A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
43 pág.
TCC AUTISMO

Pré-visualização | Página 2 de 12

de se ter uma 
formação mais completa, abrangendo os alunos especiais. 
 
 
A professora afirma que além de cursos, palestras e seminários sobre o tema 
inclusão, deveria haver também em sala de aula a figura de um mediador escolar 
oferecendo um suporte a mais e fazendo uma ponte entre esses alunos e o professor, uma 
vez que numa turma com media de 25 alunos não tem como o professor oferecer uma 
orientação especifica e atividades dirigidas para esses alunos. 
Com isso vemos a importância de termos profissionais especializados 
auxiliando todo o corpo docente da escola (psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas 
ocupacionais, etc.) a fim de que a inclusão realmente aconteça e de forma satisfatória para 
todos os envolvidos nessa questão. 
A educação especial é tarefa árdua, precisa está muito bem constituída por toda 
uma equipe multidisciplinar que oriente o trabalho do professor a fim de que esse possa ser 
consolidado da melhor maneira possível. Gauderer (1985) defende que tais profissionais 
são essenciais para auxiliarem o desenvolvimento e suprir informações dos alunos autistas 
aos pais e familiares em geral esclarecendo dúvidas frequentes e ajudando na interação 
entre autistas e o meio social que vivem.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Introdução ------------------------------------------------------------------------------------------------6 
Capítulo I: ------------------------------------------------------------------------------------------------8 
Autismo na Educação Infantil -------------------------------------------------------------------------8 
1.1 Um breve conceito ----------------------------------------------------------------------------------------------- 8 
1.2 A Etiologia do Autismo ---------------------------------------------------------------------------------------- 10 
1- Teoria Psicogenética ou Psicanalítica ----------------------------------------------------------------- 10 
2- Teoria Biológica. -------------------------------------------------------------------------------------------- 11 
3- Teoria Psicológica. ----------------------------------------------------------------------------------------- 12 
1.3 Inclusão da Criança Autista na Escola. ------------------------------------------------------------------- 12 
1.4 Fatores de Risco ------------------------------------------------------------------------------------------------ 13 
1.5 Estilos de Aprendizagem ------------------------------------------------------------------------------------- 14 
1.6 A Família da Criança Autista. ------------------------------------------------------------------------------- 15 
1.7 A Escola como Janela para o Mundo ---------------------------------------------------------------------- 17 
1.8 O Espaço Físico Ideal da Sala de Aula -------------------------------------------------------------------- 18 
1.10 A Formação dos Professores de Alunos Autistas --------------------------------------------------- 20 
Capítulo II ---------------------------------------------------------------------------------------------- 24 
Pais e Educadores – Parceiros no Crescimento da Criança Autista. --------------------------- 24 
2.1 Aceitação do Educador ---------------------------------------------------------------------------------------- 24 
2.2 Desenvolvimento Social da Criança Autista ------------------------------------------------------------- 26 
Capítulo III --------------------------------------------------------------------------------------------- 29 
 
 
A Sexualidade da Criança Autista, a Intervenção nos Comportamentos Inadequados e 
Tratamento --------------------------------------------------------------------------------------------- 29 
3.1 A sexualidade da criança autista: -------------------------------------------------------------------------- 29 
3.2 Intervenção nos Comportamentos Inadequados ------------------------------------------------------ 31 
3.3 Tratamento ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 33 
Conclusão ----------------------------------------------------------------------------------------------- 35 
Referências Bibliográficas --------------------------------------------------------------------------- 37 
Anexo --------------------------------------------------------------------------------------------------- 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
O Objetivo desse trabalho é mostrar as dificuldades que os autistas enfrentam 
dia a dia no processo educacional. Isso nos leva prioritariamente a fazer uma retrospectiva 
histórica passando pela marginalização e segregações promovidas na idade média até um 
período mais humanista que nasceu na Europa logo após a revolução Francesa e 
consequentemente chegando ao século XIX, onde iniciaram os estudos sobre as 
deficiências propriamente ditas. Vale ressaltar que se entende por autismo uma inadequação 
no desenvolvimento que se apresenta de maneira grave durante toda a vida. Costuma 
aparecer nos três primeiros anos de vida e desde já traz certa incapacidade para o indivíduo 
que a possui. 
Pesquisas têm demonstrado que os alunos autistas são fortemente presos a 
rotina. Esses alunos respondem melhor aos sistemas organizados, sendo assim professores 
de alunos autistas necessitam organizar e manter certa rotina em sala de aula para 
efetivamente conseguirem ensinar essas crianças. Organizar a sala de aula ao nível da 
compreensão do aluno autista faz com que suas dificuldades de aprendizagem sejam 
diminuídas. Independente da idade de um aluno autista, a organização física, a 
programação das atividades, os métodos de ensino fazem toda diferença no processo de 
aprendizagem. Muitas vezes o aluno não compreende a explicação do professor o que pode 
causar uma reação agressiva ou desmotivação por parte dele; outras vezes é a linguagem do 
aluno que é insuficiente para manter uma comunicação efetiva com o professor fazendo 
através de um comportamento inadequado. 
Os autistas possuem vida psíquica e uma rede de relações sociais que com eles 
tendem a interagir, mas sua socialização é sempre muito difícil. Muitos deles, por não 
serem diagnosticados como autistas quando crianças são tidas como retardados ou 
psicóticos. Faz-se então necessário que haja um diagnostico realizado por uma equipe 
multidisciplinar objetivando uma melhor qualidade de vida para os portadores dessa 
síndrome que compromete o desenvolvimento da criança da realidade exterior e a criação 
mental de um mundo autônomo, o mais cedo possível. Atentemo-nos as palavras de Amy, 
“O autismo foi objeto de hipóteses formuladas por psicanalistas, educadores, biólogos, 
geneticistas, e cognitivistas. Permanece, no entanto, um mistério quanto a sua origem e 
evolução” (Amy, 2001, p. 19). 
O Capitulo I abordará o autismo na educação, conceituando a síndrome, a 
forma como os autistas conseguem aprender, as barreiras encontradas pelo professor, e as 
 
 
dificuldades dos pais em inserir seus filhos na sociedade. No Capitulo II iremos falar sobre 
o preconceito existente no cotidiano escolar da criança autista. Preconceito esse embutido 
no próprio professor que por muitas vezes limita o potencial do aluno autista, tratando – o 
como incapaz de ser inserido no contexto escolar e