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Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS 
 
Aula 03 – Morfologia I 
 
Estrutura e formação das palavras 
 
Todas as palavras são formadas por elementos 
menores portadores de sentido, essa menor unidade 
é conhecida como morfema. Temos 4 grupos de 
morfemas: radical, afixos, vogal temática e 
desinências. 
 
• O radical é a forma mínima (portanto, 
indivisível em unidades menores) que indica o 
sentido básico da palavra, ou seja, seu 
significado. Com os radicais formamos famílias 
de palavras com mesma significação. Ex. 
pedra, pedreiro, pedregulho. 
 
• Os afixos são morfemas que se juntam ao 
radical, modificando seu sentido básico. 
Quando são colocados antes do radical, 
chamam-se prefixos; quando colocados depois 
do radical, chamam-se sufixos. Ex. infeliz, 
felizmente, deslealdade. 
 
• Vogal temática é o elemento que se junta ao 
radical de um verbo ou de um nome para fazer 
a ligação entre este e a desinência. O radical 
acrescido da vogal temática recebe o nome de 
tema. 
• São vogais temáticas de verbos: 
• -a, que indica a 1a conjugação: 
começ a mos 
• -e, que indica a 2a conjugação: 
com e ndo 
• -i, que indica a 3a conjugação: 
produz í ssemos 
• Nos nomes que não admitem flexão, temos as 
vogais temáticas : 
• -a: cas a, folh a 
• -e: dent e, pel e 
• -o: med o, carr o 
 
• As desinências são morfemas que indicam as 
flexões de nomes e de verbos, dividindo-se, por 
isso, em desinências nominais e verbais. Note 
que as desinências indicam flexões de uma 
mesma palavra, enquanto os afixos são usados 
para formar novas palavras. Ex. menino, 
meninos, menina, meninas. 
• As desinências nominais indicam o gênero 
e o número dos nomes. Para a indicação de 
gênero, o português costuma opor as 
desinências -o/-a. Para a indicação de 
número, costuma-se utilizar o morfema -s, que 
indica o plural em oposição à ausência de 
morfema que indica o singular. Ex. garoto, 
garota, garotos, garotas. 
• Em nossa língua, as desinências verbais 
pertencem a dois tipos distintos. Há aquelas 
que indicam o modo e o tempo verbais 
(desinências modo-temporais) e aquelas que 
indicam o número e a pessoa verbais 
(desinências número-pessoais). Observe, nas 
formas verbais abaixo, algumas dessas 
desinências: 
 
estud-á-va-mos 
-va: desinência modo-temporal (caracteriza o 
pretérito imperfeito do indicativo) 
-mos: desinência número-pessoal 
(caracteriza a primeira pessoa do plural) 
 
• Além dos elementos mórficos assinalados, 
cumpre lembrar que em certas palavras podem 
aparecer vogais e consoantes de ligação. 
Tais vogais e consoantes são desprovidas de 
significação (não são, pois, morfemas) e 
intercalam-se no vocábulo tão somente para 
facilitar a pronúncia. Ex. gasômetro, parisiense, 
cafeteira, paulada. 
 
De acordo com a origem, as palavras podem ser: 
 
• Palavras primitivas: aquelas que, na língua 
portuguesa, não provêm de outra palavra. Ex. 
casa, flor, pedra 
• Palavras derivadas: aquelas que, na língua 
portuguesa, provêm de outra palavra. Ex. 
casebre, floreira, pedreiro 
• Palavras simples: aquelas que possuem um 
só radical. Ex. alto, cavalo, tempo 
• Palavras compostas: aquelas que possuem 
mais de um radical. Ex. cavalo-marinho, 
passatempo, planalto 
 
As palavras são formadas por processos de: 
 
• Composição quando se juntam dois ou mais 
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos 
de composição: 
• Justaposição: os radicais se juntam sem que 
haja alteração fonética. Ex. couve-flor, salário-
família, girassol, passatempo. 
• Aglutinação: na junção dos radicais ocorre 
alteração fonética. Ex. aguardente (água + 
ardente), fidalgo (filho + de + algo). 
• Derivação é um processo em que as palavras 
novas (derivadas) são obtidas a partir da 
anexação de afixos à palavra primitiva. A 
derivação pode ser: 
• prefixal (ou prefixação): obtém-se por 
acréscimo de prefixo. Ex. desleal, refazer. 
• sufixal (ou sufixação): obtém-se por 
acréscimo de sufixo. Ex. felizmente, lealdade. 
• parassintética: obtém-se por acréscimo 
simultâneo de prefixo e de sufixo. Por 
parassíntese formam-se principalmente 
verbos. Caso você tire o prefixo ou o sufixo, a 
palavra não existirá. Ex. entardecer (não 
existe “entarde”), endeusado (não existe 
“endeus”). 
• prefixal e sufixal: obtém-se por acréscimo 
não simultâneo de prefixo e de sufixo. Ex. 
deslealdade, infelizmente 
 
Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
• A derivação regressiva ocorre quando há 
eliminação de elementos terminais (sufixos, 
desinências). Os derivados regressivos são, em 
sua maioria, substantivos formados pela junção 
das vogais temáticas nominais -a, -e, -o ao 
radical de um verbo, formando um substantivo 
deverbal. Ex. caçar (verbo) – caça 
(substantivo), pescar (verbo) – pesca 
(substantivo). 
• Na derivação imprópria, a palavra nova 
(derivada) é obtida pela mudança de categoria 
gramatical ou de sentido da palavra primitiva. 
Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão 
somente na classe gramatical. Ex. aranha 
(substantivo) e homem aranha (adjetivo), 
porque (conjunção) e porquê (substantivo). 
• No hibridismo, as palavras são formadas por 
elementos provenientes de línguas diferentes. 
Ex. aeroporto (aero – grego, porto – latim), 
alcoômetro (álcool – árabe, metro – grego) 
• Neologismo é a denominação dada a uma 
palavra recém-criada ou mesmo a uma palavra 
que adquire um novo significado. Ex. stalkear, 
tweetar, googlar. 
• A palavra-valise (ou palavra-centauro) resulta 
do acoplamento de duas palavras, uma das 
quais pelo menos sofreu truncação. Brasiguaio 
(mistura de brasileiro e paraguaio), portunhol 
(mistura de português e espanhol). 
• A onomatopeia consiste na imitação de sons, 
seja o som das vozes dos animais, seja o som 
dos ruídos da natureza, ou mesmo o som 
produzido pelos objetos e pelo próprio homem. 
Ex. cof cof (barulho de tosse), tchibum (barulho 
na água). 
• A redução é um processo de formação de 
palavras consiste em reduzi-las com o objetivo 
de economizar tempo e espaço na 
comunicação falada e escrita. São tipos 
especiais de redução: 
• Siglas são empregadas principalmente como 
redução de nomes de empresas, firmas, 
organizações internacionais, partidos 
políticos, serviços públicos, associações 
estudantis e recreativas. Ex. IBOPE (Instituto 
Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 
CD (compact disc). 
• A abreviação vocabular (ou forma 
reduzida) consiste na redução da palavra até 
o limite que não prejudique a compreensão. 
Ex. cine/cinema (cinematógrafo), foto 
(fotografia). 
• Abreviatura é a representação de uma 
palavra por meio de algumas de suas sílabas 
ou letras. Ex. pág. ou p. (página), m (metro). 
• Empréstimos são palavras estrangeiras que 
entram na língua em consequência de contatos 
entre os povos. Alguns desses empréstimos se 
aportuguesam. Ex. outdoor, taxi. 
• Gíria é uma forma de linguagem baseada em 
um vocabulário especialmente criado por 
determinados grupos sociais de jovens 
(skatistas, surfistas...). Ex. beleza (tudo bem). 
Substantivo 
 
Substantivo é a palavra variável (em gênero, em 
número e em grau) que usamos para nomear seres 
animados e inanimados, objetos materiais, ações, 
sentimentos, qualidades e ideias. 
 
Classificação quanto à estrutura 
 
 
Fonte: Thelma Guimarães 
 
Classificação quanto à significação 
 
 
Fonte: Thelma Guimarães 
 
• Os gêneros do substantivo em português são 
masculino e feminino. Não confundir gênero 
com sexo. O gênero dos substantivos é um 
princípio puramente linguístico, convencional. 
• Biformes – possuem uma forma para o 
masculino e outra para o feminino. 
• Radicais diferentes. Ex: pai – mãe, bode – 
cabra. 
• Terminação diferente: menino – menina, 
freguês – freguesa. 
• Uniformes – possuem uma única forma para 
o masculino e o feminino. 
• Epicenos – usados para nomes de 
animais, que designa os dois sexos. 
Utiliza-se os adjetivos macho e fêmea para 
especificar osexo do animal. Ex. a águia, 
a mosca, o gavião macho, o gavião fêmea. 
• Comuns de dois (gêneros) – apresentam 
uma única forma para designar os dois 
gêneros, que é identificado a partir do 
artigo ou de outro determinante. Ex. o/a 
dentista, o/a gerente, o/a jornalista, o/a 
pianista 
• Sobrecomuns – apresentam gênero fixo. 
Ex. a criança, o cônjuge, a pessoa. 
 
Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
Os substantivos podem se flexionar por número, 
indicando quantidades de certos termos/elementos. 
Existe, a princípio, uma regra geral, e também 
algumas variantes que são apresentadas a seguir: 
 
• Regra geral: o plural dos substantivos 
terminados em vogal ou ditongo exige o 
acréscimo do sufixo marcador de plural -s. Ex. 
cadeira – cadeiras, mãe – mães. 
• Substantivos terminados em –ão: 
• fazem o plural em –ãos: cidadão – cidadãos, 
irmão – irmãos, órgão – órgãos. 
• fazem o plural em –ães: escrivão – escrivães, 
cão – cães, alemão – alemães. 
• fazem o plural em –ões: canção – canções, 
gavião – gaviões, botão – botões. 
• Substantivos terminados em consoantes: 
• -r e -n fazem o plural em -es: mar – mares 
• substantivos oxítonos terminados em -s e -z 
fazem o plural em -es: país - países, raiz – 
raízes. 
• substantivos paroxítonos terminados em -s 
são invariáveis: atlas - atlas, lápis - lápis 
• substantivos terminados em -al, -el, -ol e -ul 
substituem no plural o -l por -is: animal – 
animais. 
• substantivos oxítonos terminados em -il fazem 
o plural em -s: ardil - ardis, funil – funis. 
• substantivos paroxítonos terminados em -il 
fazem o plural em -eis: fóssil – fósseis. 
 
Quanto ao grau, o substantivo pode ser flexionado de 
duas formas: 
 
• Estão no grau diminutivo quando recebem 
terminações como -inho, -zinho, -acho, -icho, -
ola, -ote, -ucho, entre outras: ursinho, 
aviãozinho, riacho, rabicho, rapazola, 
meninote, gorducho 
• Estão no grau aumentativo quando recebem 
terminações como -ão, -zão, -ona, -zona, -
aça, -aço, -arra, -orra, entre outras: cachorrão, 
trenzão, moçona, mãezona, barcaça, ricaço, 
bocarra, cabeçorra 
 
Geralmente, os substantivos aparecem em conjunto 
com outras classes gramaticais. Eles determinam o 
conjunto quanto ao número e ao gênero. 
 
 
 
 
 
Adjetivo 
 
Os adjetivos são palavras variáveis (em gênero, em 
número e em grau) que especifica o substantivo 
(atribuindo atributo, propriedade, estado, modo de ser 
ou aspecto), caracterizando-o. 
 
Classificação quanto à estrutura 
 
 
 
Entre os adjetivos derivados de substantivos, 
destacam-se, pela significação, aqueles que indicam 
o país, região, estado ou cidade de origem de uma 
pessoa ou coisa. Esses adjetivos são denominados 
pátrios ou gentílicos. Muitos adjetivos pátrios são 
formados pelo acréscimo dos sufixos -aco, -ano, -eno, 
-ão, -eiro, -ês, -ense, -eu. Observe: 
 
eslovaco, chileno, brasileiro, catarinense, angolano, 
alemão, português, europeu 
 
Exceção: cairota (Cairo), húngaro (Hungria), capixaba 
(Espírito Santo), carioca (Rio de Janeiro) e potiguar 
(Rio Grande do Norte) 
 
Quanto ao gênero, os adjetivos formam o feminino 
quase sempre do mesmo modo que os substantivos, 
isto é, por meio da troca da vogal o por a ou do 
acréscimo de a no final da palavra (biformes): homem 
magro - mulher magra. 
Alguns adjetivos, porém, têm uma só forma 
(uniformes) para o masculino e para o feminino: 
exercício fácil - questão fácil. 
Os adjetivos compostos formam o feminino variando 
apenas o segundo elemento: quadro político-
econômico, integração político-econômica. 
 
Os adjetivos simples formam o plural do mesmo modo 
que os substantivos: alimento saudável, alimentos 
saudáveis 
Os adjetivos compostos formam o plural variando 
apenas o segundo elemento: amizade luso-brasileira, 
amizades luso-brasileiras 
azul-marinho e azul-celeste admitem duas formas: 
ternos azul-marinho ou ternos azuis-marinhos. 
 
O grau é uma categoria gramatical que nos adjetivos 
exprime quantidade e intensidade. 
Os graus do adjetivo são o comparativo (quando se 
comparam dois elementos) e o superlativo (quando se 
destaca determinada característica em relação a uma 
 
Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
pessoa ou a um grupo). Veja o esquema relativo aos 
graus do adjetivo: 
 
 
Fonte: William Cereja 
 
A questão do grau para “bom, mau, grande e 
pequeno”: 
 
 
Fonte: William Cereja 
 
As formas analíticas mais bom, mais mau e mais 
grande, correspondentes, respectivamente, aos 
adjetivos bom, mau e grande, podem ser empregadas 
quando se confrontam qualidades do mesmo ser. 
Veja: 
Pedro é bom e atencioso: mais bom do que atencioso. 
 
Pode-se usar também mais pequeno, em lugar de 
menor, superlativo do adjetivo pequeno. Trata-se de 
uma forma que normalmente se evita empregar no 
Brasil, mas que é usada comumente em Portugal. 
 
Artigo 
 
O artigo é a palavra que antecede o substantivo, 
definindo-o ou indefinindo-o. Os adjetivos são 
classificados em: 
 
• Definidos: o, a, os, as, quando definem o 
substantivo, indicando que se trata de um ser 
conhecido que já foi mencionado antes, ou que 
é objeto de um conhecimento ou experiência: 
Exemplo: Preciso que você me traga a cadeira 
branca. 
• Indefinidos: um, uma, uns, umas, quando 
indefinem o substantivo, indicando um ser 
qualquer entre vários da mesma espécie e ao 
qual ainda não se fez menção: Exemplo: 
Preciso que você me traga uma cadeira branca. 
 
A substantivação – o artigo sempre está associado ao 
substantivo. Assim, se for associado a uma palavra de 
qualquer outra classe gramatical, essa palavra 
passará a desempenhar o papel de substantivo: 
No bosque, ouvia-se o cantar de um pássaro. 
 
Determinação do gênero e do número de substantivos 
– o artigo, além de definir ou indefinir o substantivo, 
pode ser também empregado para identificar o gênero 
(masculino/feminino) e/ou o número (singular/plural) 
de palavras dessa classe gramatical. Ex. o dilema, o 
vírus, os vírus, uma rádio, um rádio. 
Alguns substantivos não admitem artigos. São eles: 
 
 
Fonte: Emília Amaral 
 
Para outros, o uso do artigo é opcional 
 
 
Fonte: Emília Amaral 
 
Numeral 
 
Numeral é a palavra que expressa quantidade exata 
de pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam 
numa determinada sequência. Os substantivos são 
classificados em: 
 
• Cardinais: indicam contagem, medida. 
Ex. A medida do quarto é de trinta metros. 
• Ordinais: indicam a ordem ou o lugar da coisa 
ou pessoa numa série dada. 
Ex. Verifique o segundo contato da agenda. 
• Multiplicativos: indicam multiplicação da coisa 
ou pessoa, quantas vezes a quantidade dela foi 
aumentada. 
Ex. Apareceu um triplo de convidados a mais 
que o esperado. 
• Fracionários: indicam parte de um inteiro da 
coisa ou pessoa. 
Ex. Metade dos alunos foram aprovados na 
OAB. 
 
Emprego de “ambos” e “ambos os”. Eles são 
considerados numerais e significam “um e outro” e 
também “os dois” (ou “uma e outra” e “as duas”). São 
empregados para retomar pares de seres 
anteriormente mencionados. Se empregarmos 
ambos/ambas em função adjetiva, ou se antecederem 
um substantivo, devem vir seguidos de artigo (o, a, os, 
as). No entanto, se em função substantiva, dispensa-
se o artigo. 
Ex. Os dois estudantes, ambos repetentes, tinham 
grandes dificuldades de aprendizado. Gosto de meus 
irmãos. Ambos os dois. 
 
Meio(s) e meia(s) são numerais adjetivos que 
acompanham substantivos. Por esse motivo, 
 
Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
obedecerão às regras de concordância nominal 
(concordam em gênero e número com esse 
substantivo). 
 
Ex. 
Agora é meio dia e meia (metade da hora). 
Meia taça de vinho já́ me deixa bêbado. 
 
Em referência a papas, reis, imperadores, séculos, ou 
partes de uma obra, empregam-se sempre os ordinais 
se posicionado antes do substantivo. Se posicionado 
depois do substantivo, até décimo elemento lê-se 
como ordinal, daí em diante, deve-se empregar os 
cardinais.João Paulo II (segundo) Tomo XVI (dezesseis) 
D. Pedro II (segundo) Capítulo XX (vinte) 
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) 
 
Exceção: para designar leis, decretos e portarias, 
emprega-se o ordinal até nono, e o cardinal a partir do 
décimo elemento. 
 
Artigo 1º (primeiro), Artigo 9º (nono), Artigo 10 (dez) 
 
 
Referências bibliográficas 
 
CEREJA, William R. e MAGALHÃES, Thereza C. 
Gramática Reflexiva – texto, semântica e interação. 
São Paulo: Atual, 4. ed, 2013. 
NICOLA, José de. Língua, literatura e produção de 
textos. São Paulo: Scipione, v. 1, 2 e 3, 2009 
TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. 6a 
edição, 3a reimpressão. São Paulo: Scipione, 2011 
GUIMARÃES, Thelma de Carvalho. Vereda digital – 
Gramática uma reflexão sobre a língua. São Paulo: 
Moderna, 1. ed, 2018 
AMARAL, Emília. et al. Novas Palavras: 1º ano. 3ª Ed. 
São Paulo: FTD, 2016 
 
Questão 01 
 
30% dos municípios brasileiros correm 
o risco de virar desertos de notícias 
 
A segunda edição revela que cerca de um terço 
dos municípios brasileiros, representando 34 milhões 
de pessoas, corre o risco de virar desertos de notícias. 
Os chamados quase desertos são localidades que 
possuem apenas um ou dois veículos jornalísticos em 
seu território, correndo maiores riscos de virar 
desertos noticiosos. 
 
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/>. Acesso em: 26 
nov. 2018. 
No fragmento, os elementos linguísticos criam uma 
relação de posse entre os termos 
 
a) “edição” (l.1) e “notícias” (l.3). 
b) “desertos” (l.3) e “municípios” (l.2). 
c) “pessoas” (l.3) e “localidades” (l.4). 
d) “localidades” (l.4) e “desertos” (l.3). 
e) “desertos” (l.4) e “território” (l.5). 
Questão 02 
 
Genius – A vida de Einstein 
 
Pouco mais de 100 anos atrás, um imaginativo e 
rebelde funcionário de um escritório suíço de patentes 
desvendava os mistérios do universo com a teoria da 
relatividade. Embora suas realizações científicas até 
hoje inspirem assombro, pouca gente conhece os 
detalhes da sua história pessoal – aquela em que 
Albert se tornou Einstein. 
Agora, a nova série, em dez episódios, revela de 
que forma as ideias criativas de Einstein não só 
reformularam a nossa concepção do universo como 
também lhe causaram problemas no convívio com os 
colegas e a família. 
 
Disponível em: <www.nationalgeographicbrasil.com>. Acesso em: 04 abr. 
2017 (Adaptação). 
 
Com o intuito de promover o conteúdo da nova série e 
instigar os expectadores, o autor do texto faz uso de 
um substantivo como um adjetivo, tal qual se observa 
em 
 
a) “vida” (título). 
b) “universo” (linha 3). 
c) “relatividade” (linha 4). 
d) “Albert” (linha 7). 
e) “Einstein” (linha 7). 
 
Questão 03 
 
 
 
Na parte verbal da charge, a troca do pronome “tu” por 
“vós” sinalizaria uma pluralização que, além da 
modificação dos verbos, também acarretaria a 
pluralização de outra classe de palavras, 
representada por 
 
a) “eternamente”. 
b) “responsável”. 
c) “cativas”. 
d) “aquilo”. 
e) “que”. 
 
 
 
 
 
 
Vestibular Cidadão – Gramática – Prof. Reginaldo Rodrigues 
Questão 04 
 
THAVES, B. Frank and Ernest. 2005. Disponível em: 
<http://www.frankandernest.com/>. Acesso em: 26 nov. 2018. 
 
O humor nessa tirinha deve-se, gramaticalmente, ao 
fato de a personagem referir-se à possibilidade de 
 
a) o autor ter usado a prosopopeia para atribuir o 
caráter pensante (“têm noção”) a um animal. 
b) um termo substantivo proparoxítono ser redefinido 
como verbo com valor de adjetivo oxítono. 
c) uma palavra valer-se da polissemia que ocorre 
mediante a diferenciação de sua sílaba tônica. 
d) um substantivo proparoxítono ser transformado em 
adjetivo paroxítono pela falta da acentuação. 
e) o artigo “o” reforçar a característica atribuída aos 
animais da tirinha por estar precedido do advérbio 
“só”. 
 
Questão 05 
 
Não tinha um adjetivo para o dia e desejei ficar triste. 
Fui moer lembranças, 
remoê-las com a areia pobre mas grossa de minha 
desmesurada moela. 
[...] 
 
PRADO, A. O coração disparado. Rio de Janeiro: Editora Record, 2013. 
 
Adjetivos representam características e qualidades 
dos seres. No poema, a ausência de um qualificativo 
para o dia é representativa da 
 
a) incompletude de um dia sem atributos. 
b) indiferença do eu lírico em relação à vida. 
c) inexistência de ações empreendidas no dia. 
d) impossibilidade de descrever os sentimentos. 
e) imprecisão das memórias referentes a um certo 
dia. 
 
Questão 06 
 
 
GONSALES, F. Disponível em: <http://www.controversia.com.br>. Acesso 
em: 16 dez. 2014 
 
O efeito de humor presente na tirinha é corroborado, 
principalmente, pelo recurso morfológico. 
 
a) adjetival, por meio do emprego da palavra “barata”, 
que orienta a quebra da expectativa ao final do 
texto. 
b) nominal, por meio do vocábulo “rolando”, que cria 
relação de causa e efeito nas ações da 
personagem. 
c) pronominal, por meio da palavra “não” presente no 
último quadrinho, que desfaz a ambiguidade do 
texto. 
d) verbal, por meio de um tempo de locução diferente 
entre as personagens, que indica a falta de 
entrosamento entre elas. 
e) adverbial, por meio do trecho “mais vale uma 
naftalina”, que inicia a relação de intensidade entre 
as ideias das personagens. 
 
Questão 07 
 
Os rios, de tudo o que existe vivo, 
vivem a vida mais definida e clara; 
para os rios, viver vale se definir 
e definir viver com a língua da água. 
O rio corre; e assim viver para o rio 
vale não só ser corrido pelo tempo: 
o rio o corre; e pois que com sua água, 
viver vale suicidar-se, todo o tempo. 
 
MELO NETO, J. C. Disponível em: <http://amoraroxa.blogspot.com.br/>. 
Acesso em: 14 dez. 2017. [Fragmento] 
 
No penúltimo verso do fragmento anterior, as duas 
ocorrências do vocábulo “o” podem ser classificadas, 
respectivamente, quanto à classe gramatical como 
 
a) artigo definido e pronome relativo. 
b) artigo definido e pronome pessoal. 
c) pronome relativo e pronome relativo. 
d) pronome relativo e pronome pessoal. 
e) pronome pessoal e pronome pessoal. 
 
Questão 08 
 
 
Níquel Náusea, de Fernando Gonsales. Folha de S. Paulo. São Paulo, 7 de 
out. 1997. 
 
As palavras podem ser formadas por processo de 
derivação e de composição. Na tirinha, o autor faz uso 
de um recurso gramatical conhecido como derivação 
imprópria, em que a palavra derivada é obtida a partir 
da mudança da classe gramatical ou do sentido da 
palavra primitiva. Assim, podemos perceber esse 
recurso de formação do vocábulo: 
 
a) antigos (1º quadrinho). 
b) monstros (1º quadrinho). 
c) Terra (2º quadrinho). 
d) átomos (2º quadrinho). 
e) moderno (3º quadrinho).

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