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1) (DPE/MA – FCC – Defensor Público – 2015) Sobre a pluralidade do conceito de família, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em sua redação original, reconheceu expressamente como entidades familiares a) as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, chamadas pela doutrina de famílias homoafetivas, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal no ano de 2011. b) apenas as matrimoniais, informais e monoparentais, mas não impede o reconhecimento de outros possíveis arranjos familiares como decorrência dos princípios e direitos fundamentais. c) apenas as matrimoniais e informais, equiparando-as expressamente pelo princípio da igualdade entre cônjuges e companheiros, de modo que qualquer distinção que a lei estabeleça entre o casamento e a união estável é inconstitucional. d) as famílias anaparentais, que são aquelas formadas por pessoas sem ascendência ou descendência entre si, mas que se reúnem com base no afeto e no objetivo de juntos constituírem uma família. e) as famílias pluriparentais ou recompostas, como aquelas decorrentes de vários casamentos, uniões estáveis ou outros relacionamentos afetivos de seus membros 2) (DPU – CESPE – Defensor Público Federal de Segurança Categoria – 2015) Tendo em vista que a diversidade e a multiplicidade de relações intersubjetivas têm se refletido na interpretação das normas jurídicas, julgue o item que se segue. Conforme entendimento do STJ, a paternidade socioafetiva deve prevalecer em detrimento da biológica. ( ) certo (x) errado 3) (DPU – CESPE – Defensor Público Federal de Segurança Categoria – 2015) Tendo em vista que a diversidade e a multiplicidade de relações intersubjetivas têm se refletido na interpretação das normas jurídicas, julgue o item que se segue. Conforme o STF, não se deve considerar a orientação sexual das pessoas no que se refere à interpretação do conceito de família, de modo que o tratamento dado a casais heteroafetivos e a pares homoafetivos deve ser isonômico. (x) certo ( ) errado 4) (MPE-PB – Promotor de Justiça Substituto – FCC – 2018) A respeito dos poderes do Estado, em matéria de direito de família, é correto afirmar: a) É defeso a qualquer pessoa de direito público interferir na comunhão de vida instituída pela família, sendo o planejamento familiar de livre escolha, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedado qualquer tipo de coerção por parte de instituições privadas ou públicas. b) É defeso a qualquer pessoa de direito público, mas não às de direito privado de natureza assistencial, interferir na comunhão de vida instituída pela família, e, no caso de planejamento familiar, incumbe ao Estado orientar o casal nas escolhas e assistir na decisão sobre métodos contraceptivos. c) É inconstitucional a regra que estabelece ser o casamento civil, porque as pessoas têm liberdade de optar pelo casamento religioso com a mesma eficácia, e independentemente de qualquer outra formalidade. d) A direção da sociedade conjugal será exercida exclusivamente em colaboração pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos, sendo vedado recorrer à autoridade administrativa ou judiciária para dirimir eventuais controvérsias. e) A guarda compartilhada de filhos, no caso de divórcio, só pode ser decidida em acordo amigável, entre pai e mãe, e não por decreto do Juiz. 5) (TJSP – 177.º Concurso – Exame Oral) O que significa e como é aplicado à diferença de sexos, o princípio do isonomia? Onde está o princípio da isonomia na Constituição Federal de 1988? Resposta: Apontar que o princípio da isonomia consta do art. 5.º da CF/1988 e é consubstanciado na oração de Ruy Barbosa: “A lei deve tratar de maneira igual os iguais, e de maneira desigual os desiguais”. Salientar que uma das especialidades dessa isonomia seria justamente a igualdade entre os cônjuges ou os companheiros, que consta do inc. I daquele comando legal. Explorar a aplicação ou não do art. 100, I, do CPC, que prevê o foro privilegiado a favor da esposa como um exemplo de aplicação dessa isonomia. 6) (MP/MG – 2.ª fase – 2006) Discorra sobre a paternidade socioafetiva. Resposta: Formular dissertação com base nos pontos levantados no presente capítulo quanto ao princípio da afetividade. ______________________________________________________________________________________________________________ 1) (Magistratura/DF – 2011) Referindo-se aos impedimentos para o matrimônio, considere as proposições abaixo e assinale a incorreta: a) podem casar o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante; b) não podem casar os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil; c) podem casar o cônjuge sobrevivente com o que fora absolvido por crime de homicídio consumado contra o seu consorte; d) não podem casar os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive. 2) (Magistratura/PB – CESPE/2011) Considerando as disposições legais e doutrinárias a respeito do direito de família, assinale a opção correta. a. tanto o casamento nulo quanto o anulável requerem, para a sua invalidação, pronunciamento judicial em ação própria, visto que ao juiz é vedado declarar de ofício a invalidade. b. os pais que tenham consentido, mediante ato escrito, casamento de filho menor de dezoito anos de idade poderão revogar a autorização, inclusive durante a celebração do casamento, desde que por ato escrito. c. é admitida a alteração de regime de bens entre os cônjuges, independentemente de autorização judicial. d. de acordo com o Código Civil, a relação concubinária mantida simultaneamente ao matrimônio gera, após o seu encerramento, direito a indenização e direitos hereditários. e. no denominado casamento religioso com efeitos civis, o registro tem natureza meramente probatória, não constituindo ato essencial para a atribuição dos efeitos civis. 3) É hipótese de nulidade do casamento: a. O casamento do menor de 16 anos; b. O casamento com infringência de impedimento; c. O casamento contraído com erro sobre a pessoa do outro nubente; d. O casamento do menor entre 16 e 18 anos não autorizado por seu representante legal; e. O casamento do menor emancipado, sem autorização de seu representante legal. 4) (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJDF – CESPE/2014) Acerca do casamento, assinale a opção correta. a. É possível a anulação de casamento, sob o fundamento de erro essencial quanto à pessoa, em caso de impotência coeundi do cônjuge, por impossibilitar a realização da finalidade do matrimônio, ainda que tenha havido coabitação anterior à celebração do casamento e por mais de três anos após essa celebração. b. O casamento nulo ou anulável produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória se ambos os cônjuges o contraíram de boa-fé. c. Sobrevindo prole, não podem ser anulados os efeitos civis do casamento celebrado em infringência a impedimento dirimente decorrente de má-fé de ambos os cônjuges. d. É válido o casamento nuncupativo realizado perante o oficial do registro, em caso de interditado portador de moléstia grave, na presença de duas testemunhas e do curador. e. O casamento religioso celebrado sem a observância das formalidades legais, das causas suspensivas e da capacidade matrimonial poderá ser inscrito no registro civil, no prazo estabelecido no Código Civil, mediante requerimento do celebrante ou dos interessados. 5) (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJSP – VUNESP/2014) Assinale a alternativa correta. a. Basta o adultério da mulher, desde que confessado judicialmente, para ilidir a presunção legal da paternidade gerada pelo casamento. b. O domicílio do casal será escolhido por ambos os cônjuges, mas um e outro podem ausentar-se do domicílio conjugal para atender a encargos públicos, ao exercício de sua profissão, ou a interesses particulares relevantes, pelo prazo máximo de sessenta dias, sob pena de abandono. c. A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusulade guarda, unilateral ou compartilhada, poderá implicar a redução de prerrogativas atribuídas ao seu detentor, inclusive quanto ao número de horas de convivência com o filho, sendo vedada a utilização da ata notarial em matéria de direito de família. d. A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data da sua celebração, sem prejudicar a aquisição de direitos, a título oneroso, por terceiros de boa-fé, nem a resultante de sentença transitada em julgado. 6) Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJSP – VUNESP/2014) Sobre o instituto do casamento, assinale a alternativa correta. a. O casamento não pode ser realizado por procuração com poderes especiais, ainda que por instrumento público. b. O suprimento judicial de idade é previsto em favor de pessoa sem idade núbil, em razão de gravidez ou para evitar a imposição de pena criminal, ao passo que o suprimento judicial do consentimento viabiliza o casamento de pessoa com idade núbil, em caso de denegação injusta de qualquer um dos pais, de ambos, ou do representante legal. c. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório, com toda publicidade, a portas abertas, presentes quatro testemunhas se algum dos contraentes não souber ou não puder escrever, sob pena de nulidade do ato. d. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na presença de oito testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau 7) (TJAL – FCC – Juiz Substituto – 2015) A respeito do casamento putativo, é correto afirmar que a. não encontra previsão legal, sendo criação da jurisprudência, para regularizar a posse do estado de casado. b. produz todos os efeitos, embora nulo ou anulável, independentemente de boa-fé de um ou de ambos os cônjuges, tendo em vista a necessidade de segurança jurídica em matéria de casamento. c. se não for nulo, mas apenas anulável, se contraído de boa-fé, por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória. d. embora anulável ou mesmo nulo, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória. e. não produz nenhum efeito, porque o casamento se regula por normas de ordem pública. 8) (TJPE – FCC – Juiz Substituto – 2015) Na habilitação para o casamento, se houver oposição de impedimento, o oficial a. indeferirá o pedido de habilitação e remeterá o oponente e os nubentes às vias ordinárias em juízo, para decisão do magistrado. b. encaminhará a oposição ao juiz, sem efeito suspensivo do procedimento, que, depois de regular instrução e manifestação do Ministério Público, decidirá até a data do casamento. c. encaminhará os autos, imediatamente, ao juiz, que intimará o oponente e os nubentes a indicarem provas, que serão produzidas e, ouvido o Ministério Público, decidirá. d. dará ciência do fato aos nubentes para que indiquem provas que desejam produzir, colhendo-as e em seguida remeterá os autos ao juiz que, ouvido o Ministério Público, decidirá. e. dará ciência do fato aos nubentes, para que indiquem provas que desejam produzir e remeterá os autos ao juiz que decidirá depois da produção das provas pelo oponente e pelos nubentes, com a participação do Ministério Público. 9) (DPE-MT – UFMT – Defensor Público – 2016) Segundo o Código Civil, após as alterações introduzidas pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei n.º 13.146/2015), em relação ao casamento e à união estável, assinale a afirmativa correta. a. Os primos estão impedidos de contrair matrimônio entre si. b. A pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbia poderá contrair matrimônio, expressando sua vontade diretamente ou por meio de seu responsável ou curador. c. A união estável não se constituirá se ocorrerem as causas suspensivas do casamento. d. No regime da comunhão parcial de bens, excluem-se na comunhão as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge. e. É nulo o casamento contraído pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil. 10) (MPE-GO – Promotor de Justiça Substituto – 2016) A respeito do casamento, assinale a alternativa correta: a. a eficácia da habilitação será de cento e vinte dias, b. a contar da data em que foi extraído o certificado. c. o nubente que não estiver em iminente risco de vida não poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo. d. há impedimento para o casamento entre os afins em linha reta, permanecendo-se a afinidade e. ainda que ocorra a dissolução do casamento ou da união estável. f. é nulo o casamento contraído pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil. 11) (TJMG – CONSUPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) Sobre o casamento por procuração, assinale a alternativa correta, segundo os dispositivos do Código Civil em vigor. a. Não se permite celebração do casamento por procuração. b. O casamento pode celebrar-se mediante procuração, por instrumento público ou particular, cuja procuração será irrevogável. c. A eficácia do mandato outorgado para casar não ultrapassará noventa dias. d. Não se opera revogação de procuração outorgada por escritura pública, apenas de procuração outorgada por instrumento particular. 12) (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2016) a. A declaração de nulidade do casamento importa a preservação da filiação apenas em relação ao genitor que estiver de boa-fé. b. a preservação da filiação materna ou paterna, desde que presentes as condições do casamento putativo. c. a nulidade da filiação, em observância à regra de que atos nulos não se convalescem e não são aptos a produzir atos válidos. d. a preservação da filiação materna ou paterna, mesmo que ausentes as condições do casamento putativo. 13) (DPE-SC – FCC – Defensor Público Substituto – 2017) O casamento realizado por pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbil mas expressando sua vontade diretamente e o casamento do incapaz de consentir ou manifestar de modo inequívoco o consentimento é, respectivamente, a. válido e inexistente. b. válido e anulável. c. anulável e inexistente. d. nulo e nulo. e. nulo e anulável. 14) (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) São impedidos de contrair casamento, de acordo com o Código Civil: I. Os parentes por afinidade em linha reta entre si, independente do limite de grau. II. Os irmãos, bilaterais ou unilaterais entre si. III. As pessoas divorciadas que ainda não realizaram a partilha dos bens do casamento anterior. Assinale a alternativa correta: Apenas as assertivas a. I e II são verdadeiras. b. Todas as assertivas são verdadeiras. c. Apenas a assertiva II é verdadeira. d. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 15) (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2017) Segundo a legislação Civilista Brasileira, no que corresponde ao instituto do casamento podemos afirmar, exceto: a. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração. b. O casamento é civil e sua celebração é onerosa. c. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família. d. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. 16) (MPE-PR – Promotor Substituto – 2017) É nulo o casamento: a. Contraído com infringência de impedimento. b. De quem não completou a idade mínima para casar. c. Do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal. d. Por vício da vontade. e. Realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesseda revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges. 17) (UECE/FUNECE – Advogado – 2017) Considerando os impedimentos ao matrimônio elencados no Código Civil Brasileiro, NÃO pode(m) casar: a. o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante. b. o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros. c. o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas. d. o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal. 18) (TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – CONSULPLAN – 2018) São impedidos de casar a. os parentes colaterais até o quarto grau. b. os afins em linha reta e em linha colateral. c. o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante. d. o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal. 19) (MPE-PB – Promotor de Justiça Substituto – FCC – 2018) Sobre o processo de habilitação, a celebração e o registro do casamento, considere as afirmativas a seguir: I. A habilitação será feita pessoalmente ou por procurador perante o Oficial do Registro Civil, ouvido o Juiz de casamentos e, se houver impugnação, manifestar-se-á o Ministério Público antes de ser submetida ao Juiz de Direito competente, que a decidirá. II. Quando a solenidade do casamento for realizada em edifício particular, ficará este de portas abertas durante o ato, presentes quatro testemunhas, parentes ou não dos contraentes, bastando, porém, duas testemunhas se a solenidade realizar-se em cartório, salvo se algum dos contraentes não souber ou não puder escrever, hipótese em que também serão necessárias quatro testemunhas. III. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau, as quais comparecerão, perante a autoridade judiciária mais próxima, em dez dias, sendo irrecorrível a decisão do juiz que considerar válido o casamento. IV . A invalidade do mandato para o casamento, judicialmente decretada, equipara-se à sua revogação, a qual, porém, não autorizará a anulação do casamento, se sobrevier a coabitação entre os cônjuges. V . O casamento religioso, celebrado sem a prévia habilitação perante o Oficial do Registro Público, poderá ser registrado desde que apresentados pelo celebrante ou pelos nubentes com o requerimento de registro, a prova de celebração do ato religioso e os documentos exigidos pelo Código Civil, suprindo eles eventual falta de requisitos no termo da celebração. Está correto o que se afirma APENAS em a. I e II. b. II e III c. III e IV. d. IV e V. e. II e IV. 20) (MPE-PB – Promotor de Justiça Substituto – FCC – 2018) O Ministério Público pode, mediante ação direta, promover a decretação de nulidade de casamento a. por incompetência da autoridade celebrante. b. realizado entre madrasta, que novamente viuvar-se, e seu enteado. c. realizado entre primos. d. do incapaz de consentir ou manifestar de modo inequívoco o consentimento. e. de quem não completou a idade mínima para casar. 21) (TJ-SP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – VUNESP – 2018) Apresentado requerimento de habilitação para o casamento, constatou-se que o nubente contava com dezessete anos de idade, mas tinha sido emancipado, enquanto que a nubente possuía dezessete anos, porém estava sob tutela. Nesse caso hipotético, no que concerne à autorização para contrair matrimônio, deve o Oficial do Cartório de Registro Civil exigir autorização dos genitores da nubente sob tutela ou ato judicial que a supra. a. do tutor da nubente ou ato judicial que a supra. b. dos genitores de ambos os nubentes ou ato judicial que a supra. c. dos genitores do nubente emancipado, bem como de um curador especial nomeado para a nubente sob tutela ou ato judicial que a supra. 22) (TJ-AM – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – ESES – 2018) Sobre o casamento, responda às questões: I. A eficácia da habilitação será de noventa dias, a contar da data em que foi realizado o requerimento. II. O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo. III. Caso a celebração do casamento seja suspensa ante a recusa solene da vontade de um dos contraentes, não é possível a retratação no mesmo dia. Assinale a correta: a. Apenas a assertiva II é verdadeira. b. Todas as assertivas são falsas. c. Apenas as assertivas II e III são verdadeiras. d. Todas as assertivas são verdadeiras. __________________________________________________________________________________________________________ 1)(MP/SE – CESPE/2010) Um casal realizou pacto antenupcial sobre regime de bens. Mais tarde, esse pacto foi declarado nulo por defeito de forma. Nesse caso, vigorará a. o regime obrigatório de separação de bens. b. vigorará o regime da comunhão parcial de bens. os noivos deverão realizar novo pacto antenupcial. c. vigorará o regime da comunhão universal de bens. d. o casamento também será nulo. 2) (IX Procurador do Estado – GO) Assinale a alternativa correta: a. a afinidade na linha reta se extingue com a dissolução do casamento que a originou; b. são parentes em linha reta as pessoas que provêm de um só tronco, sem descenderem uma da outra; c. no regime de separação legal de bens, comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento; d. o casamento celebrado por autoridade incompetente é anulável. 3) (Magistratura/PE – FCC/2011) Sendo o casamento realizado sob o regime da comunhão parcial de bens, entram na comunhão aqueles adquiridos na constância da sociedade conjugal, a. apenas a título oneroso por ambos os cônjuges. b. considerados instrumentos de profissão pertencentes a cada um dos cônjuges. c. pela herança recebida por qualquer dos cônjuges, salvo cláusula testamentária impondo incomunicabilidade. d. por doação a qualquer dos cônjuges. por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior. 4) (Ministério Público/PR – 2011) Arnaldo e Beatriz se casaram em 12 de fevereiro de 2001, pelo regime da comunhão parcial de bens. Do casamento resultou o nascimento de gêmeos, Cesar e Denise, ambos, hoje, com sete anos de idade. Arnaldo e Beatriz decidem dissolver a sociedade e o vínculo conjugal pelo divórcio, ante a insuportabilidade da vida em comum. Por ocasião do divórcio, optam por realizar a partilha dos bens. Diante desses fatos, assinale a alternativa correta: a. a guarda dos filhos do casal será necessariamente compartilhada se os pais não entrarem em acordo sobre o tema. b. caso não cheguem a um acordo sobre o divórcio, somente será possível a Arnaldo e Beatriz obterem a dissolução do vínculo conjugal se estiverem separados de fato há, pelos menos, um ano c. o divórcio do casal poderá ser realizado mediante escritura pública, em que deverá constar, necessariamente, a definição sobre a guarda e a visitação dos filhos, bem como a fixação da prestação alimentar a eles devida. d. integrarão a comunhão e, portanto, deverão ser partilhados entre os divorciandos, os frutos advindos dos bens particulares de cada cônjuge, bem como os bens que em lugar de tais frutos tenham se sub-rogado. e. supondo que seja fixada a guarda compartilhada, as crianças residirão, necessariamente, parte do tempo na residência do pai e parte do tempo na residência da mãe, não havendo necessidade, nesse caso, de fixação de verba alimentar a ser paga por qualquer dos pais. 5) (Ministério Público/SP – 2011) Um cônjuge, casado sob o regime de comunhão parcial de bens e em estado de solvência, firmacontrato de fiança em favor de terceiro, sem a necessária outorga uxória. Pode(m) pedir a decretação de anulabilidade: a. ambos os cônjuges e o afiançado. b. o cônjuge que não firmou o contrato. c. o cônjuge que firmou o contrato. d. o cônjuge que firmou o contrato e o afiançado. e. os credores do cônjuge que firmou o contrato. 6) (VUNESP – Magistratura/RJ – 2012) Assinale a alternativa correta. a. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aquestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares. b. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aquestos, é vedada a convenção da livre disposição dos bens imóveis particulares, permissão concedida em se tratando de regime da separação convencional de bens. c. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final dos aquestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis particulares, hipótese que não dispensa a outorga conjugal. d. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final dos aquestos, é obrigatória a convenção da livre disposição dos bens imóveis particulares, hipótese que não dispensa a outorga conjugal. 7) (MP/MS XXI) Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, qual o regime de bens que vigorará entre os cônjuges? Assinale a resposta CORRETA. a. comunhão parcial; b. separação de bens e total; c. comunhão universal; d. participação final nos aquestos. 8) (MP/MS XXI) Qual o tipo de regime de bens que é admissível a alteração, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros? Assinale a resposta CORRETA. a. comunhão parcial e participação final nos aquestos; b. regime de comunhão universal; c. regime de separação de bens; d. todas as alternativas estão corretas. 9) (Defensoria Pública/SP – 2009) Assinale a alternativa INCORRETA. a. A pessoa casada no regime da comunhão parcial de bens não tem o direito de reivindicar contra parceiro amoroso eventual de seu cônjuge bem que este tenha adquirido com o fruto de patrimônio particular. b. A doação de bem integrante do patrimônio conjugal pelo cônjuge infiel ao seu cúmplice pode ser anulada pelo cônjuge prejudicado até dois anos de dissolvida a sociedade conjugal. c. Os bens adquiridos mediante o esforço conjunto dos concubinos, ainda que um deles seja casado e mantenha vida conjugal, devem ser objetos de partilha. d. O cônjuge prejudicado por doação ou transferência de bens comuns só pode reivindicá--los se não estiver separado de fato há mais de cinco anos. e. Os herdeiros necessários podem, até dois anos de dissolvida a sociedade conjugal, requerer a anulação da doação feita por cônjuge infiel ao seu cúmplice. 10) (182.º Juiz de Direito – TJSP – VUNESP) Com relação aos efeitos patrimoniais do casamento, a. o regime de bens pode ser alterado a qualquer momento, bastando o acordo entre os cônjuges e a autorização judicial. b. no regime da comunhão parcial, o aval, como a fiança, depende da concordância do cônjuge, sob pena de anulabilidade do ato, podendo o juiz supri-la se injustificável a recusa. c. independentemente do regime de bens, a alienação de imóveisnão pode ser realizada por um dos cônjuges sem autorização do outro. d. se um dos cônjuges for incapaz, a alienação dos bens comuns pode ser feita pelo outro, independentemente de autorização judicial. 11) (DPE/TO – CESPE – 2013) Acerca do regime de bens entre cônjuges, assinale a opção correta. a. O regime de comunhão universal implica a comunicação de todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com exceção, entre outras, dos bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar. b. O regime de participação final nos aquestos foi revogado do Código Civil, haja vista que o seu desuso desde a entrada em vigor do referido diploma legal demonstrou que os demais regimes de bens existentes eram suficientes para reger as relações patrimoniais entre os cônjuges. c. No casamento celebrado sob o regime da separação de bens, enquanto não sobrevier a separação ou divórcio, a administração dos bens é conjunta dos consortes, que não poderão aliená-los ou gravá-los de ônus real sem a anuência do outro. d. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; da pessoa maior de sessenta anos e, ainda, de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. e. No regime de comunhão parcial de bens, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal na constância do casamento, denominados bens aquestos, sem qualquer exceção. 12) (MPDFT – 2013) Julgue os itens subsequentes, a respeito do direito de família, sob a ótica do Código Civil e a jurisprudência do STJ: I. A regra de separação obrigatória de bens prevista para casamentos se estende às uniões estáveis e deve ser aplicada em uniões com pessoas maiores de 70 anos. II. O cônjuge casado pelo regime da separação convencional de bens, por meio de pacto antenupcial, não é herdeiro necessário. Por isso, não tem direito à meação, tampouco à concorrência sucessória. III. É admissível a alteração do regime de bens entre os cônjuges, para os casamentos celebrados sob a égide do Código Civil atual, desde que o pedido seja acompanhado de provas concretas do prejuízo na manutenção do regime de bens originário. IV . Ocorre a curatela compartilhada quando for nomeado, por disposição testamentária, mais de um curador a uma pessoa incapaz, devendo, nesse caso, os curadores exercerem conjuntamente o múnus público de forma mais vantajosa para o curatelado. V . O regime de bens aplicável na união estável é o da comunhão parcial, pelo qual há comunicabilidade ou meação dos bens adquiridos a título oneroso na constância da união. No entanto, exige-se, para tanto, prova de que a aquisição decorreu do esforço comum de ambos os companheiros. Estão CORRETOS os itens: a. I e II. b. I, II e III. c. II e III. d. I, III e IV. e. IV e V. 13) (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJPB – IESES/2014) Sobre os regimes de bens no Brasil pode-se afirmar: I. No regime da separação de bens não se comunicam os adquiridos onerosamente na constância do casamento, salvo quando registrados na forma de condomínio. II. Na comunhão universal integram a massa de bens comuns os recebidos em doação ou sucessão ainda que por apenas um dos cônjuges. III. No regime da participação final nos aquestos presumem-se da propriedade do cônjuge devedor os bens móveis. IV . Na comunhão parcial de bens excluem-se da comunhão os frutos e rendimentos dos bens particulares. a. Estão corretas apenas as assertivas I, II e III. b. Estão corretas apenas as assertivas II, III e IV. c. Estão corretas apenas as assertivas I e IV. d. Todas as assertivas estão corretas. 14) (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJPB – IESES/2014) Quanto ao pacto antenupcial, observe as afirmativas abaixo: I. Deve ser feito por escritura pública ou escrito particular e anteceder à celebração do casamento. II. Optando os nubentes pelo regime legal – comunhão parcial de bens –, não se mostra necessária a confecção de pacto antenupcial. III. O regime de bens poderá ser alterado a qualquer tempo na vigência do casamento, mediante a confecção de nova escritura pública. IV . O regime de bens determinado na escritura pública de pacto antenupcial somente se torna oponível a terceiros após registro, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. a. Estão corretas apenas as alternativas II, III e IV. b. Estão corretas apenas as alternativas I, II e IV. c. Estão corretas apenas as alternativas II e IV. d. Estão corretas apenas as alternativas I e III. 15) (Analista Judiciário – Execução de Mandados/TJCE – CESPE/2014) No que diz respeito a direito de família, assinale a opção correta, considerando o dispostono Código Civil. a. O pacto antenupcial, ainda que não seja feito por escritura pública, é valido e mantém sua eficácia quando lhe seguir o casamento. b. É vedado, em qualquer circunstância, o casamento de pessoa com menos de dezesseis anos de idade. c. Independentemente do regime de bens adotado no casamento, nenhum cônjuge poderá alienar ou onerar bens imóveis sem a autorização do outro. d. O casamento válido dissolve-se pela morte de um dos cônjuges, pelo divórcio ou pela nulidade ou anulação do casamento. e. Os salários percebidos pelos cônjuges em contraprestação ao trabalho não se comunicam no regime de comunhão parcial. 16) (Magistratura/TJCE – FCC/2014) Analise as assertivas a seguir I.O pacto antenupcial não terá efeito perante terceiros senão depois de registrado em livro especial pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. II. É inalterável o regime de bens do casamento, ainda que mediante autorização judicial. III. No regime da comunhão universal de bens só não se comunicam aqueles herdados ou recebidos por doação com cláusula de incomunicabilidade. IV . No regime da comunhão parcial de bens não se comunicam as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal. V . No regime de separação de bens, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. Sobre o regime de bens do casamento, é correto o que se afirma APENAS em a. III, IV e V. b. I, III e V. c. I, IV e V. d. I, II e III. e. II, III e IV. 17) (Magistratura/TJPA – VUNESP/2014) Quanto ao regime de comunhão parcial de bens, é correto dizer que são a. incomunicáveis, quando adquiridos na constância do casamento, os frutos dos bens particulares. b. as obrigações provenientes de atos ilícitos em proveito do casal. c. os prêmios de loteria recebidos por um dos cônjuges. d. as benfeitorias em bem particular. e. as quantias pagas pelo Estado ao cônjuge beneficiário de funcionário falecido. 18) (TJSC – FCC – Juiz Substituto – 2015) Analise as seguintes assertivas sobre o regime de bens do casamento. I. No regime da comunhão parcial de bens excluem-se da comunhão os proventos do trabalho pessoal da cada cônjuge. II. No regime da separação de bens, salvo disposição em contrário no pacto antenupcial, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal apenas na proporção dos rendimentos de seu trabalho. III. No regime da comunhão universal de bens, são excluídos da comunhão os bens herdados com a cláusula de inalienabilidade. IV . Nos regimes da comunhão parcial e da comunhão universal de bens, recusando-se um dos cônjuges à outorga para alienação de bem imóvel, cabe ao juiz supri-la, se não houver motivo justo para a recusa. V . Salvo no regime da separação de bens, é nula a fiança concedida por um dos cônjuges sem autorização do outro. É correto o que se afirma APENAS em a. II, IV e V. b. III, IV e V. c. I, II e III. d. II, III e IV. e. I, III e IV. 19) (MPE/SP – MPE/SP – Promotor de Justiça – 2015) Sobre o regime de bens do casamento, assinale a alternativa correta: a. A Código Civil alterou o ordenamento jurídico brasileiro para impor o princípio da imutabilidade absoluta do regime matrimonial de bens. b. É vedada qualquer modificação no regime de bens de casamento celebrado antes da vigência do Código Civil de 2002. c. A alteração do regime de bens na união estável depende de homologação judicial e prévia oitiva do Ministério Público. d. O regime da separação obrigatória de bens do casamento poderá ser alterado pelos nubentes com mais de 70 anos de idade. e. Cessada a causa suspensiva da celebração do casamento, será possível aos cônjuges modificar o regime obrigatório de bens do casamento para o eleito pelo casal. 20) (TJRR – FCC – Juiz Substituto – 2015) Qualquer que seja o regime de bens do casamento, tanto o marido quanto a mulher podem livremente a. reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino, desde que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes, se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos. b. alienar os bens imóveis gravados com cláusula de incomunicabilidade. c. prestar fiança ou aval, desde que o valor por que se obriga não supere o de seus bens particulares. d. comprar a crédito as coisas necessárias à economia doméstica, mas não poderão obter por empréstimo as quantias necessárias para sua aquisição. e. propor ação de usucapião de bem imóvel. 21) (SEFAZ – PI – FCC – Auditor Fiscal da Fazenda Estadual – 2015) No regime da comunhão parcial de bens, a. pode o cônjuge, sem autorização do outro, prestar aval, porém não fiança. b. comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento, ainda que por doação, porém não por sucessão. c. não pode o cônjuge, sem autorização do outro, alienar bens imóveis, ainda que adquiridos antes do casamento. d. comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento, ainda que por doação ou sucessão. e. excluem-se da comunhão os bens adquiridos por fato eventual, a exemplo dos prêmios de loteria. 22) (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) O pacto antenupcial, em essência, é um a. negócio jurídico solene, de eficácia subordinada. b. formal, extrajudicial e imutável. c. jurídico solene, que produz efeitos logo após a ratificação do instrumento pelos cônjuges, devidamente orientados pelo Notário. d. jurídico solene, de eficácia plena, desde sua celebração. 23) (DPE-BA – FCC – Defensor Público – 2016) João, atualmente com 20 anos de idade, foi diagnosticado com esquizofrenia. Em razão desta grave doença mental, João tem delírios constantes e alucinações, e apresenta dificuldades de discernir o que é real e o que é imaginário, mesmo enquanto medicado. Em razão deste quadro, em 2014, logo após completar 18 anos, sofreu processo de interdição, que culminou no reconhecimento de sua incapacidade para a prática de todos os atos da vida civil, sendo-lhe nomeado curador na pessoa de Janice, sua mãe. Entretanto, ele é apaixonado por Tereza e deseja com ela se casar. Afirmou que em sinal de seu amor, quer escolher o regime da comunhão total de bens. Levando em consideração o direito vigente, João a. não poderá contrair matrimônio de forma válida e nem celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens ainda que tenha o consentimento de sua genitora, pois o casamento seria inexistente em razão de vício da vontade. b. poderá contrair matrimônio de forma válida independentemente do consentimento de sua curadora, mas depende da sua assistência para celebrar validamente pacto antenupcial para a escolha do regime de bens. c. poderá contrair matrimônio de forma válida e celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens, independentemente do consentimento de sua curadora. d. não poderá contrair matrimônio de forma válida e nem celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens, ainda que contasse com o consentimento de sua curadora, pois o casamento será nulo de pleno direito por ausência de capacidade. e. poderá contrair matrimônio de forma válida independentemente do consentimento de sua curadora, mas não poderá celebrar validamente pacto antenupcial para a escolha do regime de bens no caso, pois a lei impõe o regime da separação obrigatória à espécie. 24) (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) No que tange ao consentimento entre cônjuges para efeito de se tratar sobre direito real imobiliário, julgue as afirmações seguintes: I. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. II. Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absolutade bens; que seja resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; que seja fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; e que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges. III. Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. IV . É dispensável o consentimento quando se tratar de relacionamento identificado e comprovado como união estável. Está correto apenas o que se afirma em: a. I, II e III. b. II, III e IV. c. I e II. d. III e IV. 25) (MPE-RO /FMP Concursos – Promotor de Justiça Substituto – 2017) De acordo com o Código Civil, no que concerne ao regime de bens entre os cônjuges, assinale a alternativa correta. a. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento da pessoa maior de 60 anos. b. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. c. No regime de comunhão parcial, comunicam-se as pensões, meios-soIdos, montepios e outras rendas semelhantes. d. No regime de comunhão parcial, excluem-se da comunicação os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior. e. No regime de comunhão parcial, excluem-se da comunicação as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge. 26) (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) Em relação aos regimes de bens, responda de acordo com o Código Civil: I. O regime legal supletivo é o da comunhão parcial de bens. II. Os menores de 18 anos que não são emancipados devem casar no regime de separação obrigatória de bens. III. A escolha do regime matrimonial diferente do legal pode ser feita por pacto antenupcial, em documento público ou particular. Assinale a alternativa correta: a. Apenas a assertiva I é verdadeira. b. Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. c. Todas as assertivas são verdadeiras. d. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 27) (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) José casou-se com Maria, adotando o casal regime de comunhão parcial de bens e, já casados, Maria comprou e quitou um veículo. Na constância do casamento, José veio a ser condenado civilmente em danos morais por agressão física a terceira pessoa. A vítima da agressão, na execução da sentença, pediu a penhora de 50% do carro de Maria, já que não encontrou nenhum bem em nome de José para garantir a condenação. É correto afirmar que: a. Como o ato ilícito foi cometido na constância do casamento e da mesma forma a compra do carro, o veículo de Maria pode ter 50% penhorado para satisfazer a dívida de seu marido. b. A penhora deve ser indeferida, já que a obrigação é proveniente de ato ilícito e não foi em proveito do casal. c. A comunhão de bens do casal adquiridos na constância do casamento somente é aplicada para casos que envolvam imóveis, de forma que não pode ser a penhora realizada. d. A penhora pode ser efetuada nos 50% que seria a meação do marido, em razão do regime de casamento e da data da aquisição do bem, já que se trata de obrigação decorrente de sentença judicial e a questão de bens entre marido e mulher não pode prejudicar direito do credor. 28) (TJ-RS – Juiz de Direito Substituto – VUNESP – 2018) Joaquina nasceu com o diagnóstico de síndrome de Down; aos 18 anos, conheceu Raimundo e decidiu casar. Os pais de Joaquina declararam que somente autorizam o casamento se este for celebrado sob o regime da separação convencional de bens, tendo em vista que a família é possuidora de uma grande fortuna e Raimundo é de origem humilde. Joaquina, que tem plena capacidade de comunicação, não aceitou a sugestão dos pais e deseja casar sob o regime legal (comunhão parcial de bens). Assinale a alternativa correta. a. Para que possa casar sob o regime da comunhão parcial de bens, deverá Joaquina ser submetida, mesmo contra sua vontade, ao procedimento de tomada de decisão apoiada. b. Joaquina poderá casar sob o regime de bens que melhor entender, tendo em vista que é dotada de plena capacidade civil. O juiz deverá nomear um curador para que possa analisar as pretensões do noivo em relação a Joaquina e decidir acerca do melhor regime patrimonial para o casal. c. Joaquina é relativamente incapaz e deve ser assistida no ato do casamento que somente pode ser celebrado sob o regime da separação legal. d. Joaquina somente poderá casar se obtiver autorização dos pais que poderá ser suprida pelo juiz, ouvido o Ministério Público. 29(MPE-PI – Analista Ministerial – Área Processual – CESPE – 2018) Julgue o item a seguir acerca de direitos da personalidade, de registros públicos, de obrigações e de bens. Para que tenham efeitos perante terceiros, as convenções antenupciais que disponham sobre regime de bens devem ser registradas pelo oficial do cartório de registro de imóveis do domicílio conjugal. (X) Certo ( ) Errado 30) FGV – 2018 – TJ-SC – Analista Jurídico) Marta e Rodrigo, ambos com 40 anos, pretendem contrair matrimônio. Com esse objetivo, dirigem-se ao cartório de notas e solicitam a elaboração de pacto antenupcial, por meio do qual desejam estipular que apenas os bens adquiridos após cinco anos de casamento sejam comunicados. Quanto aos bens adquiridos antes do referido termo, deverão observar o regime da separação total. Na hipótese, essas disposições: a. são nulas, pois se trata de fraude ao regime legal; b. são válidas, visto ser livre convencionar o regime de bens; c. devem ser interpretadas unicamente como regime de separação de bens; d. podem ser objeto de conversão e adaptadas ao regime da comunhão parcial; e. são válidas, desde que nenhum bem seja adquirido nos primeiros cinco anos. 31) (IESES – 2018 – TJ-CE – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Sobre o regime de bens no casamento, responda as questões: I. As pessoas divorciadas, que ainda não realizaram a partilha dos bens do casamento anterior, estão sujeitas ao regime de separação legal de bens. II. No regime de comunhão universal não se comunicam os bens doados com cláusula de incomunicabilidade, nem os frutos destes bens. III. No regime de separação de bens, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. Assinale a correta: a. Todas as assertivas são verdadeiras. b. Todas as assertivas são falsas. c. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. d. Apenas a assertiva II é verdadeira. 32) (IESES – 2018 – TJ-AM – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção) É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I. De todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. II. Da pessoa maior de 70 (setenta) anos. III. Das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento. IV . De pessoas maiores de dezesseis e menores de dezoito anos, em que os pais não autorizem o casamento. A sequência correta é: a. Apenas as assertivas I e II estão corretas. b. As assertivas I, II, III e IV estão corretas. c. Apenas as assertivas II e IV estão incorretas. d. Apenas a assertiva IV está correta. 33) (MPE-SP – Promotor de Justiça Substituto – MPE-SP – 2017) A legislação brasileira, quanto ao regime de comunhão universal entre cônjuges, determina que a. são incluídos na comunhão universal as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos ou reverterem em proveito comum. b. incluídos na comunhão universal os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento. c. excluídos da comunhão universal todos os bens anteriores ao casamento, pois apenas os bens que forem adquiridos a partir da celebração do casamento se comunicam integralmente. d. excluídos da comunhão universal joiaspessoais e prêmios personalíssimos havidos ou recebidos por um dos cônjuges antes ou durante o casamento. e. excluídos da comunhão universal os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar. 34) (VUNESP – 2018 – PC-SP – Delegado de Polícia) Maria propôs ação de divórcio em face de João e ambos, já divorciados, estão aguardando a homologação da partilha dos bens do casal. Nesse período, Maria conhece José e decidem se casar. Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta. a. Os colaterais de terceiro grau de José, consanguíneos ou afins, podem arguir o fato de que Maria é divorciada e a partilha de bens dela e de João ainda não foi homologada. b. Maria e José podem celebrar o casamento, desde que com o regime de separação obrigatória de bens. c. Se o oficial de registro tiver conhecimento de que a partilha de bens de Maria e João ainda não foi homologada, ele é obrigado a declarar o impedimento. d. Ainda que Maria prove a inexistência de prejuízo de João, o juiz não poderá autorizar o casamento de Maria e José até que a partilha de bens seja homologada. e. Qualquer pessoa relativamente incapaz pode declarar o impedimento do casamento de Maria até o momento da celebração. P/ AV2 (MP/SE – CESPE/2010) Um casal realizou pacto antenupcial sobre regime de bens. Mais tarde, esse pacto foi declarado nulo por defeito de forma. Nesse caso: vigorará o regime obrigatório de separação de bens. vigorará o regime da comunhão parcial de bens. os noivos deverão realizar novo pacto antenupcial. vigorará o regime da comunhão universal de bens. o casamento também será nulo. (IX Procurador do Estado – GO) Assinale a alternativa correta: a afinidade na linha reta se extingue com a dissolução do casamento que a originou; são parentes em linha reta as pessoas que provêm de um só tronco, sem descenderem uma da outra; no regime de separação legal de bens, comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento; o casamento celebrado por autoridade incompetente é anulável. (Magistratura/PE – FCC/2011) Sendo o casamento realizado sob o regime da comunhão parcial de bens, entram na comunhão aqueles adquiridos na constância da sociedade conjugal, apenas a título oneroso por ambos os cônjuges. considerados instrumentos de profissão pertencentes a cada um dos cônjuges. pela herança recebida por qualquer dos cônjuges, salvo cláusula testamentária impondo incomunicabilidade. por doação a qualquer dos cônjuges. por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior. (Ministério Público/PR – 2011) Arnaldo e Beatriz se casaram em 12 de fevereiro de 2001, pelo regime da comunhão parcial de bens. Do casamento resultou o nascimento de gêmeos, Cesar e Denise, ambos, hoje, com sete anos de idade. Arnaldo e Beatriz decidem dissolver a sociedade e o vínculo conjugal pelo divórcio, ante a insuportabilidade da vida em comum. Por ocasião do divórcio, optam por realizar a partilha dos bens. Diante desses fatos, assinale a alternativa correta: a guarda dos filhos do casal será necessariamente compartilhada se os pais não entrarem em acordo sobre o tema. caso não cheguem a um acordo sobre o divórcio, somente será possível a Arnaldo e Beatriz obterem a dissolução do vínculo conjugal se estiverem separados de fato há, pelos menos, um ano. o divórcio do casal poderá ser realizado mediante escritura pública, em que deverá constar, necessariamente, a definição sobre a guarda e a visitação dos filhos, bem como a fixação da prestação alimentar a eles devida. integrarão a comunhão e, portanto, deverão ser partilhados entre os divorciandos, os frutos advindos dos bens particulares de cada cônjuge, bem como os bens que em lugar de tais frutos tenham se sub-rogado. supondo que seja fixada a guarda compartilhada, as crianças residirão, necessariamente, parte do tempo na residência do pai e parte do tempo na residência da mãe, não havendo necessidade, nesse caso, de fixação de verba alimentar a ser paga por qualquer dos pais. (Ministério Público/SP – 2011) Um cônjuge, casado sob o regime de comunhão parcial de bens e em estado de solvência, firma contrato de fiança em favor de terceiro, sem a necessária outorga uxória. Pode(m) pedir a decretação de anulabilidade: ambos os cônjuges e o afiançado. o cônjuge que não firmou o contrato. o cônjuge que firmou o contrato. o cônjuge que firmou o contrato e o afiançado. os credores do cônjuge que firmou o contrato. (VUNESP – Magistratura/RJ – 2012) Assinale a alternativa correta. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aquestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aquestos, é vedada a convenção da livre disposição dos bens imóveis particulares, permissão concedida em se tratando de regime da separação convencional de bens. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final dos aquestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis particulares, hipótese que não dispensa a outorga conjugal. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final dos aquestos, é obrigatória a convenção da livre disposição dos bens imóveis particulares, hipótese que não dispensa a outorga conjugal. (MP/MS XXI) Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, qual o regime de bens que vigorará entre os cônjuges? Assinale a resposta CORRETA. Comunhão parcial; separação de bens e total; comunhão universal; participação final nos aquestos. (MP/MS XXI) Qual o tipo de regime de bens que é admissível a alteração, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros? Assinale a resposta CORRETA. comunhão parcial e participação final nos aquestos; regime de comunhão universal; regime de separação de bens; todas as alternativas estão corretas. (Defensoria Pública/SP – 2009) Assinale a alternativa INCORRETA. A pessoa casada no regime da comunhão parcial de bens não tem o direito de reivindicar contra parceiro amoroso eventual de seu cônjuge bem que este tenha adquirido com o fruto de patrimônio particular. A doação de bem integrante do patrimônio conjugal pelo cônjuge infiel ao seu cúmplice pode ser anulada pelo cônjuge prejudicado até dois anos de dissolvida a sociedade conjugal. Os bens adquiridos mediante o esforço conjunto dos concubinos, ainda que um deles seja casado e mantenha vida conjugal, devem ser objetos de partilha. O cônjuge prejudicado por doação ou transferência de bens comuns só pode reivindicá--los se não estiver separado de fato há mais de cinco anos. Os herdeiros necessários podem, até dois anos de dissolvida a sociedade conjugal, requerer a anulação da doação feita por cônjuge infiel ao seu cúmplice. (182.º Juiz de Direito – TJSP – VUNESP) Com relação aos efeitos patrimoniais do casamento, o regime de bens pode ser alterado a qualquer momento, bastando o acordo entre os cônjuges e a autorização judicial. no regime da comunhão parcial, o aval, como a fiança, depende da concordância do cônjuge, sob pena de anulabilidade do ato, podendo o juiz supri-la se injustificável a recusa. independentemente do regime de bens, a alienação de imóveis não pode ser realizada por um dos cônjuges sem autorização do outro. se um dos cônjuges for incapaz, a alienação dos bens comuns pode ser feita pelo outro, independentemente de autorização judicial. (DPE/TO – CESPE – 2013) Acerca do regime de bens entre cônjuges, assinale a opção correta. O regime de comunhão universal implica a comunicação de todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com exceção, entre outras, dos bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar. O regime de participação final nos aquestos foi revogado do Código Civil, haja vista que o seu desuso desde a entradaem vigor do referido diploma legal demonstrou que os demais regimes de bens existentes eram suficientes para reger as relações patrimoniais entre os cônjuges. No casamento celebrado sob o regime da separação de bens, enquanto não sobrevier a separação ou divórcio, a administração dos bens é conjunta dos consortes, que não poderão aliená-los ou gravá-los de ônus real sem a anuência do outro. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; da pessoa maior de sessenta anos e, ainda, de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. No regime de comunhão parcial de bens, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal na constância do casamento, denominados bens aquestos, sem qualquer exceção. MPDFT – 2013) Julgue os itens subsequentes, a respeito do direito de família, sob a ótica do Código Civil e a jurisprudência do STJ: A regra de separação obrigatória de bens prevista para casamentos se estende às uniões estáveis e deve ser aplicada em uniões com pessoas maiores de 70 anos. O cônjuge casado pelo regime da separação convencional de bens, por meio de pacto antenupcial, não é herdeiro necessário. Por isso, não tem direito à meação, tampouco à concorrência sucessória. É admissível a alteração do regime de bens entre os cônjuges, para os casamentos celebrados sob a égide do Código Civil atual, desde que o pedido seja acompanhado de provas concretas do prejuízo na manutenção do regime de bens originário. Ocorre a curatela compartilhada quando for nomeado, por disposição testamentária, mais de um curador a uma pessoa incapaz, devendo, nesse caso, os curadores exercerem conjuntamente o múnus público de forma mais vantajosa para o curatelado. O regime de bens aplicável na união estável é o da comunhão parcial, pelo qual há comunicabilidade ou meação dos bens adquiridos a título oneroso na constância da união. No entanto, exige-se, para tanto, prova de que a aquisição decorreu do esforço comum de ambos os companheiros. Estão CORRETOS os itens: I e II. I, II e III. II e III. I, III e IV. IV e V. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJPB – IESES/2014) Sobre os regimes de bens no Brasil pode-se afirmar: No regime da separação de bens não se comunicam os adquiridos onerosamente na constância do casamento, salvo quando registrados na forma de condomínio. Na comunhão universal integram a massa de bens comuns os recebidos em doação ou sucessão ainda que por apenas um dos cônjuges.. No regime da participação final nos aquestos presumem-se da propriedade do cônjuge devedor os bens móveis. I Na comunhão parcial de bens excluem-se da comunhão os frutos e rendimentos dos bens particulares Estão corretas apenas as assertivas I, II e III. Estão corretas apenas as assertivas II, III e IV. Estão corretas apenas as assertivas I e IV. Todas as assertivas estão corretas. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJPB – IESES/2014) Quanto ao pacto antenupcial, observe as afirmativas abaixo: Deve ser feito por escritura pública ou escrito particular e anteceder à celebração do casamento. Optando os nubentes pelo regime legal – comunhão parcial de bens –, não se mostra necessária a confecção de pacto antenupcial. O regime de bens poderá ser alterado a qualquer tempo na vigência do casamento, mediante a confecção de nova escritura pública. O regime de bens determinado na escritura pública de pacto antenupcial somente se torna oponível a terceiros após registro, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. Estão corretas apenas as alternativas II, III e IV. Estão corretas apenas as alternativas I, II e IV. Estão corretas apenas as alternativas II e IV. Estão corretas apenas as alternativas I e III. (Analista Judiciário – Execução de Mandados/TJCE – CESPE/2014) No que diz respeito a direito de família, assinale a opção correta, considerando o disposto no Código Civil. O pacto antenupcial, ainda que não seja feito por escritura pública, é valido e mantém sua eficácia quando lhe seguir o casamento. É vedado, em qualquer circunstância, o casamento de pessoa com menos de dezesseis anos de idade. Independentemente do regime de bens adotado no casamento, nenhum cônjuge poderá alienar ou onerar bens imóveis sem a autorização do outro. O casamento válido dissolve-se pela morte de um dos cônjuges, pelo divórcio ou pela nulidade ou anulação do casamento. Os salários percebidos pelos cônjuges em contraprestação ao trabalho não se comunicam no regime de comunhão parcial. (Magistratura/TJCE – FCC/2014) Analise as assertivas a seguir: I.O pacto antenupcial não terá efeito perante terceiros senão depois de registrado em livro especial pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. II. É inalterável o regime de bens do casamento, ainda que mediante autorização judicial. III. No regime da comunhão universal de bens só não se comunicam aqueles herdados ou recebidos por doação com cláusula de incomunicabilidade. IV . No regime da comunhão parcial de bens não se comunicam as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal. V . No regime de separação de bens, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. Sobre o regime de bens do casamento, é correto o que se afirma APENAS em III, IV e V. I, III e V. I, IV e V. I, II e III. II, III e IV. (Magistratura/TJPA – VUNESP/2014) Quanto ao regime de comunhão parcial de bens, é correto dizer que são incomunicáveis, quando adquiridos na constância do casamento, os frutos dos bens particulares. as obrigações provenientes de atos ilícitos em proveito do casal. os prêmios de loteria recebidos por um dos cônjuges. as benfeitorias em bem particular. as quantias pagas pelo Estado ao cônjuge beneficiário de funcionário falecido. (TJSC – FCC – Juiz Substituto – 2015) Analise as seguintes assertivas sobre o regime de bens do casamento. No regime da comunhão parcial de bens excluem-se da comunhão os proventos do trabalho pessoal da cada cônjuge. No regime da separação de bens, salvo disposição em contrário no pacto antenupcial, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal apenas na proporção dos rendimentos de seu trabalho. No regime da comunhão universal de bens, são excluídos da comunhão os bens herdados com a cláusula de inalienabilidade. Nos regimes da comunhão parcial e da comunhão universal de bens, recusando-se um dos cônjuges à outorga para alienação de bem imóvel, cabe ao juiz supri-la, se não houver motivo justo para a recusa. Salvo no regime da separação de bens, é nula a fiança concedida por um dos cônjuges sem autorização do outro. É correto o que se afirma APENAS em II, IV e V. III, IV e V. I, II e III. II, III e IV. I, III e IV. (MPE/SP – MPE/SP – Promotor de Justiça – 2015) Sobre o regime de bens do casamento, assinale a alternativa correta: A Código Civil alterou o ordenamento jurídico brasileiro para impor o princípio da imutabilidade absoluta do regime matrimonial de bens. É vedada qualquer modificação no regime de bens de casamento celebrado antes da vigência do Código Civil de 2002. A alteração do regime de bens na união estável depende de homologação judicial e prévia oitiva do Ministério Público. O regime da separação obrigatória de bens do casamento poderá ser alterado pelos nubentes com mais de 70 anos de idade. Cessada a causa suspensiva da celebração do casamento, será possível aos cônjuges modificar o regime obrigatório de bens do casamento para o eleito pelo casal. (TJRR – FCC – Juiz Substituto – 2015) Qualquer que seja o regime de bens do casamento, tanto o marido quanto a mulher podem livremente reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino, desde que provadoque os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes, se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos. alienar os bens imóveis gravados com cláusula de incomunicabilidade. prestar fiança ou aval, desde que o valor por que se obriga não supere o de seus bens particulares. comprar a crédito as coisas necessárias à economia doméstica, mas não poderão obter por empréstimo as quantias necessárias para sua aquisição. propor ação de usucapião de bem imóvel. (SEFAZ – PI – FCC – Auditor Fiscal da Fazenda Estadual – 2015) No regime da comunhão parcial de bens, pode o cônjuge, sem autorização do outro, prestar aval, porém não fiança. comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento, ainda que por doação, porém não por sucessão. não pode o cônjuge, sem autorização do outro, alienar bens imóveis, ainda que adquiridos antes do casamento. comunicam-se os bens adquiridos na constância do casamento, ainda que por doação ou sucessão. excluem-se da comunhão os bens adquiridos por fato eventual, a exemplo dos prêmios de loteria. (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) O pacto antenupcial, em essência, é um negócio jurídico solene, de eficácia subordinada. formal, extrajudicial e imutável. Jurídico solene, que produz efeitos logo após a ratificação do instrumento pelos cônjuges, devidamente orientados pelo Notário. jurídico solene, de eficácia plena, desde sua celebração. (DPE-BA – FCC – Defensor Público – 2016) João, atualmente com 20 anos de idade, foi diagnosticado com esquizofrenia. Em razão desta grave doença mental, João tem delírios constantes e alucinações, e apresenta dificuldades de discernir o que é real e o que é imaginário, mesmo enquanto medicado. Em razão deste quadro, em 2014, logo após completar 18 anos, sofreu processo de interdição, que culminou no reconhecimento de sua incapacidade para a prática de todos os atos da vida civil, sendo-lhe nomeado curador na pessoa de Janice, sua mãe. Entretanto, ele é apaixonado por Tereza e deseja com ela se casar. Afirmou que em sinal de seu amor, quer escolher o regime da comunhão total de bens. Levando em consideração o direito vigente, João não poderá contrair matrimônio de forma válida e nem celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens ainda que tenha o consentimento de sua genitora, pois o casamento seria inexistente em razão de vício da vontade. poderá contrair matrimônio de forma válida independentemente do consentimento de sua curadora, mas depende da sua assistência para celebrar validamente pacto antenupcial para a escolha do regime de bens. poderá contrair matrimônio de forma válida e celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens, independentemente do consentimento de sua curadora. não poderá contrair matrimônio de forma válida e nem celebrar pacto antenupcial para a escolha do regime de bens, ainda que contasse com o consentimento de sua curadora, pois o casamento será nulo de pleno direito por ausência de capacidade. poderá contrair matrimônio de forma válida independentemente do consentimento de sua curadora, mas não poderá celebrar validamente pacto antenupcial para a escolha do regime de bens no caso, pois a lei impõe o regime da separação obrigatória à espécie. (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) No que tange ao consentimento entre cônjuges para efeito de se tratar sobre direito real imobiliário, julgue as afirmações seguintes: O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens; que seja resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; que seja fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; e que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges. Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. É dispensável o consentimento quando se tratar de relacionamento identificado e comprovado como união estável. Está correto apenas o que se afirma em: I, II e III. II, III e IV. I e II. III e IV (MPE-RO /FMP Concursos – Promotor de Justiça Substituto – 2017) De acordo com o Código Civil, no que concerne ao regime de bens entre os cônjuges, assinale a alternativa correta. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento da pessoa maior de 60 anos. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. No regime de comunhão parcial, comunicam-se as pensões, meios-soIdos, montepios e outras rendas semelhantes. No regime de comunhão parcial, excluem-se da comunicação os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior. No regime de comunhão parcial, excluem-se da comunicação as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge. (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) Em relação aos regimes de bens, responda de acordo com o Código Civil: O regime legal supletivo é o da comunhão parcial de bens. Os menores de 18 anos que não são emancipados devem casar no regime de separação obrigatória de bens. A escolha do regime matrimonial diferente do legal pode ser feita por pacto antenupcial, em documento público ou particular. Assinale a alternativa correta: Apenas a assertiva I é verdadeira. Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) José casou-se com Maria, adotando o casal regime de comunhão parcial de bens e, já casados, Maria comprou e quitou um veículo. Na constância do casamento, José veio a ser condenado civilmente em danos morais por agressão física a terceira pessoa. A vítima da agressão, na execução da sentença, pediu a penhora de 50% do carro de Maria, já que não encontrou nenhum bem em nome de José para garantir a condenação. É correto afirmar que: Como o ato ilícito foi cometido na constância do casamento e da mesma forma a compra do carro, o veículo de Maria pode ter 50% penhorado para satisfazer a dívida de seu marido. A penhora deve ser indeferida, já que a obrigação é proveniente de ato ilícito e não foi em proveito do casal. A comunhão de bens do casal adquiridos na constância do casamento somente é aplicada para casos que envolvam imóveis, de forma que não pode ser a penhora realizada. A penhora pode ser efetuada nos 50% que seria a meação do marido, em razão do regime de casamento e da data da aquisição do bem, já que se trata de obrigação decorrente de sentença judicial e a questão de bens entre marido e mulher não pode prejudicar direito do credor. (TJ-RS – Juiz de Direito Substituto – VUNESP – 2018) Joaquina nasceu com o diagnóstico de síndrome de Down; aos 18 anos, conheceu Raimundo e decidiu casar. Os pais de Joaquina declararam que somente autorizam o casamento se este for celebrado sob o regime da separação convencional de bens, tendo em vista que a família é possuidora de uma grande fortuna e Raimundo é de origem humilde. Joaquina, que tem plena capacidade de comunicação, não aceitou a sugestão dos pais e deseja casar sob o regime legal (comunhão parcial de bens). Assinale a alternativa correta. Para que possa casar sob o regime da comunhão parcial de bens, deverá Joaquina ser submetida, mesmo contra sua vontade, ao procedimento de tomada de decisão apoiada. Joaquina poderá casar sob o regime de bens que melhor entender, tendo em vista que é dotada de plena capacidade civil. O juiz deverá nomearum curador para que possa analisar as pretensões do noivo em relação a Joaquina e decidir acerca do melhor regime patrimonial para o casal. Joaquina é relativamente incapaz e deve ser assistida no ato do casamento que somente pode ser celebrado sob o regime da separação legal. Joaquina somente poderá casar se obtiver autorização dos pais que poderá ser suprida pelo juiz, ouvido o Ministério Público. (MPE-PI – Analista Ministerial – Área Processual – CESPE – 2018) Julgue o item a seguir acerca de direitos da personalidade, de registros públicos, de obrigações e de bens. Para que tenham efeitos perante terceiros, as convenções antenupciais que disponham sobre regime de bens devem ser registradas pelo oficial do cartório de registro de imóveis do domicílio conjugal. ( ) Certo ( ) Errado (FGV – 2018 – TJ-SC – Analista Jurídico) Marta e Rodrigo, ambos com 40 anos, pretendem contrair matrimônio. Com esse objetivo, dirigem-se ao cartório de notas e solicitam a elaboração de pacto antenupcial, por meio do qual desejam estipular que apenas os bens adquiridos após cinco anos de casamento sejam comunicados. Quanto aos bens adquiridos antes do referido termo, deverão observar o regime da separação total. Na hipótese, essas disposições: são nulas, pois se trata de fraude ao regime legal; são válidas, visto ser livre convencionar o regime de bens; devem ser interpretadas unicamente como regime de separação de bens; podem ser objeto de conversão e adaptadas ao regime da comunhão parcial; são válidas, desde que nenhum bem seja adquirido nos primeiros cinco anos. (IESES – 2018 – TJ-CE – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Sobre o regime de bens no casamento, responda as questões: As pessoas divorciadas, que ainda não realizaram a partilha dos bens do casamento anterior, estão sujeitas ao regime de separação legal de bens. II. No regime de comunhão universal não se comunicam os bens doados com cláusula de incomunicabilidade, nem os frutos destes bens. III. No regime de separação de bens, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. Assinale a correta: Todas as assertivas são verdadeiras. Todas as assertivas são falsas. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. Apenas a assertiva II é verdadeira. (IESES – 2018 – TJ-AM – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção) É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: De todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. Da pessoa maior de 70 (setenta) anos. Das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento. De pessoas maiores de dezesseis e menores de dezoito anos, em que os pais não autorizem o casamento. A sequência correta é: Apenas as assertivas I e II estão corretas. As assertivas I, II, III e IV estão corretas. Apenas as assertivas II e IV estão incorretas. Apenas a assertiva IV está correta. (MPE-SP – Promotor de Justiça Substituto – MPE-SP – 2017) A legislação brasileira, quanto ao regime de comunhão universal entre cônjuges, determina que são incluídos na comunhão universal as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos ou reverterem em proveito comum. incluídos na comunhão universal os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento. excluídos da comunhão universal todos os bens anteriores ao casamento, pois apenas os bens que forem adquiridos a partir da celebração do casamento se comunicam integralmente. excluídos da comunhão universal joias pessoais e prêmios personalíssimos havidos ou recebidos por um dos cônjuges antes ou durante o casamento. excluídos da comunhão universal os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar. (VUNESP – 2018 – PC-SP – Delegado de Polícia) Maria propôs ação de divórcio em face de João e ambos, já divorciados, estão aguardando a homologação da partilha dos bens do casal. Nesse período, Maria conhece José e decidem se casar. Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta. Os colaterais de terceiro grau de José, consanguíneos ou afins, podem arguir o fato de que Maria é divorciada e a partilha de bens dela e de João ainda não foi homologada. Maria e José podem celebrar o casamento, desde que com o regime de separação obrigatória de bens. Se o oficial de registro tiver conhecimento de que a partilha de bens de Maria e João ainda não foi homologada, ele é obrigado a declarar o impedimento. Ainda que Maria prove a inexistência de prejuízo de João, o juiz não poderá autorizar o casamento de Maria e José até que a partilha de bens seja homologada. Qualquer pessoa relativamente incapaz pode declarar o impedimento do casamento de Maria até o momento da celebração. (TJSP 171.º) Se os cônjuges divorciados pretenderem restabelecer a união conjugal, poderão fazê-lo por petição conjunta endereçada ao juízo que decretou o divórcio. por petição conjunta endereçada ao juízo do divórcio, desde que não tenham partilhado os bens e permaneçam no mesmo domicílio conjugal. por novo casamento. por novo casamento precedido de alvará judicial. (Defensoria Pública da União – CESPE/2010) No que se refere à disciplina do abuso de direito, julgue o item a seguir. R: A exemplo da responsabilidade civil por ato ilícito em sentido estrito, o dever de reparar decorrente do abuso de direito depende da comprovação de ter o indivíduo agido com culpa ou dolo. (MP/PE – FCC/2008) O divórcio poderá ser requerido pelos ascendentes, descendentes ou irmãos dos cônjuges, ainda que ambos sejam capazes. não poderá ser concedido sem que haja prévia partilha de bens, ainda que móveis de qualquer natureza. poderá ser requerido pelo curador, pelos ascendentes ou pelo irmão se o cônjuge for incapaz para propor a ação. resultante da conversão da separação judicial dos cônjuges será declarado por sentença, da qual deverá constar a causa que o determinou. modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. (DPE/AM – FCC/2013) O divórcio não pode ser concedido sem prévia partilha dos bens. demanda prévia separação judicial, há pelo menos um ano, ou de fato, há pelo menos dois. só pode ser requerido se comprovada culpa de um dos cônjuges. pode dar ensejo à obrigação de prestar alimentos, a qual não se extingue com novo casamento do alimentante. não importa restrição aos direitos e deveres decorrentes do poder familiar, salvo na hipótese de casamento de qualquer dos pais. (Defensoria – Paraná – 2014) Assinale a alternativa correta acerca do Direito de Família. O Código Civil de 2002 afastou a imutabilidade absoluta do regime de bens, permitindo-se a sua alteração mediante autorização judicial, em pedido motivado, por iniciativa de um ou de ambos os cônjuges. Após a inovação introduzida pela Emenda Constitucional 66/2010, não mais subsiste qualquer causa, justificativa ou prazo para o divórcio, que pode ser, a qualquer tempo, pedido judicialmente ou celebrado consensual e extrajudicialmente mediante escritura pública, nos termos legais, sendo imprescindível a assistência de advogado ou Defensor Público. A lei civil, além de definir o que é guarda compartilhada e guarda unilateral, dá preferência a esta última, que será aplicada pelo juiz em favor da mãe, quando não houver acordo entre os pais quanto à guarda do filho. O dever de prestar alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, com preferência aos mais próximos em grau. Na falta destes, a obrigação cabe aos descendentes, guardada a ordem de sucessão, não havendo previsão legal para a imposição desta obrigação aos colaterais, em qualquer grau. A prática de atos de alienação parental ou de qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor pode dar ensejo à aplicação de sanções pelo juiz, previstasna Lei 12.318/2010, das quais são exemplos a advertência e multa ao alienador, a alteração da guarda para guarda compartilhada, ou a sua inversão a suspensão da autoridade parental, e a perda do poder familiar. (Magistratura/TJRJ – VUNESP/2014) Mãe que possui a guarda unilateral de dois filhos, menores de 12 anos, oriundos de casamento anterior, contrai nova união. Tal fato permite que seja alterada a guarda para sua forma compartilhada, a fim de que seja atendido o princípio do melhor interesse. não repercute no direito de a mãe ter os filhos do leito anterior em sua companhia, salvo quando houver comprometimento da sadia formação e do integral desenvolvimento da personalidade destes. permite ao pai das crianças pleitear a guarda unilateral dos filhos, já que não é aconselhável a permanência com a mãe. poderá ser considerado para fins de modificação da guarda para os avós ou para pessoas com as quais a criança ou o adolescente mantenha vínculo afetivo, atendendo ao seu melhor interesse. (MPE/SC – MPE/SC – Promotor de Justiça – 2014) É requisito para a concessão do divórcio a definição quanto à partilha dos bens entre os cônjuges. ( ) Certo ( ) Errado (TJPI – CESPE – Titular de Serviços de Notas e de Registro – 2013) Acerca do divórcio consensual no tabelionato de notas, assinale a opção correta. As escrituras de divórcio consensual são sigilosas. As funções de procurador e advogado das partes podem ser cumuladas por uma mesma pessoa. Por ocasião da lavratura da escritura pública de divórcio consensual, as partes devem partilhar os bens e estabelecer os valores da pensão alimentícia. Quando, na partilha, houver transmissão de propriedade do patrimônio individual de um cônjuge ao outro, deverá ser comprovado o recolhimento do tributo devido sobre a fração transferida. Para a lavratura da escritura pública de divórcio consensual perante o tabelião de notas, é necessário o comparecimento pessoal das partes. (TJRN – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registro – 2012) O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. Em relação ao divórcio, é correto afirmar que: Para concessão do divórcio é necessário a separação prévia. É possível o divórcio sem a partilha dos bens. No divórcio, o cônjuge que acrescentou o sobrenome do outro é obrigado a retirar. Após o divórcio, a pessoa volta ao estado civil de solteiro. Assinale a correta: Estão corretas as assertivas I, III e IV. Estão corretas as assertivas I e III. Apenas a assertiva II está correta. Estão corretas as assertivas I, II e III. (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) O divórcio extingue o casamento e possibilita novo casamento, incondicionalmente. novo casamento, desde que não esteja pendente causa suspensiva. retorno ao estado civil original, como consequência da extinção do vínculo do matrimônio. novo casamento entre as mesmas pessoas, dispensada nova habilitação. (MPE-SC – Promotor de Justiça – 2016) A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos, e, para possibilitar tal supervisão, qualquer dos genitores sempre será parte legítima para solicitar informações e/ ou prestação de contas, objetivas ou subjetivas, em assuntos ou situações que direta ou indiretamente afetem a saúde física e psicológica e a educação de seus filhos. ( ) Certo ( ) Errado (PGE-PR – PUC-PR – Procurador do Estado – 2015) No Direito de Família brasileiro contemporâneo, em que convivem inovação e tradição, pode-se afirmar CORRETAMENTE que: Ante o rechaço da prisão civil do devedor de alimentos em importantes documentos internacionais, como o Pacto de São José da Costa Rica, há uma tendência de amenização desta medida extrema. Isto pode ser constatado pela dilação do prazo de justificativa do devedor de alimentos após sua intimação pessoal para pagamento do débito de 3 (três) para 10 (dez) dias. A Lei 13.058/2014, que alterou o Código Civil para disciplinar a guarda compartilhada dos filhos menores de casais separados, objetiva que o tempo de convivência com os filhos seja dividido de forma equilibrada entre pai e mãe. Isso se alcança através da convivência e moradia alternadas durante os dias da semana, o que inviabiliza a aplicação da guarda compartilhada quando os pais moram em cidades diferentes. Em caso de resultado negativo do exame pericial de paternidade, aquele que pagou alimentos gravídicos por força de decisão judicial tem pretensão de ressarcimento contra a autora da ação porque esta responde objetivamente pelos danos causados ao réu. Um dos genitores, que não possua a guarda do filho menor, pode requerer judicialmente a guarda compartilhada. Se deferida pelo juízo, poderá subsistir o seu dever de pagamento de pensão alimentícia, porque a divisão proporcional dos gastos na criação dos filhos subordina-se à medida das condições financeiras de cada um dos pais. Se houver a revogação da doação de descendente a ascendente por liberalidade tanto do doador quanto do donatário, mediante acordo mútuo das partes, haverá possibilidade de restituição do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos) recolhido. (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2017) Em decorrência da evolução histórica nas relações familiares, o pátrio poder perdeu força e foi substituído pelo poder familiar que constitui um conjunto de direitos e deveres exercidos igualmente pelos pais. Dentre os efeitos do poder familiar, está o da guarda dos filhos menores ou maiores incapazes. Com relação à guarda dos filhos, está correto afirmar: A guarda unilateral é atribuída somente à mãe ou quem a substitua e pode ser requerida ou determinada pelo juiz. A guarda alternada consiste naquela em que há revezamento dos genitores, por períodos determinados e equânimes, na guarda exclusiva da prole e está expressamente previsto em nosso ordenamento jurídico. A guarda compartilhada caracteriza-se pela responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, sobre os filhos menores ou incapazes. A guarda pode ser exercida por terceiro, por determinação judicial, isentando os pais de prestar assistência, uma vez que o poder familiar não continua presente, ainda que tenha ocorrido sua destituição. (MP/MG XLVI) Assinale a alternativa INCORRETA. O pacto antenupcial, feito, obrigatoriamente, por escritura pública, sob pena de nulidade, é um negócio jurídico condicional, podendo adotar-se nele regime de bens diverso do legal. O reconhecimento do filho, embora irrevogável, não implica em proibição de questionamentos em torno da filiação, arguidas em juízo. As despesas com educação, enxoval, casamento e defesa em processo-crime não são colacionáveis pelo herdeiro necessário. Na sucessão entre os colaterais os filhos de irmãos recebem por direito de representação, direito esse que não beneficia os netos do irmão pré-morto. A união estável, entidade familiar prevista na Carta Magna, poderá converter-se em casamento, mediante averbação de pacto antenupcial no Registro Civil. (OAB 2011.2 – FGV) Em relação à união estável, assinale a alternativa correta. Para que fique caracterizada a união estável, é necessário, entre outros requisitos, tempo de convivência mínima de cinco anos, desde que durante esse período a convivência tenha sido pública e duradoura. Quem estiver separado apenas de fato não pode constituir união estável, sendo necessária, antes, a dissolução do anterior vínculo conjugal; nesse caso, haverá simples concubinato. Não há presunção legal de paternidade no caso de filho nascido na constância da união estável. O contrato de união estável é solene, rigorosamente formal e sempre público. (DPE/AM – FCC/2013) A união estável equipara-se, para todos os fins, ao casamento civil, inclusive no que toca à prova. pode ser constituída entre pessoas casadas, desde que separadas judicialmente ou de fato. demanda diversidadede gêneros, de acordo com recente entendimento do Supremo Tribunal Federal. será regida, em seus aspectos patrimoniais, pelo regime da separação obrigatória, salvo disposição contrária em contrato firmado pelos companheiros. se dissolvida, não autoriza os companheiros a pedirem alimentos. (Delegado de Polícia/RJ – FUNCAB – 2013) De acordo com o Código Civil, na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime: da participação final nos aquestos. da comunhão universal. da comunhão parcial de bens. da separação de bens. dotal. (Analista Judiciário/DPE/DF – FGV/2014) Fernanda e Ricardo mantêm uma relação de namoro. Ricardo reside com seus pais e Fernanda mora com sua avó. Acontece que após seis anos de relacionamento, Fernanda engravidou, ficando confirmada a paternidade de Ricardo, mas os dois continuaram com suas residências originais, mantendo o relacionamento nos moldes anteriores à gravidez. É correto afirmar que: em momento algum se configurou uma união estável. após cinco anos de relacionamento, já havia uma união estável na forma da lei. havia uma união estável desde o início do relacionamento, independentemente do tempo em que o casal esteve junto. a união estável se configurou a partir do nascimento da criança. a união estável se configurou a partir do momento em que Fernanda ficou grávida. (Defensor Público/DPE/GO – CS/UFG/2014) A respeito do casamento e da união estável e de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro e a recente jurisprudência dos tribunais superiores pátrios, o Código Civil de 2002 veda expressamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, permitindo, entretanto, e de acordo com a letra da lei, a união estável homoafetiva. o Conselho Nacional de Justiça, por meio de resolução, veda às autoridades competentes a recusa de habilitação, de celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. o casamento é civil e gratuita sua celebração, sendo isento de selos emolumentos e custas de habilitação, o registro e a primeira certidão às pessoas pobres, independentemente de declaração. o casamento nuncupativo poderá ser celebrado na presença de três testemunhas livres de parentesco em linha reta, ou na colateral, até o segundo grau com os nubentes. o casamento celebrado no Brasil prova-se exclusivamente pela certidão do registro civil de pessoas naturais. (TJDFT – CESPE – Juiz de Direito Substituto – 2015) De acordo com a jurisprudência do STJ, assinale a opção correta no que concerne ao instituto da união estável. Diante da inaplicabilidade de analogia com a legislação referente às relações estáveis heteroafetivas, é vedado o reconhecimento post mortem de união homoafetiva. Apesar de não estar previsto no Código Civil, o companheiro supérstite tem o direito real de habitação sobre o imóvel de propriedade do falecido onde o casal residia. É permitida a alienação de bem imóvel adquirido na constância de união estável independentemente da autorização de um dos companheiros. Em uma eventual ação de alimentos que seja posterior à dissolução de união estável homoafetiva, é juridicamente impossível o pedido de alimentos formulado pelo ex-companheiro. Caso um senhor, convivente em união estável, preste fiança sem a outorga uxória de sua companheira, tal fiança será nula. (TJSC – FCC – Juiz de Direito Substituto – 2015) Joaquim, viúvo, é pai de José, que se casara com Amélia. José e Amélia divorciaram-se. Três meses após esse divórcio, Joaquim e Amélia compareceram a um Cartório de Notas, solicitando ao Tabelião que lavrasse uma escritura pública de união estável, escolhendo o regime da comunhão universal de bens. O Tabelião recusou-se a lavrar a escritura, por reputar inválido o ato. A recusa justifica-se, mas poderá ser estabelecida a união estável entre os pretendentes depois de transcorridos trezentos (300) dias do divórcio de Amélia e desde que os bens deixados pelo cônjuge de Joaquim tenham sido inventariados e partilhados. não se justifica, porque não há qualquer impedimento entre os pretendentes à união estável. Justifica-se, porque Joaquim e Amélia não podem estabelecer união estável. só se justifica no tocante à escolha do regime de bens, porque seria obrigatório o regime da separação de bens. Só se justifica no tocante à escolha do regime de bens, porque o único admissível é o da comunhão parcial de bens na união estável. (TJDFT – CESPE – Juiz de Direito Substituto – 2014) A respeito dos institutos da alienação parental e união estável, assinale a opção correta. Por ausência de previsão legal acerca da união homoafetiva, o TJDFT decidiu que a união de pessoas do mesmo sexo deve ser reconhecida como sociedade de fato. A jurisprudência do STJ firmou entendimento de que o casamento válido não impede o reconhecimento da união estável, desde que se comprove a separação de fato ou judicial. O STJ consolidou entendimento de que, por ausência de previsão legal, não se poderá aplicar à união estável o regime obrigatório de separação de bens para as hipóteses em que, no início do relacionamento, os conviventes já contem com mais de sessenta anos de idade. A lei enumera de forma exaustiva os atos que configuram alienação parental. A consequência automática do reconhecimento, pelo julgador, da alienação parental é a alteração da guarda da criança ou adolescente, para fins de preservação da integridade psicológica destes. (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2016) O reconhecimento da união estável como entidade familiar, configurada na convivência pública, contínua e duradoura, pressupõe a inexistência de impedimentos para o casamento e a separação de fato, se a pessoa for casada, não bastando que a união seja constituída com o objetivo de constituição de família. pressupõe tão somente que a união seja constituída com o objetivo de constituição de família, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. independe do estado civil e da situação de fato de seus membros. pressupõe a inexistência de impedimentos e de causas suspensivas do casamento, não bastando que a união seja constituída com o objetivo de constituição de família. (Prefeitura de São Luiz – MA – FCC – Procurador do Município – 2016) Paulo e Ana moram juntos há 10 anos, em convivência estável e como se fossem casados. Ademais, Paulo é separado de fato de Camila, tendo nascido desta união Mauro. Paulo e Ana, durante a profícua união, de comum adquiriram um apartamento no valor de R$ 500.000,00, uma moto no valor de R$ 100.000,00. Destaque-se que ambos contribuíram financeiramente para a aquisição dos bens, unidos seus esforços e patrimônio para tanto, todavia decidiram romper o convívio afetivo por incompatibilidades. Em relação à situação fática exposta, é correto afirmar: Paulo e Ana viveram em união estável, aplicando-se às relações patrimoniais, em regra, o regime de comunhão parcial de bens, devendo isso ser levado em conta para o rompimento e a partilha dos bens. Percebendo que Paulo era separado de fato de Camila, a relação desenvolvida com Ana realmente se dava como concubinato e não, de outro lado, como união estável. Na união estável, aplica-se, às relações patrimoniais, sempre o regime da comunhão parcial de bens. Ressalvando-se contrato escrito entre os companheiros, na união estável, aplica-se às relações patrimoniais, o regime da separação de bens. Já que Paulo era separado de fato de Camila, não se impediria a existência de união estável com Ana, todavia, os bens não serão divididos entre ambos porque na dissolução de união estável não cabe partilha de bens. (DPE-MT – UFMT – Defensor Público – 2016) Quanto à união estável, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) O Código Civil de 2002 não revogou as disposições constantes da Lei n.º 9.278/1996, subsistindo a norma que confere o direito real de habitação ao companheiro sobrevivente diante da omissão doCódigo Civil em disciplinar tal matéria em relação aos conviventes em união estável, consoante o princípio da especialidade. ( ) Na união estável de pessoa maior de setenta anos (art. 1.641, II, do CC/2002), impõe-se o regime da separação obrigatória, sendo vedada a partilha de bens adquiridos na constância da relação, mesmo que comprovado o esforço comum. ( ) A incomunicabilidade do produto dos bens adquiridos anteriormente ao início da união estável (art. 5.º, § 1.º, da Lei n.º 9.278/1996) se estende aos seus frutos, conforme previsão do art. 1.660, V , do Código Civil de 2002. ( ) São incomunicáveis os bens particulares adquiridos anteriormente à união estável ou ao casamento sob o regime de comunhão parcial, ainda que a transcrição no registro imobiliário ocorra na constância da relação. ( ) A companheira ou o companheiro não participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, se concorrer com filhos comuns. Assinale a sequência correta. V, V, V, V, F F, F, F, V, V V, F, F, V, F V, F, F, F, V F, F, V, F, F 13. (MPE-RR – CESPE – Promotor de Justiça Substituto – 2017) Tendo em vista que o surgimento de novos tipos de estruturas familiares demanda do direito civil uma revisão constante do conceito de família, julgue os itens a seguir. I – A guarda compartilhada implica igualdade de tempo de convívio da criança com cada um de seus genitores, a fim de evitar ofensa ao princípio da igualdade. II – O direito de obter, judicialmente, a fixação de pensão alimentícia não prescreve; no entanto, há prazo prescricional para a execução de valores inadimplidos correspondentes ao pagamento da pensão. III – O reconhecimento de união estável homoafetiva acarreta aos seus partícipes os mesmos direitos garantidos aos componentes de união estável heterossexual. IV – Os avós detêm o direito de pleitear a regulamentação de visita aos netos, a qual poderá ser viabilizada desde que observados os interesses da criança ou do adolescente. Assinale a opção correta. Apenas os itens I e II estão certos. Apenas os itens I, III e IV estão certos. Apenas os itens II, III e IV estão certos. Todos os itens estão certos. (TJRJ – CETRO – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2017) Sobre temas relacionados à união estável, ao matrimônio e aos reflexos patrimoniais decorrentes, assinale a alternativa correta. I – A jurisprudência dos tribunais superiores reconhece a relação concubinária não eventual, simultânea ao casamento, independentemente da existência de prova da separação de fato. II – O namoro qualificado havido antes da celebração do matrimônio se confunde com o instituto da união estável com a mera coabitabilidade, não havendo a necessidade de o relacionamento projetar para o futuro o propósito de constituir uma entidade familiar, no entender do STJ. III – As verbas percebidas por um dos cônjuges na constância do matrimônio, sob o regime de comunhão parcial, transmutam-se em bem comum, mesmo que não tenham sido utilizadas na aquisição de qualquer bem móvel ou imóvel. IV – É válida a cláusula que atribui eficácia retroativa ao regime de bens pactuado em escritura pública de reconhecimento de união estável quando de seu rompimento. É correto o que se afirma em: I e II, apenas. III e IV, apenas. III, apenas. IV, apenas. II e III, apenas. (TJPR – CESPE – Juiz Substituto – 2017) Silas e Laura conviveram em regime de união estável a partir de 2005, sem contrato escrito, e tiveram dois filhos, Artur e Bruno. Laura faleceu, e, até então, existia um único bem adquirido durante a convivência dela com Silas. Após o falecimento de Laura, Silas, em 2012, à época com sessenta anos de idade, casou-se com Beatriz, sob o regime da separação de bens. Dessa união não advieram filhos. Transcorridos alguns anos, Silas faleceu e deixou o mesmo bem para inventariança. Então, Artur e Bruno ingressaram em juízo para serem imitidos na posse. Considerando essa situação hipotética à luz do Código Civil, assinale a opção correta. Era obrigatória, para a celebração do casamento entre Silas e Beatriz, a adoção do regime da separação de bens. Aplica-se às relações patrimoniais entre Silas e Laura o regime da comunhão parcial de bens. Na sucessão de Laura, Silas tem direito a metade da herança, respeitada sua meação. Beatriz não terá assegurado seu direito real de habitação em decorrência do regime de bens do casal. (TJ-SP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – VUNESP – 2018) A propósito da conversão da união estável em casamento, assinale a alternativa correta. A união estável poderá converter-se em casamento mediante pedido dos companheiros ao Juiz Corregedor Permanente, independentemente de prévia habilitação para o casamento. Não se admite, para fins de registro, a conversão de união estável em casamento de pessoas do mesmo sexo. O processo de habilitação se desenvolve sob o mesmo rito previsto para o casamento, devendo constar dos editais que se trata de conversão, seguindo-se a lavratura do respectivo assento independentemente de autorização do Juiz Corregedor Permanente, prescindindo o registro da celebração do matrimônio. O assento de conversão da união estável em casamento será lavrado imediatamente após a celebração do matrimônio, com expressa indicação da data do início de seu estabelecimento. (PC-MG – Delegado de Polícia Substituto – FUMARC – 2018) Considere as seguintes afirmativas a respeito do direito de família: A diversidade de sexos entre os companheiros não é requisito essencial para a configuração da união estável. A pessoa casada, mas separada de fato, pode constituir união estável. De acordo com jurisprudência pacificada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, na união estável, na ausência de contrato de convivência, a partilha de bens exige prova do esforço comum. A pessoa divorciada, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha de bens do casal, não pode constituir união estável. Estão CORRETAS apenas as afirmativas: I e II. I, II e III. I, II e IV. II e IV. (DPE-PE – Defensor Público – CESPE – 2018) De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do STJ acerca da união estável e casamento, assinale a opção correta. É possível o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, sendo vedado o casamento civil. A união estável homoafetiva é vedada no ordenamento jurídico brasileiro: união estável consiste de uma relação entre homem e mulher, contínua e duradoura, com o objetivo de constituição de família. Como não se trata de entidade familiar, a relação entre pessoas do mesmo sexo é uma sociedade de fato, inclusive com competência da vara cível, e não da de família, para eventual ajuizamento de ação. A união entre duas pessoas do mesmo sexo é reconhecida como entidade familiar, com convivência pública, contínua, duradoura, com o objetivo de constituição de família, e é de competência da vara de família o ajuizamento de eventual ação a respeito. Diferentemente do instituto do casamento, a companheira ou o companheiro, na vigência da união estável, participará da sucessão do outro apenas quanto aos bens adquiridos onerosamente. (Magistratura/DF – 2011) Dita a lei que o pai e a mãe, enquanto no exercício do poder familiar, são usufrutuários dos bens dos filhos e têm a administração dos bens dos filhos menores sob sua autoridade. A própria lei, entretanto, determina a exclusão do usufruto e da administração, nessa condição, de certos bens. Assim exposto, considere as proposições abaixo e assinale a incorreta: Excluem-se do usufruto e da administração dos pais os bens adquiridos pelo filho havido fora do casamento, antes do reconhecimento. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais os valores auferidos pelo filho maior de dezesseis anos, no exercício de atividade profissional e os bens com tais recursos adquiridos. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais os bens deixados ou doados ao filho, sob a condição de não seremusufruídos, ou administrados, pelos pais. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais os bens que aos filhos couberem na herança, quando os pais, embora casados, se encontrarem separados de fato. (183.º Magistratura/SP – VUNESP) O reconhecimento de filho pode ser revogado, quando feito por testamento. pode ser feito apenas durante a vida do filho. depende do consentimento do filho, quando este for maior. não pode ser impugnado pelo filho, quando este for menor. havido fora do casamento permite que ele resida no lar conjugal, independentemente do consentimento do outro cônjuge. (MP/MG – 2011) São formas de extinção do poder familiar, EXCETO: morte dos pais ou do filho. adoção. maioridade. estabelecimento de união estável ou casamento, quanto aos filhos do relacionamento anterior. (MP/DFT 23.º) Assinale a opção incorreta. Sogra e nora são parentes afins em primeiro grau em linha reta. Os irmãos são parentes entre si em primeiro grau na linha colateral. É direito personalíssimo do marido a iniciativa de contestação da legitimidade dos filhos de sua mulher. Não se transmite aos herdeiros do devedor a obrigação de prestar alimentos, mas os descendentes estão obrigados a prestá-los em caso de impossibilidade ou falta de ascendentes. (MP/DFT 27.º) Acerca das relações de parentesco e da filiação, assinale a alternativa correta. O novo Código Civil manteve o prazo prescricional de cinco anos para o filho impugnar o reconhecimento de filiação e pleitear a alteração do registro de seu nascimento. As relações de parentesco subdividem-se em parentesco por consanguinidade e por afinidade, ou seja, são parentes as pessoas que descendem umas das outras, ou de progenitor comum, bem como aquelas ligadas por afinidade. Parentesco em linha colateral, decorre da descendência de um só tronco comum, sem que exista relação de ascendência e descendência entre os parentes. No parentesco colateral não há limitação do parentesco, conta-se o grau pelo número de gerações existentes entre os dois parentes. O vínculo jurídico de afinidade associa-se apenas ao casamento, não sendo gerado pelo companheirismo. Assim, os parentes de um companheiro não mantêm vínculo de afinidade com o outro companheiro, e da mesma forma os parentes de um companheiro não são afins do outro companheiro. A adoção, mesmo do maior de dezoito anos, será sempre consumada através de sentença constitutiva, obtida através de processo judicial e com intervenção do Ministério Público. (TJSP 178.º) Um só destes enunciados é verdadeiro em face do Estatuto da Criança e do Adolescente. Indique-o. A morte dos adotantes restabelece o poder familiar dos pais naturais. A adoção é irrevogável. A adoção do menor de dezesseis anos prescinde do seu consentimento. É inadmissível o deferimento de adoção a adotante falecido antes da sentença. (20.º PGR/MPF – Procurador da República/2002) Assinale a alternativa certa: A instituição de herdeiro sob condição captatória não invalida a disposição testamentária. O gestor de negócios responde pelo caso fortuito se a gestão for iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do dono do negócio, sendo irrelevante a prova de que o caso fortuito teria sobrevindo ainda que se houvesse abstido. A presunção de que a concepção verificou-se na constância do casamento não é afastada em relação aos filhos havidos a qualquer tempo, em razão de concepção artificial homóloga. Se não for anulado o negócio jurídico em que se verificou dolo de terceiro, este não poderá ser responsabilizado por perdas e danos pela parte ludibriada. (VII Exame de Ordem Unificado – FGV) A respeito da perfilhação é correto dizer que constitui ato formal, de livre vontade, irretratável, incondicional e personalíssimo. se torna perfeita exclusivamente por escritura pública ou instrumento particular. não admite o reconhecimento de filhos já falecidos, quando estes hajam deixado descendentes. em se tratando de filhos maiores, dispensa-se o consentimento destes. (VUNESP/2010 – Analista de Promotoria – 1.ª fase) Em matéria de adoção, levando em conta, especialmente, as modificações introduzidas pela Lei n.º 12.010, de 03 de agosto de 2009, assinale a alternativa correta. Por meio da família extensa ou ampliada intensificam-se os laços de afeto entre adotante e adotado, muito embora a Lei n.º 12.010, de 3 de agosto de 2009, ainda não tenha prestigiado as relações de parentesco estabelecidas entre o adotante e os parentes do adotado. A Lei n.º 12.010, de 3 de agosto de 2009, enfatizou a importância do instituto da adoção, tanto que determinou a obrigatoriedade na preparação psicossocial dos adotantes, incentivando a adoção de irmãos biológicos, além de dificultar o caminho para a adoção internacional. Passou a ser admitida pela Lei n.º 12.010, de 3 de agosto de 2009, a adoção por pessoas do mesmo sexo. A adoção intuito personae e a promovida por escritura pública passam a ser mecanismos úteis para fomentar o instituto, atribuindo maior dignidade e proteção à criança e ao adolescente. A manutenção do pretendente à adoção no seio da família biológica continua sendo prioridade legislativa; sendo inviável essa permanência, porém, deve-se recorrer em primeiro lugar à adoção internacional, vale dizer, àquela na qual a pessoa ou casal postulante é residente ou domiciliado fora do Brasil. (DPE/TO – CESPE/2013) Com base no que dispõe o Código Civil sobre as relações de parentesco, assinale a opção correta. O parentesco por afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável. O parentesco é natural ou civil, conforme resulte de consanguinidade ou da afinidade. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade. O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos colaterais do cônjuge ou companheiro, até o quarto grau. Consideram-se parentes em linha reta as pessoas que estejam umas para com as outras na relação de ascendência, descendência e colateralidade. (Juiz de Direito/TJPR – UFPR – 2013) No que concerne ao poder familiar, assinale a alternativa correta. O pai ou a mãe que estabelecer nova união estável, não perde, quanto aos filhos do relacionamento anterior, os direitos do poder familiar, exercendo-os sem qualquer interferência do novo companheiro. Os pais, quanto à pessoa dos filhos menores, podem recomendar, não porém exigir, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios da sua idade e condição. Durante o casamento ou a união estável, aos pais compete o poder familiar; na falta ou impedimento de um deles, dará o juiz tutor ou curador, conforme o caso. Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto permanecem seus vínculos de dependência econômica. (TJRR – CESPE/2013) Em relação ao direito de família, assinale a opção correta. O casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro, sendo tal regra absoluta, ou seja, em caso de falta ou perda do registro civil, não se admite nenhuma outra espécie de prova. É anulável o casamento contraído por enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento pode ser feito por escritura pública ou por escrito particular, a ser arquivado em cartório. Novo casamento do cônjuge devedor dos alimentos pode extinguir a obrigação alimentar constante da sentença de divórcio. É ineficaz o pacto antenupcial que não for realizado mediante escritura pública. (Analista Judiciário/TJDF – CESPE/2013) Com base no que dispõe o Código Civil sobre o direito de família, julgue o item a seguir. A presunção legal da paternidade não se elide com o adultério da mulher, ainda que confessado. ( ) CERTO. ( ) ERRADO. (Promotor de Justiça/MPE/MT – UFMT/2014) Analise as assertivas considerando os preceitos constantes no Código Civil sobre o Direito de Família. I – São parentes em linha reta, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem descenderem uma da outra.II – São parentes em linha colateral ou transversal as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes. III – Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade. IV – Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável. V – O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. Estão corretas as assertivas: I e III, apenas. II e IV, apenas. III e V, apenas. III, IV e V, apenas. I, II e V, apenas. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJSE – CESPE/2014) Com relação ao direito de família, assinale a opção correta. Na união estável, o regime patrimonial deve obedecer à norma vigente no início da relação afetiva, salvo contrato escrito. A posse do estado de filho constitui modalidade de parentesco civil. As expressões fecundação artificial, concepção artificial e inseminação artificial, utilizadas no Código Civil, devem ser interpretadas extensivamente para abranger as hipóteses de utilização de óvulos doados e de gestação de substituição. De acordo com o Código Civil, não é possível o reconhecimento da validade e eficácia da renúncia do direito a alimento manifestada por ocasião do divórcio (direto ou indireto) ou da dissolução da união estável, visto que tal direito é irrenunciável, conquanto possa não ser exercido pelo credor. Ainda que superada causa suspensiva para a celebração de casamento, não é possível a alteração do regime da separação obrigatória de bens. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJSE – CESPE/2014) A respeito das ações de investigação de paternidade e alimentos, assinale a opção correta com base na jurisprudência dominante do STJ. Transmitem-se aos herdeiros do devedor de alimentos as prestações vencidas e não pagas, na força da herança, extinguindo-se a obrigação alimentar em virtude da morte. O adimplemento da maioridade faz cessar automaticamente a obrigação do genitor de prestar alimentos ao filho. Por tratar de direito personalíssimo, a ação de investigação de paternidade é imprescritível, sendo a sentença de cunho declaratório. O direito próprio e personalíssimo de pleitear a declaração do parentesco não vai além do primeiro grau e, portanto, os netos não podem requerê-la em face do avô, ou dos herdeiros deste. É incabível relativizar a coisa julgada em ação de investigação de paternidade com sentença definitiva, ainda que não tenha sido realizado exame pericial de DNA. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJDF – CESPE/2014) No que se refere ao instituto da adoção, assinale a opção correta. Verificado o óbito do adotante no curso do procedimento de adoção, ainda que manifestada a vontade do adotante, de forma inequívoca, impõe-se a declaração de perda de objeto do pedido. Em se tratando de adoção de maiores de dezoito anos, admite-se o procedimento por ato extrajudicial perante o registro civil de pessoas naturais, com assistência de advogado, ou por meio de sentença constitutiva. A lei veda que tutor com vínculo de parentesco em segundo grau colateral com o tutelado o adote, ainda que prestadas as contas de sua administração. Configura requisito essencial à adoção o prévio estágio de convivência, excetuando-se a hipótese de a criança adotanda encontrar-se sob a guarda de fato dos adotantes. O avô detentor da guarda de neta adolescente tem legitimidade para adotá-la, dispensando--se o estágio de convivência. (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2015) Aponte a alternativa correta: O Ministério Público não intervém nas ações de adoção entre partes maiores e capazes. A adoção de pessoa maior e capaz, firmada na relação socioafetiva entre adotante e adotado, não depende de consentimento dos pais biológicos. No caso de adoção póstuma, o juiz poderá suprir a vontade não manifestada em vida, por procedimento ou documento próprio, pelo pai de criação do adotando maior. Em situações excepcionais, o marido poderá adotar a sua mulher, desde que comprovada em ação judicial a necessidade dessa providência. Na adoção conjunta entre partes maiores e capazes, a lei dispensa a prova do casamento civil ou da união estável dos adotantes. (MPE/BA – Promotor de Justiça Substituto – 2015) Assinale a alternativa INCORRETA acerca das relações de parentesco e adoção, segundo o Código Civil Brasileiro: Os filhos, havidos ou não da relação de casamento ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. A filiação prova-se pela certidão do termo de nascimento no Registro Civil. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito no registro do nascimento, por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em cartório, por testamento, ainda que incidentalmente manifestado, dentre outros. S ó a pessoa maior de 18 (dezoito) anos pode adotar. A adoção dispensa processo judicial. (MPE-SC – Promotor de Justiça – 2016) A sentença que julgar procedente a ação de investigação de paternidade produzirá os mesmos efeitos do reconhecimento, podendo o Juiz ordenar que o filho se crie e eduque fora da companhia do progenitor que contestou essa qualidade. ( ) Certo ( ) Errado (MPDFT – Promotor de Justiça Adjunto – 2015) Quanto à constituição da filiação, segundo disciplina o Código Civil atual, julgue os itens a seguir: I. O filho reconhecido quando maior de idade não pode impugnar o reconhecimento, salvo por vício de consentimento. II. É válido o reconhecimento de filho havido fora do casamento feito por carta informal, sem as formalidades devidas. III. A adoção de maiores de dezoito anos obedece à disciplina própria do Código Civil e não usa regras do Estatuto da Criança e do Adolescente. IV . A autoria da ação negatória de paternidade de filhos havidos na constância do casamento compete aos cônjuges, comprovada a paternidade por exame de DNA. V . Ocorre a presunção da paternidade, em favor do marido, dos filhos havidos por inseminação artificial homóloga, quando vivo o marido. Se falecido, a presunção depende da existência de prévia autorização do marido. A partir do julgamento das afirmações anteriores, escolha a alternativa CORRETA: Estão corretas somente as assertivas I e V. Estão corretas somente as assertivas I e II. Estão corretas somente as assertivas III e IV. Estão corretas somente as assertivas IV e V. Estão corretas todas as assertivas. (TJ-RO – IESES Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) Presumemse do marido de acordo com o Código Civil, os filhos: I. Nascidos 180 dias, pelo menos, após o estabelecimento da sociedade conjugal. II. Havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga. III. Havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido. Assinale a alternativa correta: Apenas a assertiva I é verdadeira. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. Todas as assertivas são verdadeiras. (TJMG – CONSULPLAN – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2017) O reconhecimento de filho é ato personalíssimo. Sobre o tema marque a alternativa correta: O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento poderá ser feito por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em cartório; mas, este reconhecimento não pode preceder o nascimento do filho. O reconhecimento de filho não pode ser revogado, salvo quando feito em testamento. O reconhecimento de filho, sendo irrevogável, independe de consentimento do filho maior. O reconhecimento de filho por pessoa relativamente incapaz independe de assistência de seus pais, tutor ou curador. (IESES – 2018 – TJ-AM – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) A respeito do reconhecimento de filhos, responda: O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou serposterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes. O filho maior pode ser reconhecido independentemente do seu consentimento. III. O reconhecimento não pode ser revogado, exceto quando feito em testamento. Assinale a correta: Apenas a assertiva II é verdadeira. Apenas a assertiva I é verdadeira. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. Todas as assertivas são verdadeiras. (DPE-AP – Defensor Público – FCC – 2018) Um adolescente de 15 anos recebe da mãe a notícia de que aquele que como pai o criara, e assim consta de seu registro de nascimento, falecido no ano anterior, não é seu pai biológico. O pai biológico, a seu turno, embora reconheça o fato, não tem a intenção de se aproximar do adolescente, de modo a provê-lo de suporte emocional e material. Diante do impasse, o adolescente pretende socorrer-se das vias judiciais para ver comprovada e reconhecida formalmente a paternidade biológica, mas gostaria que fosse preservada em seu registro de nascimento a indicação de filiação daquele que como pai o criou. À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria, a pretensão do adolescente é ilegítima, pois, em conformidade com o princípio constitucional da paternidade responsável, a paternidade biológica prevalece sobre a paternidade socioafetiva, para fins de registro, embora não impeça o reconhecimento do vínculo de filiação baseado na socioafetividade, com os efeitos jurídicos próprios desta. legítima, pois, em conformidade com o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, a paternidade socioafetiva prevalece sobre a paternidade biológica, para fins de registro, embora não impeça o reconhecimento do vínculo de filiação baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios desta. legítima, pois, conforme julgamento em sede de repercussão geral, merecem tutela jurídica concomitante, para todos os fins de direito, os vínculos parentais de origem afetiva e biológica, a fim de prover a mais completa e adequada tutela aos sujeitos envolvidos, ante os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável. legítima, pois, em conformidade com súmula vinculante, a paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios desta. ilegítima, pois não é consagrada, no ordenamento brasileiro, a pluriparentalidade, não sendo dado ao Judiciário, ainda que provocado, atuar de modo a permitir que a eleição individual dos objetivos de vida tenha preferência em relação a formulações legais definidoras de modelos destinados a produzir resultados eleitos a priori pelo legislador, em caráter geral. (PUC-PR – 2017 – TJ-MS – Analista Judiciário – Área Fim) Avalie as assertivas relacionadas à investigação de paternidade (Lei 8.560/92) e, depois, assinale a alternativa CORRETA. I. É possível a legitimação e o reconhecimento de filho mediante declaração expressa na ata do casamento. II. Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris et de juri de paternidade. III. O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu consentimento. IV . Julgada procedente a ação de investigação de paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação. V . Sempre que na sentença de primeiro grau se reconhecer a paternidade, nela se fixarão os alimentos provisionais ou definitivos do reconhecido que deles necessite. Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. Apenas as assertivas II, III e V estão corretas. Apenas as assertivas I, IV e V estão corretas. Apenas as assertivas III, IV e V estão corretas. Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. (DPE-AM – Defensor Público – Reaplicação – FCC – 2018) Considerando-se os princípios atuais aplicáveis à família, inclusive sob o prisma constitucional, o casamento homoafetivo é possível, estabelecendo relações obrigacionais mútuas, mas por falta de previsão legal não estabelece relações sucessórias, devendo os cônjuges homoafetivos beneficiarem-se por meio de testamento. à união estável aplicam-se somente as normas do direito civil obrigacional, acrescidas daquelas que amparam a mulher previdenciariamente e no reconhecimento da constituição de patrimônio comum. nada obstante a igualdade jurídica entre homem e mulher, permanece o patriarcalismo, residualmente, na administração do patrimônio material do núcleo familiar. os filhos possuem direitos iguais, independentemente de sua origem, salvo aqueles adotados após a maioridade, em relação a restrições sucessórias, somente. a paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com todas as suas consequências patrimoniais e extrapatrimoniais (MPE-PI – Analista Ministerial – Área Processual – CESPE – 2018) Determinado indivíduo deseja buscar, por via judicial, o reconhecimento de paternidade biológica, embora já possua vínculo de paternidade baseado em relação socioafetiva declarada em registro público. Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente de acordo com o entendimento do STF. A paternidade socioafetiva, por estar declarada em registro público, impede o reconhecimento do vínculo de filiação baseado na origem biológica. ( ) Certo ( ) Errado (DPE-AM – Defensor Público – Reaplicação – FCC – 2018) O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou ato regulamentar por meio do qual institui modelo único de certidão de nascimento a ser adotada pelos ofícios de registro civil das pessoas naturais, estabelecendo procedimento para que se dê o reconhecimento voluntário e a respectiva averbação da paternidade e maternidade socioafetiva perante os oficiais de registro. Seguindo referido procedimento, considere que um filho, em cuja certidão de nascimento não consta o nome do pai, e sua mãe biológica, juntamente com o atual marido, que foi e é o responsável desde o nascimento pela criação do filho, obtêm o reconhecimento da paternidade socioafetiva, sendo lançada a filiação na certidão respectiva. Ocorre que o filho pretende, agora, discutir e ver reconhecida, judicialmente, a paternidade biológica. Nessa hipótese, à vista da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o reconhecimento da paternidade socioafetiva e respectivo lançamento em certidão são nulos, ainda que não seja reconhecida a paternidade biológica, uma vez que baseados em procedimento estabelecido em ato do Conselho Nacional de Justiça, que não possui competência para expedir atos regulamentares em relação aos serviços notariais e de registro. o reconhecimento da paternidade socioafetiva e respectivo lançamento em certidão impedem o reconhecimento simultâneo de paternidade biológica, devendo ser desconstituída aquela, primeiramente, para então se pretender discutir judicialmente a biológica. é admissível a discussão judicial da paternidade biológica, para produção dos efeitos jurídicos próprios, mantendo-se concomitantemente à paternidade socioafetiva, ainda que esta tenha sido declarada em registro público. é admissível a discussão judicial da paternidade biológica, cujo reconhecimento, contudo, provocará a desconstituição do reconhecimento da paternidade socioafetiva, sobre a qual tem precedência. não é admissível a discussão judicial da paternidade biológica, sobre a qual tem precedência a paternidade socioafetiva, reconhecida e lançada em certidão em conformidade com procedimento estabelecido por órgão competente. (Magistratura/PE – FCC/2011) O direito à prestação de alimentos obedece às seguintes regras: I. É recíproco entre pais e filhos e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros; II. Na falta de ascendentes e de descendentes, cabe a obrigação aos irmãos germanos, mas não aos unilaterais, salvo se apenas unilaterais houver; III. Se o parente,que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; IV . Na falta dos ascendentes, cabe a obrigação aos descendentes, independentemente da ordem de sucessão. V . Sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. Estão corretas APENAS: I, II e III. I, III e V. I, IV e V. II, III e IV. III, IV e V. (Juiz de Direito – TJRR 2008) Os alimentos serão devidos se o cônjuge declarado culpado vier a necessitar de alimentos, e não tiver parentes em condições de prestá-los, nem aptidão para o trabalho, pelo outro cônjuge, fixando o juiz o valor indispensável à sobrevivência. somente entre pais e filhos ou entre cônjuges. entre irmãos germanos, mas não entre os unilaterais, nos casos previstos em lei. pelos ascendentes, recaindo a obrigação independentemente do grau de proximidade. sempre na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. (VUNESP/2010 – Analista de Promotoria – 2.ª fase) Na fixação dos alimentos, deve(m)-se considerar as necessidades básicas do alimentando, principalmente quando estiver em idade tenra, independentemente das reais possibilidades do alimentante. o grau de parentesco de quem deve alimentos em primeiro lugar, para que, se este não tiver condições de suportar o encargo, sejam chamados a concorrer os de grau imediato. Que a obrigação de pagar alimentos não se transmite aos herdeiros do devedor. que não é possível os cônjuges ou companheiros pedirem uns aos outros, por não serem parentes entre si. que o novo casamento do cônjuge devedor extingue a obrigação constante da sentença de divórcio. (VUNESP – Magistratura/RJ – 2012) Assinale a alternativa correta no que diz respeito aos alimentos. Os alimentos são prestados ao idoso na forma da lei civil e, em razão da solidariedade, poderá o idoso optar entre os prestadores, a quem demandar ou acionar a todos, e a dívida poderá ser exigida, por inteiro, de um dos coobrigados. Sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. Se, por acaso, algum dos obrigados suportar o encargo, satisfazendo totalmente, o necessitado poderá exigi-lo dos outros, por ter a obrigação alimentar característica da solidariedade e da indivisibilidade. O novo casamento do ex-cônjuge devedor extingue a obrigação constante da sentença de divórcio, assim como com o casamento, a união estável e o concubinato do credor cessa o dever de prestar alimentos. Na falta dos ascendentes, cabe a obrigação alimentar aos descendentes, guardada a ordem de sucessão, e, faltando estes, aos colaterais até 4.º grau, sendo que os mais próximos excluem os mais remotos. (Juiz de Direito/TJSP – VUNESP – 2013) Acerca de alimentos, assinale a alternativa correta. A lei permite que a mulher grávida postule alimentos, que compreendem os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto. O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial perde definitivamente o direito de pleitear alimentos do outro cônjuge, ainda que não lhe reste qualquer outro meio de subsistência. Os alimentos provisórios são aqueles postulados liminarmente, ao passo que os provisionais são aqueles concedidos definitivamente. A obrigação de prestar alimentos é personalíssima, não se transmitindo aos herdeiros do devedor. (DPE/RR – CESPE – 2013) Lucas, com dezoito anos de idade, procurou a DP com o objetivo de receber uma orientação jurídica. Afirmou que, quando possuía quatro anos de idade, seu genitor fora condenado a pagar alimentos mensais em seu favor, fixados em 30% do salário mínimo. No entanto, o alimentante nunca efetuou o pagamento de uma prestação alimentar sequer. Nesses termos, indagou do DP responsável pelo atendimento se poderia cobrar o montante integral em atraso. À luz das disposições civilísticas a respeito dos institutos da prescrição e dos alimentos, assinale a opção correta com referência à situação hipotética acima. De acordo com o Código Civil, a pretensão de cobrança do crédito alimentar prescreve em cinco anos, a partir do vencimento de cada prestação. Assim, Lucas somente poderá cobrar os alimentos que não tenham vencido há mais de cinco anos. Segundo o disposto no Código Civil, prescreve em dois anos a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. Dessa maneira, Lucas somente poderá cobrar os alimentos que não tenham vencido há mais de dois anos. Lucas poderá cobrar todas as prestações alimentares que lhe são devidas, pois a prescrição não corre contra os absolutamente incapazes. Diante de sua natureza de direito personalíssimo, a pretensão de cobrança de crédito alimentar não se sujeita à prescrição. Dessa forma, poderiam ser cobradas todas as prestações alimentícias devidas pelo genitor de Lucas. Lucas somente poderá cobrar os alimentos inadimplidos referentes aos últimos três meses, pois as demais prestações, segundo a jurisprudência do STJ, perderam sua natureza alimentar diante da inércia do credor de alimentos. (MPE/SC – 2013) Julgue o seguinte item: Se o parente que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. ( ) certo ( ) errado (DPE/SC – FEPESE – 2013) Assinale a alternativa correta de acordo com o Código Civil brasileiro. A obrigação de prestar alimentos extingue-se com a morte do devedor. O novo casamento do cônjuge devedor extingue a obrigação de alimentos constante da sentença de divórcio. Para a manutenção dos filhos, os cônjuges separados judicialmente contribuirão na mesma proporção para as suas despesas. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia. (Defensor Público/DPE/PB – FCC – 2014) Silvana tem 4 filhos, Rafael, Joaquim, Manoel e Serafim. Em grave situação financeira, sem saúde para trabalhar e já não possuindo mais ascendentes, pediu que seus filhos a auxiliassem a se manter. No entanto, seus filhos se negaram, afirmando tratar-se de pessoa maior de idade e casada em segundas núpcias com Gabriel, que vive em situação semelhante à dela. Não se conformando, Silvana ajuizou ação contra o filho mais velho, Rafael, que é obrigado a pagar alimentos a Silvana, solidariamente com Joaquim, Manoel e Serafim, os quais não poderão ser chamados a integrar a lide, mas responderão em ação de regresso caso Rafael arque com a totalidade da obrigação. somente será obrigado a pagar alimentos a Silvana se Joaquim, Manoel e Serafim também o fizerem. é obrigado a pagar alimentos a Silvana, na proporção de seus respectivos recursos, podendo chamar Joaquim, Manoel e Serafim a integrar a lide. não é obrigado a pagar alimentos a Silvana, pois o casamento extingue o dever de alimentar. é obrigado a pagar alimentos a Silvana, mesmo que seja privado do necessário a seu sustento, podendo postular perdas e danos contra Joaquim, Manoel e Serafim. (TJSP – VUNESP – Juiz Substituto – 2015) Acerca dos alimentos, é correto afirmar que considerando que se extingue o poder familiar pela maioridade (art. 1.635 do Código Civil), cessa desde logo o dever de prestar alimentos, dispensada decisão judicial a esse respeito.a obrigação alimentar dos ascendentes é subsidiária à obrigação alimentar entre irmãos, germanos ou unilaterais. o débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as prestações que se vencerem no curso do processo. se o cônjuge declarado culpado pela separação judicial vier a necessitar de alimentos e não tiver aptidão para o trabalho, o outro cônjuge será obrigado a assegurá-los, desde que inexistam parentes na condição de prestá-los, limitados ao quantum indispensável à sobrevivência. (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2015) Sobre as pessoas obrigadas a prestar alimentos, é correto afirmar que: o alimentando poderá escolher livremente o parente que deverá prover o seu sustento. somente pessoas que procedem do mesmo tronco ancestral devem alimentos, incluindo-se os afins. na falta dos ascendentes, a obrigação alimentícia cabe aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, na falta destes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais. os tios poderão ser convocados a suprir alimentos em ação proposta pela sobrinha que deles necessitar. os pais consanguíneos do adotado são obrigados a prestar-lhe alimentos, se o adotante não tiver recursos suficientes para tanto. (TJRR – Juiz Substituto – 2015) O direito a alimentos que têm os filhos é renunciável, se tiverem, comprovadamente, recursos financeiros decorrentes de sucessão hereditária. irrenunciável, embora possam não exercê-lo, sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão, compensação ou penhora. irrenunciável, mas pode ser objeto de cessão, para atender a obrigações assumidas com sua educação ou tratamento de saúde. renunciável, quando se tornarem relativamente incapazes, porque a partir dos dezesseis anos lhes é permitido o exercício de trabalho ou profissão. irrenunciável e o respectivo crédito insuscetível de cessão, embora possa ser compensado com suas dívidas ao alimentante (TJGO – Juiz Substituto – 2015) Considere as proposições abaixo, a respeito dos alimentos: I. Cabe em regra ao credor escolher a forma como a prestação alimentícia será paga, se em dinheiro ou in natura. II. Os cônjuges divorciados contribuirão sempre em partes iguais para a manutenção dos filhos. Com o casamento do credor, cessa o dever do ex-cônjuge de pagar alimentos. Está correto o que se afirma em: I, II e III. II, apenas. III, apenas. I, apenas. I e III, apenas. (MPE-GO – Promotor de Justiça Substituto – 2016) Sobre os alimentos, é incorreto afirmar: Presentes os requisitos legais ínsitos à espécie, o direito de obter, judicialmente, o estabelecimento de pensão alimentícia não está sujeito a prazo prescricional. Em se tratando de filho menor, ainda sob o poder familiar do genitor alimentante, fixados judicialmente os alimentos em seu favor, não haverá fluência do prazo prescricional para execução de parcelas vencidas e não pagas. Como os alimentos destinam-se à manutenção do alimentando no tempo presente e futuro, não são exigíveis quanto ao passado. Face a vedação constitucional do uso do salário mínimo como fator de indexação obrigacional, a pensão alimentícia não pode ser fixada pelo juiz com base no salário mínimo, seguindo a orientação da Súmula Vinculante 4 do STF. (DPE-BA – FCC – Defensor Público – 2016) A respeito dos alimentos, é correto afirmar que: por expressa disposição de lei, somente incidem sobre a gratificação natalina e o terço de férias se constar expressamente no título que estipulou o direito aos alimentos. diante do inadimplemento do pai, a obrigação é transmitida imediatamente aos avós. cessam automaticamente com a maioridade do alimentando, salvo determinação judicial expressa em sentido contrário. cessam com o casamento ou a união estável do credor, assim como no caso de o credor portarse de maneira indigna contra o alimentante. a prova do desemprego do devedor de alimentos é suficiente para afastar possibilidade de prisão civil. (DPE-MT – UFMT – Defensor Público – 2016) Considerada a obrigação alimentar no ordenamento jurídico pátrio, analise as assertivas abaixo. É possível a imposição de obrigação alimentar aos parentes por afinidade, em linha reta ou transversal, por expressa previsão legal. Doutrina e jurisprudência avalizam a regra codificada, ratificando a obrigação alimentar em tais casos. Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão. Observadas as suas condições pessoais e sociais, os avós somente serão obrigados a prestar alimentos aos netos em caráter sucessivo, complementar e não solidário, quando os pais destes estiverem impossibilitados de fazê-lo. Os alimentos compensatórios, ou prestação compensatória, não têm por finalidade suprir as necessidades de subsistência do credor, mas corrigir e atenuar grave desiquilíbrio econômico financeiro ou abrupta alteração de padrão de vida. A pensão alimentícia fixada em percentual sobre o salário do alimentante incide sobre o décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. II, III, IV e V, apenas. I, II, III e IV, apenas. II, III e V, apenas. I e IV, apenas. IV e V, apenas. (MPE-SC – Promotor de Justiça – 2016) De acordo com a Lei n. 5.478/68 (Ação de Alimentos), na ação de alimentos, o Juiz ao despachar o pedido fixará desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita. ( ) Certo ( ) Errado (MPE-RS – Promotor de Justiça Substituto – Reaplicação – 2017) Assinale a alternativa INCORRETA quanto à obrigação alimentar. Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação, isso se os alimentos não forem fixados provisoriamente, por meio de tutela antecipada ou em cautelar de alimentos provisionais. Se o alimentando for absolutamente incapaz, contra ele não corre a prescrição. Os alimentos fixados na sentença e vencidos só terão a prescrição iniciada quando o alimentando se tornar relativamente capaz. Todavia, sendo o pai ou a mãe os devedores dos alimentos, a prescrição, de dois anos, só se inicia quando o menor se tornar capaz, salvo se emancipado. Paulo, com 52 anos de idade e necessitando de alimentos para viver, ingressou em juízo buscando alimentos de seus irmãos Maria e Sérgio. Não demandou contra seu outro irmão Marcos. Todavia, a cota de Marcos deve ser distribuída entre os outros dois irmãos. A cota de Sérgio pode ser superior à de Maria, se este dispuser de melhores condições econômicas para suportá-la. Considerando as modalidades de alimentos, cabe ser dito que nem todas ensejam a prisão civil, todavia, somente as três últimas prestações inadimplidas antes da execução e as que por ventura venham a vencer ensejam a decretação de prisão do devedor de alimentos. A cessação da obrigação alimentar no procedimento indigno do credor não se limita unicamente às relações entre cônjuges e companheiros. (MPE-MG – FUNDEP (Gestão de Concursos) – Promotor de Justiça Substituto – 2017) Assinale a alternativa correta: Na disposição gratuita do próprio corpo para depois da morte, com objetivo altruístico, a vontade contrária dos familiares invalida a manifestação, em vida, do doador. É solidária a obrigação alimentar devida ao idoso, que poderá optar pelo prestador. A incapacidade relativa do agente é exceção arguível pela outra parte ou cointeressados para a anulação do negócio jurídico. A fluência do prazo prescricional pode ser obstada por convenção das partes. (Defensoria Pública do Mato Grosso – 2016 – UFMT). Considerada a obrigação alimentar no ordenamento jurídico pátrio, analise as assertivas abaixo. I – É possível a imposição de obrigação alimentar aos parentes por afinidade, em linha reta ou transversal, por expressa previsão legal. Doutrina e jurisprudência avalizam a regra codificada, ratificando a obrigação alimentar em tais casos. II – Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favordo menor até que uma das partes solicite a sua revisão. III – Observadas as suas condições pessoais e sociais, os avós somente serão obrigados a prestar alimentos aos netos em caráter sucessivo, complementar e não solidário, quando os pais destes estiverem impossibilitados de fazê-lo. IV – Os alimentos compensatórios, ou prestação compensatória, não têm por finalidade suprir as necessidades de subsistência do credor, mas corrigir e atenuar grave desiquilíbrio econômico financeiro ou abrupta alteração de padrão de vida. V – A pensão alimentícia fixada em percentual sobre o salário do alimentante incide sobre o décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. Estão corretas as assertivas: II, III, IV e V, apenas. I, II, III e IV, apenas. II, III e V, apenas. I e IV, apenas. IV e V, apenas. (Câmara Legislativa do Distrito Federal – Procurador Legislativo – FCC – 2018) Sentença judicial condenou o Distrito Federal a pagar gratificação a servidor público titular de cargo público, devida desde 2017, incidente sobre o total de sua remuneração. Para fins de determinação do valor devido, a sentença converteu a remuneração do servidor em 5 salários mínimos, ordenando que a vantagem fosse paga sobre essa base de cálculo. Esse mesmo servidor foi réu em ação de alimentos, em que foi proferida sentença condenando-o ao pagamento de pensão alimentícia em 2 salários mínimos a seu filho adolescente. Considerando as normas da Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ambas as decisões estão juridicamente corretas, uma vez que o salário mínimo pode ser utilizado como indexador de vantagem que tenha natureza alimentícia. ambas as decisões estão juridicamente corretas, uma vez que é apenas vedada a utilização do salário mínimo como indexador de obrigações contratuais. ambas as decisões estão juridicamente incorretas, uma vez que é vedada a vinculação do salário mínimo para qualquer fim. somente a vinculação ao salário mínimo imposta pela decisão condenatória no pagamento da gratificação está juridicamente correta, dada sua natureza remuneratória. somente a vinculação ao salário mínimo imposta pela decisão condenatória no pagamento de pensão alimentícia está juridicamente correta, dado que tem por objetivo a preservação da subsistência humana e o resguardo do padrão de vida daquele que a percebe. (TJ-MG – Juiz de Direito Substituto – CONSULPLAN – 2018) Quanto ao direito de família, analise as afirmativas a seguir. I. A guarda compartilhada não exclui a fixação do regime de convivência e não implica ausência do pagamento de pensão alimentícia. II. Qualquer descendente possui legitimidade, por direito próprio, para propor o reconhecimento do vínculo de parentesco em face dos avós ou de qualquer ascendente de grau superior, ainda que o pai não tenha iniciado a ação de prova da filiação em vida. III. A obrigação alimentar dos avós tem natureza subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total de seu cumprimento pelos pais. IV . O cancelamento do pagamento de pensão alimentícia a filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios autos. Estão corretas as afirmativas: I, II, III e IV. I, II e III, apenas. I, II e IV, apenas. II, III e IV, apenas. (FCC – 2018 – TRT – 2ª REGIÃO (SP) – Analista Judiciário – Área Judiciária) Em sede de ação de alimentos ajuizada pelos filhos em face do pai, a pensão alimentícia respectiva é fixada em 3 salários mínimos para cada um, por decisão de primeira, confirmada em segunda instância. Por discordar da fixação do valor de modo atrelado ao salário-mínimo, o pai deixa de efetuar o pagamento, por meses consecutivos, o que enseja o requerimento e consequente decretação de prisão pelo inadimplemento de obrigação alimentícia. Nesse caso, à luz dos elementos fornecidos e consideradas a disciplina constitucional e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pertinentes, a fixação da pensão alimentícia deu-se de modo irregular, uma vez que a Constituição veda expressamente a vinculação do salário-mínimo para qualquer fim, embora seja lícita a decretação da prisão pelo inadimplemento de obrigação alimentar, por se tratar de hipótese de prisão civil expressamente admitida pela Constituição. tanto a fixação da pensão alimentícia quanto a decretação da prisão pelo respectivo inadimplemento são legítimas, não havendo que se falar em coação à liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. a fixação da pensão alimentícia deu-se de modo irregular, uma vez que a Constituição veda expressamente a vinculação do salário-mínimo para qualquer fim, razão pela qual é justificada a recusa ao pagamento e, consequentemente, ilícita a decretação da prisão pelo inadimplemento de obrigação alimentar, cabendo ao pai impetrar habeas corpus em face da decisão que a determinou. apenas a decretação da prisão pelo inadimplemento da obrigação alimentícia é ilegítima, pois, apesar de ser hipótese de prisão civil admitida expressamente pelo texto constitucional, é considerada ilícita, pelo Supremo Tribunal Federal, em virtude de tratado internacional em matéria de direitos humanos do qual a República Federativa do Brasil é signatária, cabendo ao pai impetrar habeas corpus em face da decisão que a determinou. apenas a decretação da prisão pelo inadimplemento da obrigação alimentícia é ilegítima, pois, apesar de ser hipótese de prisão civil admitida expressamente pelo texto constitucional, é considerada ilícita, conforme súmula vinculante editada pelo Supremo Tribunal Federal, cabendo ao pai ajuizar reclamação perante aquela Corte pelo seu descumprimento (MPE-AL – Analista do Ministério Público – Área Jurídica – FGV – 2018) Shirley e Henrique, universitários, os dois com 19 anos, tiveram uma filha, fruto de um rápido namoro. Após o nascimento de Kátia, Shirley estabeleceu união estável com sua amiga de infância Carla, próspera e jovem empresária, com quem reside junto com sua filha. Shirley , embora trabalhe, não aufere renda suficiente para o sustento de Kátia, que não recebe qualquer contribuição de Henrique, visto que desempregado. Inconformada por não contar com Henrique na divisão das despesas de Kátia, Shirley resolve propor ação de alimentos em face dos avós paternos da criança, já que não conta com a ajuda de seus falecidos pais. Quanto ao pedido de alimentos, assinale a afirmativa correta. Procede a cobrança, uma vez que os avós são responsáveis subsidiários. Deve ser acolhido, pois os avós são solidários com Henrique na dívida alimentar. Não deve ser acolhido, uma vez que os avós não são os pais de Kátia. Não tem cabimento, pois Carla deverá auxiliar nas despesas de Kátia. Pode ser acolhido, desde que os alimentos sejam proporcionais ao auxílio prestado por Carla. (FCC – 2018 – DPE-AM – Defensor Público – Reaplicação) Em relação a alimentos, com o nascimento com vida da criança, os alimentos gravídicos concedidos à gestante serão convertidos automaticamente em pensão alimentícia em favor do recém-nascido, com mudança, assim, da titularidade dos alimentos, sem que, para tanto, seja necessário pronunciamento judicial ou pedido expresso da parte. uma vez tendo o alimentante sido preso pelo inadimplemento das prestações alimentícias, estará isento de nova prisão por inadimplemento futuro, nesse caso sendo possível apenas penhora em bens de que seja proprietário ou possuidor. o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, inclusive. o inadimplemento de prestações alimentícias que justifica a prisão civil do alimentante é o que se refere aos últimos seis meses vencidos, em razão da finalidade do crédito, de resguardo à sobrevivência do alimentando. ao completar 18 anos, pode o alimentante deixar de pagar automaticamente os alimentos, haja vista a maioridade atingida pelo alimentando, a quem caberá a prova da permanênciada necessidade à pensão. (TJ-CE – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – IESES – 2018) Sobre alimentos, responda: I. Com relação ao credor cessa o direito a alimentos, se tiver procedimento indigno em relação ao devedor. II. Com o casamento, a união estável ou o concubinato do credor, cessa o dever de prestar alimentos. III. Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia. Assinale a correta: Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas a assertiva II é verdadeira. Apenas a assertiva I é verdadeira. Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. (MPE-MS – Promotor de Justiça Substituto – MPE-MS – 2018) Assinale a alternativa incorreta. A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais. O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de alimentos em proveito de criança ou adolescente, independentemente do exercício do poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca. Parentes colaterais são legitimados ativos para a ação de anulação de adoção proposta após o falecimento do adotante, em virtude da inconstitucionalidade do art. 1.790 do Código Civil declarada pelo Supremo Tribunal Federal. Se, no curso da ação de adoção conjunta, um dos cônjuges desistir do pedido e outro vier a falecer sem ter manifestado inequívoca intenção de adotar unilateralmente, não poderá ser deferido ao interessado falecido o pedido de adoção unilateral post mortem. Ante o abandono do adotando pelo pai biológico e o estabelecimento de relação paterno-filial (vínculo afetivo) entre adotante e adotando, a adoção de pessoa maior de idade não pode ser refutada sem apresentação de justa causa por parte do pai biológico. (TJSP – 2004/2005 – Exame oral) É possível transação de alimentos? Resposta: Não. Os alimentos, por envolverem direitos da personalidade, são intransacionáveis, eis que a transação somente pode dizer respeito a direitos patrimoniais puros (art. 841 do CC). Cabe somente a revisão dos alimentos, determinada pelo juiz, havendo ação específica para tanto. (MP/MG XLVI) Assinale a alternativa INCORRETA. A lei não condiciona o divórcio à prévia partilha de bens na separação, podendo aquela ser exercida em ação ordinária, específica para esse fim. A instituição do bem de família, feito pelo pai a favor de filho solteiro, visa protegê-lo de infortúnios no casamento e previne a perda do bem doado. O mandatário responde pelo excesso das obrigações assumidas em dissonância com os poderes conferidos, mas ao mandante pertencem todas as vantagens auferidas pelo mandatário. A nulidade absoluta do negócio pode ser alegada pelo MP, visando resguardar o interesse público, do menor ou de incapaz. O testamento particular, escrito pelo testador no cativeiro, sem testemunhas, pode ser validado pelo juiz, a seu critério. (Magistratura/DF – 2011) Bem de família obrigatório ou legal é aquele que resulta diretamente da lei, de ordem pública, que tornou impenhorável o imóvel residencial, próprio do casal, ou da entidade familiar, daí por que não poderá ser objeto de penhora por dívida de natureza civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, salvo nas hipóteses expressamente previstas nos artigos 2.º e 3.º, I a VII, da Lei n.º 8.009, de 29 de março de 1990. Assim, considere as proposições abaixo, assinalando a incorreta: ao solteiro, não obstante resida e ocupe o imóvel sozinho, aplica-se esta mesma regra; ao viúvo, ao contrário, não se aplica tal regra, máxime quando seus descendentes hajam constituído outras famílias; é entendimento assente que a Lei n.º 8.009/1990 tem aplicabilidade mesmo nos casos em que a penhora for anterior à sua vigência; todos os residentes do imóvel, sujeitos do bem de família, portanto beneficiários da regra da impenhorabilidade, têm em seu favor esse direito, ou seja, a lei confere-lhes o poder de não ver constrita a casa onde moram. (Magistratura/AC – CESPE/2012) No que se refere ao enfrentamento jurisprudencial do bem de família, assinale a opção correta. A vaga de garagem com matrícula própria no registro de imóveis constitui bem de família para efeito de penhora. O terreno não edificado não caracteriza bem de família, pois não serve à moradia familiar. É inconstitucional a penhora de bem de família do fiador em contrato de locação. Não faz jus aos benefícios da lei que regulamenta o bem de família o devedor que não resida no único imóvel que lhe pertença, só utilizando o valor obtido com a locação desse bem para complementar a renda familiar. A execução de dívida oriunda de pensão alimentícia não pode ensejar a penhorabilidade do bem de família. (TRE/MS – CESPE/2013) Em relação ao direito de família, assinale a opção correta. Em razão do caráter personalíssimo, o direito a alimentos é insuscetível de cessão mas admitese a compensação. Se o imóvel residencial for o único bem da família e estiver locado, não perderá o atributo da impenhorabilidade, desde que a renda auferida seja destinada à moradia e subsistência do núcleo familiar. Quando feito em testamento, o reconhecimento de filho pode ser revogado. A declaração de nulidade do casamento possui efeitos ex nunc, produzindo efeitos a partir da data da sentença que a pronunciar. O concubinato e a união estável são institutos jurídicos que se equivalem. (Juiz de Direito/TJSP – VUNESP – 2013) No que concerne ao bem de família, assinale a resposta correta consoante a Lei n.º 8.009 e a jurisprudência do STJ. A vaga de garagem, ainda que possua matrícula própria no registro de imóveis, constitui bem de família para efeito de penhora. O conceito de impenhorabilidade do bem de família abrange as benfeitorias de qualquer natureza, equipamentos, inclusive veículos de transporte, móveis que guarnecem a casa e obras de arte. O conceito de impenhorabilidade do bem de família não abrange o imóvel pertencente a pessoas solteiras, viúvas e separadas. É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJPI – CESPE/2013) Assinale a opção correta a respeito do bem de família. Por ostentar natureza protetiva da entidade familiar, a legislação atinente ao bem de família é suscetível de interpretação extensiva. O STJ admite a constrição sobre bem de família dado em hipoteca como garantia de dívida contraída por terceiro. O bem de família no qual resida a entidade familiar pode ter sua indisponibilidade decretada em ação de improbidade administrativa. O fato de a entidade familiar não utilizar o único imóvel como residência o descaracteriza automaticamente como bem de família. A impenhorabilidade do bem de família será oponível ainda que o empréstimo que tenha dado origem à penhora tenha sido revertido em proveito da entidade familiar. (Promotor de Justiça/MPE/PR – 2014) Não é súmula do Superior Tribunal de Justiça: A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel. O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. O conceito de impenhorabilidade do bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas. A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis constitui bem de família para efeito de penhora. (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registro – 2012)Sobre o bem de família, pode-se afirmar que: É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. O bem de família, instituído por força da lei, torna-se impenhorável, inclusive, por dívidas trabalhistas incidentes sobre o imóvel. O bem de família, instituído por escritura pública, torna-se impenhorável em qualquer hipótese, exceto por dívida tributária. Apenas admite-se a impenhorabilidade de bem imóvel. (TRT-SE – FCC – Juiz do Trabalho – 2012) Sobre o bem de família, é INCORRETO afirmar: Salvo disposição em contrário do ato de instituição, sua administração compete a ambos os cônjuges, resolvendo o juiz em caso de divergência. É isento de execução por dívidas posteriores à sua instituição, salvo as que provierem de tributos relativos ao prédio, ou de despesas de condomínio. Quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro, constitui-se pelo registro de seu Título no Registro de Imóveis. Não poderá abranger valores mobiliários. Poderá ser instituído por terceiro por testamento ou doação, dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada. (MPE/MG – Promotor de Justiça – 2012) Quanto ao bem de família, é INCORRETO afirmar que: o bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural, com suas pertenças e acessórios, destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar, e poderá abranger valores mobiliários, cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. o bem de família, quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro, constitui-se pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído, poderá o juiz, a requerimento dos interessados, extingui-lo ou autorizar a sub-rogação dos bens que o constituem em outros, ouvidos o instituidor e o Ministério Público. a dissolução da sociedade conjugal pelo divórcio extingue o bem de família. (TJPA – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 2016) O bem de família convencional: Não é requisito essencial para a instituição a condição de titular de domínio, com título aquisitivo devidamente registrado. Não se exige que o bem esteja a salvo de ônus e gravames. Diante da nova dimensão do conceito de entidade familiar, pode ser instituído pelos cônjuges, pelo separado judicialmente ou de fato, pelo viúvo ou por solteiro. É possível a constituição por condômino, qualquer que seja a modalidade de condomínio. (TJAM – CESPE – Juiz Substituto – 2016) A respeito do direito de família, assinale a opção correta. Dos nubentes que optam pelo regime de comunhão universal de bens não se exige a formulação de pacto antenupcial, ato solene lavrado por escritura pública. É considerado bem de família, insuscetível de penhora, o único imóvel residencial do devedor no qual resida seu familiar, ainda que ele, proprietário, não habite no imóvel. O fato de um casal de namorados projetar constituir família no futuro caracteriza a união estável se houver coabitação. O casamento putativo não será reconhecido de ofício pelo juiz. Se não houver transação em sentido contrário, as verbas indenizatórias integram a base de cálculo da pensão alimentícia. (TJSP – VUNESP – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2016) A instituição do bem de família sobre um terço do patrimônio líquido, por ato de vontade, nos moldes do Código Civil, deverá ser formalizada necessariamente por escritura pública, levada a registro no Registro de Imóveis. afasta as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecidas em lei especial. produz efeitos temporalmente ilimitados, salvo se novo título for levado ao Registro, modificando o conteúdo anterior. terá forma solene e dependerá do registro do título no Registro de Imóveis para sua constituição. (IESES – 2018 – TJ-CE – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Sobre a instituição do bem de família, responda as questões: I. O terceiro poderá instituir bem de família por testamento ou doação, dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada. II. Dissolvida a sociedade conjugal pela morte de um dos cônjuges, o sobrevivente poderá pedir a extinção do bem de família, se for o único bem do casal. III. Extingue-se, igualmente, o bem de família com a morte de ambos os cônjuges e a maioridade dos filhos, desde que não sujeitos a curatela. Assinale a correta: Apenas a assertiva II é verdadeira. Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. Todas as assertivas são verdadeiras. Todas as assertivas são falsas. (STJ – Analista Judiciário – Judiciária – CESPE – 2018) Em relação ao direito de família e ao direito das sucessões, julgue o item subsequente. O bem de família é constituído voluntariamente e visa proteger o ente familiar, de maneira que, se dissolvida a sociedade conjugal, fica extinto o bem de família. ( ) Certo ( ) Errado (CFO-DF – Quadrix – Procurador Jurídico – 2017) Julgue o item subsecutivo com base em conhecimentos relativos ao direito civil. Apesar das disposições legais sobre a impenhorabilidade do bem de família, o STJ enunciou que é válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação. ( ) Certo ( ) Errado (Magistratura Rondônia – PUC/PR – 2011) Assinale a única alternativa CORRETA. no regime da comunhão parcial entram na comunhão as obrigações provenientes de atos ilícitos, quando reverterem em proveito do casal, e os sub-rogados. podem os pais, independentemente de autorização judicial, alienar imóveis dos filhos menores quando demonstrada necessidade ou evidente interesse da prole. para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata a Lei 8.009/1990, se o casal é possuidor de vários imóveis utilizados como residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, ainda que outro tenha sido registrado, para esse fim, no Registro de Imóveis. em regra, a tutela cede lugar à curatela quando o tutelado cai sob poder familiar ou atinge a maioridade. os tutores são obrigados a prestar contas da sua administração ainda que os pais dos tutelados tenham disposto em contrário. (Delegado de Polícia/GO – UEG – 2013) Em relação aos institutos da Tutela e da Curatela, o Código Civil dispõe o seguinte: em se tratando do falecimento dos pais, restando apenas herdeiros menores de 12 anos, de acordo com o Código Civil, estes menores incapazes serão postos em curatela, pois ainda não possuem discernimento necessário para conviver em sociedade. os bens do menor serão entregues aos cuidados do tutor mediante termo especificado deles e seus valores, ainda que os pais o tenham dispensado. se os bens do menor constituírem valor considerável, o juiz, em prol do interesse do hipossuficiente, deverá dirimir o exercício da tutela à prestação de caução regular e indispensável, mesmo tratando-se de tutor com reconhecida idoneidade. as regras a respeito do exercício da tutela aplicam-se ao da curatela, pois são institutos que se complementam de forma interdisciplinar, tratando-se de incapazes ou relativamente capazes. (MPE-AC – FMP-RS – 2013) Com base no disposto no Código Civil acerca da tutela e da curatela, assinale a alternativa correta. Os filhos menores são postos em tutela em caso de os pais decaírem do poder familiar. Podem escusar-se da tutela as mulheres maiores de 55 anos, desde que casadas. Os bens do menor serão entregues ao tutor mediante termo especificado deles e seus valores, salvo se os pais os tenham dispensado. O tutor pode dispor dos bens do menor a título gratuito, desde que o faça mediante prévia autorização judicial. Dar-se-á curador ao nascituro, sempre que o pai falecer, estando grávida a mulher. (Promotor de Justiça/MPE/AC – CESPE/2014) Assinale a opção correta a respeito da tutela.Aquele que, não sendo parente do menor, seja nomeado, por sentença, tutor, é obrigado a aceitar a tutela, sob pena de crime de desobediência, ainda que haja parentes idôneos, consanguíneos ou afins, em condições de exercê-la. Os tutores são obrigados a prestar contas de sua administração, podendo ser dispensados desse dever pelos pais do tutelado, em testamento, ou pelo juiz, por decisão judicial. O tutor poderá delegar a outra pessoa, física ou jurídica, o exercício total da tutela. Se o patrimônio do menor for de valor considerável, poderá o juiz condicionar o exercício da tutela à prestação de caução bastante ou dispensá-la, se for o tutor de reconhecida idoneidade. A tutela testamentária é válida ainda que o nomeante, no momento de sua morte, não tenha pleno exercício do poder familiar. (MPE/GO – MPE/GO – Promotor de Justiça Substituto – 2014) Assinale a alternativa correta: A interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera administração. A cessação da condição de tutelado somente ocorre com a maioridade, já que o tutor não poderá emancipar o menor. Os imóveis pertencentes aos menores sob tutela ou aos interditados somente podem ser vendidos quando houver manifesta vantagem, prescindível de autorização do juiz quando avaliados por três avaliadores oficiais e registrados os documentos no Cartório de Registro de Imóveis. Com a autorização judicial, poderá o tutor adquirir por si, ou por interposta pessoa, mediante contrato particular, bens móveis ou imóveis pertencentes ao menor. (MPE/SC – MPE/SC – Promotor de Justiça – 2014) O Código Civil ao tratar do exercício da curatela determina que a interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera administração. Também estipula que quando o curador for o cônjuge e o regime de bens do casamento for de comunhão universal, não será obrigado à prestação de contas, salvo determinação judicial. ( ) Certo. ( ) Errado. (TRF – 4.ª Região – Juiz Federal Substituto – 2016) Assinale a alternativa correta. A respeito da capacidade civil, levando em conta a Lei n.º 13.146/2015: O direito ao recebimento de atendimento prioritário da pessoa com deficiência não abrange a tramitação processual e os procedimentos judiciais em que for parte ou interessada. A pessoa com deficiência – assim entendida aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas – é considerada capaz para casar-se e constituir união estável, exercer direitos sexuais e reprodutivos e conservar sua fertilidade, mas não para exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Contudo, a incapacidade cessará, para os menores, dentre outras hipóteses legalmente elencadas, pelo desempenho de funções inerentes a cargo público comissionado ou de provimento efetivo. Qualquer pessoa com mais de dezesseis anos pode casar, independentemente de autorização de seus pais e representantes legais. A curatela de pessoas com deficiência afetará tão somente os atos relacionados aos direitos de natureza patrimonial e negocial, isto é, sua definição não alcança o direito ao próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao voto. (DPE-SC – FCC – Defensor Público Substituto – 2017) Sobre tutela, curatela e tomada de decisão apoiada, é correto afirmar: caso algum ascendente do menor se recuse a exercer a sua tutela, o juiz sempre poderá nomeálo com ou sem a sua anuência. o tutor pode, com autorização judicial, dispor de bens do menor a título gratuito. a curatela é instituto social de proteção dos absolutamente incapazes para a prática de atos da vida civil. a tomada de decisão apoiada pode ser requerida pela pessoa com deficiência ou por qualquer das pessoas legitimadas para promover a interdição. Para que o apoiador seja desligado a seu pedido do processo de tomada de decisão apoiada, é imprescindível a manifestação judicial sobre o pedido. (TJRO – IESES – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção – 2017) Tutela é o encargo atribuído pela Justiça a um adulto capaz, para que proteja, zele, guarde, oriente, responsabilize-se e administre os bens de crianças e adolescentes cujos pais são falecidos ou estejam ausentes até que completem 18 anos de idade. A este respeito é correto afirmar: O direito de nomear tutor compete a qualquer um dos pais, separadamente. Aos irmãos órfãos dar-se-ão tantos tutores quanto bastarem. É anulável a nomeação de tutor pelo pai ou pela mãe que, ao tempo de sua morte, não tinha o poder familiar. As crianças e os adolescentes cujos pais forem desconhecidos, falecidos ou que tiverem sido suspensos ou destituídos do poder familiar terão tutores nomeados pelo Juiz ou serão incluídos em programa de colocação familiar. (MPE-MG – FUNDEP (Gestão de Concursos) – Promotor de Justiça Substituto – 2017) Assinale a alternativa correta: Em caso de necessidade, a pessoa capaz, com deficiência, pode sujeitar-se à curatela relativamente aos atos patrimoniais e negociais. A prestação de contas das fundações ao Ministério Público poderá ser suprida pelo juiz, a requerimento do interessado. A confissão feita pelo representante obriga necessariamente o representado. A contestação da paternidade fundada em erro é privativa do pai registral. (ITJ-AM – Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – ESES – 2018) A respeito da curatela, responda: I. Não corre prescrição entre curatelados e seus curadores, durante a curatela. II. Há impedimento matrimonial entre o tutor e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa curatelada, enquanto não cessar a curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas. III. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens do casamento for de comunhão universal, não será obrigado à prestação de contas, salvo determinação judicial. Assinale a correta: Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. Apenas a assertiva II é verdadeira. Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. (MPE-SP – Promotor de Justiça Substituto – MPE-SP – 2017) Com relação à capacidade para o exercício da tutela, a legislação civil brasileira estabelece que não poderão ser tutoras, ou serão da tutela exoneradas, algumas pessoas que estejam ou que venham a estar em determinadas situações consideradas impeditivas para o exercício de tal atribuição. Para qual grupo de pessoas a seguir haveria a possibilidade de exercício de tutela? Pessoas que não sejam probas. Pessoas exercendo função pública incompatível com a administração da tutela. Pessoas que não tenham a livre administração de seus bens. Pessoas sob investigação em inquérito policial. Pessoas que estejam constituídas em obrigação para com o menor. (TJ-PE – Analista Judiciário – Função Judiciária – BFC – 2017) Sobre os institutos da tutela e da curatela, assinale a alternativa que contém a resposta incorreta: A tutela se verifica quando da decadência do poder familiar. Na falta de tutor legítimo, o juiz nomeará um tutor idôneo residente no domicílio do menor. Aos irmãos órfãos serão estabelecidos mais de um tutor Os ébrios habituais e os viciados em tóxico estão sujeitos a curatela. A autoridade do curador estende-se à pessoa e aos bens dos filhos do curatelado. TARTUCE, Flávio.