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Beatriz Marinelli 7º termo Anatomia Ocular →Córnea: A córnea é transparente pela distribuição das fibras colágenas, sendo avascular, colaborando com a transparência. Ela é responsável pelo maior aporte refrativo do olho com 40 dioptrias. Vale ressaltar que o cristalino, considerado a lente do olho tem apenas 20 dioptrias. A córnea apresenta 5 camadas: epitélio (única capaz de se regenerar sozinho), membrana de Bowman, estroma, membrana de Descemet e endotélio. →Iris: consiste em tecido conjuntivo contendo fibras musculares, vasos sanguíneos e células pigmentares. Sua função principal é controlar a entrada de luz na retina e reduzir a lesão intra-ocular causada pela luminosidade. →Cristalino: O cristalino é uma estrutura de consistência gelatinosa e elástica que fica localizada logo atrás da pupila. Ao passar do tempo essa estrutura se torna endurecida e escurecida, levando a catarata →Cílios: tem função de proteção, evita que corpos estranhos adentre os olhos. →Pálpebra: tem função de proteção do globo e distribuição da lágrima pela córnea. →Mecanismo lacrimal: a lagrima é produzida pela glândula lacrimal, sendo drenada para o canalículo lacrimal superior e interior (50% cada), esses se unem para formar o caniculo comum que termina no saco lacrimal que desemboca na valva de Hasner que por sua vez tem conexão com meato inferior. Isso explica o porque de que quando choramos o nariz escorre, por exemplo. Beatriz Marinelli 7º termo →Inervação do olho: O nervo trigêmeo (V par) vai ser responsável pela sensibilidade do olho, possuindo 3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. O vírus herpes pode permanecer em latência alojado nesse gânglio do nervo trigêmeo por anos. O problema é que quando cai a imunidade, o vírus sai, podendo ir para lábio pelo nervo maxilar gerando o herpes labial, ou pode ir para o olho pelo nervo oftálmico levando a herpes no olho. →Músculos: • Reto superior e reto inferior: esses músculos não só movem o olho para cima e para baixo, respectivamente, mas também têm ações adicionais, ajudando na adução (movimento em direção ao nariz) e na rotação. Eles também são inervados pelo nervo oculomotor. • Reto medial: é inervado pelo III par craniano (oculomotor). Sua contração move o olho nasalmente. • Reto lateral: é inervado pelo VI par craniano (abducente). Sua contração move o olho lateralmente e, portanto, sua paralisia gera um desvio para dentro (convergente). • Obliquo superior: é inervado pelo IV par craniano (troclear). Age principalmente na rotação do olho, mas também contribui para o movimento lateral (abdução) e para alguma depressão ocular. • Obliquo inferior: ele roda o olho e ajuda na elevação e na abdução. É inervado pelo nervo oculomotor. Beatriz Marinelli 7º termo Musculo Função Primária Função Secundária Invervação Reto Superior Elevação Adução/ inciclodução Oculomotor (III par) Reto Inferior Depressão Adução/ exiclodução Oculomotor (III par) Reto medial Adução - Oculomotor (III par) Reto lateral Abdução - Abducente (VI par) Obliquo Superior Inciclodução Depressão/Abdução Troclear (IV par) Obliquo Inferior Exciclodução Elevação/abdução Oculomotor (III par) →Irrigação: é feita pelo primeiro ramo da artéria carótida interna, isso é, artéria oftálmica. →Exame de fundo de olho: nesse exame é possível observar o nervo óptico (papila). É importante gravar a imagem normal (A) para identificar as alterações. A região mais clara é a escavação, sendo considerada normal até 0,3. Na imagem B, perde a rima neura, com aumento da escavação do nervo óptico, mais ou menos 0,8. Esse é um exemplo de glaucoma, sendo comum em tumor cerebral (compressão do quiasma óptico), emergência hipertensiva e hipertensão intracraniana. Nessa patologia temos os bordos nítidos e os vasos preservados. Na imagem C temos o edema de papila, podendo ocorrer em hipertensão intracraniana, tumor cerebral (pode comprimir o quiasma óptico) e em emergências hipertensivas. Nesse caso temos bordas imprecisas e vasos congestos. Na imagem C temos o edema de papila, podendo ocorrer em hipertensão intracraniana, tumor cerebral (pode comprimir o quiasma óptico) e em emergências hipertensivas. Nesse caso temos bordas imprecisas e vasos congestos. Exames →Topografia de córnea: solicita quando tem alteração na córnea ou astigmatismo alto pela chance de ceratocone, que são alterações das fibras de colágeno que a deixa mais pontudas podendo atrapalhar a visão. C Beatriz Marinelli 7º termo →Ultrassonografia ocular: avalia a parte posterior do olho, podendo observar o descolamento de retina, de coroide, infecção. →Tomografia: usado em casos de traumas; hipertireoidismo pelo aumento dos músculos. →Retinografia: é o que vemos no exame do fundo de olho de forma fotografado. Serve para avaliar a evolução do paciente. →Angiofluoresceinografia: avalia a circulação da retina. →Tomografia de coerência óptica: pode ser de mácula ou nervo. Pode-se avaliar as 10 camadas da retina, camada de fibras nervosas, depressão fóvea e epitélio pigmentar.