Avaliação Nutricional em paciente hospitalizado
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Avaliação Nutricional em paciente hospitalizado


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Métodos de Triagem e Avaliação Nutricional 
 
Triagem nutricional: Procedimento que 
busca identificar indivíduos desnutridos 
ou em risco de desnutrição. 
- Triagem não tem obrigação de 
identificar estado nutricional (só se ver 
se ele possui ou não risco de desnutrição) 
Objetivos da Triagem 
- Identificar riscos potenciais; 
- Sinalização precoce de necessidades de 
TN; 
- Direcionar a atenção nutricional. 
\u2665 Qual Instrumento ideal para triagem? 
Não existe um instrumento ideal, ele 
precisa ser um instrumento fácil e 
rápido (tempo estabelecido 2 min), 
porém depende do tipo de instrumento 
que o profissional disponível vá escolher. 
\u2665 Quem executa a triagem nutricional? 
Depende do instrumento utilizado, em 
alguns instrumentos o próprio paciente 
ou acompanhante pode executar, em 
outros é necessário alguém da equipe. 
\u2665 Em que momento deve ser 
executado? 
- No momento da admissão, nas 
primeiras 24h \u2013 48 H 
- Se usar a ASG \u2013 até 72 horas 
Avaliando Resultados 
\u2665 Obtidos em score; 
1. Sem risco -> reavaliação periódica 
 
2. Com risco -> Necessita de NA ou 
EMTN 
3. Dúvidas -> Avaliação pelo 
nutricionista. 
Questões básicas 
- Perda ponderal não intencional; 
- Redução da IVO (ingestão via oral); 
- Perda do apetite; 
- Gravidade da moléstia; 
Métodos 
- MST, SNAQ, NRI, NRS, MNA, MUST, 
NRS; 
- Cada um procura se adequar ao 
paciente (próprio para criança, para 
idoso) 
- MNA -> para idosos 
- NRS -> Muito usado nos hospital 
Método NRS 
- Indicado para pacientes críticos 
- Calcula o IMC 
- Calcula percentual de perda de peso 
- Investigar a mudança na aceitação da 
via oral e seu impacto clínico 
- Verifica a gravidade da doença 
- Idade > 70 anos (precisa compensar 
através da tabela de score, para fazer 
uma diferenciação por conta da idade, 
pois esse método não é especifico para 
essa faixa etária). 
Em pacientes Hospitalizados 
Avaliação Nutricional: É uma abordagem 
completa para determinar o estado 
nutricional, usando as histórias médica, 
social, nutricional e de medicamentos; 
exame físico, medidas antropométricas 
e dados laboratoriais (ADA). 
Métodos Disponíveis 
-ASG; 
- Avaliação Antropométrica; 
- Peso Corporal e Estatura (IMC); 
- Espessura das dobras cutâneas; 
- Circunferências; 
- Avaliação Laboratorial. 
Avaliação Subjetiva Global \u2013 ASG 
\u2665 Anamnese e Exame físico; 
\u2665 Vai do olhar do profissional; 
\u2665 Em até 72h de admissão; 
\u2665 Dispensa antropometria e exames 
laboratoriais; 
\u2665 Classificação baseado em score: o 
próprio instrumento dado, apresenta 
números para ajudar na somatória de 
pontos. 
- 1 a 17: bem nutrido 
- 17 a 22: desnutrido moderado 
- > 22: desnutrido grave 
(Alguns hospitais mudaram para letras, 
A,B,C ou seja, bem nutrido, desnutrido 
moderado, desnutrido grave, 
respectivamente). 
\u2665 Quais vantagens? 
- Baixo custo, rapidez na aplicação, pode 
ser aplicado por qualquer profissional da 
EMTN que seja bem treinado. 
\u2665 Quais as Desvantagens? 
- Possiblidade de mascarar graus de 
desnutrição, caráter subjetivo, ineficaz 
para monitoramento. 
Significado de % perda de peso 
Já pode sinalizar sobre o grau de 
gravidade da perda de peso, e sinaliza 
desnutrição ou não 
%PP = PH \u2013 PA / PH X 100 
\u2665 PH- Peso habitual ou usual 
\u2665 PA- Peso atual 
 
 
 
 
Alteração da IVO 
\u2665 Alterada ou não alterada: 
\u2665 Há quanto tempo alterada? 
\u2665 A mudança da IVO como está? (Essa 
alteração pode ser de consistência 
também, não só de quantidade de 
alimento) 
- Sólida subótima; 
- Líquida completa; 
- Líquida hipocalórica; 
-Jejum (liquida restrita). 
Antropometria 
- IMC < 18,5, a taxa de mortalidade é 
maior. 
- Classifica DEP grave a Obesidade 
mórbida. 
- Circunferência da panturrilha e braço 
- Pode fazer AMBc e CMB 
- A avaliação antropométrica e feita 
com muita frequência no hospital 
\u2665 Limitações? 
- Paciente acamado: tem que fazer a 
altura estimada, alguns hospitais têm 
cama balança e outros não. 
- Ocorrência de edemas, ascite ou 
anasarca; 
\u2665 Dobras Cutâneas: 
- Em alguns pacientes não dá para aferir 
as dobras, principalmente em casos de 
edema no local. 
- PCT, PCB, PCSE, PCSI, PCP etc. 
- Medida com adipômetro 
- Utilizadas para mensurar a massa 
corpórea de gordura 
- Úteis para avaliar mudança a longo 
prazo e não mudanças agudas. 
- Limitada por conta do posicionamento 
do paciente, edemas generalizados, em 
membros superiores ou inferiores, isso 
tudo pode influenciar no resultado. 
\u2665 Com as circunferências: fazer a 
mesma base das dobras cutâneas. 
\u2665 Avaliação Laboratorial: Alguns exames 
podem ter custo maior e as vezes o 
hospital não libera, é necessário avaliar 
cada caso individualmente. 
- Proteína C reativa; 
- Proteínas totais; 
- Proteína ligada ao retinol. 
Albumina 
- Proteína sérica, indicador de 
desnutrição e preditor de mortalidade 
- Proteína carreadora, ela é uma 
importante transportadora, transporta 
no corpo nutrientes e drogas 
medicamentosas. 
- Isoladamente não é um bom 
parâmetro. 
- Essa dosagem sofre várias influências. 
- Quando há presença de trauma ou 
sepse: a síntese é reduzida e aumenta a 
quebra dela e a permeabilidade da 
membrana é alterada. 
- Importante verificar a presença 
desses traumas. 
- Paciente em uso de NPT com albumina, 
se a nutrição estiver enriquecida de 
albumina, na dosagem vai dar normal. 
(Por conta da nutrição e não pela 
produção do corpo). 
- Vida longa média (18 a 20 dias), o que 
dificulta a identificação de rápidas 
mudanças 
\u2665 Desvantagens: 
Há alguns fatores que alteram o valor. 
- Má absorção intestinal (baixa) 
- Doença Renal e doença hepática (baixa) 
- Queimaduras (baixa) 
- Hiper-hidratação (baixa) 
- Edema (pode estar baixa por estar 
diluída) 
- Albumina; 
- Pré albumina; 
 
- Enterites etc. 
\u2665 Referências: 
Normal: > 3,5 mg/dl 
Depleção leve: 3 a 3,5 mg/dl 
Depleção grave: < 2,4 mg/dl 
Pré-albumina 
- Vida média de 2 dias, por isso as vezes 
ela não é usada como um parâmetro. 
- Boa para diagnosticar uma desnutrição 
aguda, quando não se consegue 
diagnosticar através de outro 
parâmetro. 
- Não é comum usar na terapia 
nutricional e também a grande maioria 
dos pacientes são desnutridos graves e 
crônicos. 
- Encontra-se reduzida na DEP, 
hepatopatias, nefropatias, restrições 
calóricas, etc. 
\u2665 Referências: 
Normal -> 20 mg/dl 
Depleção leve: 10 a 15 mg/dl 
Depleção moderada: 5 a 10mg/dl 
Depleção grave: <5mg/dl 
Proteínas totais 
- Bom índice de avaliação de DEP 
- Pode estar alterada: redução da 
síntese hepática, aumento do 
catabolismo ou excreção, hidratação, 
infecção, carência de zinco. 
- No catabolismo vai estar reduzida pois 
o grupo de proteínas de fase aguda vão 
aumentar muito no corpo, vai ocorrer 
quebras de proteínas para o organismo, 
e por isso as proteínas podem dar 
normal e o paciente estar desnutrido. 
\u2665 Referências: 6,4 a 8,1 mg/dl 
Proteína C reativa 
- Também pode ser marcador de 
desidratação 
- Apresenta-se aumentada na infecção, 
IAM, neoplasias etc, 10 a 100 vezes. 
- Aumentados também na desnutrição; 
Referência: < 0,8 mg/dl 
Outros parâmetros 
Depende das condições do hospital, a 
maioria não se encontra esse tipo de 
exame para ser usado como parâmetro. 
- Proteina transportadora de retinol 
- Ribonuclease 
- Fibronectina 
- Smatomedina C 
Bioimpedância 
- Método não invasivo, fácil aplicação; 
- Custo relativamente baixo; 
- Resultados imediatos; 
- Técnica e preparo 
- Valores mensurados: % gordura 
corporal, % massa corporal, água 
corporal total. 
 
- Alta precisão em pacientes sadios, 
enfermidades crônicas, obesidade leve e 
moderada. 
- Pouco sensível em situações de 
distúrbios hídricos; 
- Peso e altura faz-se necessário. 
- Tem algumas regrinhas de preparo 
antes de realizar a bioimpedância. 
 
Calorimetria Indireta 
- Método não invasivo que determina as 
necessidades nutricionais e a taxa de 
utilização dos substratos energéticos a 
partir do consumo de oxigênio