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Está muito confortável para ser instada a mudar radicalmente.
A empresa tem aspirações, quer transformá-las em realidade e para isso é preciso sair da zona de 
conforto, tentar, fazer. Quem faz pode errar; quem não faz, já errou.
O planejamento estratégico de uma empresa não deve ser considerado apenas como uma afir-
mação das aspirações de uma empresa, pois inclui também o que deve ser feito para transformar estas 
aspirações em realidade (OLIVEIRA, 2003, p. 47).
Vejamos como a formulação de Oliveira aparece de forma gráfica:
No presente, nutrimos aspirações que serão transformadas em ações planejadas para que, no 
futuro, essas aspirações se tornem realidade.
Nossa proposta metodológica
Muitas e variadas são as metodologias do planejamento estratégico. Há quem afirme que não 
existe uma metodologia única: para cada empresa, ela é diferente. Analisamos criticamente as me-
todologias apresentadas por Oliveira, Vasconcelos e Pagnoncelli, Kaplan e Norton, Hitt et al., Daft, 
Kotler e Gaj, todos já citados na bibliografia e nas notas explicativas. As expressões visão, missão, 
princípios, objetivos, diagnóstico ou análise interna e ambiental, estratégias, ações e controle apa-
recem em praticamente todos os modelos. Já negócio e intenção estratégica aparecem em poucos 
modelos. Buscando os aspectos mais constantes, mas principalmente a nossa própria experiência 
como gestor, como consultor, como implantador de planejamento estratégico, como professor e 
como coordenador de um programa do Centro de Excelência Empresarial (CENEX), apresentamos 
também a nossa proposta (CÔRTE REAL, 2005, p. 55). Cada empresa fará as modificações que consi-
derar necessárias.
102 Estratégia e planejamento estratégico
Etapa Caracterização da etapa
Primeira etapa Visão estratégica e formulação da missão
Segunda etapa Explicitação dos princípios e valores essenciais
Terceira etapa Análise interna e externa – SWOT, cenários, matrizes
Quarta etapa Definição de desafios, objetivos e metas
Quinta etapa Definição e formulação de estratégias
Sexta etapa Definição de projetos e estabelecimento de planos de ação
Sétima etapa Implantação e acompanhamento (controle)
Oitava etapa Avaliação e feedback
A primeira etapa resulta de como a empresa é hoje. A partir da averiguação do seu estado 
atual, a empresa tem a sua visão estratégica de como quer ser amanhã. A empresa estabelece sua 
missão, que é como tornar realidade a visão. Define os princípios e valores essenciais de seus acio-
nistas e controladores, princípios e valores que constituirão a ética da empresa. Parte para a análise 
situacional, externa e interna, por meio da SWOT e do estudo de cenários. Define seus objetivos e 
metas. Formula as estratégias necessárias para atingi-los. Define os projetos e planos de ação a se-
rem postos em curso. Estabelece as formas de implantação e acompanhamento, os monitoramentos 
e controles, e define a forma de fazer a avaliação e o feedback de como a empresa quer ser amanhã.
Esse processo todo pode ser mais bem visualizado no modelo apresentado a seguir.
Quem faz e quem usa o planejamento estratégico? Para ser real e para transformar as aspira-
ções em realidade, de como a empresa é hoje para como ela quer ser amanhã, é fundamental que o 
planejamento estratégico seja um projeto de todos, vivenciado por todos, construído por todos, com 
o envolvimento, o comprometimento e a responsabilidade de todos. Trata-se do futuro. Trata-se das 
sementes. Lembre-se: “todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”.
Estratégia e planejamento estratégico 103
Atividades
Proponho fazermos juntos uma reflexão a respeito do conhecimento apresentado. Sugiro que 
primeiro você responda às questões por escrito no espaço disponível. Depois, leia e analise novamente 
o texto, comparando-o com suas respostas. Se for o caso, corrija-as. Todas as respostas estão contidas 
no texto.
1. Explique o que entende por estratégia empresarial.
2. Quais as cinco forças que constituem o cenário competitivo?
3. Quais as estratégias competitivas genéricas?
4. O que faz a arquitetura estratégica?
5. Explique o que é zona de conforto e suas implicações na estratégia.
6. Por que se diz que o planejamento estratégico não é apenas uma afirmação das aspirações da 
empresa?
7. O que é planejamento estratégico?
8. Apresente uma arquitetura ou um roteiro básico de planejamento estratégico com pelo menos 
oito etapas.
9. O processo do planejamento estratégico permite conhecer a empresa melhor em pelo menos 
quatro aspectos. Quais são eles?
10. O que deve estabelecer de forma clara o plano estratégico efetivo?
11. Explique o que o planejamento estratégico deve conseguir quanto ao entendimento de todos, os 
esforços de todos e a participação de todos.
Mitos, realidades e verdades
Sobre estratégia e planejamento estratégico existem mitos, realidades e verdades. Vamos apre-
sentar um quadro em que isso aparece de forma sintetizada.
Mito é a representação de fatos distorcidos.::
Realidade é aquilo que existe efetivamente, independentemente de ser bom ou ruim.::
Verdade é a coisa verdadeira ou certa, o que estamos propondo nesta disciplina.::
104 Estratégia e planejamento estratégico
Vejamos quais mitos, realidades e verdades encontramos em relação aos temas estudados:
Estratégia e planejamento estratégico
Mitos Realidades Verdades
O planejamento dito estratégico 
é feito quase que exclusivamente 
pela cúpula da empresa – para o 
seu deleite ou para granjear inves-
tidores. Planejamento é só para 
empresa grande. Não se pode 
fazê-lo, a médio ou longo prazo, 
no Brasil.
A maioria das empresas não faz 
planejamento estratégico, nem 
sequer tem as estratégias para 
atingir objetivos. Quando o faz, 
apenas a cúpula participa, não 
se permeia toda a empresa. É 
para constar, pura ficção. 
O planejamento dito estratégico 
é um amplo conjunto de decisões 
e de ações usadas para formular e 
para poder implantar ações que 
irão fornecer um ajuste ou uma 
posição, competitivamente supe-
rior, entre a organização e o seu 
ambiente, e atingir os objetivos.
Ampliando conhecimentos
Sugiro a leitura dos livros Administração Estratégica, de Michael Hitt et al. e Planejamento Estratégico, 
de Djalma Oliveira.
Referências
CÔRTE REAL, Mauro. Gestão Empresarial: conceitos e funções. Canoas: Editora da Ulbra, 2005.
DAFT, Richard. Administração. São Paulo: Thomsom, 2005.
FERREL, O. C.; LUCK, David J.; LUCAS Junior, George; HARTLINE, Michael D. Estratégia de Marketing. São 
Paulo: Atlas, 2000.
GAJ, Luis. Administração Estratégica. São Paulo: Ática, 1987.
HAMEL, Gary; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo Futuro. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
HITT, Michael A. et al. Administração Estratégica: competitividade e globalização. São Paulo: Thomson, 
2002.
KAPLAN, Robert; NORTON, David. Organização Orientada para a Estratégia. Rio de Janeiro: Campus, 
2000.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 
2002.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento Estratégico: conceitos, metodologia, práticas. 
São Paulo: Atlas, 2003.
PORTER, Michael. Estratégia Competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1986.
VASCONCELOS FILHO, Paul de; PAGNONCELLI, Ronald. Construindo Estratégias para Vencer!. Rio de 
Janeiro: Campus, 2001.
Resumo
Podemos considerar que:
:: as empresas necessitam avaliar o seu próprio desempenho e o das 
unidades que as constituem;
:: a avaliação se destina ao controle das ações e aos processos para mu-
dar o que for preciso, destinando-se também à aprendizagem e ao 
controle do alcance dos resultados;
:: visando a monitorar, a acompanhar e a controlar o desempenho, são uti-
lizados indicadores que revelam ou indicam categorias e quantidades;
:: uma sucessão de indicadores no tempo revelam tendências – “onde 
estávamos?”, “para onde estamos indo?”;
:: uma boa tendência é estar acima da média de mercado;
:: benchmarking é o foco no desempenho do líder;
:: até há bem pouco tempo, os únicos indicadores
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