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CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS Profa. Cintia Garcia Acidente Vascular Cerebral Prejuízo neurológico agudo que se segue à interrupção no fornecimento de sangue para uma área específica do cérebro. 17 milhões de casos/ano, no mundo. 7 milhões de mortes/ano, no mundo. Mais de 100 mil mortes/ano, no Brasil. Nordeste: Maior coeficiente de mortalidade. Incapacidades. Maniva et al., 2018 Google Imagens Fatores de Risco* Detecção Precoce Assimetria facial Queda do braço Dificuldade para falar Hemiplegia, Hemiparesia, Disfagia, Afasia, Disartria, Alteração de Comportamento, Cefaleia, Rebaixamento do Nível de Consciência, Convulsões. Cincinatti LAPPS Google Imagens AHA, 2018 Escala de LAPPS Avaliação e Ações Imediatas no Hospital Tempo de sinais e sintomas Oxigênio SN Acesso IV Exames laboratoriais Verificar HGT Triagem neurológica Acionar o código de AVC Encaminhar para TC Obter ECG de 12 derivações AHA, 2018 Tempo é Cérebro Avaliação imediata (10’) Tomografia de Crânio (25’) Avaliação da Tomografia (45’) Fibrinolítico em AVCi (60’) Internação (3h) AHA, 2018 Google Imagens Fibrinolítico no AVC Isquêmico Fibrinolítico rTPA IV Critérios de Inclusão e Exclusão 3 á 4,5 h AHA, 2018 Cuidados • Não administrar concomitante a outra droga; • Monitorização multiparamétrica; • Vigiar nível de consciência; • Atenção aos procedimentos invasivos. *Consentimento Aspectos Importantes: AVC I • SpO2 acima de 94%. Manejo da Via Aérea • 140-180 mg/dl Controle da Glicemia • Não recebeu rTPA; • Recebeu rTPA. Tratamento da Hipertensão • Abaixo de 37,5°C Controle da Temperatura AHA, 2018 AVC Hemorrágico • Tratamento farmacológico: • Anticoagulantes e antiagregantes plaquetários são contraindicados; • Controle da hipertensão (PS abaixo de 160 mmHg); • Profilaxia para convulsões; • Tratamento Cirúrgico: • Drenagem de hematomas; • Clipagem de aneurisma; • Embolização de aneurisma. Clipagem Embolização Monitoramento e controle da PIC • PIC: pressão no interior da abobada craniana- varia entre 5 e 15 mmHg; • PIC elevada: risco de herniação; • Deterioração neurológica: agitação, letargia, torpor até o coma; • Tríade de Cushing: aumento da PA, bradicardia e bradipnéia. Hipertensão Intracraniana Situação potencialmente fatal que resulta do aumento de qualquer um dos três componentes dentro do crânio. A PIC elevada aumenta os riscos de isquemia e infartos cerebrais. Lesão Edema + PIC Compressão dos vasos - Fluxo cerebral - O2 Edema na área de necrose + PIC + CO2 Vasodilatação +PIC Morte Cálculo da Pressão de Perfusão Cerebral PIC normal entre 5-15 mmHG PPC normal= 60- 100 mmHg PAM normal= 80-115 mmHg Ventriculostomia para DVE Cuidados para manter a perfusão cerebral Responsabilidade de enfermagem Ação de enfermagem Proporcionar ventilação adequada Avaliar FR, dinâmica respiratória, SpO2 e gases sanguíneos; Aspirar SN: pre-oxigene com 100%, inserir sonda 1 ou 2 vezes por não + 10s; Controla PA Manejar a PAM de acordo com a PPC; Realizar avaliações neurológicas Avaliar estado mental, forma, tamanho e resposta pupilar; Utilizar ECG ou Ramsey; Posicionamento Manter cabeça em posição neutra, evitar flexão do quadril, realizar mudança de decúbito 2/2h, decúbito entre 15 e 30°, minimizar ruídos ambientais, evitar agrupamento de atividades (mudar de decúbito, banho, aspiração); Controle de temperatura Verificar temperatura frequentemente (retal, se não houver contraindicação), tratar precocemente a febre, se necessário utilizar manta ou colchão especiais; Controle da glicemia Monitorar glicemia capilar, utilizar protocolo de insulinoterapia; Regimes vesicais e intestinais Monitorar frequência e aspecto das eliminações. Evitar manobra de vasalva. Emolientes fecais; Precauções contra convulsões Escala de Coma de Glasgow ATUALIZAÇÃO NA ESCALA DE GLASGOW • PONTUAÇÃO DE REATIVIDADE PUPILAR: • Se as duas não forem reativas, a pontuação é 2; • Se apenas uma pupila não for reativa, a pontuação é 1; • Se as duas pupilas reagirem, a pontuação é 0. • Subtrai da soma dos escores OCULAR, VERBAL E MOTORA; • OS VALORES VARIAM DE 1 A 15. "Imagine que você é chamado para avaliar um paciente que tenha sido projetado do assento do passageiro de um carro em alta velocidade. Ele não faz movimentos oculares, verbais ou motores espontâneos, nem em resposta às suas solicitações verbais. Quando estimulados, os olhos dele não abrem e ele emite apenas sons incompreensíveis, e os braços dele estão em flexão anormal. Este paciente pode ser classificado como O1V2M3 pela escala de coma de Glasgow, dando uma pontuação total de 6", Nenhuma das pupilas reage à luz, gerando uma pontuação de reatividade pupilar igual a 2. Neste caso, a escala de coma de Glasgow com reação pupilar será de 6 menos 2, ou seja, 4 pontos. A Escala de Ramsay avalia o grau de sedação de pacientes em uso de fármacos sedativos, o escore para avaliação do nível de sedação foi proposto por Michael A. E. Ramsay. Avalia o grau de sedação em pacientes de terapia intensiva com escala de valores de 0 a 6. Manejo da Hipertensão Intracraniana Drenagem do LCR: Drenagem Ventricular Externa (DVE). Manitol: cristalóide hipertônico que diminui o edema cerebral. Suporte ventilatório Sedação e Analgesia: Reduzir agitação, desconforto e dor, facilitar ventilação. Propofol* Bloqueio Neuromuscular; Coma barbitúrico; Craniotomia descompressiva. Casos refratários: Diurético osmótico • O Sr. H, homem, aposentado, 65 anos, entrou em colapso enquanto assistia TV. Antes, disso experimentou início agudo de fraqueza no braço e perna direita, fraqueza facial e dificuldade para falar. No PS a complementação diagnóstica sugere extenso insulto isquêmico envolvendo a artéria cerebral média. O Sr. H é inelegível para terapia trombolítica porque seu tempo de início de sintomas é desconhecido. Foi admitido na UTI, uma vez que a extensão do AVC o coloca em risco de desenvolver edema cerebral, convulsões e agravamento da isquemia. Nas primeiras 24h não apresenta alteração no estado neurológico e seus sinais vitais. No 2 dia, apresenta redução do nível de consciência, queda na FC para 55 bpm e aumento da pressão sanguínea para 220/110 mmHg. Foi intubado e encaminhado a tomografia de crânio (TC) que evidenciou edema cerebral maciço com desvio da linha média. Ao retornar a UTI tomou sua primeira dose de manitol. O neurocirurgião instalou um cateter intraventricular para drenagem ventricular externa (DVE). A pressão intracraniana (PIC) inicial foi de 32 mmHg. A enfermeira monitora sua PIC a cada hora, e presta cuidados como: mantem ambiente tranquilo, atividades limitadas e evita a flexão e extensão do pescoço. A PA baixou após uso de anti-hipertensivos. No 3 dia apresentou convulsão tônico-clônica generalizada tratada com diazepam e fenitoína. Após TC de controle, não encontrou-se hemorragia. No 4 dia a PIC permanece abaixo de 15 mmHg, e após 24h a DVE é retirada. No 5 dia, é extubado, e apresenta-se atento, atendendo á solicitações. Durante toda internação o Sr. H recebeu profilaxia para trombose venosa profunda e ulcera gástrica por estresse. Seus déficits neurológicos residuais são hemiparesia a D e disartria. No 7 dia é transferido para clínica médica de reabilitação neurológica. Vamos construir um plano de cuidados? Nas primeiras 24h não apresenta alteração no estado neurológico e seus sinais vitais. No 2 dia, apresenta redução do nível de consciência, queda na FC para 55 bpm e aumento da pressão sanguínea para 220/110 mmHg. Foi intubado e encaminhado a tomografia de crânio (TC) que evidenciou edema cerebral maciço com desvio da linha média. Ao retornar a UTI tomou sua primeira dose de manitol. O neurocirurgião instalou um cateter intraventricular para drenagem ventricular externa (DVE). A pressão intracraniana (PIC) inicial foi de 32 mmHg. Diagnósticos... Intervençõesde Enfermagem... Capacidade adaptativa intracraniana diminuída relacionada a hipertensão intracraniana evidenciado por PIC de 32mmHg; Risco de aspiração relacionado a nível de consciência reduzido; Padrão respiratório ineficaz relacionado a danos neurológicos evidenciado por necessidade de VM; Referências