Prévia do material em texto
Insight Para os psicólogos gestaltistas, a aprendizagem se dá por meio de INSIGHT, que no senso comum está relacionado à interpretação instantânea de um fato ou ideia (COUTINHO E MOREIRA, 2001). É um repente momentâneo e uma ideia, antes problemática, que passa a ser resolvida, como se de repente uma luz se acendesse e descobríssemos o que estávamos procurando. Para a Gestalt, o insight, diferentemente do senso comum, é a aprendizagem de ideias e está atrelada à interpretação das situações já vividas. Estas dependem da percepção que temos no momento. Nossas primeiras interpretações são provisórias, como tentativas para a compreensão. Quando conseguimos perceber as relações existentes em uma situação-problema, formando uma estrutura e integrando os elementos em um todo, compreendemos, temos um insight, que nada mais é que uma reorganização de pensamentos anteriores que leva ao entendimento e a compreensão (PENNA, 1999). Por exemplo, você perdeu uma chave, procura em muitos lugares, tenta lembrar onde a deixou, e nada de encontrá-la. Depois, quando você já parou de procurar e está fazendo outra coisa, lembra-se repentinamente de onde deixou a chave. Implicações da Gestalt para a educação As aplicações da descoberta da Gestalt na educação são muito importantes por recusarem o exercício puramente mecânico no processo de aprendizagem. Aplicando a educação das crianças é necessário ensinar-lhes uns conceitos globais que contribuem para o desenvolvimento do intelecto geral, antes de lhes mostrar detalhes, porque quando por menores são ensinados primeiro, nem sempre os alunos conseguem compreender o verdadeiro significativo do que aprendem. Nesse sentido os conteúdos devem ser apresentados de forma integrada e não isolada. Os estudos da Gestalt relacionados com o aprendizado permitiram sua ramificação, sendo que o mesmo pode ser classificado em vários tipos de aprendizagem de interesse dos educadores; são elas: Aprendizagem por gradação, aprendizagem por diferenciação, aprendizagem por assimilação, e aprendizagem por redefinição. É importante que se entenda cada uma delas, por isso será apresentado a seguir uma síntese dessas ramificações do aprendizado segundo a escola Gestaltísta. Aprendizagem por Gradação: este tipo de aprendizagem foi evidenciado nos experimentos de Kohler e de Grisi. A aprendizagem por gradação aconselha que as crianças sejam ensinadas pela apresentação inicial de frases e palavras completas para que se faça presente a relação por gradação; em contrapartida não apoia a apresentação inicial somente das letras e da isolação das sílabas. Aprendizagem por diferenciação: a aprendizagem por diferenciação é o processo de destacar uma parte do objeto sob observação. A parte que automaticamente destacamos é a figura e as outras partes restantes são o fundo. No processo de alfabetização da criança, o educador apresenta a mesma palavra diversas vezes em diferentes frases, para que a mesma se destaque entre as demais. Aprendizagem por assimilação: Este processo de aprendizagem por assimilação assemelha-se a aprendizagem por diferenciação. Do mesmo modo uma parte do todo é destacada através do fenômeno da diferenciação, sendo a figura, a qual se pode agregar outras figuras diferenciadas da estrutura. A assimilação enfatiza que a criança pode escrever uma palavra nova justamente por ter aprendido anteriormente outra palavra. O psicólogo Kohler realizou experimentos com Chimpanzés, que evidenciaram a presença da assimilação dos objetos. Kohler colocou diante da jaula de um Chimpanzé uma banana fora do seu alcance, acessível a ele disponibilizou uma vara. O chimpanzé após várias tentativas sem obter sucesso de alcançar o alimento, associou que a vara podia auxiliar na busca pelo seu objetivo, utilizando a mesma para conseguir finalmente apanhar a banana. Essa descoberta repentina do Chimpanzé é chamada de insight, que significa achar subitamente a solução para uma situação difícil. Aprendizagem por redefinição: a aprendizagem por redefinição consiste em perceber o mesmo estímulo de modo inteiramente novo, conforme sua situação total; ou seja, a natureza e sua posição em relação a outros estímulos. Papel do professor e do aluno Papel do professor Na gestalt, o ensino é centrado no aluno, e o professor tem como função dar á assistência ao aluno de forma a não transmitir o conhecimento. Ele deve ser um facilitador da aprendizagem, que consiste na compreensão, aceitação e confiança em relação ao aluno. O professor deve possuir um estilo próprio para facilitar a aprendizagem. Sua interação deve ser a mínima possível, o conteúdo não deve ser repassado, uma vez que ele é adquirido da experiência vivida do aluno. Cabe ao professor auxiliar a aprendizagem do aluno de maneira a despertar o seu próprio conhecimento. Papel do aluno O aluno deve se responsabilizar pelos objetivos referentes a aprendizagem que lhes são significados. Ele é compreendido como um ser que se auto desenvolve e o processo de aprendizagem deve facilitar este desenvolvimento. Cabe aos alunos pesquisar os conteúdos, criticar, aperfeiçoar ou ate mesmo modifica-los.