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Mapas Mentais - Direito Processual Penal

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Direito Processual
 Penal
Aplicação da lei
 Processual Penal
Conceitos 
e Fontes
Lei Processual Penal no Espaço
Princípio da territorialidade: A lei penal brasileira só produzirá seus 
efeitos dentro do território nacional. Exceções:
# Tratados, conveções e regras do Direito Internacional
# Jurisdição política - Crimes de Resposabilidade
# Processos de competência das Justiças Militar e Eleitoral
# Legislação Especial
OBS: Em relação a estes casos, a aplicação do CPP será subsidiária
Lei Processual Penal no Tempo
Adoção do princípio do tempus regit actum: Ato processual será realizado 
conforme as regrar estabelecidas pela Lei que vigorar no momento de sua 
realização (ainda que a Lei tenha entrado em vigor durante processo)
OBS: Lei nova não pode retroagir para alcançar atos processuais já 
praticados (ainda que mais benéfica), mas se aplica aos atos futuros dos 
processos em curso. Se aplica às normas puramente processuais
# Normas materiais inseridas em Lei Processual (heterotopia)- Lei 
Penal no Tempo
# Normas Híbridas (mistas)- Lei Penal no Tempo
# Normas Relativas à execução penal - Prevalece que são normas de 
direito material (Lei Penal no Tempo)
Conceito
Ramo do Direito que tem por finalidade a aplicação, no caso 
concreto, da Lei Penal outrora violada
Fontes Formais (cognição)
Meio pelo qual a norma é lançada no mundo jurídico. Podem 
ser imediatas ou mediatas
#Imediatas: Fontes principais que devem ser aplicadas 
primordiamente (Constituição, Leis, tratados e convenções 
internacionais)
# Mediatas: São aplicáveis quando há lacuna, ausência de 
regulamentação pelas fontes formais imediatas (costumes, 
analogia e principios gerais do Direito)
Fontes Materiais
É o órgão, ente, entidade ou instituição responsável pela produção 
da norma processual penal. No Brasil, em regra, é a União, 
podendo os Estados legislarem sobre quest~ões específicas
Princípios do Direito 
Processual Penal
Contraditório e Ampla defesa
# Contraditório: partes devem ter assegurado o direito de contradizer os argumentos 
trazidos pela parte contrária e as provas por ela produzidas
 OBS: Pode ser limitado, quando a decisão tomada pelo Juiz não possa espe-
rar a manifestação do acusado ou a ciência do acusado pode implicar a frustração da 
decisão (prisão, interceptação telefônica)
# Ampla defesa: Não basta dar ao acusado ciência das manifestações da acusação e 
facultar-lhe se manifestar, se não lhe forem dados instrumentos. 
Principais instrumentos: Produção de provas;recursos;direito à defesa técnica;direito 
a autodefesa
Presunção de não culpabilidade (ou inocência)
Nenhuma pessoa pode ser considerada culpada antes do trânsito em julgado
# Ônus da prova (materialidade)- cabe ao acusador (MP ou ofendido)
# In dubio pro reo ou favor rei: havendo dúvidas acerca da culpa do 
acusado, deverá o Juiz decidir em favor deste, pois sua culpa não foi 
comprovada
Vedação às provas ilícitas
Não se admitem no processo as provas que tenham sido obtidas por meios ilícitos, 
compreendidas aquelas que violem direitos fundamentais.
# Prova ilícita: Fere norma material, sua consequência é o desentranhamento do 
projeto
# Prova ilegítima: Fere norma processual, ela fica no processo, mas se torna nula
OBS: Admite-se provas ilícitas quando esta for a única forma de se obter a 
absolvição do réu
Vedação à autoincriminação (tenetur se detegere)
Tem por finalidade impedir que o Estado, de alguma forma, imponha 
ao réu alguma obrigação que possa colocar em risco o seu direito de 
não produzir provas prejudiciais a si próprio.
# Dispositivos constitucionais: Direito ao silêncio, direito à ampla 
defesa, presunção de inocência
OBS: O interrogatório é um processo bifásico (qualificação e inquiri-
ção). O direito ao silêncio que o acusado tem, apenas se dá à fase da 
interrogação quanto aos fatos, não abrangendo a qualificação
Princípio da inércia
O Juiz não pode dar início ao processo penal, pois isto implicaria em 
violação da sua imparcialidade.
# Isso não impede que o Juiz determine a realização de diligências que
entender necessárias para esclarecer questão relevante ao processo
Princípio do devido processo legal
Ninguém poderá sofrer privação de sua liberdade ou de seus bens 
sem que haja um processo prévio, em que lhe sejam assegurados 
instrumentos de defesa.
Obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais
Órgãos do judiciário devem fundamentar suas decisões
# A decisão de recebimento da denúncia ou queixa não precisa de fundamentação 
complexa
# As decisões proferidas pelo Tribunal do Júri não são fundamentadas
Publicidade
Os atos processuais e as decisões judiciais serão públicas. Essa 
publicidade não é absoluta, podendo sofrer restrição, quando a 
intimidade das partes ou interesse público exigir
# Impossibilidade de restrição aos procuradores das partes
Princípio da isonomia processual
Deve a lei processual tratar as partes de maneira 
igualitária
# É possível que a lei estabeleça algumas situações 
aparentemente 
Duplo grau de jurisdição
As decisões devem estar sujeitas à revisão por outro órgão 
do Judiciário (não expresso na constituição)
# Exceção: competência originária do STF
Juiz natural
As decisões devem estar sujeitas à revisão por outro 
órgão do Judiciário (não expresso na constituição)
# Exceção: competência originária do STF
Princípios do Direito 
Processual Penal
Inquérito
Policial
Conceito e Natureza
# Tem a finalidade de reunir elementos necessários à 
prática de um lícito penal, bem como sua autoria
# Conduzido pela Polícia Judiciária
# Procedimento administrativo pre-processual
# Procedimento preparatório para a ação penal
Características
# Administrativo: Por ser instaurado e conduzido por autoridade policial
# Escrito: Peças serão todas reduzidas a termo
# Sigiloso: Procedimento investigativo
# Inquisitivo: Investiga o fato e sua autoria; não se sujeita ao contraditório e a ampla defesa
# Não obrigatório: Inquérito não é necessário para que se ofereça denúncia
# Oficial: Exercido somente por órgãos oficiais
# Indisponível: Após instauração, delegalo não tem competência para arquivar
Formas de Instauração
# De ofício
# Requisição do MP ou do Juiz
# Requerimento do ofendido
# Auto de prisão em flagrante
Obs - Denúncia anônima: Depois de verificar a procedência da denún-
cia e, caso realmente se tenha notícia do crime, delegado instaura o IP
 - Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito 
caberá recurso para o chefe de Polícia.
Encerramento
# Indiciado solto: 30 dias
# Indiciado preso ou crime contra ec. popular: 10 dias
# Lei de Drogas: Juiz pode duplicar o prazo
- Solto: 90 dias; Preso: 30 dias
# Crime Federa: 15 dias preso; 30 dias solto
Destinatários
# Imediato: MP; Mediato: Juiz de Direito
Poder de Investigação do MP
MP pode investigar, mediante procedimentos próprios, mas 
não pode presidir nem instaurar inquérito policial
Considerações Importantes
# Acesso do advogado aos autos do IP: Não se aplica às diligências em curso
# Juiz não pode funamentar sua decisão somente com elementos obtidos 
durante o IP
# Requisição do Ministro da Justiça: Irretratável e não está sujeita a prazo 
decadencial, podendo ser exrcida enquanto o crime ainda não estiver prescrito
# Vítima não exerça direito de representação em 6 meses: 
Extinta a punibilidade
Arquivamento do IP - Pontos importantes
# Inquério arquivado: Autoridade policial pode realizar novas diligências 
(MP pode oferecer denúncia se conseguir novas provas)
# O arquivamento em razão da atipicidade da conduta faz coisa julgada material
- Atipicidade da conduta; Extinsão da Punibilidade; Excludentes de Ilicitude
# Quando o pedido de arquivamento de IP partir do próprio PGR, não caberá 
controle jurisdicional sobre esse ato, devendo ser prontamente atendido
MP pode devolver à autoridade policial caso entenda 
necessária a realização de novas diligências
MP requer 
arquivamento
Juiz determina arquivamento
Juiz discorda
Remete ao PGJ
que poderáRequisitar novas diligências
Prosseguir no arquivamento
(Juiz obrigado a acolher)
Teoria Geral
da Prova
Conceito
Elemento produzido pelas partes ou mesmo pelo Juiz, visando à formação 
do convencimento do Juiz acerca de determinado fato
Quanto ao Objeto
# Provas Diretas: Provam o fato, de maneira direta
# Provas Indiretas: Não provam diretamente o fato, mas por uma dedução lógica, acabam 
por prová-lo
Quanto ao Efeito
# Provas Plenas: Possibilidade de um juízo de certeza quanto ao fato que buscam provar
# Provas não-plenas: Não possuem o poder de formar a convicção do Juiz
Quanto ao Sujeito
# Provas reais: Se baseiam em um objeto;não derivam de uma pessoa
# Provas pessoais: Derivam de uma pessoa
Obs: Prova Emprestada: Tendo sido produzida em outro processo, vem a ser apresentada no 
processo corrente de forma a também produzir efeitos
Quanto ao Procedimento
# Prova típica: Seu procedimento está previsto na Lei
# Prova atípica: Aquela que está prevista na Lei, mas seu procedimento não 
ou aquela que nem ela nem seu procedimento estão previstos da Lei
Outras Classificações
# Prova anômala: Prova típica utilizada para fins diversos do 
originalmente previsto
# Prova irritual: Procedimento previsto na lei não é respeitado na colheita da 
prova
# Prova “fora da terra”: Realizada perante juízo distinto daquele em que 
tramita o processo
# Prova crítica: Prova pericial
Classificação das Provas
Etapas da Produção da Prova
# Propozição: Produção da prova é requerida ao Juiz, 
(momento ordinário ou extraordinário)
# Admissão: Juiz defere ou não a produção de uma 
prova
# Produção: Momento em que a prova é tradiza para 
dentro do processo
# Valoração: Juiz aprecia cada prova produzida e lhe 
atribui o valor que julgar
Produção Probatória pelo Juiz
# Produção antecipada de provas: As provas devem ser produzidas 
pelas partes. No entanto, o Juiz pode determinar a produção de 
ofício (medida excepcional)
# Produção de provas após iniciada a fase de instrução do processo: 
Para desfazer dúvida sobre ponto relevante. Não se exige a c
autelaridade da medida
Objetivo
O fato precisa ser provado para que a causa seja decidida, pois 
sobre ele existe incerteza. Em regra, só os fatos são objeto de 
prova
# Fatos que independem de prova: Evidentes, notórios, inúteis 
e presunções legais
Apreciação da Prova
# Sistema Adotado: Livre convencimento baseado em 
provas; Juiz deve analisar a prova de acordo com o valor 
atribuído pela Lei
# Excessão: Prova tarifada e íntima convicção
Princípios que regem a Produção Probatória
# Contraditório: Todas as provas produzidas por uma das partes 
podem ser contraditas
# Comunhão da Prova: Integando os autos, toda prova produ-
zida por uma parte pode ser usada pela outra
# Oralidade: Sempre que possível, as provas devem ser produzi-
das oralmente na presença do Juiz
# Autorresponsabilidade das Partes: Cabe a cada parte apresentar 
as provas que entenderem necessárias
# Não auto-incriminação: Não obrigatoriedade que a parte tem 
de produzir prova contra si mesma
Onus da Prova
Compromisso conferido a uma das partes à produção c
omprovativa relativa ao fato por ela alegado. Portanto, cabe 
ao acusador fazer prova da materialidade e da autoria do 
delito
Provas Ilegais
Provas Ilícitas
# Aquelas produzidas mediante violação de normas de direito 
material. 
# Declarada sua ilicitude, deverão ser desentranhadas do processo
Ex: obtida mediante tortura
Provas Ilícitas por Derivação
#Lícitas mas produzidas a partir de fato ilícito
# De caráter absoluto (nulidade absoluta): jamais poderá ser 
utilizada no processo
# De caráter relativo (nulidade relativa): poderá ser utilizada desde 
que não haja impugnação à sua legalidade ou se sanada a 
irregularidade
# Poderá ser utilizada as provas se comprovada:
- Não existir nexo de causalidade entre prova ilícita e derivada
- Derivada poderia ter sido obtida por fonte independente
Provas Ilegítimas
 Violação a regra do Direito Processual
Teoria Geral
da Prova
Exame de corpo de delito e perícias em geral
Conceito
# Perícia cuja finalidade é comprovar a materialidade das nfrações 
que deixam vestígios
Espécies
# Direto: Realizado diretamente sobre o vestígio
# Indireto: Realizado com base em informações prováveis
Momento
# Fase investigatória e fase de instrução do processo criminal
Obrigatoriedade
# Obrigatório nos crimes que deixam vestígios; Prova testemunal 
pode suprir a falta
Obs: exame de corpo de delito dispensado no caso de infrações de 
menor potencial ofensivo
Sistema liberatório de apreciação da prova pericial: Juiz discorda do laud
Oitiva do Ofendido
# Permite o magistrado ter contato com o sujeito que mais sofreu as con-
sequências do delito, de forma a possibilitar o mais preciso alcance de sua 
extensão
# O ofendido não é testemunha
Provas em 
Espécie
Interrogatório do Réu
Conceito e Natureza
# Direito subjetivo do acusado; Meio de prova e meio de defesa do réu
Características
# Obrigatoriedade: Basta a intimação do réu
# Ato personalíssimo do réu: Somente o réu pode prestar seu depoimento
# Oralidade: Mediante formulação de perguntas e respostas orais
# Publicidade: Em determinados casos, pode o Juiz determinar limitação
# Individualidade: Ouvidos individualmente
# Faculdade de formulação de perguntas pela acusação e pela defesa
Procedimento
# Presença do Defensor; Direito ao Silêncio
# Etapas: 1) responde perguntas sobre sua pessoa; 
 2) responde perguntas acerca do fato
Prova Testemunhal
# Máximo (regra regal): 8 testemunhas
# Máximo (rito sumário): 5 testemunhas
# Número de testemunhas definido para cada fato 
# Testemunha não compromissada não podem faltar com a verdade
# Testemunha residir fora da jurisdição do Juiz: Interrogada pelo Juiz do 
lugar de sua residência. intimada através de carta precatória
# Pessoas dispensadas de prestar compromisso:
- doentes e deficientes mentais;menores de 14 anos; conjuge, ascedente 
ou descedente
Características da Prova Testemunhal
# Oralidade
# Objetividade: não é permitido tecer considerações pessoais sobre o fato
# Individualidade: ouvidas individualmente; não podendo ouvir o 
depoimento da outra
# Obrigatoriedade de comparecimento: deve comparecer, sob pena de ser 
conduzida a força
# Obrigatoriedade da prestação do depoimento
Reconhecimento de Pessoas e Coisas
Procedimento 
# Deve descrever a pessoa, ou objeto que deve ser reconhecido
# Preservação da identidade do reconhecedor: Em caso de receio, a
 autoridade providenciará para que a pessoa a ser reconhecida não veja 
quem está fazendo o reconhecimento
# Pluralidade de reconhecedores: Cada uma realizará o ato em separado
Confissão
Conceito 
# Acusado reconhece a prática do fato que lhe é imputado
# Não possui valor absoluto, devendo ser valorada pelo Juiz
Requisitos intrínsecos
# Verosimilhança das alegações do réu aos fatos
# Clareza do réu na exposição dos motivos
# Coincidência com o que apontam os demais meios de prova
Requisitos extrínsecos ou formais
# Pessoalidade: não pode ser feita por procurador
# Caráter expresso: Não se admite confissão tácita no Processo Penal
# Oferecimento perante Juiz competente
# Espontaneidade: Não pode ser realizada sob coação
# Capacidade do acusado para confessar
Obs: Não possuem valor absoluto, devendo ser valorada pelo Juiz
Acareação
# Colocar frente a frente pessoas que 
apresentem versões conflitantes do transcurso 
da instrução processual
# Possível entre todos envolvidos. Serão 
questionados para que expliquem divergências 
reduzindo-se a termo
Obs: Pode ser feita mediante carta precatória
Prova Documental
Conceito 
# Escrito que condensa o pensamento de alguém. A prova 
documental se faz com a junta de documentos no processo 
penal para comprovar um fato
Produção
# Provocada: quando providenciada pelo Juiz
# Espontânea: Produzida a qualquer tempo pelas partes
Vícios
# Extrínseco: Inobservância de formalidade para elaboração
# Intrínseco: Relacionado à essência
Falsidade
# Material: Criaçãode um documento falso ou adulteração
# Ideológica: Conteúdo do fato documentado
Provas em 
Espécie
Indícios
# Circunstância conhecida e provada 
que, tendo relação com o fato, autorize 
concluirse a existência de outras 
circunstâncias
# Não tem poder de apoiar uma 
sentença condenatória: Deve ser 
somado a outras provas e levada aos 
autos
Busca e Apreensão
# Conceito: Meio de prova e de assegurar direitos
# Momento: Pode ocorrer na fase judicial ou na fase de 
investigação policial; Pode ser de ofício ou a requerimento do 
MP, defensor do réu ou representação da autoridade policial
Finalidade (rol taxativo)
# Prender criminosos
# Apreender coisas obtidas por meio criminoso; instru-
mentos de falsificação e falsificados;
# Apreender armas e munições, instrumentos utilizados na 
pratica ou destinados ao crime
# Descobrir objetos para prova da infração ou defesa do réu
# Apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado 
ou em seu poder
# Apreender pessoas vítimas de crimes
# Colher qualquer elemento de convicção
Obs: A Doutrina majoritária sustenta que carta aberta pode 
ser objeto de busca e apreensão
Jurisdição: Busca domiciliar só pode ser determinada pelo 
Juiz, a diligência só poderá ser durante o dia
Conceito de casa
# Compartimento habitado
# Aposento ocupado de habitação coletiva
# Compartimento não aberto ao público, onde alguém 
exerce profissão ou atividade
Obs: Os veículos, em regra, não são considerados domicílio, 
salvo se representarem a habitação de alguém
Obs: Quartos de hóteis, pousadas (...) são considerados casa 
quando estiverem ocupados
Lei 9.296 
Interceptação das 
comunicações telefônicas
Conceito 
# Captação de conversas realizadas por meio telefônico, entre 
terceiros e ocorre quando nenhum dos interlocutores tem ciência da 
gravação
# É medida excepcional, por representar invasão a privacidade
Requisitos 
# Haver indícios razoáveis de autoria ou participação em infração 
penal
# A prova não puder ser feita por outros meios
# O fato investigado deve ser punido com pena de reclusão
# A situação objeto da investigação deve ser descrita com clareza, 
com qualificação dos suspeitos, salvo se isso for impossível
Legitimados a requerer a medida
# De ofício, pelo Juis (sem pedido de ninguém)
# A requerimento da autoridade policial, durante investigação 
criminal
# A requerimento do MP, durante investigação ou instrução 
processual penal
Obs: Ação Penal Privada - Vítima tem legitimidade para requerer 
autorização para realização de interceptação telefônica
Prazo e Prorrogação
Art 5: “ A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, 
indicando também a forma de execução da diligência, que n~ão 
poderá exceder o prazo de 15 dias, renovável por igual tempo uma 
vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova”
Obs: O STF adotou a tese que é possível a renovação por sucessivas 
vezes, desde que isso se mostre indispensável às investigações
Condução dos procedimento
# Conduzido pela autoridade policial, dando ciência de tudo ao MP
# Após realização dos trabalhos, a autoridade policial encaminhará 
o resultado ao Juiz que determinará que os documentos sejam 
autuados em apartado, tramitando em segredo de Justiça (após 
dará ciência ao MP)
Inutilização do Material Irrelevante
# A gravação que não interessar à prova será inutilizada por 
decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após 
esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte 
interessada
Degravação e Perícia
# Não é necessária a transcrição (degravação) de todo conteúdo 
interceptado, mas apenas das partes importantes a investigação
Obs: é necessário que seja disponibilizado à defesa o conteúdo 
integral do áudio
Prisões
Cautelares
Conceito
Trata-se de uma medida de natureza cautelar, cuja finalidade é garantir 
o regular desenvolvimento da instrução processual, a aplicação da lei 
penal ou, nos casos expressamente previstos em lei, evitar a prática de 
novas infrações penais
Espécies
# Prisão em flagrante
# Prisão preventiva
# Prisão temporária
Prisão em flagrante
Tem como fundamento a prática de um fato com aparência de fato típico. 
Possui natureza administrativa, pois não depende de autorização judicial 
para sua realização
Espécies
# Próprio: Agente está cometendo ou acabou de cometer fato criminoso
# Impróprio: Perseguido logo após a prática do crime e capturado; tempo 
de perseguição n~ão tem durabilidade estabelecida
# Presumido: Agente é preso com objetos que façam presumir ser ele o 
autor da infração
# Esperado: Atividade de aguardo da polícia; é modalidade válida de 
flagrante
# Provocado: Autoridade estimula a prática de delito para se conseguir 
prender em flagrante; não é válida
# Forjado: Simulado pela autoridade para incriminar falsamente 
alguém;é absolutamente ilegal
# Diferido ou retardado: Autoridade retarda prisão em flagrante a fim de 
obter mais informações; trata-se de tática de polícia
Obs: Não se admite prisão em flagrante quando o acusado se apresenta 
espontaneamente à autoridade policial
Obs: Prevalece que em crimes habituais não cabe prisão em flagrante
Procedimentos da Prisão em flagrante
# Quem lavra: Geralmente autoridade policial do local 
 # Diligências: - ouvir o condutor
 - ouvir as testemunhas
 - ouvir a vítima, se for possível
 - ouvir o preso (interrogatório)
Obs: a ausência de testemunhas não impede a lavratura. Neste caso, 
deverão assinar, junto com o condutor, duas pessoas que tenham 
presenciado a apresentação do preso à autoridade
# Comunicação à familia e às autoridades: apos lavrado a autoridade 
devera´:
- Imediatamente: Comunicar ao Juiz, ao MP e a família do preso
- Em 24horas: Remeter os autos ao Juiz e se preso não tiver advogado 
à Defensoria Pública
Obs: deve constar expressamente a informação acerca da existência de 
filhos, idades e se possuem deficiência e o contato do responsável pelos 
cuidados, indicado pela pessoa presa
# Juiz quando recebe os autos pode:
- Relaxar a prisão ilegal
- Converter em preventiv se presentes os requisitos
- Conceder a liberdade provisória, com ou sem fiança, a depender do caso
Prisão Preventiva
É aquela que é determinada pelo Juiz no bojo do Processo Criminal ou da 
Investigação Policial, de forma a garantir que seja evitado algum prejuízo
# Decretação, revogação e substituição: O Juiz pode, a qualquer momen-
to, revogar a decisão, decretar novamente a preventiva ou substituí-la 
por outra medida (sempre de maneira fundamentada)
Prisões
Cautelares
Prisão Preventiva
Decretada pelo Juiz
- De ofício (somente durante o processo)
- A requerimento do MP
- Por representação da autoridade policial
- A requerimento do querelante ou do assistente de acusação
Pressupostos (fumus comissi delicti)
- Prova da materialidade do delito (existência do crime)
- Indícios suficientes de autoria
Requisitos (periculum libertatis)
# Garantia da Ordem Pública: delito de consequências graves; alta 
probabilidade de que o agente volte a delinquir
# Garantia da Ordem Econômica: crimes de colarinho branco
# Conveniência da Instrução Criminal: busca evitar que a instrução 
do processo seja prejudicada em razão da liberdade do réu
# Segurança na aplicação da Lei Penal: busca evitar que o indivíduo 
fuja
Obs: pode ser decretada, ainda, quando houver o descumprimento de 
alguma das obrigações impostas pelo Juiz como medida cautelar diversa 
da prisão
Crimes em que pode ser decretada a preventiva
# Dolosos com pena privativa superior a 4 anos
# Condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado
# Se o crime envolver violência doméstica e familiar
# Dúvid sobre a identidade civil da pessoa
Vedação
# Juiz verificar, pelas provas constantes dos autos, ter o agente prati-
cado o crime amparado por excludente de ilicitude (ex: legítima defesa)
Prisão Temporária
Conceito
# Modalidade de prisão cautelar que não se encontra no CPP; Possui 
prazo certo e só pode ser determinada durante investigação policial
Cabimento# Investigação de determinados delitos:
- Homicídio doloso, sequestro ou cárcere privado, roubo, extorsão, estu-
pro de bulnerável, epidemia com resultado de morte, envenenamento de 
água potável, substância alimentícia ou medicinal qualidicado pela 
morte, associação criminosa, genocídio, tráfico de drogas, crimes contra 
o sistema financeiro, crimes previstos na lei de terrorismo, quaisquer 
crimes hediondos ou equiparados
Requisitos
# Quado imprescidível para investigações do inquérito policial
# Indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessá-
rios ao esclarecimento de sua identidade
Decretada
# A requerimento do MP
# Por representação da autoridade policial
Prazo
# Regra: 5 + 5 (prorrogação)
# Hediondos, tortura, tráfico e terrorismo: 30 + 30 (prorrogação)
Tópicos Importantes
- Finda o prazo da temporária, o preso deverá ser solto (independente 
de ordem judicial), salvo se Juiz decretar. O prolongamento ilegal 
constitui crime de abuso de autoridade
- Presos temporários devem ficar separados dos demais detentos
Prisões
Medidas Cautelares Diversas da Prisão
# Requisitos: necessidade e adequação
Pressupostos
# Fumus comissi delicti: prova de materialidade e indícios de autoria
# Periculum libertatis: risco que a liberdade plena do infrator gera (caso a 
medida se mostre insuficiente, deverá ser decretada a preventiva)
Cabimento
# Caso a infração penal cometida seja apenada com pena privativa de
 liberdade
Aplicação
# Aplicadas isolada ou cumulativamente, podendo ser aplicadas:
- Fase processual: podem ser decretadas ex officio ou a requerimento das 
partes
- Fase pre-processual: decretadas por representação da autoridade policial ou 
requerimento do MP, mas não poder ser aplicadas de ofício
Obs: parte contrária deve ser ouvida antes da decretação da medida, mas 
não será quando a oitiva prévia possa frustrar a execução
Descumprimento
# Caso não seja cumprida a medida cautelar diversa da prisão o Juiz 
poderá:
- Cumulá-la com outra mais severa; Substituí-la por outra; Decretar a 
prisão preventiva
Alteração das circunstâncias
# O Juiz poderá, a qualquer tempo, desde que sobrevenham novos fatos que 
alterem as circunstâncias até então existentes:
- Substituir a medida: Se insuficiente ou inadequada
- Revogar a medida: Se desnecessária
- Voltar a decretá-la: Volte a se mostrar necessária
Prisão Especial
# Cabível para determinadas pessoas. Os presos especiais possuem os mesmos 
direitos e deveres dos presos comuns
Obs: Não podem ser transportados juntamente com os demais presos
Obs: O militar, caso preso em flagrante delito, devrá ser recolhido ao quartel da 
Instituição à qual pertencer
Prisão Domiciliar
Conceito
# Alternativa à prisão preventiva, consiste no recolhimento do indiví-
duo em sua resid~ência, só podendo sair dela com autorização judicial
Cabimento
#+ 80 anos 
# extremamente debilitado por motivo de doença grave
 # imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 anos de 
idade ou com deficiência 
# gestante; 
# mulher com filho -12 anos de idade
# homem com filho -12 anos desde que único responsável
Liberdade Provisória e Fiança
# A concessão da liberdade provisória não impede a fixação de alguma 
medida cautelar diversa da prisão
# A liberdade provisória pode ser concedida sem fiança ou com fiança
Prisões:
 Fiança
Fiança
# Trata-se de uma medida cautelar que visa a garantir que o réu irá 
colaborar, comparecendo a todos os atos do processo
Arbitramento
# Autoridade policial só pode arbitrar a fiança nos crimes cuja pena máxima 
não seja superior a 4 anos. Caso superior deverá ser requerida ao Juiz, que 
arbitrará em até 48hrs
Obs: MP não será ouvido previamente ao arbitramento da fiança. mas terá 
vista dos autos após esse momento
Valor
# Deverá a autoridade verificar condições financeiras do acusado, sua vida 
pregressa, sua periculosidade. Poderá consistir em quaisquer bens que possuam 
valor econômico
Inadmissibilidade
# Nos crimes de racismo
# Nos crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
terrorismo e nos definidos como crimes hediondos
# Crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático
# Aos que tiverem quebrado fiança anteriomente concedida ou infringido sem 
motivo justo, qualquer das obrigações
# Em caso de prisão civil ou militar
# Presentes motivos da prisão preventiva
Obs: A fiança concedida nesses casos deverá ser cassada
Obs: Ainda que não possa arbitrar fiança, é 
possível concessão de liberdade provisória
Destinação do valor da fiança
# Devolvido a quem pagou: Se absolvido o réu, se extinta 
a ação ou se for declarada sem efeito a fiança
# Perdido em favor do Estado: Réu condenado não se apresente para o início do 
cumprimento da pena definitivamente imposta. Servirá para pagar as custas do 
processo, indenizar o ofendido (...). Restante destinado ao fundo penitenciário
# Pagar despesas a que o réu está obrigado e o restante será devolvido a quem 
pagou a fiança: Condenado se apresente para cumprimento da pena. Utilizado 
para custas do processo, indenizar o ofendido (...). Após a utilização do valor da 
fiança para estes fins, o saldo será devolvido a quem pagou a fiança
Quebramento da Fiança
# Descumprimento da confiança depositada no réu
# Prática de nova infração penal dolosa
Consequências
#Perda de metade do valor da fiança
# Possibilidade de o Juiz fixar outra medida cautelar ou decretar prisão preventiva
# Impossibilidade de prestação de nova fiança no mesmo processo
Cassação da Fiança
# Arbitrata de maneira ilegal
# Inovação na classificação do delito
Obs: O valor será devolvido, em sua integridade, a quem prestou a fiança
Reforço da fiança
# Quando a autoridade tomar, por engano, fiança insuficiente
# Quanto houver depreciação material ou perecimento dos bens hipotecados ou 
caucionados, ou depreciação dos metais ou pedras preciosas
# Quando inovada a classificação do delito (necessidade de complementar o valor)
E se o réu não realizar o reforço da fiança? Fiança será considerada sem efeito e réu 
recolhido a prisão. Não é automática, o Juiz deverá fundamentar a decretação da 
preventiva, apontando a presença dos pressupostos que autorizam sua decretação

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