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TCC I - GOVERNO 4 0

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GOVERNO 4.0: IMPACTOS ECONÔMICOS DA DIGITALIZAÇÃO DO ESTADO 
1. INTRODUÇÃO 
Ao que diz respeito os pilares de suporte democrático ofertados pelos atuais governos 
do nosso país e, em conformidade com toda Gestão de Serviços Públicos de diversas partes 
do mundo, cabe em nossa junção um sistema com necessidade de ampliação. Seguindo esta 
colocação, onde, o processo em questão deveria caminhar com aprimoramentos benéficos no 
cotidiano de toda nação em sua forma de agir, confiabilizar, baratear e integralizar as 
demandas rotineiras do público em geral, critica- se essa realidade em território nacional ao 
considerarmos o andar em passos curtos. Em avaliação ao suporte, seguindo com finalidades 
econômicas, o questionamento em si é resultante de ações para o aprimoramento do mesmo, 
enumerados em diversas colocações, como 1) A capacitação de colaboradores inflados; 2) O 
melhor investimento dos caixas públicos advindos de impostos pagos pela população e 
principalmente; 3) A implantação de ferramentas favoráveis na rotina do seu principal agente, 
o cidadão. 
Para Luckesi (1985), devemos pensar no conhecimento não só como um mecanismo 
de compreensão e transformação do mundo, mas também como uma necessidade para ação. 
Para isso, a interligação dos dados exploratórios visando o novo cenário em que estamos 
inseridos frente a uma Era Digital cada vez mais ampla em sua proatividade, e, considerando 
uma gestão pública muitas vezes primitivas ao que diz respeito sua prestatividade de 
atendimento, cabe nossa observação na junção dos fatores para consentimento ao que diz 
respeito a implantação de novas didáticas de serviços públicos. 
De acordo com Schmidt (2013, p. 03), as tecnologias de comunicação progrediram 
numa velocidade sem precedente, considerando que na primeira década do século XXI, o 
número de pessoas conectadas à internet em todo mundo aumentou de 350 milhões para mais 
de dois bilhões. Em complemento, é nítida a participação das últimas décadas (2000-2020) 
ao que se refere novos meio de comunicação e interação. Com isso, a pauta para o 
aperfeiçoamento modernista dos Estados na inserção da metodologia em diversos pilares de 
sustentação nacional como saúde, educação, mobilidade, dentre outros que permeiam a 
dinâmica social vai além de uma mera conveniência de atendimento, passando a ser uma 
necessidade de acompanhamento diante os tempos modernos. 
Em debruço aos acontecimentos resultantes da Revolução Digital, como a expansão 
da era das informações e das tecnologias disruptivas, os novos mecanismos e ferramentas 
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computacionais (Big Data, Computação em nuvem, BlockChain, Inteligência Artificial), 
apesar de recentes, a utilização dessas didáticas já vêm ajudando grande parte das organizações 
a atingirem seus níveis de serviço, onde, o foco na melhoria da produtividade e otimização de 
recursos são constantes. Com a digitalização do Estado não deixa de ser diferente, visto que, 
integra as ofertas de serviços públicos que até então só se faziam presencialmente de forma 
burocrática e demorada, adotando assim, o conceito da Era 4.0 para a otimização total em 
soluções virtuais. 
Como consequência da melhoria na administração pública a partir dos preceitos da 
digitalização do Estado, o impacto no desenvolvimento do país onde se aplica essa metodologia 
tecnológica é notório. As mudanças implicam diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) de 
uma nação, conforme cita o do ex-secretário de Governo Digital, Luis Felipe Salin Monteiro, 
em palestra realizada no evento Microsoft All+ Tour em 12 de Fevereiro de 2019: “Até 2025 a 
economia digital deverá movimentar U$ 23 trilhões mundialmente e o Brasil deve fazer parte 
disso”. Neste princípio, a análise endossa a contextualização de maneira precisa em relação ao 
atual cenário brasileiro, trazendo comparativos com outras nações no quesito de digitalização 
do Estado, impactos econômicos que essas novas tecnologias carregam em suas 
responsabilidades e a ratificação da didática ao que diz respeito pilares sociais, mudanças de 
comportamentos da população, legislação para suportar essas transições, infraestrutura 
tecnológica do Brasil, unificação de serviços para um maior dinamismo em atender o cidadão 
e consequentemente mostrar a importância de se modernizar o Brasil de modo a impactar o PIB 
de maneira eficiente. 
 
2. REVISÃO TEORICA 
 
2.1. Evolução das TICS - Tecnologia de informação e Comunicação em âmbito 
governamental 
O ano é 1970 e nele ocorria o fim da Era Industrial. Passando por três etapas de períodos 
distintos e considerando ser a última na década mensurada, notaríamos as mudanças previstas 
para o surgimento de um novo cenário macroeconômico, nomeado como Revolução Digital. 
Considerando invenções como microprocessadores, computadores e até mesmo o início do que 
ainda seria mundialmente utilizado em prol de diversos intuitos sendo a essência da 
comunicação conhecida como internet, partimos para a concepção dos novos tempos 
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respectivos de costumes e hábitos totalmente divergentes ao que era previsto ao final do século 
XX. 
Parker (1999) afirma que diferente da terra, do trabalho e do capital que se consolidaram 
na Revolução Industrial como partido para crescimento econômico, a Revolução Digital 
acarretou em ferramentas poderosas para uma enorme parcela da humanidade, concebendo uma 
nova visão para um mundo em desenvolvimento de diversos pilares. Distante de discordância, 
a afirmativa conduz em veracidade nos tempos atuais, ao qual a implantação nas esferas 
econômicas conduz de forma positiva e significativa, seja respaldado em novas concepções 
partindo da praticidade, tanto quanto índices positivos em aspectos financeiros do estado. 
A Revolução Industrial entra como a extensão do capitalismo em prol de melhorias 
constantes em diversos âmbitos. De acordo com a visão de Diehl e Vargas (1996, p. 97-98), é 
descrito como principais adequações aos novos tempos 1.Indústria microeletrônica, enquanto 
novo paradigma tecnológico (via liderança do Japão); 2. uma verdadeira terceirização do 
processo produtivo (expulsão de custos de dentro das empresas); 3. competição via qualidade 
e diferenciação de produtos; 4. organização de sistemas flexíveis de organização produtiva e do 
trabalho, baseados numa maior integração e cooperação inter e intra empresarial; 5. uma maior 
integração entre financiamento, fornecimento e produção (sob comando da grande empresa 
oligopolista); 6. surgimento de um tipo de empresa concentrada, multi industrial, com um 
importante braço financeiro, atuando em escala internacional. 
O fim da Era Industrial acarretou a necessidade de adoção para novos costumes, levando 
como país pioneiro a Estônia, que ao ter seu território deixado pela União Soviética, relata seus 
primeiros passos para a digitalização do estado no ano de 1990. Ao perceber seu distanciamento 
em índices econômicos em comparativo com o território da Finlândia que possuía apenas uma 
empresa de telefonia celular (Nokia) como fonte de giro econômico, enquanto eles, ainda 
viviam no telefone fixo, decidiram adotar o termo modernização em suas estratégias. 
O olhar para mudanças vistos nos últimos vinte anos já era presenciado na Estônia muito 
antes que qualquer país Europeu, a necessidade de investir em tecnologias para implantação de 
novos processos foi ao contrário do que outros países presenciaram, ao invés do cidadão como 
sujeito primário na adoção dos novos costumes, foi o Governo que carregou os incentivos para 
um novo olhar à frente do tempo. Considerando a necessidade de iniciar uma didática de novo 
governo em decorrência do fim da ocupação das tropas russas, a preocupação do governo seria 
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como atender sua população de modo eficaz eliminando processos longos e burocráticos 
(realidade presenciada antes da separação da União Soviética), para que assim, desse início à 
um novo legado. 
Não podemos