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Alimentação enteral

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Terapia Nutricional 
Alimentação enteral 
 
 
Terapia nutricional 
∘ A TN é categorizada como sendo 
um meio de suporte nutricional (SN) 
↳ Suporte nutricional – 
complemento nutricional oral, 
enteral ou parenteral com o intuito 
de preservar ou recuperar o EN do 
paciente 
⦁ Por meio de suplementos 
nutricionais apropriados para cada 
patologia 
⦁ Ou quando o paciente não 
consegue ingerir por via oral a 
necessidade calórica para 
manutenção da saúde em 60%. 
 
Nutrição enteral (NE) 
∘ É a administração de nutrientes 
pelo TGI por artifício de sondas 
∘ Atualmente as dietas desenhadas 
para o uso enteral, mesmo que 
ingeridas por via oral são 
consideradas alimentação enteral e 
o paciente é categorizado em 
esquema de TNE 
 
→ VANTAGENS 
 
 
↳ Grande volume em curto 
período de tempo – porque na 
sonda gástrica, o estômago está 
funcionando, digerindo e fica 
responsável pelo esvaziamento 
gástrico 
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↳ Optar pela localização gástrica 
quando não houver risco de 
aspiração 
 
→ DESVANTAGENS 
 
 
 
→ REGRA 
∘ Se o TGI funciona, mesmo que 
parcialmente, deve ser utilizado para 
preservar sua função 
 
→ INDICAÇÃO DE TNE 
∘ É indicada a qualquer paciente 
sem condições de atender ao 
menos 60% a 75% de suas NEE, 
voluntariamente por meio oral, 
desde que o TGI esteja funcionante 
e tenha capacidade de digerir e 
absorver os nutrientes 
↳ Caso contrário orienta-se a via de 
Nutrição Parenteral (VNP) 
 
∘ Portanto, a TNE pode ser 
indicada: 
⦁ Tanto como via exclusiva – para 
administração de calorias e 
nutrientes 
⦁ Como na forma de 
suplementação – associada a via 
oral e/ou parenteral 
 
 
 
→ TNE 
∘ É considerada a mais fisiológica 
quando comparada com VNP pelos 
seguintes motivos: 
⦁ Evita a atrofia da mucosa 
⦁ Mantem a função do TGI mais 
próximo do normal 
⦁ Preserva a função imune o TGI – 
por manter a microbiota ativa 
 
∘ A TN deve ser iniciada o quanto 
antes, o recomendado são nas 
primeiras 24 a 48 horas da 
admissão hospitalar 
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↳ Quanto mais precoce se instalar 
a TN bem conduzida, melhor será a 
recuperação sobre o EN do 
paciente e na diminuição das 
complicações cirúrgicas 
 
→ TN BEM CONDUZIDA 
∘ Deve ser entendida como o 
acompanhamento dietoterápico do 
paciente desde o período da sua 
admissão no hospital ou ambulatorial 
nas fases pré e pós operatório, a 
partir de um trabalho da EMTN 
∘ Assim é possível traçar um plano 
dietoterápico, executá-lo e avaliá-lo 
periodicamente no decorrer do 
tratamento 
 
→ TEMPO OU DURAÇÃO DA TN 
∘ A associação de TEMPO DE 
TERAPIA e ESTADO NUTRICIONAL 
do paciente definirá a conduta 
nutricional mais adequada 
∘ O tempo também determina qual 
administração será feita 
 
 
∘ O tempo disponível para a TN do 
paciente regerá o TIPO, a 
INTENSIDADE, e a QUALIDADE da 
dieta 
∘ E tanto se poderá optar por: 
⦁ Uso exclusivo de via oral – a partir 
de dietas padrão hospitalares 
⦁ Terapia mais intensiva – a partir 
de sondas enterais ou parenterais 
 
∘ Outras variáveis como: 
 
↳ Influenciarão num MAIOR ou 
MENOR tempo de internação e 
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recuperação nutricional do paciente 
clínico e cirúrgico 
⦁ Um EN muito comprometido 
como obesidade grave ou caquexia 
poderá exigir um tempo de TN 
maior para obtenção de resultados 
 
Contraindicação de TNE 
 
∘ Via gástrica – quando apresentar 
gastroparesia 
∘ SIC – síndrome do intestino curto 
∘ Obstrução crônica – estenose no 
TGI, pode ocorrer em miopatias; 
tubo digestivo vai se fechando 
∘ Se houver disfunção – optar por 
TNP, TNE não é indicada 
∘ Íleo paralítico – se não funcionar, 
não tem como usar a TNE 
 
→ OUTRAS CONTRAINDICAÇÕES 
 
Acessos para TNE 
 
↳ Se for ficar ou precisar de 3 a 4 
semanas – priorizar SNG (sonda 
nasogástrica) ou SNE (sonda 
nasoenteral) 
 
Após a identificação dos 
problemas nutricionais 
∘ Segundo a anamnese alimentar e 
o grau de comprometimento do 
EN, o próximo passo é a formulação 
do plano dietoterápico, que devem 
levar em consideração: 
⦁ A fase do tratamento (pré, pós, 
quimio, radio) 
⦁ Condição nutricional pregressa e 
atual 
⦁ Expectativas de mudança do EN 
⦁ Doença de base 
⦁ Nível socioeconômico e cultural 
do paciente também devem ser 
levados em conta 
 
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Objetivos da TN 
∘ Garantir nutrição adequada 
∘ Suprir a demanda metabólica em 
diversos tipos de situações de 
estresse 
∘ Corrigir desnutrição 
∘ Promover apoio nutricional, mais 
seguro, fisiológico e econômico 
 
Administração da TN 
∘ Pode ser feita de duas maneiras: 
⦁ 1ª: Via nasal (com posicionamento 
gástrico ou pós pilórico) 
⦁ 2ª: Através de orifício onde é 
fixada a sonda, geralmente em 
posição gástrica (gastrostomia) ou 
jejunal (jejunostomia) 
⦁ De todas as técnicas para acesso 
enteral, destaca-se a laparoscopia 
endoscópica e gastrostomia 
endoscópica cutânea 
↳ A GEC é um procedimento 
simples, não precisa fazer cortes 
 
 
 
→ MÉTODOS PARA 
VERIFICAÇÃO DA SONDA 
POSIÇÃO DA SONDA 
 
↳ Logo após colocar a sonda, se faz 
o raio-x para ter certeza de que a 
sonda está no lugar correto 
⦁ Sonda gástrica – fazer 
imediatamente 
⦁ Sonda intestinal – fazer após 3 
horas 
 
Gastrostomia 
∘ Indicada à pacientes que 
requerem terapia de por longos 
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períodos e quando não há risco de 
aspiração 
∘ Contraindicada em casos de 
carcinoma ou obstrução na região 
pilórica 
∘ Caso não haja contraindicação, a 
administração de dieta no estômago 
é a via preferida, dada a sua 
capacidade de reservatório, pela sua 
regulação osmótica e por preparar 
melhor o alimento para absorção 
 
Jejunostomia 
∘ Alimento cai direto no intestino 
∘ Indicada quando há risco de 
aspiração 
∘ Essa técnica deve ser evitada, 
pois possui complicações locais 
diversas 
∘ Quando há afecções primárias no 
intestino (doença de Crohn ou 
obstrução distal (afecção que 
impede a passagem de conteúdo) 
∘ Os sintomas da obstrução incluem 
dor em cólica, vômitos, obstipação 
e interrupção da eliminação de 
gases, 85% das obstruções 
completas do intestino delgado 
requerem cirurgia 
↳ Se houver obstrução, a dieta se 
acumula e fica ali paralisada, aí 
precisa realizar um procedimento 
cirúrgico 
 
Ostomias contraindicadas 
∘ Absolutas: hipertensão portal, 
ascite e cirurgia gástrica recente (as 
últimas 2 podem ser relativas a 
depender da experiência técnica) 
∘ Relativas: obesidade, cirurgia 
abdominal prévia e distúrbios de 
coagulação. 
↳ Obesidade – se a pessoa for 
muito obesa, terá muita dificuldade 
para colocar a sonda e aí pode ser 
contraindicada, depende do nível de 
obesidade 
↳ Distúrbios de coagulação – pelo 
risco de hemorragia 
 
Ostomias 
∘ VANTAGENS 
⦁ Menor risco de RGE e aspiração 
⦁ Facilidade na administração da 
dieta 
⦁ Ausência da sonda na face – 
contribuindo para a autoestima do 
paciente 
⦁ Mais duráveis 
 
∘ DESVANTAGENS 
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⦁ Mais caras 
 
 
 
Métodos de administração 
→ EM BOLO 
∘ Injeção com seringa, 100 a 350ml 
de dieta no estômago, de 2 a 6 
horas 
∘ Precedida e seguida por irrigação 
da sonda enteral com água potável 
 
→ INTERMITENTE 
GRAVITACIONAL OU BOMBA 
∘ Força da gravidade, ou bomba 
volume de 50 a 500ml de dieta 
administrada por gotejamento, de 3 
a 6 horas 
∘ Precedida e seguida por irrigação 
da sonda enteral água potável 
 
→ CONTÍNUA 
∘ Bomba de infusão, 25 a 
150ml/hora, por 24 horas, 
administrada no estômago, jejuno e 
no duodeno 
∘ Interrompida de 6 a 8 horas para 
irrigação da sonda enteral com água 
potável 
 
Resíduo gástrico 
∘ Os pacientes graves internados 
em UTI merecem uma atenção 
especial em relação ao estado 
nutricional 
↳ Tal precaução deve-se ao fato 
de estarem totalmente 
dependentes para se alimentarem, 
por apresentarem maior consumo 
das reservas energéticas e 
nutricionais em razão da própria 
condição clínica e resposta ao 
tratamento mais agressivo 
 
∘ O resíduo gástrico deve ser 
verificado antes de cada tomada 
↳ Se