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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO. CAMPUS CUIABÁ - BELA VISTA DEPARTAMENTO DE ENSINO DO CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS THAHIS YOHANA SILVA FRANÇA Relatório de aula prática Filtração da disciplina de Laboratório Básico 1 apresentado ao curso Bacharelado em Engenharia de Alimentos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - Campus Cuiabá Bela Vista. Docente: Rafael Araújo Lira Cuiabá 2020 1. INTRODUÇÃO A filtração é um método de separação muito utilizado tanto na indústria quanto no dia a dia das pessoas. Trata-se de um método de separação de misturas heterogêneas que tem por objetivo separar o componente sólido não dissolvido em um determinado solvente. A filtração a vácuo, por sua vez, é uma filtração como outra qualquer, porém é realizada sem a presença de ar (por isso, a expressão “a vácuo”), o que torna esse método muito mais rápido do que uma filtração comum. Além de ser uma filtração mais rápida, a filtração a vácuo também apresenta equipamentos de laboratório específicos. A filtração simples é muito utilizada dentro do laboratório químico, a filtração serve para fazer a separação entre as misturas heterogêneas e a separação acontece com facilidade por conta do papel filtro que retém as partículas em suspensão que se separam da fase liquida. O papel filtro tem uma textura que é capaz de reter pequenas partículas de sólidos, o funil deve ser ajustado em todo o processo para que não haja passagem de partículas para o material filtrado. Na filtração simples usa-se papel filtro dobrado em quatro partes feito cone, o papel é colocado em um funil e depois colocar o material a ser filtrado. Os fatores que a velocidade de filtração depende são: diferença da pressão no início da torta, e a pressão de saída do meio filtrante, viscosidade do meio filtrante, concentração do meio, resistência do filtro e resistência da torta. O objetivo deste relatório é para verificar a eficiência do método filtração a vácuo, com diferentes porcentagens de sólidos presentes nas amostras. https://brasilescola.uol.com.br/quimica/filtracaometodo-separacao-misturas.htm 2.0 METODOLOGIA 2.1 MATERIAIS UTILIZADOS MATERIAIS • 50 mL de amostra (Fluido alimentício) • 1-Funil de buchner • 1-Kitassato • Papel de filtro • Bomba a vácuo 2.2 FILTRAÇÃO • -Criar o vácuo no interior do kitassato utilizando a bomba de vácuo. • -Colocar no interior do funil de Buchner um papel de filtro. • -Adicionar a amostra, sobre o papel de filtro, no interior do funil de Buchner • -Colocar o meio filtrante usado em uma bandeja e levar o conjunto à estufa. 2.3 PROCEDIMENTO A filtragem a vácuo consiste na aplicação de uma pressão menor que a atmosférica, o que promove o aumento da velocidade de formação da torta. O kitasato é o recipiente mais adequado para o teste em laboratório. O sistema resume-se em acoplar o kitasato a um funil de Buchner que, por sua vez, está ligado a uma linha de vácuo, conforme ilustrado na Figura. A suspensão a ser filtrada deve ser acondicionada em recipientes tipo béquer, ou até mesmo em baldes, dependendo da quantidade de material a ser filtrado. O meio filtrante normalmente empregado é um papel de filtro de porosidade conhecida e capaz de reter o material sólido. A suspensão a ser filtrada deve ser vertida aos poucos sobre o papel de filtro corretamente posicionado no funil e no kitasato. Para que o papel de filtro se encaixe melhor no funil de Buchner, coloque-o sobre o funil e molhe-o com água usando a pisseta. Se esse for maior do que a área perfurada do funil, deve- se então dobrar o papel de filtro com as abas para cima. A adição da suspensão deve ser de tal modo que não ultrapasse a altura do papel de filtro, evitando assim o transbordo e passagem do material sólido para o kitasato. A suspensão pode ser decantada no béquer durante a filtragem. Para evitar isso, pode-se manter o sistema em agitação permanente ou deixar a sedimentação ocorrer livremente. Quando restar pouca quantidade de material a ser filtrado, deve-se rinçar o béquer com água, utilizando a pisseta para carrear todos os sólidos que estiverem depositados no fundo e nas paredes do béquer. Se a quantidade de sólidos suspensos for elevada, ou se esses sólidos forem de granulometria muito fina, a torta que se forma sobre o meio filtrante poderá tornar o processo de filtragem bastante demorado, por causa do entupimento dos poros do meio filtrante, o que provoca uma perda de carga do sistema de filtragem. A disposição das partículas sólidas sobre o meio filtrante contribui de forma decisiva para o aumento da perda de carga do sistema e conseqüente perda de eficiência do processo. O espalhamento das partículas sólidas na formação da torta se dá de maneira irregular, aumentando a espessura da torta conforme o tempo de operação (Lin e Miller, 2000). Caso isso ocorra, deve-se trocar o meio filtrante por um outro novo e igual ao anterior. Deve-se colocar o meio filtrante usado em uma bandeja e levar o conjunto à estufa, com a finalidade de remover a água remanescente, isto é, a umidade. Para isso, deve-se fechar a linha de vácuo, retirar o meio filtrante do funil de Buchner, colocá-lo sobre uma superfície plana e lisa para raspar, com o máximo de cuidado, a superfície do meio filtrante com uma espátula e retirar a torta formada. A torta deve ser colocada em um recipiente adequado e, na seqüência, deve-se proceder o processo de secagem em estufa. Se o meio filtrante estiver em boas condições (sem entupimentos), deverá voltar para o funil e ser reutilizado em uma nova etapa do processo de filtragem. 3.0 RESULTADOS OBTIDOS Os resultados apresentados na tabela (1), mostraram que conforme o tempo foi passando a umidade da amostra foi diminuindo, visto que quando se chegou em 2,5 minutos a umidade da amostra permaneceu constante por 3,5 minutos, e logo em seguida a umidade começa a diminuir novamente até chegar no tempo de 15 min com 76,91 de umidade da amostra com 10% de sólidos. (TF) (MIN) (UT) (%) 0,0 90,80 1,0 76,77 1,5 78,01 2,0 83,40 2,5 79,94 5,0 79,64 6,0 79,80 7,0 78,29 8,0 78,09 9,0 77,47 10,0 74,81 15,0 73,91 Tabela 1 – Tempos de filtragem (TF) e umidades da torta (UT) resultantes de um teste de filtragem de uma polpa com 10% de sólidos. De modo que na tabela (2), a polpa com 15% de sólidos começa a ficar com a umidade constante no tempo de 5 min, com 69,64% depois de 4 min há uma queda ainda maior da umidade, terminando a filtragem com 53,51% de umidade, isso implica que o tempo decorrido versos a quantidade de umidade final foram melhores do que a da tabela 1, pois obtinham mais sólidos presentes. (TF) (MIN) (UT) (%) 0,0 88,30 1,0 73,77 1,5 71,09 2,0 73,40 2,5 79,94 5,0 69,64 6,0 69,80 7,0 68,29 8,0 68,09 9,0 57,47 10,0 54,81 15,0 53,91 Tabela 2 – Tempos de filtragem (TF) e umidades da torta (UT) resultantes de um teste de filtragem de uma polpa com 15% de sólidos. Podemos observar na tabela (3), que o filtro foi muito eficiente pois por conter maior quantidade de sólidos, foi capaz de reter maior quantidade de umidade e partículas fazendo com a amostra ficasse com a umidade em torno de 41,91 % em 15 min. Dentre todas as amostras a que mais foi eficiente e eficaz foi a amostra 3 com 20% de sólidos presentes e menor teor de umidade no final da filtração. (TF) (MIN) (UT) (%) 0,0 82,80 1,0 71,77 1,5 70,01 2,0 66,40 2,5 68,94 5,0 56,64 6,0 53,80 7,0 57,29 8,0 57,09 9,0 47,47 10,0 43,81 15,0 41,91 Tabela 3 – Tempos de filtragem (TF) e umidades da torta (UT) resultantes de um teste de filtragem de uma polpa com 20% de sólidos. 4.0 CONCLUSÃO Os dados obtidos neste presente relatórioforam de grande importância, visto que as amostras foram realizadas com êxodo, e de modo que a filtração a vácuo foi muito eficiente, pois as amostras adquiriram teores de umidade satisfatório. Porém as amostras 2 e 3 foram as que mais se destacaram pois, a umidade presente nelas em um curto espaço de tempo foi bem menor que a amostra 1, isso pode haver com o tipo de papel filtro utilizado ou até mesmo estar relacionado com os sólidos em suspensão das amostras e som suas viscosidades, além disso pode estar relacionado com a pressão da bomba no inicio e no final. 5.0 REFERÊNCIAS FOUST, A. S. et.al. (1982). “Princípios das Operações Unitárias” – Ed LTC, Rio de Janeiro – RJ, 2ª edição. GOMIDE, R. (1980). “Operações Unitárias”, vol. 3 – Ed do Autor, São Paulo. PAYNE, J. H. (1989). “Operações Unitárias na Produção de Açúcar de Cana” – Ed. Nobel: STAB, São Paulo. SHREVE, R. N.; BRINK Jr, J. A. (1980) “Indústrias de Processos Químicos” – Ed. Guanabara Dois S.A., Rio de Janeiro – RJ, 4ª edição. OLIVEIRA, R. C. de; BARROS, A. T. D. de; GIMENES, M. L.; ALVIM, F. A. F.; WINTER, C. Comparação Entre Centrifugação e Microfiltração na Clarificação do Suco Tropical de Maracujá. Acta Scientiarum Technology. Maringá, v. 32, n. 3, p. 271-278, 2010. VENTURI FILHO, W. G. Tecnologia de bebidas: matéria prima, processamento, BPF/APPCC, legislação e mercado. São Paulo: Edgar Blucher, 2005.