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GUCCI’S TURNAROUND: REPOSITIONING AND REBUILDING THE COMPANY RELATÓRIO DO CASO SÃO PAULO 2020 SUMÁRIO 1. MERCADO DE LUXO 4 2. GUCCI 4 3. CONCORRENTES 5 4. MARKETING 5 5. ANÁLISE SWOT 6 5.1. Forças 6 5.2. Fraquezas 6 5.3. Oportunidades 6 5.4. Ameaças 7 6. RECOMENDAÇÕES 7 7. REFERÊNCIAS 9 4 1 MERCADO DE LUXO Devido a crise de 2008, o mercado de luxo apresentou desaceleração no seu crescimento equivalente a 5% ao ano, mas a partir do momento que as economias começaram a se restabelecer, a demanda por produtos de luxo aumentou. Os principais consumidores estavam no Japão, na China e nos Estados Unidos da América (E.U.A.). Em 2014 o mercado de luxo arrecadou mais que € 850 bilhões, sendo que € 223 bilhões foram dos bens pessoais de luxo, definidos pela empresa Deloitte como “roupas e calçados de grife (pronto-a-vestir), bolsas e acessórios de luxo (incluindo óculos), joias e relógios de luxo e cosméticos e fragrâncias premium”. Para diversificar seus portfólios muitas empresas começaram a adquirir outras e incorporar seus produtos à sua linha de produção, no entanto a Gucci permaneceu no grupo Kering. Tradicionalmente a Gucci e suas concorrentes trabalhavam apenas com moda de alta costura, mas com a diversificação de portfólios algumas concorrentes passaram a trabalhar com produtos ready-to-wear, que por serem padronizados facilitaram a produção, tornando-a mais barata e atraindo públicos diferentes, inclusive o público jovem. 2 GUCCI A Gucci é uma empresa que trabalhava com alta costura, então fazia coleções sob demanda para listas exclusivas de seus clientes e seguiam um padrão rígido de produção. A diretora criativa da Gucci, Giannini, continuou seguindo o modelo de seu antecessor, mas por a marca ser focada no produto e o mercado de luxo ter alta tendência de mudança nos consumidores, a Gucci passou por uma bloqueio criativo e seu modelo de marketing apelativo ao sensual não continuou sendo eficiente. No início de 2015 a Gucci trocou de presidente e CEO após a diretora criativa e o ex-presidente e CEO saírem de seus cargos. Estes últimos ficaram por décadas nos cargos e tiveram excelente resultados, inclusive levando a Gucci a ser reconhecida por suas campanhas e peças sensuais. Eles saíram dos cargos após apresentarem 3 trimestres de declínio nos lucros operacionais. 5 O diretor de criação da Gucci foi uma escolha difícil pois havia muitos candidatos com grandes experiências nas direções de outras empresas grandes, mas o escolhido foi Alessandro Michele, que estava no departamento de criação da empresa desde 2002, então conhecia o funcionamento da empresa e traria uma visão jovem para a direção. Marco Bizzarri assumiu como presidente e CEO da Gucci. 3 CONCORRENTES Entre os principais concorrentes da Gucci estão a Louis Vuitton, Burberry, Chanel e Yves Saint Laurent, todos atuantes no setor de alta costura, além destes também competem com eles as marcas de Fast-Fashion, que por conseguir fazer coleções rápidas e a baixo custo, acabavam superando os varejistas de luxo. As empresas de Fast-Fashion eram muitas vezes acusadas de roubar designs criativos ou lançar coleções semelhantes as marcas de luxo. A Kering, dona da Gucci, em 2013 arrecadou € 1.751 bilhões e em 2014 arrecadou € 1.664 bilhões, enquanto suas concorrentes arrecadaram: Louis Vuitton Malletier SA € 9.882 bilhões em 2013; Burberry Group PLC £ 2.330 milhões em 2014; Chanel International BV € 6,862 bilhões em 2013; e Yves Saint Laurent SAS € 557 milhões em 2013. O lucro de todas empresas de moda de alta costura é afetado por falsificações. Em uma avaliação que leva em conta a equidade, o valor da marca, a influência digital e das mídias sociais, no ano de 2013, a Gucci foi classificada em 38º lugar entre as melhores marcas globais, a Zara foi classificada em 36º e Louis Vuitton foi classificada em 17º. Em 2014, a Gucci e a Louis Vuitton caíram para as 41ª e 19ª posições, respectivamente, enquanto a Zara manteve sua colocação. 4 MARKETING Após a saída da ex diretora criativa e do ex presidente e CEO da Gucci, a empresa viu uma possibilidade de arriscar em uma mudança de visão, então nomearam Alessandro Michele para o cargo de diretor de criação e Marco Bizzarri para o cargo de presidente, para que eles mudassem o posicionamento da marca 6 e trouxessem uma visão mais jovem da mesma, pois seu posicionamento como altamente apelativa para o sensual não continuava funcionando. Em 2012 a Kering iniciou um projeto para revitalizar sua presença online e em 2013 fez uma Joint Venture com a Yoox Net-a-Porter Group, na tentativa de distribuir suas marcas e aumentar sua presença no comércio eletrônico. 5 ANÁLISE SWOT 5.1 Forças Como primeiro componente da análise SWOT, tem-se as forças desenvolvidas pela empresa para competir no setor. No caso da Gucci, o artigo postula que a criatividade no emprego de materiais diferentes em suas coleções é uma delas, visto que em situações restritivas, como o embargo da Liga das Nações contra as importações da Itália em 1935, a marca encontrou maneiras engenhosas de incorporar outros materiais, incluindo cânhamo e diamantes, a fim de criar a impressão de assinatura da empresa - outro fator importante na competitividade da Gucci que perdura nos dias atuais. 5.2 Fraquezas Já no campo das fraquezas, o próprio modelo de negócios da Gucci evidencia-se um catalisador de fragilidades, já que modelos de alta costura (baseados em encomendas exclusivas) demandam mais competências operacionais do que um sistema focado em coleções “ready-to-wear” onde não há alterações no tamanho padrão. Com o passar dos anos, tal fraqueza foi bastante utilizada por outras marcas atuantes no setor devido a escalabilidade do produto, especialmente nos ambientes digitais; no entanto o artigo apresenta pouco engajamento da Gucci nesse segmento, bem como ressalta a ineficiência da empresa na exploração do varejo online. 5.3 Oportunidades 7 No que diz respeito a oportunidades do mercado, o artigo menciona a difusão do segmento de marcas de luxo mais acessíveis, dado que a chamada “geração do milênio” apresenta três vezes mais probabilidade de ser impulsionada por tendências do que os consumidores mais velhos. Diante disso, o investimento em coleções e produtos com este apelo, sobretudo focado no público mais jovem que preza por experiências diferenciadas, pode caracterizar uma significativa vantagem para empresa. 5.4 Ameaças Por fim, o artigo traz a tona duas principais ameaças: a crise financeira que impacta o mercado e a questão da falsificações que influencia no desempenho e imagem das marcas. No que tange a crises financeiras, pode-se dizer que ocorrências como esta ameaçam o segmento todo, já que que a procura por produtos de luxo declinou substancialmente como apresentado em 2008 com a diminuição expressiva das taxas de crescimento do mercado. Já em relação às cópias e falsificações, o artigo postula o caso vivenciado pela Louis Vuitton, onde a marca atraiu a atenção indesejada do mercado de falsificações, resultando em inúmeras disputas legais em torno da produção em massa de bolsas falsificadas e itens com estampas semelhantes ou idênticas - situação a qual qualquer marca presente no setor de moda de luxo está sujeita. 6 RECOMENDAÇÕES A partir das informações obtidas no case e por meio das análises realizadas na SWOT, podemos observar que o mercado de luxo dos bens pessoais passa por uma mudança evidenciada pela diminuição dos ciclos de vida do produto. Essa situação está relacionada às constantes mudanças e à demanda por novos modelos e criações no mercado de luxo. Dessa maneira, é necessário que a empresa tenha um posicionamento estratégicoe que esteja em sintonia com as tendências e expectativas do mercado. Por isso, a Gucci deve investir em pesquisas de mercado, bem como um sistema 8 de inteligência de marketing eficiente que permita uma reação rápida e objetiva às mudanças culturais que impactam a moda e às iniciativas da concorrência. Dessa forma, a adaptação é essencial para que a empresa possa continuar se mantendo relevante no mercado. Como apresentado na análise SWOT anteriormente, uma das principais oportunidades dentro do mercado de luxo é a implementação de uma linha de produtos que possam alcançar novos públicos de forma a introduzir esse público dentro dos produtos oferecidos pela marca e mantê- los fiéis. Portanto, como recomendação também é necessário que a empresa se mantenha conectada ao mundo digital e que se aproprie cada vez mais das tecnologias ao seu favor, utilizando as mídias e mercados online como ponte de comunicação e vendas para o seu público alvo. Nesse sentido, a empresa deve utilizar sua presença online como estratégia competitiva e trazer em sua comunicação a ideia de luxo, exclusividade e sofisticação para obter uma identidade única em sua presença digital. 9 REFERÊNCIAS SCHEARER, C. SWOT Analysis How-To Guide. MarketingProfs, 2007 ZHANG, J. GUCCI’S TURNAROUND: repositioning and rebuilding the company. IVEY Publishing, London, Ontário, Canada, p. 1-7, 12 set. 2018.