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Materiais Anelasticos - Materiais Dentarios

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Materiais Anelásticos
Tem a característica de não ser materiais que são confortáveis para o paciente, ou seja, são materiais que são rígidos.
Características:
· Deformação elástica insignificante; quase não se deformam, servem para formar modelo.
· Tendem a se fraturar. Por ser muito rígido podem quebrar facilmente.
Uso limitado:
· Gesso paris – não é mais utilizado em moldagem, e sim em laboratório servindo para formar o modelo.
· Godivas
· Pasta de zinco-enólica
GODIVA
Material anelástico que depois que toma presa fica semelhante ao gesso.
A godiva tem algumas características. Ela na verdade é um plástico, uma placa rígida, que para ficar maleável e ser possível de colocar na boca do paciente para realizar moldagem, precisa ser aquecida. É, portanto, considerado um material termoplástico. Depois que a godiva perde o calor, volta a sua situação normal e fica rígida novamente. 
Uma das características da godiva é que ela é um material que ao ser utilizado e a moldagem não deu certo, pode aquecer novamente e realizar de novo a moldagem. Os materiais termoplásticos são reversíveis. A maioria dos materiais são quimioplásticos, não sendo reversíveis. Faz a moldagem e joga-se fora, para em seguida realizar uma nova moldagem com um novo material. No caso da godiva não, pode-se reutilizar quando necessário ou pode preencher uma falha dela.
12:50 até 12:59, não entendi. Vamos ver que ela tem várias cores. Godiva de plástico marrom que é para a moldeira inteira. Godiva ... (13:09), ela serve para ... (13:12). Quando não se consegue colocar o porta matriz, ela segura a matriz. Emplastificamos, colocamos, seguramos um pouco, secamos e ela vai esfriando e segurando o porta matriz. A partir das cores teremos funções diferentes. Essas cores diferentes quando estivermos trabalhando com qualquer modelo, por exemplo, a cor da godiva diferente do gesso já nos favorece. 
PROPRIEDADES TÉCNICAS
 A godiva precisa ser colocada em algum local para ser aquecida. São três formas de aquecimento: água, fogo e em chama. É um pré-requisito, não se utiliza godiva sem aquecer. Há uma de 2 e 3 mm bem espessos, que dá para fazer uma moldagem já maior ... (14:37). E tem a bem fininha, que dá para se fazer alguma ... (14:43).
Devemos prestar bastante atenção no ponto de fusão da godiva. O ponto de fusão é o ponto exato para se colocar o material na boca do paciente. É uma temperatura muito alta e a godiva tem algumas propriedades que vão possibilitar esse tipo de uso. Normalmente quando se coloca a godiva e ela apresenta um ponto de fusão mais elevado, com certeza o paciente irá ser queimado. E se for abaixo é o contrário também. Então ela precisa antes ser plastificada, depois vai perdendo calor e ficando rígida novamente. 
Temos um intermediário, onde encontramos acima do ponto de fusão e abaixo do ponto de fusão. Acima do ponto de fusão é quando a temos a partir dali sempre plastificada, como uma borracha endurecida e à medida que vai aquecendo ela vai ficar líquida e não vai mais servir. A temperatura vai estar altíssima e ela vai liberar umas bases voláteis que não são interessantes inspirar. Então não se deve passar da temperatura ideal. A baixa a mesma coisa, pois ao colocar numa temperatura inferior, o material não consegue ficar plastificado o suficiente para poder moldar. 
Uma característica interessante da godiva é a condutividade térmica. Essa condutividade térmica é baixa, o que significa que ela vai demorar para ser aquecida e vai demorar para poder passar esse calor. Isso é interessante na boca do paciente, pois na hora que se coloca 45°, ela não passa imediatamente aquela sensação, então não vai queimar o paciente nem resfriar imediatamente. 
Ao mesmo tempo em que se coloca a godiva para se fazer uma moldagem total, tem que aquecê-la por igual, no forno ou na água quente. Se não for por igual vai ficar uma parte mais plástica, outra parte mais ... (17:45) e obviamente vai distorcer a moldagem. 
Então precisa de um tempo maior, pois ela não é tão rápida na adição de calor, ao mesmo tempo para ser resfriada. Outra coisa importante é que ao fazer a moldagem com godiva e posteriormente colocar o gesso. Depois de algum tempo, 1 hora depois, não conseguimos tirar. Devemos lembrar então que é um material termoplástico, então é só aquecer. Coloca-se um pouco de água quente, ela vai amolecer e se consegue tirar o molde direitinho.
Como foi falado anteriormente, pode-se aquecer no forno, se for bastão ou em partes menores se aquece na chama. Se for na chama deve-se ter cuidado para não superaquecer, para que ela não libere materiais voláteis que podem ser inalados. Deve-se virar o bastão na parte mais alta da chama, quando ele começar a ficar brilhoso e percebermos que vai gotejar, é a hora de remover. 
Quando iremos utilizar, por exemplo, uma placa de godiva, não se deve aquecer ela na chama. Se começar a aquecer do lado direito, ao passar pro lado esquerdo, o lado direito daqui a pouco vai estar endurecendo. Então nunca se deve fazer uma placa completa para moldagem total na chama, sempre tem que ser forno ou na água quente.
Para remover deve-se resfriar, mas não pode colocar apenas no lado direito e depois querer tirar ... (20:35).
PARTE (3) – responsável: (Elenisa) 
ESCOAMENTO
Quando coloca a moldeira no paciente, existe uma técnica em que ele imediatamente resfria.
- A temperatura ideal em que o material fica plastificável de uma forma que é possível moldar é de 45o à 85% de escoamento;
Obs.: essa porcentagem de 85% é ideal, pois se ela ficar muito liquefeita ela provavelmente irá vazar, sair da moldeira e será perdida a moldagem dela. Em 85% ela fica em uma consistência de massa de modelar (um pouco mais amolecida) de forma que quando é comprimida sobre a arcada ela confere um molde excelente.
- Possui uma indicação restrita: para pacientes desdentados.
- Realiza pressão sobre os tecidos;
- Em casos de utilizar a temperatura acima de 45o (mais liquefeita) ocorre a distorção do material;
Obs.: Se não tiver certeza que a temperatura está ideal não vale a pena prosseguir com a técnica, pois irá refletir na qualidade final da prótese (ou fica torta, ou folgada,...)
- Temperatura abaixo de 45o não molda corretamente os detalhes. Refletindo na obtenção de um modelo final que não responde ao real.
Passos: coloca o material, após o aquecimento, na moldeira e em seguida direto na boca do paciente e comprime. Continuando com os procedimentos protéticos até chegar a prótese final.
PRINCIPAL INDICAÇÃO
- É indicada para moldagem de arcadas edentulas.
É um material que caso seja colocado em um paciente com dentes, irá ter muita retenção e não vai sair. Conclui-se que não é possível fazer “jamais” uma moldagem com goldiva em um paciente dentado, ainda que seja parcialmente dentado.
INDICAÇÕES SECUNDÁRIAS
As indicações secundárias se aplicam em casos em que se realizou inicialmente a moldagem com um material diferente e, por alguma razão o profissional ainda deseja utilizar a goldiva e tem muita prática com o uso da mesma. Essas indicações são:
- Moldagens unitárias (bandas ortodônticas);
- Estabilização da tira de matriz individual (utiliza a goldiva para fechar as duas partes da matriz e estabilizar em casos que o porta matriz não é suficiente);
- Fixação de bandas, grampos e etc.
Obs.: A temperatura da goldiva é de 45o , um pouco maior que a temperatura da cavidade oral (Graus), mas devido a propriedade do material de não transmitir rápido o calor essa moldagem pode ser realizada sem riscos maiores de causar algum tipo de queimadura. Assim que coloca o material na boca do paciente e comprime, imediatamente faz a aplicação por meio de uma seringa de água gelada e ela irá esfriando, não sendo tão desconfortável para o paciente. Por isso, é necessário o domínio da utilização da técnica, no momento em que comprime o material o paciente sente mais quente um pouco, mas em seguida deve-se iniciar o resfriamento com a água gelada.
Obs.: A Goldiva pode ser utilizada nas moldeiras comerciais (o próximo assunto que será dado será necessárioa confecção de uma moldeira individual).
TÉCNICA BÁSICA DE MOLDAGEM
- Plastificação (amolecimento)- através do calor;
- Colocação na moldeira;
- Plastificação adequada (45o – 85% de escoamento);
- Pressionar contra os tecidos;
- Resfriar.
- Ao chegar por volta dos 37,5o será possível remover o material sem problemas.
* Foi mostrado um material para fazer a moldagem total – placa marrom – que é mais espesso do que a goldiva e que específico para isso. E pode ser utilizado também para fazer uma primeira moldagem preliminar com ele e se necessário complementar com a moldagem com uma placa bem fininha de goldiva, plastifica e molda em seguida. Por ser mais fina a goldiva vai plastificar mais rapidamente, então caso seja necessário realizar uma moldagem posteriormente deve-se lembrar que a goliva terá o aquecimento mais rápido. Esse é um caso de utilização da goldiva em uma moldagem secundária.
Parte 4 (31min – 41min20s) – Responsável: Ariana Idalino
(...) Essa foi uma moldagem convencional para arcada dentária.
MOLDAGEM – CAVIDADE UNITÁRIA
Para fazer a moldagem de 1 dente só (que é uma indicação secundária), vamos precisar de um anel de cobre – que é mais rígido e mais alto - preenchido com godiva amolecida e pressioná-lo imediatamente contra o dente de interesse.
OBS: Não deve pressionar junto dos outros dentes; deve separar esses dentes com a borrachinha ortodôntica, deixar o dente que já está com o preparo protético separadinho dos outros e pronto para receber o anel. Depois de receber o anel, coloca a godiva e, a partir daí, pressiona imediatamente, obtendo o molde exato daquele preparo.
- Após o resfriamento da godiva, o molde é removido.
- o molde é vazado com gesso para confecção do troquel ou modelo individual.
SINONÍMIA
Pasta zincoenólica:
É um material anelástico, à base de óxido de zinco e eugenol, que toma presa (presa química)de forma sólida e friável (quebradiço).
· Composição química
- Pasta base: óxido de zinco, resina hidrogenada, breu, acetato de zinco, cloreto de magnésio e óleo mineral.
- Pasta catalizadora (ativadora): eugenol, resina vegetal, ácido acético, óleo de oliva – linhaça ou mineral leve.
· Apresentação
Apresenta-se na forma de dois tubos com bicos de diâmetros diferentes, em forma de pasta.
- Tipo 1: espessa, com bico de maior diâmetro (pasta base)
- Tipo 2: fluida, com bico mais fino (pasta catalizadora)
A proporção é de 2:1. Então, normalmente, vamos colocar a mesma quantidade das duas pastas ao mesmo tempo .
Geralmente, a pasta base é branca (devido ao óxido de zinco), e a pasta catalizadora é vermelha ou rosa (devido ao eugenol).
· Indicações
- Moldagem para confecção de prótese total e parcial removível;
- Utilizado apenas com moldeiras individuais de resina acrílica ou godiva, numa camada fina (moldagem corretiva).
Pode acontecer de alguns fabricantes produzirem a pasta base do mesmo tamanho da pasta catalizadora. Se acontecer isso, devemos lembrar que a pasta base é o dobro da pasta catalizadora, ou seja: coloca o dobro da pasta base, e a pasta catalizadora na proporção 2:1.
PARTE (5) – responsável: (Carlos Leão) 
(...) alguns fabricantes fazem as duas pastas do mesmo tamanho. Para que não haja confusão, é necessário lembrar que a pasta base é o dobro da pasta catalisadora. Ou seja, vai colocar a dobro de pasta base e a pasta catalisadora 2 para 1.
*TEMPO DE PRESA:
-O intervalo varia entre os fabricantes: de 3 a 5 minutos
- Para atingir a resistência normal: até 10 min. Não 10 min na boca do paciente (de 3 a 5 min já retira) mas se for fazer manipulação de gesso ou algo do tipo, chega até 10 min.
*RESISTENCIA e RIGIDEZ:
-Praticamente igual ao oxido de zinco e eugenol
*ESTABILIDADE DIMENSIONAL:
- É boa. Existe uma pequena deformação, mas não afeta na qualidade.
· Possui uma adesão adequada à moldeira, logo, não precisa aquecer. Por isso, é necessário que se use a moldeira individual, do contrário, ela quebraria. 
· É necessário que esse material seja manipulado até apresentar uma cor homogênea, a partir disso, poderá ser colocado na boca do paciente.
· Esse material vem acompanhado de um bloquinho de papel para ser manipulado, quando ele acaba pode utilizar a placa de vidro. Ele é manipulado com a espátula 36 que é bem comprida e deve ficar deitada na horizontal, paralela à placa de vidro. A manipulação deve ocorrer em 1 minuto, pois esse é um material fácil de manipular. Quanto à proporção, se os tubos das pastas vierem diferentes, põe quantidade linear 1:1 e se vierem iguais 2 de pasta base para 1 de pasta catalisadora. A manipulação deve atingir uma cor rosa.
· O acabamento é feito com uma broca chamada: broca carbo 1 que é verde ou branca, com o motor, em baixa rotação, vai desgastando até deixar a peça de uma mesma espessura (até 1,5 para não ficar desconfortável na boca do paciente), 
· A pasta de zinco enólica faz uma moldagem secundária sobre uma moldagem já feita na boca do paciente
· Quando se aplica esse material na boca do paciente, deve ficar parado, pois qualquer movimentação em relação à moldeira, vai causar alteração. Logo, após posicionar a moldeira em um plano relacionado à linha sagital do paciente, comprime e espera até o material tomar presa.
· A quantidade de saliva pode alterar um pouco a presa do material.
· Não pode fazer moldagem de arcada total com chama, ou faz com agua quente, ou faz no forno. (cai em prova) Se aquecer na chama, não há precisão, pois quando aquece de um lado o outro esfria e vice e versa.