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Relacionamento: A comunicação terapêutica
Profª MS. CAROLINE MORAES SOARES MOTTA DE CARVALHO
	
	A comunicação é um instrumento básico para o relacionamento terapêutico e o cuidado de enfermagem, uma vez que o compartilhamento de mensagens entre enfermeiro e cliente contribui para a promoção e a recuperação da saúde e para o bem- estar do cliente.
 ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO TERAPÊUTICA
	O enfermeiro e sua equipe prestam assistência ininterrupta a seu cliente. Essa interação constante se revela mais frequente do que a desenvolvida pelos demais profissionais de saúde. 
As estratégias de comunicação terapêutica são divididas em três grupos: 
de expressão
de clarificação 
 de validação. 
 GRUPO DE EXPRESSÃO
 Técnicas que ajudam a descrição da experiência e a expressão de pensamentos e sentimentos.
Ouvir reflexivamente – escuta sensível
Usar terapeuticamente o silêncio
Verbalizar aceitação
Verbalizar interesse
Usar frases em aberto ou reticentes
Repetir as últimas palavras ditas pelo cliente
GRUPO DE EXPRESSÃO
Fazer perguntas
Devolver a pergunta feita
Usar frases descritivas
Manter em foco a ideia principal
Permitir ao cliente que escolha o assunto
Verbalizar dúvidas 
Dizer não
 Estimular expressão de sentimentos que não se manifestam claramente
Usar terapeuticamente o humor
GRUPO DE CLARIFICAÇÃO
Estimular comparações
Solicitar que esclareça termos incomuns
Solicitar ao cliente que esclareça o agente de ação
Descrever os eventos em sequência lógica
GRUPO DE VALIDAÇÃO
Repetir a mensagem do cliente
Pedir ao cliente para repetir o que foi dito
Resumir ou recapitular o conteúdo da interação
Dificuldades para o uso da comunicação terapêutica
	Mesmo que o enfermeiro esteja sensível ao uso da comunicação terapêutica, é importante lembrar que a comunicação é um processo dinâmico e interativo, por isso, é comum nos perguntarmos por que agimos de determinada forma que consideramos, muitas vezes, ineficaz ou até mesmo errada. 
LIMITADORES
 Limitação do emissor ou receptor - A limitação física, emocional ou cognitiva do emissor, bem como a dificuldade de ouvir, ver ou sentir do receptor.
Falta de capacidade de concentração da atenção - A capacidade de concentração da atenção varia de pessoa para pessoa e está relacionada a problemas orgânicos, condições ambientais e desconhecimento de termos utilizados.
Pressuposição da compreensão da mensagem - Quando o enfermeiro transmite informações ao cliente é comum que ele tenha como base seu próprio conhecimento. Desse modo, o profissional deve estar atento ao nível de compreensão do cliente.
LIMITADORES
Imposição de esquema de valores - A cultura de um povo determina crenças, valores, atitudes e padrões de comportamento de cada um dos seus integrantes. 
Ausência de linguajar comum - A falta de um linguajar comum altera o significado da mensagem e, por consequência, prejudica a comunicação.
Influência de mecanismos inconscientes - Os seres humanos defendem -se inconscientemente de sentimentos negativos vivenciados em uma situação perturbadora. Podem fazê-lo negando ou distorcendo a realidade para enganar a si mesmo.
IMPASSES TERAPÊUTICOS 
São bloqueios na progressão do relacionamento entre enfermeira e o paciente. São de três tipos: 
Resistência – tentativa do paciente de não perceber os aspectos que geram ansiedade nele próprio. Resistência natural ou defesa. Má vontade do paciente de aceitar mudanças. 
Ex: Conversa superficial, intensificação dos sintomas, desatenção nas consultas, atraso. 
Transferência – resposta inconsciente em que o paciente experimenta sentimentos e atitudes pela enfermeira que estavam originalmente associados a figuras significativas na vida pregressa do paciente. Os dois principais tipos são: reações hostis e as reações dependentes. 
Contratransferência – é um impasse terapêutico criado pela enfermeira, e não pelo paciente. É a transferência aplicada à enfermeira. Pode se apresentar em 3 tipos: reação de amor ou preocupação intensa; reações de hostilidade ou aversão intensa; reação de ansiedade intensa, geralmente em resposta a uma resistência do paciente. 
Ex: Dificuldade de criar empatia com o paciente em determinados aspectos do problema falta de empenho na implementação do acordo, como chegar atrasada, sentir raiva ou impaciência com a falta de vontade de mudar do paciente.

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