, sendo a base da religiosidade do período, o lugar onde os homens 
reconheciam a presença física de Deus e sua obra de criação; 
b) infinita e inesgotável, constituindo-se um campo privilegiado da ação do homem, dando em troca 
condição de sobrevivência, principalmente no que se refere ao seu sustento econômico; 
c) apenas reflexo do desenvolvimento da capacidade artística do homem, pois ajudava-o a criar a 
ideia de um progresso ilimitado relacionado à indústria; 
d) um laboratório para os experimentos humanos, pois era reconhecida pelo homem como a base do 
progresso e entendimento do mundo; daí a fisiocracia ser a principal representante da 
industrialização iluminista; 
e) a base do progresso material e técnico, fundamento das fábricas, sem a qual as indústrias não 
teriam condições de desenvolver a ideia de mercado. 
 
6. “Se existem ateus, a quem devemos culpar senão os tiranos mercenários das almas que, provocandoem nós a nossa revolta, contra as suas velhacarias e hipocrisias, levam alguns espíritos fracos a 
negarem o Deus que esses monstros desonram? Quantas e quantas vezes essas sanguessugas do 
povo não levaram os cidadãos oprimidos a revoltarem-se contra o seu próprio rei?” 
Esse texto é de autoria de: 
a) Descartes, no Discurso do Método, em que apontava a fé como um empecilho ao conhecimento. 
b) Erasmo de Roterdã que, em O Elogio da Loucura, condena a leviandade com que o clero conduz 
os assuntos sagrados. 
c) John Locke, em O Segundo Tratado sobre o Governo Civil, em que defendeu o direito à rebelião 
contra um governo tirânico. 
d) Spinoza que, em sua obra Tractus Theologico Pollticus, investe contra a intolerância religiosa e 
apregoa o livre pensamento. 
e) Voltaire, que faz do seu Dicionário Filosófico um libelo anticlerical com fortes críticas à conduta 
dos sacerdotes. 
 
 
 
 
6 
História 
 
7. (ENEM 2012) “É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política 
não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. 
A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que 
elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder.” 
MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 (adaptado). 
 
A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito 
a) ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo. 
b) ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis. 
c) à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis. 
d) ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências. 
e) ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais. 
 
 
8. “Constituída de 35 volumes, contou com o trabalho de 130 colaboradores: Montesquieu contribuiu com 
um artigo sobre estética; Quesnay e Turgot versaram sobre economia; Rousseau discorreu sobre 
música e Voltaire e Hans Holbach sobre filosofia, religião e literatura. 
Embora pretendesse mostrar a unidade íntima entre a cultura e o pensamento humano, as opiniões de 
seus autores divergiam muito. Sobre religião, por exemplo, era difícil chegar-se a um consenso, já que 
havia deístas e ateístas” 
VICENTINO, C. História Geral. Ensino médio. São Paulo: Scipione, 2000. p. 239. 
 
As características acima expostas referem-se à obra conhecida como: 
a) Contrato Social. 
b) Segundo Tratado do Governo Civil. 
c) Enciclopédia. 
d) Cartas inglesas. 
e) Cartas persas. 
 
 
9. O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não 
deixa de ser mais escravo do que eles (...) A ordem social é um direito sagrado que serve de base a 
todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.” 
J.J. Rousseau, Do contrato social. in: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p. 22. 
A respeito da citação de Rousseau, é correto afirmar: 
a) Aproxima-se do pensamento absolutista, que atribuía aos reis o direito divino de manter a ordem 
social. 
b) Filia-se ao pensamento cristão, por atribuir a todos os homens uma condição de submissão 
semelhante à escravatura. 
c) Filia-se ao pensamento abolicionista, por denunciar a escravidão praticada na América, ao longo 
do século XIX. 
d) Aproxima-se do pensamento anarquista, que estabelece que o Estado deve ser abolido e a 
sociedade, governada por autogestão. 
e) Aproxima-se do pensamento iluminista, ao conceber a ordem social como um direito sagrado que 
deve garantir a liberdade e a autonomia dos homens. 
 
 
 
7 
História 
 
10. 
 
 
No século XVIII, criou-se um projeto arquitetônico para as prisões chamado “pan-óptico”. O objetivo era 
transformar a ambiência do confinamento, distinguindo-a das masmorras do Antigo Regime. Tal como 
demonstra a imagem, o projeto estabelecia no centro uma torre com um vigia e, na periferia, uma 
construção em forma de anel. A construção periférica era dividida em celas para os presos, com duas 
janelas (uma interna ao anel e outra externa), que permitiam a luz atravessar a cela. Com essa 
disposição espacial, o pan-óptico expressava o ideal iluminista, na medida em que o controle sobre os 
indivíduos era exercido por meio da 
a) descentralização dos espaços reservados para os confinados. 
b) valorização da punição ao comportamento em detrimento da vigilância. 
c) manutenção de comunicação monitorada entre o ambiente de confinamento e a sociedade. 
d) hierarquização entre os presos separados pelas celas construídas no anel. 
e) utilização da claridade para conferir visibilidade aos presos e às suas ações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
História 
 
 
Gabarito 
 
1. A 
O autor contrapõe as ideias de lucro e renda reforçando as suas diferenças. 
 
2. A 
O pensando de Locke tinha como dos seus princípios a defesa da propriedade privada, em conformidade 
com ideias burgueses. 
 
3. C 
Voltaire defendia o livre pensamento, onde a razão e a busca pela verdade são elementos fundamentais 
para combater o misticismo. 
 
4. C 
É o modo de produção de saber, servindo de bases para outras áreas de produção de conhecimento uma 
vez que a racionalidade serve para libertar o homem. 
 
5. B 
A partir dessa lógica, a natureza se torna um campo de exploração do homem. 
 
6. E 
Voltaire contestava o poder e os privilégios dos clérigos, culpando-os pelo ateísmo de alguns 
 
7. B 
A principal crítica dos Iluministas direcionava-se ao poder absoluto dos reis, Montesquieu não era 
diferente e defendia os princípios do liberalismo político entendendo que a democracia era assegurada 
pela existência das leis. 
 
8. C 
A Enciclopédia foi organizada por Diderot e D’Alembert, que pretendiam, em linhas gerais, aglutinar em 
uma só obra, de forma resumida, todo o pensamento produzido pelos iluministas e pelos fisiocratas 
 
9. E 
Rousseau foi um dos principais filósofos do Iluminismo, acreditando que a criação de novas instituições 
de poder decorrentes da vontade dos homens era necessária para garantir uma sociedade mais justa. 
 
10. E 
A ideia de trazer o homem para claridade de forma que o controle social seja mais eficiente. 
 
 
 
 
1 
Literatura 
 
Arcadismo 
 
Resumo 
 
O Arcadismo 
A corrente literária árcade, influenciada pelos ideais do Iluminismo no século XVIII, visava retornar alguns 
marcos artísticos do período renascentista. Com o intuito de promover o racionalismo na poesia - uma vez 
que se opuseram ao estilo Barroco – o Arcadismo é caracterizado pela temática mais pastoril e bucólica, 
contrariando os apegos materialistas que marcavam aquele momento e resgatando alguns aspectos da 
cultura clássica. 
 
Contexto histórico 
Os acontecimentos mais importantes do século XVII e que marcaram o Arcadismo foram: 
• 1715 – 1789 - Iluminismo; 
• 1789 - Revolução Francesa; 
• 1789 - Inconfidência Mineira (No Brasil); 
• 1798 - Conjuração Baiana (No Brasil); 
 
 
 
(Revolução Francesa, 1789.) 
 
 
 
Leitura da sentença dos inconfidentes, Leopoldino 
Faria. 
 
Características do Arcadismo 
Veja, abaixo, algumas das principais características do Arcadismo: 
• Bucolismo; 
• Pastoralismo; 
• Uso da razão; 
• Temática universalista; 
• Valorização da cultura greco-romana; 
• Objetividade; 
• Contraste entre a simplicidade da vida X apegos materiais; 
• Convencionalismo amoroso; 
• Contraste entre o ambiente urbano e o ambiente campestre; 
 
 
 
 
2 
Literatura 
 
Obs.: O sentimento de evasão ao campo era imaginário, pois a maioria dos árcades pertenciam ao cenário 
burguês e naquele momento iniciava-se um período de urbanização nas cidades e a transição do êxodo rural.

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