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6. Mercado e formação de preços

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DEFINIÇÃO 
Aplicação básica dos conceitos de investimento, custo e preço na prática e seu uso para 
tomada de decisões gerenciais. 
PROPÓSITO 
Explicar os conceitos de custo, investimento, despesa e formação de preços e suas 
aplicações nas mais variadas situações e contextos profissionais. 
 
 
 
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OBJETIVOS 
 
Módulo 1 
Identificar os custos 
diretos, indiretos, variáveis 
e fixos de um produto 
Módulo 2 
Analisar lucro e margem de 
contribuição 
 
Módulo 3 
Calcular o preço de venda 
de um produto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
No Brasil, cerca de 60% das empresas fecham suas portas em até 5 anos após a sua 
criação. Além disso, em 2018, 96% das empresas que faliram no Brasil eram pequenas. 
Isso demonstra tanto a dificuldade do mercado brasileiro quanto a falta de preparo do 
pequeno empreendedor nacional. 
 
Sem ter uma noção prática de como se calcula uma margem de contribuição, sem 
saber quais são os custos fixos e variáveis de um negócio e, principalmente, sem 
ter uma base para se definir o preço de venda de um produto, as chances do 
sucesso de um negócio, que já são pequenas, tornam-se ínfimas. 
 
Por esta razão o tema Mercado e Formação de Preços é tão relevante. Aqui, nós 
exploraremos os conceitos contábeis básicos e as nomenclaturas, depois aprenderemos 
como calcular os custos e, por fim, usaremos esses resultados dos custos tanto para 
verificar a viabilidade de um negócio quanto para definir o preço de venda de um produto. 
CONCEITO DE CUSTO, DESPESA E INVESTIMENTO 
A teoria de formação de preços vem de uma parte da Contabilidade que é chamada 
de Contabilidade de Custos. 
 
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DICA 
Você já deve ter ouvido falar que a “Contabilidade é a língua 
dos negócios” e, como qualquer língua, se você não souber as 
principais palavras, termos e estruturas, não vai conseguir usá-
la para se comunicar eficientemente. Assim é com a 
Contabilidade de Custos: para aplicá-la de forma eficaz e 
eficiente à sua tomada de decisão, você precisa conhecer seus 
principais termos. 
Toda vez que compramos algo (na Contabilidade, isso é chamado de dispêndio de caixa*) 
estamos pagando um custo, realizando uma despesa ou fazendo um investimento. Essas 
três palavras têm conceitos específicos e são importantes para identificar quais os tipos 
de gastos (dispêndios de caixa ) que estamos realizando. 
*Dispêndio de caixa: São as saídas de dinheiro do caixa, ou seja, aquilo que se paga em 
um negócio. 
Investimento 
Vamos começar abordando o conceito de investimento: 
 
Investimentos podem ser entendidos como a aquisição de bens ou serviços que 
irão gerar mais riqueza para os sócios da empresa no futuro. 
 
 
ATENÇÃO 
Podemos diferenciar o investimento dos outros tipos de gastos, 
pelo fato de o investimento sempre resultar na aquisição de um 
ativo (bem ou direito) que a empresa pode utilizar para realizar a 
sua operação. 
 
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Veja, a seguir, dois exemplos de investimentos, levando em conta um contexto de oferta 
de produto e outro de oferta de serviço: 
 
(Fonte: Vector Tradition e Andrew Rybalko / Shutterstock) 
Padaria do Sr. José 
O Sr. José é proprietário de uma pequena padaria na qual ele também trabalha como 
padeiro. Devido ao aumento da demanda, ele precisou ir até uma loja comprar um forno 
industrial para assar a quantidade de pães necessária para atender a todos os seus 
fregueses. Esse tipo de gasto que o Sr. José realizou foi um investimento. 
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(Fonte: Vector Tradition e Andrew Rybalko / Shutterstock) 
Consultório da Dra. Marcela 
Marcela é recém-formada em Medicina e decidiu abrir seu próprio consultório com alguns 
colegas. O investimento para o consultório seria a compra de material para atendimento, 
tais como estetoscópios, cama médica, mesas e cadeiras, entre outros, pois tudo isso 
seria usado na atividade-fim da empresa (prestar o serviço de atendimento médico), o 
que, no final, geraria mais riqueza. Outro exemplo de investimento para uma empresa 
seria a compra de um imóvel, um veículo ou um computador. Em todos esses casos, a 
empresa está recebendo um bem como contrapartida de seu gasto. 
 
 
SAIBA MAIS 
Agora, vamos supor que uma empresa compre uma patente de 
outra, a fim de desenvolver um produto. Esse é um tipo de 
investimento? Sim! Lembre-se de que o investimento é a 
aquisição de um bem ou de um direito. Assim sendo, tanto a 
compra de um ativo físico quanto a de um ativo intangível (como 
o caso de uma marca, patente, direito de exploração, concessão 
etc.) são investimentos. 
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Custo 
 
Custos são todas as saídas de dinheiro que são necessárias para que a empresa 
possa produzir um bem ou prestar um serviço. 
 
Como será que o custo pode ser classificado levando em consideração a padaria do Sr. 
José e o consultório da doutora Marcela? 
 
(Fonte: Vector Tradition e ONYXprj / Shutterstock) 
Padaria do Sr. José 
Para fabricar os pães, o Sr. José precisa comprar farinha para servir de matéria-prima. 
Diferentemente do fogão, que pode permanecer durante anos sendo usado pela padaria, 
esse ativo será consumido rapidamente na produção do seu produto. Isto é, a farinha será 
utilizada de forma bem mais rápida para se fabricar os pães. Logo, esse tipo de gasto 
difere do investimento, pois a farinha faz parte do pão (produto final). Portanto, tal gasto é 
classificado como custo. 
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(Fonte: Vector Tradition e ONYXprj / Shutterstock) 
Consultório da Dra. Marcela 
Como o consultório presta serviço de atendimento clínico através de médicos, o salário 
dos médicos é um custo. Além disso, como é necessário um imóvel para que as consultas 
ocorram, o aluguel do imóvel também será um custo, bem como o álcool usado para se 
limpar um paciente, entre outros. 
Posteriormente, nós entraremos em mais detalhes sobre as tipologias de custos. Por 
enquanto, o importante é que você entenda a diferença entre investimento e custo. 
Investimento 
O investimento é um gasto 
alocado em outros tipos de ativos 
como maquinário, equipamentos, 
imóveis, veículos etc. 
 
Custo 
O custo se diferencia do investimento 
porque ele é o gasto alocado em um 
produto. 
 
 
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Despesa 
 
As despesas são todos os gastos que não estão diretamente ligados à atividade-
fim da empresa. 
 
Será que existe diferença no conceito de despesa quando se oferece produto ou serviço? 
Vamos ver, a seguir, o que é considerado despesa para a padaria e para o consultório. 
 
(Fonte: Iconic Bestiary e Evellean / Shutterstock) 
Padaria do Sr. José 
O Sr. José deseja reformar a sua padaria e consegue um empréstimo bancário para poder 
realizar essa reforma. 
O valor que ele pagará pelo empréstimo é chamado de despesa financeira, pois este é um 
valor que não se transformou em um ativo (portanto, não é investimento) e nem pode ser 
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alocado no produto, porque o gasto não foi utilizado na produção do produto (logo, não é 
custo). 
Se o Sr. José contratasse um caixa para atender aos seus clientes, o valor do salário 
pago seria também um tipo de despesa. 
 
(Fonte: Iconic Bestiary e Evellean / Shutterstock) 
Consultório da Dra. Marcela 
No caso do consultório da doutora Marcela, a atividade-fim é prestar serviço médico. 
Sendo assim, são classificados como despesas o salário da recepcionista do seu 
consultório, a TV a cabo que está disponível na recepção, para que seus pacientes 
possam se entreter enquanto aguardam, a água do filtro que é fornecida, entre outras. 
 
ATENÇÃO 
Perceba que, por mais que esses gastos sejam, muitas vezes, 
importantes, em nada influenciam de forma direta a atividade-fim 
da padaria que é vender pães ou do consultório, que é atender 
aos pacientes. E é por esse simples detalhe que esses gastos 
são classificados como despesa nos dois tipos de negócio. 
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Vamos, então, entender os conceitos de forma resumida: