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5 9 SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA – 4º SEMESTRE MANOELA CABRAL DOS SANTOS CULTURA E À ARTE NO COTIDIANO ESCOLAR SAQUAREMA / RJ 2020.1 MANOELA CABRAL DOS SANTOS CULTURA E À ARTE NO COTIDIANO ESCOLAR Trabalho apresentado ao Curso de Pedagogia da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para as disciplinas de Educação e Artes, Letramentos e Alfabetização, Literatura Infantojuvenil, Ludicidade e Educação, Práticas Pedagógicas em Pedagogia: Práticas de Alfabetização e Letramento e Estágio Curricular em Pedagogia I: Educação Infantil. Professores: Tatiane Mota Santos Jardim Mari Clair Moro Nascimento Andressa Aparecida Lopes Natalia da Silva Buganca Luciane Guimarães Batistella Bianchini Natalia Gomes dos Santos Tutora eletrônica: Nathalia Alves da Silva SAQUAREMA / RJ 2020.1 Sumário 1 INTRODUÇÃO 3 2 DESENVOLVIMENTO 4 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 10 4 REFERÊNCIAS 11 1. INTRODUÇÃO A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. O lançamento do documento gerou inúmeras discussões, debates e configurou novos desafios para a educação nacional, tanto em seus aspectos legais quanto em seus aspectos teórico-metodológicos e ideológicos. O uso da Literatura Infantil é uma ferramenta indispensável no processo de alfabetização e letramento, ela é compreendida como uma atividade que além de educar, diverte, ensina e forma a criança para a vida em sociedade através de atividades prazerosas extraídas direto dos livros de literatura, como, (fábulas, lendas, contos, fantoches, gravuras, dobraduras etc.). A mesma deve ser utilizada pelo educador a fim de certificar uma boa seleção de livros, planejando a formação do alfabetizando, e ampliando seus saberes de forma gradativa. Os livros literários são ferramentas valiosas para a escola e para o educador, como um meio propulsor para um ensino-aprendizagem qualitativo e significativo, desenvolvendo na criança a oralidade, o conhecimento e a linguagem de diversas histórias, ampliando e enriquecendo o vocabulário das mesmas, permitindo a livre expressão para descreverem cenários e personagens e aproximando-as do universo da escrita. Segundo Ana Maria Machado (2001, p.184): Se a boa leitura garante a possibilidade de ascensão social e a tomada de uma parcela de poder, desenvolvendo a capacidade de ler entrelinhas e pensar pela própria cabeça, pode ser muito perigoso para os privilegiados assegurar a imersão da população num ambiente de bons livros. 3 2. DESENVOLVIMENTO A literatura infantil começa a ganhar espaço no final do século XVII, quando se começou a escrever para o público infantil. No século XVIII, a magia da literatura infantil começa a superar as resistências da condição mercadológica do livro, e a ganhar espaço através das traduções estrangeiras que inspiram os contos de fada como são conhecidos hoje, “Chapeuzinho Vermelho” e “A Bela Adormecida” de Charles Perrault, “Cinderela”, “A Gata Borralheira”, “João e Maria”, “Rapunzel” e “Branca de Neve” dos Irmãos Grimm, e tantos outros como: Cristian Andersen, Lewis Carrol, Collodi, La Fontaine e Frank Baum, que juntos fizeram da literatura infantil um mundo cheio de descobertas de uma longa caminhada até o mundo mágico da leitura. No processo de letramento e alfabetização a literatura infantil tem função pedagógica e recreativa, formativa e educativa. A mesma deve ser trabalhada de forma criativa e lúdica, despertando na criança o interesse pelo mistério, pela descoberta, pelo sonho, pela magia, pela interpretação, pela reflexão e também o gosto por criar e imitar personagens fictícios em reais, compreendendo linguagens e símbolos. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a prática de leitura tem como finalidade a formação de leitores competentes continuamente a formação de escritores, isto é, a produção de textos eficazes com origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade (BRASIL, 1997). Para aprender a ler é preciso participar de atos de leitura e interagir com a diversidade de textos escritos. Com isso, a diversidade da leitura favorecerá a leitura e a escrita, e formará leitores competentes. Segundo Patricia Corsino (2009, p. 57): Ler o mundo, ouvir histórias são fatores que influenciam na formação do leitor, uma vez que a formação do leitor se inicia nas suas primeiras leituras de mundo, na prática de ouvir histórias narradas oralmente ou a partir de textos escritos, na elaboração de significados e na descoberta de que as marcas impressas produzem linguagem. 4 A Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008, torna o ensino de música obrigatório nas escolas de ensino fundamental. Essa lei altera o artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que passa a vigorar com o acréscimo do § 6º: “A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2º deste artigo” (Brasil, 2008a)1. A música pode ser uma atividade divertida, que ajuda na construção do caráter, da consciência e da inteligência do indivíduo. É uma linguagem, ou seja, utilizá-la na sala de aula é uma excelente fonte de trabalho escolar porque, além de ser como terapia psíquica para o desenvolvimento cognitivo, é uma forma de transmitir informações e ideias, fazendo parte da comunicação social. No Ensino Fundamental I e II, usa-se a música há muito tempo em sala de aula, mas, normalmente, de uma forma apenas lúdica, sem cobrança pedagógica do conteúdo aos alunos. O uso correto da música pode dar bons resultados na sala de aula, ajudando tanto no relaxamento da mente e do corpo antes, durante e depois da realização de alguma atividade escolar quanto na concentração. Segundo Clodoaldo Meneguello Cardoso (1995, p. 67): Entretanto é fundamental manter um ambiente de alegria e de ludicidade na classe. Sem humor, o educador não experimenta o encontro existencial com o educando e bloqueia o próprio processo de ensino-aprendizagem. A educação tradicional considerou virtudes como atenção, dedicação e responsabilidade incompatíveis com a alegria e a descontração. Para trabalhar com música na sala de aula, pode-se utilizar um aparelho de som portátil, CD, pendrive, providenciar fotocópias da letra da música para entregar aos alunos, criar expositores com a letra da música (cartazes, retroprojetor ou datashow), reescrever a música em outro tipo de texto ou representação plástica (desenho, pintura, escultura, etc.), ou, ainda, construir um painel ilustrativo ou uma dramatização da música escolhida. Explorar o livro infantil, suas ilustrações, seu significado, sua narrativa, é um recurso que deve ser abordado com criatividade e competência. A capacidade de educadores para perceber o valor e a estrutura do livro de literatura infantil é uma das opções para não diminuir a literatura a uma abordagem meramente pedagógica. Para isso, o mesmo também precisa saber ser leitor, precisa estar preparado para formar sujeitos leitores. O modo de trabalhar a literatura infantil em sala de aula envolve a exploração do livro, a coligação do ilustrador e do autor, a interpretação do texto, com o que pretendem passar com a história narrada incentivando a curiosidade das crianças eo desejo de dialogar sobre o livro. O professor pode utilizar alguns recursos metodológicos para alcançar os objetivos em sala de aula como: conto, reconto e dramatização, criar possibilidade de discussão e debates sobre os temas das atividades propostas, propor jogos relacionados com conteúdos desenvolvidos de formas lúdicas, criar situações para o desenvolvimento da autonomia, estar sempre atendo aos interesses do grupo, ou seja, conscientizar-se da necessidade de conhecer a história que irá trabalhar para poder explorar com atividades criativas que levem as crianças a desenvolver sua aprendizagem. Propor atividades lúdicas estimula a interação das crianças, chamando-as a aprender brincando e, desta forma, também estimulando a concentração e a imaginação. A criança vai se identificando com o personagem, através da literatura infantil, e através da história pode sentir emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a alegria, o medo, a tranqüilidade e a insegurança. A história também ajuda a criança a esclarecer e a lidar com suas angústias. Segundo Bruno Betelheim (1980, p. 13): Para que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras as emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente sua dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Silva (1995, p. 53) nos mostra que a promoção da leitura nas escolas é de responsabilidade de todo corpo docente e não apenas de alguns professores específicos que receberam a responsabilidade de incentivar a leitura. O escritor enfatiza que não se supera uma dificuldade com ações isoladas. É possível conscientizar-se e adquirir novas formas de comportamentos através da leitura, ou seja, ela é um instrumento de defesa e afirmação da participação na sociedade, da liberdade individual, de ver e perceber as diversas formas que os fatos sócio-políticos são apresentados nas diversas mídias e de inserção em determinados grupos. Segundo Maria Augusta Sanches Rossini (2008, p. 8): Para educarmos um ser humano, convém saber o que queremos que ele se torne. É necessário indagar para que vivem os homens, ou seja, qual é a finalidade da vida e como ela deve ser. Nós, pais e educadores, devemos estar atentos às mudanças sociais questionando sobre a natureza do mundo e os limites fixados “para o quê” e “para que” saber e fazer. A atividade praticada na sala de aula tem o objetivo de desenvolver o senso critico, a tomada de decisões, do respeito mútuo dos alunos, possibilita o desenvolvimento integral do aluno, oportuniza momentos de aprendizagens, no qual possa torná-la significativa, fazendo com que ele sinta-se parte ativa do processo ensino aprendizagem. Segundo Gilles Brougère (1995, p. 48): No entanto, essa impregnação está longe de ser um condicionamento. Trata-se sobretudo de uma confrontação da qual a criança conserva determinadas significações , eliminando outras para substituí-las por novas significações. A aprendizagem é ativa no sentido de que não se submete às imagens, mas aprende a manipulá-las, transformá-las, e até mesmo, praticamente, a negá-las. O movimentar-se do professor é tão valioso e importante quanto suas palavras dirigidas a seus alunos que se inclinam para ouvi-lo. Quando o professor demonstra prazer em determinadas atividades, desperta também esse sentimento em seus alunos que o observam o tempo todo. Segundo Daniel Pennac (1998, p.21): “É preciso ler, é preciso ler... E se, em vez de exigir a leitura, o professor decidisse partilhar sua própria felicidade de ler? A felicidade de ler? O que é isso, felicidade de ler?”. PLANO DE AULA Escola Centro Educacional Manoel Pereira Turma 2º ano Carga Horária Cinco dias, sendo uma hora aula por dia, 5 horas/aula. Conteúdos Princípios do sistema de numeração decimal. Objetivos Compreender a relação entre as ordens que compõem o número de até três ordens (centena, dezena e unidade); Compreender os princípios do sistema de numeração decimal: formação da centena (10 dezenas) e o valor posicional dos algarismos no número, relação entre as ordens que compõem o número; Compreender a organização do sistema de numeração decimal: formação da centena (10 dezenas) e o valor posicional dos algarismos no número; Compreender a relação entre as ordens (centena, dezena e unidade) na escrita dos números; Compor, ler e escrever números de até 3 ordens utilizando a organização do sistema de numeração decimal. Procedimentos metodológicos 1ª aula – Relação entre as ordens numéricas - O professor colocará no quadro um texto sobre ordens numéricas. Logo após o professor irá discutir com os alunos sobre o texto. 2ª aula - Os princípios do sistema de numeração decimal – O professor levará um instrumento antigo chamado Ábaco para trabalhar com os alunos. Logo após o professor irá apresentar o instrumento, explicar como se dá a utilização, deixará os alunos utilizarem o ábaco livremente para familiarização e em seguida organizará grupos de quatro alunos para jogar. 3ª aula – A organização do sistema de numeração decimal – O professor levará uma calculadora para trabalhar com os alunos. Logo após o professor favorecerá a familiarização da ferramenta mostrando as teclas e suas funções e em seguida pedirá para que os alunos formem duplas, dará uma calculadora para cada dupla e distribuirá uma atividade. 4ª aula – A relação entre as ordens na escrita dos números – O professor irá levar um problema matemático para resolver com os alunos e em seguida os alunos trabalharão com fichas sobrepostas. 5ª aula - Compor, ler e escrever um número de até três ordens – O professor levará o “Jogo do amarradinho” para jogar com os alunos e no final irão apresentar o resultado do jogo. Recursos didáticos · Lápis, borracha, atividades impressas em folhas A4, folhas A4, 2 caixas semelhantes às de sapato, palitos, elásticos, 2 dados, Ábacos, calculadoras, fichas sobrepostas impressas. Desenvolvimento 1ª aula – Texto: Você já sabe como a dezena é formada (10 unidades = 1 dezena), e a Centena? Como ela se organiza? Pense que temos 40 flores, essa quantidade é equivalente a quantas dezenas? Logo após o professor irá trabalhar com eles pedindo para que um aluno leia o primeiro parágrafo do texto e perguntará a turma se todos concordam com a afirmação e em seguida o mesmo irá ler o segundo parágrafo e vai pedir para que pensem na resposta da pergunta, concluindo com uma resposta final. 2ª aula – Serão organizados grupos de quatro alunos para jogar: “Jogo Nunca dez com o ábaco”, o professor irá passar as instruções do jogo e os alunos irão jogar. Como conclusão o professor pedirá para que elaborem coletivamente um pequeno texto sobre as conclusões que o grupo chegou sobre o jogo e sobre a organização dos números (as ordens, valores de cada algarismo). 3ª aula - O professor irá distribuir atividades com operações matemáticas para que os alunos resolvam utilizando a calculadora. Os alunos irão definir entre eles quem fará a digitação e quem ficará concluindo a atividade. Logo após o professor irá explicar que todas as operações que se resultarem em 100 é uma centena. No final da atividade os alunos irão responder as seguintes perguntas: - O que pode perceber nos resultados das operações? - Os valores encontrados são números de quantas ordens? - Qual é o maior número de 2 ordens que podemos digitar na calculadora? E de 3 ordens? Concluindo com a correção do professor. 4ª aula – Problema matemático: O professor João da capoeira tinha 2 dezenas de alunos em fevereiro, recebeu mais 8 alunos em março e 5 em abril. Quantos alunos ele tem agora? O algarismo das dezenas mudou em relação à quantidade que começou? Por quê? Os alunos irão, junto do professor, resolver a questão. Logo após, o professor pedirá para que fiquem em trio e distribuirá fichas sobrepostas. Os alunos ficarão livres para manuseareme se familiarizarem as fichas enquanto o professor ensina como utilizá-la. O professor irá explicar que as fichas amarelas são as unidades, que as fichas rosa são as dezenas e as fichas azuis são as centenas; que ao sobrepor as fichas, podemos formar números de até três ordens, com isso, os alunos aprenderão a utilizar a ficha sobreposta. 5ª aula – o professor irá separar grupos de 4 alunos e irá explicar o jogo do amarradinho. Terão 2 caixas: uma escrito AMARRADINHOS e outra escrito SOLTOS, os alunos deverão jogar os dados e pegar a quantidade de palitos correspondente ao valor sorteado, caso não complete 10 palitos deverá colocar todos os palitos na caixa de SOLTOS. Ao completar 10 palitos deve amarrá-los com o elástico e colocar na caixa de AMARRADINHOS. O restante dos palitos deve continuar na caixa dos SOLTOS. Quando o segundo aluno jogar os dados também deverá pegar a quantidade de palitos correspondente e juntar com os palitos do primeiro aluno continuando a formar os grupos de 10 palitos. E assim com o terceiro e quarto alunos. Ao final da primeira rodada, quando os 4 alunos tiverem feito suas jogadas, deverão registrar na tabela a quantidade total de palitos que juntaram. Os alunos perceberão que quando juntarem 10 amarradinhos formarão 1 centena, que os amarradinhos são as dezenas e que os soltos são as unidades. Terminadas as três rodadas os alunos devem registrar o total de palitos que juntaram. Em todas as rodadas e ao final os alunos devem registrar o número de palitos por extenso também na tabela. Avaliação Ao final dessas cinco aulas os alunos irão compreender que existem diversas maneiras de representação de um valor, compreenderá como se dá a composição de números e compará-los, perceberão a calculadora como ferramenta de aprendizagem, realizarão a leitura e escrita de números de até 3 ordens com o uso das fichas sobrepostas e irão pensar na formação dos números. Referências CUNHA, Micheline R. Kanaan da. A quebra da unidade e o número decimal: Um estudo diagnóstico nas primeiras séries do ensino fundamental. São Paulo, 2002. JUCÁ, Rosineide de Sousa. Uma Sequência Didática para o Ensino das operações com os Números Decimais. Universidade do Estado do Pará, Belém, 2008. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em vista de todo o trabalho realizado, constatamos que contar e ouvir história é algo que herdamos da nossa cultura. Refletir sobre o universo mágico da literatura infantil, sendo a mesma um dos caminhos que facilita a socialização e o ensino-aprendizagem durante o processo de letramento, analisar a importância do processo literário no desenvolvimento da criatividade, a capacidade cognitiva, o desenvolvimento das habilidades motoras de ler e escrever são objetivos a serem alcançados. Os alunos, os professores, ou seja, todos devem ter o hábito de ler livros diariamente, a leitura deve ser uma atividade cotidiana tanto no contexto informal quanto no contexto formal, pois, os educadores encontram dificuldade em alfabetizar seus alunos em séries iniciais do Ensino Fundamental, e isso é o grande desafio da literatura infantil no processo de alfabetização e letramento. Conforme Bamberger (1995), a construção do hábito da leitura e o interesse por ela é um processo contínuo, que começa em casa, aprimora-se na escola e por toda a vida, através da educação e do meio social. A criança terá mais facilidade de adquirir conhecimentos, se for influenciada na sua infância. Por isso, os professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, devem usar metodologias e adotar medidas que faça com que cresça o interesse, dos alunos, pela literatura infantil e que eles se sintam aguçados com o gosto literário. O encantamento com uma história bem contada, bem narrada e bem escrita é o que o aluno espera de um educador, a fim de que, os mesmos despertem para essa fascinante atividade, como instrumento de comunicação e interação social. Enfim, contar mais histórias e fazer com que os alunos descubram o prazer de manusear livros, de ler, de contar e recriar histórias, de ouvir, é prazeroso. Segundo Marta Moraes da Costa (2008, p.67): O ideal da Literatura Infantil é fazer com que as crianças unam o entretenimento e a instrução ao prazer da leitura. Portanto, a literatura vem educar a sensibilidade, reunindo beleza das palavras e imagens. A criança pode desenvolver as suas capacidades de emoção, admiração, compreensão do ser humano e do mundo, entendimento dos problemas alheios e dos seus próprios; enriquecendo, principalmente, as experiências escolares, cidadãs e pessoais. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no 9394, de 20 de dezembro de 1996. In: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: Abril, 2020. ______. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. Brasília, DF: MEC, 2015. Disponível em: Acesso em: Abr. 2020. CORSINO, Patrícia. Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil. Curitiba: IESDE Brasil/A. 2009 BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEE, 1997. Disponível em: www.portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02pdf . Acesso em: 30 mar. 2020. MACHADO, Ana Maria. Texturas: sobre leitura e escritos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. CARDOSO, C. M. A Canção da Inteireza: uma Visão Holística da Educação. São Paulo: Summus, 1995. BETELHEIM, BRUNO. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1980. SILVA, Ezequiel Theodoro da. A produção da literatura na escola:Pesquisas x propostas. São Paulo: Ática, 1995. ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Aprender tem que ser gostoso. Rio de Janeiro: Vozes, 2008. BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez. 1995. PENNAC, Daniel. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. CUNHA, Micheline R. Kanaan da. A quebra da unidade e o número decimal: Um estudo diagnóstico nas primeiras séries do ensino fundamental. São Paulo, 2002. JUCÁ, Rosineide de Sousa. Uma Sequência Didática para o Ensino das operações com os Números Decimais. Universidade do Estado do Pará, Belém, 2008. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Ática, 1995. COSTA, Marta Morais da. Literatura Infantil. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2008. 1O artigo 26, § 2º da LDB diz que: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (Brasil, 1996).