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FARMACOLOGIA DOS ANTIDEPRESSIVOS

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de cortisol. 
Em geral e o paciente com depressão, você assume o seguinte você tem esse aumento de 
cortisol isso foi detectado em vários pacientes com depressão se você faz coleta de sangue 
um aumento do cortisol Pode ser observado isso tem sido até avaliado como um possível 
biomarcador para depressão, mas claro né um biomarcador meio genérico então não seria 
um biomarcador absoluto você teria que confrontar ele com outras questões. 
O cortisol e os glicocorticóides em excesso são neurotóxicos. O excesso de cortisol poderia 
ser o responsável por aquela atrofia hipocampal e do córtex pré-frontal ou de estruturas 
corticais como eu falei no slide anterior, justamente o hipocampo e o córtex pré-frontal 
participam da inibição do eixo HPA, então percebeu que a amígdala facilita hipocampo e o 
córtex pré-frontal inibem. e o slide anterior de neuroanatomia eu falei para vocês caminho 
dela tá hiper ativada na depressão o hipocampo e o córtex tem atrofia Então qual que é a 
ideia e no paciente com depressão que tem estresse crônico prévio o excesso de cortisol 
leva a neurotoxicidade de estruturas que são sensíveis como hipocampo e o córtex 
pré-frontal você perde o controle negativo do eixo hpa e você aumenta o controle positivo 
causado pela amígdala você aumenta a produção de cortisol E aí você tem um loop de 
aumento de cortisol, neurotoxicidade, perda de controle hipocampal, redução do controle 
negativo isso tudo aumentando cada vez mais. 
 
 BEATRIZ GURGEL-MEDICINA-UFMS 
 
 
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3. TEORIA MONOAMINÉRGICA 
 
Foi observado que pacientes com depressão tinham reduções nos metabólitos de várias 
monoaminas incluindo: serotonina, noradrenalina, e também dopamina mas não em uma 
intensidade tão grande. 
Com base nessa observação pensaram: 
Pacientes com depressão teriam uma disponibilidade menor dessas monoaminas, e essa 
disponibilidade menor seria origem da depressão. 
 
 
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Então em um paciente normal, teríamos a serotonina produzida e liberada. Ela é produzida 
numa quantidade grande, atuando em receptores pré-sinápticos inibitórios que não deixam 
existir uma liberação exagerada. Mas você tem uma liberação suficiente para ativar tanto 
receptores pré-sinápticos, que são receptores com uma afinidade maior a serotonina ou 
seja, eles são ativados preferencialmente mesmo em quantidades pequenas de serotonina 
e essa quantidade é suficiente para ativar também receptores pós-sinápticos que vão levar 
informação adiante. 
Na depressão por algum motivo, você teria uma redução na liberação de serotonina. A 
serotonina liberada em quantidade menor, seria insuficiente para ativar receptores 
pós-sinápticos, mas ela conseguiria ativar receptores pré-sinápticos, porque mesmo na 
quantidade pequena, esses receptores inibitórios tem uma afinidade mais maior. Então você 
tem uma situação de liberação menor de serotonina, com mecanismo inibitório mantido, 
logo isso acaba reforçando o mecanismo inibitório e redução na liberação de serotonina 
 
 
 
 
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SPOILER: ​os antidepressivos de maneira geral, aumentam a disponibilidade de serotonina 
e noradrenalina nas sinapses. Então essa teoria explica porque os antidepressivos 
funcionam, só que a gente tem um problema. Os antidepressivos não funcionam de maneira 
aguda, pois quando você começa o tratamento com antidepressivo, o paciente não tem 
resposta antidepressiva por pelo menos três a quatro semanas, e além disso, ele pode ter 
piora dos sintomas nas primeiras semanas. 
Ao mesmo tempo todos os antidepressivos que são usados aumentam serotonina e 
noradrenalina na sinapse de maneira aguda. Então como é que você tem um medicamento 
que aumenta a serotonina na sinapse de forma aguda, em teoria controla isso aqui que tá 
alterado, mas não controla depressão. Então obviamente isso aqui pode ser uma parte do 
problema. 
 
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Com base nessa teoria, ela foi levada a um nível adiante e isso tem sido confirmado hoje 
em dia, com técnicas de avaliam a distribuição e a presença de receptores no cérebro de 
pessoas deprimidas. 
 
OBS: Conhecimentos da farmacodinâmica: o que que acontece com uma sinapse ou 
uma linha de transmissão, quando você fica cronicamente com poucos 
neurotransmissores? Você aumenta a expressão dos receptores para que tenha um ajuste 
fisiológico e um contrabalanço, na tentativa de remediar essa alteração. o que tem sido 
observado na depressão é isso: que talvez por se manter por longos períodos como 
concentrações reduzidas de monoaminas, o que acontece no paciente deprimido é que ele 
vai ter uma suprarregulação de receptores monoaminérgicos, então a redução na presença 
de serotonina a longo prazo, faz com que os pacientes deprimidos tenham aumento na 
expressão dos receptores de serotonina. 
 
 
 
 
 
Suprarregulacao monoaminérgica cronica. 
 
 BEATRIZ GURGEL-MEDICINA-UFMS 
 
 
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A pior aguda dos sintomas que acontece quando o paciente com depressão começa a usar 
o antidepressivo e aquela latência de efeito para que paciente comece a ter um efeito 
antidepressivo. 
Então pensem o seguinte eu tô com paciente depressivo que tá com uma suprarregulação 
de receptores, ou seja, ele tem um sistema hipersensível as monoaminas, porque ele tem 
normalmente o que a liberação de monoaminas. Quando você começa a usar o 
antidepressivo, você dá um “buumm” de monoaminas para esse paciente, logo o paciente 
começa a ter uma hiperativação de receptores em níveis acima do que seria o normal, 
porque ele tem muito mais receptores, do que uma pessoa que não tem depressão. 
Isso explicaria em partes chamado sintomas paradoxais. Por isso, é completamente 
esperado que uma pessoa no começo de tratamento com antidepressivo vai ter que piora 
de ansiedade, alterações absurdas em apetite, sono... a primeira semana de uso de 
antidepressivo é muito sinistra se você não for avisado que isso vai acontecer é muito fácil 
você querer parar de usar o medicamento. 
Frente à ativação crônica: há uma dessensibilização, com neuroadaptação e retorno ao 
mais próximo do normal. Isso explicaria pq os antidepressivos têm essa latência de 
semanas ou meses. Porque você precisa de eventos celulares que envolvem mobilidade de 
receptores, alteração na taxa de produção de receptores, para estabelecer uma alteração 
sináptica a longo prazo. 
 
BUSPIRONA COMO AGENTE ANSIOLÍTICO 
 
Antagonista/agonista parcial serotoninérgico 5HT1a. 
Agonista parcial de receptores de serotonina 5 HT são aqueles que são inibitórios e estão 
na pré-sinapse, atuando agonista parcial ela tem um efeito dual, ou seja, funciona como 
antagonista quando você tem muita serotonina e como agonista quando você tem pouca 
serotonina. Mantendo as ativações em níveis médios. Logo se você tem excesso de 
serotonina ela age como antagonista,