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Súmula 724 STJ. Ainda quando alugado a terceiros, 
permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer 
das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da Constituição, 
desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades 
essenciais de tais entidades. 
 
Maçonaria - A imunidade tributária conferida pelo art. 150, 
VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não 
se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa 
qualquer religião. IV - Recurso extraordinário parcialmente 
conhecido, e desprovido na parte conhecida. (RE 562351, 
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, 
julgado em 04/09/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-245 
DIVULG 13-12-2012 PUBLIC 14-12-2012) 
 
Contribuinte de direito: “A imunidade prevista no art. 150, 
VI, c, do Diploma Maior, a impedir a instituição de impostos 
sobre patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais 
dos trabalhadores, das instituições de educação e de 
assistência social, sem fins lucrativos, está umbilicalmente 
ligada ao contribuinte de direito, não abarcando o 
contribuinte de fato.” (RE 491.574-AgR, rel. min. Marco 
Aurélio, julgamento em 21-8-2012, Primeira Turma, DJE de 
6-9-2012.) 
 
Ensino de línguas: “O ensino de línguas estrangeiras 
caracteriza-se como atividade educacional para aplicação da 
imunidade tributária (art. 150, VI, c, da Constituição). A 
distinção relevante para fins de aplicação da imunidade 
tributária é o conceito de ‘atividade assistencial’, isto é, a 
intensidade e a abrangência da prestação gratuita ou 
altamente subsidiada do ensino da língua inglesa a quem 
necessitar.” (RMS 24.283-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim 
Barbosa, julgamento em 21-9-2010, Segunda Turma, DJE de 
8-10-2010.) 
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Colônia de férias: "Sindicato. Colônia de férias. Inexistência 
de imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às 
finalidades essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: 
descabimento." (RE 245.093-AgR, Rel. Min. Sepúlveda 
Pertence, julgamento em 14-11-2006, Primeira Turma, DJ de 
7-12-2006.) 
 
c) Vedação dos entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio, 
renda ou serviços relacionados com as finalidades essenciais dos 
partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais 
dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência, 
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei (art. 14 do CTN): 
requisitos descriminados pelo art. 14 do CTN: a) não distribuam 
qualquer parcela de seu patrimônio ou de sua rendas, a titulo de lucro 
ou participação no seu resultado; b) apliquem integralmente, no pais, 
os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais .c) 
mantenham escrituração de sua receitas e despesas em livros e 
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
 
A imunidade também vai ser aplicada quando o imóvel funciona 
como escritório ou residência para membros da instituição de 
educação ou de assistência social (RE-221395 / SP - Julgamento: 
08/02/2000) 
 
A imunidade também vai alcançar as entidades, como SESC, SENAC, 
SESI, etc (RE-116188 / SP - Julgamento: 20/02/1990). 
 
A cobrança de estacionamento no interior da propriedade das 
entidades imunes, não desmitifica a imunidade.( RE-144900 / SP - 
Julgamento: 22/04/1997) 
 
Previdência: Súmula 730 STF: “A imunidade tributária conferida a 
instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, 
c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de 
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previdência social privada se não houver contribuição dos 
beneficiários.” 
 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. 
Segundo Roque Antonio Carrazza, a alusão ao papel da imprensa 
possui uma explicação histórica: “O governo, durante o Estado Novo, 
impedia que os jornais de oposição recebessem papel de imprensa. 
Esta pratica arbitraria teria inspirado o Constituinte de 1946 a proibir 
que as pessoas políticas tributassem, por via de imposto, o papel 
destinado exclusivamente à impressão de jornais, periódicos e livros”. 
 
O STF entende que essa imunidade pode ser estendida a filmes e ao 
papel fotográfico, utilizados na impressão de livros, jornais e 
periódicos, mas não para os equipamentos e outros insumos 
utilizados (Súmula 657 STF) 
 
As listas telefônicas são também imunes (RE-101441 / RS) 
 
Até mesmo álbum de figurinhas e apostilas foram considerados 
imunes (RE 221239/SP 
 
A publicação de anúncios e publicidade em jornais é imune ao 
imposto sobre serviços de qualquer natureza (RE 91662/SP) 
 
***Livro eletrônico: O STF definiu que a imunidade de que trata o art. 
150, VI, d, da Constituição, portanto, alcança o livro digital (e-book). 
TESE DA REPERCUSSÃO GERAL. Em relação ao tema nº 593 da Gestão 
por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, foi 
aprovada a seguinte tese: “A imunidade tributária constante do art. 
150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos 
suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.” (RE 330817, 
Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 
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08/03/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - 
MÉRITO DJe-195 DIVULG 30-08-2017 PUBLIC 31-08-2017) 
 
e) Incentivo musical 
 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
... 
VI - instituir impostos sobre: 
... 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil 
contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros 
e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como 
os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo 
na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. 
(Incluída pela Emenda Constitucional nº 75, de 15.10.2013) 
 
f) ouro como ativo financeiro e cambial – (ICMS 153 § 5º CF, 155 §2º. 
X, c, CF) 
 
g) imóveis rurais pequenos e os destinados a reforma agrária (art. 
153 § 4º CF) 
 
h) ITBI: não incide sobre a transmissão de bens ou direitos 
incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de 
capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de 
fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, 
nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra 
e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou 
arrendamento mercantil; (art. 156, § 2º I CF) 
 
 
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7.2 - Princípios Constitucionais Tributários 
 
Legalidade: 
Garante que nenhum tributo será instituído, nem aumentado, a não ser 
através de lei; 
 
CF/88 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; 
 
Entende-se que o art. 97 do Código Tributário Nacional é exaustivo na 
enumeração das matérias reservadas ao tratamento por lei: 
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos 
artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
 III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, 
ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito 
passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, 
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias 
a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. 
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base