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FACULDADE DE EDUCAÇÃO ACRIANA EUCLIDES DA CUNHA – INEC INSTITUTO DE PESQUISA E DE ESTUDOS DAS CULTURAS AMAZÔNICAS – ENVIRA CÉLIA QUEIROZ DA ROCHA A EDUCAÇÃO ESPECIAL E SEUS DESAFIOS ASSIS BRASIL-AC 2019 CÉLIA QUEIROZ DA ROCHA A EDUCAÇÃO ESPECIAL E SEUS DESAFIOS Artigo Científico apresentado para obtenção do título de Especialista em (Educação Especial e inclusiva), do programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação Acriana Euclides da Cunha. ASSIS BRASIL-AC 2019 ROCHA, Célia Queiroz Da. EDUCAÇÃO ESPECIAL E SEUS DESAFIOS. 2019. 18 laudas. Artigo. Pós Graduação em Educação Especial e Inclusiva. Faculdade de Educação Acriana Euclides da Cunha, Assis Brasil-Ac, 2019. RESUMO Este artigo pretende refletir sobre Educação Especial, considerando que a integração aconteça no ambiente escolar com um modelo educacional referendado por políticas públicas, no entanto sabemos que esta sendo implantado vagarosamente e ainda distante da realidade escolar. A reflexão é no sentido de pensar nas mudanças necessárias para a acessibilidade desses alunos. Abordando, entre outros aspectos, a necessidade pensar a prática pedagógica como elemento fundamental e na capacitação profissional para melhor atender priorizando a disponibilidade em buscar novas formas de fazer considerando a diversidade e necessidades especiais educacionais dos alunos e as suas características individuais. Palavras-Chave: Educação Especial, Politicas Públicas, Prática Pedagógica. ABSTRACT This article intends to reflect on Special Education, considering that the integration happens in the school environment with an educational model endorsed by public policies, however we know that it is being implanted slowly and still distant from the school reality. The reflection is in the sense of thinking about the changes necessary for the accessibility of these students. It addresses, among other aspects, the need to think of pedagogical practice as a fundamental element and professional qualification to better attend, prioritizing the availability of new ways of doing considering the diversity and special educational needs of students and their individual characteristics. Keywords: Special Education, Public Policies, Pedagogical Practice. . SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 5 2 HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL 6 3 EDUCAÇÃO ESPECIAL UMA MODALIDADE DE ENSINO 7 3.1 Atendimento Especializado 9 4 DIREITOS ASSEGURADOS 10 5 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – AEE 12 5.1 Professores De Sala De Recursos E AEE 13 5.2 A Escola e o Professor diante de Alunos Especiais 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS 17 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 18 1 INTRODUÇÃO A Educação Especial no Brasil tem sido vista como um desafio para a nova geração de profissionais da educação, assim como para os profissionais que já atuam na área, que pretendem tornar a inclusão algo efetivo e com bons resultados. Apesar disso, no atual contexto educacional, predomina a falta de informação sobre as principais dificuldades dos alunos com necessidades educacionais especiais, a ausência de suporte pedagógico apropriado para acolhê-los adequadamente, além da precária adaptação do espaço físico. O princípio de “inclusão” encontrado em diversas instituições de ensino brasileiras ainda é considerado deficitário, difuso e muitas vezes incoerente com a proposta adequada. Visando esclarecer alguns aspectos relevantes da Educação Especial, este artigo pretende abordar os princípios fundamentais da Educação Especial. A escola que inclui é aquela que além de oferecer o acesso das crianças portadoras de necessidades especiais e de outras pessoas que de alguma forma sofrem algum preconceito, é também aquela que garante a permanência e o sucesso dos alunos. Justifica-se este trabalho, pois muito se fala em incluir e desenvolver a aprendizagem dos alunos com necessidades especiais nas escolas. Porem é visto que os desafios para que isso realmente ocorra são grandes. O objetivo geral é Refletir sobre os desafios da educação especial para o professor para os alunos tendo em vista o processo de ensino-aprendizagem e desenvolvimento. E como Objetivos Específicos: Analisar a educação especial e seus contextos. Observar o professor diante dessa problemática. Compreender os termos legais. Este artigo discorre teoricamente sobre o tema A educação especial e a metodologia utilizada é bibliográfica a linha de pesquisa é educação especial e inclusão. Os principais autores que pesquisados que debatem o assunto são: Sassaki, Perrenoud, Mazzotta, Mittler, Dentre outros citados no artigo. 2 HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL No Brasil, a primeira escola especial foi criada em 1854, o Imperial Instituto de Meninos Cegos, no Rio de Janeiro e, em 1857, o Instituto Imperial de Educação de Surdos, também no Rio de Janeiro. Sob uma influência europeia, eles propagaram o modelo de escola residencial para todo o País. Na segunda metade do século XIX e início do século vinte, as escolas especiais proliferaram por toda Europa e Estados Unidos. A educação especial surgiu sob o enfoque médico e clínico, com o método de ensino para crianças com deficiência mental, criado pela médica italiana Maria Montessori, no início do século XX. O método Montessori, inspirado na rotina diária e na ação funcional, fundamenta-se na estimulação sensório-perceptiva e autoaprendizagem. Emprega rico e variado material didático como: blocos, cubos e barras em madeira, objetos variados e coloridos, material de encaixe e seriação, letras grandes em lixa e outros. O método Montessori foi mundialmente difundido e até hoje é utilizado, inclusive no Brasil, na educação pré-escolar de crianças sem qualquer deficiência. Já em meados do século XX surgem ás associações de pais de pessoas com deficiência física e mental na Europa e Estados Unidos. No Brasil, são criadas a Pestalozzi e as APAES, destinadas à implantação de programas de reabilitação e educação especial. A Declaração dos Direitos Humanos (1948) vem assegurar o direito de todos à educação pública, gratuita. Essas ideias, reforçadas pelo movimento mundial de integração de pessoas com deficiência, defendiam oportunidades educacionais e sociais iguais para todos, contribuindo fortemente para a criação dos serviços de educação especial e classes especiais em escolas públicas no Brasil. Surge, dessa forma, uma a política nacional de educação, ancorada na Lei Nº 4.024/61 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), com a recomendação de integrar, no sistema geral de ensino, a educação de excepcionais, como eram chamadas na época as pessoas com deficiências. Em 1972 foi constituído pelo Ministério de Educação e Cultura – MEC o Grupo-Tarefa de Educação Especial e juntamente com o especialista James Gallagher, que veio ao Brasil a convite desse Grupo, foi apresentada a primeira proposta de estruturação da educação especial brasileira, tendo sido criado um órgão central para geri-la, sediado no próprio Ministério e denominado Centro Nacional de Educação Especial - CENESP. Esse Centro, hoje, é a Secretaria de Educação Especial - SEESP, que manteve basicamente as mesmas competências e estrutura organizacional de seu antecessor, no MEC. A política educacional brasileira na década de 80 teve como meta a democratização mediante a expansão do ensino com oportunidade de acesso das minorias à escola pública. A educação de crianças com deficiências na escola comum ganhou força com o movimento nacional de defesa dos direitos das pessoas com deficiências que pregava igualdade e justiça social. Fato que contribui ainda mais para que a formação escolar e a vida social das crianças e jovens com deficiência aconteçam em um mundo à parte. A Constituição Brasileira de 1988, no Capítulo III, Da Educação, da Cultura e do Desporto, Artigo 205 prescreve: "A educação é direito de todos e dever do Estado e da família". Em seu Artigo 208, prevê: “o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimentoeducacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino". A educação especial ao longo de seu percurso histórico vem lidando com a educação e aperfeiçoamento de indivíduos que não se beneficiaram dos métodos e procedimentos usados pela educação regular. Sendo assim, é necessário antes de tudo, tornar reais os requisitos para que a escola seja verdadeiramente inclusiva, e não excludente. 3 EDUCAÇÃO ESPECIAL UMA MODALIDADE DE ENSINO Em junho de 1994, na Espanha, uma Assembleia Geral discutiu a Educação Especial, visando estabelecer Procedimentos-Padrões das Nações Unidas para a Equalização de Oportunidades para Pessoas Portadoras de Deficiências, sendo que, desta assembleia, resultou a Declaração de Salamanca, que aborda os Princípios, Política e Prática em Educação Especial que é reconhecida mundialmente como um documento importante para o debate sobre a inclusão. Com relação às modalidades de atendimento, a Declaração de Salamanca, em suas Orientações para ações em níveis regionais e internacionais, posiciona-se favoravelmente aos princípios de educação inclusiva em classes regulares, apontando seus benefícios sociais: Educação inclusiva é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas. O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveriam constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos infrequentes onde fique claramente demonstrado que a educação na classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar da criança ou de outras crianças (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, p.5). A relação construída entre as crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas realmente auxilia de forma positiva para o desenvolvimento de ambos, pois incentivam a colaboração, a cooperação e a solidariedade, atitudes fundamentais para a uma vida harmoniosa em sociedade. Desta forma, a inclusão pode se estender da escola para a comunidade. A Educação Especial é o ramo da Educação que se ocupa do atendimento e da educação de pessoas com (NE) necessidades especiais, e preferencialmente em escolas regulares, ou em ambientes especializados tais como escolas para surdos, escolas para cegos ou escolas para atender pessoas com deficiência mental. Dependendo do país, a educação especial é feita fora do sistema regular de ensino. Não é o caso do Brasil, que tem uma Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e que inclui outros tipos de alunos, além dos que apresentam deficiências. A educação especial faculta meios técnicos e humanos de modo a compensar as dificuldades e necessidades ou (deficiências) de que sofrem os alunos. Desta forma, os estudantes podem completar o processo de aprendizagem num ambiente e a um ritmo que vão ao encontro das suas capacidades. O ensino especial tem sido alvo de criticas por não promover o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças. Por outro lado, a escola direcionada para a educação especial conta com materiais, equipamentos e professores especializados. O sistema regular de ensino precisa ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva. Como está proposto na Declaração de Salamanca e no Relatório Delors, cabe à escola em si resolver as desigualdades, evidencia-se também que as dificuldades e deficiências são da própria criança, na medida em que não situa a produção da aprendizagem das crianças no jogo das contradições sociais (ANDREOZZI, 2006). Para a autora, a maneira como se apresenta a proposta da educação inclusiva confirma o fracasso da educação escolar na modernidade, pois ao se propor como educação inclusiva, está suposta a exclusão que a educação escolar vem produzindo na modernidade. Em outras palavras, o que justifica o discurso da educação inclusiva é o fato de que a educação na modernidade não incluiu socialmente todos os sujeitos, conforme os ideais da Revolução Francesa. 3.1 ATENDIMENTO ESPECIALIZADO Apoio pedagógico especializado: Atendimento educacional especializado, realizado preferencialmente na rede regular de ensino, ou, extraordinariamente, em centros especializados para viabilizar o acesso e permanência, com qualidade, dos alunos com necessidades educacionais especiais na escola. Constitui-se de atividades e recursos como: Ensino e interpretação de Libras, sistema Braille, comunicação alternativa, tecnologias assistidas, educação física adaptada, enriquecimento e aprofundamento curricular, oficinas pedagógicas, entre outros. Atendimento pedagógico domiciliar: Alternativa de atendimento educacional especializado, ministrado a alunos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes, em razão de tratamento de saúde, que implique permanência prolongada em domicílio e impossibilite-os de frequentar a escola. Classe hospitalar: Alternativa de atendimento educacional especializado, ministrado a alunos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes, em razão de tratamento de saúde, que implique prolongada internação hospitalar e impossibilite-os de frequentar a escola. Estimulação precoce: Atendimento educacional especializado a crianças com necessidades educacionais especiais do nascimento até os três anos de idade, caracterizado pelo emprego de estratégias de estimulação para o desenvolvimento físico, sensório-perceptivo, motor, sócio afetivo, cognitivo e da linguagem. 4 DIREITOS ASSEGURADOS A inclusão de pessoas com deficiência na sociedade não requer apenas acessibilidade de locomoção. Requer, também, aceitação social e a garantia de que ela ocorra. A criança, ao ser diagnosticado com qualquer tipo de deficiência, seja ela intelectual física ou auditiva, tem direitos semelhantes às demais. Além disso, o cuidado especial destinado a ela, principalmente no que diz respeito à educação, é um dever do Estado e um direito previsto em lei. Art. 2º Ao Poder Público e seus órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao amparo a infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. Lei nº 7.853 - de 24 de outubro de 1989 - DOU de 25/10/89: Para garantir a assimilação de conceitos, a criança que possui necessidades especiais terá direito de participar do desenvolvimento de atividades tanto na Educação Regular, quanto em Escolas de Educação Especial. A escolha do tipo de educação a ela destinada é de responsabilidade dos responsáveis legais e deve ser pautada a partir da filosofia que a Instituição de Ensino deseja desenvolver. A educação, portanto, mais do que assegurar a aprendizagem daquele que a utiliza, é uma forma de garantir a integração e aceitação social, sendo o primeiro passo para que a sociedade reconheça seus direitos e seu papel como cidadão. Alunos com necessidades educacionais especiais seriam, conforme a Resolução CNE/CEB N°2 de 11 de setembro de 2001 estabelece em seu artigo 5º, aqueles que apresentam durante o processo educacional: I - dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares [...] II - dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis; III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que o leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. (BRASIL, 2001, p. 70) Esse atendimento deve ser ofertado no turno oposto ao do ensino regular, quer na própria escola em que o aluno estuda, em outra escola do ensino regular ou em instituição comunitária, confessional ou filantrópicasem fins lucrativos [05]. Todavia, nos termos do art. 208, III, da Constituição Federal, deve ser feito, preferencialmente, na rede regular de ensino. E também o AEE deve contar com professor específico, atuando conjuntamente com os demais professores do ensino regular. Já no caso dos alunos surdos, deve haver, obrigatoriamente, intérprete de libras nas salas de aula para tradução simultânea do conteúdo repassado. Baptista (2003) enfatiza que a inclusão escolar seria a transformação da escola para receber o aluno, ou seja, a escola deve se adaptar as necessidades do aluno e não o contrário. O autor fala que esta transformação deve ser profunda e envolver toda a organização do ensino, desde o projeto pedagógico até a formação continuada de técnicos e professores que atuem nas escolas, deixando claro que esta transformação refere-se de fato a uma educação de qualidade. Por esta razão, as mesmas oportunidades oferecidas pela sociedade aos estudantes sem deficiência devem se estender aos estudantes com deficiência sensorial, física, mental, cerebral ou múltipla. O aluno portador de deficiência tem direito de ser inserido em todos os níveis do ensino regular, sendo avaliado não de forma homogeneizada, mas de acordo com suas diferenças e aptidões, assim como com a evolução do conhecimento adquirido a cada nível de ensino. A esse respeito esclarece EUGÊNIA FÁVERO que, "mesmo que não consigam aprender todos os conteúdos escolares, há que se garantir (inclusive) aos alunos com severas limitações o direito à convivência na escola, entendida como espaço privilegiado da educação global das novas gerações". 5 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – AEE O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas (SEESP/MEC, 2008). Uma das inovações trazidas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) é o Atendimento Educacional Especializado AEE, um serviço da educação especial que: "[...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino. É realizado, de preferência, nas escolas comuns, em um espaço físico denominado Sala de Recursos Multifuncional. Portanto, é parte integrante do projeto político pedagógico da escola. São atendidos, nas Salas de Recursos Multifuncionais, alunos público-alvo da educação especial, conforme estabelecido na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N.6.571/2008. • Alunos com deficiência: aqueles [...] que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006). • Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se Nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. (MEC/SEESP, 2008). • Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas e áreas de seu interesse (MEC/SEESP, 2008). A matrícula no AEE é condicionada à matrícula no ensino regular. Esse atendimento pode ser oferecido em Centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou privado, sem fins lucrativos. Tais centros, contudo, devem estar de acordo com as orientações da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e com as Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica (MEC/SEESP, 2009). E Salamanca defende a ideia de que “todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de suas dificuldades e diferenças”. (BRASIL/UNESCO, 1994, p. 23.). 5.1 PROFESSORES DE SALA DE RECURSOS E AEE O professor do AEE tem seu papel relevante tanto na escola como na sala de recursos multifuncionais. Pois, o professor do AEE não tem como única atribuição o atendimento em si no aluno. Suas atribuições estão atreladas a outras ações que promovem igualmente os recursos de acessibilidade. Dentre estas atribuições consideramos fundamentais: a articulação com os professores da sala de aula comum, orientação às famílias dos alunos, a elaboração e execução do plano de AEE e o de disseminar o processo de inclusão na comunidade escolar. O trabalho do professor do AEE ocorre como ferramenta no processo de investigação e avaliação do aluno. É através das etapas do estudo de caso que o professor será capaz de conhecer os aspectos cognitivos, motores e sócio afetivo do aluno e assim construir um perfil do mesmo. Após o estudo de caso o professor poderá elaborar o plano de AEE de acordo com as especificidades do aluno, e desenvolver ações em parceria com o professor da sala de aula que venha contribuir para sua aprendizagem. Ele atende na sala especializada para o aluno planeja junto com o professor de sala e fica um tempo determinado com os alunos geralmente no contra turno. Pois os mesmo devem frequentar as aulas normalmente com os demais alunos. Vale ressaltar que o AEE não se trata de reforço escolar. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. Com a função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras. 5.2 A ESCOLA E O PROFESSOR DIANTE DE ALUNOS ESPECIAIS Alunos com necessidades especiais também são aqueles que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizado devido a: TDAH, problemas de dicção, bloqueio e rejeição ao aprendizado de uma língua estrangeira (filtro afetivo) e/ ou transtornos comportamentais. Alunos superdotados também são considerados alunos com necessidades especiais. Apesar disso, alunos de baixa cognição são capazes de aprender desde que tenhamos um atendimento diferenciado e individualizado. Eles têm um aprendizado mais lento, mas aprendem. Para o professor é um "grande desafio", mas com competência e a parceria família, muito se fará pela Educação Especial. Na certeza de que todos precisam de apoio, compreensão e amadurecimento, principalmente pessoas especiais, é que a comunidade deve mudar seu pensamento e estar aberta a diversidade e novas conquistas. O professor diante dos desafios deve ter calma se manter flexível, trabalhar de maneira dinâmica e envolvendo todos os alunos deve saber conduzir múltiplas funções. Planejar suas aulas onde comtemplem as necessidades dos alunos. Costa (2010) acredita que para lidar com alunos com necessidades educacionais especiais é inevitável amá-los, uma vez que “é preciso muita paciência, dedicação, cuidado”. O professor, na educação inclusiva, precisa ser preparado para lidar com as diferenças, com a singularidade e a diversidade de todas as crianças e não com um modelo de pensamento comum a todas elas: [ cabe a ele, a partir de observações criteriosas, ajustar suas intervenções pedagógicas ao processo de aprendizagem dos diferentes alunos, de modo que lhes possibilite um ganho significativo do ponto de vista educacional, afetivo e sociocultural ( PRADO & FREIRE, 2001, P.5).] A avaliação deve ser formativa. “Na educação inclusiva não se espera que a pessoacom deficiência se adapte à escola, mas que esta se transforme de forma a possibilitar a inserção daquela.” (GUIMARÃES, 2004, p. 44) Para que essa articulação ocorra, é necessário que professores do ensino comum e da Educação Especial se envolvam para que os objetivos específicos relacionados ao ensino sejam cumpridos, partilhando um trabalho colaborativo e interdisciplinar. De acordo com essa política este atendimento assegura que os alunos aprendam o que é diferente do currículo do ensino comum e que é necessário para que possam ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência. Conforme Arroyo (1998, p. 41), [...] nada justifica, nos processos educativos, reter, separar crianças, adolescentes ou jovens de seus pares de ciclo de formação, entre outras razões, porque eles aprendem não apenas na interação com os professores-adultos, mas nas interações entre si. Os aprendizes se ajudam uns aos outros a aprender, trocando saberes, vivências, significados, culturas. Segundo Almeida “educação especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de necessidades especiais, condutas típicas ou altas habilidades, e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino”. Portanto os professores devem estar preparados para receber toda diversidade de aluno, e trata-los igualmente porem sabe-se que existem atividades diversificas diferenciadas de acordo com as capacidades do aluno em questão e o professor deve estar atento a qualquer necessidade especial e trata-la, com descrição e igualdade sem ter preconceito ou excluir o aluno no “cantinho” sem dar atenção resposta atividades. O professor deve ser afetuoso com todos os alunos assim ele ensinará a todos a se respeitarem as diferenças sejam elas cognitivas sociais ou culturais. “Cada criança tem o direito básico à educação. Cada criança tem características únicas, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem específicas. Os serviços educacionais devem atender a estas necessidades específicas”. (DECLARAÇÃO SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS 1977, item 1, p.1). Portanto uma escola inclusiva faz adaptações físicas, tem uma equipe de profissionais capacitados para apoiar os professores, pais, revertendo o modo de pensar, planejar, atender a todas as diversidades. Por isso, faz-se necessário conhecer a trajetória da Educação Especial e Inclusiva, pois a formação dos educadores não será para prepará-los para a diversidade, mas para a inclusão. Uma vez que as diferenças não são sinônimas de incapacidade ou doença, mas de equidade humana. Programa mundial de ação relativo às pessoas com deficiência (ONU, 1983) diz assim: "As escolas devem acomodar todos os alunos independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. O desafio para uma escola inclusiva é o de desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, uma pedagogia capaz de educar com sucesso todos os alunos, incluindo aqueles com deficiências severas”. "Aos alunos com necessidades educacionais especiais devem ser oferecidas diferentes formas de apoio, desde uma ajuda mínima em classes comuns até programas adicionais de apoio à aprendizagem na escola, bem como a assistência de professores especialistas e de equipe de apoio externo." Também de acordo com as Normas Sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas Com Deficiência (Onu, 1990) "As autoridades da educação comum são responsáveis pela educação de pessoas com deficiência em ambientes integrados. Elas devem garantir que a educação de pessoas com deficiência seja uma parte integrante do planejamento educacional nacional, do desenvolvimento currículo e da organização escolar”. "A educação em escolas comuns pressupõe a provisão de intérprete e outros serviços de apoio adequados. Serviços adequados de acessibilidade e de apoio, projetados para atender às necessidades de pessoas com diferentes deficiências, devem ser prestados”. Portanto todos devem estar em sintonia para o sucesso do aluno especial e que não apenas inserido em sala mais que esteja incluído socialmente. CONSIDERAÇÕES FINAIS Educação especial é bastante abrangente e ampla, engloba uma imensa diversidade de necessidades educativas especiais uma equipe multidisciplinar, composta pelos mais diversos profissionais especialistas. Com o objetivo de promover uma melhor qualidade de vida aqueles que, necessitam de atendimento adequado à realidade física, mental sensorial e social. Dentro de tal conceituação, no Brasil, incluem-se em educação especial desde o ensino de pessoas com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, passando pelo ensino de jovens e adultos, alunos do campo, quilombolas e indígenas, até mesmo o ensino de competências profissionais. Podemos concluir que a inclusão se traduz pela capacidade da escola em dar respostas eficazes à diferença de aprendizagem dos alunos, considerando o desenvolvimento dos mesmos como prioritário. A prática da AEE implica no reconhecimento das diferenças dos alunos e na concepção de que a aprendizagem é construída em cooperação a partir da atividade do sujeito diante das solicitações do meio, tendo o sujeito de conhecimento como um sujeito autônomo. O professor pode ampliar as possibilidades aprendizagem do aluno a partir de diferentes propostas didáticas as quais ele pode organizar no desenvolvimento das práticas pedagógicas. Para isso é importante refletir sobre os desafios do cotidiano escolar. Este novo olhar e esta nova forma de atuar ampliam as possibilidade de desenvolvimento profissional e pessoal do professor. Contudo para obter os sucessos previstos torna necessário a participação e a integração de toda a sociedade, família, diretores, como também objetivos claros e acessíveis a todos, e um projeto politico pedagógico que condiz com o meio, caso contrario o que se aprendeu na escola ficara só na escola. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ALENCAR, EUNICE M. L. SORIANO DE – UM RETRATO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL. Em ABERTO, Brasília, ano 13, nº 60, out/dez, 1993. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988 BUENO, J. G. Crianças com necessidades educativas especiais, política educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas. Revista Brasileira de Educação Especial, vol. 3. n.5, 7-25, 1999. COLL, C., PALACIOS, J. e MARCHESI, Á. Desenvolvimento Psicológico e Educação:Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. v. 3. Porto Alegre: Artes Médicas,1995. FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga et alli. 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