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DIREITO EMPRESARIAL
FALÊNCIAS E RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS
Livro Eletrônico
2 de 108www.grancursosonline.com.
Eugênio Brugger Nickerson
Falências e Recuperação de Empresas
DIREITO EMPRESARIAL
Apresentação ................................................................................................................................................... 3
1. Falência ........................................................................................................................................................... 3
1.1. Referência Legal ....................................................................................................................................... 3
1.2. Conceito ....................................................................................................................................................... 3
1.3. Sistema Misto Falimentar Brasileiro .............................................................................................5
1.4. Finalidade da Falência ..........................................................................................................................8
1.5. Fase Pré-falimentar ..............................................................................................................................8
1.6. Fase de Execução Coletiva .............................................................................................................. 23
2. Recuperação de Empresas ................................................................................................................. 44
2.1. Conceito .................................................................................................................................................... 44
2.2. Finalidade ............................................................................................................................................... 44
2.3. Espécies ................................................................................................................................................... 44
3. Artigos que Recomendo a Leitura na Lei n. 11.101/2005 ...................................................... 52
Resumo ............................................................................................................................................................ 53
Mapa Mental ..................................................................................................................................................60
Questões de Concurso .............................................................................................................................. 63
Gabarito............................................................................................................................................................ 79
Gabarito Comentado ..................................................................................................................................80
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Eugênio Brugger Nickerson
Falências e Recuperação de Empresas
DIREITO EMPRESARIAL
ApresentAção
Inicialmente, quero pedir para você avaliar essa aula ao final.
Nesta aula, você estudará os institutos da falência e da recuperação de empresas. Ponto 
extremamente importante e, ao mesmo tempo, famigerado pelos estudantes de Direito.
Mas tenho uma notícia boa: tenho certeza de que, seguindo o meu passo a passo, você, 
quando concluir o estudo, estará fera no tema.
Dedico essa última aula, tão relevante, feita com muito esmero para colaborar na sua 
aprovação, aos meus amados professores que desde as primeiras palavras sempre “botaram 
muita fé” em mim.
Em especial, dedico aos meus pais “no mundo jurídico” (Professor Jaci Fernandes de 
Araújo – em memória – e Professora Ana Maria Duarte Amarante Brito), à professora Clau-
dine Fernandes, à Professora Célia Arruda de Castro e, por fim, porém não menos importante, 
ao Professor Vinícius Gontijo que despertou em mim o amor pelo Direito Empresarial.
Pois o esforço pessoal, por mais valioso que seja, não é meio adequado de se depreender uma 
verdade tão profunda... A voz viva de um professor que acredita firmemente no que ensina decerto 
que tem a oportunidade bem maior de convencer do que a palavra escrita.
Hiriyanna
BHAGAVAD GITA 38:2
1. FAlênciA
1.1. reFerênciA legAl
Lei n. 11.101, de 09 de fevereiro de 2005 (Lei de Recuperação e de Falência – LRF).
1.2. conceito
O instituto de falência é o complexo de regras jurídicas, técnicas ou construtivas que definem e 
regulam uma situação especial, de ordem econômica, a falência.
(Trajano de Miranda Valverde)
Ou seja, somente empresário (PN ou PJ) pode falir.
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DIREITO EMPRESARIAL
Há duas espécies de empresários, um PN o outro PJ:
EMPRESÁRIO 1 — EMPRESÁRIO 2
PN PJ
PN = Empresário individual.
PJ = Sociedades e EIRELI (lembrando que nem toda sociedade e EIRELI serão consideradas 
empresárias):
CRITÉRIOS
SOCIEDADE(S)
EMPRESÁRIA(S)
SOCIEDADE
SIMPLES
OBJETO
RESIDUAL
(ATIVIDADE PRÓPRIA DE 
EMPRESÁRIO)
TRABALHO
INTELECTUAL
ESPÉCIE
SOCIETÁRIA
SOCIEDADES POR AÇÕES
(S/A e COMANDITA POR 
AÇÕES)
COOPERATIVA
REGISTRO
RURALISTA
REGISTRADO NA
JUNTA COMERCIAL
RURALISTA
NÃO REGISTRADO NA
JUNTA COMERCIAL
Para que seja declarada/decretada a falência do empresário, ele deve estar insolvente. 
A insolvência que autoriza o pedido de falência é a insolvência jurídica que é alicerçada em 
presunção, presunção do estado de crise econômico-financeira do devedor empresário.
Isso quer dizer que, para ser decretada a falência, não há necessidade de comprovação 
de que o devedor empresário tem mais débitos do que patrimônio para solver as suas obri-
gações.
Na verdade, o devedor empresário tem atitude (ação ou omissão) que faz presumir o seu 
estado de crise econômico-financeira, podendo, inclusive, ter patrimônio suficiente para sol-
ver todo o seu passivo (débitos) e, ainda, sobrar ativo (patrimônio), são as chamadas falên-
cias superavitárias, aquelas em que os débitos do devedor são 100% quitados, e ele perma-
nece com patrimônio.
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DIREITO EMPRESARIAL
1.3. sistemA misto FAlimentAr BrAsileiro
Diante do fato de a falência ser decretada por meio de presunção da crise econômico-fi-
nanceira do devedor empresário, o legislador apresentou duas hipóteses para a verificação 
presuntiva de tal situação, insolvência do empresário: IMPONTUALIDADE e ATOS RUINOSOS/
ATOS DE FALÊNCIA.
1.3.1. Impontualidade (incisos I e II do artigo 94 da LRF)
Impontualidade é a falta de cumprimento de uma obrigação líquida e certa na data de seu 
vencimento, podendo, a menos que justificada por fundamentos relevantes, ser causa de es-
tado falimentar (Oxford Languages).
Assim, o nosso legislador apresentou dois casos de impontualidade que podem acarre-
tar a decretação da falênciado devedor empresário, previstos nos incisos I e II do artigo 94 
da LRF:
I – será decretada a falência do devedor que, sem relevante razão de direito, não paga, no venci-
mento, obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultra-
passe o equivalente a 40 (quarenta) salários mínimos na data do pedido de falência:
No primeiro caso, perceba que não há qualquer cálculo contábil para a verificação do fato 
de o devedor ter mais débitos do que créditos para ser decretada a sua falência. O simples fato 
de, sem relevante razão de direito, não pagar, no vencimento, obrigação líquida materializada 
em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários 
mínimos na data do pedido de falência, já autoriza o pedido da decretação de sua falência.
Requisitos para a decretação da falência com base no inciso I do artigo 94 da LRF:
• título(s) executivo(s) que ultrapasse(m) o equivalente a 40 salários mínimos na data do 
pedido de falência.
Para o cumprimento de tal requisito, o(s) credor(es) poderá(ão):
 – ter apenas um título com valor superior a 40 S/M;
 – utilizar vários títulos para cumprir esse requisito;
 – formar um litisconsórcio ativo para cumpri-lo; ou seja, para o cumprimento de tal 
requisito podem os credores se unirem em litisconsórcio.
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• Protesto do(s) título(s).
Além de ter a necessidade de cumprimento do valor superior a 40 S/M, é necessário que 
o(s) título(s) esteja(m) protestado(s). O protesto é necessário para a comprovação da impon-
tualidade; pois, somente pelo protesto, o credor tem prova, com fé pública, de que o título foi 
apresentado ao devedor empresário e este descumpriu a sua obrigação, quitar o débito, se 
tornando impontual.
II – será decretada a falência do devedor que, executado por qualquer quantia líquida, não paga, 
não deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal.
No segundo caso, também não há qualquer cálculo contábil para a verificação do fato 
de o devedor ter mais débitos do que créditos para ser decretada a sua falência. Trata-se de 
execução frustrada. O simples fato de o devedor empresário, executado por qualquer quantia 
líquida, não pagar, não depositar e não nomear à penhora bens suficientes dentro do prazo 
legal, já autoriza a decretação de sua falência.
Requisitos para a decretação da falência com base no inciso II do artigo 94 da LRF:
• NÃO HÁ VALOR MÍNIMO. Em tal hipótese não há valor mínimo para o pedido de falência, 
diferentemente do inciso I, em que há a necessidade de débito superior a 40 S/M;
• NÃO HÁ NECESSIDADE DE PROTESTO. Neste caso, não há necessidade de protesto 
prévio, pois a citação no processo executivo, com a ausência de pagamento ou de ga-
rantia do juízo no prazo de 3 dias (artigo 829 do CPC) já caracteriza a impontualidade 
do devedor empresário.
DICA!
Ainda que líquidos, não legitimam o pedido de falência os cré-
ditos que nela não se possam reclamar.
Assim, não são exigíveis na falência:
Art. 5º Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência:
I – as obrigações a título gratuito;
II – as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência, 
salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor.
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EXEMPLO:
Logo, se o empresário “A” prometeu fazer uma doação de R$100.000,00, por exemplo, a “B” 
e descumprir a obrigação, “B” não poderá pedir a falência do empresário, pois a obrigação é 
inexigível na falência. Ou se “B” teve gastos para tomar parte na recuperação judicial ou na 
falência, tais gastos também não são exigíveis.
Art. 124. Contra a massa falida não são exigíveis juros vencidos após a decretação da falência, 
previstos em lei ou em contrato, se o ativo apurado não bastar para o pagamento dos credores 
subordinados.
Parágrafo único. Excetuam-se desta disposição os juros das debêntures e dos créditos com ga-
rantia real, mas por eles responde, exclusivamente, o produto dos bens que constituem a garantia.
Se o ativo apurado (ativo é constituído por todos os bens e direitos do devedor empresá-
rio) não bastar para o pagamento dos credores subordinados, contra a massa falida não são 
exigíveis juros vencidos após a decretação da falência, previstos em lei ou em contrato.
Contudo, os juros das debêntures e dos créditos com garantia real (hipoteca, por exemplo) 
SÃO EXIGÍVEIS, mas por eles responde, exclusivamente, o produto dos bens que constituem 
a garantia.
1.3.2. Atos ruinosos/Atos de falência (inciso III do artigo 94 da LRF)
Além da impontualidade, a  insolvência do devedor pode ser presumida se ele praticar 
qualquer dos atos considerados atos ruinosos, também chamados de atos de falência.
Tais atos estão arrolados no inciso III do artigo 94 da LRF:
Art. 94. Será decretada a falência do devedor que:
(...)
III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial:
a) procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou fraudulento 
para realizar pagamentos;
b) realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar 
credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor 
ou não;
c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores 
e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;
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d) simula a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou 
a fiscalização ou para prejudicar credor;
e) dá ou reforça garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e 
desembaraçados suficientes para saldar seu passivo;
f) ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os cre-
dores, abandona estabelecimento ou tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de 
seu principal estabelecimento;
g) deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial.
1.4. FinAlidAde dA FAlênciA
A falência tem, por finalidade, a PRESERVAÇÃO DA EMPRESA:
Art. 75. A falência, ao promover o afastamento do devedor de suas atividades, visa a preservar e 
otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos, inclusive os intangíveis, da 
empresa.
Parágrafo único. O processo de falência atenderá aos princípios da celeridade e da economia pro-
cessual.
1.5. FAse pré-FAlimentAr
DICA!
A partir desse momento, aconselho acompanhar o estudo 
tendo em mãos o 1º mapa mental — FALÊNCIA (1.5) FASE 
PRÉ-FALIMENTAR.
Cuidado com a primeira linha do mapa mental (linha verme-
lha), referenteao ponto 1.5.7 TERMO LEGAL será explicado no 
ponto reservado à sentença que decreta a falência.
1.5.1. Petição inicial
Verificada qual hipótese de insolvência do devedor (impontualidade ou atos ruinosos) 
chegou a hora de dar início ao procedimento falimentar.
Competência
O juízo competente para o pedido de falência é o do PRINCIPAL ESTABELECIMENTO:
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Art. 3º É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial, deferir a recuperação 
judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial 
de empresa que tenha sede fora do Brasil.
DICA!
VIS ATTRACTIVA DO JUÍZO FALIMENTAR:
Art. 76. O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens, 
interesses e negócios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas não regula-
das nesta Lei (investigação de paternidade, por exemplo) em que o falido figurar como autor ou 
litisconsorte ativo.
Parágrafo único. Todas as ações, inclusive as excetuadas no caput deste artigo, terão prossegui-
mento com o administrador judicial, que deverá ser intimado para representar a massa falida, sob 
pena de nulidade do processo.
§ 8º do artigo 6º da LRF: A distribuição do pedido de falência ou de recuperação judicial previne 
a jurisdição para qualquer outro pedido de recuperação judicial ou de falência, relativo ao mesmo 
devedor.
Legitimidade
• Ativa (QUEM PODE AJUIZAR O PEDIDO DE FALÊNCIA?)
Art. 97. Podem requerer a falência do devedor:
I – o próprio devedor, na forma do disposto nos arts. 105 a 107 desta Lei (LEIA OS ARTIGOS 105, 
106 e 107 DA LRF – AUTOFALÊNCIA);
II – o cônjuge sobrevivente, qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante;
III – o cotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitutivo da sociedade;
IV – qualquer credor.
§ 1º O credor empresário apresentará certidão do Registro Público de Empresas que comprove a 
regularidade de suas atividades.
§ 2º O credor que não tiver domicílio no Brasil deverá prestar caução relativa às custas e ao paga-
mento da indenização de que trata o art. 101 desta Lei.
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DIREITO EMPRESARIAL
• O empresário que quiser pedir a falência de outro empresário deve estar regular; ou 
seja, deve estar registrado na Junta Comercial.
• O credor que não tiver domicílio no Brasil deverá prestar caução relativa às custas e ao 
pagamento da indenização de que trata o art. 101 desta Lei.
Nesse segundo ponto, vale destacar que FALÊNCIA É COISA SÉRIA! Não pode sair por aí pe-
dindo falência por qualquer motivo, pois quem por dolo requerer a falência de outrem será 
condenado, na sentença que julgar improcedente o pedido, a indenizar o devedor, apurando-
-se as perdas e danos em liquidação de sentença, artigo 101:
Art. 101. Quem por dolo requerer a falência de outrem será condenado, na sentença que julgar 
improcedente o pedido, a indenizar o devedor, apurando-se as perdas e danos em liquidação de 
sentença.
§ 1º Havendo mais de 1 (um) autor do pedido de falência, serão solidariamente responsáveis aque-
les que se conduziram na forma prevista no caput deste artigo.
§ 2º Por ação própria, o terceiro prejudicado também pode reclamar indenização dos responsáveis.
• Passiva (CONTRA QUEM PODE SER AJUIZADO O PEDIDO DE FALÊNCIA?)
 – REGRA: EMPRESÁRIO (PN/PJ);
 – EMPRESÁRIOS QUE NÃO PODEM FALIR: (E-S-IN)
 ◦ Empresa Pública;
 ◦ Sociedade de economia mista;
 ◦ INstituições financeiras e afins.
Art. 2º Esta Lei não se aplica a:
I – empresa pública e sociedade de economia mista;
II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previ-
dência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade segurado-
ra, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
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 – NÃO EMPRESÁRIOS QUE PODEM FALIR:
 ◦ O espólio do empresário individual até 1 ano após o óbito (§ 1º do artigo 96 da LRF);
 ◦ Sócio com responsabilidade ilimitada (artigo 81 da LRF).
Fundamentos do pedido
• Impontualidade (artigo 94, I e II, da LRF); ou
• atos ruinosos/Atos de falência (artigo 94. III, da LRF.
1.5.2. Resposta do réu
Prazo da contestação
Diferentemente do que acontece no Processo Civil Ordinário, na falência, citado, o deve-
dor poderá apresentar a sua defesa no prazo de 10 dias. Cuidado!
Art. 95. Dentro do prazo de contestação, o devedor poderá pleitear sua recuperação judicial.
O último momento em que o devedor empresário poderá pleitear a sua recuperação judicial é 
no prazo da contestação. Se ele não requerer tal pedido no prazo da contestação, não haverá 
nova oportunidade para o pedido de recuperação.
Depósito elisivo (parágrafo único do artigo 98 da LRF)
Nos pedidos baseados nos incisos I e II do caput do art. 94 LRF (impontualidade), o de-
vedor poderá, no prazo da contestação, depositar o valor correspondente ao total do crédito, 
acrescido de correção monetária, juros e honorários advocatícios, hipótese em que a falência 
não será decretada e, caso julgado procedente o pedido de falência, o juiz ordenará o levan-
tamento do valor pelo autor.
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Se o pedido de falência for com base na impontualidade (I e II do artigo 94 da LRF), o devedor 
poderá efetuar o depósito correspondente ao total do crédito, acrescido de correção monetá-
ria, juros e honorários advocatícios. Se isso ocorrer, não será decretada a sua falência, pois o 
devedor elidiu, afastou a presunção de sua insolvência.
Cuidado, pois a FGV pode apresentar hipótese em que o devedor ofereceu um bem imóvel, por 
exemplo. Isso está errado!
O depósito elisivo, para afastar a presunção de insolvência, deve ser em espécie, deve ser em 
dinheiro.
1.5.3. Réplica
Após o oferecimento da contestação pelo réu (devedor empresário), pode ser aberta a 
oportunidade para que o autor se manifeste sobre os fundamentos da defesa.
1.5.4. Julgamento antecipado da lide ou fase instrutória
CPC
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
I – não houver necessidade de produção de outras provas;
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na for-
ma do art. 349.
Em tal situação, não haverá a fase instrutória, e o magistrado proferirásentença de proce-
dência (decreta-se a falência) ou de improcedência (não será decretada a falência).
1.5.5. Saneamento
Caso haja necessidade de produção de provas, deverá o juiz, em decisão de saneamento 
e de organização do processo (artigo 357 do CPC):
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I – resolver as questões processuais pendentes, se houver;
II – delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os 
meios de prova admitidos;
III – definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 do CPC;
IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
V – designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
1.5.6. Instrução
Caso haja a necessidade de produção de provas, serão aplicadas as normas do CPC para 
tal fim, artigo 369 e seguintes do CPC.
EXEMPLO:
Imagine que “A” ajuizou ação falimentar em desfavor de “B” com fundamento no inciso I 
do artigo 94 da LRF, alicerçado em nota promissória, devidamente protestada no valor de 
R$1.500.000,00.
Citado, “B” contestou como fundamento de sua resistência na pretensão do autor, alegou que 
a assinatura constante da nota promissória não é sua, que nunca emitiu nenhuma nota pro-
missória e pediu, na contestação, a realização de exame grafotécnico.
Em tal situação, se as partes não apresentarem pareceres técnicos ou documentos elucidati-
vos que o magistrado considerar suficientes (artigo 472 do CPC), poderá ser nomeado perito 
para verificação da autenticidade da assinatura.
1.5.7. Sentença
Seja por meio do julgamento antecipado da lide ou não, o magistrado proferirá sentença 
que deverá conter todos os requisitos do artigo 99 da LRF:
Art. 99. A sentença que decretar a falência do devedor, dentre outras determinações:
I – a sentença conterá a síntese do pedido, a identificação do falido e os nomes dos que forem a 
esse tempo seus administradores;
II – a sentença fixará o termo legal da falência, sem poder retrotraí-lo por mais de 90 (noventa) dias 
contados do pedido de falência, do pedido de recuperação judicial ou do 1º (primeiro) protesto por 
falta de pagamento, excluindo-se, para esta finalidade, os protestos que tenham sido cancelados;
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O inciso II versa sobre o período suspeito.
Quando é decretada a falência de um empresário, este já se encontrava em crise econômico-
-financeira. Ou seja, o empresário já vinha “ruim das pernas” antes mesmo de ser protocolado 
o pedido de sua falência. Ninguém “quebra” de uma vez, a situação vai, a cada dia, ficando 
mais feia.
Sabendo disso, o magistrado fixará, na sentença, um prazo retroativo máximo de 90 dias, pra-
zo este contado do pedido de falência, do pedido de recuperação judicial ou do 1º (primeiro) 
protesto por falta de pagamento, aquilo acontecer primeiro.
III  – a sentença ordenará ao falido que apresente, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, relação 
nominal dos credores, indicando endereço, importância, natureza e classificação dos respectivos 
créditos, se esta já não se encontrar nos autos, sob pena de desobediência;
IV – a sentença explicitará o prazo para as habilitações de crédito, observado o disposto no § 1º 
do art. 7º desta Lei;
V – a sentença ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o falido, ressalvadas 
as hipóteses previstas nos §§ 1º e 2º do art. 6º desta Lei;
VI  – a sentença proibirá a prática de qualquer ato de disposição ou oneração de bens do fali-
do, submetendo-os preliminarmente à autorização judicial e do Comitê, se houver, ressalvados os 
bens cuja venda faça parte das atividades normais do devedor se autorizada a continuação provi-
sória nos termos do inciso XI do caput deste artigo;
VII – a sentença determinará as diligências necessárias para salvaguardar os interesses das par-
tes envolvidas, podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores quando 
requerida com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei;
VIII – a sentença ordenará ao Registro Público de Empresas que proceda à anotação da falência 
no registro do devedor, para que conste a expressão “Falido”, a data da decretação da falência e a 
inabilitação de que trata o art. 102 desta Lei;
IX – a sentença nomeará o administrador judicial, que desempenhará suas funções na forma do 
inciso III do caput do art. 22 desta Lei sem prejuízo do disposto na alínea a do inciso II do caput do 
art. 35 desta Lei;
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Eis que entra em cena ele, o administrador judicial.
O administrador judicial será nomeado na sentença.
Art. 21. O administrador judicial será profissional idôneo, preferencialmente advogado, economis-
ta, administrador de empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada.
Parágrafo único. Se o administrador judicial nomeado for pessoa jurídica, declarar-se-á, no termo 
de que trata o art. 33 desta Lei, o nome de profissional responsável pela condução do processo de 
falência ou de recuperação judicial, que não poderá ser substituído sem autorização do juiz.
Cuidado! O administrador pode ser pessoa natural, preferencialmente, advogado, economista, 
administrador de empresas ou contador. Isso quer dizer que a banca pode cobrar a possibi-
lidade de o administrador ser um agrônomo. Isso está correto; pois, o legislador deu prefe-
rência para aqueles profissionais, não afastando a possibilidade de outros também serem 
nomeados.
Além disso, uma pessoa jurídica também pode ser nomeada administradora.
O administrador será intimado para, no prazo de 48 horas, para assinar o termo de compro-
misso (artigo 33 da LRF).
Questão 1 (FGV/V/EXAME UNIFICADO) A respeito do Administrador Judicial, no âmbito da 
recuperação judicial, é correto afirmar que
a) somente pode ser destituído pelo Juízo da Falência na hipótese de, após intimado, não apre-
sentar, no prazo de 5 (cinco) dias, suas contas ou os relatórios previstos na Lei n. 11.101/2005.
b) o Administrador Judicial, pessoa física, pode ser formado em Engenharia.
c) será escolhido pela Assembleia Geral de Credores.
d) perceberá remuneração fixada pelo Comitê de Credores.
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Letra b.
a) Errada. A hipótese mencionada na alternativa está previstano artigo 23 da LRF, mas não há 
somente esta hipótese de destituição do administrador judicial, pois
o juiz, de ofício ou a requerimento fundamentado de qualquer interessado, poderá determinar a 
destituição do administrador judicial ou de quaisquer dos membros do Comitê de Credores quando 
verificar desobediência aos preceitos desta Lei, descumprimento de deveres, omissão, negligência 
ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiros (caput do artigo 31 da LRF).
b) Certa. Artigo 21 da LRF.
c) Errada. Será nomeado pelo juiz (artigo 52, I, da LRF).
d) Errada.
Artigo 24. O juiz fixará a remuneração do administrador judicial que não excederá 5% do valor de-
vido aos credores submetidos à recuperação judicial ou do valor de venda dos bens na falência. 
Em se tratando de microempresa e empresa de pequeno porte, a remuneração não excederá 2%.
X – a sentença determinará a expedição de ofícios aos órgãos e repartições públicas e outras en-
tidades para que informem a existência de bens e direitos do falido;
XI – a sentença pronunciar-se-á a respeito da continuação provisória das atividades do falido com 
o administrador judicial ou da lacração dos estabelecimentos, observado o disposto no art. 109 
desta Lei;
XII – a determinará, quando entender conveniente, a convocação da assembleia geral de credo-
res para a constituição de Comitê de Credores, podendo ainda autorizar a manutenção do Comitê 
eventualmente em funcionamento na recuperação judicial quando da decretação da falência;
XIII – a sentença ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazen-
das Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento, 
para que tomem conhecimento da falência.
Parágrafo único. O juiz ordenará a publicação de edital contendo a íntegra da decisão que decreta 
a falência e a relação de credores.
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1.5.8. Sistema recursal falimentar
Em se tratando de procedimento falimentar, ou a sentença será de procedência (decreta-
-se a falência) ou será de improcedência (não é decretada a falência). Isso quer dizer que no 
procedimento falimentar não existe pedido parcialmente procedente. Ou o empresário está 
falido ou não está falido. Simples assim!
Logo:
• SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA: Desafia recurso de Agravo de Instrumento;
• SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA: Desafia recurso de Apelação.
Isso mesmo! Se a sentença for de PROCEDÊNCIA, o recurso será AGRAVO DE INSTRU-
MENTO.
1.5.9. Efeitos da decretação da falência
A decretação da falência gera os seguintes efeitos.
• Inabilitação empresarial (artigos 102 e seguintes da LRF).
Art. 102. O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da decreta-
ção da falência e até a sentença que extingue suas obrigações, respeitado o disposto no § 1º do 
art. 181 desta Lei.
Parágrafo único. Findo o período de inabilitação, o falido poderá requerer ao juiz da falência que 
proceda à respectiva anotação em seu registro.
Art. 181. São efeitos da condenação por crime previsto nesta Lei:
I – a inabilitação para o exercício de atividade empresarial;
II – o impedimento para o exercício de cargo ou função em conselho de administração, diretoria ou 
gerência das sociedades sujeitas a esta Lei;
III – a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de negócio.
§ 1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declara-
dos na sentença, e perdurarão até 5 (cinco) anos após a extinção da punibilidade, podendo, contu-
do, cessar antes pela reabilitação penal.
§ 2º Transitada em julgado a sentença penal condenatória, será notificado o Registro Público de 
Empresas para que tome as medidas necessárias para impedir novo registro em nome dos inabi-
litados.
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• Artigo 6º da LRF:
Art. 6º A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial sus-
pende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aque-
las dos credores particulares do sócio solidário.
DICA!
Você deve, inicialmente, ter máxima atenção no caput do ar-
tigo. Veja que somente são suspensas as ações que correm 
em desfavor do devedor empresário, aquelas ações que ele 
é réu. As ações que o devedor for autor, não são suspensas, 
elas continuam a seguir, normalmente, seus respectivos ritos.
Como regra, a decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação 
judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, 
inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário.
Perceba que o caput do artigo 6º fala, claramente que tais suspensões ocorrem pela de-
cretação da falência OU pelo deferimento da recuperação judicial.
Recuperação judicial de empresas
Em relação à recuperação judicial, tal suspensão não excederá 180 dias; após o decurso do 
prazo, é restabelecido o direito dos credores de iniciar ou continuar suas ações e execuções, 
independentemente de pronunciamento judicial (§ 4º).
Ações que não são suspensas:
• ação que demandar quantia ilíquida (§ 1º).
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O § 1º ele fala em AÇÃO que demandar quantia ilíquida; logo, se houver ação em desfavor 
do devedor empresário que verse sobre quantia ilíquida, esta continuará seu trâmite, no juízo 
no qual estiver sendo processada (exceção à VIS ATTRACTIVA DO JUÍZO FALIMENTAR). Con-
tudo, condenado o devedor empresário, liquidado o débito (apurado o quantum debeatur – o 
valor preciso do débito), o cumprimento (a execução) da sentença ficará suspenso (a).
No caso de falência, liquidado o crédito, caberá ao credor habilitar seu crédito para fazer 
parte do quadro geral de credores.
Em se tratando de recuperação judicial, esgotado o prazo de 180 dias, poderá o credor dar 
início ao cumprimento da sentença.
• Ações trabalhistas (§ 2º).
A disposição do parágrafo anterior é aplicada às ações trabalhistas, pois as ações de na-
tureza trabalhista, inclusive as impugnações a que se refere o art. 8º desta Lei, serão proces-
sadas perante a justiça especializada, Justiça do Trabalho (exceção à VIS ATTRACTIVA DO 
JUÍZO FALIMENTAR) até a apuração do respectivo crédito, que será inscrito no quadro geral 
de credores pelo valor determinado em sentença.
No caso de falência, caberá ao credor empregado habilitar seu crédito para fazer parte do 
quadro geral de credores.
Em se tratando de recuperação judicial, esgotado o prazo de 180 dias, poderá o credor 
empregado dar início ou continuar a execução da sentença proferida pelo juízo laboral.
Seja no caso do § 1º (ilíquidas) ou no do § 2º (trabalhistas), poderá ser determinada re-
serva de quantia pelo juízo em que estiver tramitando a ação. O juizpensa: “Se essa ação for 
julgada procedente, o devedor empresário será condenado em, mais ou menos, tanto. ‘Sim-
bora’ logo reservar essa quantia aí, ou o autor não receberá nada” kkkkkk.
• Execuções de natureza fiscal (§ 7º).
No caso de falência, caberá ao Fisco habilitar seu crédito para fazer parte do quadro geral 
de credores.
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Em se tratando de recuperação judicial, as execuções de natureza fiscal não são suspen-
sas pelo deferimento da recuperação judicial, ressalvada a concessão de parcelamento nos 
termos do Código Tributário Nacional e da legislação ordinária específica.
Questão 2 (FGV/VI/EXAME UNIFICADO) ABC Indústria S.A. é uma companhia em crise eco-
nômico-financeira, sendo devedora de salários em atraso a seus empregados, tributos ao 
governo federal e créditos a diversos fornecedores decorrentes do fornecimento de matéria-
-prima.
A ABC obteve o deferimento do processamento do seu pedido de recuperação judicial, e, na 
decisão, o juiz determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra a ABC, na forma 
do artigo 6º da Lei n. 11.101/2005. Não obstante, diversas reclamações trabalhistas, ainda 
em fase de conhecimento em curso perante a Justiça do Trabalho, e duas execuções fiscais, 
em curso perante a Justiça Federal, das quais a ABC era ré, prosseguiram normalmente após 
o referido deferimento do processamento de sua recuperação judicial.
A respeito da situação da recuperação judicial da ABC, é correto afirmar que
a) o juízo da recuperação deverá oficiar aos juízos em que estão sendo processadas as re-
clamações trabalhistas e as execuções fiscais para determinar a suspensão imediata de tais 
feitos.
b) não há qualquer irregularidade no prosseguimento das reclamações trabalhistas e execu-
ções fiscais mencionadas no enunciado, pois tais ações não são suspensas pelo deferimento 
do processamento da recuperação judicial.
c) apenas as execuções fiscais deverão ser suspensas; as reclamações trabalhistas em fase 
de conhecimento poderão prosseguir até a sentença que tornar líquido o crédito do trabalha-
dor reclamante.
d) apenas as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento deverão ser suspensas; as 
execuções fiscais deverão prosseguir normalmente.
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Anulado.
a) Errada. A suspensão é automática (caput do artigo 6º da LRF). O juízo da recuperação ou 
da falência não oficiará; na verdade, ele que deve ser oficiado, comunicado (§6º do artigo 6º 
da LRF).
b) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
c) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
d) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
Inicialmente, a FGV apontou como alternativa correta a letra “d”, contudo, recuou e anulou a 
questão. Até a banca fez confusão. Veja:
COMUNICADO: A Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado e a Fundação Getulio Var-
gas, após análise da Prova Objetiva do VI Exame de Ordem Unificado – relativa à primeira fase 
– torna pública a anulação das questões 35 e 51 do caderno de prova do tipo 1 e suas correspon-
dentes nos cadernos tipo 2, 3 e 4, sendo atribuída a respectiva pontuação a todos os examinandos.
• Artigo 77 da LRF.
Art. 77. A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos 
sócios ilimitada e solidariamente responsáveis, com o abatimento proporcional dos juros, e con-
verte todos os créditos em moeda estrangeira para a moeda do País, pelo câmbio do dia da decisão 
judicial, para todos os efeitos desta Lei.
• Demais efeitos da decretação da falência.
Os demais efeitos da decretação da falência estão previstos nos artigos 115 ao artigo 128 
da LRF, artigos que recomendo veementemente a leitura, aqui colocarei os que julgo principais:
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Art. 115. A decretação da falência sujeita todos os credores, que somente poderão exercer os seus 
direitos sobre os bens do falido e do sócio ilimitadamente responsável na forma que esta Lei pres-
crever.
Art. 116. A decretação da falência suspende:
I – o exercício do direito de retenção sobre os bens sujeitos à arrecadação, os quais deverão ser 
entregues ao administrador judicial;
II – o exercício do direito de retirada ou de recebimento do valor de suas quotas ou ações, por parte 
dos sócios da sociedade falida.
Art. 117. Os contratos bilaterais não se resolvem pela falência e podem ser cumpridos pelo admi-
nistrador judicial se o cumprimento reduzir ou evitar o aumento do passivo da massa falida ou for 
necessário à manutenção e preservação de seus ativos, mediante autorização do Comitê.
§ 1º O contratante pode interpelar o administrador judicial, no prazo de até 90 (noventa) dias, con-
tado da assinatura do termo de sua nomeação, para que, dentro de 10 (dez) dias, declare se cumpre 
ou não o contrato.
§ 2º A declaração negativa ou o silêncio do administrador judicial confere ao contraente o direito à 
indenização, cujo valor, apurado em processo ordinário, constituirá crédito quirografário.
(...)
Art. 120. O mandato conferido pelo devedor, antes da falência, para a realização de negócios, ces-
sará seus efeitos com a decretação da falência, cabendo ao mandatário prestar contas de sua 
gestão.
§ 1º O mandato conferido para representação judicial do devedor continua em vigor até que seja 
expressamente revogado pelo administrador judicial.
§ 2º Para o falido, cessa o mandato ou comissão que houver recebido antes da falência, salvo os 
que versem sobre matéria estranha à atividade empresarial.
Art. 121. As contas-correntes com o devedor consideram-se encerradas no momento de decreta-
ção da falência, verificando-se o respectivo saldo.
Art. 122. Compensam-se, com preferência sobre todos os demais credores, as dívidas do devedor 
vencidas até o dia da decretação da falência, provenha o vencimento da sentença de falência ou 
não, obedecidos os requisitos da legislação civil.
Parágrafo único. Não se compensam:
I – os créditos transferidos após a decretação da falência, salvo em caso de sucessão por fusão, 
incorporação, cisão ou morte; ou
II – os créditos, ainda que vencidos anteriormente, transferidos quando já conhecido o estado de 
crise econômico-financeira do devedor ou cuja transferência se operou com fraude ou dolo.
(...)
Art. 124. Contra a massa falida não são exigíveis juros vencidos após a decretação da falência, 
previstos em lei ou em contrato, se o ativo apurado não bastar para o pagamento dos credores 
subordinados.
Parágrafo único. Excetuam-se desta disposição os juros das debêntures e dos créditos com 
garantia real, mas por eles responde, exclusivamente, o  produtodos bens que constituem a 
garantia.
Art. 125. Na falência do espólio, ficará suspenso o processo de inventário, cabendo ao adminis-
trador judicial a realização de atos pendentes em relação aos direitos e obrigações da massa 
falida.
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1.6. FAse de execução coletivA
DICA!
A partir desse momento, aconselho acompanhar o estudo 
tendo em mãos o 2º mapa mental — FALÊNCIA (1.6) FASE DE 
EXECUÇÃO COLETIVA.
Decretada a falência, será iniciada, automaticamente, a fase de execução coletiva.
1.6.1. Ineficácia de atos (artigo 129 da LRF)
Há atos que são ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante co-
nhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não intenção deste 
fraudar credores (artigo 129):
I – o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo legal, por qualquer 
meio extintivo do direito de crédito, ainda que pelo desconto do próprio título;
Quando é decretada a falência de um empresário, este já se encontrava em crise econômico-
-financeira. Ou seja, o empresário já vinha “ruim das pernas” antes mesmo de ser protocolado 
o pedido de sua falência. Ninguém “quebra” de uma vez, a situação vai, a cada dia, ficando 
mais feia.
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zo este contado do pedido de falência, do pedido de recuperação judicial ou do 1º (primeiro) 
protesto por falta de pagamento, aquilo acontecer primeiro.
Com efeito, o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo 
legal (dentro do prazo máximo de 90 dias, fixado pelo magistrado), por qualquer meio extin-
tivo do direito de crédito, ainda que pelo desconto do próprio título, é ineficaz em relação à 
massa falida, salvo se tal pagamento estiver previsto no plano de recuperação de empresas.
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II – o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal, por qualquer for-
ma que não seja a prevista pelo contrato;
O inciso II também fala de pagamento de dívidas dentro do termo legal; contudo, dife-
rentemente do disposto no inciso anterior onde a dívida não estava vencida, neste caso as 
dívidas estão vencidas, estão exigíveis, mas o pagamento foi realizado de modo diverso do 
que previsto no contrato. Imagine um empresário que deve certa quantia a um fornecedor, no 
contrato está previsto o pagamento em espécie (em dinheiro), diante da ausência de capital, 
o empresário transfere para o fornecedor/credor um automóvel. Essa transferência é ineficaz 
em relação à massa falida, salvo se tal pagamento estiver previsto no plano de recuperação 
de empresas.
III – a constituição de direito real de garantia, inclusive a retenção, dentro do termo legal, tratan-
do-se de dívida contraída anteriormente; se os bens dados em hipoteca forem objeto de outras 
posteriores, a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor da hipoteca revogada, salvo 
se tal pagamento estiver previsto no plano de recuperação de empresas;
IV – a prática de atos a título gratuito, desde 2 (dois) anos antes da decretação da falência;
V – a renúncia à herança ou a legado, até 2 (dois) anos antes da decretação da falência;
VI – a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o consentimento expresso ou o pa-
gamento de todos os credores, a esse tempo existentes, não tendo restado ao devedor bens sufi-
cientes para solver o seu passivo, salvo se, no prazo de 30 (trinta) dias, não houver oposição dos 
credores, após serem devidamente notificados, judicialmente ou pelo oficial do registro de títulos e 
documentos, salvo se tal pagamento estiver previsto no plano de recuperação de empresas;
VII – os registros de direitos reais e de transferência de propriedade entre vivos, por título oneroso 
ou gratuito, ou a averbação relativa a imóveis realizados após a decretação da falência, salvo se 
tiver havido prenotação anterior.
Parágrafo único. A ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz, alegada em defesa ou pleite-
ada mediante ação própria ou incidentalmente no curso do processo.
1.6.2. Revogação de atos (artigos 130 a 138 da LRF)
Diferentemente da ineficácia de atos, os atos praticados com a intenção de prejudicar cre-
dores, provando-se o conluio fraudulento entre o devedor e o terceiro que com ele contratar e 
o efetivo prejuízo sofrido pela massa falida, são revogáveis.
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A ação revocatória, deverá ser proposta pelo administrador judicial, por qualquer credor 
ou pelo Ministério Público no prazo de 3 anos, contado da decretação da falência.
Artigo 132: A ação revocatória pode ser promovida:
I – contra todos os que figuraram no ato ou que por efeito dele foram pagos, garantidos ou bene-
ficiados;
II – contra os terceiros adquirentes, se tiveram conhecimento, ao se criar o direito, da intenção do 
devedor de prejudicar os credores;
III – contra os herdeiros ou legatários das pessoas indicadas nos incisos I e II do caput deste artigo.
1.6.3. Arrecadação dos bens do falido (artigo 108 e seguintes da LRF)
O administrador será intimado para, no prazo de 48 horas, para assinar o termo de compro-
misso (artigo 33 da LRF).
Momento da arrecadação
Art. 108. Ato contínuo à assinatura do termo de compromisso, o administrador judicial efetuará a 
arrecadação dos bens e documentos e a avaliação dos bens, separadamente ou em bloco, no local 
em que se encontrem, requerendo ao juiz, para esses fins, as medidas necessárias.
§ 1º Os bens arrecadados ficarão sob a guarda do administrador judicial ou de pessoa por ele es-
colhida, sob responsabilidade daquele, podendo o falido ou qualquer de seus representantes ser 
nomeado depositário dos bens.
§ 2º O falido poderá acompanhar a arrecadação e a avaliação.
§ 3º O produto dos bens penhorados ou por outra forma apreendidos entrará para a massa, cum-
prindo ao juiz deprecar, a  requerimento do administrador judicial, às  autoridades competentes, 
determinando sua entrega.
§ 4º Não serão arrecadados os bens absolutamente impenhoráveis.
§ 5º Ainda que haja avaliação em bloco, o bem objeto de garantia real será também avaliado sepa-
radamente, para os fins do § 1º do art. 83 desta Lei.
Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:
(...)
II – créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;
(...)
§ 1º Para os fins do inciso II do caput deste artigo, será considerado como valor do bem objeto de 
garantia real a importância efetivamente arrecadada com sua venda, ou, no caso de alienação em 
bloco, o valor de avaliação do bem individualmente considerado.
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Restituição de Coisas
Restituição de coisas de terceiros (caput do artigo 85 da LRF)
Art. 85. O proprietário de bem arrecadado no processo de falência ou que se encontre em poder do 
devedor na data da decretação da falência poderá pedir sua restituição.
Como visto, automaticamente, o  administrador judicial irá arrecadar todos os bens do 
falido. Isso é feito para a preservação do ativo que será alienado para a distribuição do produ-
to da venda entre os credores. Ocorre que há casos de arrecadação de bens que não são do 
falido, são de terceiros.
EXEMPLO:
Imagine que, na falência do Supermercado “X” Ltda., o administrador judicial realizou a arre-
cadação dos bens e que, dentre os bens arrecadados, havia freezers, máquinas de café, dentre 
outros objetos que não eram do falido; mas, de terceiros.
Quem nunca entrou num supermercado e experimentou um cafezinho fornecido por determi-
nada marca que deixou a máquina de café exposta para os clientes?
Pois então! Se esses bens de terceiros forem arrecadados, os proprietários podem requerer a 
respectiva restituição.
Restituição de coisa vendida a prazo (parágrafo único do artigo 85 da LRF)
Além dessa hipótese, é possível também a restituição de coisa vendida a crédito e entre-
gue ao devedor nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua falência, se ainda não 
alienada.
Restituição em dinheiro
Há hipóteses de restituição em dinheiro previstas no artigo 86 da LRF:
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Art. 86. Proceder-se-á à restituição em dinheiro:
I – se a coisa não mais existir ao tempo do pedido de restituição, hipótese em que o requerente 
receberá o valor da avaliação do bem, ou, no caso de ter ocorrido sua venda, o respectivo preço, em 
ambos os casos no valor atualizado;
II – da importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento 
a contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, de 14 de 
julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não exceda 
o previsto nas normas específicas da autoridade competente;
III – dos valores entregues ao devedor pelo contratante de boa-fé na hipótese de revogação ou 
ineficácia do contrato, conforme disposto no art. 136 desta Lei.
Questão 3 (FGV/XXVIII/EXAME UNIFICADO) Jacinto Almenara EIRELI teve um bem de sua 
propriedade arrecadado pelo administrador judicial na falência de Rubim & Divisa Ltda., mas 
foi informado que o referido bem já tinha sido alienado pela massa.
Ciente dessa circunstância, o(a) advogado(a) da EIRELI
a) não poderá pleitear a restituição do bem nem receber o preço da venda em razão de já ter 
sido alienado pela massa falida.
b) deverá habilitar o crédito no processo de falência, com a classificação de quirografário, 
diante da impossibilidade de sua restituição in natura.
c) poderá pleitear a restituição em dinheiro, recebendo o preço obtido com a venda do bem 
arrecadado, devidamente atualizado.
d) deverá ajuizar ação revocatória para obter indenização da massa falida pela venda ilegal do 
bem arrecadado, que deveria lhe ter sido restituído.
Letra b.
Inciso I do artigo 86 da LRF.
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1.6.4. Realização do Ativo
Logo após a arrecadação dos bens, com a juntada do respectivo auto ao processo de fa-
lência, será iniciada a realização do ativo (artigo 139 da LRF).
A alienação dos bens será realizada de uma das seguintes formas, observada a seguinte 
ordem de preferência (artigo 140 da LRF):
I – (PORTEIRA FECHADA) alienação da empresa, com a venda de seus estabelecimentos em bloco 
— EM TAL HIPÓTESE, A PREFERÊNCIA É PARA A VENDA DE TODOS OS ESTABELECIMENTOS DO 
FALIDO PARA UMA ÚNICA PESSOA.
EXEMPLO:
O falido tem estabelecimento em Belo Horizonte/MG, em Goiânia/GO, em Macapá/AP e em 
Campo Grande/MS.
Em tal hipótese, uma única pessoa arremata todas as unidades PORTEIRA FECHADA, com 
tudo dentro.
II – (PORTEIRA FECHADA) alienação da empresa, com a venda de suas filiais ou unidades pro-
dutivas isoladamente — CASO NÃO SEJA POSSÍVEL A VENDA DE TODOS OS ESTABELECIMENTO 
DO FALIDO, O LEGISLADOR TENTA MAIS UMA VEZ PRESERVAR A EMPRESA COLOCANDO, COMO 
SEGUNDA FORMA DE ALIENAÇÃO, A VENDA DAS UNIDADES ISOLADAS.
EXEMPLO:
O falido tem estabelecimento em Belo Horizonte/MG, em Goiânia/GO, em Macapá/AP e em 
Campo Grande/MS.
Em tal hipótese, uma pessoa arremata a unidade MG, outra arremata a unidade GO, outra arre-
mata a unidade AP e outra arremata a unidade MS.
III – alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor.
Ainda no ânimo de preservação da empresa, na hipótese de frustração das unidades por-
teira fechada, o legislador colocou como terceira hipótese de realização do ativo a venda dos 
bens em bloco. Assim uma pessoa compra todos aparelhos de ar-condicionado, outra com-
pra todos as caixas registradoras, outra pessoa compra todos os veículos...
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IV – alienação dos bens individualmente considerados.
Infrutíferas as alienações porteira fechada ou dos bens em bloco, será realizada a venda 
dos bens individualmente considerados. Em tal hipótese, uma pessoa compra um carro, outra 
compra uma motocicleta, outra compra um computador...
Artigo 140 da LRF:
§ 1º Se convier à realização do ativo, ou em razão de oportunidade, podem ser adotadas mais de 
uma forma de alienação.
§ 2º A realização do ativo terá início independentemente da formação do quadro geral de credores.
§ 3º A alienação da empresa terá por objeto o conjunto de determinados bens necessários à ope-
ração rentável da unidade de produção, que poderá compreender a transferência de contratos es-
pecíficos.
A alienação do patrimônio do falido será realizada em alguma das modalidades previstas 
no artigo 142 da LRF:
Art. 142. O  juiz, ouvido o administrador judicial e atendendo à orientação do Comitê, se houver, 
ordenará que se proceda à alienação do ativo em uma das seguintes modalidades:
I – leilão, por lances orais;
II – propostas fechadas;
III – pregão.
§ 1º A realização da alienação em quaisquer das modalidades de que trata este artigo será ante-
cedida por publicação de anúncio em jornal de ampla circulação, com 15 (quinze) dias de antece-
dência, em se tratando de bens móveis, e com 30 (trinta) dias na alienação da empresa ou de bens 
imóveis,facultada a divulgação por outros meios que contribuam para o amplo conhecimento da 
venda.
§ 2º A alienação dar-se-á pelo maior valor oferecido, ainda que seja inferior ao valor de avaliação.
1.6.5. Habilitação de Crédito
Habilitação de crédito é um procedimento judicial por meio do qual o credor do falido se 
torna credor da massa falida.
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DICA!
Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da 
recuperação judicial, quando definitivamente incluídos no 
quadro geral de credores, tendo prosseguimento as habilita-
ções que estejam em curso (artigo 80 da LRF).
Ou seja, uma vez convolada a recuperação em falência, even-
tuais credores remanescentes da recuperação não precisarão 
habilitar seus créditos; estes serão, automaticamente, incluí-
dos no QGC.
O procedimento da habilitação de créditos está previsto nos artigos 7º a 20 da LRF e tem 
a finalidade de formar o Quadro Geral de Credores (QGC). Vamos estudar o danado.
PROFERIDA A SENTENÇA QUE DECRETA A FALÊNCIA: o juiz ordenará a publicação de edi-
tal (EDITAL – I) contendo a íntegra da decisão que decreta a falência e a relação de credores 
(parágrafo único do artigo 99 da LRF).
PUBLICADO O EDITAL – I: se iniciará o prazo de 15 dias para:
• Apresentação de habilitações (os credores que não estiverem incluídos no Edital – I, 
poderão requerer a habilitação de seus créditos, cumpridos os requisitos do artigo 9º 
da LRF);
DICA!
Credor retardatário é aquele que pede a inclusão do seu cré-
dito após o prazo da habilitação (15 dias após a publicação do 
Edital – I).
Claro que, na hipótese de algum credor perder tal prazo, ele 
ainda poderá promover a sua habilitação; mas, diante do fato 
de ser fora do prazo de 15 dias, tal habilitação será considera-
da retardatária. Como sanção pela habilitação fora do prazo, 
o credor retardatário:
a) perderá o direito a rateios eventualmente realizados e fica-
rão sujeitos ao pagamento de custas, não se computando os 
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acessórios compreendidos entre o término do prazo e a data 
do pedido de habilitação;
b) não terão direito a voto nas deliberações da assembleia ge-
ral de credores, salvo créditos decorrentes da legislação de 
trabalho;
c) se apresentada antes da homologação do QGC, a habilita-
ção retardatária seguirá o rito da(s) impugnação(ões) que será 
estudado em instantes.
• Apresentação de divergências (diante de qualquer irregularidade no Edital I, qualquer 
credor poderá apresentar divergência).
TRANSCORRIDO O PRAZO DE 15 DIAS: inicia-se um novo prazo, agora de 45 dias, para:
• O administrador fazer análise das habilitações e das divergências.
• O administrador judicial, após a análise das habilitações e das divergências, fazer pu-
blicar, ao se encerrar o prazo de 45 dias, o Edital – II contendo a relação de credores, 
devendo indicar o local, o horário e o prazo comum em que o Comitê, qualquer credor, 
o devedor ou seus sócios ou o Ministério Público terão acesso aos documentos que 
fundamentaram a elaboração dessa relação.
DICA!
Se a oposição versar sobre crédito trabalhista, será compe-
tente o juízo da justiça especializada, ou seja, justiça do tra-
balho (§2º do artigo 6º da LRF).
PUBLICADO O EDITAL – II (artigo 8º da LRF): se iniciará o prazo de 10 dias para que:
• o Comitê, qualquer credor, o devedor ou seus sócios ou o Ministério Público apresente, 
ao juiz, impugnação contra a relação de credores, apontando a ausência de qualquer 
crédito ou manifestando-se contra a legitimidade, importância ou classificação de cré-
dito relacionado;
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• as impugnações de créditos trabalhistas, serão processadas perante a justiça espe-
cializada (justiça do trabalho) até a apuração do respectivo crédito (§ 2º do artigo 6º 
da LRF).
1ª HIPÓTESE DE HOMOLOGAÇÃO DO QGC: se ninguém apresentar impugnação, o juiz ho-
mologa o QGC.
DICA!
Se apresentada depois da homologação do QGC, a habilita-
ção retardatária seguirá o rito ordinário previsto no CPC.
APRESENTADA(S) IMPUGNAÇÃO(ÕES): não haverá a homologação do QGC até que seja 
(m) julgada (s) pelo juiz, o qual observará o seguinte procedimento:
• os credores cujos créditos forem impugnados serão intimados para contestar a im-
pugnação, no prazo de 5 (cinco) dias, juntando os documentos que tiverem e indicando 
outras provas que reputem necessárias;
• em seguida, o devedor e o Comitê de Credores, se houver, serão intimados pelo juiz para 
se manifestar sobre ela no prazo comum de 5 (cinco) dias;
• por fim, o administrador judicial será intimado pelo juiz para emitir parecer no prazo de 
5 dias, devendo juntar à sua manifestação o laudo elaborado pelo profissional ou em-
presa especializada, se for o caso, e todas as informações existentes nos livros fiscais 
e demais documentos do devedor acerca do crédito, constante ou não da relação de 
credores, objeto da impugnação.
CONCLUSÃO DA(S) IMPUGNAÇÃO(ÕES) AO JUIZ: Após as manifestações anteriores, 
os autos de impugnação serão conclusos ao juiz, que:
• determinará a inclusão no quadro geral de credores das habilitações de créditos não 
impugnadas, no valor constante da relação referida no § 2º do art. 7º desta Lei;
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• julgará as impugnações que entender suficientemente esclarecidas pelas alegações e 
provas apresentadas pelas partes, mencionando, de cada crédito, o valor e a classifi-
cação;
• fixará, em cada uma das restantes impugnações, os aspectos controvertidos e decidirá 
as questões processuais pendentes;
• determinará as provas a serem produzidas, designando audiência de instrução e julga-
mento, se necessário;
• determinará, para fins de rateio, a reserva de valor para satisfação do crédito impug-
nado. Caso seja oposição parcial, a impugnação não impedirá o pagamento da parte 
incontroversa;
• proferirá decisão sobre a(s) impugnação(ões).
RECURSO:
• da decisão judicial sobre a impugnação caberá agravo;
• recebido o agravo, o relator poderá conceder efeito suspensivo à decisão que reconhe-
ce o crédito ou determinar a inscrição ou modificação do seu valor ou classificação no 
quadro geral de credores, para fins de exercício de direito de voto em assembleia geral.
2ª HIPÓTESE DE HOMOLOGAÇÃO DO QGC: julgada(s) a(s) impugnação(ões), o adminis-
trador judicial será responsável pela consolidaçãodo quadro geral de credores, a ser homo-
logado pelo juiz.
DICA!
Se apresentada depois da homologação do QGC, a habilita-
ção retardatária seguirá o rito ordinário previsto no CPC.
1.6.6. Credores
Em se tratando de falência, há duas modalidades de créditos, extraconcursais e concursais.
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Para você compreender esse tema recorrente no Exame, deve entender que a sentença 
que decreta a falência é um marco no procedimento falimentar.
• Se o crédito foi constituído antes da decretação da falência; será, como regra, concursal.
• Se o crédito foi constituído após a decretação da falência, será extraconcursal.
Os créditos concursais recebem esse nome, pois são aqueles constituídos antes da de-
cretação da falência tendo o devedor empresário (falido) como devedor. Assim, diante do 
princípio da par conditio creditorum, que determina a isonomia dos credores, tais créditos 
devem ser agrupados, classe a classe, sendo que o pagamento de uma classe está condicio-
nado ao pagamento da classe anterior.
Tais créditos se diferem dos créditos extraconcursais, pois estes possuem como devedor 
a massa falida. Como exemplo, você pode imaginar o fato de ter sido decretada a falência de 
um supermercado, ter sido nomeado o administrador judicial, este ter arrecadado os bens 
do falido; mas, diante do fato de a falência ter como finalidade a preservação da empresa, 
da atividade econômica, o supermercado pode continuar seu funcionamento para preservar 
clientela, colaboradores... Se continuar o funcionamento do supermercado falido, as verbas 
trabalhistas, os tributos incidentes, dentre outros débitos, não serão devidos pelo falido, mas 
sim pela massa falida. Logo, tais débitos são considerados extraconcursais.
Vale destacar que, os créditos concursais, em que pese, como regra, serem anteriores à 
decretação da falência, somente serão pagos se os extraconcursais estiverem devidamente 
quitados.
Extraconcursais (artigo 84 da LRF)
Art. 84. Serão considerados créditos extraconcursais e serão pagos com precedência sobre os 
mencionados no art. 83 desta Lei, na ordem a seguir, os relativos a:
1ª CLASSE EXTRACONCURSAL – remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxilia-
res, e créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho relati-
vos a serviços prestados após a decretação da falência;
2ª CLASSE EXTRACONCURSAL – quantias fornecidas à massa pelos credores;
3ª CLASSE EXTRACONCURSAL – despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e 
distribuição do seu produto, bem como custas do processo de falência;
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4ª CLASSE EXTRACONCURSAL – custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa 
falida tenha sido vencida;
5ª CLASSE EXTRACONCURSAL – obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados du-
rante a recuperação judicial, nos termos do art. 67 desta Lei, ou após a decretação da falência, 
e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência, respeitada a ordem 
estabelecida no art. 83 desta Lei.
Perceba que praticamente, em todos os 5 incisos, o legislador foi bem claro declarando 
que a constituição do crédito ocorreu APÓS A DECRETAÇÃO DA FALÊNCIA, ou declarando que 
o devedor é a MASSA FALIDA.
Cuidado, pois a única exceção, a única hipótese de crédito constituído ANTES DA DECRE-
TAÇÃO DA FALÊNCIA e que será considerado extraconcursal está previsto na primeira parte 
do inciso V (obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recupera-
ção judicial, nos termos do art. 67 desta Lei):
Art. 67. Os créditos decorrentes de obrigações contraídas pelo devedor durante a recuperação ju-
dicial, inclusive aqueles relativos a despesas com fornecedores de bens ou serviços e contratos de 
mútuo, serão considerados extraconcursais, em caso de decretação de falência, respeitada, no que 
couber, a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei.
Parágrafo único. Os créditos quirografários sujeitos à recuperação judicial pertencentes a forne-
cedores de bens ou serviços que continuarem a provê-los normalmente após o pedido de recupe-
ração judicial terão privilégio geral de recebimento em caso de decretação de falência, no limite do 
valor dos bens ou serviços fornecidos durante o período da recuperação.
O caput do artigo 67 traz a hipótese de o devedor empresário entrar em recuperação de 
empresa, e aquele fornecedor que, durante a recuperação do devedor empresário, continuar a 
provê-lo normalmente, na hipótese de quebra do devedor empresário, tais créditos serão con-
siderados extraconcursais. Essa é a única exceção, a única hipótese de crédito constituído 
antes da decretação da falência que será considerado extraconcursal.
Professor, e o parágrafo único do 67 da LRF?
O parágrafo único é concursal, você o estudará no próximo ponto.
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Concursais (artigo 83 da LRF)
Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:
1ª CLASSE CONCURSAL – os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento 
e cinquenta) salários mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho;
A primeira classe concursal são os créditos trabalhistas. Cuidado, pois as verbas traba-
lhistas limitadas a 150 S/M por serviços prestados ao falido, o que exceder será pago na clas-
se quirografária (inciso VI, alínea “c”), em se tratando de acidente de trabalho não há tal limite.
2ª CLASSE CONCURSAL – créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;
Cuidado, pois, como visto, decretada a falência, a regra é a não incidência de juros pos-
teriores à decretação da falência, salvo em se tratando de debêntures e créditos com garan-
tia real.
Art. 124. Contra a massa falida não são exigíveis juros vencidos após a decretação da falência, 
previstos em lei ou em contrato, se o ativo apurado não bastar para o pagamento dos credores 
subordinados.
Parágrafo único. Excetuam-se desta disposição os juros das debêntures e dos créditos com ga-
rantia real, mas por eles responde, exclusivamente, o produto dos bens que constituem a garantia.
3ª CLASSE CONCURSAL – créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de 
constituição, excetuadas as multas tributárias;
As multas tributárias estão no inciso VII abaixo, elas serão pagas se o dinheiro, “com mui-
ta oração”, chegar até aquela classe.
4ª CLASSE CONCURSAL – créditos com privilégio especial, a saber:
a) os previstos no art. 964 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002;
b) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei;
c) aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia;
d) aqueles em favor dos microempreendedoresindividuais e das microempresas e empresas de 
pequeno porte de que trata a LC n. 123/2006.
5ª CLASSE CONCURSAL – créditos com privilégio geral, a saber:
a) os previstos no art. 965 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002;
b) os previstos no parágrafo único do art. 67 desta Lei;
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DIREITO EMPRESARIAL
Como visto acima, aquele fornecedor que, durante a recuperação do devedor empresário, 
continuar a provê-lo normalmente, na hipótese de quebra do devedor empresário, tais crédi-
tos serão considerados extraconcursais.
Esse fornecedor terá outro benefício, os eventuais débitos quirografários existentes an-
tes da recuperação dos devedores empresários deixarão de serem quirografários para serem 
créditos com privilégio geral. Mais um estímulo do legislador para que os fornecedores con-
tinuem a suprir as necessidades do devedor empresário, tudo isso para preservar a empresa.
c) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária desta Lei;
EXEMPLO:
Exemplo de crédito com privilégio geral é o artigo 24 do Estatuto da OAB:
Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular 
são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, concurso de 
credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial.
6ª CLASSE CONCURSAL – créditos quirografários, a saber:
a) aqueles não previstos nos demais incisos deste artigo;
b) os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu pa-
gamento;
c) os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o limite estabelecido 
no inciso I do caput deste artigo;
7ª CLASSE CONCURSAL – as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis pe-
nais ou administrativas, inclusive as multas tributárias;
8ª CLASSE CONCURSAL – créditos subordinados, a saber:
a) os assim previstos em lei ou em contrato;
b) os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício.
DICA!
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído após a 
decretação da falência ou em relação à massa falida, será EX-
TRACONCURSAL.
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído antes da 
decretação da falência ou em relação ao falido, será CON-
CURSAL.
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Questão 4 (FGV/IV/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária XYZ Computação Gráfica 
S.A. teve sua falência decretada. Na correspondente sentença, foi autorizada a continuação 
provisória das atividades da falida com o administrador judicial, fato esse que perdurou por 
um período de 10 (dez) meses.
Como são juridicamente qualificados os titulares dos créditos trabalhistas relativos a servi-
ços prestados durante esse interregno posterior à decretação da falência?
a) Credores concursais.
b) Credores concorrentes prioritários.
c) Credores reivindicantes.
d) Credores extraconcursais.
Letra b.
Quando o examinador disse: a serviços prestados durante esse interregno posterior à decre-
tação da falência, fica fácil! EXTRACONCURSAL!
1.6.7. Pagamento dos Credores
Realizado o ativo e homologado o QGC ou vice-versa, chegou a hora de efetuarmos o pa-
gamento dos credores.
Como fica a ordem de pagamento, professor? Quem recebe primeiro, quem recebe por 
último?
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Vamos lá!
1º LUGAR: Herbie
Wikipédia
Herbie é um personagem fictício que apareceu em seis filmes produzidos pelos estúdios Disney. 
Herbie é um Volkswagen Fusca 1963, de cor branco pérola (código VW L87), dotado de vida própria, 
com uma incrível inteligência, carisma e personalidade. É um Fusca desprezado que vai parar nas 
mãos de Jim Douglas, um piloto de corridas fracassado que, graças a Herbie, ganha confiança e 
começa vencer várias corridas.
(Wikipédia)
Eu, carinhosamente, apelidei o credor que recebe em primeiro lugar de Herbie, que nas 
corridas sempre chegava em 1º lugar e ostentava o número 53.
Esse credor é o empregado por serviços prestados ao falido.
Preciso que você entenda isto: as verbas trabalhistas por serviços prestados ao falido 
são consideradas crédito concursal; ou seja, os empregados receberão somente após o pa-
gamento dos credores extraconcursais. Entretanto, para não deixar os empregados sem, pelo 
menos, um pouco de dinheiro para comer, o legislador determinou que os créditos trabalhis-
tas de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 (três) meses anteriores à decretação da 
falência, até o limite de 5 (cinco) salários mínimos por trabalhador, serão pagos tão logo haja 
disponibilidade em caixa.
Ou seja, cada empregado poderá receberá, em primeiro lugar, crédito trabalhista de natu-
reza estritamente salarial com os seguintes limites:
• 5 salários mínimos;
• vencidos nos 3 meses anteriores à decretação da falência.
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A quantia que exceder, será recebida na 1ª classe concursal.
EXEMPLO:
Imagine que um diretor de uma companhia que acabou de falir tenha uma quantia equivalente 
a 200 salários mínimos para receber de créditos estritamente salarial, tal quantia foi acumu-
lada nos 5 meses que precederam à decretação da falência. Ele receberá da seguinte forma:
– 5 S/M: em primeiro lugar (Herbie);
– 150 S/M: 1ª classe concursal; e
– 45 S/M: 6ª classe concursal (quirografário).
2º LUGAR: as restituições em dinheiro (parágrafo único do artigo 86 da LRF).
Como visto, automaticamente, o administrador judicial irá arrecadar todos os bens do falido. 
Isso é feito para a preservação do ativo que será alienado para a distribuição do produto da 
venda entre os credores. Ocorre que há casos de arrecadação de bens que não são do falido, 
são de terceiros.
Em tal situação o proprietário da coisa poderá pedir a sua restituição, bem como a restituição 
da coisa vendida a prazo nos 15 dias q antecederem a falência.
O artigo 86 da LRF arrola três hipóteses de restituição em dinheiro:
Art. 86. Proceder-se-á à restituição em dinheiro:
I – se a coisa não mais existir ao tempo do pedido de restituição, hipótese em que o requerente 
receberá o valor da avaliação do bem, ou, no caso de ter ocorridosua venda, o respectivo preço, em 
ambos os casos no valor atualizado;
II – da importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento 
a contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, de 14 de 
julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não exceda 
o previsto nas normas específicas da autoridade competente;
III – dos valores entregues ao devedor pelo contratante de boa-fé na hipótese de revogação ou 
ineficácia do contrato, conforme disposto no art. 136 desta Lei.
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Nessa passada, quando houver restituição em dinheiro a ser realizada, estas somente 
ocorrerão após o pagamento dos Herbie’s (artigo 151 da LRF), nos termos do parágrafo único 
do artigo 86 da LRF.
3º LUGAR: créditos extraconcursais (artigo 84 da LRF).
4º LUGAR: Créditos concursais (artigo 83 da LRF).
Questão 5 (FGV/IX/EXAME UNIFICADO) A respeito do processo de falência, assinale a afir-
mativa correta.
a) As restituições em dinheiro determinadas por sentença judicial poderão ser realizadas an-
tes do pagamento de qualquer crédito.
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b) Os créditos ao serem classificados, os créditos com garantia real terão preferência sobre 
os créditos tributários, independentemente do valor do bem dado em garantia.
c) Os créditos decorrentes das remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxi-
liares serão pagos com preferência em relação aos credores concursais.
d) Os credores remanescentes da recuperação deverão habilitar seus créditos na falência, em 
qualquer hipótese, quando da convolação da recuperação judicial em falência.
Letra c.
a) Errada. Os Herbie’s são pagos em primeiro lugar.
b) Errada. Em relação aos créditos com garantia real, estes terão preferência sobre os fiscais 
até o limite do valor do bem gravado.
c) Certa. 1ª CLASSE DOS EXTRACONCURSAIS.
d) Errada. Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da recuperação judicial, 
quando definitivamente incluídos no quadro geral de credores, tendo prosseguimento as ha-
bilitações que estejam em curso (artigo 80 da LRF). Ou seja, uma vez convolada a recupera-
ção em falência, eventuais credores remanescentes não precisarão habilitar seus créditos, 
eles serão, automaticamente, incluídos no QGC.
1.6.8. Encerramento da Falência
Art. 154. Concluída a realização de todo o ativo, e distribuído o produto entre os credores, o admi-
nistrador judicial apresentará suas contas ao juiz no prazo de 30 (trinta) dias.
§ 1º As contas, acompanhadas dos documentos comprobatórios, serão prestadas em autos apar-
tados que, ao final, serão apensados aos autos da falência.
§ 2º O juiz ordenará a publicação de aviso de que as contas foram entregues e se encontram à 
disposição dos interessados, que poderão impugná-las no prazo de 10 (dez) dias.
§ 3º Decorrido o prazo do aviso e realizadas as diligências necessárias à apuração dos fatos, o juiz 
intimará o Ministério Público para manifestar-se no prazo de 5 (cinco) dias, findo o qual o admi-
nistrador judicial será ouvido se houver impugnação ou parecer contrário do Ministério Público.
§ 4º Cumpridas as providências previstas nos §§ 2º e 3º deste artigo, o juiz julgará as contas por 
sentença.
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§ 5º A sentença que rejeitar as contas do administrador judicial fixará suas responsabilidades, 
poderá determinar a indisponibilidade ou o sequestro de bens e servirá como título executivo para 
indenização da massa.
§ 6º Da sentença cabe apelação.
Art. 155. Julgadas as contas do administrador judicial, ele apresentará o relatório final da falência 
no prazo de 10 (dez) dias, indicando o valor do ativo e o do produto de sua realização, o valor do 
passivo e o dos pagamentos feitos aos credores, e especificará justificadamente as responsabili-
dades com que continuará o falido.
Art. 156. Apresentado o relatório final, o juiz encerrará a falência por sentença.
Parágrafo único. A sentença de encerramento será publicada por edital e dela caberá apelação.
Art. 157. O prazo prescricional relativo às obrigações do falido recomeça a correr a partir do dia em 
que transitar em julgado a sentença do encerramento da falência.
1.6.9. Extinção das Obrigações do Falido
Art. 158. Extingue as obrigações do falido:
I – o pagamento de todos os créditos;
II – o pagamento, depois de realizado todo o ativo, de mais de 50% (cinquenta por cento) dos cré-
ditos quirografários, sendo facultado ao falido o depósito da quantia necessária para atingir essa 
porcentagem se para tanto não bastou a integral liquidação do ativo;
III – o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado do encerramento da falência, se o falido não 
tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei;
IV – o decurso do prazo de 10 (dez) anos, contado do encerramento da falência, se o falido tiver 
sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei.
Art. 159. Configurada qualquer das hipóteses do art. 158 desta Lei, o falido poderá requerer ao juízo 
da falência que suas obrigações sejam declaradas extintas por sentença.
§ 1º O requerimento será autuado em apartado com os respectivos documentos e publicado por 
edital no órgão oficial e em jornal de grande circulação.
§ 2º No prazo de 30 (trinta) dias contado da publicação do edital, qualquer credor pode opor-se ao 
pedido do falido.
§ 3º Findo o prazo, o juiz, em 5 (cinco) dias, proferirá sentença e, se o requerimento for anterior ao 
encerramento da falência, declarará extintas as obrigações na sentença de encerramento.
§ 4º A sentença que declarar extintas as obrigações será comunicada a todas as pessoas e enti-
dades informadas da decretação da falência.
§ 5º Da sentença cabe apelação.
§ 6º Após o trânsito em julgado, os autos serão apensados aos da falência.
Art. 160. Verificada a prescrição ou extintas as obrigações nos termos desta Lei, o sócio de respon-
sabilidade ilimitada também poderá requerer que seja declarada por sentença a extinção de suas 
obrigações na falência.
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2. recuperAção de empresAs
DICA!
A partir desse momento, aconselho acompanhar o estudo 
tendo em mãos o 3º mapa mental – RECUPERAÇÃO DE EM-
PRESAS.
2.1. conceito
A recuperação de empresas tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econô-
mico-financeira do devedor, afim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos 
trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua 
função social e o estímulo à atividade econômica. O instituto veio ampliar a possibilidade de nego-
ciação dos devedores e seus credores e está disciplinado na Lei n. 11.101/2005 (De Plácido e Silva. 
Vocabulário Jurídico. Forense. 2008).
2.2. FinAlidAde
Preservação da empresa (artigo 47 da LRF):
Art. 47. A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econô-
mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos 
trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua 
função social e o estímulo à atividade econômica.
2.3. espécies
2.3.1. Judicial Ordinária
Requisitos (artigo 48 da LRF)
I – exercício regular das atividades há mais de 2 (dois) anos;
II – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, 
as responsabilidades daí decorrentes;
III – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa conde-
nada por qualquer dos crimes previstos na LRF; e
IV – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial.
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Para ser concedida a recuperação judicial do empresário (PN ou PJ), é necessário o cum-
primento dos quatro requisitos.
Legitimidade
Quem pode requerer a recuperação de empresa?
• O próprio devedor empresário (PN ou PJ).
• Cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente.
Sujeição de créditos (artigo 49 da LRF)
Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido, ain-
da que não vencidos, salvo a importância a que se refere o inciso II do art. 86 da LRF (a im-
portância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento a 
contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, de 14 
de julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não 
exceda o previsto nas normas específicas da autoridade competente).
Art. 49. Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido, ainda 
que não vencidos.
§ 1º Os credores do devedor em recuperação judicial conservam seus direitos e privilégios contra 
os coobrigados, fiadores e obrigados de regresso.
§ 2º As obrigações anteriores à recuperação judicial observarão as condições originalmente con-
tratadas ou definidas em lei, inclusive no que diz respeito aos encargos, salvo se de modo diverso 
ficar estabelecido no plano de recuperação judicial.
§ 3º Tratando-se de credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imó-
veis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos 
contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações 
imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio, seu crédito não se 
submeterá aos efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os direitos de propriedade sobre a 
coisa e as condições contratuais, observada a legislação respectiva, não se permitindo, contudo, 
durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4º do art. 6º desta Lei, a venda ou a retirada do 
estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial.
§ 4º Não se sujeitará aos efeitos da recuperação judicial a importância a que se refere o inciso II 
do art. 86 desta Lei.
§ 5º Tratando-se de crédito garantido por penhor sobre títulos de crédito, direitos creditórios, apli-
cações financeiras ou valores mobiliários, poderão ser substituídas ou renovadas as garantias 
liquidadas ou vencidas durante a recuperação judicial e, enquanto não renovadas ou substituídas, 
o valor eventualmente recebido em pagamento das garantias permanecerá em conta vinculada 
durante o período de suspensão de que trata o § 4º do art. 6º desta Lei.
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Procedimento
Petição inicial (artigo 51 da LRF)
A petição inicial deve ser direcionada ao juízo do principal estabelecimento do empresário 
(artigo 3º da LRF), e cumprir os requisitos do artigo 51 da LRF.
Deferimento da recuperação de empresas (artigo 52 da LRF)
Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o processamento 
da recuperação judicial e, no mesmo ato:
I – nomeará o administrador judicial, observado o disposto no art. 21 desta Lei;
II – determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça 
suas atividades, exceto para contratação com o Poder Público ou para recebimento de benefícios 
ou incentivos fiscais ou creditícios, observando o disposto no art. 69 desta Lei;
III – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor, na forma do art. 6º 
desta Lei, permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam, ressalvadas as ações 
previstas nos §§ 1º, 2º e 7º do art. 6º desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos 
§§ 3º e 4º do art. 49 desta Lei;
IV – determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar 
a recuperação judicial, sob pena de destituição de seus administradores;
V – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas 
Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento.
§ 1º O juiz ordenará a expedição de edital, para publicação no órgão oficial, que conterá:
I – o resumo do pedido do devedor e da decisão que defere o processamento da recuperação 
judicial;
II – a relação nominal de credores, em que se discrimine o valor atualizado e a classificação de 
cada crédito;
III – a advertência acerca dos prazos para habilitação dos créditos, na forma do art. 7º, § 1º, desta 
Lei, e para que os credores apresentem objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo 
devedor nos termos do art. 55 desta Lei.
§ 2º Deferido o processamento da recuperação judicial, os credores poderão, a qualquer tempo, 
requerer a convocação de assembleia geral para a constituição do Comitê de Credores ou substi-
tuição de seus membros, observado o disposto no § 2º do art. 36 desta Lei.
§ 3º No caso do inciso III do caput deste artigo, caberá ao devedor comunicar a suspensão aos 
juízos competentes.
§ 4º O devedor não poderá desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimento de seu 
processamento, salvo se obtiver aprovação da desistência na assembleia geral de credores.
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Apresentação do Plano de Recuperação Judicial (artigo 53 da LRF)
Art. 53. O plano de recuperação será apresentadopelo devedor em juízo no prazo improrrogável de 
60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial, 
sob pena de convolação em falência, e deverá conter:
I – discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a ser empregados, conforme o art. 50 
desta Lei, e seu resumo;
II – demonstração de sua viabilidade econômica; e
III – laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor, subscrito por profis-
sional legalmente habilitado ou empresa especializada.
Parágrafo único. O juiz ordenará a publicação de edital contendo aviso aos credores sobre o re-
cebimento do plano de recuperação e fixando o prazo para a manifestação de eventuais objeções, 
observado o art. 55 desta Lei.
Art. 54. O plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 1 (um) ano para paga-
mento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho 
vencidos até a data do pedido de recuperação judicial.
Parágrafo único. O plano não poderá, ainda, prever prazo superior a 30 (trinta) dias para o paga-
mento, até o limite de 5 (cinco) salários mínimos por trabalhador, dos créditos de natureza estrita-
mente salarial vencidos nos 3 (três) meses anteriores ao pedido de recuperação judicial.
Convolação da recuperação judicial em falência (artigos 73 e 74 da LRF)
Art. 73. O juiz decretará a falência durante o processo de recuperação judicial:
I – por deliberação da assembleia geral de credores, na forma do art. 42 desta Lei;
II – pela não apresentação, pelo devedor, do plano de recuperação no prazo do art. 53 desta Lei;
III – quando houver sido rejeitado o plano de recuperação, nos termos do § 4º do art. 56 desta Lei;
IV – por descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação, na forma do 
§ 1º do art. 61 desta Lei.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não impede a decretação da falência por inadimplemento 
de obrigação não sujeita à recuperação judicial, nos termos dos incisos I ou II do caput do art. 94 
desta Lei, ou por prática de ato previsto no inciso III do caput do art. 94 desta Lei.
Art. 74. Na convolação da recuperação em falência, os atos de administração, endividamento, one-
ração ou alienação praticados durante a recuperação judicial presumem-se válidos, desde que 
realizados na forma desta Lei.
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DIREITO EMPRESARIAL
Questão 6 (FGV/VIII/EXAME UNIFICADO) A respeito da recuperação judicial, assinale a 
afirmativa correta.
a) O juiz somente poderá conceder a recuperação judicial do devedor cujo plano de recupera-
ção tenha sido aprovado pela assembleia geral de credores.
b) O devedor poderá desistir do pedido de recuperação judicial a qualquer tempo, desde que 
antes da concessão da recuperação judicial pelo juiz, bastando, para tanto, comunicar sua 
desistência ao juízo da recuperação.
c) O juiz decretará falência, caso o devedor não apresente o plano de recuperação no prazo 
de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação.
d) O plano de recuperação apresentado pelo devedor, em hipótese alguma, poderá sofrer al-
terações.
Letra c.
a) Errada. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 da LRF, o juiz deferirá o pro-
cessamento da recuperação judicial; ou seja, não há manifestação da assembleia de credo-
res, a qual somente será constituída após o deferimento da recuperação.
b) Errada. O devedor não poderá desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimen-
to de seu processamento, salvo se obtiver aprovação da desistência na assembleia geral de 
credores (§ 4º do artigo 52 da LRF).
c) Certa. Caput do artigo 53 e 73 da LRF.
d) Errada. O plano de recuperação judicial poderá sofrer alterações na assembleia geral, des-
de que haja expressa concordância do devedor e em termos que não impliquem diminuição 
dos direitos exclusivamente dos credores ausentes (§ 3º do artigo 56 da LRF).
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2.3.2. Judicial Especial (artigo 70 da LRF)
Recuperação judicial é voltada para microempresas e empresas de pequeno porte.
DICA!
A microempresa e empresa de pequeno porte, nos termos do 
inciso III do artigo 48 da LRF, não terá deferida a recupera-
ção judicial especial na hipótese de ter, há menos de 5 (cinco) 
anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no 
plano especial de que trata os artigos 70, 71 e 72 da LRF.
LC n. 123/2006:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de 
pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabi-
lidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 
(Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
I – no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II – no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a 
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões 
e oitocentos mil reais).
Art. 70. As pessoas de que trata o art. 1º desta Lei e que se incluam nos conceitos de microempre-
sa ou empresa de pequeno porte, nos termos da legislação vigente, sujeitam-se às normas deste 
Capítulo.
§ 1º As microempresas e as empresas de pequeno porte, conforme definidas em lei, poderão apre-
sentar plano especial de recuperação judicial, desde que afirmem sua intenção de fazê-lo na peti-
ção inicial de que trata o art. 51 desta Lei.
§ 2º Os credores não atingidos pelo plano especial não terão seus créditos habilitados na recupe-
ração judicial.
Art. 71. O plano especial de recuperação judicial será apresentado no prazo previsto no art. 53 
desta Lei e limitar-se-á às seguintes condições:
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Falências e Recuperação de Empresas
DIREITO EMPRESARIAL
I – abrangerá todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos, excetuados 
os decorrentes de repasse de recursos oficiais, os fiscais e os previstos nos §§ 3º e 4º do art. 49;
Art. 49. Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido, ainda 
que não vencidos.
(...)
§ 3º Tratando-se de credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imó-
veis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos 
contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações 
imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio, seu crédito não se 
submeterá aos efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os direitos de propriedadesobre a 
coisa e as condições contratuais, observada a legislação respectiva, não se permitindo, contudo, 
durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4º do art. 6º desta Lei, a venda ou a retirada do 
estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial.
§ 4º Não se sujeitará aos efeitos da recuperação judicial a importância a que se refere o inciso II 
do art. 86 da LRF (a importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de 
adiantamento a contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, 
de 14 de julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não 
exceda o previsto nas normas específicas da autoridade competente).
II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas, acresci-
das de juros equivalentes à taxa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC, podendo 
conter ainda a proposta de abatimento do valor das dívidas;
III – preverá o pagamento da 1ª (primeira) parcela no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, 
contado da distribuição do pedido de recuperação judicial;
IV – estabelecerá a necessidade de autorização do juiz, após ouvido o administrador judicial e o 
Comitê de Credores, para o devedor aumentar despesas ou contratar empregados.
Parágrafo único. do artigo 71 da LRF:
O pedido de recuperação judicial com base em plano especial não acarreta a suspensão do curso 
da prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.
Art. 72. Caso o devedor de que trata o art. 70 desta Lei opte pelo pedido de recuperação judicial 
com base no plano especial disciplinado nesta Seção, não será convocada assembleia geral de 
credores para deliberar sobre o plano, e o juiz concederá a recuperação judicial se atendidas as 
demais exigências desta Lei.
Parágrafo único. O juiz também julgará improcedente o pedido de recuperação judicial e decretará 
a falência do devedor se houver objeções, nos termos do art. 55, de credores titulares de mais da 
metade de qualquer uma das classes de créditos previstos no art. 83, computados na forma do 
art. 45, todos desta Lei.
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DIREITO EMPRESARIAL
2.3.3. Extrajudicial (artigo 161 da LRF)
Requisitos (artigo 48 da LRF)
I – exercício regular das atividades há mais de 2 (dois) anos;
II – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, 
as responsabilidades daí decorrentes;
III – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa conde-
nada por qualquer dos crimes previstos na LRF;
Sujeição de créditos (artigo 49 da LRF)
Não estão sujeitos à recuperação extrajudicial (F-E-A):
Fiscais
Empregados
Acidentados do trabalho
§§ 3º e 4º do artigo 49 da LRF:
§ 3º Tratando-se de credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imó-
veis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos 
contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações 
imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio, seu crédito não se 
submeterá aos efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os direitos de propriedade sobre a 
coisa e as condições contratuais, observada a legislação respectiva, não se permitindo, contudo, 
durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4º do art. 6º desta Lei, a venda ou a retirada do 
estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial.
§ 4º Não se sujeitará aos efeitos da recuperação judicial a importância a que se refere o inciso II 
do art. 86 da LRF (a importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de 
adiantamento a contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, 
de 14 de julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não 
exceda o previsto nas normas específicas da autoridade competente).
Homologação judicial
A recuperação extrajudicial, em que pese ser um acordo, uma transação extrajudicial, 
pode ser homologado judicialmente para ter a força da coisa julgada.
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DIREITO EMPRESARIAL
Requisito para a homologação:
O devedor não poderá requerer a homologação de plano extrajudicial, se estiver pendente pedido 
de recuperação judicial ou se houver obtido recuperação judicial ou homologação de outro plano 
de recuperação extrajudicial há menos de 2 (dois) anos (§ 3º do artigo 161 da LRF).
3. Artigos Que recomendo A leiturA nA lei n. 11.101/2005
• Artigo 7º ao artigo 46.
• Artigo 55 ao artigo 69.
• Artigo 85 ao artigo 93.
• Artigo 102 ao artigo 107.
• Artigo 129 ao artigo 148.
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DIREITO EMPRESARIAL
RESUMO
Falência
• Conceito de Falência
É o processo promovido em desfavor do devedor empresário em estado jurídico especial 
(insolvente).
• Sistema Misto Falimentar Brasileiro
 – Impontualidade:
Art. 94 LRF. Será decretada a falência do devedor que:
I – sem relevante razão de direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em 
título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salá-
rios mínimos na data do pedido de falência; Como caracterizar a impontualidade? Apresentando a 
certidão do protesto;
II – executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita e não nomeia à penhora bens 
suficientes dentro do prazo legal; 3 dias para pagar, não precisa protestar o título. Tem que provar 
que foi ajuizada a execução, mas que foi infrutífera.
 – Atos ruinosos de falência: art. 94 inciso III e suas alíneas LRF.
III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial:
a) procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou fraudulento 
para realizar pagamentos;
b) realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar 
credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor 
ou não;
c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores 
e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;
d) simula a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou 
a fiscalização ou para prejudicar credor;
e) dá ou reforça garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e 
desembaraçados suficientes para saldar seu passivo;
f) ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os cre-
dores, abandona estabelecimento ou tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de 
seu principal estabelecimento;g) deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial.
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DIREITO EMPRESARIAL
Procedimento falimentar
• Petição
 – Competência: juízo do principal estabelecimento.
 – Legitimidade: quem pode pedir a falência:
 ◦ ativa: o próprio devedor, cônjuge, herdeiro ou inventariante (espólio – empresário 
pessoa natural), qualquer credor (mas se esse credor for empresário, tem que es-
tar regular);
 ◦ passiva:
 ◦ – empresário (pode ou não estar regular);
 ◦ – empresários que não podem falir: instituição financeira, sociedade de economia 
mista, empresa pública;
 ◦ – não empresários que podem falir: sócio com responsabilidade ilimitada, espólio 
do devedor falecido – até 1 ano após o óbito.
• Contestação
Após a citação, abre-se o prazo de 10 dias para apresentar contestação.
Art. 98. Citado, o devedor poderá apresentar contestação no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. Nos pedidos baseados nos incisos I e II do caput do art. 94 desta Lei, o devedor 
poderá, no prazo da contestação, depositar o valor correspondente ao total do crédito, acrescido de 
correção monetária, juros e honorários advocatícios, hipótese em que a falência não será decretada 
e, caso julgado procedente o pedido de falência/cobrança, o juiz ordenará o levantamento do valor 
pelo autor.
Obs.: � Depósito elisivo. Somente em dinheiro nas hipóteses de impontualidade, art. 94 inci-
sos I e II.
• Sentença (art. 99 da LRF)
 – Sistema Recursal
 ◦ Sentença de procedência – Agravo de instrumento.
 ◦ Sentença de improcedência – Apelação.
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DIREITO EMPRESARIAL
Na sentença o juiz nomeia o administrador judicial, sendo este intimado para assinar o 
termo em até 48h, se não o fizer, outro será nomeado.
 – PREFERENCIALMENTE será nomeado administrador judicial:
 ◦ advogado;
 ◦ contador;
 ◦ economista;
 ◦ administrador;
 ◦ empresa especializado.
 – Período suspeito – até 90 dias.
 – Na sentença, o juiz determinará ordem à junta comercial para constar, na inscrição 
do falido, a expressão “falido”.
 – Na sentença terá a determinação para que em 5 dias apresente o rol de credores e 
sua documentação + documentos contábeis.
 – A sentença determinará continuidade ou não da atividade empresária. Como regra, 
o estabelecimento continua em funcionamento.
• Arrecadação dos bens do falido (ato contínuo à assinatura do termo de compromisso)
• Restituição de coisas e restituição em dinheiro.
 – Arrecadação de bens de terceiro: Decretada a falência, nomeado o administrador 
judicial, este dará início a fase de arrecadação de bens. Aquele que teve bens arre-
cadados na falência (a máquina do cafezinho), pode fazer o pedido de restituição da 
coisa arrecadada.
 – Restituição de coisa que foi vendida a prazo para o falido nos 15 dias anteriores ao 
pedido de falência. Se a coisa tiver sido consumida, o pedido passa a ser restituído 
em pecúnia, porque a coisa não existe mais (art. 86 da LRF).
• Habilitação dos Créditos: 15 dias a contar da publicação do Edital – I.
• Ordem dos créditos:
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DIREITO EMPRESARIAL
• Extinção das obrigações do falido:
 – 1ª hipótese: pagamento de 100% dos credores;
 – 2ª hipótese: pagamento dos credores, pagamento em dinheiro, os extraconcursais, 
concursais – 1, 2, 3, 4, 5, 6ª classe e até 50% dos quirografários;
 – 3ª hipótese: se não houve crime, serão extintas após 5 anos contados do encerra-
mento da falência;
 – 4ª hipótese: se houve crime, 10 anos contados do encerramento da falência.
Recuperação de Empresas
Judicial ordinária
• Requisitos (artigo 48 da LRF):
I – exercício regular das atividades há mais de 2 (dois) anos;
II – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, 
as responsabilidades daí decorrentes;
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DIREITO EMPRESARIAL
III – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa conde-
nada por qualquer dos crimes previstos na LRF; e
IV – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial.
• Legitimidade:
Quem pode requerer a recuperação de empresa?
 – O próprio devedor empresário (PN ou PJ).
 – Cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente.
• Sujeição de créditos (artigo 49 da LRF)
Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido, ain-
da que não vencidos, salvo a importância a que se refere o inciso II do art. 86 da LRF (a im-
portância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento a 
contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, §§ 3º e 4º, da Lei n. 4.728, de 14 
de julho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não 
exceda o previsto nas normas específicas da autoridade competente).
• Procedimento
 – Petição inicial (artigo 51 da LRF)
A petição inicial deve ser direcionada ao juízo do principal estabelecimento do empresário 
(artigo 3º da LRF), e cumprir os requisitos do artigo 51 da LRF.
 – Deferimento da recuperação de empresas (artigo 52 da LRF)
Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o proces-
samento da recuperação judicial e, no mesmo ato, nomeará o administrador judicial, obser-
vado o disposto no art. 21 desta Lei, dentre outras providências.
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DIREITO EMPRESARIAL
 – Apresentação do Plano de Recuperação Judicial (artigo 53 da LRF)
Art. 53. O plano de recuperação será apresentado pelo devedor em juízo no prazo improrrogável de 
60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial, 
sob pena de convolação em falência.
• Convolação da recuperação judicial em falência (artigos 73 e 74 da LRF):
Art. 73. O juiz decretará a falência durante o processo de recuperação judicial:
I – por deliberação da assembleia geral de credores, na forma do art. 42 desta Lei;
II – pela não apresentação, pelo devedor,do plano de recuperação no prazo do art. 53 desta Lei;
III – quando houver sido rejeitado o plano de recuperação, nos termos do § 4º do art. 56 desta Lei;
IV – por descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação, na forma do 
§ 1º do art. 61 desta Lei.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não impede a decretação da falência por inadimplemento 
de obrigação não sujeita à recuperação judicial, nos termos dos incisos I ou II do caput do art. 94 
desta Lei, ou por prática de ato previsto no inciso III do caput do art. 94 desta Lei.
Art. 74. Na convolação da recuperação em falência, os atos de administração, endividamento, one-
ração ou alienação praticados durante a recuperação judicial presumem-se válidos, desde que 
realizados na forma desta Lei.
• Judicial especial (artigo 70 da LRF)
Recuperação judicial é voltada para microempresas e empresas de pequeno porte.
Art. 71. O plano especial de recuperação judicial será apresentado no prazo previsto no art. 53 
desta Lei e limitar-se-á às seguintes condições:
I – abrangerá todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos, excetuados 
os decorrentes de repasse de recursos oficiais, os fiscais e os previstos nos §§ 3º e 4º do art. 49;
II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas, acresci-
das de juros equivalentes à taxa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC, podendo 
conter ainda a proposta de abatimento do valor das dívidas;
III – preverá o pagamento da 1ª (primeira) parcela no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, 
contado da distribuição do pedido de recuperação judicial;
IV – estabelecerá a necessidade de autorização do juiz, após ouvido o administrador judicial e o 
Comitê de Credores, para o devedor aumentar despesas ou contratar empregados.
• Extrajudicial (artigo 161 da LRF)
 – Requisitos (artigo 48 da LRF)
I – exercício regular das atividades há mais de 2 (dois) anos;
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II – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, 
as responsabilidades daí decorrentes;
III – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa conde-
nada por qualquer dos crimes previstos na LRF;
 – Sujeição de créditos (artigo 49 da LRF)
Não estão sujeitos à recuperação extrajudicial (F-E-A):
Fiscais
Empregados
Acidentados do trabalho
Homologação judicial
A recuperação extrajudicial, em que pese ser um acordo, uma transação extrajudicial, 
pode ser homologado judicialmente para ter a força da coisa julgada.
Requisito para a homologação:
• o devedor não poderá requerer a homologação de plano extrajudicial, se estiver pen-
dente pedido de recuperação judicial ou se houver obtido recuperação judicial ou ho-
mologação de outro plano de recuperação extrajudicial há menos de 2 (dois) anos (§ 3º 
do artigo 161 da LRF).
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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (FGV/IV/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária XYZ Computação Gráfica 
S.A. teve sua falência decretada. Na correspondente sentença, foi autorizada a continuação 
provisória das atividades da falida com o administrador judicial, fato esse que perdurou por 
um período de 10 (dez) meses.
Como são juridicamente qualificados os titulares dos créditos trabalhistas relativos a servi-
ços prestados durante esse interregno posterior à decretação da falência?
a) Credores concursais.
b) Credores concorrentes prioritários.
c) Credores reivindicantes.
d) Credores extraconcursais.
Questão 2 (FGV/V/EXAME UNIFICADO) A respeito do Administrador Judicial, no âmbito da 
recuperação judicial, é correto afirmar que
a) somente pode ser destituído pelo Juízo da Falência na hipótese de, após intimado, não apre-
sentar, no prazo de 5 (cinco) dias, suas contas ou os relatórios previstos na Lei n. 11.101/2005.
b) o Administrador Judicial, pessoa física, pode ser formado em Engenharia.
c) será escolhido pela Assembleia Geral de Credores.
d) perceberá remuneração fixada pelo Comitê de Credores.
Questão 3 (FGV/VI/EXAME UNIFICADO) ABC Indústria S.A. é uma companhia em crise eco-
nômico-financeira, sendo devedora de salários em atraso a seus empregados, tributos ao go-
verno federal e créditos a diversos fornecedores decorrentes do fornecimento de matéria-prima.
A ABC obteve o deferimento do processamento do seu pedido de recuperação judicial, e, na 
decisão, o juiz determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra a ABC, na forma 
do artigo 6º da Lei n. 11.101/2005. Não obstante, diversas reclamações trabalhistas, ainda 
em fase de conhecimento em curso perante a Justiça do Trabalho, e duas execuções fiscais, 
em curso perante a Justiça Federal, das quais a ABC era ré, prosseguiram normalmente após 
o referido deferimento do processamento de sua recuperação judicial.
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DIREITO EMPRESARIAL
A respeito da situação da recuperação judicial da ABC, é correto afirmar que
a) o juízo da recuperação deverá oficiar aos juízos em que estão sendo processadas as reclama-
ções trabalhistas e as execuções fiscais para determinar a suspensão imediata de tais feitos.
b) não há qualquer irregularidade no prosseguimento das reclamações trabalhistas e execu-
ções fiscais mencionadas no enunciado, pois tais ações não são suspensas pelo deferimento 
do processamento da recuperação judicial.
c) apenas as execuções fiscais deverão ser suspensas; as reclamações trabalhistas em fase 
de conhecimento poderão prosseguir atéa sentença que tornar líquido o crédito do trabalha-
dor reclamante.
d) apenas as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento deverão ser suspensas; as 
execuções fiscais deverão prosseguir normalmente.
Questão 4 (FGV/VI/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO DUQUE DE CAXIAS-RJ) A respeito 
da classificação dos créditos na falência, é correto afirmar que
a) os créditos com privilégio geral têm preferência sobre os créditos tributários.
b) os créditos quirografários têm preferência sobre os créditos com privilégio especial.
c) os créditos com privilégio especial têm preferência sobre os créditos tributários.
d) os créditos quirografários têm preferência sobre os créditos subordinados.
Questão 5 (FGV/VII/EXAME UNIFICADO) Dentre as alternativas abaixo, indique aquela que 
corresponde a um crédito que deve ser classificado como extraconcursal:
a) Multas por infração do Código de Postura Municipal.
b) Custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa tenha sido vencida.
c) Créditos quirografários sujeitos à recuperação judicial pertencentes a fornecedores de bens 
ou serviços que continuaram a provê‐lo normalmente após o pedido de recuperação judicial.
d) Os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu 
pagamento.
Questão 6 (FGV/VIII/EXAME UNIFICADO) João postulou, por meio de representação de ad-
vogado, ação condenatória em face da sociedade Cacos e Cacos Ltda., obtendo sentença 
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favorável, condenando a ré ao pagamento da quantia de R$ 100.000,00 (cem mil reais), acres-
cida de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) de honorários advocatícios. Após o trânsito em julga-
do da decisão judicial, João e seu advogado Pedro são cientificados de que a sociedade está 
falida, devendo os seus créditos sofrer procedimento de habilitação.
Nesse caso, a natureza dos créditos correspondentes a honorários advocatícios, nos termos 
do Estatuto, é considerada como
a) quirografária.
b) real.
c) privilegiada.
d) natural.
Questão 7 (FGV/VIII/EXAME UNIFICADO) A respeito da recuperação judicial, assinale a 
afirmativa correta.
a) O juiz somente poderá conceder a recuperação judicial do devedor cujo plano de recupera-
ção tenha sido aprovado pela assembleia geral de credores.
b) O devedor poderá desistir do pedido de recuperação judicial a qualquer tempo, desde que 
antes da concessão da recuperação judicial pelo juiz, bastando, para tanto, comunicar sua 
desistência ao juízo da recuperação.
c) O juiz decretará falência, caso o devedor não apresente o plano de recuperação no prazo 
de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação.
d) O plano de recuperação apresentado pelo devedor, em hipótese alguma, poderá sofrer al-
terações.
Questão 8 (FGV/IX/EXAME UNIFICADO) A respeito do processo de falência, assinale a afir-
mativa correta.
a) As restituições em dinheiro determinadas por sentença judicial poderão ser realizadas an-
tes do pagamento de qualquer crédito.
b) Os créditos ao serem classificados, os créditos com garantia real terão preferência sobre 
os créditos tributários, independentemente do valor do bem dado em garantia.
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c) Os créditos decorrentes das remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxi-
liares serão pagos com preferência em relação aos credores concursais.
d) Os credores remanescentes da recuperação deverão habilitar seus créditos na falência, em 
qualquer hipótese, quando da convolação da recuperação judicial em falência.
Questão 9 (FGV/IX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO IPATINGA-MG) Com relação ao efei-
to que a decretação da falência de um empresário ou de uma sociedade empresária produz 
sobre os credores, assinale a afirmativa correta.
a) Impede a exigibilidade da massa falida do pagamento dos juros vencidos após a decreta-
ção da falência, previstos em lei ou em contrato, se o ativo apurado não bastar para o paga-
mento dos credores subordinados.
b) Suspende, até o término da arrecadação dos bens do devedor, o curso da prescrição de 
todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares 
do sócio de responsabilidade ilimitada.
c) Acarreta o vencimento antecipado dos créditos do devedor e dos sócios ilimitada e solida-
riamente responsáveis, e converte todos os débitos em real para dólar norte-americano, pelo 
câmbio do dia da decisão judicial.
d) Extingue, em relação à massa falida, o exercício do direito de retenção sobre os bens mó-
veis ou semoventes sujeitos à arrecadação, os quais deverão ser imediatamente entregues ao 
credor com privilégio especial.
Questão 10 (FGV/X/EXAME UNIFICADO) Com relação às atribuições do Comitê de Credores, 
quando constituído no âmbito da recuperação judicial, assinale a afirmativa correta.
a) Fiscalizar a execução do plano de recuperação judicial.
b) Fornecer, com presteza, todas as informações exigidas pelos credores interessados.
c) Consolidar o quadro geral de credores e providenciar sua publicação.
d) Apresentar ao juiz, para juntada aos autos, relatório mensal das atividades do devedor.
Questão 11 (FGV/XI/EXAME UNIFICADO) Uma sociedade empresária atuante no mercado 
imobiliário, com sede e principal estabelecimento na cidade de Pedro Afonso, obteve conces-
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são de sua recuperação judicial. Diante da necessidade de alienação de bens do ativo per-
manente, não relacionados previamente no plano de recuperação, foi convocada assembleia 
geral de credores. A proposta de alienação foi aprovada em razão do voto decisivo da credora 
Tuntum Imperatriz Representações Ltda., cujo sócio majoritário tem participação de 25% no 
capital da sociedade recuperanda.
Com base nas disposições da Lei n. 11.101/2005 (Lei de Falências e Recuperação Judicial de 
Empresas), assinale a afirmativa correta.
a) A decisão é nula de pleno direito, pois a pretensão de alienação de bens do ativo perma-
nente, não relacionados no plano, enseja a convolação da recuperação judicial em falência.
b) A autorização para a alienação de bens do ativo permanente, não relacionados no plano de 
recuperação judicial, é uma prerrogativa exclusiva do administrador judicial.
c) O voto de Tuntum Imperatriz Representações Ltda. não poderia ter sido considerado para 
fins de verificação do quórum de instalação e de deliberação da assembleia geral.
d) A decisão assemblear é anulável, pois a sociedade Tuntum Imperatriz Representações 
Ltda. como credora, não poderia ter participado da assembleia geral.
Questão 12 (FGV/XII/EXAME UNIFICADO) Laranja da Terra Comércio de Frutas Ltda. reque-
reu sua recuperação judicial e o pedido foi distribuído para a 2ª Vara Cível.
A distribuição do pedido de recuperaçãoproduziu como efeito
a) a nomeação pelo juiz do administrador judicial dentre os maiores credores da sociedade 
em recuperação judicial.
b) a suspensão das ações e execuções ajuizadas anteriormente ao pedido em face do deve-
dor por até 180 (cento e oitenta) dias.
c) a proibição de alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente, salvo evi-
dente utilidade reconhecida pelo juiz, ouvido o comitê.
d) o afastamento imediato dos administradores e sócios controladores da sociedade até a 
deliberação dos credores sobre o plano de recuperação.
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Questão 13 (FGV/XIII/EXAME UNIFICADO) A assembleia geral de credores da sociedade fa-
lida “Concessionária de Veículos Pereiro Ltda.” aprovou, com o voto favorável de credores 
que representam 3/4 (três quartos) dos créditos presentes à assembleia, a constituição de 
sociedade formada pelos empregados do próprio devedor.
Sobre esta modalidade de realização do ativo, assinale a afirmativa incorreta.
a) Os empregados que vierem a integrar a futura sociedade poderão utilizar créditos deriva-
dos da legislação do trabalho para a aquisição da empresa.
b) A constituição da sociedade formada pelos empregados do devedor depende da apresen-
tação, pela massa falida, das certidões negativas de débitos tributários.
c) Os bens objeto de alienação estarão livres de quaisquer ônus e não haverá sucessão da 
sociedade formada pelos empregados nas obrigações do devedor.
d) A constituição de sociedade dos empregados do próprio devedor pode contar com a parti-
cipação, se necessária, dos atuais sócios da falida ou de terceiros.
Questão 14 (FGV/XIV/EXAME UNIFICADO) Passa Sete Serviços Médicos S/A apresentou a 
seus credores plano de recuperação extrajudicial, que obteve a aprovação de mais de quatro 
quintos dos créditos de todas as classes por ele abrangidas. O plano estabeleceu a produção 
de efeitos anteriores à homologação judicial, exclusivamente, em relação à forma de paga-
mento dos credores signatários que a ele aderiram, alterando o valor dos créditos com desá-
gio de 30% (trinta por cento).
A companhia consultou seu advogado, que se pronunciou corretamente sobre o caso, da se-
guinte forma:
a) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à homologação, devendo o 
juiz indeferir sua homologação, permitindo, contudo, novo pedido, desde que sanada a irre-
gularidade.
b) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à homologação, devendo o 
juiz negar liminarmente sua homologação e decretar a falência.
c) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à homologação, desde que 
exclusivamente em relação à modificação do valor ou da forma de pagamento dos credores 
signatários.
d) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à homologação, desde que 
exclusivamente em relação à supressão da garantia ou sua substituição de bem objeto de 
garantia real.
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Questão 15 (FGV/XVII/EXAME UNIFICADO) José adquiriu dois refrigeradores a prazo numa 
das filiais de Comércio de Eletrodomésticos Ltda., tendo efetuado pagamento de entrada no 
valor de 50% do preço. Foi decretada a falência da vendedora e esta não entregou a merca-
doria. Interpelado o administrador judicial, este resolveu não executar o contrato. De acordo 
com as informações do enunciado e as disposições da Lei n. 11.101/2005 (Lei de Falências e 
Recuperação de Empresas), assinale a afirmativa correta.
a) O comprador poderá pedir ao juiz da falência a reserva do valor de seu crédito.
b) O comprador poderá pedir a restituição em dinheiro do valor pago a título de entrada.
c) O comprador poderá ajuizar ação em face da massa para o cumprimento compulsório do 
contrato.
d) O comprador terá seu crédito relativo ao valor pago habilitado como quirografário na fa-
lência.
Questão 16 (FGV/XVIII/EXAME UNIFICADO) Calçados Machadinho Ltda. requereu sua recu-
peração judicial e o pedido foi devidamente processado. O devedor não alterou, no plano de 
recuperação, o valor ou as condições originais de pagamento do crédito de Curtume Arroio 
do Sal Ltda. EPP, referentes ao contrato de fornecimento de couro sintético, no valor de R$ 
288.000,00 (duzentos e oitenta e oito mil reais).
Com base nessas informações e nas disposições da Lei n. 11.101/2005, assinale a afirmativa 
correta.
a) A credora não terá direito a voto nas assembleias de credores realizadas durante a recu-
peração judicial e o crédito não será considerado para fins de verificação de quórum de deli-
beração.
b) O crédito será novado com a concessão da recuperação judicial, após a aprovação do plano 
pela assembleia de credores, como todos os demais créditos sujeitos à recuperação.
c) A credora poderá votar nas assembleias de credores realizadas durante a recuperação, 
com base no valor de seu crédito, na classe dos credores microempresários e empresários de 
pequeno porte (Classe 4).
d) A partir do processamento da recuperação judicial, é permitido à credora ajuizar ação de 
cobrança em face do devedor pela manutenção das condições originais de pagamento do 
crédito no plano de recuperação.
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Questão 17 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) A falência da sociedade XYZ Ltda. foi decretada 
em 5/6/2014. Nessa data, a pessoa jurídica já possuía dois imóveis hipotecados para garan-
tia de dívidas diversas. A União tem créditos tributários a receber da sociedade, inscritos em 
dívida ativa em abril de 2013.
Baseado nos fatos narrados, assinale a afirmativa correta.
a) A União tem direito de preferência sobre todo e qualquer credor, porque o crédito tributário 
foi inscrito em dívida ativa antes da decretação da falência.
b) A União tem direito de preferência sobre os credores com garantia real, pois o crédito tri-
butário prefere a qualquer outro, seja qual for sua natureza ou o tempo de sua constituição.
c) A União tem de respeitar a preferência dos credores hipotecários, no limite do valor dos 
bens gravados.
d) A União tem de respeitar a preferência dos credores hipotecários, no limite do valor das 
dívidas garantidas pelas hipotecas.
Questão 18 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Eugênio de Castro é sócio e administrador de-
signado no contrato da sociedade empresária Vale do Taquari Empreendimentos Hoteleiros 
Ltda. De acordo com cláusula contratual, o referido administrador faz jus à percepção de pró-
-labore bimestral no valor fixo de R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Com a decretação da falência 
da referida sociedade, sua advogada verificou que não consta o crédito do cliente na relação 
de credores publicada no Diário Oficial.
Assinale a opção que indica a classificação correta na habilitação de crédito a ser apresenta-
da ao Juízo da falência.
a) Créditosubordinado.
b) Crédito quirografário.
c) Crédito subquirografário.
d) Crédito equiparado ao trabalhista, até o limite de 150 salários mínimos.
Questão 19 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO) Mostardas, Tavares & Cia Ltda. EPP requereu sua 
recuperação judicial tendo o pedido sido despachado pelo juiz com a nomeação de Frederico 
Portela como administrador judicial.
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Em relação à remuneração do administrador judicial, será observada a seguinte regra:
a) a remuneração não excederá 5% (cinco por cento) do valor devido aos credores submetidos 
à recuperação judicial.
b) caberá ao devedor arcar com as despesas relativas à remuneração do administrador judi-
cial e das pessoas eventualmente contratadas para auxiliá-lo.
c) a remuneração deverá ser paga até o final do encerramento da verificação dos créditos e 
publicação do quadro de credores.
d) será devida remuneração proporcional ao trabalho realizado quando o administrador judi-
cial for destituído por descumprimento de deveres legais.
Questão 20 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR-BA) A sociedade Boa-
ventura & Cia. Ltda. obteve concessão de recuperação judicial, mas por insuperáveis pro-
blemas de fluxo de caixa a recuperação foi convolada em falência. Um dos fornecedores de 
produtos agrícolas à devedora antes do pedido de recuperação judicial era Barra do Jacaré EI-
RELI ME. Contudo, com o pedido de recuperação judicial e inclusão do crédito no plano, a for-
necedora interrompeu imediatamente a entrega dos produtos e resiliu o contrato. Os créditos 
estão representados por duplicatas de venda, sendo o valor total de R$ 240.000,00 (duzentos 
e quarenta mil reais), exigíveis antes da recuperação judicial e ainda não pagos.
Com base nessas informações e na regra estabelecida na Lei n. 11.101/2005, assinale a afir-
mativa correta.
a) O crédito será classificado na falência como quirografário.
b) O crédito será classificado na falência como extraconcursal.
c) O crédito será classificado na falência como com privilégio geral.
d) O crédito será classificado na falência como com privilégio especial.
Questão 21 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR-BA) O estatuto de uma 
sociedade empresária do tipo anônima estabelece que seu objeto social é a exploração de 
serviços aéreos públicos de transporte regular e não regular. Diante do processamento da 
recuperação judicial da referida sociedade empresária, o exercício dos direitos derivados de 
contratos de arrendamento de aeronaves ou de seus motores pelos credores
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a) ficará suspenso pelo prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias contado da data do 
processamento da recuperação, restabelecendo-se, após o decurso do prazo, o direito dos 
arrendadores de iniciar ou continuar suas ações e execuções, independentemente de pronun-
ciamento judicial.
b) não ficará suspenso, e os arrendadores podem continuar suas ações e execuções, mas, 
durante o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data do processamento da recu-
peração, não é permitida a venda ou a retirada do estabelecimento das aeronaves, por serem 
bens de capital essenciais à empresa.
c) ficará suspenso até a concessão da recuperação judicial, exceto se o plano de recuperação 
estabelecer que as obrigações anteriores à recuperação judicial observarão as condições ori-
ginalmente definidas em lei, inclusive no que diz respeito aos encargos.
d) não ficará suspenso em nenhuma hipótese e os créditos decorrentes dos contratos de ar-
rendamento não se submeterão aos efeitos da recuperação judicial, prevalecendo os direitos 
de propriedade sobre a coisa e as condições contratuais.
Questão 22 (FGV/XXI/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária Monte Santo Embala-
gens Ltda. EPP requereu homologação de plano de recuperação extrajudicial, que continha, 
dentre outras, as seguintes disposições:
I – estabelecia a produção de efeitos a partir da data de sua assinatura, exclusivamente 
em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários;
II – o pagamento antecipado de dívidas em relação aos credores com privilégio especial, 
justificando a necessidade em razão do fluxo de caixa;
III – a inclusão de credores enquadrados como microempresas e empresas de pequeno 
porte;
IV – previa, como meio de recuperação, o trespasse de duas filiais.
O devedor enviou carta a todos os credores sujeitos ao plano, domiciliados ou sediados no 
país, informando a distribuição do pedido, as condições do plano e o prazo para impugnação.
Você, como advogado(a) de um desse credores, pretende impugnar a homologação porque o 
plano a ser homologado
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a) só deve incluir, como meio de recuperação, o parcelamento ou abatimento de dívidas, com 
a incidência de juros fixos à taxa de 12% (doze por cento) ao ano.
b) não pode contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável 
aos credores que a ele não estejam sujeitos.
c) não pode prever a produção de efeitos anteriores à sua homologação, ainda que exclusiva-
mente em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários.
d) não pode incluir credores enquadrados como empresas de pequeno porte, porque está 
limitado às classes de credores com garantia real, com privilégio geral, quirografários e sub-
quirografários.
Questão 23 (FGV/XXIII/EXAME UNIFICADO) Você participou da elaboração, apresentação e 
negociação do plano de recuperação extrajudicial de devedor sociedade empresária. Tendo 
sido o plano assinado por todos os credores por ele atingidos, seu cliente o contratou para 
requerer a homologação judicial.
Assinale a opção que indica o juízo em que deverá ser apresentado o pedido de homologação 
do plano de recuperação extrajudicial.
a) O juízo da sede do devedor.
b) O juízo do principal estabelecimento do devedor.
c) O juízo da sede ou de qualquer filial do devedor.
d) O juízo do principal estabelecimento ou da sede do devedor.
Questão 24 (FGV/XXIV/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária Pará de Minas Veículos 
Ltda. pretende requerer sua recuperação judicial. Ao analisar a minuta de petição inicial, o ge-
rente administrativo listou os impedimentos ao pedido de recuperação.
Assinale a opção que apresenta um desses impedimentos.
a) O devedor ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial.
b) O devedor possuir ativo que não corresponda a, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) do 
passivo quirografário.
c) O devedor deixar de requerer sua autofalência nos 30 (trinta) dias seguintes ao vencimento 
de qualquer obrigação líquida.
d) A sociedade ter como administrador pessoa condenada por crime contra o patrimônio ou 
contra a fé pública.
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Questão 25 (FGV/XXIV/EXAME UNIFICADO) O empresário individual Ives Diniz, em conluio 
com seus dois primos, realizou empréstimos simulados a fim de obter crédito para si; por 
esse e outros motivos, foi decretada sua falência.
No curso do processo falimentar, o administrador judicial verificou a prática de outros atos 
praticados pelo devedor e seus primos, antes da falência; entre eles, a transferência de bens 
do estabelecimento a terceiros lastreados em pagamentos de dívidas fictícias, com nítido 
prejuízo à massa.
De acordo com o enunciado e as disposições da Lei de Falência e Recuperação de Empresas, 
o advogado contratado pelo administrador judicial para defender os direitos e interesses da 
massa deverá
a) requerer, no juízo da falência, a instauração do incidente de desconsideração da persona-
lidade jurídica.
b) ajuizar ação revocatória em nome da massa falida no juízo da falência.
c) ajuizar ação pauliana em nome do administrador judicial no juízo cível.
d) requerer, no juízo da falência, o sequestro dos bens dos primos do empresário como medi-
da antecedente à ação de responsabilidade civil.
Questão 26 (FGV/XXV/EXAME UNIFICADO) Concessionária de Veículos Primeira Cruz Ltda. 
obteve concessão de sua recuperação judicial. Diante da necessidade de alienação de bens 
do ativo permanente, não relacionados previamente no plano de recuperação, foi convocada 
assembleia geral de credores.
A proposta de alienação foi aprovada em razão do voto decisivo da credora Dutra & Corda 
Representações Ltda., cujo sócio majoritário P. Dutra tem participação de 32% (trinta e dois 
por cento) no capital da sociedade recuperanda.
Com base nesses dados, é correto afirmar que
a) a decisão é nula de pleno direito, pois a pretensão de alienação de bens do ativo perma-
nente, não relacionados no plano, enseja a convolação da recuperação judicial em falência.
b) o voto da sociedade Dutra & Corda Representações Ltda. não poderia ter sido considerado 
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c) a decisão assemblear é anulável, pois a sociedade Dutra & Corda Representações Ltda., 
como credora, não poderia ter participado nem proferido voto na assembleia geral.
d) a assembleia é nula, pois a autorização para a alienação de bens do ativo permanente, 
não relacionados no plano de recuperação judicial, é prerrogativa exclusiva do administrador 
judicial.
Questão 27 (FGV/XXVI/EXAME UNIFICADO) Antes da decretação de falência da sociedade 
Talismã & Sandolândia Ltda., foi ajuizada ação de execução por título extrajudicial por Frigo-
rífico Rio Sono Ltda., esta enquadrada como empresa de pequeno porte.
Com a notícia da decretação da falência pela publicação da sentença no Diário da Justiça, 
o advogado da exequente tomará ciência de que a execução do título extrajudicial
a) não será suspensa, em razão do enquadramento da credora como empresa de pequeno 
porte.
b) está suspensa pelo prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias, contados da publi-
cação da sentença.
c) não será suspensa, em razão de ter sido ajuizada pelo credor antes da decretação da fa-
lência.
d) está suspensa, devendo o credor se submeter às regras do processo falimentar e ter seu 
crédito verificado e classificado.
Questão 28 (FGV/XXVII/EXAME UNIFICADO) A Fazenda Pública do Estado de Pernambuco 
ajuizou ação de execução fiscal em face de sociedade empresária. No curso da demanda, 
houve o processamento da recuperação judicial da sociedade.
Em relação à execução fiscal em curso, assinale a afirmativa correta.
a) Fica suspensa com o processamento da recuperação até seu encerramento.
b) Não é suspensa com o processamento da recuperação judicial.
c) Fica suspensa com o processamento da recuperação judicial até o máximo de 180 (cento 
e oitenta) dias.
d) É extinta com o processamento da recuperação judicial.
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DIREITO EMPRESARIAL
Questão 29 (FGV/XXVIII/EXAME UNIFICADO) Jacinto Almenara EIRELI teve um bem de sua 
propriedade arrecadado pelo administrador judicial na falência de Rubim & Divisa Ltda., mas 
foi informado que o referido bem já tinha sido alienado pela massa.
Ciente dessa circunstância, o(a) advogado(a) da EIRELI
a) não poderá pleitear a restituição do bem nem receber o preço da venda em razão de já ter 
sido alienado pela massa falida.
b) deverá habilitar o crédito no processo de falência, com a classificação de quirografário, 
diante da impossibilidade de sua restituição in natura.
c) poderá pleitear a restituição em dinheiro, recebendo o preço obtido com a venda do bem 
arrecadado, devidamente atualizado.
d) deverá ajuizar ação revocatória para obter indenização da massa falida pela venda ilegal do 
bem arrecadado, que deveria lhe ter sido restituído.
Questão 30 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Madeireira Juína Ltda. requereu a homologação 
de plano de recuperação extrajudicial em Juara/MT, lugar de seu principal estabelecimento. 
Após o pedido de homologação e antes da publicação do edital para apresentação de impug-
nação ao plano, um dos credores com privilégio geral que haviam assinado o plano pretende 
desistir unilateralmente da adesão. Tal credor possui um terço dos créditos de sua classe 
submetidos ao plano.
Com relação ao credor com privilégio geral, após a distribuição do pedido de homologação, 
assinale a afirmativa correta.
a) Não poderá desistir da adesão ao plano, mesmo com a anuência expressa dos demais 
signatários.
b) Poderá desistir da adesão em razão da natureza contratual do plano, que permite, a qual-
quer tempo, sua denúncia.
c) Não poderá desistir da adesão ao plano, salvo com a anuência expressa dos demais sig-
natários.
d) Poderá desistir da adesão ao plano, desde que seja titular de mais de 1/4 do total dos cré-
ditos de sua classe.
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DIREITO EMPRESARIAL
Questão 31 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Ribamar é sócio da sociedade empresária Junco, 
Fiquene & Cia. Ltda. Após uma infrutífera negociação de plano de recuperação judicial, a as-
sembleia de credores rejeitou o plano, acarretando a decretação de falência da sociedade. 
O desgaste, que já existia entre Ribamar e os demais sócios, intensificou-se com a decreta-
ção da falência, ensejando pedido de retirada da sociedade, com base nas disposições regu-
ladoras da sociedade limitada.Diante dos fatos narrados, assinale a afirmativa correta.
a) A decretação da falência suspende o exercício do direito de retirada do sócio Ribamar.
b) A sociedade deverá apurar os haveres do sócio dissidente Ribamar, que serão pagos como 
créditos extraconcursais.
c) O juiz da falência deverá avaliar o pedido de retirada do sócio Ribamar e, eventualmente, 
deferi-lo na ação de dissolução parcial.
d) A decretação de falência não suspende o direito de retirada do sócio Ribamar, mas o paga-
mento de seus haveres deverá ser incluído como crédito subordinado.
Questão 32 (FGV/XXX/EXAME UNIFICADO) Além da impontualidade, a falência pode ser de-
cretada pela prática de atos de falência por parte do devedor empresário individual ou dos 
administradores da sociedade empresária.
Assinale a opção que constitui um ato de falência por parte do devedor.
a) Deixar de pagar, no vencimento, obrigação líquida materializada em título executivo pro-
testado por falta de pagamento, cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários 
mínimos na data do pedido de falência.
b) Transferir, durante a recuperação judicial, estabelecimento a terceiro sem o consentimento 
de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo, em cumpri-
mento à disposição de plano de recuperação.
c) Não pagar, depositar ou nomear à penhora, no prazo de 3 (três) dias, contados da citação, 
bens suficientes para garantir a execução.
d) Deixar de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação ju-
dicial, após o cumprimento de todas as obrigações previstas no plano que vencerem até dois 
anos depois da concessão da recuperação judicial.
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DIREITO EMPRESARIAL
Questão 33 (FGV/XXXI/EXAME UNIFICADO) José da Silva, credor de sociedade empresária, 
consulta você, como advogado(a), para obter orientação quanto aos efeitos de uma provável 
convolação de recuperação judicial em falência.
Em relação à hipótese apresentada, analise as afirmativas a seguir e assinale a única correta.
a) Os créditos remanescentes da recuperação judicial serão considerados habilitados quando 
definitivamente incluídos no quadro geral de credores, tendo prosseguimento as habilitações 
que estiverem em curso.
b) As ações que devam ser propostas no juízo da falência estão sujeitas à distribuição por de-
pendência, exceto a ação revocatória e a ação revisional de crédito admitido ao quadro geral 
de credores.
c) A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor quan-
to aos créditos excluídos dos efeitos da recuperação judicial; quanto aos créditos submetidos 
ao plano de recuperação, são mantidos os prazos nele estabelecidos e homologados pelo juiz.
d) As ações intentadas pelo devedor durante a recuperação judicial serão encerradas, de-
vendo ser intimado o administrador judicial da extinção dos feitos, sob pena de nulidade do 
processo.
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GABARITO
1. d
2. b
3. Anulado.
4. d
5. b
6. c
7. c
8. c
9. a
10. a
11. c
12. c
13. b
14. c
15. d
16. a
17. c
18. a
19. b
20. d
21. d
22. b
23. b
24. a
25. b
26. b
27. d
28. b
29. c
30. c
31. a
32. d
33. a
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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (FGV/IV/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária XYZ Computação Gráfica 
S.A. teve sua falência decretada. Na correspondente sentença, foi autorizada a continuação 
provisória das atividades da falida com o administrador judicial, fato esse que perdurou por 
um período de 10 (dez) meses.
Como são juridicamente qualificados os titulares dos créditos trabalhistas relativos a servi-
ços prestados durante esse interregno posterior à decretação da falência?
a) Credores concursais.
b) Credores concorrentes prioritários.
c) Credores reivindicantes.
d) Credores extraconcursais.
Letra d.
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído após a decretação da falência ou em re-
lação à massa falida, será EXTRACONCURSAL.
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído antes da decretação da falência ou em 
relação ao falido, será CONCURSAL.
Quando o examinador disse: a serviços prestados durante esse interregno posterior à decre-
tação da falência, fica fácil! EXTRACONCURSAL!
Questão 2 (FGV/V/EXAME UNIFICADO) A respeito do Administrador Judicial, no âmbito da 
recuperação judicial, é correto afirmar que
a) somente pode ser destituído pelo Juízo da Falência na hipótese de, após intimado, não apre-
sentar, no prazo de 5 (cinco) dias, suas contas ou os relatórios previstos na Lei n. 11.101/2005.
b) o Administrador Judicial, pessoa física, pode ser formado em Engenharia.
c) será escolhido pela Assembleia Geral de Credores.
d) perceberá remuneração fixada pelo Comitê de Credores.
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Letra b.
a) Errada. A hipótese mencionada na alternativa está prevista no artigo 23 da LRF, mas não há 
somente esta hipótese de destituição do administrador judicial, pois
o juiz, de ofício ou a requerimento fundamentado de qualquer interessado, poderá determinar a 
destituição do administrador judicial ou de quaisquer dos membros do Comitê de Credores quando 
verificar desobediência aos preceitos desta Lei, descumprimento de deveres, omissão, negligência 
ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiros (caput do artigo 31 da LRF).
b) Certa. Artigo 21 da LRF.
c) Errada. Será nomeado pelo juiz (artigo 52, I, da LRF).
d) Errada.
Artigo 24. O juiz fixará a remuneração do administrador judicial que não excederá 5% do valor de-
vido aos credores submetidos à recuperação judicial ou do valor de venda dos bens na falência. 
Em se tratando de microempresa e empresa de pequeno porte, a remuneração não excederá 2%.
Questão 3 (FGV/VI/EXAME UNIFICADO) ABC Indústria S.A. é uma companhia em crise eco-
nômico-financeira, sendo devedora de salários em atraso a seus empregados, tributos ao go-
verno federal e créditos a diversos fornecedores decorrentes do fornecimento de matéria-prima.
A ABC obteve o deferimento do processamento do seu pedido de recuperação judicial, e, na 
decisão, o juiz determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra a ABC, na forma 
do artigo 6º da Lei n. 11.101/2005. Não obstante, diversas reclamações trabalhistas, ainda 
em fase de conhecimento em curso perante a Justiça do Trabalho, e duas execuçõesfiscais, 
em curso perante a Justiça Federal, das quais a ABC era ré, prosseguiram normalmente após 
o referido deferimento do processamento de sua recuperação judicial.
A respeito da situação da recuperação judicial da ABC, é correto afirmar que
a) o juízo da recuperação deverá oficiar aos juízos em que estão sendo processadas as re-
clamações trabalhistas e as execuções fiscais para determinar a suspensão imediata de tais 
feitos.
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b) não há qualquer irregularidade no prosseguimento das reclamações trabalhistas e execu-
ções fiscais mencionadas no enunciado, pois tais ações não são suspensas pelo deferimento 
do processamento da recuperação judicial.
c) apenas as execuções fiscais deverão ser suspensas; as reclamações trabalhistas em fase 
de conhecimento poderão prosseguir até a sentença que tornar líquido o crédito do trabalha-
dor reclamante.
d) apenas as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento deverão ser suspensas; as 
execuções fiscais deverão prosseguir normalmente.
Anulado.
a) Errada. A suspensão é automática (caput do artigo 6º da LRF). O juízo da recuperação ou 
da falência não oficiará; na verdade, ele que deve ser oficiado, comunicado (§6º do artigo 6º 
da LRF).
b) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
c) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
d) Errada. Nem as reclamações trabalhistas em fase de conhecimento, nem as execuções 
fiscais são suspensas.
Inicialmente, a FGV apontou como alternativa correta a letra “d”, contudo, recuou e anulou a 
questão. Veja:
COMUNICADO: A Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado e a Fundação Getulio Var-
gas, após análise da Prova Objetiva do VI Exame de Ordem Unificado – relativa à primeira fase 
– torna pública a anulação das questões 35 e 51 do caderno de prova do tipo 1 e suas correspon-
dentes nos cadernos tipo 2, 3 e 4, sendo atribuída a respectiva pontuação a todos os examinandos.
Questão 4 (FGV/VI/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO DUQUE DE CAXIAS-RJ) A respeito 
da classificação dos créditos na falência, é correto afirmar que
a) os créditos com privilégio geral têm preferência sobre os créditos tributários.
b) os créditos quirografários têm preferência sobre os créditos com privilégio especial.
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c) os créditos com privilégio especial têm preferência sobre os créditos tributários.
d) os créditos quirografários têm preferência sobre os créditos subordinados.
Letra d.
Questão 5 (FGV/VII/EXAME UNIFICADO) Dentre as alternativas abaixo, indique aquela que 
corresponde a um crédito que deve ser classificado como extraconcursal:
a) Multas por infração do Código de Postura Municipal.
b) Custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa tenha sido vencida.
c) Créditos quirografários sujeitos à recuperação judicial pertencentes a fornecedores de bens 
ou serviços que continuaram a provê‐lo normalmente após o pedido de recuperação judicial.
d) Os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao seu 
pagamento.
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Letra b.
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído após a decretação da falência ou em re-
lação à massa falida, será EXTRACONCURSAL.
Se examinador afirmar que o crédito foi constituído antes da decretação da falência ou em 
relação ao falido, será CONCURSAL.
a) Errada. Concursal = 7ª CLASSE.
b) Certa. EXTRACONCURSAL = 4ª CLASSE
c) Errada. Concursal = 5ª CLASSE (parágrafo único do artigo 67 da LRF).
d) Errada. Concursal = 6ª CLASSE
Questão 6 (FGV/VIII/EXAME UNIFICADO) João postulou, por meio de representação de ad-
vogado, ação condenatória em face da sociedade Cacos e Cacos Ltda., obtendo sentença 
favorável, condenando a ré ao pagamento da quantia de R$ 100.000,00 (cem mil reais), acres-
cida de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) de honorários advocatícios. Após o trânsito em julga-
do da decisão judicial, João e seu advogado Pedro são cientificados de que a sociedade está 
falida, devendo os seus créditos sofrer procedimento de habilitação.
Nesse caso, a natureza dos créditos correspondentes a honorários advocatícios, nos termos 
do Estatuto, é considerada como
a) quirografária.
b) real.
c) privilegiada.
d) natural.
Letra c.
Artigo 24 do Estatuto da OAB:
Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular são 
títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, concurso de credores, 
insolvência civil e liquidação extrajudicial.
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Questão 7 (FGV/VIII/EXAME UNIFICADO) A respeito da recuperação judicial, assinale a 
afirmativa correta.
a) O juiz somente poderá conceder a recuperação judicial do devedor cujo plano de recupera-
ção tenha sido aprovado pela assembleia geral de credores.
b) O devedor poderá desistir do pedido de recuperação judicial a qualquer tempo, desde que 
antes da concessão da recuperação judicial pelo juiz, bastando, para tanto, comunicar sua 
desistência ao juízo da recuperação.
c) O juiz decretará falência, caso o devedor não apresente o plano de recuperação no prazo 
de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação.
d) O plano de recuperação apresentado pelo devedor, em hipótese alguma, poderá sofrer al-
terações.
Letra c.
a) Errada. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 da LRF, o juiz deferirá o pro-
cessamento da recuperação judicial; ou seja, não há manifestação da assembleia de credo-
res, a qual somente será constituída após o deferimento da recuperação.
b) Errada. O devedor não poderá desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimen-
to de seu processamento, salvo se obtiver aprovação da desistência na assembleia geral de 
credores (§ 4º do artigo 52 da LRF).
c) Certa. Caput do artigo 53 e 73 da LRF.
d) Errada. O plano de recuperação judicial poderá sofrer alterações na assembleia geral, des-
de que haja expressa concordância do devedor e em termos que não impliquem diminuição 
dos direitos exclusivamente dos credores ausentes (§ 3º do artigo 56 da LRF).
Questão 8 (FGV/IX/EXAME UNIFICADO) A respeito do processo de falência, assinale a afir-
mativa correta.
a) Asrestituições em dinheiro determinadas por sentença judicial poderão ser realizadas an-
tes do pagamento de qualquer crédito.
b) Os créditos ao serem classificados, os créditos com garantia real terão preferência sobre 
os créditos tributários, independentemente do valor do bem dado em garantia.
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c) Os créditos decorrentes das remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxi-
liares serão pagos com preferência em relação aos credores concursais.
d) Os credores remanescentes da recuperação deverão habilitar seus créditos na falência, em 
qualquer hipótese, quando da convolação da recuperação judicial em falência.
Letra c.
a) Errada. Os Herbie’s são pagos em primeiro lugar.
b) Errada. Em relação aos créditos com garantia real, estes terão preferência sobre os fiscais 
até o limite do valor do bem gravado.
c) Certa. 1ª CLASSE DOS EXTRACONCURSAIS.
d) Errada. Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da recuperação judicial, 
quando definitivamente incluídos no quadro geral de credores, tendo prosseguimento as ha-
bilitações que estejam em curso (artigo 80 da LRF). Ou seja, uma vez convolada a recupera-
ção em falência, eventuais credores remanescentes não precisarão habilitar seus créditos, 
eles serão, automaticamente, incluídos no QGC.
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Questão 9 (FGV/IX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO IPATINGA-MG) Com relação ao efei-
to que a decretação da falência de um empresário ou de uma sociedade empresária produz 
sobre os credores, assinale a afirmativa correta.
a) Impede a exigibilidade da massa falida do pagamento dos juros vencidos após a decreta-
ção da falência, previstos em lei ou em contrato, se o ativo apurado não bastar para o paga-
mento dos credores subordinados.
b) Suspende, até o término da arrecadação dos bens do devedor, o curso da prescrição de 
todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares 
do sócio de responsabilidade ilimitada.
c) Acarreta o vencimento antecipado dos créditos do devedor e dos sócios ilimitada e solida-
riamente responsáveis, e converte todos os débitos em real para dólar norte-americano, pelo 
câmbio do dia da decisão judicial.
d) Extingue, em relação à massa falida, o exercício do direito de retenção sobre os bens mó-
veis ou semoventes sujeitos à arrecadação, os quais deverão ser imediatamente entregues ao 
credor com privilégio especial.
Letra a.
a) Certa. Caput do artigo 124 da LRF.
b) Errada. A suspensão prevista no artigo 6º perdura até o encerramento da falência.
c) Errada. Converte a moeda estrangeira em moeda nacional pelo valor da cotação da data da 
sentença que decreta a falência.
d) Errada.
Artigo 116, II, da LRF. O exercício do direito de retenção se extingue em relação a terceiros que de-
verão entregar os bens sujeitos à falência ao ADM. JUD.
Questão 10 (FGV/X/EXAME UNIFICADO) Com relação às atribuições do Comitê de Credores, 
quando constituído no âmbito da recuperação judicial, assinale a afirmativa correta.
a) Fiscalizar a execução do plano de recuperação judicial.
b) Fornecer, com presteza, todas as informações exigidas pelos credores interessados.
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c) Consolidar o quadro geral de credores e providenciar sua publicação.
d) Apresentar ao juiz, para juntada aos autos, relatório mensal das atividades do devedor.
Letra a.
a) Certa. Artigo 27, II, “b”, da LRF.
b) Errada. Atribuição do administrador judicial (artigo 22 da LRF).
c) Errada. Atribuição do administrador judicial (artigo 22 da LRF).
d) Errada. Atribuição do administrador judicial (artigo 22 da LRF).
Questão 11 (FGV/XI/EXAME UNIFICADO) Uma sociedade empresária atuante no mercado 
imobiliário, com sede e principal estabelecimento na cidade de Pedro Afonso, obteve conces-
são de sua recuperação judicial. Diante da necessidade de alienação de bens do ativo per-
manente, não relacionados previamente no plano de recuperação, foi convocada assembleia 
geral de credores. A proposta de alienação foi aprovada em razão do voto decisivo da credora 
Tuntum Imperatriz Representações Ltda., cujo sócio majoritário tem participação de 25% no 
capital da sociedade recuperanda.
Com base nas disposições da Lei n. 11.101/2005 (Lei de Falências e Recuperação Judicial de 
Empresas), assinale a afirmativa correta.
a) A decisão é nula de pleno direito, pois a pretensão de alienação de bens do ativo perma-
nente, não relacionados no plano, enseja a convolação da recuperação judicial em falência.
b) A autorização para a alienação de bens do ativo permanente, não relacionados no plano de 
recuperação judicial, é uma prerrogativa exclusiva do administrador judicial.
c) O voto de Tuntum Imperatriz Representações Ltda. não poderia ter sido considerado para 
fins de verificação do quórum de instalação e de deliberação da assembleia geral.
d) A decisão assemblear é anulável, pois a sociedade Tuntum Imperatriz Representações 
Ltda. como credora, não poderia ter participado da assembleia geral.
Letra c.
Art. 43. Os sócios do devedor, bem como as sociedades coligadas, controladoras, controladas 
ou as que tenham sócio ou acionista com participação superior a 10% (dez por cento) do capital 
social do devedor ou em que o devedor ou algum de seus sócios detenham participação superior 
a 10% (dez por cento) do capital social, poderão participar da assembleia geral de credores, sem 
ter direito a voto e não serão considerados para fins de verificação do quórum de instalação e de 
deliberação.
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Questão 12 (FGV/XII/EXAME UNIFICADO) Laranja da Terra Comércio de Frutas Ltda. reque-
reu sua recuperação judicial e o pedido foi distribuído para a 2ª Vara Cível.
A distribuição do pedido de recuperação produziu como efeito
a) a nomeação pelo juiz do administrador judicial dentre os maiores credores da sociedade 
em recuperação judicial.
b) a suspensão das ações e execuções ajuizadas anteriormente ao pedido em face do deve-
dor por até 180 (cento e oitenta) dias.
c) a proibição de alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente, salvo evi-
dente utilidade reconhecida pelo juiz, ouvido o comitê.
d) o afastamento imediato dos administradores e sócios controladores da sociedade até a 
deliberação dos credores sobre o plano de recuperação.
Letra c.
a) Errada. O administrador é nomeadona decisão que defere o processamento da recupera-
ção judicial.
b) Errada. A suspensão se dá com a decisão que defere o processamento da recuperação 
judicial.
c) Certa.
Art. 66. Após a distribuição do pedido de recuperação judicial, o devedor não poderá alienar ou 
onerar bens ou direitos de seu ativo permanente, salvo evidente utilidade reconhecida pelo juiz, 
depois de ouvido o Comitê, com exceção daqueles previamente relacionados no plano de recupe-
ração judicial.
d) Errada. Diferentemente do que ocorre na falência, durante o procedimento de recuperação 
judicial, como regra, o devedor ou seus administradores serão mantidos na condução da ati-
vidade empresarial (artigo 64 da LRF).
Questão 13 (FGV/XIII/EXAME UNIFICADO) A assembleia geral de credores da sociedade fa-
lida “Concessionária de Veículos Pereiro Ltda.” aprovou, com o voto favorável de credores 
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que representam 3/4 (três quartos) dos créditos presentes à assembleia, a constituição de 
sociedade formada pelos empregados do próprio devedor.
Sobre esta modalidade de realização do ativo, assinale a afirmativa incorreta.
a) Os empregados que vierem a integrar a futura sociedade poderão utilizar créditos deriva-
dos da legislação do trabalho para a aquisição da empresa.
b) A constituição da sociedade formada pelos empregados do devedor depende da apresen-
tação, pela massa falida, das certidões negativas de débitos tributários.
c) Os bens objeto de alienação estarão livres de quaisquer ônus e não haverá sucessão da 
sociedade formada pelos empregados nas obrigações do devedor.
d) A constituição de sociedade dos empregados do próprio devedor pode contar com a parti-
cipação, se necessária, dos atuais sócios da falida ou de terceiros.
Letra b.
a) Certa. § 2º do artigo 145 da LRF.
b) Errada. Artigo 146 da LRF (em qualquer modalidade de realização do ativo adotada, fica a 
massa falida dispensada da apresentação de certidões negativas).
c) Certa. Inciso II do artigo 141 da LRF.
d) Certa. Caput do artigo 145 da LRF.
Questão 14 (FGV/XIV/EXAME UNIFICADO) Passa Sete Serviços Médicos S/A apresentou a 
seus credores plano de recuperação extrajudicial, que obteve a aprovação de mais de quatro 
quintos dos créditos de todas as classes por ele abrangidas. O plano estabeleceu a produção 
de efeitos anteriores à homologação judicial, exclusivamente, em relação à forma de paga-
mento dos credores signatários que a ele aderiram, alterando o valor dos créditos com desá-
gio de 30% (trinta por cento).
A companhia consultou seu advogado, que se pronunciou corretamente sobre o caso, da se-
guinte forma:
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a) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à homologação, devendo o 
juiz indeferir sua homologação, permitindo, contudo, novo pedido, desde que sanada a irre-
gularidade.
b) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à homologação, devendo o 
juiz negar liminarmente sua homologação e decretar a falência.
c) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à homologação, desde que 
exclusivamente em relação à modificação do valor ou da forma de pagamento dos credores 
signatários.
d) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à homologação, desde que 
exclusivamente em relação à supressão da garantia ou sua substituição de bem objeto de 
garantia real.
Letra c.
Artigo 165, § 1º, da LRF:
Art. 165. O plano de recuperação extrajudicial produz efeitos após sua homologação judicial.
§ 1º É lícito, contudo, que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à homologação, des-
de que exclusivamente em relação à modificação do valor ou da forma de pagamento dos credores 
signatários.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo, caso o plano seja posteriormente rejeitado pelo juiz, devol-
ve-se aos credores signatários o direito de exigir seus créditos nas condições originais, deduzidos 
os valores efetivamente pagos.
Questão 15 (FGV/XVII/EXAME UNIFICADO) José adquiriu dois refrigeradores a prazo numa 
das filiais de Comércio de Eletrodomésticos Ltda., tendo efetuado pagamento de entrada no 
valor de 50% do preço. Foi decretada a falência da vendedora e esta não entregou a merca-
doria. Interpelado o administrador judicial, este resolveu não executar o contrato. De acordo 
com as informações do enunciado e as disposições da Lei n. 11.101/2005 (Lei de Falências e 
Recuperação de Empresas), assinale a afirmativa correta.
a) O comprador poderá pedir ao juiz da falência a reserva do valor de seu crédito.
b) O comprador poderá pedir a restituição em dinheiro do valor pago a título de entrada.
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c) O comprador poderá ajuizar ação em face da massa para o cumprimento compulsório do 
contrato.
d) O comprador terá seu crédito relativo ao valor pago habilitado como quirografário na fa-
lência.
Letra d.
Diante do fato de o administrador judicial não ter executado o contrato e pelo fato de a rela-
ção jurídica ser anterior à decretação da falência, José terá seu crédito relativo ao valor pago 
habilitado como quirografário na falência.
Questão 16 (FGV/XVIII/EXAME UNIFICADO) Calçados Machadinho Ltda. requereu sua recu-
peração judicial e o pedido foi devidamente processado. O devedor não alterou, no plano de 
recuperação, o valor ou as condições originais de pagamento do crédito de Curtume Arroio 
do Sal Ltda. EPP, referentes ao contrato de fornecimento de couro sintético, no valor de R$ 
288.000,00 (duzentos e oitenta e oito mil reais).
Com base nessas informações e nas disposições da Lei n. 11.101/2005, assinale a afirmativa 
correta.
a) A credora não terá direito a voto nas assembleias de credores realizadas durante a re-
cuperação judicial e o crédito não será considerado para fins de verificação de quórum de 
deliberação.
b) O crédito será novado com a concessão da recuperação judicial, após a aprovação do plano 
pela assembleia de credores, como todos os demais créditos sujeitos à recuperação.
c) A credora poderá votar nas assembleias de credores realizadas durante a recuperação, 
com base no valor de seu crédito, na classe dos credores microempresários e empresários de 
pequeno porte (Classe 4).
d) A partir do processamento da recuperação judicial, é permitido à credora ajuizar ação de 
cobrança em face do devedor pela manutenção das condições originais de pagamento do 
crédito no plano de recuperação.
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Letra a.
Art. 45. Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial, todas as classes de credores refe-
ridas no art. 41 desta Lei deverão aprovar a proposta.
(...)
§ 3º O credor não terá direito a voto e não será considerado para fins de verificação de quórum 
de deliberação se o plano de recuperação judicial não alterar o valor ou as condições originais de 
pagamento de seu crédito.
Questão 17 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) A falência da sociedade XYZ Ltda. foi decretada 
em 5/6/2014. Nessa data, a pessoa jurídica já possuía dois imóveis hipotecados para garan-
tia de dívidas diversas. A União tem créditos tributários a receber da sociedade, inscritos em 
dívida ativa em abril de 2013.
Baseado nos fatos narrados, assinale a afirmativa correta.
a) A União tem direito de preferência sobre todo e qualquer credor, porque o crédito tributário 
foi inscrito em dívida ativa antes da decretação da falência.
b) A União tem direito de preferência sobre os credores com garantia real, pois o crédito tri-
butário prefere a qualquer outro, seja qual for sua natureza ou o tempo de sua constituição.
c) A União tem de respeitar a preferência dos credores hipotecários, no limite do valor dos 
bens gravados.
d) A União tem de respeitar a preferência dos credores hipotecários, no limite do valor das 
dívidas garantidas pelas hipotecas.
Letra c.
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Questão 18 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Eugênio de Castro é sócio e administrador de-
signado no contrato da sociedade empresária Vale do Taquari Empreendimentos Hoteleiros 
Ltda. De acordo com cláusula contratual, o referido administrador faz jus à percepção de pró-
-labore bimestral no valor fixo de R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Com a decretação da falência 
da referida sociedade, sua advogada verificou que não consta o crédito do cliente na relação 
de credores publicada no Diário Oficial.
Assinale a opção que indica a classificação correta na habilitação de crédito a ser apresenta-
da ao Juízo da falência.
a) Crédito subordinado.
b) Crédito quirografário.
c) Crédito subquirografário.
d) Crédito equiparado ao trabalhista, até o limite de 150 salários mínimos.
Letra a.
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Questão 19 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO) Mostardas, Tavares & Cia Ltda. EPP requereu sua 
recuperação judicial tendo o pedido sido despachado pelo juiz com a nomeação de Frederico 
Portela como administrador judicial.
Em relação à remuneração do administrador judicial, será observada a seguinte regra:
a) a remuneração não excederá 5% (cinco por cento) do valor devido aos credores submetidos 
à recuperação judicial.
b) caberá ao devedor arcar com as despesas relativas à remuneração do administrador judi-
cial e das pessoas eventualmente contratadas para auxiliá-lo.
c) a remuneração deverá ser paga até o final do encerramento da verificação dos créditos e 
publicação do quadro de credores.
d) será devida remuneração proporcional ao trabalho realizado quando o administrador judi-
cial for destituído por descumprimento de deveres legais.
Letra b.
a) Errada. Não excederá 2% por se tratar de EPP.
b) Certa. Artigo 25 da LRF.
c) Errada. O valor e a forma do pagamento da remuneração do administrador judicial serão 
fixados pelo juiz (caput do artigo 24 da LRF).
d) Errada.
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§3º do artigo 24 da LRF: O administrador judicial substituído será remunerado proporcionalmente 
ao trabalho realizado, salvo se renunciar sem relevante razão ou for destituído de suas funções por 
desídia, culpa, dolo ou descumprimento das obrigações fixadas nesta Lei, hipóteses em que não 
terá direito à remuneração.
Questão 20 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR-BA) A sociedade Boa-
ventura & Cia. Ltda. obteve concessão de recuperação judicial, mas por insuperáveis pro-
blemas de fluxo de caixa a recuperação foi convolada em falência. Um dos fornecedores de 
produtos agrícolas à devedora antes do pedido de recuperação judicial era Barra do Jacaré EI-
RELI ME. Contudo, com o pedido de recuperação judicial e inclusão do crédito no plano, a for-
necedora interrompeu imediatamente a entrega dos produtos e resiliu o contrato. Os créditos 
estão representados por duplicatas de venda, sendo o valor total de R$ 240.000,00 (duzentos 
e quarenta mil reais), exigíveis antes da recuperação judicial e ainda não pagos.
Com base nessas informações e na regra estabelecida na Lei n. 11.101/2005, assinale a afir-
mativa correta.
a) O crédito será classificado na falência como quirografário.
b) O crédito será classificado na falência como extraconcursal.
c) O crédito será classificado na falência como com privilégio geral.
d) O crédito será classificado na falência como com privilégio especial.
Letra d.
Artigo 83, IV, “d”, da LRF.
Questão 21 (FGV/XX/EXAME UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR-BA) O estatuto de uma 
sociedade empresária do tipo anônima estabelece que seu objeto social é a exploração de 
serviços aéreos públicos de transporte regular e não regular. Diante do processamento da 
recuperação judicial da referida sociedade empresária, o exercício dos direitos derivados de 
contratos de arrendamento de aeronaves ou de seus motores pelos credores
a) ficará suspenso pelo prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias contado da data do 
processamento da recuperação, restabelecendo-se, após o decurso do prazo, o direito dos 
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arrendadores de iniciar ou continuar suas ações e execuções, independentemente de pronun-
ciamento judicial.
b) não ficará suspenso, e os arrendadores podem continuar suas ações e execuções, mas, 
durante o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data do processamento da recu-
peração, não é permitida a venda ou a retirada do estabelecimento das aeronaves, por serem 
bens de capital essenciais à empresa.
c) ficará suspenso até a concessão da recuperação judicial, exceto se o plano de recuperação 
estabelecer que as obrigações anteriores à recuperação judicial observarão as condições ori-
ginalmente definidas em lei, inclusive no que diz respeito aos encargos.
d) não ficará suspenso em nenhuma hipótese e os créditos decorrentes dos contratos de ar-
rendamento não se submeterão aos efeitos da recuperaçãojudicial, prevalecendo os direitos 
de propriedade sobre a coisa e as condições contratuais.
Letra d.
§ 1º do artigo 199 da LRF.
Questão 22 (FGV/XXI/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária Monte Santo Embala-
gens Ltda. EPP requereu homologação de plano de recuperação extrajudicial, que continha, 
dentre outras, as seguintes disposições:
I – estabelecia a produção de efeitos a partir da data de sua assinatura, exclusivamente 
em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários;
II – o pagamento antecipado de dívidas em relação aos credores com privilégio especial, 
justificando a necessidade em razão do fluxo de caixa;
III – a inclusão de credores enquadrados como microempresas e empresas de pequeno 
porte;
IV – previa, como meio de recuperação, o trespasse de duas filiais.
O devedor enviou carta a todos os credores sujeitos ao plano, domiciliados ou sediados no 
país, informando a distribuição do pedido, as condições do plano e o prazo para impugnação.
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Você, como advogado(a) de um desse credores, pretende impugnar a homologação porque o 
plano a ser homologado
a) só deve incluir, como meio de recuperação, o parcelamento ou abatimento de dívidas, com 
a incidência de juros fixos à taxa de 12% (doze por cento) ao ano.
b) não pode contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável 
aos credores que a ele não estejam sujeitos.
c) não pode prever a produção de efeitos anteriores à sua homologação, ainda que exclusiva-
mente em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários.
d) não pode incluir credores enquadrados como empresas de pequeno porte, porque está 
limitado às classes de credores com garantia real, com privilégio geral, quirografários e sub-
quirografários.
Letra b.
§ 2º do artigo 161 da LRF.
Questão 23 (FGV/XXIII/EXAME UNIFICADO) Você participou da elaboração, apresentação e 
negociação do plano de recuperação extrajudicial de devedor sociedade empresária. Tendo 
sido o plano assinado por todos os credores por ele atingidos, seu cliente o contratou para 
requerer a homologação judicial.
Assinale a opção que indica o juízo em que deverá ser apresentado o pedido de homologação 
do plano de recuperação extrajudicial.
a) O juízo da sede do devedor.
b) O juízo do principal estabelecimento do devedor.
c) O juízo da sede ou de qualquer filial do devedor.
d) O juízo do principal estabelecimento ou da sede do devedor.
Letra b.
Artigo 3º da LRF.
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Questão 24 (FGV/XXIV/EXAME UNIFICADO) A sociedade empresária Pará de Minas Veículos 
Ltda. pretende requerer sua recuperação judicial. Ao analisar a minuta de petição inicial, o ge-
rente administrativo listou os impedimentos ao pedido de recuperação.
Assinale a opção que apresenta um desses impedimentos.
a) O devedor ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial.
b) O devedor possuir ativo que não corresponda a, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) do 
passivo quirografário.
c) O devedor deixar de requerer sua autofalência nos 30 (trinta) dias seguintes ao vencimento 
de qualquer obrigação líquida.
d) A sociedade ter como administrador pessoa condenada por crime contra o patrimônio ou 
contra a fé pública.
Letra a.
Requisitos para a recuperação judicial ordinária (artigo 48 da LRF):
I – exercício regular das atividades há mais de 2 (dois) anos;
II – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, 
as responsabilidades daí decorrentes;
III – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa conde-
nada por qualquer dos crimes previstos na LRF; e
IV – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial.
Questão 25 (FGV/XXIV/EXAME UNIFICADO) O empresário individual Ives Diniz, em conluio 
com seus dois primos, realizou empréstimos simulados a fim de obter crédito para si; por 
esse e outros motivos, foi decretada sua falência.
No curso do processo falimentar, o administrador judicial verificou a prática de outros atos 
praticados pelo devedor e seus primos, antes da falência; entre eles, a transferência de bens 
do estabelecimento a terceiros lastreados em pagamentos de dívidas fictícias, com nítido 
prejuízo à massa.
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De acordo com o enunciado e as disposições da Lei de Falência e Recuperação de Empresas, 
o advogado contratado pelo administrador judicial para defender os direitos e interesses da 
massa deverá
a) requerer, no juízo da falência, a instauração do incidente de desconsideração da persona-
lidade jurídica.
b) ajuizar ação revocatória em nome da massa falida no juízo da falência.
c) ajuizar ação pauliana em nome do administrador judicial no juízo cível.
d) requerer, no juízo da falência, o sequestro dos bens dos primos do empresário como medi-
da antecedente à ação de responsabilidade civil.
Letra b.
Diante do conluio de Ives Diniz com seus dois primos, o administrador judicial deverá ajuizar 
ação revocatória em nome da massa falida no juízo da falência, nos termos dos artigos 130 e 
seguintes da LRF.
Questão 26 (FGV/XXV/EXAME UNIFICADO) Concessionária de Veículos Primeira Cruz Ltda. 
obteve concessão de sua recuperação judicial. Diante da necessidade de alienação de bens 
do ativo permanente, não relacionados previamente no plano de recuperação, foi convocada 
assembleia geral de credores.
A proposta de alienação foi aprovada em razão do voto decisivo da credora Dutra & Corda 
Representações Ltda., cujo sócio majoritário P. Dutra tem participação de 32% (trinta e dois 
por cento) no capital da sociedade recuperanda.
Com base nesses dados, é correto afirmar que
a) a decisão é nula de pleno direito, pois a pretensão de alienação de bens do ativo perma-
nente, não relacionados no plano, enseja a convolação da recuperação judicial em falência.
b) o voto da sociedade Dutra & Corda Representações Ltda. não poderia ter sido considerado 
para fins de verificação do quórum de instalação e de deliberação da assembleia geral.
c) a decisão assemblear é anulável, pois a sociedade Dutra & Corda Representações Ltda., 
como credora, não poderia ter participado nem proferido voto na assembleia geral.
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d) a assembleia é nula, pois a autorização paraa alienação de bens do ativo permanente, 
não relacionados no plano de recuperação judicial, é prerrogativa exclusiva do administrador 
judicial.
Letra b.
Art. 43. Os sócios do devedor, bem como as sociedades coligadas, controladoras, controladas ou 
as que tenham sócio ou acionista com participação superior a 10% (dez por cento) do capital social 
do devedor ou em que o devedor ou algum de seus sócios detenham participação superior a 10% 
(dez por cento) do capital social, poderão participar da assembleia geral de credores, sem ter direito 
a voto e não serão considerados para fins de verificação do quórum de instalação e de deliberação.
Questão 27 (FGV/XXVI/EXAME UNIFICADO) Antes da decretação de falência da sociedade 
Talismã & Sandolândia Ltda., foi ajuizada ação de execução por título extrajudicial por Frigo-
rífico Rio Sono Ltda., esta enquadrada como empresa de pequeno porte.
Com a notícia da decretação da falência pela publicação da sentença no Diário da Justiça, 
o advogado da exequente tomará ciência de que a execução do título extrajudicial
a) não será suspensa, em razão do enquadramento da credora como empresa de pequeno 
porte.
b) está suspensa pelo prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias, contados da publi-
cação da sentença.
c) não será suspensa, em razão de ter sido ajuizada pelo credor antes da decretação da fa-
lência.
d) está suspensa, devendo o credor se submeter às regras do processo falimentar e ter seu 
crédito verificado e classificado.
Letra d.
Caput do artigo 6º da LRF.
Questão 28 (FGV/XXVII/EXAME UNIFICADO) A Fazenda Pública do Estado de Pernambuco 
ajuizou ação de execução fiscal em face de sociedade empresária. No curso da demanda, 
houve o processamento da recuperação judicial da sociedade.
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Em relação à execução fiscal em curso, assinale a afirmativa correta.
a) Fica suspensa com o processamento da recuperação até seu encerramento.
b) Não é suspensa com o processamento da recuperação judicial.
c) Fica suspensa com o processamento da recuperação judicial até o máximo de 180 (cento 
e oitenta) dias.
d) É extinta com o processamento da recuperação judicial.
Letra b.
§ 7º do artigo 6º da LRF.
Questão 29 (FGV/XXVIII/EXAME UNIFICADO) Jacinto Almenara EIRELI teve um bem de sua 
propriedade arrecadado pelo administrador judicial na falência de Rubim & Divisa Ltda., mas 
foi informado que o referido bem já tinha sido alienado pela massa.
Ciente dessa circunstância, o(a) advogado(a) da EIRELI
a) não poderá pleitear a restituição do bem nem receber o preço da venda em razão de já ter 
sido alienado pela massa falida.
b) deverá habilitar o crédito no processo de falência, com a classificação de quirografário, 
diante da impossibilidade de sua restituição in natura.
c) poderá pleitear a restituição em dinheiro, recebendo o preço obtido com a venda do bem 
arrecadado, devidamente atualizado.
d) deverá ajuizar ação revocatória para obter indenização da massa falida pela venda ilegal do 
bem arrecadado, que deveria lhe ter sido restituído.
Letra c.
Inciso I do artigo 86 da LRF.
Questão 30 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Madeireira Juína Ltda. requereu a homologação 
de plano de recuperação extrajudicial em Juara/MT, lugar de seu principal estabelecimento. 
Após o pedido de homologação e antes da publicação do edital para apresentação de impug-
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Eugênio Brugger Nickerson
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nação ao plano, um dos credores com privilégio geral que haviam assinado o plano pretende 
desistir unilateralmente da adesão. Tal credor possui um terço dos créditos de sua classe 
submetidos ao plano.
Com relação ao credor com privilégio geral, após a distribuição do pedido de homologação, 
assinale a afirmativa correta.
a) Não poderá desistir da adesão ao plano, mesmo com a anuência expressa dos demais 
signatários.
b) Poderá desistir da adesão em razão da natureza contratual do plano, que permite, a qual-
quer tempo, sua denúncia.
c) Não poderá desistir da adesão ao plano, salvo com a anuência expressa dos demais sig-
natários.
d) Poderá desistir da adesão ao plano, desde que seja titular de mais de 1/4 do total dos cré-
ditos de sua classe.
Letra c.
§ 5º do artigo 161 da LRF.
Questão 31 (FGV/XIX/EXAME UNIFICADO) Ribamar é sócio da sociedade empresária Junco, 
Fiquene & Cia. Ltda. Após uma infrutífera negociação de plano de recuperação judicial, a as-
sembleia de credores rejeitou o plano, acarretando a decretação de falência da sociedade. 
O desgaste, que já existia entre Ribamar e os demais sócios, intensificou-se com a decreta-
ção da falência, ensejando pedido de retirada da sociedade, com base nas disposições regu-
ladoras da sociedade limitada.
Diante dos fatos narrados, assinale a afirmativa correta.
a) A decretação da falência suspende o exercício do direito de retirada do sócio Ribamar.
b) A sociedade deverá apurar os haveres do sócio dissidente Ribamar, que serão pagos como 
créditos extraconcursais.
c) O juiz da falência deverá avaliar o pedido de retirada do sócio Ribamar e, eventualmente, 
deferi-lo na ação de dissolução parcial.
d) A decretação de falência não suspende o direito de retirada do sócio Ribamar, mas o paga-
mento de seus haveres deverá ser incluído como crédito subordinado.
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Letra a.
Inciso II do artigo 116 da LRF.
Questão 32 (FGV/XXX/EXAME UNIFICADO) Além da impontualidade, a falência pode ser de-
cretada pela prática de atos de falência por parte do devedor empresário individual ou dos 
administradores da sociedade empresária.
Assinale a opção que constitui um ato de falência por parte do devedor.
a) Deixar de pagar, no vencimento, obrigação líquida materializada em título executivo pro-
testado por falta de pagamento, cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários 
mínimos na data do pedido de falência.
b) Transferir, durante a recuperação judicial, estabelecimento a terceiro sem o consentimento 
de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo, em cumpri-
mento à disposição de plano de recuperação.
c) Não pagar, depositar ou nomear à penhora, no prazo de 3 (três) dias, contados da citação, 
bens suficientes para garantir a execução.
d) Deixar de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação ju-
dicial, após o cumprimento de todas as obrigações previstas no plano que vencerem até dois 
anos depois da concessão da recuperação judicial.
Letra d.
a) Errada. Trata-se de impontualidade, não ato de falência/ato ruinoso.
b) Errada. Não é considerado ato de falência por estar cumprindo o plano de recuperação.
c) Errada. Trata-se de impontualidade, não ato de falência/ato ruinoso.
d) Certa. § 1º do artigo 61 e alínea “g” do inciso III do artigo94 da LRF.
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Questão 33 (FGV/XXXI/EXAME UNIFICADO) José da Silva, credor de sociedade empresária, 
consulta você, como advogado(a), para obter orientação quanto aos efeitos de uma provável 
convolação de recuperação judicial em falência.
Em relação à hipótese apresentada, analise as afirmativas a seguir e assinale a única correta.
a) Os créditos remanescentes da recuperação judicial serão considerados habilitados quando 
definitivamente incluídos no quadro geral de credores, tendo prosseguimento as habilitações 
que estiverem em curso.
b) As ações que devam ser propostas no juízo da falência estão sujeitas à distribuição por de-
pendência, exceto a ação revocatória e a ação revisional de crédito admitido ao quadro geral 
de credores.
c) A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor quan-
to aos créditos excluídos dos efeitos da recuperação judicial; quanto aos créditos submetidos 
ao plano de recuperação, são mantidos os prazos nele estabelecidos e homologados pelo juiz.
d) As ações intentadas pelo devedor durante a recuperação judicial serão encerradas, de-
vendo ser intimado o administrador judicial da extinção dos feitos, sob pena de nulidade do 
processo.
Letra a.
Artigo 80 da LRF.
Gostaria de, mais uma vez, pedir para você avaliar essa aula. É muito importante para mim 
e para o Gran OAB – obrigado!
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	Apresentação
	1. Falência
	1.1. Referência Legal
	1.2. Conceito
	1.3. Sistema Misto Falimentar Brasileiro
	1.4. Finalidade da Falência
	1.5. Fase Pré-falimentar
	1.6. Fase de Execução Coletiva
	2. Recuperação de Empresas
	2.1. Conceito
	2.2. Finalidade
	2.3. Espécies
	3. Artigos que Recomendo a Leitura na Lei n. 11.101/2005
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 108:

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